09 Março 2012

Instituto Lula e Fundação Perseu Abramo promovem seminário sobre metrópoles

O Instituto Lula e a Fundação Perseu Abramo realizarão no dia 30 de março, em São Paulo, o seminário “Governança metropolitana – Desafios, tendências e perspectivas”.

O evento vai reunir autoridades, gestores públicos e pesquisadores para debater como aperfeiçoar a cooperação entre os municípios de uma mesma área metropolitana e a relação entre municípios e diferentes esferas do poder público.

O seminário acontecerá no dia 30 de março, das 9h até às 19h, no Novotel Jaraguá – Rua Martins Fontes, 71 – Bela Vista – São Paulo/SP. O seminário é voltado para pesquisadores, prefeitos, vereadores, secretários municipais, gestores públicos ligados ao tema, parlamentares e lideranças de movimentos sociais. A inscrição é gratuita (aqui), as vagas são limitadas e o seminário será também transmitido pela internet na página do Instituto Lula.

Documentos da Delta tiram sono de Perillo e Demóstenes




Documentos da Delta tiram sono de Perillo e Demóstenes
Foto: Divulgação

Material colhido durante a Operação Monte Carlo na sede de construtora de Fernando Cavendish (centro), onde Carlinhos Cachoeira dava expediente, ainda pode comprometer tanto o governador de Goiás quanto o senador do DEM

247 - Carlinhos Cachoeira fazia da sede da Delta Construções, de Fernando Cavendish, em Goiânia, seu escritório. Seu lugar-tenente, Wladmir Garcez, também despachava de lá. O diretor regional da Delta, Cláudio Abreu, era sócio de Cachoeira em diversos negócios, pegava dinheiro graúdo do esquema (remessas R$ 400 mil) e negociava apoios com o “abre-portas” dele. Tudo isto já foi revelado pela Polícia Federal.

O que não se sabe ainda é o teor dos registros eletrônicos e documentos que a PF colheu na sede da empresa. Foram computadores portáteis, papéis, pendrives e outras coisas que interessaram aos investigadores.
O problema é que a Delta tem negócios milionários não somente com prefeituras geridas pelo PT e pelo PMDB. No governo do Estado, capitaneado pelo tucano Marconi Perillo, a Delta tem um caminhão de contratos. Nas prefeituras, a Delta tem locação de caminhões, obras de engenharia e coleta de lixo. Já no Estado, o volume de negócios é muito maior. Somente na Agência Goiana de Obras (Agetop), estatal que administra as obras físicas, a Delta tem muitos quilômetros de obras para tocar. Mas o principal é a locação de carros para a segurança pública – três mil veículos para as polícias civil e militar e também para o Corpo de Bombeiros.
O que tem causado muita apreensão é no que os policiais colocaram a mão e que, portanto, pode vir à tona. Carlinhos Cachoeira, Cláudio, Wladmir e Perillo estão com a pulga atrás da orelha sobre o que ainda pode virar notícia.
Enquanto o senador Demóstenes Torres luta desesperadamente para se livrar da maldição de renegar amizades e expor podres familiares, a banda vai tocando seus dobrados. O suplente de Demóstenes, Wilder Moraes, é secretário de infraestrutura do governo Marconi e também dono de construtora (Orca). Sua esposa o abandonou para viver com Carlinhos Cachoeira, o que Demóstenes revelou para todo o Brasil. O suplente agora quer torcer o pescoço do titular do mandato para se vingar de todas as raivas que passou.
O senador também vive sua angústia com medo do que será revelado das conversas grampeadas pela Polícia Federal. Por hora, basta o desespero de negar que era amigo de Cachoeira, que não o recebia em sua casa para reuniões regadas a bons vinhos e que nada poderá lhe afligir.

Demóstenes: "O importante é a causa"




Mais um torquemada da moralidade pública tem sua natureza inflamável exposta às labaredas da santa inquisição que tantas vezes ajudou a atiçar. Nada incomum. A qualidade ética dos nossos savonarolas, justiça seja feita, estampa-se na face.

Registre-se, no entanto, para o bem da memória nacional, esta passagem na vida do senador Demóstenes Torres (Demo-GO), pré-cozido nas chamas purificadoras do incinerador de reputações ao qual tantas vezes serviu e do qual não raro se aproveitou: a revista semanal que melhor representa seus valores e os de seus pares e que, às vezes, devora um deles por razões que o tempo dirá .

Revelações publicadas pelo mencionado veículo, derivadas de uma operação da PF, Monte Carlo, dão conta de abundante intimidade telefônica, contabilizada em 298 ligações do referido torquemada com o bicheiro e contraventor Carlinhos Cachoeira, de quem recebeu uma geladeira e um fogão, por ocasião do casamento, em 2011.

Sobre as gentilezas de Carlinhos -- importadas, do mesmo fabricante que abastece a Casa Branca-- o demo explicou que: 'Por educação, não pergunta o preço do presente, nem o devolve". Amplia a compreensão dos fatos recordar que o nobre senador foi um dos baluartes da campanha pelo impeachment de Lula, em 2005, perfilando entre os mais assanhados apetites da coalizão demotucana e do dispositivo midiático acionado para esse fim --do qual a revista que ora o flamba foi um expoente exemplar.

Recorde-se ademais, que o amigo do peito contraventor priva de suas relações desde quando Demóstenes ocupou a secretaria de segurança de Goiás, entre 1999 e 2002, no governo Marconi Perillo, este também listado entre os amigos longevos de Cachoeira. Coincidentemente, em 2004, Cachoeira foi, digamos assim, o visgo que atraiu Waldomiro Diniz, ex-dirigente da Loterj e então assessor do ministro José Dirceu, na Casa Civil, para um encontro filmado, em que negociava propina com o bicheiro. O vídeo resultou na demissão de Waldomiro do governo e na espiral de ataques contra o governo do PT que, a depender dos Demos e tucanos, teria culminado, em 2005, durante o episódio cunhado como 'mensalão', em um processo de impeachment de Lula. Coube à resistência popular liderada por movimentos sociais, sindicatos e CUT frustrá-lo.

Hoje, Demóstenes acusa os que, no seu entender, estariam 'politizando' suas amizades e presentes. O senador cultiva ostentar-se como um linha dura que coloca valores acima de amizades e miudezas. Como tal reagiu , por exemplo, ao lançamento tardio da candidatura municipal de Serra em São Paulo, que desagradou a setores do seu partido, sobretudo os Maias: "O importante é a causa, e a causa é o Serra ganhar a eleição contra esse ideário maluco do PT", sentenciou Demóstenes.

Em nome da mesma causa, especula-se, o líder dos demos no Senado --cuja ficha de valores inclui acirrada campanha contra as cotas para negros em universidades públicas-- acalentaria o sonho de se candidatar à Presidência da República em 2014. O candidato de uma causa: a da direita linha dura, mas que, 'por educação', não dispensa mimos de amigos contraventores.
Por Saul Leblon

Protógenes pede CPI do caso Cachoeira

Foto: José Cruz/Agência Brasil_Divulgação

Protógenes pede CPI do caso Cachoeira

O objetivo é esclarecer as ligações entre o crime organizado com personalidades políticas importantes de Goiás - o senador Demóstenes Torres é um dos alvos; ao contrário de outros pedidos apresentados pelo deputado, como o da "privataria tucana", este tem apoio do PT


