27 outubro 2014

Reeleita, Dilma clama por paz, união e mudanças

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"Agradeço, do fundo do mundo do meu coração, ao militante número 1 das causas do povo brasileiro: o presidente Lula", disse a presidente Dilma Rousseff, em seu discurso da vitória; com as urnas apuradas, ela teve 51,6% dos votos, contra 48,4% de Aécio Neves; "Não acredito que essas eleições tenham dividido o Brasil ao meio. Entendo que elas mobilizaram emoções contraditórias, mas movidas por um sentimento comum: a busca de um futuro melhor"; depois de clamar por paz e união, ela afirmou ainda que resultados apertados nas urnas podem promover mudanças mais rápidas e mais profundas; "sei do poder que cada presidente tem de liderar as grandes causas populares. E eu o farei", disse Dilma, num discurso histórico, de arrepiar, em que ela colocou como prioridade de seu segundo mandato a reforma política
247 - Aos gritos de olê, olê, olá, Dilma foi recebida por militante do PT em São Paulo. Seu primeiro agradecimento foi ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em seguida, ao vice Michel Temer e a sua esposa Marcela. Depois, vieram os presidentes dos partidos que a apoiam, começando por Rui Falcão, do PT.
Eis trechos de sua fala:
"Chegamos ao final de uma disputa que mobilizou todas as forças dessa Nação. Tenho palavras de agradecimento e conclamação. Agradeço a meu vice e aos partidos que sustentaram nossa aliança. Agradeço a cada um e a cada uma dos integrantes dessa militância combativa, que foi a alma e a força dessa vitória. E agradeço a todos os brasileiros e brasileiras. 
Agradeço, do fundo do mundo do meu coração, ao militante número 1 das causas do povo brasileiro: o presidente Lula. Conclamo a todos os brasileiros e brasileiras a nos unirmos. Não acredito que essas eleições tenham dividido o Brasil ao meio. Entendo que elas mobilizaram emoções contraditórias, mas movidas por um sentimento comum: a busca de um futuro melhor.
Em lugar de ampliar divergências, creio que é hora de construção de pontes. O calor liberado no fragor da disputa pode ser transformado em energia construtiva de um novo momento no Brasil. Em alguns momentos da história, resultados apertados produziram mudanças mais rápidas e mais amplas. Essa é minha esperança. Aliás, é minha certeza. Esta presidenta aqui está disposta ao diálogo e este é meu primeiro compromisso neste segundo mandato. Toda eleição é uma forma de mudança. Principalmente para nós, que vivemos numa das maiores democracias do mundo.
Quero ser uma presidenta muito melhor do que fui até agora. Quero ser uma pessoa ainda melhor do que tenho me esforçado por ser. A palavra mais dita foi mudança. O tema mais amplamente invocado foi reforma. Estou sendo reconduzida à presidência para realizar as grandes mudanças que a sociedade brasileira exige. Estou pronta a responder a essa convocação. Sei do poder que cada presidente tem de liderar as grandes causas populares. E eu o farei."
Em seguida, Dilma defendeu o plebiscito pela reforma política. "Quero discutir esse tema profundamente com o novo Congresso Nacional e com toda a sociedade brasileira".
Com as urnas apuradas, a presidente Dilma Rousseff teve 51,6% e Aécio Neves 48,4%. Ela venceu no Norte, no Nordeste, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e perdeu em São Paulo.
O resultado é muito semelhante ao da pesquisa Datafolha, que apontou vitória de Dilma por 52% a 48%.
Com a vitória, o Partido dos Trabalhadores, que foi criado em 1980, terá um ciclo de 16 anos no poder.
Abaixo, reportagem da Agência Brasil:
Luana Lourenço e Sabrina Craide – Repórteres da Agência Brasil
Com 97,62% das urnas apuradas, a atual presidenta da República, Dilma Rousseff (PT), tem 51,38% dos votos válidos e está matematicamente reeleita para o cargo. O candidato Aécio Neves (PSDB) tem 48,62% dos votos válidos até o momento.
Mineira de Belo Horizonte, Dilma Rousseff, tem 66 anos, é economista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tem uma filha e um neto. Foi reeleita hoje (26), junto com o vice-presidente Michel Temer (PMDB), com o apoio da coligação formada por PT, PMDB, PDT, PCdoB, PR, PP, PRB, PROS e PSD. No primeiro turno, Dilma ficou em primeiro lugar, com 43.267.668 votos (41,59% dos votos válidos).
Filha de um imigrante búlgaro e de uma professora do interior do Rio de Janeiro, Dilma viveu em Belo Horizonte, capital mineira, até 1970, onde integrou organizações de esquerda, como o Comando de Libertação Nacional (Colina) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Foi presa em 1970 pela ditadura militar e passou quase três anos no Presídio Tiradentes, na capital paulista, onde foi torturada.
Em 1973, mudou-se para Porto Alegre, onde construiu sua carreira política. Na capital gaúcha, Dilma dedicou-se à campanha pela anistia, no fim do regime militar, e ajudou a fundar o PDT no estado. Em 1986, assumiu seu primeiro cargo político, o comando da Secretaria da Fazenda de Porto Alegre, convidada pelo então prefeito Alceu Collares.
