19 dezembro 2014

Toffoli: "Não haverá terceiro turno na Justiça Eleitoral"

A tentativa do PSDB de diplomar Aécio e não Dilma

Aécio precisa ser informado de que perdeu
Aécio precisa ser informado de que perdeu
As pessoas se perguntavam nas redes sociais: é piada?
Mas não. Não era.
Pouco antes da diplomação de Dilma hoje, o PSDB solicitou ao TSE o seguinte. Que, em vez de Dilma, Aécio fosse diplomado.
Quer dizer: o PSDB quer cassar mais de 54 milhões de votos.
Há detalhes até engraçados. Você pode imaginar a cena: um mensageiro do PSDB vai em louca correria ao presidente do TSE para entregar-lhe o pedido e, ao chegar a seu escritório, descobre que ele já está diplomando Dilma.
Em quem teria se inspirado o PSDB? No Fluminense, que escapou da segunda divisão no ano passado graças ao tapetão de última hora?
No grande filme de Dustin Hoffman em que ele salva a amada de um casamento torto em plena igreja, quando ela, belíssima em seu vestido de noiva, estava prestes a dizer sim?
O desfecho seria perfeito, como comédia, se no momento em que Toffoli entregava o diploma a Dilma o presidente do PSDB, Aécio, irrompesse na sala e cantasse: “Por favor, pare agora. Senhor juiz, pare agora.”
O final não foi este, e sim o esperado. Dilma foi diplomada e fez um discurso em que sublinhou seu compromisso com a “justiça social”. Falou também num “grande pacto”, de todos os poderes da República, contra a corrupção.
O tempo dirá quanto ela cumprirá da agenda ampla que anunciou nesta noite da diplomação.
Só se poderá julgar o segundo mandato de Dilma com o correr dos longos dias.
Desde já, no entanto, é legítimo dizer que a tentativa do PSDB de colocar o diploma nas mãos de Aécio, e não de Dilma, é um dos capítulos mais patéticos da história política nacional.
O PSDB já não está mais se comportando como um grupo reacionário e disposto a tudo para chegar ao Planalto por quaisquer meios. Está agindo como um bando de lunáticos.

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Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

17 dezembro 2014

CHARGE DO BESSINHA

Mesmo sob pressão, Dilma tem aprovação de 52%

Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13: Brasília - DF, 13/10/2014. Dilma Rousseff durante a entrevista coletiva. Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13
Subida da aprovação pessoal da presidente foi de quatro pontos em relação à de setembro, segundo pesquisa CNI/Ibope, a primeira do instituto após a eleição de outubro; apurado entre os dias 5 e 8 de dezembro, levantamento divulgado hoje mostra que governo da presidente Dilma Roussseff tem índices de 40% de ótimo e bom, apesar da forte repercussão das denúncias de corrupção na Petrobras; surpreendente para a oposição, crescimento da aprovação do governo e da presidente injeta novo ânimo na posse que se aproxima

 BRASÍLIA (Reuters) - A avaliação do governo da presidente Dilma Rousseff segue praticamente estável em dezembro, apesar da forte repercussão entre a população do escândalo de corrupção na Petrobras, mostrou pesquisa CNI/Ibope neste quarta-feira.
A avaliação ótima/boa do governo passou para 40 por cento em dezembro, ante 38 por cento em setembro, segundo levantamento encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o primeiro do Ibope após a eleição presidencial de outubro.
A avaliação ruim/péssima foi a 27 por cento, ante 28 por cento. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.
O percentual dos que consideram o governo regular é de 32 por cento, ante 33 por cento há três meses.
Se a avaliação segue praticamente estável, Dilma viu sua popularidade aumentar, com números melhores tanto na aprovação em sua maneira de governar como na confiança que a população tem na presidente.
A aprovação pessoal da presidente foi para 52 por cento, ante 48 por cento, enquanto a desaprovação está em 41 por cento, ante 46 por cento.
Já o percentual dos que confiam em Dilma aumentou para 51 por cento, ante 45 por cento em setembro, enquanto os que não confiam diminuíram para 44 por cento, ante 50 por cento.
Esses resultados aparecem em um momento em que a corrupção na Petrobras foi o tema do noticiário mais lembrado pela população, com 31 por cento mencionando a operação Lava Jato da Polícia Federal e 19 por cento as notícias sobre as prisões de diretores da Petrobras.
O Ibope ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios entre os dias 5 e 8 de dezembro.
(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

