08 novembro 2007


Padre Júlio Lancellotti sofreu extorsão, conclui polícia
AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - O caso de extorsão denunciado pelo padre Júlio Lancellotti está esclarecido para a polícia, segundo o delegado André Luiz Pimentel, titular do Setor de Investigações Gerais (SIG) da 5º Delegacia Seccional. Mesmo assim, o juiz da 31ª Vara Criminal, Caio Farto Salles, deverá pedir que sejam ouvidas mais pessoas que tiveram contato com Anderson Marcos Batista, Conceição Eletério, Evandro Guimarães e Everson Guimarães, todos presos e denunciados pelo religioso.O inquérito policial será encaminhado à Justiça e poderá virar ação penal. Hoje deverá ser ouvido um porteiro do edifício na Praça da Bandeira, região central, onde fica o apartamento em que Anderson, Conceição e Evandro foram presos no dia 26 de outubro.Para o delegado, há provas que demonstram a extorsão praticada pela quadrilha e, principalmente, indícios de que Anderson e Conceição, sem ocupação definida nem profissão, passaram a viver com bens fora dos padrões normais. Entre esses bens está a Mitsubishi Pajero, no valor de R$ 67 mil, vários equipamentos eletrônicos, que somam mais de R$ 30 mil, além de outros carros relacionados pelo próprio Anderson à
polícia.