31 julho 2014

Rui: PT vai à PGR contra Aécio por pouso em Cláudio

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O presidente do PT, Rui Falcão, confirmou nesta quinta-feira que o partido deve ingressar com uma nova representação contra o tucano Aécio Neves na Procuradoria Geral da República, em razão da polêmica obra no aeródromo de Cláudio (MG); em artigo publicado na Folha, Aécio confirmou ter pousado algumas vezes no local e se desculpou pelo "equívoco" de não ter checado a situação da pista junto à Agência Nacional de Aviação Civil; segundo Rui Falcão, houve a "confissão de uma irregularidade"; detalhes da ação contra Aécio estão sendo discutidos, neste momento, pela coordenação jurídica da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff; "Não me preocupei efetivamente em saber se havia ou não homologação da pista. Isso é um erro, eu assumo esse erro. O que é essencial é que é uma obra pública feita em benefício de uma comunidade importante e um grande centro industrial para os mineiros", disse Aécio, nesta quinta-feira

247 - O Partido dos Trabalhadores deve ingressar com uma nova representação contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), depois que o candidato tucano confirmou, nesta quinta-feira, em artigo publicado na Folha de S. Paulo, ter pousado no aeródromo de Cláudio (MG). A informação foi dada no fim desta tarde pelo presidente do PT, Rui Falcão. "Os detalhes estão sendo discutidos pela coordenação jurídica da campanha", disse ele. Segundo Rui Falcão, houve a confissão de uma irregularidade.
No artigo publicado na Folha (leia aqui), Aécio reconheceu o "equívoco" de não ter checado junto à Agência Nacional de Aviação Civil a situação do aeródromo. Como o aeroporto não foi homologado pela Anac, pousos e decolagens no local seriam ilegais. Adversário do PSDB em Minas Gerais, o candidato petista Fernando Pimentel afirmou que a pista é "clandestina".
A campanha tucana também distribuiu informações sobre o caso nesta quinta-feira. Leia abaixo trechos da entrevista de Aécio:
Sobre o aeroporto de Cláudio.
[Sobre] a obra do aeroporto falo com o maior prazer. Uma obra importante para a região, vai estimular o desenvolvimento de toda aquela região, não apenas a cidade de Cláudio. Assim como as milhares de obras que fizemos foram obras importantes, planejadas. Então, não tenho dúvida de que o tempo mostrará a correção da obra, a transparência com que foi feita. O Ministério Público mostrou isso. 
O nosso exemplo em Minas Gerais, o nosso governo, é algo para ser seguido em todo Brasil, em absolutamente todos os aspectos.  A nossa ação planejada ao lado do nosso governador, futuro senador Antonio Anastasia, é reconhecida pelo Banco Mundial e por outros organismos internacionais como benchmarking, como referência daquilo que deve ser feito na administração pública. Me orgulho muito de tudo que fizemos aqui, e vamos caminhar com muita serenidade e com muita firmeza, dando as explicações sobre quaisquer temas que surjam. É papel do homem público fazer isso, mas com muita serenidade, muita tranquilidade. Estou me preparando para vencer as eleições e governar o Brasil em nome da ética, da decência e da eficiência.
Sobre o uso do Aeroporto.
A obra foi corretíssima, eu não me furto a responder sobre esse assunto. A obra foi planejada, como milhares de outras obras feitas em Minas Gerais. O que há, na verdade, é uma grande demora da Anac para fazer essas homologações. E foi de forma inadvertida [o uso da pista], não me preocupei efetivamente em saber se havia ou não homologação da pista. Isso é um erro, eu assumo esse erro. O que é essencial é que é uma obra pública feita em benefício de uma comunidade importante e um grande centro industrial para os mineiros.
Esta seria a segunda ação do PT contra Aécio em razão do aeródromo. A primeira foi protocolada há dez dias. Leia abaixo:
PT CONFIRMA AÇÃO CONTRA AÉCIO POR AEROPORTO
Coordenação jurídica da campanha da presidente Dilma Rousseff decidiu que irá entrar nesta terça-feira com uma representação por improbidade administrativa no Ministério Público de Minas Gerais contra o candidato do PSDB, Aécio Neves; ação se deve a denúncia publicada pela Folha de S. Paulo neste domingo de que o tucano, quando governador de Minas, construiu um aeroporto com recursos públicos em terras que pertenceram à sua família; presidente do PT, Rui Falcão, disse ontem que o senador "usou o governo de Minas Gerais como extensão de suas propriedades"; senador atribuiu a reportagem ao "período eleitoral"; Anac vai investigar pousos e decolagens em área ainda sem autorização para ser usada

