Vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR) rebateu nesta sexta-feira críticas do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à política econômica do governo Dilma e ao projeto implementado pelo PT desde 2003: "O senador é refém de um modelo neoliberal que já foi derrotado na urnas pelo povo brasileiro nas últimas três eleições presidenciais e que nem é seguido mais até por países como os Estados Unidos"
Paraná247 - Vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR) rebateu nesta sexta-feira críticas do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à política econômica do governo Dilma e ao projeto implementado pelo PT desde 2003. "O senador é refém de um modelo neoliberal que já foi derrotado na urnas pelo povo brasileiro nas últimas três eleições presidenciais e que nem é seguido mais até por países como os Estados Unidos, onde nasceu o Consenso de Washington", disse Vargas.
Segundo Vargas, a oposição não tem projeto ou propostas para o País e, por isso, insiste com fórmulas como as seguidas pelo governo Fernando Henrique, que teria quebrado o Brasil três vezes e gerado taxas recordes de desemprego, arrocho salarial e submissão aos interesses estrangeiros. "O Brasil tem gerado número recorde de empregos com carteira assinada. Só o governo Dilma já gerou quatro milhões de novos empregos, que, somados aos do governo Lula, totalizam cerca de 20 milhões de novas ocupações", destacou o petista.
O vice-presidente da Câmara ironizou Aécio, que teria feito um diagnóstico errado da situação brasileira e receitar um remédio mais errado ainda, "o receituário neoliberal do PSDB". "A imensa maioria do povo brasileiro não tem saudade da era FHC, pois, nos últimos dez anos, com o PT e aliados, o Brasil mudou profundamente e retomou a autoestima, com um projeto que combate desigualdade sociais e regionais, leva ao crescimento com distribuição de renda e dá uma nova projeção ao País no cenário internacional", disse.
"Amnésia"
O petista ironizou também a insistência com que o senador tucano fala de inflação. "Ele tenta aterrorizar, mas sofre de amnésia, já que a média anual de inflação nos dez anos do governo do PT tem sido de 6,04%, enquanto à época de FHC foi de 9,24%", disse. Vargas diz que tanto a oposição como parte da "mídia conservadora" andam descolados da realidade.
Redução abrange todas as modalidades para as
pessoas físicas; inadimplência do crédito com recursos livres para as
pessoas físicas (famílias) ficou em 7,5% no mês de abril, o menor
patamar desde outubro de 2011 (7,4%), de acordo com o Banco Central
Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A inadimplência do crédito com recursos livres para as
pessoas físicas (famílias) ficou em 7,5% no mês de abril, o menor
patamar desde outubro de 2011 (7,4%). O nível mais baixo da série do
Banco Central (BC) foi registrado em março de 2011 (6,3%).
De acordo com o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel,
embora moderada, a redução abrange todas as modalidades para as pessoas
físicas. Ele explicou que a queda na inadimplência, considerados atrasos
superiores a 90 dias, ajuda a reduzir as taxas de juros cobradas pelos
bancos.
Segundo Maciel, um dos fatores que têm levado à redução da
inadimplência é a maior cautela dos bancos ao conceder crédito, com
melhor avaliação do perfil do tomador. Além disso, ele citou que desde
2012 há mais debate sobre educação financeira no país. No ano passado,
os bancos públicos lançaram estratégia de anúncio de redução de juros,
seguidos por concorrentes privados, o que levou a maior debate sobre o
crédito.
Maciel também citou que os brasileiros estão deixando operações de
crédito com taxas mais altas, como cheque especial e rotativo do cartão
de crédito, e procurando empréstimos mais baratos, a exemplo do
consignado em folha de pagamento. "Há busca por um crédito mais longo e
mais barato. Saem de um cheque especial e rotativo [do cartão de
crédito], crédito de curto prazo e caro, e buscam um mais barato",
disse.
A taxa de juros cobrada nos empréstimos a pessoas físicas (famílias)
alcançou 24,3% em abril, de acordo com o BC, com queda de 0,1 ponto
percentual em relação a março.
No entanto, com a perspectiva do mercado financeiro de mais aumento
na taxa básica de juros, a Selic, a tendência é que as taxas de juros
cobradas tanto de pessoas físicas quanto de jurídicas subam. "É natural
se esperar que o aumento de taxa básica continue impactando o custo de
captação e venha a atingir as taxas para as famílias e empresas", disse
Maciel.
Durante encontro com africanos, na última
quarta-feira, ex-presidente disse que tucano peca pelo "esquecimento" ao
mudar o slogan petista do governo federal para "País rico é País sem
inflação"; "Aécio está copiando o slogan da Dilma, mas se esquece da
inflação que esse País já teve com eles", afirmou
247 – O ex-presidente Lula disse que o senador e
pré-candidato do PSDB à presidência, Aécio Neves, sofre de
"esquecimento" ao mudar o slogan do governo petista – "País rico é País
sem pobreza" – para "País rico é País sem inflação".
"Aécio está copiando o slogan da Dilma, mas se esquece da inflação
que esse País já teve com eles", disse Lula ao jornal O Estado de
S.Paulo, ao sair de um jantar com africanos realizado em sua homenagem,
na Embaixada do Quênia.
Uma das estratégias para a campanha à reeleição da presidente Dilma
Rousseff em 2014 é mostrar que a média anual de inflação nos últimos dez
anos, ou seja, sob a gestão petista, foi de 6,04%. Já nos oitos anos
sob a gestão do tucano Fernando Henrique Cardoso, foi de 9,24%.
Aos poucos, o emprego informal está saindo de cena. O
mercado de trabalho das maiores metrópoles do país passa por um
processo de transformação em que os postos formais ganham espaço, dizem
especialistas.
Dados da pesquisa mensal de emprego do IBGE reforçam essa tendência.
Em abril, o número de empregados com carteira assinada no setor privado
aumentou 3,1% na comparação com o mesmo abril de 2012 --ou 342 mil
novos postos. Já o total de trabalhadores sem registro caiu 5,8%.
Considerando um período mais longo, entre 2010 e 2012, o aumento
acumulado do emprego formal foi de 10,8%, enquanto o de empregados sem
carteira assinada caiu 9%.
"Há uma redução expressiva no contingente de trabalhadores sem
carteira. É a informalidade saindo de cena", afirma Cimar Azeredo
Pereira, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.
Entre os fatores apontados pelos especialistas para esse processo,
estão mais fiscalização e o forte crescimento econômico nos últimos
anos --abortado em 2011 e 2012.
