22 setembro 2014

No interior de Sergipe, Dilma chega a 72,5% dos votos

Dilma cresce em SC, MG, PB e PR

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"Pesquisas recentes do Ibope mostram Dilma crescendo substanciosamente em todas as regiões do país. Marina, por sua vez, perde votos rapidamente.

Impressiona, por exemplo, a sua disparada na Paraíba, concomitantemente a uma queda brusca de Marina Silva (gráfico acima).

Clique nos gráficos para acessar o relatório completo das pesquisas. Neste post, trago gráficos da Paraíba, Santa Catarina e Paraná. Os dados de Minas estão no post anterior.



http://nogueirajr.blogspot.com.br/2014/09/dilma-cresce-em-sc-mg-pb-e-pr.html

Aprovação a ciclovias humilha o maníaco de Veja

20 setembro 2014

Onda Marina perde força e Dilma abre vantagem

Blog Balaio do Kotscho

No final de agosto, Marina Silva pulou de 21 para 34% e empatou com Dilma Rousseff. Parecia mesmo um furacão virando de pernas para o ar a campanha presidencial. De lá para cá, porém, como confirma a nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, criou-se uma tendência e não apenas mais uma oscilação dentro da margem de erro: é Marina não parando de cair e Dilma subindo a cada semana, tanto no primeiro como no segundo turno.
A presidente candidata à reeleição abriu uma vantagem de sete pontos no primeiro (37 a 30%) e diminuiu para apenas dois a vantagem de Marina no segundo turno (46 a 44%), que chegou a dez pontos (50 a 40% em agosto), mostrando agora uma situação de empate técnico.
Dilma passou a liderar em todas as regiões do país, crescendo em todos os segmentos, a duas semanas do encerramento oficial da campanha. Ao mesmo tempo, a rejeição a Dilma, que chegou a 35, agora se estabilizou em 33%, enquanto a de Marina dobrou de 11 para 22%.
Nenhuma notícia foi boa para Marina desta vez: a vantagem dela sobre o tucano Aécio Neves, que chegou a ser de 19 pontos (34 a 15%), agora caiu para 13 (30 a 17%). A candidata do PSB caiu 4 pontos no sudeste, 4 entre as mulheres, 4 entre os católicos, 5 nas cidades médias e 6 na faixa de eleitores entre 25 e 34 anos, segundo o Datafolha.
O que aconteceu para justificar esta queda? Além do bombardeio de Dilma e Aécio contra a sua candidatura, percebe-se agora que Marina foi mais um fenômeno midiático do que político, que já não se sustenta. E a velha mídia com seus poderosos porta-vozes, que têm mais colunas do que a Grécia Antiga, voltou a acreditar que Aécio é ainda seu melhor candidato para tirar o PT do Palácio do Planalto, embora pelos números atuais só um milagre ou uma nova onda possa leva-lo ao segundo turno.
Escrevo tudo isso por dever de ofício, mas confesso aos leitores que ler tanta pesquisa é demais para a minha cabeça. Chego a me perguntar: para que serve esta banalização das pesquisas, uma atrás da outra, sem parar? Será que os institutos não acreditam nos seus próprios números e sempre resolvem fazer mais uma para ver se os resultados mudam? Será que o eleitor está mesmo interessado nestes levantamentos frenéticos ou eles só servem para orientar os financiadores de campanhas e os especuladores da Bolsa de Valores?
A esta altura, como podem notar, tenho mais perguntas a fazer do que respostas a dar. Conto com a ajuda dos comentaristas do Balaio para tirar estas minhas dúvidas.
Bom final de semana a todos e até a próxima pesquisa.
Vida que segue.

