25 Janeiro 2012

UM ANIVERSÁRIO INFELIZ

Hoje é aniversário de São Paulo. E não há motivos para comemorar, muito menos clima de festa.
A atuação da PM na comunidade Pinheirinho, em São José dos Campos, sob o comando do governo Alckmin, comando do PSDB, esteve à altura da violenta polícia nazista de Hitler. O que fizeram lá foi um verdadeiro massacre, uma covardia imensa que envergonhou os brasileiros.
A atuação da PM sob o comando do PSDB na Cracolândia foi uma nojenta ação higienista, também em tudo semelhante às ações dos nazistas. Eles estão apenas mudando a Cracolândia de lugar, espalhando os usuários de droga pelos quatro cantos da cidade.
A idéia é que eles fiquem longe do centro, que as construtoras e incorporadoras querem explorar. Para Alckmin, estará tudo bem se os dependentes forem para a periferia ou voltarem para seus estados de origem. Assim Sampa ficaria com uma aparência melhor. Ele não importa de que eles continuem consumindo drogas, desde que fiquem longe da massa cheirosa.
Viciados em drogas não precisam de polícia. Viciados em drogas precisam de tratamento médico em clínicas especializadas, precisam de psicólogos, assistentes sociais, precisam da família, precisam ser tratados com dignidade e respeito porque são seres humanos.
As enchentes e alagamentos em São Paulo continuam, como o trânsito caótico, as vias esburacadas, os bueiros entupidos.
A violência em São Paulo só faz aumentar. Assaltos com mortes em residências, em condomínios, no comércio, nas ruas, no trânsito, nos bancos. Continuam as explosões dos caixas eletrônicos, os seqüestros relâmpago, os roubos de veículos, de cargas. O PCC ainda atua à vontade em São Paulo.
A educação em São Paulo está péssima: faltam escolas, creches, professores, equipamentos para as salas de aula, motivação para o ensino e para o aprendizado.
Faltam hospitais em São Paulo, faltam médicos e medicações, os postos de saúde estão sempre superlotados, sujos, com equipamentos velhos e quebrados, com poucos profissionais de enfermagem.
São Paulo, há mais de 17 anos nas mãos do PSDB/DEM, é o fruto podre do descaso, omissão, negligência, roubo e incompetência.
Eu moro em São Paulo e tenho medo da violência, sofro com o trânsito caótico, evito sair em dias de chuva. Mas continuo aqui, nasci aqui, tenho minha família aqui. Ainda tenho esperança de mudança, de dias melhores, tenho esperança que o povo eleja um bom prefeito para São Paulo, alguém honesto e competente, que ame esta cidade e seu povo.
Alguém muito diferente do Serra, que não tem compromisso com o povo, com ninguém, um incompetente obcecado pelo poder. Agora, depois das revelações do livro A Privataria Tucana, a obsessão do Serra virou pó. E se houver uma CPI da Privataria Tucana, com certeza vira cadeia.
Jussara Seixas

22 Janeiro 2012

BRASIL DOS FATOS E DOS BOATOS

Delúbio Soares (*)

