15 setembro 2005

CURTAS, MAS MUITO EXPLICATIVAS!



Repassando: ....

Amigos,

Minha formação de engenheiro me induz a dar atenção elevada a proporções e quantificações em geral. Talvez por isso, me impressionou muito a matéria da última Carta Capital (14/09/05), com o título acima.

Pinçando alguns números da matéria, os gastos oficiais das campanhas presidenciais recentes foram:
- Collor (1989) - R$ 624 milhões (estimativa da CPI, praticamente tudo de Caixa 2, pois a lei proibia a doação direta de empresas e sindicatos; a lei de 1994 manteve a proibição só para sindicatos...);
- FHC (1994) - R$ 121,4 milhões;
- FHC (1998) - R$ 73,4 milhões (o Plano Real ajudou muito...)
- Lula (2002) - R$ 32,7 milhões.

A CPI da Evasão de Divisas (Banestado) apurou que, entre 1998 e 2002, as remessas ilegais para o exterior superiores a US$ 100 mil, segundo a Receita Federal, resultariam em impostos não pagos e multas da ordem de R$ 224,2 BILHÕES. Segundo a revista: "Perto desse montante, os R$ 56 milhões do esquema Delúbio-Valério são uma migalha: 0,02%".

O fecho da matéria cita Wanderley Guilherme dos Santos (escolhido pela Universidade Autônoma do México como um dos cinco cientistas políticos vivos mais importantes da América Latina): "A grande imprensa levou Getúlio ao suicídio, com base em nada; quase impediu Juscelino de tomar posse, com base em nada; levou Jânio à renúncia, aproveitando-se da maluquice dele, com base em nada; a tentativa de impedir a posse de Goulart, com base em nada. A grande imprensa em países em desenvolvimento é a grande porca das instituições...".

Por isso amigos, parafraseando Wanderley Guilherme e sem qualquer medo de ser rotulado de paranóico ou ingênuo, desabafo: a grande porca, novamente, quer derrubar um governo eleito no Brasil, aproveitando-se da lambança do PT-Delúbio-Valério. Por trás, como sempre, a direita PSDB/PFL, com o apoio mal intencionado, oportunista ou, no mínimo, ingênuo, não necessariamente nessa ordem, de PPS, PDT, PV, PSOL, PSTU e a auto-proclamada esquerda do PT.

Perdoem-me o desabafo, mas após a cena do Bolsonaro com o Genoíno, ontem na CPI, acho que não devo ficar calado: 1964 nunca mais!

Teatini