- POR UM NOVO BRASIL
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21 Novembro 2009 

LULA O FILHO DO BRASIL, FAZ SUCESSO COM O POVO
A mídia está histérica com o sucesso do filme sobre a vida do presidente Lula. Os blogs da oposição não falam em outra assunto. Do mesmo modo os jornalões, revistas, abestalhados e afins. A Veja deste fim de semana tem uma longa matéria sobre o filme, matéria de capa, com críticas ácidas, ironia, compara o presidente Lula a Cristo. Os tais 6% que não votam no presidente Lula, estão desesperado com o sucesso do presidente Lula, e do governo Lula. Já estão falando que é muito perigoso ter um presidente tão querido e admirado pelo povo, e com admiração e reconhecimento internacional de que ele é o "cara". Estão temendo que de fato o presidente Lula faça sua sucessora, a ministra Dilma, escolhida por ele para ser a candidata do PT a presidência. Mas quanto mais eu leio o que escreve a oposição, mais eu me divirto do desespero e despreparo deles. Eles não tem candidato, não defendem nenhuma bandeira, os ataques ao governo Lula, a ministra Dilma são fraquinhos, mentirosos não se sustentam. Esta semana que passou, a senhora que trabalha aqui em casa me fez um pedido, quer que eu de para ela de presente de Natal o filme "Lula, o filho do Brasil", quer assistir em casa com a família. Imediatamente a faxineira que está de malas prontas para viajar para PB, também me pediu o filme de presente, diz que vai reunir a família, e amigos lá cidade de Araras, interior da PB, e assistir o filme. Diz ela que a irmã que mora lá já telefonou para ela pedindo que comprasse e levasse o filme do Lula. Com essa pequena amostra a gente entende o desespero e o histerismo da oposição, dos abestalhados e afins. O filme Lula, filho do Brasil já é um grande sucesso de público.
Calma meus amigos, eu não comprei a Veja. Li no site da Veja matéria da capa, afinal é de graça, vale a diversão.

Jussara Seixas


 

Charge do Bessinha


 

Corpo de travesti brasileira Brenda é encontrado na Itália

O corpo da transexual brasileira Brenda foi encontrado em seu apartamento nesta sexta-feira, 20, em Roma, na Itália.

Brenda seria ouvida no processo que investiga a tentativa de extorsão do governador da região de Lázio, Piero Marrazzo.
O governador foi filmado por policiais enquanto mantinha relações sexuais com Natália, outra travesti brasileira. No local do flagrante, a polícia encontrou grande quantidade de cocaína.
Além disso, Brenda era acusada de fornecer drogas para o governador, que renunciou ao cargo após o escândalo envolvendo seu nome.
O apartamento de Brenda foi incendiado; além disso, o computador da transexual foi encontrado na água da máquina de lavar. A polícia suspeita de queima de arquivo.
Em depoimento, o namorado de Brenda atribuiu a preferência de Marrazzo por Brenda à honestidade. "Pagava muito bem porque ela não roubava nada do cliente", disse.
TERRA MAGAZINE
Justiça italiana é assim, agem como mafiosos. Matam seus desafetos para esconder os seus podres, as sujeiras de seus governantes.


 

Em gravações de TV, Dilma explora feitos do governo nos estados
O Globo; Agência Brasil
BRASÍLIA - Candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sucedê-lo na Presidência da República, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, fez dezenas de gravações que serão usadas em inserções e nos programas em rede regional do PT. Foi uma verdadeira maratona. Elas vão ser veiculadas até o fim do ano e em cada uma delas a ministra fala das realizações do governo Lula em cada estado. Todo o trabalho foi coordenado por João Santana, marqueteiro que cuidou da campanha de Lula nas eleições de 2006. Segundo o colunista Ilimar Franco, as pesquisas qualitativas, com grupos de eleitores, aprovaram o desempenho da ministra na telinha.

Nesta sexta-feira, em entrevista a rádios na Bahia, Lula reafirmou que quer Dilma como candidata do PT à Presidência. Segundo ele, a ministra tem uma "perspectiva enorme de vencer".

É importante todo mundo saber que quero a Dilma como candidata
- É importante todo mundo saber que quero a Dilma como candidata. Estou trabalhando para isso, porque trabalho com a Dilma há oito anos e sei da competência gerencial e política dela. Ela iria apenas colocar o estilo dela no governo e fazer as coisas novas que não conseguimos fazer - afirmou o presidente.

Lula acredita na vitória de sua candidata e já ensaia, segundo o colunista Jorge Bastos Moreno, o discurso avassalador. Durante um voo entre Brasília e Natal, Lula contou a um grupo seleto de ministros e parlamentares.

- Vocês acham que eu fiz um bom governo? Está fraco! Quero ouvir mais forte! Vocês acham que eu fiz um bom governo? Pois então saibam que a Dilma, pela sua experiência e competência de ter me ajudado a governar este país, vai fazer um governo muito, mas muito melhor do que o meu!

Para Lula, a ministra vence até no duelo de simpatia
O presidente disse ainda na sua visita a Bahia que se a simpatia for importante para ganhar as eleições, a ministra não sai perdendo.

- Tem adversário dela que é muito menos simpático do que ela, então, se for por simpatia, ela já está eleita - declarou após afirmar que muitos alegam que Dilma não tem a simpatia e a desenvoltura necessárias para enfrentar uma campanha eleitoral.

Lula também avaliou o potencial que ele tem de transferir votos para os candidatos que apoia. Para ele, é mais difícil transferir votos para cargos como os de vereador e prefeito, por se tratar de políticos que estão mais próximos das pessoas em seus bairros e cidades. Já no caso de presidente da República, Lula avalia que seu apoio teria mais peso.

- Acho que o governo tem possibilidade de repassar muito voto, claro que tudo isso é relativo, por que vai depender muito da performance da nossa candidata, do desempenho dela durante a campanha, nos debates - disse.

Ministra vem tentando costurar alianças nos últimos meses
Enquanto a oposição ainda se divide entre as pré-candidaturas do governador de São Paulo, José Serra, e do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, ambos do PSDB, a ministra e o presidente Lula vêm tentando costurar alianças com os partidos da base para fortalecer a candidatura petista e ampliar o seu tempo de TV.


 

FHC e Jarbas são vaiados na sessão do filme "Perdão, Mister Fiel"

“O documentário "Perdão, Mister Fiel", de Jorge de Oliveira e co-direção de Pedro Zoca, causou polêmica na noite de quinta-feira (19), no 42o. Festival de Brasília. O longa-metragem brasiliense que concorre na mostra competitiva reconstitui, por meio de encenações dramáticas e depoimentos, a morte do operário Manoel Fiel Filho em setembro de 1976, nos porões do DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna), em São Paulo.
Vermelho.org / UOL
O assassinato de Fiel Filho pelos agentes da repressão deflagrou a mudança de comando do Segundo Exército pelo presidente Geisel e iniciou o processo, lento e gradual, que levaria à redemocratização do país. Por várias vezes, alguns dos personagens que dão depoimento no filme foram vaiados, como os ex-presidentes José sarney e Fernando Henrique Cardoso, além do ex-ministro Jarbas Passarinho.

O filme foi exibido na segunda noite da mostra competitiva do festival, com a presença da viúva de Fiel, Tereza Fiel, e do neto dela, Tadeu, além do presidente do PPS, Roberto Freire. E, embora muito comentado e aplaudido, não teve a repercussão positiva que se esperava. As porções ficcionais, que cuidavam de reconstituir a rotina de Fiel Filho, a prisão por agentes do DOI-Codi, a tortura e a morte acidental do operário, são mal concebidas, pessimamente encenadas e não cumprem a função de aliviar o espectador do vai-e-vem de uma enxurrada de entrevistas.

Falam no filme os ex-presidentes José Sarney e Fernando Henrique Cardoso, o presidente Lula, o ex-ministro Jarbas Passarinho e vários políticos e ex-militantes de esquerda que foram presos e torturados, como o prório Roberto Freire, o jornalista Paulo Markun e vários outros. Sarney, Fernando Henrique e Passarinho foram vaiados logo que apareceram na tela.”


 

Governo avalia licitar rede de banda larga
Proposta da Casa Civil para universalizar serviço prevê uso da rede pública de fibras óticas, mas operação a cargo de um consórcio privado

Projeto é meio-termo entre a posição das empresas do setor e a do Ministério do Planejamento, que defende intervenção estatal direta

HUMBERTO MEDINA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A versão final do projeto da Casa Civil para a universalização da banda larga no país prevê um modelo híbrido: será usada a rede pública de fibras óticas, administrada por uma estatal, mas a sua operação será entregue a um consórcio privado por meio de licitação.
Hoje o Estado tem fibras óticas, mas elas não interferem no mercado de banda larga. São usadas pelas estatais (Petrobras e Eletrobrás) ou estão praticamente ociosas, como no caso da Eletronet (empresa em processo de falência).
O projeto é que essa rede, que já existe, passe a servir como instrumento de regulação de mercado, fomento à competição e massificação do serviço. A proposta fará parte do Plano Nacional da Banda Larga, que será apresentado na terça-feira ao presidente Lula.
Na ponta, na exploração da chamada última milha (provedor que faz chegar o serviço ao cliente final), haveria um sistema estimulando a competição entre empresas do setor privado. A regulação desse serviço, com a definição da política de preços, ficaria com a estatal dona da rede pública, que deve ser a Telebrás, empresa hoje praticamente desativada.
O presidente Lula deseja vender a universalização do acesso à internet e o barateamento da banda larga como uma das obras de seu governo, que em 2010 tentará eleger a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) como sua sucessora.


 

Crime e perdão
BRASÍLIA - Um bando de celerados sequestrou o empresário Abílio Diniz em 1989. Pediram US$ 32 milhões para libertar o dono do Pão de Açúcar. Presos, alegaram estar praticando uma ação política. Alguns haviam recebido treinamento de guerrilha em países da América Central. O dinheiro seria para fazer revolução mundo afora.
Mas o Brasil estava em festa com a sua primeira eleição presidencial direta pós-ditadura militar. Era um despautério praticar sequestros de cunho político num país em plena democracia. O delito foi considerado crime comum.
Chamou a atenção entre os dez sequestradores um casal de canadenses. Caucasianos e ingênuos, encarnavam a teoria do bom burguês -riquinhos fazendo revolução num país pobre. Foram parar no Carandiru, condenados a 28 anos.
As famílias do casal contrataram lobistas. Torraram US$ 500 mil. Induziram o Brasil a assinar um tratado internacional com o Canadá: condenados dessas duas nacionalidades poderiam cumprir pena em seus países de origem.
Em 1998, o então presidente Fernando Henrique Cardoso, patrocinador do acordo, concedeu o benefício ao casal de canadenses. Os dois foram expulsos do Brasil para obrigatoriamente (sic) cumprir o restante da pena no Canadá. Meses depois, já estavam soltos.
A memória desse episódio é útil agora por causa da agitação sobre o caso do italiano Cesare Battisti, condenado em seu país pela participação em quatro assassinatos. Ele quer ficar no Brasil, dizendo ser perseguido político. O Supremo Tribunal Federal rebarbou a tese e determinou a sua extradição.
Mas o STF deu a Lula o poder final de extraditar o italiano. Se mantiver Battisti no Brasil, não será o primeiro presidente a perdoar um criminoso comum que alega ser preso de consciência. Afinal, o tucano FHC já concedeu liberdade a sequestradores canadenses.
frodriguesbsb@uol.com.br


20 Novembro 2009 

Charge do Bessinha


 

ENTREVISTA DO PRESIDENTE LULA A TV ARGENTINA


Presidentes de Latinoamérica..." Lula da Silva"- canal 7 y Encuentro (video 1)


 

BLOG DO JOSIAS DE SOUZA MENTE
São por estas e outras que a mídia está desacreditada. Uma das razões para queda na venda dos jornalões. Escreveu o jornalista Josias de Souza em seu blog que :

Lula foi ao Rio Grande do Norte, com Dilma, para visitar uma obra da Petrobras, a Refinaria Potiguar Clara Camarão. Lá no alto você assiste a um pedaço do discurso.
Escrito por Josias de Souza às 03h33

A ministra Dilma não foi ao RN na visita a obra da Petrobras, como consta na informação até da própria Folha de São Paulo, e na agenda da ministra. Seria desinformação do jornalista Josias, maldade, má fé?

FSP
"Mesmo ausente, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) foi citada por Edson Lobão (Minas e Energia), José Sérgio Gabrielli (presidente da Petrobras) e pela governadora do RN, Wilma Faria (PSB). Os três chamaram a candidata de Lula à sucessão de "guerreira" e disseram que ela deveria ter participado do evento porque a refinaria só está sendo construída por sua persistência. "



Agenda da Ministra Dilma
Presidência da República
CASA CIVIL

Quinta-Feira
19 de Novembro de 2009

09:30 -
Reunião com o Sr.Presidente da República
11:30 -
Fernando Haddad, Ministro da Educação
16:00 -
Carlos Roberto Lupi, Ministro do Trabalho e Emprego


 

Economia brasileira está em fase de "boom", diz pesquisa
DA FOLHA ONLINE

A economia brasileira passou "para a fase de "boom" e se destacou entre as demais da América Latina, com um ICE (Índice de Clima Econômico) de 7,4 pontos em outubro, segundo pesquisa da FGV (Fundação Getulio Vargas) elaborada em parceria com o instituto alemão Ifo. Em julho, o indicador estava em 5,5 pontos.
O Brasil também lidera entre os Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China). A Índia ficou com 7 pontos; a China chegou a 6,5 pontos e a Rússia foi para 4,7 pontos. O ICE mundial foi de 5,1 pontos.
O ICE é composto pelo Índice da Situação Atual (ISA), que trata do desempenho econômico do país no momento da pesquisa, e pelo Índice de Expectativas (IE), que aborda as previsões para os próximos seis meses.
O ISA no Brasil aumentou de 4,3 para 6,4 pontos e o IE passou de 6,6 para 8,4 pontos. "O Brasil se destaca por apresentar os maiores índices da região, seja o de clima econômico, situação atual ou de expectativas", informou a FGV em comunicado.
A sondagem é feita trimestralmente com especialistas de cada país. Em outubro foram consultados 142 técnicos em 16 países.

Moody's
A Moody's Economy.com, uma divisão da agência de "rating" Moody's, projeta um crescimento ""em torno de 4,5%" para a economia brasileira em 2010.
A previsão faz parte de relatório divulgado ontem, onde consta também a expectativa de que a taxa básica de juros não sofra ajustes "antes do final do ano que vem".
Para 2009, o economista-chefe Alfredo Coutino calcula um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) entre 0,5% e 1%.
Em outro relatório, também divulgado hoje, a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) reportou que vê um país ainda estagnado, mas se recuperando com força em 2010 (crescimento de 4,8%) e 2011 (4,5%).


19 Novembro 2009 

Se eleger sucessor, Lula diz que não vai interferir em governo
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Em entrevista nesta quinta-feira (19) à rádio Clube FM de Natal (RN), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, caso eleja seu sucessor à Presidência da República, não irá interferir em seu governo.

"Eu acho que ex-presidente não tem que interferir na gestão de quem é presidente. Se eu eleger quem eu penso que vou eleger, eu quero que ela crie seu modelo, a sua cara como presidente da República", disse Lula.

O presidente também defendeu as viagens realizadas pelo país por sua pré-candidata em 2010, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). "Depois, ela não vai nem poder chegar perto de uma obra que a Justiça Eleitoral vai impugná-la. Uma ministra tem que fiscalizar as obras que ela coordenou."

Lula também disse que ainda não assistiu ao filme "Lula, o filho do Brasil", que teve sua primeira apresentação pública no país na noite desta terça-feira (17), no Teatro Nacional, em Brasília.

"Não quis assistir porque tenho o compromisso de assistir dia 28 junto com os metalúrgicos em São Bernardo [Grande ABC paulista]. A Marisa foi ver. O pessoal que foi gostou. Mas não é o filme do Lula, o filme é sobre minha mãe. Eu apareço porque sou presidente e contei a história. Mas ela é a 'bam bam bam' do filme", disse o presidente.

Sobre sua viagem ao Nordeste, Lula finalizou afirmando que pretende retornar muitas vezes. "Espero voltar muitas vezes no ano que vem porque temos muitas obras pra inaugurar."


 


A OPOSIÇÃO SURTOU
A oposição está totalmente despirocada, sem rumo, sem prumo, sem candidato, sem ação coerente. O sucesso do governo Lula, o fato de Lula ser o melhor presidente do Brasil em todos os tempos, o fato de a crise econômica mundial ter atingido o Brasil conforme disse o presidente Lula, como "uma marolinha", o fato de a desigualdade social, a fome, a miséria, terem diminuído muito no governo Lula, fato esse reconhecido pelo povo brasileiro e também mundialmente, surtou a oposição. O PSDB e seu rabo, o DEM, estão se atacando mutuamente, o Serra e o Aécio estão chegando às vias de fato pela disputa da candidatura. Surtaram de forma tão avassaladora que já estão apelando para os espíritos, para a magia, esoterismo, videntes. Parece piada, mas é a realidade. O Arthur Virgílio, PSDB (AM), disse que convidou a vidente da Fundação Cobra Coral, Adelaide Scritori, para participar dos debate sobre as causas do apagão como um protesto contra a blindagem da ministra Dilma Rousseff. Talvez O PSDB queira entregar a essa senhora, vidente da Fundação Cacique Cobra Coral, o Ministério de Minas e Energia. Seu poder espiritual garantiria que raios não caíssem nunca mais nas linhas de transmissão, que os ventos, chuvas, tempestade passariam longe das linhas de transmissão de energia. O PSDB nunca teve e não tem propostas, projetos, planos de governo para o Brasil. Eles não tiveram competência quando foram governo e não têm competência para serem oposição. Então apelam para o sobrenatural, para espíritos, videntes, cartomantes. É puro desespero, estão vendo a viola em cacos, sentem que não vão eleger seu candidato, o Serra. Vão chamar também o Juscelino Luz, que garantiu, afirmou, registrou em cartório que o Alckmin seria eleito presidente em 2006? Incoerência, irresponsabilidade, falta de bom senso, falta de discernimento, falta de vergonha na cara. Não tem limite o ridículo a que a oposição se expõe.
É inacreditável pensar que eles querem voltar ao poder!
Jussara Seixas


 


Pichadores protestam contra desabamento de vigas no Rodoanel
Karina Gomes
cidades@eband.com.br

Quatro pichadores protestaram na noite desta terça-feira contra o desabamento de três vigas do Rodoanel Mário Covas sobre a rodovia Régis Bittencourt no último dia 13. "Baratear custos pode custar vidas. Mais Respeito" é a mensagem deixada pelos pichadores na única viga que não desabou.

Tumulos, Os Bicho Vivo, Brair e Mundano picharam com spray preto que "uma vida vale muito mais que uma obra malfeita". As três vigas caíram sobre dois carros e uma carreta e deixaram três feridos.

Uma placa do Rodoanel foi pichada com o aviso: "Obra Superfaturada". A mensagem de protesto "Descaso" está abaixo das palavras "Rodoanel em Obras", da placa da concessionária da rodovia. Outra pichação critica a gestão do governador de São Paulo, José Serra (PSDB).

“A pichação é um meio de participação política novo”, afirmou o antropólogo da USP (Universidade de São Paulo), Alexandre Pereira. “Não acredito que só haja política na disputa partidária ou de governo - as pessoas criam e inventam diferentes formas de participação ou de manifestação política.”

Susto
O acidente aconteceu por volta das 21h15 da última sexta-feira, no km 270 da rodovia, na região de Itapecerica da Serra, a 33 quilômetros da capital paulista. Uma das vigas trincou e, segundo técnicos, houve um efeito dominó que fez as outras duas vigas caírem sobre dois carros e uma carreta. “A viga caiu bem na frente do caminhão, que capotou na hora e na sequência as outras duas vigas caíram de uma vez”, contou uma testemunha.


 

Câmara aprova texto-base que cria Petro-sal
Apesar da obstrução do DEM, primeiro projeto relacionado com a exploração da jazida de petróleo obteve 250 votos

Mário Coelho

Os deputados aprovaram na tarde desta quarta-feira (18) o texto-base do Projeto de Lei 5939/09, que prevê a criação da Petro-sal, empresa 100% estatal que vai gerenciar os contratos de exploração de petróleo na camada do pré-sal. A votação, com 250 votos a favor e 67 contra, ocorreu com a bancada do DEM em obstrução. Esse é o primeiro projeto envolvendo o pré-sal a ser analisado em plenário.

O relatório do deputado Luiz Fernando Faria (PP-MG) estabelece mandato fixo para os conselheiros da nova estatal e quarentena para os diretores da empresa. Os deputados ainda votarão dois destaques nominalmente, que podem mudar o texto final. Para a votação ocorrer, foi necessário costurar um acordo entre base e oposição. Pelo acordo, serão realizadas quatro votações nominais e outras simbólicas.

"Desde o início o DEM tem colocado com clareza nossa posição: 100% contra a criação da Petro-sal", afirmou o líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO). Para o democrata, bastaria criar uma diretoria na Agência Nacional de Petróleo (ANP). "O projeto não define o número de funcionários, o estatuto que vai definir. Essa é a maneira do governo da ministra Dilma de completar o salário de militantes", atacou Caiado.

O líder do PSDB, José Aníbal (SP), vai orientar sua bancada para votar contra o projeto. "Vamos votar contra porque a Petro-Sal é inútil", disse o tucano. "Isso vai ser um cabide de empregos, uma diretoria da ANP (Agência Nacional do Petróleo) resolveria isso", acrescentou, repetindo o argumento dado por Caiado para votar contra a criação da Petro-sal.

Já o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), disse que a criação da nova estatal terá uma "importância estratégica" para as futuras gerações brasileiras. "Nós estamos falando de acompanhar a exploração pelo interesse nacional", afirmou Fontana. O líder do PSB, Rodrigo Rollemberg (DF), disse que a Petro-sal "é uma necessidade, empresa 100% nacional para representar a União nos contratos de partilha quanto na utilização dos campos de exploração".


 

Exame do Estado para 2,5 milhões de alunos tem falhas
Em parte das provas do Saresp, adiado por uma semana, folha de respostas não condizia com caderno de questões

DO "AGORA"
DA REPORTAGEM LOCAL
DA FOLHA RIBEIRÃO

Depois de ser adiado em uma semana, o Saresp, exame do governo paulista que avalia os alunos da rede, foi marcado por novos problemas ontem, quando foram realizadas as provas de português e matemática.
Parte dos alunos recebeu provas em que a folha de respostas não era compatível com o caderno de perguntas, e em uma questão faltou uma figura.
Os problemas foram identificados pela reportagem em Mairiporã, Caieiras, Francisco Morato e Cajamar, na Grande SP, e em Atibaia (64 km da capital).
O Saresp avalia a situação das escolas e da rede e é o principal fator considerado para pagamento de bônus por desempenho aos professores. Participam 2,5 milhões de estudantes.
A avaliação inclui 26 tipos de prova, com 24 questões de múltipla escolha cada uma. As questões são as mesmas, mas a ordem delas é alterada para dificultar a cola entre os alunos.
Com o erro nas provas, estudantes se confundiram na hora de passar a resposta para o gabarito e chegaram a rasurar a folha. Eles dizem temer que haja distorções na correção e que ela seja feita à mão, e não por meio digital, como previsto.
O aluno Vinícius Timm de Alencar, 19 anos, contou que, após 30 minutos de prova, a diretora da escola apareceu na sala, quando foi detectado o erro. "Ninguém sabia o que fazer. Aí, mandaram a gente riscar o número da folha de respostas e colocar igual ao da prova."
"Essa confusão gera um estresse para os alunos, o que prejudica os resultados", diz Ocimar Alavarse, professor da Faculdade de Educação da USP.
A Apeoesp (sindicato dos professores da rede estadual) disse que deve entrar com medidas judiciais contra o Saresp.
Uma pergunta do teste de matemática do 3º ano pedia a observação de um polígono, que não aparecia na prova.
Em outro erro, uma escola de Araraquara (273 km a noroeste de SP) recebeu as provas de geografia misturadas com as de português. As questões de geografia deveriam ser abertas apenas hoje, quando também acontece a prova de história.
O Saresp, que deveria ter sido aplicado na semana passada, foi adiado porque o Caed (Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação), empresa contratada para aplicar o exame, não conseguiu entregar todas as provas a tempo.

Outro lado
A Secretaria da Educação classificou os problemas como "normais" para um exame do tamanho do Saresp e afirmou que não haverá distorções. Em relação ao caso de Araraquara, disse que o erro de empacotamento das provas foi isolado e não comprometeu a avaliação.
O Caed disse que a correção poderá ser feita digitalmente.

INCOMPETENTES
Impressiona a incapacidade do governo Serra. Pior, eles acham tudo normal. Cratera do Metrô que matou 7 pessoas, é normal, acontece, queda do Fura Fila , é normal , acontece. Queda das vigas do Rodoanel que feriu três pessoas, é normal , acontece. Erros grosseiros em livros de geografia, história, é normal acontece. Erros grosseiros nas provas do Saresp, é normal, acontece. Bando de incompetentes!


 


Venda avulsa de jornalões brasileiros cai a índices surpreendentes
Carlos Castilho, Observatório da Imprensa
“Fala-se muito na crise das publicações impressas, como jornais e revistas, mas quando se analisa os dados reais percebe-se que a situação é muito mais grave do que imaginamos e que a busca por novos modelos de negócios é ainda mais urgente do que se previa.
Quando você descobre que a Folha de S.Paulo, considerada um dos três mais influentes jornais do país, vendeu em média 21.849 exemplares diários em bancas em todo o território nacional entre janeiro e setembro de 2009, é possível constatar a abissal queda de circulação na chamada grande imprensa brasileira. Em outubro de 1996, a venda avulsa de uma edição dominical da Folha chegava a 489 mil exemplares.
Segundo o Instituto Verificador de Circulação (IVC) a Folha é o vigésimo quarto jornal em venda avulsa na lista dos 97 jornais auditados pelo instituto, atrás do Estado de S.Paulo, em 19o lugar e O Globo, em 15o lugar. Somados os três mais influentes jornais brasileiros têm uma venda avulsa de quase 96 mil exemplares diários, o que corresponde a magros 4,45% dos 2.153.891 jornais vendidos diariamente em banca nos primeiros nove meses de 2009.
São números muito pequenos comparados ao prestígio dos três jornalões, responsáveis por boa parte da agenda pública nacional.
Globo, Folha e Estado compensam sua baixa venda avulsa com um considerável número de assinantes, o que configura a seguinte situação: os três jornais dependem mais do que nunca das classes A e B, que são maioria absoluta entre os assinantes, já que a população de menor renda é a principal cliente nas compras avulsas em bancas.
Esta constatação não é nova, mas ela aponta um dilema crucial: as classes A e B são aquelas onde a penetração informativa da internet é mais intensa. Nesta conjuntura, o futuro de O Globo, Estado e Folha depende umbilicalmente das classes média e alta, o que levou a uma disputa acirrada para saber qual deles interpreta melhor a ideologia destes segmentos sociais.”
Matéria Completa, ::Aqui::
http://nogueirajr.blogspot.com/


 

Eleição interna mostra PT todo voltado a eleger Dilma em 2010
Política
Eleição interna mostra PT todo voltado a eleger Dilma em 2010
Com menos tensões entre candidatos do que em edições anteriores, primeiro turno do Processo de Eleições Diretas (PED) começa definição de novas direções em todo país

Por: Anselmo Massad
Detalhe da urna do PED de 2007. Menos divergências neste ano do que em edições anteriores (Recorte em foto de José Cruz/Agência Brasil)
O Partido dos Trabalhadores (PT) se prepara para o quarto Processo de Eleições Diretas (PED), cujo primeiro turno de votação acontece neste domingo (22) em todo o Brasil. Serão eleitos os presidentes e diretórios de todos os níveis. Depois de três edições, os militantes encontram um partido com bem menos rachas e divergências do que em edições anteriores.
Em 2005, por exemplo, além de grupos, como o do atual ministro da Justiça Tarso Genro, defendendo a "refundação" do PT, a chapa encabeçada por Plínio de Arruda Sampaio se retirou em bloco após a derrota para o PSOL, então em formação. Atualmente, o cenário parece distante. Antes disso, na eleição do ex-ministro José Dirceu em 2001, a corrente Campo Majoritário tinha amplo domínio, mas também contestação de outros setores.
O principal consenso gira em torno da pré-candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República. A necessidade de alianças com os partidos que compõem a base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva também é ponto pacífico, embora a importância dada ao modelo de acordo seja motivo de ressalvas e críticas. A relação com movimentos sociais e a priorização da implantação do código de ética aprovado pelo partido são alvos de algumas das candidaturas.
http://www.redebrasilatual.com.br/


 

Filme sobre Lula emociona, suscita debate e provoca ira da oposição
Vasconcelo Quadros, Leandro Mazzini , André Balocco , Jornal do Brasil
BRASÍLIA, RIO
- A direção e o elenco juram que é uma obra sobre a trajetória pouco conhecida do retirante miserável que virou presidente da República e um fenômeno de popularidade. Mas o filme Lula, o filho do Brasil estreou na terça-feira à noite na abertura do 42º Festival de Cinema de Brasília provocando uma discussão que promete esquentar até que o longa entre no grande circuito: trata-se de uma obra de arte ou apenas uma das peças destinadas a influenciar a cabeça do eleitor nas eleições do ano que vem? O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo – filho de um retirante pernambucano que também migrou, em 1949, num pau-de-arara para São Paulo – avaliou os efeitos da produção de forma irônica, mas precisa:
– O filme vai deixar a oposição nervosa. Mas ela não deveria ficar nervosa. É só escolher alguém e também fazer um filme. Poderia ser a história dos Maia, do Cesar e do Rodrigo – cutucou o ministro, citando o ex-prefeito do Rio Cesar Maia e seu filho, o deputado Rodrigo Maia (DEM). Sugeriu, inclusive, o nome da obra: Os Maia, disse Bernardo, logo depois de assistir ao filme. A cena que mais chamou sua atenção, naturalmente pela familiaridade, foi a da viagem de 13 dias no caminhão pau-de-arara.
Bernardo admite que o filme, que estreia em janeiro em circuito nacional, em cerca de 400 salas, vai causar um impacto positivo na imagem do presidente.

A popularidade deve aumentar uns 10 pontos e a oposição vai propor mais uma CPI – prevê o ministro, em mais uma tirada de ironia.
Ele fez questão de ressaltar a ausência total de dinheiro público ou de recursos de estatais no patrocínio de uma produção estimada em cerca de R$ 16 milhões.

Na lista de patrocinadores privados é difícil encontrar quem não tenha alguma relação de negócio com o governo federal: Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa, Oi, EBX, Volkswagen, Hyundai, Senai, Estre Ambiental, Grupo JBS-Friboi, Grandene, GDF Suez e Ambev.

– O Lula pertence ao Brasil, não ao PT. Ninguém vai fazer campanha com o filme – jura o deputado Cândido Vaccarezza, líder do partido na Câmara.

Paulo Bernardo acha que, mais que a popularidade de Lula, o que vai pesar mais no desempenho eleitoral da candidata a candidata do PT, ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, serão os programas que vêm sendo desenvolvidos pelo governo.

– O filme mostra quem foi Lula até 1979. Não há na obra nada de disputa política e não será explorado na eleição – afirmou o presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP).

Essa, aliás, é uma grande sacada do diretor Fábio Barreto e de seu pai, Luiz Carlos Barreto, o Barretão. A última de uma série de cenas emocionantes mostra Lula voltando do enterro da mãe, dona Lindu, para a cela, em 1979. A autorização para participar do enterro foi uma concessão do então chefe da polícia política paulista, o hoje senador Romeu Tuma (PTB-SP) (pai do atual secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior), que aparece entre os policiais que à época prenderam Lula. O filme expõe um presidente cuja trajetória, da infância miserável à fundação de um novo sindicalismo, é uma história de superação. Emotivo e batalhador, o Lula retratado pelos Barreto é incompleto, mas real e autêntico.

– Ele é um dirigente sindical de esquerda, que queria comida na mesa do trabalhador. O Lula nunca foi comunista – resumiu Vaccarezza.

O Lula de hoje, segundo o líder do PT na Câmara, “é mais consistente”. Ou seja, não é mais o Luiz Inácio de dona Lindu.

– Tive receio de aceitar o papel com medo que fosse um filme político. Fui ver a história e achei fantástica – disse a atriz Glória Pires, que fez o papel da mãe de Lula.

De fato, O filho do Brasil, de Luiz Inácio a Lula, a biografia autorizada, da jornalista Denise Paraná, não permite dúvidas: Lula é conservador. Só entrou para o sindicalismo e mais tarde no confronto com o regime militar, “para ocupar a cabeça”, empurrado pelo irmão José Ferreira da Silva, o Frei Chico. E não foi porque teve um despertar de consciência política. Foi porque viu o irmão, este sim, um comunista, todo machucado, jogado numa cela dos porões da ditadura.

Lula não foi à estreia. Sua mulher, Marisa, o representou. Na plateia, entre os 750 lugares reservados ao governo, havia meio ministério e pelo menos um terço da base.
– É a história de êxito de um brasileiro. Lula é emotivo, um sobrevivente e reflete o povo – ressaltou o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE).

É difícil não se emocionar com as cenas em que a primeira mulher, Lurdes, morre junto com o filho ao dar a luz; ou com o enterro da mãe. Mas o filme não foca no “animal político”, toca de passagem no sindicalista aguerrido e exagera no Lula emotivo. (V.Q.)

Oposição vê campanha. Mas sem base jurídica, só lamenta
Os partidos da oposição veem clara tentativa de o presidente Lula, com o filme de sua biografia, comover o cidadão justamente no ano eleitoral e fazer com que – não explicam como, no entanto – a candidata à Presidência Dilma Rousseff se beneficiar nas urnas com a história do aliado.

Os líderes do DEM, PPS e PSDB focam os ataques em Lula e nos governistas, mas, embora estranhem que os financiadores do longa sejam grandes empresas que têm contratos com o governo federal, evitam polemizar a questão (essas mesmas empresas são doadoras de campanhas dos partidos da oposição a Lula).
– Ainda avaliamos como podemos proceder (na Justiça) – disse Sérgio Guerra, presidente do PSDB. – Sem a menor dúvida o filme vai ter influência eleitoral. Mas o filme só mostra o lado positivo.


Para o presidente do DEM, Rodrigo Maia, o filme não muda em nada o projeto do partido.
– Lula tem o direito de mostrar a sua história, e não sei se isso vai influenciar na campanha – avalia Maia. – O eleitor vai assistir à trajetória passada de um presidente, mas vai escolher um presidente olhando para o futuro.

Roberto Freire, do PPS, foi o mais duro nas críticas:
– O filme pode ajudar, mas pode ter efeito bumerangue, porque o filme é muito bajulatório, e o povo não é bobo. Esconde uma série de coisas. Este governo é completamente destituído de parâmetros éticos. Mas não vamos fazer nada. (L.M.)

Para procurador, filme não tem propaganda eleitoral
Se a oposição acredita que pode realmente ganhar a batalha contra Lula, o filho do Brasil alegando que o filme narrando a vida do presidente é propaganda eleitoral antecipada, melhor mudar de estratégia. Segundo o procurador eleitoral do Ministério Público do Rio de Janeiro Marcos Ramayane, de 48 anos, é muito difícil fazer com que esta tese seja considerada pelo pleno do Tribunal Superior Eleitoral, órgão onde a queixa teria de ser impetrada. Acostumado a representar contra este tipo de problema, Ramayane não vê qualquer irregularidade no filme, que se resume a narrar a trajetória do presidente até o início dos anos 80, ou seja, antes da fundação do Partido dos Trabalhadores, que tem a ministra Dilma Roussef como uma de suas pré-candidatas.

– Ela (a película) teria de ter um pedido explícito de votos à sua candidata, pois só assim se caracterizaria a violação do artigo 36 da Lei 9504 de 1997 – defende Ramayane, que acumula as funções no MP com as de professor de legislação eleitoral.

Ramayane explica que a propaganda extemporânea, para ser definida juridicamente como tal, tem de começar antes de julho do ano em que o pleito se realizará. Mas, no caso de Lula, o filme não beneficia o presidente, já que ele não é candidato, apesar de provocar polêmica.

– Talvez ela esteja acontecendo porque seja uma propaganda subliminar. É muito difícil caracterizar a propaganda extemporânea neste caso.

Para que o eventual pedido da oposição encorpe no plenário do TSE, seria necessária ao menos uma cena em que o presidente aparecesse pedindo votos para a ministra Dilma Roussef ou outro candidato às eleições do ano que vem. Mesmo assim, segundo o procurador, apenas este trecho da fita seria questionado.

– Não vi o filme, mas pelo o que sei não há nada parecido com isso nele. O presidente está em seu direito de se manifestar, com liberdade de expressão, como está nos preceitos de nossa Constituição. É como se fosse uma peça de teatro, um livro. Não há crime, ele está dentro do direito da livre manifestação.

Mensagem
Se ao menos servir de consolo à oposição, o procurador reconhece que a vida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, retratada na telona, emociona e por isso mesmo serve como uma forma de divulgação de sua imagem, podendo beneficiar indiretamente sua candidata.

– Mas nem toda divulgação pode ser compreendida neste enquadramento da propaganda antecipada.

O apelo da fita que ainda não viu, mas aguarda com ansiedade, é tanto, que ele próprio aguarda ansioso a estreia do filme, dia primeiro de janeiro, para ir ao cinema.

– Vou porque me parece um filme interessante.

Para o senhor, procurador, e para muitos brasileiros. Os produtores de Lula, o flho do Brasil – e os políticos que o cercam – sabem muito bem disso. (A.B.)

Na pré-estreia sem Lula, vaias e confusão

Daniel Schenker *, especial para o JB
Todos sabiam que seria uma noite concorrida. E até tumultuada. Mas a confusão que tomou conta do Teatro Nacional Claudio Santoro, anteintem à noite, antes da exibição de Lula, o filho do Brasil, novo filme de Fábio Barreto que abriu, numa sessão não competitiva, a 42ª edição do Festival de Cinema de Brasília, surpreendeu. Os problemas começaram no momento em que a plateia de convidados se avolumou na porta de entrada do auditório e precisou esperar alguns minutos até ser liberada para passar por um espaço estreito. Em pouco tempo, o teatro ficou superlotado, com espectadores sentados nas escadas.

Quando os apresentadores deram início à cerimônia de abertura, a primeira saia justa da noite: um pequeno grupo de manifestantes subiu ao palco e estendeu uma faixa com a frase “Lula, liberte Cesare!”, em referência ao ex-ativista italiano Cesare Battisti, que teve sua extradição liberada quarta-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e agora depende apenas da decisão do presidente. Em seguida, Luiz Carlos e Fábio Barreto foram chamados para apresentar o longa, que tem estreia comercial marcada para o dia 1º de janeiro.
Ao pegar o microfone, Luiz Carlos Barreto pediu que os espectadores sentados nas escadas se retirassem.
– Quero fazer um aviso. Do jeito que estamos dispostos nessa sala, com pessoas acomodadas nas escadas e nos corredores e sem a presença de bombeiros, qualquer coisa que aconteça representará perigo de vida – disse o produtor, vaiado pela maior parte do público.
Na sequência, Fábio causou mais mal estar.
– A equipe do filme está sem ter onde sentar porque a organização do festival não guardou lugar. Quero pedir que pelo menos 30 pessoas se levantem – sugeriu Fabio, que recebeu mais vaias.
Diante da reação contundente do público, a produtora Paula Barreto procurou acalmar os ânimos gerais e fazer com que a projeção começasse logo.
Na manhã de quarta-feira, durante a coletiva de imprensa, pai e filho voltaram atrás em suas críticas à organização do festival.
– Gostei da sessão. Os problemas não foram tão relevantes. A força do filme se impôs – destacou Fábio, que na véspera reclamou do fato de sua equipe não ter onde sentar e pedir para que pelo menos 30 pessoas cedessem seus lugares.
Luiz Carlos reiterou a fala do filho.
– O que aconteceu foi um acidente de percurso normal. Enfrentamos a mesma situação quando exibimos O quatrilho (1994), em Gramado – lembrou, mencionando outro filme de seu filho. – Quero agradecer à direção do festival, ponto de resistência do cinema brasileiro.

O presidente e a primeira-dama Marisa Letícia receberam a equipe do filme, logo após a exibição, no Palácio do Planalto. Lula preferiu não comparecer à sessão (assistirá na pré-estreia em São Bernardo do Campo, no próximo dia 28). O filme acompanha a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desde a infância paupérrima no sertão pernambucano até o momento em que se torna líder sindical no ABC paulista na passagem da década de 70 para a de 80. Abertamente favorável a Lula, a produção termina fazendo menção ao momento em que tomou posse, em 2003.

Escorado no livro homônimo de Denise Paraná, o diretor mescla a apropriação da trajetória do presidente com registros documentais de marcos da história brasileira, como o golpe de 1964 e a decretação do AI-5. Evoca o clima de euforia mesclado à tortura nos porões da ditadura durante a Copa de 70. E procura reeditar a atmosfera das greves do ABC em 1979/1980, contexto que também influenciou Leon Hirszman na transposição cinematográfica de Eles não usam black-tie (1980), de Gianfrancesco Guarnieri. Com boas interpretações do protagonista Rui Ricardo Diaz e de Glória Pires, o filme evita excessos melodramáticos e golpes de grandiloquência.

Glória Pires volta a trabalhar com Fabio Barreto depois de Índia, a filha do sol (1982) e O quatrilho.

– Gostei muito do modo como o público se manifestou. É a primeira vez que venho ao Festival de Brasília e representando dois filmes bastante diferentes – ressaltou, referindo-se também a É proibido fumar, de Anna Muylaert.

Rui Ricardo Diaz, por sua vez, acumulou experiência em grupos de teatro de São Paulo, como a Casa Laboratório, filial conduzida por Cacá Carvalho do Centro per la Sperimentazione e la Ricerca Teatrale, dirigido por Roberto Bacci, na cidade italiana de Pontedera.

– Foram dois meses de preparação para viver Lula. Fábio me disse que eu deveria encontrar a pegada forte do personagem – conta Diaz.


Fábio Barrero também procurou se defender das críticas em relação ao tratamento excessivamente positivo dado ao presonagem principal.

– Nós procuramos humanizar Lula. Ele tem forças e fraquezas. Não quis mostrá-lo como alguém infalível ou perfeito. Minha intenção foi a de investir num melodrama e não num filme de cunho político – garantiu.

Ao final da coletiva de imprensa, Luiz Carlos Barreto anunciou sua aposentadoria como produtor.

