27 novembro 2014

Ao 247, Levy defende equilíbrio e avanço social

:
Em resposta à pergunta feita pela jornalista Tereza Cruvinel, do 247, ministro anunciado da Fazenda, Joaquim Levy, afirma que não haverá regresso nos avanços sociais conquistados até hoje para que se trabalhe pelo crescimento da economia brasileira; "O equilíbrio da economia é feito para que a gente possa continuar o avanço social que a gente alcançou. O exercício fiscal é um exercício de escolha de prioridades", afirmou; ministro indicado para o Planejamento, Nelson Barbosa, reforçou que os dois pontos não são contraditórios; segundo ele, o cumprimento das metas "não implica em renunciar as conquistas recentes"; Levy defendeu novas medidas "sem precipitações", "sem pacotes", nem "surpresas"; discurso do ministro não empolgou mercado e Bovespa fechou em queda de 0,68%

247 – Respondendo a uma pergunta feita pela jornalista Tereza Cruvinel, colunista do 247, o ministro anunciado da Fazenda, Joaquim Levy, defendeu nesta quinta-feira 27 um "equilíbrio" casado com "avanço social", sem necessidade de recuar conquistas contabilizadas até aqui.
"O equilíbrio da economia é feito para que a gente possa continuar o avanço social que a gente alcançou. O equilíbrio existe para que a gente possa ter as políticas de maneira sólida. O exercício fiscal é um exercício de escolha de prioridades", disse Levy, em coletiva à imprensa logo após o anúncio da equipe econômica pelo Planalto.
"Se não tiver crescimento, é sempre mais difícil pra fazer qualquer investimento de política pública. As escolhas serão feitas de tal maneira que os agentes econômicos possam decidir com confiança e tranquilidade de que o governo opera dentro dos recursos que lhe são confiados", acrescentou.
O novo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, deu uma declaração na mesma linha, assegurando que a preparação de medidas para o crescimento e os avanços sociais "não são coisas contraditórias". Segundo ele, o cumprimento das metas "não implica em renunciar as conquistas recentes".
Levy afirmou que não haverá pressa para que sejam apresentadas medidas econômicas. "Sem pacotes, sem surpresas. Eu seria precipitado se desse o receituário agora", declarou. Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff tem um "compromisso absoluto" para que as metas a serem estabelecidas sejam alcançadas.
O novo ministro também disse que a pasta "reafirma o compromisso com a transparência" e já apresentou a meta do superávit de 2015 (1,2% do PIB). De acordo com sua previsão, em 2016 e 2017 ela não será menor do que 2% do PIB.
Segundo ele, "o governo vai dar o exemplo aumentando sua poupança por meio do superávit primário". Nelson Barbosa, do Planejamento, prometeu melhoria nos gastos públicos. Alexandre Tombini, mantido no Banco Central, assegurou que o governo "não será complacente com a inflação".
O discurso do novo ministro não empolgou o mercado e a Bovespa, que operava em alta até pouco antes do anúncio, passou a oscilar entre ganhos e perdas e fechou em queda de 0,68% nesta quinta-feira (leia no portal Infomoney).
Abaixo, reportagens das agências Brasil e Reuters:
Meta de superávit primário em 2015 será 1,2% do PIB, diz Joaquim Levy
Wellton Máximo, da Agência Brasil - A meta de superávit primário – economia para pagar os juros da dívida pública – corresponderá a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB - soma das riquezas produzidas no país) no próximo ano. O anúncio foi feito há pouco pelo novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.
O superávit primário é a economia de recursos para pagar os juros da dívida pública e permite a redução do endividamento do governo no médio e no longo prazos. Segundo o novo ministro, em 2016 e 2017, o setor público se comprometerá com uma meta de esforço fiscal de pelo menos 2% do PIB.
Segundo o novo ministro, o superávit primário de ao menos 2% é necessário para assegurar a continuidade da redução da dívida líquida do setor público em relação ao PIB. Levy, no entanto, reconheceu que é impossível alcançar esse nível de esforço fiscal no próximo ano.
"Em 2015, a melhora do superávit primário alcançada não deve permitir chegar ao valor de 2% do PIB. Deve-se trabalhar com meta de 1,2%, na forma das estatísticas do Banco Central. Para 2016 e 2017, a meta não será menor que 2% do PIB", explicou.
O futuro ministro comprometeu-se a ser transparente na divulgação dos dados das contas públicas. Segundo ele, o acesso pleno às informações facilita a tomada de riscos pelas famílias, pelos consumidores e pelos empresários, principalmente nas decisões de investimento.
"Alcançar essas metas [de superávit primário] é fundamental para ampliar confiança na economia brasileira. Isso permite ao país consolidar o crescimento econômico e melhorar as conquistas sociais realizadas ao longo dos últimos 20 anos", explicou.
Por causa da queda da arrecadação e do aumento dos gastos, o governo anunciou que a meta de superávit primário, no próximo ano, corresponderá a R$ 10,1 bilhões, em vez da meta original de R$ 80,7 bilhões. A redução do esforço fiscal ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.
O anúncio da nova equipe econômica de Dilma foi feito nesta tarde pelo ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Thomas Traumann, no Palácio do Planalto. Por meio de nota oficial, a presidenta Dilma Rousseff agradeceu a dedicação dos atuais ministros, que permanecem em seus cargos até que os novos indicados formem suas equipes. Além de Levy, Nelson Barbosa, que assume o Planejamento, e Alexandre Tombini, que permanece no Banco Central (LINK 2), também conversaram com a imprensa.
Nelson Barbosa diz que trabalhará para melhorar eficiência dos gastos públicos
Paulo Victor Chagas – Indicado para assumir o Ministério do Planejamento, Nelson Barbosa, prometeu atuar em conjunto com a nova equipe econômica do governo para promover o crescimento da economia brasileira, com controle rigoroso da inflação, estabilidade fiscal e geração de empregos.
"Como desafio mais imediato, trabalharei na adequação da proposta orçamentária de 2015 ao novo cenário macroeconômico e ao objetivo de elevação gradual do resultado primário", explicou.
Em declaração à imprensa logo após ter seu nome anunciado, Nelson Barbosa disse que dará continuidade à melhoria da eficiência dos gastos públicos, por meio da modernização da gestão. Como novo coordenador dos principais programas de investimentos do governo federal, como o Programa de Aceleração do Crescimento e o Programa Minha Casa, Minha Vida. Barbosa disse, ainda, que pretende ampliar as parcerias público-privadas.
"Trabalharei especialmente em iniciativas para aumentas as taxas de investimento e a produtividade de nossa economia, de modo a consolidar um crescimento mais rápido da renda per capita com estabilidade monetária", declarou.
Para isso, o futuro ministro disse contar com a colaboração do setor privado, de parlamentares, de governadores e de prefeitos. Ainda segundo Nelson Barbosa, é preciso desburocratizar e melhorar a qualidade dos serviços públicos prestados à população.
O anúncio da nova equipe econômica de Dilma foi feito nesta tarde, pelo ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Thomas Traumann, no Palácio do Planalto. Por meio de nota oficial, a presidenta Dilma Rousseff agradeceu a dedicação dos atuais ministros, que permanecem em seus cargos até que os novos indicados formem suas equipes. Além de Barbosa, Joaquim Levy, que assume a Fazenda, e Alexandre Tombini, que permanece no Banco Central, também conversaram com a imprensa.
Proposta orçamentária de 2015 é o desafio mais imediato, diz Barbosa
Nelson Barbosa, indicado oficialmente para assumir o Ministério do Planejamento do próximo governo Dilma Rousseff, prometeu atuar em conjunto com a nova equipe econômica para promover o crescimento da economia brasileira, com controle rigoroso da inflação, estabilidade fiscal e geração de empregos.
O novo ministro destacou que, assim que assumir, vai trabalhar na adequação da proposta orçamentária de 2015. "Como desafio mais imediato, trabalharei na adequação da proposta orçamentária de 2015 ao novo cenário macroeconômico e ao objetivo de elevação gradual do resultado primário",disse.
Em declaração à imprensa logo após ser anunciado como o futuro titular do cargo atualmente ocupado pela ministra Miriam Belchior, Nelson Barbosa disse que dará continuidade à melhoria da eficiência dos gastos públicos por meio da modernização da gestão.
Como novo coordenador dos principais programas de investimentos do governo federal, como o Programa de Aceleração do Crescimento e o Programa Minha Casa, Minha Vida, Barbosa destacou também que pretende ampliar as parcerias público-privadas.
"Trabalharei especialmente em iniciativas para aumentas as taxas de investimento e a produtividade de nossa economia, de modo a consolidar um crescimento mais rápido da renda per capita com estabilidade monetária",
Nesse sentido, o futuro ministro espera contar com a colaboração do setor privado, de parlamentares, de governadores e de prefeitos. Ainda segundo Nelson Barbosa, é preciso desburocratizar e melhorar a qualidade dos serviços públicos prestados à população.
O anúncio da nova equipe econômica de Dilma foi feito nesta tarde pelo ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Thomas Traumann, no Palácio do Planalto. Por meio de nota oficial, a presidenta Dilma Rousseff agradeceu a dedicação dos atuais ministros, que permanecerão em seus cargos até que os novos indicados formem suas equipes. Além de Barbosa, Joaquim Levy, que assume a Fazenda, e Alexandre Tombini, que permanece no Banco Central, também falaram com a imprensa.
Tombini repete que política monetária deve se manter especialmente vigilante
BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, reafirmou nesta quinta-feira que a política monetária deve se manter especialmente vigilante e tem trabalhado para a inflação voltar à trajetória da meta do governo.
Em entrevista coletiva após o anúncio de que continuará a comandar o Banco Central no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, Tombini afirmou também que o atual estoque de swaps cambiais "já atende" à demanda por proteção cambial da economia e deve continuar a ser renovado no futuro, observadas as condições de demanda.
(Por Luciana Otoni, Jeferson Ribeiro e Maria Carolina Marcello)

