14 janeiro 2008


Lula garante que país não corre risco de sofrer uma nova crise no setor elétrico
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu nesta segunda-feira(14) que o Brasil não corre o risco de sofrer uma nova crise no setor elétrico como o que enfrentou em 2001. “A questão energética vive de boatos”, afirmou Lula em seu programa de rádio Café com o Presidente. “Todo dia tem boatos de que vai acontecer isso, vai acontecer aquilo.O dado concreto é que o Brasil está seguro de que não haverá apagão e de que não faltará energia para dar sustentabilidade ao crescimento que nós queremos ter”, acrescentou.
Para garantir a normalidade do abastecimento em 2008 e em 2009 e evitar um possível apagão energético, o Ministério das Minas e Energia anunciou na semana passada uma série de medidas. Entre elas, está o imediato funcionamento de seis usinas térmicas a óleo no Sudeste para não comprometer os reservatórios da região em virtude das transferências de energia que estão sendo feitas para o Nordeste e o funcionamento, na segunda semana de fevereiro, de um gasoduto no Espírito Santo que permitirá o fornecimento de 5 milhões de metros cúbicos diários de gás para o Rio de Janeiro.
Lula disse que todo o esforço para não faltar energia será feito e que a prioridade no abastecimento de gás é para a geração de energia elétrica. “Se tiver sobrando gás, nós poderemos atender os carros, poderemos atender as empresas, mas é importante definir que a prioridade é produzir energia para atender aos interesses da sociedade brasileira”, afirmou.
O presidente ressaltou que a construção da hidrelétrica do Rio Madeira vai garantir ainda mais o abastecimento de energia no país. “Nós estamos preparados para 2009, preparados para 2010. Com o começo da construção da hidrelétrica do Rio Madeira agora, nós estamos seguros de que não faltará energia no Brasil por um bom tempo”, concluiu. Colômbia
O Brasil vai continuar a trabalhar para que mais reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) sejam libertados, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o seu programa semanal de rádio. “É uma questão humanitária, e o Brasil continuará contribuindo para que mais seqüestrados sejam libertados”, afirmou.
Na última quinta-feira (10), duas reféns das Farc foram libertadas numa operação coordenada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chavez, e pela Cruz Vermelha Internacional. A ex-candidata à vice-presidência da Colômbia Clara Rojas e a ex-senadora Consuelo Gonzáles estavam em poder das Farc há mais de quatro anos.
Para Lula, a libertação das duas é sinal de que mais reféns podem vir a ser libertados. “Portanto, o apelo que eu faço é que o governo colombiano e o meu amigo, o presidente Uribe, mais os dirigentes das Farc se coloquem de acordo para que se possa libertar mais pessoas que estão seqüestradas, algumas há cinco anos, quatro anos, seis anos”, comentou.Guatemala e Cuba
O presidente viaja hoje para a Guatemala, onde acompanha a posse do novo presidente Álvaro Colón Caballeros e do vice, Rafael Espada. “A posse do presidente Álvaro Colón é um momento importante da Guatemala porque ele é um homem progressista, um homem que tem compromissos sociais, já demonstrou interesse em aprender as políticas sociais brasileiras”, disse Lula, lembrando que o país tem como estratégia a aproximação com os países da América Central e da América Latina.
“Pretendemos fazer com que o Brasil contribua com o desenvolvimento daqueles países, aumente a nossa balança comercial com eles para que nós possamos, produzindo em alguns países da América Central, fazer com que alguns produtos brasileiros cheguem aos Estados Unidos numa situação, eu diria melhor, sem taxação de impostos como é hoje”, disse.
Em seguida, Lula viaja a Cuba para a assinatura de vários acordos de cooperação. “O Brasil tem interesse em ajudar os cubanos a descobrir se há petróleo em águas profundas em Cuba, até porque Cuba está muito próximo do Golfo do México. Nós temos interesse em ajudar os cubanos a construir uma fábrica de lubrificantes, vamos assinar acordos para a construção de estradas”, afirmou.
“É uma viagem que eu vou fazer com muito interesse porque acho que tudo que o Brasil puder fazer para ajudar os países da América Central e do Caribe nós temos de fazer”, acrescentou.
Agência Brasil