A fundação estrangeira que financiou Marina

Posts de Miguel do Rosário
marina


Não queria botar mais lenha nessa fogueira, mas não posso esconder uma coisa dessas dos leitores.
Quero deixar claro que não acredito e não quero acreditar em nenhuma teoria da conspiração. Blogueiros são paranoicos por natureza, mas sou também jornalista e como tal tenho obrigação de não acreditar em teorias de conspiração.
Oxalá seja apenas uma teoria idiota, que aliás nem é exatamente uma teoria, mas um apanhado de coincidências perturbadoras.
Meu lado blogueiro, porém, me força a, pelo menos, publicar o que andei fuçando por aí.
No mínimo, isso dá um belo roteiro de thriller político. Verossimilhança e histórico de fatos similares ocorridos no passado, não faltam.
Uma reportagem da Reuters publicada no início de agosto revelou que um prestigiado hacker espanhol descobriu uma brecha gravíssima no sistema de segurança de aviões de passageiros. Ele afirmou que é possível invadir sistemas de navegação de aviões e jatinhos e manipular os dados de satélite enviados ao piloto.
E com isso, interferir no vôo e, portanto, provocar acidentes.
É impossível não relacionar isso ao acidente que vitimou Eduardo Campos, mudando completamente o quadro eleitoral no Brasil.
A morte de Campos, num acidente ainda inexplicado, tem suscitado febris teorias de conspiração. No site Strategic Culture, há dois autores que acreditam em participação da CIA e de especuladores internacionais: o Wayne Madsen e o Nil Nikandrov.
Os motivos que levaram esses autores a desconfiar de um atentado são mais ou menos óbvios:
1 – Prejudicou imensamente o favoritismo de Dilma Rousseff, presidente com grande popularidade entre os pobres no Brasil, mas odiada pelo mercado financeiro, sobretudo após a paulada que deu nos juros no segundo ano de seu governo. O aumento do controle governamental sobre a energia, tanto a hidroelétrica quanto o pré-sal também devem incomodar a banca especulativa internacional.
2 – Marina Silva, por sua vez, acena com a independência formal do Banco Central, e sua assessoria econômica é formada por neoliberais de quatro costados. Andre “Haras” Rezende, por exemplo, largou seus iates e cavalos de raça no exterior e veio ao Brasil prestar serviços à Marina. Segundo eles, Marina Silva seria uma “marionete” de George Soros.
Um leitor me advertiu sobre outra coisa.
A imprensa deu destaque à doação de Neca Setúbal de R$ 1 milhão ao Instituto Marina, que correspondeu a 83% do total recebido pela ONG da candidata.
Mas não falou nada sobre a “Fundação Porticus”, que deu os outros 17%.
Porticus é uma fundação financiada e até hoje controlada de perto pela família Brenninkmeyer, bilionários de origem holandesa e alemã, donos da C&A.
Os Brenninkmeyers são conhecidos na Europa por sua reserva. Não dão entrevistas, não são vistos em público, seus diretores são obrigados a assinar rígidos contratos de confidencialidade.
O jornal britânico Telegraph publicou matéria, há alguns anos, sobre a família. O título: “Secretive dynasty with ruthless streak”, uma dinastia cheia de segredos e de temperamento implacável. A tradução é livre. Ruthless pode ser também “cruel”, “impiedoso”.
Em 2006, uma matéria no Brasil de Fato denunciava que as lojas da C&A vendiam roupas produzidas em condições degradantes para os trabalhadores.
Há toda uma polêmica ainda, na Europa, sobre as notórias alianças entre os Brenninkmeyers e o nazismo. A empresa experimentou um período de expansão e consolidação na Alemanha, seu principal mercado, justamente durante os anos de ascensão do nazismo no país.
A família participa do Clube 1001, que financia organizações ambientais pelo mundo, como a WWF, e seus membros são relacionados na parte “controversa”, justamente por causa de suas atividades políticas.
Segundo a revista Private Eye, o Clube 1001 tem como real objetivo ser uma plataforma para “encontrar casualmente lideranças do terceiro mundo que controlam uma parte substancial dos recursos naturais do planeta”.
A revista então lista uma série de operações políticas, várias delas secretas, que envolvem o Clube ou a WWF.
Os Brenninkmeyers, ultracatólicos, também são importantes financiadores do Opus Dei e membros da família participam da cúpula da poderosa organização católica norte-americana National Leadership Roundtable on Church Management.
Adivinha quem também participa da diretoria dessa organização?
Segurem a respiração! Leon Panetta, diretor-geral da CIA entre 2009 e 2011, e secretário de Defesa dos EUA, de 2011 a 2013.
Essa organização católica foi criada por Geoffrey Boisi, importante financista norte-americano, que se tornou o sócio mais jovem da Goldman Sachs a partir de 1978, e fundador da The Beacon Group, LLC, uma investidora e consultoria financeira de contas bilionárias; foi também diretor e sócio do Morgan Chase e do J.P. Morgan.
Boisi foi membro em 2001, junto com George Soros, do setor norte-americano de uma organização intitulada Trilateral Comission, que reúne a elite política e financeira dos três maiores blocos de países desenvolvidos do mundo capitalista: EUA, Europa e Japão. O objetivo declarado da Trilateral é manter a ordem internacional sob seu controle e orientação.
É ou não uma boa teoria de conspiração?
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CHARGE DO BESSINHA