Dilma oficializa novos ministros Levy e Barbosa

Brasil é eleito o melhor destino emergente para viagens em 2015




O Brasil ficou em primeiro lugar em uma lista dos melhores destinos emergentes do mundo para conhecer em 2015, elaborado pelo site Skyscanner. A lista levou em consideração apenas locais que ainda “não estão na moda”, mas que têm grande potencial de se tornar ícones do turismo mundial no ano que vem. 

Segundo os avaliadores, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos de 2016 estão ajudando a fazer do país um dos lugares mais interessantes em 2015, a frente de destinos como Nicarágua, Coreia do Sul, Taiwan e Grécia. “Com novos aeroportos e novas estradas, explorar o Brasil nunca foi tão fácil”, segundo o site Skyscanner, ao divulgar a lista. 




As opções no país, de acordo com o portal, vão desde roteiros pelas favelas do Rio de Janeiro a viagens pela Amazônia. Além disso, o site destaca as ofertas de hotéis de alto padrão construídos para os jogos de 2016. “O Brasil é famoso pelo futebol e pelo Carnaval, mas tem muito mais a oferecer”, disseram os organizadores do ranking, que também montou uma lista com as 10 melhores coisas a se fazer no país.
A lista inclui, nas três primeiras posições, passeios para conhecer a Floresta Amazônica, as igrejas de Ouro Preto (MG) e o patrimônio histórico de Petrópolis (RJ), definida pelo site como “Cidade Imperial”. A culinária brasileira também marca presença na lista, com recomendações para o açaí de Belém (PA) e peixes típicos dos rios de Manaus (AM).


Dados do Ministério do Turismo mostram que 47% dos estrangeiros que visitam o Brasil, o fazem em busca de lazer. Desses, 64,2% procuram atrações de sol e praia e 21,3% praticam o ecoturismo ou turismo de aventura. O gasto médio desses estrangeiros é de US$ 73 por pessoa. Em 2014, devido à Copa do Mundo, a expectativa do MTur é a de que os turistas estrangeiros trarão mais de US$ 6,7 bilhões ao país, volume recorde para a série histórica do Banco Central, que tem início em 1947.
http://www.revistahoteis.com.br/materias/11-Trade/17533-Brasil-e-eleito-o-melhor-destino-emergente-para-viagens-em-2015

Operação da PF implode chefe da Agricultura

:
Polícia Federal tenta prender nesta manhã dois irmãos do ministro da Agricultura, Neri Geller, em combate a um esquema de venda ilegal de terras da União destinadas à reforma agrária; estima-se que 80 fazendeiros e empresários do agronegócio fazem parte do esquema; prejuízos aos cofres públicos podem ser de R$ 1 bilhão; segundo a assessoria de imprensa da pasta, ministro está no exterior representando Michel Temer e não pode se pronunciar no momento; agentes da Operação Terra Prometida cumprem 227 mandados judiciais em municípios do Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul


