05 junho 2015

Pré-sal já atinge 700 mil barris/dia


Mesmo sob cerco da imprensa e oposição, Petrobras continua a bater recordes em petróleo e em gás

Pela primeira vez, a produção de petróleo no pré-sal ultrapassa a marca de 700 mil barris diários (bbl/d). Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em abril, a produção do pré-sal, oriunda de 49 poços, somou 715,1 mil bbl/d de petróleo e 27,1 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) de gás natural, totalizando 885,3 mil barris de óleo equivalente por dia (boe). O número representa aumento de 6,3% sobre o mês anterior.

Ainda de acordo com a ANP, em abril, a produção total de petróleo e gás natural no Brasil alcançou cerca de 2,988 milhões de barris de óleo equivalente (boe) por dia. Desse total, 2,394 milhões são de barris diários de petróleo e 94,3 milhões de metros cúbicos de gás natural.

Houve aumento de 11,6% na produção de petróleo sobre o mesmo mês em 2014. Em relação ao mês anterior, houve redução de 0,8%. A produção de gás natural avançou 13,9%, frente ao mesmo mês em 2014, e recuou 1,3%, sobre o mês anterior.

O aproveitamento do gás natural em abril ficou em 96,1%. A queima de gás natural em abril atingiu 3,7 milhões de metros cúbicos por dia, redução de aproximadamente 3,4%, em relação ao mês anterior e de 21,1%, sobre abril de 2014.

Cerca de 94,3% da produção de petróleo e gás natural foi proveniente de campos operados pela Petrobras. Aproximadamente 93,3% da produção de petróleo e 76,5% da produção de gás natural do Brasil foram extraídos de campos marítimos.

O Campo de Roncador, na Bacia de Campos, teve a maior produção de petróleo, com média de 344,8 mil barris por dia. Já o Campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de gás natural, com produção média de 14 milhões de metros cúbicos por dia.
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/

CHARGE DO BESSINHA

Rosa dá 48h para Cunha explicar votação ilegal


"Relatora do mandado de segurança protocolado por deputados contra a manobra do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao votar pela segunda vez o financiamento empresarial de campanhas, ministra do STF deu o prazo de 48 horas para que o peemedebista explique o procedimento; artigo 60 da Constituição impede a reapresentação de uma emenda constitucional na mesma sessão legislativa; ministro Marco Aurélio Mello já definiu a votação como ilegal; parlamentares pedem a anulação da decisão da Câmara
A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas para que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), explique a votação já definida como "ilegal" pelo ministro Marco Aurélio Mello, e que decidiu favoravelmente pelas doações empresariais de campanha.

PML: apesar do massacre, memória de Lula persiste

:
Recebido como chefe de estado pelo primeiro-ministro italiano Matteo Renzi, o ex-presidente Lula desfruta de prestígio internacional incomparável, no momento em que seus opositores reforçam a campanha negativa contra ele, que é potencial candidato à presidência da República em 2018; "o circuito italiano de Lula ensina que ele foi capaz de deixar uma herança mais duradoura do que seus dois mandatos", diz Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília; "também recorda que sua gestão teve um impacto que foi muito além das fronteiras brasileiras e mesmo da América do Sul"; leia a íntegra