CHARGE DO BESSINHA

16 dezembro 2014

Governo vai usar software contra ódio na internet

MARCELLOCASAL-ABR               :
A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República anunciou a utilização de uma ferramenta que vai mapear a ocorrência de crimes de ódio na internet; o software vai coletar dados e identificar redes que se reúnem para fazer ofensas a grupos de pessoas; “A gente tem acompanhado e se preocupado com o crescimento desses crimes de ódio, que são incentivados e divulgados na internet. Já está mais do que na hora de a gente criar mecanismos para rastrear e retirar isso da rede”, disse a ministra da SDH, Ideli Salvatti



Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil 
A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) anunciou nessa segunda-feira (15) a utilização de uma ferramenta que vai mapear a ocorrência de crimes de ódio na internet. O software vai coletar dados e identificar redes que se reúnem para fazer ofensas a grupos de pessoas. A ferramenta será o pilar das atividades do Grupo de Trabalho Contra Redes de Ódio na Internet, criado em novembro para monitorar e mapear crimes contra direitos humanos nas redes sociais.
“A gente tem acompanhado e se preocupado com o crescimento desses crimes de ódio, que são incentivados e divulgados na internet. Já está mais do que na hora de a gente criar mecanismos para rastrear e retirar isso da rede”, disse a ministra da SDH, Ideli Salvatti, à Agência Brasil. Ela citou o caso de uma mulher que, em maio, foi espancada até a morte por moradores de Guarujá, em São Paulo, após um falso rumor ter se espalhado nas redes sociais de que ela praticava rituais de magia negra com crianças.
Com base nas informações coletadas pelo software, o grupo de trabalho, cuja reunião de instalação ocorreu ontem, poderá encaminhar denúncias ao Ministério Público ou à Polícia Federal. Três casos já estão sendo analisados, com base em denúncias recebidas pela ouvidoria da SDH. Um deles remete ao último episódio envolvendo a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) e seu colega de Câmara, Jair Bolsonaro (PP-RJ), na semana passada, quando o parlamentar disse que só não estupraria a deputada porque ela “não merece”.
Um rapaz postou foto em uma rede social “ameaçando a deputada Maria do Rosário de estupro”, de acordo com a SDH. Mais dois casos tratam de um site nazista e outro que prega a violência contra mulheres. “Vamos documentar, avaliar os três casos e, na quinta-feira [18], devemos dar os encaminhamentos cabíveis, no sentido de tirar do ar, encaminhar para inquérito da Polícia Federal ou para providências do Ministério Público Federal”, explicou Ideli.

14 dezembro 2014

20 anos de roubalheira:Propinas do Metrô do PSDB de São Paulo passavam por contas no Uruguai.


Os investigadores terão acesso a duas contas em Montevidéu, pelas quais passavam os pagamentos

Ao aprofundar a apuração sobre o cartel do Metrô de São Paulo, os promotores e os procuradores envolvidos nas investigações descobriram que as movimentações financeiras do esquema percorreram o mundo. Foram detectadas transações suspeitas em seis países, além do Brasil. Por meio delas, circulou o dinheiro de multinacionais e de lobistas, destinado a pagar propina a agentes públicos de estatais paulistas. Mediante suborno, empresas – como a francesa Alstom ou a alemã Siemens – obtiveram contratos superfaturados em 30% para fornecer trens e equipamentos ao Metrô de São Paulo e à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Um prejuízo estimado em R$ 834 milhões aos cofres públicos. Na trilha desse dinheiro, a investigação chegará, em breve, a um novo e decisivo destino: o Uruguai.

