16 setembro 2014

A 'escolha de sofia' do PSDB: aderir a Marina para abocanhar cargos ou votar em Dilma para não morrer



Com o cada vez mais evidente fiasco da candidatura Aécio, tucanos que têm algo mais na cabeça além do cenário imediato da eleição começam a botar na mesa duas alternativas:
  • apoiar Marina, em troca de cargos numa possível futura administração, já que programas são semelhantes; 
  • ou pensar menos no curto prazo e votar em Dilma para evitar vitória de Marina e assim manter o PSDB como principal partido de oposição e tentar uma vitória em 2018 com um candidato mais preparado.

Os que pensam em apoiar Dilma não irão fazê-lo em público declarando voto na candidata petista, o que seria suicídio. Mas, na prática, devem liberar e estimular o voto nela. Ou nulo.

Os que pensam desse modo usam como argumento o moribundo DEM, que já foi "o maior partido do ocidente", quando era a ARENA da ditadura, e depois transformou-se no PDS, dividiu-se e virou PFL, que optou por ser uma costela do PSDB, virou DEM, e agora ninguém o chama nem para formar chapa em sindicato dos lançadores de anões. O mesmo pode acontecer com o PSDB se aderir a Marina, pensam esses tucanos.

Já a outra corrente tucana, pragmática, imediatista, prefere negociar apoio a Marina. Eles julgam que ela não tem capacidade nem equipe para governar o Brasil. E os que estão com ela vieram do ninho tucano. Portanto, Marina, na prática, apenas choca os ovos que darão vida e poder a eles.

Os primeiros têm como certa a vitória de Dilma e querem marcar posição como principal partido de oposição ao governo.

Os outros acham que "fundido, fundido e meio". Marinamente, ora acham que ela pode ganhar, dora acham que não... Diferentemente dos mineiros, esses tucanos não são solidários nem no câncer, e querem o poder a todo custo, ainda que seja em ninho alheio, como o chupim. Se Marina perder, adaptam FHC e lançam um "esqueçam quem eu apoiei", voltam a criticá-la e a apoiar Serra.

Fato é que a História está aí para mostrar que os que tomam decisões medíocres têm destino à altura.
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Marina defende mudança na legislação trabalhista. É seu emprego indo para o vinagre!


Nós lemos o "programa de governo" da Marina

Embora o Zé Augusto já tenha falado sobre o assunto no post: “Com Marina Silva, trabalhador não poderá reclamar seus direitos na Justiça do Trabalho.”, só hoje a Folha descobriu e confirma o que já falamos

Marina Silva, defendeu nesta terça-feira (16) mudança na legislação trabalhista, mas evitou se comprometer com medidas específicas ou detalhar a proposta.

Em debate com empreendedores no centro de São Paulo, Marina falou duas vezes sobre a necessidade de atualizar as regras da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

"A complexidade das leis trabalhistas, muitas vezes, priva uma empresa, uma pequena empresa, de contratar", afirmou a candidata, ressaltando que essa "não é uma discussão fácil".

"Se fosse fácil, o sociólogo, se referindo a Fernando Henrique Cardoso teria feito a reforma política e (falando de forma depreciativa),  o operário,  teria feito a reforma trabalhista", disse sem citar os nomes dos ex-presidentes

Marina foi questionada três vezes sobre as mudanças na CLT, depois de ter defendido a atualização da legislação trabalhista durante o evento, mas limitou-se a dizer que o tema está sendo discutido por sua campanha e que ainda não há consenso entre os partidos que a apoiam. "Ainda não temos a resposta", afirmou.

Ao ser questionada sobre o que pretende fazer em relação à terceirização, um dos principais temas debatidos no meio sindical, Marina disse apenas que os problemas devem ser reparados. "Não queremos a precarização das ocupações que existem. Foi feito um processo no governo do PSDB que tem muitos problemas e esses problemas precisam ser reparados", afirmou.

"É um debate que está sendo feito há muito tempo pela sociedade brasileira, que busca uma atualização das regras trabalhistas que sejam compatíveis com a necessidade dos trabalhadores e empregadores. Estamos fazendo um esforço para dar uma resposta, mas ainda não a temos", disse a Marina

A candidata defendeu  inclusive, a resolver o problema do sistema previdenciário", mas também não foi clara sobre como aplicar esse novo modelo.