247 – O deputador Protógenes Queiroz enviou um pedido ao Congresso para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar ‘as práticas criminosas desvendadas pela Operação Monte Carlo da Polícia Federal’, num prazo de 180 dias. A prisão de Carlos Cachoeira e dos demais envolvidos na exploração de caça-níqueis e do jogo do bicho em Goiás revelou constrangedoras ligações entre o crime organizado com personalidades políticas importantes do estado. Entre elas, o principal alvo é o senador Demóstenes Torres, tido como exemplo de ética pelo partido DEM.
Demóstenes recebeu uma cozinha completa como presente de casamento de Cachoeira e pareceu manter uma amizade íntima com o bicheiro em conversas telefônicas, se referindo a ele como « professor ». Em repetidas declarações, disse que acreditava que Cachoeira tinha deixado o crime. Se aprovada a criação da CPI, terá que se explicar com mais credibilidade.
Além de desmoralizar o senador goiano, a Operação Monte Carlo também pode arruinar a carreira política do governador Marconi Perillo, do PSDB, que entregou a segurança pública do seu estado a um dos maiores contraventores do País.
Ao contrário de outros pedidos de CPI apresentados pelo deputado Protógenes Queiroz, como o da "privataria tucana", este tem apoio do PT.
Leia o requerimento do deputado Protógenes Queiroz na íntegra:
Senhor Presidente,
Requeremos a Vossa Excelência, nos termos do § 3º do art. 58 da Constituição Federal, combinado com os artigos 35 a 37 do Regimento da Câmara dos Deputados, a criação de Comissão Parlamentar de Inquérito composta por 25 (vinte e cinco) membros e igual número de suplentes, com a finalidade de, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, investigar as práticas criminosas desvendadas pela Operação Monte Carlo da Polícia Federal, com suspeita de sofisticada prática de espionagem política, inclusive por interceptações e monitoramento ilegais de dados, que levou à prisão de Carlos Augusto Ramos, conhecido vulgarmente como “Carlinhos Cachoeira” e outros.
Segundo informações amplamente divulgadas na grande mídia (sítios, blogues e redes sociais), o fato é gravíssimo, o que resulta evidente, para citar um exemplo, na matéria que transcrevemos abaixo, publicada no Correio Braziliense, do dia 07 de março do ano em curso, in verbis:
“Cachoeira é "arquivo vivo", diz magistrado
Correio Braziliense - 07/03/2012
Juiz responsável pela prisão do bicheiro e comparsas acredita que grupo tem informações privilegiadas sobre o envolvimento de políticos na exploração ilegal do jogo em Goiás
Por deterem informações privilegiadas sobre políticos, o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e seus dois principais comparsas são considerados "arquivos vivos" e correm riscos fora de presídios federais. A quadrilha que
explorava a jogatina desenvolveu uma sofisticada prática de espionagem política, inclusive com interceptações ilegais de e-mails. Quando não estavam espionando, membros da quadrilha — principalmente o líder Cachoeira — frequentavam gabinetes de importantes políticos, trocavam ligações telefônicas corriqueiras e mantinham amizades decisivas no meio parlamentar.
As considerações foram feitas pelo juiz Paulo Augusto Moreira Lima, da 11ª Vara Federal de Goiânia, responsável pela decisão que culminou na Operação Monte Carlo e na prisão de 35 pessoas na semana passada, incluído Cachoeira. O Correio revelou no domingo que as investigações detectaram conversas telefônicas entre o bicheiro e parlamentares. "Após a deflagração da operação e do turbilhão de informações e escândalos que virão à tona, eles poderão, sem qualquer exagero, ser considerados "arquivos vivos"", afirma o juiz Paulo Augusto na decisão judicial, em referência a Cachoeira e a outros dois acusados: Lenine Araújo de Souza, sócio do bicheiro, e Olímpio Queiroga, suposto dono de uma "franquia" da jogatina no Entorno. "Eles sabem demais, desde informações de cunho político aos detalhes e meandros de centenas de crimes praticados. Tenho tranquilidade em dizer que estarão mais seguros numa penitenciária federal", ressalta o magistrado. Cachoeira continua preso na penitenciária federal de Mossoró (RN).
Paulo Augusto menciona ainda a existência de uma "célula responsável pela realização de sofisticada espionagem política e empresarial, mediante supostas interceptações telemáticas ilegais". Segundo o juiz, a quadrilha tinha trânsito fácil junto a políticos, jornalistas e empresários. A "estreita amizade" de Cachoeira com políticos facilitou sua atuação ao longo do tempo, segundo Paulo Augusto. O grupo existe há pelo menos 17 anos. "Temos provas de que políticos abriram seus gabinetes para os criminosos, jornalistas venderam matérias e empresários apoiaram e contaram com o apoio de membros da quadrilha."
Os advogados de Cachoeira impetraram dois habeas corpus no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região para tentar libertá-lo. Os defensores do bicheiro alegam que as ações de seu cliente com jogos de azar configuram apenas contravenção, e não crime. Além de corrupção ativa e passiva, a Polícia Federal acusa Cachoeira de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e contrabando, entre outros delitos.”
JUSTIFICAÇÃO
Conforme noticia toda a mídia nacional, a Policia Federal, cumprindo ordem judicial, na chamada “Operação Monte Carlo”, efetuou a prisão, no Estado de Goiás, de uma grande organização criminosa que operava com contravenção do “jogo de bicho”, “caça níquel”, corrupção em larga escala de autoridades civis, policiais e políticos ligados direta ou indiretamente e infiltrados nos Poderes da República, constituindo uma verdadeira ameaça ao Estado Democrático de Direito, fragilizando as instituições.
Como resposta urgente, o Parlamento brasileiro vem a público, de forma expressa, com pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito, a fim de proteger as instituições e o povo brasileiro, reafirmando, por conseguinte, o compromisso com os princípios e as garantias estabelecidos na Constituição da República.

08 Março 2012

VIVA A MULHER!


A mulher é delicada e emotiva. Também.  Somos mulheres delicadas, emotivas, fortes , guerreiras, lutamos pelo que acreditamos e chegamos aonde queremos sem perder a ternura jamais.  Conseguimos o impensável, realizamos o  impossível. Mulheres  esposas, mães, avós,  são  profissionais competentes:  médicas, advogadas, enfermeiras, escritoras,  policiais, juízas, políticas, empregadas domésticas, executivas, engenheiras.   Tantas outras profissões  que  eram  exclusivas  dos homens  agora também estão nas mãos das mulheres, que as exercem com galhardia, com responsabilidade e muita competência. O Brasil  elegeu em 2010  a primeira mulher presidenta, Dilma Rousseff,  e as pesquisas recentes mostram que não se arrependeu. Dilma mostrou que é capaz, que tem competência, tem garra, é uma mulher forte e determinada. Parabéns para nós mulheres, parabéns para as mulheres de todo o mundo que são delicadas e emotivas, mas fortes o bastante para  construir e  conduzir uma família, construir e conduzir uma nação.  
Jussara Seixas

Blog da Dilma na Alemanha; Dilma Rousseff na CeBIT 2012


A colaboradora do blog da Dilma na Alemanha Andrea Wiegmann, levou o blog da Dilma para a CeBIT 2012. Parabéns Andrea, ficou ótimo

Pesquisa em São Paulo


A recente pesquisa do Datafolha sobre a sucessão na prefeitura de São Paulo é interessante por vários motivos. 