Em janeiro, uma força-tarefa desembarcará em Montevidéu. Os integrantes do Ministério Público de São Paulo e do Ministério Público Federal terão acesso a uma leva de documentos por meio da cooperação com as autoridades locais. Entre eles, estão movimentações bancárias no país. Duas delas são consideradas chave para elucidar uma incógnita das investigações: se há corruptores, quem são os corrompidos? É o que devem responder os extratos das contas usadas pelo lobista Arthur Teixeira e seus representantes no Uruguai, Nicolas Juan Alonso e Roberto Diego Licio. Segundo informações preliminares, nelas ingressou dinheiro das multinacionais, e delas saiu pagamento de propina.

Para os responsáveis pela investigação, Teixeira ocupa papel de destaque na engrenagem financeira. Ele é considerado o pivô das fraudes nas estatais metroferroviárias de São Paulo. Ao lado de Sergio Teixeira – morto em 2011 –, ele  controlava duas empresas de “consultoria” no Brasil e três offshores sediadas no Uruguai: Leraway, Gantown e GHT. Todas registradas no mesmo endereço: um escritório de contabilidade em Montevidéu, conhecido por abrir e gerenciar firmas de fachada. As offshores simulavam serviços de consultoria para multinacionais interessadas em contratos com as estatais paulistas, entre 1998 e 2008, durante os governos dos tucanos Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra. Pelos contratos, companhias como Siemens e Alstom aceitavam pagar percentuais em futuros contratos e aditivos obtidos do Metrô paulista e da CPTM.  Os recursos recebidos pelas offshores no Uruguai remuneraram serviços variados prestados por Teixeira. Ele comandava reuniões com executivos do cartel para repartir os projetos das estatais. Definia também, nos encontros, os valores das propostas superfaturadas a apresentar nas licitações. Para garantir que os acordos saíssem do papel, repassava parte dos valores recebidos como propina a agentes públicos.

As conexões de Teixeira emergiram com o acordo de leniência da Siemens, em junho de 2013. Em troca de redução de sanções para a empresa e seus executivos, a Siemens confessou a participação no cartel, que reunia 12 empresas. Desde então, o ex-diretor da área de transportes da Siemens Everton Rheinheimer passou a narrar os bastidores do esquema. Contou aos promotores que Teixeira se apresentava como “indicação do cliente (CPTM) para organizar o mercado”. “Arthur Teixeira dizia que os contatos com o cliente se davam na pessoa de Zaniboni e Lavorente”, afirmou. João Roberto Zaniboni foi diretor da CPTM entre 1999 e 2003. José Luiz Lavorente faz parte da direção da CPTM desde 1999. Ambos estão numa lista de 33 indiciados pela Polícia Federal no último dia 1o, em que aparecem também Teixeira e o atual presidente da CPTM, Mário Bandeira.

Os documentos uruguaios esclarecerão uma incógnita da investigação: quem foram os corrompidos?
As movimentações de Teixeira também são seguidas de perto na Europa. Numa reunião com procuradores suíços em Berna, no começo do mês, uma delegação brasileira recebeu informações sobre cerca de dez novas contas dele até então desconhecidas. A partir de março, os investigadores brasileiros e suíços compartilharão ações contra os envolvidos nas fraudes do Metrô. A ideia é que eles respondam pelos delitos nas esferas civis e criminais tanto no Brasil como na Suíça. A comitiva brasileira ficou surpresa com a desenvoltura com que Teixeira agia e com as somas que ele movimentou em bancos suíços. Lá, ele responde a uma ação por lavagem de dinheiro.

Entre as evidências do processo, está um depósito feito em 27 de abril de 2000. Da conta 524374 Rockhouse, no banco Credit Suisse, em Genebra, Teixeira transferiu US$ 103.500 para uma conta denominada Milmar. O beneficiário era Zaniboni, o ex-diretor da CPTM. Ele disse ter recebido por consultorias. Não é o que pensam as autoridades suíças. Elas informaram a existência de indícios de que outras contas de agentes públicos paulistas também foram abastecidas por Teixeira. Em depoimento aos promotores, Teixeira negou ser lobista, disse ter prestado serviços de consultoria às empresas do cartel, refutou ser dono das offshores  e seu envolvimento com irregularidades.

