22 dezembro 2006

GOVERNO LULA
22/12/2006 - 12h16
Desemprego em SP tem menor taxa para novembro desde 1996

SÃO PAULO (Reuters) - O desemprego na região metropolitana de São Paulo registrou em novembro a menor taxa para esse mês desde 1996, segundo pesquisa divulgada pela Fundação Seade e pelo Dieese nesta sexta-feira.
A taxa de desemprego total caiu para 14,1%, ante 14,6% em outubro. Em termos absolutos, representa um contingente de 1,429 milhão de pessoas sem trabalho na região.
De acordo com o levantamento, foram criadas 60 mil novas vagas no mês passado, superando o número de 11 mil pessoas que ingressaram no mercado de trabalho no período. Como resultado, o número de pessoas que procuravam emprego diminuiu em 49 mil.
A Indústria foi o setor que mais abriu postos de trabalho em novembro, com crescimento de 4,8% mês a mês. O setor do Comércio teve avanço de 0,1%.
Por outro lado, no setor de Serviços a ocupação caiu 0,6% no mês passado.
O rendimento médio real dos ocupados foi reduzido em 3,7% em outubro (pago em novembro) sobre setembro, para R$ 1.105.
A renda média dos assalariados, por sua vez, declinou 3,2%, para R$ 1.172.
A pesquisa foi feita com base numa amostra de aproximadamente 3.000 domicílios na região metropolitana de São Paulo.
(Por Vanessa Stelzer)
GOVERNO LULA
CUT: ACORDO DO SALÁRIO MÍNIMO É INÉDITO

O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Artur Henrique da Silva Santos, disse em entrevista ao Conversa Afiada nesta quinta-feira, dia 21, que o acordo firmado pelas centrais sindicais com o governo foi inédito (clique aqui para ouvir).

Pelo acordo, o reajuste do salário mínimo para 2008 será com base na reposição da inflação, mais a variação do PIB. O governo também vai corrigir a tabela do Imposto de Renda em 4,5%.

“A partir de 2008 nós teremos reajustes pela inflação mais o PIB, portanto, já incorpora aumentos reais conforme o crescimento da economia do país. Isso é inédito”, disse Artur Henrique.

O mínimo teve um aumento real de 5,3% e vai para R$ 380, a partir de abril de 2007.

A CUT comemorou a correção da tabela do Imposto de Renda em 4,5% nos próximos quatro anos. “Tivemos uma perda muito grande no na época do governo Fernando Henrique, quando a tabela ficou congelada”, explicou Artur Henrique.

Outra novidade é a mudança da data-base do salário mínimo. Os novos valores, a partir de 2008, passam a valer no dia primeiro de março. Em 2009, a data-base passa para fevereiro e em 2010 para janeiro. “Essa é uma antiga reivindicação dos trabalhadores”, disse Artur Henrique.

Leia os principais pontos da entrevista com Artur Henrique da Silva Santos:

Artur Henrique considerou positivo o conjunto do acordo da CUT com o governo. O aumento para R$ 380 em 2007 significa um aumento real de 5,3%.

Inicialmente a CUT pleiteou um mínimo de R$ 420. A entidade pedia ainda aumento real de 8% para os próximos 15 anos, para garantir um salário mínimo no nível que manda a Constituição.

O aumento para R$ 380 foi maior do que o pedido pelo Congresso e por setores do governo federal.

O aumento real médio do salário mínimo no primeiro mandato do presidente Lula foi de 5,34%. Nos dois primeiros anos do governo Lula os aumentos reais foram muito baixos, ao contrário dos dois últimos.

A cada quatro anos haverá uma revisão da política de aumento do salário mínimo. Os aspectos positivos e negativos sobre os aumentos implementados serão debatidos.
http://conversa-afiada.ig.com.br/
GOVERNO LULA
Desemprego cai, trabalho formal cresce e renda do trabalhador aumenta
A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país ficou em 9,5% em novembro, ante 9,8% em outubro, segundo divulgou nesta quinta-feira (21) o IBGE. O rendimento médio real dos ocupados ficou em R$ 1.056,60, com aumento de 0,6% ante outubro e de 5,7% ante novembro de 2005.
A taxa veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (9,4% a 9,9%) e um pouco abaixo da mediana das previsões (9,6%). A taxa foi a menor apurada desde janeiro, quando estava em 9,2%.
O número de ocupados nas seis regiões totalizou 20,73 milhões de pessoas, com aumento de 0,3% ante outubro e de 3% perante novembro de 2005. A população desocupada somou 2,18 milhões em novembro com queda de 2,6% ante outubro e aumento de 2,5% ante novembro do ano passado.
Segundo o IBGE, em relação à condição do trabalhador, o emprego com carteira de trabalho assinada permaneceu estável na comparação mensal.
No entanto, em relação a novembro de 2005, houve aumento de 6% no contingente de trabalhadores nesta condição, o que equivale a 487 mil novos postos.
A pesquisa mede o desemprego e o comportamento da renda em seis regiões metropolitanas do país: Belo Horizonte; Porto Alegre; Recife; Rio de Janeiro; Salvador; e São Paulo.