No programa de governo da Marina está:

A elevada rotatividade da mão-de-obra e a negociação de direitos individuais na Justiça tornam muito precárias as relações de trabalho.
(…)
Há que buscar um modelo onde os atores coletivos sejam mais representativos, cabendo ao Estado impulsionar a organização sindical e a contratação coletiva. O novo modelo diminuiria o papel do Estado na solução dos conflitos trabalhistas coletivos, e Justiça do Trabalho se limitaria à nova função de arbitragem pública.
E comentários do Zé....Ora, o que significa esse trecho destacado em negrito e escrito em linguagem barroca? Que a Justiça do Trabalho não mais processaria causas individuais. Um ataque frontal a um dos direitos trabalhistas mais importantes da pessoa no Brasil.

E tem mais: Marina atacou a CLT Consolidação das Leis do Trabalho quando foi senadora
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CHARGE DO BESSINHA

Temer: Dilma não perderia eleição "nem se a gente quisesse"


Empresariado de Ponta Grossa propõe cassar voto de cidadãos e eliminar leis trabalhistas


Por Davis Sena FilhoBlog Palavra Livre

 

FIOR TEM NOSTALGIA DO BRASIL COLÔNIA E QUER O FIM DE DIREITOS DE CIDADANIA.

Ao contrário do filme “De volta para o futuro”, sucesso do cinema na década de 1980, os empresários ou os endinheirados da cidade de Ponta Grossa, no Paraná, resolveram “viajar” pela máquina do tempo, e, diferentemente da maioria das pessoas normais que tem curiosidade de saber sobre o futuro de suas vidas, o que é uma evidência de ordem racional, a classe dominante de Ponta Grossa resolveu voltar ao passado, especificamente ao Brasil Colônia do século XVIII, quando apenas as pessoas do sexo masculino, de peles brancas e proprietárias de terras e de escravos tinham o direito de votar em seus candidatos e representantes.

 

Contudo, inacreditavelmente e de forma surreal, a diretoria da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), com a aquiescência de seus associados diversificados em 21 setores, apresentou documento aos candidatos a prefeito convidados para debater na entidade empresarial, com propostas e reivindicações da importante categoria empresarial, que ora se encontra muito preocupada com os programas de transferência de renda do Governo Federal, em parceria com os estaduais, e, obviamente, com a participação também das prefeituras municipais, como é o caso de Ponta Grossa.

 

Dentre as inúmeras reivindicações de homens e mulheres que atuam no segmento empresarial pontagrossense, duas chamaram a atenção pelos seus conteúdos perversos: 1) a redução de direitos trabalhistas; e 2) o impedimento de cidadãos cadastrados em programas sociais, a exemplo do Bolsa Família, de votar em eleições. Inacreditável! Além de ser inconstitucional, apenas pessoas consideradas criminosas e condenadas em terceira instância perdem o direito ao voto. Muita gente pensa assim. Basta qualquer pessoa acessar a internet, ver televisão, ler jornais e revistas e ouvir debates políticos e empresariais.

 

Entretanto, não me lembro de uma entidade oficial de uma categoria, mesmo sendo empresarial e privada, colocar essas barbaridades no papel, como o fez a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa. Tal atitude de essência elitista e ordinariamente de interesse mercantil deixou as pessoas sensatas e que tem consciência do passado de escravidões deste País indignadas.

 

As propostas da Acipg são tão descaradas e infundadas que faz muita gente pensar como uma categoria empresarial de uma cidade paranaense importante elege e segue uma diretoria sem qualquer consciência social, sensibilidade política e conhecimento de história, ao ponto de apresentar documentalmente e, portanto, oficialmente, reivindicações e propostas que retiram direitos trabalhistas conquistados nos tempos do estadista Getúlio Vargas, bem como, inacreditavelmente, propõe que cidadãos brasileiros, trabalhadores e honrados, percam o direito de votar porque estão cadastrados em um dos programas sociais do Governo Federal, atualmente administrado por políticos trabalhistas do PT.