Há fatos da maior importância para o Brasil e os brasileiros, vários deles de relevância histórica, que estão acontecendo desde que o Partido dos Trabalhadores chegou ao Palácio do Planalto e implementou as profundas mudanças que nossa sociedade exigia em todos os setores da vida nacional.
Por motivações que todos conhecemos e que vão do preconceito ideológico à má-fé pura e simples, da desinformação à incredulidade, se estão sonegando da imensa maioria da população os espetaculares indicadores de um Brasil que disparou e recupera o tempo perdido. Por aversão notória ao PT ou por evidente boicote aos governos de Lula e Dilma, tanto faz, a verdade está sendo escondida ou em seu lugar nos deparamos com um estrondoso silêncio quando não com a mentira e a manipulação de dados e fatos.
Um dos mais lúcidos intelectuais da atualidade, o sociólogo Marcos Coimbra, fundador do Instituto Vox Populi, em seu brilhante artigo ‘’Mídia nativa e perplexidade mongol” publicado na revista Carta Capital – que reproduzi em meu site (http://migre.me/7u8VG) – analisa a discrepância entre a aprovação inédita de um governo muitíssimo bem avaliado pelos brasileiros, num país com impressionante auto-estima e, paradoxalmente, o que se lê, o que se vê e o que se escuta na mídia desconectada da realidade, trancafiada no labirinto de seus preconceitos ideológicos e comprometimentos partidários, avessa à verdade e denotando uma espécie de inacreditável autismo!
Marcos Coimbra, com competência e acuidade, imagina o  quão perplexo ficaria um analista estrangeiro ao defrontar-se com o Brasil em permanente crise, quase de dimensões catastróficas, pintado pela imprensa nativa e o Brasil real, que vive um dos melhores momentos (senão o melhor) de sua vida republicana. De um lado  estaria a incredulidade pela diferença entre o que leu em nossos grandes jornais, viu no noticiário dos principais veículos de comunicação de massa e o que compreendeu dos sentimentos da população, a partir das pesquisas de opinião disponíveis. De outro, pela discrepância entre o que dizem setores da imprensa nativa e toda a imprensa internacional a respeito do Brasil. Trocando em miúdos: os boatos sendo desmentidos cabalmente pelos fatos.
Tem razão o competente intelectual mineiro ao trazer à discussão a dicotomia entre o Brasil das ruas, altaneiro e vitorioso, o Brasil dos fatos e da verdade evidente, com o Brasil cinzento e derrotado, obra da ficção elaborada pelo ressentimento político e o engajamento partidário dos que perderam nas urnas e persistem abraçados a rancores e mágoas, desinformando. E, felizmente, não é a maior parte da imprensa brasileira, que tem cumprido sua missão de informar e de esclarecer com a exação de sempre. Porém, existem informações da maior importância para nosso país e que não tem tido a devida repercussão.
Qualquer país do mundo, especialmente no momento em que a velha e poderosa Europa se debate com inédita crise,  gostaria de ostentar indicadores econômicos como os que o Brasil, pela herança de Lula e a competência de Dilma, está apresentando aos seus cidadãos e ao mundo: as exportações do agronegócio registraram a impressionante cifra de US$ 95 bilhões, batendo recorde histórico. Nossas exportações de produtores agroindustriais superam em 24% os números alcançados em 2010, quando atingimos a já fabulosa marca dos US$ 76,4 bilhões. Esse foi nosso melhor desempenho desde 1997, e a meta da presidenta Dilma Rousseff é fazer com que o Brasil ultrapasse os US$ 100 bilhões, com crescimento estimado de, no mínimo, 5,7%.
Nos portos da União Européia, da China, dos Estados Unidos, Rússia e do Japão, os imensos cargueiros que desembarcam nossos grãos, farelos e óleo, por exemplo, são o retrato da sexta economia mundial, aquela há poucas semanais deixou o respeitável Reino Unido para trás… É pouco para quem valoriza os boatos, mas é apenas a realidade para os que analisam os fatos e acompanham o impressionante crescimento do Brasil desde 2003, quando o presidente Lula iniciou a profunda revolução pacífica que soergueu um país desmoralizado e sem qualquer credibilidade internacional.
Poucos brasileiros, muito poucos, foram informados de quem ouve um superávit comercial de quase 48% em nossa balança comercial em 2011. O competente secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alessandro Teixeira, faz poucos dias, anunciou que alcançamos quase US$ 30 bilhões de superávit em nossas relações comerciais com os demais países, batendo novo recorde histórico. Vendemos US$ 256 bilhões e compramos US$ 226 bilhões. Um indicativo seguro de muito trabalho, seriedade e sucesso nas políticas comerciais adotadas pelo governo da presidenta Dilma Rousseff. O saldo comercial foi robusto, contribuindo para as contas externas do país.
Os boatos dão conta de coisas miúdas e desimportantes, mas que ocupam por algum espaço de tempo grande parte do noticiário e, com certo estardalhaço, vão deixando pelo caminho algumas reputações estraçalhadas… Os fatos, perdidos nos cantos de páginas ou nem sempre levados à opinião pública, mostram um Brasil pujante e vencedor, ganhando mercados internacionais com seus produtos de altíssima qualidade e por demais competitivos, tornando-se uma das principais potências econômicas do século 21. Os boatos são a expressão do rancor dos que foram derrotados nas urnas depois de terem governado por décadas, de terem quebrado o país, de terem entregue à preço-de-banana as melhores empresas estatais. Os fatos são a verdade de um país muito melhor que os brasileiros estão construindo com alegria, talento e trabalho.
(*) Delúbio Soares é professor

Pela primeira vez, Brasil tem menos de 1% de domicílios na classe E

Em uma década, 10 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema, mostram dois diferentes estudos
  Márcia De Chiara, de O Estado de S. Paulo
Pela primeira vez a classe E, a base da pirâmide social, representa menos de 1% dos 49 milhões de domicílios existentes no País. Isso significa que o número de brasileiros em situação de pobreza extrema teve uma drástica redução nos últimos dez anos, conforme apontam duas pesquisas de consultorias que usaram metodologias distintas.Em números exatos: 404,9 mil ou 0,8% dos lares são hoje de classe E, segundo os cálculos do estudo IPC-Maps, feito pela IPC Marketing, consultoria especializada em avaliar o potencial de consumo. Em 1998, a classe E reunia 13% dos domicílios, indica o estudo baseado em dados do IBGE.

Aprovação de Dilma supera a de Lula no início do governo

Presidenta é considerada ótima ou boa por 59% após um ano, diz Datafolha
Otimismo da população com economia ajuda a sustentar popularidade, que não foi afetada por escândalos no governo
BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
A presidenta Dilma Rousseff atingiu no fim do primeiro ano de seu governo um índice de aprovação recorde, maior que o alcançado nesse estágio por todos os presidentes que a antecederam desde a volta das eleições diretas.
Pesquisa Datafolha realizada na última semana mostra que 59% dos brasileiros consideram sua gestão ótima ou boa -um salto de 10 pontos percentuais em seis meses.
Outros 33% classificam a gestão como regular, e 6% como ruim ou péssima -cinco pontos a menos que na pesquisa de agosto. Não responderam 2% dos entrevistados. A nota média do governo é 7,2.
Os números atestam que a presidente não teve a imagem afetada pelos escândalos que marcaram o início de sua gestão. Ela demitiu sete ministros em 2011, seis deles sob suspeita de corrupção.
Ao completar um ano no Planalto, Fernando Collor tinha 23% de aprovação. Itamar Franco contava 12%. Fernando Henrique Cardoso teve 41% no primeiro mandato e 16% no segundo. Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 42% e 50%, respectivamente.
De acordo com o novo levantamento, a avaliação de Dilma melhorou entre homens e mulheres e em todas as faixas de idade, renda familiar e escolaridade.