Carlos Henrique Corseuil, do Ipea, diz ainda que a expansão do crédito para as empresas contribuiu.
"Quando as pequenas empresas buscam financiamento, precisam
apresentar informações que as deixam mais vulneráveis a fiscalizações."
Apesar da redução da informalidade, cerca de 10% dos empregados ainda não têm registro.
DESEMPREGO
Após ter atingido o menor nível para o mês de março em 11 anos, a
taxa de desemprego manteve-se em patamar baixo em abril --5,8%. Foi
novamente um recorde para o mês desde o início da série do IBGE, em
março de 2002.
A taxa indica situação de "quase" pleno emprego. Por outro lado, a população ocupada caiu pelo quinto mês consecutivo em abril.
"Temos um mercado de trabalho neste ano com menos força do que em 2012", afirma Pereira.
Além disso, houve crescimento dos ocupados em nível inferior ao da
população em idade ativa pela primeira vez desde janeiro de 2011.
Ou seja, o aumento de vagas não foi suficiente nem sequer para cobrir
o crescimento vegetativo do total de pessoas que já têm idade para
trabalhar.
Pesquisa desbanca Financial Times: divulgado pelo
Pew Research Center com informações sobre 39 países, estudo aponta que
59% dos brasileiros dizem que a situação econômica do país é boa e 79%
acreditam que ela ficará ainda melhor nos próximos 12 meses; sobre a
situação econômica pessoal, a avaliação é ainda mais positiva; Sensação
de bem-estar no Brasil não é nenhuma fachada, como divulgou imprensa
inglesa
247 – A política econômica de Dilma Rousseff tem
sido alvo de críticas de algumas mídias estrangeiras, principalmente do
Financial Times (leia aqui).
Mas a visão não é compartilhada pela população do Brasil. Segundo
pesquisa divulgada ontem pelo Pew Research Center com informações sobre
39 países, 59% dos brasileiros dizem que a situação econômica do país é
boa e 79% acreditam que ela ficará ainda melhor nos próximos 12 meses. A
avaliação sobre a situação econômica pessoal é ainda mais positiva -
74% afirmam que ela vai bem e 88% apostam que ficará melhor nos próximos
12 meses, o percentual mais alto entre todos os países pesquisados.
"O desempenho das economias emergentes como Brasil e China, que
passaram pela crise de 2008, ajuda a explicar a avaliação positiva dos
cidadão desses países sobre o estágio atual da economia e a confiança no
futuro", diz o diretor associado do projeto de atitudes globais do Pew,
Richard Wike. Na China, 80% dos entrevistados acredita que a situação
econômica vai melhorar nos próximos 12 meses.
A população dos dois países também se mostra confiante no futuro, ao
comparar a vida dos filhos com a dos pais. No Brasil, 79% dos
entrevistados acreditam que ela será melhor, muito próximo aos 82% da
China.
Em países avançados, especialmente na Europa , o quadro é outro - 90%
dos franceses veem um futuro pior para os seus filhos. Nos EUA, 62%
dizem que os filhos terão uma vida pior que os pais.
Sobre as dificuldades que o governo deve enfrentar, 46% dos
brasileiros apontaram a falta de oportunidades de emprego, ainda que a
taxa de desocupação esteja hoje nas mínimas históricas. É uma fatia bem
superior aos 24% que pedem mais atenção aos preços em alta, mesmo num
cenário em que a inflação segue perto do teto da meta, de 6,5%.
Apesar da redução da desigualdade de renda apontada por indicadores
socioeconômicos nos últimos anos, 75% dos entrevistados no Brasil dizem
que esse ainda é um grande problema, com 50% dizendo que a distância
entre ricos e pobres tem aumentado. As informações foram divulgadas pelo
Valor.
Presidente antecipa primeiro leilão da área do
Pré-Sal num dos campos mais promissores do mundo: Libra, com estimados
42 bilhões de barris; são esperadas mais de 60 companhias na disputa;
decisão reduz espaço para críticas de intervencionismo na economia e
pode anular um dos discursos da oposição; Petrobras, que apareceu
enforcada na capa da revista Exame, do grupo Abril, arrecadou US$ 11
bilhões em bônus na semana passada e, agora, com a que poderá ser a
maior corrida por petróleo do planeta, deve bater recorde de USS 2,5
bilhões, conseguido em maio; com choque de capitalismo, Brasil pode se
tornar a maior fronteira de investimentos do mundo até o final do ano
247 – O governo da presidente Dilma Rousseff
pode ter alcançado, nesta quinta-feira 23, seu ponto de inflexão. O
anúncio da antecipação para outubro do leilão internacional, aberto pela
ANP, para o campo de Libra, cujas reservas são estimadas em até 42
bilhões de barris, deverá provocar uma repercussão econômica bilionária.
Trata-se, afinal, do maior campo do País – Lula, que era até aqui o
principal, contém reservas de 8 bilhões de barris recuperáveis –, o
primeiro do Pré-Sal a ir a martelo e um dos mais expressivos do mundo,
com 30% de óleo recuperável (13,5 bilhões de barris).
Em maio, o 9º leilão da ANP bateu o recorde de arrecadação ao apurar
US$ 2,5 bilhões pela concessão de 270 blocos de exploração espalhados em
nove setores. Em setembro, o Libra vai oferecer 289 blocos. Há a
expecativa pela participação de mais de 60 companhias nacionais,
estrangeiras e consórcios e quebra de recorde de arrecadação.
O leilão de Libra é capaz de tirar da oposição a Dilma uma bandeira
imponente. A revista Exame, do grupo Abril, dedicou sua capa de maio a
uma iminente quebra da Petrobras (abaixo), que teria se iniciado na
gestão do ex-presidente Lula e estaria sendo completada agora. Na semana
passada, no entanto, a companhia estatal de petróleo teve um largo
gesto de reconhecimento do mercado internacional, ao arrecadar US$ 11
bilhões, num só dia, com o lançamento de bônus para pagamento posterior.
A compra dos títulos mostrou investidores que acreditam na capacidade
de pagamentos da companhia – e recheou os cofres da Petrobras. Eles
serão reforçados, em setembro, pela arrecadação do leilão de Libra nos
exatos moldes sugeridos tanto pela publicação da Abril, como pelo
principal partido de oposição, o PSDB.
