25 outubro 2006


25/10/2006 - 15:06 O Nordeste de Lula, que Alckmin desconhece
O Nordeste ganhou destaque no último debate entre Lula e Alckmin de uma maneira, no mínimo, surpreendente. O candidato tucano acusou Lula de ter diminuído o investimento na região.
Impressionante a afirmação, pois os mais variados dados comprovam exatamente o contrário: nunca se investiu tanto na região, seja em crédito a empresas e pessoas físicas, seja em infra-estrutura, seja em projetos sociais. A começar pelo Fundo Constitucional do Nordeste, que recebeu de FHC modestos R$ 254,4 milhões em 2002, e que, no ano passado, levou R$ 4,173 bilhão à região.
Não menos importante é o capítulo Fome Zero - um conjunto de programas sociais, aplicados no "atacado" nos Estados nordestinos.
Hoje a região conta com 5,5 milhões de famílias beneficiadas com, em média, R$ 64,50 mensais. O repasse para merenda escolar por aluno por dia aumentou 69% na gestão de Lula. A alimentação nas escolas atinge hoje 11,9 milhões de alunos. O contingente de 4,2 milhões de cidadãos foi atendido pelo Programa Brasil Alfabetizado na região. Já para os universitários de baixa renda, a boa notícia foi o ProUni, que já ofereceu 36,8 mil bolsas de estudo, das quais 25,3 mil integrais.
Luz nos rincõesA eletricidade chegou para 397 mil casas no Nordeste. São 1,9 milhão de pessoas que puderam se beneficiar de uma instalação gratuita de energia elétrica. Outras 67 mil ligações do programa Luz Para Todos estão em andamento. Já no final do ano, Rio Grande do Norte e Pernambuco terão o benefício da luz universalizado em seus territórios.
Também no quesito de atendimento à população, o governo Lula possui hoje 10,5 mil equipes de saúde da família, que cobrem 65% da população nordestina. De forma similar, 6,8 mil equipes de saúde bucal cobrem 62% dos cidadãos da região.
O crédito chegou aos nordestinos por várias fontes. O BNDES foi instruído a priorizar micros, pequenas e médias empresas. Por meio desta instituição, foram destinados no governo Lula até junho de 2006 R$ 10,4 bilhões aos empreendimentos locais.
Já o CredAmigo, que se caracteriza como microcrédito, distribuiu R$ 1,62 bilhão até junho passado. A agricultura também esteve em pauta. O agronegócio beneficiou-se com investimentos de R$ 10,6 bilhões de janeiro de 2003 a junho de 2006. Em 2005, Lula desembolsou com o setor R$ 3,8 bilhões, quase o triplo dos R$ 1,3 bilhão aplicados por Fernando Henrique em 2002.
Nas cidades, os metrôs de Fortaleza, Recife e Salvador receberam até 2005 R$ 496,9 milhões. Mais R$ 360 milhões estão previstos neste ano. Da mesma forma, as ferrovias da região, como a Transnordestina não foram esquecidas. Só nesta obra foram destinados R$ 4,5 bilhões.
Também as linhas do Recôncavo Baiano e a Ligação Recife-Salvador estão sendo recuperadas e trechos construídos. Da mesma forma, os aeroportos de Campina Grande, Petrolina, Maceió, Recife e Natal foram alvo de verbas federais no governo Lula.
Não faltaram investimentos em setores importantes da economia. Para citar alguns, lembramos a futura Refinaria do Nordeste em Pernambuco - um desembolso de US$ 2,5 bilhões. A obra deverá ser concluída em 2011. Já a unidade de PTA no mesmo estado deverá consumir US$ 916 milhões. E o Estaleiro Atlântico Sul em Pernambuco terá mais Us$ 214 milhões. Nele deverão ser construídos 10 navios Suexmax para a Transpetro, no valor de US$ 1,2 bilhão.
Casa própria e saneamento são outros setores cujos músculos foram reforçados no governo Lula. Na habitação, o governo federal investiu R$ 5,4 bilhões e beneficiou 497 mil famílias, gerando 319 mil empregos. Outros R$ 3,36 bilhões chegaram na forma de saneamento na região.
Se o foco é infra-estrutura, é importante destacar que a gestão de Lula investiu em hidrelétricas para gerarem 610 MW adicionais; outros 1.358 MW devem ser gerados por novas termelétricas. E para transmitir a energia, 3,8 quilômetros de linhas foram concluídas desde 2003.
A matriz energética está sendo renovada no Nordeste com o Programa Nacional de Biodiesel, a "menina dos olhos" de Lula. O projeto já engloba 15 mil famílias que plantam mamonas e outras plantas oleaginosas para fornecer às atuais 5 unidades de produção, que transformam 405,6 milhões de litros por ano. Outras 3 usinas de biodiesel estão a caminho.
Alguns retornos para tanto investimento são especialmente palpáveis: a mortalidade infantil da região caiu de 37,2 óbitos por crianças nascidas vivas em 2002 para 33,9 ao final de 2004. E a média anual de empregos criados cresceu: de 68,1 mil criados anualmente na era FHC, para 156,2 mil em 2005. Este é o Nordeste de Lula!
Campanha Lula Presidente