Do ponto de vista jornalístico, foi uma iniciativa louvável. É sempre bom ouvir o que pensam as pessoas sobre a eleição que se avizinha e avaliar como suas intenções de voto se estruturam a cada momento.
A lamentar, somente, é que nossa imprensa seja tão parcimoniosa no uso das pesquisas de opinião na cobertura política. (Mas a culpa talvez seja de Dilma - como foi de Lula até outro dia. Se enfrentasse problemas de popularidade, podemos apostar que a mídia estaria inundada por elas.)
Pesquisas de oportunidade são perfeitamente normais. Eventos relevantes produzem efeitos imediatos na opinião pública - ainda mais quando são amplificados pelo destaque que recebem dos meios de comunicação - e não há nada de errado em querer conhecê-los.
É preciso, naturalmente, ter consciência que o momento de realização da pesquisa afeta os resultados. Seria contraditório fazer um levantamento de opiniões para medir o impacto de um “fato novo” e ignorar o caráter conjuntural dos números.
No caso da pesquisa do Datafolha, por exemplo. Faz sentido dizer, como afirma o jornal que a encomendou, que ela mostra que o anúncio da candidatura de Serra fez com que ele fosse “catapultado” de 21% para 30% das intenções de voto? Ou que “após assumir candidatura, Serra subiu 9 pontos percentuais”?
Seria admissível estampá-lo se houvesse cuidado em contextualizar o levantamento - embora sejam modos de se referir a resultados de pesquisa que a imprensa dos países desenvolvidos evita há muito tempo, pois induzem a interpretações equivocadas.
É fato sabido e ressabido que os resultados de pesquisas de intenção de voto dependem do contexto de informação em que são realizadas. A literatura de ciência política está cheia de evidências a respeito.
No Brasil, pelas características da legislação que regula o acesso dos partidos aos meios de comunicação, vemos isso em todo ano eleitoral. O primeiro semestre, quando os candidatos aparecem na televisão e no rádio estrelando a mídia partidária em regime de exclusividade, é sempre marcado por sobes e desces.
Sobe quem estava no ar nos dias que antecederam a pesquisa, e provoca a queda dos demais. Nas semanas seguintes, no entanto, será de outro a “janela” e a vez de subir. E assim vão, trocando posições na “corrida”, até que, com a proximidade do pleito, a informação fica mais homogênea e as intenções de voto se estabilizam.
Fazer uma pesquisa sobre o voto na eleição de São Paulo enquanto é máxima a exposição de um só candidato pode não ser errado. Mas é necessário nunca esquecê-lo na discussão do resultado.
As mil pessoas ouvidas pelo Datafolha, quinta e sexta passadas, tinham vivido uma semana em que Serra havia sido a palavra mais ouvida no noticiário político da cidade. Nenhuma surpresa, portanto, que se lembrassem, principalmente, dele.
Se levarmos isso em conta, não seria equivocado interpretar a pesquisa de forma inversa: ao invés de “catapultas”, o resultado mostrava que Serra, apesar da superexposição, tinha ido a apenas 30% das intenções de voto.
Isso não pode ser considerado bom. Ele permanece em um patamar modesto, mesmo com toda a discussão sobre sua entrada no páreo e apesar de seu currículo - e de ser conhecido por 100% dos eleitores da cidade.
Mas, pelo que vimos nas reações à pesquisa, muita gente achou que não era ruim para Serra: afinal, estava “na frente”.
A questão é o que significa “estar na frente”, a esta altura e nesse nível.
Era de imaginar que, depois de quase 30 anos de uso de pesquisas na moderna democracia brasileira, já tivéssemos aprendido a lição que o resto do mundo sabe de cor. Ao analisá-las, o que importa não é o ponto de partida das candidaturas, mas o ponto a que podem chegar.
Ao que parece, é assim que pensam PT e PMDB, o que fez com que resolvessem se apresentar à cidade com nomes de futuro. O PSDB, ao contrário, prefere a outra aposta e só acredita em quem começa bem - como em 2010. Daquela vez, se deu mal. Quem sabe, funcione agora - embora não seja isso que as pesquisas sugerem.

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

Governo tem obrigação de liderar regulação da mídia e confio que irá fazê-lo, diz Franklin Martins


Em debate realizado em Curitiba, ex-ministro disse que governo pode ser mais rápido ou mais lento no debate sobre a regulação da mídia, mas o importante é que o debate já está aberto e não pode mais ser interditado. “O governo tem a obrigação de liderar esse processo. E eu confio que irá fazê-lo.” “O que está em jogo é como será feito este debate, através de um acerto entre quatro paredes, ou se a sociedade vai participar”, destacou Franklin Martins.

Curitiba - O ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Franklin Martins, afirmou na noite desta segunda-feira (5) que o debate sobre o marco regulatório das comunicações está definitivamente aberto e que o governo Dilma tem a obrigação de liderá-lo.

“Esse debate [sobre a regulação da mídia] está colocado, o governo pode ser mais rápido ou mais lento, mas o debate já está aberto. Não pode mais ser interditado”, declarou Franklin Martins. “O governo tem a obrigação de liderar esse processo. E eu confio que irá fazê-lo.”

Ministro de Lula entre os anos de 2007 e 2010, o jornalista participou de um debate organizado pelo diretório do PT do Paraná, em um hotel no centro de Curitiba.

Martins afirmou vislumbrar três desfechos possíveis para os debates em torno do tema: 1) Um possível acerto entre as empresas de radiodifusão e as de telecomunicações; 2) A supremacia das empresas de telecomunicações, pelo seu maior tamanho no mercado; ou 3) Um debate aberto, com participação efetiva da sociedade.

“A mídia deseja o rachuncho, quer ver o debate restrito aos dois setores envolvidos, radiodifusão e telefonia, junto com alguns poucos técnicos do governo”, avalia o ex-ministro de Lula. “O que está em jogo é como será feito este debate, através de um acerto entre quatro paredes, ou se a sociedade vai participar.”

Questionado a respeito do teor de seu anteprojeto de marco regulatório -elaborado no final do governo Lula e repassado ao atual ministro das Comunicações, Paulo Bernardo -, Franklin Martins limitou-se a dizer que é natural que o atual governo ainda esteja examinando uma matéria da gestão anterior.

“O processo é tão delicado que não vou fazer nenhum tipo de constrangimento [ao governo Dilma]”, afirmou, em resposta a uma questão específica sobre se a sua proposta tratava ou não de restrições à propriedade cruzada dos meios, e se previa algum possível efeito retroativo.

“Sou pessoalmente contra a propriedade cruzada, contra o monopólio em todos os setores. Agora, contratos devem ser respeitados. O que se deve fazer é não permitir que sejam cometidos no futuro os mesmos erros cometidos no passado. Em pouco tempo, eles [os erros do passado] serão corrigidos.”

Argentina x Brasil
A Ley de Medios da Argentina, aprovada em outubro de 2009, poderia servir de parâmetro para uma futura lei brasileira? Não, ao menos na avaliação de Franklin Martins.

“Não quero copiar a Argentina. Adoro a Argentina, estive exilado lá. A Argentina é um potro fogoso. Tomam decisões e galopam. Estão sempre tirando as quatro patas do chão. Já o Brasil é um elefante, tiramos apenas uma pata do chão. Levamos mais tempo para montar maioria.”

O elefante brasileiro, porém, segundo Franklin Martins, evitaria possíveis retrocessos. “Elefante não dá meia volta. Quero uma coisa que venha pra ficar. Somos lentos. Ah, e o governo que não manda logo esse projeto? Calma, é um elefante, ele [o projeto] vai sair. Mas também vamos cutucar o elefante, que ele vai sair.”

Franklin Martins defendeu a “construção de maiorias”, ao invés da radicalização do discurso. “Temos que convencer pessoas, entrar nas dúvidas ao invés de demarcar posição, porque, do contrário, nós vamos para gueto”, disse. “Construindo maiorias a gente muda o país. Não aceitamos nada que fira a Constituição. Mas queremos regulamentar tudo [que está nela]. Estamos beirando um quarto de século e o que está ali [na Constituição de 1988] ainda não saiu do papel.”

Entre os pontos centrais de um marco regulatório citados pelo ex-ministro de Lula estão a garantia do direito de resposta; a desconcentração do mercado; a promoção da cultura nacional e regional; a implantação de cotas nacionais em todas as plataformas; a valorização da produção independente; a separação entre distribuição e produção; e a universalização da banda larga.

“Não queremos ficar com a atual oferta medíocre de conteúdo, é preciso colocar muito mais gente produzindo conteúdos.”

Quando se fala em regular a comunicação, há os que veem uma tentativa de ataque à liberdade da imprensa. “Isso é conversa pra boi dormir, um artifício pra tentar interditar a discussão”, rebate Franklin Martins. “Queremos ampliar a oferta. Quem tem 90% do mercado, não terá mais. Eles estão defendendo o velho mundinho. Nada a ver com liberdade de imprensa.”

Gigolôs do espectro e vale-tudo
Na ausência de um marco regulatório, o Brasil vive o faroeste caboclo na área da comunicação, voltou a classificar o ex-integrante do governo Lula. “É um vale-tudo, um cipoal de gambiarras, cada um faz o que quer, com seus laranjas, e não existe órgão pra regular.”

Sobre a venda de horários da televisão, Franklin Martins não poupou críticas. “Lógico que não pode. Várias redes têm 20% a 30% de seus horários vendidos. Não dá pra ser gigolô de espectro, não se pode sublocar o espectro.”