Com a redemocratização, Dilma participou da campanha de Leonel Brizola à Presidência da República em 1989. No segundo turno, apoiou o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em 1993, Dilma assumiu a Secretaria de Energia, Minas e Comunicação do Rio Grande do Sul, cargo que ocupou nos governos de Alceu Collares (PDT) e Olívio Dutra (PT).
Em 2000, Dilma filiou-se ao PT e, em 2002, foi convidada a compor a equipe de transição entre os governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Quando Lula assumiu, em janeiro de 2003, Dilma foi nomeada ministra de Minas e Energia, onde comandou a reformulação do marco regulatório do setor. Em 2005, ainda no primeiro governo Lula, Dilma assumiu a chefia da Casa Civil, responsável até então por projetos como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida.
Dilma deixou a Casa Civil em abril de 2010 e, em junho do mesmo ano, teve sua candidatura à Presidência da República oficializada. Venceu sua primeira eleição no segundo turno, contra o candidato do PSDB, José Serra, com mais de 56 milhões de votos.
Em um governo de continuidade, Dilma manteve e ampliou programas sociais da gestão Lula e implantou iniciativas que levaram à redução da pobreza, da fome e da desigualdade. Criou o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e ampliou programas de empreendedorismo. Também implantou um programa de concessões para obras de infraestrutura e logística, muitas ligadas à realização da Copa do Mundo. Em um governo marcado por episódios de corrupção, Dilma chegou a demitir seis ministros em dez meses, em 2011. A presidenta reeleita também enfrentou problemas com a economia, com queda no ritmo do crescimento do país e avanço da inflação.
Leia, ainda, reportagem da Reuters:
SÃO PAULO (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff (PT) foi reeleita neste domingo em uma disputa marcada por reviravoltas e que teve o resultado mais apertado desde a redemocratização, indicando os desafios que ela terá para unir um Brasil que se mostrou dividido nas urnas.
A vitória de Dilma, primeira mulher na Presidência da República, veio principalmente com votos obtidos no Norte e Nordeste, regiões mais pobres do país e onde programas sociais como o Bolsa Família têm ajudado a melhorar a vida de dezenas de milhões de pessoas.
A petista, que garantiu ao seu partido o quarto mandato consecutivo no governo central, terá grandes desafios pela frente, como retomar o crescimento econômico, controlar mais efetivamente a inflação e reconquistar a confiança de empresários e investidores.
Seu governo precisará também dar respostas à sociedade sobre a suposta corrupção na Petrobras e que teria o envolvimento de partidos e políticos da base aliada do governo, que veio à tona durante a campanha e virou tema de embate, porém sem força para mudar de forma significativa o voto de eleitores.
Após 98 por cento da apuração, Dilma tinha 51,45 por cento dos votos válidos, contra 48,55 por cento de Aécio, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Restando 1,87 por cento dos votos a serem apurados, é impossível matematicamente para o tucano alcançar a petista.
Dilma tinha 53,3 milhões de votos e Aécio aparecia com 50,3 milhões. Ainda faltavam 2,7 milhões de votos a serem apurados.
A última parcial do TSE apontava para um resultado final agora mais estreito em termos percentuais do que foi a vitória de Fernando Collor de Mello (PRN) contra o petista Luiz Inácio Lula da Silva em 1989, quando o primeiro foi eleito com 53,03 por cento dos votos válidos.
A eleição deste ano foi marcada pela imprevisibilidade, com Dilma tendo visto sua chance de reeleição ameaçada por dois candidatos diferentes ao longo da campanha, primeiro por Marina Silva (PSB), terceira colocada na votação de 5 de outubro, e depois por Aécio.
A trágica morte do presidenciável Eduardo Campos (PSB) em um acidente aéreo em 13 de agosto alçou sua vice na chapa ao topo da corrida presidencial. Marina chegou a abrir 10 pontos de vantagem sobre Dilma em simulação de segundo turno. A ex-senadora e ambientalista, contudo, viu aos poucos suas intenções de voto cederem, em meio aos ataques de seus adversários.
Aécio teve uma votação no primeiro turno bastante acima do que apontavam as pesquisas e apareceu numericamente à frente de Dilma nos primeiros levantamentos do segundo turno, em empate dentro da margem de erro. Mas logo a presidente voltou a aparecer na frente, o que persistiu até a véspera da votação deste domingo.
Além de viradas dramáticas, a disputa deste ano ficará marcada pelos incansáveis ataques entre os principais candidatos e pela crescente radicalização na polarização PT x PSDB, que domina a corrida presidencial há 20 anos.
(Por Cesar Bianconi e Gustavo Bonato)