Em seminário sobre o presente e o futuro da Petrobras, os tucanos
recomendaram a reabertura de licitações de campos de petróleo para
dinamizar o setor. A ANP fará seu leilão em regime de partilha com a
Petrobras. O modelo poderá ser criticado, mas, nesse caso, vai se tratar
muito mais de uma questão ideológica – a da presença do Estado em todas
as etapas da exploração do Pré-Sal --, do que administrativa, uma vez
que a estatal estará, efetivamente, abrindo espaço para quem quiser ter a
sua parceria. O certo é que, pela extensão da descoberta, haverá muito
dinheiro correndo para o campo do governo.
"É uma descoberta singular, inimaginável", saudou uma nitidamente
emocionada Magda Chambriand (foto abaixo), diretora-geral da ANP. "Com
os dados que temos até o momento, o volume está mais para 42 bilhões do
que para 26 bilhões", afirmou. Com uma recuperação estimada em 30% do
volume total, a perspectiva "é que Libra seja capaz de produzir de 8 a
12 bilhões de barris de petróleo. É a maior descoberta que fizemos com
os dados que temos até o momento", frisou.
O advogado constitucionalista Luis Roberto Barroso
deve ocupar a vaga deixada por Carlos Ayres Britto no Supremo Tribunal
Federal; anúncio é esperado para esta quinta-feira; Barroso figura há
anos na lista de cotados para o STF; ele é considerado um dos mais
conceituados advogados constitucionalistas do país e atuou em
julgamentos históricos do Supremo, como o que permitiu pesquisas com
células-tronco embrionárias e o que decidiu que Cesare Battisti não
seria extraditado
247 - A presidente Dilma Rousseff escolheu,
nesta quinta-feira, o advogado constitucionalista Luis Roberto Barroso
para a vaga deixada por Carlos Ayres Britto no Supremo Tribunal Federal,
informa a Folha de S.Paulo. O nome foi escolhido após reunião no
Palácio do Planalto entre Dilma e o ministro da Justiça, José Eduardo
Cardozo. O anúncio será feito oficialmente pelo ministro ainda nesta
quinta.
Luis Roberto Barroso figura há anos na lista de cotados para o STF.
Ele é considerado um dos mais conceituados advogados constitucionalistas
do país e atuou em julgamentos históricos do Supremo, como o que
permitiu pesquisas com células-tronco embrionárias e o que decidiu que
Cesare Battisti não seria extraditado.
Seu nome contava com a simpatia de vários ministros do STF e do
ex-ministro Ayres Britto. A escolha dá fim a um processo de seis meses,
durante o qual Dilma se reuniu com uma série de pleiteantes à vaga, que
invarialmente tinham seus nomes vazados pela imprensa.
Taxa de 5,8% em abril, apurada pelo IBGE, é a
menor da série histórica para o mês, desde 2002; população ocupada no
País, de 22,906 milhões de pessoas, fica praticamente estável; número de
trabalhadores com carteira assinada cresceu 3,1% em relação a abril de
2012, o que significa mais 342 mil postos de trabalho no período de um
ano
Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O desemprego em abril chegou a 5,8% (1,4 milhão de
pessoas) nas seis regiões metropolitanas investigadas pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Pesquisa Mensal de
Emprego, divulgada nesta quinta-feira (23) aponta que houve estabilidade
tanto em relação a março (5,7%) quanto a abril do ano passado (6%). A
taxa de desocupação apresentou seu menor valor para um mês de abril
desde 2002.
A população ocupada (22,906 milhões de pessoas) também não se alterou
significativamente nas duas comparações. O número de trabalhadores com
Carteira de Trabalho assinada no setor privado ficou praticamente
estável (11,452 milhões de pessoas), ao registrar alta de 0,1% em
relação a março passado. Em comparação com abril de 2012, o crescimento
alcançou 3,1% – mais 342 mil postos de trabalho com carteira assinada em
um ano.
Ainda segundo o IBGE, o rendimento médio real habitual dos
trabalhadores (R$ 1.862,40) manteve-se sem variação significativa
(-0,2%) na comparação com março e cresceu 1,6% na comparação com abril
de 2012.
Já a massa de rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 43
bilhões) não variou em abril e, na comparação com março, cresceu 2,4% em
relação a abril do ano passado.
A Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE é feita nas regiões
metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São
Paulo e Porto Alegre.
Presidente participa das comemorações do
aniversário de 50 anos da União Africana (que reúne 54 países),
acompanhada por Antonio Patriota (Relações Exteriores) e Aloizio
Mercadante (Educação); ela terá uma reunião bilateral com o
primeiro-ministro da Etiópia, Hailemariam Desalegn, que tem interesse
nos programas de desenvolvimento agrícola, de transferência de renda e
de educação implementados no Brasil
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Brasília
- A presidenta Dilma Rousseff embarca hoje (23), às 19h, para Adis
Adeba, na Etiópia, onde participa das comemorações do aniversário de 50
anos da União Africana (que reúne 54 países), no próximo dia 25. A
previsão é que ela esteja de volta ao Brasil até o dia 27. Dilma será a
única chefe de Estado da América Latina nas celebrações. Os programas
sociais e as conquistas econômicas do Brasil estão na pauta de
discussões.
Segundo diplomatas, os avanços sociais associados ao crescimento
econômico fazem do Brasil um dos convidados de honra das comemorações,
ao lado da França e da União Europeia, além da China e Índia. A
presidenta viaja acompanhada por uma comitiva de ministros, entre eles
Antonio Patriota (Relações Exteriores) e Aloizio Mercadante (Educação),
empresários e assessores.
A presidenta discursará no sábado (25) à tarde. Ela terá uma reunião
bilateral com o primeiro-ministro da Etiópia, Hailemariam Desalegn, que
tem interesse nos programas de desenvolvimento agrícola, de
transferência de renda e de educação implementados no Brasil.
O Brasil é o país latino-americano com o maior número de embaixadas
na África. No total, são 37 representações. No Conselho de Segurança das
Nações Unidas, apenas a China, os Estados Unidos e a Rússia têm mais
embaixadas na África do que o país.
O diretor do Departamento de África, Nedilson Ricardo Jorge, destacou
que a União Africana contribui para a construção da democracia e a
busca pelas melhorias econômicas e sociais. Segundo ele, o bloco tem
“tolerância zero” contra tentativas de golpes de Estado.
O alerta da União Africana atualmente está voltado para a
Guiné-Bissau, que teve um golpe de Estado no ano passado e ainda não se
estabilizou, a República Centro-Africana e Madagascar. Os três países
ainda não retomaram a chamada ordem democrática.