Fim da era JB: não há mal que dure para sempre

CHARGE DO BESSINHA

Dilma nega "tarifaço" de energia se for reeleita

: Brasília - DF, 30/07/2014. Dilma Rousseff participa do diálogo da Indústria com Candidatos à Presidência da República. Brasília - DF. Foto: Ichiro Guerra
"O que é que justifica essa hipótese do tarifaço? Significa a determinação em criar expectativa negativa no momento pré-eleitoral", disse a presidente Dilma Rousseff durtante evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI); ela acusou os que levantam essa ideia de tentar criar pessimismo para prejudicar a economia; Dilma também afirmou que a "profecia" de que haveria racionamento de energia não se concretizou e que não se concretizará

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff negou nesta quarta-feira que realizará um "tarifaço" no setor de energia caso seja reeleita em outubro e acusou os que levantam essa hipótese de tentar criar pessimismo para prejudicar a economia
"O que é que justifica essa hipótese do tarifaço? Significa a determinação em criar expectativa negativa no momento pré-eleitoral", disse a presidente durtante evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI).
"Esse tarifaço é mais um movimento no sentido de instaurar o pessimismo, expectativas negativas, comprometendo o crescimento do país."
Os dois principais adversários de Dilma na eleição de outubro --Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB)-- têm afirmado que haveria um aumento significativo nas tarifas de energia elétrica após as eleições, o que foi negado nesta quarta-feira pela presiente.
Tanto Aécio, quanto Campos, também discursaram a empresários na CNI nesta quarta.
Dilma também afirmou que a "profecia" de que haveria racionamento de energia não se concretizou e que não se concretizará.
REGULAÇÃO NA TELEFONIA
A presidente respondeu também perguntas de empresários sobre vários assuntos e em uma de suas respostas disse que é "inexorável" uma discussão do governo federal com as empresas de telecomunicações sobre o modelo regulatório do setor de telefonia. Segundo a presidente, o modelo atual é baseado na telefonia fixa, contrariando tendência da indústria voltada cada vez mais para serviços móveis.
"Eu acho que essa é uma discussão que vai ocorrer no Brasil logo após o processo eleitoral", disse Dilma, dando como exemplo a atual obrigatoriedade das concessionárias de telefonia em instalar telefones públicos nas cidades do país.
A presidente disse ainda que o governo vai priorizar a expansão da banda larga e a universalização do acesso à Internet.
Ela disse ter como meta para um eventual próximo governo criar condições que permitam oferta de velocidades maiores de acesso à Internet à população. "Eu luto por uma Internet que tenha condições de chegar ao padrão da Coreia do Sul de 50 mega", disse a presidente.
(Por Nestor Rabello e Jeferson Ribeiro)