Numa tentativa óbvia de lavagem cerebral dos brasileiros, a maioria dos meios de comunicação tem aproveitado a conjuntura de escândalos sucessivos que ela mesma produz em torno da Operação Lava Jato para tentar esconder e diminuir a memória de Luiz Inácio Lula da Silva, o mais popular dos presidentes brasileiros.
Mas a memória de Lula persiste — inclusive fora do país. Segundo a agência italiana de notícias, ANSA, o pavilhão brasileiro na Exposição Universal de Milão, inaugurada em 1 de maio, já foi visto por 450 000 pessoas desde a abertura. Prevê-se um aumento da visitação por esses dias, quando Lula estará na Itália, para uma série de encontros, palestras e conferências.
Situado na entrada da Exposição, com 4 000 metros quadrados de área, o pavilhão do Brasil tem como tema uma síntese das melhorias sociais ocorridas no país a partir de 2003, quando Lula tomou posse no Planalto, e que até hoje intrigam estudiosos e surpreendem cidadãos de vários países: “Alimentando o Mundo com soluções.” Um dos principais eventos internacionais do planeta desde o século XIX, a Exposição Universal é uma promoção que se prolonga por cinco meses, mobiliza um publico realmente gigantesco — em sua última edição, recebeu nada menos que 73 milhões de visitantes — e suas atrações costumam se modificar de acordo com as necessidades de cada momento. Durante um bom período, o foco se encontrava em invenções e novidades tecnológicas. Em 1853, em Nova York, período em que a escravidão era um regime de trabalho inclusive nos Estados Unidos, a Exposição serviu para mostrar elevadores. Em 1855, em Paris, a atração foi a máquinas de costura. Foi na Filadélfia, em 1876, que o imperador Pedro II falou pela primeira ao telefone, reagindo com espanto: “Isto fala!”
Em 2015, quando a recessão é um pesadelo em boa parte do planeta, o desemprego domina o Velho Mundo, e barcos de imigrantes da África cruzam o Mediterrâneo em busca de abrigo, emprego e futuro, o assunto é outro — e isso explica o lugar de Lula na exposição de Milão, para onde ele embarcou nesta quarta-feira. Gostem ou não seus adversários, ele é um dos principais responsáveis pela inclusão da fome na agenda mundial.
Dias antes da chegada a Itália, Lula publicou nas páginas do Corriere della Sera, o mais importante jornal italiano, um artigo (“Um mundo sem fome e com paz”) escrito em parceria com o assessor e amigo, José Graziano, hoje diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, FAO. “Um mundo sem fome não é um sonho abstrato,” escreveram os dois. “A pobreza e a miséria, dentro dos nossos países ou em outros países, não é um fato inevitável da vida. Podemos, sim, construir um mundo sem fome. E só um mundo sem fome pode nos permitir construir um mundo sem guerras, um mundo de paz.”
A agenda de Lula em Milão prevê, no mesmo local da exposição, a Conferência Magna da Sessão de Encerramento do Fórum de Ministros de Agricultura, convite que por si só é uma prova de prestígio, mas não é só. No sábado ele faz a Conferência McDougall, na abertura da 39ª Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A Conferência McDougall foi instituída em 1958, em homenagem a Frank L. McDougall, um dos fundadores da organização. (Em 2013, a palestra foi ministrada pelo Prêmio Nobel Amartya Sen). No domingo, Lula participa de um debate promovido pela Prefeitura de Roma.
Destinado a uma plateia de jovens, o tema da discussão é a mobilização social: “Participar para mudar: empenho civil contra a pobreza e a desigualdade”. Entre um evento e outro, a agenda italiana de Lula previa audiência com o primeiro ministro Matteo Renzi. Ele também iria assistir a recondução de Graziano a direção-geral da FAO, onde o antigo ministro, assessor leal desde os tempos do Instituto de Cidadania, tornou-se candidato único.
Realizado numa conjuntura difícil para o governo Dilma e para o Partido dos Trabalhadores, onde até seus índices de aprovação diminuíram, o circuito italiano de Lula ensina que ele foi capaz de deixar uma herança mais duradoura do que seus dois mandatos.
Também recorda que sua gestão teve um impacto que foi muito além das fronteiras brasileiras e mesmo da América do Sul. Num país que ao longo da história se habituou a importar diversas modas ideológicas, em particular aquelas que nenhum benefício trouxeram a maioria da população, como o Consenso de Washington, o neoconservadorismo e o Estado mínimo, foi um presidente capaz de assumir outra atitude e colheu outro resultado.
Mostrou aos brasileiros que era preciso encarar e modificar a dura realidade do país em que viviam — e assim ajudou a compreender que também era possível lutar por uma vida melhor em outros lugares.
Numa cultura onde a afirmação nacional é vista, frequentemente, como uma necessidade, o lugar de Lula tornou-se, em muitos lugares do país, um motivo de identificação e orgulho.
Pensando bem, não é difícil entender porque, quatro anos e seis meses depois de sua saída do Planalto, ele tenha se tornado motivo de massacre e lavagem cerebral. Alguma dúvida?

01 junho 2015

PF investiga ameaças contra ministro Teori

:
Relator de inquéritos sobre políticos suspeitos de envolvimento na Operação Lava Jato, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, recebeu ameaças há um mês, através de e-mail; a equipe de segurança do STF teria identificado o autor do texto, cujo nome está sendo mantido em sigilo, e enviou relatório à PF

Jornal do Brasil - A Polícia Federal está investigando ameaças contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki relator de inquéritos sobre políticos suspeitos de envolvimento com esquema de corrupção descoberto pela Operação Lava Jato.
De acordo com investigações, Teori recebeu ameaças há um mês, através de e-mail. Reportagem da Folha de S. Paulo informa que a equipe de segurança do STF identificou o autor do texto, cujo nome está sendo mantido em sigilo, e enviou relatório à PF.
No e-mail, o autor da ameaça usa palavras para constranger e ofender o ministro, mas não faz nenhuma referência à Lava Jato nem a nenhum processo jurídico.

