07 Setembro 2011

CHARGE DO BESSINHA

LULA RECEBE O TÍTULO HONORIS CAUSA NA SORBONNE

Ele chegou lá. Dia 27 agora, Lula recebe o título de doutor honoris causa na Sorbonne. Desembarca no mesmo solo sagrado do saber que pisou Jean-Paul Sartre, Claude Lévi- Strauss e FH. A informação é de Ancelmo Góis de O Globo.

Vai faltar Lexotan lá nas bandas do Higienópolis

Lula recebe prêmio na Polônia por respaldo à liberdade e democracia

Fundação polonesa premia o vencedor com US$ 100 mil.
Entrega do prêmio acontecerá no próximo dia 29 de setembro.

G1

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi agraciado com o prêmio "Lech Walesa", criado em 2008 para reconhecer personalidades destacadas por seu respaldo à liberdade, democracia e cooperação internacional.
O brasileiro receberá o prêmio em cerimônia que acontecerá no próximo dia 29 de setembro na cidade de Gdansk, no norte da Polônia, segundo a Fundação Lech Walesa confirmou nesta quarta-feira à Agência Efe.
Lula expressou seu agradecimento à fundação polonesa e disse que considera o prêmio como um reconhecimento não só de suas conquistas pessoais, mas também do povo brasileiro, que nos últimos oito anos mostrou como é possível realizar uma transição econômica e social de forma pacífica e democrática.
Por sua parte, o ex-presidente polonês Lech Walesa lembrou que, embora Lula tenha "raízes ideológicas diferentes", compartilha com ele uma origem sindical e a realização de mudanças excepcionais em seus respectivos países.
Walesa fundou seu prêmio em 2008, 25 anos após ter sido agraciado com o Nobel da Paz por sua luta contra o comunismo e pelo advento da democracia na Polônia. A fundação polonesa premia o vencedor com US$ 100 mil.
Em 1990, após protagonizar numerosos protestos e pôr em xeque o governo comunista polonês, a queda do muro de Berlim abriu as portas da democracia na Polônia, onde Lech Walesa se tornou o primeiro presidente eleito livremente pelos cidadãos desde a Segunda Guerra Mundial.

Pronunciamento à Nação da Presidenta da República, Dilma Rousseff, em cadeia nacional de rádio e TV, por ocasião das comemorações do Sete de Setembro

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

Amanhã é 7 de setembro. O significado desta data não precisa ser explicado a nenhum de nós. Mas necessita, a cada dia, ser renovado por todo brasileiro e por toda brasileira.

189 anos atrás, quando o Brasil se libertou, o mundo passava por grandes mudanças políticas, sociais e econômicas. Hoje, também vivemos um momento de transformação. O mundo enfrenta os desafios de uma grave crise econômica e cobra respostas novas para seus problemas.

Apesar de ter a mesma raiz, a crise atual é mais complexa que aquela de 2008, da qual nós nos saímos muito bem.

Os países ricos se preparam para um longo período de estagnação ou até de recessão. Mas a crise não nos ameaça fortemente, porque o Brasil mudou para melhor.

Nosso Brasil, por ter sido, nos últimos anos, um país que se transformou, que soube fortalecer e ampliar as oportunidades de trabalho, seu mercado interno e o poder de consumo de sua gente, está plenamente preparado para enfrentar mais este desafio.

Aqui, o emprego e a renda batem recordes históricos. Nossas reservas internacionais estão mais sólidas do que nunca. O crédito continua crescendo e a inflação está sob controle. Os juros voltaram a baixar e a estabilidade da economia está garantida. Ou seja, por mérito exclusivo do povo brasileiro, o nosso país tem melhorado, enquanto boa parte do mundo desenvolvido, infelizmente, piora. Mesmo assim, estaremos bem atentos para evitar qualquer efeito mais grave da crise internacional.

Estar atento não significa ficar com medo ou ficar paralisado. Ao contrário, vamos continuar trabalhando, consumindo, abrindo e ampliando empresas, plantando e colhendo os frutos da nossa agricultura. Vamos prosseguir, a todo vapor, com nossos investimentos em infraestrutura e com nossos programas sociais. Esta é uma decisão do Governo e a vontade do povo brasileiro.