20 dezembro 2006

GOVERNO LULA
19/12/2006 - 18h24
Risco-país cai abaixo de 200 pontos pela 1ª vez

SÃO PAULO (Reuters) - O risco Brasil caiu abaixo de 200 pontos nesta terça-feira pela primeira vez na história.
O indicador, medido pelo JP Morgan, é um termômetro da confiança dos investidores internacionais no país.
Às 18h21 (horário de Brasília), o risco-país cedia 3 pontos, para 200 pontos-básicos sobre os Treasuries (títulos dos EUA), minutos depois de marcar 199 pontos-básicos.
O risco da cesta de emergentes (EMBI+) cedia 2 pontos, a 174 pontos-básicos.
"O Brasil deve caminhar para uma classificação 'investment grade' nos próximos três a quatro anos, o que significa que deveremos também ver o risco Brasil convergir para perto de 100 pontos", comentaram mais cedo em chat com a imprensa Tomás Awad, estrategista, e Júlio Ziegelmann, diretor de pessoas físicas da Itaú Corretora.
Eles lembraram que o risco-país no México é perto de 100 pontos-básicos e que o país já é 'investment grade', de acordo com a classificação das agências de rating mais reconhecidas.
O Brasil está a dois degraus do grau de investimento, pela nota atribuída pelas agências de classificação.
(Por Daniela Machado e Juliana Siqueira)

