21 dezembro 2014

É o Pré-Sal, a Dilma e o Lula, estúpido! O Instituto Millenium também...

Por Davis Sena Filho Blog Palavra Livre


Todo mundo sabe, até mesmo os recém-nascidos, os mortos, os acordados de um coma profundo e os extraterrestres que o sistema de mídias privado e de direita, controlado por meia dúzia de famílias chefiadas por magnatas bilionários de imprensa se transformou em um partido político não oficial e de caráter conservador, entreguista e golpista.
Todo mundo sabe, menos os coxinhas de classe média de direita, além de certas celebridades, como o ex-roqueiro Lobão, e gente intelectualmente pouco honesta, a exemplo de Olavo de Carvalho, Demétrio Magnoli e Marco Antônio Villa, “ases” do reacionarismo tupiniquim aboletados no Instituto Millenium, parecem não saber que este movimento dos grandes trustes internacionais de petróleo contra a Petrobras, a ter como porta-vozes a imprensa de negócios privados, que atuam e agem no Brasil é na verdade uma estratégia organizada e engendrada para desmoralizar a histórica estatal brasileira e desconstruir a imagem do Governo Trabalhista, a ter como seus líderes a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, ambos petistas.
Se qualquer pessoa quiser saber onde começa o golpe de estado de caráter jurídico e midiático no Brasil, basta levantar seus olhos para o Instituto Millenium, além de clubes e associações empresariais urbanas e rurais, que, inconformados com a derrota eleitoral para o PT, ainda não desceram dos palanques e fazem uma oposição feroz, seletiva, histérica, manipulada e, evidentemente, de essência golpista, porque apostam em impeachment de uma presidente recentemente eleita, bem como em golpe militar, que, de forma cínica e hipócrita, chamam de “intervenção” militar.
Trata-se do Instituto Millenium, um misto de Escola Superior de Guerra (ESG) com o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes) e o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (Ibad), entidades que no passado conspiraram e fomentaram o golpe militar de 1964, com o apoio financeiro e ideológico da CIA norte-americana, a ter à frente golpistas poderosos e influentes como o presidente Castelo Branco, o general Golbery do Couto e Silva, o banqueiro Magalhães Pinto e os empresários Ivan Hasslocher, Glycon de Paiva, Gilbert Huber Júnior e Paulo Ayres Filho, dentre muitos outros, a exemplo das famílias midiáticas dos Marinho, dos Frias, dos Mesquita e dos Civita.
Neste momento, a política brasileira passa por um processo de achincalhe, linchamento moral e propaganda sistemática e perniciosa contra o Governo Trabalhista, que se repete, porque volta aos tempos do pré-golpe de 1964, com o envolvimento de certa banda da Polícia Federal, que se mostra insubordinada, porque à direita do espectro ideológico, bem como resolveu fazer política, ao ponto de delegados da PF do Paraná cometerem ações contra o Governo do PT nas eleições presidenciais, além de atacá-lo frontalmente, inclusive a ofender o ex-presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff.
Paralelamente às ações políticas de delegados partidários e pró-tucanos, o Governo petista se vê obrigado a lidar com outra frente oposicionista e que controla o Judiciário e o Ministério Público Federal. Juízes de altas cortes e promotores passaram a vazar investigações da PF para a imprensa de mercado, sendo que as informações geralmente tratavam quase sempre de pessoas ligadas ao Governo ou ao PT, de forma que se percebeu que tais vazamentos o são, sobretudo, seletivos, e, com efeito, tem a intenção de fazer com que o público pense que o PT é o inventor da corrupção no Brasil, e que o PSDB e seus áulicos são, na verdade, um monte de chapeuzinhos vermelhos ou rapunzeis, de olhares meigos e inocentes à espera de escaparem ilesas da bruxa e do lobo mau.