Ao mesmo tempo, os promotores tentam recuperar o dinheiro desviado. Estima-se que o Metrô de São Paulo e a CPTM tenham sido lesados em R$ 834 milhões. Numa ação na Justiça movida no último dia 4, promotores pedem que dez empresas do cartel sejam condenadas a devolver R$ 418 milhões ao Estado de São Paulo. A ação só leva em conta os contratos firmados entre 2001 e 2003 para a manutenção de trens da CPTM e pede a dissolução das empresas envolvidas no cartel. A Alstom afirma que não “comentará investigações em andamento e reitera que está colaborando com as autoridades competentes”. A Siemens diz que foram as suas denúncias que “deram origem às atuais investigações” e que “sempre desejou e apoiou o total esclarecimento desse episódio”. Da Revista Época
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CHARGE DO BESSINHA

Aceitar os fatos

11 dezembro 2014

Lula reage contra a 'criminalização' do PT

STUCKERT:
Ao falar no ato programado para deflagrar os preparativos do 5º. Congresso do PT, ex-presidente Lula fez um discurso enérgico em defesa do PT; “se hoje existe investigação, foi porque o PT criou os instrumentos para combater a corrupção neste país”, disse ele; em seguida, relacionou quais seriam os verdadeiros "crimes" do PT para elite; “Ah, o PT cometeu o crime de criar politicas que permitiram o reconhecimento internacional de que a fome neste pais acabou. O PT cometeu também o crime imperdoável de ter promovido a maior transferência de renda de todos os tempos através dos aumentos do salário-mínimo. E também cometeu o crime horrível de abrir as portas das universidades para os que nunca sonharam chegar lá. Mas o crime realmente imperdoável foi o fato de a Dilma ter sido reeleita. Nós somos o partido que por mais tempo terá governado este pais"


247 - O ato estava programado para deflagrar os preparativos do 5º. Congresso do PT, em junho, mas acabou sendo uma reação do partido às investidas da oposição contra a presidente Dilma Rousseff – alvo de pregações de impeachment e cassação de diploma – e da responsabilização do PT pela corrupção na Petrobrás.  Entre 500 e 600 pessoas lotaram o auditório da LBV, na noite de quarta-feira em Brasília, com o espírito guerreiro de outros tempos, interrompendo os oradores com aplausos e palavras de ordem. Quase todos saíram com um adesivo para colocar no carro: “Dilma, mexeu com ela, mexeu comigo”. Mas foi Lula que incendiou a militância com um discurso enérgico contra o que chamou de “criminalização do partido”.
Afirmando que “se hoje existe investigação, foi porque o PT criou os instrumentos para combater a corrupção neste país”, Lula exortou os militantes a repetirem aos quatro ventos tudo o que foi feito nos governos petistas neste sentido: “A delação premiada é um instrumento criado por nós. A lei foi aperfeiçoada por iniciativa nossa em 2003. O portal da transparência fomos nós que criamos. A Lei do Acesso à Informação fomos nós que aprovamos e implantamos. A Controladoria Geral da República fomos nós que criamos e a ela demos autonomia. O Ministério Público nunca teve tanta autonomia. Nenhum procurador-geral em nossos governos foi chamado de engavetador. A Polícia Federal nunca teve tanto pessoal contratado e tanto equipamento e tantas condições para investigar. A gente reclama das investigações? Não. Nós reclamamos é do esforço para criminalizar o PT, para nos desmoralizar e destruir”.
O ex-presidente lembrou alguns “crimes do PT”: “Ah, o PT cometeu o crime de criar politicas que permitiram o reconhecimento internacional de que a fome neste pais acabou. O PT cometeu também o crime imperdoável de ter promovido a maior transferência de renda de todos os tempos através dos aumentos do salário-mínimo. E também cometeu o crime horrível de abrir as portas das universidades para os que nunca sonharam chegar lá”.  E por aí foi, com sua longa lista de “crimes”, antes de concluir.  “Mas o crime realmente imperdoável foi o fato de a Dilma ter sido reeleita. Nós somos o partido que por mais tempo terá governado este pais. Quando a Dilma concluir seu mandato, terão sido 16 anos no governo. Mas preparem-se porque a batalha será dura. O momento vai exigir de nós muita força. Por isso temos que dar logo uma demonstração de força e disposição de luta com uma grande festa na posse dela”.
E quando vieram, mais uma vez, os gritos de “Volta Lula”, ele cortou: “Ninguém tem que pensar em 2018. Tem que pensar em primeiro de janeiro de 2015, na posse da presidenta Dilma e na resposta que temos que dar ao país. Ela precisa governar. Vamos repetir aquele refrão: Deixem a mulher trabalhar.”
Ao longo da caminhada nem tudo foram acertos, reconheceu. Mas agora é hora de “reencontrar o sonho e a utopia”, buscar a renovação, a juventude, a energia que impulsionou a campanha no segundo turno, reagindo aos ataques e realizando um Congresso aberto ao debate. Retomando o tema da corrupção, protestou: “Eu não sou melhor do que ninguém mas digo com toda segurança. Nenhum deles é mais honesto do que eu. E no PT, quem não tiver compromisso ético, quem não fizer as coisas direito, tem que deixar o partido imediatamente.”
Antes dele falaram o deputado Geraldo Magela, que organizou o evento, o governador Jaques Wagner e o presidente do partido, Rui Falcão. Todos conclamando a militância a resistir “a toda forma de golpismo”.