31 maio 2015

Dilma passeia de bicicleta por Brasília



Depois de emagrecer 15 quilos com a dieta Ravena, a presidente Dilma Rousseff resolveu pedalar para manter a forma.Na manhã deste sábado (30), ela deu uma volta de bicicleta durante meia hora nos arredores do Palácio da Alvorada, sua residência oficial.

De calça legging preta, camiseta branca, jaqueta esportiva preta, tênis branco e capacete, a presidente deixou o Alvorada por volta das 9 horas e pedalou sem ser reconhecida entre os carros. Ela estava acompanhada por dois seguranças em bicicletas e por um carro que acompanhava de longe.

A presidente foi flagrada pedalando sorridente por profissionais TV Record de Brasília.

Em entrevista concedida em viagem ao México nesta semana, Dilma disse que sua receita de vida saudável envolve caminhada, musculação, bicicleta e boa alimentação.

Na ocasião, ela afirmou que a restrição à bebida alcoólica deixa a vida "muito ruim", mas defendeu a moderação. "Como eu poderia, sendo originária do nosso País, defender que não se pode tomar uma caipirinha? Faz parte da saúde também, a alegria", afirmou a presidente.Aqui o vídeo do passeio

Outro passeio da Dilma, que não foi noticiado na imprensa

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/

CHARGE DO BESSINHA

Erro de Cunha pode anular doações empresariais

:
O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) argumenta que a manobra do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para liberar o financiamento empresarial de campanha foi inócua; segundo ele, a polêmica emenda do deputado Celso Russomano (PRB/SP) prevê que candidatos só poderão receber recursos de pessoas físicas, enquanto os partidos políticos, de pessoas físicas e jurídicas; "O que é que Cunha e Russomano esqueceram? OS PARTIDOS SÃO PESSOAS JURÍDICAS! Ou seja, os partidos, com essa emenda, não poderão repassar UM TOSTÃO aos candidatos, mesmo que receberem milhões das empreiteiras amigas!", diz ele; leia a íntegra de "a esperteza, quando é demais, come o dono"

Brasília 247 – Em texto postado no Facebook, o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) argumenta que a manobra do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para liberar o financiamento empresarial de campanha foi inócua.
Segundo ele, a polêmica emenda do deputado Celso Russomano (PRB/SP), apresentada depois que outra havia sido rejeitada no dia anterior, prevê que candidatos só poderão receber recursos de pessoas físicas, enquanto os partidos políticos, de pessoas físicas e jurídicas.
"O que é que Cunha e Russomano esqueceram? OS PARTIDOS SÃO PESSOAS JURÍDICAS! Ou seja, os partidos, com essa emenda, não poderão repassar UM TOSTÃO aos candidatos, mesmo que receberem milhões das empreiteiras amigas! Quer dizer: esse dinheiro poderá ser usado pelo partido para qualquer coisa MENOS PARA FINANCIAR AS CAMPANHAS DOS SEUS CANDIDATOS", diz ele.
Leia, abaixo, a íntegra:
ESPERTEZA, QUANDO É MUITA, COME O DONO 

(Ou por que o financiamento empresarial vai cair!)

Vocês que acompanharam a tramitação da (contra) "reforma política" na House of Cunha sabem que, um dia depois de o presidente da Casa ter perdido a votação em que tentou incluir na Constituição, mediante emenda, o financiamento empresarial de campanha, ele fez uma manobra ilegal para votar novamente e, dessa vez, obteve a maioria necessária. Vocês que acompanharam sabem, também, que a "emenda aglutinativa" rejeitada permitia a doação de empresas a partidos e candidatos, e o artifício usado por Cunha na segunda votação foi pedir ao deputado Celso Russomano, do PRB, que apresentasse (fora do tempo, quando a matéria já tinha sido rejeitada) uma nova "emenda aglutinativa" que permite a doação de empresas (pessoas jurídicas) apenas a partidos, mas não a candidatos, que só poderão receber dinheiro ou bens estimáveis em dinheiro de pessoas físicas. Certo?

