A espera do apoio que não veio e nem virá
Brasília
Os democratas esperavam, mas não encontraram, apoio tucano, nas eleições municipais do Rio de Janeiro, em Porto Alegre, Florianópolis, Salvador, Aracaju, Recife, Fortaleza, Manaus, Belém, Palmas, Rio Branco, Boa Vista e Macapá. O que também chama mais atenção do DEM é que há casos de municípios em que o PSDB não tem um concorrente, mas também não pretende dividir o palanque.
Os democratas também ficaram incomodados com o fato da direção do PSDB ter liberado a alianças com inimigos em plano nacional. Expectativa é de que o PT e PSDB vão tentar se coligar em cerca de 200 cidades do país nas eleições de outubro.
– É uma situação curiosa, mas cabe a cada partido de acordo com seu plano político, com seu cenário local definir isto – desconversa o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN).
Apesar de tratarem o tema com discrição para não acirrar os ânimos publicamente, líderes democratas reconhecem nos bastidores uma possível candidatura própria em 2010.
– Os tucanos não cedem espaço. José Serra (governador de São Paulo) e Aécio (Neves, governador de Minas Gerais), já estão no páreo então não há porque não partir para um vôo solo. E isso já é uma discussão real no partido – diz um integrante da Executiva do DEM que pediu para não ser identificado.
O presidente do PSDB acredita que é precipitado falar em 2010 e minimiza as críticas sustentando que a disputa eleitoral de outubro não terá reflexos nem no Congresso nem na sucessão do presidente Lula.
– As eleições municipais fazem parte de um sistema independente ao cenário de 2010 - diz Guerra. – É preciso saber diferenciar isto. O DEM é e será o nosso principal aliado e não há porque criar tamanha rivalidade. Acredito que todos vão saber diferenciar estas duas realidades . (M. F.)