19 dezembro 2006


18/12/2006 - 19:56 Lula: Resultados de pesquisas me deixam com muito mais responsabilidade
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (18) que os resultados das últimas pesquisas de opinião só aumentam sua responsabilidade.
Pesquisas da Fundação Perseu Abramo, do Datafolha e do CNI/Ibope, divulgadas nos últimos dias, mostram que a avaliação positiva do governo Lula supera os 70%.
"Ao terminar o nosso mandato, as pesquisas estão a demonstrar que o nosso governo tem o mais alto reconhecimento desde que os institutos de pesquisas começaram a medir. E isso não me deixa mais de sapato alto. Isso me deixa com muita mais responsabilidade.”
Ao participar, em Manaus, da solenidade de inauguração da Usina de Geração de Energia Termelétrica Cristiano Rocha, Lula também reafirmou que seu compromisso com a população brasiliera, no segundo mandato, será ainda mais “arrojado e ousado” do que no primeiro.
Lula voltou a dizer que, a partir de 1º de janeiro de 2007, não terá mais que se comparar com o governo anterior, mas sim com o primeiro mandato: “Por isso eu tenho que fazer mais e muito melhor e, sobretudo, com muito mais competência, combinando desenvolvimento econômico, distribuição de renda e uma política de educação de qualidade”, disse.
O presidente destacou a importância de governantes investirem, com maior rigor, no Norte e no Nordeste do país – regiões que, segundo ele, foram abandonadas ao longo dos últimos anos. Para ele, investir em energia é um grande passo para o desenvolvimento nessas regiões, além de garantir a vinda de mais investimentos estrangeiros.
"O Brasil tem de construir mais termelétricas, hidrelétricas, mais energia de biocombustível, porque a energia será o grande atrativo para que a gente possa convencer empresários estrangeiros e brasileiros a fazerem investimentos no Brasil. Quando nós formos convidar alguém para fazer investimento numa atividade industrial, a primeira pergunta que as pessoas nos farão é se o Brasil terá energia suficiente para garantir a implantação de um projeto ou se o Brasil vai viver de apagões, como nós vivemos em outro momento da história do Brasil”, disse.
Lula também elogiou a parceria entre a iniciativa privada e os fundos de pensão, que possibilitou a construção da usina Cristiano Rocha. "Eu espero que essa vontade de investimentos dos fundos de pensão aconteça cada vez mais. Também não podemos admitir que os fundos de pensão façam investimentos para terem prejuízo, porque o prejuízo não será do fundo, será do aposentado. E nós queremos que o fundo trate os aposentados com o carinho com que precisam ser tratados, mas também queremos dizer para os fundos que cada vez mais vocês vão ter menos possibilidade de ganhar dinheiro comprando titulo, porque os juros vão caindo e vocês vão ter de procurar produção, investimento produtivo, infra-estrutura para poder garantir o futuro dos pensionistas de nosso país”, finalizou.
A usina Cristiano Rocha vai gerar 85,38 megawatts de energia e terá capacidade para atender 200 mil habitantes da região Norte. A obra contou com recursos de cerca de R$ 200 milhões dos fundos de pensão Petros (Petrobras) e Postalis (Correios), além de outros investidores, e gerou 600 empregos diretos e indiretos. Com a entrada em operação, serão criados mais 80 empregos.
Agência Brasil
18/12/2006 - 16:17 13º Encontro do Foro de SP será em El Salvador entre 12 e 16 de janeiro
Entre os dias 12 e 16 de janeiro ocorrerá na cidade de San Salvador, em El Salvador, o 13º Encontro do Foro de São Paulo. O evento se dará por ocasião do aniversário de um ano da morte do líder salvadorenho Schafik Jorge Hándal, que será homenageado. A data também coincidirá com o aniversário dos 15 anos da assinatura dos Acordos de Paz.
O Partido dos Trabalhadores enviará uma delegação com seis integrantes. O grupo é formado por Valter Pomar (secretário nacional de Relações Internacionais do PT), Joaquim Soriano (secretário-geral nacional), Neila Batista (secretária-adjunta de Assuntos Institucionais), Rafael Pops (secretário de Juventude), e os dirigentes nacionais Rachel Marques e Flávio Koutzzi.
O tema central do encontro será “A nova etapa da luta pela integração latino-americana e caribenha”. Este tema central se divide em quatro grandes eixos de discussão:
- Propostas alternativas ao neoliberalismo, mediante luta social e eleitoral: desenvolvimento econômico, social e democratização política (migrações), novas propostas de integração regional, impulsionadas por governos de esquerda e progressistas;
- Ingerência Imperialista: Colonialismo, ingerência política eleitoral e acordos de paz; Derrotar o terror e extorsão política contra os povos;
- Segurança hemisférica: crime organizado, narcotráfico, terrorismo, ILEA (Academia Internacional para Aplicação da Lei) e militarização;
- As Novas formas de solidariedade entre partidos políticos, movimentos sociais e movimentos cidadãos de esquerda e progressistas.
Confira o programa do 13º Encontro do Foro de São Paulo:
Eventos prévios: 6 de janeiro de 2007Cinco Oficinas Nacionais: Juventude, Mulheres, Movimento Social e Cidadão, Setores Econômicos e Comunicações Alternativas.
11 de janeiro:- Chegada a El Salvador dos membros do Grupo de Trabalho e participantes internacionais.- À tarde e à noite: Reunião do Grupo de Trabalho.
12 de janeiro:- 09-11h: Abertura do XIII Foro de São Paulo.- 13-17h: Quatro Encontros Internacionais: Parlamentares, Governos Municipais, Igrejas Comprometidas com os Direitos Humanos e Trabalhadores da Arte e Cultura.- 17-21h: Avaliação dos Acordos de Paz da América Central.
13 de janeiro:- 09-12 h: Mesa de apresentação do documento base. Debate em plenário.- 13:30-17h: Mesa no. 1 Propostas alternativas ao neoliberalismo, mediante luta social e eleitoral: desenvolvimento econômico, social e democratização política (migrações), novas propostas de integração regional, impulsionadas por governos de esquerda e progressistas. Debate em Plenário.Mesa no. 2 Ingerência Imperialista: Colonialismo, ingerência política eleitoral e acordos de paz; Derrotar o terror e extorsão política contra os povos. Debate em PlenárioMesa no. 3 Segurança hemisférica: crime organizado, narcotráfico, terrorismo, ILEA (Academia Internacional para Aplicação da Lei) e militarização. Debate em Plenário- 17-19h: Encontro entre o Grupo de Trabalho com Partidos Políticos, Parlamentares e Trabalhadores de Esquerda e Progressistas dos Estados Unidos e Canadá.- 19-21h: Encontro entre o Foro de São Paulo, Partidos Políticos Europeus, Parlamentares Europeus e o Grupo Parlamentar da Esquerda Européia.
14 de janeiro:- 09-13h: Mesa no. 4 As Novas formas de solidariedade entre partidos políticos, movimentos sociais e movimentos cidadãos de esquerda e progressistas. Debate em Plenário.- 15-20h: Plenária Final do XIII Encontro do Foro de São Paulo: Aprovação da Declaração Final, Acordos e Encerramento. Homenagem al companheiro Schafik Jorge Handal, no marco do XV Aniversário da assinatura dos Acordos de Paz.
15 de janeiro:- 09-12h: Reunião de avaliação do XIII Foro de São Paulo (Grupo de Trabalho) e elaboração da agenda 2007- Durante todo o dia: visitas opcionais a lugares históricos da luta revolucionária.
16 de janeiro:- 09-12 h: Atos Oficiais dos XV anos da assinatura dos Acordos de Paz de El Salvador.
Saiba mais sobre o Foro de São Paulo:
O Foro de São Paulo (FSP) surgiu em 1990 quando o Partido dos Trabalhadores (PT-Brasil) convocou outros partidos da América Latina e Caribe com o objetivo de debater a nova conjuntura internacional pós-queda do Muro de Berlim e as conseqüências da implantação das políticas neoliberais pela maioria dos governos da região. A proposta principal foi discutir uma alternativa popular e democrática ao neoliberalismo, que começava a se ampliar no mundo.
O primeiro encontro foi em São Paulo, em julho de 1990, e reuniu 48 partidos e organizações que representavam diversas experiências e matrizes político-ideológicas de todo o continente latino-americano e Caribe.
O Encontro seguinte foi na Cidade do México (1991), quando se consagrou o nome "Foro de São Paulo". Neste Encontro surgiu também a idéia de trabalhar por uma maior integração continental através do intercâmbio de experiências, discussão das diferenças e busca de consenso para as ações das esquerdas no continente.
Vale ressaltar que o uso do consenso é uma regra dentro do Foro de São Paulo para assumir decisões.
Os Encontros de Manágua (1992), Havana (1993), Montevidéu (1995), San Salvador (1996), Porto Alegre (Brasil-1997), México (1998), Manágua (2000), Havana (2001) e Antigua (Guatemala-2002) reafirmaram a vontade política por uma trajetória de diálogo entre as diversas tradições de esquerda. Os balanços mostram a crescente influência dos partidos do Foro de São Paulo na América Latina.
Em julho de 2005, durante o XII Encontro, mais uma vez em São Paulo, foram celebrados os 15 anos do FSP.
Até agora, a trajetória do FSP mostrou que é possível construir novos caminhos internacionalistas. O objetivo principal - a busca de um modelo alternativo de desenvolvimento com justiça social - continua como centro das reuniões. Hoje o tema dos novos rumos da integração regional, com ênfase na integração dos povos, ganha muita importância. Os princípios gerais que se encontram na base de todas as declarações do Foro de São Paulo defendem a soberania e a autodeterminação dos povos.
O Foro de São Paulo mantém relações com outras entidades que aglutinam partidos políticos (COPPPAL, CISLAC - Internacional Socialista, Coordinación Socialista Latinoamericana), bem como movimentos e organizações sociais continentais, com o objetivo de construir agendas comuns.
Para as informações sobre documentos, acesse o site
www.forosaopaulo.org