Pois bem, leiam com muita atenção o que o texto ilegalmente votado diz:

«Dê-se ao artigo 17 da Constituição Federal, constante da redação do artigo 2º do Substitutivo apresentado pelo Relator, a seguinte redação:

"Art. 17

§5º É permitido aos partidos políticos receber doações de recursos financeiros ou de bens estimáveis em dinheiro de pessoas físicas ou jurídicas.

§6º É permitido aos candidatos receber doações de recursos financeiros ou de bens estimáveis em dinheiro de pessoas físicas.
(...)».

Vamos repetir: os PARTIDOS poderão receber dinheiro ou bens de pessoas físicas ou jurídicas, mas os CANDIDATOS só poderão receber dinheiro de pessoas físicas.

O que é que Cunha e Russomano esqueceram?

OS PARTIDOS SÃO PESSOAS JURÍDICAS!

Ou seja, os partidos, com essa emenda, não poderão repassar UM TOSTÃO aos candidatos, mesmo que receberem milhões das empreiteiras amigas! Quer dizer: esse dinheiro poderá ser usado pelo partido para qualquer coisa MENOS PARA FINANCIAR AS CAMPANHAS DOS SEUS CANDIDATOS.

Não é engraçado? Tantas manobras, tanto atropelo, e eles mesmos atiraram no pé. Desesperados e com pressa por redigir uma emenda para ser votada (mesmo que isso atropelasse a Constituição Federal), Cunha et caterva criaram uma aberração jurídica que pode fazer com que os partidos que se submeterem a essa prática arrecadem milhões de reais, mas não possam repassar nada aos seus candidatos! Um verdadeiro Frankenstein!

Sem prejuízo a essa burra malandragem, o Mandado de Segurança contra a manobra golpista do Eduardo Cunha para aprovar essa emenda — iniciativa do meu mandato e do PSOL que conquistou o apoio de dezenas de parlamentares de diferentes bancadas — já foi protocolado no Supremo Tribunal Federal: http://bit.ly/1eHm3Hz

Quem quiser acompanhar a tramitação desse recurso, é só ficar de olho no link:http://goo.gl/Cl6mee

30 maio 2015

Washington Post: 'Cunha não se importa de jogar sujo'

:
O site do jornal americano "The Washington Post" publicou nesta sexta (29) um perfil do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), comparando-o a Frank Underwood, o ambicioso político de 'House of Cards', série do Netflix; de acordo com a matéria, Cunha “não apenas balançou o governo de Dilma Rousseff, no qual seu partido, o PMDB, é supostamente o aliado mais importante, mas suas ações ameaçaram inviabilizar a coligação meses após o começo do segundo mandato da presidente, levando a uma série de revoltas que abriram feridas nas frágeis alianças"; a reportagem relata ainda as manobras de Cunha para votar a reforma política nesta semana; ao site, o professor de história da UFMG, Rodrigo Motta, diz que Cunha 'não tem nenhuma ideologia'; "A sua ideologia é a do poder", disse
247 - "Um cristão evangélico que toca bateria e tem sido comparado a Frank Underwood, o ambicioso político de “House of Cards”, série do Netflix, vem abalando a política brasileira desde que foi eleito presidente da Câmara dos Deputados, há quatro meses". É assim que começa o perfil do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) publicado no site do jornal americano “The Washington Post” (original em inglês aqui).
De acordo com a matéria, Cunha “não apenas balançou o governo de alianças da Presidente Dilma Rousseff, no qual seu partido é supostamente o aliado mais importante. Suas ações ameaçaram inviabilizar a coligação meses após o começo do segundo mandato da presidente, levando a uma série de revoltas que abriram feridas nas frágeis alianças”.
O jornal americano citou as votações dessa semana para mostrar como Cunha trabalha: “Uma comissão do congresso trabalhou por mais de três meses nas propostas que foram jogadas fora depois que o deputado convidou alguns líderes de partidos para almoçar em sua casa e foi decidido que as medidas seriam votadas diretamente no plenário cheio”.
José Álvaro Moisés, cientista político da Universidade de São Paulo (USP), descreveu para reportagem do site do Washington Post o momento da política brasileira como um divisor de águas. "A oposição não está cumprindo bem o seu papel. Então esse espaço está sendo ocupado pelo PMDB", disse.
Segundo a publicação, o PMDB tem planos de desafiar o PT nas eleições presidenciais de 2018 e, com o Congresso agressivo que vem controlando com a presidência das duas casas, está mudando o equilíbrio de poder no Brasil. "O legislativo também quer definir a agenda do país", disse.
O jornal ressalta que críticos chamaram Cunha de perigoso, retratando ele como um operador político implacável e resiliente que dirige a Câmara dos Deputados de forma imperativa.
O jornal lembra ainda que Cunha recebeu doações da Camargo Corrêa, uma das construtoras investigadas na Lava-Jato, na campanha de 2010, e que a senha do computador dele na Câmara foi usada para fazer um requerimento com pedido de informações a uma empresa suspeita de pagar propina a políticos com dinheiro desviado da Petrobras.
De acordo com o depoimento ao jornal de Rodrigo Motta, professor de história da UFMG e autor de livro sobre o PMDB, o presidente da Câmara não tem ideologia. "Ele não tem nenhuma ideologia. A sua ideologia é a do poder", disse Motta à reportagem do Washington Post.
A reportagem encerra dizendo que a "política brasileira é um jogo áspero e que Eduardo Cunha não se importa jogar sujo para ganhá-la". 