Queridas amigas e queridos amigos,

Nossa situação é, de fato, privilegiada em relação a muitos países do mundo. Mas ainda estamos aquém do que podemos e do que necessitamos.

O Brasil tem muito espaço para crescer - e o povo brasileiro tem motivos de sobra para ter esperança em um futuro ainda melhor.

Precisamos crescer não só em termos de economia e de mercado. Não só em consumo de bens, mas, igualmente, na melhoria da qualidade e do acesso aos serviços públicos.

Fortalecer a economia e, ao mesmo tempo, ampliar o acesso de todos os brasileiros a uma melhor educação, a uma melhor saúde e a uma melhor segurança são as armas mais decisivas contra qualquer tipo de crise.

No caso da atual crise internacional, nossa principal arma é ampliar e defender nosso mercado interno que já é um dos mais vigorosos do mundo. Por isso, quero deixar bem claro que o meu governo não irá permitir ataques às nossas indústrias e aos nossos empregos. Não vai permitir, jamais, que artigos estrangeiros venham concorrer, de forma desleal, com os nossos produtos.

Meus amigos e minhas amigas,

A saúde, a educação e a segurança têm que deixar de ser motivo de insônia dos brasileiros para ser motivo de um novo despertar desta Nação.

O círculo virtuoso que precisamos implantar no nosso país é o da qualidade dos nossos serviços públicos, pois já implantamos o grande círculo virtuoso do crescimento com inclusão social e distribuição de renda. Esta é - e sempre será - uma das preocupações centrais do meu governo.

Sei que não é uma tarefa fácil, inclusive porque, na complexidade da vida em sociedade, cada conquista faz surgir um novo desafio. Por exemplo, vivemos a melhor época do emprego da história do Brasil. Mas o que também acontece? Temos setores com vagas não preenchidas por falta de mão de obra qualificada.

Por isso, estamos ampliando o grande esforço que o Brasil fez no governo Lula, e, até 2014, vamos criar mais quatro novas universidades; mais 47 extensões universitárias; e mais 208 novas escolas de educação profissional e tecnológica.

Vamos reforçar o ProUni - que atingiu, no mês passado, a marca de 912 mil estudantes beneficiados - e vamos também mandar 75 mil estudantes, com bolsas pagas pelo governo federal, para estudar em excelentes universidades no exterior.

Tão logo seja aprovado pelo Congresso Nacional, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego - o Pronatec - vai começar a capacitar para o trabalho 8 milhões de brasileiros nos próximos quatro anos. Ele vai beneficiar estudantes do ensino médio, vai ajudar trabalhadores desempregados a recomeçarem a vida profissional e vai abrir as portas do mercado de trabalho para milhares de brasileiros que deixem o Bolsa Família.

Minhas amigas e meus amigos,

A saúde tem sido o grande desafio de todos os governos do mundo. Dá para contar nos dedos os países ricos que oferecem saúde gratuita e de qualidade. O Brasil pode conseguir isso, em poucos anos, com o esforço dos governos e da sociedade.

Ainda temos sérios problemas na saúde, mas já somos, por exemplo, o campeão mundial na distribuição de remédios gratuitos. Estamos aumentando a prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama e do colo de útero. Lançamos o Rede Cegonha, que começa a garantir melhor pré-natal, atenção no parto e cuidado às crianças até os 24 meses de vida. Estamos ampliando o número de UPAs e de Unidades Básicas de Saúde.

Um ponto vital une a questão da saúde e a da segurança - o combate às drogas. Como já tive oportunidade de dizer, precisamos enfrentar as drogas, em especial o crack, com muita autoridade contra os traficantes e muito apoio para quem é vítima do vício.

Este trabalho já começou e vamos ampliá-lo ainda mais. Em uma ponta, estamos implantando o sistema mais amplo e permanente de controle das nossas fronteiras, para evitar a entrada de drogas e de armas vindas de outros países.

Na outra ponta, vamos lançar, dentro de alguns dias, uma grande rede de cuidados em saúde mental, crack, álcool e outras drogas. Esta rede será composta pelas comunidades terapêuticas, pelas unidades de acolhimento, pelas enfermarias especializadas e pelos consultórios de rua, que vão garantir ao cidadão e à sua família alternativas de atenção e cuidado, 24 horas por dia, em todo o Brasil.

