06/10/2005 - Lula faz alerta contra retrocesso
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a dizer hoje (6) que não tomará nenhuma medida que comprometa a economia do país por causa das eleições.
Ele pediu que os governantes não permitam, "em hipótese alguma", que o país retroceda por causa das eleições de 2006. Segundo ele, o problema do Brasil é que "a classe política só pensa de quatro em quatro anos"."É muito mais fácil, simples e honesto você perder um voto, uma eleição, do que você atrasar durante uma década o desenvolvimento de uma nação. O Brasil está preparado, ávido em não permitir que seja jogada fora a oportunidade da gente se transformar numa nação próspera, produtiva e geradora de riqueza", afirmou.Lula participou da cerimônia de assinatura de Portaria do Ministério da Saúde que aumenta em R$ 30 milhões por ano o repasse de recursos para o Estado de Minas Gerais para o custeio do hospital Venda Nova, em Belo Horizonte.
As informações são da Agência Brasil.
06/10/2005 - Produção industrial já cresceu 4,3% em 2005
A produção industrial brasileira registrou alta de 1,1% em agosto, na comparação com julho, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No comparativo com agosto do ano passado, a alta foi de 3,8%. No acumulado de 2005, o crescimento da produção nacional ficou em 4,3%.As atividades de maior impacto em relação a agosto de 2004 foram farmacêutica (30,6%) e refino de petróleo e produção de álcool (10,6%). As principais pressões negativas vieram de máquinas e equipamentos (-3,7%), vestuário (-11,5%) e têxtil (-5,9%).Entre as categorias de uso, os bens de consumo duráveis lideraram a expansão nesta base de comparação. O avanço foi de 13%, com a maior produção de automóveis, telefones celulares e eletrodomésticos.
Bens de consumoSegundo o chefe da Coordenação da Indústria, Silvio Sales, o crescimento de agosto sobre julho foi puxado pelos bens de consumo semiduráveis e não-duráveis (roupas e alimentos), que registraram alta de 1,6%.
Desde janeiro, o crescimento da indústria não era liderado por este segmento. A expansão é motivada principalmente pelo mercado interno, com a expansão da renda, inflação em queda e aumento da ocupação.Com o desempenho de agosto, a produção industrial voltou a se aproximar do nível recorde atingido no último mês de junho.O avanço foi gerado por 11 das 23 atividades pesquisadas com ajuste sazonal. Os avanços mais significativas foram registradas em fumo (25,1%), farmacêuticos (6,2%), máquinas e equipamentos (3,2%) e refino de petróleo e produção de álcool (2,4%).
Já as principais influências negativas foram celulose e papel (-5,7%), alimentos (-1,4%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (-3,2%).Entre as categorias, a única queda foi verificada entre os bens de consumo duráveis, cuja produção caiu 1,7%. Em julho, já haviam registrado retração de 6,4%.Já os bens de capital (máquinas e equipamentos) registraram alta de 3,1%, mas ainda não compensaram a queda de 7,1% de julho. Os bens intermediários (insumos industriais) ficaram praticamente estáveis e avançaram 0,1%.Segundo Sales, o comportamento da indústria no ano revela um padrão de crescimento focado em bens de consumo duráveis (móveis e eletrodomésticos) e não-duráveis. No ano passado, o crescimento recorde da indústria foi resultado da expansão dos bens de capital (máquinas e equipamentos) e dos bens de consumo duráveis.
Com informações da Folha Online.
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