– Quero dizer que, depois de 46 anos de trabalho, eu e Lucy seremos consultores da LC Barreto.

Lucy, porém, falou sobre projetos futuros como produtora: Flores raras e banalíssimas, centrado na figura da paisagista Lota de Macedo Soares, também protagonizado por Glória Pires; Madame Lynch, projeto com argumento de Manoel Carlos, e o documentário Entre rios e córregos, que traça um panorama de São Paulo, de sua criação até os dias de hoje.
* Daniel Schenker viajou a convite da organização do festival


18 Novembro 2009 

Charge do Bessinha


 

Petrobras tem 2º maior lucro entre empresas dos EUA e América Latina
da Folha Online

A Petrobras registrou o segundo maior lucro líquido entre as 25 maiores empresas de capital aberto do continente americano (sem considerar as companhias canadenses). O resultado do terceiro trimestre ficou em US$ 4,107 bilhões.

A estatal perde somente para a americana Exxon Mobil (US$ 4,730 bilhões), também do ramo petrolífero, de acordo com levantamento foi feito pela consultoria Economática.

Balanços apontam retração na receita das empresas no terceiro trimestre
Lucro da Petrobras soma R$ 7,303 bi no 3º trimestre, com queda de 26%
Lucro líquido da Vale cai a menos da metade, para R$ 3 bi

A pesquisa considera os balanços com os resultados do terceiro trimestre deste ano e leva em conta empresas de todos os setores.

A outra empresa brasileira melhor colocada nesse ranking é a Vale, com lucro de US$ 1,689 bilhão, ocupando o 22º lugar da lista, acima de Apple Computer (US$ 1,665 bilhão), Hewlett-Packard (US$ 1,642 bi) e Google (US$ 1,639 bi).

Em uma amostra restrita às empresas latino-americanas, Petrobras e Vale lideram o ranking dos 25 maiores lucros, dominado pelas companhias brasileiras, que tiveram 15 dos 25 melhores resultados registrados no subcontinente neste terceiro trimestre.

Empresas mexicanas ocupam cinco posições nesse ranking, enquanto duas empresas argentinas (Ypf e Tenaris) conseguiram lugar na amostra dos maiores ganhos.

Valor de mercado

A Petrobras é a terceira maior empresa de capital aberto entre Brasil e Estados Unidos, também segundo levantamento da Economática, que não considera o Canadá. A Petrobras subiu 118 posições no ranking durante o governo Lula.

De acordo com a consultoria, a Vale é a 14ª na mesma comparação, tendo subido 139 posições durante o governo Lula.

No final do 2002, a Petrobras tinha um valor de mercado de US$ 15,4 bilhões o que a colocava na 121ª colocação. No último dia 9, a empresa seria a terceira maior por valor de mercado com US$ 207,9 bilhões. No período do governo Lula a Petrobras subiu 118 posições e teve um crescimento de US$ 192,5 bilhões.

No final de 2002, a Vale fechou com US$ 11 bilhões em valor de mercado, o que a colocava na posição numero 153ª entre as empresas dos EUA. No último dia 9, o valor ficou em US$ 141,9 bilhões, colocando-a na 14ª colocação entre as norte-americanas (sem considerar a Petrobras). No período do governo Lula, a Vale subiu 139 posições, com crescimento de US$ 130 bilhões.

Atualmente, a empresa com maior valor de mercado nos EUA é a Exxon, com US$ 345,8 bilhões, seguida pela Microsoft, com US$ 257,4 bilhões.


 


PT acionará PF para apurar e-mail apócrifo contra Dilma
Agência Estado

Um e-mail apócrifo, com ampla circulação, atribui erradamente à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, participação em cinco homicídios cometidos na ditadura militar (1964-1985) por grupos guerrilheiros aos quais ela nunca pertenceu. Um deles ocorreu quando ela já estava presa.

A mensagem reproduz suposta ficha de Dilma nos órgãos de repressão, já publicada na imprensa, que a ministra, após submeter à perícia, disse ser uma montagem. O original não foi encontrado. O PT quer levar o caso à Polícia Federal (PF).

Curiosamente, o e-mail reproduz foto de um dos chefes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), o ex-capitão Carlos Lamarca, aos 17 anos, como sendo do tenente Alberto Mendes Júnior, morto pelo ex-militar e seu grupo a coronhadas em 1970. Também há exortações contra o "comunismo".

"Acho que guerra de argumentos é legítima, mas, quando entra nesse grau de calúnia, a providência é a mesma das outras calúnias", disse o presidente do PT, Ricardo Berzoini, afirmando ter pedido a especialistas do partido que identifiquem a origem da mensagem. Seu objetivo é denunciar o caso à PF por crimes de injúria, calúnia e difamação, e processar os responsáveis. "Tem o agravante do anonimato."

Berzoini recebeu o e-mail na quinta-feira e comunicou o fato a Dilma. "A gente sabe que isso tem alcance limitado, a maioria da pessoas identifica como tentativa de jogo baixo. Mas é nossa obrigação localizar." O e-mail tem descrições e fotos dos homicídios, com os dizeres: "Assassinado pelo grupo terrorista de Dilma". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


 

SURTARAM DE VEZ!!

Senador mais inútil do Senado, Arthur Virgílio, quer que Fundação Cacique Cobra Coral explique no Senado causas do blecaute


A Cobra Coral é uma fundação esotérica conhecida por fazer uma série de previsões, inclusive sobre a política nacional. A estratégia do líder do governo é aprovar a matéria em todas as comissões.

Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A oposição adotou a estratégia de expor ao máximo a articulação do governo para tentar impedir o comparecimento da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Senado com o objetivo de explicar as causas do blecaute da semana passada. A pedido do líder do PSDB, Arthur Virgílio Neto (AM), a Fundação Cacique Cobra Coral foi incluída no requerimento do líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), para que 20 pessoas, a maioria técnicos, estejam no Senado para explicar o blecaute.

O requerimento oral foi posto em votação pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que presidia a reunião da Comissão de Ciência e Tecnologia e o deu como aprovado sob protesto dos senadores governistas presentes. De acordo com os parlamentares, não se pode apresentar requerimento de forma verbal e, sob o ponto de vista do mérito, não cabe esse tipo de convite. A votação está suspensa e o assunto será retomado logo após a conclusão de uma audiência pública em andamento.

Senadores da própria base aliada se irritaram com a disputa política em torno do blecaute. Para eles, isso se transformou em mais um desgaste para o Senado. “Não vejo meu tempo bem gasto com coisas desse tipo. Não entendo qual é a estratégia de não se querer fazer nada”, reagiu o peemedebista Wellington Salgado (MG).

Valdir Raupp (PMDB-RO) foi mais direto em suas críticas. Segundo ele, essa disputa “está virando uma brincadeira”. Raupp ressaltou que o Senado contribui para o desgaste da sua imagem pública “ao se prestar a esse tipo de coisa”.

O senador Renato Casagrande (PSB-ES) concordou com o colega peemedebista. Ele disse ainda que o assunto poderia ser bem esclarecido com o comparecimento ao Senado do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e de representantes do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

“Partimos para a disputa eleitoral e isso é muito ruim porque o Senado não colabora em nada para esclarecer o assunto. A ministra Dilma não é ministra da área e o que se está discutindo aqui é tática de disputa eleitoral”, disse Casagrande.

Arthur Virgílio rebateu as afirmações de Casagrande. Segundo ele, da parte da oposição não há qualquer tipo de disputa eleitoral. O líder do PSDB acrescentou que Dilma Rousseff foi quem elaborou o atual marco regulatório do setor de energia e, por isso, tem que que explicar no Senado o funcionamento do sistema.

http://dilma13.blogspot.com/



 

OPOSIÇÃO E O TIRO NO PÉ
Mônica Bergamo

bergamo@folhasp.com.br

CHOQUE ELÉTRICO
O oposicionista PPS, do pernambucano Roberto Freire, colocou em seu site uma enquete perguntando se os internautas acreditam "na versão oficial do governo para o apagão".

Até o início da tarde de ontem, a opção que vencia com folga, com 46% dos votos dos internautas, era: "Sim, porque eu acredito em tudo que o governo diz".


 

AS OBRAS DO GOVERNO SERRA
O desabamento de vigas do Rodoanel na semana passada deixou três pessoas feridas



Em janeiro de 2007, a "cratera" do Metrô deixou sete pessoas mortas na zona oeste da capital

No dia 21 de março de 2008, parte do Expresso Tiradentes caiu na zona sul da cidade
Em janeiro de 2007, foi a "cratera" do Metrô: as obras da futura estação Pinheiros da Linha-4 Amarela cederam, matando sete pessoas. No dia 21 de março de 2008, chegou a vez do Expresso Tiradentes. Parte da construção caiu no final da noite na zona sul de São Paulo. Já na última sexta-feira (13), as vigas de um viaduto do trecho sul do Rodoanel desabaram, destruindo veículos e ferino três pessoas.


 


Rodoanel e “Choque de Gestão”: fiscalização terceirizada

“Estado paga R$ 25 mi para empresas fiscalizarem Rodoanel. Acompanhamento e supervisão do trecho da obra onde houve desabamento de vigas foram terceirizados pelo governo paulista. Ex-presidente da Dersa diz que houve falha de fiscalização; diretor de estatal paulista de transportes admitiu possibilidade

Folha de São Paulo

“O governo de São Paulo contratou um grupo de empresas por R$ 24,5 milhões para apoiar a fiscalização e a supervisão das obras do trecho sul do Rodoanel onde vigas de um viaduto desabaram na sexta-feira.

A contratação foi firmada pela Dersa, estatal paulista, há mais de três anos com um consórcio formado por Ecoenge, Figueiredo Ferraz, Maubertec, Coplaenge e Encibra, com a finalidade de monitorar os trabalhos no lote 5 da obra, que abrange a região do acidente.
O diretor de engenharia da Dersa, Paulo Vieira de Souza, admitiu, em entrevista logo depois da queda das vigas, que pode ter havido falha na fiscalização. Mas, questionada sobre como ela era feita, a estatal não havia revelado a presença dos serviços terceirizados.

O valor inicial dos contratos "para apoio à fiscalização, supervisão e acompanhamento" da obra foi fixado em R$ 19,6 milhões, por 50 meses. Alterações contratuais provocaram reajuste de mais R$ 5 milhões.

No total, a quantia equivale a três vezes os gastos da Prefeitura de São Paulo para construir um viaduto entregue neste ano no Jaraguá, na zona norte.

Nos demais quatro lotes do trecho sul do Rodoanel também há contratações para a fiscalização pela iniciativa privada. A do lote 5 é a mais cara de todas -a mais barata, de R$ 22,2 milhões, é a do lote 2.”



 

O FILME DE FHC
"Se a oposição reclama do filme sobre Lula por que não faz um sobre Fernando Henrique Cardoso? "

Ricardo Berzoini, presidente do PT, na estreia em Brasília do filme "Lula, o filho do Brasil"

Qual seria o nome do filme de FHC diante dos segredos revelados?
-O garanhão do Senado

-Se o apartamento do Serra falasse

- FHC, e os filhos bastardos


 

Apareceu mais um filho de FHC
Agora danou-se!
Depois de aparecer um filho de 18 anos na vida do ex-presidente FHC (ver nas postagens abaixo), agora surge um novo herdeiro, esse tem 20 anos de idade.

A informação foi colhida na coluna de Cláudio Humberto na Tribuna do Norte.

Abaixo, acompanhe a nota, na íntegra!
"O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teve outro filho fora do casamento, em Brasília. Chama-se Leonardo dos Santos Pereira, hoje aos 20 anos, que trabalha como carregador (ou “auxiliar de serviços gerais”) em um órgão público. Ele nasceu da relação do então senador FHC com sua empregada Maria Helena, uma negra que o impressionava pela formosura. Leonardo é muito parecido com o pai.

Indenização
Demitida com o filho nos braços, Maria Helena só recebeu R$ 130 mil dos R$ 250 mil prometidos. E uma pequena casa em Santa Maria (DF).

Sem retorno
Esta coluna tentou contato com o ex-presidente FHC, através de seu instituto, em São Paulo. Ele não retornou as ligações.

Segredo guardado
Quem administrava o segredo e os pagamentos a Maria Helena, diz ela, era o ex-senador Ney Suassuna (PB), que depois virou ministro



 

RELEMBRE O APAGÃO DE FHC DO PSDB
Alguns abestalhados perguntam: Qual é a diferença de um blecaute, e do apagão do FHC do PSDB?
O blecaute é a falta de energia elétrica que dura minutos, ou no máximo algumas horas, tempo para que o problema técnico seja sanado. Problema técnico, queda de linha de transmissão,curto-circuito, problemas atmosféricos como a queda de raios nas linhas de transmissão. Não há falta de energia, as hidroelétricas estão a todo vapor, com energia de sobra para atender a demanda do país.



O apagão de FHC do PSDB , durou de 2001 a 2002, foi causado por pura ingerência política e falta de planejamento do governo tucano, que deixou a população no escuro e pagando tarifas altíssimas.
Causou um imenso prejuízo a população e ao país. Segundo o TCU o prejuízo foi de 45 bilhões. Omissão, descaso, irresponsabilidade do Ministério de Minas e Energia, na época nas mão do ministro José Jorge do DEM. Do apagão de FHC resultou o racionamento, não havia energia para atender a demanda do país. Assista o vídeo, para relembrar como foi o apagão de FHC do PSDB/DEM.


17 Novembro 2009 

Bovespa fecha acima de 67 mil pontos e bate recorde do ano

GOVERNO LULA
Da Redação, em São Paulo
Depois de um dia instável, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiu mais de 1%, fechou acima de 67 mil pontos e bateu o recorde do ano.O Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) encerrou esta terça-feira com valorização de 1,17%, aos 67.405,98 pontos. Foi o maior pontuação do ano, desde 19 de outubro, quando foram marcados 67.239,45 pontos.


 


Charge do Bessinha


 


Serra e 11 deputados receberam doações de 'consórcio' do Rodoanel, diz TSE

Governador recebeu R$ 1 milhão da OAS e R$ 100 mil da Carioca.

O governador José Serra (PSDB) diz que o consórcio responsável pelas obras do viaduto do Rodoanel onde vigas caíram ferindo três pessoas na sexta (13) terá de indenizar as vítimas se for comprovada falha. Já os deputados dizem que vão pedir explicações e prometem dar início a uma CPI na Assembleia para apurar a responsabilidade das empreiteiras.

Pois essas empresas que estão agora na mira dos políticos foram há pouco tempo grandes colaboradoras deles. A OAS Engenharia e a Carioca, que compõem com a Mendes Jr. o consórcio responsável pelo lote onde houve o acidente, ajudaram a eleger em 2006 tanto o governador José Serra como outros dez deputados estaduais, quatro deles do PSDB e quatro do PT (partido que hoje patrocina a ideia de uma comissão parlamentar de inquérito na Casa).

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o governador José Serra recebeu R$ 1 milhão da construtora OAS e outros R$ 100 mil da Carioca.
http://g1.globo.com/


 

Dilma e Lula acreditam em acordo climático
Um dia depois de EUA e China dizerem que não haverá tratado em Copenhague, Lula e Dilma mostram otimismo

Andrei Netto, ROMA;

Afra Balazina
O governo brasileiro demonstrou ontem que ainda acredita em um possível acordo global na Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-15), que será em Copenhague no mês que vem. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse ao Estado ainda ter esperanças. E o presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu que participará do evento, já que "nesse momento só a presença dos líderes pode mudar alguma coisa".




As declarações foram uma reação à posição anunciada anteontem pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e por chefes de Estado asiáticos, de que não será possível chegar a um acordo final sobre redução de emissões em Copenhague. "Mas ter esperança não significa deitar em berço esplêndido", disse Dilma, por telefone, de Copenhague, onde apresentou em uma reunião de ministros do meio ambiente as metas brasileiras para controlar emissões de gases do efeito estufa.

Para ela, ainda existe "a possibilidade de acordo". Além de Lula, do presidente francês Nicolas Sarkozy e do primeiro-ministro britânico Gordon Brown, Dilma acredita que diversos líderes devem ir a Copenhague. "Com a presença deles, é mais fácil um acordo. O grau de liberdade de embaixadores e ministros é mais estreito."

De forma exaltada, falando com o dedo em riste - tom não usual para questões diplomáticas -, Lula disse, em Roma, que o tratado climático pode até ser adiado para 2010, mas que os EUA e a China não vão escapar de apresentar metas de redução das emissões de CO2 na atmosfera. "O dado concreto é que não têm como escapar. Todos terão de apresentar números, inclusive o presidente (Barack) Obama, o presidente Hu Jintao e todos os outros."

Para Lula, EUA e China têm estratégia comum para solapar o acordo na COP-15. "Estamos percebendo há meses que a China joga a culpa nos EUA, os EUA jogam a culpa na China. E a nossa preocupação é de que um possa utilizar o outro como escudo para justificar a não apresentação de números."

Apesar de mostrar irritação, Lula deu a entender que um "acordo político", como o defendido por Obama e Jintao, pode ser aceito. "Se todos não conseguirem colocar números e não estabelecer metas, nós poderemos pelo menos assinar um documento político que se comprometa com um calendário para resolver a questão." Para Dilma, é difícil ter um acordo "em cima de princípios", sem definições mais concretas. "É possível que não se complete o acordo em Copenhague, mas é preciso saber a direção, o rumo da estrada", disse a ministra - que até recentemente era contra a adoção de metas pelo Brasil.

Lula disse que telefonará hoje para Obama e Jintao para convocá-los a participar das negociações. Em Brasília, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, lembrou que China e os EUA juntos "são responsáveis por 50% das emissões de gases do planeta". "Sem eles, não há acordo consistente, mas vamos forçar até o último minuto."

A ministra dinamarquesa do Clima e da Energia, Connie Hedegaard, disse que pode levar um ano para se concluir os detalhes do acordo. Mas afirma que um prazo precisa ser colocado no tratado político que deverá ser fechado em Copenhague.

Dilma apresentou ontem em Copenhague o compromisso do País de reduzir entre 36,1% a 38,9% as emissões de gases-estufa até 2020, em relação ao que seria emitido se nada fosse feito. Segundo ela, Noruega, países europeus, asiáticos e africanos elogiaram a iniciativa. E Índia e China ficaram especialmente interessadas nos detalhes da proposta. "Não somos obrigados a ter compromissos, mas vivemos no mesmo planeta", disse Dilma.


 

Kassab vai aumentar o IPTU
em até 60%
Percentual vale para imóveis comerciais, industriais e de serviços; residências terão um reajuste de no máximo 40%

"Infelizmente, temos que mostrar que a atualização da planta genérica é uma necessidade, é uma questão de justiça", disse o prefeito

EVANDRO SPINELLI
DA REPORTAGEM LOCAL

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) anunciou ontem que o IPTU em São Paulo terá um aumento de até 60% em 2010 para imóveis comerciais, industriais e de serviços. No caso dos imóveis residenciais, o reajuste será de no máximo 40%.
O projeto será enviado hoje à Câmara Municipal e terá de ser aprovado até o fim de dezembro para valer no ano que vem.
Como Kassab tem a maioria dos votos no Legislativo paulistano, a aprovação do projeto não deve ser complicada, mesmo com a campanha eleitoral de 2010 na qual muitos vereadores pretendem concorrer.
A Folha revelou no mês passado que a prefeitura pretendia fazer a revisão geral do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de acordo com a valorização imobiliária de cada região nos últimos oito anos.
Pelos estudos preliminares que a Folha obteve, o maior reajuste seria de 357%, na rua Barão de Ladário, no Brás. A região foi valorizada, segundo os estudos, pela revitalização do largo da Concórdia e pelo combate aos camelôs.


 

Serra lembra os "piores caudilhos", diz Cesar Maia
Democrata endossa discurso de seu filho de apoio a Aécio

DA REPORTAGEM LOCAL

A relação entre PSDB e DEM sofreu novo abalo ontem. A exemplo do filho, o presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ), o ex-prefeito do Rio Cesar Maia disse que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), "lembra os piores caudilhos" ao avocar para si a decisão sobre a candidatura do PSDB à Presidência.
Hoje, Serra lidera as pesquisas para presidente. Mas, assim como o filho, Cesar Maia elogia o governador de Minas, Aécio Neves. Em entrevista ao portal iG, Maia chamou Serra de personalista. Procurado pela Folha, reiterou as críticas.
"O Serra diz que quer ser candidato, que será candidato, que pode ser candidato, e o partido parece não ter nada a ver com isso. É um populismo descarado. Lembra os piores caudilhos. Um caudilho do passado apontava o dedo para o candidato. Agora o próprio candidato aponta o dedo para si", disse, queixando-se da disposição de Serra de só se manifestar sobre a eleição em março.
Contrariado, Serra não quis comentar a declaração. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), cobrou um discurso mais construtivo. "O esforço agora é juntar todas as energias. A contribuição de Maia é fundamental. E isso implica um discurso de maior colaboração e mais construtivo."
Em Alagoas, Aécio defendeu que a escolha aconteça até janeiro e disse que "gostaria muito" de ter Ciro Gomes (PSB-CE) -desafeto de Serra- como aliado. Afirmou ser "concreta" a possibilidade de Serra não concorrer à Presidência.
(CATIA SEABRA)



16 Novembro 2009 




Charge do Bessinha


 

Emprego formal tem resultado recorde em outubro
estadao.com.br
SÃO PAULO - O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de outubro registrou a criação de 230.956 empregos formais. Segundo o Ministério do Trabalho, esse é o melhor saldo de toda a série para meses de outubro.
De janeiro a outubro deste ano, o Caged registra a criação de 1.163.607 empregos formais, confirmando a marca estabelecida anteriormente pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Na semana passada, ele adiantou que a criação de vagas ultrapassaria 1 milhão


 

Lula: É preciso aguardar com cautela anúncio de causa do blecaute

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (16) que é preciso aguardar “com cautela” as investigações para que seja anunciada a causa do blecaute da última terça-feira (10). “Sabemos que tem a turma do 'eu acho'. Todo mundo agora quer encontrar um culpado”, disse.

Em seu programa semanal Café com o Presidente, Lula avaliou que o blecaute que deixou 60 milhões de brasileiros sem luz não foi “nos moldes” do registrado em 2001. Na época, segundo ele, o país apresentava dois problemas distintos: dificuldade na geração de energia elétrica e ausência de linhas de transmissão.

“Nós, agora, temos muita geração e muita linha de transmissão. O blecaute que aconteceu, na verdade, foi um incidente que, até agora, as informações que temos são de um curto-circuito em uma torre em Itaberá, São Paulo.”

Ao final do programa, Lula garantiu que o governo brasileiro vai trabalhar de forma intensa na tentativa de evitar que um novo blecaute volte a ocorrer.

O Ministério de Minas e Energia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) têm até hoje para entregar ao Ministério Público Federal toda a documentação solicitada sobre o blecaute. Os órgãos têm até o dia 26 para indicar os responsáveis pelo local da falha inicial.

ABr


 

Em Roma, Lula diz que fome parece invisível para Governos
Roma, 16 nov (EFE).
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje durante a reunião sobre segurança alimentar de Roma que a fome parece ser invisível para muitos Governos, que, com menos da metade do que usaram contra a crise financeira, poderiam solucionar esse problema.

"Perante a ameaça de um colapso financeiro internacional, causado pela especulação irresponsável e pela omissão dos Estados na regulação e na fiscalização do sistema, os líderes mundiais não duvidaram em gastar centenas e centenas de trilhões de dólares para salvar a queda dos bancos", disse Lula.

"Com menos da metade desses recursos, seria possível erradicar a fome do mundo. A luta contra a fome segue, no entanto, praticamente à margem da ação dos Governos. É por assim dizer invisível", completou.

Nesse sentido, o presidente pediu "vontade e determinação política" durante um discurso na sede da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), que recebe a cúpula até a próxima quarta-feira.

"Muitos parecem ter perdido a capacidade de se indignar com um sofrimento tão distante de sua realidade e experiência de vida. Mas os que ignoram ou negam esse direito, acabam perdendo sua própria humanidade", destacou.

Lula falou da recente redução dos níveis de pobreza no Brasil através de uma "forte rede de proteção social articulada com políticas de estímulo para a agricultura familiar" e pediu medidas que funcionem em situações de emergência.

"O mais importante, no entanto, são as soluções a longo prazo, ou seja, as capazes de prevenir as catástrofes", afirmou o presidente.

"É fundamental que os países desenvolvidos cumpram os compromissos assumidos e aumentem os níveis de ajuda ao desenvolvimento. O sistema multilateral de comércio tem que se libertar dos vergonhosos subsídios agrícolas dos países ricos", completou.

Lula, que disse acreditar que não existe uma verdadeira carência mundial de alimentos, definiu a fome como "a mais terrível arma de destruição em massa do planeta" e pediu que se vença esse problema para abrir caminho a um mundo "justo, livre e democrático".

Postado por Jussara Seixas às Segunda-feira, Novembro 16, 2009 0 comentários Links para esta postagem



 

E se eles fossem do PT?
Em 1991 um senador da República eleito por SP, FHC, casado com uma renomada antropóloga, Ruth Cardoso, pai de três filhos, teve um caso extraconjugal com uma jornalista da rede Globo, Miriam Dutra. Desse relacionamento extraconjugal nasceu um filho. O apartamento para os encontros amorosos entre o senador FHC e a jornalista global Miriam Dutra, segundo o jornalista Ricardo Noblat, era cedido pelo então deputado federal na época, José Serra, também eleito por SP em 1990. José Serra, hoje governador de SP, foi o alcoviteiro do caso. Desde 1990 José Serra e FHC eram unha e carne. Serra não só ajudava o amigo a trair a esposa, mas compartilhava as idéias políticas do atraso, do entreguismo, de governar sempre para os ricos. José Serra foi eleito deputado federal nessa eleição com apoio preferencial da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN). Em 1994 foi eleito senador por SP, e de imediato declarou-se a favor da privatização da Companhia Vale do Rio Doce. A mídia escondeu por 18 anos os fatos. Hoje, após FHC ter revelado que vai reconhecer a paternidade do filho, os jornalões tratam do assunto muito discretamente. A jornalista teve o filho no Brasil, registrou-o apenas em seu nome e a Globo imediatamente a transferiu para fora do país. Miriam Dutra criou o seu filho na Europa durante 18 anos. Hoje os abestalhados da Veja e afins dizem que ninguém tem nada a ver com vida particular, íntima, de FHC e, pasmem, louvam o fato de ele reconhecer a paternidade do rebento – após 18 anos! Por isso, foi até chamado de ‘grande homem’ por muitos abestalhados.

Aqueles que pregam diariamente a moral, a ética, os bons costumes, a família, a fidelidade conjugal tão querida da Igreja, enfiaram o rabinho nos meios das pernas. Sumiram. Transformar esse fato em grande escândalo, com críticas ácidas da imprensa, de políticos, com condenação da Igreja, só se FHC e José Serra fossem do PT, ou da base aliada do governo Lula, como Renan Calheiros. A mídia tão investigativa, tão sedenta por descobrir e publicar a verdade, não vai procurar saber de onde vieram os recursos de FHC para o sustento do filho e da outra na Europa? Não vai apurar se o apartamento emprestado pelo José Serra, na época deputado federal, era o apartamento funcional, pago com o dinheiro do contribuinte? Cadê os juristas de plantão para opinar se houve quebra de decoro parlamentar? Se houve falta de ética?

No caso Renan Calheiros, justificaram o escândalo com o argumento de que era um homem público, um senador, e devia respostas e satisfação à sociedade. Foi massacrado pela mídia, só faltou ser enforcado em praça pública. FHC e Serra não são homens públicos? Não devem satisfações à sociedade? Por que? Porque são oposição ao governo Lula, porque mantêm grandes acordos e negócios com os jornalãos e com a mídia, que sempre os favoreceu financeira e politicamente. Os donos da mídia fazem parte da elite, e é para essa elite que FHC e Serra sempre governaram. Se FHC e Serra fossem do PT ou da base aliada do governo Lula, eles estariam perdidos, seriam manchetes nos jornais, na telinha da Globo, nas páginas da Veja. Seriam objeto de CPI, que convocaria até Miriam Dutra e o filho. Seriam massacrados sem dó nem piedade. Mas são do PSDB, então abafe-se o caso, afinal o nome do candidato deles, o Serra, está no rolo e tem que ser preservado.
Jussara Seixas





 

Pesquisa: Curva de Serra é para baixo. Curva de Dilma é para cima
Há uma curva no caminho da pré-candidatura do tucano José Serra. Ela talvez seja um dos maiores fatores da imobilização política do governador paulista em relação à eleição presidencial de 2010, que tem levado seus aliados a certo desespero.

A curva mostra o comportamento longitudinal do eleitor em relação às candidaturas de José Serra e Dilma Rousseff.

“Esse comportamento em relação ao governador Serra apresenta uma base de 35% e, ao longo do tempo, sofreu uma variação positiva até o início de 2009. A partir daí, há uma tendência constante de queda”, aponta Marcus Figueiredo, responsável pelo trabalho.

Em junho de 2008, Serra alcançou 38,2% pela Sensus. Chegou a 42,8% no fim de janeiro de 2009 em sondagem de opinião feita pelo mesmo instituto.

A curva similar, em relação à candidatura da ministra Dilma Rousseff, aponta uma tendência sempre crescente.

Ser (candidato) ou não ser (candidato)? Eis a questão de Serra.

Essa curva era, até então, conhecida por poucos. Ela foi mapeada por Figueiredo, um especialista em pesquisas eleitorais. Professor do Iuperj, da Universidade Candido Mendes, no Rio de Janeiro, foi utilizada por ele uma metodologia, usada nos Estados Unidos, chamada Poll of Polls (Pesquisa das Pesquisas).

Figueiredo tomou como base o resultado das pesquisas pré-eleitorais que representam a opinião da sociedade em momentos variados. Figueiredo usou dados das pesquisas do Ibope e dos institutos Sensus e Datafolha, realizadas entre fevereiro de 2008 e setembro de 2009. A representatividade das amostras é compatível e o objeto da pergunta é semelhante (“Se a eleição fosse hoje, em quem o senhor votaria?”).

Segundo ele, a ideia de fazer a “pesquisa das pesquisas” tem, exatamente, o objetivo de pegar as diferenças apontadas entre as pesquisas rotineiras, que, como retratos, mostram o presente. A tendência dilui essas diferenças episódicas captadas pelos porcentuais de uma mesma pesquisa ou, eventualmente, de pesquisas de diferentes institutos feitas quase no mesmo momento.

A tendência no tempo longo livra as candidaturas de circunstâncias episódicas.

Serra teme a derrapagem projetada por essa curva. Certamente, o deputado Rodrigo Maia, presidente nacional do DEM, se preocupa muito com ela. Aliado principal do PSDB, Maia não esconde do eleitor suas angústias e tem forçado uma definição rápida. “A oposição está sem discurso, sem candidato. Estamos no pior dos mundos”, lamentou recentemente.

O gráfico da “pesquisa das pesquisas” aponta uma tendência, mas não assegura que a situação seja imutável. Marcus Figueiredo acredita, no entanto, que, “se o governador José Serra continuar escondido”, a tendência da curva continuará declinante e, em breve, poderá ser ultrapassado pela curva ascendente de Dilma Rousseff.

fonte: Carta Capital


 

José Dirceu: Serra está provando do seu veneno
Atraso em obras, falta de recursos, de planejamento... é o que dá obras programadas com fins eleitorais, sem previsão orçamentária, iniciadas sem ter recursos internos para construí-las e sem que os empréstimos internacionais estejam garantidos.

Por José Direceu, no Blog do Zé
Obras do governo José Serra (PSDB), jeito tucano de governar. Vejam nos jornais de hoje. Eles, como sempre, até suavizam nos títulos. Poupam o nome do governador, falam que SP atrasa pagamentos e reduz ritmo de obras em estradas, mas você lê e descobre que são nada menos que 1.200 nessa situação — obras com ritmo de implantação reduzido ou paralisadas.

Segundo o Sindicato da Construção Pesada (Sinicesp), entre os programas prejudicados por essa falta de dinheiro está o Pró-Vicinais, a recuperação de 12 mil km de estradas no interior do Estado — iniciado em dezembro de 2007 — e que é a menina dos olhos, vitrine da campanha presidenciável de Serra para o Planalto em 2010.

O atraso no pagamento é de três meses e soma cerca de R$ 500 milhões revela o presidente do sindicato, Marlus Renato Dall'Stella. Mas o estado diz que é dois meses e metade desse dinheiro — R$ 250 milhões.

O secretário dos Transportes do governo José Serra, Mauro Arce, apresenta desculpas fracas que não justificam o que está ocorrendo: houve atraso nos repasses ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER), porque não entraram no caixa R$ 700 milhões da concessão de rodovias e só agora o Estado recebeu 1/4 — R$ 600 milhões — dos empréstimos pleiteados junto ao BID e ao BIRD.

A suspensão ou paralisação de obras por falta de pagamento pelo atingiu proporções tão graves que o Sinicesp, representante das principais empreiteiras do país, marcou uma reunião para 2ª feira (16.11) para discutir a situação. O Sindicato admite adotar "medidas administrativas e judiciais" para suspender os contratos em atraso com o DER mas, pior: fala em "demissão em massa", e diz que já houve cortes.

E o sindicalista Wilmar dos Santos afirma que, nos últimos cinco meses, já houve cerca de 5 mil demissões acima do esperado para o período. "Tentamos falar com o governo, mas não conseguimos", diz Wilmar aos jornais.


 

Brasil é primeiro colocado em ranking internacional de combate à fome
Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Roma (Itália) - A organização não governamental (ONG) Action Aid International vai conceder um prêmio ao Brasil pelos esforços no combate à fome. Segundo um ranking organizado pela entidade, o país teve o melhor desempenho na redução do problema, seguido pela China e Índia.

Segundo o diretor internacional da Action Aid, Adriano Campolina, o principal motivo para que o Brasil seja o líder do ranking foi o fato de 10 milhões de pessoas terem saído da pobreza extrema nos últimos anos. De acordo com ele, o Brasil conseguiu a redução combinando o crescimento econômico com políticas de combate à pobreza e agricultura familiar.

"A fome é um fenômeno muito complexo, você não consegue acabar com ela imediatamente. Mas a redução do Brasil foi extremamente substancial, não só rápida como sustentada. Foram políticas coordenadas que deram ênfase à transferência de renda e ao mesmo tempo à agricultura familiar e à produção sustentável", destacou Campolina.

Amanhã (16), quando terá início em Roma a Cúpula Mundial de Segurança Alimentar, promovida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a ONG pretende entregar o prêmio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele participa da abertura do evento e deverá apresentar as experiência brasileiras que conseguiram reduzir a subnutrição no país como o Bolsa Família, o Fome Zero e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).


 

Dona Canô pedirá desculpas a LULA pela insolência de Caê Dona Canô, 102, não gostou de ter visto o filho Caetano chamar o presidente Lula de "analfabeto"

Aproveite, Dona Canô, e diga a Caê que a senhora não o pôs no mundo para que ele viesse a achar que o mundo é ELE. À senhora, todo o meu respeito e afeto. Ao senhor Caetano Emanuel Viana Teles Veloso... O meu profundo desprezo.

Claudio Leal

A matriarca de Santo Amaro (BA) e dos Veloso, Dona Canô, deve telefonar para Lula, na segunda-feira, para afirmar que as opiniões de seu filho, Caetano Veloso, não representam o que ela e família pensam sobre o presidente. Segundo o irmão do compositor, Rodrigo, a mãe ficou contrariada com as críticas de Caetano e vai expressar também seu descontentamento ao filho.

- Quero ver se ela consegue ligar, na segunda-feira, pessoalmente, para o gabinete do presidente. Lógico que não temos nada com as declarações dele, a gente respeita, mas não é o que pensamos. Sou petista de carteirinha. Sempre votamos em Lula. E tem a amizade do presidente com minha mãe, ele sempre liga no aniversário dela.

Em entrevista ao Estado de S. Paulo, Caetano Veloso declarou voto à senadora Marina Silva (PV) e afirmou que Lula é "analfabeto": "Marina é Lula e é Obama ao mesmo tempo. Ela é meio preta, é uma cabocla. É inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro."

Secretário de Cultura de Santo Amaro, Rodrigo Veloso sentiu-se obrigado a se manifestar, publicamente, contra os termos da entrevista. Num evento ligado à Agricultura com secretários do governador baiano Jaques Wagner (PT), ele subiu ao palanque e pediu que a mensagem da mãe fosse levada ao Planalto. Rodrigo teme que o veio polemista do irmão mais novo Caetano prejudique a cidade.

Recentemente, Dona Canô enviou uma carta a Lula, na qual pediu recursos financeiros e a ajuda do Ministério da Saúde para a reforma da Santa Casa de Misericórdia do município do Recôncavo Baiano, a 81 km de Salvador.

- Nem sei por onde Caetano anda, certamente ele vai ligar quando souber disso. Ele é polêmico, gosta dessas loucuras. Mas nossa opinião é o avesso do avesso - explica Rodrigo Veloso, que sorri e enfatiza: - É o avesso do avesso do avesso... (Terra Magazine)

Do Blog Terra Brasilis


 

Vem aí um vale-tudo?
CÂNDIDO VACCAREZZA

Não temos o monopólio da verdade, mas acreditamos que nosso projeto merece continuar. E vamos lutar por isso de forma limpa

A ESTABILIDADE democrática e o aperfeiçoamento institucional são grandes conquistas nacionais, desde a Constituição de 1988.
As eleições de 2010 serão um momento importante para a renovação do pacto republicano brasileiro, hoje temperado pela certeza de que o país tem tudo para vivenciar prolongado ciclo de desenvolvimento econômico e social nas próximas décadas.
O crescimento econômico e o desenvolvimento social permitirão ao Brasil melhorar, a um só tempo, o seu Índice de Desenvolvimento Humano e a qualidade de suas instituições.
Nesse processo, é natural e desejável que haja um governo com voto e base parlamentar bem assentada, assim como uma oposição fiscalizadora e construtiva. É indispensável também a existência de instituições sociais e organizações não governamentais fortes, independentes e capazes de fazer o contrapeso institucional.
Esse amadurecimento do Brasil e o aumento de seu peso relativo no mundo tem sido reconhecido de forma crescente. Na semana passada, o presidente Lula foi agraciado em Londres com um importante prêmio por sua contribuição "à estabilidade e à integração na América Latina" e por seu papel na "resolução de crises regionais". Reconheça-se aí uma significativa premiação ao país, além da distinção ao presidente.
Se cabe aqui a paráfrase de um antigo teórico militar, no sentido de que o reconhecimento externo é a extensão do êxito interno por outros meios, não é demais registrar que tem sido muito difícil, para uma parte da elite política e midiática brasileira, conviver com o reconhecimento internacional e a popularidade interna do presidente Lula.
Em recente artigo dominical, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso termina sua peroração contra o presidente Lula tentando oferecer uma resposta para sua pergunta "Para onde vamos?". Sem saber ele próprio oferecer qualquer caminho, limita-se a dizer que "é mais do que tempo dar um basta ao continuísmo antes que seja tarde".
O tempo passa, mas os atos falhos ficam. Em tentativa de continuísmo o ex-presidente tem doutorado. Releve-se ser ele o autor da extensão do mandato presidencial de quatro para oito anos.
Vem à mente a euforia tucana expressa pelo ex-ministro Sergio Motta, já falecido, de que o primeiro governo Fernando Henrique moldaria um projeto para durar 20 anos, pelo menos. Não se recorda, na época, de nenhum pedido de moderação aos exageros verbais dos seus. Afinal, o próprio FHC tratava de dividir o mundo em mocinhos e bandidos, entre justos e fracassomaníacos.
Agora, o ex-presidente volta a um velho e ineficiente expediente usado nos últimos sete anos -o de tentar grudar rótulos desqualificantes no governo do presidente Lula.
É triste, mas o ex-presidente resolveu partir para um autêntico vale-tudo verbal em sua busca de tanger a oposição para a disputa de 2010. Antes, houve várias teorias, como a de um suposto aparelhamento do Estado pelo PT. Tentaram também carimbar o rótulo de "governo corrupto".
Nada colou. Mas agora vêm com uma nova teoria, a de um certo "autoritarismo popular" que ressuscitaria formas políticas do autoritarismo militar, segundo o ex-presidente.
Com a muleta sociológica fora de prumo, Fernando Henrique tenta explicar. Diz tratar-se de um conluio entre sindicatos, burocracia partidária alojada no governo, fundos de pensão de origem estatal e empresários escolhidos para receber benesses. Não importa que essa salada intelectual do ex-presidente seja das mais indigestas. Releve-se a sua própria manipulação dos fundos de pensão no processo de privatizações, "no limite da irresponsabilidade", como disseram alguns dos seus na época.
Nessa nova tentativa de tentar grudar um rótulo desqualificante ao governo Lula, Fernando Henrique e outros usam e abusam daquilo que tanto acusam o PT: empregar quaisquer meios para atingir o fim de perpetuar-se no poder.
Esse vale-tudo não lhes cai bem.
Comparar o governo Lula com formas políticas do regime militar é, além de falsear grosseiramente a história, usar qualquer meio para buscar o fim almejado: voltar ao poder. Seria apenas triste se não fosse desonesto.
É duvidoso que tal tipo de argumento seja compartilhado por membros de seu próprio partido que vão à disputa de 2010. Por isso mesmo, há uma chance de que o debate se concentre em projetos para o país.
A seu tempo, em 2002, o voto popular deu um basta ao projeto de tintura neoliberal de FHC, "antes que fosse tarde". Por isso, com o governo Lula, o país teve capacidade de resistência na recente crise global e pôde se projetar como uma das economias que mais crescem no mundo.
Não temos o monopólio da verdade, mas acreditamos que nosso projeto merece continuar. Vamos lutar por isso limpamente. Esperamos que os outros também assim procedam. Quem ganhará com isso é o país.

CÂNDIDO VACCAREZZA, 54, médico, é deputado federal pelo PT-SP e líder do partido na Câmara dos Deputados.