18 dezembro 2006

18/12/2006 - 14h29 Lula termina o 1º mandato com sua melhor avaliação, mostra CNI
BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega ao final de seu primeiro mandato com a melhor avaliação de todo o período, mostrou nesta segunda-feira pesquisa Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A avaliação ótima ou boa subiu de 49% em setembro para 57% neste mês, enquanto a ruim ou péssima caiu de 16% para 13%. A avaliação regular também caiu, de 33% para 28%.
A nota média atribuída ao governo também foi a mais alta de todo o primeiro mandato de Lula: 7,0.
Sondagem do Instituto Datafolha indica que Luiz Inácio Lula da Silva é o presidente mais bem avaliado da história do Brasil. Para 59% dos pesquisados, o 2º mandato deve ser bom ou ótimo
.Leia mais
LULA É O MELHOR PRESIDENTE, SEGUNDO O DATAFOLHA
Ao mesmo tempo, a confiança no presidente, reeleito em outubro, disparou, passando de 58% para 68%.
As expectativas para o segundo mandato também são altas. Para 68% dos entrevistados, o novo governo Lula será ótimo ou bom, enquanto será ruim ou péssimo para apenas 11%.
Do total de pessoas que acreditam que o segundo mandato será ótimo ou bom, 57% apostam que ele será melhor que o primeiro.
O Ibope entrevistou 2.002 pessoas entre os dias 7 e 10 deste mês, em 140 municípios do país.
"Eu me sinto injustiçado e sou um ser humano indignado."
16/12/2006
Dirceu luta para provar inocência

