21 janeiro 2015

Lula reage e processará criador de falso câncer

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Ex-presidente Lula entrou com uma interpelação judicial contra o jornalista Leandro Mazzini, no Fórum Criminal de SP, por publicar em sua coluna a falsa notícia de que ele teria feito um tratamento sigiloso no Hospital Sírio-Libanês contra um câncer no pâncreas no início de 2014; ele pede ainda esclarecimentos sobre dados como o suposto uso do medicamento Bevacizumab; informação do UOL foi reproduzida nos veículos do Grupo Folha; Instituto Lula classificou o texto de Mazzini como 'peça de ficção'
247 – O ex-presidente Lula levou à Justiça o caso da falsa notícia divulgada pelo UOL sobre a volta de seu câncer. Segundo a colunista Mônica Bergamo, Lula ingressou nesta segunda (19) com interpelação judicial contra o jornalista Leandro Mazzini que publicou em sua coluna "Esplanada", reproduzida em jornais do Grupo Folha, a informação de que ele teria feito um tratamento sigiloso no Hospital Sírio-Libanês contra um câncer no pâncreas no início de 2014.
O texto dizia ainda que o “ex-presidente não faz tratamento intensivo no hospital – onde se curou do primeiro câncer – porque estaria tomando diariamente um medicamento importado dos Estados Unidos, que custa cerca de R$ 30 mil por mês (ainda não comercializado no Brasil). Seria sob o princípio do Bevacizumab, com uma versão mais recente e potente do popular Avastin, que ameniza o quadro clínico e a dor, e evita a quimioterapia”.
Advogados de Lula declaram que “o jornalista faltou com a verdade” e pedem, na medida protocolada no Fórum Criminal de SP, esclarecimentos sobre a citação do medicamento. "O remédio não é usado ou recomendado pela literatura médica para tratamento de câncer."
Em nota, o Instituto Lula também reagiu à publicação e classificou o texto de Mazzini como 'peça de ficção'.
O jornalista, no entanto, insiste no conteúdo da coluna. "Confio nas minhas fontes, e todos foram procurados antes da publicação e preferiram não falar", afirma o jornalista (leia aqui).
                                                   

16 janeiro 2015

O PSDB e sua obra-prima de gestão: o racionamento em SP

'Estamos fechando a torneira porque em março, no mais tardar em junho, SP fica sem água', admitiu presidente da Sabesp. Esse é o legado do choque de gestão?

por: Saul Leblon 


Arquivo

Após um ano de dissimulações, o PSDB oficializou o racionamento de água em SP nesta 4ª feira.

O novo presidente da Sabesp , Jerson Kelman, em entrevista ao SPTV, da Globo, anunciou um corte  drástico no fornecimento, que caiu de 16 mil litros/s na 3ª feira, para 13 mil l/s a partir de agora.

O racionamento anunciado  oficializa uma realidade que já atinge mais de seis milhões de habitantes, cujo abastecimento declina há um ano acumulando um corte de 60% no fornecimento padrão da Sabesp às suas torneiras (de 33 mil l/s para 13 mil l/s).

E isso é só o começo.

 'Estamos fechando a torneira porque em março, no mais tardar em junho, SP fica sem água', admitiu presidente da Sabesp na entrevista.

Nada como um copo após o outro.

Na reta final da campanha presidencial de 2014, quando o então diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, advertiu na Assembleia Legislativa de São Paulo, que o abastecimento da cidade estava, literalmente, por um fio de água, foi chamado de ‘bandido’ pelo grão tucano, vereador Andrea Matarazzo.

Ele disse aquilo que o PSDB se recusava a admitir: restavam apenas 200 bilhões de litros do volume morto do sistema Cantareira, que provê boa parte da água consumida na cidade.

O pior de tudo: a derradeira reserva de água da cidade encontra-se disponível na forma de lodo.

E será com isso que a sede paulistana terá que ser mitigada caso não chova o suficiente até o final de março.

Como de fato não tem chovido nos mananciais, nem há expectativa séria de que isso ocorra suficientemente até o final da estação das águas, avizinha-se  o que o novo presidente da Sabesp finalmente admitiu: ‘em março, no mais tardar em junho, SP fica sem água'.

Corta e volta para a campanha eleitoral de Aécio Neves em 2014.

O estandarte da eficiência tucana era martelado diuturnamente como um tridente contra aquilo que se acusa de obras e planos nunca realizados por culpa da (Aécio enchia a boca para escandir as sílabas) ‘má go-ver-nan-ça’.

Corta de novo e volta para o presente com o foco na contagem regressiva anunciada por Jerson Kelman, o novo titular do espólio da Cantareira e da Sabesp.

Vamos falar um pouco de governança?

Atribuir tudo à  ingratidão a São Pedro é um pedaço da verdade.

Num sugestivo contorcionismo eleitoral, Aécio negou a esse pedaço da verdade a explicação para a alta nos preços dos alimentos afetados pela seca.

Ou isso ou aquilo.

Estocar comida, que não grãos, caso do vilão tomate, por exemplo, que pressionou os índices de alimentos no período eleitoral,  está longe de ser uma opção exequível em larga escala no enfrentamento de uma seca.

Mas estocar água e planejar dutos interligados a mananciais alternativos, calculados para enfrentar situações limite, mesmo que de ocorrência secular, é uma obrigação primária de quem tem a responsabilidade pelo suprimento de grandes concentrações urbanas.

A Sabesp sob o comando do PSDB detém essa responsabilidade há 20 anos em São Paulo.

Omitiu-se, com as consequências previsíveis que agora assombram o horizonte de milhões de moradores da Grande São Paulo.

Carta Maior lembrou no período eleitoral --enquanto Geraldo Alckmin fazia expressão corporal de seriedade, que Nova Iorque e o seu entorno, com uma população bem inferior a de São Paulo (nove milhões de habitantes), nunca parou de redimensionar a rede de abastecimento da metrópole  movida por uma regra básica de gestão na área: expansão acima e à frente do crescimento populacional.

Tubulações estendidas desde as montanhas de Catskill, mencionou-se então, situadas a cerca de 200 kms e 1200 m de altitude oferecem ao novaiorquino água pura, dispensada de tratamento e potável direto da torneira.

Terras e mananciais distantes são periodicamente adquiridos pelos poderes públicos de NY  para garantir a qualidade e novas fontes de reforço da oferta.

