05 Novembro 2011

Delúbio Soares (*)

Faz mais de três décadas que conheço Luiz Inácio Lula da Silva. Dirigente sindical dos professores de Goiás, pelos idos do final dos anos 70, fui apresentado ao dirigente sindical dos metalúrgicos do ABC paulista. Nascia ali um laço forte de respeito e admiração por sua luta, por seus ideais e pela forma como sempre se portou na defesa da classe trabalhadora.

Bem antes do alvorecer dos anos 80, a fervilhante década que marcou a redemocratização de nosso país com a eleição de Tancredo, as Diretas Já e a convocação da Assembléia Nacional Constituinte, eu já estava ao lado de Lula fundando aquele que viria a ser o maior partido da história do Brasil e um dos mais importantes partidos de esquerda de todo o mundo. Tempo faz…

Enfrentamos a descrença da maioria absoluta, dos que não acreditavam no nascimento de um partido que consagraria seu ideário em favor da classe trabalhadora, das mulheres, das crianças, dos negros, dos indígenas e das minorias. Não colocavam fé num partido sem raposas tradicionais, sem doutores famosos ou grandes empresários, sem capilaridade alguma na elite dirigente de um país que se preparava para operar a transição do regime autoritário para uma abertura democrática, ainda que tímida, ainda que sob a tutela dos que nos oprimiram por 21 longos e duros anos de chumbo. Éramos só teimosia e fé.

O Partido dos Trabalhadores nascia como uma força da natureza, sem nenhuma estrutura grandiosa, enfrentando toda sorte de percalços e não bafejado pelos donos do poder econômico ou a mídia, sempre tão hostis. Mas o PT brotava do Brasil verdadeiro, das legiões de miseráveis do país onde suas imensas riquezas ainda estavam nas mãos de pequeníssima minoria. O PT surgia como um sonho generoso de uns poucos diante da incredulidade, do pessimismo e da acomodação da quase totalidade.

Ao lado de Lula percorremos cidades e campos, enfrentamos o frio da madrugada nas portas de fábrica da rica São Bernardo do Campo ou suamos em bicas, sob sol escaldante, pregando para meia-dúzia de irmãos nossos de um Brasil esquecido e paupérrimo nos grandes sertões e nas veredas do Jequitinhonha, então um vale da fome e do esquecimento. Lula fixava nas retinas a imagem do país sofrido que ele viria a transformar em Nação vitoriosa. Lula desenhou nas solas dos sapatos a geografia daquele Brasil faminto e doente, preterido e humilhado, com o qual celebrou um pacto de alma: resgatar a dignidade de sua gente e torná-lo um país mais justo e desenvolvido.

Com ele, Lula, nosso líder inconteste e nosso companheiro exemplar, colhemos aplausos tímidos de platéias escassas pelo interior sofrido, nos deparamos com a zombaria e o desestímulo dos que apenas espiam a história e não querem mudá-la. Fomos ovacionados em estádios lotados nas assembléias de trabalhadores e, também, na maioria das vezes nos intoxicamos com os gases das bombas lacrimogêneas, enfrentando a ira dos poderosos de então, sentindo no lombo a dureza dos cassetetes e no coração a leveza de que – exatamente por tudo o que nos acontecia – estávamos no caminho certo.

Quando as vicissitudes faziam parte de nosso cotidiano e tudo era só incerteza ou insucesso, nem assim, jamais ouvimos dos lábios de nosso líder qualquer reclamação, lamúria alguma, uma blasfêmia sequer. Quanto pior a situação que enfrentávamos, mais Lula crescia. Impossível sentir medo, duvidar do futuro ou acreditar no fracasso ao lado de um homem que, sendo cordato de alma e flexível no diálogo, é uma cordilheira intransponível quando os princípios estão em jogo.

É que Lula faz parte de uma categoria raríssima de homens e de mulheres diferentes. São os que não vieram na vida a passeio, mas a serviço. São aqueles escolhidos pela história, para que sejam os agentes de seus desígnios e cumpram missões quase tão impossíveis quanto indispensáveis para seus povos. Suas vidas e seu amanhã não lhes pertence, passando a ser de sua gente e do próprio processo histórico. Com o Estadista Luiz Inácio Lula da Silva não seria e nem foi diferente.