Porém, a Casa Grande governou o Brasil durante séculos, e, evidentemente, a corrupção nunca foi combatida, porque a direita é patrimonialista, elitista, violenta e, obviamente, sectária, pois partidária de um País que sirva a poucos e que os muitos somente tenham o papel de serem explorados por intermédio da força de trabalho, se possível, mal pagos e sem oportunidade de qualificação e ascensão social. Ponto.
Chega a ser surreal as realidades distorcidas pela imprensa alienígena e meramente comercial. Quanto mais o Governo investiga a corrupção perpetrada por quadrilhas de criminosos, por intermédio da Polícia Federal, subordinada ao Ministério da Justiça, mais a imprensa corporativa dá conotações mequetrefes e malfazejas, de forma que os consumidores desse segmento da economia, incrivelmente desregulamentado neste País, acreditem em matérias porcamente apuradas e sabidamente manipuladas e distorcidas, a fim de propiciarem um efeito negativo às ações do Governo petista, mesmo quando se torna evidente que o combate à corrupção no Brasil nunca foi tão levado a sério, tal qual como apregoou a candidata Dilma Rousseff quando disse que não deixaria pedra sobre pedra, nos debates contra o tucano derrotado, Aécio Neves, bem como no discurso da vitória.
Contudo, percebe-se claramente que o golpismo tucano-midiático não se restringe ao inconformismo e ao ódio por causa das quatro vitórias eleitorais do PT, em campanhas presidenciais. Não. Enganam-se os inocentes úteis e os replicadores do golpe, que não aceitam a distribuição de renda e riqueza, a ascensão social dos pobres, além da diminuição das diferenças regionais. O que está em jogo, mesmo e para valer, não é mais o terceiro turno, como queria o PSDB na voz irada de Aécio Neves, a ser repercutida no Senado e na imprensa empresarial e familiar subordinada aos interesses dos capitalistas dos Estados Unidos, União Europeia e Japão.
Não mesmo. A aprovação das contas da campanha eleitoral de Dilma e do PT se tornou a pá de cal que cobriu os interesses golpistas da Casa Grande, herdeira legítima da escravidão. A resumir: é o Pré-Sal, a Dilma e o Lula, estúpido! O Instituto Millenium também. O Globo, o Millenium e as alcateias que os acompanham já disseminaram editoriais entreguistas que apregoam o fim do modelo de partilha para o Pré-Sal ao defenderem a implementação do modelo de concessão, tão prejudicial aos interesses do povo brasileiro, como ficou comprovado por meio da venda de ações da Petrobras, em Nova Iorque, pelo Governo de FHC — o Neoliberal I —, o grão-tucano, o maior lesa-pátria da história, que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado, com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes.
É exatamente que a Casa Grande quer: entregar as nossas riquezas e continuar a reboque dos colonialistas e imperialistas como sempre fizeram, sem o mínimo de vergonha na cara, durante séculos. A burguesia e seu apêndice — a pequena burguesia (coxinhas de classe média) — querem determinar a agenda política e econômica do Governo Trabalhista, que foi eleito quatro vezes para dar continuidade aos seus programas de governo e projeto de País.
A Petrobras está a sangrar, mas não vai falir, até porque está a bater recordes de lucros em todas suas áreas, apesar da depredação dos ladrões, que estão a roubá-la desde o fim dos anos 1970, quando esses diretores ingressaram, por meio de concurso, na empresa brasileira mais emblemática, simbólica e que representa o orgulho brasileiro, bem como sua luta por sua independência e emancipação. A Petrobras foi recuperada pelo Governo do PT, e vai ficar muito mais forte com o combate à corrupção que ora está a acontecer, com determinação e coragem.
Além disso, sabemos também que a direita brasileira, uma das mais poderosas e cruéis do mundo, luta contra a política internacional dos governantes petistas, que abriram novas portas para efetivar relações comerciais, a realizar novas parcerias, assinar acordos e contratos e concretizar a criação de blocos poderosos, a exemplo do Brics, do Mercosul, da Unasul, bem como fortalecer as relações Sul-Sul, em termos hemisféricos. O Pré-Sal é nosso, estúpido!


