01 setembro 2014

A HISTÓRIA SE REPETE COMO TRAGÉDIA


O que aconteceu com a classe média brasileira?  Esquecimento?  Gosta de sofrer?
 Elegeram Collor apesar de serem avisados  do risco. Deu no que deu, fez um péssimo governo, sofreu o impeachment.  A equipe econômica, com Zélia Cardoso e André Lara Rezende, confiscou a poupança. Foi um horror, pessoas suicidaram-se por desespero. O mesmo  Lara Rezende que vai fazer parte da equipe econômica da Marina Silva.
 Elegeram FHC, foi um terror  para o país e para o povo brasileiro. Privatizações escusas, arrocho salarial, desemprego recorde, FMI mandando e desmandando na nossa economia, 54 milhões de pessoas vivendo na miséria. Juros estratosféricos, o país quebrou três vezes, dívida imensa externa e interna. Comprou votos no Congresso para a reeleição. Tentou privatizar a Petrobras, o BB, a Caixa Federal. O povo não tinha crédito, tinha que  recorrer a agiotas com juros de 20% ao mês se necessitasse de dinheiro. O povo comeu o pão que o diabo amassou.
Agora  querem eleger Marina Silva. Ligada diretamente com banqueiros,  que querem cada vez mais lucro, o povo vai ser massacrado.  O desemprego será imenso, o crédito  pessoal vai sumir  e os juros serão insuportáveis. Os banqueiros vão ditar as regras para economia. Ela vai entregar o pré-sal  aos EUA, vai privatizar a Petrobras com ajuda do PSDB/DEM. Essa é nova política?
Os homossexuais não terão direitos  no governo Marina Silva, o fundamentalismo evangélico vai ditar o comportamento da população. Vai ter censura de programas, de filmes, livros, revistas e até de vestimentas, que serão julgadas adequadas ou não. O Brasil deixará de ser um estado laico, as religiões africanas serão dizimadas.  Marina Silva e seus  bispos mentores são fundamentalistas da Assembleia de Deus!
Os programas sociais  de Lula e Dilma vão acabar, o país vai viver um caos. As obras  de infraestrutura do PAC serão suspensas, causando um grande prejuízo  para o país e para o povo.
O agronegócio e a pecuária  não vão  ser muito prejudicados  porque toda a produção será voltada para a exportação, mas vão faltar alimentos, carne e leite, que terão preços estratosféricos.  O  desemprego será novamente imenso. Marina Silva vai  cortar os incentivos para os pequenos produtores agrícolas.  Não vai ter mais  Mercosul, Unasul ou BRICS, ela vai se unir  com o  EUA, com  a  ALCA, e vai  ter a volta do FMI.

 E novamente, como ocorreu com Collor, o povo vai às ruas pedir o impeachment. É isso que desejam para o país, para o povo, para seus filhos?  Vai ser um grande  pesadelo se por uma imensa desgarça ela se eleger!
Jussara Seixas

CHARGE DO BESSINHA

Atenção, senhores eleitores: apertem os cintos!


Será que a candidatura Marina alçou voo de tal forma que ninguém mais pode acompanhar? Nem tanto. Claro que houve o “voto-comoção” (que ajudou muito na apresentação de Marina como sucessora de Eduardo Campos) e também o voto-hay-gobierno?-soy-contra, incrustrado no rótulo de Não-Voto, responsável pelo grande impulso que Marina teve nessas últimas pesquisas Ibope e Datafolha. Mas será que a eleição presidencial já vive um voo sem volta? É claro que os números das pesquisas são desesperadores para Aécio e preocupantes para a candidatura Dilma. Mais preocupantes ainda para quem, independente do partido, não quer ver o Brasil mergulhado outra vez no vácuo do Consenso de Washington. Mas, calma, dá para recuperar o controle. Neste sábado, por exemplo, tanto André Singer quanto o próprio Mauro Paulino, do Datafolha, escrevem artigos com bons corretivos para esse frenesi da esquadrilha midiática.
André Singer (Rumo ao desconhecido) alerta que “há muito em aberto na candidatura pessebista”. Quais são os rumos que se pretende para uma suposta relação com o agronegócio? O programa social vai ficar solto no ar? E a base de apoio para governar, no caso de Marina eleger-se, será firme? André Singer lembra que, ao se comprometer com a independência do Banco Central, Marina aponta para um governo de “juros altos, recessão bem mais que técnica, corte de gastos públicos e desemprego”. Mais ou menos um “apertem os cintos, o piloto sumiu”.
Já Mauro Paulino (Sucesso de ex-senadora depende da cristalização do eleitorado) destaca que Marina superou o clima de “comoção”, superou o recall de 2010, abriu vantagem sobre Aécio em território exclusivo do tucano e cresceu significativamente entre os eleitores de “menor renda e baixa escolaridade, grupos onde Dilma e o governo sempre demonstraram grande força”. Mas alerta que “propostas concretas e claro programa de governo” serão decisivos. E conclui que a “ênfase exclusiva no discurso da ‘nova política’ pode, com o tempo, afastar parte dos recém-conquistados eleitores”.
Os índices estratosféricos de Marina dispararam em velocidade supersônica. Ela soube muito bem representar os que estavam insatisfeitos tanto com os vácuos do governo petista quanto com a insipidez da tentativa de voo tucano (que rapidamente virou pó). Mas até agora não conseguimos perceber um quod erat demonstrandun em suas propostas. É tudo muito frágil, contraditório, oportunista, rancoroso, tudo muito eólico e ao mesmo tempo uma guinada brutal rumo ao pior do nosso passado.
O Brasil não pode voltar a apertar o cinto e ficar eternamente preso a um mundo sem futuro. O que o Brasil precisa é de um voo tranquilo para dar asas à imaginação.

Forte indício de caixa 2 no jato de Campos e Marina

31 agosto 2014

CHARGE DO BESSINHA

Janio de Freitas: Marina se iguala a Aécio para dar um tiro do coração da Petrobras

 Autor: Fernando Brito
selogetulio
O tiro que, há 60 anos, Getúlio Vargas deu no próprio coração para salvar as riquezas nacionais parece pronto a ser disparado, agora contra elas.
Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma, disse Vargas, ao explicar as razões de seu gesto.
O ódio à ideia de que o Brasil venha a ser independente ressurge, agora que mal começa a jorrar o tesouro de petróleo da camada do pré-sal.
Pelas mãos dos inimigos de sempre da soberania e do progresso nacional mas, também, mal disfarçado numa  capa primária de “ecologia” hipócrita, que encapuza os verdadeiros motivos: hoje como sempre ter o apoio político de um sistema de comunicação antinacional.
Janio de Freitas, em artigo primoroso na Folha de S. Paulo, neste e em outros temas, expõe como são siamesas as de Aécio Neves as propostas de Marina Silva no seu “programa de Governo” – neste momento em revisão pelo senhor Silas Malafaia.