Para Martins, deveria haver uma agência pra controlar o cumprimento das regras concessões. “O jogo do bicho é melhor, porque vale o que está escrito. Aqui, vale o jogo do poder”, ironizou.

Franklin Martins atacou a campanha publicitária da Sky contra as cotas de programação nacional (“Alegam que as cotas aumentam custos, mas, se depender deles, só passam enlatados americanos. Todos os países sérios têm cotas, menos os EUA, que têm uma produção tão grande que não precisam”); defendeu a radiodifusão comunitária (“Ela é tratada como patinho feio, só tem obrigações, não tem direitos. Pedidos levam até oito anos para ser respondidos. Deve ser considerada comunicação pública, mantida pela comunidade. É preciso tirá-la do limbo em que está”); e criticou a comercialização de emissoras (“Concessões não podem ser transferidas por baixo do pano. O que eu estou vendendo? não estou vendendo o nome, os equipamentos, mas o espectro, por onde o sinal é transmitido”).

Radiodifusão x telecomunicações
Com a crescente convergência de mídias, a radiodifusão, setor que mais protesta contra a regulação, seria engolida pelo de telecomunicações, prevê Franklin Martins, que apresentou números do mercado em 2009. “E o monopólio seria ainda pior que o que temos hoje.”

Naquele ano, o setor de radiodifusão no Brasil faturou cerca de R$ 13 bilhões. Já as companhias telefônicas, R$ 180 bilhões --treze vezes mais.

“Sob o ponto de vista do governo Lula, e acredito que também no de Dilma, é preciso ter um olhar para o setor de radiodifusão. É preciso ter uma sensibilidade social para que a radiodifusão tenha um grau de proteção. Mas isso não quer dizer que só ela precisa de proteção.”

O ex-ministro observou que no mundo inteiro existe regulação dos meios eletrônicos. “Tem que regular, porque ninguém vai investir se não sabe as regras do jogo. Em todo lugar do mundo está se fazendo isso.”

‘Jornalismo independente dos fatos’
Franklin Martins avalia ainda que a imprensa brasileira vive uma séria crise de credibilidade. “O jornalismo no Brasil é o mais independente hoje em dia. Independente dos fatos. Publica o que ele quer.”

Para ele, a liberdade só garante que a imprensa é livre, não garante que ela seja boa. “O bom jornalismo é dependente dos fatos, desagrade quem desagradar. É a cobrança da sociedade que garante a qualidade”, acredita o ex-membro da gestão Lula.

“Não pode ser independente do governo e dependente da oposição, do poder econômico, do Daniel Dantas. A primeira lealdade tem que ser com os fatos.”

Por outro lado, ele também observa que a pressão do público, que através da internet pode denunciar de imediato eventuais informações falsas veiculadas pela mídia, estaria mudando o jornalismo para melhor. “Antes, na era do aquário, eles estavam no olimpo, publicavam o que queriam pra uma massa passiva. Hoje, a polêmica corre solta o tempo todo.”


Fotos: Fernando Cezar Oliveira

Resposta a militares é instalar Comissão da Verdade

Marcelo Semer
De São Paulo


Militares reformados causaram alvoroço na semana que passou ao lançar manifesto em que afrontam a presidenta Dilma Rousseff.
Ressentidos e receosos, reagem a declarações de ministras pelo estabelecimento da Comissão da Verdade e o esclarecimento dos abusos e violências dos anos de ditadura.
Mais do que a indignação dos democratas ou as punições das chefias, o que a farda aposentada merece, neste episódio, é, sobretudo, o desprezo.
É verdade que a saudade do tempo em que tinham voz de comando ainda vitamina muitos discursos de vivandeiras dos quartéis. Mas hoje, militares são apenas servidores, não autoridades.
A política não depende mais de suas ordens do dia e a nostalgia da repressão é uma história que se repete como farsa.
A força retórica da reação do governo representa quase nada, todavia. Por que é justamente a tibieza com o trato dos crimes do passado que tem permitido que os reformados aumentem constantemente seu tom de voz.
A demora na instalação da Comissão da Verdade e as diversas concessões na sua formatação estimularam os militares, que permanecem se sentindo intocáveis, como se ainda devêssemos lhes pedir licença para investigar ou punir.
Os demais países do continente, que também suportaram ditaduras, já estão faz tempo acertando contas com o passado. Torturadores e assassinos foram identificados e vários deles processados, presos e condenados.
Com acusação formada, direito de defesa e penas previamente previstas, está se fazendo justiça, não revanchismo. Atribuem-se a réus as garantias que aqueles que lutaram contra a opressão, punidos em excesso nos anos de chumbo, jamais tiveram acesso.
Nesse campo, o Brasil caminha a passos trôpegos, com a omissão e leniência dos últimos governos, ainda constrangidos com a "questão militar", e a complacência da Justiça.
A função de uma Comissão da Verdade é esclarecer fatos que pela covardia dos agentes que os praticaram e diante da força do regime autoritário ficaram por décadas escondidos.
Defender esta ocultação é prestar reverência à censura. É um paradoxo louvar a liberdade de expressão e ao mesmo tempo opor-se ao conhecimento da verdade.
A punição dos sequestradores e torturadores, que não é função da Comissão da Verdade, ainda é uma questão em aberto.
A Corte Interamericana de Direitos Humanos não reconhece qualquer ato de autoanistia que impeça o julgamento de crimes contra a humanidade. Trata-se de uma jurisprudência internacional fortemente consolidada, que, aliás, extravasa aos exemplos da América Latina.
No julgamento do caso Araguaia, mesmo ciente da decisão do STF de não rever a lei da anistia, a Corte da OEA expressamente determinou que todos os agentes públicos do país, aí incluídos os membros do Ministério Público, devam afastar os obstáculos para a apuração e julgamento dos delitos.
Torturadores no governo militar escolheram a violência e os porões para tentar extorquir verdades; a democracia vai fazê-lo em público, sem dor nem sofrimento, nos termos da lei.
O país não pode conviver com filhos que até hoje não sabem o destino de seus pais, porque aqueles que os sequestraram viveram de esconder seus atos, e com estes, os corpos de suas vítimas.
A resposta do governo ao espernear de saudosos da ditadura deve ser firme: instalar e fortalecer a Comissão da Verdade.

Marcelo Semer é Juiz de Direito em São Paulo. Foi presidente da Associação Juízes para a Democracia. Coordenador de "Direitos Humanos: essência do Direito do Trabalho" (LTr) e autor de "Crime Impossível" (Malheiros) e do romance "Certas Canções" (7 Letras). Responsável pelo Blog Sem Juízo.

Marconi faz 49, aos gritos de "bicheiro, devolve meu dinheiro"

Marconi faz 49, aos gritos de
Foto: Divulgação

Em greve há um mês e um dia, professores protestam contra influência de Carlinhos Cachoeira na administração goiana


247 – “Marconi, bicheiro, devolve o meu dinheiro”. Eram esses os gritos dos professores, que estão em greve em Goiás há um mês e um dia. E que elaboraram o refrão depois que a Operação Monte Carlo, que prendeu o bicheiro Carlinhos Cachoeira, revelou a penetração do crime organizado na administração do governador Marconi Perillo, do PSDB.
Vivendo seu inferno astral, Marconi completou nesta quarta-feira 49 anos, enfrentando uma das piores crises do seu mandato. Marconi Perillo, assim como Demóstenes Torres (DEM/GO), são citados pelas ligações perigosas com o bicheiro Carlinhos Cachoeira em investigação da Policia Federal.
A Justiça considerou a greve ilegal, mesmo assim, alguns professores resolveram cruzar os braços. Desde então os ânimos acirraram, com os professores pedindo a demissão do secretário da Educação, Thiago Peixoto (PSD).
De acordo com dados da Secretaria Estadual de Educação, o movimento conseguiu suspender as aulas em 8% das escolas em todo o estado. Já o sindicato da categoria, Sintego, afirma que a adesão é de 80% em Goiânia e 70% no interior.
A categoria pede a volta da gratificação para quem tem títulos, como o de mestrado, o respeito ao plano de cargos e salários do magistrado e do administrativo, condições adequadas de trabalho e também a realização de concurso público.