O sistema de abastecimento da cidade reúne três grandes reservatórios que captam bacias hidrográficas preservadas em uma área de quase 2.000 km2.

A adutora original foi inaugurada em 1890; em 1916 começou a funcionar outro ramal a leste da cidade; em 1945 foi concluída a obra de captação a oeste, que garante 50% do consumo atual.

Mesmo com folga na oferta e a excelente qualidade oferecida, um novo braço de 97 kms de extensão está sendo construído há 20 anos.

Para reforçar o abastecimento e prevenir colapsos em áreas de expansão prevista da metrópole.

Em 1993 foi concluída a primeira fase desse novo plano.

Em 1998 mais um trecho ficou pronto.

Em 2020, entra em operação um terceiro ramal em obras desde o final dos anos 90. Seu objetivo é dar maior pressão ao conjunto do sistema e servir como opção aos ramais de Delaware e Catskill, que estão longe de secar.

Uma quarta galeria percorrerá mais 14 kms para se superpor ao abastecimento atual do Bronx e Queens.

Tudo isso destoa de forma superlativa da esférica omissão registrada em duas décadas ininterruptas de gestão do PSDB no Estado de São Paulo, objeto de crítica até de um relatório da ONU, contestado exclamativamente pelo governador reeleito, Geraldo Alckmin.

Se em vez do mantra do choque de gestão, os sucessivos governos de Covas, Ackmin, Serra e Alckmin tivessem reconhecido o papel do planejamento público, São Paulo hoje não estaria na iminência de beber lodo.

Ou nem isso ter  para matar a sede.

Pergunta aos sábios tucanos: caiu a ficha?

É verdade que o Brasil todo desidrata sob o maçarico de um evento climático extremo.

Sinal robusto dos tempos.

 Mas desde os alertas ambientais dos anos 90 (a Rio 92, como indica o nome, aconteceu no Brasil há 22 anos) essa é uma probabilidade que deveria estar no monitor estratégico de governantes esclarecidos.

Definitivamente não se inclui nessa categoria o tucanato brasileiro: em 2001 ele já havia propiciado ao país um apagão de energia elétrica pela falta de obras e a renúncia deliberada ao planejamento público.

Os mercados cuidariam disso com mais eficiência e menor preço –ou não era isso que se falava e se volta a ouvir agora sobre todos os impasses do desenvolvimento brasileiro?

Ademais de imprevidente, o PSDB desta vez mostrou-se mefistofelicamente oportunista na mitigação dos seus próprios erros.

Ou seja, preferiu comprometer o abastecimento futuro de milhões de pessoas, a adotar um racionamento preventivo que alongaria a vida útil das torneiras, mas poria em risco o seu quinto mandato em São Paulo.

É importante lembrar em nome da tão evocada liberdade de imprensa: a dissimulação tucana não conseguiria concluir a travessia eleitoral sem a cumplicidade da mídia conservadora que, mais uma vez, dispensou a um descalabro do PSDB uma cobertura sóbria o suficiente para fingir isenção, sem colocar em risco o continuísmo no estado.

É o roteiro pronto de um filme de Costa Gavras: as interações entre o poder, a mídia, o alarme ambiental e o colapso de um serviço essencial, que deixa  uma das maiores metrópoles do mundo no rumo de uma seca épica.

O PSDB que hoje simula chiliques com o que acusa de ‘uso político da água’, preferiu ao longo das últimas duas décadas privatizar a Sabesp, vender suas ações nas bolsas dos EUA e priorizar o pagamento de dividendos a investir em novos mananciais.

Há nesse episódio referencial um outro subtexto para o filme de Costa Gavras: a captura dos serviços essenciais pela lógica do capital financeiro.


Enquanto coloca em risco o abastecimento de 20 milhões de pessoas, revelando-se uma ameaça à população, a Sabesp foi eleita uma das empresas de maior prestígio entre os acionistas estrangeiros.

Mérito justo.

Como em um sistema hidráulico, o dinheiro que deveria financiar a expansão do abastecimento, vazou no ralo da captura financeira. Encheu bolsos endinheirados às custas de esvaziar as caixas d’água dos consumidores.

Não é uma metáfora destes tempos. É a síntese brutal da sua dominância.

Mesmo que a pluviometria do verão fique em 70% da média para a estação, o sistema Cantareira - segundo os cálculos da ANA - ingressará agora no segundo trimestre de 2015 com praticamente 5% de estoque (hoje está com algo em torno de 6%).

Ou seja, São Paulo chegará no início da estação seca de 2015 com a metade da reserva que dispunha em período equivalente de 2014 e muito perto da marca desesperadora do início deste  verão,quando ainda apostava no alívio da estação das chuvas --inexistente no inverno.

A seca que espreita as goelas paulistanas não pode ser vista como uma fatalidade.

Dois anos é o tempo médio calculado pelos especialistas para a realização de obras que poderiam tirar São Paulo da lógica do lodo.

 Portanto, se ao longo dos 20 anos de reinado tucano em São Paulo, o PSDB de FH e Aécio Neves, tivesse dedicado 10% do tempo a planejar a provisão de água, nada disso estaria acontecendo.

Deu-se o oposto.

 De 1980 para cá, a população de São Paulo mais que dobrou. A oferta se manteve a mesma com avanços pontuais.

O choque de gestão tucano preferiu se concentrar em mananciais de maior liquidez, digamos assim.

Entre eles, compartilhar os frutos das licitações do metrô de SP com fornecedores de trens e equipamentos. A lambança comprovada e documentada sugestivamente pela polícia suíça, até agora não gerou nenhum abate de monta no poleiro dos bicos longos.

‘Todos soltos’, como diz a presidenta Dilma.

A rede metroviária de São Paulo, embora imune a desequilíbrios climáticos, de certa forma padece da mesma incúria que hoje ameaça as caixas d’agua dos paulistanos.

Avulta daí um método – o jeito tucano de governar não pode ser debitado na conta de São Pedro.

O salvacionismo tucano em São Paulo não conseguiu fazer mais que 1,9 km de metrô em média por ano, reunindo assim uma rede inferior a 80 kms, a menor entre as grandes capitais do mundo.

A da cidade do México, por exemplo, que começou a ser construída junto com a de São Paulo, tem 210 kms.

Não deixa de ser potencialmente devastador para quem acusa agora o PT de jogar o país num abismo de má gestão só ter a oferecer à população de SP a seguinte progressão: racionamento drástico imediato, seguido de seca de consequências imponderáveis navida de uma das maiores manchas urbanas do mundo.