Inflação em queda é pior pesadelo dos tucanos

 Autor: Fernando Brito

igpmjulho
Não é só com o aeroporto que a cúpula da campanha de Aécio Neves está preocupada.
A continuidade da tendência de queda dos índices de inflação, apesar do terrorismo diário dos jornais (a capa de O Globo, hoje, é um primor), vai eriçando as penas do tucanato.
A queda anunciada hoje pela Fundação Getúlio Vargas - deflação de 0,61% – é o dobro do que os -0,3% previstos pelo “mercado” no último Boletim Focus, uma publicação do Banco Central que se assemelha à cartinha do Santander.
Mais do que a queda, a terceira seguida – assusta o tucanato que tenha continuado a acontecer – o IGP do 2°  decêndio, fechado 10 dias antes, tinha registrado queda de 0,51% – e, sobretudo, que siga firme a queda no índice de preços ao consumidor, que caiu à metade em relação ao mês passado.
É um “terror”, porque a continuidade é que gera a percepção pública de que a alta dos preços “sossegou”, o que é seu mais importante termômetro de avaliação da economia, num quadro de desemprego baixo como o que temos.
Semana que vem, o IBGE divulga o IPCA, que deve ficar em torno de 0,15% e só não vai praticamente “zerar” por conta do brutal reajuste das tarifas elétricas, “cortesia” da Aneel que acredita na “petição de miséria” alardeada pelas geradoras, que choram  os lucros que previam com estiagem.
Uma delas, a Tratecbel, lucrou “apenas” R$ 73 milhões no segundo trimestre porque “guardou” energia para vender na segunda parte do ano, esperando preços mais altos.  É, como se lembram os mais velhos como eu, aquela história do “boi no pasto”.
Boi elétrico, claro.
A essa hora, no alto comissariado tucano para a economia, todas as esperanças se concentram numa mulher.
E claro que não é a Dilma, mas Janet Yellen, chefona do Federal Reserve americano.
Torcem para ela voltar atrás e retirar de uma vez só os estímulos à liquidez (conhecidos como “quantitative easing”) da política monetária americana e provoquem uma corrida – improvável – dos capitais aplicados aqui.
O FMI, sempre porta-voz dos interesses do capital financeiro, voltou com a lenga-lenga dos “cinco frágeis”.
A reação do governo brasileiro à essa história se explica como um recado na base do “não vem que não tem” para o Fundo.
Até porque, agora, no campo financeiro, a aliança dos Brics engrossou nossa voz.
http://tijolaco.com.br/blog/?p=19528

CHARGE DO BESSINHA

Padilha critica gestão da água por tucanos

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Segundo o candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, desde 2011, a Sabesp poderia ter ampliado a capacidade dos mananciais do Alto Tietê se tivesse concluído o enchimento da represa de Taiaçupeba --que hoje opera com cerca de um terço de seu volume útil-- ao valor de R$ 35 milhões; “Não foi por falta de dinheiro que obras estruturais não saíram do papel”, diz

247 – Diante da crise de abastecimento em São Paulo, o candidato do PT ao governo do Estado, Alexandre Padilha, critica a gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Ela apresenta sua solução para a questão: encher a represa de Taiaçupeba com a construção de um sistema de bombeamento e da adutora para ligar o Rio Grande, na represa Billings. Leia:
Obras estruturantes custariam o equivalente a três anos de lucros da Sabesp. Não foi por falta de dinheiro que elas não saíram do papel
Falta água para os paulistas porque faltou humildade e sinceridade ao atual governo de São Paulo para ouvir a oposição como alguém que deseja o melhor para o seu Estado. Infelizmente, sempre que fiz críticas e apresentei alternativas, elas foram classificadas de eleitoreiras. Mas, se a metrópole de São Paulo está numa região de baixa disponibilidade hídrica e o governo do PSDB tem feito o que é preciso para garantir água, por que tanta torneira seca, virulência nas palavras e sofismas no raciocínio?
Falta água porque há dez anos o atual governador assinou um compromisso de, em 30 meses, executar um plano de obras. Mas nenhuma foi executada no prazo e com a dimensão planejada pela Sabesp.
O PT sabe quais são as soluções, das mais urgentes até as mais estruturantes. Desde 2011, a Sabesp poderia ter ampliado a capacidade dos mananciais do Alto Tietê se tivesse concluído o enchimento da represa de Taiaçupeba --que hoje opera com cerca de um terço de seu volume útil-- ao valor de R$ 35 milhões. O volume armazenado desde então garantiria o abastecimento de 3 milhões de pessoas durante um ano.
No final de 2013, o governo poderia ter iniciado a construção de um sistema de bombeamento e da adutora para ligar o Rio Grande, na represa Billings, com a represa de Taiaçupeba. Essa solução teria um custo bem menor do que tirar água do Paraíba do Sul. E não colocaria em risco a ampliação de investimentos e empregos no Vale do Paraíba.
Sobre as obras estruturantes, é preciso fazer os reservatórios de Pedreira e Duas Pontes, no sistema PCJ (rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí). Existem estudos desde 2007, mas só em fevereiro foi assinado um decreto de utilidade pública para futura desapropriação da área dos reservatórios. Já o Sistema Produtor São Lourenço arrastou-se por seis anos. Não fosse a lentidão, já deveria estar abastecendo a região metropolitana com o correspondente a 15% do volume de água do Cantareira. Isso agora só vai acontecer em 2018.
Ainda é preciso fazer os reservatórios de Piraí e Campo Limpo e o Sistema Adutor PCJ. No total, são obras que custariam o equivalente a três anos de lucros da Sabesp --não foi, portanto, por falta de dinheiro que não saíram do papel.
Vale lembrar que quatro anos atrás, o PT já registrava em seu programa de governo que o fornecimento de água potável era inadequado para 600 mil pessoas na região metropolitana da capital. Eu, que era o ministro de Lula responsável por receber projetos de governadores e prefeitos, defendi reduzir a dependência do Cantareira.
Mas, no lugar de explicar sua inépcia, o PSDB tenta confundir os argumentos. Eu nunca disse que a região da Grande São Paulo é abundante em recursos hídricos, como já alegaram de forma distorcida. Tampouco afirmei que a água que hoje enche a represa Billings resolveria o problema da falta de água no Cantareira. O que sempre defendi é que para chegar à torneira das pessoas é preciso planejamento, investimento e obras.
Fazer as obras que o governo não fez, reduzir as perdas de água da Sabesp, investir em soluções inovadoras e na preservação dos mananciais, com compensações para os municípios que cuidam de áreas de proteção --essas são as soluções que o PT defende em relação à água de São Paulo. Lamentavelmente, o PSDB chama a isso de oportunismo.