Pior que o câncer era o destino reservado aquela família tão numerosa quanto paupérrima, de cidadezinha perdida no sertão do Pernambuco, que num precário caminhão pau-de-arara fugiu da fome e do abandono e foi “buscar a sorte” e “tentar a vida” no sul maravilha. Na carroceria lotada de sacos travestidos de malas, entre os rostos sofridos havia o sorriso luminoso de uma brasileira chamada Lindú e o olhar penetrante de um filho seu, mal-chegado à adolescência e a quem a história marcaria de forma tão indelével quanto gloriosa.

Muito pior que o câncer era a trajetória de vida que nossa estrutura social tão injusta destinava ao filho de Lindú. Trajetória tão igual a de outros milhões de brasileiros, de nordestinos, de pobres, de deserdados de um Brasil tão rico e tão pobre: poderia ser vendedor de laranjas, engraxate, jornaleiro, flanelinha, peão-de-obra, pintor de paredes, pedreiro… Com um pouco de esforço e sorte, poderia ser um operário qualificado ou funcionário público, pequeno comerciante… E já seria muito! Jamais, um “Doutor”! Isso sem falar nos que não sobrevivem à fome ou se perdem nos desvãos da injustiça social ou do submundo.

Lula venceu o pouco que lhe estava destinado. Ajudou sua mãe no dia-a-dia e no sustento de muitos irmãos, não rejeitou trabalho algum, enfrentou a pobreza e se tornou um metalúrgico. Depois, já era líder sindical respeitado e responsável pelas grandes greves que balançaram a ditadura e apressaram o processo de redemocratização. Preso e humilhado, deixou o cárcere apenas para despedir-se da mãe adorada, já morta. Foi dos piores momentos de sua vida. Porém, Lula o superou e jamais guardou mágoas de quem quer que fosse. Seus carcereiros, trinta anos depois, declarariam seus votos nele para Presidente da República.

Fundou o PT, disputou e perdeu feio o governo de São Paulo. Logo após, disputou e perdeu três eleições consecutivas para a presidência da República. Lula sofreu toda sorte de agressões verbais e violências morais. Não lhe pouparam nada, nem a vida pessoal, nem sua família ou mesmo sua (pouquíssima) instrução escolar. Mas a história, caprichosa e sábia, mal registrará os nomes dos que o derrotaram. Até que em 2002, em verdadeira e memorável revolução pelo voto, os brasileiros fizeram com que a esperança vencesse o medo e deram a ele, Lula, a oportunidade de mostrar a que veio. E ele não os decepcionou!

Mais de 40 milhões de brasileiros deixaram a pobreza e ingressaram na classe média. As universidades se abriram para o povo através de Pro-Uni e nunca se construiu tanta moradia popular quanto no governo do presidente Lula. A indústria e o comércio viveram os melhores anos desde o governo de JK, meio século antes. Um Brasil desmoralizado por três quebras humilhantes no naufragado governo do sociólogo Fernando Henrique Cardoso, o “Príncipe dos Sociólogos”, passou a ser admirado e aplaudido pelo mundo todo durante o governo do semi-alfabetizado Lula, o “sapo barbudo”. O Brasil derrotado e perdedor, com a auto-estima estraçalhada pelo neo-liberalismo do tucanato, levantou sua cabeça e passou a ser um dos países eleitos para o sucesso e a liderança no século XXI. O olhar penetrante do menino esquálido do caminhão pau-de-arara viu longe, viu mais, viu o que os meninos ricos que governaram o Brasil antes dele jamais sonharam ver.

Lula enfrentou o ódio, o medo, o preconceito, a mentira, a calúnia, a maldade, a incredulidade, o pessimismo, a hipocrisia. E todos eles são espécies de câncer. Lula os venceu, o derrotou um a um.

Há hoje, nas entranhas do país que Lula transformou para melhor, em cada coração um lindo e nobre sentimento de solidariedade verdadeira, de pungente ternura, de amizade sólida, de admiração genuína, de torcida em favor do guerreiro que enfrentou e venceu todo e qualquer mal que se lhe apresentasse ao longo de seu caminho.