Não adianta O Globo e seus congêneres tentar derrubar a mandatária reeleita pelo povo brasileiro. Seu editorial apenas serve para satisfazer os egos e desejos das aves de rapina, a exemplo de BP, Chevron, Shell e Exxon. As irmãs siamesas, que há mais de um século exploram as reservas dos países petrolíferos, a custo de miséria, violência, guerras, mortes e golpes de estado, com a aquiescência e a cumplicidade de elites escravocratas como as brasileiras. O Pré-Sal é que está em jogo, estúpido, e não a corrupção na Petrobras, que está a ser severamente combatida pelo Governo Dilma Rousseff, além da desconstrução da imagem de Lula, que pode concorrer às eleições presidenciais de 2018. É isso aí.  

Zé Simão: “Vamos pra Paulista pedir o impeachment do Obama. O Obama é petralha!”


De Zé Simão, na Folha:

"Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República!

Estados Unidos e Cuba fazem as pazes! Pelo telefone! Já imaginou a conversa do Obama e do Raúl? “Raúl, lets go fazer as pazes!” “Solamente se me dieres um iPhone 6!” “And you um charutito e um mojito.”

O papa conseguiu reconciliar os EUA e Cuba, mas não consegue reconciliar coxinhas e petralhas! “Sem chances, com petralha não tem conciliação.” “Aí é pedir demais, a não ser que os coxinhas se purifiquem.” “Vamos pra Paulista pedir o impeachment do Obama.” O Obama é petralha! Rarará!

Agora quero ver o papa conciliar corintianos e palmeirenses! Peraí, um milagre por vez! Rarará!

Quero ver o papa conciliar atleticanos e cruzeirenses. Conciliar os fãs da Claudia Leitte e os fãs da Ivete Sangalo! Rarará! Obama e Raúl Castro fumaram o charuto da paz!

E o Marco Feliciano já tuitou: “Obama flertando com ditadores… Bad News”. Então “good news”, se é “bad news” pro Feliciano!"
http://nogueirajr.blogspot.com.br/

Lula para MTST: “A luta de vocês valeu a pena”

Ricardo Stuckert/Instituto Lula:
Ex-presidente, que participou neste sábado da inauguração de um conjunto habitacional realizado pelo programa Minha Casa Minha Vida em parceria com o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, disse que a presidente Dilma deve melhorar a qualidade do programa; "Quando eu entro nessa casa de 63m² e lembro que é o dobro da casa que morei com 4 filhos, eu penso: a luta de vocês valeu a pena", disse


 247 – O ex-presidente Lula participou neste sábado 20 da inauguração de um conjunto habitacional do Minha Casa Minha Vida, realizado em parceria com o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST). "Quando eu entro nessa casa de 63m² e lembro que é o dobro da casa que morei com 4 filhos, eu penso: a luta de vocês valeu a pena", discursou o petista em Taboão da Serra, na Grande São Paulo.
Ele disse que a presidente Dilma Rousseff deve melhorar a qualidade do programa habitacional do governo e que dirá a ela para que participe da próxima inauguração do movimento. O petista lembrou o processo de concepção do Minha Casa, Minha Vida e como foi difícil convencer os empresários, a Caixa Econômica Federal e o próprio governo da possibilidade de fazer um milhão de moradias.
Segundo Guilherme Boulos, coordenador nacional do MTST, a boa experiência do empreendimento inaugurado hoje é prova de que a parceria do governo através da categoria Entidades do programa Minha Casa, Minha Vida com os movimentos sociais está dando certo. Segundo Boulos, a prestação máxima que será paga pelos moradores é de R$ 80.
Lula visitou apartamentos acompanhado de Boulos. O empreendimento tem 192 unidades divididas em blocos de 7 a 8 pavimentos. O local tem ainda salão de festas e playground. O investimento total do governo federal foi de 20 milhões. Abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre o evento:
Movimento Sem Teto entrega 192 apartamentos do Minha Casa, Minha Vida
Fernanda Cruz - O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) entregou hoje (20) os apartamentos da primeira etapa do Condomínio João Cândido, na cidade de Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo. O projeto faz parte do Programa Minha, Casa Minha Vida – Entidades, do governo federal, e do Programa Casa Paulista, do governo estadual. Nesta fase, foram entregues 192 apartamentos.
O coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos, defendeu que imóveis produzidos sob a supervisão do movimento, geralmente, são construídos com mais qualidade que os feitos por empreiteiras – a modalidade mais comum do Minha Casa, Minhas Vida.
"Não tenho dúvidas de que quando fazemos algo com dignidade, as pessoas valorizam. Muita gente diz por aí que, no Minha Casa, Minha Vida, a turma ganha o apartamento e vende. Quando você joga o cara num lugar longe, com o apartamento numa caixinha de fósforo, que não cabe nem uma cama no quarto, é difícil reclamar que ele vá vender. Agora, vamos voltar aqui daqui a cinco anos e ver se alguém terá vendido. Tenho certeza de que nós vamos encontrar essas mesmas pessoas aqui, morando nesses apartamentos", disse.
Os apartamentos entregues hoje têm dois e três quartos, medindo entre 54 metros quadrados (m2) e 63 m². A obra foi dividida em cinco etapas e o conjunto todo terá 1,1 mil unidades. Mais de 900 apartamentos ainda estão em construção em mais quatro conjunto de prédios, o João Cândido B e os Chico Mendes A, B e C. Os mutuários contemplados são moradores de Taboão da Serra, Itapecerica da Serra e da zona sul de São Paulo.
O secretário estadual de Habitação, Marcos Penido, destacou o apoio do estado para a realização do projeto. "Voltamos a ter esperança de que não vamos combater apenas a ala marginal do déficit habitacional, mas vamos acabar todo o déficit habitacional, como ter de ser combatido", declarou.
Leila Cristina, dona de casa de 37 anos, recebeu suas chaves hoje. Ela, o marido e os quatro filhos estão ansiosos pela transformação que terão em suas vidas. "Nossa mudança já está pronta, agora é só pegar tudo e mudar", disse ela. Leila conta que, com a entrega de seu apartamento, poderá deixar o acampamento do MTST onde vive, na região do Campo Limpo, na zona sul da capital paulista.