30 julho 2014

CHARGE DO BESSINHA

Dilma condena "pessimismo" e promete "novo ciclo"

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Em discurso na CNI, presidente comparou investimentos feitos em seu governo com os da gestão de FHC, ressaltou estímulos do Estado a vários setores da indústria e disse que atualmente "nós não desorganizamos a economia como se fazia no passado", quando o Brasil recorreu ao FMI por três vezes; em combate ao "pessimismo", Dilma Rousseff citou o caso da Copa, do apagão e da "tempestade perfeita", que prometia "crise cambial avassaladora", lembrando que nada se concretizou; "Não nos deixemos nos arrastar pelo pessimismo", pediu; candidata do PT prometeu aos empresários "um novo ciclo, que nós chamamos de competitividade produtiva" e  assumiu o "compromisso de discutir as 42 propostas da CNI"


247 – Em discurso aos empresários na Confederação Nacional da Indústria (CNI), a presidente Dilma Rousseff voltou a condenar, nessa quarta-feira 30, o "pessimismo" que toma a economia brasileira e que pode trazer "graves consequências". A candidata do PT citou o caso das expectativas negativas antes da Copa do Mundo, a previsão de que haveria um apagão no País e até da chamada "tempestade perfeita, que prometia nos conduzir a uma crise cambial avassaladora". Dilma lembrou que nada disso ocorreu e fez um apelo: "não nos deixemos arrastar pelo pessimismo".
A presidente ressaltou os investimentos feitos durante seu governo, comparando números positivos com os da gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Em quatro anos do meu governo foram investidos mais do que nos anos do presidente que antecedeu o presidente Lula", afirmou, em referência a FHC. E provocou: "nós não desorganizamos a economia como se fazia no passado, recorrendo ao FMI por três vezes. Mas de maneira alguma deixamos que a nossa economia tivesse um comprometimento grave por causa da crise".
Dilma garantiu que "vamos entrar num novo ciclo, que nós chamamos de competitividade produtiva". Trouxe à tona benefícios dados por seu governo à indústria, como a desoneração da folha de pagamento a 56 setores, a redução de IPI para automóveis, linha branca, móveis e materiais de construção, aprimoramento do simples nacional, estímulo ao crédito e empréstimos subsidiados – lembrando que essas medidas foram duramente criticadas. "Tais posições (as críticas) ecoam ao passado, quando o Estado brasileiro deu as costas à indústria nacional", criticou.
Ao mencionar a crise internacional, disse que "talvez ainda seja cedo para celebrar o fim da crise" e questionou: "Como teria sido se não tivéssemos adotado medidas anticíclicas e estímulo ao emprego no Brasil? Em que situação estaria nossa indústria?". A exemplo dos outros dois candidatos que estiveram hoje na CNI, Eduardo Campos e Aécio Neves, Dilma disse que seu governo dará prioridade, "como sempre demos", à agenda da reforma tributária, com "ênfase na simplificação, na desburocratização e não cumulação dos tributos". A candidata do PT também defendeu uma reforma do Estado – "é preciso simplificar processos" – e política, para a qual defendeu um plebiscito. Por fim, garantiu aos empresários: "assumo o compromisso de discutir as 42 propostas da CNI".
Leia, abaixo, reportagem da Agência Brasil:
Danilo Macedo e Iolando Lourenço – Última candidata sabatinada hoje (30) na Confederação Nacional da Indústria (CNI), a presidenta Dilma Rousseff, que disputa a reeleição, aproveitou a parte inicial de sua fala para fazer um balanço das realizações do governo e do anterior na área industrial. Dilma lembrou que foi no mesmo plenário, na sabatina de 2010, que prometeu criar a Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa, comandada atualmente pelo empresário Afif Domingos.
“Sabemos que nos últimos anos o Brasil mudou e tem um longo caminho a percorrer”, disse a candidata, ao lembrar que seu governo procurou resgatar a perspectiva industrial, superando preconceitos de que o país não precisaria de uma política industrial.
