01 fevereiro 2007

Conheça a trajetória de Chinaglia, candidato à presidência da Câmara
O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) é candidato à Presidência da Câmara com o apoio formal das bancadas do PMDB, PT, PR, PTB, PP, PSC, PTdoB e PTC. Líder do Governo desde 2005 e ex-líder do PT (2004-2005), Chinaglia inicia nesta semana o quarto mandato consecutivo na Casa. Aos 57 anos, obteve 170.008 votos nas últimas eleições.
O petista está desde 1996 entre os cem parlamentares mais influentes do Congresso Nacional, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). O ranking enumera aqueles que conduzem o processo legislativo. São deputados e senadores que definem a agenda, formulam, articulam decisivamente nos bastidores e formam opinião. Ele figura ainda entre os "Dez Mais" da Câmara e do Senado, publicação também elaborada pelo Diap.
Na campanha à Presidência da Câmara, Arlindo Chinaglia assume o compromisso de lutar para resgatar a "autoridade política" da Casa. "É fundamental para qualquer país um Legislativo atuante, soberano e respeitado", afirma. Caso eleito, o petista pretende promover "uma gestão democrática que garanta o espaço político de todos, sem distinção".
Arlindo Chinaglia foi presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara. Integrou como titular as comissões de Constituição e Justiça; Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias; Minas e Energia; Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e Seguridade Social e Família.
O petista participou das comissões parlamentares de inquérito (CPIs) criadas para investigar a relação entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a empresa Nike; a Fabricação de Medicamentos; os Planos de Saúde; a Mortalidade Materna; e o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam).
Logo que assumiu o primeiro mandato, Chinaglia provou que a concorrência do Sivam foi dirigida. Ele denunciou que a empresa Esca, coordenadora do projeto, havia fraudado guias do INSS no valor de R$ 8 milhões – o que levou ao afastamento dessa empresa do Projeto Sivam.
Durante os dois primeiros mandatos na Câmara, Arlindo Chinaglia atuou prioritariamente na área de Seguridade Social. Revelou à sociedade os maiores devedores do INSS e participou do debate da reforma da Previdência na comissão especial da proposta de emenda à Constituição nº 33/95.
Entre 2001 e 2002, licenciou-se da Casa para exercer o cargo de secretário das Subprefeituras de São Paulo, na gestão Marta Sublicy (PT). Antes de ser eleito deputado federal, havia sido deputado estadual por São Paulo (1991-1994).
Formado em Medicina pela Universidade de Brasília (UnB), o petista tem especialização em saúde pública e clínica médica. A militância em sua área profissional tornou Chinaglia referência nos temas ligados à Seguridade Social. Ele trabalhou no Inamps de São Paulo e no Hospital do Servidor Público Estadual.
Foi presidente do Sindicato dos Médicos (1984-1990) de São Paulo, vice-presidente da Federação Nacional dos Médicos (1985-1988) e membro da Direção Nacional da CUT (1983-1994). Fliado ao PT desde 1980, Arlindo Chinaglia presidiu o Diretório Regional em São Paulo. Foi secretário-geral do partido, do qual é fundador.