29 maio 2015

O vexame final da marcha dos kataguiris em Brasília


Sucesso de público
Zambarda de Araujo, DCM

"Podiam ser os 300 de Esparta contra os milhares de persas desenhados pelo quadrinista Frank Miller, mas era apenas o grupo do Movimento Brasil Livre de Kim Kataguiri que chegou a Brasília na quarta-feira (27) para pedir o impeachment da Dilma.

O MBL esperava reunir 30 mil pessoas depois de uma pseudo marcha com um grupo inicial de 20 pessoas vindas de São Paulo. Não aconteceu nada e os planos dos caras foram por água abaixo.

Vi imagens de Kim e sua trupe na capital. Primeiramente, apesar da cabeleira, o líder do MBL resolveu tirar uma selfie de terno e gravata com Eduardo Bolsonaro e o pastor Marco Feliciano. É esse cara que quer ser a nova oposição ao PT? Como ele arrumou aquele terno?

Ronaldo dividiu comissão com Traffic e depois disse "a culpa não é minha, votei no Aécio".

A empresa do ex-jogador Ronaldo Nazário, aquele que participou de manifestações golpistas pedindo a volta da ditadura e o impeachment, já negociou rachar comissão com a empresa Traffic de J. Hawilla na intermediação de contratos de patrocínio da P&G ao Flamengo em 2012.

Pelo menos até agora não há notícias de irregularidades neste contrato, apenas mostrando que ambos já foram parceiros em negócios.

Ronaldo também se tornou sócio do Fort Lauderdale Strikers, time de futebol da Flórida. O time foi vendido por Hawilla em novembro de 2014. No mês seguinte Ronaldo virou sócio dos novos donos.

Hawilla está condenado nos EUA por crimes relacionados à corrupção no futebol. Ele mesmo admitiu os crimes e aceitou pagar quase meio bilhão de reais na Justiça dos EUA para abrandar as penas.

Tanto Ronaldo como Aécio não se manifestaram em seus respectivos facebooks sobre a prisão do ex-presidente da CBF, José Maria Marin e as investigações sobre a corrupção no futebol. O silêncio dos dois sobre o assunto chega a ser constrangedor.

Aécio sempre teve proximidade com cartolas de futebol, inclusive com Ricardo Teixeira e Marin. Em 2013 seu parceiro de senado Zezé Perrela (PDT-MG) agiu a pedido de Marin para enterrar uma CPI do futebol, convencendo 9 senadores a retirarem suas assinaturas. A manobra política foi vista como tendo o apoio de Aécio nos bastidores.
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/

Tucano é preso… Na Suíça.

ScreenHunter_5799 May. 27 08.39

Tucano é preso… Na Suíça.