11 Janeiro 2012

A PALHAÇADA DO SERRA

 Serra disse sobre a CPI da Privataria Tucana: "Isso é tudo uma palhaçada, porque eu tenho cara de palhaço, nariz de palhaço, só pode ser palhaço".
Então Serra  é um palhaço, um palhaço revoltado.  Palhaçada maior é ele imaginar  que  pode ser  presidente do Brasil. Não pode, o povo brasileiro não quer palhaço presidente.  Serra só foi eleito prefeito de Sampa  e depois governador de SP com muita, mas com  MUITA ajuda da mídia, dos jornalões de SP. Todos os podres  relatados no livro A Privataria Tucana foram bem escondidas pelos donos  da mídia.  Toda a incompetência  do governo Serra foi acobertada pela mídia, e isso inclui as enchentes em Sampa, os baixos salários dos professores, das polícias civil e militar, a tragédia  do Metrô, a queda de parte do Rodoanel, o  altíssimo preço dos pedágios em SP, a falta de moradias,  a falta de escolas, creches.  Palhaçada  foi receber uma bolinha de papel na careca, e fazer cena após receber uma ligação no celular, agir  como se tivesse tomado uma tijolada. Fazer tomografia por conta de uma bolinha de papel   foi  uma imensa palhaçada.  E a pregação contra o aborto?  A esposa do Serra chegou a falar que a presidenta Dilma era a favor do aborto,  "ela é a favor de matar as criancinhas", até que foi desmascarada por uma ex-aluna,  que contou que Monica Serra tinha feito um aborto no passado.  Depois dessa palhaçada a Monica Serra sumiu das ruas, sumiu da campanha. Palhaçada  Serra fez também para escolher um vice, se bem que ninguém estava disposto a ser o vice dele, verdade seja dita.  O vice de escolha pessoal dele era o Arruda ,  "vote em um careca e leve dois", mas  ele estava preso   por conta do mensalão do DEM. Mas mesmo assim em menos de 24 h, ele nomeou o senador Álvaro Dias  para ser  seu vice e, acuado pelo DEM,  recuou  e nomeou o tal  Índio da Costa, que chegou fazendo  a maior palhaçada, e foi colocado na geladeira  para parar de falar bobagens. Palhaçada  do Serra foi ainda  o telegrama obtido pelo Wikileaks,  confessando que ele entregaria o pré- sal aos americanos. É isso que mostra telegrama diplomático dos EUA de dezembro de 2009 obtido pelo site WikiLeaks (www.wikileaks.ch). A organização teve acesso a milhares de despachos. “Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama. Serra é, sim, um palhaço, mas um palhaço que causou imenso prejuízo ao país e ao povo brasileiro, como revela o livro A Privataria Tucana. A CPI da Privataria Tucana  não será uma palhaçada, será o maior escândalo de recebimento de propina, de corrupção, já visto no Brasil.
 Jussara Seixas

10 Janeiro 2012

CHARGE DO BESSINHA

DESESPERO DO PIG


Alguns  jornalistas e comentaristas políticos estão  desesperado com a oposição, ou melhor, com a falta da oposição.  Estão histéricos, até gostaria de sugerir a eles que ocupem de fato a vaga da oposição e se  candidatem a deputado, senador, governador, presidente.  Eles estão soltando fogo pelas ventas  com a fragilidade, a morosidade  e a escassez de oposição.   A oposição  passou os 8  anos do governo Lula batendo, batendo, sem dó nem piedade.    O  que aconteceu?  Eles,   a oposição,  foram diminuindo a cada eleição, Lula foi às alturas, elegeu sua candidata,  a presidenta  Dilma.  Lula foi o melhor presidente  que o Brasil já teve, e isso a oposição e as elites não aceitam.  Como não aceitam agora a presidenta Dilma, mas  o que restou da oposição não quer mais  ficar fora do poder, estão com medo de ter o mesmo destino de Arthur Virgilio, Heráclito Fortes, Tasso Jereissati , Serra   e outros,  estão cautelosos.  Só bate no governo Dilma  quem não tem mais nada a perder, quem já está no fundo do poço, como o que restou do DEM, o Serra, alguns do PSDB  que sabem não ter a mínima chance para nada ou são burros.  A mídia  está  cobrando uma oposição  enérgica  do Aécio Neves, querem que ele bata de frente com  o governo Dilma. Só se ele for louco para fazer isso, assim ele  não se reelege nem para o  Senado, e ele sabe muito bem disso.  Como se não bastasse  a oposição não ter  nada melhor para oferecer, não ter um projeto de governo   melhor  do que o de Lula/Dilma,   de ter sido no passado o pior governo deste país, surge o livro  mais vendido nos últimos tempos, "A Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro,  no qual ele narra com precisão, com documentação,  a roubalheira tucana na era FHC/Serra. É  estarrecedor.
Jussara Seixas