É essa a perspectiva para um serviço essencial na capital do estado onde o festejado choque de gestão está no poder há 20 anos.

Ininterruptos.

Uma questão para refletir:

O legado recomenda uma recidiva da receita para todo o Brasil, como exigem os centuriões do mercado e alguns cristãos novos petistas?

A ver.

Aeronáutica: falha humana causou acidente de Campos

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Investigação aponta sequência de erros cometidos pelo piloto Marcos Martins como a causa da queda do jato Cessna em Santos, matando parte da comitiva do então presidenciável Eduardo Campos (PSB); relatório cita falta de treinamento, desentendimento entre os pilotos e condições meteorológicas, que teriam causado a chamada “desorientação espacial”; 'sem dono', legalidade do aparelho também é alvo da Polícia Federal e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)


247 - As investigações da Aeronáutica sobre o acidente que matou a comitiva do então presidenciável Eduardo Campos (PSB) culparam falhas do piloto Marcos Martins.
O jato Cessna transportava o ex-governador de Pernambuco e mais seis pessoas e caiu às 10h do dia 13 de agosto de 2014, no bairro do Boqueirão, em Santos, no litoral de São Paulo.
Segundo o laudo, divulgado pela jornalista Eliane Cantanhêde, o primeiro erro de Martins foi o de ter ignorado a rota determinada pelos manuais para o pouso na Base de Santos, e ter tentado pousar direto, apelando para um “atalho”. Ao se ver obrigado a abortar o pouso e arremeter, ele cometeu outras falhas pela falta de treinamento, o que gerou a “desorientação espacial”.
O piloto teria perdido a referência do avião em relação ao solo, caindo sobre as casas. A conclusão foi tirada por ter acelerado, achando que estava em movimento de subida, quando na verdade estava caindo, no momento em que o avião embicou num ângulo de 70 graus e em potência máxima. O relatório cita ainda que a relação entre os dois pilotos não era boa.
As falhas foram agravadas com as condições meteorológicas difíceis (leia mais).
A Polícia Federal e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também investigam a situação legal do jatinho. Sem seguro e com equipamentos fora de funcionamento, avião ainda pertencia à fabricante/vendedora Cessna Finance Export Corporation, mas era operado por grupo usineiro com sede em Ribeirão Preto.

14 janeiro 2015

Marta é Helena, que é Cristóvam, que é Marina. Ela também trai


Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre


ILUSTRAÇÃO: BESSINHA (VIA CONVERSA AFIADA)

É mais ou menos assim: Marta Suplicy sente rancor igual ao Cristóvam Buarque, que nunca perdoou o Lula por sair do Ministério da Educação por ser contrário ao programa do PT para a Pasta, além de ser considerado nada pragmático; Mas Marta, como o Cristóvam, ocupou cargos públicos de relevância, e foi senadora, ministra e prefeita de São Paulo, com o apoio do Partido dos Trabalhadores. 

Cristóvam foi governador e senador eleito pelo PT, em 2002. Atualmente está no PDT, mas tem a alma tucana. Marta é igual à Heloísa Helena, porque fala o que vem na telha sem raciocinar, porque inimiga do discernimento e divorciada da ponderação. A madame está danada, restando-lhe, porém, a verborragia e o ego do tamanho de sua ambição política, que não pôde ocupar o lugar de Fernando Haddad — o prefeito de São Paulo, cargo que a sexóloga já exerceu, a ter o PT como seu partido.

Marta é igual à Marina, pois política dissimulada sobre o que quer e o que não quer. A quase ex-petista manipula os fatos e as realidades para atacar seus correligionários e prejudicá-los politicamente, a dar combustível à imprensa da Casa Grande, que se tornou o maior e o mais poderoso partido de oposição de direita, um dos responsáveis diretos pelo golpe militar de 1964.

A madame Marta Suplicy está furiosa e não diz claramente o porquê de sua ira, apesar de todo mundo saber de seus reais motivos. Já se ela não fala abertamente, eu falo: Marta está inconformada e demonstra toda sua vocação de traidora porque não foi candidata à prefeita de São Paulo, não se entende programaticamente com a presidenta Dilma Rousseff e pretende novamente abrir as portas da imprensa de mercado e antropofágica, porque talvez possa ser candidata à Presidência da República em 2018.

A madame quase ex-petista deve pensar com seus botões: "Se a Marina Silva com aquele seu blá, blá, blá estratosférico, entediante e confuso conseguiu ser candidata a presidente por duas vezes, porque eu também, que não falo nada com coisa nenhuma não posso ser candidata?" — indaga-se, com o punho dobrado debaixo do queixo.

E completa: "Vou botar pra quebrar. Primeiro vou sair atirando, e, dessa forma, atrair o interesse da imprensa oportunista e golpista, a dizer a seus áulicos ou capatazes, que mesmo sendo uma quase ex-petista posso muito bem voltar ao meu ninho, que são as Organizações(?) Globo e todo o monopólio midiático monopolizado e cartelizado, que, se Deus quiser, não vai me faltar em um momento tão traidor da minha vida" — acredita a madame.

Dito e feito. Marta dá uma entrevista à Eliane Catanhêde, a moça da "massa cheirosa", tucana replicadora dos interesses dos magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas, que recentemente foi demitida pela Folha de S. Paulo e automaticamente contratada pelo Estadão, dois jornais cúmplices e cooperadores dos 21 anos de ditadura civil e militar, que há 20 anos formam a base de sustentação do PSDB de São Paulo e de quem mais se juntar a seus interesses políticos, ideológicos e econômicos.

E, ferro na boneca. Marta abriu o bocão, rasgou a bandeira e subiu nos tamancos. Em parceria com a Catanhêde, a madame abre as cortinas de estreia da "massa cheirosa" no jornal da família Mesquita. Grupo familiar e financeiro tão reacionário que até hoje comemora a derrota de 1932, uma tentativa de golpe contra a Revolução de 1930 liderada pelo grande estadista e trabalhista Getúlio Vargas. Este, sim, um autêntico revolucionário até hoje odiado pela burguesia brasileira, aquela que foi a última no planeta a libertar os escravos.