Dilma enfatizou o crescimento expressivo da indústria naval a partir de 2003. Segundo ela, o número de trabalhadores no setor aumentou dez vezes desde então, com a expansão de estaleiros. Até 2020, a indústria naval fará investimentos em torno de US$ 100 bilhões, impulsionados pela demanda gerada pela exploração da camada do pré-sal. “O pré-sal vai constituir o mais importante fator individual de demanda por bens, serviços industriais, tecnologia e aprimoramento da nossa capacidade de inovação”.
A candidata prometeu continuar o debate sobre a necessidade da política industrial no Brasil, que, segundo ela, é criticada por muitos. Para ela, os eixos da política industrial são a desoneração tributária, a concessão de créditos, os incentivos por compras governamentais, a educação técnica e científica, a recuperação do planejamento e a construção de marcos regulatórios, bem como o fim da burocracia e as parcerias com o setor privado.
A presidenta lembrou que esses eixos foram essenciais para minorar os efeitos da crise econômica mundial no país e devem continuar em um possível novo governo.
Dilma foi à sabatina na CNI acompanhada do vice-presidente Michel Temer, também candidato à reeleição, e de ministros como o da Fazenda, Guido Mantega, da Casa Civil, Aloizio Mercadante, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, e da Micro e Pequena Empresa, Afif Domingos, além do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.
Antes de Dilma começar a falar, o presidente da CNI, Robson Andrade, disse que entregou a ela, assim como aos demais candidatos sabatinados hoje, Eduardo Campos, do PSB, e Aécio Neves, do PSDB, 42 propostas da CNI para melhorar a economia nacional, com foco na melhoria da infraestrutura, para aumentar a competitividade das empresas nacionais no mercado interno e externo.

Aécio: “vão demitir muito no Santander”. Senador, eles já fizeram isso e não foi pela Dilma

Autor: Fernando Brito
satader


O Senador Aécio Neves, com sua incrível incapacidade de ir além do furor udenista, vai aos jornais dizer que “vão ter que demitir muita gente” no Santander por conta da  especulação  descarada no mercado financeiro com as dança das pesquisas eleitorais.
Senador, não se preocupe, não vai ter um demitido por isso, porque é o que a cúpula do banco pensa. No máximo, vão achar um para segurar o rojão e ajustam ele em outra instituição amiga. E olhe lá se sequer isso vão fazer.
Porque as desculpas do Santander são mero jogo de cena.
Mas numa coisa o senhor tem razão.
Muita gente é demitida no Santander.
Logo que o Banespa foi comprado por ele, foram milhares.
Todo ano tem uma leva, Aécio. Foram milhares, milhares de trabalhadores que não eram “analistas” regiamente pagos.
Ganhavam uma miséria.
Na véspera do Natal de 2012, quando o banco espanhol demitiu sem justa causa 1.153 funcionários. Não consta que tenha sido por defenderem Lula ou Dilma.
É porque eram descartáveis.
A coisa foi tão feia, seu Aécio, que os bancários ganharam na justiça o direito de chamar o Santander de Satãder.
O relator do processo movido pelo banco contra a Confederação dos Bancários , desembargador Ronei Danielli, achou até que a revolta se justificava “”a partir de um estudo criterioso das manifestações dos entes sindicais (fls. 26-53), é possível aferir que se destinam a protestar contra as demissões em massa promovidas pelo banco em dezembro de 2012, além das condições de trabalho proporcionadas pela empresa”.
- O emprego da imagem do demônio, utilizando a expressão “Satãnder” (fls. 26-27), em alusão ao nome da empresa, não se mostra capaz, ao que tudo indica, de danificar gravemente a imagem da instituição bancária multinacional (…)
A sentença está aqui.
O Santander mundial tem 25% dos seus lucros aqui e só 8% na Espanha.
Parte da história das ligações do banco com a ditadura franquista e com a seita Opus Dei está no video abaixo, em reportagem da Record, provocada por uma reportagem da insuspeitíssima Veja.
Lá na Espanha, o Santander tem saudades do Francisco Franco.
Aqui, do Fernando Henrique.
Está difícil para Aécio dar uma bola dentro.