 

O “documento” dos empresários de Ponta Grossa é tão horroroso, draconiano e fora da realidade que atingiu em cheio o candidato a prefeito do PT, Péricles Holleben de Mello, que sofreu uma arritmia cardíaca por ter ficado irritado e deveras surpreso com tanta ignomínia e sordidez por parte de indivíduos ricos, mas completamente insensatos e egoístas. O político teve de ser hospitalizado, pois se alterou com tais pleitos formulados por empresários. Não é para menos.

 

E como não se sentir mal ao lidar com tamanha falta de sensibilidade, senso moral e crítico, além da total ausência de solidariedade por parte de empresários ricos? Cidadãos donos dos meios de produção e que deveriam, no mínimo, ter noção do que é correto e incorreto, bem como do que é justo e injusto — questões inalienáveis no que tange à condição humana, pois inerentes à sua existência e sobrevivência.

  

Fatores importantes de vida que, definitivamente, os inquilinos da Casa Grande de Ponta Grossa e também de todo o Brasil jamais levam em conta, porque o que lhes interessa é que o mundo seja para poucos, para que uma minoria possa se locupletar, a viver como os “nobres” escravocratas do Brasil Colônia, a ter acesso a tudo o que é de bom e melhor, em todos os setores e segmentos da vida, pois talvez acreditam, por intermédio de suas consciências vazias e corações de pedra, ser muito natural que milhões de pessoas vivam mal e a burguesia opulenta, de caráter patrimonialista e nepotista, viva como uma verdadeira diva sectária, a ter mucamas a abaná-la enquanto ela se refestela em sua própria iniqüidade.

 

Haja paciência para tanta infâmia e falta de discernimento. Afinal, estamos no terceiro milênio, em pleno século XXI e não mais nos tempos do Brasil Colônia, apesar de saber que a nossa burguesia é colonizada e subserviente ao estrangeiro, pois portadora de um gigantesco e indescritível, porque inenarrável complexo de vira-lata. A Casa Grande perversa, covarde e feroz como um leão quando se trata de oprimir e prejudicar os mais pobres. Por seu turno, subalterna, pusilânime e entreguista quando se depara com os mais fortes, a exemplo dos governos e das classes ricas dos países desenvolvidos. Êita burguesia chinfrim!

 

A verdade é que a cartilha da Acipg apresentada aos candidatos criminaliza a pobreza, pois, irremediavelmente, preconceituosa. Por sua vez, o direito ao voto é universal, conforme reza a Constituição de 1988. O presidente da associação de empresários, Nilton Fior, deveria ter mais consciência, e, se não a tem, poderia consultar pessoas que pudessem lhe aconselhar a não apresentar uma cartilha tão sectária e elitista para os candidatos, mesmo os de direita. Fior deveria respeitar os direitos civis da sociedade, que, em maioria, não deve concordar em perder direitos que levaram séculos para se transformarem em conquistas sociais e cívicas.

 

Cassar votos de cidadãos com plenos direitos civis é repetir o passado ditatorial do Brasil, País que foi vítima de um golpe civil-militar em 1964. Entidades empresariais maiores e mais poderosas que a Acipg conspiraram e financiaram os militares e os órgãos de repressão da ditadura. Passados 30 anos da redemocratização do Brasil, a cúpula empresarial de Ponta Grossa apresenta oficialmente uma cartilha (documento) que cassa o direito ao voto de cidadãos brasileiros, além de reivindicar a retirada de direitos trabalhistas. É o fim da picada. Realmente, tem setores da sociedade brasileira que são assustadores, pois ainda vivem em mundo paralelo, sem o brilho da luz. Ponta Grossa e seu povo não merecem essa gente. É isso aí.