09 Janeiro 2012

Kassab propõe aliança com o PT em SP

Prefeito ofereceu a Lula nome do PSD para ser vice na chapa de Fernando Haddad (PT) à sucessão paulistana
Gesto representa uma guinada na articulação feita até pouco tempo, quando PSD e tucanos discutiam acordo
NATUZA NERY
CATIA SEABRA
DE BRASÍLIA
Gilberto Kassab ofereceu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva um nome de seu partido, o PSD, para ser vice do petista Fernando Haddad na disputa pela Prefeitura de São Paulo, em outubro.
A conversa ocorreu na semana passada, quando o prefeito paulistano visitou Lula no hospital Sírio-Libanês, onde ele passa por tratamento de radioterapia contra um câncer na laringe.
Na ocasião, segundo a Folha apurou, Kassab teria autorizado o petista a escolher o nome que quisesse dentro da legenda.
O novo gesto do prefeito tem potencial explosivo dentro do PT, que é um dos principais críticos da administração municipal.
Internamente, diz-se que Lula conseguiu emplacar seu candidato ao partido, mas racharia a sigla se insistisse em impor um afilhado do atual prefeito para a vaga de vice.
A oferta de Kassab também representa uma guinada na articulação que ele promovia até pouco tempo, a de tentar unir a sua legenda ao PSDB em uma candidatura única à sua sucessão.
Em outubro, ele propôs ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) que os tucanos indicassem um nome para compor chapa encabeçada pelo vice-governador Afif Domingos (PSD).
Em troca, o prefeito selaria o compromisso de apoiar a reeleição de Alckmin em 2014. O entendimento, porém, não avançou.
JUNTOS
Embora Kassab e Lula não tenham comentado nomes no encontro da semana passada, há pelo menos uma pessoa no PSD com perfil híbrido: Henrique Meirelles, titular do Banco Central nos oito anos de Lula.
Procurado, Gilberto Kassab confirmou que a sucessão municipal fora alvo da conversa, mas negou ter discutido formalmente uma possível aliança. Na definição do prefeito, houve apenas uma abordagem superficial.
"Foi [algo como] `vamos estar juntos'. Não era o momento apropriado", disse.
Ele não esclareceu se desistiu da difícil costura com o PSDB ou se está apenas testando possíveis alianças.
O prefeito encontra dificuldade em lançar um candidato competitivo, até porque o recém criado PSD tem direito a tempo minúsculo na propaganda eleitoral.
Em dezembro, pesquisa do Datafolha mostrou que Lula ampliou sua força em São Paulo e poderia influenciar o voto de quase metade do eleitorado municipal. O instituto também identificou que a gestão de Kassab atingiu o menor índice de aprovação do segundo mandato: 20%.
FSP

27 Dezembro 2011

"A Privataria Tucana" alcança topo no ranking de livros mais vendidos; PSDB processará autor

Debora Melo e Guilherme Balza
Do UOL Notícias, em São Paulo
   Lançado em 9 de dezembro deste ano, o livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., alcançou o topo do ranking de livros mais vendidos do site especializado em mercado editorial Publisher. O site contabiliza as vendas de 12 livrarias –Argumento, Cultura, Curitiba, Fnac, Laselva, Leitura, Martins Fontes SP, Nobel, Saraiva, Super News, Travessa e da Vila.
A obra aponta supostas irregularidades nas privatizações ocorridas durante os governos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). O livro afirma também que amigos e parentes de José Serra mantiveram empresas em paraísos fiscais e movimentaram milhões de dólares entre 1993 e 2003.
Entre 12 e 18 de dezembro --última contabilização--, foram vendidos 9.032 exemplares do livro, que ficou atrás somente da biografia de Steve Jobs, de Walter Isaacson (17.784 unidades vendidas), da ficção “As esganadas”, de Jô Soares (16.150), e de “O Cemitério de Praga”, do semiólogo italiano Umberto Eco (9.083).
Na semana anterior (5 a 11 de dezembro), foram vendidos 2.414 exemplares do título em três dias, já que a obra foi lançada no dia 9.
Segundo a Geração Editorial, que publicou o livro, a primeira edição teve uma tiragem de 15 mil exemplares, que se esgotou na editora. Foram reimpressas 60 mil unidades, já que, de acordo com a Geração Editorial, cerca de 50 mil já tinham sido vendidos às livrarias antes de o lote checar à editora.
A Fnac afirmou que os exemplares da primeira edição do livro se esgotaram em três dias, e que o principal canal de vendas foi a internet. Uma nova encomenda foi feita no mesmo dia, mas os livros sumiram das prateleiras em três dias. Quanto à segunda edição, que chegou às lojas no último dia 16, a Fnac informou que 25% dos exemplares já tinham sido comprados por clientes na pré-venda.
A livraria comparou as vendas de “A Privataria...”, nos primeiros dias após o lançamento, às de grandes apostas editoriais do ano, como a biografia de Jobs e o último livro de Jô Soares. Assim como o próprio autor, a Fnac atribui a grande procura pelo livro à repercussão dada ao título nas redes sociais.
Já Saraiva afirmou que, para um período de cinco dias, o livro bateu o recorde histórico de encomendas na Saraiva.com. A empresa aponta que as vendas foram impulsionadas pelo destaque que o título ganhou nas redes sociais. Na Livraria da Folha, a obra foi a mais vendida entre todas as categorias na semana de 19 a 26 de dezembro.
O autor se disse surpreso com a vendagem. “Ninguém esperava. Os editores não esperavam, as livrarias não esperavam”, disse. “As redes sociais têm participação importante. Hoje já não se precisa mais de repercussão em programas de TV, em grandes veículos”, afirmou.

