Lula participa de batimento de quilha do primeiro navio do PromefO presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa hoje (11) da solenidade de batimento de quilha do primeiro navio do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). A cerimônia será realizada pela Petrobras Transporte (Transpetro) no Estaleiro Atlântico Sul, em Ipojuca (PE), no Complexo Industrial e Portuário de Suape.
A solenidade tem importante significado na indústria naval: quando os navios eram feitos artesanalmente, a quilha era a espinha dorsal e simbolizava o início da construção do barco. Hoje, o batimento de quilha representa o assentamento do primeiro bloco já pronto.
A partir de 2010, a Transpetro – subsidiária da Petrobras para a área de logística – começará a receber os primeiros quatro petroleiros de um total de 49 embarcações que serão adquiridas por meio do Promef.
O programa é baseado em três requisitos: que os petroleiros encomendados pela Transpetro sejam construídos no Brasil, que tenham 70% de nacionalização e que, após a chamada “curva de aprendizado”, a indústria naval brasileira venha a ter competitividade em nível mundial.
Nessa quinta-feira (10), o diretor de Transporte Marítimo da Transpetro, Agenor Junqueira, explicou, em entrevista, como será a cerimônia de batimento de quilha e detalhou a agenda do presidente em Pernambuco. Lula irá também à inauguração do cais numero 5 e visitará uma biofábrica de cana-de-açúcar.
Junqueira lembrou a cerimônia de corte de aço do navio, realizada em setembro do ano passado. De acordo com Junqueira, esse projeto tem grande significado socioeconômico, não só para o Estado, mas também para o país. “São 9 mil empregos diretos, sendo 6 mil na construção do estaleiro e 3 mil na construção dos navios. Tudo mão de obra local”, explicou na entrevista.
O Promef é um dos mais importantes projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ele criará aproximadamente 40 mil empregos diretos e 120 mil indiretos em suas duas etapas. A primeira prevê a construção de 26 navios (petroleiros e gaseiros), com investimento de US$ 2,5 bilhões. Na segunda etapa, outros 23 navios serão construídos.
A compra permitirá à Petrobras uma economia inicial anual de US$ 300 milhões a US$ 350 milhões aproximadamente, com o afretamento de embarcações para o transporte de cabotagem e de longo curso de seus produtos. A estatal brasileira do petróleo gasta anualmente cerca de US$ 2 bilhões com o afretamento de embarcações.
O evento contará também com a presença dos presidentes da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e da Transpetro, Sergio Machado, além de diretores da companhia.
Atlântico Sul entra em operação de olho em mais oito navios da Petrobras
O evento, que envolve o começo da montagem de um navio no dique seco, marca a primeira produção do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), o maior estaleiro do país, com capacidade de processar 160 mil toneladas de aço por ano. Os atuais estaleiros não produzem nem um terço disso. O empreendimento criado pelos sócios Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e PJMR é fruto da recente leva de encomendas da Transpetro. O projeto tem em carteira a encomenda de 10 navios Suezmax e outros 5 Aframax, além da construção do casco da plataforma P-55.
Agora, o EAS mantém a expectativa de sair vencedor da licitação aberta pela Petrobras para construir oito cascos de navios-plataforma destinados à produção de petróleo na área do pré-sal. "Apresentamos uma proposta muito competitiva e temos um estaleiro pronto para receber a encomenda", disse ontem ao Valor o presidente do EAS, Angelo Alberto Bellelis. A proposta do EAS ficou em segundo lugar, com preço por casco cerca de 14% acima da melhor oferta, apresentada pelo consórcio Engevix GVA. No mercado comenta-se, porém, que a Petrobras estaria solicitando novas informações dos primeiros colocados na licitação. O resultado final do certame, portanto, ainda está em aberto.