Meus amigos e minhas amigas,

Fico feliz, como Presidenta e como brasileira, de poder anunciar e comentar com vocês assuntos desta importância, na véspera do Sete de Setembro. São provas de um país que luta, sem parar, para superar os seus problemas, para ser cada vez mais independente.

Um país, por exemplo, que tem, de um lado, um plano da dimensão do Brasil Sem Miséria, que está retirando 16 milhões de brasileiros da pobreza extrema. E de outro, o Brasil Maior, um programa de defesa e incentivo à indústria nacional. Um país que tem programas como o Super Simples, e o Crescer, que reduzem impostos, burocracia, ampliam o crédito e garantem aposentadoria e outros benefícios, para milhões de micro e pequenas empresas e empreendedores individuais. Programas que ajudam a realizar o sonho de milhões de brasileiros de ter seu próprio negócio. Em suma, o sonho de ser independente.

Um país que equilibra grandes e pequenos projetos. Que tem, por exemplo, um dos maiores programas de infraestrutura do mundo, o PAC, e um dos maiores programas de habitação popular, o Minha Casa Minha Vida.

Um país abençoado de riquezas, como o Pré-Sal, e capaz de transformar estas riquezas em bem estar para o seu povo. Um país que tem rumo e sabe da grandeza do seu destino. Um país que, com o malfeito, não se acumplicia jamais. E que tem na defesa da moralidade, no combate à corrupção, uma ação permanente e inquebrantável.

Um país que vem surpreendendo o mundo com seu progresso, mas que sabe que precisa avançar ainda mais. Sabe que precisa melhorar mais, não para mostrar ao mundo que temos valor, mas, para mostrar a nós mesmos que o maior valor que podemos alcançar é o de garantir a qualidade de vida dos 190 milhões de brasileiros.

Viva o Sete Setembro! Viva o Brasil! Viva o Povo Brasileiro!


Ouça a íntegra do Pronunciamento (10min35s) da Presidenta Dilma

05 Setembro 2011

SÓ BEBENDO!

"E é aí que surgem as formas oblíquas de mostrar poder, aquele poder oculto, mas cujo valor facial ninguém pode discutir.
Dirceu reclamou muito, mas deve ter adorado a matéria da Veja.
De repente, não seria de espantar se as fotos dos ministros e autoridades visitando a suíte de José Dirceu num hotel de Brasília tiverem sido vazadas por ele mesmo.
Casa bem com o perfil psicológico e interesse tático do personagem."
Edgar Flexa Ribeiro é educador, radialista e presidente da Associação Brasileira de Educação

 SÓ BEBENDO!

Impressionante  a cabecinha dessa gente  sem noção, leviana.  Esse tal Edgar Flexa Ribeiro  é marido da Lucia  Hippolito.  Par perfeito.  Segundo ele,  o ex-ministro Dirceu  teria  armado contra ele mesmo para mostrar que é poderoso. Como se o Dirceu precisasse disso.  Na cabecinha do Flexa Ribeiro,   José Dirceu deve ter entrado em contato com a Veja e arquitetado um plano mirabolante: ele mesmo fez as fotos e entrega ao jornalista da Veja  porque quer fama,  quer  mostrar que manda no governo, no país!  E a revista Veja, muito  amiga do ex ministro Dirceu,  concordou com o plano. Tudo combinado com o gerente do hotel, com a camareira, com os políticos  e ministros que foram conversar com ele. Na maior cara de pau,  o Flexa Ribeiro  tenta livrar  a Veja e o jornalista  babaca de terem  cometido crime de espionagem, de invasão de privacidade.  O que me deixa pasma é que esse sem noção é um educador, presidente da Associação Brasileira de Educação (?). O cara é um  abestalhado, tem mente doentia.  Escreveu essa pérola acima  no blog do Noblat – aliás, o Noblat  tem aceitado textos  de  cada  trambolho no seu blog que chega a doer:  Arthur Virgilio,  Heráclito Fortes, Agripino Maia, FHC,  e agora o tal  Flexa Ribeiro,  marido da Lucia Hippolito (por isso ela bebe tanto!).  Que decadência
Jussara Seixas