Professores declaram apoio à reeleição de Dilma

LULA: “QUEM ESTÁ CONTRA O PRÉ-SAL É CONTRA O FUTURO”

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Em ato de "abraço" à sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, ex-presidente veste camisa de petroleiro para demonstrar "orgulho"; "Em oito anos, depois da descoberta do pré-sal, já tiramos mais petróleo do que nos primeiros 31 anos de história da companhia"; empolgado, Lula deu recado indireto para adversária Marina Silva, do PSB, que atacou a gestão da estatal a partir da delação premiada do ex-diretor Paulo Roberto Costa; "Eu tenho 34 anos no mesmo partido político, não falo mal das pessoas", alfinetou; Marina deixou o PT rumo ao PV, tentou montar o Rede e está no PSB; ela disse ver o petróleo como um "mal necessário"; "Quem é contra a riqueza do pré-sal é contra o futuro do Brasil", carimbou Lula

247 – Sem citar diretamente a candidata do PSB, Marina Silva, o ex-presidente Lula fez o principal discurso no ato de "abraço" à Petrobras, realizado na tarde desta segunda-feira 15, diante da sede da estatal.
- Quem é contra o pré-sal é contra o futuro do Brasil, disse Lula, num recado indireto à adversária do PSB, que tem apenas duas linhas sobre a exploração do pré-sal em seu programa de governo e afirmou considerar o petróleo "um mal necessário".
- Quem é contra essa riqueza? Certamente não é o trabalhador brasileiro, nem o petroleiro nem o metalúrgico da indústria naval, acentou Lula.
No Rio de Janeiro, a presidente Dilma Rousseff, citada várias vezes por Lula, está na frente de Marina nas pesquisas de opinião. O candidata do PSB passou a enfrentar problemas no Estado após ter demonstrado frieza sobre "a maior descoberta de petróleo na história contemporânea no plante Terra", conforme descrição de Lula sobre o palanque.
Com uma camisa de petroleiro da estatal brasileira, Lula disse diante de estimadas 5 mil pessoas que o gesto era para demonstrar "orgulho" pela companhia. Ele lembrou como se sentiu, em 2006, quando foi informado sobre a primeira confirmação da extensão do pré-sal:
- Cheguei em casa e disse para a Marisa: 'Será que eu nasci mesmo com aquilo virado para a lua para ter no meu governo a descoberta dessa que é a maior riqueza do mundo? De lá para cá, em apenas oito anos, já retiramos mais petróleo para o Brasil dos que nos 31 primeiros anos da história da Petrobras.
Para Lula, o pré-sal vai produzir, nos próximos anos, quatro milhões de barris diários de petróleo.
Ao tratar do tema da CPI da Petrobras, em curso no Congresso e aquecida pela delação premiada do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, Lula foi fiel ao seu estilo:
- A gente sabe que muitas vezes uma CPI só serve para achacar empresários, disse ele, sem entrar em detalhes sobre as denúncias de Costa veiculadas na mídia.
Lula procurou associar as conquistas da Petrobras no campo da exploração do pré-sal, "a sete mil metros de profundidade", também à presidente Dilma.
- Nós fizemos a Petrobras apresentar números hoje que nunca teve na sua história.
Abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre o ato:
Manifestantes fazem ato em defesa do pré-sal e da Petrobras no Rio
Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil - Centrais sindicais e movimentos sociais fizeram hoje (15) um ato em defesa da atual política da exploração do pré-sal com a Petrobras como operadora. Os manifestantes também defenderam a Petrobras do que chamaram de "ataques políticos" à estatal.
O coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, disse que o objetivo do ato foi mostrar que as riquezas do petróleo da camada pré-sal devem ser usadas em benefício da população. "Os recursos oriundos do pré-sal devem ser usados em benefício da saúde e da educação. Esta é uma oportunidade ímpar que o povo brasileiro está tendo", disse Rangel.
Para ele, a Petrobras precisa ser defendida dos "ataques" que está sofrendo, em decorrência das investigações sobre um suposto esquema de corrupção na empresa petrolífera. "Os ataques que são feitos à Petrobras querem passar para a sociedade uma imagem de incompetência, ineficiência administrativa, para que, num segundo momento, possam aparecer aquelas vozes para dizer: 'a Petrobras não pode ser a operadora única do pré-sal'", afirmou o representante dos petroleiros.
O ato, que contou com a participação de representantes de entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), também defendeu a candidatura da presidenta Dilma Rousseff à reeleição pelo PT.
Também presente ao evento, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, em discurso, a Petrobras, a investigação de pessoas envolvidas em episódios de corrupção na estatal e a candidatura de Dilma. O ato, que começou na Cinelândia, terminou em frente à sede da estatal, no centro da cidade, com um abraço dos manifestantes ao edifício.