PSDB processará autor

Em nota, a executiva nacional do PSDB afirmou que irá processar Ribeiro Jr. pelas acusações feitas no livro. A assessoria de imprensa do partido disse que a área jurídica da legenda está juntando elementos para entrar na Justiça contra o autor, o que deve ocorrer ainda nesta semana.
Com base no livro, a base governista protocolou, em 21 de dezembro, por meio do deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB), pedido para abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as supostas irregularidades nas privatizações e outras acusações contidas no livro.
Um dos parentes de Serra citados nas acusações é a filha do ex-governador, Verônica Serra. De acordo com o livro, ela foi sócia da empresária Verônica Dantas numa firma de prestação de serviços financeiros na internet. Verônica é irmã do banqueiro Daniel Dantas, proprietário até 2005 da antiga Brasil Telecom, empresa formada com a privatização da Telebrás.
Em nota divulgada hoje (27), Verônica negou ter sido sócia da irmã de Dantas: “participar de um mesmo conselho de administração, representando terceiros, o que é comum no mundo dos negócios, não caracteriza sociedade. Não fundamos empresa juntas, nem chegamos a nos conhecer”. Sobre o livro, ela disse se tratar de um produto de uma “organizada e fartamente financiada rede de difamação” que “dedicou-se a propalar infâmias intensamente através de um livro e pela internet” para atingir seu pai.
Já Serra, por meio de sua assessoria, disse que o livro é uma “coleção de calúnias que vem de uma pessoa indiciada pela Polícia Federal”. FHC, também em nota, afirmou que a obra é uma “infâmia” e a associou o autor à produção dos dossiês dos Aloprados e de Furnas.
Ribeiro Jr. afirmou que o livro é uma “cartilha sobre lavagem de dinheiro” e trabalhou na obra de 2000 até poucos dias antes da publicação. “Na época que comecei a apurar só se falava disso na imprensa”. O autor disse que seu interesse surgiu a partir das “lacunas que ficaram da história das privatizações” e que os documentos contidos na obra são todos “legais, obtidos na Justiça e no próprio Congresso Nacional.”
O autor trabalhou, como jornalista, na "Folha de S. Paulo", "O Globo", "Jornal do Brasil", "IstoÉ", "Estado de Minas", entre outros veículos. Ribeiro Jr. já foi acusado pela Polícia Federal de ter violado o sigilo fiscal de dirigentes tucanos e de familiares de Serra. No ano passado, o jornalista teria montado uma central de espionagem no comitê de campanha da presidente Dilma Rousseff. 