Um em dois

Janio de Freitas
O catatau dado como programa de governo de Marina Silva e do PSB, mas que contraria tudo o que PSB defendeu até hoje, leva a uma originalidade mais do que eleitoral: na disputa pela Presidência, ou há duas Marinas Silvas ou há dois Aécios Neves. As propostas definidoras dos respectivos governos não têm diferença, dando aos dois uma só identidade. O que exigiu dos dois candidatos iguais movimentos: contra as posições refletidas nas críticas anteriores de Marina e contra a representação do avô Tancredo Neves invocada por Aécio.
Ao justificar sua proposta para a Petrobras, assunto da moda, diz Marina: “Temos que sair da Idade do Petróleo. Não é por faltar petróleo, é porque já estamos encontrando outras fontes de energia”. Por isso, o programa de Marina informa que, se eleita, ela fará reduzir a exploração de petróleo do pré-sal.
Reduzir o pré-sal e atingir a Petrobras no coração são a mesma coisa. Sustar o retorno do investimento astronômico feito no pré-sal já seria destrutivo. Há mais, porém. Concessões e contratos impedem a interferência na produção das empresas estrangeiras no pré-sal. Logo, a tal redução recairia toda na Petrobras, com efeito devastador sobre ela e em benefício para as estrangeiras.
Marina Silva demonstra ignorar o que é a Idade do Petróleo, que lhe parece restringir-se à energia. Hoje o petróleo está, e estará cada vez mais, por muito tempo, na liderança das matérias-primas mais usadas no mundo. Os seus derivados estão na indústria dos plásticos que nos inundam a vida, na produção química que vai das tintas aos alimentos (pelos fertilizantes), na indústria farmacêutica e na de cosméticos, na pavimentação, nos tecidos, enfim, parte do homem atual é de petróleo. Apesar de Marina da Silva. Cuja proposta para o petróleo significaria, em última instância, a carência e importação do que o Brasil possui.
A Petrobras é o tema predileto de Aécio Neves nos últimos meses. Não em ataque a possíveis atos e autores de corrupção na empresa, mas à empresa, sem diferenciação. Que seja por distraída simplificação, vá lá. Mas, além do que está implícito na candidatura pelo PSDB, Aécio Neves tem como ideólogo, já anunciado para principal figura do eventual ministerial, Armínio Fraga — consagrado como especialista em aplicações financeiras, privatista absoluto e presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique, ou seja, quando da pretensão de privatizar a Petrobras.
A propósito, no debate pela TV Bandeirantes, Dilma Rousseff citou a tentativa de mudança do nome Petrobras para Petrobrax, no governo Fernando Henrique, e atribuiu-a à conveniência de pronúncia no exterior. Assim foi, de fato, a ridícula explicação dada por Philipe Reichstuhl, então presidente da empresa. Mas quem pronuncia o S até no nome do país, com States, não teme o S de Petrobras. A mudança era uma providência preparatória. Destinava-se a retirar antes de tudo, por seu potencial gerador de reações à desnacionalização, a carga sentimental ou cívica assinalada no sufixo “bras”.
Ainda a propósito de Petrobras, e oportuno também pelo agosto de Getúlio, no vol. “Agosto – 1954″ da trilogia “A Era Vargas”, em edição agora enriquecida pelo jornalista José Augusto Ribeiro, está um episódio tão singelo quanto sugestivo. Incomodado com o uso feroz da TV Tupi por Carlos Lacerda, o general Mozart Dornelles, da Casa Civil da Presidência, foi conversar a respeito com Assis Chateaubriand, dono da emissora. Resposta ouvida pelo general (pai do hoje senador e candidato a vice no Rio, Francisco Dornelles): se Getúlio desistisse da Petrobras, em criação na época, o uso das tevês passaria de Lacerda para quem o presidente indicasse. De lá para cá, os diálogos em torno da Petrobras mudaram; sua finalidade, nem tanto.
De volta aos projetos de governo, Marina e Aécio desejam uma posição brasileira que, por si só, expressa toda uma política exterior. Pretendem o esvaziamento do empenho na consolidação do Mercosul, passando à prática de acordos bilaterais. Como os Estados Unidos há anos pressionam para que seja a política geral da América do Sul e, em especial, a do Brasil.
Em política interna, tudo se define, igualmente para ambos, em dois segmentos que condicionam toda a administração federal e seus efeitos na sociedade. Um, é o Banco Central dito independente; outro, é a prioridade absoluta à inflação mínima (com essa intenção, mas sem o êxito desejado, Armínio Fraga chegou a elevar os juros a 45% em 1999) e contenção de gastos para obter o chamado superavit primário elevado. É prioridade já conhecida no Brasil.
Pelo visto, Marina e Aécio disputam para ver quem dos dois, se eleito, fará o que o derrotado deseja.
http://tijolaco.com.br/blog/?p=20657

CHARGE DO BESSINHA

Tijolaço: parecer de Janot detona desculpas do “recibos no final”

30 agosto 2014

Marina é Lula de saias? "Loucura", diz José Dirceu

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Indignado, ex-ministro José Dirceu desmente a interlocutores notícia de que não torce por Dilma e que acredita em vitória de Marina Silva; informação foi publicada na manhã desta sexta-feira pelo jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de S. Paulo;  "canalhice", reagiu Dirceu; leia texto postado por Paulo Moreira Leite, sobre a reação do ex-chefe da Casa Civil ao boato eleitoral desta sexta

247 - O jornalista Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília, contesta informação publicada nesta sexta-feira por Fernando Rodrigues, colunista da Folha de S. Paulo, sobre supostas declarações de José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, a respeito das eleições presidenciais.
De acordo com Rodrigues, Dirceu teria dito a interlocutores que Marina Silva seria "Lula de saias" e venceria as eleições (leia aqui).
A história correta, segundo Paulo Moreira Leite, é outra. Leia um trecho:
Em obediência as regras do regime penitenciário, Dirceu só poderia dar entrevistas se tivesse autorização da Justiça — e não está autorizado a fazê-lo. Mas ele conversou com interlocutores na manhã de hoje, a quem disse que a notícia é “uma loucura.” Conforme um desses interlocutores, ele chegou a fazer ironias com a versão de que de estaria magoado. “Depois de tudo o que eu já passei vou guardar mágoa de alguém?,” perguntou. Falando sobre a definição de que Marina, pela origem social, pode ser chamada de “Lula de saias”, Dirceu argumentou: “Milhares de jornalistas escreveram isso, anos atrás. Mas eu nunca disse nem diria isso hoje. Não tem nada a ver”
Com mais seriedade, Dirceu repetiu mais de uma vez a seu interlocutor que, em se tratando da presidente, “nem haveria motivos para mágoa.” Ele argumentou ainda que Dilma tem lhe oferecido frequentes demonstrações de consideração. Como exemplo, lembrou que fez questão de convidá-lo para a posse no Planalto. “Você sabe o que é isso?”
Quando lhe pediram para comentar a frase “não está triste por antever a derrota dilmista,” Dirceu mostrou-se indignado, segundo seu interlocutor: “Isso seria uma canalhice.”
Leia a íntegra no blog de Paulo Moreira Leite