O ódio aos trabalhistas é tão grande por parte da Casa Grande, que São Paulo, uma das cinco maiores cidades do mundo, com cerca de 12 milhões de habitantes não tem uma única rua com o nome do estadista, que a história e o povo brasileiro se recusam a esquecê-lo mesmo depois de 60 anos após sua morte. São Paulo é separatista. Ponto! Sua burguesia é uma das mais perversas e reacionárias do mundo. Em terras bandeirantes foi onde o DOI-CODI realmente vicejou e levou suas garras assassinas para o restante do Brasil.

Marta não se fez de rogada. E esbravejou, por intermédio de ataques à presidenta Dilma Rousseff, ao Ruy Falcão, presidente do PT, ao ministro da Cultura, Juca Ferreira, e ao ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Ela está realmente com fome de vingança e completamente entregue aos sentimentos de rancor e ódio.

Marta lembra Helena, que lembra Cristóvam, que lembra Marina, que lembra traição (definitiva) ao abraçar a candidatura tucana de Aécio Neves. São (ex)esquerdistas sem fundamentação ideológica e conhecimento programático. Faltam-lhes discernimento sobre a história do nosso povo e consciência política sobre os fatos e os acontecimentos que ora vicejam no Brasil.

Políticos que, a debalde, entregaram-se a devaneios pessoais, a ilusões alimentadas pela vaidade, e, consequentemente, tornaram-se "rebeldes" sem causa, porque se aliaram, voluntária ou involuntariamente, aos interesses da direita brasileira, que se resume a concentrar renda, a negar a emancipação social e econômica da população e assim manter, de forma indefinida, os interesses do establishment.

São pessoas egocêntricas e por isso consideram suas existências políticas acima dos interesses da Nação, bem como da luta dos socialistas, dos trabalhistas, dos comunistas e de seus aliados de todos os tempos, no que tange a enfrentar o status quo conquistado através dos séculos por uma burguesia que pensa que a Casa Grande é o bálsamo e o baluarte deste País, quando a verdade é a de que o povo trabalhador construiu esta Nação, a ferro e fogo, além de protegê-la e defendê-la como berço de sua vida.

Marta Suplicy é uma traidora, além de ser uma pessoa dada à politicagem e a futricas. Ousada, porque não pondera, tentou colocar em xeque a candidatura Dilma em prol de Lula, sendo que o líder trabalhista sempre deixou claro que apoiava a candidatura à reeleição da presidenta. Inacreditável a desfaçatez e a falta de sensibilidade de uma política que foi senadora e prefeita de São Paulo.

Atacou duramente seu sucessor no Ministério da Cultura, porque sabe, de antemão, que a administração de Juca Ferreira não vai ser tão leniente quanto à dela, no que concerne a atender aos interesses corporativos da classe artística dominante e ideologicamente colonizada, aos lobbies das grandes empresas midiáticas e familiares, bem como vai distribuir melhor o dinheiro destinado ao cinema, ao teatro, às artes em geral, além de democratizar o acesso da população à cultura.

Enfim, Marta Suplicy voltou à sua mais tenra origem. Para concretizar sua vontade de trair, inventa desculpas esfarrapadas e critica até a política econômica do Governo Trabalhista. Simplesmente a política que distribuiu renda, criou empregos e inseriu os filhos dos pobres nas universidades públicas. Um pão com manteiga para as mídias dos magnatas bilionários de imprensa. Marta é Helena, que é Cristóvam, que é Marina. Marta também trai. É isso aí.
       

12 janeiro 2015

CHARGE DO BESSINHA

Ilimar e o milagre de sábado: uma crítica ao PSDB

 Autor: Miguel do Rosário

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A hipocrisia se tornou tão ridícula que o Globo, desta vez, não conseguiu abafar.
Ilimar Franco produziu hoje um milagre, um evento raríssimo, que só aparece, qual o cometa Halley, de 75 em 75 anos.
Uma crítica à hipocrisia do PSDB, no Globo!
Enquanto os “delatores” citavam graúdos da base aliada, mereciam credibilidade total por parte de políticos e colunistas tucanos.
Agora que o nome de Anastasia, ex-governador de Minas, homem de confiança de Aécio, também foi citado, como recebendo o seu milhãozinho, os tucanos mudam completamente de atitude e passam a desmerecer as delações e apontar problemas na Lava Jato.
Pegou mal.
Abaixo, trechos da coluna de Ilimar:
“A oposição está deitando e rolando, desde a eleição, com o escândalo Petrobras. Políticos de PMDB e PT são citados em delações premiadas. Os tucanos batem sem dó, como se todos os citados fossem culpados”.
“Agora que Antonio Anastasia entrou na roda-viva, os tucanos reagem com indignação”.
O colunista reproduz email que recebeu do deputado Marcus Pestana, presidente do PSDB de Minas Gerais, com as seguintes afirmativas:
“Ele (Anastasia) está muito abalado, arrasado”.
“Palavra de meliante não pode ser critério da verdade”.
“Jornalismo investigativo tem que buscar provas e evidências”.
“Não é justo um cara da integridade dele ser misturado com esse lodaçal de corrupção”.
“Estamos indignados! Ele é símbolo de honradez. Querem misturar joio e trigo.”
“O estrago na imagem dele está feito”.
“Um Jornal Nacional é o bastante para muitas pessoas passarem a olhar diferente para o sujeito.”
*
Pois é, deputado. Vida dura, hein.
Prepare-se, daqui a 75 anos, o Globo publica outra nota assim.

Protegido de Alckmin é acusado de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas...


Após ser indiciado por fraude em licitação, o presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Mário Bandeira, deixará o posto. A informação foi confirmada ontem pelo novo secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, Clodoaldo Pelissioni, ao tomar posse. Segundo o secretário, a decisão de sair do cargo que ocupa desde 2011 foi do próprio Bandeira.

A PF concluiu pelo indiciamento dos investigados --servidores públicos, doleiros, empresários e executivos, entre os quais Mário Bandeira, atual presidente da CPTM-- por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, cartel e fraude em licitação. A Justiça Federal bateu o martelo e bloqueou, R$ 614,3 milhões de contas de sete empresas acusadas de participação na propina  de trens de São Paulo.