25 outubro 2014

CHARGE DO BESSINHA


Dilma e sua coligação moverão 7 ações na justiça contra a revista Veja


Diante da capa mentirosa e caluniosa da revista Veja em sua edição antecipada dessa semana, o Partido dos Trabalhadores e a Coligação Com a Força do Povo moverão 7 processos contra a publicação nas esferas da Justiça Eleitoral, Criminal e Cível.

1) Junto ao TSE: pedido de direito de resposta, inclusive na revista Veja Online, por se tratar de reportagem mentirosa, caluniosa e difamatória.

2) Encaminha-se, ainda, uma representação para impedir qualquer publicidade desta edição da revista em rádio, TV e outdoor por configurar propaganda eleitoral negativa.

3) Ao Ministério Público Federal, será encaminhado um pedido de instauração de procedimento de investigação para apurar os abusos cometidos pela revista Veja com a intenção de prejudicar a candidatura de Dilma Rousseff e influenciar o resultado das eleições presidenciais de 2014.

4) Na esfera penal, será encaminhada uma representação criminal para a apuração de crime de difamação praticado pelo jornalista Robson Bonin – que assina a matéria que diz que Lula e Dilma sabiam do esquema de recebimento de propinas denunciado na Operação Lava Jato da Polícia Federal, baseada em denúncias não comprovadas do doleiro Alberto Youssef– contra o PT.

5 e 6) Também serão encaminhados dois pedidos de providências à Procuradoria Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal para que se apure uma possível quebra de sigilo da delação premiada de Alberto Youssef pela revista Veja, bem como pedido para que o PT possa ter acesso ao depoimento.

7) Na área cível, será encaminhada uma proposição de ação indenizatória pelo PT contra a revista Veja.

As ações são uma resposta rápida da legenda, dos partidos coligados, e da presidenta Dilma Rousseff às ações criminosas e sistemáticas da revista Veja que têm como objetivo desestabilizar e diminuir a credibilidade de um governo democraticamente eleitopelos brasileiros. Como disse a presidenta Dilma, “sou uma defensora intransigente da liberdade de imprensa, mas a consciência livre da nação não pode aceitar que mais uma vez se divulguem falsas denúncias no meio de um processo eleitoral em que o que está em jogo é o futuro do Brasil. Os brasileiros darão sua resposta à Veja e a seus cúmplices nas urnas e eu darei minha resposta na Justiça”. (Do MudaMais)

Dilma na TV - Programa 17 (2º turno): Último programa, agora é 13, é Dilma!