19 dezembro 2014

Toffoli: "Não haverá terceiro turno na Justiça Eleitoral"

A tentativa do PSDB de diplomar Aécio e não Dilma

Aécio precisa ser informado de que perdeu
Aécio precisa ser informado de que perdeu
As pessoas se perguntavam nas redes sociais: é piada?
Mas não. Não era.
Pouco antes da diplomação de Dilma hoje, o PSDB solicitou ao TSE o seguinte. Que, em vez de Dilma, Aécio fosse diplomado.
Quer dizer: o PSDB quer cassar mais de 54 milhões de votos.
Há detalhes até engraçados. Você pode imaginar a cena: um mensageiro do PSDB vai em louca correria ao presidente do TSE para entregar-lhe o pedido e, ao chegar a seu escritório, descobre que ele já está diplomando Dilma.
Em quem teria se inspirado o PSDB? No Fluminense, que escapou da segunda divisão no ano passado graças ao tapetão de última hora?
No grande filme de Dustin Hoffman em que ele salva a amada de um casamento torto em plena igreja, quando ela, belíssima em seu vestido de noiva, estava prestes a dizer sim?
O desfecho seria perfeito, como comédia, se no momento em que Toffoli entregava o diploma a Dilma o presidente do PSDB, Aécio, irrompesse na sala e cantasse: “Por favor, pare agora. Senhor juiz, pare agora.”
O final não foi este, e sim o esperado. Dilma foi diplomada e fez um discurso em que sublinhou seu compromisso com a “justiça social”. Falou também num “grande pacto”, de todos os poderes da República, contra a corrupção.
O tempo dirá quanto ela cumprirá da agenda ampla que anunciou nesta noite da diplomação.
Só se poderá julgar o segundo mandato de Dilma com o correr dos longos dias.
Desde já, no entanto, é legítimo dizer que a tentativa do PSDB de colocar o diploma nas mãos de Aécio, e não de Dilma, é um dos capítulos mais patéticos da história política nacional.
O PSDB já não está mais se comportando como um grupo reacionário e disposto a tudo para chegar ao Planalto por quaisquer meios. Está agindo como um bando de lunáticos.

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Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

17 dezembro 2014

CHARGE DO BESSINHA

Mesmo sob pressão, Dilma tem aprovação de 52%

Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13: Brasília - DF, 13/10/2014. Dilma Rousseff durante a entrevista coletiva. Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13
Subida da aprovação pessoal da presidente foi de quatro pontos em relação à de setembro, segundo pesquisa CNI/Ibope, a primeira do instituto após a eleição de outubro; apurado entre os dias 5 e 8 de dezembro, levantamento divulgado hoje mostra que governo da presidente Dilma Roussseff tem índices de 40% de ótimo e bom, apesar da forte repercussão das denúncias de corrupção na Petrobras; surpreendente para a oposição, crescimento da aprovação do governo e da presidente injeta novo ânimo na posse que se aproxima