É inacreditável, Marina promete a ruralistas mudar as leis contra o trabalho escravo

Marina agrada a ruralistas ao propor mudança nas regras sobre trabalho escravo

 É a anti-princesa Isabel!


Marina  propõe nova redação de artigo do Código Penal; ruralistas enxergam chance de retirar expressões como “jornada exaustiva” e “condições degradantes”

Ao propor uma “nova redação” para o artigo 149 do Código Penal, que trata das condicionantes que caracterizam o trabalho escravo no Brasil, o programa da candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, abre uma janela para o desejo da bancada ruralista de conseguir no Congresso uma mudança nas regras que tratam do tema.

A proposta de nova redação consta do programa de governo detalhado, apresentado por Marina, há cerca de um mês, o mesmo que gerou polêmica em relação ao plano de dar independência ao Banco Central e recuos da candidata em relação à criminalização da homofobia e apoio ao casamento gay. Marina aponta que a direção da mudança deve ser no sentido de dar mais clareza ao artigo, no entanto, não indica que mudanças pretende defender.

“Propor nova redação para o Artigo 149 do Código Penal, de modo a tipificar de forma mais precisa o crime de submeter alguém à condição análoga à de escravo”, diz o texto divulgado pela campanha entre as propostas publicadas na página 205, do capítulo 6, que trata do Eixo “Cidadania e Identidades”.

A modificação é encarada pelos ruralistas como um espaço para suprimir duas condicionantes expressas na lei para caracterizar o trabalho escravo: a submissão de trabalhadores à “jornada exaustiva” ou a “condições degradantes” de trabalho.

Essas duas expressões entraram na legislação brasileira em dezembro de 2003, por meio da Lei 10.803, que modificou a antiga redação do Código Penal. Na época, o texto previa como condicionantes apenas as práticas de “trabalho forçado” e “servidão por dívida”, consideradas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Na época, a própria OIT enxergou a mudança um avanço com o para tipificar melhor as práticas modernas de escravidão.
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/

AO 247, MERCADANTE DISSECA O PROGRAMA DE MARINA

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Em entrevista exclusiva ao 247, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, desmonta o programa econômico de Marina Silva e aponta suas fragilidades; "A Marina tem uma resistência antiga e anacrônica ao petróleo e ao pré-sal. Ela ignora a importância do petróleo na matriz energética mundial", diz ele; em outro ponto polêmico, Mercadante também critica a postura de Marina diante do setor financeiro: "A proposta de independência legal do Banco Central é agravada quando associada à retração dos bancos públicos na oferta de crédito. Hoje, os bancos públicos respondem por aproximadamente 50% da oferta de crédito"; leia a íntegra da entrevista concedida a Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília
19 DE SETEMBRO DE 2014 ÀS 18:53

19 setembro 2014

CHARGE DO BESSINHA

Como Dilma resiste a mais de dois anos de pancadaria

VAI ARRISCAR FICAR SEM SUA POUPANÇA?