Nassif: Desespero de Veja expõe sua derrota editorial

24 outubro 2014

CHARGE DO BESSINHA

Atentado de Veja a leva ao trending topic global

Lula ao 247: "Veja é fábrica de mentiras e de ódio"


23 outubro 2014

Bolsa cai forte com Dilma além da margem de erro


CHARGE DO BESSINHA

21 outubro 2014

“Somos ignorantes porque ignoramos os tucanos”

Ichiro Guerra:
Presidente Dilma Rousseff rebate declaração de FHC, que chamou o eleitorado petista de "mal informado", durante comício em Petrolina, no sertão pernambucano; ela defendeu o Nordeste e mandou recado aos adversários: "Essa é uma das mais importantes regiões do país, apesar do que acham os tucanos. Eles falaram que os votos que eu recebi no semiárido no Nordeste eram de pessoas ignorantes. Nós somos ignorantes, porque ignoramos os tucanos", declarou; Dilma voltou a criticar a falta de água em São Paulo; "O estado mais rico do país não se preparou para a seca. Já o governo federal se preparou e trouxe água para o Nordeste"


Pernambuco 247 – Em defesa dos nordestinos e da região onde o PT tem maioria de votos, a presidente Dilma Rousseff alfinetou nesta terça-feira 21 o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que chamou de "mal informado" o eleitor que vota no PT. Diante de 30 mil pessoas em Petrolina, sertão pernambucano, a candidata à reeleição disparou: "somos ignorantes porque ignoramos os tucanos".
"Essa é uma das mais importantes regiões do país, apesar do que acham os tucanos. Eles falaram que os votos que eu recebi no semiárido no Nordeste eram de pessoas ignorantes. Nós somos ignorantes, porque ignoramos os tucanos", ressaltou Dilma em seu discurso. No primeiro turno da eleição, ela venceu em todos os estados do Nordeste, menos em Pernambuco.
Depois da declaração de FHC e da liderança de Dilma no primeiro turno, as redes sociais viraram palco de comentários preconceituosos contra nordestinos e pobres, que teriam sido responsáveis pela vitória da presidente. Contra a onda de ofensas, a campanha de Aécio Neves (PSDB) chegou a pedir investigação ao Ministério Público Federal sobre os autores das mensagens.
Dilma afirmou ainda em Petrolina que não reconhece no governo tucano como o que executou políticas a favor de nenhum estado brasileiro, muito menos pelo Nordeste. "Os tucanos têm uma visão ultrapassada do Brasil. Não sabem que o Brasil e esta região estão mudando pelo braço, garra, esforço de seu próprio povo e pelas oportunidades que os governos de Lula e o meu governo fizeram aqui no semiárido", declarou.

Aécio é o retrocesso e o atraso — Marina é o Prometeu da política


Por Davis Sena FilhoBlog Palavra Livre


  
A campanha à Presidência da República de Aécio Neves, senador e candidato do PSDB, partido à direita do espectro ideológico, resumi-se a uma coletânea de mentiras e meias verdades, que, seguramente assombram as pessoas que conhecem seu passado político e a forma como ele administrou o Estado de Minas Gerais, a terceira unidade mais poderosa da Federação.

Se não, vejamos: se Aécio fosse um político em que atualmente a população mineira confiasse, teria, evidentemente, votado em seu candidato Pimenta da Veiga. O tucano foi derrotado pelo petista Fernando Pimentel, que venceu as eleições ainda no primeiro turno, a fazer com que os marqueteiros de sua campanha apelassem fortemente para a veiculação do caso da Petrobras, com a intenção de engessar o debate político e se dedicar somente a um assunto: a corrupção.

Certamente que esta “canção” de uma nota só é o que apenas interessa a um grupo político que não tem proposta de governo e muito menos projeto de País. Isto acontece porque a direita não se preocupa com o social, com as condições de vida das pessoas, além de se recusar a pensar o País.   