 247 – A Polícia Federal deflagra na manhã desta quinta-feira 27 a Operação Terra Prometida, que tenta prender dois irmãos do ministro da Agricultura, Neri Geller. Odair e Milton Geller são suspeitos de fazer parte de um esquema de venda ilegal de lotes da União destinados à reforma agrária. Os policiais cumprem 227 mandados judiciais nos estados do Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Agricultura, Geller está em viagem no exterior representando o vice-presidente da República, Michel Temer, e não pode se pronunciar sobre o tema no momento. A assessoria informou não ter detalhes sobre a operação da PF que mira os irmãos do chefe da Agricultura.
"A investigação apurou que o grupo criminoso, formado por fazendeiros, empresários e grupos do agronegócio procurava obter uma verdadeira 'reconcentração fundiária' de terras da União que haviam sido destinadas à reforma agrária. Com ações ardilosas, uso da força física e até de armas, compravam a baixo preço ou invadiam essas áreas", diz nota da PF.
Os lotes, avaliados, cada um, em cerca de R$ 1 milhão, era comprados após coerção dos empresários por valores baixos. Os prejuízos aos cofres públicos podem ter chegado a R$ 1 bilhão. Estima-se que o esquema envolvia 80 fazendeiros e empresários do agronegócio. Leia abaixo nota da PF com detalhes da operação:
PF combate quadrilha que fraudava concessão de lotes da reforma agrária
Cuiabá/MT – A Polícia Federal deflagrou hoje, 27, a Operação Terra Prometida que tem como objetivo desarticular organização criminosa responsável por fraudes na concessão de lotes destinados à reforma agrária. Estima-se que mil lotes da União estejam em situação ilegal. O prejuízo aos cofres públicos pode alcançar R$ 1 bilhão.
Aproximadamente 350 policiais federais estão dando cumprimento a 227 mandados judiciais: 52 de prisão preventiva, 146 de busca e apreensão, além de 29 medidas proibitivas. Os mandados estão sendo cumpridos no Mato Grosso (nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Nova Mutum, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Itanhangá, Ipiranga do Norte, Sorriso, Tapurah e Campo Verde), Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Dentre os alvos há oito servidores públicos. Estima-se que 80 fazendeiros estejam envolvidos no esquema.
A investigação apurou que o grupo criminoso, formado por fazendeiros, empresários e grupos do agronegócio, procurava obter uma verdadeira "reconcentração fundiária" de terras da União que haviam sido destinadas à reforma agrária. Com ações ardilosas, uso da força física e até de armas, compravam a baixo preço ou invadiam essas áreas.
Para a manutenção do comércio ilegal e reconcentração de terras da reforma agrária, no decorrer dos últimos dez anos, a organização criminosa fez uso de documentos falsos, ações de vistoria simuladas, termos de desistência fraudados e dados inverídicos incluídos no Sistema de Informações de Projetos de Reforma Agrária (SIPRA/INCRA), propiciando que grandes latifundiários, grupos de agronegócio e até empresas multinacionais ocupassem ilicitamente terras da União destinadas à reforma agrária.
A PF verificou também que o esquema contava com o auxílio de servidores corrompidos do INCRA, integrantes de entidades de classe, bem como servidores de Câmaras de Vereadores e de Prefeituras Municipais.
Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, por crimes de invasão de terras da União, contra o meio ambiente, falsidade documental, estelionato e corrupção ativa e passiva. As penas podem chegar a até 12 anos de reclusão.
O nome da Operação "Terra Prometida" remete à promessa de terras feita por Deus ao povo escolhido.

25 novembro 2014

CHARGE DO BESSINHA

Comissão do Congresso aprova novo cálculo fiscal

:
Após três horas de debates acalorados, o governo reverteu as derrotas sofridas na semana passada e conseguiu aprovar na noite de ontem, em reunião extraordinária da Comissão Mista de Orçamento, o parecer do senador Romero Jucá (PMDB/RR) favorável ao projeto de lei do governo (PLN 36/2014) que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias; pela proposta, o governo poderá abater até o limite da meta de resultado primário do ano, de R$ 116,1 bilhões


Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil
Após três horas de debates acalorados, o governo reverteu as derrotas sofridas na semana passada e conseguiu aprovar ontem (24), em reunião extraordinária da Comissão Mista de Orçamento (CMO), o parecer do senador Romero Jucá favorável ao projeto de lei do governo (PLN 36/2014) que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em vigor para ampliar o abatimento da meta de superávit primário para este ano.
Os parlamentares aprovaram o texto-base, mas ainda precisam votar os 39 destaques. Pela proposta, o governo poderá abater até o limite da meta de resultado primário do ano, de R$ 116,1 bilhões.
O texto foi apresentado pelo governo federal há duas semanas. A LDO, aprovada em 2013, previa uma redução limitada a R$ 67 bilhões, que poderiam ser descontados do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de desonerações de tributos.
A reunião desta segunda-feira na CMO começou por volta das 20h30. Após diversas tentativas da oposição de impedir a votação, a base aliada conseguiu aprovar o texto base por volta das 23h20. A oposição agora defende a apreciação dos destaques de forma separada.

Lewandowski: STF pode rever lei de FHC no petróle

:
Presidente do Supremo diz que, assim que a ação que pede para que a Petrobras cumpra a Lei das Licitações, de 1993, for devolvida, "terá prioridade para ser julgado pelo plenário do tribunal"; julgamento foi interrompido em 2011, com pedido de vistas do ministro Luiz Fux; estatal realiza contratações em regime simplificado de licitação, com base em decreto presidencial assinado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que abre brechas para atos de corrupção como os investigados na Operação Lava Jato; Ricardo Lewandowski declarou ainda não ter uma "posição definitiva sobre o assunto"


247 – O Supremo Tribunal Federal poderá rever a lei do petróleo estabelecida pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, afirmou nesta segunda-feira 24 o presidente da Corte, ministro Ricardo Lewandowski. Decreto presencial de 1998 permite que a estatal faça contratações por processo simplificado de licitação, o que abre brechas para atos de corrupção como os investigados na Operação Lava Jato.
"Esse processo teve um pedido de vista de um ministro (do STF). Assim que ele for devolvido, e dentro das possibilidades da pauta, ele terá prioridade para ser julgado pelo plenário do tribunal", disse Lewandowski, que participou hoje da cerimônia de abertura da Semana Nacional de Conciliação, em São Paulo.
O ministro fazia referência ao colega Luiz Fux, que pediu vistas do processo em 2011, interrompendo o julgamento. A ação apresentada pela empresa Petrosul, que chegou em 2005 no STF, pede que a estatal cumpra a Lei 8.666, conhecida como Lei das Licitações, de 1993, seguida por todos os órgãos de administração pública.
Na semana passada, o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Augusto Nardes, se reuniu com Lewandowski, a quem pediu pressa para que o Supremo retomasse o caso (leia aqui).
Questionado sobre o que pensava sobre o tema, o presidente do STF disse ainda não ter "posição definitiva sobre o assunto". Em 2008, quando o caso começou a ser julgado pela Primeira Turma do STF, Lewandowski votou contra a ação, a favor de que a estatal continuasse com o regime simplificado de contratações.

24 novembro 2014

Estadão tenta assassinar reputação de Humberto Costa, que se defende abrindo seu sigilo bancário

Em 2010 o jornal Estadão noticiava que Humberto Costa havia sido inocentado de acusações falsas feitas em 2006.
Agora o jornalão publica outras acusações com forte cheiro de que são falsas de novo.
Hoje o jornal Estadão traz como principal manchete de primeira página "Líder do PT recebeu R$ 1 mi da Petrobras, diz ex-diretor". Refere-se às eleições de 2010, quando Humberto Costa, atual líder do PT no Senado, candidatou-se a senador.

Aí a gente lê a notícia é vê coisas absurdas, como "Paulo Roberto Costa afirmou que o dinheiro saiu da cota de 1% do PP". Ora, o PP não tinha nem suplente de Humberto Costa, e o candidato a governador foi do PSB, Eduardo Campos, então não tem a menor lógica o PP colocar azeitona na empada do PT na eleição para o Senado em Pernambuco.

Quem no PP que mandou? A reportagem nada diz.

Depois aparece outra pérola de mau jornalismo: "Ele [Paulo Roberto] não soube informar como ocorreu o repasse do dinheiro...".

Ora, se um delator ouviu o galo cantar e nem sabe aonde, o jornal tinha uma pauta para apurar se quisesse prosseguir no assunto, mas jamais publicar uma matéria para ser manchete de primeira página, assassinando a honra dos outros, em bases duvidosas.

Humberto Costa já foi acusado injustamente de envolvimento na Operação Vampiro, para abater sua candidatura a governador de Pernambuco em 2006. Depois que passou as eleições e ele perdeu devido ao desgaste na imagem, o Ministério Público Federal – autor da denúncia – concluiu que Humberto não estava envolvido no caso e pediu sua absolvição. O Tribunal Regional Federal da 5ª Região inocentou-o por unanimidade.