15 Novembro 2009 

EMPRESÁRIOS, BANQUEIROS FINACIARAM A TORTURA A BARBÁRIE NO BRASIL


Célula anticomunista atuou no Brasil durante a ditadura
Ex-banqueiro conta que empresários de São Paulo financiavam grupo de direita

Arquivo Nacional mantém cartas e relatórios do SNI sobre ação que prestava solidariedade a ditaduras da América Latina nos anos 70

RUBENS VALENTE
DA REPORTAGEM LOCAL

Documentos guardados no Arquivo Nacional de Brasília revelam as atividades de uma célula anticomunista que operou no Brasil por mais de 15 anos e foi liderada por um banqueiro de São Paulo.
A partir da leitura dos documentos -produzidos pela representação do SNI (Serviço Nacional de Informações) no Ministério das Relações Exteriores-, a Folha localizou e conversou com quatro ex-integrantes do braço brasileiro da WACL ("World Anticommunist League", ou Liga Anticomunista Mundial).
O nome mais ativo era Carlo Barbieri Filho, cuja família era proprietária do Banco Aplik, vendido no final dos anos 1970. Fundador e líder da organização, Barbieri hoje vive entre Miami (EUA) e São Paulo e escreve textos de economia para um portal na internet voltado para dirigentes de bancos.
Barbieri contou que o grupo nasceu a partir de "divagações e conversas" que ele e seu pai mantiveram com o economista e banqueiro Mário Henrique Simonsen (1935-1997), ministro da Fazenda na ditadura.
O primeiro passo de Barbieri foi fundar, em 1971, a Sepes (Sociedade de Estudos Políticos, Econômicos e Sociais), sediada no shopping Iguatemi, em São Paulo. Em seguida, se uniu à WACL, na qual teve carreira meteórica, assumindo a presidência mundial da organização em 1975. Entre 21 e 25 de abril daquele ano, reuniu cerca de 400 participantes de 65 países no oitavo congresso da WACL, num hotel no Rio.
A WACL foi criada na Ásia em 1966 por generais chineses derrotados pela revolução maoísta. Em 1972, espraiou-se pela América Latina.
Segundo o ex-banqueiro, toda entidade empresarial de São Paulo tinha um nome no conselho da Sepes. Citou como exemplo o representante da Fiesp (Federação das Indústrias dos Estados de São Paulo) Theobaldo De Nigris, de uma família dona de concessionária de veículos Mercedes-Benz.
Indagado se os empresários davam dinheiro ao grupo, Barbieri foi lacônico: "Sim, claro".

Encontro com ditador
Em 1975, o advogado José Eduardo Chaib -que hoje vive num sítio em Jaguariúna (SP), onde recebeu a Folha- viajou, a convite de Barbieri, para se encontrar com o ditador Augusto Pinochet em Santiago do Chile, dois anos após o golpe que derrubou Salvador Allende. Uma foto marca o encontro.
"Fomos lá conhecê-lo, prestar solidariedade", disse Chaib, para quem Barbieri era o principal articulador da WACL. "O Barbieri tinha suas influências, os contatos com os militares."
"[Eu] me dava bem com o general [Ednardo] Dávila Mello, que se preocupava, como nós, em buscar uma rápida saída dos militares do poder, para evitar desgaste (...), embora não privasse com ele. Com o ministro [da Justiça Alfredo] Buzaid, que foi advogado de uma empresa de minha família, também tinha bom relacionamento", relatou Barbieri.
Mello foi exonerado em janeiro de 1976 do comando do 2º Exército, em São Paulo, depois que várias pessoas morreram sob tortura nas dependências do DOI-Codi, entre elas o jornalista Vladimir Herzog.
Os documentos do Arquivo Nacional revelam que, em 1975, Barbieri foi a Riad, na Arábia Saudita, para pedir ao rei Khalid Abdul Aziz que "continuasse ajudando a WACL". Em carta entregue ao rei, Barbieri alegou que a Sepes mantinha "60 mil membros" e uma sede em cada Estado brasileiro.
Após o encontro, ele emitiu uma carta-circular aos membros da WACL para conclamar "ações mais poderosas" contra o comunismo. Trinta anos depois, indagado pela Folha sobre quais seriam essas ações, e se a WACL brasileira realizou algum tipo de ato concreto contra comunistas, Barbieri não respondeu. "Foi um momento histórico com posições radicais, que não encontram mais base no mundo atual."
Barbieri também se envolveu com a CAL (Confederação Anticomunista Latinoamericana), mas disse que dela se afastou por suas "posições radicais". "[A CAL] tinha uma posição antissionista e não tinha apreço pela democracia, que era nossa base doutrinária."
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1511200911.htm


 


FHC decide reconhecer oficialmente filho que teve há 18 anos com jornalista
MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu oficializar o reconhecimento do filho que teve coma jornalista Mirian Dutra, da TV Globo.
Tomas Dutra Schmidt tem hoje 18 anos. O tucano já consultou advogados e via

jou na semana passada a Madri,onde vive a jornalista, para cuidar da papelada.
A Folha falou com FHC no hotel Palace, na Espanha, onde ele estava hospedado. O ex-presidente negou a informação e não quis se alongar sobre o assunto. Disse que estava na cidade para a reunião do Clube de Madri.
Mirian também foi procurada Pela Folha, que a consultou a respeito do reconhecimento oficial de Tomas por FHC. "Quem deve falar sobre este assunto é ele e a família dele. Não sou uma pessoa pública", afirmou a jornalista.
O ex-presidente e Mirian tiveram um relacionamento amoroso na década de 90, quando ele era senador em Brasília. Fruto desse namoro, Tomas nasceu em 1991. FHC e Mirian decidiram, em comum acordo, manter a história no âmbito privado, já que o ex-presidente era casado com Ruth Cardoso, com quem teve os filhos Luciana, Paulo Henrique e Beatriz.
No ano seguinte, a jornalista decidiu sair do Brasil e pediu à TV Globo, onde trabalhava havia sete anos, para ser transferida. Foi correspondente em Lisboa. Passou por Barcelona e Londres e hoje Trabalha para a TV em Madri.
Quando FHC assumiu o ministério da Fazenda, em1993, a informação de que ele e Mirian tinham um filho passou a circular entre políticos e jornalistas.
Procurados mais de uma vez, eles jamais se manifestaram publicamente.
Em 1994, quando FHC foi lançado candidato à Presidência, Mirian passou a ser assediada por boa parte da imprensa.
E radicalizou a decisão de não falar sobre o assunto para, conforme revelou a amigos, impedir que Tomas virasse personagem de matérias escandalosas ou que o assunto fosse usado politicamente para prejudicar FHC.
Naquele ano, a colunista se encontrou com ela em Lisboa e a questionou várias vezes sobre FHC. "Nem o pai do meu filho pode dizer que é pai do meu filho", disse Mirian.


Em 18 anos, o ex-presidente sempre reconheceu Tomas como filho, embora não oficialmente, e sempre colaborou com seu sustento. Nos oito anos em que ocupou a Presidência, os dois se viam uma vez por ano. Tomas chegou a visitá-lo no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.
Depois que deixou o cargo, FHC passou a ver o filho, que na época vivia em Barcelona, com frequência. Mirian o levava para Madri, Lisboa e Paris quando o ex-presidente estava nessas cidades. No ano passado, FHC participou da formatura de Tomas no Imperial College, em Londres.
Neste ano, Tomas mudou para os EUA para estudar Relações Internacionais na George Washington University.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1511200905.htm


Do blog do Noblat
Foi no apartamento de Brasília de José Serra que Fernando Henrique e Míriam se encontraram várias vezes. Ele, presidente. Ela, funcionária da TV Globo na Europa.

Isso tem nome, Serra era o alcoviteiro


14 Novembro 2009 


Charge do Bessinha


12 Novembro 2009 

Serra atrasa pagamentos e acarreta 5.000 demissões
Cerca de 1.200 obras da gestão José Serra em todo o Estado foram atingidas

Sindicato da construção pesada afirma que DER determinou a paralisação dos serviços; Secretaria dos Transportes nega


DA REPORTAGEM LOCAL

O governo de São Paulo atrasou o pagamento a empreiteiras e vai reduzir o ritmo de obras em estradas de todo o Estado sob a alegação de falta de recursos. São 1.200 viadutos, recapeamentos e duplicações, mas o governo não disse quantos foram atingidos. A construção do Rodoanel, maior obra viária do Estado, não foi afetada.
Entre os projetos prejudicados pela falta de dinheiro está o Pró-Vicinais, que consiste na recuperação de 12 mil km de estradas secundárias, a maior parte no interior do Estado, iniciado em dezembro de 2007.
No início do ano, o governador José Serra (PSDB) apresentou as novas etapas do plano, com investimentos de R$ 3,9 bilhões no programa.
Pré-candidato à Presidência da República em 2010, Serra tem no Pró-Vicinais seu programa rodoviário de maior alcance em cidades do interior.
O secretário dos Transportes, Mauro Arce, diz que ocorreu atraso nos repasses ao DER (Departamento de Estradas de Rodagem), que tem orçamento de R$ 4,3 bilhões previsto para este ano.
5.000 demissões
Ontem, o Sinicesp (sindicato da construção pesada) divulgou comunicado dizendo que o DER ordenou a paralisação dos serviços, o que a secretaria nega.
Segundo o presidente do sindicato, Marlus Renato Dall'Stella, o atraso no pagamento é de três meses e soma cerca de R$ 500 milhões, o que Estado também contesta -diz que são dois meses e R$ 250 milhões.
O problema levou o sindicato, que reúne as principais empreiteiras do país, a marcar uma reunião de emergência, na segunda. Em tom de ameaça, o Sinicesp fala em "medidas administrativas e judiciais" para suspender os contratos em atraso com o DER.
Enquanto o comunicado do Sinicesp cita a possibilidade de "demissão em massa", o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada diz que já houve cortes.
Ligado à Força Sindical, de oposição a Serra, o sindicalista Wilmar dos Santos afirma que, nos últimos cinco meses, houve cerca de 5.000 demissões acima do esperado para o período. "Tentamos falar com o governo, mas não conseguimos", diz.



 



Rodoanel veio abaixo
Desaba mais uma obra do governo Serra
A queda de três vigas de um viaduto em construção no trecho sul do Rodoanel, em Embu, atingiu três veículos, deixou três pessoas feridas e bloqueou o tráfego no sentido capital da rodovia Régis Bittencourt por volta das 21h de ontem.
O viaduto em obras, sobre o km 279 da Régis, desabou sobre um caminhão e dois carros -um deles ficou totalmente destruído. As vigas, que pesam 85 t e têm 40 m de extensão, caíram de uma altura de 20 m.
Até o fechamento desta edição, o tráfego no sentido São Paulo continuava interrompido e, segundo a Autopista Régis Bittencourt, não havia previsão de quando seria liberado. No sentido Curitiba (PR), o bloqueio durou uma hora.
Só um dos feridos, conforme a Secretaria de Estado da Saúde, estava em situação mais grave, com afundamento torácico, mas a pasta não divulgou seu nome. As vítimas foram levadas para os hospitais Pirajussara e Geral de Itapecerica da Serra, ambos na Grande SP.
À meia-noite, a busca por possíveis vítimas já havia sido encerrada, mas só após a retirada de todo o entulho seria divulgado um relatório oficial.
O motorista do caminhão, Reginaldo Aparecido Pereira, 40, pulou do veículo ainda em movimento para se salvar, segundo testemunhas.
Os ocupantes de um Celta cinza, que ficou totalmente destruído, ficaram presos nas ferragens -um deles era Carlos Fernando Rangel, 38. O outro veículo, um Clio vermelho, capotou.
Segundo funcionários da Dersa, a viga que restava ameaçava cair e seria removida.
A Polícia Rodoviária Federal orienta o motorista que trafega rumo a São Paulo a optar pela estrada de Itapecerica, caso o bloqueio continue hoje.
O trecho sul do Rodoanel, maior obra viária em curso no país, é orçado em R$ 5 bilhões (incluindo desapropriações) e deve ser inaugurado em março. É uma das principais vitrines do governador José Serra (PSDB), pré-candidato à Presidência.
O acidente de ontem é o segundo em grandes obras do governo de São Paulo desde 2007. No início de 2007, o desabamento da construção da estação Pinheiros do Metrô deixou sete mortos.
Nos dois casos, a OAS, uma das principais empreiteiras do país, esteve envolvida.
A empresa baiana participa do consórcio que constrói a linha 4 do Metrô e também divide com Mendes Junior e Carioca -esta integrante do grupo responsável pela obra do Fura-Fila onde um viaduto desabou no ano passado- a construção do trecho do Rodoanel onde houve o acidente. O valor desse lote é de R$ 511,7 milhões.
A Folha tentou entrar em contato com a assessoria da OAS no início da madrugada, mas não teve sucesso.
José Serra chegou ao local do acidente no início da madrugada, acompanhado pelo secretário dos Transportes, Mauro Arce. O governador disse que não houve pressa na obra e que a construção não será paralisada.
O trecho sul compreende 61 km de obras, que ligarão o trecho oeste, a partir da Régis, ao sistema Anchieta-Imigrantes, acesso à Baixada Santista.
Ontem mesmo, segundo a Folha apurou, a Secretaria da Segurança definiu que a investigação do acidente será conduzida pela área de engenharia do Instituto de Criminalística, que reúne peritos especializados.
O coordenador da Defesa Civil de Embu, Paulo Brandão, disse que uma viga que comporia a obra trincou ontem e foi levada para um local vizinho.


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1411200914.htm


 


Lula defende mais TVs para haver "menos monopólio"
O presidente Lula elogiou a pluralidade e a liberdade de imprensa, afirmando que ela contribui para a democracia no país. Lula participou da inauguração da nova sede da RedeTV!, em Osasco.
"Vou dizer uma coisa como cidadão brasileiro, não como presidente. Eu quero que outros canais sigam o mesmo caminho que vocês seguiram, porque quanto mais TV, quanto mais jornalismo, quanto mais programa cultural, quanto mais debate político, mais democracia nós vamos ter nesse país e menos monopólio", disse.
A nova sede tem 20 mil m2 de área construída, oito estúdios e 50 ilhas digitais. Custou US$ 65 milhões.
Há poucas semanas, Lula havia criticado o partidarismo de setores da imprensa. Ontem, elogiou diretores da emissora por acreditar no mercado brasileiro e investir em tecnologia para aumentar a qualidade da TV digital.
O presidente estava com os ministros Franklin Martins (Comunicação) e Dilma Rousseff (Casa Civil). Também participaram o governador José Serra e o prefeito Gilberto Kassab.
FSP


 

SERRA É UM EMBUSTE
Serra ignorou o resultado da eleição interna e colocou na reitoria da USP um ex-assessor de seu secretário Aloysio Nunes Ferreira. E depois dizem que o PT aparelha.
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Do deputado CARLOS ZARATTINI (PT-SP), sobre o fato de o governador ter escolhido o segundo colocado, João Grandino Rodas.


GOVERNO JOSÉ SERRA CONTINUA LESANDO O BRASIL
O site oficial do governo de Mato Grosso traz um artigo intitulado "Governo José Serra continua lesando o Brasil". Assinado pelo secretário estadual da Fazenda, Éder Moraes, o texto acusa o presidenciável tucano de fazer "vista grossa" à prática de grande lojas de departamento que, estabelecidas em outros Estados, faturam produtos em SP via internet.


 

Governo fixa "meta voluntária" de redução de gases entre 36,1 e 38,9%
Do UOL Notícias
Em São Paulo
O Brasil levará para a convenção do clima em Copenhague, na Dinamarca, o compromisso "voluntário" de reduzir as emissões de gás carbônico em até 38,9% até 2020.

A decisão foi tomada nesta sexta-feira (13), em São Paulo, após reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Carlos Minc (Meio Ambiente), Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia) e Franklin Martins (Comunicação Social), além de representantes das áreas ambiental e energética do governo.

"O Brasil tem compromisso com o desenvolvimento sustentável e isso implica uma posição muito clara que é de redução das emissões de gases", disse Dilma em entrevista coletiva na sede da Presidência, em São Paulo. "As ações serão voluntárias e passíveis de verificação".

A maior parte desse compromisso virá da redução do desmatamento da Amazônia. O governo já havia estabelecido que pelo menos 20% dessa meta viria dessa área.

Dilma, favorita de Lula a sucessão presidencial em 2010, afirmou que o compromisso de redução se baseia em "ações factíveis" e que por isso o Palácio do Planalto estará atento a meios de financiamento dessas iniciativas.

No cenário mais otimista, de redução de 38,9% das emissões até 2020, 24,7 do total vem da redução do desmatamento na Amazônia e no cerrado; 6,1 de ações na agropecuária, em especial a recuperação de áreas de pastagem; 7,7 em iniciativas na área de energia, como a expansão da oferta de energia por hidrelétricas e 0,4% em operações no ramo de siderurgia.

No cenário menos otimista as metas para uso da terra se mantêm em 24,7%, mas diminuem nas iniciativas em agropecuária (4,9%), energia (6,1%) e siderurgia (0,3%).


 

'Quem salvou o País da crise foi o povo', diz Lula
Agencia Estado
SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atribuiu o mérito pela superação dos efeitos da crise econômica global ao povo brasileiro. Em discurso hoje na abertura do 9º Congresso Nacional de Iniciação Científica, na FMU, na capital paulista, ele destacou: "Quem salvou o País da crise foi o povo, as classes mais baixas, que consumiram o que tinham que consumir."
Na sua avaliação, o Brasil está preparado para crescer de forma contínua. "Isso não é a conquista de um governo, mas da sociedade que soube se comportar com muita dignidade durante a crise, sem entrar em pânico." Enquanto isso, afirmou o presidente, líderes internacionais, como os dirigentes do Fundo Monetário Internacional (FMI) não sabiam como agir. "O FMI vivia dando palpite quando a crise era em outros países. Quando a crise foi no umbigo dele, não sabia de nada."

O presidente destacou, porém, que o crescimento do Brasil só será sustentado se incluir a distribuição de renda entre seus requisitos. "Não adianta crescer sem distribuir. Quebramos a máxima de que o aumento do salário mínimo é inflacionário. Há sete anos damos aumento real do salário mínimo e não há qualquer risco inflacionário", disse.

Lula aproveitou o discurso econômico para negar que seu governo tenha inchado a máquina pública, com contratações desnecessárias. "Temos hoje apenas 10 mil funcionários públicos a mais que em 1997", disse. "Como esse País vai dar um sal


 

Dilma: Não se pode comparar blecaute de terça com barbeiragem tucana de 2002
Na noite de ontem (12), após participar da cerimônia do programa Arco Verde-Terra Legal no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef concedeu entrevista coletiva para falar sobre o blecaute que atingiu 18 estados na última terça-feira (10).

Ela reafirmou que o episódio não pode ser comparado com o que aconteceu em 2002, pois a queda no fornecimento de energia ocorrida na noite de terça-feira não foi provocada por falta de planejamento do setor, mas por fatores climáticos.

A ministra reafirmou que o sistema elétrico brasileiro está entre os melhores do mundo e que ainda assim o presidente Lula pediu a todos os órgãos governamentais do setor que busquem formas de aprimorá-lo. Confira trecho da entrevista de Dilma:

O diretor do Inpe, Gilberto Câmara, afirmou ao Blog do Planalto que o órgão ainda não tem uma posição oficial sobre o assunto e revelou que as análises dos dados de seu sistema de detecção de raios ainda não foram concluídas. Um relatório será enviado ao Operador Nacional do Sistema (ONS) para comparar com os dados levantados pela rede de transmissão do ONS e só então o Inpe se pronunciará oficialmente sobre o caso.

Veja abaixo o vídeo com a entrevista da ministra:


 

Aposentadorias: Governo confirma reajuste de 6,1% e extinção do Fator Previdenciário

O governo federal confirmou nesta quinta-feira (12) a disposição de conceder reajuste de 6,1% para os aposentados que ganham mais de um salário mínimo e de extinguir o fator previdenciário, criando uma nova fórmula para as aposentadorias por tempo de contribuição.

O tema entra na pauta da Câmara após a votação dos quatro projetos de lei do pré-sal. O aumento começa a valer em 1º de janeiro de 2010. Segundo o líder do Governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), a proposta melhora a vida dos aposentados brasileiros.

O índice será composto pela reposição da inflação mais um ganho real equivalente à metade do crescimento da economia do País, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB) do ano anterior. No caso do reajuste de 2010, o ganho real será de 2,5%.

Fontana criticou deputados da oposição, que agora defendem a equiparação dos reajustes de aposentadorias e salário mínimo. "Acho muito irônico. A oposição, que durante oito anos desfalcou aposentadorias e criou o fator previdenciário, agora quer aparecer como grande defensora dos aposentados. Não acredito que os aposentados vão se deixar iludir", afirmou.

A proposta do governo extingue o fator previdenciário e adota o modelo 85/95. Segundo esse sistema, a aposentadoria integral virá da soma entre idade e da pessoa e o tempo de contibuição. A soma deve ser de 85 anos para as mulheres e de 95 para os homens.

A proposta também garante estabilidade para o trabalhador no último ano antes da aposentadoria e contagem do seguro-desemprego como tempo de contribuição.

A estimativa de Henrique Fontana é de que os quatro projetos do pré-sal sejam votados em plenário em duas ou três semanas. Durante esse período, o governo deve definir a melhor forma de encaminhar à Câmara o reajuste dos aposentados. O Poder Executivo pode optar por uma medida provisória ou por um substitutivo que contemple propostas em tramitação na Câmara.

http://www.ptnacamara.org.br/


 


Petrobras diz que poço reforça estimativa de reservas em Tupi
SÃO PAULO -Os resultados da perfuração do quarto poço do Plano de Avaliação de Tupi reforçaram as estimativas da Petrobras de que há reservas potenciais de 5 bilhões a 8 bilhões de barris de óleo leve e gás natural recuperável nos reservatórios do pré-sal daquela área. A estatal informou hoje que " foi perfurada uma espessa seção (cerca de 250 metros) de reservatórios carbonáticos portadores de petróleo leve (cerca de 28º API) " no poço, localizado a cerca de 265 km da costa do Rio de Janeiro e em lâmina d'água de 2.115 metros. As amostras foram encontradas em profundidades a partir de 4.900 metros.

" O Consórcio, formado pela Petrobras (65% - Operadora), BG Group (25%) e Galp (10%), para a exploração do bloco BM-S-11, onde fica a área de Tupi, dará continuidade às atividades e investimentos previstos no Plano de Avaliação aprovado pela ANP e que prevê, além do teste de formação a ser realizado no referido poço, a perfuração de outros poços na área " , diz comunicado distribuído pela empresa.


 

O bom debate para o Brasil 2010 (VII)

Dilma (PT) X Serra (PSDB)


Por Fábio Rodrigues
Cada dia que passa verificamos que um caminho sem volta para o bom debate na eleição presidencial de 2010 é a forma plebiscitária (duas opções de governo) que tomará conta do cenário. Não tem mais jeito e como a própria Ministra Dilma já comentou: o povo tomou gosto de comparar os governos Lula e FHC.
Ficamos muito felizes em ver que a sociedade assume essa posição ativa nesse debate. Pois demonstra uma conscientação política maior e que não temos uma "memória tão fraca" assim. Muitos lembram muito bem do que se passou no Brasil de 1995 até 2002 com o FHC (PSDB) e de 2003 até 2009-2010 com o Lula (PT) à frente da Presidência da República.
Quem gostou e gosta do modo petista (Lula) de governar e quiser a continuidade dessa gestão voltada para a inclusão social, geração de emprego e renda, defesa do patrimônio público votará em Dilma (PT). No entanto, quem gostou do modo psdebistas (FHC) de governar o Brasil e quiser o retorno do modelo executado por ele votará no Serra (PSDB).
Outro aspecto muito importante que verificamos é a forma como a Ministra Dilma vem subindo nas pesquisas eleitorais. Na última sondagem feita pelo Vox Populi/Band (10/11/2009) verificamos uma dimunuição de 8 pontos percentuais entre Dilma, a candidata de Lula, e Serra, o candidato de FHC. Pois Dilma subiu 4 pontos e Serra caiu 4 pontos.
Vamos para os números:
Serra (PSDB - FHC) - 40% (anterior) 36% (atual) - caiu 4%
Dilma (PT - Lula) - 15% (anterior) 19% (atual) - subiu 4%
A diferença que era de 25% passou para apenas 17%, tendo uma dimuição de 8%. A disputa está ficando boa! Temos a certeza que com mais duas pesquisas e essa aceitação que a Ministra Dilma está tendo, já teremos um cenário de empate técnico.
E isso tudo sem contar com a desistência do companheiro Ciro Gomes (PSB) da disputa presidencial para disputar a eleição para Governador de São Paulo, em favor da candidatura de Dilma e da possibilidade de acabar com a hegemonia do PSDB no Governo do Estado de São Paulo. Que sem dúvida possibilitará uma transferência de votos de Ciro (13% de votos) para Dilma muito grande.


 


Pasmem! Sabesp não possui geradores de energia
Diego Salmen, Terra Magazine

“Com 182 estações elevatórias responsáveis pelo abastecimento de água no Estado, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) não possui gerador de energia elétrica em nenhuma destas unidades. É o que conta Hélio Castro, superintendente de Produção de Água da estatal.

"Devido ao porte das instalações, não tem como ter gerador", explica Castro. "Só a maior delas, a estação elevatória de Santa Inês, usa a mesma quantidade de energia da cidade de Bauru (no interior paulista)", diz.

Até às 16h10 desta quinta-feira, 12, 150 mil pessoas seguiam sem água na Região Metropolitana de São Paulo, devido aos efeitos do apagão elétrico que atingiu 18 Estados na terça-feira, 10. Num primeiro momento, 20 milhões de habitantes chegaram a ficar sem abastecimento.

Segundo boletim oficial da Sabesp, a normalização do sistema "não é tão simples", "diferentemente do abastecimento de energia elétrica".
Para o superintendente de Produção de Água da estatal, é "impraticável" adquirir geradores para evitar os efeitos de eventuais quedas de energia.

"Seria um investimento monstruoso para ser utilizado apenas de dez em dez anos", afirma, em referência ao apagão ocorrido em 1999, ainda sob o governo de Fernando Henrique Cardoso.”
http://nogueirajr.blogspot.com/


 

Blecaute
LUIZ PINGUELLI ROSA

Não há sistema tecnológico sem falhas. Mas o sistema interligado é inteligente, pois otimiza o uso da geração hidrelétrica

AINDA PAIRAM algumas dúvidas sobre o blecaute que atingiu vários Estados brasileiros, mais drasticamente São Paulo e Rio de Janeiro.
É preciso esclarecer, porém, que o ocorrido na terça-feira foi totalmente diferente do chamado apagão de 2001, quando o governo decretou um racionamento obrigatório de energia elétrica para toda a população, sob pena de desligamento de residência ou empresa por alguns dias caso não fosse cumprido o corte no consumo.
Naquela ocasião, havia falta de energia para atender a demanda, pois esta vinha crescendo mais rapidamente do que a capacidade instalada no país. Enquanto houve chuvas suficientes para a geração hidrelétrica, o sistema funcionou e o problema foi adiado. Quando as chuvas se reduziram, os reservatórios estavam vazios e faltou energia no sistema.
Alertei o então presidente Fernando Henrique Cardoso por uma carta, como coordenador do Instituto Virtual da Coppe/UFRJ, e cheguei a conversar com José Jorge, à época ministro de Minas e Energia.
Naquele caso, houve falta de investimento. As estatais elétricas, a começar pela Eletrobrás, reduziram seus investimentos, pois aguardavam a privatização. Já as empresas privatizadas, a maioria delas distribuidoras nos Estados, pouco investiram.
O problema da última terça-feira tem mais semelhança com o blecaute de 1999, que também desligou São Paulo e muitas outras cidades, algumas por muito mais horas do que o recente incidente. Aquele problema se originou em uma subestação de transformadores em Bauru (SP), causado por uma sobretensão elétrica supostamente devida a um raio que atingiu a linha de transmissão a muitos quilômetros de distância e se propagou até a subestação -que deveria estar protegida. Como não estava, o sistema falhou.
O que ocorreu nesta semana foi a interrupção de três linhas que trazem a energia de Itaipu ao Sudeste, acarretando o desligamento de todas as turbinas da usina e causando o desligamento de várias outras linhas em cascata. Daí a propagação do blecaute ter atingido tantas cidades. O efeito é como uma série de pedras de dominó que caem uma por cima da outra.
O desligamento das linhas em sobretensão é correto, pois as protege e evita danos a equipamentos e perdas de transformadores por sobrecarga. Portanto, o desligamento automático das linhas de transmissão é inevitável em certos casos críticos como o de agora. Os efeitos seriam muito piores se o desligamento não ocorresse.
No entanto, algumas questões ainda precisam ser respondias. A primeira delas é o que causou a sobrecarga. Uma hipótese aventada é que raios tenham causado tudo isso. Três linhas sofreram colapso, embora todas sejam protegidas por para-raios, que são fios paralelos ao longo das linhas.
Talvez uma delas tenha sido atingida, a sobretensão tenha se propagado indevidamente para dentro da subestação em que as outras também tenham sido afetadas. É uma hipótese.
Como evitar a repetição de blecautes? Não há sistema tecnológico com 0% de falhas. O que pode ser feito é minimizá-las, tanto na frequência de ocorrências desse tipo como na gravidade delas.
Eliminar o uso da transmissão de longa distância seria uma bobagem, pois o Brasil é uma Arábia Saudita hidrelétrica. Integrando em um longo tempo a energia que se pode obter do potencial hidrelétrico brasileiro, o resultado é maior que a energia do petróleo do pré-sal. O sistema interligado é inteligente, pois otimiza o uso da geração hidrelétrica, complementada por outras fontes.
Uma proposta que tem sido recentemente estudada em todo o mundo é o de redes elétricas inteligentes, ou seja, fazer uma gestão melhor das redes para diminuir incertezas, evitar problemas de pico de tensão e falhas, com um sistema de controle ponto a ponto ao longo das redes.
Nos Estados Unidos, Nova York sofreu um blecaute em 2003 que, sob certos aspectos, foi mais grave.
Há poucos meses, o professor Pravin Varaiya, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, esteve no Programa de Planejamento Energético da Coppe para participar de um seminário sobre essas redes inteligentes de energia elétrica. Mas os estudos ainda precisam avançar, inclusive para prevenir vulnerabilidades como o acesso indevido à rede por hackers.
O que se mostrou vulnerável aqui no nosso caso foi a enorme extensão da área atingida e a grande população que sofreu as consequências, pois não se conseguiu ilhar a propagação do efeito para circunscrever suas consequências a uma região menor. É necessário apurar os fatos para corrigir as falhas e aperfeiçoar o sistema.



LUIZ PINGUELLI ROSA , 67, físico, é diretor da Coppe-UFRJ (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro) e secretário do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. Foi presidente da Eletrobrás (2003-04).


 


"Economist" transforma Cristo Redentor em foguete e diz que "Brasil decola"
A revista britânica "The Economist" dedica a capa de sua mais recente edição mundial ao Brasil. A publicação, especializada e referência global em assuntos econômicos, traz uma reportagem especial de 14 páginas sobre a situação econômica do país.

A revista chama o Brasil de "a maior história de sucesso na América Latina". A capa mostra uma montagem com o Cristo Redentor no Rio de Janeiro (imagem do Brasil mundialmente conhecida) decolando, como se fosse um foguete. O título da capa é justamente "O Brasil decola".

A 'Economist" diz que o país que era só promessas começa a dar resultados, mas adverte que um dos riscos agora é o excesso de confiança. Uol.


 



Lula é a 33ª pessoa mais poderosa do mundo, diz ranking da 'Forbes'
Lula governa maior produtor de alimentos do mundo, diz a revista

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a 33ª pessoa mais poderosa do mundo, segundo um ranking preparado pela revista americana Forbes e divulgado nesta quinta-feira.

O ranking completo, com 67 nomes, traz ainda o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, que é o maior produtor mundial de soja, na 62ª posição.

A lista é encabeçada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, seguido pelos presidente da China, Hu Jintao, e pelo premiê e ex-presidente russo Vladimir Putin.

O presidente do Fed, o Banco Central dos Estados Unidos, Ben Bernanke, é considerado pela revista o 4º homem mais poderoso do mundo.

Segundo a revista, a compilação da lista tentou responder a questões como que influência as pessoas têm sobre outras, o controle que elas têm de grandes recursos financeiros e o poder que elas têm em múltiplas esferas.

Leia mais
http://brasilmostraatuacara.blogspot.com/


 

Professor da USP descarta relação entre blecaute e apagão de FHC
O professor José Antonio Jardini, do Departamento de Energia e Automação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), afirmou que o blecaute ocorrido ontem (11), em 18 estados brasileiros e no Paraguai, não tem fatores relacionados com aqueles que provocaram o racionamento de energia em 2001.

Segundo ele, a falta de energia de ontem tem razões semelhantes às que provocaram o blecaute em 1999, quando houve um problema na Subestação de Bauru, e em 2002, na Subestação de Ilha Solteira, ambas no interior paulista. Jardini trabalhou no projeto de elaboração das linhas de transmissão da Usina de Itaipu.

“Pelas informações, caíram duas linhas de transmissão que vinham da Usina de Itaipu para São Paulo, perto de Itaberá. Quando projetamos linhas de transmissão, planejamos de forma que, mesmo saindo uma linha, o sistema não seja afetado", disse. "Como caem duas linhas, o sistema começa a ter instabilidade elétrica e é isso que desliga tudo. É um sistema automático de proteção para não causar danos maiores.”

Jardini ressaltou que as linhas de transmissão são preparadas para suportar ventos de até 130 quilômetros por hora (km/h) e podem ter caído por conta de um vendaval mais forte do que esse limite, o que considerou como algo atípico. “O que derruba linha é vento, avião que cai em cima, ou alguém que dá um tiro naquela cadeia. Às vezes, podem ocorrer esses ventos especiais que podem derrubar também as torres”.

O professor da USP garantiu que o país conta com uma segurança energética. Para ele, o sistema poderia ser mais eficaz a ponto de evitar um corte como o de ontem. Mas isso não quer dizer que o Brasil tenha um modelo frágil. “O mundo inteiro usa esse critério chamado de 'menos um', no qual se sair um elemento, o sistema aguenta. O Brasil não é mais rigoroso nem mais relaxado, faz o que todo mundo faz, então está bem."



 


Enviado pelo amigo Michel, com autorização para postar no blog


 

Pesquisa mostra insatisfação com livre mercado, 20 anos depois de queda do muro

Uma pesquisa realizada a pedido da BBC em 27 países e divulgada nesta segunda-feira apontou que existe uma grande insatisfação com o capitalismo de livre mercado, 20 anos após o episódio que marcou a derrocada de seu sistema rival, o comunismo.

Em um universo de 29 mil entrevistados, apenas 11% disseram que o capitalismo “funciona bem” e que uma maior regulação por parte dos governos o tornaria “muito menos eficiente”.

Por outro lado, 23% opinaram que o sistema “está cheio de falhas e precisamos de um novo sistema econômico”.

Os resultados foram compilados para coincidir com os 20 anos da queda do muro de Berlim, que dividia a cidade em duas metades, uma ocidental, capitalista, e outra oriental, comunista.

“Parece que a queda do muro de Berlim, em 1989, não foi a vitória arrasadora para o capitalismo de livre mercado que parecia à época”, disse Doug Miller, presidente da Globescan, uma das empresas parceiras da iniciativa.

Após mais de uma década de experiências neoliberais, iniciadas a partir do chamado consenso de Washington, nos anos 1990, e sobretudo depois da crise econômica atual, atribuída em grande parte aos excessos do mercado, a pesquisa mostrou uma receptividade de cidadãos em diversos países a algum tipo de presença governamental da economia.

A maioria dos entrevistados (51%) opinou que o capitalismo de livre mercado “tem alguns problemas, mas esses problemas podem ser resolvidos através de reformas no sistema e mais regulação/ controle”.

“As pessoas não querem abandonar o capitalismo, mas moderá-lo”, disse Steven Kull, diretor do Programa sobre Atitudes em Políticas Internacionais (Pipa, na sigla em inglês), com sede em Washington, parceiro da pesquisa.

Para Kull, “há espaço para os governos atuarem na distribuição de riqueza e até controlando setores econômicos”.

Nesse aspecto, o Brasil se destacou. Foi o país com a maior proporção de entrevistados que defendeu um papel mais ativo do governo “na regulação dos negócios do país” e o quinto com maior apoio à ideia de que o governo “controle diretamente as principais indústrias do país”.

Clique Leia também na BBC Brasil: No Brasil, 64% querem maior controle do governo na economia
Satisfação com o sistema

Os entrevistados brasileiros – 835, em nove capitais – expressaram mais ceticismo em relação ao livre mercado que entrevistados de outros países.

Embora 43% tenham dito que os problemas do sistema podem ser resolvidos através de reformas, Kull considerou “impressionante” que 35% tenham expressado que “um novo sistema econômico” é preciso.

Clique Fórum: O governo deve ter mais influência nas indústrias e negócios no Brasil?

Foi o terceiro maior percentual dado a esta resposta, atrás apenas do verificado na França (43%) e no México (38%).

Entre os mexicanos, apenas 2% dos entrevistados consideraram que mais regulação tornaria o capitalismo menos eficiente, contra 8% dos brasileiros.

Na própria Rússia, comunista até 1991, a visão de que “precisamos de um novo sistema econômico” recebeu menos preferência (23%).

A opinião prevalente entre os russos é a de que o livre mercado tem “alguns problemas que podem ser resolvidos com mais regulação” (43%). Já 12% acham que mais intervenção “tornaria o sistema menos eficiente”.

O país que mais apóia o livre mercado foram os Estados Unidos (25%). Ainda assim, mais da metade dos cerca de mil americanos entrevistados (53%) disseram que o sistema tem “alguns problemas” e precisa de mudanças. Outros 13% dos americanos advogaram um sistema diferente.

O apoio ao capitalismo também foi relativamente alto no Paquistão, onde 21% disseram que mais amarras o tornariam menos eficiente, e na República Tcheca, onde essa resposta recebeu 19% dos votos.

Governo na economia

A pesquisa não perguntou que sistema seria considerado pelos entrevistados como uma alternativa ao capitalismo de livre mercado.

Mas quis saber deles o que pensavam da atuação do governo na “distribuição de riquezas”, na “regulação dos negócios” e no controle direto das “principais indústrias” de seu país.

No Chile, no México e no Brasil, em torno de 90% dos entrevistados responderam que o governo deveria ter um papel maior na distribuição de riquezas de um país, o maior apoio de uma região por este objetivo.

No Brasil e no Chile, houve grande apoio à ideia de que o governo deveria “regular mais os negócios de um país” (Brasil, 87%, Chile, 84%) e até ser “dono ou controlar diretamente as principais indústrias do país” (Chile, 72%, Brasil, 64%).

“A América Latina está mais à esquerda em relação a outras partes do mundo, e o Brasil se destaca nisto”, disse Kull.

“Nos países europeus houve grande apoio a uma maior participação do governo na economia, mas quando se usa o termo 'controlar' o apoio cai. Isso não se aplica à América Latina, onde essa não é uma ‘palavra proibida’”, comparou.

Só na Rússia (77%) e na Ucrânia (75%) houve maior preferência a que o governo detenha ou controle as principais indústrias do país.

Um país que chamou a atenção dos pesquisadores foi a China, onde 58% crêem que o livre mercado “tem alguns problemas, que podem ser resolvidos com regulação”.

Entre os chineses, 71% disseram que o governo deveria fazer mais para distribuir riqueza no país, mesmo percentual dos que defenderam uma maior regulação nos negócios. Outros 52% opinaram que o governo deveria ter mais papel no controle direto das principais indústrias do país.

Para Steven Kull, esta opinião se deve ao desejo dos chineses de ver o governo agir para contrabalançar os efeitos da abertura econômica que o país tem experimentado nas últimas décadas e, em especial, nos últimos dez anos.

“Na última década, as coisas se tornaram menos estáveis e menos previsíveis para os chineses, ainda que a economia esteja crescendo e eles estejam mais ricos”, disse.

“Existe um problema em relação ao acesso à saúde e ao desemprego, e eles querem que o governo assuma os mesmos compromissos que assumiu no passado, de garantir o acesso dos cidadãos a serviços básicos.”


 


Charge do Bessinha


 

Maestro demitido por Serra ganha ação trabalhista

“O maestro John Neschling ganhou a ação trabalhista que movia contra a Fundação Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo). A Justiça considerou nulos os contratos do regente com a orquestra e avaliou que ele deveria ser considerado um empregado, com direito a férias, 13º salário, FGTS e indenização por ter sido demitido. A sentença determina que Neschling receba R$ 4,3 milhões. Os advogados da fundação informam que vão recorrer.

Vermelho.org

Neschling foi demitido da Osesp em janeiro e, dois meses depois, entrou na Justiça exigindo que a direção da orquestra lhe pagasse R$ 12,5 milhões.

O valor equivale a cem salários que ele recebia como regente (R$ 125 mil por mês). A defesa do maestro sustentou que ele foi desrespeitado como ser humano por ter sido demitido por e-mail, com ampla divulgação inclusive no site da orquestra.

No ano passado, depois de intensa pressão do governador José Serra, que queria tirá-lo do cargo, Neschling comunicou ao conselho da Fundação Osesp que não renovaria seu con trato. Na ocasião, no entanto, fi cou combinado que o maestro permaneceria à frente da Osesp até o fim de 2010, como previa seu contrato.

A situação, no entanto, ficou insustentável. Neschling, que chegou a chamar Serra de "meni no mimado" e "autoritário" logo no começo do governo, continuou a dar entrevistas espinafrando o governador e o secretário da Cultura, João Sayad, mesmo depois de ter sua saída definida. A gota d'água foram as críticas que ele vinha fazendo publicamente à decisão do conselho de formar um comitê para a escolha de seu sucessor.”


 

APAGÃO NA GLOBO
Urariano Mota
Recife (PE) - Mal recuperados da macabra cobertura do acidente do avião da TAM – cobertura no sentido de que cadáveres se cobrem - , as notícias da Globo apostam agora suas fichas no esclarecimento que só tem um fim, de finalidade e the end: este governo é o culpado. E se atiram à versão, às versões, com uma aversão assustadora.

Numa rápida olhada e recuperação dos seus noticiários nas últimas 24 horas anotamos.

O Jornal da Globo da terça-feira esticou, no bom sentido de esticar a vítima, a notícia, sua jornada até depois de uma da manhã desta quarta-feira. Em lugar de luz, que luz, afinal estávamos no maior apagão da história, houve imagens escuras de São Paulo e do Rio, com tenebrosas entrevistas para melhor mergulho nas trevas. Os apresentadores faziam perguntas para induzir o entrevistado a admitir algum tipo de erro na administração do sistema elétrico, por vulnerabilidade, por natureza cruel ou qualquer outro motivo. Mas, diabo, entrevistados escolhidos ainda assim não dizem tudo o que os apresentadores desejam.

“Mas o senhor não acha... Veja bem, então, pode-se dizer... Por suas palavras podemos concluir...”. Até o fim do jornal, quando William Waack, o especialista em guerra fria desde o muro de Berlim, disse o que mais desejava. De olhos grandes e frios à trevas: “Haverá consequências políticas”. Salve, simpatia.