04 Setembro 2011

Resposta de Dirceu ao ex-Graeff

Oposição sem rumo
JOSÉ DIRCEU
Ao criticar as alianças de Dilma, Eduardo Graeff parece se esquecer de que o PSDB se alinhou com as mesmas siglas nos Estados que governa
Enquanto o Brasil avança com o PT no governo federal, a oposição demo-tucana permanece inerte, saudosa de um passado distante e perdida em seus próprios dilemas.
Sem propostas viáveis para o crescimento do Brasil, os velhos mandatários centralizam seus esforços em inúteis tentativas de desestabilizar o governo e o país, por meio de ataques sem provas ao PT e a seus militantes.
No último dia 23, fui grosseiramente atacado, nesta Folha, em artigo assinado pelo cientista político Eduardo Graeff, secretário-geral da Presidência da República no governo FHC. Graeff tomou versões mal-intencionadas e sem compromisso com a verdade para reembalar teses que há muito não encontram eco na sociedade.
Seu artigo "Aliados e companheiros" é uma coletânea desatualizada de equívocos e hipocrisias.
Graeff chega a dizer que, em 1998, eu teria arrecadado recursos em prefeituras para financiar campanhas do partido. Trata-se de uma mentira, de uma acusação que não se sustenta caso seja questionada judicialmente.
O episódio fantasioso se tornou público na investigação do assassinato do então prefeito de Santo André, Celso Daniel, e seu autor se retratou em juízo pelas falsas alegações. O ex-assessor tucano vai ao fundo do poço ao dar conotação política a um caso que, por duas vezes, ficou comprovado em inquéritos policiais se tratar de crime comum. Na tentativa de provocar estragos, investe até mesmo contra a imagem de Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência.
Graeff critica as alianças do governo Dilma. E parece se esquecer de que o PSDB se alinhou com essas mesmas siglas nos Estados que governa. O PMDB não está na base de sustentação da gestão de Geraldo Alckmin em São Paulo?Antonio Anastasia não levou o PDT e o PSB para a base de seu governo em Minas Gerais?
E mais, o tucano mineiro não desmontou a oposição a seu governo ao tirar primeiro o PR da frente parlamentar Minas sem Censura, e agora o PMDB? José Serra, quando assumiu a Prefeitura de São Paulo, não nomeou prefeitos derrotados no Estado para as administrações regionais da cidade? Quer maior aparelhamento e uso da máquina do que esse?
Quando secretário-geral da Presidência, na hoje longínqua era FHC, parte das tarefas de Graeff não era ouvir reivindicações da base aliada a respeito da ocupação dos cargos públicos e de emendas parlamentares?
E agora vem o próprio Graeff questionar a legitimidade da participação dos partidos que apoiam o governo. Quanta hipocrisia!
Estamos dispostos a um debate mais profundo do que esse. Já realizamos as reformas da Previdência e do Judiciário e colocamos na pauta a Tributária e a do Código Civil.
Nos oito anos em que governou o país, o PSDB não foi capaz nem de apresentar uma proposta de reforma que pudesse corrigir erros históricos e estruturais de nosso sistema político-eleitoral e conter a forte influência do poder econômico em nossas eleições.
O tema também já está lançado com a reforma política. Nós, do PT, defendemos o financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais, de forma a acabar com a contribuição direta a partidos ou candidatos e a anular a força do poder econômico na eleição. Somos favoráveis ao sistema proporcional misto, no qual o eleitor votará duas vezes: primeiro, na lista do partido de sua preferência, e depois em um candidato da própria lista.
Nossa posição é clara. Surpreende a fuga do PSDB a esse debate.
Para eles, talvez seja melhor atacar a honra alheia do que discutir questões realmente importantes para o país.
JOSÉ DIRCEU, 65, é advogado e ex-ministro-chefe da Casa Civil.

Lula visita obras do estádio do Corinthians

Lula visita obras do estádio do Corinthians em São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva compareceu, neste sábado (3), ao ato de assinatura do contrato entre a Odebrecht e o Corinthians para a construção do estádio do clube, o Itaquerão, que irá abrigar os jogos da Copa do Mundo de 2014 em São Paulo.
Corintiano, o ex-presidente foi ao evento como convidado, e disse que sempre defendeu o Morumbi como o estádio que deveria receber os jogos na capital paulista. Segundo ele, só o Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Federação Internacional de Futebol (FIFA) podem explicar porque o Morumbi não é o estádio da copa.
“Não foi o estádio do Corinthians que entrou na Copa do Mundo. Foi a Copa do Mundo que entrou no estádio do Corinthians”, afirmou, ressaltando que a arena iria ser construída de qualquer forma.
Lula visitou as obras ao lado de Andrés Sanches, presidente do clube, e agradeceu Emílio Odebrecht, presidente do conselho da empresa, por ter começado a construção 90 dias antes de o contrato ser assinado, e pediu à imprensa que a obra fosse bem fiscalizada para sair da melhor forma possível.