Marina não é “Lula de saias”, mas Jânio e Collor


Blog Balaio do Kotscho,
foto 2 Marina não é Lula de saias, mas Jânio e Collor
Advertência necessária: quero deixar bem claro, antes de começar a escrever este texto, no qual venho pensando desde que Marina Silva explodiu como candidata favorita a presidente da República, após a tragédia aérea que matou Eduardo Campos, para que ninguém entenda errado o título: não se trata de uma comparação entre pessoas e suas trajetórias de vida, mas entre fenômenos políticos.
Nos últimos dias, apareceram muitos comentários na mídia comparando Marina a Lula, ambos com origens bem humildes e histórias de vida comoventes, que acabaram construindo seus próprios caminhos, os dois fundadores do PT e vitoriosos em suas caminhadas. Por diferentes caminhos, eles agora se encontram frente a frente em mais uma disputa pela Presidência da República do Brasil, e há quem chame Marina de "Lula de saias", a mulher que desafia Dilma Rousseff, candidata de Lula.
A única vantagem de ficar velho, trabalhando no mesmo ofício, é ser testemunha de tantas histórias acontecidas ao longo deste enredo político dos últimos 50 anos. Conheci e convivi com os quatro personagens citados no título deste artigo e tenho condições de escrever sobre as coincidências e as diferenças entre eles.
Chamar Marina de "Lula de saias" é um grande equívoco. O professor mato-grossense Jânio Quadros, o playboy alagoano Fernando Collor, o metalúrgico pernambucano Lula, criado no ABC paulista, e a ambientalista acreana Marina da Silva chegaram onde chegaram por caminhos muito diferentes.
Embora os quatro sejam um retrato da diversidade social brasileira, com algumas semelhanças no surgimento do fenômeno político, há enormes abismos entre as motivações e os apoiadores das suas candidaturas. Jânio, Collor e Marina têm um ponto em comum: lançaram-se candidatos com discursos contra a "velha política", à margem dos grandes partidos, prometendo nas campanhas criar um "novo Brasil" e uma "nova política", baseados unicamente em suas vontades e carismas, como se isso fosse possível. Pelos exemplos do passado, sabemos que isso não dá muito certo.
Os três lançaram candidaturas mais simbólicas do que reais: Jânio era o "homem da vassoura" e Collor o "caçador de marajás", ambos tendo como bandeira o combate à corrupção, a bordo do velho mantra udenista, moralista e hipócrita.  Na mesma linha, Marina também aparece como a candidata "contra tudo isto que está aí", a bordo das manifestações de protesto de junho de 2013, candidata provisoriamente abrigada no PSB, partido do falecido Eduardo Campos que, até meados do ano passado, estava na base aliada do governo petista.
Ao contrário destes três fenômenos eleitorais anteriores, bancados todos pela grana gorda do empresariado paulista, sempre  em busca de um candidato viável que atenda aos seus interesses,  Lula só foi eleito presidente da República em 2002, depois de três campanhas presidenciais fracassadas, e da longa construção de um amplo apoio na sociedade civil, que começou pelos sindicatos, passou pelos meios acadêmicos e culturais, e conquistou a juventude, combatendo justamente estes grandes barões paulistas aboletados na Fiesp e na Febraban, que financiaram Jânio, Collor e, agora, Marina, para evitar que seus inimigos de classe chegassem ao poder central.
Não tenhamos ilusões neste momento: é exatamente isto que está em jogo, não as personalidades de Marina e Dilma, os seus defeitos e virtudes pessoais, que são subjetivos. O mais importante é saber quem está de que lado, quais os interesses de classe que estão em disputa, quem apoia quem e por qual motivo.
Eu nunca escondi de que lado estou: diante deste quadro, apoio Dilma Rousseff, com certeza.

Janot vai investigar avião de Campos e Marina

29 agosto 2014

Avião que Marina usou teve investimentos de empresas fantasmas

Inquérito da Polícia Federal mostra que até Peixaria falsa foi encontrada como CNPJ que teria transferido dinheiro para adquirir aeronave que matou Eduardo Campos e era usada pela campanha do ex-governador de Pernambuco; Marina Silva usou o avião para ir em Juiz de Fora pela campanha

UESLEI MARCELINO: Foto: Ueslei Marcelino
Foto: Ueslei Marcelino

A campanha de Marina Silva poderá balançar e até ser alvo de processo eleitoral. O avião usado tanto por Eduardo Campos, político falecido em acidente nas últimas semanas, quanto por Marina Silva, que era vice do mesmo e o substituiu na corrida para o Palácio do Planalto, obteve investimento de empresas fantasmas. O caso pode até render um processo eleitoral contra Marina, que quando tiver suas contas de campanha julgadas, poderá sofrer sanções e punições da Justiça Eleitoral. Além disso, o caso pode configurar outros crimes.
Reportagem exibida ontem no Jornal Nacional apontou que a aeronave foi paga por meio de empresas fantasmas. Inquérito da Polícia Federal apurou que o Citation PR-AFA foi objeto de pagamentos de R$ 1,7 milhão à usina AF Andrade por seis CNPJs, em 16 transferências. Entre as empresas havia até uma peixaria falsa, a Geovane Pescados, cuja doação foi de R$ 15,5 mil.
O caso poderá render, também, impugnação da campanha de Marina Silva, que hoje está em segundo lugar em pesquisas divulgadas nas últimas horas.