amigão de Aécio Neves e de todos os tucanos, José Maria Marín, foi preso na Suíça.
Só a Suíça mesmo para prender tucano…
Atualização: Eu chamo Marin de tucano por sarcasmo. Na verdade, ele é o protótipo do tucano: um milionário corrupto blindado pela mídia, frequentador de convescotes de João Dória (que aliás agora virou assessor da CBF). Em 2014, como vice-presidente do PTB-SP, Marin apoiou fortemente Aécio Neves.
Óbvio que Aécio não tem culpa pelo amigo que tem. Assim como não tem culpa de ser amigão também dos Perrela, donos do helicóptero flagrado com meia tonelada de pó.
Atualização 2: Segundo os noticiários, Marin foi preso por participar de esquemas de corrupção há mais de 20 anos, envolvendo a venda de “transmissão televisiva”. Opa! Aí tem Globo!
Atualização 3: O domínio sobre o futebol brasileiro é um dos maiores trunfos da Globo. Enquanto os times atravessaram as últimas décadas falidos, a família Marinho consolidou-se como a mais rica do Brasil. A emissora praticamente regula os horários de exibição de jogos de acordo com sua grade de programação.
E por culpa dessa situação há um monte de jogos que não tem espaços na TV aberta. O governo deveria criar um canal de TV aberta apenas para exibir jogos de futebol, repassando o dinheiro da publicidade para os clubes, mas exigindo algum controle sobre o uso desses recursos.
jose-maria-marin-presidente-da-cbf-cumprimenta-fernando-henrique-cardoso-e-aecio-neves-durante-o-amistoso-entre-brasil-e-inglaterra-no-maracana-1370324985657_615x300
http://www.ocafezinho.com/page/2/

28 maio 2015

CHARGE DO BESSINHA

Kotscho aponta “monumental fracasso dos marchadeiros”

:
"Liderada por um pivete, a marcha que pretendia mobilizar simpatizantes, atrair a adesão popular ao longo da caminhada e ser recepcionada por caravanas vindas de outras cidades não chegou a reunir 300 pessoas na rampa do Congresso, onde foi recebida apenas por alguns líderes da oposição do porte de Carlos Sampaio, Jair Bolsonaro e Ronaldo Caiado", descreve o jornalista
247 - O jornalista Ricardo Kotscho aponta hoje, em seu blog, o "vexame" e o "monumental fracasso dos marchadeiros", que, liderados por um "pivete" - Kim Kataguiri, do Movimento Brasil Livre - pretendiam ontem reunir 40 mil pessoas em Brasília, depois de uma marcha desde São Paulo. O evento "só não acabou ignorado pela mídia porque alguns coordenadores do grupo conseguiram ser recebidos pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha", diz Kotscho. Leia abaixo:
Que vexame! Veja o fracasso dos marchadeiros
Eles programaram uma entrada triunfal em Brasília, esperando reunir pelo menos 40 mil pessoas nesta quarta-feira, ao final da "Marcha pela Liberdade", organizada pelo Movimento Brasil Livre, que saiu de São Paulo e levou 33 dias para percorrer 1.175 quilômetros a pé, com o objetivo de protocolar um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
A Polícia Militar do Distrito Federal preparou uma operação especial para receber a multidão em frente ao Congresso Nacional. Coordenador da operação, o tenente coronel Frederico Santiago levou uma tropa de 150 homens e deixou de prontidão outros 2 mil militares. Quando a grande manifestação chegou, havia um PM para cada dois marchadeiros, segundo relato do repórter Leandro Prazeres.
"Nossa estimativa foi feita com base no que as organizações passaram para a Secretaria de Segurança Pública. Não entendo nada de política, mas não sei como eles chegaram a esse número. De qualquer forma, estamos a postos", anunciou o tenente coronel Santiago.
Liderada por um pivete, a marcha que pretendia mobilizar simpatizantes, atrair a adesão popular ao longo da caminhada e ser recepcionada por caravanas vindas de outras cidades não chegou a reunir 300 pessoas na rampa do Congresso, onde foi recebida apenas por alguns líderes da oposição do porte de Carlos Sampaio, Jair Bolsonaro e Ronaldo Caiado.
Foi um monumental fracasso, que só não acabou ignorado pela mídia porque alguns coordenadores do grupo conseguiram ser recebidos pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que este ano já havia recusado sumariamente outros três pedidos de impeachment, mas prometeu encaminhar o pedido do MBL "para análise técnica" da sua assessoria jurídica.
Quando saíram de São Paulo, os marchadeiros de Kim Kataguiri, estudante de 19 anos, sonhavam alto, como ele anunciou pelo "Facebook: "No dia 27 de maio ocupemos a frente da Câmara para que os congressistas se sintam pressionados a atender a nossa pauta".
O MBL logo ganharia a adesão do deputado suplente Roberto Freire, presidente do PPS, que escreveu em seu Twitter: "Vamos mobilizar todos os partidos de oposição e oposicionistas de todos os partidos para a Marcha e o ato em BSB".
Nada disso aconteceu. Nenhum grande cacique tucano foi visto dando apoio à tragicômica aventura dos marchadeiros. Só apareceu uma faixa empunhada por anônimos atrás da mesa onde Cunha se reuniu com os lideres do MBL, em que se lia: "O PSDB saúda a Marcha pela Liberdade - Vocês são exemplos da cidadania e esperança para um Brasil livre da corrupção".
Pois não é que poucas horas depois, por ironia do destino, dando um cavalo de pau na votação do dia anterior, Eduardo Cunha conseguiu aprovar a emenda que coloca na Constituição o financiamento privado de campanhas eleitorais? Parece ficção, mas é real, caros leitores.
E vamos que vamos.

