Lula descarta racionamento e ressalta aumento do poder de compra no país
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou, em entrevista exclusiva ao jornal O Globo deste domingo (25), a possibilidade de racionamento de gás no Brasil. Ele disse que mesmo sem o produto o crescimento do país não ficaria comprometido. "Se Deus ajudar e esse anúncio da Petrobras (de nova descoberta de petróleo na bacia de Santos) se confirmar, enfim estará resolvido o problema do gás", disse Lula.
"O Brasil tem álcool, gasolina, biodiesel e gás. O cidadão pode achar ruim ter que pagar uma coisa mais cara do que outra, mas não vai ficar parado por falta de combustível", completou o presidente.
Lula disse ainda que o sistema elétrico brasileiro está mais preparado do que em qualquer outro momento, porque o governo está fazendo uma interligação de todo o sistema. "Em 2001, você tinha excesso de água no Sul e falta de água no Sudeste. No Sul não tinha como transferir energia porque não tinham linhas de transmissões", afirmou.
O presidente disse ainda que o Brasil terá um bom Natal porque o mercado interno está se fortalecendo e o País possui uma reserva de US$ 175 bilhões. "Este ano vamos ter talvez um Natal dos melhores de toda a história, porque uma camada imensa de seres humanos que ficaram marginalizados está entrando na sociedade que compra", disse o presidente.
Novas contratações
Ainda na entrevista, Lula disse que não é possível melhorar a saúde pública nem a educação sem contratar. Para ele, novas contratações melhorariam a qualidade dos servidores públicos e tornaria mais eficiente a gestão do Estado. "Não vamos melhorar a saúde pública sem contratar médicos. Não vamos melhorar a educação sem contratar professor", disse.
Lula afirmou ainda que houve uma redução dos gastos com pessoal na comparação com o Produto Interno Bruto (PIB). "Se você quiser comparar com o PIB, vou dizer que em 1995 se gastava 5,3% do PIB com pessoal. Hoje, 4,6%", argumentou. O presidente afastou ainda a possibilidade de concorrer a um terceiro mandato nas eleições de 2010 e disse que só vai se preocupar com o pleito presidencial em 2009. Lula defendeu um candidato único da base aliada.
Com informações de O Globo