O Globo diz que versões “não batem”. Não, porque o jato não foi “empréstimo”, foi crime eleitoral

 Autor: Fernando Brito
novojato
O jornal O Globo publica que as “explicações” de Marina Silva sobre a situação do jato que caiu com Eduardo Campos se contradizem com as dadas pelo PSB, em nota oficial.
Não há nenhuma contradição: tudo, inclusive a escolha das palavras, é tortuosamente construído para não dizer a verdade: o avião foi comprado, através de depósitos fraudulentos, feitos através de empresas fantasmas, por um grupo de empresários encabeçado pelo senhor Apolo Santana Vieira, um homem acusado de contrabando.
Nua e crua é esta a verdade e as tais “explicações” ão ser aqui desmontadas de forma muito clara.
1. O “empréstimo”. 
Em primeiro lugar, você empresta o que é seu. Se não é seu, não pode emprestar. O avião não era dos empresários, para que pudesse ser emprestado. Estava sendo adquirido não para o uso daqueles empresários ou de suas empresas, mas específicamente para Eduardo Campos fazer sua campanha presidencial. Tanto é que foi levado à sua aprovação, num voo de teste, em 8 de maio, de Congonhas a Uberaba.
2- O “empréstimo” ia ser “ressarcido”
Empréstimo não é “ressarcido” nem pago. Se é pago, é aluguel, não empréstimos. O seu senhorio não “empresta” o apartamento onde você mora nem você o “ressarce” todo mês. Ele o aluga e você paga o aluguel.
3-Mas poderia haver “aluguel” do avião a Campos e ao PSB?
Poderia, se a AF Andrade ou a Bandeirantes Companhia de Pneus fossem empresas de táxi aéreo, o que não são, Neste caso estariam exercendo uma atividade ilegal, para a qual não habilitadas. Empresas de táxi aéreo poderiam até doar horas de vôo ao candidato, desde que as declarassem assim, contabilizando pelo valor que têm. Mas uma empresa só pode doar serviço se este for um serviço que presta nas suas própria funções. Se for serviço de outra empresa, estará pagando e, então, não pode fazer, tem de doar o dinheiro ao candidato e ele que pague.
4- Quem pagou três meses de despesas do avião?
Um jato não voa centenas de horas sem custos significativos. São milhares de litros de querosene de aviação, salários, alimentação e diárias de hotel de dois pilotos, hangar, taxas aeroportuárias. Fazer cada uma estas despesas significa assumir o controle operacional do avião e, até agora, ninguem seque dignou-se a perguntar quem os pagou.
Vejam que sequer entrei na questão das irregularidades da compra do avião, feita de maneira ardilosa e ilegal. Essa é a questão de legislação fiscal e penal.
Trato apenas da questão sob o ponto de vista da lei eleitoral, que está sendo esbofeteada publicamente pelo PSB e por sua candidata.
Se o Ministério Público e a Justiça Eleitoral permitirem que isso siga sem uma responsabilização, por medo “do que a mídia dirá”, porque boa parte “marinista”, será melhor revogar toda a legislação que trata de doações e de uso do poder econômico a candidatos. Qualquer um pode dar-lhes o que quiser, como quiser e deixar para passar recibo ou assinar contratos lá no final, muito depois de dados os votos do povo.
Eu não estou sugerindo que a candidatura Marina seja cassada, que isso fique claro. Ela – e já se disse isso aqui – não tinha a obrigação de saber dos detalhes do avião conseguido por Campos e seria natural que aceitasse a sua versão. Marina é, e só depois que encampou esta farsa,cumplice na ocultação de um crime eleitoral.
É isso o que precisa ficar claro: que há um crime eleitoral. E quem o encobre, acoberta e deixa de agir diante dele torna-se cúmplice deste embrulho que a fatalidade expôs ao Brasil

Cartel do metrô: Serra é formalmente investigado

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Ex-governador de São Paulo José Serra faz parte da lista de 28 pessoas intimadas pelo delegado Milton Fornazari Junior para apurar o caso de conluio de multinacionais, denunciado pela Siemens, que atuou em governos do PSDB desde a gestão de Mario Covas (1998); a PF quer saber se Serra agiu a favor da CAF e Alstom, conforme indicam e-mails e o testemunho do executivo Nelson Branco Marchetti; depoimento foi marcado para 7 de outubro, dois dias após o primeiro turno das eleições; tucano lidera a disputa para o Senado em São Paulo


247 - A Policia Federal classificou o ex-governador José Serra entra os investigados no caso do cartel de trens e metrô em São Paulo.
Pela primeira vez, Serra faz parte da lista de 28 pessoas intimadas pelo delegado Milton Fornazari Junior para apurar o caso de conluio de multinacionais, denunciado pela Siemens, que atuou desde a gestão de Mario Covas (1998).
O ex-governador de São Paulo e atual candidato do PSDB ao Senado foi intimado a depor no 7 de outubro, dois dias após o primeiro turno das eleições.
As investigações querem saber se ele atuou a favor das multinacionais CAF e Alstom, conforme indicam e-mails e o testemunho do executivo Nelson Branco Marchetti. Serra e o ex-secretário dos Transportes Metropolitanos José Luiz Portella teriam pressionado a Siemens a desistir de medidas judiciais para anular a vitória da espanhola CAF, em um certame para o fornecimento de 320 vagões. Caso a alemã avançasse nas ações judiciais, Serra anularia a licitação, segundo o delator.
Assessoria de Serra disse que "estranha muito a inclusão do nome dele nesse inquérito às vésperas da eleição, sobretudo depois que o Ministério Público Estadual, e até o procurador-geral de Justiça, arquivaram a mesma investigação".
Leia aqui reportagem de Lilian Venturini sobre o assunto.

CHARGE DO BESSINHA

Marina é o Jânio de saia - A “Sonhática” do pesadelo



Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre

Vamos aos fatos. Chega-se à conclusão que nada mais importa a certos grupos da sociedade brasileira. A questão primordial para os setores conservadores é derrotar, sobremaneira, os trabalhistas do PT, cujos líderes venceram três eleições e realizaram uma revolução social e econômica silenciosa.

Uma revolução pacífica, de caráter reformista e muito aquém do desejado para segmentos importantes da esquerda brasileira. A esquerda que não foi cooptada, pois não pulou a cerca, que está no poder, a partir de 2003. A esquerda que quer, desde sempre, que os presidentes Lula e Dilma Rousseff contrariem, com mais tenacidade e voluntariedade, os interesses de oligopólios controlados por apenas seis famílias midiáticas, bem como das famílias brasileiras donas de bancos, além de combater os latifúndios rurais e urbanos também pertencentes a ramos familiares, que apostam, principalmente, na especulação imobiliária.

Como se observa, o Brasil, País que é a sétima economia do mundo, com uma população de 210 milhões de habitantes, que tem um parque industrial gigantesco e cidades que atraem turistas de todo o planeta, ainda continua com uma característica abominável, proveniente do Brasil Colônia e do Brasil Império. Trata-se da subserviência e da subalternidade de importantes e influentes segmentos sociais, que se submetem a crenças, valores e princípios de uma classe dominante riquíssima, de caráter alienígena, aliada e cúmplice do establishment internacional e totalmente divorciada dos interesses do Brasil e do seu povo.