26 maio 2015

Investigação que cita Richa envolve sexo e fraudes

:
Apuração da Gaeco em torno do auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, que denunciou uso de propina no comitê do governador Beto Richa (PSDB), inclui esquema no fisco do Paraná, rede de exploração sexual de menores e fraude em licitação de carros oficiais por um suposto primo do tucano
247 – O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime) tem em mãos três investigações que se cruzam em casos de sexo, corrupção e pessoas ligadas ao governador Beto Richa (PSDB).
O ponto em comum entre elas é o auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, preso em flagrante no motel com uma menina de 15 anos. Acusado de participar de esquema de cobrança de propina de empresários para reduzir ou até anular dívidas tributárias, ele também levou os investigadores à apuração de uma rede de servidores e empresários para exploração sexual de menores.
Dessa apuração, descobriu-se uma suposta fraude numa licitação de manutenção de veículos oficiais, vencida pelo empresário Luiz Abi Antoun, que se apresentava como primo do governador tucano.
Em delação, Souza afirmou ainda ter repassado R$ 2 milhões de propina à campanha de Beto Richa. Ele apresentou notas fiscais ao Ministério Público para comprovar uso de verba de corrupção no comitê tucano.
Nos documentos, ele diz que usou R$ 20 mil para comprar 70 unidades de compensados na Gmad Complond Suprimentos para Móveis.
Procurado, o PSDB-PR alega que a "a coordenação da campanha eleitoral do PSDB não encomendou o referido material, não autorizou e nem recebeu qualquer nota fiscal referente ao alegado serviço."
Leia aqui reportagem de Lucas Reis sobre o assunto.

CHARGE DO BESSINHA

22 maio 2015

Fachin tomará posse no Supremo em 16 de junho

Marcelo Camargo/Agência Brasil:
O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 16 de junho a posse do novo ministro Luiz Edson Fachin, na vaga deixada pelo ex-ministro e ex-presidente da Corte Joaquim Barbosa, que se aposentou em julho do ano passado; indicado para o cargo pela presidente Dilma Rousseff, Fachin foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e depois pelo plenário do Senado, na última terça (19); ele deverá adotar o nome profissional de Edson Fachin
Agência Brasil - O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 16 de junho a posse do novo ministro Luiz Edson Fachin, na vaga deixada pelo ex-ministro e ex-presidente da Corte Joaquim Barbosa, que se aposentou em julho do ano passado.
Indicado para o cargo pela presidenta Dilma Rousseff, Fachin foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e depois pelo plenário do Senado, na última terça-feira (19). Ele deverá adotar o nome profissional de Edson Fachin.
Professor de direito civil da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Edson Fachin é sócio-fundador de um escritório em Curitiba especializado em arbitragem e mediação no direito empresarial. O advogado é mestre e doutor em direito das relações sociais e tem pós-doutorado no Canadá.
Formado pela Universidade Federal do Paraná em 1980, ele ocupa atualmente uma das cadeiras da Academia Brasileira de Letras Jurídicas. Desde os anos 1980, atua na área acadêmica, tendo publicado diversos livros, principalmente sobre direito civil. Embora tenha feito carreira no Paraná, Fachin nasceu na cidade gaúcha de Rondinha.
O novo ministro do STF também é membro das academias Brasileira de Direito Constitucional e Brasileira de Direito Civil, do Instituto dos Advogados Brasileiros e do Instituto dos Advogados do Paraná.
Anteriormente, Fachin integrou a comissão do Ministério da Justiça sobre Reforma do Poder Judiciário e o Instituto de Altos Estudos da Universidade Federal de Minas Gerais. Também atuou como colaborador do Senado na elaboração do novo Código Civil brasileiro.