As preocupações da União Africana atualmente também estão
concentradas na promoção do desenvolvimento das redes de transporte,
energia e telecomunicações, além da integração econômica, do combate à
fome e à pobreza, dos incentivos agrícola e rural. Mas os temas
específicos sobre a África serão tratados na Cúpula da União Africana,
nos dias 26 e 27, da qual a presidenta não deverá participar.
"Eu acho que o Bolsa Família é uma coisa tão
consolidada que não vai ser um boato que vai atrapalhar", disse o
ex-presidente ao chegar ao seminário 'As Relações do Brasil com a
África', organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo
jornal Valor Econômico; "O Brasil tem milhões de pessoas boas, pessoas
honestas, mas tem gente que veio ao mundo para fazer o mal", disse, ao
comentar rumor sobre a extinção do programa
Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (22)
que os boatos sobre o fim do Bolsa Família não atrapalharão o programa.
"Eu acho que o Bolsa Família é uma coisa tão consolidada que não vai ser
um boato que vai atrapalhar", disse. "O Brasil tem milhões de pessoas
boas, pessoas honestas, mas tem gente que veio ao mundo para fazer o
mal". Ao ser questionado por jornalistas se a disseminação do boato
teria motivação política, o ex-presidente respondeu "eu não sei".
Um boato sobre o fim do Bolsa Família e uma suposta distribuição de
bônus pelo Dia das Mães levou beneficiários a tumultuarem as agências da
Caixa Econômica Federal para fazerem o saque do benefício. O governo
desmentiu as informações e o Ministério da Justiça determinou a abertura
de inquérito pela Polícia Federal para averiguar a origem dos boatos,
que ganharam força nas redes sociais.
Lula deu as declarações sobre o Bolsa Família ao chegar para
participar do seminário As Relações do Brasil com a África - A Nova
Fronteira do Desenvolvimento Global, organizado pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI) e pelo jornal Valor Econômico. Lula
participará do painel Os Desafios das Relações entre África e América do
Sul no Século 21.
Ruy Mesquita morre aos 88 anos, e deixa o
conglomerado familiar em situação difícil, com as finanças de algumas
empresas em condições falimentar, como o Jornal da Tarde
A família Mesquita, proprietária do jornal conservador "O Estado
de São Paulo", fundado em 1875 com o nome "A província de São Paulo", é a
autêntica voz da Política do Café com Leite, no decorrer dos séculos XX
e XXI. Os Mesquita são legítimos representantes das oligarquias
paulista e brasileira e sempre se equilibraram politicamente entre o
liberalismo econômico e político e a sua associação pura e simples com
governos autocratas, a exemplo do que era a ditadura militar, o regime
mais violento infligido ao Brasil contemporâneo, e que, sobremaneira,
cooperou, e muito, para que a sociedade brasileira atrasasse em décadas
seu desenvolvimento social.
Ruy Mesquita morre aos 88 anos, e deixa o conglomerado familiar —
Jornal O Estado de São Paulo, Jornal da Tarde, Rádio Eldorado, Agência
Estado, OESP Gráfica e OESP Mídia — em situação difícil, com as finanças
de algumas empresas em condições falimentar, como o Jornal da Tarde,
que fechou suas portas e não tem prazo para reabrir. O prestígio de O
Estado de São Paulo não é o mesmo de décadas atrás, o que se traduz em
sua tiragem média e diária de 260 mil jornais, pouco para um jornal de
138 anos, que exerce suas atividades na capital mais populosa do País e
das Américas, bem como é a sétima do mundo, com quase 11,4 milhões de
habitantes, além dos cerca de 42 milhões de habitantes que vivem no
Estado Bandeirante.
Ruy Mesquita é da terceira geração de sua família. Certa vez afirmou
que ele e seu irmão, Júlio de Mesquita Neto (na época,
diretor-presidente do grupo e falecido em 1996), participavam de
reuniões conspiratórias, com os militares generais e comandantes do II
Exército contra o presidente trabalhista João Goulart. Evidentemente, os
Mesquita sabiam do que se tratava, pois desde 1932 conspiravam contra
os trabalhistas e seus programas de governo e projeto de País.
Em 1932, abraçaram as causas da "Revolução Constitucionalista",
acontecimento político e militar que, na verdade, tinha por propósito
derrubar o governo revolucionário de Getúlio Vargas, que liderou, em
1930, uma revolução de verdade, com o apoio, inclusive, de Minas Gerais,
estado que até então revezava o controle da Presidência da República,
no decorrer do período compreendido entre os anos 1895 e 1930, período
este chamado de República Velha ou Política do Café com Leite, por ser
São Paulo grande produtor de café e estado mais poderoso da Federação,
bem como Minas Gerais era e ainda o é o maior produtor de leite, além
de, na época, ser o estado com o maior número de eleitores do Brasil.
Como se observa, a despeito dos momentos "liberais" da família
Mesquita, sua essência política é irrefragavelmente conservadora, à
direita do espectro político e ideológico. O segundo patriarca do Grupo
Estado, Júlio Mesquita Filho, herdeiro direto do fundador da empresa
jornalística, Júlio Mesquita, participou efetivamente da "Revolução"
Constitucionalista, movimento reacionário e que foi, de forma
retumbante, derrotado pelas tropas federais e leais ao governo
revolucionário do líder estadista Getúlio Vargas. Os Mesquita, tais
quais aos Frias e aos Marinho, sempre combateram as forças políticas
populares e progressistas. Os representantes dessas forças eles chamam
de populistas e autoritários.
Contudo, a verdade é que essas considerações por parte dos barões da
imprensa, autênticos representantes da direita brasileira e estrangeira,
tornam-se inócuas quando se tratam de suas definições no que tange a
rotular os trabalhistas e os socialistas. A verdade é que esses barões
das mídias de negócios privados sempre combateram sistematicamente e
duramente a esquerda ou quaisquer políticos que se recusasse a ser
tutelado por uma burguesia cuja realidade histórica remonta a escravidão
e o controle do estado por aqueles que sempre quiseram o Brasil com uma
gigantesca fazenda, a dar lucros e dividendos a uma das "elites" mais
cruéis do planeta.
Não convence, nem mesmo a uma criança, que os Mesquita romperam com
os golpistas de 1964 um ano após a queda de Jango, presidente
trabalhista herdeiro de Getúlio. Lobos também brigam com lobos, bem como
integrantes de uma mesma família também se estranham e por algum tempo
se afastam. A direita briga com a direita, assim como a esquerda se
desentende com a esquerda. É normal e natural, pois os seres humanos
divergem, mesmo quando são integrantes de um mesmo grupo, defendem os
mesmos propósitos e, no caso dos Mesquita, possuem a mesma ideologia,
pelo menos naquele momento e fato histórico, dos militares. Quero dizer
que os Mesquita são de direita. É inegável. Ponto.
