06 outubro 2005




AS BOMBAS AGORA SÃO OUTRAS, A INTENÇÃO É A MESMA.



Quando eu ouço o presidente Lula falar, expor tudo de bom que ele está fazendo pelo Brasil e pelo povo brasileiro, quando ouço os discursos do presidente Lula na ONU, nos discursos em encontros com presidentes de outros países, discursos que ele faz para o povo brasileiro, eu tenho a certeza naquele momento que o Brasil é um país sério. Sinto que este país mudou e mudou muito para muito melhor. Mas quando eu vejo cenas como as de ontem na CPI , com a acareação de cinco suspeitos de receber e pagar propina, sendo interrogados por ACM, e por outros da casta do PSDB/PFL, eu me pergunto este país é sério? Nada de novo foi acrescentado nessa acareação, nada que já não esteja registrado em toneladas de papéis, e CDs,e armazenado em vários computadores. Os acareados deram um espetáculo a parte,com baixarias, insultos, agressão verbal, só faltou agressão física, soco e cadeiradas. Que coisa horrorosa, que espetáculo vergonhoso, nojento! De um lado um bando de pessoas que tentaram de algum forma se beneficiar de contratos com o governo, de outra um bando de senadores da oposição fingindo serem pessoas de bem, pessoas sérias, honestas como ACM que violou o painel do senado,filhote da ditadura, que roubou o estado da Bahia, Ibrahim Abi Ackel que recebeu dinheiro de caixa 2 de Valério, que já esteve envolvido até em contrabando de pedras preciosas no passado, e outros do PFL/PSDB que se fizer um investigação, iria deixar os acareados de boca aberta. Quando eu vejo isso eu penso De Gaulle estava certo quando disse que este país não é sério! Mas depois imediatamente eu me lembro do presidente Lula,do Aldo Rebelo, do Betinho, do Henfil, do Apolônio falecido recentemente, do Chico Mendes, do Mercadante, do Dirceu, do Nimário Miranda, do Patrus Ananias, do Jamil Murad, do Suplicy e tantos outros que me perdoem não colocar aqui, por que graças a Deus são muitos, eu acho que De Gaulle estava errado. O que há de errado no Brasil, e isso faz o Brasil as vezes parecer que não é um país sério, é essa oposição virulenta, e feroz por poder. Fazem parte dessa oposiçõa feroz, ACM, Bolsonaro, Aleluia, Bornhausen, César Maia, Tuma , Borges, Onix e outros filhotes da ditadura muitos bem disfarçados como os PSDB e a turma da "bala". Eles ficaram por mais de 30 anos no poder, e agora está difícil não serem mais poder. Tudo para eles é valido para voltarem ao poder agora a bomba é outra são as, mentiras, manipulação de fatos, invencionices, escândalos plantados, escândalos fabricados, como esse da CPI ontem, calunias, todo tipo de maracutaia. Mas essa tática já vem sendo usada por eles a muito tempo, desde a ditadura militar. Naqueles tempos eles usavam bombas de verdade para matar, destruir, calar para sempre. Hoje eles não vão se dar bem como no passado, o povo está escolado, o povo está atento, o mundo está atento para o que está acontecendo no Brasil. O povo não vai se deixar enganar novamente, por aqueles que destruiram este país, deixaram como legado a miséria, o desemprego a fome.

Como foi no passado

A cantora Elba Ramalho caminhou pelo palco do Riocentro para abrir o show promovido pelo Centro Brasil Democrático (Cebrade) — entidade ligada ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) — em comemoração ao 1º de maio. "Vote!", gritou Elba para a platéia de 20.000 excitados espectadores. Os aplausos impediram que a multidão ouvisse a explosão da primeira bomba — uma segunda explodiria dez minutos depois, na casa de força do Riocentro. Sob uma chuva de estilhaços de vidro que se espalharam num raio de 50 metros, o capitão Wilson Luís Chaves Machado, 33 anos, abriu a porta esquerda do Puma e, com o corpo curvado, avançou para o corredor que dá acesso ao pavilhão do Riocentro. O oficial tinha as mãos no abdome — ele segurava vísceras expostas — e repetia uma frase: "Meu amigo ficou lá"

O RESPONSÁVEL.

Freddie Perdigão era um nome ligado profundamente à repressão. Esteve envolvido com o chamado Grupo Secreto, no fim dos anos 70, e fez parte do DOI-Codi paulista, considerado um dos mais violentos do país. Já na reserva, o coronel foi agente do SNI. Em 1999, o general Newton Cruz revelou que Perdigão estava no Riocentro na noite da explosão. Anticomunista ferrenho, teria informado a um subordinado do general Newton Cruz sobre o atentado cerca de uma hora antes. No último Inquérito Policial Militar (IPM), o coronel foi indiciado no artigo 26 (atentado terrorista), da Lei 6.620 de 17 de dezembro de 1978 (Lei de Segurança Nacional), mas teve extinta a punibilidade por razão de seu falecimento em 1996.

.A primeira de uma onda de explosões de bombas no Brasil aconteceu em Minas Gerais. O ano era de 1979. Por coincidência, ano em que a Anistia foi decretada. A primeira vítima foi o dirigente sindical João Paulo Pires Vasconcelos. Uma bomba foi colocada no carro do sindicalista. Por sorte, ninguém se feriu. Como um efeito dominó, uma série de atentados foi se espalhando pelo país. E só terminou quando uma bomba atingiu, acidentalmente, sua origem, no caso Riocentro. Somente nos oito primeiros meses de 1980, 46 atentados foram registrados no Brasil. Uma média de um a cada cinco dias. Os ataques eram assinados por grupos terroristas que se auto-intitulavam: Comando Delta, Grupo Anticomunista, Falange Pátria Nova e Comando de Caça aos Comunistas. O alvo principal eram bancas de jornais que vendiam publicações consideradas subversivas - O Pasquim, Coojornal, Repórter, Movimento, Hora do Povo, Voz da Unidades, Correio Sindical, Tribuna da Luta Operária. Antes das explosões, os donos das bancas costumavam receber bilhetes mandando que parassem as vendas. Aqueles que não obedeciam, amanheciam com suas bancas destruídas por bombas colocadas durante a madrugada.