09 dezembro 2014

CHARGE DO BESSINHA

Operador do "trensalão" usou 23 contas na Suíça

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O consultor Arthur Teixeira, suspeito de ser um dos operadores do cartel de trens de São Paulo, e empresas ou pessoas ligadas a ele controlam pelo menos 23 contas em bancos europeus, segundo o Ministério Público (MP) de São Paulo; os dados reforçam a suspeita de que Arthur Teixeira intermediava o pagamento da propina para favorecer empresas que atuavam no cartel dos trens de São Paulo; esquema teria funcionado de 1998 a 2008, durante o governo do PSDB, com acordo para dividir entre as empresas contratos de reformas no Metrô e na CPTM

247 - O consultor Arthur Teixeira, suspeito de ser um dos operadores do cartel de trens de São Paulo, o "trensalão", e empresas ou pessoas ligadas a ele controlam pelo menos 23 contas em bancos europeus, segundo o Ministério Público (MP) de São Paulo. Os promotores paulistas tiveram acesso a informações do processo que corre na Suíça.
Os dados reforçam a suspeita de que Arthur Teixeira intermediava o pagamento da propina para favorecer empresas que atuavam no cartel dos trens de São Paulo. O esquema teria funcionado de 1998 a 2008, durante o governo do PSDB, com acordo para dividir entre as empresas contratos de reformas no Metrô e na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
A descoberta das contas contradiz o depoimento de Arthur Teixeira à Promotoria no ano passado, quando ele disse que teve apenas duas contas na Suíça, ambas fechadas há 10 anos. O advogado do consultor disse que ele não mantém conta, nem valores, fora do país. A defesa informou ainda que não pode se manifestar sobre o que os promotores descobriram na Suíça.

08 dezembro 2014

Empresas do ‘trenzalão’ tucano podem ter que devolver R$ 418 milhões


O Ministério Público de São Paulo entrou com uma ação civil pública para pedir a anulação de três contratos firmados entre os anos de 2002 e 2007 entre empresas acusadas de participação em cartel e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O promotor Marcelo Milani informou que os contratos já foram cumpridos.

“Os contratos eram referentes às linhas de trens chamadas pela companhia de (séries) S-2.000, S-2.100 e S-3.000. Estes contratos tinham duração de cinco anos e verificavam a possibilidade da manutenção corretiva e preventiva destas linhas de trens”, explicou o promotor.