Somente os ingênuos ou os ignaros pensam que liberais conservadores
como os empresários Ruy Mesquita e Júlio Mesquita Neto em algum momento
romperam com os militares porque perceberam que os golpistas de 1964
iriam, na verdade, implantar uma ditadura militar; e eles, inconformados
com tal realidade, resolveram se afastar dos militares, dos barões da
indústria, dos donos do agronegócio e dos banqueiros que apoiaram o
golpe porque se consideravam, incontestavelmente, democratas e cidadãos
politicamente progressistas e ideologicamente à esquerda dos militares e
dos homens ricos controladores do PIB nacional. Haja receita de bolos e
tortas e poemas para demonstrar tanta coragem, inconformismo e apreço
às liberdades civis e à democracia.
Os Mesquita logo se recompuseram, e trataram de "fazer as pazes" com
aqueles que, simbolicamente e concretamente, pensam como eles e agem
como eles, no caso os militares golpistas, porque foram cúmplices do
golpe de estado, bem como ajudaram a edificar o estado ditatorial. Ou
alguém tem dúvida? Os "milicos" saíram do poder e os Mesquita
continuaram a fazer uma política sistemática e inapelavelmente de
oposição, principalmente a partir de 2003. Os Mesquita e seus sócios,
sob a liderança editorial do Ruy, transformaram mais uma vez o Estadão
em um integrante do "Partido da Imprensa", feroz e invariavelmente
desonesto intelectualmente. Vale lembrar que a mesma estratégia tais
barões da imprensa usaram contra os governos trabalhistas de Getúlio
Vargas e João Goulart.
Mais do que propósitos e crenças é necessário compreender que os
magnatas da imprensa de mercado são conservadores e defendem, sobretudo,
os interesses de grupos econômicos, de classe social e, obviamente, de
governos colonialistas, a exemplo dos EUA e da Inglaterra. Ponto. No
período dominado politicamente e eleitoralmente pelos trabalhistas, a
partir da vitória de Lula ao cargo de presidente, em 2002, e da ascensão
de Dilma Rousseff ao poder, em 2010, o Estadão passou a fazer uma
oposição sem trégua, sistemática e disposta a nunca considerar as
conquistas sociais e econômicas do povo brasileiro, que são visíveis,
reais e reconhecidas em todo o planeta.
Entretanto, ao contrário dos Frias, donos da Folha de S. Paulo, e dos
Marinho, proprietários das Organizações(?) Globo, Ruy Mesquita e seus
empregados de confiança assumiram o apoio e "faizeram campanha"
favorável ao candidato de direita e da direita, o tucano José Serra, que
foi derrotado por Dilma Rousseff. Tal barão da imprensa pelo menos foi
sincero e ratificou e reconheceu que o seu jornal é de oposição aos
governos de Lula e Dilma, como o foi, lembro novamente, adversário e até
mesmo inimigo de Getúlio Vargas e João Goulart. É a história a se
repetir em termos de combate ao campo trabalhista.
Acontece que o Estadão apenas oficializou sua opção política,
ideológica e partidária, porque os Mesquita, nas pessoas de Júlio
Mesquita, Júlio Mesquita Filho, Júlio Mesquita Neto, Ruy Mesquita e
agora Francisco Mesquita Neto, primo do Ruy, e atual presidente do Grupo
Estado, vão continuar seu périplo conservador, de direita, sempre a
serviço dos interesses dos ricos, dos muitos ricos e dos governos dos
países hegemônicos e de caráteres imperialistas. Quem vem da República
Velha nunca muda, e por isto e por causa disto sempre devem ser
combatidos pelas forças progressistas. Os Mesquita, os Frias e os
Marinho são democratas de fachada e portadores de conservadorismo na
veia. É isso aí.
Quem diz que está investigando a origem do
boato sobre o fim do Bolsa-Família deveria começar por aqueles que se
beneficiam de mentiras assim.
Há mais de três dias espalharam a falsa notícia de que iriam acabar
com o Bolsa-Família, que se espalhou, sobretudo, nos estados do Nordeste
e provocou uma corrida aos terminais da Caixa Econômica e, em alguns
lugares, até mesmo quebra-quebras.
Nenhum jornal deu-se ao trabalho de perguntar aos que correram aos
caixas automáticos como soube da notícia falsa. Ou publicam que ‘as
pessoas têm medo de falar” como souberam da “notícia”. Centenas de
pessoas? Milhares de pessoas? Acabaram de inventar o segredo de
multidão….
Ao que parece, a Polícia Federal, até agora, também não perguntou.
Nem se tem notícia de que a Caixa tenha sido procurada pelos jornais
para saber em que lugar começou o movimento anormal de saques, primeira
providência para localizar os autores do atentado.
O nosso “jornalismo investigativo”, quando se trata de investigar o
que fazem a direita e os poderosos, prefere dar mais destaque às
declarações ridículas dos tucanos de que isso é para atingi-los.
A tucanagem tem tradição neste tipo de golpe baixo. Este Tijolaço, há três anos, mostrou como havia sites (como o petralhas.com.br) preparados para o uso em difamações pelos dirigentes do PSDB.
Coincidentemente, no mesmo dia dos boatos, o ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso sugeriu que o partido tratasse o povo “com carinho” (leia aqui)
e Aécio Neves afirmava que “o Bolsa-Família é hoje um projeto
incorporado, enraizado na paisagem econômica e social e será mantido”.
O que os tucanos – e as elites brasileiras – pensam do Bolsa-Família
foi dito de forma claríssima pelo senador (e quase-vice de José Serra)
Álvaro Dias e pode ser assistido por qualquer um: as pessoas não querem trabalhar para não perder o Bolsa-Família.
Mas os jornais trazem o mesmíssimo senador acaju vociferando contra a
“armação” governista de insinuar que a tucanagem é contra o programa.
Isso não quer dizer que o PSDB tenha disseminado a mentira do sábado. Mas, certamente, o faz beneficiário do “Bolsa-Boato”.
Desde muito antes de Ághata Christie escrever seu primeiro romance, a
primeira pergunta que se faz é: a quem este crime beneficia?
Como aconteceu de outras vezes, a presidenta reagiu com firmeza e mandou apurar tudo.