Autonomia do Banco Central. O que isso tem a ver com você?

Marina janta com banqueiros.



E não adianta querer posar de vítima. Quem "dedurou" foi um colunista da revista Veja. Ele escreveu:
Marina Silva participa hoje em São Paulo de um jantar com pesos pesados do setor financeiro. Estarão presentes José Olympio Pereira e Luis Stuhlberger, do Credit Suisse, Eduardo Vassimon, do Itaú-BBA e Jair Ribeiro, do Indusval & Partners.
O jantar for organizado para cinquenta empresários e banqueiros que doaram entre 100 000 e 200 000 reais para a campanha de Marina.
 E nós perguntamos...
Marina fala de dívida pública enquanto janta com especialistas em criar empresas off-shore em paraísos fiscais?
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CHARGE DO BESSINHA

Lula a Marina: 'Não dá pra terceirizar a presidência'

Dilma promete a artistas uso do pré-sal na cultura

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Grupo de intelectuais e artistas repete ato de 2010 e lota Teatro Oi Casagrande, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em apoio à campanha pela reeleição de Dilma Rousseff; estiveram presentes figuras como Leonardo Boff, Marilena Chauí, Elza Soares, Otto, Alcione e Beth Carvalho; "Vamos colocar a Cultura dentro da nossa estratégia de crescimento econômico", disse a presidente; ela lembrou que os recursos do pré-sal irão garantir os investimentos em educação e em cultura, e disse que não há "alquimia ou milagre" que faça a educação evoluir: "temos que pagar bem o professor e exigir que ele fique na aula"

247 – Repetindo ato de 2010, um grupo de Intelectuais, cientistas, lideranças sociais, religiosas, políticos e artistas, lotou o Teatro Oi Casagrande, na Zona Sul do Rio de Janeiro, ao lado do ex-presidente Lula, em apoio à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência.
Participaram do evento figuras como Leonardo Boff, Chico César e Marilena Chauí, além de Elza Soares, Otto, Alcione e Beth Carvalho. Do lado de fora, mais de mil pessoas acompanharam o ato, que durou cerca de três horas.
Ao discursar, Dilma observou: "De todos aqueles que me apoiaram em 2010, a grande maioria está de volta aqui, muito obrigada. Quando estive aqui em 2010, foi já no segundo turno, eu senti que a gente iria vencer a eleição e nós vencemos."
“Não vamos voltar para trás, e faremos isso investindo em educação qualificada, para todos, e colocando a cultura dentro da nossa estratégia de crescimento e desenvolvimento econômico. Não queremos só obras, queremos utopias. Não queremos só vantagens materiais, queremos nos compreender. Vamos colocar a Cultura dentro da nossa estratégia de crescimento econômico”, acrescentou.
A presidente lembrou que os recursos do pré-sal irão garantir os investimentos em educação e em cultura, e disse que não há "alquimia ou milagre" que faça a educação evoluir: temos que pagar bem o professor e exigir que ele fique na aula".
O teólogo Leonardo Boff, um dos que lideram o manifesto em prol da candidatura da petista, destacou as mudanças promovidas desde a entrada do Partido dos Trabalhadores no poder, salientando também as medidas ainda necessárias.
Já o ex-presidente Lula, om críticas à grande imprensa, ao próprio partido e ao discurso dos candidatos de oposição, buscou apresentar a importância do novo olhar às camadas mais pobres e de um possível fim dos financiamentos privados de campanhas políticas.
'Nós temos uma pobreza histórica que nós temos que recuperar", disse, dando como exemplo o número de brasileiros em universidades, inclusive em instituições do exterior, a partir de programas como o Ciência sem Fronteiras.

