CAFÉ COM O PRESIDENTE
Lula diz que integração da América do Sul depende de gesto do Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (21)durante o seu programa semanal Café com Presidente, que a responsabilidade pela integração dos países da América do Sul é do Brasil.
Para Lula, o país merece essa posição de destaque porque, no continente, é a nação que tem a economia mais forte, a mais industrializada, e a que tem o maior Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país).
“É preciso que o Brasil cresça, se desenvolva e que os países vizinhos também cresçam e se desenvolvam, porque aí nós iremos criar um continente altamente desenvolvido com o povo tendo uma qualidade de vida extraordinária”, afirmou Lula.
"A um país como o Brasil não interessa ser apenas um país grande, economicamente forte, com um monte de gente pobre do seu lado. É preciso que todos cresçam, que todos tenham condições de se desenvolver", acrescentou Lula, ressaltando que esse papel de destaque do Brasil não deve ser confundido com a pretensão de o país tornar-se hegemônico.
“O que nós queremos é construir parcerias. Nós queremos convencer os nossos empresários de que eles não precisam apenas comprar as empresas dos outros países, que eles podem construir associações com os outros países e a gente [pode] fazer a economia crescer como um todo no continente.”.
O presidente ilustrou como essa integração deve ocorrer citando a rodovia que está sendo construída em parceria com a Bolívia, que será ligada à Rodovia Interoceânica, o que ligará o Brasil ao Oceano Pacífico.
Balanças comerciais
Ao posicionar o Brasil como ator central na integração dos países da América do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que esta posição pode favorecer o próprio Brasil, ao equilibrar os resultados das balanças comerciais.“No caso da Bolívia nós temos um déficit comercial. Por que? Porque nós compramos gás da Bolívia. São 30 milhões de metros cúbicos. Significa que o Brasil está importando mais da Bolívia do que vendendo. E o que nós precisamos é incentivar a Bolívia a diversificar a sua produção para que o Brasil possa vender mais e comprar mais da Bolívia”, exemplificou Lula.Essa ilustração foi feita ao presidente ser questionado sobre como foi o encontro dele com o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, neste fim de semana – para participar das comemorações do Dia Nacional da Colômbia. Lá, Lula teve um encontro com empresários colombianos, em que falou sobre parcerias na produção de biocombustíveis. Agora, o presidente defendeu que os empresários brasileiros devem investir lá, para garantir o equilíbrio da balança comercial entre os países.“No caso da Colômbia, o Brasil vende muito e compra pouco. E esse desequilíbrio na balança comercial não é bom. O que nós queremos é ter um certo equilíbrio. O Brasil tem que vender e tem que comprar . Portanto, é como se fosse uma rodovia de duas mãos. E nós precisamos, então, incentivar os empresários brasileiros a investirem na Colômbia até para exportarem para o Brasil”, afirmou.
Lula concluiu que parcerias assim devem ser firmadas seja com a Colômbia, seja com a Bolívia, "seja com a Argentina, seja com o Equador, com o Paraguai, com o Uruguai, com o Chile. Esse equilíbrio é que vai permitir que a gente possa viver tranqüilamente e em paz no nosso continente".
Integração política
Para Lula, o Brasil não deve se colocar apenas como ator central no desenvolvimento econômico da América do Sul, mas também deve estar no centro das decisões políticas.
O presidente classificou as reuniões que teve com os presidentes de quatro países da América do Sul neste fim de semana como um retrato do comportamento que o Brasil deve ter em relação às diferentes correntes políticas que prevalecem hoje na região.
“Ontem, eu fiz uma reunião com Alan García [presidente do Peru] e com o Uribe [Álvaro Uribe, da Colômbia]. No sábado, eu fiz com o presidente Chávez [Hugo Chávez, da Venezuela] e o presidente Evo Morales [Bolívia], ou seja, você tem uma fotografia de um lado de governantes considerados de esquerda, do outro lado de governantes considerados de centro. Qual é o papel do Brasil? É ser a espécie da ponte, que faz a ligação entre todas as correntes políticas da América do Sul”, disse.
Lula mostrou-se otimista ao dizer que acredita que a integração sul-americana é uma realidade e citou a adesão da Colômbia ao Conselho de Defesa Sul-Americano, no último sábado (19). “A relação política é quase que uma coisa química, ou seja, na medida em que você mostra confiança para as pessoas, as pessoas participam
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (21)durante o seu programa semanal Café com Presidente, que a responsabilidade pela integração dos países da América do Sul é do Brasil.