Bellelis negou rumores de que o EAS já teria sido chamado para negociar uma nova proposta com a Petrobras. "Ainda temos a expectativa de sermos chamados", afirmou. O custo dos oito cascos é estimado em cerca de US$ 4 bilhões. No total, sete consórcios apresentaram propostas à Petrobras para construir os cascos. Fontes disseram que a proposta do EAS, que participa da concorrência em conjunto com o projetista norueguês LMG, foi de US$ 535 milhões por casco. Mas o Sindicato dos Metalúrgicos de Angra dos Reis divulgou carta esta semana dizendo que a oferta do Atlântico Sul teria sido de US$ 555 milhões, enquanto a da Engevix-GVA situaria-se, segundo o sindicato, em US$ 462 milhões por casco.
O presidente do sindicato, Paulo Ignácio Furtuozo, entrou na briga tentando garantir que os cascos sejam construídos, pelo menos em parte, no estado do Rio. Segundo ele, a Petrobras estaria disposta a descartar a Engevix e começar novas negociações com o EAS. Uma fonte que acompanha as discussões disse que a Engevix continua no páreo. Segundo ele, comenta-se no mercado que a estratégia da Engevix prevê a construção dos blocos dos cascos em diferentes lugares, inclusive no Rio.
Bellelis afirma que o EAS tem capacidade disponível para brigar pelas encomendas do mercado offshore que virão com o pré-sal. Hoje o estaleiro tem em carteira 15 navios petroleiros de grande porte, dos quais 10 são do tipo Suezmax e 5 Aframax. Além destes, o EAS deve fechar com a Transpetro contratos para outros sete petroleiros no valor total de US$ 1,2 bilhão. O estaleiro também trabalha na construção dos módulos do casco da plataforma P-55, um contrato de US$ 390 milhões.
Bellelis disse que com esses projetos o EAS ocupa cerca de 60% de sua capacidade de processamento de aço, que é de 160 mil toneladas por ano. Segundo ele, mesmo se o estaleiro vier a ganhar os oito cascos das plataformas do pré-sal não seria necessário fazer uma ampliação da capacidade instalada. No futuro, se for preciso aumentar a capacidade de produção, várias alternativas podem ser consideradas, incluindo o uso de novas áreas no terreno do estaleiro e até a terceirização do processamento de aço. Hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita o EAS para participar de uma cerimônia de "batimento de quilha", evento que marca o início da edificação do primeiro navio Suezmax da Transpetro.
Com informações Valor Econômico e Agência Brasil
A solenidade tem importante significado na indústria naval: quando os navios eram feitos artesanalmente, a quilha era a espinha dorsal e simbolizava o início da construção do barco. Hoje, o batimento de quilha representa o assentamento do primeiro bloco já pronto.
A partir de 2010, a Transpetro – subsidiária da Petrobras para a área de logística – começará a receber os primeiros quatro petroleiros de um total de 49 embarcações que serão adquiridas por meio do Promef.
O programa é baseado em três requisitos: que os petroleiros encomendados pela Transpetro sejam construídos no Brasil, que tenham 70% de nacionalização e que, após a chamada “curva de aprendizado”, a indústria naval brasileira venha a ter competitividade em nível mundial.
Nessa quinta-feira (10), o diretor de Transporte Marítimo da Transpetro, Agenor Junqueira, explicou, em entrevista, como será a cerimônia de batimento de quilha e detalhou a agenda do presidente em Pernambuco. Lula irá também à inauguração do cais numero 5 e visitará uma biofábrica de cana-de-açúcar.
Junqueira lembrou a cerimônia de corte de aço do navio, realizada em setembro do ano passado. De acordo com Junqueira, esse projeto tem grande significado socioeconômico, não só para o Estado, mas também para o país. “São 9 mil empregos diretos, sendo 6 mil na construção do estaleiro e 3 mil na construção dos navios. Tudo mão de obra local”, explicou na entrevista.
O Promef é um dos mais importantes projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ele criará aproximadamente 40 mil empregos diretos e 120 mil indiretos em suas duas etapas. A primeira prevê a construção de 26 navios (petroleiros e gaseiros), com investimento de US$ 2,5 bilhões. Na segunda etapa, outros 23 navios serão construídos.
