04 novembro 2008

CUT e entidades realizam protesto contra a retenção do crédito pelos bancos
Nesta terça-feira (4), a CUT Nacional, a CUT-SP, a Federação Estadual dos Metalúrgicos e o Sindicato dos Bancários de São Paulo fazem manifestação no centro financeiro da capital paulista pela liberação do crédito, em defesa do emprego e por menos especulação e mais produção.
As entidades realizam um protesto contra a retenção do crédito por parte dos bancos, a quem elas acusam de estar se aproveitando do clima de temor instalado pela crise internacional para apertar ainda mais a concessão de empréstimos produtivos.
A manifestação terá dois lemas principais: "Pela Liberação do Crédito e em Defesa do Emprego" e "Menos Especulação e Mais Produção"."Apesar das medidas recentes do governo, que liberou verbas para garantir a manutenção do crédito através do afrouxamento dos depósitos compulsórios, por exemplo, os bancos continuam retendo esse dinheiro. Vamos fazer este protesto para cobrá-los e para chamar a atenção da opinião pública para a responsabilidade do sistema financeiro", diz o presidente da CUT, Artur Henrique.
"Os bancos tentam convencer a opinião pública que a crise tem impactos na economia brasileira maiores do que na verdade são. Eles querem fomentar a crise. Se a retenção do crédito continuar, aí sim teremos problemas em relação ao consumo", afirma o presidente da FEM-CUT (Federação Estadual dos Metalúrgicos), Valmir "Biro Biro" Marques.
O presidente do Sindicato dos Bancários, Luiz Cláudio Marcolino, explica o porquê da escolha da matriz do Banco Real como local da mobilização: "Lá fica o escritório do presidente da Febraban, Fábio Barbosa. Ele precisa ouvir o que temos a dizer. E em frente, do outro lado da Paulista, fica a Fiesp".
Uma carta será entregue ao presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e um panfleto será distribuído às pessoas que estiveram passando pelo local.
CUT (www.cut.org.br)