Agora fato semelhante se repete.

O senador emitiu a seguinte NOTA DE ESCLARECIMENTO:

CHARGE DO BESSINHA

Pergunta básica: Costa provou as suas acusações?

:
Um mês atrás, entre o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial, um trecho da delação premiada de Paulo Roberto Costa vazou para o jornal Estado de S. Paulo; a manchete foi o suposto pagamento de R$ 1 milhão à senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR); agora, a história se repete com Humberto Costa (PT-PE) e a mesma manchete no Estado; pelos termos da delação premiada, um delator, como Costa, só pode ser beneficiado se conseguir comprovar suas acusações; no entanto, até agora, só há sua palavra contra a dos dois senadores, já atirados na lama por um jornal que se declara favorável ao impeachment da presidente Dilma; caberia à Justiça evitar vazamentos apressados e cobrar provas do delator



 247 - Um mês atrás, entre o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial, o jornal Estado de S. Paulo publicou uma acusação bombástica. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-ministra da Casa Civil, recebera R$ 1 milhão do esquema comandado por Paulo Roberto Costa.
Provas? Não havia nenhuma. Apenas a palavra do delator, convertida em verdade absoluta pelo jornal da família Mesquita, que reproduzia um trecho de seu depoimento. Nele, Costa dizia ter sido procurado pelo ministro Paulo Bernardo e afirmava acreditar que o pagamento havia sido feito num shopping em Curitiba. O ex-diretor da Petrobras não indicava sequer de onde teriam saído os recursos.
À época, a senadora Gleisi reagiu com indignação. "Uma acusação dessas, sem provas, em mais um vazamento seletivo, evidencia uma armação", disse ela, em entrevista exclusiva ao 247 (leia aqui). "Querem criar um fato político, envolvendo uma pessoa próxima à presidenta".
Na mesma entrevista, Gleisi afirmou que sua campanha arrecadou R$ 8 milhões e que todas as doações, legais, foram registradas junto ao Tribunal Superior Eleitoral.
Neste domingo, um mês depois daquela acusação, o Estado de S. Paulo voltou à carga com uma denúncia praticamente idêntica. Desta vez, contra o senador Humberto Costa (PT-PE), líder do Partido dos Trabalhadores no Senado. De novo, R$ 1 milhão, segundo trecho da delação premiada de Paulo Roberto Costa. E, mais uma vez, sem nenhuma prova – a não ser a palavra do delator. E, assim como Gleisi, Costa reagiu com indignação e abriu todos os seus sigilos (leia aqui).
Não custa lembrar que Costa só foi beneficiado com um regime de prisão mais leve – hoje ele usa tornezeleira eletrônica – porque devolveu os recursos que desviou (uma propina de US$ 23 milhões paga pela Odebrecht) e porque se compromeu a colaborar com a Justiça.
No entanto, na delação premiada, não basta acusar. É preciso também apresentar provas do que se diz. Caso contrário, a própria pena do delator pode ser agravada.
Ocorre que tanto no caso de Gleisi Hoffmann como no de Humberto Costa, o jornal Estado de S. Paulo, que se posiciona a favor até do impeachment da presidente Dilma Rousseff, tomou a palavra do delator como verdade absoluta. E não cobrou das autoridades que vazaram os depoimentos do delator nenhuma prova do que foi dito.
Hoje, há apenas a palavra de um criminoso confesso contra a de dois senadores. Se, ao final da história, nada ficar provado, Paulo Roberto Costa terá sua pena agravada, mas dois parlamentares já terão tido a honra atirada na lama.

23 novembro 2014

Quem são os bandidos que batem em jornalistas e pedem o impeachment de Dilma

Reforma_Politica15_Fotografa

Laura Capriglione em seu blog
Acostumados a se esgueirar pela noite, sempre em bandos, em busca de homossexuais e negros andando desacompanhados (para cobrir de porradas, quem sabe matar), predadores neonazistas agora deram para exibir sua truculência à luz do dia.
Como participantes das manifestações que a direita paulistana vem promovendo para disseminar seus ideais golpistas, esses órfãos de Hitler parecem ter encontrado uma turma disposta a acolhê-los e legitimá-los, como se fossem apenas mais alguns entre os opositores do governo da presidente Dilma Rousseff, do PT, recém-eleita.
Seria apenas uma moçada jovem, careca e muitas vezes musculosa exercendo o sagrado direito democrático de manifestação e expressão.
Só que não.
Nas redes sociais, essa gente reúne-se em comunidades com nomes carregados de simbolismos de violência explícita, como Carecas do ABC, CCC (uma homenagem ao velho Comando de Caça aos Comunistas, organização paramilitar de direita que teve seu apogeu nos anos 1970), Frente Integralista Brasileira (uma contrafação de organização nazista),Confronto 72 (antissemita e skinhead), além do Combate RAC (Rock Contra o Comunismo) e do Front 88 (a oitava letra do alfabeto é o H; HH dá “Heil, Hitler”, a saudação dos nazistas).
Trata-se de grupos que cultivam o ódio como definição existencial, como se viu no ato público realizado no sábado (15/11) pelo impeachment de Dilma.
Pois bastou a tais lobos encontrarem a repórter-fotográfica Marlene Bergamo, da Folha de S.Paulo, que registrava a manifestação tendo ao lado Marcelo Zelic, vice-presidente do grupo Tortura Nunca Mais-SP, para começarem a salivar.
Armados de socos ingleses, muitos carecas, vestidos com camisetas ilustradas com a bandeira de São Paulo, ou com os dizeres “Fora Dilma”, ou “Hate” (Ódio), ou “Proud” (Orgulho), acharam-se no direito de urrar nos ouvidos de quem desconfiavam ser “petralha”: “Comunistaaaaa!”, “Vai pra Cubaaaaaa!”
Como hienas excitadas, e sempre em bando, prometiam “limpar a rua desses malditos”. Logo um deles desferiu cusparada no rosto de Zelic. Outro estapeou Marlene quando viu que ela filmava a agressão.
Covardes.
É claro que a direita “fina” quer parecer distante dessa turma. Não pega bem aparecer ao lado de facínoras tatuados com o número 88, ou exibindo a Cruz de Ferro com a suástica, com que se condecoravam os militares alemães, durante o Terceiro Reich.
O candidato a vice-presidente na chapa de Aécio Neves, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB/SP), totalmente sem eixo, perspectiva e nem noção, achou de comparecer ao ato, mas sem subir nos carros de som.
Sua adesão, entretanto, foi comemorada pela malta. Que o tucano, agora, não alegue desconhecimento sobre quem seriam seus companheiros de passeata.
A última que essa gente patrocinou, no dia 1º de novembro, acabou nas portas do Comando Militar do Sudeste, o antigo Segundo Exército, no bairro do Paraíso, em São Paulo, implorando pela “Intervenção Militar Já”.
Foi, aliás, nas tristes instalações do Segundo Exército, em seu anexo mais soturno, o DOI-Codi, que o jornalista Vladimir Herzog foi assassinado em 1975, por bandidos anticomunistas como esses que cuspiram no rosto do ativista e bateram na fotógrafa.
E o que dizer da paralisia da Polícia Militar diante das ameaças dos fascistas? Estaria inebriada com os gritos de “Viva a PM!”, entoados pela turba?
Todos se lembram quando, nas manifestações contra a Copa, a PM revistava mochilas e confiscava qualquer apetrecho “suspeito”, levando preso o seu proprietário.
Foi assim que um frasco contendo líquido amarronzado e cheirando chocolate, que depois a perícia provou ser Toddynho mesmo, custou quase dois meses de prisão a um manifestante.
No ato pelo impeachment da presidente Dilma, contudo, a polícia fez-se se de morta, enquanto rapazes com socos ingleses, canivetes e nunchakus (arma usada por praticantes de artes marciais) desfilavam impunemente, arrostando sua violência e arreganhando os dentes.
Na hora em que essa gente matar alguém, que pelo menos o senador Aloysio e o comando da PM não digam que foram pegos de surpresa. Seu silêncio e inação são cúmplices.
http://limpinhoecheiroso.com/2014/11/23/quem-sao-os-bandidos-que-batem-em-jornalistas-e-pedem-o-impeachment-de-dilma/