07 Março 2012

Ministra Cármen Lúcia é primeira mulher a presidir o TSE

 (Reuters) - A ministra Cármen Lúcia será a primeira mulher a presidir o Tribunal Superior Eleitoral em 67 anos, após ser eleita pelo plenário do TSE em sessão ordinária nesta terça-feira. O ministro Marco Aurélio foi eleito para exercer a vice-presidência.A ministra se comprometeu a cumprir o cargo com "honestidade e absoluta dedicação", de acordo com nota do TSE.
O atual presidente da Corte, ministro Ricardo Lewandowski, parabenizou os ministros e desejou "muitas felicidades pessoais e sucesso no desempenho desse honroso cargo".
Cármen Lúcia assume a presidência para o biênio 2012/2014 e inicia a gestão com o desafio de conduzir o processo eleitoral no Brasil, neste ano em que serão eleitos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em mais de 5,5 mil municípios.
A solenidade de posse deve ocorrer na última semana de abril.

Serra foge de cara-a-cara com Aníbal e Trípoli


Pré-candidato do PSDB à prefeitura de SP não cede às provocações dos rivais e descarta debate antes das prévias. Com o apoio da maioria dos deputados federais da bancada paulista, tucano se sente no direito de ignorar concorrente
247 – O pré-candidato recém-incorporado na lista do PSDB à eleição de São Paulo parece estar pronto para enfrentar as prévias do dia 25 de março. José Serra prevê oito grandes encontros com militantes e vereadores. A partir do dia 10, visitará os diretórios da capital. Também irá pessoalmente falar com dirigentes do partido. Nessa programação, no entanto, não inclui um debate com os rivais José Aníbal e Ricardo Trípoli.
Desde que o PSDB manipulou o calendário das prévias em São Paulo para permitir a entrada de Serra na disputa, o clima se exaltou entre os concorrentes. O deputado federal e o secretário estadual de Energia divulgaram na semana passada uma carta aberta à direção da executiva nacional do partido criticando o adiamento das prévias e exigindo pelo menos mais dois debates entre os aspirantes à vaga "Se Serra não for ao debate, nós deixaremos a cadeira dele vazia.", afirmou Tripoli em conversa com Terra Magazine.
Serra não parece preocupado com as provocações dos rivais porque sabe que conta com a aprovação da maioria do partido. Ontem, recebeu o apoio de 11 dos 13 deputados federais da bancada paulista tucana na Câmara dos Deputados. O anúncio foi feito após reunião realizada no Diretório Estadual da legenda.

06 Março 2012

PT vence eleição suplementar em Madre de Deus Carmen Gandarella tem 65,64% dos votos

A candidata do PT, ex-prefeita Carmen Gandarella, venceu, neste domingo, 04, as eleições suplementares para a Prefeitura de Madre de Deus, cidade a 60 quilômetros de Salvador.
A candidata do PT, ex-prefeita Carmen Gandarella, venceu, neste domingo, 04, as eleições suplementares para a Prefeitura de Madre de Deus, cidade a 60 quilômetros de Salvador, com 65.64% dos votos, contra 34,36% do segundo colocado. A nova prefeita encabeçou a chapa Para Continuar Crescendo composta, além do seu partido, pelo PSL, PTC, PTB, PT do B, PSDC, PSC, PR, PSB, PP, PRTB e PRB. Para ocupar a Vice-Prefeitura foi eleito Adailton Cosme dos Santos.
A ex-prefeita do município, Eranita de Brito Oliveira, e o seu vice, Edmundo Antunes Pitangueira, tiveram os mandatos cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) após condenação por prática de abuso de poder econômico e político nas eleições de 2008, quando foram eleitos.

Quem não pôde compareceràs urnas tem o prazo de até 60 dias após a eleição para justificar a ausência, conforme previsto na legislação eleitoral. Os faltosos poderão justificar a ausência a partir desta segunda-feira, 05, já que os cartórios não abrem aos domingos.

Madre de Deus, que tem 35 seções eleitorais, contou com 136 mesários e um total de 39 urnas eletrônicas (incluindo as reservas) para a realização do pleito. A apuração dos votos foi conduzida pela juíza eleitoral Márcia Cristie Leite Vieira Melgaço, que preside a junta eleitoral, sob o acompanhamento do promotor eleitoral Marcelo Miranda Braga.

A nova prefeita Carmen Gandarella, ao receber o resultado, já conclamou toda a população a se engajar aos trabalhos a serem desenvolvidos pela nova gestão municipal. “Vamos dar continuidade ao processo de desenvolvimento de Madre de Deus, conforme vinha sendo conduzida nos últimos dias pelo vereador Jeferson Andrade, prefeito interino do município, que comemora junto conosco esta maiúscula vitória, que é, sobretudo, uma vitória do povo de Madre de Deus”, comentou a prefeita.

O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, comemorou a vitória de Carmen ao lado do deputado federal Josias Gomes, e do prefeito Jeferson Andrade. Para o dirigente municipal, “a vitória de Carmen nesta eleição suplementar revela sobretudo a força que tem a nossa candidata junto ao eleitorado de Madre de Deus, e representa o desejo dos eleitores em recuperar a verdade das urnas em 2008, uma eleição marcada pela corrupção eleitoral, conforme decisão posterior da Justiça Eleitoral”.

O prefeito interino do município, Jeferson Andrade, considera que “enfim o povo de Madre de Deus vai poder comemorar a sua vontade, que sempre foi a de eleger Carmen Gandarella como sua prefeita, tendo em vista o compromisso que ela sempre manteve com a cidade, com o desenvolvimento da região e, mais do que tudo, com o progresso social da população do município, que reconhece, mais uma vez, esse compromisso”.

Na opinião do deputado federal Josias Gomes, que, na última quarta-feira, fez pronunciamento no Plenário da Câmara dos Deputados expondo politicamente seu posicionamento em favor de Carmen, “a vitória de nossa candidata confirma o acerto do PT em abrigar essa candidatura, uma candidatura nascida da vontade inquebrantável do povo de Madre de Deus, numa arrancada eleitoral que vai marcar a história da Bahia, a partir deste ano de 2012″.

Tão logo foi anunciado o resultado do pleito, a população de Madre de Deus foi às ruas comemorar o resultado. Lideranças estaduais do PT e demais partidos aliados participam ativamente da festa, que deve seguir até a madrugada.

(Fonte: Blog do Josias Gomes)

CHARGE DO BESSINHA

A queda de Demóstenes Torres, o último "paladino" do DEM


Não é segredo para ninguém que o Democratas (DEM) é um partido desgastado quando o assunto é corrupção, sobretudo em Brasília. No ranking divulgado pelo Movimento de Combate à Corrupção eleitoral, a legenda foi apontada como a mais corrupta do país. Só entre 2000 e 2007, 69 políticos do DEM foram cassados. A revelação do "Mensalão do DEM", em 2009, só serviu para jogar ainda mais a reputação do partido na lama.
Cachoeiras de tristeza
O que ninguém esperava era que o próximo alvo de denúncias seria o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o parlamentar assinava qualquer CPI e atacava todo indício de corrupção que cruzasse o seu caminho. Ele chegou a ganhar o apelido de "senador ficha limpa".
Cachoeiras de tristeza II
No entanto, segundo a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, Demóstenes manteve um vínculo próximo com o contraventor Carlinhos Cachoeira nos últimos anos. Os dois trocaram 298 ligações entre fevereiro e agosto de 2011. Para piorar, Cachoeira deu um presente de casamento no valor de R$ 30 mil ao senador.
Diga-me com que andas...
Surpreso com a situação, Demóstenes disse apenas que não sabia do envolvimento de Cachoeira com atividades ilícitas. Nas ligações registradas pela Polícia Federal, o senador se referia ao bicheiro como "professor". Se alguns ministros de Dilma caíram e foram bombardeados por bem menos, resta saber o que será de Demóstenes. 