Mas não é improvável que se faça corpo mole na apuração, porque tem
gente que acha que, sendo mansinho, vai ganhar o título de “bom menino”
da mídia.
Que, por sua vez, não quer saber de “malfeito de direita”.
No mesmo dia em que jornal Valor Econômico, das
famílias Marinho e Frias, afirma que presidente enfrenta "o seu pior
momento", revista americana Forbes aponta Dilma Rousseff como "a segunda
mulher mais poderosa do mundo"; dianteira, nos últimos oito anos, é da
chanceler alemã Angela Merkel; presidente brasileira ganhou uma posição
em relação ao ano passado; "No ponto médio de seu mandato,
ex-revolucionária se senta sobre a sétima maior economia do mundo", diz a
revista; Cristina Kirchner caiu 10 posições; Graça Foster é a 18ª
247 – De acordo com o maior jornal de finanças e
negócios do País, o Valor Econômico, das famílias Frias e Marinho, a
presidente Dilma Rousseff “passa pelo seu pior momento”, no dizer da
editora-chefe Rosangela Bittar. Para a revista Forbes, que já era um
sucesso global décadas antes de a joint venture Folha-Globo surgir, a
avaliação é bem diferente.
Em ranking das 100 mulheres mais poderosas do mundo, Dilma aparece
numa radiante segunda colocação, no encalço da chanceler alemã Angela
Merkel, que tem liderado a lista nos últimos oito anos. A condição de
pilotar a sétima economia do mundo manteve a brasileira, nos dois
últimos anos, no terceiro posto, atrás também de Hillary Clinton. Ao
deixar suas funções no Departamento de Estado, porém, a fila andou. Não
necessariamente, porém, Dilma avançou na escala da Forbes porque Hillary
saiu. Sua colega Cristina Kirchner, da Argentina, aparece este ano no
26º lugar, dez abaixo do posto que ocupava no ano passado. A terceira
mais poderosa da Forbes em 2013 é Melinda Gates, que divide com o marido
Bill Gates uma das três maiores fortunas do mundo.
Para Dilma, sua aparição no retrovisor de Merkel é uma vitória
pessoal. A presidente brasileira diverge frontalmente das políticas de
austeridade que a mandatária alemã recomenda para a Europa, as quais
pratica sem grande ênfase na própria Alemanha. O modelo
desenvolvimentista praticado por Dilma, na contra-mão da resignação à
crise, tem resistido e prosperado no Brasil, o que faz com que a
presidente brasileira não despenque na respeito internacional. Ao
contrário. “No ponto médio do seu governo”, como lembra a Forbes, Dilma
mantém um estilo de governo pessoal e forte ao mesmo tempo, no qual não
há dúvidas sobre quem, efetivamente, exerce o cargo. Apesar da torcida
contrária da mídia tradicional, a presidente poderá até mesmo
ultrapassar Angela Merkel caso o desempenho da economia, hoje uma das
que mais cria empregos no mundo, melhore ainda mais em sua metade final
de mandato.
A Forbes faz seu ranking baseada nos quesitos fortuna, destaque na
mídia e impacto. Descrita pela revista americana como alguém que tem a
missão de tirar o Brasil do mais lento crescimento da última década,
Dilma é vista como “a ex-revolucionária" que "se senta sobre a sétima
maior economia nacional do mundo". O texto diz ainda que a ênfase da
presidente no empreendedorismo inspirou uma nova geração de pequenas
empresas no País, mas que há críticas quanto a seu "favorecimento" à
política pró-desenvolvimento sobre "preocupações mais humanitárias".
Como destaque, a publicação coloca que a líder política tem "um novo
aliado" com a eleição do pela primeira vez brasileiro diretor-geral da
OMC, Roberto Azevêdo, cuja eleição foi confirmada em Genebra no início
deste mês.
Abaixo de Melinda Gates, estão Michelle Obama (primeira-dama dos
Estados Unidos) e Hillary Clinton. No 18% lugar, outra brasileira: a
presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster.
Dados divulgados hoje mostram a maior queda no
consumo de alimentos já registrada em quase dois anos na Inglaterra;
vendas no varejo recuaram 1,3% em abril; imprensa inglesa, liderada pelo
Financial Times, tem feito críticas sistemáticas ao Brasil, onde há
pleno emprego; jornal aponta fuga de investimentos, mas realidade aqui é
outra; para o ex-ministro José Dirceu, jornais da Inglaterra viraram
"alto-falante da oposição brasileira"
247 – Duros críticos do modelo econômico
brasileiro, os ingleses vêm caindo no abismo. Dados divulgados nesta
quarta-feira 22 mostram que o país registrou uma queda inesperada nas
vendas do varejo em abril, liderada pela grande baixa na compra de
alimentos, a maior em quase dois anos. Os números revelam ainda uma
fraqueza continuada nos gastos do consumidor. No mês passado, o consumo
teve uma retração de 1,3% comparada a março – quando houve queda de
0,6%, de acordo com dados oficiais de Londres.
No Brasil, enquanto isso, a queda das vendas no comércio varejista
foi de apenas 0,1% em março, em comparação com fevereiro, de acordo com o
IBGE. Apesar de os números de abril ainda não terem sido divulgados
pelo Instituto, a expectativa já é bem mais animadora que a Inglaterra. A
grande imprensa no país, no entanto, representada pelo tradicional
Financial Times, está empenhada em desferir ataques ao Brasil. Nesta
semana, a tese foi de que o "bem-estar" vivenciado aqui é "fachada" (leia mais).
Em artigo
publicado na última segunda-feira, o jornal britânico prevê a fuga de
investidores do Brasil com a saída de Nelson Barbosa, o número dois do
ministério da Fazenda, da equipe econômica do governo em julho. "A saída
dele será apenas mais uma desculpa para que investidores evitem um
Brasil que já acreditam ser intervencionista", diz trecho do texto. O
artigo afirma que foi visto com "preocupação" o anúncio de Barbosa de
que deixaria o governo por "motivos pessoais".
A tal "fuga de investidores", porém, não condiz com os fatos nacionais, como mostra nesta quarta-feira, no artigo "Sinais de vitalidade na economia",
o jornalista Cristiano Romero, do Valor Econômico. "(...) operação
realizada em maio indica que os investidores estrangeiros voltaram a
olhar ativos brasileiros com interesse. Em apenas um dia, a Petrobras
captou US$ 11 bilhões no mercado de dívida internacional", diz o texto.
Segundo Romero, há "uma maior confiança dos investidores no país".