A compra permitirá à Petrobras uma economia inicial anual de US$ 300 milhões a US$ 350 milhões aproximadamente, com o afretamento de embarcações para o transporte de cabotagem e de longo curso de seus produtos. A estatal brasileira do petróleo gasta anualmente cerca de US$ 2 bilhões com o afretamento de embarcações.
O evento contará também com a presença dos presidentes da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e da Transpetro, Sergio Machado, além de diretores da companhia.
Atlântico Sul entra em operação de olho em mais oito navios da Petrobras
O evento, que envolve o começo da montagem de um navio no dique seco, marca a primeira produção do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), o maior estaleiro do país, com capacidade de processar 160 mil toneladas de aço por ano. Os atuais estaleiros não produzem nem um terço disso. O empreendimento criado pelos sócios Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e PJMR é fruto da recente leva de encomendas da Transpetro. O projeto tem em carteira a encomenda de 10 navios Suezmax e outros 5 Aframax, além da construção do casco da plataforma P-55.
Agora, o EAS mantém a expectativa de sair vencedor da licitação aberta pela Petrobras para construir oito cascos de navios-plataforma destinados à produção de petróleo na área do pré-sal. "Apresentamos uma proposta muito competitiva e temos um estaleiro pronto para receber a encomenda", disse ontem ao Valor o presidente do EAS, Angelo Alberto Bellelis. A proposta do EAS ficou em segundo lugar, com preço por casco cerca de 14% acima da melhor oferta, apresentada pelo consórcio Engevix GVA. No mercado comenta-se, porém, que a Petrobras estaria solicitando novas informações dos primeiros colocados na licitação. O resultado final do certame, portanto, ainda está em aberto.
Bellelis negou rumores de que o EAS já teria sido chamado para negociar uma nova proposta com a Petrobras. "Ainda temos a expectativa de sermos chamados", afirmou. O custo dos oito cascos é estimado em cerca de US$ 4 bilhões. No total, sete consórcios apresentaram propostas à Petrobras para construir os cascos. Fontes disseram que a proposta do EAS, que participa da concorrência em conjunto com o projetista norueguês LMG, foi de US$ 535 milhões por casco. Mas o Sindicato dos Metalúrgicos de Angra dos Reis divulgou carta esta semana dizendo que a oferta do Atlântico Sul teria sido de US$ 555 milhões, enquanto a da Engevix-GVA situaria-se, segundo o sindicato, em US$ 462 milhões por casco.
O presidente do sindicato, Paulo Ignácio Furtuozo, entrou na briga tentando garantir que os cascos sejam construídos, pelo menos em parte, no estado do Rio. Segundo ele, a Petrobras estaria disposta a descartar a Engevix e começar novas negociações com o EAS. Uma fonte que acompanha as discussões disse que a Engevix continua no páreo. Segundo ele, comenta-se no mercado que a estratégia da Engevix prevê a construção dos blocos dos cascos em diferentes lugares, inclusive no Rio.
Bellelis afirma que o EAS tem capacidade disponível para brigar pelas encomendas do mercado offshore que virão com o pré-sal. Hoje o estaleiro tem em carteira 15 navios petroleiros de grande porte, dos quais 10 são do tipo Suezmax e 5 Aframax. Além destes, o EAS deve fechar com a Transpetro contratos para outros sete petroleiros no valor total de US$ 1,2 bilhão. O estaleiro também trabalha na construção dos módulos do casco da plataforma P-55, um contrato de US$ 390 milhões.
Bellelis disse que com esses projetos o EAS ocupa cerca de 60% de sua capacidade de processamento de aço, que é de 160 mil toneladas por ano. Segundo ele, mesmo se o estaleiro vier a ganhar os oito cascos das plataformas do pré-sal não seria necessário fazer uma ampliação da capacidade instalada. No futuro, se for preciso aumentar a capacidade de produção, várias alternativas podem ser consideradas, incluindo o uso de novas áreas no terreno do estaleiro e até a terceirização do processamento de aço. Hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita o EAS para participar de uma cerimônia de "batimento de quilha", evento que marca o início da edificação do primeiro navio Suezmax da Transpetro.
Com informações Valor Econômico e Agência Brasil