Bandeira foi indiciado pela Polícia Federal em dezembro do ano passado. Ele está em uma lista de 33 pessoas no inquérito que apura um esquema de fraudes em licitações de trens e formação de cartel no setor metroferroviário da capital entre 1998 e 2008, quando São Paulo esteve sob a gestão de três governadores do PSDB - Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin. O diretor de Operações da CPTM, José Luiz Lavorente, também é apontado pela PF. Ambos são suspeitos de terem assinado, em 2005, o aditamento a um contrato feito 10 anos antes com o Consórcio Ferroviário Espanhol-Brasileira (Cofesbra) - formado pelas empresas Alstom, Bombardier e CAF -, para adquirir 12 trens por R$ 223,5 milhões.

 À época do indiciamento, o promotor do Ministério Público de São Paulo Marcelo Milani defendeu o afastamento do cargo. Na ocasião, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, defendeu Bandeira e afirmou que os fatos deveriam ser analisados com cuidado, já que se tratava de um servidor com mais de 40 anos de carreira e "respeitado".

Denúncia
Em outubro de 2013, o ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer, em depoimento de delação premiada à Polícia Federal, detalhou um esquema de conluio para obtenção de contratos no metrô e na CPTM. Doleiros, empresários e executivos de multinacionais, como Alstom, Siemens, Bombardier, Mitsui, CAF e Ttrans, são investigados por pagamento de propina para obter vantagem nos contratos. Os 33 nomes foram indiciados pela PF pelos crimes de corrupção passiva, ativa, formação de cartel, lavagem de dinheiro, crime licitatório e evasão de divisas. O ex-diretor da CPTM João Roberto Zaniboni também é acusado de ter recebido propina. Apenas em uma conta secreta na Suíça, Zaniboni tinha US$ 826 mil. Diante do esquema, a Justiça mandou bloquear cerca de R$ 60 milhões.

O caso em que Bandeira e Lavorente foram indiciados não estava nos contratos delatados pelo diretor da Siemens, mas ainda assim foi identificado como alvo de fraude pela PF. Em nota, os integrantes da CPTM se defenderam e afirmaram que, apesar de fechado em 1997, o contrato ainda estava vigente em 2005 e o aditivo a ele foi "extremamente vantajoso à administração". "Com 24,92 % do valor do contrato original para compra de 30 trens foram adquiridos mais 12 trens (40% do objeto do contrato original), com avanços tecnológicos em relação aos anteriores", dizia a nota à época.
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/

CHARGE DO BESSINHA

11 janeiro 2015

Leonardo Boff: 'eu também não sou Charlie'

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Teólogo Leonardo Boff compartilha texto em que explica por que também 'não é Charlie'; "Na religião muçulmana, há um princípio que diz que o Profeta Maomé não pode ser retratado, de forma alguma. Esse é um preceito central da crença Islâmica, e desrespeitar isso desrespeita todos os muçulmanos. Fazendo um paralelo, é como se um pastor evangélico chutasse a imagem de Nossa Senhora para atacar os católicos… Qual é o objetivo disso? O próprio Charb falou: 'É preciso que o Islã esteja tão banalizado quanto o catolicismo'. 'É preciso' porque? Para que?", questiona; numa charge de Latuff, de 2012, Charb, uma das vítimas da chacina, foi retratado como homem-bomba


Há muita confusão acerca do atentado terrorista em Paris, matando vários cartunistas. Quase só se ouve um lado e não se buscam as raízes mais profundas deste fato condenável mas que exige uma interpretação que englobe seus vários aspectos ocultados pela midia internacional e pela comoção legítima face a um ato criminoso. Mas ele é uma resposta a algo que ofendia milhares de fiéis muçulmanos. Evidentemente não se responde com o assassianto. Mas também não se devem criar as condições psicológicas e políticas que levem a alguns radicais a lançarem mão de meios reprováveis sobre todos os aspectos. Publico aqui um texto de um padre que é teóloogo e historiador e conhece bem a situação da França atual. Ele nos fornece dados que muitos talvez não os conheçam. Suas reflexões nos ajudam a ver a complexidade deste anti-fenômeno com suas aplicações também à situação no Brasil: Lboff
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Eu condeno os atentados em Paris, condeno todos os atentados e toda a violência, apesar de muitas vezes xingar e esbravejar no meio de discussões, sou da paz e me esforço para ter auto controle sobre minhas emoções…
Lembro da frase de John Donne: “A morte de cada homem diminui-me, pois faço parte da humanidade; eis porque nunca me pergunto por quem dobram os sinos: é por mim”. Não acho que nenhum dos cartunistas “mereceu” levar um tiro, ninguém o merece, acredito na mudança, na evolução, na conversão. Em momento nenhum, eu quis que os cartunistas da Charlie Hebdo morressem. Mas eu queria que eles evoluíssem, que mudassem… Ainda estou constrangido pelos atentados à verdade, à boa imprensa, à honestidade, que a revista Veja, a Globo e outros veículos da imprensa brasileira promoveram nesta última eleição.
A Charlie Hebdo é uma revista importante na França, fundada em 1970, é mais ou menos o que foi o Pasquim. Isso lá na França. 90% do mundo (eu inclusive) só foi conhecer a Charlie Hebdo em 2006, e já de uma forma bastante negativa: a revista republicou as charges do jornal dinamarquês Jyllands-Posten (identificado como “Liberal-Conservador”, ou seja, a direita europeia). E porque fez isso? Oficialmente, em nome da “Liberdade de Expressão”, mas tem mais…
O editor da revista na época era Philippe Val. O mesmo que escreveu um texto em 2000 chamando os palestinos (sim! O povo todo) de “não-civilizados” (o que gerou críticas da colega de revista Mona Chollet (críticas que foram resolvidas com a demissão sumaria dela). Ele ficou no comando até 2009, quando foi substituído por Stéphane Charbonnier, conhecido só como Charb. Foi sob o comando dele que a revista intensificou suas charges relacionadas ao Islã, ainda mais após o atentado que a revista sofreu em 2011…
A França tem 6,2 milhões de muçulmanos. São, na maioria, imigrantes das ex-colônias francesas. Esses muçulmanos não estão inseridos igualmente na sociedade francesa. A grande maioria é pobre, legada à condição de “cidadão de segunda classe”, vítimas de preconceitos e exclusões. Após os atentados do World Trade Center, a situação piorou.
Alguns chamam os cartunistas mortos de “heróis” ou de os “gigantes do humor politicamente incorreto”, outros muitos os chamam de “mártires da liberdade de expressão”. Vou colocar na conta do momento, da emoção. As charges polêmicas do Charlie Hebdo, como os comentários políticos de colunistas da Veja, são de péssimo gosto, mas isso não está em questão. O fato é que elas são perigosas, criminosas até, por dois motivos.
O primeiro é a intolerância. Na religião muçulmana, há um princípio que diz que o Profeta Maomé não pode ser retratado, de forma alguma. Esse é um preceito central da crença Islâmica, e desrespeitar isso desrespeita todos os muçulmanos. Fazendo um paralelo, é como se um pastor evangélico chutasse a imagem de Nossa Senhora para atacar os católicos…
Qual é o objetivo disso? O próprio Charb falou: “É preciso que o Islã esteja tão banalizado quanto o catolicismo”. “É preciso” porque? Para que?
Note que ele não está falando em atacar alguns indivíduos radicais, alguns pontos específicos da doutrina islâmica, ou o fanatismo religioso. O alvo é o Islã, por si só. Há décadas os culturalistas já falavam da tentativa de impor os valores ocidentais ao mundo todo. Atacar a cultura alheia sempre é um ato imperialista. Na época das primeiras publicações, diversas associações islâmicas se sentiram ofendidas e decidiram processar a revista. Os tribunais franceses, famosos há mais de um século pela xenofobia e intolerância (ver Caso Dreyfus), como o STF no Brasil, que foi parcial nas decisões nas últimas eleições e no julgar com dois pessoas e duas medidas caos de corrupção de políticos do PSDB ou do PT, deram ganho de causa para a revista.
Foi como um incentivo. E a Charlie Hebdo abraçou esse incentivo e intensificou as charges e textos contra o Islã e contra o cristianismo, se tem dúvidas, procure no Google e veja as publicações que eles fazem, não tenho coragem de publicá-las aqui…
Mas existe outro problema, ainda mais grave. A maneira como o jornal retratava os muçulmanos era sempre ofensiva. Os adeptos do Islã sempre estavam caracterizados por suas roupas típicas, e sempre portando armas ou fazendo alusões à violência, com trocadilhos infames com “matar” e “explodir”…). Alguns argumentam que o alvo era somente “os indivíduos radicais”, mas a partir do momento que somente esses indivíduos são mostrados, cria-se uma generalização. Nem sempre existe um signo claro que indique que aquele muçulmano é um desviante, já que na maioria dos casos é só o desviante que aparece. É como se fizéssemos no Brasil uma charge de um negro assaltante e disséssemos que ela não critica/estereotipa os negros, somente aqueles negros que assaltam…
E aí colocamos esse tipo de mensagem na sociedade francesa, com seus 10% de muçulmanos já marginalizados. O poeta satírico francês Jean de Santeul cunhou a frase: “Castigat ridendo mores” (costumes são corrigidos rindo-se deles). A piada tem esse poder. Mas piada são sempre preconceituosas, ela transmite e alimenta o preconceito. Se ela sempre retrata o árabe como terrorista, as pessoas começam a acreditar que todo árabe é terrorista. Se esse árabe terrorista dos quadrinhos se veste exatamente da mesma forma que seu vizinho muçulmano, a relação de identificação-projeção é criada mesmo que inconscientemente. Os quadrinhos, capas e textos da Charlie Hebdo promoviam a Islamofobia. Como toda população marginalizada, os muçulmanos franceses são alvo de ataques de grupos de extrema-direita. Esses ataques matam pessoas. Falar que “Com uma caneta eu não degolo ninguém”, como disse Charb, é hipócrita. Com uma caneta se prega o ódio que mata pessoas…