O coração generoso de nosso grande povo pulsa solidário e forte. Missas, cultos e orações se sucedem. Velas e luzes se acendem nos confins do Brasil mais profundo, mãos se unem em oração e os que nada tinham e hoje comem, trabalham, estudam e exercem plena cidadania, vibram positivamente por Lula, um irmão deles que chegou lá.

Agora Lula está lutando contra um câncer. Péssimo para o câncer: Lula, de novo, vencerá.

(*) Delúbio Soares é professor



03 Novembro 2011

A volta por cima #ForçaLula

Estadão
A conduta pública do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde que soube que tem câncer na laringe é a melhor resposta que ele poderia dar às baixezas de que tem sido alvo nas chamadas redes sociais e outros meios de expressão na internet. Mentalidades encardidas, incapazes de distinguir entre rejeição política e respeito pelas vicissitudes pessoais daqueles a quem combatem na cena pública, deram vazão ao que o antecessor Fernando Henrique Cardoso chamou de "recalques" - talvez para não dizer algo pior. Com indisfarçado gozo com o sofrimento alheio, batem na tecla de que Lula devia se tratar no SUS para sentir na pele as mazelas da saúde pública no País que, certa vez, em um dos seus arroubos autocongratulatórios - que este jornal jamais deixou de criticar -, declarou não estar longe de "atingir a perfeição".Quanto mais não seja, os tipos que espelham nas novas mídias a própria mesquinhez nem sequer se perguntaram se o ex-presidente dispõe de um plano de saúde que cubra o seu tratamento numa instituição de primeira linha. Na realidade, conforme se noticiou, não só dispõe de um seguro do gênero, como ainda, depois de oito anos no Planalto e com as conferências altamente remuneradas que tem sido convidado a fazer, amealhou recursos pessoais para eventualmente complementar as suas despesas médico-hospitalares. É sabido que em toda parte a internet é também um repositório de torpezas. Mas não é em toda parte que líderes políticos contribuem, pelo modo como reagem a uma grave enfermidade, para elevar os padrões da ética pública em seus países - o que inclui, parafraseando Thomas Jefferson, um respeito decente pela opinião da sociedade.
Informado de sua condição, Lula decidiu que não se deveria sonegar dos brasileiros a verdade sobre o seu estado, o resultado dos exames a que se submeteu para aferir a gravidade da sua moléstia, a natureza, duração e efeitos colaterais da terapia que estava para começar, bem assim os prognósticos a que a sua equipe médica podia chegar já nesse estágio. Fez o que não foi capaz de fazer, para citar um exemplo estrangeiro notório, o então presidente francês François Mitterand que escondeu estar acometido de câncer na próstata na maior parte dos 14 anos em que exerceu o poder, entre 1981 e 1995. Lula, a rigor, não foi o primeiro político brasileiro de envergadura a jogar limpo numa situação como essa - que, inevitavelmente, provoca especulações nem sempre otimistas sobre o seu desempenho futuro.A primazia, até onde chega a memória, foi do governador paulista Mário Covas, cuja incapacitação, licença e afinal falecimento, em 2001, aos 71 anos, vítima de câncer na bexiga, influiu nos rumos da política nacional. Tampouco o vice de Lula, o empresário José Alencar, tentou em algum momento ocultar a sua luta de 11 anos e 15 cirurgias contra um câncer abdominal. Ao contrário, foi um exemplo de tenacidade. E o próprio presidente não há de ter estado alheio à decisão da então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, de revelar, em abril de 2009, ter iniciado tratamento contra um câncer no sistema linfático e, desde então, de manter o Brasil informado do seu caso. Àquela altura, já se sabia que era a candidata escolhida por Lula - e os dois, principalmente ela, tiveram de suportar as conjecturas saídas na imprensa sobre o eventual colapso de sua candidatura. Agora, o ex-presidente não apenas mandou que falassem a verdade a respeito de sua saúde, mas faz ainda outra coisa que se espera de uma figura com a sua estelar popularidade. À maneira de José Alencar, ensina pelo exemplo que o câncer não deve prostrar os seus portadores - que é o que os oncologistas vivem dizendo a seus pacientes e aos familiares deles, por saber que o ânimo dos enfermos desempenha um papel não negligível para as suas chances de recuperação. O vídeo que divulgou anteontem, no qual afirmou que "não existe espaço para pessimismo", despedindo-se com um "até a primeira assembleia, o primeiro comício, o primeiro ato público", é puro Lula. Dando a volta por cima do susto inicial, vai tirar do drama pessoal o que ele lhe pode render de acréscimo na sua já formidável popularidade.
Estadão