CHARGE DO BESSINHA

Datafolha: Dilma tem 37%, Marina 30% e Aécio 17%

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Na nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff, do PT, abre vantagem, com 37% dos votos, contra 30% de Marina Silva, do PSB; o candidato do PSDB, Aécio Neves, também esboça reação e vai a 17%; na principal simulação de segundo turno, entre Dilma e Marina, a presidente pontuou 44%, contra 46% da adversária - situação de empate técnico; dianteira da ex-senadora nunca foi tão baixa; em agosto, era de dez pontos; na pesquisa anterior, de 10 de setembro, Dilma tinha 36%, contra 33% de Marina e 15% de Aécio

247 - Foi divulgada, nesta sexta-feira, a nova pesquisa Datafolha. Nela, a presidente Dilma Rousseff, do PT, abre vantagem sobre Marina Silva no primeiro turno, com 37% das intenções de voto, seguida da candidata do PSB, com 30%. O presidenciável do PSDB, Aécio Neves, também esboçou reação e subiu para 17%.
Na principal simulação de segundo turno, entre Dilma e Marina Silva, os números são: 44% para a candidata do PT e 46% para a ex-senadora, o que é considerado situação de empate técnico. Dianteira de Marina nunca foi tão baixa. Em agosto, era de dez pontos.
Leia, abaixo, o resultado da pesquisa Datafolha da semana passada, divulgada no dia 10 de setembro:
DATAFOLHA: DILMA CRESCE E EMPATA COM MARINA
Acaba de ser divulgada nova pesquisa Datafolha; nela, a presidente Dilma Rousseff tem 36%, contra 33% da ex-senadora Marina Silva e 15% do senador Aécio Neves; no segundo turno, a presidente tem 44%, contra 47% de Marina, o que configura situação de empate técnico; eleição disputadíssima promete emoção até os instantes finais
10 DE SETEMBRO DE 2014 ÀS 20:19

18 setembro 2014

CHARGE DO BESSINHA

Jornal da Record e R7 entrevistam Dilma Rousseff (PT) nesta quinta-feira (18)

Candidata à reeleição é a penúltima candidata a participar da série, que termina amanhã
Do R7
Dilma é a penúltima entrevistada do Jornal da Record e do R7
Ichiro Guerra/11.07.2014/Divulgação
O Jornal da Record e o R7 entrevistam nesta quinta-feira (18) a presidente da República e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff. Há dez dias, o Jornal da Record fazem uma série entrevistas com os candidatos ao Palácio do Planalto ao vivo.
A sabatina ocorreria na última segunda-feira (15), a partir 19h45, durante o Jornal da Record, mas a pedido da própria presidente, a data foi alterada para a quinta-feira.
Os candidatos Marina Silva (PSB), Levy Fidelix (PRTB), Eduardo Jorge (PV), Luciana Genro (PSOL) e Aécio Neves (PSDB) já participaram do ciclo de entrevistas. Além de Dilma, ainda nesta semana mais dois candidatos serão sabatinados.
O Jornal da Record vai ao ar das 19h45 às 21h35 (com interrupção entre 20h30 e 21h20, para exibição do horário eleitoral). A data da participação dos candidatos foi definida por sorteio.

CHARGE DO BESSINHA

D. MARINA A LOUCA


Ela também vai mexer nos direitos do trabalhador. A tal   flexibilização  das leis trabalhistas. Palavras dela.

Veja interdita o debate e protege Marina de Marina

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Site ligado à revista da Marginal Pinheiros classifica como "discurso do medo" a defesa que a presidente Dilma Rousseff fez de direitos trabalhistas como férias e décimo-terceiro; publicação, na verdade, faz a defesa prévia de Marina Silva que, ontem, falou em "atualizar" a CLT, seguindo conselhos do "professor Giannetti"; para a Central Única dos Trabalhadores, presidida por Vagner Freitas, a mensagem da candidata do PSB é óbvia: "Marina fala em atualizar as regras para ajudar na geração de empregos. O que isso significa? Quando os empresários falam isso eles são claros: querem diminuir direitos e ampliar lucros. Nada mais que isso", afirma; em entrevistas, o próprio "professor Giannetti" classificava a CLT como rígida e anacrônica