Veja bate recorde de capa mais idiota. Só prova honestidade de Dilma.

A revista Veja desta semana deu mais um vexame e corre o risco de entrar para o livro dos recordes como a reportagem mais idiota do mundo.

Querendo derrubar Dilma, só provou a honestidade da presidenta. Pois a revista e seus vazadores vasculharam, procuraram coisas no material da Operação lava-jato e só conseguiram achar um email sem nada suspeito, de Paulo Roberto Costa para Dilma, em 2009, quando ela era ministra da Casa Civil e ele era diretor da Petrobras.

Até os assinantes burros da Veja (para continuar assinando a Veja tem que ser muito burro), se lerem o email com objetividade chegarão à conclusão:

1) O email não tem nada de mais, nem nada suspeito. Poderia ser publicado no Diário Oficial, como um ofício qualquer de um órgão para outro.

2) O conteúdo do email apenas encaminha para Dilma cópia do relatório do TCU que recomendava paralisação de obras em refinarias. O relatório é público, não contendo nenhum segredo, e foi enviado tanto à Petrobras como a própria Casa Civil recebeu também diretamente do TCU.

3) Só mostra que Dilma é honesta, trabalhadora e exigente em ser informada sobre qualquer coisa que afetasse o cronograma das obras do PAC que seu ministério acompanhava na época. Um diretor recebeu um relatório que poderia afetar o andamento e encaminhou como, provavelmente, deveriam fazer todos os funcionários que tivessem responsabilidade sobre o andamento de obras.

4) O email usou endereço oficial de trabalho da Petrobras para o endereço oficial de trabalho da Casa Civil no Palácio do Planalto.

5) Foi enviado por uma funcionária de Paulo Roberto a pedido dele e endereçado para o então chefe de gabinete da Casa Civil, com cópia para o endereço genérico do gabinete da Casa Civil, que deve ser processado por funcionários. Portanto não se trata de qualquer comunicação sigilosa, nem pessoal.

6) O texto mostra que Paulo Roberto Costa não tinha a menor proximidade com Dilma, pelo tratamento formal.

Eis a íntegra transcrita do e-mail, segundo a Veja:
De: lucosta@petrobras.com.br Em nome de pcosta@petrobras.com.br
Enviada em: terça-feira, 29 de setembro de 2009 19:53
Para: pedro.dalcero@planalto.gov.br; gabinetecasacivil@planalto.gov.br
Assunto: TCU. FISCOBRAS 2009 – OBRAS COM RECOMENDAÇÃO DE PARALISAÇÃO. Situação da REPAR, Refinaria Abreu e Lima e Construção de terminal de granéis líquidos no porto de Barra do Riacho/ES.
.
Senhora Ministra Dilma Vana Rousseff,
.
Seguem em anexo os dados do TCU (FISCOBRAS 2009) com a recomendação de paralisação de três obras do Abastecimento:
.
1) RNEST (Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco);
2) REPAR (Refinaria Getúlio Vargas, no Paraná) e
3) Terminal de granéis líquidos no Espírito Santo – Obra do Plangás (GLP).
.
Conforme consta na nota, os processos são preliminares, não representando a posição final do TCU, assim como o TCU está enviando a CMO (Comissão Mista de Orçamento) do Congresso Federal, a quem compete a paralisação ou não das obras.
.
No ano de 2007, o TCU propôs a paralisação de quatro obras da Petrobras, não tendo tal posicionamento sido ratificado pelo Congresso Nacional.
Como se vê, não há nada no email que indique maracutaia.

A Veja trata seus leitores como sendo tão burros, que "interpreta" o email como se o próprio Paulo Roberto Costa estivesse se auto-denunciando na época.

A Presidência da República emitiu a seguinte nota sobre a revista:

Nota à imprensa sobre reportagem da revista Veja

A reportagem de capa da revista Veja de hoje é mais um episódio de manipulação jornalística que marca a publicação nos últimos anos.

CHARGE DO BESSINHA

22 novembro 2014

Nota à imprensa sobre reportagem da revista Veja

Nota OficialA reportagem de capa da revista Veja de hoje é mais um episódio de manipulação jornalística que marca a publicação nos últimos anos.
Depois de tentar interferir no resultado das eleições presidenciais, numa operação condenada pela Justiça eleitoral, Veja tenta enganar seus leitores ao insinuar que, em 2009, já se sabia dos desvios praticados pelo senhor Paulo Roberto Costa, diretor da Petrobras demitido em março de 2012 pelo governo da presidenta Dilma.
As práticas ilegais do senhor Paulo Roberto Costa só vieram a público em 2014, graças às investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.
Aos fatos:
Em 6 de novembro de 2014, Veja procurou a Secretaria de Imprensa da Presidência da República informando que iria publicar notícia, “baseada em provas factuais”, de que a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, recebeu mensagem eletrônica do senhor Paulo Roberto Costa, então diretor da Petrobras, sobre irregularidades detectadas em 2009 pelo Tribunal de Contas da União nas obras da refinaria Abreu e Lima. O repórter indagava que medidas e providências foram adotadas diante do acórdão do TCU. A revista não enviou cópia do e-mail.
No dia 7 de novembro, a Secretaria de Imprensa da Presidência da República encaminhou a seguinte nota para a revista:
“Em 2009, a Casa Civil era responsável pela coordenação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Assim, relatórios e acórdãos do TCU relativos às obras deste programa eram sistematicamente enviados pelo próprio tribunal para conhecimento da Casa Civil.
Após receber do Congresso Nacional (em agosto de 2009), do TCU (em 29 de setembro de 2009) e da Petrobras (em 29 de setembro de 2009), as informações sobre eventuais problemas nas obras da refinaria Abreu e Lima, a Casa Civil tomou as seguintes medidas:
a. Encaminhamento da matéria à Controladoria Geral da União, em setembro de 2009, para as providências cabíveis;
b. Determinação para que o grupo de acompanhamento do PAC procedesse ao exame do relatório, em conjunto com o Ministério de Minas e Energia e a Petrobras;
c. Participação em reunião de trabalho entre representantes do TCU, Comissão Mista de Orçamento, Petrobras e MME, após a inclusão da determinação de suspensão das obras da refinaria Abreu e Lima no Orçamento de 2010, aprovado pelo Congresso.
Nesta reunião, realizada em 20 de janeiro de 2010, “houve consenso sobre a viabilidade da regularização das pendências identificadas pelo TCU” nas obras da refinaria Abreu e Lima (conforme razões de veto de 26 de janeiro de 2009). Foi decidido, também, o acompanhamento da solução destas pendências, por meio de reuniões regulares entre o MME, o TCU e a Petrobras.
A partir daí, o Presidente da República decidiu pelo veto da proposta de paralisação da obra, com base nos seguintes elementos:
1) a avaliação de que as pendências levantados pelo TCU seriam regularizáveis;
2) as informações prestadas em nota técnica do MME que evidencia os prejuízos decorrentes da paralisação; e
3) o pedido formal de veto por parte do então Governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
Este veto foi apreciado pelo Congresso Nacional, sendo mantido.
A partir de 2011, o Congresso Nacional, reconhecendo os avanços no trabalho conjunto entre MME, Petrobras e TCU, não incluiu as obras da refinaria Abreu e Lima no conjunto daquelas que deveriam ser paralisadas.
E a partir de 2013, tendo em vista as providências tomadas pela Petrobras, o TCU modificou o seu posicionamento sobre a necessidade de paralisação das obras da refinaria Abreu e Lima”.
A inconsistência da reportagem de Veja é evidente. As pendências apontadas pelo TCU nas obras da refinaria Abreu e Lima já haviam sido comunicadas, em agosto, à Casa Civil pelo Congresso e foram repassadas ao órgão competente, a CGU.
Como fica evidente na nota, representantes do TCU, Comissão Mista de Orçamento do Congresso, Petrobras e do Ministério de Minas e Energia discutiram a solução das pendências e, posteriormente, o Congresso Nacional concordou com o prosseguimento das obras na refinaria.
Mais uma vez, Veja desinforma seus leitores e tenta manipular a realidade dos fatos. Mais uma vez, irá fracassar.
Secretaria de Imprensa
Presidência da República