No rádio, enquanto o bicho papão ou papagão continuava, a jornalista, cientista política, economista, socióloga, filósofa e catastrófrica Lúcia Hippolito entrou ao vivo pela CBN/Globo. Direto da sua residência – da qual nos deu velas, velhas e belas indicações do quanto mora bem -, informou ao distinto público ouvinte que o problema do blackout ocorrera porque... tantantamtam: o presidente Lula autorizara a isenção de impostos da linha branca fazendo com que muitos aparelhos, geladeiras, máquinas de lavar, tudo quanto é branco em mãos erradas, sobrecarregassem o sistema! Salve, século dezenove. Os pobres, sempre os pobres, esses malditos em consumo desenfreado só podem desembocar em noites negras. Ô raça.

No Bom dia (?) Brasil desta quarta-feira, o porta-voz do general Figueiredo (lembram?), hoje porta solene da democracia mais radical, mais conhecido pelo nome de Alexandre Garcia, arrumou cúmplices para a culpa do governo: os índios e o MST teriam causado o apagão. Mais precisamente, no seu estilo de perguntar afirmando: “Vemos ameaças de índios e de MST a hidrelétricas e torres de transmissão. O que é preciso fazer para que se tenha segurança absoluta na energia elétrica?”. Notem que ele não pergunta se índios e MST foram culpados, a pergunta é outra: como ter segurança absoluta? Seria uma comédia, se não fosse trágico. Chegou a ser impressionante o tom geral de Miriam Leitão, Renato Machado (sim, ele, o mais culto e fino conhecedor de vinhos do Brasil), as suas caras, as caras-uniformes dos apresentadores do Bom dia. Bom dia, mesmo? Salve, Omar Cardoso.

Como nos tempo da ditadura militar, a imprensa do exterior teve melhor informação sobre o Brasil. Na BBC Brasil lemos:

“O chefe da divisão de operações do sistema elétrico do Paraguai, na Administradora Nacional de Eletricidade (Ande, equivalente à Eletrobrás), engenheiro Luis Alberto Villordo, disse à BBC Brasil que um ‘curto circuito’ no estado de São Paulo teria desencadeado a falta de energia no Brasil e no país vizinho....

Para Patterson, autor do livro Keeping the Lights On – Towards Sustainable Energy (‘Mantendo as Luzes Acesas – Em Direção à Energia Sustentável’, em tradução livre), mesmo países ricos sofrem com a mesma vulnerabilidade.

Ele cita grandes blecautes ocorridos em 2003 – nos Estados Unidos e no Canadá, em agosto, quando 55 milhões de pessoas foram afetadas, na Dinamarca e na Suécia, em setembro, com 5 milhões afetados, e na Itália, no fim de setembro, com 55 milhões afetados – como exemplo do problema.”

Ainda não vimos O Jornal Nacional, que é a melhor versão eletrônica da propaganda eleitoral do PSDB (em dúvida, comparem os programas do partido e as edições do JN sobre o MST). Mas boa coisa não vem. Já sabemos, pela experiência passada, o que virá. William, e como gostam de um Wiliam na apresentação, não repetirá que a culpa é dos pobres, índios e MST, porque isso é passado. Irá direito na fonte, sem intermediários. O culpado é Lula. Salve, garoto William Bonney.


 


"Mensalão foi tentativa de golpe", diz Lula
Presidente insinua suposta armação na aproximação entre PT e Marcos Valério, mas afirma que só falará mais quando deixar cargo

Petista faz críticas à "inveja" de FHC e diz que soube por um interlocutor que a oposição tinha o objetivo de patrocinar seu impeachment

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chora durante a gravação de entrevista à RedeTV! ao falar da morte da sua primeira mulher

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o mensalão foi uma tentativa de "golpe" da oposição para derrubá-lo: "Foi uma tentativa de golpe no governo... Foi a maior armação já feita contra o governo", disse ao programa "É Notícia", da RedeTV!, gravado ontem.
Lula disse ter "desconfiança" da relação entre o PT e o publicitário Marcos Valério, insinuando suposta armação na aproximação entre o seu partido e o operador do escândalo de corrupção política que marcou o primeiro mandato do petista: "Marcos Valério não vem do PT, vem de outras campanhas".
Lembrado de que Valério emprestou dinheiro ao PT, que o repassou a deputados aliados, Lula mantém a versão de que o mensalão não existiu, mas evitou falar mais: "Depois que eu deixar a Presidência vou querer me inteirar um pouco mais disso, mas, como presidente, não posso ficar futucando", disse.
Ele disse que nunca recebeu, à época do mensalão, em 2005, uma proposta para desistir de se candidatar à reeleição ou de renunciar, mas afirmou que foi alertado por um interlocutor de que a oposição queria patrocinar o seu impeachment.
A respeito das críticas recentes do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em artigo nos jornais "O Estado de S. Paulo" e "O Globo", nas quais o tucano falava em risco de "subperonismo", Lula disse que seu antecessor é um "poço de mágoas" e que tem "inveja" dele.
Disse que o PSDB não se conforma de um "peão" fazer um governo melhor que o de FHC. Disse que imagina ainda ter uma relação pessoal de amizade com o tucano, mas que politicamente estão estremecidos.
Lula não quis responder diretamente a um comentário do cantor Caetano Veloso em "O Estado de S. Paulo" -o de que Marina Silva "não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro".
Lula reagiu com ironia. Disse que a resposta a Caetano ele dera na noite de anteontem, ao colocar um CD de Chico Buarque para ouvir. Chico é seu cantor preferido -os atores são Antonio Fagundes e Fernanda Montenegro. A cantora, Marisa Monte. Ao falar do filme preferido, "Cinema Paradiso", brincou: disse que esperava que o predileto viesse a ser "Lula, o Filho do Brasil", que terá pré-estreia na semana que vem.
Lula disse que a população entendeu sua metáfora da necessidade de fazer alianças para poder governar: "Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão".
O petista disse que a expressão "nunca antes neste país" não seria injusta com governos anteriores porque alguns de seus feitos são inéditos.
No primeiro bloco da entrevista, Lula chorou ao responder qual havia sido o momento mais difícil de sua vida antes das candidaturas presidenciais: falou que foi a morte da primeira mulher, Lourdes, grávida de sete meses, em 1971. O presidente disse que talvez exagere ao lembrar as qualidades de sua mãe, dona Lindu, mas disse que se lembrava de modo especial.
A entrevista, concedida ao repórter especial da Folha Kennedy Alencar, que também apresenta o programa semanal "É Notícia", irá ao ar no domingo às 19h45, na RedeTV!, e será reprisada após a meia-noite.


11 Novembro 2009 


Serão eles débeis mentais, retardados?
Serão eles débeis mentais, retardados? A oposição que era governo na era FHC, está bradando que o interrupção de energia elétrica que ocorreu ontem que durou apenas alguma horas, é um apagão. Eles querem esquecer, que na era FHC era que eles faziam parte do governo, houve de fato o apagão elétrico, com direito a racionamento de energia, e quem pagou a irresponsabilidade, a falta de investimentos do desgoverno de FHC, fomos nós consumidores em nossas contas de luz. Apagão que não durou algumas horas. Durante a gestão de FHC, o povo , o país teve que conviver com dois graves episódios de apagão, em 1999 e em 2001.Na era FHC a causa do apagão foi falta de investimento na infraestrutura energética no país, descaso, irresponsabilidade, que causaram prejuízos de mais de R$ 45 bilhões, Oito anos após o país amargar o racionamento de energia, o Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a uma avaliação oficial do custo direto do apagão para consumidores e contribuintes: R$ 45,2 bilhões, valor corrigido pelo IGP-M, mostra reportagem publicada pelo jornal O GLOBO. A cifra reflete apenas as despesas repassadas em tarifas ou bancadas pelo Tesouro Nacional.De acordo com o ministro Walton Alencar Rodrigues, relator da auditoria do TCU, os R$ 45 bilhões seriam suficientes para construir "seis usinas como a de Jirau", uma das maiores no planejamento energético do governo Lula. Hoje no governo Lula, os reservatórios de água das hidrelétricas estão em níveis muito mais altos do que há dez anos. Nunca se investiu tanto em energia elétrica como no governo Lula. O que ocorreu ontem que os retardados debilóides não entendem, é que houve um problema técnico nas linhas de transmissão e não uma ausência de energia que levou ao apagão e ao racionamento de energia da era FHC. O governo Lula está investigando todas as possibilidades que causaram o blecaute, fatores climáticos, erros técnicos operacionais, falhas técnicas nos transmissores, e até uma ação de hacker não está sendo descartada. Fique sossegado FHC o titulo de príncipe trevas vai continuar sendo seu. Será ótimo a presença da ministra Dilma no Congressso para mostrar para a oposição retardada todos os investimetos feitos no setor elétrico que eles não fizeram em 8 anos de governo. Seria ótimo a ministra Dilma e o presidente Lula falar a nação em cadeia de radio e TV, que o que ocorreu não foi nem de longe um apagão aos moldes FHC, falar dos investimentos no setor, e da garantia que não teremos em seu governo o irresponsável apagão da era FHC.
Jussara Seixas


 


Apagão do Lula só na cabeça da oposição, diz Fontana
Do líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), nesta manhã:

- Essa falta de luz não marca o governo Lula. Só marca na cabeça da oposição, que está sempre sonhando.

- Se a oposição entrar nessa do apagão vai demonstrar total falta de equilíbrio e desespero. Não pode comparar um acidente com falta de planejamento, como ocorreu no governo do PSDB. Aqui não existe consumo maior que produção.

- Se a oposição entrar nessa vai até ser bom, pois vamos comparar o governo FHC com o de Lula, o sistema elétrico antes e depois.


 

Procuradoria descarta crime em colaboração de agentes da Abin na Satiagraha
da Folha Online

O Ministério Público Federal votou pelo arquivamento do inquérito policial que apura suposto crime na colaboração de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) durante as investigações da Operação Satiagraha, da Polícia Federal.

A Satiagraha investiga supostos crimes financeiros atribuídos ao banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity. A operação prendeu no ano passado, além de Dantas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas, entre outras pessoas. Os três foram soltos depois.

Tarso deve decidir sobre suspensão de Protógenes Queiroz
Justiça mantém processo da Satiagraha com juiz De Sanctis
Lula aprova nova política de inteligência que esvazia poderes da Abin, diz Tarso

Os autos do inquérito que tramitam na 7ª Vara Federal Criminal do Estado de São Paulo foram encaminhados para manifestação da Procuradoria com a decisão do juiz Federal Ali Mazloum, que rejeitou o arquivamento, considerando "como anômala a cooperação entre Abin e Polícia Federal".

O voto foi escrito pelo subprocurador-geral da República Wagner Gonçalves, com a participação das subprocuradoras-gerais da República Julieta Albuquerque e Ana Maria Guerrero.

De acordo com o voto da Procuradoria, não houve crime na cessão de agentes da Abin para participar da Operação Satiagraha, a pedido do delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, com a autorização do então diretor da Abin, Paulo Lacerda.

Gonçalves explica que, no sistema acusatório, é vedada a participação do magistrado na fase pré-processual, ressalvadas as hipóteses de medidas cautelares. "Vê-se, portanto, que, na fase pré-processual, o juiz só comparece quando há pedido da Polícia Judiciária ou do Ministério Público para medidas constritivas ou cautelares, em defesa dos direitos fundamentais dos investigados."

Para o subprocurador-geral, houve excesso de linguagem do juiz ao rejeitar o arquivamento do inquérito porque o Ministério Público, como titular da ação penal, pode apresentar ou não a denúncia e, no caso, a Procuradoria denunciou Protógenes e outro por violação de sigilo funcional e fraude processual e não o denunciou e ao então diretor da Abin, Paulo Lacerda, por usurpação de função pública.

"O juiz não pode obrigar o Ministério Público a fazer uma acusação, nem pode se sentir ofendido caso ele não a


 

Vox Populi: Dilma sobe! Serra cai!


Cena I
Serra: 36% / Antes: 40%;
Dilma: 19% / Antes: 15%;
Ciro: 13% / antes: 12%;
Heloísa: 6% / Antes: não constou na pesquisa;
Marina: 3% / Antes: 5%;
Nulo, branco e não sabe: 23%.

Cena II
Dilma: 20%;
Ciro: 19%;
Aécio: 18%;
Heloísa: 8%;
Marina 4%.

Rejeição:
Dilma: 12%;
Serra: 11%;
Heloísa: 10%;
Ciro Gomes: 8%;
Aécio Neves: 5%.


Já decidiu em quem votar: 33%;
Não decidiu, mas tem uma idéia: 12%;
Não decidiu e não sabe em quem votará: 55%.

http://nogueirajr.blogspot.com/


 


Sem oposição, governistas encerram CPI da Petrobras
Senadores devem finalizar trabalhos da comissão em dez dias sem propor indiciamentos
Oposicionistas oficializam saída da CPI e prometem levar hoje relatório paralelo à Procuradoria-Geral com pedidos de investigação
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Depois da debandada da oposição na CPI da Petrobras no Senado, os senadores governistas anunciaram ontem que encerram os trabalhos da comissão com a apresentação, em dez dias, de relatório final apenas com sugestões propositivas.
Ao oficializar a saída da CPI, a oposição prometeu levar hoje relatório paralelo à Procuradoria-Geral da República com 18 pedidos de investigação na Petrobras e em subsidiárias.

Só para entender a cabecinha da oposição. Se eles tem em mãos instituições competentes para investigar irregularidades. MPF, PGR, PF, porque criar CPI? É que com esses órgãos competentes investigando seriamente, com responsabilidade, eles ficam sem os holofotes da mídia, eles ficam sem poder acusar,caluniar, desmoralizar, inventar. Será que o povo que o eleitor tem consciência do custo para os cofres públicos dessas CPIs fajutas eleitoreiras? Enviaram 18 pedidos de investigação ao MPF e a PGR agora, porque já não fizeram isso antes, já estaria tudo investigado e esclarecido. É mas não teria os holofotes da mídia, e com a aproximação da eleição, eles não ficam em evidencia.


 

O BLECAUTE E A OPOSIÇÃO.


Hoje saberemos com certeza o que causou o blecaute em vários estados. Há hipóteses como as descritas abaixo. Mas uma coisa é certa como 2+2=4 . A oposição, os burros, a mídia, os abestalhados e afins. Vão culpar quem? O presidente Lula. Da mesma forma que culparam ele pela queda do avião da TAM, do acidente da GOL. Se preparem a mídia vai se locupletar, os senadores e deputados da oposição vão estar babando nas tribunas do Congresso. É que eles tem mãos não só a pesquisa Vox Populi, aonde Serra cai e Dilma sobe, como uma outra pesquisa aonde o presidente Lula tem 86% de aprovação.

Curto circuito em SP teria desencadeado o apagão, diz companhia paraguaia

Engenheiro da Administradora Nacional de Eletricidade diz que temporal provocou o curto.
De Buenos Aires para a BBC Brasil - O chefe da divisão de operações do sistema elétrico do Paraguai, na Administradora Nacional de Eletricidade (Ande, equivalente à Eletrobrás), engenheiro Luis Alberto Villordo, disse à BBC Brasil que um "curto circuito" no estado de São Paulo teria desencadeado a falta de energia no Brasil e no país vizinho.

"Houve um curto circuito numa linha de transmissão que atende a região de São Paulo. Esta falha não foi contida e foi se alastrando, contaminando outras linhas de transmissão de energia até chegar à hidrelétrica de Itaipu", disse Villordo, por telefone, falando de Assunção.

Segundo ele, um temporal teria provocado o curto circuito arrastando o problema até Itaipu, de onde parte a energia para vários Estados brasileiros e para o Paraguai.

'Problema ocorreu na transmissão', diz diretor de Itaipu
Agencia Estado
CURITIBA, 11 - O diretor-geral da Usina Hidrelétrica de Itaipu, Jorge Samek, disse ontem, às 23h45, que na binacional não houve nenhum problema que pudesse causar o apagão sentido principalmente nas regiões Sudeste e Centro-oeste do País. "Zero de problema na Itaipu", garantiu o responsável pela unidade.
A informação foi referendada pelo assessor de imprensa da binacional, Gilmar Piolla. Ele destacou que, naquele momento, as máquinas estavam "rodando no vazio". "Não tem para quem entregar a energia", ressaltou. Samek disse que, por experiência, achava que o problema poderia ter sido um vento forte que teria derrubado as linhas de transmissão, operadas por Furnas Centrais Elétricas.
O diretor técnico de Itaipu, do lado brasileiro, Antonio Otelo Cardoso, também falou com o Estado da sala de operações da hidrelétrica à 0h15 (horário de Brasília). "Itaipu está funcionando tão bem como sempre esteve. O problema é que as linhas de transmissão abriram (jargão do setor para dizer que as linhas caíram)."

No Instituto Tecnológico Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná), o meteorologista Marcelo Brauer afirmou que ainda estava avaliando com o Operador Nacional do Sistema (ONS) as medições que foram feitas. Por volta das 22 horas de ontem, os radares não registraram ventos fortes. No entanto, próximo a Jaguariaiva, no leste do Paraná, e Itararé e Itaberá, em São Paulo, houve chuva de moderada a forte, com grande incidência de raios, o que pode ter provocado algum problema de transmissão.




10 Novembro 2009 

DILMA CESCE, SERRA CAI......CAI.....CAI


Pesquisa Vox Populi divulgada agora na Band

Serra tinha 40% Caiu, aparece com 36%

Dilma tinha 15% Cresceu, tem 20%


 


"Aécio é mais amplo politicamente que Serra", diz presidente do PSDB
Do UOL Notícias
Em BrasíliaO presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), afirmou em entrevista exclusiva ao colunista do UOL Notíciase da Folha de S. Paulo Fernando Rodrigues que Aécio Neves, governador de Minas Gerais, conseguiria mais facilmente apoio de líderes políticos para ser candidato à Presidência da República em 2010 do que José Serra, governador de São Paulo. Segundo o dirigente tucano, a chance de o partido ter uma chapa "puro-sangue" na disputa presidencial, de 0 a 10, é só três. Guerra disse também que o DEM terá a vice na chapa.
O dirigente tucano ainda defendeu a liberação de drogas como a maconha.

Descriminalização da maconha
Guerra disse que Fernando Henrique está certo em defender a descriminalização das drogas, sobretudo drogas leves como a maconha.
http://noticias.uol.com.br/politica/2009/11/10/ult5773u2932.jhtm



 

Para Dilma, governo Lula 'dá de 400 a zero no anterior' Agencia Estado
RIO - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, deu ares de campanha nesta tarde, ao ser madrinha do lançamento de um navio do estaleiro STX, que servirá de apoio à OGX, empresa de petróleo e gás fundada pelo empresário Eike Batista. "Nosso governo dá de 400 a zero no anterior", disse Dilma, logo após defender em palanque a continuidade do governo Lula.

A ministra mencionou a recente polêmica gerada pelas críticas de políticos tucanos ao atual governo. "Entendo o nervosismo. Depois que falam tudo o que querem, dizem ''agora não vamos polemizar''. Tudo o que quero é comparar. Tomamos gosto pela coisa", disse Dilma, apontando algumas situações em que, para ela, o governo atual se saiu "muito melhor" do que o anterior.
"Diante da crise, por exemplo, o governo anterior aumentou tributos e juros, reduziu investimentos e deprimiu o País. Nós, pelo contrário, reduzimos IPI e juros, e aumentamos investimentos, gerando empregos", afirmou.
Comparações
Dilma ainda falou sobre a questão social, que seria "um marco deste governo". "Comparar o Bolsa-Família, que atende a 11 milhões de pessoas, com o vale gás do governo anterior é patético", disse, citando ainda que foram gerados quase um milhão de empregos, e que a indústria naval renasceu neste governo. "Antes, o setor estava em processo de estagnação. Não só estamos gerando demanda dos estaleiros existentes como de novos, que estão sendo construídos", disse.
A ministra esteve no palanque ao lado do governador Sérgio Cabral, que a destacou como comandante numa época em que o Rio está de "alto astral". Também no palanque, o empresário Eike Batista elogiou Dilma. "Esta embarcação tendo Dilma como madrinha vai ter muita sorte".
Em rápido discurso, Eike Batista salientou que a OGX vai fazer encomendas no País, gerando mais empregos e qualificando à mão de obra.


 

País cresce a 9% ao ano no 3º trimestre
Agência Estado
A economia brasileira cresceu no terceiro trimestre deste ano em ritmo chinês, com taxa anualizada do Produto Interno Bruto (PIB) beirando 9%, apontam as projeções de várias consultorias independentes. O número oficial do desempenho do PIB do terceiro trimestre, medido pelo IBGE, será conhecido em 10 de dezembro.

Para este trimestre, no entanto, a perspectiva é de arrefecimento do crescimento para uma taxa anualizada em torno de 6%.

"A taxa marginal de crescimento de 2,1% do PIB do terceiro trimestre que, anualizada, corresponde a 8,7%, não deve se repetir no quarto trimestre", prevê o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges. Segundo ele, o PIB do terceiro trimestre foi "inflado" pelo ajuste dos estoques.

Após a brusca freada na produção industrial no fim de 2008, os empresários da indústria não acreditavam numa recuperação tão rápida e cortaram a oferta. Passaram dois trimestres enxugando estoques. Mas, a partir do segundo trimestre, a economia começou a reagir.

No terceiro trimestre, diz Borges, a produção foi fortemente acelerada para recompor os estoques que eram, em alguns setores, insuficientes para atender à demanda. "Houve problemas de abastecimento nos eletrodomésticos da linha branca e nos carros, ambos setores que tiveram corte de impostos para incentivar as vendas", lembra.
http://ultimosegundo.ig.com.br/



 

Paes e Dilma assinam contrato com a Caixa
CBN
RIO - O prefeito Eduardo Paes e a ministra da Casa Civil Dilma Roussef assinam às 10h desta terça-feira contrato com a Caixa Econômica Federal, para a construção de 5 mil unidades do projeto "Minha Casa, Minha vida". As casas serão erguidas entre os bairros Senador Camará e Campo Grande. O projeto de financiamento habitacional beneficia quem recebe até três salários mínimos e prevê uma constribuição mínima de R$ 50 mensais. Neste primeiro momento, a iniciativa beneficiará 484 famílias que moram em área de risco. No Rio de Janeiro, há atualmente 306 mil inscritos no programa. O evento acontece no Palácio das Cidades, em Botafogo, onde o prefeito também vai anunciar o licenciamento de 46 mil moradias populares a serem disponibilizadas no longo prazo.


 

O Pedagiômetro
Já houve presidente do Brasil para quem “governar é abrir estradas”. No Estado de São Paulo governado pelo tucano José Serra, o bordão é “governar é abrir pedágio nas estradas”.

Isso é válido para todos os governos do PSDB em São Paulo, pois o número de pedágios no Estado aumentou em 307,5%. De 1997 para cá, São Paulo tinha 40 pedágios e atualmente possui 163. O governo Serra promete mais 10 praças, abrangendo o litoral norte e sul de São Paulo.

Para que as rodovias ficassem mais atraentes para a concessão às empresas privadas, o governo do Estado subiu exponencialmente as tarifas dos pedágios durante o período que as explorou por meio do DER e Dersa. Uma viagem de ida e volta de São Paulo a São José do Rio Preto, pouco mais de 880 quilômetros, custa ao usuário R$ 118,00, em carro de passeio. Isso repercute também no valor das mercadorias adquiridas pela população, pois 93% das cargas no Estado são transportadas por caminhão, que são tarifados conforme o número de eixos.

O indexador utilizado para reajustar as tarifas de pedágio, o IGPM, subiu 174%, de junho de 1998 a maio de 2009, enquanto o IPCA teve aumento de 99%, ou seja, as tarifas tiveram aumento de 38% a mais em relação ao IPCA. O IPCA é o indicador oficial de inflação utilizado no Brasil. Isso implica que a tarifa que atualmente é paga, na Rodovia dos Imigrantes, por exemplo, de R$ 17,80, seria de R$ 11,03, ou R$ 6,76 a menos.

A viagem de ida e volta de São Paulo a São José do Rio Preto, que custa hoje R$ 118,00, deveria ser de R$ 73,16, e o usuário economizaria R$ 44,84. Na soma geral, os usuários das estradas paulistas pagariam anualmente R$ 1,52 bilhão a menos de tarifa de pedágio durante ano de 2008, se o IPCA fosse o indexador utilizado para os reajustes.

A única preocupação no Estado é com o lucro das empresas que cresce, acompanhando o incremento das receitas. Em 2008, foram R$ 3,920 bilhões que saíram do bolso dos paulistas para o caixa das concessionárias. Com o reajuste que houve a partir de julho de 2009, junto com os novos pedágios que foram implantados, a receita das concessionárias deve ultrapassar os R$ 4 bilhões em 2009.

Isso representa que, a cada segundo, entram nos cofres das empresas que exploram as rodovias paulistas, R$ 126,00 oriundos da cobrança de pedágio. Em média, cada cidadão desse Estado paga anualmente R$ 92,69 e cada veículo R$ 249,22.

São Paulo é hoje a terra dos pedágios mais caros do Brasil e quiçá do mundo, se comparado com a renda per capita dos outros países.

Ao contrário do governo José Serra, o governo federal tem preocupação com a modicidade tarifária na concessão das rodovias federais. Na rodovia Fernão Dias que liga São Paulo a Belo Horizonte, cuja licitação foi feita no governo Lula, o usuário paga numa viagem de ida e volta à capital mineira, R$ 17,60, comparando com a viagem para São José do Rio Preto, o usuário mesmo rodando 29% a mais, paga 570% amenos.

É em razão disso que estamos apresentando o Pedagiômetro que mede o quanto com pedágio está sendo gasto nas rodovias estaduais do Estado de São Paulo, diariamente.

Assessorias de Transportes e de Finanças – Liderança do PT


 

Dilma e ministros assinam contrato para construção de moradias no Rio
Os ministros Marcio Fortes, das Cidades, Dilma Rousseff, da Casa Civil, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, assinam hoje (10), às 9h30, contrato para a construção de moradias para famílias com renda de até três salários mínimos nos bairros de Santa Cruz e Senador Camará, na zona oeste da capital.
O primeiro contrato prevê a construção imediata de 5.307 unidades. Serão 14 empreendimentos nos bairros de Senador Camará, Santa Cruz e Campo Grande, num total de 45 mil moradias populares.
A assinatura será no Palácio da Cidade, sede da prefeitura, em Botafogo.
http://noticias.terra.com.br/


 

As crises e o desafio dos tucanos

Por Raphael Bruno

Enganam-se aqueles que enxergam no impasse envolvendo a escolha do candidato do PSDB à sucessão presidencial entre os governadores de São Paulo, José Serra, e o de Minas Gerais, Aécio Neves, o grande dilema enfrentado pelos tucanos nestes meses que antecedem a intensificação dos esforços eleitorais. A crise que hoje acomete o partido é muito mais profunda do que os meandros das táticas e negociações que definirão o postulante tucano ao Palácio do Planalto. E não pode ser sintetizada apenas no duradouro insucesso do partido na árdua tarefa de promover o enfrentamento de um governo e um presidente extremamente populares.

Para ser mais preciso, o PSDB hoje é forçado a lidar com duas crises, ligadas uma à outra de maneira umbilical. A primeira, e talvez a mais grave delas, é de legitimidade. Em outras palavras, falta ao partido, em inúmeras situações decisivas, um passado político que lhe permita fundamentar com coerência histórica as práticas e os discursos políticos do presente. Os exemplos são muitos: hoje, seus parlamentares se revoltam com o modo pelo qual a base aliada bloqueia tentativas de investigações em comissões de inquérito que guardem algum potencial de dano político ao governo, mas no passado o então presidente Fernando Henrique Cardoso, e mesmo na atualidade o próprio governador José Serra, também desenvolveram técnica própria, exercitada por diversas vezes, de enterro e controle de CPIs.

Da mesma forma, o PSDB é duro nas críticas ao PT pelo constante envolvimento do rival em denúncias de corrupção, mas algumas das figuras graúdas do partido também se encontram na mesma situação que os adversários petistas com frequência, haja vista o senador Eduardo Azeredo e o caso do suposto “mensalão mineiro”, em análise pelo Supremo Tribunal Federal, as denúncias que pesam contra a governadora Yeda Crusius, além dos mandatos cassados por motivos diversos, como o do senador Expedito Júnior (RO) e do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima. Assim como o partido hoje defende, sem constrangimentos, a equiparação do reajuste de aposentadorias e pensões ao do salário mínimo, apesar de o governo Fernando Henrique ser responsável por uma parcela significativa da defasagem salarial que hoje os aposentados tentam remediar, sem contar a criação de mecanismos mais diretos de ataque aos benefícios, como o fator previdenciário.

A outra crise, esta sim mais diretamente vinculada à forma pela qual o partido se relaciona com o governo Lula, é de identidade. Os tucanos claramente pisam em ovos quando tentam atacar o Palácio do Planalto em determinados pontos. E essa fragilidade gera implicações diversas para o modo pelo qual o partido se entende e é apresentado. Um exemplo ilustrativo desse tipo de fragilidade é o Programa Bolsa Família. O PSDB reivindica, com certa razão, a paternidade pela criação do que foi o embrião do programa, numa espécie de tentativa de usurpação dos benefícios políticos colhidos pelo governo que, de fato, sistematizou a concessão do benefício e o ampliou para uma escala impressionante. Ou seja, pretende disputar politicamente com Lula, em alguma medida, tentando se apropriar de uma das iniciativas de sucesso do governo petista. Uma outro aspecto dos problemas de identidade da legenda são as vigorosas críticas ao suposto viés estatizante do governo, de um lado, e a moderada e até mesmo hesitante defesa das reformas orientadas para o mercado em momentos agudos de competição eleitoral, de outro. Pode até ser que as diferenças de tom sejam apenas uma demonstração das suscetibilidades da legenda a um certo oportunismo, mas ainda assim são simbólicas de contradições não resolvidas no seio do partido.

Evidentemente, isso não significa que o PSDB está à beira da implosão. Mas indica que a experiência de ser oposição revelou-se um processo doloroso para o partido, forçado a se adaptar a novas condições do jogo de poder, bem menos maleáveis do que quando um ilustre sociólogo ocupava o Palácio do Planalto, e a ter que lidar com comparações antes inexistentes. Para os tucanos, fazer com que o PSDB renasça dessas transformações fortalecido é o verdadeiro desafio. No longo prazo, maior, até mesmo, do que a escolha entre um ou outro nome para representá-lo em determinada eleição, por mais decisiva que seja.


 

LULA DIZ QUE AGUENTARIA MAIS 5 ANOS DE MANDATO
Em cerimônia da Fiesp ontem em homenagem ao vice-presidente José Alencar, Lula brincou ao afirmar que os dois poderiam "aguentar" mais "uns cinco anos" de mandato, mas, por serem "democratas", ficam "quietinhos". Durante quase todo o discurso, Lula relembrou a campanha de 2002 -quando disputou contra José Serra. O presidente afirmou que Alencar, por ser empresário, foi importante para a vitória. "Você foi uma espécie de fundo garantidor que eu precisava", disse ele ao vice.


09 Novembro 2009 


Charge do Bessinha


 

Pobres já gastam 5% mais que ricos
Estudo mostra avanço do consumo das classes D e E do Norte e Nordeste em relação às classes A e B do Sudeste

Márcia de Chiara
Os pobres do Norte e Nordeste estão consumindo mais que os ricos do Sudeste. Nos últimos 12 meses até setembro deste ano, as classes D e E das regiões Norte e Nordeste do País gastaram R$ 8,8 bilhões com uma cesta de alimentos, produtos de higiene pessoal e limpeza. Essa cifra é 5% maior que a desembolsada pelas camadas A e B (R$ 8,4 bilhões) que vivem no Sudeste do País no mesmo período com esses itens, revela estudo exclusivo da LatinPanel, maior empresa de pesquisa domiciliar da América Latina.

Em igual período do ano passado, a situação era exatamente inversa: o gasto das camadas que compõem a base da pirâmide social no Norte e Nordeste com bens não duráveis havia sido 5% inferior ao das classes A e B do Sudeste. "Houve uma reversão", afirma Christine Pereira, diretora da empresa e responsável pela pesquisa.

Ela atribui a mudança a fatores conjunturais. Inflação em baixa, que dá mais poder de compra ao consumidor, ganhos de renda dos trabalhadores que recebem salário mínimo e o fato de a crise não ter afetado as camadas de menor renda explicam, segundo Christine, o avanço do consumo dos bens não duráveis pelos mais pobres. Os dados da pesquisa foram obtidos a partir de visitas semanais a 8,2 mil domicílios para auditar o consumo de 65 categorias de produtos.

Embora em maior número, as famílias das classes D e E do Norte e do Nordeste têm renda agregada bem menor que a das famílias das classes A e B do Sudeste. No Norte e no Nordeste, há 6,9 milhões de lares que recebem até quatro salários mínimos (R$ 1.860) por mês, o que corresponde a 40% do total de famílias das classes D e E do País. Já as classes A e B somam 4,9 milhões de domicílios no Sudeste ou 45% dos lares desse estrato social do Brasil. Essas famílias têm renda mensal superior a dez salários mínimos (R$ 4.650).

Para o economista chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, boa parte do avanço do consumo dos mais pobres se deve ao aumento real do salário mínimo de 5,7% concedido neste ano. "O salário mínimo pesa muito nas regiões Norte e Nordeste", diz.

Nas contas dele, a massa real de renda dos ocupados, pensionistas da Previdência e também beneficiários do Bolsa Família cresceu 7,7% no Norte e Nordeste no primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 2008. O acréscimo é mais que o dobro do registrado para essa população que vive no Sudeste do País, que foi de 3,1% nas mesmas bases de comparação.

Além disso, Borges ressalta que a inflação dos mais pobres, que ganham até cinco salários mínimos (R$ 2.325), medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), perdeu fôlego este ano. Após fechar 2008 com alta de 6,5%, a maior taxa desde 2003, o INPC deve encerrar 2009 com aumento de 4,5%, prevê.


 

Brasil registra criação de mais de 1 milhão de empregos em 2009, diz Lupi
da Folha Online, no Rio

O ministro Carlos Lupi (Trabalho) anunciou nesta segunda-feira que já foram criados, este ano, mais de 1 milhão de empregos formais. O saldo superou as metas do governo. Ao longo de 2008, foram geradas 1,452 milhão de vagas.

Ele antecipou dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) relativos a outubro, que serão divulgados nos próximos dias, que indicam que no acumulado de janeiro outubro, o número de novos empregos já superou a meta traçada por ele para este ano.

Lupi lembrou que poucos acreditavam na sua previsão, em meio à recuperação do país após a crise. Em dezembro, o país chegou a registrar perda de 654 mil empregos, recorde em dez anos, pelo números do Caged.

"Acharam que eu era maluco, os pessimistas não acreditavam. Mas os números estão aí e provam que minha previsão estava certa", afirmou, ao participar da abertura da Fenashore, em Niterói, região metropolitana do Rio.

O ministro acrescentou que o país já vê a crise pelo retrovisor. "Crise é coisa de gringo", comentou.


 


Lula: 'novo Brasil' tem reconhecimento internacional
Agencia Estado
SÃO PAULO - O Brasil vive um momento especial, está mais maduro, é um País que soube consolidar a economia com estabilidade, geração de empregos e distribuição de renda, disse hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no programa semanal de rádio "Café com o Presidente", ao comentar sua visita à Inglaterra na semana passada. Ao falar do seminário sobre a economia brasileira, do qual participou na capital inglesa, Lula disse que "esse novo Brasil é reconhecido internacionalmente" e destacou o interesse dos estrangeiros em investir no País.

No encontro com a rainha Elizabeth II e o primeiro-ministro inglês, Gordon Brown, Lula contou ter tratado da questão do clima, apresentando os compromissos do Brasil nesta área - diminuir a emissão de gás carbônico e o desmatamento em 80% até 2020. "Fui mostrar para eles que o Brasil está disposto a estabelecer um acordo com os outros países para que a gente mostre para a humanidade nossa disposição de diminuir as emissões de gases de efeito estufa, sequestrar carbono e não permitir que o planeta continue sendo aquecido."
Lula disse que esta semana vai telefonar para os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da China, Hu Jintao, para discutir mudanças climáticas e a ida a Copenhague para a reunião da Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 15). "Fiquei com o compromisso de, nesta semana, ligar ao presidente Obama, ligar ao presidente Hu Jintao, para ver se a gente consegue construir uma proposta. E nos dias 16 e 17 de dezembro todos nós estaremos em Copenhague para firmar um tratado que possa dar garantias de que o mundo começa a ser despoluído."

Prêmio
Na quinta-feira da semana passada (dia 5), Lula recebeu em Londres o prêmio Chatham House, por seu papel nas relações internacionais na América Latina e na condução da política econômica e social. Ele disse que o prêmio foi para a sociedade brasileira, que trabalhou muito e acreditou que era possível o Brasil não sofrer com a crise como outros países sofreram em 2009. Lula disse ver no prêmio importância por dar "visibilidade ao Brasil" em relação a outros países, que começam a ter mais confiança para fazer investimento no País.


 

Notem caros leitores, a incompetência, a negligência o descaso com a coisa pública, no governo Serra, do PSDB, aonde se ele se acha um ótimo administrador.

Móveis para Segurança somem sem deixar pista em SP
São Paulo - A Secretaria da Segurança Pública foi vítima de um ladrão. Centenas de móveis de escritório novos supostamente recebidos pela pasta sumiram sem deixar pistas. O material devia equipar grupos de elite da Polícia Civil, mas nenhum delegado o recebeu. A empresa que forneceu mesas, cadeiras e armários apresentou documentos mostrando que deixou tudo no gabinete da secretaria, no centro de São Paulo. Funcionários fantasmas, porém, assinaram os recibos de entrega, pois os nomes que ali aparecem são de pessoas que nunca trabalharam na Segurança.

O mistério do desaparecimento da mobília levou a polícia a instaurar inquérito no Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). A decisão foi tomada pelo delegado-geral de polícia adjunto, Alberto Angerami. Essa é uma história que começa em 2004, quando a empresa Lucca Indústria de Componentes para Móveis decidiu pagar uma dívida com o Fisco Estadual com mercadorias produzidas pela Móveis Riccó Ltda., famosa por seus móveis elaborados para escritórios.

Em agosto, a Lucca enviou à procuradoria documentos que provariam a entrega. Dizia que tudo havia sido recebido por um arquiteto da secretaria. Anexou cópias de oito recibos com datas de 10 de agosto a 9 de setembro de 2005. Os papéis têm a assinatura de Roberto Sanches e Antônio Hipólito de Oliveira.
A procuradoria pediu mais. Queria que as delegacias e grupos da polícia confirmassem o recebimento dos móveis. Em maio deste ano, depois de buscas realizadas nas delegacias da capital, o diretor da Divisão de Administração do Departamento de Polícia Judiciária da capital, Waldir Antônio Covino Junior, respondeu que não havia na polícia "qualquer registro de entrada dos bens em questão". O delegado teve uma ideia: localizar e ouvir os dois funcionários da secretaria que assinaram os recibos.
Mas, em vez de revolver o mistério, a ideia só aumentou o problema: descobriu-se que as pessoas que assinavam os recibos nunca foram funcionárias da secretaria. Eram, portanto, fantasmas. Diante do "provável crime perpetrado por funcionário público não policial", o delegado-geral de polícia adjunto determinou a abertura de inquérito, pois os móveis teriam sido "indevidamente desviados".
O DPPC ouviu os depoimentos de quatro delegados. Todos confirmaram que os móveis jamais chegaram às delegacias. Nenhum forneceu pista ou indício sobre o que houve. O mistério permanece, e a polícia continua sem pistas sobre quem sumiu com os móveis. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


 

Receita libera consulta ao 6º lote do IR 2009, o maior em 7 anos
SÃO PAULO - A Receita Federal liberou nesta segunda-feira a consulta ao sexto lote da restituição do Imposto de Renda 2009, além do penúltimo lote da malha fina do IR 2008.

Neste lote estão incluídos 2.138.133 contribuintes, segundo a Receita. Para saber se tem direito à restituição, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet ou ligar para o 146, bastando informar o número do CPF (Cadastro de Pessoa Física).


 

GOVERNO LULA
Produção de veículos se recupera e cresce 15% em outubro
da Folha Online
A produção da indústria automobilística apresentou aumento de 15,7% em outubro no comparativo com o mês anterior, sustentada pelo mercado interno, apesar do impacto negativo das exportações. Trata-se do segundo melhor mês da história, perdendo apenas para julho de 2008.

Land Rover convoca recall de Discovery 3 e Range Rover Sport
Vendas de veículos à vista respondem por 42% do total no 3º trimestre
Álcool sobe 10% em outubro e perde vantagem em dez Estados

De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), foram fabricados 315.956 veículos nesse período, que engloba automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões.

No confronto com outubro do ano passado, houve aumento de 6,3% na produção. É a primeira alta depois de um ano de quedas neste comparativo.

Já nos dez primeiros meses do ano (2,64 milhões de unidades), a diminuição chegou a 9,7%.

As exportações apresentaram aumento de 16,7% no comparativo com setembro, mas caíram ante o mesmo mês do ano passado (31,2%) e no acumulado do ano (42%).

O número de empregados nas montadoras somou em outubro 121.801 trabalhadores, 563 a mais do que em setembro (121.238), mas ainda 9.916 abaixo do contabilizado em outubro de 2008 (131.717), quando houve o agravamento da crise.


 

Filme sobre Lula terá lançamento internacional

O filho da América
O filme "Lula - O Filho do Brasil", que será lançado em janeiro com mais de 500 cópias, tentará uma ambiciosa carreira internacional. Há alguns dias, Luiz Carlos Barreto, produtor do longa, se reuniu em Buenos Aires com o milionário argentino Eduardo Constantini Jr., com quem está montando uma empresa para comercializar o filme por toda a América do Sul. Na Argentina, "Lula" sairá com cem cópias em março. "O Lula é mais popular lá do que aqui", diz Barreto.

DEPOIS DO TESTE
Caso o lançamento seja bem-sucedido, os produtores lançarão o filme no Uruguai e no Paraguai em abril, no Peru, na Colômbia, na Bolívia, no Equador e na Venezuela entre maio e junho e, no México, no segundo semestre de 2010.

PONTA
E Barreto diz que convidará os tucanos Fernando Henrique Cardoso e José Serra, governador de SP, para a pré-estreia do filme em São Paulo. "É claro que sim. E Fernando Henrique vai gostar muito, vai se lembrar daqueles memoráveis momentos da juventude, dos grandes comícios do ABC. Ele está nessa história também."