Marco Damiani _ 247 – Ao se comprometer com uma "atualização" da Consolidação das Leis do Trabalho nos moldes desenhados pelo "professor Gianetti", com a supressão de direitos e conquistas trabalhistas em troca de promessas de contratações mais fáceis (e frágeis) – como 247 destacou ontem -, a candidata do PSB, Marina Silva, despertou a imediata simpatia do grupo Abril e seu veículo de combate, a revista Veja.
Ao mesmo tempo em que dedica a capa da edição de papel desta semana a chamar de "mentiras e calúnias" fatos que nem mesmo a própria Marina  desmentiu, a operação online de Veja usou boa parte do dia para divulgar que a presidente Dilma Rousseff estaria "apelando", para usar expressão com que o e-presidente Fernando Henrique classificou ele próprio em jantar, em São Paulo, com a alta sociedade.
- Dilma ensaia novo discurso do medo contra Marina: 'Não mexo no 13º e férias, destacou Veja.com .
Não foi Dilma, porém, quem disse a senha que, desde sempre, significa atentar conta a CLT – e, assim, ameaçar direitos antigos e conquistas atuais da classe trabalhadora. Ocorre que "atualizar a legislação trabalhista", na versão de Marina em 2014, é o mesmo que "flexibilizar a CLT", como as entidades patronais e seus economistas chamam o ato de mudar o conjunto de garantias ao trabalho existentes no Brasil.
Com centenas de leis necessitando melhorias  e modernizações mais urgentes, é sempre pela CLT que a elite empresarial gosta de iniciar o que chama de reformas.
O que fez a candidata à reeleição, ficou claro, não foi discurso do medo coisa nenhuma, como se diz popularmente, mas uma promessa objetiva:
- Não mexo em 13º e férias. Ponto, parágrafo.
Dilma disse, com um verbo, que quem quiser "atualizar", "flexibilizar" ou autorizar revisões de alguma forma neste momento na CLT não precisa votar nela. É fácil, basta não teclar 13 na urna eletrônica.
Para quem quer ajudar a reescrever direitos históricos, a menor, como se promete na doutrina Gianetti, há Marina Silva para votar.
O PSDB, é de se lembrar, pelo voz de Fernando Henrique, prometeu "acabar com a era Vargas". Não conseguiu. Para tentar de novo, numa versão 2.0, apesar de ele próprio ainda não ter entrado no mérito do debate, também se tem Aécio.
Um candidato a presidente que, como Marina, emita a ordem de "atualizar" o rol de garantias trabalhistas representadas na carteira de trabalho com carimbos e assinaturas está, na prática, assanhando o poder econômico para jogar pesado sobre o Congresso. Sobre os sindicatos. Sobre os locais de trabalho. Uma palavra apenas, que tem em si um poder perturbador de largo alcance. "Atualizar".
GIANETTI, EM 2007: "EMPREGOS COM CARTEIRA NÃO DEVEM SER COMEMORADOS" - É assim, exatamente, como pensa o "professor Gianetti". Nos tempos em que dava aulas no Ibemec – Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais, Eduardo Gianetti da Fonseca, hoje o assessor econômico que mais se reúne e mais é prestigiado por Marina, batia duro na CLT. Ele é antigo adversário da legislação trabalhista e, especialmente, dos empregos com carteira assinada em particular:
- O aumento dos trabalhadores com carteira assinada não deve ser comemorado, disse ele, com todas essas letras, em 2007, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.
- É preciso uma ampla reforma no mercado de trabalho, completou ele, deixando claro pertencer ao time que considera a CLT anacrônica e ultrapassada. Uma verdadeira âncora para o desenvolvimento da economia brasileira.
Por sorte, milhões de trabalhadores com carteira assinada veem diferente - e se irritam facilmente diante de ameaças à velha e boa CLT.
Apenas neste ano, 701 mil novos empregos com carteira assinada foram criados, no Brasil, desde janeiro, gostem Marina e o "professor Gianetti" ou não. É de se perguntar para essa turma, claramente, se eles topam jogar com o Congresso, o Ministério do Trabalho e o governo a brincadeira de "atualizar" a CLT. O risco de perder direitos é superior a 99,99%.
O presidente da CUT, Vagner Freitas, considera "extremamente preocupante" a posição manifestada por Marina.
- Estamos falando em mexer nos interesses, mas sem qualquer garantia de melhorias e avanços, ao contrário, de um universo de 101 milhões de brasileiros e brasileiras aptos ao trabalho, registra Freitas.
- Deste total, 94,7 milhões trabalham e 6,26 estão desempregadas. Dos que estão trabalhando, praticamente metade são formais. Não para, de uma hora para outra, pela cabeça de um economista, mexer na CLT como se não fosse um detalhe.
Não se trata, como tentou dizer Veja, de "discurso do medo", mas de uma possibilidade real de afetar a base do sistema trabalhista brasileiro. Isso é prioridade para quem, cara-pálida?
Para proteger Marina Silva das contradições políticas que ela vai produzindo, Veja vai precisar muito mais do que carimbar como demonização ou marcas do tipo propostas que, de fato, na vida real, atingem a maioria da população. Rotular a discussão séria com ironias como "discurso do medo" é, na prática, interditar o debate – ação que Veja vai se especializando em praticar.