Para Lula, o país merece essa posição de destaque porque, no continente, é a nação que tem a economia mais forte, a mais industrializada, e a que tem o maior Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país).
“É preciso que o Brasil cresça, se desenvolva e que os países vizinhos também cresçam e se desenvolvam, porque aí nós iremos criar um continente altamente desenvolvido com o povo tendo uma qualidade de vida extraordinária”, afirmou Lula.
"A um país como o Brasil não interessa ser apenas um país grande, economicamente forte, com um monte de gente pobre do seu lado. É preciso que todos cresçam, que todos tenham condições de se desenvolver", acrescentou Lula, ressaltando que esse papel de destaque do Brasil não deve ser confundido com a pretensão de o país tornar-se hegemônico.
“O que nós queremos é construir parcerias. Nós queremos convencer os nossos empresários de que eles não precisam apenas comprar as empresas dos outros países, que eles podem construir associações com os outros países e a gente [pode] fazer a economia crescer como um todo no continente.”.
O presidente ilustrou como essa integração deve ocorrer citando a rodovia que está sendo construída em parceria com a Bolívia, que será ligada à Rodovia Interoceânica, o que ligará o Brasil ao Oceano Pacífico.
Balanças comerciais
Ao posicionar o Brasil como ator central na integração dos países da América do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que esta posição pode favorecer o próprio Brasil, ao equilibrar os resultados das balanças comerciais.“No caso da Bolívia nós temos um déficit comercial. Por que? Porque nós compramos gás da Bolívia. São 30 milhões de metros cúbicos. Significa que o Brasil está importando mais da Bolívia do que vendendo. E o que nós precisamos é incentivar a Bolívia a diversificar a sua produção para que o Brasil possa vender mais e comprar mais da Bolívia”, exemplificou Lula.Essa ilustração foi feita ao presidente ser questionado sobre como foi o encontro dele com o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, neste fim de semana – para participar das comemorações do Dia Nacional da Colômbia. Lá, Lula teve um encontro com empresários colombianos, em que falou sobre parcerias na produção de biocombustíveis. Agora, o presidente defendeu que os empresários brasileiros devem investir lá, para garantir o equilíbrio da balança comercial entre os países.“No caso da Colômbia, o Brasil vende muito e compra pouco. E esse desequilíbrio na balança comercial não é bom. O que nós queremos é ter um certo equilíbrio. O Brasil tem que vender e tem que comprar . Portanto, é como se fosse uma rodovia de duas mãos. E nós precisamos, então, incentivar os empresários brasileiros a investirem na Colômbia até para exportarem para o Brasil”, afirmou.
Lula concluiu que parcerias assim devem ser firmadas seja com a Colômbia, seja com a Bolívia, "seja com a Argentina, seja com o Equador, com o Paraguai, com o Uruguai, com o Chile. Esse equilíbrio é que vai permitir que a gente possa viver tranqüilamente e em paz no nosso continente".
Integração política
Para Lula, o Brasil não deve se colocar apenas como ator central no desenvolvimento econômico da América do Sul, mas também deve estar no centro das decisões políticas.
O presidente classificou as reuniões que teve com os presidentes de quatro países da América do Sul neste fim de semana como um retrato do comportamento que o Brasil deve ter em relação às diferentes correntes políticas que prevalecem hoje na região.
“Ontem, eu fiz uma reunião com Alan García [presidente do Peru] e com o Uribe [Álvaro Uribe, da Colômbia]. No sábado, eu fiz com o presidente Chávez [Hugo Chávez, da Venezuela] e o presidente Evo Morales [Bolívia], ou seja, você tem uma fotografia de um lado de governantes considerados de esquerda, do outro lado de governantes considerados de centro. Qual é o papel do Brasil? É ser a espécie da ponte, que faz a ligação entre todas as correntes políticas da América do Sul”, disse.
Lula mostrou-se otimista ao dizer que acredita que a integração sul-americana é uma realidade e citou a adesão da Colômbia ao Conselho de Defesa Sul-Americano, no último sábado (19). “A relação política é quase que uma coisa química, ou seja, na medida em que você mostra confiança para as pessoas, as pessoas participam
Agência Brasil