PT QUER O CONTRADITÓRIO
16/02/2006 - Dimas Toledo nega lista; petista quer o contraditório
O ex-diretor de Furnas, Dimas Toledo, afirmou à CPMI dos Correios, nesta quarta-feira, que a lista de Furnas é falsa. A lista cita o nome de 156 políticos que supostamente foram beneficiados com um esquema de caixa dois da empresa. Ele negou também conhecer o lobista Nilton Monteiro, responsável por repassar a lista à Polícia Federal. “Nego qualquer participação na elaboração deste documento. Trata-se de uma montagem, ou uma falsificação cheia de não conformidade, que visa unicamente manchar o nome das pessoas e empresas ali citadas”, afirmou Toledo.
O ex-diretor de Furnas, Dimas Toledo, afirmou à CPMI dos Correios, nesta quarta-feira, que a lista de Furnas é falsa. A lista cita o nome de 156 políticos que supostamente foram beneficiados com um esquema de caixa dois da empresa. Ele negou também conhecer o lobista Nilton Monteiro, responsável por repassar a lista à Polícia Federal. “Nego qualquer participação na elaboração deste documento. Trata-se de uma montagem, ou uma falsificação cheia de não conformidade, que visa unicamente manchar o nome das pessoas e empresas ali citadas”, afirmou Toledo.
Sobre Nilton Monteiro, o ex-diretor de Furnas disse que nunca o encontrou. Ele, entretanto, admitiu que ouviu falar de Monteiro quando o lobista se interessou pelo processo de licitação do qual Furnas participaria junto com a JP Engenharia, na época do racionamento de energia. Dimas esclareceu que a parceria não foi concluída.
Na avaliação do relator-adjunto da CPMI, deputado Maurício Rands (PT-PE), o ex-diretor de Furnas apenas repetiu o seu depoimento feito à Polícia Federal. “Ele negou a elaboração da lista e negou conhecer Nilton Monteiro. Então, se queremos apurar os fatos, ir fundo e apurar se a lista é verdadeira ou não, tanto a CPMI quanto a PF precisam estabelecer o contraditório, ouvir quem acusa a existência do esquema Dimasduto e apresentar o nome de quem foi beneficiado por ele”, afirmou.
Maurício Rands lembrou que já existe um requerimento aprovado na CPMI para a oitiva de Nilton Monteiro. “Se estamos ouvindo quem nega a existência da lista temos que ouvir também o autor da acusação e aprofundarmos a investigação”, defendeu.
Segundo Nilton Monteiro, o esquema de Furnas beneficiou 156 políticos de 12 partidos políticos (PDT, PFL, PL, PMDB, PP, PPS, Prona, PRTB, PSB, PSC, PSDB e PTB). Ele teriam recebido dinheiro de um esquema de caixa dois montado a partir de Furnas. O valor total das supostas doações ocorridos nas eleições de 2002 é de cerca de R$ 40 milhões.
Agência Informes (www.informes.org.br)