 BRASÍLIA (Reuters) - A avaliação do governo da presidente Dilma Rousseff segue praticamente estável em dezembro, apesar da forte repercussão entre a população do escândalo de corrupção na Petrobras, mostrou pesquisa CNI/Ibope neste quarta-feira.
A avaliação ótima/boa do governo passou para 40 por cento em dezembro, ante 38 por cento em setembro, segundo levantamento encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o primeiro do Ibope após a eleição presidencial de outubro.
A avaliação ruim/péssima foi a 27 por cento, ante 28 por cento. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.
O percentual dos que consideram o governo regular é de 32 por cento, ante 33 por cento há três meses.
Se a avaliação segue praticamente estável, Dilma viu sua popularidade aumentar, com números melhores tanto na aprovação em sua maneira de governar como na confiança que a população tem na presidente.
A aprovação pessoal da presidente foi para 52 por cento, ante 48 por cento, enquanto a desaprovação está em 41 por cento, ante 46 por cento.
Já o percentual dos que confiam em Dilma aumentou para 51 por cento, ante 45 por cento em setembro, enquanto os que não confiam diminuíram para 44 por cento, ante 50 por cento.
Esses resultados aparecem em um momento em que a corrupção na Petrobras foi o tema do noticiário mais lembrado pela população, com 31 por cento mencionando a operação Lava Jato da Polícia Federal e 19 por cento as notícias sobre as prisões de diretores da Petrobras.
O Ibope ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios entre os dias 5 e 8 de dezembro.
(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

CHARGE DO BESSINHA

16 dezembro 2014

Governo vai usar software contra ódio na internet

MARCELLOCASAL-ABR               :
A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República anunciou a utilização de uma ferramenta que vai mapear a ocorrência de crimes de ódio na internet; o software vai coletar dados e identificar redes que se reúnem para fazer ofensas a grupos de pessoas; “A gente tem acompanhado e se preocupado com o crescimento desses crimes de ódio, que são incentivados e divulgados na internet. Já está mais do que na hora de a gente criar mecanismos para rastrear e retirar isso da rede”, disse a ministra da SDH, Ideli Salvatti



Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil 
A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) anunciou nessa segunda-feira (15) a utilização de uma ferramenta que vai mapear a ocorrência de crimes de ódio na internet. O software vai coletar dados e identificar redes que se reúnem para fazer ofensas a grupos de pessoas. A ferramenta será o pilar das atividades do Grupo de Trabalho Contra Redes de Ódio na Internet, criado em novembro para monitorar e mapear crimes contra direitos humanos nas redes sociais.
“A gente tem acompanhado e se preocupado com o crescimento desses crimes de ódio, que são incentivados e divulgados na internet. Já está mais do que na hora de a gente criar mecanismos para rastrear e retirar isso da rede”, disse a ministra da SDH, Ideli Salvatti, à Agência Brasil. Ela citou o caso de uma mulher que, em maio, foi espancada até a morte por moradores de Guarujá, em São Paulo, após um falso rumor ter se espalhado nas redes sociais de que ela praticava rituais de magia negra com crianças.
Com base nas informações coletadas pelo software, o grupo de trabalho, cuja reunião de instalação ocorreu ontem, poderá encaminhar denúncias ao Ministério Público ou à Polícia Federal. Três casos já estão sendo analisados, com base em denúncias recebidas pela ouvidoria da SDH. Um deles remete ao último episódio envolvendo a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) e seu colega de Câmara, Jair Bolsonaro (PP-RJ), na semana passada, quando o parlamentar disse que só não estupraria a deputada porque ela “não merece”.
Um rapaz postou foto em uma rede social “ameaçando a deputada Maria do Rosário de estupro”, de acordo com a SDH. Mais dois casos tratam de um site nazista e outro que prega a violência contra mulheres. “Vamos documentar, avaliar os três casos e, na quinta-feira [18], devemos dar os encaminhamentos cabíveis, no sentido de tirar do ar, encaminhar para inquérito da Polícia Federal ou para providências do Ministério Público Federal”, explicou Ideli.

14 dezembro 2014

20 anos de roubalheira:Propinas do Metrô do PSDB de São Paulo passavam por contas no Uruguai.


Os investigadores terão acesso a duas contas em Montevidéu, pelas quais passavam os pagamentos

Ao aprofundar a apuração sobre o cartel do Metrô de São Paulo, os promotores e os procuradores envolvidos nas investigações descobriram que as movimentações financeiras do esquema percorreram o mundo. Foram detectadas transações suspeitas em seis países, além do Brasil. Por meio delas, circulou o dinheiro de multinacionais e de lobistas, destinado a pagar propina a agentes públicos de estatais paulistas. Mediante suborno, empresas – como a francesa Alstom ou a alemã Siemens – obtiveram contratos superfaturados em 30% para fornecer trens e equipamentos ao Metrô de São Paulo e à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Um prejuízo estimado em R$ 834 milhões aos cofres públicos. Na trilha desse dinheiro, a investigação chegará, em breve, a um novo e decisivo destino: o Uruguai.