Lula visita obras do estádio do Corinthians

Lula visita obras do estádio do Corinthians em São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva compareceu, neste sábado (3), ao ato de assinatura do contrato entre a Odebrecht e o Corinthians para a construção do estádio do clube, o Itaquerão, que irá abrigar os jogos da Copa do Mundo de 2014 em São Paulo.
Corintiano, o ex-presidente foi ao evento como convidado, e disse que sempre defendeu o Morumbi como o estádio que deveria receber os jogos na capital paulista. Segundo ele, só o Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Federação Internacional de Futebol (FIFA) podem explicar porque o Morumbi não é o estádio da copa.
“Não foi o estádio do Corinthians que entrou na Copa do Mundo. Foi a Copa do Mundo que entrou no estádio do Corinthians”, afirmou, ressaltando que a arena iria ser construída de qualquer forma.
Lula visitou as obras ao lado de Andrés Sanches, presidente do clube, e agradeceu Emílio Odebrecht, presidente do conselho da empresa, por ter começado a construção 90 dias antes de o contrato ser assinado, e pediu à imprensa que a obra fosse bem fiscalizada para sair da melhor forma possível.



JÓSE DIRCEU: Um convite: vamos assistir juntos minha entrevista na Rede TV!


Publicado em 03-Set-2011
No encerramento da minha conversa diária com vocês hoje aqui no blog, não poderia deixar de convidá-los a assistir minha entrevista ao programa "É Notícia" que será apresentada pela Rede TV! a partir de 0h30, já no início da madrugada da 2ª feira.
Nela explico tudo o que me é perguntado. Como, por exemplo, porque o PT é tão cobrado hoje - e já há algum tempo - pela mídia, os formadores de opinião, os políticos e pela própria sociedade. "O PT é mais cobrado porque é o partido mais importante do país", justifico.
Vou ficar muito contente de ter a companhia de vocês nessa entrevista que concedo ao apresentador do programa, jornalista Kennedy Alencar.

JORNALIMO DE EXCEÇÃO

AS PRÁTICAS DE VEJA TAMBÉM ATENTAM CONTRA O BOM JORNALISMO, EMBORA A REVISTA JÁ TENHA DADO MOSTRAS DE QUE O ABANDONOU ANTES MESMO DESSE EPISÓDIO DE ESPIONAGEM


José Dirceu
Acompanhamos nesta semana o estarrecedor episódio Veja, recheado de semelhanças com o britânico News of The World que fechou as portas após descobertas suas inúmeras “reportagens” feitas com a utilização de recursos ilegais de investigação. Algo próximo de polícia política e que preocupa em demasia pelos riscos que oferece ao Estado Democrático de Direito.

Blogs, TVs e sites, com detalhes aqui no Brasil 247, noticiaram que Veja destacou um funcionário para tentar, por duas vezes, entrar no quarto do hotel em que me hospedo em Brasília —uma extensão de meu domicílio e escritório. Em seguida, veio a publicação de imagens, captadas por câmera escondida, dos encontros que tive com deputados, senadores, dirigentes partidários e ministros de Estado.

A revista passou por cima do direito constitucional à intimidade de todos os hóspedes do hotel e do direito constitucional que todo cidadão tem de se reunir para produzir uma matéria em que me acusa de conspirar contra a presidenta, Dilma Rousseff. Fez mais: infringiu o Código Penal —falsidade ideológica e violação de domicílio— para dar ares de suspeição a encontros que, como dirigente partidário, mantenho com diversos políticos —do meu partido e de outros.

As práticas também atentam contra o bom jornalismo, embora a revista já tenha dado mostras de que o abandonou antes mesmo desse episódio de espionagem. Veja silenciou quando procurada por outros veículos para expor suas razões, mas o caso está sob investigação da Polícia Federal e da Polícia Civil do Distrito Federal e precisamos acompanhá-lo e cobrar punições.