GRÃO EM GRÃO

O produtor, por sinal, ainda está captando recursos no mercado para fechar o orçamento do filme, de R$ 16 milhões. Segundo ele, faltam R$ 2 milhões para o lançamento do longa.

PEQUENO LULA
Ainda Lula e sua vida: o jornalista Audálio Dantas lança no dia 28, pela Ediouro, "O Menino Lula -A Emocionante História do Pequeno Retirante que Chegou à Presidência da República", biografia do presidente entre os 7 e os 15 anos. A ideia de fazer o livro surgiu há dois anos, mas só em julho deste ano os dois conversaram e o projeto foi adiante. O presidente optou por não ler os originais, mas autorizou a publicação

Mônica Bergamo
bergamo@folhasp.com.br


 


CORINGA TUPINIQUIM ATACA O PRESIDENTE LULA



Danuza Leão, uma dondoca cansada que escreve na Folha de São Paulo, ficou idêntica ao Coringa, do Batman, após uma cirurgia plástica no rosto. Para sair do ostracismo ao qual foi relegada pelo caráter ainda pior que a aparência, resolveu atacar o presidente Lula.

Virou praxe: quem está no ostracismo, esquecido, por sua insignificância, por não ter contribuído em nada para o crescimento e sucesso do Brasil, ataca o presidente Lula, o melhor presidente do Brasil, só para conseguir espaço na mídia.

Enfim, diz ela que nenhum brasileiro gosta de ser chamado pelo presidente de "eles", como se tivessem nascido em terras inimigas. Fazendo-se de besta, a Coringa tupiniquim pergunta: "Eles" quem? "Presumo que sejam todos os que não são do PT, portanto inimigos". Dona Coringa, digo dona Danuza, "eles" são pessoas inúteis como você, burras como você, que olham sempre apenas para o próprio umbigo, e que quando estiveram no poder quase destruíram o Brasil. Gente que privatizou as riquezas do país a preço de banana – e a grana ninguém sabe e ninguém viu onde foi parar. Gente que deixou 54 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza (imagino que a dondoca não saiba o que é isso, já que vive nos aviões entre RJ e Paris e nas festas de socialites). “Eles"são os responsáveis pela maior crise de desemprego no Brasil; "eles" são os que chamaram aposentados de "vagabundos". Eles são os que fizeram uma dívida enorme com o FMI, e assim deram ao FMI o direito de mandar e desmandar na nossa economia. “Eles” promoveram a recessão, o desemprego, os juros estratosféricos, os arrochos salariais, o desinvestimento no Brasil. “Eles”, por omissão e incompetência, foram responsáveis pelo afundamento da maior plataforma de exploração de petróleo do mundo na época, a P36, causando a morte de 11 pessoas, sérios danos ambientais e um imenso prejuizo ao país. “Eles” são aqueles que mudaram as regras no meio do jogo para continuar no poder – a reeleição de FHC com compra dos votos de deputados com dinheiro público. “Eles” são quem torce contra o Brasil, quem desejou que a crise econômica mundial atingisse o Brasil em cheio, só para diminuir a popularidade do governo Lula. “Eles” torceram desesperadamente para que a Copa de 2014 e, principalmente, as Olimpíadas de 2016, não acontecessem no Brasil, pois isso aumentaria ainda mais o prestígio do presidente Lula. A “eles” não interessavam os benefícios, os lucros, a geração de empregos e renda e o prestigio que esses dois megaeventos vão proporcionar ao Brasil. "Eles", dona Coringa, digo Danuza, são você, são o PSDB/DEM, o FHC, o Serra, as elites burras e cretinas que torcem o nariz para os que antes eram os excluídos da sociedade.

Jussara Seixas





 

Lula espera crescimento econômico de 5% em 2010--Financial Times

REUTERS
LONDRES, 9 DE NOVEMBRO
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está confiante que a economia brasileira crescerá 5 por cento em 2010 e espera que as reservas internacionais cheguem a 300 bilhões de dólares em breve, segundo entrevista publicada nesta segunda-feira pelo Financial Times.

O jornal, sem publicar a declaração exata do presidente sobre sua expectativa para o crescimento da economia brasileiro em 2010, disse que Lula estava confiante que a economia crescerá 5 por cento no ano que vem.

"Há não muito tempo eu costumava sonhar em acumular 100 bilhões de dólares em reservas", disse o presidente, de acordo com o jornal. "Em breve teremos 300 bilhões de dólares."

O Brasil se recuperou de uma breve recessão em 2009. O país vinha registrando crescimento na casa dos 5 por cento nos últimos anos.

"Fomos um dos últimos países a entrar na crise global e fomos um dos primeiros a sair", disse ele ao FT.


Mercado eleva previsões de crescimento do Brasil em 2009 e 2010
REUTERS
SÃO PAULO - O mercado melhorou ligeiramente os prognósticos para o crescimento econômico brasileiro neste ano e no próximo e manteve o cenário para a taxa de juros nos dois anos, segundo relatório Focus divulgado nesta segunda-feira.

A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 aumentou para expansão de 0,20 por cento ante o prognóstico de 0,18 por cento na semana anterior. Para 2010, o cenário foi revisto para crescimento de 4,83 por cento, ante 4,80 por cento antes.

Os cenários para a taxa Selic em 2009 e em 2010 ficaram estáveis, em 8,75 e 10,50 por cento, respectivamente.

Também ficaram estáveis as perspectivas para a taxa de câmbio, em 1,70 real no fim de 2009 e em 1,75 real no encerramento de 2010.

A previsão para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano permaneceu em 4,27 por cento, enquanto o prognóstico para a inflação no ano que vem passou para 4,46 por cento, ante 4,45 por cento na semana anterior.

A meta de inflação de 2009 e de 2010 tem centro em 4,50 por cento e tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.


 

UNIBAN, NAZISMO, KKK, TALIBÃ TUDO A VER
O ser humano conseguiu fazer o imaginável quando foi à Lua. Conseguiu avanços revolucionários na ciência médica, salvando vidas com transplantes de órgãos. Conseguiu outras conquistas e avanços revolucionários ao mapear o DNA, ao clonar seres vivos, ao desenvolver o computador e a internet. A mulher conseguiu espaço e destaque no mundo como presidentas, ministras, pesquisadoras, estudiosas, doutoras, grandes personalidades da vida política, artística, e empresarial. Apesar desses avanços mundiais, apesar das conquistas e sucessos das mulheres, mesmo diante de tantos conhecimento acumulados, ainda há pessoas desinformadas, ignorantes, burras, para quem o fato de uma mulher usar um mini vestido na universidade é motivo para grosserias, agressão, tentativa de linchamento. Essas bestas humanas da Uniban que agrediram com estupidez, crueldade e violência a estudante Geisy mereciam passar por um longo estudo e tratamento psiquiátrico. Precisam de um tratamento intensivo de relacionamento e convivência humana para banir do cérebro o preconceito, a intolerância, o racismo e a falsa moralidade que está impregnada em suas cabeças imbecis. Que pessoas são essas, que tipo de profissional está sendo formado nessa universidade? O que os professores estão ensinado a esses alunos? Agiram como nazistas quando avistavam um judeu, como a KKK quando tinham um negro nas mãos, como os talibãs que apedrejam mulheres em praça pública até a morte. A conivência da diretoria da universidade Uniban com essa aberração, expulsando a vítima e protegendo os agressores, é inaceitável, tem que ser repudiado pelos órgãos governamentais competentes, pela comunidade estudantil, pela sociedade consciente.
Jussara Seixas


08 Novembro 2009 

Duas crises financeiras, dois resultados

Na crise de 97/99 o tucanato avançou no bolso da patuleia, na de 2008 Nosso Guia apostou no consumo

De Elio Gaspari:
O Globo
Um malvado devorador de números fez um exercício e comparou as iniciativas tomadas pelo tucanato durante a crise financeira internacional de 1997/1999 com as medidas postas em prática pelo atual governo desde o ano passado. Fechando o foco nas mudanças tributárias, resulta que os tucanos avançaram no bolso da patuleia, enquanto Nosso Guia botou dinheiro na mão da choldra.

Entre maio de 1997 e dezembro de 1998 o governo remarcou, para cima, as alíquotas de sete impostos, além de passar a cobrar um novo tributo.

A alíquota do Imposto de Renda do andar de cima passou de 25% para 27,5%. O IOF de créditos pessoais dobrou e aumentaram-se as dentadas nas aplicações. O IPI das bebidas ficou 10% mais caro, e a alíquota do Cofins passou de 2% para 3%. Tudo isso e mais a entrada em vigor da CPMF, que arrecadou R$ 7 bilhões em 1997.

A voracidade arrecadatória elevou a carga tributária de 28,6% para 31,1% do PIB. O produto interno fechou 1998 com um crescimento de 0,03% e a taxa de desemprego pulou de 10% para 13%. Em 1999, o salário mínimo encolheu 3,5% em termos reais.

A crise financeira mundial de 2008/ 2009 foi mais severa que as dos anos 90. Em vez de aumentar impostos, o governo desonerou setores industriais, baixou o IPI dos carros, geladeiras e fogões, deixando de arrecadar cerca de R$ 6 bilhões nos primeiros três meses do tratamento.

Uma mudança na tabela do Imposto de Renda das pessoas físicas, resolvida antes da crise, deixou cerca de R$ 5,5 bilhões na mão da choldra. A carga tributária caiu de 35,8% do PIB para 34,5%. Em 2009 o salário mínimo teve um ganho real de 6,4%.

O desemprego deu um rugido, mas voltou aos níveis anteriores à crise. Ao que tudo indica, a crise de 2008 sairá pelo mesmo preço que a de 1997/98: um ano de crescimento perdido.

As duas situações foram diferentes, mas o fantasma do populismo cambial praticado pela ekipekonômica de 1994 a 1998 acompanhará o tucanato até o fim de seus dias. O dólar-fantasia teve uma utilidade, ajudou a reeleger Fernando Henrique Cardoso. Ele derrotou Lula em outubro, e o real foi desvalorizado em janeiro.


 


Embratur: pesquisa aponta povo como o melhor do Brasil
JB Online

BRASÍLIA - Pesquisa encomendada pela Embratur ao instituto de pesquisas Zaytec mostra como o turista internacional vê o Brasil. Rio de Janeiro é a cidade mais lembrada e o presidente Lula é, pela primeira vez, a personalidade mais citada pelos estrangeiros

Além do povo brasileiro, citado por 45% dos entrevistados, Belezas naturais/Natureza (23%), Praias/Mar (18%), Sol/Clima Tropical (com 14%) e Diversidade (9%) são o melhor do Brasil, na opinião de estrangeiros de 27 países, que visitaram o Brasil em junho de 2009, período de realização das 2.405 entrevistas que compuseram a pesquisa “Perfil do Turista Estrangeiro e Imagem do Brasil”.

“A pesquisa mostra que, apesar dos grandes desafios que ainda temos, mais de 90% dos turistas estrangeiros gostam de vir ao Brasil e recomendam a viagem a amigos e parentes. E o povo brasileiro é o maior atrativo que temos”, afirma o ministro do Turismo, Luiz Barretto.

As referências positivas à economia do país são, também, crescentes – foram feitas por 57% dos entrevistados, que apontaram a economia brasileira como em crescimento, dinâmica, forte e estável. Apenas 10% se referiram de forma negativa.

O Rio de Janeiro é a cidade mais lembrada, por 45% dos estrangeiros entrevistados, seguida de São Paulo (16%), Salvador (5%), Florianópolis (3%) e Fortaleza (3%). Quando o assunto é comida, feijoada (20%), churrasco (16%), o feijão com arroz (9%) e carnes (9%) são os mais citados pelos entrevistados.

O presidente Lula, Pelé e Ronaldo são, nesta ordem, as personalidades mais lembradas nas citações estimuladas dos entrevistados. Pela primeira vez, Pelé ficou em segundo lugar. E, quando perguntados sobre qual seria o símbolo do País, os estrangeiros surpreenderam: o mais citado foi bandeira brasileira (24%). Em seguida, estão Cristo Redentor (17%), futebol (7%) e Corcovado/Pão de Açúcar (6%).

“Chamo a atenção para dois aspectos que considero importantes: primeiro, a confirmação de que o jeito de ser, a cultura e o estilo de vida do brasileiro encantam e cativam aqueles que vem nos visitar”, avalia Jeanine Pires, presidente da Embratur. “Depois, a percepção de que o Brasil é um país emergente, que ocupa um novo lugar no mundo e cuja economia aparece como ponto positivo na formação de opinião. Esses dados são essenciais na definição de mensagens e de estratégias de promoção do Brasil no exterior nos próximos anos, em que teremos uma enorme exposição com a Copa em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016”.

O objetivo do estudo é investigar a imagem do Brasil junto aos turistas estrangeiros que visitam o país e determinar o seu perfil. Os resultados da pesquisa, aliados a outros estudos e investigações nacionais e internacionais, servem de base para a elaboração de estratégias, por parte da Embratur, para a promoção do turismo brasileiro no exterior.


Veja outros resultados revelados pela pesquisa:

As belezas naturais

Praias são as primeiras colocadas (com 28%) na lembrança do turista quando o assunto são as belezas naturais do Brasil. Aparecem também Florestas (18%), Rio de Janeiro (16%) e Foz do Iguaçu (7%).

A música/dança

O samba é lembrado por 46%, a MPB e o forró aparecem com 9%; e a bossa nova, com 7%.

Esporte

O futebol continua disparado na frente, com 85% das citações.

Longe de estereótipos

O estereótipo da mulata parece ter saído da cabeça dos turistas: quando questionados sobre a imagem que têm do povo brasileiro, a alusão às mulheres não chegou a 1%, enquanto 25% se referiram à alegria/felicidade do nosso povo e 18% ao jeito amigável, e outros 18% à simpatia.

O que não agrada

22% apontam a Violência/Criminalidade/Assaltos. A Pobreza é citada por 18%, seguida pela Falta de segurança/Falta de polícia (15%) estão em primeiro lugar. O Trânsito/Falta de sinalização é um problema para 11% e os Custos elevados, para 7%.

10% dos turistas não vêem pontos negativos.

Obs: Cada entrevistado poderia dar mais de uma resposta para esta pergunta.


FICHA TÉCNICA:

Amostra: 2.405 entrevistas

População pesquisada - turistas estrangeiros que vieram ao Brasil:

- em viagens de lazer, turismo e/ou eventos ou que, aliado a outra finalidade, passaram no mínimo três dias a passeio no Brasil;

- com 18 a 75 anos de idade;

- com residência fixa em um dos seguintes países: Argentina, Chile, Peru, Colômbia, Paraguai, Uruguai, México, Estados Unidos, Canadá, Portugal, Alemanha, Espanha, França, Itália, Reino Unido, Holanda, Suécia, Suíça, Rússia, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Japão, China, Coréia do Sul e Índia.

Seleção de entrevistados: abordados nas salas de embarque, no momento do embarque para seus países de origem (final da visita).

Pesquisa finalizada em agosto de 2009

Realização – Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo)/Zaytec


 


Charge do Bessinha


 

PF cita irmão do presidente do TCU em esquema de fraudes na Funasa

Guaracy Aguiar teria atestado como prontas obras inacabadas e dado verbas, apesar de indícios de superfaturamento

Rodrigo Rangel,
ENVIADO ESPECIAL, BREJO SANTO

Investigação da Operação Fumaça da Polícia Federal e do Ministério Público Federal mapeou, com quebras legais de sigilo bancário e telefônico e um amontoado de cópias de contratos e convênios fraudados, os caminhos do desvio de verbas da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão do Ministério da Saúde cuja atribuição é financiar projetos de saneamento básico e saúde indígena. Os relatórios, a que o Estado teve acesso, indicam que a Funasa - historicamente dominada por indicações políticas e que o próprio ministro da Saúde, José Gomes Temporão, já admitiu ser um "foco de corrupção" - se transformou num balcão de negócios.

No rol de investigados está Guaracy Aguiar, irmão do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Ubiratan Aguiar. Coordenador da Funasa no Ceará entre 2007 e 2009, ele é apontado como integrante da cadeia de comando do clientelismo, liberando verbas e atestando como prontas obras inacabadas, apesar de evidências de superfaturamento, fraudes em licitações e desvio de dinheiro.

O presidente da Funasa, Danilo Forte, indicado para o cargo pelo PMDB, é outro que aparece nas ligações telefônicas, citado por representantes de empreiteiras e funcionários do próprio órgão como facilitador na liberação de verbas para obras sob suspeita.

EM FAMÍLIA
A investigação, iniciada em julho do ano passado, tem como foco convênios firmados no Ceará, Estado de Danilo Forte e de Guaracy Aguiar, hoje deputado estadual. Um exemplo dos efeitos do desvio de recursos públicos é a Vila Esperança, em Brejo Santo, no sul do Ceará. Por lá, as famílias vivem sem banheiro, apesar de a Funasa ter liberado dinheiro há quatro anos para construir os sanitários no povoado.

Na sede do município, a rede de esgoto ficou pela metade. Só para essas duas obras, a Funasa assinou convênios de R$ 2,5 milhões. Boa parte do dinheiro sumiu. O orçamento do órgão deste ano para todo o Brasil, destinado a obras como as de Brejo Santo, é de R$ 4,6 bilhões.

A simplicidade dos esquemas de corrupção surpreende. Em meio aos negócios mapeados pela PF e pelo Ministério Público há convênios liberados pela sede da Funasa, em Brasília, que no Ceará tiveram as verbas destinadas a empresas registradas em nome de parentes de engenheiros do próprio órgão encarregados de vistoriar a execução dos projetos.
As irregularidades, diz o inquérito da PF, começam ainda no processo de licitação, com direcionamento para empreiteiras "de fachada" ligadas a funcionários da Funasa. Foi assim na construção da rede de esgoto de Brejo Santo. A contratada para o serviço foi a Alge Engenharia de Serviços Técnicos Ltda., que tem como sócios a irmã e o filho de Ricardo Barbosa Nunes, engenheiro da Funasa e ex-chefe da divisão de engenharia do órgão no Ceará.
Segundo a polícia, "para executar obras em municípios cearenses que recebem dinheiro da Funasa" o engenheiro utiliza a Alge e uma outra empresa, a Proserma, registrada em nome da mulher dele. Uma inspeção da Controladoria-Geral da União na obra executada pela Alge em Brejo Santo constatou que vários serviços previstos no contrato não foram concluídos. Apesar disso, os laudos elaborados pela divisão de engenharia da Funasa atestavam "a boa e regular realização dos serviços". Perícia concluiu que a obra, no valor de R$ 1,9 milhão, foi superfaturada em pelo menos R$ 650 mil.

Ao destrinchar os detalhes de contrato, a polícia descobriu, ainda, que o prefeito à época da assinatura do convênio com a Funasa, Francisco Wider Landim, sacou dinheiro da conta do convênio e chegou a assinar um aditivo ao contrato depois de ter deixado o mandato.

"QUE DIABO É ISSO?"
A cadeia de corrupção, segundo o inquérito, é alimentada por uma rede que interliga funcionários e dirigentes da Funasa, prefeitos, empreiteiros e lobistas que agem desde a elaboração da minuta do convênio até a liberação dos recursos. Nos telefonemas, os investigados fazem referência a contatos com o presidente da Funasa.
Numa das ligações, gravada em outubro do ano passado, o engenheiro Mauro Façanha conversa com um lobista sobre uma verba de R$ 4 milhões. O lobista diz que Danilo Forte estava pessoalmente empenhado na liberação do dinheiro. "O Danilo quer isso resolvido até terça-feira", afirma. Em outra conversa, o lobista diz: "Nós estamos tratando diretamente com o Danilo."
As conversas revelam condução política na liberação dos convênios. Numa ligação com seu adjunto à época, Guaracy Aguiar se irrita ao saber que seriam liberados recursos para cidades cujos prefeitos eram aliados do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). "Agora a m. foi que eu vim saber (de) três municípios do Tasso", diz. "Que diabo é isso, rapaz?", questiona. A conversa foi gravada em setembro de 2008, em plena campanha municipal.
Em outros diálogos, Aguiar aparece tratando de doações a políticos do interior e cobrando pagamentos. "Eu posso mandar o Alan (um assessor) pegar aquele negócio?", pergunta ele a um ex-deputado do Ceará. "Vamos marcar pro dia 22, quando eu tenho dinheiro", responde o interlocutor. Aguiar nega que o dinheiro tivesse alguma relação com a Funasa.


 


Discurso do PSDB é esquizofrênico, diz secretário-geral do PT
Bruno de Castro
Direto de Fortaleza
O candidato à presidência do Partido dos Trabalhadores (PT) e secretário-geral da legenda, José Eduardo Cardozo (PT-SP), afirmou, na tarde deste sábado, em Fortaleza (CE), que o discurso utilizado pelo PSDB para criticar o governo Lula é fraco e incoerente. "E eu diria até verborrágico e esquizofrênico. Precisariam de um tratamento psiquiátrico", disse.

Para ele, os tucanos ainda não conseguiram alinhar o discurso de ataque ao Palácio do Planalto, pois ora reclamam dos programas sociais, ora reivindicam a paternidade dessas mesmas iniciativas. Como exemplo, citou o Bolsa Família, projeto de transferência de renda que, só na capital cearense, atende a mais de 200 mil pessoas e é classificado pelo PSDB como assistencialista.

"Isso mostra que, no fundo, eles são frustrados por terem tido um sucessor que os bateu em todos os índices", afirmou, referindo-se ao presidente Lula, criticado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em um artigo publicado essa semana.

Cardozo classificou a postura do tucanato com relação à execução de programas sociais como tímida quando estiveram no Poder nos dois mandatos de FHC. "Enquanto nós fomos e somos ousados", disse, afirmando que a falta de alinhamento dos opositores deve favorecer o PT na corrida das eleições 2010.

Um dos articuladores diretos da pré-campanha da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), à sucessão do próximo ano, Zé Eduardo tem percorrendo vários Estados do País. Chegou ao Ceará vindo de São Paulo, Brasília, Bahia e Pernambuco. Mas já andou também por Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.

Os objetivos dele são: reforçar sua candidatura ao comando nacional do partido e solidificar as alianças regionais pró-Dilma, que, em algumas localidades, está ameaçada. No Ceará, por exemplo, a possibilidade do deputado federal Ciro Gomes (PSB) lançar-se à disputa compromete a aliança entre petistas e socialistas.

O irmão do parlamentar é o governador do Estado, Cid Gomes (PSB), que já declarou apoio incondicional a Ciro. No entanto, membros do PT asseguram que, se isso acontecer, o partido sai com candidato próprio ao governo local como forma de criar palanque para Dilma.

Porém, Cardozo posicionou-se contra essa tese. "Torço para que não aconteça. Não há por que. Acredito na maturidade política das lideranças daqui para chegarem a uma solução", disse.

Contudo, o presidenciável do partido admitiu que algumas alas da agremiação ainda sofrem com essa falta de maturidade. "O PT precisa de ajustes. Há muitas coisas que precisam ser alteradas".

Apesar da confissão, Zé Eduardo descartou as chances disso emperrar a candidatura de Dilma. Segundo ele, a ministra cresceu acima do esperado nas pesquisas de intenção de voto e o PT acredita, inclusive, em vitória logo no primeiro turno, apesar desses mesmos levantamentos indicarem o contrário. Pelos estudos, o pré-candidato e governador de São Paulo, José Serra (PSDB), leva vantagem na briga.

Por fim, ele colocou-se contra as chamadas "filiações em massa", fenômeno que recentemente "afetou" o PV - devido ao ingresso da senadora Marina Silva - e, agora, incide no PT. "Eu acho que, até ter direito de voto dentro do partido, a pessoa devia passar por cursos de formação política. Precisamos revitalizar alguns processos", disse.

Especial para Terra


07 Novembro 2009 

Lula responde para FHC e Caetano
O Presidente participou na noite desta sexta-feira,do 12º Congresso do PCdoB. Lula usou parte do tempo de sua fala para rebater as críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB)

Lula disse: "Nós não temos a sapiência dos sociólogos. Essa semana fui chamado de analfabeto, de ditador, e nessa mesma semana eu ganhei o título de estadista do ano. Eu compreendo o ódio, o intelectual que está assistindo um operário que só tem o quarto ano primário - e não tenho vergonha de dizer - ganhar tudo o que ele imaginava que pudesse ganhar e não ganhou por incompetência é muito difícil. É muito engraçado, tem gente que acha que a inteligência está ligada à quantidade de anos de estudo que você tem, não tem nada mais burro que isso", - Tem muita gente que acha que inteligência está ligada à universidade. Isso é burro. A universidade não dá nada disso. A política é uma ciência que exige muito mais inteligência. De qualquer forma, a vida é assim. As pessoas falam o que querem e ouvem o que não querem. A vida é dura - disse Lula, que em seguida ironizou quem o chamou de analfabeto, disse o Presidente, fazendo referência também a Caetano Veloso, que o chamou de "analfabeto" em uma entrevista.

- Eu peguei duas manchetes de jornais hoje e não sei de qual jornal. Uma dizia: "Contra Lula, o PSDB treina cabos eleitorais no Nordeste" (da "Folha de S. Paulo"). Ou seja, é um pouco o que o Hitler dizia para os alemães pegarem os judeus. Ou seja, vamos treinar gente para não permitir que eles sobrevivam - afirmou Lula.

Um país governado por um analfabeto vai terminar realizando um governo que mais investiu em educação. Vamos terminar nosso governo com 14 novas universidades federais. Estamos fazendo uma vez e meia o que eles não fizeram em um século. Sei que isso é intragável. O Fernando Henrique Cardoso achava que nós seríamos um fracasso e que ele poderia voltar - disse Lula.

Depois de voltar a repetir que "rei morto, rei posto", Lula disse que como vai deixar o governo em breve para Dilma Rousseff, "depois então talvez eu, que só tenho o quarto ano primário, quem sabe eu possa fazer o Pro-Une agora".

No início de seu discurso para os milhares de militantes do PCdoB reunidos no congresso nacional, o presidente brincou com a ministra Dilma, ao seu lado.

- A Dilma está doida para ficar no meu lugar - brincou Lula, mas depois falou sério.

- Dilma é quem vai poder conseguir dar continuidade ao nosso projeto - .

Repercutiu
"Achei realmente deselegante, para dizer o mínimo, o fato de o cantor ter chamado o presidente Lula de analfabeto, coisa que ele não é", afirmou o escritor Ricardo Lísias.

Além de sair em defesa de Lula, Ricardo Lísias criticou Fernando Henrique Cardoso. "Não concordo que ter FHC e depois Lula é algo bom. Eu acho FHC uma figura ornamental, um sujeito que se orgulha de falar inglês e francês, de ter doutorado, de ser professor da USP e que simplesmente fez um governo que só favoreceu a classe economicamente dominante. Tenho extrema antipatia por essa oligarquia de doutorado, que acha que sabe falar, o pessoal fino de Higienópolis."

"O leão(Caetano) está banguela, rugindo lugares comuns", opinou o ator Pascoal d
a Conceição.
http://ptbotucatu.blogspot.com/2009/11/lula-responde-para-fhc-e-caetano.html


 


Por que Lula e o povo se entendem tão bem...
Por Andre Balocco
Foi apenas um trailer, mas o suficiente para que eu me emocionasse. Ali, na telona, diante de mim, estava a saga de um brasileiro. Nordestino, retirante, semi-analfabeto, com o pai alcoólatra, criado junto a uma multidão de irmãos pela mãe, que suava bicas para manter a dignidade da família. E aquele homem ali retratado foi, pouco a pouco, subindo na vida, desafiando o sistema e se impondo. Não, não estou falando dos milhões de Severinos que inundaram as cidades grandes com sua mão de obra barata e deram sustento ao milagre econômico da ditadura no 'Sul Maravilha', como Henfil bem denominou os 'paraíbas' e 'baianos' que por aqui aportaram. Estou falando de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Brasil.

É inegável que sua trajetória de vida - sem entrar no mérito da política - é extremamente representativa. Senão, vejamos a identificação deste homem com o povo brasileiro.

Seu pai aparece, no breve resumo de 'Lula, o filho do Brasil', como um alcoólatra que ignora a esposa e ameaça bater nos filhos. Qualquer semelhança com os jovens que abarrotam as senzalas modernas de hoje em dia (ou favelas, se preferirem) não é mera coincidência...

Sua mãe tem de criar os filhos sozinhos e, guerreira que é, os enfiou num pau de arara para, em São Paulo, lavar roupa e fazer trabalho de doméstica. Se identifica? Lembra daquela 'paraíba' que sequer sabia falar e que fazia aqueles pasteizinhos maravilhosos em sua casa...

Sua única chance de trabalho, já que sua escolaridade é baixa, reside em entrar numa das escolas que a indústria (ainda) mantém para formar mão de obra com um mínimo de especialização para manusear seus equipamentos...
No trabalho, sofre um acidente e tem de se aposentar por invalidade. Ainda não se identificou? Lembra-se daqueles homens que ficam deitados, estirados nas ruas pedindo dinheiro? Pois é...

Mas Lula não se acomodou com o destino medíocre. Contra tudo e contra todos, desafiou a Ditadura, pôs a cara a tapa, paralisou o ABC e fez os militares ruirem de podre. Sem pegar numa única arma!

Estou ansioso pela estreia deste filme. Cansei de ver a saga de herois norte-americanos, louros e brancos de olhos azuis, incapazes de gerirem a fome - seja ele de alimentos, de cultura, de vida.
Quero assistir a Lula, quero assitir a um brasileiro!
http://www.jblog.com.br/realidade.php?itemid=17091


 


Em SP, Dilma diz que oposição é "patética"
Em evento do PC do B, Lula critica PSDB e diz que tática dos tucanos de treinar cabos eleitorais no Nordeste é "prática de Hitler"

Pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto fala abertamente sobre eleição pela primeira vez e diz que "a luta vai ser muito dura"
FERNANDO BARROS DE MELLO
DA REPORTAGEM LOCAL
Em um discurso no qual falou pela primeira vez abertamente sobre a eleição do ano que vem, a pré-candidata petista ao Planalto em 2010, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), chamou ontem a oposição de "patética" e "esdrúxula". Dilma participou do congresso do PC do B, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ela passou os 30 minutos de discurso fazendo comparações entre o atual governo e "eles", como chamou a oposição. Lula também adotou tom eleitoral. O presidente citou reportagem publicada ontem na Folha sobre treinamento de 4.500 "multiplicadores" que o PSDB quer treinar no Nordeste: "É prática de Hitler".
Coube a Lula resumir a noite: "Preciso tomar cuidado com a Dilma, porque o discurso dela está muito longo para quem é pré-candidata. Disse ainda que ela é quem "poderá consagrar a continuidade do projeto".
Ao falar sobre a oposição, Dilma afirmou que "eles são patéticos" ao tentar dizer que o Bolsa Família é continuação de práticas como vale gás ou Bolsa Escola, programas do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso e que "continuamos a política econômica".
A ministra afirmou que na eleição vai comparar as duas gestões. "Vamos comparar o país que eles não souberam construir com o país do PAC, do Minha Casa, Minha Vida e da exploração soberana."
Dilma falou da importância de alianças com PMDB, PC do B, PDT e PSB-que chamou de PSDB e pediu desculpas "por falar uma coisa feia". Lula disse que a aliança que elegeu FHC em 1994, formada por partidos como o PMDB, foi a maior aliança "que a direita já fez".
Presente do encontro, o peemedebista Sérgio Cabral, governador do Rio, disse que o "PMDB vai estar com Dilma". Ao falar sobre ao artigo escrito pelo seu antecessor, que acusa o governo petista de "autoritarismo popular", Lula disse que muita gente acha que a "inteligência está ligada à universidade" e que "isso é burro".
"Um intelectual ficar assistindo um operário que tem o quarto ano primário ganhar tudo que ele imaginava que pudesse ganhar e não ganhou por incompetência é muito difícil", disse. "A universidade te dá conhecimento, aperfeiçoamento.
Inteligência é outra coisa."


06 Novembro 2009 

Lula reajusta em 68,4% salário da Polícia Militar do DF
Agencia Estado
BRASÍLIA - Diante de uma plateia de policiais militares e bombeiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou hoje a lei que estabelece o novo plano de carreira para a Polícia Militar do Distrito Federal, que significará de imediato em um aumento de 68,4% nos salários dos profissionais.
O policial militar (PM) de Brasília já tinha a melhor remuneração do país da categoria. Agora, na capital, o PM em início de carreira ganhará, líquido, R$ 4.000,00. Em Estados como Alagoas, Pernambuco, o salário inicial não chega a R$ 900,00.
Depois de colocar um capacete de bombeiro do Distrito Federal e ser ovacionado diversas vezes por cerca de sete mil militares, Lula admitiu que o reajuste será um "risco" pois os policiais de outros Estados não terão o mesmo aumento. "Nós corremos um risco, viu, Arruda? Porque, a partir do que aconteceu em Brasília, vamos ter outros Estados querendo", disse o presidente ao governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.

"Eu sei que muitos aqui já mandaram cartinhas, telegramas e telefonaram para os companheiros em Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte para dizer: ''olha, aqui nós conseguimos pô, vamos em frente''", disse.
Lula ressaltou que é "importante levar em conta o poder do cofre dos Estados". "Nem todo Estado pode dar a mesma condição de Brasília", completou. O que o presidente Lula não disse em seu discurso é que, diferentemente de outras unidades da Federação, quem paga os salários dos policiais militares de Brasília é o governo federal.
Lula disse que queria a "compreensão" da plateia para a questão da falta de reajuste nos Estados e sinalizou que uma mudança de salário em outras unidades só ocorrerá em outro governo. "Se o País continuar crescendo no próximo ano, em 2011 e 2012, a gente vai poder fazer uma concertação para que todos possam viver com dignidade e respeito", disse.
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, estava presente, ela ajudou a elaborar o projeto, que virou lei, e que é sua candidata preferida para a disputa presidencial de 2010. Dilma, também bastante aplaudida pelos militares, ressaltou a importância do novo salário deles para suas famílias.
Com o novo plano de carreira, no Distrito Federal, a carreira de policial militar e bombeiro passa a ser de nível superior. Quem já está na profissão terá incentivo para fazer a faculdade


 


Charge do Bessinha


 

Aplicações na poupança ultrapassam R$ 300 bilhões pela 1ª vez
GOVERNO LULA
da Folha Online, em Brasília
Os depósitos da caderneta de poupança superaram os saques no mês de outubro, resultando em uma captação positiva de R$ 1,04 bilhão, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central. É o sexto mês consecutivo em que o saldo entre os depósitos e os saques é positivo.
Com isso, o estoque de dinheiro aplicado nesse tipo de investimento chegou a R$ 302,45 bilhões, ultrapassando a barreira dos R$ 300 bilhões pela primeira vez na série historica que começa em janeiro de 1995.
O resultado de outubro ficou bem abaixo do saldo registrado em setembro, que foi de R$ 3,51 bilhões. O saldo no mês passado, porém, superou o de outubro de 2008, quando, no auge da crise financeira, a poupança registrou saldo negativo de R$ 284,1 milhões.
No mês passado, os depósitos somaram R$ 82,75 bilhões e os saques, R$ 81,71 bilhões. O mês teve 21 dias úteis.


 

GOVERNO LULA:Recorde de universidades
Com a sanção por parte de José Alencar, presidente da República em exercício, do projeto de lei que cria a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), o governo Lula atingiu nesta quinta-feira (5) a marca de 12 universidades criadas – recorde histórico no Brasil. A marca anterior era do presidente Juscelino Kubstichek, com 10 universidades federais.

O novo campus será inaugurado na primeira semana de dezembro e abrigará 1,4 mil universitários. Segundo Alencar, quando assumiu o governo teve uma conversa com o presidente Lula na qual ressaltava o fato de não terem curso superior: “O presidente Lula sempre diz asim: isso vai ficar para a história porque os brasileiros elegeram dois políticos que não têm curso superior. Por isso, nos compete fazer algo especial pela educação”.

O ministro Fernando Hadad (Educação) refroçou o discurso de José Alencar ao informar que até dezembro de 2010, o governo Lula terá inaugurado mais duas universidades. Hadad explicou também que o governo federal vem agindo em outras áreas, como a construção de escolas técnicas e creches. “O compromisso com a educação foi trazido para a agenda nacional e o País vem vivendo com os novos marcos”, explicou. Hadad informou também que houve a desvinculação da DRU o que permite ao Ministério da Educação contar com aporte de R$ 10 bilhões no próximo ano. Além disso, o Ministério terá mais R$ 5 bilhões proveniente do Fundeb.

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, destacou a luta das lideranças políticas da região oeste do Pará para a aprovação do projeto de lei que resultou na nova universidade. “É a primeira universidade no interior da região amazônica”, disse. A UFOPA atua numa área com 18 municípios e um milhão de habitantes.


 

Contra Lula, PSDB treina cabos eleitorais no Nordeste
Agora vai. Agora senti firmeza na oposição. Não tem para nenhum candidato que não seja do PSDB. Agora a vitória é certa. O PSDB vai comprar 4.500 "multiplicadores" no Nordeste. Isso mesmo: vai comprar pessoas, elas vão receber para falar bem de Serra e Aécio, "multiplicar "os votos na eleição. Vão ter que saber na ponta da língua as biografias de Serra e Aécio. Vão formar um bando de tucanos com discurso e respostas prontas, que vão ficar repetindo como papagaios o mantra que lhes ensinarem no tal curso. Serra e Aécio são candidatos muito ruins, tão ruins que é necessário um bom treinamento para falarem bem deles. O PSDB não tem militância, muito menos militância disposta a se empenhar gratuitamente na defesa de seus candidatos. Mas isso tem explicação: defender o governo do PSDB é uma tarefa difícil. Difícil mas não impossível, dizem os marqueteiros: com uma grana aqui, outra acolá, um caminhão de mentiras... Difícil é convencer o povo de que eles têm que aceitar o PSDB de FHC no poder.
Jussara Seixas

Contra Lula, PSDB treina cabos eleitorais no Nordeste
Curso, que custará R$ 450 mil, vai preparar 4.500 "multiplicadores" na região para 2010
Módulo político vai ensinar biografias de Serra e Aécio; tucanos admitem ideia de preparação de mão-de-obra a ser contratada nas eleições

CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
Numa tentativa de mitigar a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na região, o PSDB dá início, na semana que vem, a uma série de cursos para formação de 4.500 "multiplicadores" no Nordeste. Com a previsão de gasto R$ 450 mil, o programa tem como meta o recrutamento e qualificação de mão-de-obra -voluntária ou contratada- para a campanha presidencial de 2010.
Sob a coordenação de um cientista político e um consultor de marketing, os futuros cabos eleitorais serão submetidos até a treinamento de técnica de abordagem e persuasão.
Promovido pelo Instituto Teotonio Vilela, o programa prevê a realização de 45 cursos no Nordeste. O custo previsto é de R$ 10 mil por workshop, incluindo o pagamento de professores. Seis professores deverão ser contratados para o programa, com uma remuneração de R$ 2.000 por aula.
Cada workshop consumirá um dia. Com uma carga de 10 a 12 horas, o curso será dividido em dois blocos: o político e o de marketing.
Responsável pela organização do bloco de marketing de relacionamento, o consultor Luiz Fernando Leitão explica que a intenção é aplicar as técnicas de mercado à política.
"Vamos adaptar o modelo de SRM (Gerenciamento de Relacionamento) ao voluntariado do PSDB", adiantou Leitão.
Ainda segundo Leitão, os multiplicadores receberão um "check list", um passo a passo para aproximação com eleitor, a exemplo do praticado entre empresa e clientes. Entre as dicas, é procurar o eleitor em seu aniversário.
O programa inclui aulas sobre marketing de rede, com exploração de ferramentas da internet e de banco de dados.
A cargo do cientista político e presidente do ITV (Instituto Teotonio Vilela) de Pernambuco, André Regis, o módulo político apresentará, além de fundamentos da social-democracia e realizações do PSDB, uma biografia dos governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves.
Pré-candidatos à Presidência da República, Serra e Aécio gravarão um depoimento para ser exibido aos alunos.
Inspirado na eleição do presidente americano, Barack Obama, Regis aposta na atração de voluntários no meio acadêmico, além dos filiados, simpatizantes e indicados pelos diretórios estaduais do PSDB.
Segundo o comando do PSDB, os alunos terão direito a café da manhã e almoço, mas não receberão ajuda de custo para o curso. Embora a cúpula do partido insista na expressão "voluntariado", tucanos admitem a ideia de preparação de mão-de-obra a ser contratada nas eleições de 2010.
O argumento é de que, ainda que contratados, os cabos eleitorais precisam ter afinidade com o PSDB.


 

Kassab corta vagas no ensino infantil; há 28 mil na espera
São 17 mil matrículas a menos do que as registradas há dois anos na pré-escola

Administração decidiu privilegiar abertura de vagas em creches; na Brasilândia, garoto espera por vaga há três anos

Marlene Bergamo/Folha Imagem

Ingrid, 6, não conseguiu uma vaga em escola da Brasilândia

FÁBIO TAKAHASHI
EVANDRO SPINELLI
DA REPORTAGEM LOCAL

ANNA CAROLINA CARDOSO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Wesley, 5, e Ingrid, 6, moram na mesma rua na Brasilândia, (zona norte de SP). Também têm outra coisa em comum: nenhum deles encontrou vaga nas escolas públicas da região.
"Desde os três anos Wesley está na lista de espera", diz a dona de casa Karina Gonçalves Ventura, 30, mãe do menino.
Karina tenta uma vaga para o filho em creches e pré-escolas desde que se mudou para o bairro. Ano passado, chorou na escola pedindo que o matriculassem porque tinha conseguido emprego. Mas não havia vaga, e ela perdeu o trabalho.
Valéria Sebastião dos Santos, 23, mãe de Ingrid, conta que a escola nem quis pegar o nome da filha para colocá-la na fila.
A situação para Wesley e Ingrid ficou mais difícil nos últimos meses, após a prefeitura decidir priorizar o atendimento de crianças mais novas em unidades mantidas em parceria com instituições privadas -elas recebem verbas públicas para prover as vagas.
Desde 2007, a gestão Gilberto Kassab (DEM) exige que as entidades transfiram suas vagas da pré-escola (4 a 6 anos) para as creches (0 a 3), onde o deficit e a pressão por novas vagas são maiores. A mudança de atendimento ocorre na renovação do acordo, a cada dois anos.
Com isso, hoje há 17 mil matrículas a menos do que dois anos atrás na pré-escola (queda de 5%), segundo dados do próprio governo. E existem 28,5 mil crianças na fila de espera. Faltam vagas em 92 dos 96 distritos da cidade.
O secretário de Educação, Alexandre Schneider, diz que o impacto da mudança "é residual", pois, paulatinamente, os alunos atendidos pelos convênios têm sido transferidos para a rede da própria prefeitura.
O problema, diz, não é a transferência de vagas da pré-escola para as creches. Ele acredita que a redução das matrículas ocorreu porque em algumas regiões há mais vagas que crianças. Enquanto em outras, há crianças, mas faltam vagas.
No caso da Ingrid, a prefeitura diz que a menina está inscrita e aguarda uma vaga.
Entidades que fazem convênios com a prefeitura e as que acompanham as políticas educacionais afirmam, porém, que a mudança nos acordos causou o encolhimento do pré.
"É um absurdo aumentar as vagas nas creches às custas da redução nas pré-escolas", disse Salomão Ximenes, coordenador da ONG Ação Educativa. As entidades que firmam convênios com a prefeitura reclamam dos custos elevados para alterar vagas de pré-escola para creches. Precisam, por exemplo, mudar os móveis. "A prefeitura só aumenta a verba de custeio, não ajuda na adaptação", diz Ana Maria Barbosa, coordenadora da Cooperapic (entidade que representa cerca de 70 entidades conveniadas).