Sabedores dessas questões e realidades, a Casa Grande — morada política e ideológica da burguesia apoiada pelos pequenos burgueses (classe média) — aposta em qualquer candidato para derrotar os trabalhistas, consequentemente, tirá-los do poder. Como anteriormente afirmado, não importa à direita quem vai ser o candidato a ser apoiado por ela. O que vale para os conservadores é que o PT e seus aliados sejam derrotados e a direita brasileira possa, enfim, retomar os princípios neoliberais, que se baseiam no estado mínimo, ou seja, na ausência do estado, bem como na meritocracia, que significa “cada um por si e Deus contra todos”.

Meritocracia é igual individualidade, que é igual à lei da selva, que favorece a Casa Grande — o lar dos beneficiados e privilegiados da sociedade. É o fim da picada, porque a espécie humana desde seus primórdios até hoje sobreviveu e não sucumbiu como espécie por causa da solidariedade, da responsabilidade entre os entes humanos e dos cuidados para que todos os indivíduos não fossem derrotados pelas intempéries que se apresentam ao longo da vida.

É muito fácil para gente como o tucano Aécio Neves e sua trupe, bem como para os seus eleitores ricos e de classe média defenderem a meritocracia quando, na verdade, a maioria das pessoas que conheço, além das que não tenho contato, mas leio suas mensagens e ouço suas vozes nas mídias sociais, tiveram todas as oportunidades e condições sociais, econômicas e de logística em toda vida estudantil, com o apoio dos pais, parentes e do estado (universidades públicas), de forma que pudessem se formar, para logo após conquistar os melhores postos de trabalho, seja nos setores públicos ou privados. É de se lamentar, profundamente, que tenhamos no Brasil uma das piores e mais perversas classes ricas e médias do mundo. Ponto!

Marina Silva representa tudo isto que está posto. Ela optou, e, como evangélica com pinceladas messiânicas, não se furta a fazer assertivas completamente mirabolantes, porque, sem ideologia e despida de programa de governo e projeto de País, poderá se tornar, institucionalmente, um Jânio Quadros de saia, igualmente com linguajar empolado e retórico, hospedeira de um partido que não é seu — ela não conseguiu assinaturas para legalizar a Rede Sustentabilidade —, ideologicamente confusa e frágil, além de ser irresponsavelmente useira e vezeira em negar a política e os partidos políticos, base, insofismável, de qualquer democracia no mundo, seja ela representativa (democracia burguesa) ou direta (democracia popular).

Não sei qual é o problema de Marina Silva, mas sei que ela lembra e repete o fracasso político, administrativo e governamental do ex-presidente Jânio Quadros, raro político popular à direita, que foi em sua época, como Marina Silva o é nos dias de hoje, abraçado pela imprensa de mercado, bem como apoiado efetivamente pelo maior partido de direita daqueles tempos, a famigerada União Democrática Nacional, do (corvo) Carlos Lacerda. A golpista UDN, covil de empresários, militares e políticos reacionários e entreguistas, que, inclusive, traidores da Pátria que são, aliaram-se a forças estrangeiras (EUA) para derrubar João Goulart do poder, presidente trabalhista do antigo PTB, eleito legitimamente pelo povo brasileiro.

Jânio Quadros, além de todas essas questões, não contava com um ministério coeso e muito menos com uma base parlamentar que lhe desse tranquilidade para aprovar os projetos do Governo. Igual à Marina Silva, Jânio também pertencia a um partido pequeno, o PDC. Marina Silva vai pelo mesmo caminho. Pertence a um partido que se tornou aventureiro ao romper uma aliança com o PT que perdurava desde 1989. Seu presidente, o ex-governador Eduardo Campos, não governaria Pernambuco com tantos bons resultados se não fossem os investimentos pesados, em todas as áreas de atividade econômica e social, repassados pelos governos de Lula e Dilma. Depois do Rio de Janeiro, Pernambuco é o Estado que mais recebeu atenção e dinheiro do Governo Federal, nos últimos 12 anos.

Eduardo Campos não governou com grandes dificuldades, pois surfou nas ondas do Governo Federal para concretizar seus programas e projetos em Pernambuco. A ingratidão foi o seu norte; e o destino, infelizmente, e digo de forma sincera, encerrou sua carreira política. Enquanto isso, Marina, no que diz respeito à economia, alia-se ao que tem de pior em termos de macroeconomia, da qual depende o sucesso da microeconomia, ou seja, do povo. As pequenas e médias empresas são as que mais empregam, de acordo com os números do IBGE e do Ministério da Fazenda.

O Governo do PT financiou os pequenos empresários e abriu as portas da CEF e do BNDES a quem desejava ser empreendedor ou melhorar as condições de sua empresa. Essas instituições financeiras de fomento até então eram serviçais dos inquilinos da Casa Grande e o Governo Trabalhista acabou com essa vergonha recheada de privilégios e tida como primazia a bilionários e milionários que socorriam suas empresas e até mesmo suas incompetências com a garantia de empréstimos a juros bem mais baixos do que os praticados no mercado.

Esses são os lúgubres, macabros e pavorosos tempos dos governos entreguistas e vazios de empregos de FHC — o Neoliberal I —, aquele sociólogo que não entende nada de povo e que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes. Quando bancos estatais passam a servir ao povo, a burguesia e, pasmem(!), a classe média tradicional estrilam, ululam, em um bramido feroz e voraz, que deixam suas vozes roucas de tanto ódio e preconceitos.

Dessa forma passam para a incontinência verbal e resmungam através das mídias empresariais, pelos cantos das cidades e babam a cólera dos que se acham preteridos, porque para essa gente tacanha e sem discernimento compreender que melhorar as condições de vida dos brasileiros é bom para todos é um exercício terrível e doloroso de sensatez e sobriedade. E sabe por quê? Porque essa gente se considera “escolhida” por Deus ou pelo destino que lhe acalenta e apetece. Por isto e por causa disto, tais grupos entendem ser um direito “divino” se dar bem a vida toda e o restante da população que se dane e aguente o rojão, a vida dura, que as classes médias tradicionais e os ricos jamais vão experimentar para ver o que é bom para a tosse.

A realidade de o País vivenciar doze anos de governos populares e democráticos dói e revolta os rentistas, os que fazem dos juros e do câmbio as ferramentas primordiais de suas vidas inúteis, abundantes, faustosas e opulentas, como as dos nababos e paxás. É o mercado a vir com força para eleger seus prediletos, pois que conspiram e se comprometem com a volta do neoliberalismo, doutrina que não deu certo e que afundou os países da Europa Ocidental, além dos Estados Unidos, que há quase sete anos enfrentam uma crise interminável, que causou desemprego em massa, levou à falência estados nacionais e empresas, bem muitas pessoas desesperadas optaram pelo suicídio.