A Tarde
José Dirceu, o ex-ministro da Casa Civil de Lula, esteve ontem em Salvador. Nada de trabalho ou compromissos políticos. Veio passear ou, como disse o próprio, “rever alguns amigos”. Entre eles está o governador eleito, Jaques Wagner, com quem não se encontrou. Nem por isso deixou de ser bastante cortejado por militantes petistas, que o acompanharam em alguns pontos da cidade, como o deputado estadual, líder do MST e futuro secretário do Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, Valmir Assunção. Dirceu deixou Salvador no final da tarde. Numa entrevista ao repórter Levi Vasconcelos, pouco antes de viajar, disse que a vitória de Jaques Wagner foi a melhor notícia que obteve este ano depois da eleição de Lula. Ele acha que não apenas a Bahia, mas todo o Nordeste, ganhou a condição de reivindicar a realização de obras infraestruturais após o resultado das eleições deste ano porque a maioria dos governadores eleitos é aliada de Lula. Dirceu ressalva que o governo não discriminou a Bahia, como sempre se queixou o governador Paulo Souto. “Não houve investimentos no Brasil inteiro, por falta de dinheiro”, ressaltou. Dirceu se diz tranqüilo, mas se sente injustiçado com a cassação do mandato de deputado federal, há um ano, por conta do escândalo do mensalão. Afirma que a vida dele foi devassada, nada ficou provado, luta para provar a inocência na Justiça e apóia a idéia de um grupo de parlamentares que planejam entrar com um projeto de lei na Câmara dos Deputados para anistiá-lo. ATARDE O que o senhor achou da vitória de Jaques Wagner? JOSÉ DIRCEU Foi a melhor notícia que nós tivemos depois da vitória do Lula nas eleições deste ano. Há muito, o PT estava preparado para governar a Bahia e o Jaques sempre foi o melhor candidato que nós tivemos aqui. É uma vitória histórica, porque derrota um reinado de quase 20 anos de Antonio Carlos Magalhães e do seu grupo político. E é uma oportunidade também, para a Bahia e para o próprio PT, junto com as forças aliadas que deram a vitória a Wagner. Acredito que, com o Lula na presidência e com o Wagner no governo da Bahia, possa haver uma interação, um apoio mútuo maior. Não que o presidente Lula não tenha trabalhado com Paulo Souto. Eu mesmo, quando estava, na Casa Civil encaminhei muitas reivindicações da Bahia, legítimas, mas muda completamente. AT O que efetivamente muda de substancial? JD Acho que houve uma mudança no Nordeste. A vitória do Cid Gomes (Ceará, PSB), a reeleição de Vilma Faria (Rio Grande do Norte, PSB), de Eduardo Campos (Pernambuco, PSB), Marcelo Déda (Sergipe, PT), Wellington Dias (Piauí, PT) e Jaques Wagner na Bahia, criam uma situação nova. Pode haver uma maior integração entre os governos estaduais para defender os interesses do Nordeste junto ao governo federal. Precisamos de mais políticas para o Nordeste, mais investimentos. A questão da infra-estrutura de exportação e do turismo, é fundamental. O desenvolvimento da fruticultura, os grandes empreendimentos siderúrgicos, ferroviários, rodoviários, portuários, petroquímicos, de gás e petróleo... É uma oportunidade.Vejo essa mudança como um sinal dos tempos. A região Nordeste tem uma nova geração (no poder). AT Mas Paulo Souto sempre teve uma grande queixa. Diz que a Bahia foi discriminada, excluída dos projetos infra-estruturais. JD Isso não foi só na Bahia, foi no Brasil. Tanto é que a principal prioridade do segundo mandato do presidente Lula são os investimentos em infra-estrutura. Não aconteceu porque não havia recursos. Com 4,25% de superávit fiscal e com a taxa de juros que nós tínhamos, ficava para investimento zero meio por cento do orçamento, o equivalente a R$ 12,5 bilhões (para o País inteiro) não havia como fazer grandes investimentos. (...) Nunca houve nenhuma discriminação da Bahia. Da parte do presidente, toda a orientação que eu e os ministros recebíamos era no sentido de atender aos pleitos da Bahia até porque tinham o apoio do próprio Jaques Wagner e da bancada do PT. Nunca vi a bancada do PT contra qualquer reivindicação da Bahia. AT Dizem por aqui que, em 2004, o senhor, na condição de ministro, não ajudou a candidatura de Nelson Pelegrino a prefeito de Salvador. JD Pergunta pra ele! Apesar das nossas divergências políticas internas (no PT), ele é testemunha do meu empenho em 2000 e 2004. AT O senhor salvou ACM no episódio do grampo (eleito após ter renunciado em conseqüência do escândalo do painel no Senado, o senador esteve ameaçado de enfrentar novas turbulências com o caso dos grampos telefônicos e se disse na época que o governo ajudou a barrar o caso)? JD Não, isso não é verdade. Eu tive uma relação com o senador Antonio Carlos Magalhães quando era ministro da Casa Civil, era o meu papel, natural, já que havia a possibilidade dele votar com alguns projetos do governo. Havia reivindicações da Bahia, que eram importantes para a Bahia, não eram do PFL, do PT, do PSDB, do PCdoB, do PDT. Estabeleci um diálogo com ele, com o senador Siqueira Campos (PSDB-TO), José Sarney (PMDB-AC), e outros senadores que em alguns projetos importantes votavam com o governo. Não houve nada mais que isso. Não tive nenhuma participação na absolvição do senador. AT Os resultados eleitorais de 2002 e 2006, na sua opinião, apontam para que direção? JD Para o enfraquecimento do PFL e do PSDB. Aliás, isso já aconteceu em 2004. Se você analisar, verá que o PFL perdeu 25% dos seus prefeitos e vereadores. E agora sofreu uma derrota, não no Senado, mas na Câmara. O PT foi bem na Câmara e não no Senado. Elegeu dois senadores