Em janeiro, uma força-tarefa desembarcará em Montevidéu. Os integrantes do Ministério Público de São Paulo e do Ministério Público Federal terão acesso a uma leva de documentos por meio da cooperação com as autoridades locais. Entre eles, estão movimentações bancárias no país. Duas delas são consideradas chave para elucidar uma incógnita das investigações: se há corruptores, quem são os corrompidos? É o que devem responder os extratos das contas usadas pelo lobista Arthur Teixeira e seus representantes no Uruguai, Nicolas Juan Alonso e Roberto Diego Licio. Segundo informações preliminares, nelas ingressou dinheiro das multinacionais, e delas saiu pagamento de propina.

Para os responsáveis pela investigação, Teixeira ocupa papel de destaque na engrenagem financeira. Ele é considerado o pivô das fraudes nas estatais metroferroviárias de São Paulo. Ao lado de Sergio Teixeira – morto em 2011 –, ele  controlava duas empresas de “consultoria” no Brasil e três offshores sediadas no Uruguai: Leraway, Gantown e GHT. Todas registradas no mesmo endereço: um escritório de contabilidade em Montevidéu, conhecido por abrir e gerenciar firmas de fachada. As offshores simulavam serviços de consultoria para multinacionais interessadas em contratos com as estatais paulistas, entre 1998 e 2008, durante os governos dos tucanos Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra. Pelos contratos, companhias como Siemens e Alstom aceitavam pagar percentuais em futuros contratos e aditivos obtidos do Metrô paulista e da CPTM.  Os recursos recebidos pelas offshores no Uruguai remuneraram serviços variados prestados por Teixeira. Ele comandava reuniões com executivos do cartel para repartir os projetos das estatais. Definia também, nos encontros, os valores das propostas superfaturadas a apresentar nas licitações. Para garantir que os acordos saíssem do papel, repassava parte dos valores recebidos como propina a agentes públicos.

As conexões de Teixeira emergiram com o acordo de leniência da Siemens, em junho de 2013. Em troca de redução de sanções para a empresa e seus executivos, a Siemens confessou a participação no cartel, que reunia 12 empresas. Desde então, o ex-diretor da área de transportes da Siemens Everton Rheinheimer passou a narrar os bastidores do esquema. Contou aos promotores que Teixeira se apresentava como “indicação do cliente (CPTM) para organizar o mercado”. “Arthur Teixeira dizia que os contatos com o cliente se davam na pessoa de Zaniboni e Lavorente”, afirmou. João Roberto Zaniboni foi diretor da CPTM entre 1999 e 2003. José Luiz Lavorente faz parte da direção da CPTM desde 1999. Ambos estão numa lista de 33 indiciados pela Polícia Federal no último dia 1o, em que aparecem também Teixeira e o atual presidente da CPTM, Mário Bandeira.

Os documentos uruguaios esclarecerão uma incógnita da investigação: quem foram os corrompidos?
As movimentações de Teixeira também são seguidas de perto na Europa. Numa reunião com procuradores suíços em Berna, no começo do mês, uma delegação brasileira recebeu informações sobre cerca de dez novas contas dele até então desconhecidas. A partir de março, os investigadores brasileiros e suíços compartilharão ações contra os envolvidos nas fraudes do Metrô. A ideia é que eles respondam pelos delitos nas esferas civis e criminais tanto no Brasil como na Suíça. A comitiva brasileira ficou surpresa com a desenvoltura com que Teixeira agia e com as somas que ele movimentou em bancos suíços. Lá, ele responde a uma ação por lavagem de dinheiro.

Entre as evidências do processo, está um depósito feito em 27 de abril de 2000. Da conta 524374 Rockhouse, no banco Credit Suisse, em Genebra, Teixeira transferiu US$ 103.500 para uma conta denominada Milmar. O beneficiário era Zaniboni, o ex-diretor da CPTM. Ele disse ter recebido por consultorias. Não é o que pensam as autoridades suíças. Elas informaram a existência de indícios de que outras contas de agentes públicos paulistas também foram abastecidas por Teixeira. Em depoimento aos promotores, Teixeira negou ser lobista, disse ter prestado serviços de consultoria às empresas do cartel, refutou ser dono das offshores  e seu envolvimento com irregularidades.