ALÔ, COLÉGIO PEDRO II


Um professor psicopata do Colégio Pedro II, do RJ, Márcio Nasser Medina,  desejou a morte do Lula e de outros políticos no seu Facebook.  Como eu não sou psicopata, não desejo a morte do professor, aliás não desejo a morte de ninguém. Muito ao contrário, desejo que ele  e os demais abutres nefastos tenham muita saúde e vida longa  para acompanhar a cura do presidente Lula, a volta triunfante do presidente Lula, para desfrutar de  todo o bem que o presidente Lula ainda  vai fazer pelo Brasil  e pelo povo brasileiro. É uma pena que o Colégio Pedro II tenha em seu quadro de professores  um ser tão  nefasto, um  psicopata  perigoso  que deveria estar internado em um hospital psiquiátrico.  Trata-se de  um demente e uma ameaça a sociedade ensinando jovens em uma sala de aula!! Alô, Colégio Pedro II: mais cuidado com seus alunos. Atenção ao corpo docente!
Jussara Seixas

Colégio Pedro II do Rio de Janeiro está bem de professor!



Psicopata carioca expõe sua imbecilidade no Facebook

Esse amontoado de ignorância e ódio é professor de física no Colégio Pedro II. Se quiser mais sobre o elemento (não recomendado), leia AQUI
O aspirante a Hitler ampliado
http://profdiafonso.blogspot.com/

DEM, PSDB e PPS são contra lei que garante aumento real de salário entre 2012 e 2015

STF julga ação da oposição contra valorização do salário mínimo
Por: Redação da Rede Brasil Atual

São Paulo – O Supremo Tribunal Federal (STF) pode julgar nesta quinta-feira (3) a ação direta de inconstitucionalidade apresentada por PPS, PSDB e DEM contra a lei que estabelece uma política de valorização para o salário mínimo entre 2012 e 2015. Os partidos de oposição ao governo federal consideram que o mecanismo que permite a determinação dos valores por meio de decreto presidencial viola a Constituição.
A relatora da ação, ministra Carmen Lúcia, deve se manifestar contra a aceitação do pedido, levando em conta pareceres do Senado, da Câmara e da Advocacia Geral da União (AGU) que não veem qualquer ilegalidade na forma como será reajustado o salário mínimo.

02 Novembro 2011

Brasileiro dá nota 6,8 para a vida que leva


Avaliação é similar à da população de países muito ricos, segundo estudo realizado pelas Nações Unidas

Rafael Moraes Moura, Lisandra Paraguassu e Lígia Formenti
Brasília - Os brasileiros estão tão felizes com a sua vida quanto populações muito mais ricas, como os alemães, belgas e islandeses. Em uma escala de 1 a 10, a população do país deu nota 6,8 para sua vida, enquanto os alemães acreditam que seu dia-a-dia merece 6,7, os belgas e islandeses 6,9 e os noruegueses - país com maior IDH no mundo - 7,6.Comparado aos 10 países com melhor IDH, o Brasil se mostra mais preocupado em geral com o aquecimento global (para 94,9%, o tema é grave, ante 43,7% da Noruega), reconhecem em maior grau que o aquecimento global é causado por ação humana (81,3%, contra 50,1% da Suécia), estão menos satisfeitos com as ações para preservar o meio ambiente (48,2% versus 66,1% dos Países Baixos), menos satisfeitos com a qualidade do ar (68,2%, inferior aos 93,1% da Austrália) e menos satisfeitos com a qualidade da água (83,1%, ante 89% da Nova Zelândia).Apesar disso, o brasileiro apresenta baixa atividade em grupo ambientalista: apenas 7,2% da população participa de alguma iniciativa desse tipo, número inferior aos dos 10 mais países mais bem colocados no IDH, onde a porcentagem varia de 11,4% (Suécia) a 24,6% (Nova Zelândia).
Agência Estado

01 Novembro 2011

Em vídeo, Lula agradece pelo apoio recebido

Ao lado de sua esposa, Marisa Letícia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu pelo apoio dado por milhares de pessoas que lhe enviaram mensagens de solidariedade.