Os grupos economicamente conservadores, e, politicamente reacionários, tem aversão em pensar sobre as questões brasileiras, simplesmente porque o propósito deles se resume a apenas ter lucros, seja quando e aonde for.    

Certamente, quem acredita em Aécio são as pessoas de fora de Minas, que não conhecem a administração fracassada do atual governador, Antonio Anastasia, homem de confiança do senador tucano e que governou para os ricos, a tal ponto de os mineiros lhes darem um retumbante não, o que demonstra o quanto as pessoas que o conhecem não confiam mais no PSDB das Alterosas.

Que negócio é esse de nova política, que a candidata derrotada do PSB/Rede, Marina Silva, tanto propaga? Política é política. Ponto! Política se faz com partidos, a respeitar o jogo democrático e a Constituição, bem como se constroem e se concretizam alianças e blocos partidários, cujo propósito das candidaturas, no caso das eleições presidenciais, é formar uma bancada forte para que a maioria dos deputados e senadores eleitos aprove, no Congresso, os projetos e programas apresentados pelo presidente da República, em nome dos eleitores que, soberanamente, o elegeu.

O resto é palhaçada(!), como diziam alguns colegas dos meus tempos de segundo grau e universidade quando consideravam alguma ação ou conduta insensata, surreal ou irracional. Marina, aquela que troca de partido como troca de camisa, é pródiga em dar uma de joão-sem-braço. Que nova política é essa que Marina Silva tanto apregoa, sendo que seu programa de Governo apresentado aos brasileiros não passa de uma cópia dos programas neoliberais da época do PSDB no poder?

Os tempos terríveis, lúgubres e sem esperança de Fernando Henrique Cardoso — o Príncipe Neoliberal I —, aquele que vendeu o Brasil e mesmo assim foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes. O FHC que deseja retornar ao poder por intermédio de seu alter ego, o playboy do high society carioca.

Aécio Neves que, certamente, vai implementar a política econômica liberalizante para os estrangeiros, os grandes empresários, os banqueiros, e, por sua vez, limitar fortemente os investimentos em programas sociais, bem como minguar as obras de infraestrutura. Construções que garantem os empregos, a obedecer às receitas do FMI, conhecidíssimas dos brasileiros e dos latinos americanos.

Receitas vampirescas que sugam o esforço laboral dos trabalhadores de todas as nações e que neste momento arrebentam com as economias de mais da metade da Europa, bem como estigmatizam seus povos, que tem de procurar a sobrevivência por meio da imigração, às centenas de milhares de pessoas. Não há nada mais doloroso e humilhante quando um cidadão tem de sair de sua terra, do seu país por necessidade e não por opção.  

Voltemos à Marina. A Sonhática matou seu passado de lutas. Não satisfeita, realizou o velório; depois acompanhou o féretro, e, logo a seguir, o enterrou a sete palmos da superfície da terra. Agora, como tal o é sua personalidade dúbia e quase histriônica, Marina volta a dissimular e mal consegue explicar sua guinada espetacular à direita e por isso, esperta que é, recorre à sua retórica barroca, mas estéril, pois desprovida de conteúdo e significado.

Marina Silva sucumbiu ao canto da sereia e ao seu rancor, mágoa e raiva, porque foi cooptada pelos conservadores, sem volta e, com efeito, definitivamente. A Sonhática nunca aceitou ser preterida por Lula, que optou pela candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República.

O líder trabalhista percebeu que Marina, no cargo de ministra do Meio Ambiente, mudou de lado e abraçou teses e causas contrárias aos programas de Governo do PT ratificados pelas urnas. Marina se aliou a partidos de direita, a ONGs e a governos estrangeiros e prejudicou, o quanto pôde, os interesses do Brasil, muitos deles estratégicos. Ao perceber que poderia ser demitida, Marina se antecipou e saiu do Governo e, logo após, do PT.   

Ela se transformou em o Prometeu da política brasileira, cujo fígado pertence à ave de rapina, ou seja, à direita — ao establishment. A Sonhática deu vazão ao seu livre arbítrio de trair, não somente seus antigos correligionários, mas, sobretudo, à sua ideologia, aos seus valores e princípios políticos edificados desde os tempos do seringueiro e sindicalista Chico Mendes, cuja memória ela traiu também nessas eleições.

