25 outubro 2006

PSDB, FHC, ALCKMIN, ADORAM PRIVATIZAR

25/10/2006 - 17:13 Valverde lembra privatização do Banespa feita por tucanos
O deputado federal Eduardo Valverde (PT-RO) ocupou a Tribuna da Câmara, esta semana, para conclamar a população brasileira a fazer uma reflexão sobre o que considera “embuste” que o candidato do PSDB à presidência da República, Geraldo Alckmin “tenta” passar sobre privatização. Valverde lembrou que a “política de privatização” dos tucanos vem desde a época do ex-governador Mário Covas, e entra em contradição com o discurso assumido às vésperas da eleição.
“Agora, o Alckmin e os tucanos querem dizer que não são a favor da privatização mas, nas eleições de 1994, o ex-governador Covas encaminhou uma carta aos bancários do Banespa se comprometendo a não privatizar o banco. Passada a eleição, não só o Banespa, mas também outras estatais foram privatizadas em São Paulo, sem que se saiba o que foi feito com o dinheiro”, lembrou.
O parlamentar petista frisou também que na época da privatização do Banespa, Geraldo Alckmin era o coordenador do Programa Estadual de Desestatização do governo paulista.
Valverde destacou que um estudo realizado em novembro de 2000 pela economista Maria Emília Miranda revelou que “a privatização do Banespa, como ocorreu, acarretou evidente prejuízo ao patrimônio público brasileiro”.
A associação dos funcionários aposentados do Banespa, acrescentou Eduardo Valverde, já denunciou que a direção do banco espanhol Santander, que “açambarcou” o Banespa em 2000, mantém um “criminoso” congelamento de quatro anos sobre as aposentadorias e pensões. “Além disso, apesar dos imensos lucros obtidos com a imposição de taxas cada vez mais abusivas, o banco espanhol demitiu mais de 13 mil funcionários”, disse.
Para Valverde, “a tônica tucana” é a privatização. “O pior é que depois que o FHC privatizou a maioria dos bancos estaduais, criou o programa de recuperação de bancos, que sorveu quase R$ 30 bilhões do Orçamento público para salvar as instituições que estavam em situação difícil”, disse.
Na avaliação de Eduardo Valverde aconteceram “três crimes de lesa-pátria: a privatização em si, a utilização de recursos públicos para recuperar bancos estaduais antes da venda e isenção fiscal para os compradores”, frisou.
“Faço um apelo para que a população não acredite nos embustes de agora como aqueles do passado. Devemos lutar pelos nossos bens e para que não vendamos nossas conquistas. Não apoiemos homens que não valorizam a importância histórica da construção de nosso patrimônio nacional”, finalizou Valverde.