07 Outubro 2011

BRASIL, UM PAÍS DE JOVENS

Delúbio Soares (*)
Mais de 30% de nossa população está na faixa etária compreendida até os 29 anos. E a mesma proporção de brasileiros até a faixa dos 50 anos. Trocando em miúdos, somos um país de jovens. Se formos comparar os nossos pouco mais de 500 anos de história com civilizações milenares do hemisfério norte, então, podemos concluir que somos, também, um país jovem. E, incrivelmente, a política governamental para a juventude até a chegada do presidente Lula ao poder, em 2003, era pouco mais de uma declaração de intenções, cheia de promessas e recheada de lugares-comuns, mas absolutamente vazia de realizações.
A história começou a mudar, como sempre acontece, com a força irrefreável das coisas que vem para ficar: a Câmara dos Deputados, faz poucos dias, aprovou o Estatuto da Juventude Brasileira. A proposta é fruto de belo trabalho da comissão especial das políticas públicas para a juventude, que foi presidida pelo competente deputado Reginaldo Lopes, do PT de Minas Gerais. O Estatuto da Juventude prevê princípios e diretrizes para a implementação de políticas públicas para jovens entre 15 a 29 anos. O projeto segue para análise do Senado e as perspectivas de aprovação são excelentes.
O Estatuto da Juventude, em seu texto aprovado pela Câmara dos Deputados, é amplo e variado ao tratar de temas, direitos e deveres da juventude de nosso país. Contempla desde a proibição de propaganda das bebidas alcoólicas em locais freqüentados por menores de 18 anos até a constituição de Conselhos de Juventude, responsáveis pela definição das políticas regionais em favor dos brasileiros entre 15 e 29 anos. A proposta, também, garante aos jovens estudantes o direito à meia-entrada em eventos artísticos e de entretenimento e lazer em todo o território nacional. Hoje, a meia-entrada é regulamentada por legislações estaduais, ao bel-prazer dos humores e interesses dos governos que entram e saem.
As realizações dos governos petistas de Lula e Dilma em favor dos jovens são imensas. O Pro-Uni levou milhões deles às universidades, dando-lhes a oportunidade necessária (e merecida, é bom que se diga) de concluírem seus estudos superiores, formando-se, dando aos filhos do povo e aos da classe média a oportunidade antes negada e somente reservada à elite.
São mais de 50 milhões de jovens, na faixa etária compreendida exatamente entre os 15 e os 29 anos, e que se beneficiam da situação de pleno emprego vivida por nosso país, dando-lhes a oportunidade de trabalharem, de forjarem com seus esforços e dedicações os espaços na sociedade e na vida, de pagarem seus estudos, de ajudarem seus pais e até mesmo de constituírem suas próprias famílias. São os jovens que se beneficiam de um Brasil que desponta como potência emergente e economia que não conhece limites e ultrapassa todas as barreiras, quebrando recordes de produção industrial ou presenteando o mundo com super-safras. Essa é a mão-de-obra vital, moderna, arrojada e que tem amplo mercado num país que está valorizando mais que nunca a sua juventude.
Não somos mais aquele país do desemprego, das filas quilométricas que dobravam quarteirões em busca de umas poucas e mal-remuneradas vagas, penalizando também os jovens. Não somos mais o Brasil da universidade que era mantida com os impostos pagos por todos, mas utilizada para formar apenas os jovens filhos de uma ínfima minoria, rica e privilegiada. O Brasil que excluía passou a ser o Brasil dos incluídos e o resultado é o que nós já esperávamos: um país vencedor, respeitado pelo mundo, vivendo um presente de desenvolvimento e democracia e com um futuro brilhante, facilmente previsível.
Somos o Brasil das Olimpíadas e da Copa do Mundo, onde nossos atletas terão a oportunidade de mostrar ao mundo – sendo ao mesmo tempo bons anfitriões e esportistas de altíssimo nível – a força e a garra dos jovens de uma Nação jovem e que está pensando como jovem, governando com os seus jovens, interagindo com eles, valorizando o trabalho e a criatividade de todos os que, com pouca idade, tem muito talento e competência.
Somos o Brasil que aceitou o desafio de cultivar os valores de sua juventude, sem preconceitos, incentivando-os e tendo uma política realista, exeqüível e efetiva para o setor. Não mais se pode tratar com esnobe desdém ou indisfarçável elitismo a realidade da cultura popular, expressa no segmento da juventude da periferia de nossas grandes cidades, onde interessantes manifestações artísticas se desenvolvem e ganham corpo e densidade. O Hip-Hop e o Funk são exemplos vivos de tal fenômeno. E há grandes talentos musicais no seio de nossos jovens mais simples e que merecem a atenção e o incentivo com políticas específicas, tanto na área cultural quanto na de juventude.
Outro exemplo é o do Grafite. Há artistas natos, espetaculares, que não tendo a oportunidade de freqüentar as academias de belas artes encontram em espaços públicos os cenários para a demonstração de sua arte. Como não incentivá-los, não apoiá-los? Há vários prefeitos que estão tendo a sensibilidade de regulamentar a ação dos jovens artistas grafiteiros. As grandes cidades do mundo já o fizeram, como Buenos Aires com o “fileteado”, que se tornou uma das marcas da bela metrópole portenha, e São Paulo, mais recentemente. Há grandes vocações artísticas no seio de nossa juventude humilde, nas periferias dos grandes centros urbanos. Há artistas que esperam por oportunidade e apoio. Suas vocações serão expressas de uma forma ou de outra. Melhor que seja com patrocínio oficial que possa canalizar para o benefício de toda a coletividade e para o aprimoramento dos valores do próprio jovem artista.
O Brasil, finalmente, está olhando sua juventude com mais atenção e mais carinho. Mais livros, mais computadores, mais creches, mais quadras esportivas, mais saúde, mais escolas, mais universidades, mais oportunidades, mais esportes, mais arte e cultura. Essa é a equação correta para preservar esse patrimônio absoluto, esse valor extraordinário que são os nossos jovens, orientando-os em suas necessidades, educando-os para a vida, formando-os nas escolas e faculdades, preservando-lhes a integridade, evitando o martírio das drogas, combatendo a violência, cultuando valores sólidos e o amor ao Brasil, à democracia e à liberdade.
O Estatuto da Juventude Brasileiro é auspicioso, chega ao seu tempo e é muito bem-vindo. O Brasil é um país jovem e de jovens. Não sendo biologicamente mais um menino, mas emocionalmente me sentindo como se fora e preservando todos os belos valores que habitam o coração generoso de nossa juventude, registro esse momento excepcional na vida das jovens brasileiras e dos jovens brasileiros, que tanto nos orgulham e aos quais pertence o futuro do país que tanto amamos.

