Novo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, durante entrevista no Itamaraty. Foto: Valter Campanato/ABr

O embaixador Roberto Azevêdo, novo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), afirmou nesta sexta-feira (17), em entrevista coletiva no Itamaraty, que a principal meta de seu trabalho à frente da entidade é retomar os debates da Rodada de Doha, que se iniciou no Catar em 2001 para tratar da liberalização comercial com ênfase nas necessidades dos países em desenvolvimento.
Segundo Azevêdo, é preciso buscar os limites do possível e não do desejável para destravar a negociação. Ele disse que terá como objetivo à frente da entidade facilitar o consenso e fazer com que os países voltem a negociar.
Temos de encontrar os limites do possível e não do desejável. Precisamos esquecer um pouco o que gostaríamos de ter na rodada e ver o que é possível. E, a partir daí, montar uma mesa de negociações (…) Vamos tornar a rodada mais amistosa e mais flexível, do ponto de vista dos negociadores. Talvez seja esse o caminho”, afirmou.
Azevêdo disse que que conversou por telefone com a presidenta Dilma Rousseff no dia em que foi anunciado o resultado da recomendação de seu nome à Direção Geral da OMC. O diplomata toma posse em 1º de setembro e vai comandar a próxima conferência ministerial da entidade, em Bali, na Indonésia, entre 3 e 6 de dezembro.