Aécio é outro que tenta convencer a população brasileira como se ele fosse o novo, o moderno e, o mais incrível, a “mudança”. Inaceitável! Como um político tucano que fala em choque de gestão e tem como principal conselheiro o banqueiro Armínio Fraga, que, ao sair do Governo FHC, os juros atingiram os incríveis 45% pode se considerar um agente da mudança? É surreal!

Fraga já deu inúmeras declarações que, no poder, vai efetivar medidas amargas e impopulares, com a aquiescência, é claro, de Aécio Neves. O burocrata chegou dizer que o salário mínimo era alto. Seria cômico se não fossem trágicos e ridículos seus pronunciamentos. Ele disse tudo o que os banqueiros e os rentistas querem ouvir.

O porta-voz dos banqueiros foi ainda mais além, ao verbalizar a intenção de fazer com que o BNDES diminua seus financiamentos e empréstimos, porque garantiu que o poderoso banco de fomento não vai mais emprestar, por exemplo, à Petrobras e às grandes empresas, pois Armínio Fraga quer que esses setores solicitem empréstimos e financiamentos aos bancos privados, que passarão a receber mais dinheiro do que já ganham em detrimento do Estado brasileiro.

São palavras inacreditáveis, mas são verdadeiras e pronunciadas por um tecnocrata desprovido de qualquer sensibilidade social e que pretende cortar investimentos e subsídios, pois a direita partidária e as castas elitistas consideram o desenvolvimento social dos povos uma perda de tempo, conquanto, evidentemente, seus grupos se locupletem no decorrer de uma vida inteira, como verdadeiros nababos e paxás. Fraga no Banco Central é a raposa no galinheiro.

Aliás, as palavras do tecnocrata e banqueiro são tudo o que o FMI e o Bird desejam e querem ouvir. E esta é a política econômica, financeira e contábil do senhor Armínio Fraga, ou seja, a política dedicada e favorável aos negócios privados e aos interesses dos países desenvolvidos, os mesmos que promovem e financiam as guerras em todo o planeta.
Aécio Neves é o “neolibelê” mais novo, cara pálida! Porque o mais velho é sempre escondido dos programas eleitorais do PSDB. Talvez FHC até apareça na televisão no fim da campanha. Fernando Henrique prejudicou o País e seus áulicos passaram dos limites, pois administraram com a finalidade de lesar a Pátria Brasil.

Somente quem saiu de um coma profundo; ou é um ser alienado e sem a compreensão da história e das realidades que se apresentam; ou é cínico ao tempo que hipócrita e não percebe que o sistema de capitais, em âmbito mundial, quer o modelo de rapina e exploração de volta, por meio da vitória dos tucanos, aposta e acredita que um político, que comanda a oligarquia mineira, uma das mais atrasadas e reacionárias do mundo, possa dar continuidade às conquistas materiais e sociais do povo brasileiro nos últimos 12 anos.

Não tem como o PSDB dar continuidade aos modelos desenvolvimentistas efetivados pelo PT e que mudou o Brasil para sempre ao melhorar nitidamente as condições de vida dos cidadãos. O povo sabe disso. Compreende, pois sofrido, tornou-se sábio e prudente. Quem não sabe dessas coisas da vida é a classe média, que adere aos ricos, sem, contudo, participar ou ser convidada para seus regabofes, comezainas e patuscadas.

A classe média foi muito beneficiada pelos governos petistas de essências trabalhistas, pois dedicados aos interesses mais legítimos do Brasil, a exemplo da lei que dispõe sobre o modelo de partilha para o pré-sal, dentre muitas outras questões estratégicas e de interesse dos brasileiros. A desconstrução de Aécio Neves se dá por ele mesmo. E por quê? Porque o tucano representa o passado terrível que o PSDB e os governos de FHC impuseram à brava gente brasileira.