de 27 vagas em disputa e 83 deputados entre 513. É evidente que há uma desproporção. Lógico que nós perdemos algumas eleições por pouquíssimo, como é o caso de José Eduardo Dutra (Sergipe). Mas isso não conta. AT E o PT, vai crescer em 2008? JD O PT tende a ter um maior número de prefeitos e vereadores. Mas é óbvio que isso depende do PT também. O PT enfrenta um problema sério, que é uma oposição muito grande da grande mídia. Por exemplo: eu não consigo entender, a não ser como uma tentativa de terceiro turno e um ataque direto ao PT, toda essa celeuma que se criou em torno das contas do comitê do presidente. Primeiro que as empresas não são concessionárias do serviço público. A lei é clara. Não é porque você participa de uma outra empresa que você deixa de existir como empresa. Se fosse assim... É evidente que aquilo foi um exagero. Aí entram as notas fiscais. Foram ver as notas fiscais, eram do PSDB e eram de remessa de mercadorias e não de compra. Os fiscais erraram, mas eles podem errar. O PT é que não pode ter um erro formal de R$ 10 mil numa receita de R$ 94 milhões. Agora se chegou a conclusão que a Tecmar não é a Tecmar que tem a concessão no porto, é outra empresa que tem a mesma marca, embora com CNPJ diferente.Mas pelo estardalhaço que a mídia criou parecia que Lula não ia tomar posse, não ia ter diplomação. O PT foi muito prejudicado. AT Por falar em imprensa, o jornal O Globo publicou na semana passada que o senhor faz grandes negócios internacionais no rastro do governo Lula. Estaria fazendo lobby. JD Esse é um problema sério. Certos setores do mundo político e da mídia não querem deixar eu trabalhar. Faz um ano e meio que estou afastado do governo. Faz um ano que estou cassado. Fizeram tudo para me tirar do governo, me cassaram e agora não querem deixar eu trabalhar. Não tenho nenhum impedimento para exercer a advocacia e nem a função de consultor. Agradeço a propaganda que fazem de mim. Fazem propaganda gratuita, eu não teria nenhuma condição de fazer isso. Mas é mentira. Já reiterei ene vezes que não dou consultoria, não tenho relações profissionais com a Telmex (maior operadora de telefonia da América Latina), que eu tenho conhecimento com eles, relações pessoais. Eu dou consultoria, mas é uma coisa modesta, pequena, para me sustentar, sustentar minha família e fazer minhas atividades políticas, além do meu escritório de advocacia que vai levar dois, três anos para ser um escritório de pequeno para médio, porque isso é um processo. Não há nada de lobby. É uma matéria mesquinha, que me surpreendeu, uma desqualificação do jornalismo porque entrou em coisas da minha vida pessoal que não são verdadeiras, dizendo que eu fiz plástica. Você está vendo aqui? Disseram que tenho um guarda-roupa, que só ando com executivos. Querem destruir minha imagem, me enterrar vivo. Ficam com raiva de mim porque não estou mal, não estou deprimido, querem que eu fique mal, não posso deixar o cabelo maior, não posso tomar sol.... AT A que o Sr. atribui tudo isso? JD (Rindo) Você tem que perguntar pra eles. Sempre disse que eu fui cassado, não pelos meus defeitos ou qualidades, mas pelo que eu represento. Na história política da esquerda, do País. Me cassaram para atingir o PT, atingir o presidente Lula. Eu lutei e vou continuar lutando no Supremo provar minha inocência. Agora não há nada contra mim, acabaram as CPIs, os inquéritos, as investigações, fizeram uma devassa em minha vida, inclusive pessoal, familiar, Imposto de Renda, sigilo bancário, fiscal, telefônico, não encontraram nada. A única acusação que há contra mim é apoiada nas declarações do Roberto Jefferson. E eu considero uma denúncia inepta, que deveria ser arquivada pelo STF. AT O Senhor tem a expectativa de conseguir a anistia? JD Tenho. E há um movimento forte para que eu assuma em fevereiro uma campanha pela minha anistia e há dezenas de deputados que querem apresentar um projeto de lei em prol da minha anistia. AT A iniciativa tem seu apoio? JD Tem. Eu quero fazer isso este ano. Vou defender no Supremo o arquivamento da denúncia contra mim, senão eu quero ser processado e julgado rápido. O que eu não quero é a prescrição e a impunidade. Tenho o direito de pleitear a anistia. AT Dizem que o Sr. estaria articulando a candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP) à presidência da Câmara exatamente para facilitar a anistia. JD Quem sou eu para articular a candidatura do Arlindo. Sou amigo pessoal dele, mas dentro do PT, somos de correntes adversárias. Isso é uma lenda que se criou porque no meu blog eu dei uma opinião de que o PT deve ter candidatura própria à Presidência da Câmara. Não sou presidente do PT, mas sou militante. O PMDB não pode ter a presidência da Câmara e do Senado. E o Arlindo é um nome natural. AT Como é que o senhor se sente hoje do ponto de vista pessoal?... JD Eu me sinto injustiçado e sou um ser humano indignado. O que aconteceu comigo, com o PT, com o presidente... O presidente foi reeleito e o PT está se recuperando. Só a vitória na Bahia já seria bastante, mas elegeu mais quatro. Eu, pessoalmente, tenho experiência, já passei por coisas piores. Eu organizei minha vida familiar e política também. Sou pragmático. Nunca pensei nada a curto prazo. Sempre dois, três anos na frente. Não sofro de angústia. A coisa mais acertada que fiz depois que sai foi o meu blog. Eu leio, me disciplino, tenho contato com 10 mil, 15 mil pessoas do Brasil inteiro. Me custa um pouco, mas vale a pena.
http://br.groups.yahoo.com/group/apoiadores-dozedirceu/