ASSISTA  AQUI  O VÍDEO SOBRE BANQUEIRO DO SANTANDER
http://tijolaco.com.br/blog/?p=19518

AéroAecio: Aécio usou ou não usou o aeroporto, eis a questão



Uma semana passou, e o presidenciável Aécio Neves (PSDB) ainda não respondeu se usava ou não o aeroporto de Cláudio para chegar à Fazenda da Mata, de propriedade de sua família, que fica a 6 km do local.

Aécio escapa da questão e torce para que o tema perca fôlego. Enquanto ele não responde, a polêmica e os consequentes danos causados pelo caso ficam circunscritos às acusações de suposto favorecimento da família na construção do aeroporto, já que a área pertencia a um tio de Aécio até ser desapropriada pelo governo de Minas. O tio, porém, questiona o valor da desapropriação na Justiça e ainda não recebeu o pagamento, o que enfraquece as acusações.

Se Aécio usava o aeroporto, o fazia à revelia das autoridades do País, já que o local não tinha autorização para operar. Como a construção foi bancada com dinheiro público e atendia à conveniência do presidenciável - o aeroporto não é usado pela população em geral, e familiares dele disseram que ficavam com as chaves do lugar -, o caso ganha outro contorno, com questionamentos éticos talvez maiores do que a acusação de suposto favorecimento familiar.

Apesar do silêncio estratégico do candidato, nos bastidores os tucanos já preparam munição sobre o assunto, cientes de que será difícil escapar dele O fato é que assunto ainda não foi esquecido, e Aécio, como político que aspira a comandar o País e que mantém um discurso crítico em relação ao governo, deveria ser o primeiro a querer esclarecer a questão. O que não dá é para o principal candidato da oposição não responder à pergunta e ainda protagonizar situações constrangedoras ao dizer que tudo já foi esclarecido, quando não foi.

Enquanto isso, o eleitor é obrigado a se contentar com a única resposta direta sobre o caso, a do primo de Aécio. Segundo ele, o candidato usava, sim, o aeroporto de Cláudio toda vez que visitava a fazenda.Estadão
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/

