06 agosto 2014

Oposição cobra ética de maneira hipócrita, diz ministro das Comunicações



Jornal GGN - Em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar (SBT), o ministro das Comunicações Paulo Bernardo disse que a oposição ao governo Dilma Rousseff e ao PT, majoritariamente encabeçada pelo PSDB, promove uma campanha de cobrança de ética classificável como "forte e hipócrita", deixando de lado os crimes cometidos nas administrações tucanas.


Ministro do Planejamento de Lula, Paulo Bernardo afirmou que duvida "que algum governo tenha feito tantas ações para combater a corrupção [como os governos do PT no plano federal]. Criamos a CGU (Corregedoria-Geral da União)e a polícia federal foi aparelhada e teve independência que nunca teve", apontou.

"A oposição faz cobrança forte e hipócrita. Eles acham, por exemplo, que têm de ter CPI para apurar a Petrobras, mas do escândalo da Alstom, eles não falam nada. Acham que está tudo certo. Já vi notícias de que 400 milhões foram desviados [com a formação de cartel nos governos do PSDB de São Paulo]. Fica por isso mesmo. Até o Tribunal de Contas do Estado tem envolvimento", disse. "Essa coisa de ficar um querendo esculhambar o outro não resolve problemas. O que precisamos é ter medida de prevenção à corrupção", sugeriu.

O ministro ainda falou do projeto de regulamentação midiática. Segundo ele, uma versão que organize o setor eletrônico deve sair do papel num possível segundo mandato da presidente Dilma. Paulo Bernardo reforçou que o governo federal não tem poder ou a intenção de intervir na produção jornalística.

"A Constituição não permite regulação de qualquer mídia, de jornal, revista, mas tem daqueles setores que são concessões públicas, caso da televisão e rádio. Determinados tipos de propagada podem ser reguladas. Caso da propaganda de cigarro, que é proibida. E tem discussões, como proibir propaganda de bebida. É passível de regulação", apontou.

O titular defendeu a política econômica adotada pelo governo Dilma e falou das mudanças no setor de telefonia e no acesso à internet. A entrevista completa segue abaixo: