Petrobras eleva investimentos em 55%
Plano estratégico da empresa para os próximos cinco anos prevê US$ 174,4 bi, incluindo US$ 28 bi para projetos do pré-sal Apesar da elevação nas projeções, presidente da estatal afirma que não pretende executar o valor total do plano até 2013
A Petrobras anunciou ontem seu novo plano estratégico para o período de 2009 a 2013, que prevê investimentos de US$ 174,4 bilhões -55% mais do que os US$ 112,4 bilhões do atual plano (2008-2012)Desse total, US$ 47,9 bilhões são para novos projetos de exploração e produção, com destaque para as novas áreas do pré-sal, que receberão investimentos de US$ 28 bilhões até 2013. É a primeira vez em que projetos da nova fronteira exploratória entram em um plano da estatal. Em exploração e produção, serão alocados R$ 104,6 bilhões, com uma alta de 61% ante o plano atual.Para lastrear os investimentos desse plano, a Petrobras se baseou numa projeção do preço do petróleo a US$ 42 o barril do Brent -otimista para o atual cenário, em que a cotação caiu a cifras próximas a essa depois do estouro da crise.Apesar do crescimento do investimento, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse que não pretende executar o valor total do plano. O executivo diz que todos os projetos estão mantidos, mas serão feitos a um custo menor. "Vamos batalhar com todas as forças para reduzir custos."Segundo ele, os custos dos investimentos ainda estão contaminados pelos altos preços do petróleo, que bateu na casa dos US$ 150 o barril no ano passado antes da crise global."Vamos endurecer o máximo possível na relação com os fornecedores. Se for preciso, vamos cancelar licitações e mudar o escopo dos projetos para baixar os custos."Gabrielli disse ainda que já estão praticamente assegurados os recursos necessários para os investimentos em 2009, de US$ 28,6 bilhões. A estatal já conta com US$ 11,9 bilhões -R$ 25 bilhões- do BNDES, assegurados com o aumento do orçamento maior do banco estatal, que foi reforçado pelo empréstimo de R$ 100 milhões do Tesouro Nacional.Além disso, a Petrobras já assegurou um financiamento com um pool de bancos estrangeiros e nacionais no valor de US$ 5 bilhões. Com isso, a estatal precisaria buscar mais US$ 2 bilhões no mercado, segundo Gabrielli.O executivo disse ainda que os projetos das quatro novas refinarias estão assegurados e não serão postergados.A meta da estatal é produzir no Brasil 2,6 milhões de barris/dia -atualmente, a produção diária é de 1,9 milhão de barris.Nos projetos da área de abastecimento e refino, a Petrobras investirá US$ 43,4 bilhões, com alta de 47% ante o plano atual. A cifra inclui as refinarias de Pernambuco, do Ceará e Maranhão (primeira fase) e o Comperj. A estatal espera chegar a 2013 com uma capacidade de refino de 3 milhões de barris em 2020.Gabrielli disse ainda que a "prioridade absoluta do novo plano são os investimentos no Brasil". "Não cresceremos nossos investimentos internacionais [estimados em US$ 16 bilhões no novo plano."
Plano estratégico da empresa para os próximos cinco anos prevê US$ 174,4 bi, incluindo US$ 28 bi para projetos do pré-sal Apesar da elevação nas projeções, presidente da estatal afirma que não pretende executar o valor total do plano até 2013
A Petrobras anunciou ontem seu novo plano estratégico para o período de 2009 a 2013, que prevê investimentos de US$ 174,4 bilhões -55% mais do que os US$ 112,4 bilhões do atual plano (2008-2012)Desse total, US$ 47,9 bilhões são para novos projetos de exploração e produção, com destaque para as novas áreas do pré-sal, que receberão investimentos de US$ 28 bilhões até 2013. É a primeira vez em que projetos da nova fronteira exploratória entram em um plano da estatal. Em exploração e produção, serão alocados R$ 104,6 bilhões, com uma alta de 61% ante o plano atual.Para lastrear os investimentos desse plano, a Petrobras se baseou numa projeção do preço do petróleo a US$ 42 o barril do Brent -otimista para o atual cenário, em que a cotação caiu a cifras próximas a essa depois do estouro da crise.Apesar do crescimento do investimento, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse que não pretende executar o valor total do plano. O executivo diz que todos os projetos estão mantidos, mas serão feitos a um custo menor. "Vamos batalhar com todas as forças para reduzir custos."Segundo ele, os custos dos investimentos ainda estão contaminados pelos altos preços do petróleo, que bateu na casa dos US$ 150 o barril no ano passado antes da crise global."Vamos endurecer o máximo possível na relação com os fornecedores. Se for preciso, vamos cancelar licitações e mudar o escopo dos projetos para baixar os custos."Gabrielli disse ainda que já estão praticamente assegurados os recursos necessários para os investimentos em 2009, de US$ 28,6 bilhões. A estatal já conta com US$ 11,9 bilhões -R$ 25 bilhões- do BNDES, assegurados com o aumento do orçamento maior do banco estatal, que foi reforçado pelo empréstimo de R$ 100 milhões do Tesouro Nacional.Além disso, a Petrobras já assegurou um financiamento com um pool de bancos estrangeiros e nacionais no valor de US$ 5 bilhões. Com isso, a estatal precisaria buscar mais US$ 2 bilhões no mercado, segundo Gabrielli.O executivo disse ainda que os projetos das quatro novas refinarias estão assegurados e não serão postergados.A meta da estatal é produzir no Brasil 2,6 milhões de barris/dia -atualmente, a produção diária é de 1,9 milhão de barris.Nos projetos da área de abastecimento e refino, a Petrobras investirá US$ 43,4 bilhões, com alta de 47% ante o plano atual. A cifra inclui as refinarias de Pernambuco, do Ceará e Maranhão (primeira fase) e o Comperj. A estatal espera chegar a 2013 com uma capacidade de refino de 3 milhões de barris em 2020.Gabrielli disse ainda que a "prioridade absoluta do novo plano são os investimentos no Brasil". "Não cresceremos nossos investimentos internacionais [estimados em US$ 16 bilhões no novo plano."
Fonte: Folha.