Vox Populi: Dilma tem 36%, Marina 27% e Aécio 15%

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Vantagem da presidente Dilma Rousseff no primeiro turno é de nove pontos, segundo a pesquisa Vox Populi; ela tem 36%, contra 27% de Marina Silva; na terceira posição, Aécio Neves permaneceu com 15%; no segundo turno, a situação é de empate técnico, com Marina aparecendo com 42% e Dilma com 41%; na pesquisa mais recente, divulgada no último dia 10, Dilma tinha 36%, contra 28% de Marina e 15% de Aécio; ou seja, a alteração foi mínima na última semana


247 - A presidente Dilma Rousseff ampliou para nove pontos sua vantagem em relação a Marina Silva, no primeiro turno. É o que mostra pesquisa Vox Populi, divulgada nesta segunda-feira. Ela tem 36%, contra 27% de Marina e 15% de Aécio Neves.

Na simulação de segundo turno, a situação é de empate técnico. Marina Silva tem 42% e Dilma apresenta 41%. Praticamente não houve alteração em relação à pesquisa anterior, quando Dilma tinha 36%, Marina 28% e Aécio 15%.

Leia, abaixo, reportagem da Reuters a respeito: SÃO PAULO (Reuters) - Nova pesquisa Vox Populi mostrou um quadro eleitoral praticamente estável na disputa pelo Palácio do Planalto, com dianteira da presidente Dilma Rousseff (PT) nas intenções de voto para o primeiro turno e empate técnico entre a petista e a candidata do PSB, Marina Silva, num segundo turno.
Para o primeiro turno, na sondagem divulgada nesta segunda-feira, Dilma tem 36 por cento, seguida por Marina com 27 por cento e Aécio com 15 por cento. Na semana passada, o Vox Populi apontava a presidente com os mesmos 36 por cento, a candidata do PSB com 28 por cento e o tucano com os mesmos 15 por cento.
Nas simulações de segundo turno, o novo levantamento mostrou o mesmo placar entre as duas candidatas: 42 por cento para Marina e 41 por cento para Dilma.
Numa eventual disputa entre Dilma e Aécio, a petista ganharia por 47 a 36 por cento --na semana passada o placar era 44 a 36 por cento.
O Vox Populi entrevistou 2.000 pessoas entre sábado e domingo em 147 municípios. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.
(Por Alexandre Caverni)

15 setembro 2014

Partidos que apoiam Marina tem parlamentares respondendo ações no STF por formação de quadrilha


A candidata Marina Silva (PSB) tem se apresentado aos eleitores como a que defende uma nova política, pela qual só os bons seriam escolhidos para ajudá-la a administrar, independentemente de partidos. Marina, assim como o falecido governador Eduardo Campos, afirma que, uma vez eleita, não pretende buscar o apoio de políticos tradicionais, como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e os senadores José Sarney (PMDB-AP) e Fernando Collor de Mello (PTB-AL).

O jornal O Globo, fez um levantamento para saber se, aquilo que Marina prega nos discursos, sobre nova política e governar com os bons é mesmo uma realidade no dia a dia, se Marina se preocupa em saber quem está em seu apoio,  ou, se o discurso é apenas   conversa em busca de votos. a reportagem diz;--No entanto, um olhar com lupa sobre os partidos que compõem a aliança demonstra que, pelo menos durante a campanha eleitoral, Marina não está cercada de legendas que podem se enquadrar no que há de novo na política. Ela é sustentada por seis partidos: PSB, PPS, PRP, PSL, PPL e PHS. Três deles têm o mesmo presidente há mais de dez anos, um tem menos de três anos de existência, e o último, apesar de estar há 17 anos na praça, não tem representante na Câmara.

Mas não é só isso. Entre os representantes das siglas que a apoiam há parlamentares que respondem a ações no Supremo Tribunal Federal por falsidade ideológica, formação de quadrilha e crime contra o meio ambiente e o patrimônio genético. Outro admitiu que pagou propina a entidade esportiva.

O PRP, por exemplo, foi fundado em 1991 com o objetivo de "reunir o legado político de Adhemar de Barros", o ex-governador paulista a quem é atribuída a frase "rouba, mas faz" O partido foi comandado até 1995 pelo filho do político, Adhemar de Barros Filho. Naquele ano, passou às mãos de Dirceu Resende, que permaneceu no comando do PRP até morrer, em 2003. Quem assumiu o controle, depois, foi o filho dele, Ovasco Resende, que se mantém como presidente até hoje.

