Aldo Rebelo diz que nunca ouviu falar em mensalão; testemunhas depõem em SP
Da Agência Brasil
Ao deixar o prédio da Justiça Federal em São Paulo, onde prestou depoimento como testemunha de defesa do ex-chefe da Casa Civil da Presidência da República José Dirceu no processo do mensalão, o deputado Aldo Rebelo (PcdoB-SP) disse que nunca ouviu insinuações sobre a existência no Congresso Nacional de um esquema de pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio a iniciativas do governo, o chamado mensalão.
Da Agência Brasil
Ao deixar o prédio da Justiça Federal em São Paulo, onde prestou depoimento como testemunha de defesa do ex-chefe da Casa Civil da Presidência da República José Dirceu no processo do mensalão, o deputado Aldo Rebelo (PcdoB-SP) disse que nunca ouviu insinuações sobre a existência no Congresso Nacional de um esquema de pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio a iniciativas do governo, o chamado mensalão.
"Enquanto fui líder do governo, enquanto fui ministro, nunca ouvi de nenhum jornalista, de nenhum deputado, ou de ninguém, algo relacionado com um esquema que desse dinheiro a deputados ou partidos para votar favoravelmente a propostas do governo. Isso eu nunca ouvi falar. Para mim, pelo menos, ele [mensalão] nunca existiu", disse.Rebelo foi arrolado também como testemunha de defesa do deputado José Genoino (PT-SP) e do presidente do PTB, o ex-deputado Roberto Jefferson.Os depoimentosQuatro testemunhas de Dirceu são ouvidas nesta quarta-feira (27), na 2ª Vara Federal Criminal, em São Paulo. Os depoimentos fazem parte do processo judicial que investiga o esquema que ficou conhecido como mensalão.Réu no processo, o ex-ministro José Dirceu responde pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa. Suas testemunhas de hoje são o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, o ex-presidente do Banco Popular Ivan Guimarães, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que presidia a Câmara em 2005, e Roberto Marques.Thomaz Bastos, primeiro a ser ouvido, voltou a afirmar que o mensalão não existiu. "Acho que a justiça vai ser feita. A minha convicção é de que não existiu o mensalão", disse.Ao chegar, o ex-ministro afirmou que, se fosse questionado sobre a índole do ex-ministro José Dirceu, diria que "ele é um sujeito disciplinado, preparado, que nunca viu trabalhar menos de 12 horas por dia".Outra testemunha que seria ouvida hoje, o secretário extraordinário de Reformas Econômico-Fiscais, Bernard Appy, que em 2005 era secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, teve o depoimento transferido para 1º de junho.O advogado José Luiz de Oliveira Lima, que defende o ex-ministro José Dirceu, disse que encara o processo com total tranquilidade. Isso porque, segundo ele, "é fundamental a prova de acusação e defesa para demonstrar que, na verdade, a denúncia nada mais é do que uma peça de ficção da Procuradoria-Geral da República".