A espionagem de Veja fez o jornalista Ricardo Kotscho lembrar, neste Brasil 247 (leia mais), que “repórter não é polícia; imprensa não é Justiça”. Há tempos sabemos que a revista me pré-julgou e condenou, sem direito ao contraditório e à defesa, no chamado processo do “mensalão”. Não sabíamos de suas tentações policialescas, agora reveladas com cores —e termos— dos tempos de ditadura militar no Brasil. Estamos diante de um jornalismo de exceção?

Afinal, atentados à democracia com violação dos princípios constitucionais da intimidade e de liberdade de reunião e com invasão de domicílio trazem as marcas dos regimes de exceção. Nosso papel é denunciar tais ameaças aos direitos fundamentais e evitar que caia no esquecimento.

Episódios como esse revelam que o Brasil já avançou muito no fortalecimento de suas instituições e de sua cultura de democracia, mas que há ainda muitos focos de retrocesso. O momento é, portanto, de aprofundar a marcha democrática para erguer barreiras contra as práticas que ameaçam nosso Estado Democrático de Direito. O amadurecimento democrático, a sociedade e o bom jornalismo pedem isso.

José Dirceu, 65, é advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT

03 Setembro 2011

VEREADOR DO DEM CENSURA O ZERO HORA

O TJ gaúcho proibiu o jornal Zero Hora do grupo RBS de divulgar o nome a as imagens do vereador Adenir Mengue Webber do DEM, do municipio de Dom Pedro Alcântara. Uma reportagem do Fantástico mostrava ele fazendo turismo em horário que deveria estar fazendo um curso pago com o dinheiro público. O DEM é da opinião que o bom a gente mostra o que é ruim a gente esconde.DEM o partido mais corrupto do Brasil.
 A matéria na íntegra está no jornal O Globo.