O que o príncipe das trevas FHC, e o intelectualóide preconceituoso Caetano Veloso, tem a falar sobre esse descaso na educação? Eles não falam nada, são cúmplices oficiais dessa aberração que é o governo Kassab do DEM.


 

Após encontro com rainha, Lula recebe prêmio

LONDRES - Depois de participar de encontro com a rainha Elizabeth II, no Palácio de Buckingham, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o Prêmio Chatham House 2009 por sua atuação na América Latina. Na avaliação da instituição de relações internacionais britânica, Lula é condutor da estabilidade e integração da região, com contribuição na solução de crises, como no Haiti, e incentivo à constituição da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).
O líder brasileiro estava concorrendo com o ministro de Relações Exteriores da Arábia Saudita, o príncipe Saud Al-Faisal Bin Abdulaziz, e a presidente da Libéria, Ellen Johnson-Sirleaf. No ano passado, o vencedor foi o presidente de Gana, John Kufuor. A Chatham House elege anualmente o político que deu maior contribuição às relações exteriores.

A entrega do prêmio foi feita durante jantar de gala na Banqueting House, edifício do governo britânico na região de Westminster, pelo duque de Kent. Também esteve presente o secretário de Negócios do Reino Unido, Peter Mandelson. O ex-comissário europeu lembrou dos tempos que negociava com o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, que costumava mover a cabeça com sinal de negação durante as tratativas. "Eu ficava imaginando o que ele estaria pensando e acho que era algo como ''você não conhece meu chefe, o presidente Lula''.

Durante seu discurso, Lula disse que a política externa é um elemento fundamental do desenvolvimento brasileiro. "Decidimos associar nosso desenvolvimento ao da América do Sul, nosso entorno imediato", afirmou. "Estamos realizando um processo de integração solidária do continente, sem pretensões hegemônicas, sem busca de liderança." Ele também mencionou o movimento do Brasil em direção à África, na condição de segunda maior nação de população afrodescendente. O presidente falou ainda da busca pelo diálogo e negociação nas relações internacionais. "Não esperem armas do Brasil", disse. "Não hesitem, no entanto, em demandar nosso apoio político, nosso esforço negociador."

Ele voltou a defender a reforma do Conselho de Segurança da ONU, de forma a refletir a nova correlação de forças no mundo. "(O Brasil) reivindica, junto com outros países, uma presença permanente neste organismo", disse no discurso.

Lula exibe placa e é aplaudido por Peter Mandelson, secretário de Negócios do Reino Unido Foto: Reuters.


05 Novembro 2009 

O PRÍNCIPE DAS TREVAS



FHC, o ex-presidente (ex- é ótimo), é pândego. Uma piada! Só escreve para a mídia, para os jornalões, onde ainda há abestalhados que acham ele um príncipe. Só se for o príncipe das trevas (lembrem-se do apagão!). São os mesmos abestalhados que também admiram Bush, que dizem que a ditadura militar foi uma ditabranda. Não há nada de novo no discurso de FHC, nada que ele já não tenha dito em 2002, 2006. É a mesma velha verborragia terrorista em ano eleitoral. Ontem, 4/11, FHC voltou a criticar a "inércia da oposição" e tornou a rogar pragas sobre o futuro do país. FHC quer que a oposição defenda os 8 longos anos de mandato em que ele quebrou o Brasil várias vezes. FHC quer preparar o terreno para o eterno candidato Serra, quer ver a defesa das privatizações, dos empréstimos no FMI, da sua desastrosa política econômica e social, que deixou como saldo um país falido, com recorde em desemprego e mais de 54 milhões de pessoas vivendo abaixo da pobreza. Seu discurso é covarde. Para ele, a campanha de 2010 deve levar o eleitor ao futuro e não ao passado. A oposição, aconselhou, deve criar horizonte e "não discutir número". Ele quer fugir de uma comparação de seu governo com o de Lula. Diz o príncipe das trevas (lembrem-se do apagão) que Lula transfere, sim, votos para seu candidato. Não se deprecie, FHC. Se o presidente Lula transfere votos para sua candidata, você também pode. Ou não? Pessoalmente, gostaria de ver FHC vestir a camisa do seu candidato e subir em todos os palanques, aparecer no programa eleitoral do PSDB. Ele deveria ser vice do Serra, e mostrar o seu potencial para eleger candidatos de seu partido o PSDB. Ou será que ele não tem esse potencial? Querem ver o futuro com o PSDB no governo? Dêem uma olhadinha no passado, lembrem-se de 1994-2002. É aterrorizante.
Jussara Seixas


 

Marighella é homenageado como herói na Câmara de São Paulo
Marighella aponta para o ponto em que foi baleado, em 1964, no começo da ditadura
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Sentados um ao lado do outro, o chefe de gabinete do governador tucano José Serra, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), e o ex-presidente do PT José Dirceu. Mas a mesa da cerimônia que concedeu o título de cidadão paulistano a Carlos Marighella, na noite desta quarta-feira (4), contava com representantes de vários outros movimentos políticos e sociais.

Túmulo de Marighella, desenhado por Oscar Niemeyer, em Salvador, onde está enterrado

Lula chama Marighella de herói
O título é relevante menos pela pompa do que por significar uma mudança na forma como Marighella é compreendido pela cidade na qual foi morto, em 1969, numa ação policial - a responsabilidade do Estado por sua morte foi reconhecida em 1996 pela Comissão de Anistia do governo federal.
Inimigo nº 1 do regime militar há 40 anos, o baiano Marighella recebeu tratamento de herói na sessão solene, depois que o decreto legislativo que lhe concedeu o título de cidadão paulistano foi aprovado sem resistência, por unanimidade, nas comissões e no plenário da casa.

Pego de surpresa - o combinado era que não falasse -, o crítico literário Antonio Candido, 91, subiu à tribuna e discursou: "Marighella entrou para a história." Sua figura, avalia, desprendeu-se das posições que tomou durante sua militância.

Para Candido, dessa forma, deixou de representar a liderança deste ou daquele grupo, para se tornar a imagem de "um brasileiro que transcendeu as contingências e é herói da nossa história". Marighella era o líder da Ação Libertadora Nacional quando, numa emboscada armada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, foi assassinado pelas forças policiais, em 4 de novembro de 1969.
Aloysio Nunes Ferreira, que foi integrante do grupo, não falou durante a cerimônia, mas citou Antonio Candido, ao final do evento, para afirmar que Marighella simboliza a "rebelião contra a tirania".
Sua primeira prisão ocorreu em 1932, quando, militante do Partido Comunista, escreveu um poema com críticas ao interventor no Estado, Juracy Magalhães.
Ao sair da prisão, mudou-se para o Rio. Em 1936, voltou a ser preso, numa manifestação de 1º de maio. Voltaria a ser preso durante o Estado Novo, em 1939. Com o fim da Segunda Guerra e a redemocratização do país, foi eleito deputado federal - os comunistas liderados por Luís Carlos Prestes tiveram uma atuação destacada no pleito.
O PCB seria recolocado na ilegalidade em 1948, durante o governo Dutra (1946-1950), e seu mandato foi cassado. Marighella seguiu millitando no PCB e, nos primeiros meses da ditadura militar, chegou a ser baleado, ao resistir à prisão.
Em 1967, após uma viagem clandestina a Cuba, rompe com o PCB. Viaja pelo país para organizar a ALN, que organiza ações de guerrilha urbana. É a ALN que executa, junto com o MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), sob o comando de Joaquim Câmara Ferreira, o sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, a ação de maior repercussão internacional da resistência armada à ditadura militar brasileira.
Marighella também é autor de alguns livros, entre eles o "Minimanual do guerrilheiro urbano".
Clara Charf, companheira de Marighella, afirmou que Marighella, filho de mãe negra e pai imigrante, foi extremamente "anti-racista e feminista", "quando ainda não se usava essa palavra".
Quando mataram Marighella", disse o presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Paulo Abrão, "queriam matar o socialismo, a crença na justiça social e na igualdade". "Quiseram também que o esquecêssemos, o estigmatizaram como inimigo do povo."

O filho de Carlos Marighella, Carlos Augusto Marighella, lembrou o dia em que recebeu, viatelefoto, um sistema de transmissão analógica, a imagem do pai morto, que foi reconhecendo aos poucos.
O pai foi enterrado, contrariando pedido da família, antes que ele chegasse, partindo de São Paulo, a Salvador. Só dez anos mais tarde, com a anistia, em 1979, o corpo foi transladado e ganhou um túmulo em Salvador.


 

Dilma participará de reunião da Frente Nacional de Prefeitos
A ministra esteve mês passado em Fortaleza para lançamento de empreendimento com recursos do 'Minha Casa, Minha Vida'
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, está entre os convidados da reunião que a Frente Nacional dos Prefeitos realizará nos dias 30 deste mês e 1º de dezembro, no Gran Marquise Hotel. O convite partiu da prefeita Luizianne Lins (PT), que promete realizar um dos maiores encontros do organismo. Ela é vice-presidente da frente.

O coordenador de Projetos Especiais da Prefeitura, Geraldo Accioy, informou nesta quarta-feira, 4, que a expectativa é de 200 prefeitos debatendo no encontro temas que vão de trânsito a pré-sal.

Dilma Rousseff esteve mês passado em Fortaleza, quando conferiu o lançamento do empreendimento Bairro Novo, da Construtora Odenbrecht, no bairro Ancuri. O projeto tem recursos do Programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal.
O Povo online


 


Joaquim Barbosa aceitou a denúncia envolvendo peculato e vai analisar amanhã a segunda parte sobre lavagem de dinheiro

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa, relator do mensalão mineiro, propôs nesta quarta-feira (4) a abertura de ação penal contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) pelo crime de peculato. A denúncia apresentada ao STF em 2007 pelo então procurador-geral da República Antonio Fernando Souza afirma que Azeredo cometeu sete vezes o crime de peculato (desvio de dinheiro público) e seis o de lavagem de dinheiro. O ministro Barbosa acatou a acusação de peculato e nesta quinta-feira, a partir das 14h, vai decidir em relação à lavagem de dinheiro.


04 Novembro 2009 

ALMAS GÊMEAS
O PSDB está querendo a cabeça do marqueteiro do Serra, Luiz Gonzáles. Ele tem sido o marqueteiro de Serra, do Kassab e do Alckmin nos últimos anos. Nessa empreitada, é sócio de Gilnei Rampazzo, marido da jornalista Eliane Catanhêde, da Folha de São Paulo. Pelo desespero dos tucanos e do seu rabo, o DEM, as pesquisas feitas às escondidas pelos partidos não devem estar boas para o Serra, ao contrário do que propaga o dono do IBOPE. Eles não enxergam que o problema não é só marqueteiro, que é ruim: o candidato é péssimo. Desde 2002 FHC tenta emplacar Serra na presidência da República. Segundo o PSDB, Luiz González não entende do resto do Brasil, só conhece bem SP. Mas quem deveria conhecer a fundo os problemas do Brasil, de norte a sul do país, não seria o eterno candidato Serra? Como ele quer governar um país como o Brasil, com sua imensa diversidade regional, se mal e porcamente conhece São Paulo? "Numa campanha majoritária, o marqueteiro não é tudo, mas é quase tudo. Não podemos errar", disse o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), aconselhando uma escolha meticulosa. Deveriam escolher melhor o candidato. Se o candidato é ruim, como Serra, ainda tendo que arrastar FHC, seu mentor, para o palanque, não há marqueteiro que dê jeito. FHC é o guru mala do PSDB: quando ele abre a bocarra o candidato perde votos. Como Alckmin, no segundo turno de 2006. Alckmin perdeu muitos votos no segundo turno graças à presença de FHC no palanque, na propaganda eleitoral. Até o boçal-mór Roberto Freire, do PPS, amigão de FHC, pediu que Serra se afaste de FHC na campanha eleitoral. Serra foi ministro de FHC no planejamento e na saúde, é do partido do qual FHC é presidente de honra, o PSDB. Serra é pupilo de FHC, como separar essas almas gêmeas?
Jussara Seixas


 

Os impasses da oposição
Por Marco Antonio
A informação de Dora Kramer, ontem, em sua coluna, sobre a pesquisa encomendada pelo DEM no Distrito Federal, Bahia, Rio Grande do Sul e Minas Gerais é fundamental para que possamos estabelecer um debate em torno da agenda política imediata.

Segundo a pesquisa, levada ao conhecimento do PSDB para que Serra assumisse sua candidatura ou abrisse espaço para Aécio, teve os seguintes resultados (números não divulgados), em texto transcrito literalmente da colunista:

"Há quatro amostras: Distrito Federal, Bahia, Rio Grande do Sul e Bahia. Na capital, Ciro Gomes aparece em primeiro lugar, Dilma Rousseff em segundo e José Serra em terceiro. Em Salvador, Dilma empata com Serra e abre vantagem na região metropolitana. No Rio Grande do Sul, a candidata do presidente Lula também aparece na frente e, em Minas, diz o DEM, o quadro é de ‘aperto’. Confrontado com os dados, o PSDB só contesta este último."

Isso demonstra, em primeiro lugar, a total falta de conexão com a realidade das pesquisas divulgadas por IBOPE e DataFolha. O que não é novidade, mas agora é confirmada por uma fonte suspeita: o encomendante. Por isso, a preocupação com a ” campanha antecipada” de Dilma, a exposição maior da Ministra está realmente dando resultados.

Em segundo lugar, demonstra que Aécio realmente está bem abaixo de Serra nas intenções. Ou o DEM não estaria pedindo a Serra que se decidisse logo e dando a preferência a ele. Na verdade, o DEM já viu que só resta antecipar a agenda eleitoral. E não pretende apostar outras fichas em ” cavalos paraguaios”. Aécio tem um piso de votos baixíssimo. Não há nenhuma garantia nem indicação fática de que poderia subir nas pesquisas. Pelo contrário, a tese de sua invencibilidade em Minas é totalmente contestada pelo praticamente empate de Dilma com o candidato do PSDB no Estado. E evidentemente foram feitos cenários alternando os nomes peessedebistas e até uma chapa puro-sangue, já que o interesse principal era descobrir a chance de Dilma e a de qual dos dois tucanos era maior, para tentar a composição de chapa.

Além disso, a tese do ” confronto”, que Serra protagonizaria com sua candidatura, e Aécio não, não se sustenta. Na campanha, Aécio não conseguirá se desvincular da herança de FHC, principalmente se tiver aliados como o próprio, Arthur Virgílio, Agripino Maia, ACM Jr, Alckmin e companhia. Sem falar do próprio Serra, o qual, aparecendo na campanha, o que é inevitável, já gerará a vinculação com o passado tucano.

Em política, nada é definitivo. Mas no momento, é impossível dizer que Dilma não vislumbra céus tranquilos. Enquanto o PSDB encontra-se diante de uma Esfinge que ameaça devorá-lo, caso não decifre o enigma. Ou se decifrá-lo errado, este sim, o dilema.

Fonte: Blog do Nassif

Fonte:Portal Vermelho


 


Setores do PSDB pedem cabeça de marqueteiro de Serra
NATUZA NERY - REUTERS:

BRASÍLIA - O PSDB ainda não definiu seu candidato para a corrida eleitoral de 2010, mas ninhos tucanos já começaram a tramar contra Luiz González, marqueteiro de confiança do governador José Serra. O pré-candidato teria sido cobrado por aliados a dispensar os futuros serviços de seu estrategista, disseram duas altas fontes do partido, caso decida disputar a sucessão. Há diversos argumentos na mesa contra González, todos eles já verbalizados em conversas com o governador, resistente à ofensiva. Eis os principais: é centralizador, ignora as sugestões de políticos e, o mais grave, "não entende do resto do Brasil". Procurado, ele não quis fazer comentários.
O fato é que González conseguiu elevado índice de sucesso em eleições paulistas. Não conseguiu eleger Geraldo Alckmin presidente em 2006, mas fez as campanhas vitoriosas de Serra ao Senado, à prefeitura de São Paulo e ao governo paulista. Também coordenou a operação publicitária que elegeu o então desconhecido Gilberto Kassab ao comando da cidade de São Paulo, em 2008. Sua empresa, a agência Lua Branca, detém os contratos dos dois Executivos e um histórico bem-sucedido na relação com o PSDB paulista. "Numa campanha majoritária, o marqueteiro não é tudo, mas é quase tudo. Não podemos errar", disse o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), aconselhando uma escolha meticulosa.
"A Executiva Nacional e o candidato a presidente precisam escolher um profissional de marketing que entenda de Brasil como um todo, que o discurso feito para o Nordeste seja comum aos discursos do Sul e Sudeste", acrescentou o deputado, envolvido nas discussões sobre a sucessão dentro da legenda. A insatisfação não é nova, remonta à derrota do partido pelo PT na campanha nacional passada. "Não ouve ninguém, não entende de Brasil. Há uma insatisfação geral no PSDB. Só o Serra gosta dele", disse um senador tucano sob compromisso do anonimato. Recentemente, o incômodo transformou-se em pressão por sua saída. Em uma ruidosa entrevista ao jornal Valor Econômico, González reclamou da desarticulação de políticos tucanos para contra-atacar o governo na disputa presidencial de 2006, citando nominalmente o atual presidente da sigla, senador Sérgio Guerra (PE), na época coordenador-geral da campanha do candidato Geraldo Alckmin, e o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), então no comando do partido e de quem seria suposto desafeto.
FOGO AMIGO
- O chamado "fogo amigo" dá-se a um ano das eleições e antes mesmo de o PSDB definir quem será seu candidato em 2010, se o próprio Serra --franco favorito nas pesquisas-- ou o governador de Minas, Aécio Neves. Enquanto o clima ameaça atingir estado de fervura no flanco oposicionista, o lado adversário se mobiliza de olho em 2010 com desenvoltura. Nela, João Santana, o mesmo que trabalhou na campanha pela reeleição de Lula, já foi escolhido o estrategista da pré-candidata Dilma Rousseff.
O PT ainda acabou de contratar a empresa de Ben Self, o homem que fez a revolucionária campanha de internet para Barack Obama. "Esta campanha vai ser muito difícil. O objetivo do PSDB não é ganhar São Paulo, é ganhar o Brasil", alertou a deputada Raquel Teixeira (PSDB-GO).
"Gostaria de ter certeza de que o González tem compreensão das diferenças existentes no Brasil", completou. Já Tasso Jereissati não quis falar da suposta pressão. Ofereceu-se, porém, a dar a receita de um bom marqueteiro: "Tem que ser humilde, aceitar críticas. Tem que conhecer muito bem o Brasil, a psicologia do eleitor, que é muito diferente entre as regiões do país." "É preciso que ele saiba como trabalhar essas diferenças (regionais) e cobrar barato", completou. Sobre o valor da campanha, porém, nenhum tucano se aventurou a revelar, nem mesmo em confidência.


 

Ministro do STF deve acolher denúncia por mensalão de MG
Joaquim Barbosa deve defender abertura de processo contra o tucano Eduardo Azeredo

Membros do Supremo não descartam a possibilidade de pedido de vista; Azeredo não quis comentar o caso: "o que tinha para falar já falei"

FELIPE SELIGMAN
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Em um voto extenso, o ministro do STF Joaquim Barbosa deverá propor hoje a abertura de ação penal contra o senador e ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) pela suposta arrecadação ilegal de recursos para sua campanha de reeleição ao governo de Minas Gerais em 1998 -esquema chamado de mensalão mineiro.
Barbosa é o relator de denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal no final de 2007, na qual o então procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, afirma que Azeredo cometeu por sete vezes o crime de peculato e por seis vezes lavagem de dinheiro.
Como fez no caso do mensalão, Joaquim Barbosa deverá aceitar a denúncia contra Azeredo, transformando-o em réu. Ministros ouvidos pela Folha não descartam a possibilidade de um pedido de vista, já que esperam um voto do relator com muitos detalhes técnicos.
Ministros do STF preveem maior dificuldade para receber a denúncia neste caso do que no do mensalão, já que as circunstâncias são diferentes. O caso também será marcado pela primeira participação em julgamento de grande relevância política de José Antonio Dias Toffoli, ex-advogado-geral da União e ex-advogado do PT.
Na denúncia, Antonio Fernando detalhou o funcionamento do mensalão mineiro, que correspondia a desvios de recursos públicos em prol da campanha de Azeredo em 1998. Ele é considerado o embrião do mensalão federal, esquema organizado pelo PT de pagamento de propina em troca de apoio parlamentar. No esquema federal, o Supremo acolheu a denúncia e transformou 39 acusados em réus.
Segundo a denúncia, a SMPB, agência de Marcos Valério (apontado como o operador dos dois mensalões) alimentou financeiramente a campanha de Azeredo por meio de contratos de publicidade firmados com a Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) e Bemge (Banco do Estado de Minas Gerais).
Em relatório enviado aos colegas, Barbosa diz que a agência de Valério "teria adotado expedientes criminosos (lavagem) para proporcionar que os recursos desviados fossem utilizados, com aparência de licitude, na campanha eleitoral".


03 Novembro 2009 


Charge do Bessinha


 


LULA O ESTADISTA DO ANO
Depois que Obama chamou Lula de “o cara”, que Chávez o comparou a Cristo, chegou a vez dos ingleses. Nesta quinta-feira, em Londres, o Real Instituto de Assuntos Internacionais do Reino Unido concederá ao presidente o prêmio de “Estadista do Ano”. Para os ingleses da Chatham House, durante a gestão de Lula o Brasil teria fortalecido sua inserção no cenário global e atuado para alcançar o consenso em foros multilaterais econômicos e comerciais. E, principalmente, o prêmio é concedido pelos resultados atingidos pelo Brasil na redução da pobreza por meio de políticas econômicas que garantiram o equilíbrio fiscal e a estabilidade inflacionária. Influíram para a escolha de Lula a atuação do país na solução de crises regionais e o estabelecimento da missão de paz no Haiti. O desempenho do Brasil durante a crise de Honduras não entrou na avaliação dos ingleses. Ainda bem. Mas o ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores, garante que a atuação foi bem vista pela comunidade internacional. Mas quem resolveu a parada foram os Estados Unidos, que tiveram o timing diplomático certo – isto é, esperaram que os dois lados da disputa chegassem ao esgotamento político.

http://blogs.r7.com/christina-lemos/2009/11/03/para-ingleses-lula-e-estadista-do-ano/



 

O Presidente Responde
Luiz Inácio Lula da Silva
Adriana Gomes, 33 anos, funcionária pública de Divinópolis (MG) - A redução do IPI foi avaliada como sendo um sucesso para a retomada do comércio de veículos novos, que tinha sido atingido pela crise, como também da área conhecida por -linha branca-. Por que não tornar essa medida definitiva, já que deu tão certo?


Presidente Lula - De fato, a redução do IPI foi uma das medidas que mais contribuíram para superarmos a crise financeira. Quando o emprego, a renda e o consumo se mantêm, a roda da economia continua girando, o que é algo excepcional. Na semana passada, anunciamos a prorrogação da redução do IPI sobre produtos da linha branca por mais três meses. As empresas de varejo se comprometeram a repassar para os preços o desconto e a contratar mais trabalhadores, assim como as indústrias. A redução está sendo maior para produtos que consomem menos energia, contribuindo para a preservação do meio ambiente. Uma solução mais permanente está sendo discutida pelo Ministério da Fazenda com representantes do setor, mas é preciso cautela, uma vez que as desonerações (IPI, IOF, PIS/Cofins e IR) já causaram queda de R$ 15,4 bilhões na arrecadação. E nós não podemos abrir mão de recursos indispensáveis para os programas sociais e investimentos. Temos que tratar o assunto com responsabilidade, de modo que ninguém saia prejudicado.

Charles Nunes de Melo, 48 anos, bancário de Fortaleza (CE) - Quando V. Ex.ª assumiu a Presidência, criou o Programa Fome Zero, cuja meta principal era alimentar os brasileiros carentes com três refeições diárias. Esse Programa alcançou seus objetivos? Ele ainda existe?
Presidente Lula - O Fome Zero não só existe como é mais que um programa - trata-se de uma meta, que é a de garantir o direito à alimentação e erradicar a extrema pobreza. O Fome Zero engloba 13 programas e 45 ações. O principal programa é o Bolsa Família, que hoje beneficia 12,4 milhões de famílias. Também estamos ensinando a pescar, ao criar o programa Próximo Passo, de capacitação dos beneficiários em Turismo e Construção Civil. Segundo pesquisa do Ibase, para 87% das famílias, o gasto com alimentação é o principal destino dos recursos. Os resultados estão aí. De acordo com a FGV, o índice de pobreza no Brasil caiu de 28%, em 2003, para 16%, em 2008. Vários outros programas integram o Fome Zero, como o Programa de Alimentação Escolar, que atende 35 milhões de estudantes, e o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar, que beneficia tanto os agricultores - pela compra de seus produtos - como 10 milhões de pessoas que recebem os alimentos.

Paulo Sérgio Silva de Souza, de Nova Iguaçu (RJ) - Tenho uma filha deficiente visual de 12 anos que necessita de cuidados especiais. Que tipo de projeto existe para aqueles que necessitam de um pouco mais de atenção? E por que os instrumentos de auxilio a estas pessoas são tão caros?
Presidente Lula - Paulo Sérgio, toda pessoa com deficiência tem o direto de ser atendida nos serviços de saúde do SUS, desde os Postos de Saúde e Unidades de Saúde da Família até os Serviços de Reabilitação e Hospitais. Tem direito à consulta médica, ao tratamento odontológico, aos procedimentos de enfermagem, à visita dos Agentes Comunitários de Saúde, aos exames básicos e aos medicamentos que sejam distribuídos pelo SUS. Em todos os Estados estão sendo organizadas Redes de Serviços de Reabilitação. De 2003 a 2009, foram implantadas 53 unidades de reabilitação física, totalizando 156, e 137 unidades de saúde auditiva. Os Serviços de Reabilitação Visual tiveram suas normas publicadas para implantação no SUS em dezembro do ano passado. Agora, os estados e municípios estão em fase de identificação das unidades que formarão as redes nessa especialidade. Serão 75 unidades de referência em todo o país. Para o estado do Rio de Janeiro, onde você mora, está prevista a implantação de seis unidades de referência.

Você também pode enviar sua pergunta para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo endereço
www.opovo.com.br/politica

ou pelo e-mail politica@opovo.com.br


 

MAIS UM DIA DE NOTÍCIAS RUIM PARA A ......................OPOSIÇÃO
Indústria cresce 0,8% em setembro e fecha trimestre em alta
REUTERS
RIO DE JANEIRO - A produção da indústria brasileira cresceu 0,8 por cento em setembro ante agosto e recuou 7,8 por cento sobre igual mês de 2008, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira.

Mercado reduz projeção para inflação em 2009 e 2010
Redução da expectativa do IPCA de 4,29% para 4,27% neste ano mantém índice dentro da meta

EQUIPE AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - O mercado financeiro reduziu a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2009 e em 2010, segundo a pesquisa semanal Focus, divulgada nesta segunda-feira, 3, pelo Banco Central (BC). Para o índice oficial de inflação no final de 2009, o mercado reduziu a previsão de 4,29% para 4,27%. Assim, a previsão dos analistas ficou dentro da meta de inflação para este ano, que é de 4,50%. Na mesma pesquisa, a estimativa para o IPCA em 2010 caiu de 4,50% para 4,45%, ficando abaixo do centro da meta, que também é de 4,50% no ano que vem.

Alimento acelera queda e inflação pelo IPC-S desacelera a 0,01%

REUTERS
SÃO PAULO - A inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou em outubro, devido a uma queda maior dos preços de alimentos e a um arrefecimento da alta de Vestuário.

O indicador teve variação positiva de 0,01 por cento em outubro, ante alta de 0,18 por cento em setembro. Na terceira leitura de outubro, o índice havia subido 0,04 por cento.

"Foi o menor resultado desde a quarta semana de setembro de 2008, quando o IPC-S apresentou variação de menos 0,09 por cento", afirmou a FGV em nota.


 


Charge do Bessinha


 

O QUE SERRA FOI FAZER NA TURQUIA?
O presidente Lula embarca nesta terça para Londres. Vai receber o prêmio Chatham House. Um reconhecimento aos esforços do seu governo para combater a miséria e a fome.
Fará palestra sobre a forma como o Brasil lidou com a crise financeira global, encontrará o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e fará uma visita protocolar à rainha Elisabeth 2ª.
Vocês estão sendo informado o que vai fazer merecidamente o presidente Lula em Londres.

Mas você sabe o que Serra foi fazer na Turquia? O que o vice do Serra o Goldman, foi fazer na Colômbia? Tudo isso com o dinheiro público de SP. Sabe que o presidente da ALSP responde pelo governo de SP, e vai aproveitar para viajar pelo interior do estado? A FSP informa que, o deputado estadual Barros Munhoz (PSDB) vai aproveitar seu breve período como governador de São Paulo para visitar sua base eleitoral. Presidente da Assembleia Legislativa, ele assumiu ontem o cargo por conta das viagens de José Serra para a Turquia e do vice-governador, Alberto Goldman, para a Colômbia.
Amanhã, último dia no posto, Munhoz percorrerá seis cidades que, somadas à capital, foram responsáveis por 60% dos 114 mil votos recebidos por ele em 2006.
O tucano, que deverá ser candidato a deputado federal em 2010, vai a Itapira- onde foi prefeito de 1997 a 2004. Lá, ele recebeu sua maior votação em 2006, 20,8 mil votos (18,2% do total). São Paulo foi responsável por 17,2% dos votos.
O tucano também passará por Mogi-Mirim (11,6% de seus votos em 2006), Mogi-Guaçu (5,7%), Socorro (3,5% de seu total), Águas de Lindoia (2,3%) e Lindoia (1,3%). Isso é campanha eleitoral explícita antecipada, com o dinheiro público. Mas o que é mesmo que Serra foi fazer na Turquia?


 

Rio é eleito melhor destino gay do mundo
JB Online
“O Rio de Janeiro foi eleito o melhor destino gay do mundo durante uma conferência LGBT nos Estados Unidos, nesta segunda-feira. A escolha ocorre um dia após a 14a Parada Gay
A escolha foi realizada durante a 10a Conferência Internacional de Turismo LGBT, promovida pelo canal Logo, da MTV, que existe desde 2005 nos Estados Unidos e tem sua programação voltada para o público gay.
Os prêmios, que também tiveram categorias como os melhores bares, hoteis e até companhias aéreas para o público gay, procuraravam honrar os mais "estilosos, excitantes e quentes destinos e serviços que atraem, mimam e apelam para o viajante LGBT", de acordo com a "Logo".
Na escolha da melhor cidade, o Rio derrotou candidatas de peso como Barcelona, Buenos Aires, Londres, Montreal e Sidney.”
A fúria da mídia para total desmoralização do RJ, não está surtindo efeito. Além de ser escolhida pelo LGBT como melhor destino gay do mundo, o RJ já sediou o PAN 2007, vai sediar a Copa 2014, as Olimpíadas 2016. Já disse e volto repetir, a violência não é um privilégio do RJ. A violência está presente no mundo todo. Mas agora há uma diferença, para a fúria da mídia. O governador do RJ, o prefeito RJ apoiam o presidente Lula, já declaram que irão batalhar para eleger a potencial candidata de Lula, a ministra Dilma. SP está tão violento quanto o RJ, ou mais, mas SP é o PSDB do Serra candidato da mídia, então nada de ficar mostrando, comentando a violência em SP. Vou dar um exemplo: Saiu nos jornais, na mídia, a foto de um corpo em carrinho de supermercado, por ocasião dos conflitos entre os traficantes no RJ. O mundo todo viu. Mas não viu a foto de um corpo achado pelos lixeiros dentro de uma lata de lixo em SP, na vila Mariana. Houve uma pequena nota no jornal, e o assunto foi abafado. Entenderam como funciona a mídia?

O importante é que a mídia está sem credibilidade, por isso o efeito da fúria da mídia contra RJ é zero.


02 Novembro 2009 

GOVERNO LULA
Juro menor e prazo maior turbinam Natal
Indústria e comércio preveem um dos melhores finais de ano dos últimos tempos; demanda deve crescer de 5% a 20%

Com mais confiança no fim da crise, consumidor deve buscar produtos mais caros, levando até ao temor de desabastecimento no varejo

FÁTIMA FERNANDES
CLAUDIA ROLLI
DA REPORTAGEM LOCAL

O consumidor vai gastar mais, comprar mais a prazo e ter mais acesso a artigos importados neste final de ano. O aumento na demanda, previsto entre 5% e 20% em relação a igual período de 2008, quando o mundo viveu o auge da crise financeira, pode levar até à falta de modelos e de marcas de produtos, como é o caso de televisores de LCD e de plasma.
Esse é o cenário previsto por representantes da indústria e do comércio e por economistas para este último trimestre.
E o que proporciona esse ambiente mais favorável ao consumo são a melhora na confiança do consumidor e do empresariado na economia, o crescimento do emprego e da renda, a inflação sob controle, taxas de juros menores, além da perspectiva de o Brasil estar entre os países com mais potencial para crescer no ano que vem, ficando atrás da China e da Índia.
A oferta de importados será maior porque caiu a demanda mundial e as sobras da produção devem ser direcionadas para os países com maior potencial de consumo, como o Brasil.
O comércio e a indústria se preparam para dar conta do crescimento nas vendas. As lojas elevaram em até 15% as compras da indústria para este fim de ano. E as fábricas aumentaram a produção -desde abril, o uso de capacidade da indústria de transformação vem subindo e alcançou 82,9% em outubro, segundo levantamento do Ibre, da FGV.
Casas Bahia, Magazine Luiza, Lojas Cem, Pão de Açúcar, PB Kids e Armarinhos Fernando elevaram estoques de mercadorias em até 20% para dar conta de uma demanda maior.
"Este será um dos melhores finais de ano dos últimos tempos. O principal gatilho dessa melhora substancial do ambiente foi a tendência declinante dos juros reais desde o ano passado", afirma Fábio Silveira, sócio-diretor da RC Consultores. Em 2008, a taxa média real de juros no país era de 7,2% ao ano. Neste ano, foi a 6%, e a previsão é ficar em 4% em 2010.
Neste último trimestre do ano, segundo previsão da RC Consultores, a produção industrial deve crescer 6,2%; o volume de vendas do comércio, 5,1%; e a massa real de rendimento do trabalhador, 1,4%, sobre igual período de 2008. A LCA Consultores já estima expansão de 6,5% nas vendas do varejo e de 4,9% na produção industrial nesse período.

Ânimo para comprar
Novo indicador da Fecomercio-SP -o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF)- revela o ânimo do consumidor para comprar no final de ano. Em setembro, o índice atingiu 127,8 pontos, representando alta de 6% sobre agosto. Em outubro, ficou em 131,6 pontos, o que significou 3% de aumento sobre setembro. O ICF considera percepção das famílias sobre consumo, orçamento, renda e emprego.
"Por dois meses consecutivos o ICF está em alta, o que revela que o consumidor decretou o fim da crise", diz Fabio Pina, assessor econômico da Fecomercio-SP. Para ele, a segurança que o consumidor sente ao estar empregado é o ponto mais importante para manter a intenção de comprar.
Diferentemente do que ocorreu no ano passado, o consumidor deve priorizar as compras de bens de maior valor, como eletrodomésticos, produtos eletrônicos e veículos.
"Considerando o mesmo número de lojas, a expectativa é vender 15% a mais neste mês e em dezembro do que em igual período do ano passado. A venda pela internet, que cresceu 40% sobre 2008, também puxará a expansão da rede", diz Frederico Trajano, diretor do Magazine Luiza.
"A prorrogação da redução de IPI para alguns produtos da linha branca deve favorecer ainda mais o consumo", afirma Valdemir Colleone, diretor da Lojas Cem.
A Casas Bahia trabalha com a perspectiva de aumento de 20% nas vendas -principalmente de televisores (plasma e LCD) e computadores (PCs, notebooks e netbooks)- neste final de ano em relação ao mesmo período de 2008. "Se houver produtos disponíveis na indústria", informa a rede, que considera que a indústria está mais preparada hoje do que estava meses atrás, uma vez que retomou turnos e contratação.
"Quando as manchetes dos jornais não dão mais destaque para o desemprego e melhora a oferta de crédito, o consumidor tem mais confiança para comprar", diz Maria Cristina Mendonça de Barros, economista da MB Associados, que prevê para este ano aumento de 5,5% nas vendas do comércio e queda de 8% na produção industrial, na comparação com 2008. "A indústria está se recuperando, mas no ano ficará abaixo de 2008", afirma a economista.
Em outubro do ano passado, o nível de utilização da capacidade da indústria estava perto de 85%, segundo o Ibre.
FSP


 

'Serei o primeiro palanque de Dilma', diz senador Gim Argello
Apesar do curto período no Senado, o senador Gim Argello (PTB-DF) já se tornou um dos principais interlocutores da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, no Congresso e reitera, sem meios termos, que pretende ser o palanque da possível candidatura presidencial da petista no Distrito Federal, onde o PT terá de enfrentar a oposição e a força eleitoral do seu atual governador, José Roberto Arruda (DEM).

"Serei o segundo ou o primeiro palanque de Dilma, dependendo do cenário", afirmou em entrevista ao Jornal do Brasil quando questionado sobre a possibilidade de se tornar um segundo palanque para a provável candidata do PT à Presidência da República.

Argello também acredita na vitória de Dilma em Brasília. "Acredito que a ministra Dilma vai ganhar bem em muitas unidades da federação e Brasília será uma delas, juntamente com Minas Gerais, Rio Grande do Sul e todo o Nordeste do País, onde há o reflexo deste grande governo".

Segundo ele, Dilma possui uma boa imagem em Brasília principalmente pela valorização dos servidores públicos que promoveu durante seu tempo de governo. "Os (servidores) federais estão valorizados e isso irá refletir, todo mundo quer e sabe que num governo da ministra Dilma isso terá continuidade. Não será um retrocesso como em governos passados."

Gim Argello chegou ao Senado depois da renúncia do titular, Joaquim Roriz (PSC), e em um curto período já foi o relator do projeto Minha Casa, Minha Vida, encampado por Dilma Rousseff como meta principal até o fim de 2010, e foi o condutor da aprovação do plano de cargos e salários do Corpo de Bombeiros e das polícias do Distrito Federal, grita antiga das categorias.

Argello também confirmou que existe a possibilidade de ser candidato à governador do Distrito Federal. "Meus pares querem que eu seja candidato a governador e eu vou colocar meu nome em julgamento popular, sim, na época certa. Vou colocar a mensagem da renovação, da mensagem do novo para o Distrito Federal", afirmou.

Sobre a possível aliança do PTB com o PT no Distrito Federal disse que "o PT está decidindo qual candidato que eles podem apoiar. O PTB já decidiu, pela maioria da sua Executiva e dos seus deputados, pelos seus pré-candidatos, que eu coloque meu nome em julgamento. Há outros partidos com quem estamos conversando para fazer uma grande frente, uma grande aliança". Entre os outros partidos estariam PRB, PDT, PSDC. O PT, "oficialmente", ainda não foi contatado pelo PDT para uma possível aliança, afirmou.

JB Online


 


Charge do Bessinha


01 Novembro 2009 


Leiam o que diz Sergio Guerra em entrevista na Folha.
Inacreditável, absurdamente inacreditável, o PSDB aposta em Yeda Crusius para a vitória do Serra, para a vitória deles.
Isso é incrível!
O povo do RS quer o impithimam dessa governadora envolvida em tanta roubalheira e corrupção. Será que ela será a vice do Serra?


Folha - O senhor citou RJ e RS. O que o PSDB pretende fazer?

Guerra - Sobre o Rio, vamos conversar na próxima semana. No Sul, a Yeda [Crusius] está em processo de recuperação, venceu a questão jurídica e isso começa a ser reconhecido. Mas ela fará no RS a melhor política para nossa vitória no Brasil.