Ao mesmo tempo, os promotores tentam recuperar o dinheiro desviado. Estima-se que o Metrô de São Paulo e a CPTM tenham sido lesados em R$ 834 milhões. Numa ação na Justiça movida no último dia 4, promotores pedem que dez empresas do cartel sejam condenadas a devolver R$ 418 milhões ao Estado de São Paulo. A ação só leva em conta os contratos firmados entre 2001 e 2003 para a manutenção de trens da CPTM e pede a dissolução das empresas envolvidas no cartel. A Alstom afirma que não “comentará investigações em andamento e reitera que está colaborando com as autoridades competentes”. A Siemens diz que foram as suas denúncias que “deram origem às atuais investigações” e que “sempre desejou e apoiou o total esclarecimento desse episódio”. Da Revista Época
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/

CHARGE DO BESSINHA

Aceitar os fatos

11 dezembro 2014

Lula reage contra a 'criminalização' do PT

STUCKERT:
Ao falar no ato programado para deflagrar os preparativos do 5º. Congresso do PT, ex-presidente Lula fez um discurso enérgico em defesa do PT; “se hoje existe investigação, foi porque o PT criou os instrumentos para combater a corrupção neste país”, disse ele; em seguida, relacionou quais seriam os verdadeiros "crimes" do PT para elite; “Ah, o PT cometeu o crime de criar politicas que permitiram o reconhecimento internacional de que a fome neste pais acabou. O PT cometeu também o crime imperdoável de ter promovido a maior transferência de renda de todos os tempos através dos aumentos do salário-mínimo. E também cometeu o crime horrível de abrir as portas das universidades para os que nunca sonharam chegar lá. Mas o crime realmente imperdoável foi o fato de a Dilma ter sido reeleita. Nós somos o partido que por mais tempo terá governado este pais"


247 - O ato estava programado para deflagrar os preparativos do 5º. Congresso do PT, em junho, mas acabou sendo uma reação do partido às investidas da oposição contra a presidente Dilma Rousseff – alvo de pregações de impeachment e cassação de diploma – e da responsabilização do PT pela corrupção na Petrobrás.  Entre 500 e 600 pessoas lotaram o auditório da LBV, na noite de quarta-feira em Brasília, com o espírito guerreiro de outros tempos, interrompendo os oradores com aplausos e palavras de ordem. Quase todos saíram com um adesivo para colocar no carro: “Dilma, mexeu com ela, mexeu comigo”. Mas foi Lula que incendiou a militância com um discurso enérgico contra o que chamou de “criminalização do partido”.
Afirmando que “se hoje existe investigação, foi porque o PT criou os instrumentos para combater a corrupção neste país”, Lula exortou os militantes a repetirem aos quatro ventos tudo o que foi feito nos governos petistas neste sentido: “A delação premiada é um instrumento criado por nós. A lei foi aperfeiçoada por iniciativa nossa em 2003. O portal da transparência fomos nós que criamos. A Lei do Acesso à Informação fomos nós que aprovamos e implantamos. A Controladoria Geral da República fomos nós que criamos e a ela demos autonomia. O Ministério Público nunca teve tanta autonomia. Nenhum procurador-geral em nossos governos foi chamado de engavetador. A Polícia Federal nunca teve tanto pessoal contratado e tanto equipamento e tantas condições para investigar. A gente reclama das investigações? Não. Nós reclamamos é do esforço para criminalizar o PT, para nos desmoralizar e destruir”.
O ex-presidente lembrou alguns “crimes do PT”: “Ah, o PT cometeu o crime de criar politicas que permitiram o reconhecimento internacional de que a fome neste pais acabou. O PT cometeu também o crime imperdoável de ter promovido a maior transferência de renda de todos os tempos através dos aumentos do salário-mínimo. E também cometeu o crime horrível de abrir as portas das universidades para os que nunca sonharam chegar lá”.  E por aí foi, com sua longa lista de “crimes”, antes de concluir.  “Mas o crime realmente imperdoável foi o fato de a Dilma ter sido reeleita. Nós somos o partido que por mais tempo terá governado este pais. Quando a Dilma concluir seu mandato, terão sido 16 anos no governo. Mas preparem-se porque a batalha será dura. O momento vai exigir de nós muita força. Por isso temos que dar logo uma demonstração de força e disposição de luta com uma grande festa na posse dela”.
E quando vieram, mais uma vez, os gritos de “Volta Lula”, ele cortou: “Ninguém tem que pensar em 2018. Tem que pensar em primeiro de janeiro de 2015, na posse da presidenta Dilma e na resposta que temos que dar ao país. Ela precisa governar. Vamos repetir aquele refrão: Deixem a mulher trabalhar.”
Ao longo da caminhada nem tudo foram acertos, reconheceu. Mas agora é hora de “reencontrar o sonho e a utopia”, buscar a renovação, a juventude, a energia que impulsionou a campanha no segundo turno, reagindo aos ataques e realizando um Congresso aberto ao debate. Retomando o tema da corrupção, protestou: “Eu não sou melhor do que ninguém mas digo com toda segurança. Nenhum deles é mais honesto do que eu. E no PT, quem não tiver compromisso ético, quem não fizer as coisas direito, tem que deixar o partido imediatamente.”
Antes dele falaram o deputado Geraldo Magela, que organizou o evento, o governador Jaques Wagner e o presidente do partido, Rui Falcão. Todos conclamando a militância a resistir “a toda forma de golpismo”.