O vídeo foi gravado na tarde deste terça-feira (1º), pouco antes de Lula deixar o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde fez sua primeira sessão de quimioterapia.



Vídeo: Ricardo Stuckert/Instituto Lula – A reprodução é livre desde que os créditos sejam citados.

Homenagem do Corinthians a Lula, a emoção e solidariedade de toda uma nação

Emocionado, como acredito que esteja a maior parte dos brasileiros com a homenagem prestada no jogo de ontem ao ex-presidente Lula pelo Curingão, por seus jogadores e torcedores que, naquele momento, externavam um sentimento de todo o país, decidi reabrir este blog( em recesso até dia 02) para registrar esta torcida de todos nós pelo êxito no tratamento que o ex-chefe do governo inicia hoje.
Torcedor fanático do Corinthians, ele foi homenageado por jogadores, torcida organizada e pelas arquibancadas momentos antes da partida deste domingo contra o Avaí, no Pacaembu, na qual o Timão retomou a liderança do Campeonato Brasileiro. Os atletas entraram em campo com uma faixa com a expressão “Força, Lula”, em solidariedade ao torcedor ilustre e em alusão à hashtag que tomou conta do Twitter desde o último sábado, numa corrente positiva de milhares de internautas pela saúde do ex-presidente.

Além dos jogadores, a torcida organizada do Corinthians, a Gaviões da Fiel, também levou a campo faixas em homenagem ao ex-presidente. Elas se repetiram, ainda, em manifestações espontâneas vistas na arquibancadas do Pacaembu, onde torcedores levantaram bandeiras com a imagem de Lula.
Corínthians, uma metáfora do que deve acontecer ao ex-presidente
Daí para o resultado em campo foi um passo. A minha sensação, até mais, uma certeza, é de que o Corinthians mostrou ontem em campo uma metáfora do que vai acontecer ao ex-presidente. O Timão venceu de virada, e ainda com um jogador a menos. A vida do brasileiro Lula tem sido um pouco isso, uma sucessão de vitórias por maiores que sejam as dificuldades que ele precisou, ou tenha de contornar.
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RECADO PARA OS ABUTRES NEFASTOS

Os  abutres  de sempre estão histéricos, alvoroçados:  "Lula está com câncer".  Pipocam na  internet  comentários maldosos  desses abutres  nefastos.  O que ainda impressiona é  o grau de ignorância dessa gente, primeiro porque o câncer deixou de ser uma doença  sem cura. Sempre que descoberto  na fase inicial  ele é 100% curável. Testemunhei   esse fato no dia a dia  da minha profissão de enfermeira e também na minha própria família. A própria presidenta Dilma é um exemplo disso.  Em segundo lugar,  ninguém está livre  de vir a ser portador da moléstia. O câncer não escolhe as pessoas por sexo, cor,  credo religioso, idade ou condições financeiras: simplesmente aparece e ponto.  Não se enganem,  abutres alvoroçados,  vocês não estão livres  do câncer, ninguém está.  Sempre existem os espertos  que dizem: eu não fumo, eu não bebo, tenho uma vida  saudável. Ótimo  que seja assim, mas sinto informar  que isso não é garantia  de que está a salvo do câncer. Os registros da medicina não me deixam mentir. Então,  seu abutre ignorante, menos. Respeite  o momento pelo qual passa o presidente Lula e  a família dele como gostaria de ser respeitado  se você – ou algum ente querido – estivesse enfrentando o câncer.  Prestem atenção, abutres nefastos, vou repetir: ninguém está livre do câncer, isso é fato.  Não se enganem, não se iludam. 
Jussara Seixas