O PRP tem dois representantes na Câmara e ambos respondem a ações no STF. lânio Natal, da Bahia, responde a duas ações penais e seis inquéritos. Além disso, responde a três processos no Tribunal Regional Federal da Bahia, acusado de envolvimento com a chamada máfia das ambulâncias quando era prefeito de Eunápolis.

Chico das Verduras, do PRP de Roraima, também freqüenta os corredores do Supremo. Ele responde a duas ações penais e a um inquérito no STF. Foi condenado por improbidade administrativa em primeira e segunda instâncias, e está recorrendo da decisão.

O PSL é dirigido desde 1998, quando foi fundado, por Luciano Bivar, presidente também do Sport Club do Recife. Em 2013, ele admitiu em entrevista a emissora de rádio de Pernambuco que subornou membros da Confederação Brasileira de Futebol para que o volante Leomar, jogador do Sport, fosse convocado pelo técnico Leão. A CBF não quis processá-lo.

lá o PPS é comandado por Roberto Freire desde sua criação, em 1999. O PPL foi fundado em outubro de 2011 e nem representante tem na Câmara. O PHS, embora seja mais antigo que o PPL, também não tem representante no Legislativo.
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“Vocalizador” de Marina quer elevar meta de inflação. É a confirmação do “tarifaço”

Autor: Fernando Brito

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Hoje, a Folha revela que o economista Alexandre Rands, um dos integrantes da turma de “vocalizadores” que Marina mandou conversar com a nata do setor financeiro, reunida pela Merryl Lynch-Bank of America, prometeu ali elevar a “meta de inflação”  - um dos integrantes do sacro “tripé macroeconômico” – caso a candidata convertida ao mercado chegue ao governo.
O episódio lembra-me a história que ouvi certa vez e jamais me saiu da cabeça. Depois de um prolongado cerco, um rei resolveu entregar sua cidadela. Foi, com uma pequena embaixada, negociar pessoalmente com o chefe do exército que o ameaçava, junto aos muros da cidade. E, antes de qualquer coisa, pediu-lhe que as conversações fossem em grego, conhecido apenas pelos “cultos”  e não em aramaico, língua do povo que se espremia na amurada para ver e ouvir o que se dizia.
Elevar a meta de inflação é uma espécie de “porteira aberta” para um choque tarifário, porque libera os efeitos da elevação dos preços administrados: gasolina, energia, planos de saúde, água e escoto, gás de cozinha, tarifas em geral e uma série de outros…
São 23 itens, no total, que representam um peso de quase 25% no cálculo total da inflação pelo IPCA.
Claro que há necessidade de fazer, de forma controlada e gradual, permanetes reajustamentos nestes preços.
O que é totalmente diferente de dar um “choque de preços”, em nome da “liberdade de mercado”.
É o que, já há alguns dias, Luís Nassif nos advertia sobre as declarações de outro “guru” marinista, Eduardo Giannetti.
Isso, é obvio, aumenta a inflação e é por isso que, para “dar credibilidade”, como diz Rands, a meta seria elevada. E para evitar que ela também “estourasse”, claro, seria necessário  ”nivelar”  os dois outros suportes do “tripé”.
Juros para cima, porque com inflação mais alta necessário elevá-los para duas coisas: manter o nível real de remuneração do capital e “segurar” a inflação via  redução do crédito.
Dólar para o alto, também, porque isso também contribuiria para frear o consumo, os gastos no exterior, melhorar a balança comercial e, sobretudo, tornar mais baratos e atraentes para o capital internacional os ativos no Brasil.
metasA comparação feita pela matéria da Folha, mencionando o fato de, no primeiro ano do governo Lula, ter sido elevada a meta de inflação é totalmente esdrúxula: ali a “meta” foi ajustada à realidade de desvalorização cambial (53%) e à taxa de inflação (12,53%)  já registradas no final do governo FHC, durante o ano de 2002.
Não é absolutamente comparável, pois a inflação tinha sido mais que o dobro do teto fixado então (de 5,5%), enquanto hoje, mesmo se considerarmos o acumulado em 12 meses, a desvalorização está 0,01%  (isso mesmo, um centésimo de ponto percentual) acima do teto.
Basta alguém olhar o gráfico das metas e do comportamento da inflação ao longo dos anos que verá, mesmo sem conhecimento mais profundo de economia, que se trata de duas situações totalmente diferentes. E a expectativa da inflação futura, em vermelho, não é a do governo, mas a do próprio setor financeiro, através do Boletim Focus.
O que os “vocalizadores” de Marina anunciam, pura e simplesmente, um conjunto de medidas que, como aquela rendição do rei, não pode ser dito na língua do povo: um “tarifaço”, o aumento dos juros e a elevação do dólar.
Esta aí porque esta gente parece falar grego.
http://tijolaco.com.br/blog/?p=21225

