Informação sobre a verba paga pelas multinacionais Siemens e Alstom a servidores brasileiros e políticos do PSDB foi confirmada pelos bancos do país europeu; de acordo com o representante da Associação de Banqueiros Suíços, Claude Alain Margelisch, as instituições financeiras foram "obrigadas" a cooperar e algumas identificaram movimentações suspeitas; em 21 de março de 2001, foi realizada uma transferência de US$ 255,8 mil em nome de Arthur Teixeira (foto), apontado como o responsável por repassar propinas da Alstom; outras movimentações com valores parecidos ligam o nome de Teixeira à empresa
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247 – Os bancos suíços confirmaram que as movimentações financeiras referentes a propinas da Alstom e da Siemens estão congeladas. A informação foi confirmada pelas próprias instituições, segundo o jornalista
Jamil Chade. De acordo com o representante da Associação de Banqueiros Suíços, Claude Alain Margelisch, os bancos foram "obrigados" a cooperar e alguns chegaram a identificar, eles próprios, movimentações suspeitas, levando então o caso à Justiça.
Segundo o banqueiro, agora cabe à Justiça confirmar esse bloqueio, o que está em vigor durante o processo da investigação. Em 21 de março de 2001, foi realizada uma transferência de US$ 255,8 mil em nome de Arthur Teixeira, apontado como o responsável por repassar propinas da Alstom. A conta era no Credit Suisse de Zurique. Outras movimentações com valores similares ligam o nome de Teixeira à Alstom.
Documentos obtidos pela Justiça brasileira apontam que os procuradores suíços desconfiavam desde 2011 que pagamentos em grandes quantias haviam sido feitos a brasileiros por meio de instituições do país. Por exigência do Ministério Público, os bancos tiveram que passar os dados desses clientes à Justiça local. Os pagamentos são comprovações da rota dos pagamentos de propina.