Alberto Fraga é denunciado

RICARDO TAFFNER
Correio Braziliense 
Ex-deputado federal que liderou a bancada da balano Congresso responderá à Justiça por porte ilegal de arma e munição. Revólver e projéteis sem registro foram encontrados em um flat usado pelo democrata. Se condenado, o acusado pode pegar até 16 anos de prisão
Um dos principais líderes do movimento contra o desarmamento, o ex-deputado federal Alberto Fraga (DEM) terá de responder judicialmente por porte ilegal de arma e munição. Ele foi denunciado na quinta-feira pelo Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (Ncoc), do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), e pode ser condenado a pena de até 16 anos de prisão, além de multa. Durante cumprimento de mandado de busca e apreensão, em 7 de outubro de 2011, em flat usado pelo democrata, a Polícia Civil encontrou um revólver Magnum .357, 283 munições de uso restrito e 1.112 projéteis de uso permitido. O equipamento não está registrado, o que configura crime inafiançável.
O armamento foi apreendido na deflagração da Operação Regin (nome em referência ao anão ganancioso da mitologia nórdica), que investiga suposto esquema de corrupção na Secretaria de Transportes. A ação promovida pela Divisão Especial de Repressão aos Crimes contra aAdministração Pública (Decap) resultou na prisão de diversas pessoas, entre elas, o ex-secretário adjunto de Transportes Júlio Urnau. Apontado inicialmente como proprietário do flat 3.098 do hotel Royal Tulip, ele afirmou em depoimento que o verdadeiro dono era Alberto Fraga.
Urnau revelou que o apartamento foi registrado no nome dele a pedido do ex-parlamentar, por conta da proximidade do processo eleitoral de 2006, e afirmou nunca ter usado o imóvel. No ano passado, a unidade foi repassada a Luiz Antônio Horácio, ex-assessor parlamentar de Fraga. No local, os policiais encontraram diversos itens de uso pessoal do democrata, materiais de campanhas e vídeos, além da arma e das munições de 11 calibres diferentes.
Permissão
Por conta do armamento descoberto, Alberto Fraga foi enquadrado pelo Ministério Público duas vezes no crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e uma vez no de porte de munição de uso permitido. Coronel aposentado da Polícia Militar, Fraga possui permissão para portar armas, mas elas precisam estar registradas no nome dele. As penas estão previstas na Lei nº 10.826/2003 e, somadas, as penas vão de seis a 16 anos de detenção. O processo corre na Primeira Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDF).
O inquérito aberto com a Operação Regin ainda não foi finalizado e outras denúncias podem surgir no desenrolar das investigações. O material apreendido no cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão ainda está sendo analisado. Além de Urnau, foram presos na época o então secretário de Transportes, Paulo César Barongeno, e José Geraldo de Melo, ex-subsecretário do órgão.
Fragaadmite ter utilizado o imóvel e ser proprietário das munições, mas afirma ter vendido o flat a Horácio meses antes da operação e diz desconhecer a existência da Magnum .357. "Sou atirador e colecionador e tenho uma academia para formação de vigilantes. Tenho amparo legal e a munição está devidamente registrada", afirma. Segundo o ex-deputado, a denúncia faz parte de um factoide criado para prejudicá-lo. "Quando passei o imóvel, deixei algumas coisas lá, mas não há nenhuma comprovação de que essa arma me pertence", disse Fraga.

CHARGE DO BESSINHA

Ligações entre Demóstenes e Cachoeira seriam para resolver questão amorosa



Vinicius Sassine, Correio Braziliense



“O bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) conversaram por telefone 298 vezes entre fevereiro e agosto de 2011, como mostram as transcrições feitas pela Polícia Federal (PF) para a Operação Monte Carlo. O empresário da jogatina e o senador trocaram, em média, 1,4 ligação por dia no período. Falavam-se diariamente, até mais de uma vez por dia. Ao Correio, Demóstenes deu uma justificativa de cunho sentimental para a proximidade ao empresário — ou “professor”, conforme expressão usada pelo parlamentar para se referir ao contraventor: “A mulher do meu suplente (Wilder Pedro de Morais) o deixou e passou a viver com Cachoeira. Eu e minha mulher tivemos de resolver esse problema. Por isso houve tantas ligações e encontros”.

Os policiais federais que fizeram as transcrições das conversas telefônicas, cuja quebra de sigilo foi autorizada pela Justiça Federal de Goiás, encontraram referências aos presentes dados por Cachoeira ao senador e ao prefeito de Águas Lindas de Goiás, Geraldo Messias (PP). Demóstenes ganhou do bicheiro uma cozinha importada dos Estados Unidos, com fogão e geladeira, avaliada em US$ 27 mil (R$ 46,7 mil, pela cotação do dólar de sexta-feira). A constatação do presente aparece numa fala de Cachoeira, dizendo ao senador que enviaria a cozinha. “Minha mulher é advogada e boa cozinheira. Nos casamos em 13 de julho do ano passado, e a mulher de Cachoeira nos prometeu um bom presente”, justifica o senador. O prefeito de Águas Lindas foi agraciado com uma viagem a Las Vegas, nos Estados Unidos, conforme as transcrições feitas pela PF. Geraldo Messias confirmou ao Correio que fez a viagem, em maio de 2011, com a mulher, e disse que o hotel foi pago pelo bicheiro. “Ele não pagou a viagem, mas deu para nós a estadia. O hotel é de uma pessoa ligada a ele.”

CHARGE DO BESSINHA

05 Março 2012

Globo tem pior ibope nacional de sua história

O Estado de S.Paulo
A Globo fechou fevereiro com a pior média de audiência no País, desde que o Ibope mede os números pelo Painel Nacional de TV, o PNT. Registrou 16,8 pontos, uma queda de 2% em relação a janeiro (17,1 pontos) pelo mesmo PNT. O número de televisores ligados no País também despencou 2%, indo de 41 para 40 pontos porcentuais. A Record obteve 5% de ganho no período, indo de 6,3 (janeiro) para 6,6 (fevereiro), o que é atribuído à boa performance da minissérie Rei Davi. Assim como a Globo, SBT e Band também caíram - respectivamente de 5,7 para 5,3 pontos e de 2 para 1,9. Coincidência ou não, todos os canais que investiram em carnaval caíram no PNT em fevereiro.


"Fala, professor, melhorou?"

Era assim que o senador moralista Demóstenes Torres (DEM/GO) se dirigia ao mafioso Carlinhos Cachoeira nas conversas telefônicas grampeadas pela PF; entre fevereiro e agosto de 2011, foram 298 ligações, mais de uma por dia; inquérito já foi encaminhado ao STF; e agora, Demóstenes?

247 – Dias piores virão para o senador Demóstenes Torres (DEM/GO). Catão da República e amigo do peito do bicheiro Carlinhos Cachoeira, que está detido num presídio de segurança máxima em Mossoró (RN), acusado de comandar um esquema de jogos ilegais e fraudes em licitações, com fortes ramificações no governo goiano, do tucano Marconi Perillo, Demóstenes pode se transformar em réu no Supremo Tribunal Federal.
A Polícia Federal acaba de encaminhar ao STF as transcrições das 298 ligações telefônicas trocadas entre o senador Demóstenes e o bicheiro Carlinhos Cachoeira entre fevereiro e agosto de 2011 – na média, 1,4 telefonema por dia. “Fala, professor, melhorou?” Era assim que Demóstenes se dirigia ao contraventor.
Ora, mas professor de quê, senador? Carlinhos Cachoeira há anos é conhecido como um dos mais notórios empresários da contravenção no Brasil, muito embora o senador goiano tenha declarado que pensava que o mesmo havia abandonado o crime (leia mais aqui).
Na maior parte das conversas, Demóstenes e Cachoeira marcam jantares. Algumas vezes falam da necessidade de conversar com urgência urgentíssima. O senador ganhou do bicheiro uma cozinha importada dos Estados Unidos avaliada em US$ 27 mil. No entanto, ele não vê problemas nisso. Diz que não se incomoda por ter recebido presentes de “uma pessoa considerada limpa”.
Na tribuna
Demóstenes diz que irá à tribuna do Senado nesta semana para se defender. Afirma, ainda, que descobriu que Carlinhos Cachoeira é um contraventor apenas na última semana. Segundo o senador Walter Pinheiro (PT-BA), os petistas “não farão com eles o que fizeram com a gente”. Mas afirmou que “uma ligação com Carlos Cachoeira nunca é boa”.

