19 janeiro 2009

Mesmo com crise, Brasil obteve saldo positivo de 1,4 milhão de empregos formais em 2008

Mesmo com a crise financeira, que provocou maus resultados nos últimos dois meses de 2008, o Brasil ainda obteve saldo anual positivo de 1.452.204 de postos de trabalho. Ao longo de 2008, foram criados 16.659.332 postos de trabalho com carteira assinada e desligados 15.207.128 trabalhadores.

As informações são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgado nesta segunda-feira (19) pelo ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi.De acordo com o ministro, os dados mostram a rotatividade do mercado de trabalho. Segundo ele, o saldo de 2008 - de 1,4 milhão de postos criados - é o terceiro melhor da série histórica do Caged, ficando atrás apenas de 2007 e 2004. Na totalização entre 2003 e 2008, foram gerados 7.720.972 postos formais líquidos, segundo o Caged.

Durante o mês de dezembro de 2008, o país registrou o corte de 654.946 empregos formais, o dobro do que foi registrado em dezembro de 2007, quando o saldo foi negativo em 319.414 vagas. Este é o pior resultado da série histórica do Caged, que começou a ser feito em 1999.

Setores mais afetados

No mês passado, os setores que mais desempregaram foram a indústria de transformação, com 273,2 mil cortes, a agricultura, com 134,5 mil demissões, serviços, que dispensou 117,1 mil trabalhadores, e construção civil, que desligou 82,4 mil funcionários.

O setor de serviços foi o que liderou a abertura de novas vagas no ano passado, com 648.259 postos. A indústria fechou 2008 com saldo positivo de 178.675 vagas, enquanto o comércio teve abertura líquida de 335.708 empregos.

O setor de serviços perdeu 117.128 vagas. A construção civil dispensou 82.432 trabalhadores e o comércio fechou 15.092 vagas em dezembro.

O Estado de São Paulo liderou as dispensas, com 285,5 mil vagas cortadas, seguido por Minas Gerais, com 88,1 mil, e o Paraná, com 49,8 mil.

Em coletiva de imprensa, o ministro Carlos Lupi afirmou que os ministérios da Previdência, Fazenda, Trabalho e Casa Civil estão estudando novas medidas para estimular o emprego e que, nos dados de janeiro, já devem se refletir as novas linhas de crédito do governo e a redução no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

"Essa linha de isenção fiscal já está funcionando", disse, afirmando que os números da primeira quinzena de janeiro estão próximos dos registrados no mesmo período do ano passado.

Com agências