José Dirceu foi cassado sem provas.Esta injustiça precisa ser reparada.
ANISTIA JÁ!
17/12/2006 15:44h

IBOPE DE LULA É MAIOR QUE O DATAFOLHA

Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 39
. O Ibope-CNI que sai amanhã, segunda feira, dia 18 de dezembro, vai mostrar um índice de aprovação ao Governo Lula maior do que o Datafolha de hoje.
. O Datafolha deu que 59% acham que o Governo Lula foi “ótimo ou bom”.
. Segundo o Ibope, nenhum presidente brasileiro teve esse índice de aprovação ao chegar ao fim do mandato.
. Segundo o Datafolha, ao responder à pergunta sobre qual o melhor presidente (resposta espontânea), Lula teve 35% e FHC 18%.
. Lula ganha com o dobro da preferência.
. Os resultados do Ibope e do Datafolha ressaltam o papel ridículo ou deprimente que desempenha a mídia conservadora ao fazer uma oposição cujo único propósito só pode ser derrubar o Presidente Lula.
. É a alternativa que essa mídia encontrou para ser fiel a seus leitores e sobreviver.
. A Globo é o que sempre foi: anti-trabalhista, militante e partidária.
. Um amigo meu assistiu ontem, sábado, a um documentário do Silvio Tendler sobre JK (eleito em coalizão com os trabalhistas de Jango, seu vice).
. A oposição conservadora (e a mídia que a representa) dizia o mesmo que diz hoje: que quem votou em JK (e Jango) foram os desqualificados, os da classe baixa.
. Segundo a professora Marieta de Moraes, da UFRJ, organizadora do livro “João Goulart entre a Memória e a História” (
clique aqui para ver a entrevista da professora Marieta), Jango desempenhou papel decisivo para aproximar JK dos sindicatos e dar estabilidade ao Governo, enquanto toda a mídia – especialmente as Organizações Globo – tentava derrubá-lo.
. FHC, hoje, o melhor símbolo desse conservadorismo “de botar fogo no palheiro”, tem a metade da admiração que os brasileiros têm por Lula: Lula ganha por 35% a 18% de FHC.
. Como FHC só pensa nele, seu comportamento no segundo mandato de Lula deverá ser o mesmo do primeiro: fazer de tudo para que Lula caia ou fracasse.
. E ao chegar ao fim do segundo mandato, Lula não entre para a História como um Presidente duas vezes mais querido do FHC.
. Por isso, FHC insistirá com todas as forças para que o PSDB – com Aécio ou com Serra – faça o que Alckmin não fez: exaltar o Governo FHC.
. FHC não está preocupado com o PSDB, com Serra ou com Alckmin: está preocupado com ele.