Segundo ele, as empresas faziam simulacros de concorrência que, “em nenhum momento existiam”. Os quatro promotores que assinam a ação pedem na Justiça, além da anulação dos contratos, o ressarcimento integral dos valores firmados nos três contratos, acrescidos de 30% referente a uma indenização por dano moral coletivo (que chegaria ao valor de R$ 112,4 milhões). Com isso, o valor total que seria ressarcido aos cofres públicos alcançaria R$ 418 milhões.

Na ação, os promotores também pediram a dissolução de dez das 11 empresas que constam no processo: a Siemens, a Alstom, a CAF brasileira, a TTrans, a Bombardier, a MGE-Manutenção de Motores e Geradores Elétricos, a Mitsui, a Temoinsa, a Tejofran e a MPE – Montagens e Projetos Especiais. Segundo Milani, só a CAF espanhola ficou de fora do pedido de dissolução porque “ela não se afeta à legislação brasileira”.Estadão
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CHARGE DO BESSINHA

Ibope e Datafolha mostram Dilma no caminho certo

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Realizadas em ambiente agitado, pesquisas mostram força da presidente Dilma Rousseff em diferentes frentes; 42% consideram governo ótimo ou bom e 46% reconhecem na gestão dela o maior combate à corrupção, contra 16% e 4% para Lula e FHC, respectivamente; pontos fortes no Datafolha são coroados por crescimento, segundo o Ibope, de 13 pontos na satisfação com a democracia; apuração de corrupção na Petrobras fortalece gestão, mas presidente é associada ao escândalo por 68%; aposta no enfraquecimento de Dilma não dá os resultados esperados pela oposição, mas jogo de desgaste vai continuar


247 – A presidente Dilma Rousseff está bem mais forte do que gostariam seus adversários. Essa é uma das conclusões principais da rodada de pesquisas Ibope e Datalha divulgadas neste domigo 7. Neste período conturbado, em que a oposição parlamentar liderada pelo PSDB radicaliza o discurso, usa imagens fortes e tenta reunir apoio de manifestações de protesto nas ruas, Dilma conseguiu manter exatamente os índices de aprovação que detinhas nas vésperas do segundo turno, em 27 de outubro.
O governo é considerado ótimo e bom por 42% do público, enquanto 24% veem a administração com ruim ou péssima. Imediatamente antes da eleição, esse percentual era de 20%.
Uma ótima notícia, não apenas para o governo, mas para todas as forças políticas que atuam dentro do sistema democrática, veio do Ibope. O instituto apurou que o índice de satisfação popular com a democracia cresceu 13 pontos percentuais. 39% disseram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com a democracia, mais nível desde 2010. Em 2013, quando ocorreram propostos maciços nas ruas, a satisfação com o regime político alcançava 39%. "A existência de grupos radicais nas ruas, como os blac blocks, provoca mais repercussão na mídia do que desperta apoio popular", avaliou o cientista político Cláudio Couto, da Fundação Getúlio Vargas. "Cria-se uma falsa impressão de que há mais gente contra a democracia do que realmente existe".
No capítulo corrupção, apesar de o jornal Folha de S. Paulo ter destacado, entre todos os números, o porcentual de 68% dos que associaram a presidente a corrupção que vai sendo descoberta, o governo também colheu resultados positidos.
Nada menos que 46% indicaram que nunca houve tanto combate à corrupção no País como agora. Para efeito de comparação, esse índice foi de 16% para o governo lula e apenas 4% para a gestão do ex-presidente Fernando Henrique, do PSDB. A percepção de que agora a punição aos malfeitos é maior do que em outros tempos igualmente se confirmou. 40 assinalaram essa situação, de punição maior hoje em dia, contra 11 que disseram que isso ocorria com mais frequência no governo Lula e apenas 3% nos tempos de FHC.
Apesar de algumas avaliação de dificuldade na ação do futuro governo Dilma, a expectativa popular pode ser considerada boa. 50% entendem que Dilma fará um segundo mandato melhor do que o primeiro. Esse índice, em relação ao segundo governo tucano, era menor, de 41%.
Sofrendo tentativas diárias de desgate, ora com as revelações das delações premiadas á volta da operação Lava Jato, ora com os ataques da oposição parlamentar feita pelo PSDB, o que se mediu é que a presidente e o governo estão assimilando bem os ataques. A oposição esperava atingir um desgaste maior, mas isso não se concretizou. As vésperas da posse de uma nova equipe econômica, a tendência é a criação de novos fatos no ajuste de contas e controle da inflação. Se o plano der certo, os números de Dilma poderão ficar ainda melhores. Os resultados das pesquisas, nessa medida, agradaram em cheio ao Palácio do Planalto e frustraram, em larga medida, a oposição.

