Nem a tucana mídia consegue mais esconder,com medo de ficar totalmente desacreditada.
Entidade do vice de Aécio fez saque de R$ 7,4 mi em espécie
MARTA SALOMONRUBENS
VALENTEDA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O Idaq, entidade dirigida pelo vice-governador de Minas Gerais, Clésio Andrade (PL-MG), sacou em dinheiro R$ 7,4 milhões entre 2003 e 2004 da agência do Banco Rural no Brasília Shopping
Em apenas uma semana de janeiro de 2004, os saques da conta do Idaq (Instituto de Desenvolvimento e Assistência Técnica e Qualidade em Transporte) ultrapassaram R$ 4 milhões. Ocorreram 20 retiradas entre agosto de 2003 e julho de 2004.Clésio Andrade informou, por meio de sua assessoria, que não se manifestará sobre o assunto porque corre "sob segredo de Justiça" (leia texto nesta página).A movimentação financeira foi caracterizada como suspeita pelo próprio Banco Rural.Forçado por lei, o Rural fez as comunicações ao Banco Central na data de cada saque por dois motivos: "movimentação em espécie em negócios normalmente realizados por cheques ou outros" e "movimentação incompatível com o patrimônio ou atividade econômica".
Clésio Andrade foi sócio do publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza, um dos operadores do esquema do "mensalão", pelo qual o PT distribuída recursos para partidos da base aliada no Congresso.Valério, segundo depoimento que prestou à PF, aproximou-se de Clésio em 1996, quando procurava um sócio para uma nova agência de publicidade, por considerá-lo "uma figura conhecida nacionalmente como grande empresário do ramo de transportes". Da sociedade nasceu a SMPB Comunicação.Andrade afastou-se da sociedade com Valério em 1998 para concorrer ao cargo de vice-governador de Minas Gerais na chapa do então governador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), candidato à reeleição.As investigações da CPI dos Correios revelaram que Valério colaborou com pelo menos R$ 9 milhões no esquema de caixa dois para a campanha de Azeredo, por meio do tesoureiro tucano Cláudio Mourão. O publicitário tomava empréstimos no Banco Rural.Há duas semanas, a CPI detectou o pagamento de R$ 1,4 milhão para as contas do Idaq entre 1997 e 1998. Clésio Andrade alegou que se tratava do pagamento pela venda de sua parte na sociedade com Valério.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1202200602.htm
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1202200602.htm