Uma das defesas comuns ao estilo do Charlie Hebdo é dizer que eles também criticavam católicos e judeus…

Se as outras religiões não reagiram a ofensa, isso é um problema delas. Ninguém é obrigado a ser ofendido calado.
“Mas isso é motivo para matarem os caras!?”. Não. Claro que não. Ninguém em sã consciência apoia os atentados. Os três atiradores representam o que há de pior na humanidade: gente incapaz de dialogar. Mas é fato que o atentado poderia ter sido evitado. Bastava que a justiça tivesse punido a Charlie Hebdo no primeiro excesso, assim como deveria/deve punir a Veja por suas mentiras. Traçasse uma linha dizendo: “Desse ponto vocês não devem passar”.

“Mas isso é censura”, alguém argumentará. E eu direi, sim, é censura. Um dos significados da palavra “Censura” é repreender. A censura já existe. Quando se decide que você não pode sair simplesmente inventando histórias caluniosas sobre outra pessoa, isso é censura. Quando se diz que determinados discursos fomentam o ódio e por isso devem ser evitados, como o racismo ou a homofobia, isso é censura. Ou mesmo situações mais banais: quando dizem que você não pode usar determinado personagem porque ele é propriedade de outra pessoa, isso também é censura. Nem toda censura é ruim…
Deixo claro que não estou defendendo a censura prévia, sempre burra. Não estou dizendo que deveria ter uma lista de palavras/situações que deveriam ser banidas do humor. Estou dizendo que cada caso deveria ser julgado. Excessos devem ser punidos. Não é “Não fale”. É “Fale, mas aguente as consequências”. E é melhor que as consequências venham na forma de processos judiciais do que de balas de fuzis ou bombas.
Voltando à França, hoje temos um país de luto. Porém, alguns urubus são mais espertos do que outros, e já começamos a ver no que o atentado vai dar. Em discurso, Marine Le Pen declarou: “a nação foi atacada, a nossa cultura, o nosso modo de vida. Foi a eles que a guerra foi declarada”. Essa fala mostra exatamente as raízes da islamofobia. Para os setores nacionalistas franceses (de direita, centro ou esquerda), é inadmissível que 10% da população do país não tenha interesse em seguir “o modo de vida francês”. Essa colônia, que não se mistura, que não abandona sua identidade, é extremamente incômoda. Contra isso, todo tipo de medida é tomada. Desde leis que proíbem imigrantes de expressar sua religião até… charges ridicularizando o estilo de vida dos muçulmanos! Muitos chargistas do mundo todo desenharam armas feitas com canetas para homenagear as vítimas. De longe, a homenagem parece válida. Quando chegam as notícias de que locais de culto islâmico na França foram atacados, um deles com granadas!, nessa madrugada, a coisa perde um pouco a beleza. É a resposta ao discurso de Le Pen, que pedia para a França declarar “guerra ao fundamentalismo” (mas que nos ouvidos dos xenófobos ecoa como “guerra aos muçulmanos”, e ela sabe disso).
Por isso tudo, apesar de lamentar e repudiar o ato bárbaro do atentado, eu não sou Charlie. Je ne suis pas Charlie.