Aécio Neves — o Neoliberal II — é o alter ego do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso — o Príncipe Neoliberal I — e representa o retrocesso e o atraso. Marina Silva — a Sonhática — significa a morte de seu passado político e o desejo irresistível e deslumbrado de ingressar no clube privê dos burgueses. Vamos ver, com o tempo, se eles, de fato, a aceitam. É isso aí.

CHARGE DO BESSINHA

Vox confirma Datafolha: Dilma tem 52% e Aécio 48%

Sai o novo Datafolha: Dilma tem 46% e Aécio 43%

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O instituto Datafolha divulgou, nesta segunda (20), mais uma pesquisa sobre a sucessão presidencial; agora, a presidente Dilma Rousseff tem 46% contra 43% do tucano Aécio Neves; no levantamento anterior, o quadro era de empate técnico: Aécio tinha 45% e Dilma 43%; também divulgada hoje, a pesquisa CNT/MDA mostrou Dilma com 45,5% e Aécio com 44,5%; no Datafolha, aprovação ao governo subiu para 42%; convicção do voto em Dilma também é maior do que a certeza dos que votam em Aécio (45% a 41%); rejeição ao tucano (40% não votam nele) supera a da petista (39%); em votos válidos, Dilma abriu quatro pontos: 52% a 48%

247 - Foi divulgada, nesta segunda-feira, a nova pesquisa Datafolha sobre sucessão presidencial. Agora, a presidente Dilma Rousseff aparece numericamente à frente, com 46% das intenções de voto (subiu 3 pontos), contra 43% do tucano Aécio Neves (caiu 2 pontos). No levantamento anterior, Aécio tinha 45% das intenções de voto e Dilma aparecia com 43%.
Nos válidos, Dilma tem 52% contra 48% de Aécio. Na contagem de votos válidos na pesquisa anterior, o tucano tinha 51% contra 49% da petista.
A aprovação ao governo subiu para 42% (subida de 2 pontos). Os que consideram regular são 37% (variou 1 ponto para baixo). Os que desaprovam são 20% (reduziu 1 ponto).
O Datafolha também perguntou, entre os dois candidatos, em quem os eleitores votariam com certeza, em quem talvez votassem e em qual não votariam de jeito nenhum.
Veja os números:
Dilma
45% - votariam com certeza
15% - talvez votassem
39% - não votariam de jeito nenhum
1% - não sabe
Aécio
41% - votariam com certeza
18% - talvez votassem
40% - não votariam de jeito nenhum
2% - não sabem
No primeiro turno, Dilma teve 41,59% dos votos válidos e Aécio, 33,55%
O Datafolha ouviu 4.389 eleitores no dias 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01140/2014.
Leia, abaixo, resultado da pesquisa CNT/MDA, também divulgada nesta segunda-feira:
Pesquisa CNT/MDA mostra empate técnico entre Dilma e Aécio; petista tem vantagem numérica
BRASÍLIA (Reuters) - A primeira pesquisa CNT/MDA divulgada após o primeiro turno da eleição presidencial mostrou nesta segunda-feira empate técnico entre a presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição pelo PT, e o candidato do PSDB, Aécio Neves, e apontou vantagem numérica da petista dentro da margem de erro.
Segundo o levantamento, Dilma tem 45,5 por cento das intenções de votos, enquanto o Aécio aparece com 44,5 por cento na pergunta em que os dois nomes são apresentados aos entrevistados.
A pesquisa aponta que Dilma tem 50,5 por cento dos votos válidos (que excluem brancos, nulos e indecisos), contra 49,5 por cento de Aécio. A margem de erro da pesquisa, realizada nos dias 18 e 19 de outubro, é de 2,2 pontos percentuais.
A sondagem indica ainda altos índices de rejeição aos dois candidatos. Dos entrevistados, 41,0 por cento declararam que não votariam em Aécio "de jeito nenhum", enquanto 40,7 por cento não votariam em Dilma.
Para 46,7 por cento dos entrevistados, Aécio sairá vencedor das urnas, enquanto para 42,5 por cento Dilma será reeleita.
Desde o primeiro turno das eleições, realizado dia 5 de outubro, Dilma e Aécio permaneciam estáveis nas pesquisas dos institutos Datafolha e Ibope, os mais reconhecidos.
Na semana passada, Aécio tinha vantagem numérica com 45 por cento dos votos, enquanto Dilma aparecia com 43 por cento. As pesquisas Datafolha e Ibope, divulgadas no dia 15, também mostraram empate técnico, uma vez que a margem de erro das duas é de 2 pontos percentuais.
No primeiro turno, Dilma teve 41,6 por cento dos votos válidos e Aécio somou 33,6 por cento.
A pesquisa CNT/MDA ouviu 2.002 pessoas, em 137 municípios de cinco regiões de país nos dias 18 e 19 de outubro.
(Por Maria Carolina Marcello)