É uma lástima, além de um processo draconiano e vampiresco o pensamento econômico, em que o mercado de capitais se transforma em Deus, efetivado por gente apenas acostumada a frequentar os salões da plutocracia brasileira e internacional. Eles querem e lutam por um governo para os ricos. Esse pessoal não entende nada de gente, de povo. Em seus vocabulários e dicionários a palavra “social” inexiste.

Afinal, “não há almoço grátis”. Frase preferida dos coxinhas da alta sociedade e que pensam que a vida é uma eterna diversão e passar bem. O almoço só pode ser grátis para a Casa Grande, quando há a necessidade de pedir empréstimos a juros baixos e a perder de vista, bem como fazer do estado nacional a extensão de suas casas, porque se tem uma coisa que a classe dominante é e nunca vai deixar de sê-lo é ser patrimonialista. Ponto!

O resto é balela e conversa para boi dormir. Os economistas, administradores e financistas do PSDB e do mercado defendido com dentes e unhas pelo oligopólio midiático de apenas seis famílias sabem o que querem. E eles querem um Brasil para poucos, VIP, com mão de obra barata, pouco emprego para demitir e contratar rápido, porque sendo assim os salários não aumentam e o trabalhador que vai ocupar o posto do demitido vai aceitar qualquer salário, inclusive ser humilhado, porque vai perder a força para reivindicar até mesmo melhores condições de trabalho.

Medidas amargas e duras já foram anunciadas por Armínio Fraga, do tucano neoliberal Aécio Neves, e por Eduardo Gianetti, da “sonhática” (ela não tem ideologia e nem programa de governo) Marina Silva. Fraga disse o que tinha de dizer. Neoliberalismo na veia. Estado mínimo e bancos e megaempresas máximos. Já Gianetti também está a dizer para o quê Marina Silva veio; e não há espaço para ser “sonhático”, porque suas propostas são verdadeiros pesadelos e similares às do PSDB, a observar: “A oposição vai corrigir os equívocos do atual governo, com a volta do tripé macroeconômico, com um movimento inevitável de correção e ajustes aos desequilíbrios” — disse o neoliberal. “A hipotética vitória da oposição será de ajustes duros que restabeleçam confiança” — concluiu o elitista.

A confiança de quem, cara pálida? Só se for a dos banqueiros nacionais e internacionais e dos governos dos países desenvolvidos, a exemplo da Inglaterra, que hoje só tem bancos, da França, da Alemanha, do Japão, da Espanha e dos Estados Unidos, além de outros países ricos, mas com menor visibilidade. Gianetti e Fraga são absurdamente ligados ao establishment e os considero, juntamente com Marina Silva e Aécio Neves, perigosos para o desenvolvimento do povo brasileiro, porque, indubitavelmente, são contrários aos interesses do Brasil, Esses caras, tal quarteto, são o fim da picada.

Só uma besta quadrada ou indivíduos que são ideologicamente conservadores e detestam a efetivação de simples programas de proteção social a pessoas que tem dificuldades até para conseguir se alimentar, no dia a dia, poderiam considerar “inteligentes, sensatas e humanas” as propostas econômicas fracassadas e derrotadas há sete anos pela crise internacional. Como apoiar e acreditar em economistas sem quaisquer compromissos com a sociedade, a população — o povo? Como?

Esses caras são os fundamentalistas do mercado. Eles são mais perniciosos e venenosos do que os fanáticos religiosos, porque podem administrar o dinheiro público, e, por sua vez, suprimir, tirar e confiscar o direito de o cidadão viver em paz, exemplificado no direito a estudar, a se empregar, a se qualificar e a ter melhores condições de vida. O Estado é, sim, o indutor da macroeconomia em qualquer País, inclusive nos Estados Unidos, cujos governantes socorrem e socorreram com trilhões de dólares a economia estadunidense quando os empresários irresponsáveis e corruptos, com a cumplicidade de agentes públicos de alto escalão se tornaram os principais autores da crise internacional de 2008.

Não se engane o brasileiro quanto às intenções de Marina Silva e Aécio Neves. Marina traiu o PT, o Lula, a sua história e vai trair a quem ela tiver de trair. Marina é o Jânio de saia. Quem sabe um pouco de história percebe a imensa coincidência entre os dois políticos, tanto no que concerne ao linguajar, aos partidos pequenos, ao “abraço” da burguesia e da mídia alienígena às suas candidaturas, à ausência de ideologia, à base política desajustada, à troca de partidos e, principalmente, à ausência de projeto de País e programa de Governo. Marina simplesmente não os tem. Se a “Sonhática” vencer as eleições, quem viver verá. A direita aposta hoje em qualquer um para derrotar o PT. Marina é o Jânio de saia. A "Sonhática" do pesadelo. Prepara-se! É isso aí.


OS NÉSCIO MARINA E SEU VICE ALBUQUERQUE!

Esse néscio não arrumou desculpa melhor, vejam  a besteira que ele falou: É como entrar no táxi e perguntar se é roubado, diz Albuquerque sobre jato. Vice de Marina Silva ironizou suspeita de ilegalidade no uso de aeronave. Jornal Nacional apontou que empresas fantasmas pagaram dona do avião
Seu  néscio Albuquerque, se eu ver na garagem do meu vizinho um carro novo, lindo e caro, não vou perguntar como ele conseguiu, pelo simples motivo que eu tenho nada com isso, não é problema meu. . Se eu tomar um taxi, não vou perguntar a procedência, não sou sócia taxi, não sou parente, não sou amiga do taxista. Ele me leva aonde eu preciso e eu pago a corrida.   Agora se eu sou a vice de um candidato, e ele aparece com um avião, eu vou  querer  saber como ele comprou, aonde arrumou a grana, quanto pagou, quem financiou, quem faz a manutenção, e quanto eu como vice vou ter que contribuir com o pagamento já vou utilizar a aeronave. Vou querer  saber informações sobre antigo proprietário. Não acredito que Marina Solva não tivesse nenhuma informação sobre  a aquisição do avião. É um avião, não é uma simples gravata. Tanto Marina Silva, como o PSB, o seu Albuquerque tem obrigação de prestar contas desse  avião, que fez sete vítimas,  e causou um imenso prejuízo   a moradores de Santos, local da queda. Tem que prestar contas ao TSE, e colaborar com  as investigações policiais. Como dizer que não sabe quem é o dono, quem pagou, de onde veio o dinheiro para  a  aquisição.? Esse seu Albuquerque pensa que somos idiotas, diante de tudo que foi dito pelas investigações, laranjas, endereços falsos, pessoas sem condições financeiras para a compra, pessoas se escondendo. Tenha  o mínimo  respeito pelas pessoas.  Está claro que se trata de uma maracutaia, de uma negociata espúria, caixa 2 quem sabe? Os néscios Marina Silva,  Albuquerque, e PSB, devem muitas explicações, e  chega de blá, blá  para tentar enganar o povo.
Jussara Seixas



Mais um ano de ganho real no salário mínimo

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Remuneração básica na economia tem recuperação recorde frente ao dólar nos últimos doze anos; de equivalente a US$ 86, em 2002, último ano do governo FHC, atingiu US$ 291, em 2010, no final da gestão de Lula; com a presidente Dilma Rousseff, salário mínimo escalou este ano a US$ 329; para 2015, governo propôs hoje ao Congresso reajuste de 8,8%, indo para R$ 788,06, contra uma inflação estimada em 6,5% para 2014; oposição manterá política de reajustes acima da elevação de preços se se tornar governo?