CHARGE DO BESSINHA

29 julho 2014

Samba do Avião Tucano

Como funciona a PPP aérea de Aécio em Minas

Blog Balaio do Kotscho
ok1 Como funciona a PPP aérea de Aécio em Minas
Para entender o título: PPP é a sigla que designa em todo o país as Parcerias Público Privadas, investimentos conjuntos de governos e empresas em obras e serviços de interesse de toda a sociedade.
Em Minas, o ex-governador Aécio Neves inovou durante seus oito anos de mandato, criando uma PPP muito particular. No caso dos agora famosos aeródromos reformados no interior do Estado, funciona assim: o poder público entra com a grana, e os donos de jatinhos, sem gastar um tostão, recebem o conforto de uma pista próxima à porteira das suas fazendas. É um programa que pode receber a sigla JAF (Meu Jatinho, Meu Aeroporto, Minha Fazenda).
Antes que completasse uma semana a denúncia feita pela "Folha" sobre a pista de R$ 14 milhões construída pelo governo mineiro na pequena cidade de Cláudio, onde a família do presidenciável tucano possui fazendas bem próximas, surgiu a informação de que um segundo aeródromo foi asfaltado em Montezuma, município ainda menor em que Aécio tem uma empresa agropecuária.
Claro que pode ser tudo mera coincidência, atendendo a todos os requisitos legais, mas o candidato não reagiu bem à primeira pancada que tomou da imprensa na campanha presidencial, e até agora está procurando o eixo para se livrar do incômodo.
"A obra foi feita dentro dos requisitos técnicos do programa de asfaltamento e melhorias dos aeroportos", disse o senador e ex-governador de própria voz, bastante gaguejante, quando saiu a primeira denúncia. Em seguida, procurou sair de cena e deixar as explicações para seus assessores, em notas oficiais e relatórios técnicos divulgados nas redes sociais.
Mais do que a coincidência dos locais escolhidos, chamam a atenção o fato de que até hoje as duas pistas utilizadas por Aécio, parentes e amigos, são consideradas clandestinas, pois não receberam autorização da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), e o alto custo das obras.
A pista asfaltada de Cláudio, construída quando ele era governador, na fazenda do seu tio-avô, Múcio Guimarães Tolentino, ex-prefeito da cidade, tem apenas um quilômetro de extensão, modestas instalações de apoio e atendimento, e é muito pouco utilizada. Segundo Tolentino, que contesta na Justiça a indenização que o governo quer pagar pela área desapropriada, apenas dois empresários costumam usar o aeródromo, duas vezes por semana.
Não se sabe quanto eles pagam pela utilização da pista, já que ela é ilegal e não tem quem possa cobrar. Para evitar a entrada de estranhos, as chaves ficam com a família do presidenciável.
Convenhamos que se trata de uma história no mínimo estranha, para quem começou a campanha fazendo pronunciamentos em defesa da ética na vida pública e ataques aos adversários dos governos petistas. O assunto já está sumindo do noticiário da mídia familiar, mas deve voltar a partir da segunda quinzena de agosto, quando começarem os debates na televisão e os programas eleitorais dos presidenciáveis.
Até lá, quem sabe Aécio Neves encontre alguma explicação mais razoável do que a "relevância econômica" de Cláudio, que possa convencer pelo menos os colunistas e blogueiros amigos para que o defendam com mais argumentos.
Se depender da imprensa, do Poder Judiciário e do Ministério Público de Minas Gerais, no entanto, esqueçam. Não se falará mais em aeródromos do projeto JAF. Mas ficará mais fácil entender o apoio entusiasmado e nada discreto que o candidato do PSDB recebe da grande mídia e do sistema financeiro, para evitar a reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Que o diga o Santander, o bancão espanhol que na semana passada abriu o jogo em ataques à política econômica do governo federal numa carta enviada aos seus clientes mais abonados, mostrando os perigos que eles correm com um possível novo mandato da presidente. E agora é o bancão que corre o risco de perder clientes pela inconfidência de um "analista" sabujo, que já teria sido demitido.
Este é o jogo pesado que está sendo jogado no momento, a pouco mais de dois meses da eleição presidencial. Só não vê quem não quer.

Pimentel: "essa pista de Claudio é clandestina"

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O candidato petista ao governo de Minas, Fernando Pimentel, cumpriu agenda de campanha nesta segunda-feira e defendeu investigação do caso que envolve a construção de um aeroporto na cidade de Claudio (MG); quando questionado se alguma vez usou do aeroporto, afirmou: "Não uso pista clandestina. É uma pista clandestina"

Minas 247 - O candidato do PT ao governo de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), falou pela primeira vez sobre a obra do aeroporto na cidade de Cláudio (MG), ao receber vereadores da cidade, em Belo Horizonte. "A reunião estava marcada há mais tempo. Tratamos da campanha, eles trouxeram reivindicações - é uma cidade abandonada pelo governo estadual - e eles se dispuseram a nos acompanhar. Falamos de tudo, menos de aeroporto. Não buscaram mencionar o assunto", disse Pimentel a jornalistas, no fim do encontro.
Fernando Pimentel evitou por mais lenha na fogueira sobre o assunto. "Esse caso está sendo investigado, vai ter as suas decorrências e agora está em outra esfera, a Judicial", disse. Porém, quando questionado se alguma vez usou do aeroporto, afirmou: "Não uso pista clandestina. É uma pista clandestina".
O candidato do PT comentou também que não tomou conhecimento da alegação da coligação de Aécio de que o governo federal estaria usando o assunto eleitoralmente. "A Anac tem uma função e ela tem que cumprir. Trata-se agora de investigar e quem tem que dar explicações que dê. Não usarei o tema nas minhas campanhas. Elas são propositivas para Minas, vamos mostrar projetos para o futuro. Não vamos ficar olhando o passado. Isso aí não faz parte da nossa trajetória, cabe à Justiça julgar", declarou.
A Agência Nacional de Aviação Civil vai investigar se há registro de pousos e decolagens no aeródromo construído durante o governo de Aécio na cidade de Claúdio. Isso porque, de acordo com a agência, não há autorização para o uso da estrutura, uma vez que a pista ainda não foi liberada pelo órgão de fiscalização (leia mais). 