07 dezembro 2014

Escândalo do petróleo não afetou aprovação de Dilma

: Brasília - DF, 27/10/2014. Presidenta Dilma Rousseff durante entrevista para o Jornal da Record. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Embora sete em cada dez brasileiros, segundo o Datafolha, enxerguem "alguma responsabilidade" da presidente Dilma Rousseff no escândalo batizado como "petrolão", isso não afetou seus índices de aprovação, que segundo o instituto, continuam os mesmos da última pesquisa; de acordo com o Datafolha, 42% dos brasileiros consideram seu governo ótimo ou bom, enquanto 33% o veem como regular e 24% como ruim ou péssimo; outro dado relevante é a menor preocupação com a corrupção; o motivo: para 40%, nunca houve tanta punição aos corruptos como hoje

 247 - O massacre midiático do chamado "petrolão" não mexeu com o índice de popularidade da presidente Dilma Rousseff.
Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo mostrou que sete em cada dez brasileiros avaliam que a presidente Dilma tem "alguma responsabilidade" no escândalo da Petrobras, numa pesquisa realizada em 2 e 3 de dezembro com 2.896 entrevistas.
No entanto, isso não mudou em nada sua aprovação. Para 42% dos brasileiros, a gestão Dilma é "boa ou ótima", a mesma taxa de 21 de outubro, quando ela atingiu seu melhor índice desde junho de 2013.  Enquanto isso, 33% dos brasileiros apontam o governo como regular e 24% como ruim ou péssimo.
Outro dado relevante da pesquisa é a menor preocupação com a corrupção tem caído. Em junho, era o principal problema do país para 14%. Agora, para apenas 9%. Os problemas mais graves são saúde (43%) e segurança (18%). A explicação está no funcionamento das instituições: para 40%, nunca houve tanta punição aos corruptos como hoje.

05 dezembro 2014

Carta aberta ao derrotado Aécio Neves


Quem perdeu quer “destruir quem foi eleito”, diz Temer

Antonio Cruz/Agencia Brasil:
Vice-presidente acusou a oposição de ter um espírito destrutivo após derrotas nas eleições; segundo ele, a função da oposição é "ajudar a governar"; "O sujeito perdeu a eleição, ele acha que tem que destruir aquele que foi eleito", afirmou, em relação ao tucano Aécio Neves

Por Lara Rizério
SÃO PAULO - O vice-presidente Michel Temer (PMDB) compareceu hoje a um evento sobre gestão pública e criticou a oposição, acusando-a de ter um espírito destrutivo após derrotas nas eleições.
Ele afirmou que a função da oposição é "ajudar a governar". "O sujeito perdeu a eleição, ele acha que tem que destruir aquele que foi eleito", afirmou.
Temer defendeu harmonia entre a base e a oposição, tomando como exemplo a relação entre os Poderes Judiciário e Executivo. "As pessoas enfatizam muito a ideia da independência como se os órgãos do poder fossem estanques e se esquecem de mencionar a harmonia".
Vale ressaltar que, nos últimos dias, ganhou destaque o acirramento entre a oposição e a base aliada, principalmente com relação ao projeto de mudança na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).
Ontem, após quase 18 horas de discussão, e mesmo sob intensos protestos e duras críticas da oposição, a base governista conseguiu aprovar o projeto que flexibiliza a meta de superávit primário para este ano.