Tendência de queda de Marina prossegue. Campanha de Dilma não muda o tom

 Autor: Fernando Brito

foguetemarina
Tive acesso a informações de pessoas com acesso aos levantamentos diários produzido pelo “trackings” de campanhas que, se não servem para dar com toda a precisão números  de intenção de voto – a coleta de opiniões por telefone, por melhor que seja, distorce um pouco a amostra, geográfica e em estratificação social –  têm o mérito de identificar e monitorar as tendências do eleitorado.
E todos os que eu ouvi foram unânimes em dizer que ao longo dos últimos dias, a tendência de queda nos índices de Marina Silva e de elevação dos de Dilma Rousseff continuou, com bem pouca alteração para o percentual de Aécio Neves, num terceiro lugar cada vez mais distante.
Um deles chegou a dizer que, como os institutos de pesquisa também tem seus “trackings” diários, a decisão do Datafolha de “esticar” a realização de sua nova pesquisa (registrada ontem, com “campo” dias 17 e 18 de setembro, um intervalo muito maior do que o das duas últimas: 28 e 29 de agosto e 1° a 3 de setembro) pode ser devida ao fato de, mais cedo, ter de registrar uma ampliação muito expressiva da diferença de apenas três pontos entre Dilma Rousseff e Marina Silva.
Como o Ibope será divulgado antes, registrando uma diferença maior – a última já foi de oito pontos – a ampliação da distância no Datafolha terá menos repercussão.
E repercussão de pesquisa, perto de eleição, é arma poderosíssima de campanha.
Outro integrante de campanha, sempre ( e ainda) cético em relação à decisão ainda no primeiro turno mantém sua posição, mas já admite – a contragosto, porque crê que isso possa levar a uma “acomodação” – que isso possa ocorrer.
Ele me chamou a atenção sobre sinais de mudanças – ainda que pequenas, crescentes – no quadro de São Paulo, como resultado de uma politização maior da campanha de Alexandre Padilha, depois do “sacode” promovido por Lula há pouco mais de uma semana no PT paulista.
Diz ainda que há uma decisão de “não tirar o pé” da polarização política, mesmo com a nova estratégia de Marina Silva de se fazer de “vítima”.
O que aliás, parece não resistir ao ódio que se destila nela e que, com estratégia ou não, transborda: como com a declaração que “o povo vai demitir” Dilma, hoje, em Ceilândia.

Como já frisei aqui, segundo as pesquisas, embora Marina seja, sem dúvidas, a candidata da oposição, quase 20% de seus eleitores consideram bom/ótimo o governo Dilma,  e outros quase 50% julgam regular a administração da petista.
Por isso, o discurso será, essencialmente, o da “nova turma da Marina” e não o da falta de experiência ou das deficiências pessoais da candidata.
Não apenas restabelece a posição de “quem foi que mudou de posição” como empurra a ex-senadora para o campo dos seus novos aliados: Fernando Henrique, Bornhausen & companhia.
A curva descendente de Marina, que começou no início deste mês e se acentuou a partir do dia 6 ainda é suave, mas é morro abaixo,  sem oscilação.
Só o que a pode manter nas alturas é estar em órbita da direita.
http://tijolaco.com.br/blog/?p=21243