26 outubro 2006

Alckmin quebrou a agricultura de São Paulo
O "choque de gestão" que Geraldo Alckmin promoveu na segurança pública de São Paulo ajuda a entender o PCC.
O mesmo "choque" aplicado à agricultura paulista foi responsável pelo sucateamento e pelo abandono do setor.
Em 2005, a gestão do PSDB em São Paulo destinou apenas R$ 573,2 milhões à Secretaria de Agricultura, menos de 0,8% do orçamento do Estado. Desse total, 30% foram desviados para outras finalidades.
Como não dava para privatizar, como fizeram com as empresas estatais paulistas, a política agrícola dos tucanos resumiu-se a municipalizar 73% das 594 Casas de Agricultura existentes, ou seja, transferiram para os prefeitos uma responsabilidade que deveria ser do governo do estado.
Os municípios receberam o ônus, mas não viram a cor do dinheiro, o que levou à precarização dos serviços, prejudicando os produtores rurais, especialmente os pequenos.
Os quinze anos sem concurso público e o arrocho no salário dos servidores provocaram o esvaziamento dos quadros da assistência técnica e defesa agropecuária do estado, dificultando a fiscalização das fronteiras para evitar a entrada da febre aftosa.
A falta de assistência técnica impede que muitos pequenos produtores paulistas acessem os créditos do Pronaf. É por isso que, apesar de ser o estado mais rico da federação, São Paulo ficou atrás de vários outros estados nos contratos do Pronaf, em 2005.
Geraldo Alckmin não tem compromisso a reforma agrária.
Da meta de 8 mil famílias que prometeu assentar em terras do governo do estado entre 2003 e 2006, só assentou 685, sendo que, destas, 136 foram assentadas integralmente com recursos do governo federal.
Além de não investir nos assentamentos rurais de São Paulo, seu governo não aplicou os recursos disponibilizados pelo Incra para arrecadação de terras devolutas para assentamento no Pontal do Paranapanema.
Dos R$ 67,8 milhões disponibilizados entre 2003 e 2005, foram utilizados somente R$ 16,4 milhões. Não bastasse, a marca do governo tucano foi perseguir e criminalizar os movimentos sociais de luta pela terra.