20 outubro 2014

El helicóptero con cocaína que mancha a Aecio Neves, posible presidente de Brasil

El helicóptero con cocaína que mancha a Aecio Neves, posible presidente de Brasil

Parece un rumor urbano, pero en realidad es un caso opacado por los grandes medios y del cual aún no se conocen explicaciones de fondo.


AFP
A finales del año 2013, la Policía Federal del estado de Espíritu Santo incautó un helicóptero con 450 kilos de cocaína. La noticia, a secas, fue otro golpe más contra el narcotráfico, pero se tornó en una cuestión política cuando se supo que el vehículo detenido pertenecía a la empresa Agropecuaria Limeira, propiedad de una reconocida familia cercana a Aecio Neves.
Deje aquí su comentario
Según informó Uol, el dueño del helicóptero es el diputado Gustavo Perella, quien es hijo del senador y expresidente del equipo de fútbol Cruzerio, Zezé Perella. Ambos son importantes caudillos del estado de Minas Gerais y además son aliados políticos de Neves, exgobernador de la misma región.
En su momento, los Perella aseguraron que un piloto de la empresa utilizó con otros tres cómplices el vehículo sin autorización y con fines ilegales. Los detenidos salieron de la cárcel hace algunos meses.


Zezé Perella y Aecio Neves / pragmatismopolitico.com.br
"La prensa trata con inexplicable discreción lo que podría ser el mayor escándalo de las últimas décadas", escribió el periodista Miguel do Rosário en un artículo publicado en el portal Tijolaço.
Rosário critica especialmente a Globo, el gigante monopolio de medios de Brasil, por informar sobre este caso sin ninguna alusión a las implicaciones políticas.
Deje aquí su comentario
El periodista señala que el helicóptero con la media tonelada de cocaína es sólo una parte del embrollo, pues menciona una investigación del Ministerio Público de Minas Gerais sobre una posible adjudicación irregular de contratos, sin licitación previa, a la empresa Agropecuaria Limeira durante el gobierno de Neves en dicho estado.
Como si fuera poco, dentro de estos contratos se encontraría la compra de la hacienda Guará, donde fue incautado el helicóptero.


http://noticias.uol.com.br/

A

Aécio mente, e até O Globo desmente #QueroDilmaTreze


No debate realizado neste domingo, 19 de outubro, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, falou sobre obras em hidrovias afirmou que:

"As hidrovias anunciadas estão todas elas no papel"

AÉCIO MENTIU

Em um total de 57 empreendimentos entraram no programa federal. Desse total, 16 aparecem como "concluídas" e oito como "em obras". Entre elas, está a hidrovia Tietê- SP.

AÉCIO MENTIU, DE NOVO


Dilma falou a verdade
DILMA FALOU A VERDADE
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/

Sindicatos se mobilizam em defesa de empresas públicas

Aécio, não mate os números por votos.


Autor: Fernando Brito
mapa

Não é preciso argumentar.
Basta acessar a página do Mapa da Violência, consultar a tabela da página 24 e ver como Aécio Neves é um mistificador.
Aécio foi muito pior, neste campo, que Sérgio Cabral e Geraldo Alckmin.
Agora faz demagogia com as “mães que estão chorando”.
Candidato Aécio, não se faz demagogia com vidas humanas.
Não se oculta cadáveres para ganhar votos.

CHARGE DO BESSINHA