17 dezembro 2007


Café com Presidente:Lula descarta criação imediata de novos impostos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (17), em seu programa semanal de rádio, o Café com o Presidente, ao analisar os reflexos da perda da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) no Congresso, que "não há nenhum motivo para qualquer precipitação, não há nenhum motivo para anunciar medidas de forma extemporânea, para anunciar novos impostos. Vamos sentar e vamos ver qual foi o estrago, o que fazer para colocar no lugar. Obviamente, nós vamos ter que arrumar uma grande parte desse recursos. Como fazer? Eu preciso discutir com o ministro da Fazenda, discutir com o ministro do Planejamento, para que a gente possa tomar as atitudes mais maduras possíveis, mais conscientes, sem nenhum atropelo". Segundo Lula é preciso se ter em conta que o Brasil está indo bem. "Nós temos uma boa perspectiva para 2008 e eu não quero que nada atrapalhe". Disse ainda que "o Brasil está aprendendo a gostar das coisas boas que estão acontecendo no Brasil. O povo está recuperando sua auto-estima e, finalmente, o Brasil se encontrou consigo mesmo e eu não vou permitir que nada, nada, absolutamente nada atrapalhe os bons momentos que vive o Brasil".
Ainda sobre a perda da CPMF no Senado, Lula esclareceu que "manter a estabilidade não dependia da CPMF, dependia única e exclusivamente da nossa responsabilidade em manter uma política de ajuste fiscal dura, de controlar a inflação e não permitir que o Estado gaste mais do que aquilo que é a sua capacidade de arrecadar". E salientou: "As pessoas ficam se perguntando quem perdeu, se foi o Lula, se foram os governadores, ou seja, na verdade, quem perdeu foi o país. Perderam quase 6 mil prefeitos do Brasil, perderam 27 governadores e perdeu toda a população brasileira que utiliza o Sistema Único de Saúde, que utiliza o SUS. Acabou o mundo? Não."
Bom ano
Perguntado sobre pesquisa que mostrou que 20 milhões de pessoas migraram das classes D e E para a C, Lula salientou que "não poderia ter um final de ano melhor". "Quando fizemos o sacrifício do ajuste fiscal em 2003, era porque nós achávamos que mais à frente nós iríamos colher. Há um conjunto de políticas sociais que foram implantadas a partir de 2003 e que vêm ganhando força a cada ano." E completou: "nós queremos, na verdade, é que o Brasil tenha menos pobre e tenha mais gente na classe média brasileira, afirmou o presidente".Sobre políticas sociais, o presidente disse que serão tomadas "todas as medidas" para que não se mexa no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "E vamos ver: se a economia crescer, certamente nós vamos ter possibilidade de arrecadar mais dinheiro".
Lula disse que se for necessário fazer algumas mudanças, "vamos com muito cuidado, com muito critério, tomar essas medidas nos próximos dias, mas sem criar qualquer embaraço ou qualquer problema para a tranqüilidade que vive a economia brasileira, esclareceu o presidente.
Com agências