 

O INVEJOSO SURTOU!
O ex-presidente FHC (ex- é ótimo) surtou. Ele não está mais suportando o imenso sucesso do governo do presidente Lula. Ainda mais agora, depois de saber que o presidente Lula vai receber em Londres o prêmio Estadista do Ano (Chatham House 2009), concedido pelo Instituto Real de Relações Internacionais do Reino Unido. Escreveu um artigo que está sendo publicado nos jornais com o titulo "Para onde vamos?". Ele ataca no atacado. As declarações do presidente Lula, as frases ditas pelo presidente Lula, todas as decisões do governo Lula. Está furioso com o pré-sal, com o imenso sucesso da Petrobras, que ele, Serra e o PSDB queriam e querem privatizar. FHC não reconhece sua incompetência, sua negligência: por não investir na Petrobras, provocou o afundamento da maior plataforma de extração de petróleo do mundo na época, a P36. Não se conforma com o foto de que o presidente Lula transformou o Brasil em um imenso canteiro de obras com as obras do PAC, que geram empregos e renda e vão beneficiar milhões de brasileiros. Cita a Transnordestina, a Norte-Sul, a Transposição do São Francisco, o Trem-bala. Fala do programa Minha Casa Minha Vida como se tudo fosse apenas publicidade, fala como se nada existisse, se tudo fosse miragem. Insano, compara o governo Lula ao regime militar. Diz que o presidente Lula fala impropérios quando empresários e jornalistas ousam descordar do "Brasil potência". Antes falasse. Mesmo sendo atacado diariamente pela mídia, mesmo tendo sido chamado de assassino por um psicanalista charlatão, colunista da Folha, um tal F. Daudt, quando ocorreu o acidente com o avião da TAM, o presidente Lula nada fez contra o psicanalista louco ou contra o jornal. Não abriu nenhum processo. Diferente da coleguinha de partido de FHC, Yeda Crusius, do PSDB, amiguinha do Serra, que mandou invadir a sede de Federação Anarquista para censurar material que a críticava, com toda a truculência digna da ditadura militar. O estadista Lula também agiu com paciência e tolerância quando A. Virgilio e Aceminho disseram que dariam uma surra no presidente. A que ponto chega o ódio dessa gentinha contra o melhor presidente que o Brasil já teve, que ostenta mais de 80% de apoio popular, é elogiado e reconhecido mundialmente. FHC não se lembrou de comentar a queda na desigualdade social do país graças ao governo Lula, não se lembrou de falar do PROUNI, não se lembrou de falar que no governo Lula as classes D e E passaram a ser classe média. Não se lembrou de falar que no governo Lula não teve apagão: muito ao contrário, o governo Lula levou energia elétrica a milhões de pessoas que viviam isoladas nos rincões de nosso imenso país. FHC não se lembrou de falar do sucesso do presidente Lula ao lidar com crise econômica mundial: o Brasil não quebrou, diferentemente de quando FHC foi presidente (quebrou o Brasil três vezes!). O Brasil ainda saiu bastante fortalecido da crise, fato reconhecido e invejado mundialmente. FHC não soube lidar com as crises, foi incompetente, quebrou o país, fez imensa divida com o FMI, foi responsável pelo maior desemprego que o país já viveu, por juros estratosféricos, e deixou um saldo de 54 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza. FHC está desesperado, como estão o PSDB, o Serra e seus rabos, o DEM e o PPS -- aliás, a patética figura do boçal-mór Roberto Freire, do PPS, pediu publicamente que o PSDB do Serra esconda FHC, o desastrado governo de FHC.
Jussara Seixas


 


Polícia invade sede de Federação Anarquista para censurar material que critíca Yeda

“Governadora move ação de injúria, calúnia e difamação contra Federação Anarquista Gaúcha; material apreendido resposabiliza Yeda por assassinato de integrante do MST
Bianca Costa, Brasil de Fato / Agência Chasque
Agentes da Política Civil invadiram nesta quinta-feira, (29) com um mandado de busca e apreensão, a sede da Federação Anarquista Gaúcha, que fica no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. Conforme Cândida Spengler, integrante do movimento, os policiais estavam a procura de materiais de propaganda. Ela diz que o mandado de busca e apreensão é o resultado de ação de injúria, calúnia e difamação que a governadora Yeda Crusius move contra a FAG.
O objetivo da ação da polícia era recolher cartazes que continuam dizeres contra a governadora, responsabilizando-a pelo assassinato do integrante do Movimento Sem Terra Elton Brum, em agosto, na cidade de São Gabriel. Entretanto, Cândida diz que outros materiais foram retirados da sede, como computadores e pertences pessoais. Ela conta como foi a ação da polícia.
“Primeiro a Polícia Civil chegou lá e o local estava fechado, eles tentaram arrombar o portão. Alguns vizinhos nos comunicaram e nos avisaram o que estava acontecendo. As pessoas que estavam disponíveis naquele horário se dirigiram ao local. A operação em si tinha no mandado de busca e apreensão a ordem de buscar os materiais de impresso de propaganda, no caso referido o cartaz “assassinos”. Foram levados também boletins do informativo de opinião, chamado “Opinião Anarquista”. Outros cartazes do Fora Yeda. Mas foram levados outros coisas. Levaram um CPU, levaram uma pilha de cds do backap do computador, levaram documentos internos, materiais de divulgação, atas de reuniões. A nossa biblioteca foi vasculhada, objetos pessoais”, relata.

A reportagem tentou, por diversas vezes, entrar em contato com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, mas não obteve resposta.”


Na ditadura militar, nos idos anos de chumbo, os jornais, residências eram invadidos pela policia da repressão. Jornais, revistas, rotativas eram destruídos. Nas residência eles buscavam livros que eles taxavam de marxistas, documentos com nomes de prováveis militantes contra o regime para leva-los a tortura. Yeda Crusius está revivendo no RS esse período de horror, barbárie, autoritarismo, censura.


 


Charge do Bessinha


31 Outubro 2009 

Honduras: gol do Brasil

“O Brasil sai com um trunfo e um triunfo na mão, contra todos os fantasmas que se ergueram no caminho, alegando que o Itamaraty estava deixando sua tradicional posição “equilibrada” para se envolver numa disputa que não era sua, como se democracias e ditaduras nas vizinhanças não nos dissessem respeito.

Flávio Aguiar, Agência Carta Maior

Foi o Secretário (equivalente a Ministro no Brasil) Thomas Shannon Jr. sair do banco de reservas e entrar em campo para Micheletti, o presidente golpista em Honduras, afinar e aceitar alguma forma de acordo. Pudera: além de levar para a área de Micheletti o risco dos EUA não reconhecerem a eleição de novembro sem um acordo com Zelaya, Shannon levava também por debaixo do pano a ameaça de que isso redundasse na retirada dos milhões de dólares da ajuda norte-americana ao país, cujo governo ficaria então, literalmente, pendurado no pincel e sem escada para descer, ameaçando esborrachar-se.

Mas não nos iludamos. Neste jogo perigoso o gol não foi norte-americano. O gol foi do Brasil, na verdadeira folha seca que foi, em curva pelo lado da barreira, como fazia Waldir Pereira, o imortal Didi, o acolhimento de Zelaya na nossa embaixada em Tegucigalpa. Os norte-americanos escaparam isso sim de marcar um gol contra, ameaçados que estavam de uma conivência velada com os golpistas por omissão, o que arruinaria de vez a política do presidente Barack Obama para a América Latina, além de mergulha-lo no descrédito.

Esse descrédito não seria apenas externo. Seria interno também. A partir de um fracasso de Obama na questão, os republicanos e seus lobistas mais à direita fariam gato e sapato com tudo o que o novo governo tentasse fazer, em qualquer frente, inclusive na área da saúde.
Aparentemente foi mais complicado negociar internamente no próprio governo norte-americano do que soltar a pelota na área de Micheletti e mandar escrever, senão o pau ia comer na pequena área.

Por seu lado, o Brasil sai com um trunfo e um triunfo na mão, contra todos os fantasmas que se ergueram no caminho, alegando que o Itamaraty estava deixando sua tradicional posição “equilibrada” para se envolver numa disputa que não era sua, como se democracias e ditaduras nas vizinhanças não nos dissessem respeito. Junto com a aprovação da entrada da Venezuela na Comissão de Relações Exteriores do Senado, esse acordo em Tegucigalpa, possibilitando que Zelaya deixe a embaixada para o Palácio Presidencial, ou pelo menos encaminhando a questão nesse sentido, é uma grande vitória para o governo e sua política interna e externa. “O Brasil estava certo”, é o que se pode ler nas entrelinhas de qualquer noticiário. Foi a intervenção brasileira, acolhendo Zelaya, que abriu a oportunidade e ao mesmo tempo forçou os Estados Unidos a agirem.

Se os golpistas, apesar das repetidas juras de Micheletti em sentido contrário, atentassem contra a embaixada, os Estados Unidos e sua omissão seriam co-responsáveis pelo que viesse a ocorrer. E ficou mais uma vez comprovado que o Brasil tornou-se um jogador indispensável dentro dessas quatro linhas, que é a complicada quadratura do círculo da política regional e mundial.”


 

LULA RECEBE MAIS UM PRÊMIO: Estadista do Ano concedida pelo Instituto Real de Relações Internacionais do Reino Unido.

Lula promoverá investimento britânico no Brasil durante sua visita a Londres
Ri (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende aproveitar a visita que realizará a Londres na próxima semana a fim de receber um prêmio do Instituto Real de Relações Internacionais para promover novos investimentos britânicos no Brasil, informaram hoje fontes oficiais.

Lula terá entre quarta-feira e quinta-feira da próxima semana diferentes encontros com investidores e empresários do Reino Unido, além de reuniões com a rainha Elizabeth II da Inglaterra e com o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, informou hoje o porta-voz da Presidência brasileira, Marcelo Baumbach.

Lula vai participar na quinta-feira de um seminário sobre oportunidades de investimentos e de negócios no Brasil no qual participarão cerca de 220 autoridades, empresários e especialistas dos dois países.

O presidente aproveitará a reunião para apresentar as oportunidades que estão surgindo no Brasil após a superação da crise econômica global, as obras que serão necessárias para explorar as gigantescas reservas petrolíferas descobertas no oceano Atlântico, e a organização da Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016, segundo o porta-voz.

"O presidente projetará o novo momento que surge em um país que dá exemplo de vigor com a superação da crise que afetou a economia global", segundo Baumbach.

"Sua presença no seminário é uma demonstração da importância que o presidente dá à criação de um ambiente propício para a atração de investimentos e o aumento de recursos estrangeiros para projetos de longo prazo", acrescentou o porta-voz.

No seminário também participarão o ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega, que realizará uma apresentação sobre a conjuntura econômica no país; e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que vai falar sobre oportunidades de investimentos.

Do encontro, organizado pelos jornais "Financial Times" e "Valor", também participam os presidentes do Banco Central, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco do Brasil, do Bradesco e da Vale, maior produtora e exportadora mundial de ferro.

Lula também terá uma reunião em Londres com Lashmi Mittal, o presidente da líder mundial de siderurgia, Arcelor Mittal, e inaugurará um escritório do BNDES na capital britânica.

O presidente chegará a Londres na manhã da quarta-feira e terá na noite desse mesmo dia um encontro com Brown para conversar sobre a agenda bilateral e global.

"O encontro de trabalho com o primeiro-ministro será de caráter geral. Serão avaliadas as relações entre os dois países em suas diversas vertentes, econômica, comercial, científica e esportiva", explicou o porta-voz.

"Serão debatidos assuntos de interesse global, como a crise econômica, a Rodada de Doha, as mudanças climáticas, o terceiro fórum da Aliança das Civilizações, que o Brasil organizará em maio de 2010, e a candidatura brasileira a ocupar um posto permanente no Conselho de Segurança da ONU", acrescentou.

Na quinta-feira, após seu encontro com a rainha e antes de retornar ao Brasil, Lula será homenageado em uma recepção na qual receberá o prêmio de Estadista do Ano concedida pelo Instituto Real de Relações Internacionais do Reino Unido.

O prêmio Chatham House 2009 será entregue em cerimônia à qual foram convidadas autoridades do Governo britânico e é um reconhecimento à contribuição de Lula para a melhoria das relações exteriores, a estabilidade e a integração da América Latina, e sua liderança na resolução de crises regionais.
Será que a oposição PSDB/DEM vai entrar no STF com queixa que esse prêmio é campanha eleitoral antecipada? Eles vão rasgar o nariz de inveja


 


Violência continua a crescer em SP
A comparação entre o 3º trimestre de 2008 com o deste ano aponta aumento nos crimes contra a vida e o patrimônio

Os sequestros, por exemplo, subiram 136%; Secretaria da Segurança Pública da gestão José Serra (PSDB) não se manifestou sobre os índices

ANDRÉ CARAMANTE
DA REPORTAGEM LOCAL

Pelo terceiro trimestre seguido neste ano, a violência continuou a crescer no Estado de São Paulo. Dados divulgados na noite de ontem pela Secretaria da Segurança Pública da gestão José Serra (PSDB) apontam o aumento em praticamente todos os tipos de crime.
A comparação do 3º trimestre de 2008 com o mesmo período deste ano revela que subiram os crimes de sequestro, homicídio doloso (intencional), estupro, roubo, furto, roubo e furto de veículos e também o roubo de cargas e de bancos.
Em todo o Estado, foram assassinadas 1.119 pessoas nos meses de julho a setembro deste ano -um aumento de 3% em relação a 2008. Na cidade de São Paulo, porém, houve queda de 8,2% -de 317 para 291, mais de três assassinatos por dia.
A variação mais alta foi contabilizada nos crimes de sequestro: 136% -11 casos em 2008 e 26 agora. O total de pessoas mortas em latrocínios (roubo seguido de morte) subiu 14% -74 para 82 vítimas.
Principal bandeira do atual secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, que assumiu a pasta em março com a promessa de combater os crimes contra o patrimônio, roubos e furtos tiveram alta de 18% e 6%, respectivamente.
Em maio, quando os números referentes ao 1º trimestre do ano já apontavam para o aumento da criminalidade no Estado, o governo atribuiu o problema à crise econômica.
Com 64.399 roubos registrados, o 3º trimestre deste ano entrou para a história como o período em que mais crimes desse tipo ocorreram em todo o Estado. A marca negativa anterior (63.729) havia sido registrada no 2º trimestre deste ano. Na comparação com o 3º trimestre do ano passado, os roubos aumentaram 18% agora.
O total de roubos (64.399) não inclui os casos de roubo de veículos, a bancos e de cargas.
O furto, delito que historicamente sempre foi o mais registrado nas estatísticas da criminalidade, subiu 6%.
No caso de crimes de estupro, houve aumento de 52% (de 863 para 1.311), mas a variação, segundo nota oficial da Segurança Pública, ocorreu por causa da mudança na lei, que passou a considerar estupro também casos de "atos libidinosos" e "atentados violentos ao pudor".

Ninguém fala
Logo após a divulgação dos dados da violência na noite de ontem, na página da pasta, o porta-voz da Secretaria da Segurança Pública, Enio Lucciola Lopes Gonçalves, disse à Folha que ninguém do órgão iria se manifestar sobre os dados "por causa do horário".
Segundo Gonçalves, parte das explicações foi dada em uma "nota explicativa" no site www.ssp.sp.gov.br/estatisticas. Mas, na própria nota, há divergências. Pelo texto, foram 62.308 roubos no Estado. No quadro abaixo da informação, porém, o total que aparece é de 64.399.

Esse é o resultado do péssimo governo Serra em SP. Serra só determina que polícia, bata e prenda estudantes, professores, e até a própria policia, por conta de manifestações salários e melhores condições de trabalho. Serra é um embuste, o rei do trololó


 

Amigos e leitores.

O UOL informa que há problemas técnico com o e-mail do UOL. Por esse motivo não estou recebendo e nem enviando e-mail.
Atenciosamente
Jussara Seixas


30 Outubro 2009 


Seguidores de Zelaya comemoram acordo em frente à embaixada do Brasil
Tegucigalpa, 30 out (EFE).- Dezenas de simpatizantes do hondurenho Manuel Zelaya se reuniram em frente à embaixada brasileira em Tegucigalpa para comemorar o acordo alcançado no fim desta quinta-feira para que o Congresso decida sobre a restituição do presidente deposto ao poder.

Zelaya encontra-se abrigado na representação diplomática do Brasil há mais de um mês, desde que retornou escondido ao país.

Com bandeiras de Honduras e do Partido Liberal, ao qual pertencem tanto o presidente deposto como o chefe de Estado interino, Roberto Micheletti, os seguidores daquele gritavam frases como "Mel (Zelaya), amigo, o povo está contigo" ou "Golpistas, vão à m...".

"Estamos felizes porque há um indício de que Manuel será restituído, apesar de isso ainda não ter acontecido e de Honduras nunca ter visto uma reversão ou uma restituição depois de um golpe de Estado, o que é algo histórico. Acho que neste ano aconteceram muitas coisas históricas em Honduras", afirmou Isabel Ortega, de 23 anos.

"Estou comemorando com as pessoas com as quais caminhei durante 123 dias, as pessoas com as quais lutei, gritei, corri fugindo dos gás lacrimogêneo, dos policiais e das forças repressoras deste país", acrescentou a jovem, que se identificou como comunicadora e uma "feminista da resistência".

Santos Luciano Núñez, um motorista de 60 anos, também estampava um grande sorriso no rosto pelo acordo alcançado, ao qual se referiu como uma "vitória".

"Passamos meses muito críticos depois deste golpe de Estado e precisamos da restituição do presidente Manuel Zelaya para que a situação volte à normalidade", afirmou Gerson Flores, um estudante de Direito de 27 anos.

"O que fizeram com nosso presidente foi uma barbárie típica dos tempos antigos. Nós elegemos um presidente por quatro anos e o depuseram de forma ilegal (...)", acrescentou o universitário.


 


Charge do Bessinha


 

São José dos Campos (SP) paga R$ 8.000 a Maisa em evento e causa polêmica
da Agência Folha, em São José dos Campos

A Prefeitura de São José dos Campos, PSDB (a 97 km de São Paulo) pagou um cachê de R$ 8.000 para que a apresentadora Maisa, 7, do SBT, comparecesse na quarta-feira (28) a um evento em homenagem ao Dia do Servidor Público.

O uso de dinheiro público para contratar a artista mirim provocou polêmica na cidade. O Sindicato dos Servidores criticou o prefeito Eduardo Cury (PSDB) pela atitude e vereadores da oposição cogitam levar o caso ao Ministério Público.

Menina Maisa, apresentadora do SBT; cidade diz que cachê inicial era de R$ 15 mil
De acordo com a prefeitura, Maisa permaneceu por três horas no evento, que acontece todos os anos e reuniu desta vez 800 pessoas. Ao lado de Cury, ela participou de um culto ecumênico e, ao microfone, falou aos servidores. Em seguida, tirou fotos e deu autógrafos.


 

Comerciantes do centro de SP vão à Justiça contra a calçada da fama de Kassab


Lilian Gonçalves propietária da Rede Biroska
CRISTINA MORENO DE CASTRO
Colaboração para a Folha
Foi parar na Justiça a construção de uma calçada da fama em Santa Cecília (centro de São Paulo), inspirada na de Hollywood. Dois comerciantes da rua Canuto do Val, onde será instalada, processaram a prefeitura e pediram a suspensão das obras, iniciadas há um mês.
Eles argumentam que a lei que autorizou o projeto é inconstitucional e deveria ser revista porque, dizem, só beneficia uma pessoa: Lilian Gonçalves, proprietária da Rede Biroska, com cinco bares no lado ímpar do quarteirão --o mesmo onde ficará calçada da fama.

Rafael Hupsel/Folha Imagem

Obras da "Calçada da Fama" no bairro Santa Cecilia; moradores protestam contra obra
Foi ela que idealizou o projeto e arca com a maior parte dos gastos --colocação de piso, acabamento, arborização, luz. A prefeitura responde pela primeira etapa das obras --reposicionamento de guias e sarjetas-- com custo previsto de R$ 77 mil. Ao todo, 18 funcionários da subprefeitura da Sé trabalham na obra.
O projeto foi aprovado pela Câmara Municipal em janeiro do ano passado, para homenagear "personalidades do meio artístico, cultural e esportivo". Duas estrelas, feitas em 2007, com os nomes do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o atual José Serra (PSDB), serviram de teste para os mais de 200 mt da calçada da fama.
A extensão continua por mais 25 metros da rua adjacente, contrariando o decreto, que diz que ela deve ser "implementada na rua Canuto do Val (...), ocupando o quarteirão compreendido entre as ruas Dona Veridiana e Fortunato".


 

LULA: A pauta da vida
Em discurso feito na inauguração de exposição de catadores, em São Paulo, o presidente Lula mandou um recado aos profissionais de imprensa que acompanhavam o evento: "esqueçam a pauta do seu editor...


 


Comissões de Zelaya e Micheletti assinam acordo em Honduras
Do UOL Notícias
Em São Paulo*Sob pressão internacional, a comissão de diálogo do presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, assinou nesta quinta-feira (sexta-feira no Brasil) um acordo com os representantes do presidente deposto, Manuel Zelaya, para dar ao Congresso a tarefa de decidir sobre a restituição do líder, destituído por um golpe militar há quatro meses.
O anúncio foi feito pelo secretário de Assuntos Políticos da OEA (Organização dos Estados Americanos), Víctor Rico, em um breve comparecimento perante a imprensa junto ao subsecretário de Estado americano para a América Latina, Thomas Shannon. "Chegamos a uma feliz conclusão. Há alguns minutos as delegações designadas para este diálogo assinaram a ata e os textos correspondentes", comentou Rico.
"Foi de acordo das duas comissões que este tema (a restituição de Zelaya) seja resolvido pelo Congresso Nacional", afirmou o chefe da comissão de Micheletti, Armando Aguilar. Aguilar ressaltou, porém, que ainda não há prazos para que o Congresso tome a decisão sobre o assunto.
O acordo, decisivo para superar a crise política, foi assinado pelos membros das duas delegações ao fim de quase 12 horas de diálogo. As conversas foram reatadas nesta quinta-feira após praticamente uma semana estagnadas por desacordos sobre a restituição de Zelaya. O avanço foi obtido após a pressão de oficiais do alto escalão do governo americano, que viajaram para Honduras nesta semana para encerrar a crise política e poupar o presidente Obama de mais um problema na política externa.
"É um triunfo para a democracia hondurenha", afirmou Zelaya, logo após a assinatura do acordo, que abre caminho para a sua restituição. Zelaya foi deposto e expulso do país em 28 de junho, mas retornou secretamente para Honduras no mês passado. Desde então, está abrigado na Embaixada brasileira em Tegucigalpa. Roberto Micheletti, que assumiu o controle do país após a deposição de Zelaya, recusava-se terminantemente a concordar com o retorno do presidente deposto ao poder, mas finalmente voltou atrás e aceitou que esta decisão seja tomada pelo Congresso.
"Eu autorizei meus negociadores a assinar um acordo para celebrar o início do fim dessa situação política do país", confirmou Micheletti, em entrevista coletiva na noite de quinta-feira. Ele disse que Zelaya poderia retornar à Presidência do país depois de passar por uma votação no parlamento. Em contrapartida, o acordo estabelece que ambos os lados reconheçam o resultado das eleições presidenciais previstas para 29 de novembro. O controle do Exército seria confiado ao Tribunal Superior Eleitoral.
Líderes dos Estados Unidos, da União Europeia e de países latino-americanos haviam insistido que Zelaya deveria ser autorizado a encerrar seu mandato presidencial, com término previsto para janeiro. Eles disseram que não poderia reconhecer o vencedor da eleição de novembro a menos que a democracia fosse restaurada.
Ontem, durante as negociações, o subsecretário de Estado americano para o Hemisfério Ocidental, Thomas Shannon, líder da delegação dos Estados Unidos enviada a Honduras, afirmou que estava acabando o tempo para um acordo que pudesse pôr fim à crise. O governo Obama cortou alguns programas de cooperação com Honduras após o golpe militar, mas líderes latino-americanos o criticaram por não fazer mais pela restauração da democracia no país.
Diversos grupos de direitos humanos denunciaram abusos cometidos pelo governo interino. Para os partidários de Manuel Zelaya, eleições livres e justas não seriam possíveis após Micheletti reprimir as liberdades civis no país e fechar temporariamente as empresas de comunicação favoráveis a Zelaya.
Com informações de agências internacionais


 

Ciro diz que se considera pré-candidato a presidente mais vulnerável
Márcio Falcão, Folha Online
“O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) disse nesta quinta-feira que se considera o pré-candidato mais "vulnerável" na disputa ao Palácio do Planalto porque não tem a máquina pública para dar sustentação para sua campanha. Ciro, no entanto, saiu em defesa das viagens da pré-candidata do PT, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ciro afirmou que a oposição não tem argumento para chamar de campanha antecipada as viagens da ministra porque os presidenciáveis tucanos, os governadores José Serra (São Paulo) e Aécio Neves (Minas Gerais), também podem aproveitar eventos públicos para ampliar a visibilidade.
"Os candidatos citados da oposição são governadores de Estado. O Serra, com aquela simpatia que lhe parece peculiar, permanece permanentemente não só em São Paulo inaugurando obras, mas em Natal, em Goiânia. Por que não se faz o mínimo de coerência nessa questão? Essa semana ele [Serra] estava lançando o cartão não sei das quantas dizendo que era legítimo que os governantes sejam reconhecidos por suas realizações. Claro que o mais vulnerável [na disputa] sou eu porque não tenho estrutura nem do governo federal nem do governo de Estado sustentando minha caminhada", afirmou.
Segundo Ciro, não há impedimentos legais para a ministra participar de eventos públicos. "[As críticas da oposição] Isso não tem pertinência nem a mínima coerência. A ministra Dilma está acompanhando o presidente Lula em supervisão de obras na posição que ela se encontra de ministra chefe da Casa Civil. Não há restrição legal nem ética ao exercício da presença da ministra ao lado do presidente Lula", disse.”
http://nogueirajr.blogspot.com/


29 Outubro 2009 

José Sarney manda publicar cassação de Expedito Junior do PSDB
Ato deve ter validade a partir desta sexta-feira, quando a decisão será publicada no Diário Oficial do Senado
Agência Estado
BRASÍLIA - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), determinou nesta quinta-feira a publicação no Diário Oficial do Senado da cassação do mandato do senador Expedito Junior (PSDB-RO). Segundo informação da assessoria de imprensa de Sarney, o ato deve ter validade a partir desta sexta-feira, quando será publicada a decisão. Acir Marcos Gurgacz (PDT), segundo colocado nas eleições de 2006 para senador por Rondônia, deve tomar posse na próxima terça-feira.


 

Kassab recebe vaias em evento com Lula
Prefeito deixou o local logo em seguida alegando ter outros compromissos
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), foi vaiado durante evento nesta quinta-feira (29) na capital paulista que reuniu catadores de lixo. A vaia começou já na hora que o prefeito foi chamado para subir ao palco e durou todo o tempo do seu discurso, de cerca de um minuto. Com ar constrangido, o prefeito deixou o local em seguida e sua assessoria alegou que ele tinha outros compromissos.A reação do público mudou quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi anunciado. Ele foi aplaudido e subiu ao palco aos gritos de “Lula, cadê você. Eu vim aqui só para te ver”.
No mesmo evento também estava o ex-prefeito e deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), que também recebeu vaias, mas em proporções menores que as recebidas por Kassab.
Segundo a organização do evento, cerca de 1.500 catadores participaram da ExpoCatadores, evento do Movimento de Catadores de Materiais Recicláveis para divulgar a atividade e defender a sua profissionalização.
R7


 

Governo do Estado de São Paulo trabalhando por você:
Carne podre era servida em escola e hospital

A Polícia Civil fechou ontem um frigorífico que armazenava mais de 30 toneladas de carne com validade vencida ou prestes a vencer. O alimento era reembalado com datas de validade falsas e vendido para hospitais, creches, escolas e penitenciárias de São Paulo e mais dois Estados.

O frigorífico ficava na rua João Graeber, 164, no Parque São Lucas (zona leste de SP). No local havia carne bovina, suína, de peixe e embutidos em cinco câmaras frias repletas de sujeira e bolor. Havia alimentos armazenados sem refrigeração em corredores."Os clientes são, na maioria, prefeituras, hospitais, penitenciárias e algumas empresas privadas", disse o delegado Anderson Pires Giampaoli, da 2ª Delegacia de Saúde Pública do DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania). Segundo ele, a polícia acredita que o grupo, cujo dono é o empresário Eduardo Antônio Gouveia dos Santos, 57 anos, usava pelo menos quatro razões sociais, entre elas, frigorífico Gouveia Santos, para participar de diferentes tipos de licitação.
De acordo com a polícia, as empresas dele conseguiam vencer as licitações porque compravam carne prestes a vencer de outros frigoríficos por preços muito mais baixos que os de mercado.A carne então era descongelada e recebia novas embalagens e etiquetas com carimbos federais e datas de vencimento futuras. Depois, ela era reembalada e congelada.
A reportagem do Agora encontrou no frigorífico peças de carne com validade vencida há um ano e meio que haviam recebido novo prazo de validade datado de janeiro de 2010.Segundo levantamento preliminar da polícia, entre os clientes estavam mais de 20 prefeituras de São Paulo e de Minas Gerais --que usavam os alimentos para fazer merenda escolar e comida de hospital.
Também recebiam carne a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária, que abastecia pelo menos dez penitenciárias e o Hospital do Servidor Público Municipal. A Secretaria da Segurança Pública do Mato Grosso do Sul também era cliente.Jornal Agora
http://www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com/



 

Comissão do Senado aprova adesão da Venezuela ao Mercosul
Por 12 a 5, governo sai vitorioso e aprova substitutivo de Romero Jucá; decisão deve passar pelo Plenário
estadao.com.br
BRASÍLIA - O governo saiu vitorioso da sessão da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado nesta quinta-feira, 29, com a aprovação do voto substitutivo do líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RO), em apoio à entrada da Venezuela no Mercosul.

A sessão começou com um disputa acirrada entre governo e oposição sobre a adesão, com senadores do governo defendendo a entrada do país, sob o argumento de que se trata de uma relação entre Estados, e não entre governos. Os governistas também argumentam que o comércio entre os dois países sairá favorecido. A Venezuela é o 5º parceiro comercial do Brasil.


 

Reflexões de um ex-vira-lata
PAULO NOGUEIRA BATISTA JR.
A cotação do Brasil está muito alta; como economia, como ator na cena internacional, como nação cultural

ANTONIO PATRIOTA , até recentemente embaixador brasileiro aqui em Washington, reclamou comigo: "Para de falar em complexo de vira-lata! O Brasil passou dessa fase". Talvez o nosso embaixador tenha razão. O Brasil vem ganhando autoconfiança com uma rapidez surpreendente.
Nas recentes reuniões do G20, em Londres e Pittsburgh, e na última reunião anual do FMI, em Istambul, o Brasil bateu um bolão. Somos subdesenvolvidos? Sim. Temos equipes pequenas? Sim, muito menores do que as dos países desenvolvidos. E, no entanto, as delegações brasileiras têm sido das mais atuantes e -correndo o risco de soar presunçoso- acrescento: das mais influentes.
A aliança Bric (Brasil, China, Índia e Rússia) vem sendo fundamental. Mas não é só isso. O Brasil, em si mesmo, tem tido um papel cada vez maior. Há um fator que nos ajuda enormemente: a imagem favorável do país no exterior. A cotação do Brasil está muito alta. Do Brasil como economia, do Brasil como ator na cena internacional, do Brasil como nação cultural.
Bem sei, leitor, que o brasileiro está longe de compartilhar uma visão tão positiva. Talvez porque esteja mais perto do Brasil e conheça melhor as nossas mazelas. Talvez porque o complexo de vira-lata ainda esteja mais vivo do que imagina o embaixador Patriota.
Faço ainda outra ressalva: existe provavelmente um certo economicismo na forma como os países são vistos internacionalmente. O chamado mercado (um dos codinomes da turma da bufunfa) só se interessa pelos indicadores econômicos e financeiros. Não quer nem saber da péssima distribuição de renda, dos problemas sociais, dos níveis ainda elevados de pobreza e de miséria.
Ora, os indicadores econômicos brasileiros têm ficado, em geral, acima do esperado. Até 2007-2008, os nossos detratores (quase sempre brasileiros) diziam: "O Brasil está navegando uma onda internacional favorável".
Veio então a maior crise internacional desde a Grande Depressão. A torcida adversária (brasileira, em geral) começou a salivar intensamente, aguardando o colapso. Não aconteceu. O Brasil sofreu os efeitos da crise, claro. Mas menos do que se esperava. A recuperação brasileira também começou mais cedo do que o previsto. Basta dizer uma coisa: no meio dessa crise mundial, o Brasil anunciou um empréstimo de US$ 10 bilhões ao FMI.
O meu complexo de vira-lata deu arrancos triunfais de cachorro atropelado (para combinar dois bordões do Nelson Rodrigues em uma única frase). Quis o destino ou o acaso que coubesse a mim, logo a mim - devedor nato, hereditário e até inadimplente -, ser o diretor-executivo pelo Brasil no Fundo exatamente nessa conjuntura. Qualquer um dos meus antecessores -Alexandre Kafka, Murilo Portugal ou Eduardo Loyo- desempenharia o papel de credor com mais categoria e convicção.
Só tenho uma coisa a dizer em meu favor: apesar de credor neófito, acho que preservo uma identificação autêntica com os devedores do FMI. Sei o que significa ser devedor dessa instituição e, dentro do que posso, empresto a minha voz aos países em crise, especialmente os pequenos e oprimidos (mesmo aos brancos de olhos azuis). Foi o que tentei fazer pela Islândia, por exemplo, que passou ontem pela Diretoria-Executiva do FMI.
Dizem que os mulatos podem ser os piores racistas. Que os cristãos-novos são os mais fervorosos. Que um credor neófito pode ser o mais linha-dura. Vamos tentar desmentir esses ditados.


PAULO NOGUEIRA BATISTA JR. , 54, escreve às quintas-feiras nesta coluna. É diretor-executivo no FMI, onde representa um grupo de nove países (Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Haiti, Panamá, República Dominicana, Suriname e Trinidad e Tobago), mas expressa seus pontos de vista em caráter pessoal.


 


Jucá: Decisão sobre Venezuela no Mercosul não será adiada

Marcela Rocha

Relator da matéria, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) aceitou rediscutir o texto contrário à entrada da Venezuela no Mercosul se o país se comprometer a respeitar os princípios democráticos do bloco. A votação seria adiada, não fosse a estratégia do líder governista Romero Jucá (PMDB-RR) de reunir 11 assinaturas de senadores favoráveis à entrada do país vizinho.

O líder governista já garantiu o resultado. As 11 assinaturas evitam que as condições levantadas pela oposição barrem a Venezuela e garantem também que a votação não seja adiada novamente. O líder governista pediu vistas quando Jereissati apresentou seu voto contrário.
Tasso trabalha para adiar a votação na Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE) com o argumento de que pode mudar o texto em favor do país vizinho. Ante a possibilidade do adiamento, nasceu o esforço de Jucá para arrecadar as assinaturas e garante que "não existe nenhuma possibilidade de a matéria ser adiada mais uma vez".
Jucá fez questão de entregar em mãos seu voto aos membros da oposição e tem reunião marcada com Jereissati. Para o peemedebista, a entrada da Venezuela "atende plenamente aos interesses nacionais do Estado brasileiro".

- Atende aos interesses do Mercosul, em termos de sua revitalização interna e reprojeção no cenário internacional, notadamente em termos energéticos e na vertente amazônica e caribenha; e atende às preocupações existentes com relação aos desenvolvimentos políticos dentro da Venezuela - em matéria de democracia, direitos humanos, paz e estabilidade - defende Jucá em voto que será apresentado nesta quinta-feira, 29.


Os senadores que assinam o voto de Jucá são: Inácio Arruda (PCdoB), João Pedro (PT), Eduardo Suplicy (PT), Francisco Dorneles (PP), João Ribeiro (PR), Geraldo Mesquita Jr. (PMDB), Pedro Simon (PMDB), Renato Casagrande (PSB) e Antônio Carlos Valadares (PSB).
A CRE é constituída por 19 parlamentares. A matéria depende de uma maioria simples para ser aprovada, ou seja, 50% mais um. O presidente Lula tem encontro marcado com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, nesta quinta-feira, 29. Jucá vai junto.
Ao final de seu voto, o líder governista faz um apelo: "Não aprovando a adesão da Venezuela estaremos convidando um país vizinho - nosso 6º maior cliente no mundo - a procurar outros parceiros", justifica Jucá. "Por todo o exposto votamos pela democracia, pela paz, pela integração latino-americana e, portanto, pela aprovação do projeto", conclui.
Terra Magazine


 

Senado aprova proposta que aumenta Orçamento para educação
da Agência Senado
da Folha Online
O Senado Federal aprovou por unanimidade nesta quarta-feira a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 96A/03 que reduz anualmente, a partir do exercício de 2009, o percentual da DRU (Desvinculação das Receitas da União) incidente sobre os recursos destinados à manutenção e ao desenvolvimento do ensino.
Criada em 1994 com o nome de Fundo Social de Emergência, a DRU permite à União retirar da área 20% dos recursos que, pela Constituição, teriam que ser destinados ao setor. Pela proposta, a alíquota que era de 20% cai para 12,5% no exercício de 2009 e 5% em 2010. Em 2011, não haverá mais a incidência da DRU na educação.
O ministro Fernando Haddad (Educação) --que acompanhou a votação--, afirmou que o Congresso corrige uma distorção do passado. Segundo ele, desde 1994, a educação vem perdendo cerca de R$ 10 bilhões por ano com a DRU.
"Fizemos as contas e a educação perdeu cerca de R$ 100 bilhões nesse período. Poderíamos ter formado todos os professores e matriculado todas as crianças na educação infantil", disse.
Embora o fim da desvinculação dos recursos para a educação só esteja previsto para ocorrer a partir de 2011, a PEC estabelece redução da DRU já em 2009 e 2010, liberando verbas extras de R$ 4 bilhões e R$ 7 bilhões, respectivamente.
Parte do valor poderia ser repassado a Estados e municípios, responsáveis pela oferta do ensino médio e da pré-escola, respectivamente.
O Orçamento da educação neste ano é de cerca de R$ 41 bilhões. A previsão para o próximo ano é que seja R$ 50 bilhões.
A PEC também torna obrigatório o ensino para crianças e jovens de 4 a 17 anos. Hoje, a obrigatoriedade abrange a faixa etária de 6 a 14 anos. Com isso, seriam acrescentados dois anos da pré-escola e o ensino médio. Durante a tramitação da proposta, a mudança da obrigatoriedade do ensino foi apoiada pelo Ministério da Educação. Pela Constituição, os pais e o poder público podem ser responsabilizados pelas crianças fora da escola.
De acordo com Haddad, os recursos da desvinculação serão investidos na universalização da pré-escola e do ensino médio. A matéria segue, agora, para promulgação.
Com Agência Brasil


 

Ao chegar para jantar com PP, Dilma defende continuidade na sucessão presidencial

Do UOL Notícias
Em BrasíliaA ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) afirmou nesta quarta-feira (28) que o programa de governo do PT para a sucessão terá de garantir a continuidade e avançar nas políticas implantadas no governo Luiz Inácio Lula da Silva.

"Obviamente nós todos achamos que dar continuidade ao governo é uma questão estratégica. Dar continuidade e sempre avançar. Eu acho que em várias áreas nós vamos ter isso", ressaltou a ministra, ao chegar para um jantar com a bancada do PP, em Brasília, agora à noite, para discutir uma eventual aliança para o ano que vem.
A virtual candidata à sucessão do presidente Lula destacou os programas sociais, a educação, o desenvolvimento de fontes renováveis de energia e a exploração do pré-sal como algumas das áreas de merecem atenção.
"A primeira questão é avançar em todos os programas sociais. Nós começamos agora, por exemplo, com o 'Minha Casa, Minha Vida'. A base fundamental do governo Lula vê nesse programa uma prévia do que vai ter de ser feito no Brasil, porque ainda temos 6 milhões de pessoas sem moradia", disse, citando o programa habitacional lançado em julho deste ano, que prevê a construção de 1 milhão de casas e apartamentos para famílias de baixa renda.
A ministra disse ainda que a política atual do governo para educação, que "privilegia a inovação", precisa ser feita "em uma escala cada vez maior".
"Outro exemplo é o pré-sal. Implantar a cadeia de petróleo e gás no Brasil no que se refere à indústria de bens e serviços é fundamental", afirmou, ressaltando o destaque que a transferência de tecnologia tem tido nas negociações do governo com investidores internacionais. "Fizemos isso com a TV digital, estamos fazendo com o trem de alta velocidade, criamos todo um horizonte em relação às energias renováveis, o etanol".
Questionada sobre qual seria a estratégia para sua candidatura, se continuar no governo até abril do próximo ano (quando exigido pela Lei Eleitoral) ou se afastar antes para avançar na negociação de alianças, Dilma se negou novamente a admitir sua condição de pré-candidata do PT.
"Não posso me manifestar sobre um assunto que sequer foi tratado. Essa é uma questão que, para nós, não foi posta na ordem do dia".


28 Outubro 2009 

Para Lula,derrotados nas urnas não querem que governo faça obras

REUTERS

RIO DE JANEIRO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que alguns no Brasil há pessoas que foram derrotadas nas urnas que não querem que os vencedores realizem seus projetos.

"Há um certo tipo de gente que no exercício da democracia não se contenta em perder. Ele quer que quem ganhe não faça nada para poder justificar os discursos feitos durante a campanha", disse Lula durante a inauguração dos novos estúdios de uma emissora de TV no Rio de Janeiro.

Recentemente, Lula foi acusado pela oposição de fazer campanha eleitoral durante inauguração de obras do governo federal. As críticas ganharam força depois que o presidente passou três dias no Nordeste inaugurando obras da transposição do rio São Francisco.

Lula lembrou que quando foi eleito presidente em 2002, muitos desconfiaram de seu governo, temores que duraram até 2005.

"Ainda não era muita gente que acreditava no Brasil em 2005. Aqueles que em 2002 não tinham votado em mim ficaram torcendo para que o governo não desse certo", afirmou.

Lula reiterou sua confiança no sucesso da Olimpíada de 2016 e acredita que até lá o Brasil tem condições de se tornar a quinta economia do mundo.

"Para um país dar certo, uma empresa dar certo, é preciso acreditar em si mesmo", finalizou.


 

Livro de poemas sobre os porões da ditadura será lançado hoje, em Brasília
A Editora Fundação Perseu Abramo, em coedição com a Publischer Brasil, lança nesta quarta-feira (28), em Brasília, o livro Poemas do Povo da Noite, de Pedro Tierra, pseudônimo de Hamilton Pereira da Silva. A reedição do livro, escrito nas prisões pelas quais passou o escritor entre os anos de 1972 e 1977, marca os 30 anos da Lei de Anistia. Poemas do Povo da Noite é uma das obras que retratam os procedimentos do regime militar no Brasil. O lançamento do livro, com a presença do autor, será no Instituto Cervantes, a partir das 20h.
Hamilton Pereira da Silva, militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), foi preso em 10 de junho de 1972, quando tinha 24 anos, em Anápolis, Goiás. Era acusado de subversão e de atentar contra a segurança nacional. Submetido a longos períodos de tortura, aos quais o autor costuma se referir como "interrogatórios", permaneceu cerca de três meses incomunicável em quartéis do Exército em Goiânia e em Brasília.
Leitor e apreciador de literatura desde a adolescência, Hamilton encontrou na poesia uma maneira de se manter "vivo e lúcido na cadeia", como forma de resistência e de comunicação com o mundo exterior. Como registra o jornalista, escritor, doutor em Comunicação e Cultura e atual deputado Emiliano José (PT-BA), "Hamilton tinha a capacidade de viver poesia, de mergulhar na tragédia e nas dores humanas depois de experimentá-las na própria carne".
Seus poemas descrevem os duros momentos passados pelos presos políticos, as torturas, a morte de muitos deles e a luta pela vida dos que resistiram às sevícias. São poemas em que palavras como "sangue", "morte", "luta" e "companheiro" aparecem com freqüência. A homenagem a companheiros mortos é também tratada no livro.