08 janeiro 2015

CHARGE DO BESSINHA

Policial envolve Anastasia em esquema do doleiro


247 – Em depoimento na operação Lava Jato, o policial preso que mencionou o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como beneficiário do esquema de Alberto Youssef também acusa o senador eleito Antonio Anastasia (PSDB), ex-governador de Minas Gerais.
Em declaração de 18 de novembro do ano passado, Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido como Careca, afirma ter entregue R$ 1 milhão ao então candidato a governador Anastasia, em 2010, a pedido de Youssef.
O tucano nega o envolvimento e disse desconhecer o policial e o doleiro. "É totalmente fora da realidade. Meu único patrimônio é moral, tenho toda uma reputação de honestidade. Qual seria o propósito disso? Fica até difícil comentar algo tão absurdo'', disse.
Leia aqui reportagem de Andréia Sadide sobre o assunto.

Cunha entra na “Lava-Jato”. Dá para ver quem é a turma do Paulo Roberto?

Autor: Fernando Brito

careca
Agora vamos ver como a mídia se comporta com a sua grande esperança de criar um foco de sabotagem ao Governo Dilma na Câmara dos Deputados.
Como, agora, acusar equivale a condenar, Eduardo Cunha não pode mais contar com a presunção da inocência das acusações de levar dinheiro do “ladrão de carreira” Paulo Roberto Costa, através das entregas feitas pelo policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o “Careca”.
É o que revela a Folha, numa matéria em que, cheia de dedos com o inimigo da regulação da mídia diz que Cunha está no grupo daqueles “que têm contra si somente indícios de participação em transações criminosas”.
Ou seja, que vai ser investigado, mas não denunciado imediatamente.
Entre outras razões, porque o MP e o juiz Sérgio Moro não aceitou a “delação premiada” de “Careca”, bagrinho no esquema, cuja a função era levar a bufunfa a domicílio.
O MP e o Dr. Moro acham que indulgência devem receber os mentores e autores da roubalheira, não o entregador de grana que é capaz de dizer quem, quando, onde e como recebeu.
E, claro, a de Youssef, nas palavras do Dr. Moro, um “ladrão profissional”.
Portanto, “Careca” não vale contra Cunha.
Porque Cunha é “vip” e escapou até de uma acusação de cumplicidade criminosa com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, onde a coisa sobrou só para o procurador que falsificou documentos que o beneficiavam.
Um caso bem parecido com o da sonegação da Globo, onde o criminoso pratica o crime de interesse de terceiro sem que este, coitado, nada tenha a ver com isso.
É capaz de o implante de cabelos do deputado  que dá nó em pingo d´água parece que vai salvá-lo do “Careca”.

02 janeiro 2015

40 mil pessoas vão à posse de Dilma na Esplanada, aponta PM do DF




40 mil pessoas acompanharam nesta quinta-feira (1º) a cerimônia de posse da presidente Dilma  na Esplanada dos Ministérios, segundo estimativa divulgada pela assessoria de comunicação da Polícia Militar do Distrito Federal.
 A presidente reeleita e o vice-presidente Michel Temer foram empossados no Congresso Nacional. Na cerimônia, Dilma desfilou em carro aberto pela Esplanada, discursou no Legislativo, passou em revista as tropas militares posicionadas no lado externo do parlamento e falou ao público que estava na Praça dos Três Poderes.

O número de pessoas que foi acompanhar nesta quinta-feira a solenidade é maior do que o registrado na primeira posse de Dilma em 2011. Na ocasião, cerca de 30 mil populares prestigiaram a cerimônia.

 Desde madrugada  já havia movimentação na Esplanada dos Ministérios. A cerimônia foi marcada por atos de apoio do público

Sol intenso, protestos esvaziados e militantes marcaram na tarde de hoje a parte pública da posse da presidente Dilma Rousseff. Pela manhã, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República mandou a polícia ficar longe da Praça dos Três Poderes, "área nobre" da festa popular. Diante do aumento de pessoas no local no começo da tarde, o órgão militar da Presidência recuou da exclusividade e pediu o reforço de policiais, que não perderam a chance de fazer ironias por meio de seus rádios internos.
Após Dilma discursar no parlatório do Palácio do Planalto, grande parte do publico que acompanhou o pronunciamento na Praça dos Três Poderes subiu em direção à Esplanada. Muitas pessoas recorreram às raras sombras da Esplanada para descansar. Outras se dirigiram para a fachada do Palácio do Itamaraty, onde Dilma recebeu, em um coquetel, chefes de Estado e delegações estrangeiras. Por volta das 18h30, o público que acompanhou a solenidade começou a se dispersar.
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/

30 dezembro 2014

Escândalo: Senador Álvaro Dias lucrou R$ 37 milhões com propina da CPI da Petrobra



O falecido, ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra e o Senador Londrinense (PR), Álvaro Dias

Segundo informações vazadas por fontes próximas a procuradores que conduzem a Operação Lava Jato, o senador Álvaro Dias está sendo investigado, pela compra de uma área no Rio de Janeiro por R$ 3 milhões e, meses depois, vendeu à Petrobrás pelo incrível valor de R$ 40 milhões. O Fato está sendo investigado em segredo de justiça, pelo fato do parlamentar ter foro especial por prerrogativa de função — conhecido coloquialmente como foro privilegiado.

Segundo o que foi repassado o falecido deputado federal Sérgio Guerra (PE), ex-presidente do PSDB, e "um tucano de Londrina" enterraram a CPI do Senado sobre a estatal em 2009, em troca da propina de R$ 10 milhões de reais. Ambos deixaram a CPI de forma surpreendente, em protesto contra o que seria um "jogo de cartas marcadas". Sem a presença deles, a CPI não foi adiante.

Dinheiro da Propina

Com os R$ 10 milhões a dupla "racharam" a propina, e segundo informações, dos R$ 5 milhões repassados ao Senador Álvaro Dias, R$ 3 milhões foram aplicados em uma área no Rio de Janeiro que esta sendo investigado pelo MPF. Segundo que foi levantado o preço foi superfaturado em 33 vezes, e vendido a Petrobrás na época que o diretor de abastecimento da estatal era Paulo Roberto Costa, pivô da Operação Lava Jato.