CHARGE DO BESSINHA

CUT: "Apoio sindical pode mudar uma eleição

Lula: Brasil é país que dá mais lucro ao Santander

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Em discurso na 14º plenária da Central Única dos Trabalhadores, o ex-presidente Lula disse que "não tem lugar no mundo onde o Santander esteja ganhando mais dinheiro que no Brasil"; segundo ele, a responsável pelo informe que prevê um cenário econômico negativo para o país caso a presidente Dilma seja reeleita "não entende porra nenhuma de Brasil" e cobrou sua demissão a Emilio Botin, presidente do grupo; para o petista, o governo federal não "vai jogar fora a confiança" que o país conquistou nos últimos anos


247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu nesta segunda-feira (28) o informe produzido pelo Banco Santander que prevê um cenário econômico negativo para o país caso a presidente Dilma Rousseff seja reeleita.
Segundo ele, “não tem lugar no mundo onde o Santander esteja ganhando mais dinheiro que no Brasil”. “Aqui no Brasil o Santander ganha mais que em Nova York, Londres, Pequim, Paris, Madri e Barcelona”, disse durante a cerimônia de abertura da 14 Plenária Estatutária da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em Guarulhos, na Grande São Paulo.
Para Lula, a responsável pelo texto enviado a clientes da instituição "não entende porra nenhuma de Brasil" e questionou ainda o fato de ter chegado a um cargo de chefia.
“Botin, é o seguinte querido. Eu tenho consciência de que não foi você que falou, mas essa moça tua que falou não entende porra nenhuma de Brasil e não entende nada de governo Dilma. Manter uma mulher dessa em um cargo de chefia? Pode mandar embora”, disse o ex-presidente.
Para o petista, o governo federal não "vai jogar fora a confiança" que o país conquistou nos últimos anos. Ele também lembrou que o mesmo temor de danos à economia apareceu durante sua campanha à Presidência e que o mesmo Botin foi ao seu comitê para dizer que o mercado, na verdade, “não tinha nenhuma preocupação.” “As pessoas diziam que os banqueiros não iam fazer investimentos, que o mercado ia correr. E ele fez um discurso dizendo que o mercado não tinha nenhuma preocupação e ia continuar investindo no Brasil porque sabia da nossa responsabilidade”, concluiu Lula.
Ele afirmou que há investidores que falam mal do governo federal para terem lucro e "inventam mentiras contra outras pessoas".

28 julho 2014

CHARGE DO BESSINHA

Sabesp pode deixar Cantareira negativo em 30%

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Concessionária quer aval para captar mais 116 bilhões de litros de reserva profunda dos reservatórios, além dos 182,5 bilhões que já estão sendo sugados desde julho, para garantir o abastecimento no Estado de SP; medida pode deixar o manancial negativo em 30% para o início do ano; no começo de 2014, a capacidade do sistema era de 23%
247 – A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) apresentou uma proposta polêmica para garantir o abastecimento no sistema Cantareira até 2015.
A concessionaria quer aval para captar mais 116 bilhões de litros de reserva profunda dos reservatórios, além dos 182,5 bilhões que já estão sendo sugados desde julho e devem acabar entre outubro e novembro. A medida pode deixar o manancial negativo em 30% para o início do ano. No começo de 2014, a capacidade do Sistema era de 23%.
São Paulo também prevê usar mais do volume de outros reservatórios para suprir as carências do Cantareira. Nas represas Jaguari-Jacaréi, a Sabesp quer retirar mais 90 bilhões de litros represados. Os mananciais que tem hoje 82% da capacidade ficarão com apenas 4% do seu volume total.
Leia aqui a reportagem de Fabio Leite sobre o assunto.