Venda da casa de Marconi Perillo é um mistério

Venda da casa de Marconi Perillo é um mistério
Foto: Antonio Cruz/AGÊNCIA BRASIL


Governador de Goiás vendeu o imóvel em Alphaville por R$ 1,4 milhão, mas comprador não levou a casa; o corretor, que está preso, a pediu emprestado e foi lá que Carlinhos Cachoeira acabou sendo preso; muito estranho...


247 – Em Goiás, o bicheiro Carlinhos Cachoeira se sentia em casa. Tão em casa que explorava cassinos sem ser incomodado pela polícia. Além disso, era chamado por políticos proeminentes, como o senador Demóstenes Torres (DEM/GO), por “professor” (leia mais aqui). Se isso não bastasse, ele também morava numa casa que pertenceu ao governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB. Uma mansão no condomínio Alphaville Ipês, em Goiânia.
A grande dificuldade, agora, tem sido explicar a transação imobiliária que fez com que a casa que foi de Marconi passasse a ser de Cachoeira. Oficialmente, ela foi vendida por R$ 1,4 milhão em janeiro do ano passado para o empresário Walter Paulo Santiago, muito embora o governador tenha apresentado uma declaração de bens inferior a R$ 500 mil (leia mais aqui).
O comprador pagou essa pequena fortuna, mas não fez questão de levar o imóvel. Diz ter emprestado a casa ao corretor – o ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Wladimir Garcez, que é do PSDB e também foi preso na Operação Monte Carlo, em razão de suas ligações próximas com Carlinhos Cachoeira.
Agora, sabe-se que quem morava na casa vendida por Marconi ao empresário Santiago e emprestada por este ao corretor Garcez era o próprio Cachoeira. Estranho, não?
Abaixo, o noticiário do jornal “O Popular”:

‘Casa foi emprestada a Wladmir’

Walter Paulo Santiago, dono da Faculdade Padrão, confirma que comprou casa de governador em 2011, mas alega que não a recebeu

Fabiana Pulcineli, 03 de março de 2012
“Foi feito o negócio direitinho, peguei a escritura. Eu sabia que a casa era do governador, mas nunca falei com ele sobre isso. O senhor Wladmir é que fez os contatos. O governador assinou honestamente e a casa é minha.“Ele me pediu prazo até dia 15 de fevereiro porque a obra da casa da senhora atrasou. Eu falei que esperaria. Tudo normal.” Walter Paulo Santiago, da Faculdade Padrão, sobre a negociação da casa no Alphaville Ipês.
O empresário Walter Paulo Santiago confirmou ontem que comprou a casa que pertencia ao governador Marconi Perillo (PSDB), no Residencial Alphaville Ipês, em janeiro do ano passado, mas disse que ainda não a recebeu. Segundo ele, o ex-vereador Wladmir Garcêz, que serviu de “corretor” no negócio, pediu emprestada a casa para que uma mulher morasse temporariamente.
O POPULAR revelou ontem que o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na casa que foi de Marconi entre 2007 e o início de 2011. A Operação Monte Carlo, deflagrada na quarta-feira pela Polícia Federal, investiga esquema de jogos ilegais.
Mais de um ano depois da compra, Walter diz que a casa ainda não foi entregue e que não há pagamento de aluguel. O empresário, proprietário da Faculdade Padrão, afirma que não tinha conhecimento de quem morava no local e que não tem pressa em receber o imóvel, adquirido no valor de R$ 1,4 milhão.
Walter conta que foi procurado por Wladmir – também preso na operação – para saber se ele tinha interesse em comprar a casa. Ele afirma que não estava procurando, mas decidiu presentear a filha. “Tenho três filhas. Duas já casaram. Aí comprei a casa para quando essa outra quiser casar. Ela tem 25 anos. Ainda não tem previsão de casamento”, diz.
O empresário afirma que a casa está em nome de uma das firmas da família, mas não quis dizer o nome. “Foi feito o negócio direitinho, peguei a escritura. Eu sabia que a casa era do governador, mas nunca falei com ele sobre isso. O senhor Wladmir é que fez os contatos. O governador assinou honestamente e a casa é minha.”
Fechado o negócio, Walter conta que o “corretor” pediu a casa emprestada por 45 dias para que “uma senhora que decorou a casa” morasse até que a residência dela, que estava sendo construída também no Alphaville, fosse finalizada. De 45 dias, o empréstimo passou para meses. O proprietário da casa afirma que ligou para Wladmir no fim do ano passado para perguntar da casa. “Ele me pediu prazo até dia 15 de fevereiro porque a obra da casa da senhora atrasou. Eu falei que esperaria. Tudo normal”, conta.
Walter diz que ainda está esperando, mas não faz cobranças porque não está precisando da casa. “Minha filha ainda não vai casar e eu não vivo de aluguel. Não preciso da casa agora”, justifica. “Ele esqueceu de entregar. Não tem problema algum. É tudo de boa-fé. Não existe nenhum medo de não receber a casa, nada disso”, completa.
Apesar da demonstração de confiança, Walter diz não ser amigo de Wladmir. “Não somos amigos. Ele me procurou perguntando se eu gostaria de comprar uma casa. Como minha filha precisaria, eu comprei. Não sei da vida dele, não sei nada. Não tenho outro assunto com ele a não ser a casa. Mas não existe nada errado dessa casa”, afirma.
Walter também diz que não tem “nenhuma amizade” com Cachoeira. “Conheço por nome. Já vi algumas vezes, mas não tenho nenhuma intimidade, nenhuma amizade, também não tenho nada contra ele. Nada, nada, nada.” Embora frequente o Alphaville, onde a ex-mulher e a filha moram – em outra casa –, Walter afirma que ninguém da família tinha conhecimento dos moradores da nova casa. “Fui na casa antes de comprar. Achei bonitinha, é um condomínio de primeiro nível, perto da minha família. Pequenininha, mas bonitinha. Aí depois nunca mais voltei lá. Nunca vi quem mora.”
O governador disse na sexta-feira que não sabia que Cachoeira morava na casa. “Foi um negócio normal, fechado há um ano e já devidamente declarado no Imposto de Renda deste ano. Essa pergunta (sobre o morador) tem de ser feita ao proprietário da casa”, afirmou o tucano.
“Eu li a reportagem. Tudo que o governador falou foi verdadeiro. Eu não conversei com ele, não falamos disso, eu estava viajando. Mas é tudo verdade. Não há nenhum problema. Está tudo bacana”, disse Walter.
As investigações da Operação Monte Carlo mostraram troca de torpedos de celular entre o governador e Wladmir. Segundo o governador, as mensagens tratavam do negócio da casa e de questões políticas, já que o ex-vereador o apoiou nas eleições de 2010.
Walter foi candidato a vereador por Goiânia nas eleições de 2008 pelo PTC. Na época, declarou à Justiça Eleitoral que não tinha bens. Teve 5.219 votos.
Reportagem da revista Época, publicada na sexta-feira no site, também mostrou relações de Cachoeira com outros políticos goianos, especialmente com o senador Demóstenes Torres (DEM), que é citado nas investigações como grande amigo do empresário preso. As gravações citam ainda conversas com os deputados federais Jovair Arantes, líder do PTB na Câmara e pré-candidato a prefeito de Goiânia, Carlos Alberto Lereia (PSDB) e Sandes Júnior (PP). O inquérito também afirma que Cachoeira indicou pessoas para nomeações em cargos públicos no Estado.
Marconi afirmou ao POPULAR que nunca recebeu indicações de Cachoeira e que o governo não fez negócios com o empresário.