http://blog.planalto.gov.br/nota-a-imprensa-sobre-reportagem-da-revista-veja/

21 novembro 2014

Baiano diz que iniciou negócios na Petrobras no governo FHC

:
O empresário Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras, disse à Polícia Federal nesta sexta (21), que começou a fazer negócios com a estatal ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), no início da década passada; "Por volta do ano de 2000, ainda durante a gestão Fernando Henrique celebrou um contrato com uma empresa espanhola, de nome Union Fenosa, visando a gestão de manutenção de termelétricas", disse; FHC não quis se pronunciar sobre o fato

247 - O empresário Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB no esquema de propinas e corrupção na Petrobras, disse à Polícia Federal nesta sexta-feira (21), que começou a fazer negócios com a estatal ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, em 2000. "Por volta do ano de 2000, ainda durante a gestão Fernando Henrique celebrou um contrato com uma empresa espanhola, de nome Union Fenosa, visando a gestão de manutenção de termelétricas", disse.
A PF suspeita que o reduto de ação de Fernando Baiano na Petrobras era a Área Internacional, que foi comandada por Nestor Cerveró, personagem emblemático da compra da Refinaria de Pasadena, nos EUA. Fernando Baiano disse que conheceu Cerveró “ainda no governo Fernando Henrique”. Na ocasião, segundo ele, Cerveró era gerente da Petrobras.
Ele disse que “soube recentemente” que Cerveró foi “indicação política” do PMDB, mas que achava que o ex-diretor de Internacional “sempre fosse vinculado ao PT”. Fernando Baiano disse que “soube que o diretor que assumiu o cargo no lugar de Cerveró era indicação do PMDB”.
Baiano também falou sobre o doleiro Alberto Youssef e disse que ele lhe pediu que “fizesse doações para campanhas políticas”. O doleiro, segundo Fernando Baiano, teria sugerido que “alguma empresa” por ele representada também fizesse doações. O suposto operador do PMDB negou que tivesse repassado valores para Youssef.
Ele negou também que tenha sido operador de “qualquer partido político”. Admitiu que mantém duas contas no paraíso fiscal de Linchenstein, uma em seu nome e outra em nome de sua empresa, Tecnhis Engenharia e Consultoria, ambas as contas “declaradas”.

PF vai investigar Cemig (que o Globo protege)

:
Polícia Federal vai investigar depósito de R$ 4,3 milhões feito em 2012 pela InvestMinas, do empresário Pedro Paulo Leoni Ramos, à MO Consultoria, uma das empresas de fachada de Alberto Youssef; espécie de comissão seria referente à venda de alguns ativos à Light, empresa do Rio controlada pela estatal mineira Cemig; Ministério Público suspeita de contratos fraudulentos; em reportagem desta sexta, jornal O Globo não cita Cemig no título nem no subtítulo, embora negócio esteja relacionado à joia da coroa do governo Aécio Neves

Minas 247 – A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar a intermediação feita por Alberto Youssef entre pequenas hidrelétricas (PCHs) e estatais do setor de energia. Um dos negócios envolve a InvestMinas, do empresário Pedro Paulo Leoni Ramos, e a estatal mineira Cemig. A empresa depositou R$ 4,3 milhões, em 2012, na conta da MO Consultoria – uma das empresas de fachada do doleiro, para vender alguns ativos à Light, empresa do Rio de Janeiro controlada pela Cemig.
A justificativa da InvestMinas para o pagamento a Youssef é a de que ele intermediou a venda, por R$ 26,5 milhões, da participação acionária da companhia na Guanhães Energia para a Light Energia, com intervenção da Cemig Geração e Transmissão S.A. O Ministério Público suspeita que os contratos e notas referentes à negociação sejam fraudulentos. Youssef, investigado e hoje colaborador da Lava Jato, costumava afirmar que pequenas hidrelétricas eram excelentes negócios.
No despacho que resultou na prisão de empreiteiros e no ex-diretor da Petrobras Renato Duque, na última sexta-feira 14, o juiz federal Sério Moro, responsável pelas investigações da Lava Jato, cita o inquérito referente à Cemig. Diz ele: "trata-se de negócio que, embora suspeito, não estaria relacionado aos desvios na Petrobras". No entanto, não há motivos para acreditar que pagamentos feitos a Youssef que não sejam relacionados à Petrobras não sejam suspeitos.
Em reportagem sobre o assunto publicada nesta sexta-feira, o jornal O Globo não cita a Cemig no título nem no subtítulo, embora o negócio esteja relacionado à joia da coroa do governo Aécio Neves. O caso pode fazer com que parlamentares trabalhem para ampliar a CPMI que investiga as denúncias da Petrobras no Congresso. Relembre aqui reportagem do 247 sobre o assunto publicada no último sábado 15 e da Rede Brasil Atual sobre a possibilidade de ampliar o escopo da CPI para outras empresas além da Petrobras.