Entrevista exclusiva: Zé Dirceu diz que vai à OEA e SIP contra Veja



Entrevistei o ex-ministro José Dirceu por telefone. Ele disse que está aguardando a investigação policial para processar a Veja, mas que vai, inclusive, à OEA e à SIP contra a revista. Dirceu cogita várias hipóteses para a tentativa de invasão do seu apartamento no Hotel Naoum, até a de terem tentado colocar uma escuta no seu quarto.
Também afirma que não recebeu solidariedade de nenhum diretor de grande veículo da imprensa nacional no episódio: “Eles querem me ver morto ou preso.”
Ministro, o senhor acha que a revista Veja só soltou esta matéria de capa no último final de semana em decorrência de o hotel ter registrado o boletim de ocorrência pela tentativa de invasão do seu quarto, já que as fotos que eles utilizam são de junho?
Não. Acho que eles iriam soltar a matéria de qualquer jeito. O que estavam discutindo é se faziam capa ou não. Quando fizemos o Boletim de Ocorrência, resolveram fazer capa. A matéria eles iriam fazer. Na verdade, o que precisamos avaliar é por que eles fizeram essa matéria. Se foi por causa do julgamento no Supremo ou se é uma tentativa de criar algo novo contra o governo. Porque se você analisar eles fracassaram na questão da separação da Dilma, de dividir a base dela, entendeu? De tirar o PMDB e o PR da base. E para piorar, para eles, o PV acabou decidindo apoiar a Dilma. Além de o Fernando Henrique e o Aécio terem feito este gesto de estender a mão, sem entrar no mérito da divisão do PSDB, com o Álvaro Dias e o Serra se posicionando contra.
O resultado final disso tudo é que a estratégia de rachar a base do governo não deu certo. E eles voltam para a estratégia deles.
Não sei se você se recorda, mas em setembro, quando fui à Bahia, fizeram toda aquela campanha de que eu estaria em uma linha de confrontar a Dilma. Agora voltam para isso.
Na verdade essa é a segunda hipótese. A primeira é que eles produziram esta matéria para tentar influenciar o julgamento no Supremo Tribunal Federal. Mas a coisa vai se complicar, porque tudo indica que eles plantaram uma câmera lá no hotel. É quase certeza isso.
O senhor esta falando da câmera no corredor?
Exato, que não é a câmera do hotel. A situação vai começar a complicar, porque vai se descobrir quem plantou a câmera lá. Brasília é muito pequena e eu estou sentindo empenho por parte da policia.
O senhor vai processar a Veja?
Isso eu tenho que fazer na hora que tiver a informação de que a câmera foi plantada e souber quem fez isso. Muita gente considera isso gravíssimo. A Veja não está tendo defensores neste episódio. A mídia não critica, mas também não a defende. A Folha, o Globo, o Estadão, por exemplo, não deram matéria, mas também não defenderam a Veja. Se nós conseguirmos provar que foi uma câmera plantada e viermos a descobrir o nome da pessoa que fez isso, daí eu já tenho dois dos melhores criminalistas do Brasil que vão trabalhar numa ação contra eles. Mas, só posso fazer a coisa na hora certa, porque se não eles vão transformar em censura e essas coisas todas. Já começaram a desviar o foco com a história da discussão da regulação da mídia no Congresso do PT. Todo encontro do PT aprova isso. E eu nunca liguei o assunto da Veja a regulação, porque o assunto da Veja é caso de policia, de delegacia. Não é uma questão política, o que a Veja fez é crime. Eles têm que ser processados por crime, não é porque falaram isso ou aquilo de mim. Isso é outra discussão. Se eu estou tendo influência no governo, se eu estou fazendo advocacia administrativa, em relação a esses assuntos ela pode falar o que ela quiser. E eu respondo. Mas o caso é outro… caso de polícia.
Não consigo entender por que eles guardaram essas imagens desde junho, o senhor tem alguma hipótese em relação a isso?
É mais provável que eles só vieram a receber essa fita agora. Alguém pode ter vendido essa fita para eles, porque necessariamente eles não têm de estar na origem da fita. Mas isso é tudo hipótese. Outra hipótese é que eles estavam tentando me grampear, porque o jornalista pode ter tentando entrar no meu apartamento para várias coisas. Pode ter tentado entrar para colocar droga, dinheiro ou ainda para colocar uma escuta. Hoje existem escutas muito sofisticadas.
Ou seja, para mover uma ação o senhor vai esperar a investigação policial avançar?
Temos que fazer uma ação muito bem feita, porque em geral a justiça é sempre pró-mídia, né?
Mas digamos que o caso Murdoch cria um novo tipo de jurisprudência…
Claro, a situação hoje em dia é melhor. Por isso estou pensando em ir aos Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) e fazer uma provocação a eles. E ao mesmo tempo fazer uma representação contra a Veja na SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa). Fazer o que eles fazem com a Venezuela e com Cuba. Aí é mais provocação, porque a gente conhece a SIP, né? (Se o leitor não conhece, vale a pena ler este texto do Altamiro Borges).
Ou seja, o senhor vai fazer uma ação política de cunho mais internacional?
Isso, pretendo fazer isso. Eu não vou deixar barato, não. Vou confrontar… vou enfrentar a Veja.
Por fim, o senhor teve alguma solidariedade de diretores de redação ou de proprietários de veículos comerciais tradicionais?
Não. Eles querem me ver morto ou preso.
PS: Na entrevista José Dirceu disse que apenas Reinaldo Azevedo, Lucia Hipólito e Augusto Nunes defenderam a revista Veja. E acrescentou: mas eles… Não sei porque cargas d´água eu saltei esse trecho na hora da transcrição.

VEJA DEU UM TIRO NO PÉ

02 Setembro 2011

PSDB RIFA SERRA

Segundo informações colhidas no site dos tucanos, o PSDB abandonou Serra após a segunda derrota ao tentar eleger-se presidente. Agora eles vão usar uma tática inovadora no programa partidário. O programa do partido terá como estrela o ex-presidente FHC (ex- é ótimo). Além do FHC, vão usar Geraldo Alckmin e o presidente estadual do partido, Pedro Tobias. Todos estarão no programa, menos Serra. Serra nem pensar, quanto mais distante melhor: foi rifado como um cachorro sarnento pelo PSDB, um partido sem novos nomes, sem propostas, sem plano de governo. Apelar para FHC, um dos piores presidentes que o Brasil já teve, é muita falta de imaginação, de coerência, de bom senso. Afinal, quem se importa? Ruim pra eles, melhor para o Brasil.
Jussara Seixas