MARCOS VILLA E A PRIVATARIA TUCANA

Marcos Antonio Villa é professor universitário no Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos. Não foi meu professor, não seria meu professor, então não vou ter o trabalho de me referir a ele como professor. O Marcos Villa defende os tucanos, está rasgando o verbo na defesa da tucanalha. Ele deve ter saudades das privatizações escusas, da quebradeira econômica do Brasil na era FHC, do desemprego recorde, dos 54 milhões de miseráveis da era FHC, do FMI mandando e desmandando na nossa economia. Mas na rasgação de seda a favor da tucanalha, ele mira o alvo errado ao demonizar o PT. Até as pedras das ruas de Minas Gerais sabem muito bem quem pediu para o jornalista Amaury Ribeiro levantar as propinas das privatizações, as maracutaias de FHC/Serra. Outro dia li no blog do Noblat, que não é petista, o seguinte comentário:
O que é isso, companheiros?
Em meio à eleição do ano passado, quando o sigilo fiscal de Verônica Serra foi quebrado por suposta encomenda do jornalista Amaury Ribeiro Jr., o problema a separar José Serra de Aécio Neves deixou de ser político e passou a ser pessoal.
Serra concluiu de uma vez por todas que Amaury estava de fato a serviço de Aécio.
Em seu livro “A Privataria Tucana”, Amaury confessa que espionou o esquema de espionagem de Serra a pedido do jornal Estado de Minas, onde trabalhava. Por sua vez, o jornal atendia a um pedido de Aécio, então governador do Estado.
Serra acalenta o sonho de ser candidato a presidente pela terceira vez. Aposta no fracasso do governo de Dilma.
Se não der, porém, tudo fará para que Aécio, uma vez candidato do PSDB a presidente, não se eleja de jeito nenhum.
É o troco.
O PT agradece.
Entendeu Marcos Villa, ou vou ter que desenhar para você entender que o PT não teve nada com isso. Foi tucano engolindo tucano em nome do poder. Que boatos os petistas espalharam, que calúnias os petistas fizeram aos seus opositores? Só as verdades sobre o que o PSDB de Serra/FHC iria fazer se tivesse novamente o poder nas mãos: privatizações e mais privatizações, iriam acabar com os programas sociais, com o Bolsa Família, com o PROUNI, o desemprego seria recorde, o Brasil seria vítima maior da crise econômica mundial como no passado, como a Europa hoje, ou você tem alguma dúvida dessa cruel realidade? Já imaginou, Marcos Villa, o mico que você vai pagar se houver a CPI da Privataria Tucana? E se tudo que o jornalista Amaury escreveu -- e ele diz que tem as provas, muitas colocadas no livro -- for investigado pelo MP, PGR, PF e tudo se comprovar? Que mico hein? Pois é, Marcos Villa, não é o PT que tem comparsas, o PT não fabrica dossiês, e nem será o governo do PT responsável pelo maior escândalo da República. Não é o PT que está amordaçando a mídia para não dar destaque a esse imenso escândalo tucano. A grande mídia é tucana e, como já disse o tucano Rubens Ricupero, ex-ministro de FHC, o que é bom a gente mostra e o que é ruim a gente esconde. Villa, vou lhe dar uma notícia que acabei de ler no UOL: "A Privataria Tucana" alcança topo no ranking de livros mais vendidos
Jussara Seixas

24 Dezembro 2011

NO NATAL, A ESPERANÇA

Delúbio Soares (*)

Para muito mais além da data que mobiliza os povos e reacende a chama sagrada da fé em Deus e da crença nos melhores ideais do homem, nós, os brasileiros, temos muito a comemorar no Natal de 2011. Ele é o Natal da reafirmação de nossos ideais.
 Nem a banalização comercial das festividades natalinas, nem os costumeiros pregoeiros das pretensas dificuldades intransponíveis que a cada novo ano “estariam” por chegar, conseguem retirar de nossos corações a centelha da fraternidade ou a disposição de lutar por um Brasil melhor e mais justo.
 Nada ou ninguém logrou empenar o brilho das imensas conquistas do Brasil que estamos construindo desde que, em 2002, nosso povo tornou-se o principal agente de sua própria história, e com a eleição de um líder popular, o Estadista Luiz Inácio Lula da Silva, mudou o destino de nossa pátria. Uma mudança radical, porém pacífica. Profunda, mas para muito melhor.

Já há quase uma década os brasileiros comemoram o Natal com um Brasil transformado, com suas velhas estruturas sacudidas por mudanças que fizeram de um país derrotado, sem credibilidade alguma e desmoralizado perante o mundo, uma Nação vitoriosa e forte, sétima economia do planeta e respeitada pelas demais Nações, protagonizando papel de destaque no novo mundo que surge no competitivo século XXI.

O Natal dos brasileiros é a comemoração de um país que, mesmo ainda tendo muito a fazer, conseguiu reduzir a imensa legião de excluídos, trazendo 40 milhões de irmãs e irmãos nossos para a classe média e o mercado de consumo. Não se conhece nenhum outro país, NENHUM OUTRO, repito, que tenha operado autêntica revolução social como essa, sem uma gota de sangue, mas com alegria, fraternidade, decisão política e respeito humano.

Não foram o simpático velhinho vindo das terras gélidas da Lapônia, nos confins da distante Finlândia, num imaginário trenó voador puxado por renas resplandecentes, o que mudou a vida de milhões de brasileiros nos finais de ano desde então. Foram Lula, Dilma e suas equipes de governo, foram suas políticas de governo, foram técnicos competentes e funcionários públicos abnegados, foram brasileiros de todos os rincões, que se uniram para que programas sociais audaciosos e absolutamente necessários saíssem do papel e se tornassem comida no estômago de milhões de brasileiros que não comiam; que se tornassem salas de aulas e leitos hospitalares para brasileiros que não conheciam o alfabeto ou morriam à míngua; que se tornassem produção, emprego e crédito, para que milhões de brasileiros pudessem trabalhar, produzir, comprar, vender, empregar, plantar, colher, exportar, adquirir bens, girar a economia e sustentar o crescimento de um país que não existe para ser senão vencedor e generoso.

O Natal dos brasileiros é singular, histórico, emblemático. Faz algumas décadas, uma jovem deixou a comodidade de uma família de posses, sua carreira universitária e sua vida tranqüila, para enfrentar a ditadura militar que infelicitava nosso país. Presa, pagou altíssimo preço por seu idealismo e coragem, sendo barbaramente espancada e torturada nos cárceres da repressão política. Foi perto do Natal de 1970, por 28 dias seguidos.