CHARGE DO BESSINHA

Semler: não se vende sem propina desde 1970

:
Declarando-se tucano, o empresário Ricardo Semler afirma que sua empresa desistiu de fazer negócios com o setor público há muito tempo, em razão das propinas exigidas por agentes públicos; ele fala ainda em corrupção institucionalizada no País; "Cada um de nós tem um dedão na lama. Afinal, quem de nós não aceitou um pagamento sem recibo para médico, deu uma cervejinha para um guarda ou passou escritura de casa por um valor menor?", questiona; "Deixemos de cinismo. O antídoto contra esse veneno sistêmico é homeopático. Deixemos instalar o processo de cura, que é do país, e não de um partido"

247 - O empresário Ricardo Semler, que fez sucesso quando lançou o livro "Virando a própria mesa", afirma que a cultura da corrupção está entranhada no setor público e diz que deixou de fazer negócios com estatais, porque era impossível vender sem pagar propina.
Ele critica ainda o cinismo que impera no País. "Cada um de nós tem um dedão na lama. Afinal, quem de nós não aceitou um pagamento sem recibo para médico, deu uma cervejinha para um guarda ou passou escritura de casa por um valor menor?", questiona. "Deixemos de cinismo. O antídoto contra esse veneno sistêmico é homeopático. Deixemos instalar o processo de cura, que é do país, e não de um partido."
Leia, abaixo, seu artigo desta sexta-feira:
Nunca se roubou tão pouco
Não sendo petista, e sim tucano, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país
Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos 70. Era impossível vender diretamente sem propina. Tentamos de novo nos anos 80, 90 e até recentemente. Em 40 anos de persistentes tentativas, nada feito.
Não há no mundo dos negócios quem não saiba disso. Nem qualquer um dos 86 mil honrados funcionários que nada ganham com a bandalheira da cúpula.
Os porcentuais caíram, foi só isso que mudou. Até em Paris sabia-se dos "cochons des dix pour cent", os porquinhos que cobravam 10% por fora sobre a totalidade de importação de barris de petróleo em décadas passadas.
Agora tem gente fazendo passeata pela volta dos militares ao poder e uma elite escandalizada com os desvios na Petrobras. Santa hipocrisia. Onde estavam os envergonhados do país nas décadas em que houve evasão de R$ 1 trilhão --cem vezes mais do que o caso Petrobras-- pelos empresários?
Virou moda fugir disso tudo para Miami, mas é justamente a turma de Miami que compra lá com dinheiro sonegado daqui. Que fingimento é esse?
Vejo as pessoas vociferarem contra os nordestinos que garantiram a vitória da presidente Dilma Rousseff. Garantir renda para quem sempre foi preterido no desenvolvimento deveria ser motivo de princípio e de orgulho para um bom brasileiro. Tanto faz o partido.
Não sendo petista, e sim tucano, com ficha orgulhosamente assinada por Franco Montoro, Mário Covas, José Serra e FHC, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país.
É ingênuo quem acha que poderia ter acontecido com qualquer presidente. Com bandalheiras vastamente maiores, nunca a Polícia Federal teria tido autonomia para prender corruptos cujos tentáculos levam ao próprio governo.
Votei pelo fim de um longo ciclo do PT, porque Dilma e o partido dela enfiaram os pés pelas mãos em termos de postura, aceite do sistema corrupto e políticas econômicas.
Mas Dilma agora lidera a todos nós, e preside o país num momento de muito orgulho e esperança. Deixemos de ser hipócritas e reconheçamos que estamos a andar à frente, e velozmente, neste quesito.
A coisa não para na Petrobras. Há dezenas de outras estatais com esqueletos parecidos no armário. É raro ganhar uma concessão ou construir uma estrada sem os tentáculos sórdidos das empresas bandidas.
O que muitos não sabem é que é igualmente difícil vender para muitas montadoras e incontáveis multinacionais sem antes dar propina para o diretor de compras.
É lógico que a defesa desses executivos presos vão entrar novamente com habeas corpus, vários deles serão soltos, mas o susto e o passo à frente está dado. Daqui não se volta atrás como país.
A turma global que monitora a corrupção estima que 0,8% do PIB brasileiro é roubado. Esse número já foi de 3,1%, e estimam ter sido na casa de 5% há poucas décadas. O roubo está caindo, mas como a represa da Cantareira, em São Paulo, está a desnudar o volume barrento.
Boa parte sempre foi gasta com os partidos que se alugam por dinheiro vivo, e votos que são comprados no Congresso há décadas. E são os grandes partidos que os brasileiros reconduzem desde sempre.
Cada um de nós tem um dedão na lama. Afinal, quem de nós não aceitou um pagamento sem recibo para médico, deu uma cervejinha para um guarda ou passou escritura de casa por um valor menor?
Deixemos de cinismo. O antídoto contra esse veneno sistêmico é homeopático. Deixemos instalar o processo de cura, que é do país, e não de um partido.
O lodo desse veneno pode ser diluído, sim, com muita determinação e serenidade, e sem arroubos de vergonha ou repugnância cínicas. Não sejamos o volume morto, não permitamos que o barro triunfe novamente. Ninguém precisa ser alertado, cada de nós sabe o que precisa fazer em vez de resmungar.

Dilma escala seu time na área econômica

:
Conforme adiantou o 247, presidente Dilma Rousseff anunciará Joaquim Levy, ex-secretário do Tesouro, como novo ministro da Fazenda no lugar de Guido Mantega, e Nelson Barbosa, ex-secretário-executivo da Fazenda, como titular do Planejamento; Alexandre Tombini permanece no Banco Central; senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) vai para o ministério da Agricultura e o senador eleito Armando Monteiro (PTB-PB) para o Desenvolvimento; expectativa era de que nomes fossem anunciados nesta sexta-feira, após o fechamento do pregão, mas segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência, anúncio foi adiado; de bom humor, Bolsa sobe quase 4%; Petrobras dispara 8%;