Espólio do ex-presidente do PSDB

O espólio de Sérgio Guerra deve entrar no alvo de investigação do a atuação do Ministério Público e da Polícia Federal. A confirmação do recebimento de propina já leva a direção da Petrobras a estudar um pedido de bloqueio de bens como forma de ser ressarcida.

Um dos mais ricos haras do país, o haras Pedra Verde, em Limoeiro (PE), é um dos bens deixados pelo tucano, com mais de 200 cavalos de raça, inclusive campeões nacionais da racha Manga-Larga Marchador. Veterinários, geneticistas e 40 outros funcionários trabalham no Haras Pedra Verde. Para os investigadores da Lava Jato, o Pedra Verde também seria uma sofisticada lavanderia de comissões, inclusive por meio de vultosas transações de exportação e importação de cavalos.

Palco de refinadas apresentações de produtos premiados e de leilões milionários, o Haras Pedra Verde valeria perto de R$ 200 milhões (cavalos, laboratório, instalações e fazenda), mas foi omitido da declaração de Imposto de Renda de Sérgio Guerra ao eleger-se senador, em 2002, atribuindo à Pedra Verde um valor irrisório de R$ 22 mil, além de declará-la como "terra nua", ou seja, sem qualquer tipo de benfeitorias ou construções.

A coleção de arte contemporânea do falecido presidente do PSDB também chamou atenção do MPF e da PF. Alí estão obras de Cícero Dias, Cândido Portinari, Vicente do Rêgo Monteiro, Di Cavalcanti, Gilvan Samico, Carybé, Manabu Mabe, Djanira e Tarsila do Amaral, em valores que chegariam à casa dos R$ 20 milhões e que teriam sido, na maioria das vezes, compradas em galerias do Rio de Janeiro, São Paulo e Recife. Haveria pelo menos um caso, em que uma tela de Ismael Nery, orçada em quase R$ 2 milhões, teria sido adquirida por uma empreiteira baiana para adornar as paredes do apartamento de cobertura da família Guerra na orla do Recife.

Há, também, dezenas de imóveis, uma frota de automóveis de luxo, entre eles vários modelos BMW, além de jóias, aplicações financeiras em bancos e prováveis contas já sendo rastreadas em paraísos fiscais, como Liechtenstein e Suíça. Com a morte de Guerra, seus herdeiros deverão enfrentar a ação indenizatória da União movida pelo Ministério Público Federal.

Falecido em 6 de março deste ano, o ex-presidente do PSDB foi um dos mais radicais opositores dos governos Lula e Dilma. Nos anos 1980, Guerra, porém, foi apontado como um dos integrantes da quadrilha que desviava recursos públicos e beneficiava empreiteiras, na Comissão do Orçamento do Congresso Nacional. Relator do Orçamento da União também no final dos anos 80, Sérgio Guerra chegou a viajar num jato Dassault Falcon da Construtora Camargo Correia para Londres, onde teria se hospedado em uma luxuosa propriedade do falecido empreiteiro Sebastião Camargo. Ele estava acompanhado de toda família e por duas semanas teria frequentado restaurantes e lojas de grifes de luxo na capital inglesa. Guerra foi o único parlamentar a escapar da guilhotina que vitimou parlamentares influentes como Genebaldo Correia, Manoel Moreira, Cid Carvalho e Pinheiro Landim, além do líder do grupo, João Alves.
Dias segurando seu cão da raça
Dias segurando seu cão da raça "Poodle".
Álvaro Dias

O tucano Álvaro Dias do Paraná foi escolhido por José Serra (PSDB) em 2010 para ser o vice na chapa para presidência. Detalhe: Álvaro Dias está sendo processado por usar cavalaria da PM contra professores e ainda é acusado de crime contra a administração pública. Conheça um pouco a ficha do senador:

O senador Álvaro Dias está sendo processado por uso da cavalaria da PM contra professores. Também é acusado de crime contra a administração pública, movidas pelo Supremo Tribunal Federal. (Veja a petição: Pet/4316 — Veja no STF. Situação atual: 09/02/2009 — Baixa dos autos em diligência, Guia nº 276/2009, Ofício nº 215/SEJ, à Superintendência Regional do Departamento de Policia Federal no Distrito Federal.

A operação Castelo de Areia tem documento em que mostra que, as construtoras Camargo Corrêa e a Norberto Odebrecht doou R$50 mil para o tucano Álvaro Dias (PSDB-PR).

Álvaro Dias (PSDB-PR) não declarou R$ 6 milhões à Justiça Eleitoral... Já prestou contas?

revista Época mostrou que o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) omitiu de sua declaração de bens à Justiça Eleitoral R$ 6 milhões em aplicações financeiras.

Em 2006, Dias informou que tinha um patrimônio de R$ 1,9 milhão dividido em 15 imóveis: apartamentos, fazendas e lotes em Brasília e no Paraná. O patrimônio dele, porém, era pelo menos quatro vezes maior.

A omissão desses dados à Justiça Eleitoral é questionável, mas não é ilegal. A lei determina apenas que o candidato declare "bens". Na interpretação conveniente, a lei não exige que o candidato declare "direitos", como contas bancárias e aplicações em fundos de investimento.

Álvaro Dias diz que o dinheiro não consta em sua declaração porque queria se preservar. "Não houve má intenção", afirma.

O dinheiro não declarado seria fruto da venda de uma fazenda de 36 hectares em Maringá (PR) por R$ 5,3 milhões. As terras, presente de seu pai, foram vendidas em 2002. O dinheiro rendeu em aplicações, até que, em 2007, Álvaro Dias comprou um terreno no Setor de Mansões Dom Bosco, em Brasília, uma das áreas mais valorizadas da capital. No local, estão sendo construídas cinco casas, cada uma avaliada em cerca de R$ 3 milhões.

Quem se lembra do assessor de Álvaro Dias, André Eduardo da Silva Fernandes?

Foi o receptador de informações furtadas da Casa Civil da Presidência da República, entregue à revista Veja, para forjar um falso dossiê de despesas de FHC, com o objetivo de derrubar a ministra Dilma Rousseff.

Pois André Fernandes, além de assessorar Álvaro Dias, também servia ao Governo de José Roberto Arruda (ex-DEM/DF). Em 2007, foi nomeado pelo Governo do Distrito Federal, membro do conselho fiscal da CEB (Companhia Energética de Brasília), estatal do Governo do Distrito Federal. Álvaro Dias, igual a José Serra: Mandam bater em professores.