Em 2011, os brasileiros comemoram o Natal sob o comando da presidenta Dilma Rousseff, que praticamente já conclui seu primeiro ano de governo. Foi um período sem sobressaltos, de firmeza e trabalho, onde a coragem e o idealismo da jovem que enfrentou a ditadura continuam intactos na presidenta operosa, conciliadora e visionária. O Brasil do futuro venceu o Brasil do passado. A ditadura que a torturou é uma página nefasta em nossa história. Ela venceu a mais sórdida campanha eleitoral já assistida pelos brasileiros. O machismo, também, foi derrotado e Dilma mostra ao mundo, com invulgar competência, a capacidade da mulher brasileira, escrevendo uma belíssima página em nossa história.

Muito foi feito e muito há por se fazer. As imensas batalhas que travamos pelo Brasil de hoje, democrático e cheio de possibilidades de mais desenvolvimento para sua gente, são poucas em vista do que ainda teremos de lutar. Mas, venceremos.

Não nos iludamos: as forças da reação, os que atrasaram esse país por décadas, por séculos, os que privatizaram de forma lodosa e impatriótica, os que não nos perdoaram a chegada de um operário à presidência da República, odiaram seu brilhante governo, promoveram uma impressionante “guerra santa” contra a eleição da primeira presidenta e não se conformam com seu excelente desempenho, continuarão tramando contra o Brasil e os interesses maiores de seu povo. Portanto, comemoremos o Natal de um Brasil vitorioso e, também, façamos o chamamento para um Ano Novo de trabalho e luta por nossos ideais de desenvolvimento com justiça social.

Em 2012, como em todos os anos de nossas vidas, estará – dentro de cada coração – acessa a velha chama da liberdade e da democracia. E ela nunca se apagará.

(*) Delúbio Soares é professor


22 Dezembro 2011

Tucano Duarte Nogueira paga motorista com verba pública @dilmabr

Vixe!!  Segundo matéria da Folha de São Paulo, o nobre deputado do PSDB e líder do partido na Câmara, Duarte Nogueira, usa   dinheiro público para pagar o motorista dos filhos.  Paulo Pedra, é desde julho contratado como secretário parlamentar pelo gabinete do deputado tucano, com salário que pode chegar a R$ 1.900,00, a depender de gratificações, mas de fato é motorista particular dos filhos  do deputado. A Folha acompanhou a rotina do motorista de Nogueira durante cinco dias na última semana. Ferreira dirige um Toyota Corolla, que está em nome da mãe do deputado, com quem ele mora. Em dois desses dias, o motorista levou um filho do deputado a uma casa de ensaios de bandas de música.A Folha também teve acesso a outras imagens anteriores do motorista conduzindo os filhos do deputado a um colégio, escola de inglês e curso de música.O motorista também leva e busca as crianças em festas nos finais de semana.


21 Dezembro 2011

CHARGE DO BESSINHA

ATENÇÃO LEITORES #privatariatucana @ptbrasil

Blog Barão de itarare vai transmitir online o debate
“A Privataria Tucana e o Silêncio da Mídia “.

Para quem não puder ir ao debate
que acontece  hoje 21/12,  às 19 horas no sindicato dos Bancários, rua São Bento 413, no centro de São Paulo-SP.

Informações:

11 3054-1829O

Participam da discussão o

deputado federal Delegado Protógenes (PCdoB-SP) - (http://blogdoprotogenes.com.br/),
o jornalista Paulo Henrique Amorim - ( http://www.conversaafiada.com.br )
o autor do livro A Privataria Tucana,
jornalista investigativo Amauri Ribeiro Jr.

20 Dezembro 2011

A Privataria Tucana - O Filme




São apenas 4 minutos. Hilário!
O Raul Longo me enviou 

A PRIVATARIA TUCANA NELES

Olá leitor amigo!
Este ano você tem a chance de dar um ótimo presente de Natal: o livro que está causando furor na tucanalha, A Privataria Tucana. Eu li e o livro é devastador, com provas e mais provas da roubalheira tucana. Sabe aquele seu colega de trabalho que votou no Serra, ou que tece elogios ao FHC, que adora falar mal do PT, do Lula, da Dilma? Dê o livro de presente para ele. Também pode presentear aquelas tias, primos, que a gente só vê no Natal e que sentem a derrota do Serra, que falam mal do Lula, da Dilma. Dê o livro de presente para eles. Sabe aquele seu chefe reacionário, metido a elite, que adora o Serra? Deixe o livro embrulhado para presente na mesa dele. Se pegar aquele taxista chato que odeia o Lula, a Dilma, esqueça um livro no táxi dele. Esqueça um livro na sala do consultório médico, do dentista: eles vivem lendo a Veja. Vamos lá, meu amigo, sem medo de ser feliz: A Privataria Tucana neles.
Jussara Seixas