247 - Discutir a política de reajuste do salário mínimo, a remuneração básica da economia, que regula a vida de milhares de contratos e milhões de trabalhadores, não parece ser uma boa estratégia para os candidatos de oposição ao governo. Nesse terreno, os números se mostram sólidos e tendem a continuar assim em 2015. A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, entregou hoje ao presidente do Senado, Renan Calheiros, a proposta orçamentária que contempla um reajuste de 8,8% no salário mínimo, acima da inflação prevista para em torno de 6,5% em 2014. O valor proposto é o de R$ 788,06, a prevalecer a partir de 1º de janeiro do próximo ano.
Com o ganho acima da inflação, o salário mínimo tende a manter a valorização sobre o dólar verificada nos últimos 10 anos. Depois de perder valor nos dois primeiros anos da gestão de Lula, o mínimo chegou a US$ 291, em 2010, último ano daquele governo. Antes, na gestão de Fernando Henrique Cardoso, em 2002, a mínimo representava o equivalente a US$ 86. No governo da presidente Dilma Rousseff, o mínimo chegou a US$ 329 este ano (abaixo).
Com o proposto reajuste acima da inflação, o ganho real do mínimo parece assegurado também para 2015, a depender da aprovação do Congresso.
Abaixo, notícia da Agência Brasil a respeito:
Karine Melo, Daniel Lima e Kelly Oliveira - Repórteres da Agência Brasil - A partir de 1º de janeiro de 2015, o salário mínimo deve ser R$ 788,06, segundo o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) 2015. Um reajuste de 8,8%. O anúncio foi feito hoje (29) pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, depois de entregar a proposta ao presidente o Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL). A ministra antecipou que o texto prioriza investimentos em saúde, educação combate à pobreza e infraestrutura.
A peça orçamentária traz uma mensagem da presidenta Dilma Rousseff com um diagnóstico sobre a situação econômica do país e suas perspectivas.
Pela Constituição, o prazo de entrega do projeto pelo Executivo termina no dia 31 de agosto. Mas, com a expectativa de conclusão da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que define as metas e prioridades da administração pública federal, só na semana que vem, durante o esforço concentrado, o governo se antecipou. A LDO deveria orientar a elaboração da peça orçamentária.
"Coloquei toda a equipe do ministério [do Planejamento] à disposição, para os esclarecimentos necessários, para que o Congresso possa fazer uma análise rápida do Orçamento e votá-lo até o fim do ano, prazo que o presidente do Senado [Renan Calheiros], confirmou que é possível fazer", explicou a ministra.
O Orçamento Geral da União (OGU) é formado pelo orçamento fiscal, da seguridade e pelo orçamento de investimento das empresas estatais federais. A Constituição determina que a proposta seja votada e aprovada até o dia 22 de dezembro.
No projeto de lei, também consta a estimativa para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 5%, no próximo ano.
A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, ficou em 3% (R$ 5,756 trilhões).
O governo estima que o superávit primário para o setor público consolidado será R$ 143,3 bilhões, valor que corresponde a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Com o abatimentos, o superávit primário vai para R$ 114,7 bilhões, correspondentes a 2% do PIB.
O superávit primário é a poupança para pagar os juros da dívida que o governo seus credores. Na medida em que o país consegue alcançar as metas de superávits primários, tem condições de pagar dividas.

27 agosto 2014

Marina diz em debate da Band que Chico Mendes era elite como Guilherme Leal


Por Renato Rovai
O primeiro debate presidencial das eleições 2014 na Band foi muito mais movimentado do que o de eleições anteriores. Talvez o fato de existirem três candidatos disputando uma vaga no segundo turno permitiu mais interação entre eles.
Ninguém ganhou e ninguém perdeu.
Aécio, Dilma e Marina Silva defenderam seus programas e suas histórias políticas.
E ninguém se atacou de maneira mais grosseira ou rude.
Foi um debate de bom nível.
A grande escorregadela da noite acabou sendo de Marina Silva, exatamente ela que estava indo bem e entrou no estúdio como a estrela da noite, embalada pela pesquisa Ibope. Ela  se embananou toda numa pergunta de Levy Fidelix, o homem do Aerotrem, que a atropelou falando de Neca Setúbal, do Itaú, e Guilherme Leal, da Natura.
Marina ficou visivelmente irritada e saiu em defesa dos aliados, dizendo que a primeira era educadora o que segundo tem compromisso histórico com a sustentabilidade e o meio ambiente. E que ela não tem problema nenhum com quem é de elite. Que o problema do Brasil não é a sua elite. E ao final, cravou a pior das suas frases. Disse que Chico Mendes também era de elite tanto quanto Guilherme Leal.
Esse foi um dos temas mais debatidos no twitter. Muita gente se indignou com a frase de Marina. No twitter, quem também fez muito sucesso foi Eduardo Jorge, do PV. Ele defendeu a legalização do aborto e das drogas. E ainda deu uma provocada em Marina, pedindo-lhe para parar de apertar sua bíblia, que provavelmente estava em cima do púlpito  onde ela estava, porque senão a bíblia iria ficar tão magrinha quanto ela.
Outro momento quente do debate foi quando Aécio e Dilma debateram a Petrobrás. Dilma atacou de Petrobrax e da plataforma que afundou no mar no governo do PSDB e disse que o discurso do tucano era uma leviandade. Aécio devolveu a leviandade pra Dilma, falando que a empresa nunca se viu envolta em tanta corrupção.
O debate serviu para testar hipóteses. Os marqueteiros certamente estavam fazendo pesquisas qualis para verificar em que momento os argumentos dos seus candidatos fizeram mais estrago na campanha dos adversários.
Ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas alguém pode ter passado o recibo que a outra campanha vai usar daqui pra frente.
Marina piscou quando confrontada com a influência que Neca Setúbal e Guilherme Leal exercem ou podem exercer sobre ela.
No final do debate, Boris Casoy fez a pergunta mais estapafúrdia. Quis saber o que Eduardo Jorge achava do projeto do controle da mídia E Dilma avançou no tema. Disse que defende a regulação econômica do setor, porque é contra o monopólio. Os irmãos Marinho devem ter se ligado neste momento. E acertado que vale qualquer um para derrotar Dilma.
Na sua fala final, Aécio diz que não dá pra o país nem continuar como está e nem entrar numa aventura, dando a entender que falava da candidatura de Marina. E anunciou que seu ministro da Economia será Armínio Fraga.
Na verdade, Aécio deixou para o final dois anúncios. O nome do ministro da Economia e a forma como vai atacar Marina. Vai dizer que ela é uma aventura.