Primeira edição

A primeira edição do livro ocorreu na Espanha. O volume em espanhol, premiado pela Casa de las Américas deu origem à primeira edição integral e comercial do livro em 1978. Ainda em 1978 uma revista alemã publicou poemas da obra de Pedro Tierra, além de textos de Josué de Castro, D. Hélder Câmara, Thiago de Mello, Manuel Bandeira e João Cabral de Melo Neto. Esta publicação foi "Um novo céu - Uma nova Terra", lançada em tiragem de 35 mil exemplares. Nesta revista, pela primeira vez, revelou-se que Pedro Tierra era pseudônimo de Hamilton Pereira.
Somente em 1979, após esse percurso internacional, Poemas do Povo da Noite chegou ao Brasil. Publicado pela Editorial Livramento, de São Paulo, o livro teve uma tiragem de 3.980 exemplares, com as mesmas ilustrações da edição espanhola e da edição original que foi organizada pelo então advogado do autor no Brasil, o ex-deputado petista Luiz Eduardo Greenhalgh.

www.ptnacamara.org.br


 

Diretora da OMS afirma que Fidel está 'maravilhoso' e 'forte'
Margaret Chan se reuniu com o líder cubano para tratar de temas como a gripe A e as mudanças climáticas


Reuters

Fidel Castro recebe medalha em outubro deste ano: em público, o líder não aparece desde 2006
HAVANA - A diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, afirmou nesta quarta-feira, 28, que encontrou o líder cubano Fidel Castro e o viu "muito forte e dinâmico" e que sua aparência está "maravilhosa". Na reunião, foram debatidos temas como a pandemia de gripe A, o atendimento à incapacitados e a mudança climática.
Chan explicou em entrevista coletiva em Havana que teve na terça-feira, 27, uma conversa "de mais de duas horas" com o ex-presidente, que não aparece em público por motivos de saúde desde 2006.
Embora tenha apelado à "importância da confidencialidade", como médica de profissão que é, Chan disse que viu o ex-governante "muito forte" e comentou que, embora ela seja mais jovem, se sente mais cansada do que ele, que tem 83 anos.
"Se eu me sinto cansada, ele não. Foi uma lição de humildade, ele me acompanhou até o portão da casa e era uma distância bastante longa", relatou a funcionária, que termina hoje uma visita de quatro dias à ilha.
Detalhou que falaram da pandemia da gripe A, dos desafios atuais e futuros da mudança climática, do envelhecimento da população cubana e da necessidade de prestar atenção às pessoas incapacitadas, entre outros temas.
Chan disse que teve o "privilégio" de reunir-se com muitos presidentes e primeiros-ministros por razões de trabalho, mas que é "impressionante" a compreensão que tem Castro da saúde pública e "tremendo" seu compromisso com a saúde dos cubanos.
"Alguns dos senhores, especialmente os doutores, se não conhecem bem o tema (a saúde), melhor não falarem com ele, porque ele conhece mais o tema que qualquer outro", assegurou a máxima autoridade sanitária mundial.
Fidel Castro não aparece em público desde julho de 2006 por uma doença que - após meio século no poder - lhe levou a ceder a Presidência a seu irmão Raúl, de 79 anos, mas ainda mantém o cargo de primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba.


 

Entrada de dólares supera saída em US$ 12 bi mesmo com IOF sobre
da Folha Online
O fluxo cambial do país (saldo entre entradas e saídas de dólares) está positivo em US$ 12,84 bilhões no mês de outubro (até o dia 23), informou nesta quarta-feira o Banco Central. No acumulado de janeiro até o dia 23 deste mês, o fluxo é positivo em US$ 21,099 bilhões.
Este mês recebeu grande fluxo de divisas do exterior, entre outros motivos, pelo lançamento de ações do banco Santander no mercado brasileiro. Com a operação, o banco levantou R$ 14 bilhões e atraiu muitos investidores estrangeiros para o mercado brasileiro.
Compra de ações por estrangeiros é a maior em 62 anos
Com Santander, investimento estrangeiro no mercado é o melhor da história
Taxação de IOF sobre estrangeiros ameaça Bolsa e lançamento de ações

O próprio BC já alertou que o investimento estrangeiro em ações de empresas brasileiras atingiu em outubro o maior valor registrado desde 1947, início da série histórica.
Imitando Serra, a oposição vai enfiar o dedo no nariz e rasgar.


 

STF determina afastamento de senador cassado pelo TSE
Supremo ordenou que Expedito Junior deixe o cargo imediatamente; Senado resiste em cumprir ordem do TSE
Agência Estado
BRASÍLIA - O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta quarta-feira à mesa do Senado o afastamento imediato do senador Expedito Junior, que foi cassado pela Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas continua no Congresso. A decisão se deu por 7 votos a 1, o STF ordenou que o senador deixe o cargo par empossar seu suplente, senador Acir Marcos Gurgacz.

TSE rejeita recurso de senador cassado
No julgamento, o decano do STF, Celso de Mello, protestou contra o fato de Expedito Junior ainda exercer o cargo de senador apesar de ter sido cassado. "É inaceitável que as mesas das Casas do Congresso não cumpram decisões emanadas do TSE, especialmente quando já houve específicos pronunciamentos do STF na sua condição de guardião da Constituição", disse.
Segundo o ministro, isso é uma insubordinação inconcebível no estado democrático de direito
Depois a oposição diz que o presidente Lula, não respeita as leis, as instituições, os poderes da República. Esse ex senador acabou de se filiar ao PSDB, foi cassado tem que cair fora já, como determina a lei


 

Charge do Bessinha


 


Assembleia Geral da ONU pede fim do embargo americano à Cuba
Do UOL Notícias*
Em São PauloA Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) votou nesta quarta-feira (28) contra o embargo comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba.
Dos 192 países que integram a ONU, 187 votaram contra o embargo. Apenas três votaram pela permanência do embargo, entre eles, Estados Unidos e Israel.
A reunião é a 18ª ocasião consecutiva na qual o governo cubano apresenta no organismo multilateral um projeto de resolução para pedir o fim das sanções americanas contra a ilha.
Está é a primeira ocasião em que as Nações Unidas tratarão do embargo imposto pelos EUA desde que Barack Obama assumiu a Presidência do país.

No ano passado, uma resolução similar foi aprovada com os votos favoráveis de 185 países, três contra (EUA, Israel e Palau) e as abstenções de Ilhas Marshall e Micronésia.

O ministro das Relações Exteriores do país, Bruno Rodríguez, lembrou que Obama, mesmo que quisesse, não poderia suspender o embargo imediatamente devido a empecilhos legais, mas poderia emitir normas que o flexibilizem, "algo que não parece estar disposto a fazer".

Além disso, segundo Rodríguez, 80% dos americanos é contra o embargo, assim como a maioria dos exilados cubanos nos EUA.

O embargo americano sobre Cuba começou oficialmente em 7 de fevereiro de 1962 sob o Governo de John F. Kennedy, mas Washington já tinha imposto certas sanções a partir de 1959.

As restrições comerciais e financeiras representaram perdas à economia cubana estimadas em US$ 242,4 milhões no último ano e de US$ 96 bilhões desde quando entraram em vigor, segundo o Governo de Havana.

Com informações das agências internacionais


 

STF marca data de julgamento de Azeredo
Após duas semanas, Gilmar Mendes cede: “Tucanoduto de Azeredo” entra na pauta da Corte para julgamento em 4 de novembro

Nos últimos quinze dias travou-se uma enorme batalha dentro do Supremo Tribunal Federal (STF).
De um lado, o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes; do outro, a Procuradoria da República e o ministro Joaquim Barbosa insistindo para que fosse colocado em pauta o inquérito 2280 relativo às investigações e denúncias apresentadas pela Procuradoria contra o senador mineiro Eduardo Azeredo (PSDB).
Conforme noticiado por Novojornal, nos bastidores, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso lutava para que a matéria não fosse colocada em pauta, diante das ameaças de Azeredo.
A Procuradoria da República e o ministro Joaquim Barbosa insistiam que estava ficando muito mal perante a opinião pública a ingerência do senador tucano na tramitação da matéria.
Alegavam ainda que quanto mais demorassem para apreciar a matéria, mais próximo das eleições estariam, motivando especulações de que a questão era política.
Após consultar os membros da Corte e constatar que o entendimento da maioria era o mesmo do ministro Joaquim Barbosa e da Procuradoria da República, Gilmar Mendes foi obrigado a ceder, colocando a matéria em pauta.
Marcado para o dia 4 de novembro, o julgamento pela Corte será da aceitação ou não da denúncia apresentada pela Procuradoria da República, em análise ao relatório do ministro Joaquim Barbosa.
Até agora nada se sabe sobre este relatório, porém o conteúdo da denúncia apresentada pela Procuradoria da República é “consistente”, informa um dos procuradores que atuaram no caso.
O desdobramento deste julgamento é imprevisível, pois se espera de Azeredo um comportamento de “tudo ou nada”, disse um de seus assessores.
http://www.novojornal.com/politica_noticia.php?codigo_noticia=11760


 

Integrante do 'Pânico na TV' é preso com cocaína em SP
Droga foi encontrada no bolso de Marcos da Silva Herédia, o Zina, na zona norte; segundo PM, ele resistiu
Fabiana Marchezi, da Central de Notícias
SÃO PAULO - Marcos da Silva Herédia, de 27 anos, o Zina, do programa "Pânico na TV", da Rede TV!, foi preso por volta das 8 horas desta quarta-feira, 28, com um pino de cocaína na Rua Capela da Lagoa, na região de Parada de Taipas, zona norte de São Paulo.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, policiais militares receberam uma denúncia anônima informando que um homem armado ameaçava pedestres que passavam pela rua. Quando os policiais chegaram ao local indicado, encontraram um homem descontrolado que partiu pra cima deles.
A droga foi encontrada no bolso do suspeito, durante revista policial. Segundo a PM, ele resistiu à abordagem. A arma não foi encontrada. Zina foi encaminhado ao 74º Distrito Policial para a elaboração de um Termo Circunstanciado, já que a quantidade apreendida o classifica como usuário.

Tudo indica que esse grupo não financia só a baixaria na TV, financia o tráfico de drogas, a violência, a compra de armas dos traficantes


 

Lula: ajuda federal contra violência 'não tem limite'
Agencia Estado

RIO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que a contribuição da União para o combate ao crime organizado no Rio de Janeiro "não tem limite" e que é preciso que o governo federal reconheça a responsabilidade, além do governo do Estado, no enfrentamento da violência. "Se somar os esforços e não ficar discutindo merreca de dinheiro, a gente pode resolver", afirmou o presidente, em entrevista coletiva pouco depois de inaugurar um ginásio esportivo na Vila Olímpica da Favela da Mangueira, na capital fluminense.

Lula repetiu o que havia dito no discurso de que não é fácil enfrentar a violência. "Se fosse fácil teria resolvido em 2006, em 2005 e em 2004. Não é fácil quando se lida com gente anormal. O bandido é anormal. Nós somos normais. Se você tivesse com um arma apontada para minha cabeça eu estaria tremendo", disse o presidente a um repórter. "Temos que mostrar ao mundo que o Estado brasileiro e a parte boa da sociedade brasileira tem mais força que o crime organizado."


 

Charge do Bessinha


 

Governo fará novo PAC em 2011 para até 2015, diz Lula
Presidente disse que cada prefeito e governador vai ser convidado a discutir os programas com os ministros
- Agencia Estado
RIO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira, em discurso na escola de samba Mangueira, no Rio de Janeiro, que o governo fará um novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em 2011 para até 2015. Nesse período, o governo Lula já terá se encerrado. De acordo com o presidente, cada prefeito e governador vai ser convidado a sentar com os ministros e com Dilma Rousseff, que atualmente é a ministra-chefe da Casa Civil, para traçar os programas. O presidente vem trabalhando para que Dilma seja sua sucessora. Oficialmente, porém, ela ainda não é candidata.
No mesmo discurso de inauguração do Ginásio de Esportes em homenagem ao compositor e intérprete Jamelão, o presidente falou também da violência na cidade do Rio de Janeiro. De acordo com ele, o governador Sérgio Cabral (PMDB) não tem como acabar com a violência em um minuto. Se fosse assim, disse Lula, o problema não duraria tantas décadas.
O presidente da República afirmou que "com o narcotráfico não tem poema" e defendeu a prisão para os traficantes. No entanto, ele também afirmou que 99,99% da população nas favelas é trabalhadora. "Seria irresponsabilidade do governo federal dizer que o problema é do Sergio Cabral (governador do Rio) e do Eduardo Paes (PMDB, prefeito do Rio)", disse.
Ajuda federal
Lula contou que o ministro da Justiça, Tarso Genro, conversou ontem por três horas com Cabral e lhe apresentou uma proposta de apoio do governo federal à segurança no Rio. "Vamos dar forma jurídica", disse. "Quando vejo agressão seja no Rio de Janeiro ou na Bahia, é como se fosse na porta do Alvorada, porque todos nós somos brasileiros."
O presidente foi muito aplaudido pelas crianças na quadra da Mangueira. Ele beijou a bandeira da escola de samba e viu a apresentação dos cantores Nelson Sargento e Alcione, que interpretaram músicas de Jamelão. A ministra Dilma Rousseff, também no palco, acompanhava de sua cadeira, longe dos microfones, mas cantando todas as músicas.


 

TRIO DESESPERO
Estudo mostra que Serra fez governo ainda pior que o de Alckmin
O governo de Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo não deixou nenhuma saudade. Tímida, burocrática e marcada pelo abandono das questões sociais, sua gestão apenas empurrou com a barriga os problemas mais graves do Estado. Mas a atual gestão de seu sucessor, José Serra, consegue ser ainda pior. É o que mostra um estudo feito pela liderança do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo.
A administração do governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra (PSDB), revela a marca de um programa próprio de aceleração do "crescimento". Iniciado em janeiro de 2007, o Governo Serra acelerou o crescimento da carga tributária cobrada dos contribuintes; das vendas de bens públicos ao setor privado; da terceirização de serviços públicos; da tolerância com os grandes devedores e do calote aos credores de precatórios. Ao mesmo tempo, reduziu a participação dos gastos com Educação, Saúde e Segurança no orçamento estadual.

Um amplo diagnóstico financeiro e orçamentário dos sucessivos governos tucanos em São Paulo, concluído na semana passada pela liderança do PT na Assembleia Legislativa, não apenas reafirma o modelo das administrações do PSDB. O estudo também evidencia que o governador Serra, que ambiciona suceder o presidente Lula, comanda um governo menos atento aos problemas da população do que o de seu antecessor e companheiro de partido Geraldo Alckmin. A participação dos gastos em Educação, Saúde e Segurança, por exemplo, no orçamento estadual, era maior no Governo Alckmin do que tem sido no Governo Serra.

O diagnóstico começa apontando a fúria arrecadatória dos governos do PSDB. A carga de tributos aumentou continuamente desde 2002. Em valores corrigidos pelo IPCA, o peso dos impostos sobre cada contribuinte subiu de R$ 1.732,89, em 2002, para R$ 2.268,75. Só escaparam dessa fúria os grandes devedores do Estado. A dívida deles quase triplicou – de R$ 37,2 bilhões, em 1997, para R$ 92,6 bilhões, no ano passado.

Ao longo dos governos tucanos cresceram, além da carga tributária, os gastos com terceirizações de serviços públicos – de R$ 6,74 bilhões, no ano 2000, para R$ 10,1 bilhões no ano passado.

A venda de patrimônio público teve ritmo e volume variados nas sucessivas administrações do PSDB, que privatizaram as empresas de energia – CPFL, Eletropaulo e CESP, os bancos Banespa e Nossa Caixa, mais a Comgás, a Fepasa e outras estatais e ainda as rodovias, concedidas depois de duplicadas.

O primeiro governo do PSDB em São Paulo (1995/98), comandado por Mário Covas, vendeu R$ 46,1 bilhões. O próprio Covas, no segundo mandato, e seu sucessor, Geraldo Alckmin, desaceleraram as vendas. Elas caíram para R$ 18,4 bilhões, entre 1999 e 2002, e para R$ 4,3 bilhões, entre 2003 e 2006. No Governo Serra as privatizações voltaram a crescer. Ao fim de 2010 as vendas deverão chegar a R$ 10,4 bilhões – valor quase 150% superior ao da última gestão de Alckmin.

Para fazer caixa e garantir superávits primários artificiais, os governantes do PSDB fizeram crescer a cada ano o calote aos credores de precatórios. A dívida para com esses credores aumentou de R$ 10,7 bilhões, em 2002, para R$ 19,6 bilhões neste ano.

Toda a dívida pública cresceu sob os governos tucanos. Em 1997 somava R$ 130 bilhões; em 2008 chegou ao ápice: R$ 168 bilhões.

Ao mesmo tempo, entre 1998 e 2008, os gastos com Educação, Saúde e Segurança perderam participação no orçamento estadual.

Em 1998 o Governo Covas gastou 14,45% em Educação; Alckmin, em 2003, gastou 16,40%; e Serra, em 2008, gastou menos de 13%.

Na Segurança, o governo de São Paulo gastou em 2002, sob o comando de Alckmin devido à morte de Covas, 10,59% do orçamento. No ano passado, sob Serra, os gastos foram inferiores a 8%.

Algo próximo se repetiu na área da Saúde. Os gastos do Governo Alckmin em 2004 chegaram a 10,42% do orçamento estadual. No ano passado, o segundo do Governo Serra, ficaram abaixo de 9%.

Na área da Habitação, os governos tucanos sequer cumpriram a lei estadual que manda destinar 1% da arrecadação do ICMS para a construção de moradias. Os investimentos previstos no período 2001 e 2008 somavam R$ 8,3 bilhões, mas foram aplicados somente R$ 5,2 bilhões. Ou seja: R$ 3,1 bilhões foram esquecidos.

Já os gastos com propaganda só aumentaram. Em 2000, somaram R$ 88 milhões; em 2008, R$ 180 milhões.

Pelos cálculos do PT, Serra está longe de cumprir algumas das metas com que se comprometeu. O governador disse que criaria 50.000 vagas para o ensino médio, mas até agora criou pouco mais da metade. Serra prometeu também atender 31.650 famílias com obras e serviços de urbanização de favelas. Até agora atendeu menos de 12 mil.

Carga tributária
Em 2002, cada contribuinte paulista pagou R$ 1.732,89 em impostos estaduais. No ano passado, pagou R$ 2.268,75.

Privatizações
O Governo Serra acelerou o crescimento do programa de privatizações. A venda de patrimônio público, que alcançou R$ 4,3 bilhões no período 2003 e 2006, somará R$ 10,4 bilhões ao fim do período 2007/2010.

Gastos com terceirizações
As despesas com serviços terceirizados aumentaram de R$ 6,74 bilhões em 2000 para R$ 10,1 bilhões no ano passado.

Aumento da dívida pública
A dívida do Estado de São Paulo aumentou de R$ 130 bilhões, em 1997, para R$ 168 bilhões, em 2008.

Tolerância com grandes devedores
Os valores devidos pelos grandes contribuintes cresceram 150% – de R$ 37,2 bilhões, em 1997, para R$ 92,6 bilhões, em 2008.

Calote nos precatórios
O calote aos precatórios cresceu de R$ 10,7 bilhões, em 2002, para R$ 19,6 bilhões em 2009.

Redução de investimentos
Os governos tucanos previram a aplicação de R$ 8,3 bilhões na construção de moradias, no período 2001 a 2008. Aplicaram R$ 5,2 bilhões – R$ 3,1 bilhões a menos.
Os gastos com educação, que representavam 16,40% do orçamento em 2003, passaram a representar 12,69% do orçamento em 2008.

A participação dos gastos em Segurança no orçamento paulista caiu de 10,59% em 2002 para 7,67% em 2008 – mesmo nível de 10 anos antes.
A participação dos gastos com Saúde caiu de 10,42%, em 2004, para 8,98% em 2008.

Investimento em propaganda
As despesas com publicidade do governo aumentaram de R$ 88 milhões, no ano 2000, para R$ 180 milhões no ano passado.

Promessas
Serra prometeu criar 50.000 vagas para o ensino médio. Criou 26.900.
Prometeu atender 31.650 famílias com urbanização de favelas. Até agora atendeu 11.935
Prometeu construir 40 unidades para a Polícia Técnica entre 2008 e 2010. Construiu 13.

Fonte: Brasília Confidencial


 


VIXE!!! Hoje só tem notícia ruim ................para a oposição, leitões - leitoas, abutres, e abestalhados.


Classes D e E puxam consumo na crise
AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - A base da pirâmide social, as classes D e E, de menor renda, foi responsável pela metade do crescimento das vendas de alimentos e artigos de higiene e limpeza vendidos nos supermercados no primeiro semestre deste ano, revela um estudo da consultoria Nielsen. As 44 categorias de produtos pesquisadas em 8.400 domicílios brasileiros tiveram um acréscimo no volume de vendas de 3% no primeiro semestre deste ano em relação aos mesmos meses de 2008. E as classes D e E contribuíram com 50% dessa variação no período.
"Ao contrário do que se previa, o desemprego se manteve controlado, a confiança do consumidor foi aos poucos retomada e a população de baixa renda voltou às compras", afirma o executivo de atendimento da consultoria, Sergio Pupo. Apesar do medo da crise, as classes D e E, que são 36% dos lares brasileiros, ampliaram em 4% a frequência ao supermercado no primeiro semestre deste ano e gastaram 1% a mais a cada compra, mostra a pesquisa. Com isso, aumentaram em 5% o desembolso total com as compras de supermercado no primeiro semestre de 2009 ante igual período de 2008, superando a média do mercado como um todo, que foi 3%.

Confiança da indústria é a maior desde setembro de 2008
Índice de outubro tem alta de 7,4% ante o mesmo mês do ano passado, na 1ª taxa positiva em 13 meses
Reuters
SÃO PAULO - A confiança da indústria brasileira melhorou em outubro para o maior patamar desde setembro do ano passado, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira, 28. O índice subiu 2,7% sobre setembro, para 112,2 pontos, com ajuste sazonal. Sobre outubro de 2008, a alta foi de 7,4%, na primeira taxa positiva em 13 meses, "comparação favorecida pelo fato de que a coleta de dados de outubro de 2008 já estava influenciada pelo aprofundamento da crise financeira internacional, ocorrida a partir de meados do mês anterior", segundo a FGV.

Estatal de internet banda larga pode sair do papel
AE - Agencia Estado
BRASÍLIA - A solução para fazer deslanchar o Programa Nacional de Banda Larga, em estudo no governo, pode passar pela adoção de um modelo híbrido, pelo qual seria criada uma estatal para atuar só no "atacado" do setor de telecomunicações, transmitindo dados. A oferta de serviços de internet ao usuário final, por sua vez, ficaria a cargo do setor privado, especialmente as empresas de telefonia. A decisão ainda não foi tomada, mas segundo fontes do governo, essa composição garantiria o início da implantação do projeto em 2010, antes do fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na próxima semana, os técnicos do governo que estão trabalhando na elaboração do projeto apresentarão os estudos numa reunião do comitê gestor do programa, que envolve vários ministérios, entre eles Casa Civil, Comunicações e Planejamento. A ideia é concluir a proposta até o dia 10 de novembro, quando será apresentada ao presidente Lula, que tomará a decisão final.


 

Charge do Bessinha


 

NOVO SITE DO PT

BRASÍLIA - Em meio às expectativas sobre quais estratégias online serão adotadas pelos partidos no ano que vem, agora que praticamente não há mais restrições para o uso da internet, o Partido dos Trabalhadores anunciou nesta segunda-feira, 27, que está investindo R$ 600 mil na reformulação de seu site. O objetivo é inundar a rede com informações, vídeos e propagandas para promover sua candidata, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. O resultado da iniciativa só poderá ser visualizado no próximo dia 5. Apesar das inovações anunciadas, a doação de recursos por pessoa física pela internet - uma das principais novidades permitidas pela nova legislação - não está animando o partido do presidente Lula.
Na interpretação do tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, o fenômeno que aconteceu na vitoriosa campanha de Barack Obama em sua eleição para a presidência americana não se repetirá no Brasil. "Na minha opinião, esse mecanismo não vai contribuir para a pequena doação. Aquilo que aconteceu com o Obama, não vai acontecer no Brasil", disse Ferreira, em referência aos cerca US$ 500 milhões em pequenas doações arrecadados pela campanha de Obama através da internet.
Questionado pelo estadao.com.br sobre se haverá no novo site um mecanismo para as doações pela internet, Ferreira respondeu que a reforma eleitoral ficou "aquém" do esperado. "A doação vai ficar prejudicada, porque é necessário emitir recibo, e não tem como o doador assinar. É diferente dos Estados Unidos, onde o comprovante bancário tem validade", disse Ferreira durante entrevista coletiva.
O texto da reforma eleitoral sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no mês passado, no entanto, dispensa a assinatura no caso de doações pela internet.
"Toda doação a candidato específico ou a partido deverá ser feita mediante recibo, em formulário impresso ou em formulário eletrônico, no caso de doação via internet, em que constem os dados do modelo constante do Anexo, dispensada a assinatura do doador", diz o segundo parágrafo do artigo 23.
Ferreira disse esperar que a situação seja simplificada quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) regulamentar a nova lei.

Grande debate
Segundo o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, o portal tem o objetivo de "aprofundar a comunicação do partido", com vistas ao "grande debate de 2010". Com custo mensal de manutenção previsto em R$ 60 mil, o site aposta em ferramentas multimídia - como uma TV e uma rádio - e na interação com o internauta, que poderá distribuir o conteúdo utilizando ferramentas da web 2.0, como twitter e botões para facilitar a indexação dos vídeos produzidos pelo partido em sites e blogs pessoais.
Segundo o secretário nacional de comunicação do PT, Gleber Naime, a ideia é ampliar a capacidade de interação do partido com a sociedade.
Mas do que foi apresentado pelos idealizadores do site, o que se pode esperar, pelo menos por enquanto, é uma grande quantidade de propaganda, aliada a uma interação restrita às redes sociais já existentes, como Twitter, Orkut e Facebook.
No projeto apresentado pelo PT, os fóruns de discussão serão restritos aos filiados do partido e os comentários dos internautas filtrados por um moderador. Ainda assim, Gleber promete a abertura do programa de governo do PT para a contribuição de todos os internautas. "Acabaria sendo redundante criar um site para interação, se essas comunidades já existem", justifica Gabriel Besnos, o chefe da equipe de designers do site.
Berzoini, no entanto, parece atento às especificidades da internet. Ele compara o meio virtual com a rua, onde "você ouve bastante". E admite que o partido estará sensível às reivindicações que vierem do meio virtual.
"É lógico que o partido tem um programa, e não podemos ser reativos a tudo que é dito. Mas com a internet, conseguiremos adaptar nossas mensagens com mais rapidez", disse. É esperar pra ver.


27 Outubro 2009 

Voo 3054
Pista de Congonhas não contribuiu para acidente da TAM diz relatório da Aeronáutica


Diário de S.Paulo

SÃO PAULO - O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, vai assinar nesta terça-feira, às 15h, o relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) sobre a tragédia do Airbus da TAM em 17 de julho de 2007, que deixou 199 mortos no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

A situação da pista de Congonhas no dia não colaborou para a tragédia, concluiu o Cenipa. Na época do acidente, a pista do aeroporto havia acabado de passar por reformas e o asfalto havia sido refeito. Faltava, porém, fazer o grooving - ranhuras que ajudam na frenagem do avião e evitam o acúmulo de água na pista.

A investigação apontou que a pista de Congonhas segurou o Airbus A-320 até o término do asfalto, evitando que a aeronave se chocasse com outras que aterrizavam e pousavam na hora. "Mantidas as mesmas condições [com o manete em aceleração], o acidente teria ocorrido em qualquer pista do mundo", diz uma fonte da investigação.

A investigação do Cenipa concluiu ainda que o manete direito foi mantido na posição "Climb" (aceleração) durante o pouso pelo piloto, causando a tragédia. Os peritos não encontraram falhas nas ligações entre as engrenagens e os manetes. O relatório tem 122 páginas e aponta oito fatores que contribuíram para o acidente.

Conforme o 'Diário de S.Paulo' adiantou em junho, oito fatores contribuíram para a tragédia, entre eles falha no treinamento dos pilotos .

De acordo com o relatório, houve deficiência no julgamento do piloto na tomada de decisão, quando ele tentou fazer um procedimento antigo, que o induziu ao erro.

No último dia 17, o Cenipa recebeu os comentários dos centros de investigação de acidentes aéreos da França, o BEA, e dos Estados Unidos, o NTSB, sobre o relatório final do órgão, que está concluído há dois meses.

A agência francesa fez críticas Aeronáutica. O BEA não concordou com falhas apontadas pelo Cenipa no sistema de funcionamento do Airbus. No relatório, oa investigação aponta três falhas no sistema de automatismo da Airbus quando:

1) o alarme de aviso do reverso deixou de soar quando apenas um manete foi deslocado para o freio;

2) o avião não tinha o programa de alerta de assimetria de manetes;

3) o avião não entendeu que deveria respeitar a vontade humana quando, mesmo com o avião acelerando, o piloto pisou no freio.

O BEA não concordou com os problemas apontados na automação, afirmando que houve erro do piloto no manuseio correto das manetes e "deficiente aplicação dos comandos" recomendados pela Airbus.

O Comando da Aeronáutica informou em nota que nesta terça ocorre uma reunião em Brasília com representantes dos Estados Unidos e da Europa para discurir a investigação do acidente e que o relatório não foi finalizado. Veja a íntegra da nota:

"Visando esclarecer a opinião pública sobre o andamento da investigação do acidente do voo JJ 3054, ocorrido em 17 de julho de 2007, este Centro informa o seguinte:

- a investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) em relação a este acidente ainda não foi concluída pela Comissão responsável.

- inclusive na manhã de hoje acontece uma reunião com todos os membros da Comissão, na sede do CENIPA - Brasília (DF), incluindo representantes acreditados dos Estados Unidos e Europa, exatamente para tratar de assuntos relacionados com a investigação desse acidente.

- cabe destacar que a Comissão tem observado rigorosamente os preceitos de sigilo dos dados coletados e análises elaboradas, consciente das normas nacionais e internacionais que regem a matéria, bem como dos impactos negativos para a segurança de voo advindos do uso descontextualizado das informações contidas no documento.

- por fim, o Comando da Aeronáutica ratifica o compromisso de, ao concluir o Relatório Final, primeiramente apresentá-lo aos familiares e, posteriormente, à sociedade em geral, por meio da imprensa."


 


Lula faz aniversário e é homenageado no Alvorada
BRASÍLIA - Antes de vir para o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) - sede provisória do governo - para iniciar seu dia de trabalho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi homenageado pela Banda do Batalhão da Guarda Presidencial (BGP) convocada pela primeira-dama Marisa Letícia para fazer uma surpresa a ele, que completa hoje 64 anos. Nos jardins do Alvorada, o presidente Lula ouviu a banda tocar "Parabéns pra você" e chegou a pegar um dos instrumentos de sopro para tentar tocá-lo.
Esta é a terceira vez, em 10 dias, que a banda do BGP é chamada para tocar em festas presidenciais. A primeira vez foi o sábado retrasado, no Palácio do Jaburu, no aniversário do vice José Alencar. No sábado passado, quando o PT organizou uma festa para o presidente, do lado de fora do Alvorada, a banda também foi chamada para se apresentar e animar a festa. E hoje pela manhã, ao sair do Alvorada, Lula foi surpreendido pela banda tocando "Parabéns pra você" e a música "Amigo", de Roberto Carlos.
Hoje à noite haverá um jantar também no Alvorada, preparado pela primeira dama, Marisa Letícia. Todos os ministros estão convidados para a festa.


 

A sombra
O Globo
De Ilimar Franco:

Em entrevista a uma emissora de televisão no Ceará, domingo à noite, o presidente do PPS, Roberto Freire, defendeu que a campanha do PSDB para presidente em 2010 se distancie do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Pergunta vai e vem sobre as eleições e Freire sai em defesa da candidatura José Serra, afirmando: "A política econômica de FH não é a do PSDB. Não vamos associar isso ao programa de José Serra, por favor!".
Serra foi ministro de Planejamento do FHC, ajudou a afundar o país. Foi ministro da Saúde de FHC, responsável pela maior epidemia de dengue já vista no Brasil. Faz em SP a mesma política neoliberal de FHC. Privatiza, privatiza, arrocha os salários, aumenta os impostos, enterra todas as CPIs para investigar seu governo, essa não é a mesma politica ecônomica do FHC?
Fala sério Roberto Freire!


 

Lula ganha festa de aniversário em Brasília

PARABÉNS PRESIDENTE LULA!

FELIZ ANIVERSÁRIO!

Jussara Seixas


 

PAPEL OU PAPELÃO?
A jornalista musa da oposição, Miriam Leitão, escreveu um artigo intitulado "Papel da oposição", no jornal O Globo. Tenho de concordar com ela quando diz que “O Brasil tem governo demais". Graças ao presidente Lula, o Brasil tem governo bom demais. Um governo que faz as coisas boas acontecerem, que tem projetos, toca obras, executa planos bons para o país e para o povo brasileiro. Dando seqüência a sua verborragia oposicionista, a Leitão critica a escolha do Tofolli para ministro do STF, pelo fato de ele ter sido advogado do PT. Ela se esquece de que o Gilmar Mendes, escolha de FHC, esteve sempre a serviço do PSDB (1995-1996) e foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil (1996-2000). Em janeiro de 2000 foi nomeado advogado-geral da União, cargo que o credenciou para a indicação a ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em junho de 2002. Diz ela que na posse do ministro Tofolli o governador de SP, José Serra, estava lá na primeira fileira batendo palmas. O que ela queria que o Serra fizesse: vaiasse, jogasse os sapatos? A Leitoa critica a oposição, diz que o presidente Lula faz o que quer e que a oposição se omite. Não é assim, dona Leitão, o presidente Lula faz o que é necessário e importante para o Brasil e para o povo brasileiro, faz o que o PSDB não fez e muito mais – daí sua alta popularidade e o reconhecimento mundial como o melhor presidente do Brasil em todos os tempos. Segue a Leitão fazendo criticas ao projeto Bolsa Família, à transposição do rio São Francisco, ao Pré-Sal, ao PAC, aos discursos do presidente Lula, cobrando a oposição que não sabe fazer oposição. Ora, dona Leitoa, essa oposição foi governo por 8 anos e não soube governar, quebrou o país econômica e socialmente, como vão agora saber como se faz oposição? Vão fazer oposição contra o que está dando certo? Vão fazer oposição à redução da desigualdade social, ao combate à fome e à miséria, ao PROUNI, à geração recorde de empregos e renda, ao crescimento do país? Vão fazer oposição à política econômica que fez o Brasil atravessar a crise mundial – uma "marolinha", como previu o presidente Lula–, da qual o Brasil saiu fortalecido? A oposição tem que saber fazer para criticar, tem que ter propostas de fazer diferente e melhor, e eles comprovadamente não sabem fazer e não têm planos e propostas melhores. Só mais um pequeno detalhe dona Leitão: o presidente Lula tem o aval de mais de 80% da população para fazer o que é necessário para o país. Isso em uma democracia é muito importante, mais importante do que ter uma oposição inútil, retrógada, que quer o poder para destruir, privatizar, e fazer as vontades de uma elite cansada e burra, da qual a jornalista pensa que faz parte.
Jussara Seixas


 

Pré-sal fará Petrobras comprar US$ 20 bi ao ano com indústria brasileira, diz Dilma
da Folha Online

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) afirmou nesta segunda-feira que o pré-sal fará com que a demanda da Petrobras para a indústria brasileira atinja US$ 20 bilhões por ano.

Ela ressaltou o projeto que torna a empresa estatal a única operadora das reservas do pré-sal, o que justifica este montante. "É a operadora única que faz as contratações, quem escolhe tudo o que vai ser contratado", disse a ministra durante evento da ADVEB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Empreendedores do Brasil) em São Bernardo do Campo (Grande SP).

"A política da Petrobras está comprometida com os interesses do país. De maneira alguma vamos aceitar o que acontecia antes do nosso governo, em que você pegava uma plataforma que custava US$ 2 bilhões e contratava esses recursos no exterior", afirmou.


Segundo Dilma, foi a imposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que houvesse uma parcela de conteúdo nacional em todos os contratos da Petrobras desde 2003, que, segundo ela, foi "a responsável pelo renascimento da indústria naval brasileira".

A ministra reforçou ainda os feitos do governo Lula no país e voltou a afirmar que o Brasil foi o último país a entrar na crise financeira global e o primeiro a sair dela. Um dos motivos para isso, segundo ela, foi a criação de um forte mercado interno no país, ancorado por um crescimento na classe média --hoje composta, segundo dados dela, por 52,9% da população brasileira.

"Nós somos o país do presente e estamos criando as bases para o futuro. Ninguém é o país do futuro sem ser o país do presente", disse Dilma, ressaltando que nos próximos anos o Brasil vai exportar, além de commodities, também "conhecimento e valor agregado".

O discurso da diversificação das exportações vai em linha com as recentes reclamações do governo federal para que grandes exportadores de commodities --caso da mineradora Vale-- invistam mais para agregar valor a seus produtos.

Dilma ressaltou ainda que, com os recursos advindos do pré-sal, o governo Lula vai antecipar o combate à pobreza e "cumprir com o desafio de melhorar a educação no país".

"Vamos fazer a transformação do Brasil em uma sociedade muito mais justa. Estamos fazendo o presente e delineando o futuro", disse.


 


Anistia acusa Israel de negar acesso à água potável aos palestinos
A organização de direitos humanos Anistia Internacional (AI) acusou o governo de Israel de negar aos palestinos o acesso livre à água potável, ao manter um controle total sobre os recursos hídricos compartilhados e seguir políticas discriminatórias.
Em um relatório divulgado nesta quarta-feira, a AI afirma que Israel restringe sem razão a disponibilidade de água nos territórios ocupados da Cisjordânia. No caso da Faixa de Gaza, o bloqueio israelense teria levado o sistema de fornecimento de água e esgoto a um "ponto crítico".
No documento, de 112 páginas, a Anistia sugere que Israel utiliza mais de 80% da água procedente do Aquífero da Montanha, um aquífero subterrâneo partilhado com os palestinos, que, por sua vez, só têm acesso a 20% do total.
Segundo a organização, por essa razão, o consumo médio de água entre os palestinos é de 70 litros por dia, comparados com 300 litros entre os israelenses. A organização ressalta que há casos em que palestinos consomem apenas 20 litros de água por dia - a quantidade mínima recomendada em casos de emergências humanitárias.
Além disso, o documento sugere ainda que cerca de 180 mil palestinos que vivem em áreas rurais não têm acesso à água corrente e o Exército israelense proibiria com frequência a coleta de água da chuva. Em contraste, o relatório destaca que os israelenses que vivem na Cisjordânia possuem grandes fazendas de irrigação, jardins luxuosos e grandes piscinas.
"Israel só permite aos palestinos o acesso a uma parte dos recursos hídricos compartilhados, que se encontra em sua maioria na Cisjordânia ocupada, enquanto os assentamentos israelenses ilegais recebem praticamente provisão ilimitada", explica Donatela Rovera, investigadora sobre Israel da AI.
Governo
Segundo a organização, o governo de Israel proíbe que palestinos perfurem poços e ainda foi responsável pela destruição de cisternas e pelo fechamento de tanques de água.
"A água é uma necessidade básica e um direito, mas para muitos palestinos, obter quantidades baixas e de pouca qualidade apenas para a sobrevivência se tornou um luxo que eles mal conseguem pagar", disse Rovera.
"Israel precisa encerrar essas políticas discriminatórias e imediatamente levantar as restrições que impõe ao acesso à agua entre os palestinos", afirmou a investigadora.
O governo de Israel nega as acusações feitas pela organização e afirmou que o relatório está incorreto. De acordo com o porta-voz Mark Regev, os palestinos têm mais acesso à água do que o previsto no acordo de Oslo, da década de 90.
Regev acusa ainda os palestinos de não administrarem os recursos hídricos de maneira adequada e rejeitou que o governo tenha proibido a perfuração de poços.


 

Lula e Dilma não podem ficar em uma redoma, diz Adams
Advogado-geral defende que viagens do presidente e da ministra têm causa institucional

PSDB, DEM e PPS contestam no TSE ida dos dois ao São Francisco sob o argumento de que houve campanha disfarçada e fora de época

Sob o argumento de que o presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) não podem governar dentro de uma redoma, o novo advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams, disse que não terá dificuldades em defender os dois de acusações de suposta campanha eleitoral antecipada.
"O presidente em nenhum momento feriu a lei em termos dos limites eleitorais. [...] Não há nenhuma situação até o momento em que a atuação não tenha sido sem causa administrativa". disse Adams ontem, em sua primeira entrevista após assumir o cargo na sexta-feira.
"Não é possível colocar o presidente da República numa redoma. Seja ele, seja a ministra Dilma, que tem ação como coordenadora do PAC junto aos demais ministérios. Ela não é candidata no momento, portanto, não só tem o direito, mas deve estar presente em atos pertinentes à administração institucional", completou.
Lula e Dilma respondem no Tribunal Superior Eleitoral a uma representação proposta por PSDB, DEM e PPS, que contestam viagem dos dois para fiscalizar as obras da transposição do rio São Francisco.
A viagem durou três dias. Lula deu entrevistas e fez discursos. Estiveram presentes outros dois presidenciáveis, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE).
Os partidos entenderam que houve campanha disfarçada e fora do período. A propaganda eleitoral só é permitida após o dia 5 de julho do ano da eleição.
"A viagem tem uma causa específica, uma causa administrativa. Faz parte de um processo de vistoria. Um ato só pode ser tachado de eleitoral se a causa é eleitoral", disse Adams.
O advogado, que foi filiado ao PT entre os anos de 1986 e 1990, também concordou com as recentes críticas de Lula ao excesso de fiscalização dos órgãos de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União. "O gestor público está submetido a um enorme arcabouço de controle. Posso dizer que 99% deles são pessoas sérias, que fazem seus trabalhos dentro da lei".
Segundo ele, a ideia do presidente de criar uma espécie de Câmara de Conciliação para resolver problemas de forma definitiva é "pertinente", porque busca um "equilíbrio" entre os gestores das obras e os fiscais e visa a "segurança jurídica".
"Atualmente, o TCU pode validar uma obra, e um procurador da República [de 1ª instância] não. Uma Câmara Superior do Ministério Público pode validar, e um procurador não. É preciso ter segurança jurídica."
Adams reclamou ainda das ações movidas por particulares, muitas delas, segundo ele, com interesses