Imprensa inglesa virou alto-falante da oposição brasileira
A principal questão a se abordar aqui é: os ingleses, que tanto
criticam o Brasil, tiveram uma queda inesperada no consumo e a maior no
setor dos alimentos em quase dois anos. Isso é bem-estar? Para o
ex-ministro José Dirceu, há uma explicação. "A imprensa britânica há
muito tempo virou um alto-falante da oposição brasileira", defende ele,
em artigo nesta terça-feira,
depois de mais um ataque do FT que, "semana sim e a outra também, dá
uma matéria ou editorial puxando para baixo nossa economia".
O ministro do governo Lula continua em sua resposta: "O fato é que em
termos de investimentos, todos são afetados pela crise europeia.
Soluções para a crise da Grã-Bretanha e da União Europeia (UE) o FT não
dá e não tem, a não ser apoiar as políticas de austeridade impostas ao
velho continente e que não deram certo até agora".
O petista lembra ainda que o "jornalão" está atrasado, em seu
editorial sobre a farsa do bem-estar brasileiro, com relação à inflação e
à confiança do consumidor. "(...) o comércio calcula um crescimento de
5% a 6% este ano, um número fantástico se comparado com os da
Grã-Bretanha e da Europa. E entre nós a inflação já está em queda mês a
mês. Os empregos aqui é que estão em alta, FT!", conclui Dirceu.
Laudo técnico feito pelo perito Ricardo Molina
atesta que são mesmo do senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) as
assinaturas em recibos da propina que era recebida na Assembleia
Legislativa do Amapá; ex-presidente da Assembleia denunciou esquema de
mensalão no estado que teria beneficiado o então deputado Randolfe com
depósito de R$ 20 mil; no mês passado, o procurador-geral da República,
Roberto Gurgel, mandou arquivar a denúncia, alegando não ser crível que
um parlamentar assinasse recibos
247 - Laudo técnico feito pelo perito Ricardo
Molina atesta que são mesmo do senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) as
assinaturas em recibos da propina que era recebida na Assembleia
Legislativa do Amapá. O documento foi publicado por Paulo Henrique
Amorim em seu blog.
No mês passado, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, mandou
arquivar a denúncia formulada contra Randolfe, alegando não ser crível
que um parlamentar assinasse recibos (relembre).
Em março deste ano, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do
Amapá Fran Junior apresentou denúncia documentada à presidência do
Senado. Segundo ele, o ex-governador do Amapá João Capiberibe, do PSB,
organizou um mensalão no estado, que beneficiou vários deputados com
depósitos de R$ 20 mil. Entre eles, o próprio Fran Junior, além do hoje
senador Randolfe. Com a denúncia nas mãos, o presidente do Senado, Renan
Calheiros, encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República.
Jornalista Eduardo Guimarães coloca argumentos
para tentar identificar a origem do boato sobre o fim do Bolsa Família:
"Não foi espalhado apenas por 'boca a boca' entre gente pobre. Além da
internet, telefonemas foram usados", escreve ele, que acrescenta ainda
que a escolha das regiões Norte e Nordeste como alvos "revela clara
intenção política"
Eduardo Guimarães, Blog da Cidadania
- Ainda há pouco o que dizer de concreto sobre a origem do boato
literalmente criminoso de que o programa Bolsa Família seria suspenso,
mas, preliminarmente, pode-se tirar algumas conclusões interessantes
desse episódio.
Em primeiro lugar, o fato de que o boato expôs a importância do benefício para um setor extremamente amplo da sociedade.
Para mensurar a importância do programa, basta dizer que 13 milhões
de famílias (um contingente de cerca de 50 milhões de brasileiros) são
beneficiadas pelo seu orçamento de quase 25 bilhões de reais.
As multidões que, angustiadas, foram arrastadas às agências da Caixa
Econômica Federal pela informação falsa mostram que qualquer grupo
político que, no poder, tente desidratar o programa para atender ao
clamor da mídia conservadora, está fadado ao suicídio político.
Em editorial
desta quarta-feira, por exemplo, o jornal Folha de São Paulo, assim
como tantos outros veículos alinhados à direita do espectro político,
pede que o pré-candidato tucano Aécio Neves defenda a extinção do Bolsa
Família publicamente.
O texto, como de costume laudatório ao PSDB, reclama de que Aécio
"Reluta, ainda, em assumir uma dicção mais liberal com denúncia ácida de
seu aspecto assistencialista".
O "ainda" contido nessa frase dá margem a muita reflexão. Sugere que
aquilo que o jornal chama de "denúncia ácida" do "aspecto
assistencialista" do Bolsa Família ainda ocorrerá...
Como se vê, o PSDB pode até ter um discurso de que, no poder, iria
manter o Bolsa Família, mas os interesses que estão por trás desse grupo
político esperam dele que interrompa o investimento de um volume tão
grande de recursos só para ajudar pobres, caso vença a eleição do ano
que vem.
Nesse aspecto, a comoção em torno do boato mostra que a eleição de um
governo tucano poderia resultar em grave comoção social, caso programas
sociais como o Bolsa Família fossem desidratados ou até extintos.
Em segundo lugar, a escolha das regiões Norte e Nordeste como alvos do boato revela clara intenção política por trás dele.
Uma das perguntas mais significativas que se faz, é a seguinte: por
que só Pará, Piauí, Paraíba, Bahia, Pernambuco, Ceará, Maranhão,
Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte, Amazonas e Tocantins foram
atingidos se o Bolsa Família está presente no país inteiro?
Em terceiro lugar, os meios para difusão do boato. Relatos das
vítimas revelam que três instrumentos foram usados para difundi-lo:
internet, telefone e "boca a boca".
É evidente, porém, que uma população tão desassistida não iria ficar
fazendo interurbanos para outros Estados para difundir a informação
falsa. E tampouco teria como usar a internet em larga escala.
Uma pesquisa feita pelo Blog na internet, porém, localizou postagem
(vide imagem no topo do post) em um fórum do UOL em que alguém que se
diz "Filho de pai alemão e mãe finlandesa, nascido e criado no Brazil"
trata de difundir o boato.
A pessoa coloca a seguinte frase em destaque:
"Tá rolando um boato de que o bolsa família vai acabar, minha empregada está preocupada"
Mais abaixo, na página, o cidadão que se diz filho de estrangeiros
mostra que a tese de jornalistas da grande mídia como Ricardo Noblat de
que o governo Dilma e o PT é que teriam espalhado o boato não tem a
menor lógica.