(*) Delúbio Soares é professor
companheirodelubio@gmail.com

Universidade espanhola concede Doutorado Honoris Causa a Lula

O Conselho de Governo da Universidade Internacional Menéndez Pelayo (UIMP), da Espanha, aprovou nesta quinta-feira a concessão do Doutorado Honoris Causa ao ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva. O título é um reconhecimento ao seu "papel fundamental" na erradicação da pobreza e na luta pela democracia.
Em comunicado, a UIMP destacou que após assumir a presidência do Brasil, Lula tentou erradicar a pobreza, impulsionou a criação de empregos, investiu em programas sociais e cortou as taxas de juros.
Em política externa, o ex-presidente nascido em 1945 e fundador do Partido dos Trabalhadores em 1980 buscou o reconhecimento internacional e assinou vários acordos, defendeu a Amazônia e reivindicou para o Brasil um posto permanente no Conselho de Segurança da ONU.
O comunicado lembra também do segundo mandato de Lula, quando ele se centrou no Mercosul, na União de Nações Sul-Americanas (Unasul), e no Grupo do Rio, embora tenha mantido uma boa relação com os Estados Unidos e a União Europeia.
A UIMP acrescentou que o ex-presidente, também agraciado com o prêmio Príncipe de Astúrias de Cooperação Internacional e o Prêmio pela Paz da Unesco, alcançou níveis de popularidade inéditos, reconhecimento internacional, uma significativa redução da pobreza, e a realização dos jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em 2016.
A cerimônia de entrega do prêmio será no próximo verão no Palácio de La Magdalena de Santander. Além de Lula, a UIMP também concederá o Doutorado Honoris Causa ao jornalista espanhol Iñaki Gabilondo por sua defesa da liberdade de expressão, que de acordo com o comunicado da universidade se reflete em uma aposta constante em um jornalismo de qualidade e no seu compromisso com a informação.
A soprano espanhola Montserrat Caballé, o cardiologista espanhol Valentín Fuster e a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet são alguns dos doutores Honoris Causa da UIMP.