17 setembro 2014

Dono de apê de Marina em SP adulterava gasolina

Dilma: "Vai ganhar eleição quem mudou o Brasil"

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Durante debate da CNBB realizado na noite desta terça-feira, a candidata à reeleição pelo PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, destacou que "quem vai ganhar essas eleições é quem mudou o Brasil, quem combateu a fome e a miséria, quem reduziu a miséria e quem combateu a crise, não deixando que houvesse desemprego e inflação"; já Aécio Neves (PSDB) voltou a ligar Marina Silva (PSB) ao PT: "Temos uma nova candidata, cheia de boas intenções, mas que já foi do PT e votou contra a lei de responsabilidade Fiscal. Estou apresentando um projeto amplamente discutido e aprofundado em todas as regiões do país"

SÃO PAULO - Em suas considerações finais no debate da CNBB realizado na noite desta terça-feira, a candidata à reeleição pelo PT à presidência da república, Dilma Rousseff, destacou que "quem vai ganhar essas eleições é quem mudou o Brasil, quem combateu a fome e a miséria, quem reduziu a miséria e quem combateu a crise, não deixando que houvesse desemprego e inflação".
Dilma destacou que o Brasil saiu do Mapa da Fome e que o fim da miséria é só um começo. "O nosso país tem um grande caminho a percorrer, focado na educação, que é o caminho pelo qual nós iremos nos introduzir na sociedade moderna", afirmou.
Em sua última fala durante o debate, Marina Silva, do PSB, voltou a dizer que neste processo eleitoral os embates entre os candidatos não são necessários. A ex-senadora reforçou que é a favor do debate de propostas entre os presidenciáveis, destacando que seu programa de governo inclui questões como o passe livre e a segurança pública.
"Tenho dito que quem vai ganhar essas eleições não serão os partidos da estrutura da polarização PT-PSDB. Quem vai ganhar a eleição vai ser a nova política", conclui Marina, acrescentando que estabelecerá no país uma nova forma de governabilidade que não é baseada na troca de cargos.
O presidenciável do PSDB, Aécio Neves, afirmou que que querem dividir o Brasil entre "nós e eles". O tucano se referiu a "nós" aos que apoiam o governo, e a "eles" aos que se opõem à atual gestão". As críticas do peessedebista também foram contra a ex-senadora.
"Temos uma nova candidata, cheia de boas intenções, mas que já foi do PT e votou contra a lei de responsabilidade Fiscal. Estou apresentando um projeto amplamente discutido e aprofundado em todas as regiões do país", concluiu o ex-governador mineiro.