O cidadão que difunde o boato afirma que sua empregada "Disse que se
[o Bolsa Família] acabar nunca mais vai votar no PT" e que ele mesmo
"Apesar de não votar no PT" estaria "Preocupado" por ter "Medo déla
pedir aumento".
Observação: para visitar a página original da postagem basta clicar na imagem no topo do post
Como se vê, o boato não foi espalhado apenas por "boca a boca" entre
gente pobre. Além da internet, telefonemas foram usados e não se imagina
gente humilde fazendo ligações interurbanas para difundir a notícia
falsa.
Perguntas importantes
Por que os Estados do Sul, do Sudeste e do Centro Oeste não foram atingidos pelo boato criminoso?
Quem e quantos fariam interurbanos para passar a informação falsa adiante?
Qual a motivação de pessoas como a que se diz "filho de pai alemão e
mãe finlandesa" para colocar a informação falsa na internet?
Quem se beneficiaria da difusão desse boato?
É possível concluir, também, que se uma simples busca na internet
permitiu a este Blog localizar alguém difundindo o boato alarmista, por
certo a Polícia Federal não terá maiores dificuldades para localizar
outras postagens parecidas.
As vítimas do boato também poderão ajudar a refazer seu caminho
relatando quem as desinformou, que será procurado e, por sua vez,
relatará quem lhe passou a informação e assim por diante, de forma a
chegar na origem da farsa.
A principal conclusão que se pode extrair desse episódio, neste
momento, é a de que um aparato significativo e muito dinheiro foram
usados para espalhar uma informação que dificilmente interessaria ao PT e
ao governo Dilma espalhar.
Numa Europa mergulhada em seis trimestres
consecutivos de recessão, mídia tradicional representada pelo Financial
Times não tem moral para ministrar lições a quem cresceu 1% no primeiro
semestre (contra 0,5% do Japão, por exemplo), criou 200 mil empregos no
mês passado e mantém a inflação dentro da meta do BC; só pode ser dor de
cotovelo de quem vê o velho continente ficar cada vez mais conturbado –
e velho, sem condições de compreender uma politica econômica que,
contra tudo e todos, vai dando certo; hoje, a pretexto de comentar saída
de Nelson Barbosa da secretaria executiva do Ministério da Fazenda, FT
aposta num racha na equipe econômica que, como seu viu pelo desfecho,
foi resolvido; como disse o professor de Harvard Dani Rodrik, que o
Financial Times não ouviu, "o Brasil é um país normal, o que nos dias de
hoje quer dizer muita coisa"
247 – O Estado de Bem Estar brasileiro estampa a edição do dia do
principal jornal de economia do planeta, o Financial Times. O Brasil,
afinal, cresceu 1% no primeiro trimestre, o dobro da elevação da
economia japonesa, elogiada no mundo dos países ricos pela elevação de
0,5% no mesmo período. Um por cento que vale por muito mais, à medida em
que a Europa apresentou no mesmo período o sexto trimestre consecutivo
de crescimento negativo, ou seja, 18 meses com os pés e as mãos da zona
do euro atolados na recessão.
O Brasil, para chamar a atenção do Financial Times, criou 200 mil
empregos no mês de abril, apontando para um segundo semestre de economia
animada, enquanto países como Espanha e Portugal mantêm-se ancorados em
taxas de desemprego de dois dígitos. Em razão de programas
assistenciais como o Bolsa Família, que contribuiu decisivamente para
tirar 40 milhões de brasileiros do estado de miséria, não há, no Brasil
dos últimos dez anos, cenas comparáveis às batalhas campais de cidadãos
gregos contra suas forças de segurança, em protesto contra as políticas
de austeridade determinadas para salvar a primeira democracia do mundo
da bancarrota econômica.
O FT com sua redação de alto gabarito deve ter se interessado, ainda,
pela taxa brasileira de inflação que se mantém na meta estipulada pelo
Banco Central, apurada em 6,9% nos últimos dozes meses, associada à
criação de 4,1 milhões de empregos formais desde janeiro de 2011, quando
tomou posse o governo da presidente Dilma Rousseff. Um número,
repita-se, de 4,1 milhões de novos empregos repleto de contratações de
estrangeiros, expulsos, na prática, de uma Europa deprimida e sem
coragem para mudar sua política econômica.
No entanto, apesar do quadro objetivo, o vetusto Financial Times fez
foco na economia brasileira como um corvo olha para a carniça que lhe
interessa, de maneira invejosa e predadora. Porque, diz a editorializada
matéria do FT, o Estado de Bem Estar brasileiro seria apenas e tão
somente de fachada, ou, como se diz aqui, para inglês ver.
Nada mais falso. Instalado no coração da crise, na City londrina da
Libor desmoralizada (a secular taxa de juros inglesas está sendo trocada
por outro indexador, ainda a ser criado, em razão da manipulação
fraudulenta sofrida pela ação ilícita de bancos locais), o Financial
Times pendurou a humildade junto com suas galochas e segue acreditando
ser capaz de ministrar ao mundo as fórmulas ultrapassadas que não estão
dando certo nem no perímetros avistados de seus janelões – quanto mais
além mar.
Hoje, o FT versa sobre a saída do secretário executivo do Ministério
da Fazenda, Nelson Barbosa, já em férias. A aposta, mais uma vez, não
corre pelo lado positivo, a partir do ponto óbvio da permanência do
titular Guido Mantega, mas da pior hipótese, como perda do melhor quadro
entre os auxiliares do ministro. Um texto feito para dividir e
intrigar. De resto, um texto ultrapassada, porque a silenciosa saída de
Barbosa do governo não provocou nenhum abalo interno, como muitos
gostariam, mas consumou-se como um episódio natural em qualquer governo,
onde os divergentes, sem formar consenso ou maioria, perdem e saem.
Como disse o professor de Harvard Dani Rodrick, em passagem pelo Brasil
na semana passada, "este é um país normal, o que nos dias de hoje
significa muita coisa".
Buscar humildade num jornalista, inglês ainda por cima, curvado à uma
das realezas mais caras e empoeiradas do mundo, nunca é fácil. Mas pelo
visto, na redação do Financial Times, a missão é mesmo impossível.
Todos os números, projeções e retrospectivas mostram que a experiência
brasileira de aposta no mercado interno como sustentação do crescimento
têm dado certo até aqui. Por mais que quem esteja de fora não a entenda
ou, simplesmente, pela desvão do velho e sempre presente imperialismo,
não as queira compreender e, como seria correto, admirar.