Lula ganha prêmio nos Estados Unidos por combate à fome


Alessandra Corrêa
Da BBC Brasil em Washington
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi anunciado nesta terça-feira como um dos vencedores do prêmio World Food Prize 2011, ao lado de John Kufuor, ex-presidente de Gana.
O nome de Lula foi anunciado em uma cerimônia no Departamento de Estado americano, em Washington, com a presença da secretária Hillary Clinton.O prêmio, instituído em 1986 pelo Nobel da Paz Norman Borlaug, reconhece pessoas que “contribuem para o avanço do desenvolvimento humano ao melhorar a qualidade, quantidade e disponibilidade de alimentos no mundo”.
O World Food Prize inclui uma premiação em dinheiro, de US$ 250 mil (cerca de R$ 398 mil), além de uma escultura de autoria do designer Saul Bass.
A cerimônia de entrega do prêmio está marcada para o dia 13 de outubro em Des Moines, capital do Estado americano de Iowa (centro do país).
Fome Zero
Segundo os organizadores da premiação, Lula e Kufuor foram escolhidos “por seu comprometimento pessoal e liderança visionária” durante o período que exerceram a Presidência “ao criar e implementar políticas de governo para aliviar a fome e a pobreza em seus países”.
“As importantes realizações desses dois ex-chefes de Estado ilustram que a liderança transformacional pode realmente provocar mudanças positivas e melhorar de maneira significativa as vidas das pessoas”, diz o texto de apresentação dos vencedores no site da World Food Prize Foundation.
“Durante os oito anos de seu governo, o comprometimento e a visão do presidente Lula conquistaram reduções dramáticas na fome, pobreza extrema e exclusão social, melhorando imensamente as vidas do povo do Brasil”, afirma a fundação.

06 Outubro 2011

Dilma visita túmulo de meio-irmão na Bulgária

Nos anos 60, enquanto Dilma militava na esquerda brasileira, Luben foi perseguido pelo regime comunista búlgaro. Nos últimos anos, a presidente chegou a enviar dinheiro para ele e planejava um dia conhecê-lo, mas Luben suicidou-se em 2007, e ela acabou nunca o conhecendo. "Luben era uma pessoa muito modesta", disse Momchil Indjov, que trabalha no jornal Chasa 24, o principal do país. Ele entrevistou o meio-irmão de Dilma antes da sua morte. "Ele nunca ligou a qualquer jornal, a qualquer televisão, buscando dar entrevistas. Quando eu o encontrei, ele não falou muito. Ele era discreto, preferia ficar na sombra, como se diz aqui na Bulgária. Em seu comportamento, ele nunca procurou exibir que era irmão da Dilma."
“ Ao meu irmão Luben, unidos pelo sangue e separados pela história, um abraço da sua irmã Dilma Vana
Os jornais búlgaros destacaram que o túmulo de Luben estava abandonado, mas que na última semana as autoridades locais arrumaram o local, para a visita da presidenta. Segundo o Chasa 24, a presidenta enviou, antes da viagem, uma coroa de flores que foi depositada no local, com um recado em português:
 "Ao meu irmão Luben, unidos pelo sangue e separados pela história, uma abraço da sua irmã Dilma Vana".

Empresa retira placa na USP que chama golpe de 'revolução de 64'



Folha.com

“A Scopus Construtora retirou nesta terça-feira uma placa que chamava o golpe militar de "revolução de 1964".A placa indicava a construção de um monumento, que está sendo construído na Cidade Universitária da USP, em homenagem aos mortos e desaparecidos da ditadura.
A obra é parte de parceria entre a universidade e Secretaria de Direitos Humanos da Presidência. Ela é patrocinada pela Petrobras e tem custo estimado em R$ 89 mil.
O termo "revolução" é usado por militares que negam que tenha havido uma ditadura no país de 1964 a 1985.A reitoria da USP diz que houve falha na confecção. A universidade informou que uma nova placa com a expressão "regime da ditadura militar" será colocada em breve.
Comentário
É muita safadeza. Destituíram um governo legitimo eleito pelo povo, tomaram o poder na marra, na força bruta.  Torturam, mataram, cometeram  várias atrocidades, mentiram,  e  na maior cara de pau negam o golpe. Fala sério!

