Procurador quer ajuda do Brasil contra acusados da Operação Condor
Valquiria Rey
Valquiria Rey
De Roma
O procurador da República italiano Giancarlo Capaldo pediu nesta quarta-feira, pela primeira vez, a colaboração do governo do Brasil para interrogar e facilitar a extradição de brasileiros acusados de envolvimento na Operação Condor.Na última segunda-feira, a juíza italiana Luisanna Figliolia pediu a prisão de 140 pessoas suspeitas de envolvimento na operação, incluindo 11 brasileiros, 61 argentinos, 32 uruguaios, 22 chilenos e cidadãos de outros países.
O procurador da República italiano Giancarlo Capaldo pediu nesta quarta-feira, pela primeira vez, a colaboração do governo do Brasil para interrogar e facilitar a extradição de brasileiros acusados de envolvimento na Operação Condor.Na última segunda-feira, a juíza italiana Luisanna Figliolia pediu a prisão de 140 pessoas suspeitas de envolvimento na operação, incluindo 11 brasileiros, 61 argentinos, 32 uruguaios, 22 chilenos e cidadãos de outros países.
Todos são acusados de co-responsabilidade no desaparecimento de cidadãos de origem italiana durante o esquema de repressão a opositores de esquerda que uniu os governos militares latino-americanos nas décadas de 70 e 80. "Assim como os parentes têm o direito de saber porque as vítimas da ditadura desapareceram, é importante que os culpados paguem por seus erros, mesmo que seja 20 ou 30 anos depois", disse Capaldo, em sua sala no Tribunal de Justiça de Roma.
LISTA NEGRA
Entre os brasileiros, a lista inclui nomes como Octávio de Medeiros, ex-ministro do Serviço Nacional de Informações (SNI), os coronéis Carlos Alberto Ponzi e Luís Macksen de Castro e os generais Euclydes de Oliveira Figueiredo Filho (irmão do ex-presidente Figueiredo) e Henrique Domingues. A relação de brasileiros que tiveram pedido de prisão decretada apresenta ainda os nomes de Agnello de Araújo Britto (ex-superintendente da Polícia Federal do Rio de Janeiro), Edmundo Murgel (ex-secretário de Segurança do Rio), Antônio Bandeira (ex-comandante do 3º Exército), João Leivas Job (ex-secretário de Segurança do Rio Grande do Sul), Átila Rohrsetzer (ex-diretor da Divisão Central de Informação) e do ex-delegado gaúcho Marco Aurélio da Silva Reis.
Seria bom que eles fossem extraditados, melhor ainda seria se eles fossem processados aqui no Brasil. Muito bom que essas atrocidades, que esses crimes cometidas nos anos de chumbo, sejam reconhecido e seja de conhecimento de organismos, e da população internacional. Esquecer jamais.