247 – De acordo com o maior jornal de finanças e
negócios do País, o Valor Econômico, das famílias Frias e Marinho, a
presidente Dilma Rousseff “passa pelo seu pior momento”, no dizer da
editora-chefe Rosangela Bittar. Para a revista Forbes, que já era um
sucesso global décadas antes de a joint venture Folha-Globo surgir, a
avaliação é bem diferente.
Em ranking das 100 mulheres mais poderosas do mundo, Dilma aparece
numa radiante segunda colocação, no encalço da chanceler alemã Angela
Merkel, que tem liderado a lista nos últimos oito anos. A condição de
pilotar a sétima economia do mundo manteve a brasileira, nos dois
últimos anos, no terceiro posto, atrás também de Hillary Clinton. Ao
deixar suas funções no Departamento de Estado, porém, a fila andou. Não
necessariamente, porém, Dilma avançou na escala da Forbes porque Hillary
saiu. Sua colega Cristina Kirchner, da Argentina, aparece este ano no
26º lugar, dez abaixo do posto que ocupava no ano passado. A terceira
mais poderosa da Forbes em 2013 é Melinda Gates, que divide com o marido
Bill Gates uma das três maiores fortunas do mundo.
Para Dilma, sua aparição no retrovisor de Merkel é uma vitória
pessoal. A presidente brasileira diverge frontalmente das políticas de
austeridade que a mandatária alemã recomenda para a Europa, as quais
pratica sem grande ênfase na própria Alemanha. O modelo
desenvolvimentista praticado por Dilma, na contra-mão da resignação à
crise, tem resistido e prosperado no Brasil, o que faz com que a
presidente brasileira não despenque na respeito internacional. Ao
contrário. “No ponto médio do seu governo”, como lembra a Forbes, Dilma
mantém um estilo de governo pessoal e forte ao mesmo tempo, no qual não
há dúvidas sobre quem, efetivamente, exerce o cargo. Apesar da torcida
contrária da mídia tradicional, a presidente poderá até mesmo
ultrapassar Angela Merkel caso o desempenho da economia, hoje uma das
que mais cria empregos no mundo, melhore ainda mais em sua metade final
de mandato.
A Forbes faz seu ranking baseada nos quesitos fortuna, destaque na
mídia e impacto. Descrita pela revista americana como alguém que tem a
missão de tirar o Brasil do mais lento crescimento da última década,
Dilma é vista como “a ex-revolucionária" que "se senta sobre a sétima
maior economia nacional do mundo". O texto diz ainda que a ênfase da
presidente no empreendedorismo inspirou uma nova geração de pequenas
empresas no País, mas que há críticas quanto a seu "favorecimento" à
política pró-desenvolvimento sobre "preocupações mais humanitárias".
Como destaque, a publicação coloca que a líder política tem "um novo
aliado" com a eleição do pela primeira vez brasileiro diretor-geral da
OMC, Roberto Azevêdo, cuja eleição foi confirmada em Genebra no início
deste mês.
Abaixo de Melinda Gates, estão Michelle Obama (primeira-dama dos
Estados Unidos) e Hillary Clinton. No 18% lugar, outra brasileira: a
presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster.