03 janeiro 2013

Atenção Ministério da Saúde, Secretarias da Saúde: ciclistas de finais de semana correm risco de vida



As ciclofaixas  de finais de semana nas grandes ruas e avenidas da cidade de São Paulo expõem os ciclistas a um imenso risco para a saúde.  O ato  de pedalar é um exercício, e os ciclistas  percorrem  grandes distâncias ao lado do transito congestionado. Os motores dos carros, ônibus, estão ligados sempre em um imenso engarrafamento,  despejando na  atmosfera grande quantidade de monóxido de carbono. O Dr. Ubiratan de Paula Santos  cita um  estudo feito em Nova York: mostrou que  30 minutos de exercício em locais poluídos, como as grandes avenidas  de São Paulo, eleva o monóxido de carbono no sangue a nível equivalente  a fumar 10 cigarros.  O ozônio é outro vilão para os ciclistas, provoca asma e irritação ocular. Quando se pratica qualquer exercício  físico, como pedalar uma bicicleta, ocorre aumento dos batimentos cardíacos, aumento  da respiração, e isso exige uma  quantidade maior de oxigênio, mas o que os ciclistas estão inalando é uma grande quantidade de monóxido de carbono. O monóxido de carbono, CO, é um gás incolor, inodoro  que  causa grandes danos   cardiovasculares e respiratórios; quando inalado em grande quantidade, leva à morte. Não  entendo por que a Secretaria de Saúde do Estado e  da prefeitura, o próprio Ministério da Saúde, não fazem esse alerta para a população de ciclistas de finais de semana, não tomam uma providencia contra esse absurdo.  Por que os médicos  não vão nas ciclofaixas  colher  sangue arterial dos ciclistas  para ver a dosagem de CO  e o baixo  O2,  oxigênio?  O O2    tem que estar presente em todo o organismo humano, no sangue que faz o transporte do oxigênio para todo o orgnismo; a porcentagem normal é  de 95% a 100%, e é mais do que óbvio que essa porcentagem vai estar muito mais baixa que o  valor  normal. Os ciclistas devem exigir ciclovias  distantes da poluição direta, como em parques, sem carros e ônibus ao seu lado lançando monóxico de carbono. A USP poderia ser aberta aos ciclistas nos finais de semana: tem lindas alamedas arborizadas com muito oxigênio.  Como o parque do Ibirapuera, o parque Vila Lobos, o Trianon e tantos outros espalhados na cidade.  É  um absurdo usar as grandes avenidas, como a Paulista, que fica com o trânsito congestionado mesmo aos domingos e feriados, e expor os ciclistas ao risco dos males à saúde causados pelo  monóxido de carbono.  
Jussara Seixas