Datafolha explora o reccall de Serra: mas vaias sinalizam torniquete de rejeição e descrédito



“O primeiro dia de campanha de rua do pré-candidato José Serra, neste sábado, foi planejado para passar uma imagem de popularidade e renovação. Nada melhor que uma visita ao Centro Cultural da Juventude "Ruth Cardoso", na empobrecida zona norte da capital, para colher cenas de integração entre o tucano e a juventude da periferia. O dia era ideal: um show do rapper Criolo reunia centenas de moços e moças em fila que serpenteava as instalações do centro em busca de ingressos. O tiro do oportunismo saiu pela culatra do desgaste. Tão logo a figura do arestoso ex-governador despontou no local, cercado de comitiva e câmaras para colher cenas destinadas à propaganda eleitoral, irrompeu a espontânea, esférica, densa e incontrolável catarata de vaias e apulpos. Serra recolheu-se no interior do recinto em 'visita às instalações'. Inútil: à saída, nova muralha de vaias e xingamentos ofuscaria a comemoração dos 30% de intenções de votos alardeados em seguida pelo Datafolha. O episódio simbólico da presença oportunista na periferia da capital deu substancia a um teto de 35% de rejeição e demolidores 66% de descrédito que cercam o nome de José Serra, onde quer que ele vá. Inclusive dentro do seu próprio partido, como mostra a análise da editora de Política de Carta Maior, Maria Inês Nassif, em sua coluna nesta pág (Leia também a análise de Emir Sader e a coluna de Mauro Santayana sobre o cenário político eleitoral; e o Blog das Frases, sobre a herança ruinosa do comodato Serra/Kassab numa São Paulo que passou a contar com um novo tipo de chuva: pedaços de concreto despencam de viadutos e pontes com alarmante regularidade, por falta de manutenção).”
http://nogueirajr.blogspot.com/

CHARGE DO BESSINHA

03 Março 2012

E ELE QUER SER PREFEITO?

Serra escreveu 31 artigos para a imprensa nos últimos 12 meses.  A cidade de São Paulo, da qual foi prefeito, não é citada em nenhuma linha:Nenhuma!!
Valor Econômico.

“Pensei que ele tivesse abandonado o crime”


“Pensei que ele tivesse abandonado o crime”
Foto: Divulgação

Não é piada. Foi isso o que disse o senador Demóstenes Torres (DEM/GO), um dos principais moralistas do Congresso, sobre suas relações com Carlinhos Cachoeira, o mais destacado mafioso brasileiro; o bicheiro dava até presentinhos ao senador

247 – Ex-delegado, o senador Demóstenes Torres (DEM/GO) se especializou nos últimos anos em posar como eterno paladino da ética, pronto a assinar qualquer pedido de CPI e a prestar declarações a todo órgão de imprensa disposto a repercutir escândalos de corrupção. Até aí, tudo bem. Esse é o papel democrático da oposição. O que não se sabia – e se sabe agora – é que Demóstenes Torres é amigão do peito do bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso ontem na Operação Monte Carlo da Polícia Federal. Questionado sobre suas relações com o Don Corleone brasileiro (leia mais aqui), Demóstenes soltou uma pérola: “Pensei que ele tivesse abandonado a contravenção e se dedicasse apenas a negócios legais”.
Não, Demóstenes.
Impossível. O Brasil inteiro sabia das atividades ilegais de Carlinhos Cachoeira. Especialmente em Goiás, onde ele administrava uma rede de cassinos ilegais. O que o Brasil não sabia – e sabe agora – é que Cachoeira dava as cartas no governo de Goiás, nomeando delegados e técnicos de várias áreas do governo (leia mais aqui).
O que o Brasil também não sabia – e sabe agora – é que Cachoeira dava presentinhos ao senador mais moralista da República. No casamento do senador, o presente dado pelo bicheiro foi uma cozinha completa. “Sou amigo dele há anos. A Andressa, mulher dele, também é muito amiga da minha mulher”, declarou Demóstenes.
Além de desmoralizar o senador goiano, a Operação Monte Carlo também pode arruinar a carreira política do governador Marconi Perillo, do PSDB, que entregou a segurança pública do seu estado a um dos maiores contraventores do País.

SERRA O BEM AMADO:Pres. do Dir. de Ermelino Matarazzo dando a bronca em José Serra

SERRA O ALOPRADO

Prefeito confirma sua frase sobre Serra e Dilma

DE SÃO PAULO
O prefeito Gilberto Kassab (PSD) confirmou ontem ter dito ao presidente do PT, Rui Falcão, que José Serra preferiria a reeleição de Dilma Rousseff a apoiar a candidatura do senador tucano Aécio Neves à Presidência em 2014.
Kassab disse que a análise era sua e que não conversara com Serra: "Falei em meu nome. Eu disse, no ano passado, que havia um risco se o Serra fosse prefeito, diante da tensão que existia, de não apoiar [Aécio]. Isso eu falei mesmo. É verdade", disse.
Falcão revelou a conversa em entrevista à Folha. Ontem Kassab evitou repetir a análise: "As circunstâncias são outras e não parei pra avaliar".
(MARIANA CARNEIRO)

SERRA CHAMA O BRASIL DE ESTADOS UNIDOS DO BRASIL??

O ex-governador José Serra, pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, cometeu uma gafe durante entrevista ao "Jornal da Noite", da TV Bandeirantes, na noite de anteontem ao afirmar que o nome do Brasil é Estados Unidos do Brasil.
"O Brasil chama Estados Unidos do Brasil. Os Estados Unidos chamam Estados Unidos da América", disse.
Corrigido pelo apresentador do jornal, Boris Casoy, Serra perguntou: "mudou?".
Após ser informado que o nome correto é República Federativa do Brasil, minimizou. "É parecido."

Preso pela PF tinha contato com políticos de GO


Segundo investigação, Cachoeira teve encontro com governador e é amigo de senador
FERNANDO MELLO
RUBENS VALENTE
MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA
As investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal que levaram à prisão, nesta semana, do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, revelam que ele encaminhava pedidos e tinha contatos com os principais políticos de Goiás.
Entre esses políticos estão o governador Marconi Perillo (PSDB) e o senador Demóstenes Torres (DEM). Cachoeira foi o pivô do caso Waldomiro Diniz, primeiro escândalo do governo Lula, em 2004.
O empresário pediu duas audiências com o governador em 2011 na sede do governo e uma foi atendida. Ele dizia falar em nome de empresários do setor químico.
Em relação a Demóstenes, investigadores disseram que ele é um dos principais contatos de Cachoeira na política. Amigos, costumam jantar juntos. Em alguns encontros Perillo estava presente.
Além disso, foram detectados contatos frequentes do empresário com o tucano Wladimir Garcez, ex-presidente da Câmara de Goiânia (GO) e um dos presos pela PF.
Garcez, aliado de Perillo há mais de 20 anos, é apontado como a "ponte" entre Cachoeira e a Agência Goiânia de Transportes e Obras, autarquia do governo goiano responsável por obras públicas.
As informações surgiram na Operação Monte Carlo, que desarticulou quadrilha que explorava máquinas de caça-níquel em quatro Estados e no Distrito Federal.
Elas indicam que Cachoeira era amigo e tinha negócios informais com Cláudio Abreu, diretor da Delta Construção.
Para os investigadores, Cachoeira facilitava a obtenção de contratos da empresa no governo de Goiás. A Delta informou que "não foi e nem é objeto da investigação" e disse que adotará medidas para "tomar conhecimento do inteiro teor do inquérito".
Outros políticos citados na investigação são os deputados federais Carlos Alberto Lereia (PSDB), Jovair Arantes, líder do PTB na Câmara, Stepan Nercessian (PPS) e Sandes Junior (PP). A Folha não conseguiu localizá-los.
Perillo admite que Cachoeira pediu audiências, mas que a relação entre eles é quase inexistente. "Estive com ele duas vezes em eventos festivos, nada que possa caracterizar relação próxima."
Demóstenes disse ter "amizade" com Cachoeira, "o amigo que ia na casa de todo mundo", mas que ele dizia que "não mexia mais com jogo". A defesa de Cachoeira já pediu sua libertação.