31 janeiro 2007

Alckmin omitiu contrato do metrô da Assembléia de SP
“Queremos ter acesso a esse contrato que é uma verdadeira caixa-preta hoje no Estado de São Paulo”, afirmou o deputado Sebastião Arcanjo (PT), sobre a intenção de vários parlamentares da Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp) de terem acesso ao contrato de construção da Linha 4 do Metrô. “A Assembléia Legislativa está tentando ter acesso a esse contrato desde 2005”, acrescenta o deputado, que preside a Comissão de Serviços e Obras da Alesp.
De acordo com Arcanjo, a preocupação da Alesp é antiga devido ao número de acidentes ocorridos desde o início da construção da linha, em 2004. No ano passado, um operário morreu soterrado nas obras da futura estação Oscar Freire.
Outro ponto levantado pelo parlamentar é o fato de o governador José Serra (PSDB) pedir recursos adicionais de U$ 95 milhões ao Banco Mundial, além de outros U$ 95 bilhões ao banco japonês JBIC, que financiou a obra junto com o Bird. Outra contradição, segundo Arcanjo, porque “a alegação do governador Alckmin era de que esta obra era de preço fechado, que poderia inclusive ser mais barata e que os empreiteiros se acelerassem a obra tornariam o contrato com custo inferior ao proposto”.
Sebastião Arcanjo defende que órgãos isentos possam agora analisar o contrato entre o governo e as empreiteiras, pois acha “no mínimo estranho” que as maiores empreiteiras estejam juntas no contato. “O edital que possibilitou que essas empresas de grande poder político e econômico se articulassem em torno de um critério deve ser investigado”, defendeu. “Quem fez o edital e permitiu a situação foi o Estado. Portanto, isso também é tema de investigação”, acrescentou.