247 – Confirmado. A presidente Dilma Rousseff deve anunciar em breve seu time econômico completo. Joaquim Levy, Nelson Barbosa e Alexandre Tombini ocuparão, respectivamente, os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Tombini permanecerá na presidência do Banco Central. Levy foi secretário do Tesouro no governo Dilma e Barbosa secretário-executivo da Fazenda na gestão de Guido Mantega.
Há ainda outros dois nomes confirmados: a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) será nomeada ministra da Agricultura e o senador eleito Armando Monteiro (PTB-PE) ministério do Desenvolvimento e Indústria. A expectativa era de que o anúncio fosse feito nesta sexta-feira 21, após o fechamento do pregão, mas foi adiado, segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência.
A trinca de Levy, Barbosa e Tombini foi adiantada em reportagem do 247 publicada ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo reagiu com otimismo às altas chances de nomeação ainda hoje, operando em alta de mais de 3% às 16h10. Os papéis da Petrobras entraram em disparada de alta, subindo cerca de 8%. Vale também escalou 8%.
A presidente Dilma chamou Barbosa a Brasília no final desta manhã. O 247 apurou que o anúncio oficial da nova equipe econômica será feito hoje, mas após o fechamento do mercado de ações. Leia reportagem do portal Infomoney que aponta previsão da Nomura pela queda do dólar com a escolha de Levy.
Para Nomura, dólar ficará mais barato com Joaquim Levy no Ministério da Fazenda
A Nomura abriu uma recomendação de venda de dólar nesta sexta-feira, 21, em meio às expectativas de que as indicações de Dilma Rousseff para sua equipe econômica agradem ao mercado e favoreçam um fortalecimento do real no curto prazo. "Nós acreditamos que Joaquim Levy muito provavelmente será indicado para o time econômico, provavelmente como ministro da Fazenda", diz o texto assinado por Tony Volpon, diretor de pesquisas para a América Latina.
Volpon comenta que Levy é conhecido como um formulador de políticas ortodoxo e pró- mercado, que deve ajudar na difícil tarefa de ajustar a economia. Atualmente ele chefia a divisão de gestão de ativos do Bradesco. "Após a nomeação dele nós esperaríamos o anúncio de um plano fiscal crível nas próximas semanas. Tal anúncio seria essencial para restaurar a confiança do mercado", afirma o texto. O analista diz esperar um plano plurianual que leve a um resultado primário adequado para estabilizar a dívida pública.
O relatório diz ainda que o surpreendente anúncio da China hoje, de cortar as taxas de juros, é positivo para as moedas emergentes no médio prazo. "Esse afrouxamento deve ajudar o desempenho econômico da China e favorecer economias altamente dependentes do dinamismo chinês, como o Brasil."
Abaixo, notícia a agência Reuters a respeito:
Tombini deve ficar no BC; Levy e Barbosa estão entre Fazenda ou Planejamento, diz fonte
Por Jerferson Ribeiro e Luciana Otoni - BRASÍLIA/SÃO PAULO (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff deve anunciar nesta sexta-feira sua nova equipe econômica composta por Nelson Barbosa, Joaquim Levy e Alexandre Tombini, disseram fontes do governo à Reuters.
Segundo uma dessas fontes, no momento já está definido que Tombini seguirá como presidente do Banco Central. As fontes, que falaram sob a condição de anonimato, não disseram quem seria o ministro da Fazenda e quem seria o titular do Planejamento.
"Será um dia longo", limitou-se a dizer uma das fontes.
Dilma estava reunida nesta manhã com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Na agenda da presidente, estão previstos ainda "despachos internos" na parte da tarde.
Uma fonte do mercado financeiro também disse à Reuters sobre a equipe sendo formada por Levy, Barbosa e Tombini.
Os mercados financeiros reagiam positivamente aos nomes. O dólar e os juros futuros recuavam, enquanto a bolsa subia quase 2 por cento.
Dilma tinha considerado inicialmente o presidente Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, para comandar a Fazenda, mas na fase atual da montagem dos principais titulares da equipe econômica já está fora de cogitação, segundo outra fonte do governo.
A presidente passou então analisar um outro nome do grupo Bradesco para compor sua equipe econômica.
Joaquim Levy esteve à frente do Tesouro Nacional na gestão do ex-ministro Antonio Palocci, quando o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula buscava conquistar a confiança dos agentes econômicos. Levy atualmente é o diretor-superintendente do Bradesco Asset Management, braço de gestão de recursos do Bradesco.
Nelson Barbosa também já integrou o governo, como secretário-executivo do atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, até 2013. E enquanto esteve no governo sempre teve proximidade com a presidente. Ele chegou a ser especulado como sucessor de Mantega ainda durante os primeiros anos do governo Dilma.
Tombini preside o BC desde o início do governo e também já teve seu nome especulado para assumir a pasta da Fazenda.
Um indício de que Tombini se manteria na equipe econômica foi sua participação inesperada na reunião de cúpula do G20 na Austrália no último fim de semana.
Dias antes da viagem de Dilma para a reunião, Tombini não estava listado na comitiva presidencial e tinha inclusive participação confirmada numa reunião com investidores em Londres.
(Reportagem adicional de Guillermo Parra-Bernal, em São Paulo)

Lula afirma que, para a oposição, a eleição não acabou

Por Cristiane Agostine | Valor
FOZ DO IGUAÇU (PR)  -  O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou nesta quinta-feira a oposição ao governo federal e a imprensa e disse que a disputa eleitoral ainda não acabou. Lula defendeu a presidente Dilma Rousseff e afirmou que o segundo mandato de sua sucessora será uma "surpresa", mas ponderou que Dilma terá de fazer "o melhor governo" do país. O ex-presidente tem demonstrado que pretende continuar na vida pública e influenciar os rumos do país.
"Tenho a conviccão de que aqueles que estão atacando a presidente Dilma - e parece que as eleições não acabaram ainda - vão ter uma surpresa com o segundo mandato. Vão ter uma surpresa extraordinária porque ela sabe que ela tem que fazer o melhor governo desse país", disse o ex-presidente, ao discursar em um evento promovido pela Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (PR). "Ela sabe que daqui a quatro anos vai ter que escolher qual é a imagem que quer deixar, depois de uma mulher governar este país oito anos. E tenho certeza de que, se eu conheço a nossa presidente, ela vai dar um show no segundo mandato", afirmou.
O ex-presidente tem participado ativamente de reuniões políticas em São Paulo e em Brasília, com mi nistros e parlamentares do PT e de partidos da base aliada. Lula tem atuado como uma espécie de consultor e articulador polític o informal do governo. Só neste mês, o ex-presidente teve dois longos encontros com Dilma em Brasília, para discutir os rumos do segundo mandato, a escolha dos novos ministros -- especialmente o da Fazenda -- e os desdobramentos da Operação Lava-Jato, que tem desgastado o governo federal.
Ao defender Dilma, Lula lembrou das dificuldades enfrentadas em seu primeiro mandato (2003-2006), marcado pelo escândalo do mensalão. "Não foi fácil. Tentaram até falar em impeachment para mim. Eu disse a eles: 'Vocês querem impeachment? Nós vamos disputar é na rua. Vamos para a rua conversar com o povo", afirmou. "Eles têm que aprender a respeitar o resultado das urnas. Na democracia ganha quem tiver mais voto. As pessoas precisam parar de achar que democracia só existe quando eles governam o país."
Lula disse ainda que Dilma é vítima do preconceito de classe, por promover políticas públicas à população mais carente. "O ódio demonstrado contra a presidente Dilma não é porque em nenhuum momento ela prejudicou o sistema financeiro, empresário. O ódio é exatamente porque a filha do pequeno agricultor está virando doutora neste país. É exatamente porque um catador de papel já não anda mais de cabeça baixa como se fosse um cidadão de quinta categoria", disse o ex-presidente petista, sendo muito aplaudido.
Em novos ataques à imprensa, o ex-presidente afirmou que a "televisão brasileira prefere mostrar as coisas que não deram certo nesse país" e que a "a imprensa tem predileção para anunciar desgraça".
Em alguns momentos, o ex-presidente discursou como se ainda estivesse no cargo. Ao lado do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), Lula contou que está negociando desde o ano passado a mudança no pagamento dos royalties a cidades que têm hidrelétricas. O ex-presidente quer que a população afetada diretamente pelas hidreléticas, como a comunidade indígenas, ribeirinhos e pescadores, sejam os responsáveis por receber e administrar a compensação financeira, tirando os recursos das mãos dos prefeitos.
Lula sinalizou que pretende se manter atuante nos rumos do governo e, em tom de brincadeira, disse que tem pedido em suas orações por mais alguns anos de vida. "Tenho conversado com Deus todo dia. O céu pode ser muito bom, mas quero ficar na terra mais um pouco. Pode ir levando quem você quiser, mas me deixa aqui um pouco mais, porque acho que nós temos coisa para fazer neste país", afirmou.