05 Outubro 2011

Trailer de 30 Anos Depois, Lula relembra a 1ª Conclat

Metroviários pedem fim de quadro 'Metrô Zorra Brasil'

 DE SÃO PAULO
O sucesso da transexual Valéria (Rodrigo Sant'Anna) e de Janete (Thalita Carauta) no "Zorra Total", da Globo, pode estar com os dias contados. A Secretaria de Assuntos da Mulher do Sindicato dos Metroviários de São Paulo deve formalizar hoje, na Globo, uma carta em que exige que a emissora retire do ar o quadro "Metrô Zorra Brasil".
O órgão afirma que a atração é um incentivo ao assédio sexual, já que mostra no final dos seus episódios um homem encostando e abusando de Janete. "O que é piada no programa acontece todos os dias com milhares de mulheres em nosso país", reforça o sindicato. Procurada pela coluna, a Globo disse que o quadro busca entreter e não incitar comportamentos, muito menos a violência contra a mulher, e que se orgulha de ter sempre defendido os direitos femininos. 
Folha.Com

Dilma se emociona ao visitar Bulgária e elogia 'carinho' do povo

A presidente Dilma Rousseff (PT) falou que se sentia emocionada por conhecer a terra natal de seu pai, Petar Roussev. Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República/Divulgação
 A presidente Dilma Rousseff (PT) falou que se sentia emocionada por conhecer a terra natal de seu pai, Petar Roussev
Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República/Divulgação
Tariq Saleh
Direto de Sófia
Em sua visita de dois dias à Bulgária, a presidente Dilma Rousseff (PT) falou nesta quarta-feira que se sentia emocionada por conhecer a terra natal de seu pai, Petar Roussev (grafia em búlgaro). Em discurso conjunto com o presidente da nação do leste europeu, Georgi Parvanov, Dilma falou de seus motivos pessoais para visitar o país e o carinho do povo búlgaro.

"Estou muito satisfeita com o carinho que recebi aqui. E não somente o emocional, tenho certeza de que Brasil e Bulgária podem estreitar os laços comerciais", disse ela. Mais de 100 jornalistas búlgaros se credenciaram para cobrir a visita da presidente brasileira. Além de destacar a emoção de visitar a terra de seus antepassados paternos, Dilma enfatizou os negócios e parcerias estratégicas que Brasil e Bulgária planejam para o futuro, especialmente nas áreas de agricultura, educação e energia.
"O Brasil tem potencial para fornecer especialidade em áreas de interesse da Bulgária, que por sua vez domina áreas de educação, como engenharia, física e matemática, que interessam a nós", ressaltou Dilma.
Encontros
Após o ato oficial com o presidente búlgaro, Dilma teve um encontro a portas fechadas com o primeiro-ministro do país, Boyko Borissov, que elogiou a brasileira e revelou que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, já havia falado bem de Dilma em um encontro anterior com ele.
"Ela me disse certa vez que sentia inveja da Bulgária de ter como uma de suas descendentes ilustres uma mulher como Dilma Rousseff", revelou. Os dois líderes destacaram a rodada de conversações entre os empresários brasileiros e búlgaros. Uma conferência empresarial está marcada para ocorrer ainda nesta quarta-feira.
Na comitiva de Dilma, estavam presentes os presidentes da Eletrobrás e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), além de dirigentes da Petrobras e da Embraer, que concluiu a venda de jatos coemrciais para a empresa aérea búlgara Bulgarian Air. As construtoras Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão também mandaram representantes.
Terra

03 Outubro 2011

Medo de desemprego é o menor desde 1996, aponta CNI

BRASÍLIA - O Índice de Medo do Desemprego, medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), caiu para o menor nível da série histórica, iniciada em 1996.A taxa em setembro ficou em 78,7 pontos, de acordo com a publicação trimestral divulgada nesta segunda-feira (3). O índice é de base 100 e quanto mais alto, maior o medo das pessoas perderem o emprego.Na comparação com julho, o indicador recuou 3,9% e, em relação a setembro do ano passado, a queda foi de 2,9%.A parcela dos entrevistados que diz não ter medo de desemprego aumentou para 57%, ante 53,6% apurados na pesquisa de julho.Um dos fatores apontados pela CNI para o declínio índice é "a proximidade do fim do ano, quando tradicionalmente aumentam as ofertas de vagas no mercado de trabalho".
O levantamento ouviu 2.002 pessoas em todo o país entre 16 e 20 de setembro.

(Thiago Resende | Valor)

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