LEITOR RETARDADO DA FOLHA DE SÃO PAULO

Ontem  aconteceu um acidente no km 29  da rodovia Raposo Tavares, em São Paulo. Uma carreta perdeu o freio e provocou um engavetamento de 20  veículos. A rodovia Raposo Tavares é estadual, mas  mesmo  sendo petista não vou acusar o Alckmin ou o Serra por esse acidente, não sou retardada  como o leitor da Folha José Saliba, que postou essa perola   de comentário: 
"Isso após quase nove anos de governo do "povo"!!!!!!!! O PT foi e é a maior mentira do século. Passado e atual. Operação tapa buracos sem licitação!!! E tem iluminado que acredita......Isso é reflexo de uma sociedade sem acesso à informação. Item que todo regime déspota impõe. Vide cuba, coréia do norte, china, russia etc...."
 O que é que tem a ver o governo do PT com uma rodovia estadual, e com uma carreta que perde o freio?  Ou o sujeito é retardado, ou faz parte da orquestração  da oposição  burra para a qual tudo de ruim que acontece  desgraças, tragédias é culpa do governo petista, culpa de Lula, Dilma. José Saliba, caso você não seja um troll a serviço da oposição, vá se informar antes de vomitar asneiras. 
Jussara Seixas

13 Dezembro 2011

CHARGE DO BESSINHA

Privataria Tucana já nas livrarias de todo país FHC Serra e FHCboys no butim latino americano

Coragem, Reinaldo Azevedo! A Veja já publicou a corrupção do Serra há 9 anos atrás!

Edição 1750 de 09/05/2002 - No racha demo-tucano de 2002, a revista ficou do lado do PFL por um momento, e publicou 10 páginas de fogo "amigo" denunciando propina na Privatização. Estão lá os mesmos nomes do livro de Amaury: Ricardo Sérgio e José Serra.




Nove anos depois, o livro de Amaury Ribeiro Jr. traz respostas para a pergunta que a revista Veja fez na edição 1751 de 15/05/2002. Gregorio Preciado também foi alvo da reportagem.
A revista Veja está numa sinuca de bico com o livro de Amaury Ribeiro Jr. sobre a maior ladroagem da história do Brasil: a privataria tucana comandada por José Serra no governo FHC.

A revista não tem como contestar o conteúdo do livro, pois além das provas documentais, o livro aprofunda reportagens da própria revista Veja, de maio de 2002, sobre propinas na Privatização da Vale e das teles, denunciadas pelo fogo amigo demo-tucano na época: o próprio comprador da Vale, Benjamin Steinbruch, os tucanos Paulo Renato de Souza e Mendonça de Barros (foram as fontes da reportagem, sem "off").

É preciso entender o contexto da época, que levou os Civita a publicar o fogo amigo contra Serra. Eles desenganavam as chances de Serra vencer a eleição de 2002, e em conluio com o PFL de ACM e Bornhausen, procuravam eleger outro candidato que consideravam com mais chances de vencer Lula.

A aliança PSDB-PFL havia rachado. Serra trocara o PFL pelo PMDB como principal parceiro. ACM já atirava contra Serra, e era uma fonte constante de denúncias sobre Ricardo Sérgio. Em maio de 2002, Serra patinava nas pesquisas, havia abatido Roseana Sarney, a então candidata do PFL, e não conseguia herdar nem as intenções de votos que Roseana perdera. Os caciques ACM e Jorge Bornhausen desembarcaram na candidatura de Ciro Gomes, que crescia nas pesquisas, tinha um discurso de oposição, mas não sofria o preconceito e medo da elite, como Lula.

Foi nesse contexto que a revista Veja publicou denúncias envolvendo Ricardo Sérgio e Gregório Preciado, os mesmos protagonistas do livro de Amaury Ribeiro, e com as mesmas denúncias, só que desta vez com provas documentais, e acrescida a participação da filha e genro de José Serra.

A Veja não tem como apagar essas reportagens. Não pode fazer como FHC e dizer "esqueçam o que escrevi", justamente quando as suspeitas de então aparecem agora acompanhadas de provas no livro de Amaury.

A única coisa que a Veja pode fazer para proteger a corrupção tucana é o que está fazendo: silêncio sobre o assunto e cortina de fumaça com outras "denúncias" para preencher a pauta. Mas é preciso lembrar que essa conivência, mesmo que na forma de silêncio, hoje revela cumplicidade na corrupção.

O fim de José Serra e do PSDB

Não vai dar para fazer silêncio para sempre, até porque o livro é só a ponta do iceberg. Imaginamos o quanto é doloroso para alguém com Reinaldo Azevedo ter que escrever o obituário político de José Serra, (cujo futuro é o mesmo de Maluf), e o fim do PSDB como alternativa de poder, justamente no momento em que o marqueteiro Antonio Lavareda tentava resgatar o que o tucanos acham que seja o legado de FHC. Com o livro de Amaury, o único legado de FHC que sobra é a maior roubalheira que uma grande nação já sofreu em seu patrimônio, pela rapinagem de politiqueiros embusteiros e traidores da pátria que venderam as riquezas da nação a preço de banana em troca de propinas. Pobre Aécio Neves (outro vendilhão). Sua estratégia de defender FHC e a privataria acabou de falir e precisa voltar para a prancheta dos marqueteiros para recauchutagem geral.

Há 9 anos, o mesmo trololó

Em 2010, toda vez que José Serra era perguntado sobre algum dos vários escândalos de corrupção que ele esteve envolvido, ele desdenhava chamando de tititi e trololó. Em 2002 ele fez a mesma coisa:

O que a Veja dizia em 2002

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