Lula, com gosto, topa a polêmica que FHC pediu na TV

Autor: Fernando Brito

lularespfhc
Como era de se esperar, Lula reagiu com gosto às provocações lançadas por Fernando Henrique Cardoso anteontem à noite no programa do PSDB, onde o tucano o acusou de ter sido o governo do petista a fonte de todos os “erros e desvios” que ele diz terem tomado conta do Brasil.
“Eu vi o programa do nosso adversário na terça-feira. Fico triste, porque um homem que foi presidente da República, letrado como ele é, não tinha o direito de falar a bobagem que ele falou”.
Triste, Lula, só se for pela pequenez de FHC, mas do ponto de vista da política, ele fez tudo o que não devia fazer.
E vai ler, espumando, o que você diz:
“Se ele quisesse falar de corrupção, ele precisaria contar para este país a história de sua reeleição. Eu espero que, com a mesma postura com que ele foi agredir o PT ontem à noite, ele diga – se não quiser dizer para mim não tem problema, eu sei como foi. Senta na frente do seu neto e conta pra ele. Seja verdadeiro”.
“Ele deveria contar ao país a história de sua reeleição”.
Lula entrou direto no ponto mais fraco de FHC nesta discussão:
“Não teve no nosso mandato ‘engavetador’ no Ministério Público e não teve afastamento de delegado da Polícia Federal por investigar. Só há um jeito das pessoas não serem incomodadas neste país, é serem honestas, é fazerem a coisa certa. Não tem tapete para esconder a sujeira. No tempo deles, só tinha tapete”
E foi claro ao registrar que é contra ele, mais que contra Dilma, que os tucanos querem atingir:
“Eu estou assustado. Agora, eles já não querem mais atacar a presidente Dilma Rousseff. Eles já estão pensando que tem de balear o Lula, pensando que o Lula vai voltar em 2018. Eu nem sei se vou estar vivo”.
Se vai estar vivo – e tudo indica que sim – ninguém pode saber, mas que está vivíssimo para não deixar  escapar a polarização que, na sua histeria, os tucanos propuseram em seu programa de TV, está, e muito.
E não deixou de dar recado aos “paneleiros”:
“A presidente foi eleita pelo voto direto. Quem não gostar dela, e quiser eleger o seu, espera as próximas eleições”
Sem golpe.
http://tijolaco.com.br/blog/?p=26888

CHARGE DO BESSINHA

Flagrante desmente e complica Beto Richa no escândalo de suborno para sonegação.

http://sindafep.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6865:sindafep-se-reune-com-fernanda-richa-para-tratar-de-assuntos-de-interesse-mutuo&catid=24:sindafep&Itemid=9

A Promotoria de Justiça e Patrimônio Público de Curitiba investiga desde março uma denúncia contra a mulher do governador Beto Richa. Segundo a acusação, a primeira dama, Fernanda Richa, teria exigido R$ 2 milhões de auditores fiscais para que o tucano os promovesse de cargo.

"O valor teria sido arrecadado mediante contribuições espontâneas de integrantes da Receita Estadual e estaria destinado à campanha de reeleição de Carlos Alberto Richa", diz o texto da denúncia.

Fernanda Richa, através de nota, afirmou que "jamais interferiu em atos administrativos de competência do governador".

O governador tucano chamou a acusação de "canalhice" e disse que sua mulher “nem sabe o que é um auditor fiscal”.

Mas o passado desmente categoricamente Beto Richa e coloca em dúvida a explicação de Fernanda, pois ela reuniu-se com a diretoria do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita do Estado do Paraná (SINDAFEP) no dia 24 de julho de 2014, e foi para tratar também de pendências financeiras segundo notícia divulgada pelo sindicato com direito a foto.

"Durante o encontro, o presidente do Sindicato, José Carlos Carvalho, e o vice-presidente sindical, Wanderci Polaquini, apresentaram a pauta com as pendências financeiras existentes com os Auditores Fiscais paranaenses...".

No jornal do mesmo Sindicado, edição de maio de 2014, a página 5 traz a noticia "Governador assina decreto que autoriza a promoção dos Auditores". No texto está escrito com todas as letras “Isto foi fruto do empenho da Diretoria do SINDAFEP, da secretária Fernanda Richa (...)".

Apenas isto não é prova de malfeitos, mas desmente Beto Richa, pois Fernanda sabe muito bem o que é um auditor fiscal. E também desmente a própria primeira dama, pois segundo o sindicato dos auditores ela interviu sim pela classe para que atos administrativos do governador fossem assinados.