Avião usado por Campos e Marina foi pago por empresas-fantasmas


 Peixaria e construtora com sede em sala vazia estão entre as firmas que pagaram antigo dono

PSB diz que jato havia sido emprestado por empresários de PE e que irá prestar contas até o fim da campanha.. Segundo o documento, "a aeronave de prefixo PR-AFA (...) teve seu uso - de conhecimento público - autorizado pelos empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Vieira".

Vieira responde a processo criminal por sonegação fiscal na importação fraudulenta de pneus pelo Porto de Suape (PE), que teria gerado prejuízo de R$ 100 milhões aos cofres públicos, de acordo com os autos da Justiça Federal. O caso ainda não transitou em julgado e ele recorre da decisão de primeira instância.

Três empresas-fantasmas ou sem capacidade financeira foram usadas para pagar o jato em que Eduardo Campos, então candidato à Presidência pelo PSB, voava no dia do acidente que o matou, no dia 13, segundo reportagem exibida pelo Jornal Nacional nesta terça (26).

A lista de depósitos e pagadores foi entregue à Polícia Federal pelos antigos donos do avião, Alexandre e Fabrício Andrade, do grupo A. F. Andrade, de Ribeirão Preto (SP).

Documento entregue à Polícia Federal pela operadora do avião Cessna que caiu em Santos, no último dia 13, matando o candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos,  levantou a suspeita de envolvimento de empresas fantasmas na compra da aeronave. Reportagem do Jornal Nacional visitou endereços que seriam de empresas que contribuíram para a compra e nelas encontrou uma residência em uma favela do Recife e salas comerciais e casas vazias.

A AF Empreendimentos e Participações era a operadora da aeronave e tinha contrato de leasing assinado com o braço financeiro da fabricante de jatos, a Cessna Finance Export Corporation. O extrato da AF informa uma lista de empresas que fizeram depósitos em sua conta para quitar as parcelas do contrato de compra do avião. A operadora disse que já tinha acertado a venda da aeronave para o empresário João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho. Esses depósitos seriam parte do pagamento. No extrato, a informação é que a AF já recebeu R$ 1,7 milhão para quitar parcelas do leasing.

Na lista revelada pelo Jornal Nacional aparecem repasses feitos por seis fontes diferentes. Entre elas está uma empresa descrita como Geovane Pescados, que depositou R$ 12 mil. No endereço, há apenas uma casa em uma favela do Recife e o morador, chamado Geovane, nega ter um empresa e qualquer envolvimento no negócio.

- Acha que se eu tivesse uma empresa de pescado eu vivia numa situação dessa? - questionou Geovane.

Outra empresa citada é a RM Construções, que teria contribuído com R$ 290 mil. O endereço é de uma casa no bairro de Imbiribeira, na capital pernambucana. O dono da RM soltou uma gargalhada ao ser questionado pelo Jornal Nacional se auxiliou na compra do avião. O extrato também aponta o repasse de R$ 160 mil da Câmara & Vasconcellos, que tem registrado em seu nome dois endereços na cidade de Nazaré da Mata (PE). A sala comercial e a casa indicada no cadastro estavam vazias.

Troca de arrendatário >

Em nota à imprensa, a assessoria de João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho cita apenas repasses feitos por uma empresa e um advogado. A Ele Leite Ltda, que pertence a Eduardo Freire Bezerra Leite, depositou R$ 727.797,03 através de TED para a AF Andrade no dia 15 de maio de 2014. Outros R$ 325 mil teriam sido pagos à AF Andrade pelo advogado pernambucano Luiz Piauhylino Monteiro Filho (filho do ex-deputado Luiz Piauhylino). Tanto a Ele Leite, quanto Luiz Piauhylino Filho informam que os valores eram fruto de empréstimos pessoais firmados com João Lyra.

Segundo relatos de assessores, João Lyra era muito amigo de Eduardo Campos e teria procurado empresários alegando que precisava arrumar um avião para a campanha . Em nota, João Lyra disse ter feito vários empréstimos. Os valores recebidos foram para pagar parcelas vencidas do leasing do avião Cessna Citation 560 XL, para permitir que a Cessna, financiadora da aeronave, agilizasse a operação de venda .

Os valores teriam sido transferidos à AF porque só ela poderia pagar a Cessna, uma vez que era a operadora, por contrato. O próprio João Lyra teria tentado assumir o contrato, através da sua empresa BR Par Participações, mas a Cessna negou a operação, alegando que a BR não tinha fluxo de caixa compatível com o negócio. A alternativa foi indicar a Bandeirante Companhia de Pneus, que pertence ao empresário Apolo Santana Vieira. O contrato de intenção de troca do arrendatário teria sido assinado em maio e estava dependendo do aval da Cessna, quando o acidente ocorreu.

Ontem, pela primeira vez, o PSB se pronunciou oficialmente sobre a suspeita de caixa dois, pelo fato de não ter declarado o uso da aeronave na prestação de contas parcial ao TSE. Em nota, o partido afirma que os empresários João Lyra e Apolo Santana Vieira autorizaram Campos a usar a aeronave durante toda a campanha. Para o PSB, a declaração do avião deveria ser feita só ao fim da disputa:

Nos termos facultados pela legislação eleitoral, e considerando o pressuposto óbvio de que seu uso teria continuidade até o final da campanha, pretendia-se proceder à contabilização ao término da campanha eleitoral, quando, conhecida a soma das horas voadas, seria emitido o recibo eleitoral, total e final , diz a nota assinada pelo presidente do PSB, Roberto Amaral.

TSE exige declaração parcial

No entanto, a resolução 23.406/2014, do Tribunal Superior Eleitoral, que rege as eleições deste ano, diz que os candidatos e os diretórios nacional e estaduais dos partidos políticos são obrigados a entregar à Justiça Eleitoral (...) as prestações de contas parciais, com a discriminação dos recursos em dinheiro ou estimáveis em dinheiro para financiamento da campanha eleitoral e dos gastos que realizaram, detalhando doadores e fornecedores . A existência de gastos ou doações não registrados nas parciais é infração grave .

 A parcial que deve ser apresentada é de dinheiro vivo, o que entrou e o que saiu do caixa da campanha no período. As horas de voo são um serviço continuado e apareceria só na prestação de contas final da campanha.

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