17 dezembro 2006

Deixa o homem trabalhar, sim, senhor!
GILBERTO CARVALHO
Lula sabe que os próximos quatro anos são a grande chance que recebeu do povo brasileiro para realizar tudo o que ele sonha para o país A REELEIÇÃO do presidente Lula por expressiva maioria representa uma avaliação que o povo brasileiro fez de seu governo, de seu desempenho nestes primeiros quatro anos e projeta uma esperança -e uma confiança em seu trabalho- para o próximo período. O que parece uma obviedade não foi assimilado por algumas pessoas. Um exemplo desse fenômeno é o professor Marco Villa, que, pela terceira vez, em artigo publicado há duas semanas nesta Folha, tenta demonstrar que Lula tem sido um presidente inepto, que trabalha pouco, com uma agenda sem lógica, realizando um governo de baixa qualidade. Fosse resultado de pesquisa séria e extensiva, a crítica do professor mereceria respeito e consideração, mesmo contrastando opinião da maioria. O problema é que, pela terceira vez, ele tenta iludir o leitor com citações impressionantemente falsas sem o menor pudor. Essa atitude não ajuda o debate democrático. Preciso insistir num convite já feito: Villa, para não escrever tantas inverdades e tirar conclusões tão colidentes com a realidade, deveria, ele sim, trabalhar um pouco mais, investigar seu objeto de pesquisa a partir de enfoques variados e não se contentar em analisar de maneira tão superficial a informação de um site que não tem função de relatório de trabalho. Bastaria que conversasse, volto a sugerir, com um dos insuspeitos jornalistas que cobrem diariamente o Planalto, bastaria que falasse com funcionários de carreira que acompanham há muito o trabalho de sucessivos presidentes para ter uma informação diametralmente oposta à que tenta propalar: o presidente Lula trabalha -e trabalha muito-, e o resultado de seu governo, aprovado e reeleito pela maioria, é o fruto desse intenso e fecundo trabalho. Uma das marcas deste presidente é justamente o amor quase fanático pelo trabalho. Um dos seus segredos, em meio às crises vividas por seu governo, foi justamente determinar que o governo não parasse. Lembro-me dos momentos em que eu mesmo, vítima da perseguição da famosa CPI do fim do mundo, recebia do presidente a determinação de não parar, de trabalhar mais ainda... Foi assim que, quando a espuma do espetáculo político armado baixou, emergiu o conjunto da obra deste governo, que lhe assegurou uma vitória que, para muitos dos famosos colunistas e "formadores de opinião", se tornara impossível. Isso foi fruto de duro trabalho, meu caro professor. Não posso tomar este espaço lembrando todas as inverdades arroladas pelo professor, mas, para ilustrar, cito algumas: não é verdade que o presidente foi a São Paulo no dia 27 de janeiro só para visitar o Memorial do Corinthians. Após cumprir exaustiva agenda, visitando um assentamento em Três Lagoas (MS), o presidente se deslocou para São Paulo para participar da homenagem às vítimas do Holocausto e aproveitou para passar, rapidamente, pelo memorial corintiano. Por que mentir e omitir? Da mesma forma, não é verdade que a jornada de trabalho do presidente diminuiu nos últimos tempos. Menos ainda a afirmação absurda de que o presidente teria abolido as segundas e sextas-feiras da agenda. Em artigo anterior, o professor criticara o presidente por ter poucos compromissos no dia 21 de abril. Ele só se esqueceu de que 21 de abril é feriado nacional. O presidente trabalha num feriado e é criticado... O professor cita ainda uma entrevista que teria sido dada nesse dia 21 e que nunca fora ao ar. Mentira de novo. Se ele cuidasse de ligar para o SBT, veria que a entrevista foi exibida no dia 30 de abril. E assim por diante. Não dá, não dá para dialogar com a desonestidade intelectual, com a pouca vontade de pesquisar, com a má-fé. Prefiro, sim, afirmar que Lula não parou desde o dia das eleições. Afora quatro dias de descanso em Salvador, trabalha duro, empenhando-se em preparar o segundo governo de modo a aprender com os erros e os acertos, atacando os problemas, exigindo projetos, propostas e, ao mesmo tempo, dialogando com as forças políticas para a construção de uma base de governabilidade sólida e estável. O leitor pode ter certeza de que o presidente tem plena consciência de que estes próximos quatro anos são, para o país, e para ele em particular, o que os gregos chamavam de "kayrós", ou seja, o "tempo oportuno", o tempo por excelência. Ele sabe que é a grande chance que ele recebeu do povo brasileiro para realizar, agora mais maduro e experiente, e tendo preparado o terreno, tudo aquilo que ele sonha para o país e aquilo que o povo determinou com sua reeleição. Por isso é que está dando tudo de si, sem trégua nem folga, para realizar essa obra. Azar de quem tem de acompanhar esse ritmo e dar condições para esse trabalho. Sorte do povo brasileiro, que escolheu um presidente trabalhador para dirigir esta nação. Portanto, sem mentiras nem falsidades, vamos deixar o homem trabalhar... E contribuir para que o país cresça e se desenvolva, com justiça e eqüidade.
GILBERTO CARVALHO, 55, é o chefe do Gabinete Pessoal do presidente da República.
Pesquisa aponta Lula como melhor presidente do país

Lula, que venceu a eleição com mais de 20 milhões de votos de diferença em relação ao ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) após uma campanha dominada por denúncias contra seu governo, é apontado espontaneamente por 35% dos entrevistados como o melhor mandatário que o Brasil já teve.O percentual equivale a praticamente o dobro da preferência obtida pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) no final de 2002 (18%), quando o tucano encerrou seu segundo mandato.Na pesquisa atual, enquanto Lula tem 35%, FHC caiu para 12%. Os próximos mais bem avaliados são Juscelino Kubitscheck (11%), Getúlio Vargas (8%; 21% entre os com mais de 60 anos) e José Sarney (5%).Lula também encerra o primeiro mandato com 52% dos brasileiros considerando seu governo ótimo/bom, o maior patamar entre quatro presidentes avaliados pelo Datafolha desde a redemocratização. O melhor índice até aqui (53%) pertence ao próprio Lula, obtido às vésperas do 2º turno eleitoral de 2006.