09 dezembro 2014

CHARGE DO BESSINHA

Operador do "trensalão" usou 23 contas na Suíça

:
O consultor Arthur Teixeira, suspeito de ser um dos operadores do cartel de trens de São Paulo, e empresas ou pessoas ligadas a ele controlam pelo menos 23 contas em bancos europeus, segundo o Ministério Público (MP) de São Paulo; os dados reforçam a suspeita de que Arthur Teixeira intermediava o pagamento da propina para favorecer empresas que atuavam no cartel dos trens de São Paulo; esquema teria funcionado de 1998 a 2008, durante o governo do PSDB, com acordo para dividir entre as empresas contratos de reformas no Metrô e na CPTM

247 - O consultor Arthur Teixeira, suspeito de ser um dos operadores do cartel de trens de São Paulo, o "trensalão", e empresas ou pessoas ligadas a ele controlam pelo menos 23 contas em bancos europeus, segundo o Ministério Público (MP) de São Paulo. Os promotores paulistas tiveram acesso a informações do processo que corre na Suíça.
Os dados reforçam a suspeita de que Arthur Teixeira intermediava o pagamento da propina para favorecer empresas que atuavam no cartel dos trens de São Paulo. O esquema teria funcionado de 1998 a 2008, durante o governo do PSDB, com acordo para dividir entre as empresas contratos de reformas no Metrô e na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
A descoberta das contas contradiz o depoimento de Arthur Teixeira à Promotoria no ano passado, quando ele disse que teve apenas duas contas na Suíça, ambas fechadas há 10 anos. O advogado do consultor disse que ele não mantém conta, nem valores, fora do país. A defesa informou ainda que não pode se manifestar sobre o que os promotores descobriram na Suíça.

08 dezembro 2014

Empresas do ‘trenzalão’ tucano podem ter que devolver R$ 418 milhões


O Ministério Público de São Paulo entrou com uma ação civil pública para pedir a anulação de três contratos firmados entre os anos de 2002 e 2007 entre empresas acusadas de participação em cartel e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O promotor Marcelo Milani informou que os contratos já foram cumpridos.

“Os contratos eram referentes às linhas de trens chamadas pela companhia de (séries) S-2.000, S-2.100 e S-3.000. Estes contratos tinham duração de cinco anos e verificavam a possibilidade da manutenção corretiva e preventiva destas linhas de trens”, explicou o promotor.

Segundo ele, as empresas faziam simulacros de concorrência que, “em nenhum momento existiam”. Os quatro promotores que assinam a ação pedem na Justiça, além da anulação dos contratos, o ressarcimento integral dos valores firmados nos três contratos, acrescidos de 30% referente a uma indenização por dano moral coletivo (que chegaria ao valor de R$ 112,4 milhões). Com isso, o valor total que seria ressarcido aos cofres públicos alcançaria R$ 418 milhões.

Na ação, os promotores também pediram a dissolução de dez das 11 empresas que constam no processo: a Siemens, a Alstom, a CAF brasileira, a TTrans, a Bombardier, a MGE-Manutenção de Motores e Geradores Elétricos, a Mitsui, a Temoinsa, a Tejofran e a MPE – Montagens e Projetos Especiais. Segundo Milani, só a CAF espanhola ficou de fora do pedido de dissolução porque “ela não se afeta à legislação brasileira”.Estadão
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