07 Junho 2011

RESPOSTA PARA O SR. SEBASTIÃO

Sobre o texto que escrevi "Alguém ouviu Deus falar que é contra os gays?"
Prezado Sr. Sebastião
Não tenho nenhuma aversão a nenhuma religião. Tenho amigos evangélicos, católicos, judeus, espíritas, budistas, entre outros. Já freqüentei cerimônias religiosas em vários templos, sempre com muito respeito. Não condeno ninguém por seguir determinada religião, não interfiro no livre arbítrio das pessoas e em seu direito de praticar a religião de sua escolha. Condeno o preconceito, o racismo, a não aceitação dos que não seguem os dogmas da Igreja. Ledo engano o seu ao afirmar que eu não creio em Deus. Creio e até tenho devoção por Nossa Senhora Aparecida. Apenas não sou carola de Igreja, e acho os dogmas da Igreja – expressos nas tais escrituras, que foram escritas por homens – ultrapassados, cruéis, fantasiosos e mentirosos. Quem ouviu Deus dizer que o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo deve ser punido com a morte? Esse fanatismo por tais escrituras, fruto das idéias de homens homofóbicos, preconceituosos, incita à violência, e o crime é inaceitável. A lei existe e é clara contra o racismo: atitudes racistas dão processo e cadeia. As cotas para negros ingressarem nas universidades é outra lei importante para lhes garantir direitos iguais na formação acadêmica e na vida profissional. Pois é, Sr. Sebastião, está nas escrituras a condenação do homossexualismo, que nada mais é do que o amor entre duas pessoas do mesmo sexo. Isso não causa mal a ninguém, não destrói, não mata. Mas não consta nas escrituras que é pecado mortal matar e aleijar milhões de pessoas e devastar países. O que reza a bíblia sobre as invasões do Vietnã, do Laos, do Camboja. do Iraque, do Afeganistão, do Panamá, de Granada, da Palestina, do Líbano, nas quais milhões de pessoas foram mortas por intolerância, por ganância? Desde que o mundo é mundo existem guerras santas, que nada mais são do que a afirmação de poder, intolerância e ganância. Como pode o homem querer ser Deus? Impor sua vontade na marra, na força bruta, e alimentar um ódio que não tem fim. A intolerância é um câncer que corrói a humanidade. Se os homens que se dizem religiosos fossem de fato tementes a Deus não cometeriam tantas atrocidades, tantas barbáries, tantas injustiças. O inferno e o paraíso são aqui na Terra, só depende de nós, da boa vontade de homes e mulheres para combater o preconceito, o racismo, a intolerância, e respeitar cada ser humano como ele é.
Jussara Seixas

06 Junho 2011

O PT ESTÁ ESPERANDO O QUE?

O governo não pode ficar refém de ninguém. Muito menos da mídia do PIG, ou de qualquer outro partido. É mais do que óbvio que os dados financeiros do ministro Palocci foram obtidos de forma criminosa. Quem vazou recebeu uma boa recompensa financeira ou política. Quem foi o mandante? O mesmo ocorreu com o vazamento do prontuário da presidenta Dilma do Hospital Sírio Libanês. Quem vazou foi médico, enfermagem ou alguém da administração com acesso aos prontuários? Quem foi o mandante? Isso é crime previsto em lei, mas existe a tal proteção das fontes no jornalismo: essa proteção tem que acabar ou esses criminosos jamais serão punidos. Para a imprensa ser limpa, clara, transparente, sem manipulação, o tal sigilo da fonte tem que acabar. Quem denuncia, quem fornece informações indevidas, informações protegidas por lei, tem que arcar com a responsabilidade do seu ato. As revistas e os jornalões publicam o que deveria ser sigiloso, protegem uma fonte que foi comprada e nada acontece. Cadê a PF, o MP, o PGR, para investigar essas violações de sigilos? Cadê o PT para agir como agiu o PSDB no caso da violação dos dados da filha do Serra e do Eduardo Jorge? O que aconteceu com o Palocci e com a presidenta Dilma pode acontecer com qualquer um do PT e da base aliada, ninguém está a salvo. A mídia do PIG tem muita grana para pagar por informações sigilosas, e conhece muita gente inescrupulosa disposta a fazer o serviço sujo. O vazamento do Palocci foi grave, mas mais grave foi o vazamento do prontuário médico da presidenta Dilma, em um hospital de grande prestigio. Com esse tal sigilo da fonte, muita notícia falsa pode ser e é postada pelos jornalistas inescrupulosos do PIG, a mando dos donos das revistas e jornalões. A mídia precisa de regulamentação urgente. E o PT precisa providenciar para que isso aconteça.
Jussara Seixas

CHARGE DO BESSINHA


Palocci responde à Veja

Enviado por luisnassif, sab, 04/06/2011 - 14:17

Fica claro a razão da revista não ter procurado Palocci antes da publicação da denúncia: ela não se sustenta. Não existe essa história de, na hora de alugar o apartamento de uma imobiliária, o inquilino pedir os documentos de propriedade do mesmo.

Quando li as primeiras notas sobre o episódio, supus que se tratasse do apartamento comprado por Palocci - aí sim, seria uma denúncia grave. Quando sai a denúncia, é uma falsificação: trata-se do imóvel alugado através de uma imobiliária.

A revista continua firme no exercício de avacalhar qualquer denúncia.

Palocci nega irregularidades em aluguel de imóvel

Apartamento em que vive o ministro estaria registrado nome de empresa de fachada, diz revista


iG São Paulo 04/06/2011 12:39

Um dia depois de falar pela primeira vez sobre a polêmica em torno de sua evolução patrimonial, o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, respondeu neste sábado à notícia de que o apartamento em que vive seria de propriedade de uma empresa de fachada. A notícia foi divulgada neste sábado, em reportagem da revista Veja.

STF deve decidir destino de Battisti nesta quarta-feira

BRASÍLIA - O futuro do ex-ativista italiano Cesare Battisti deve ser decidido na quarta-feira, data marcada para o julgamento final de seu processo de extradição no Supremo Tribunal Federal (STF). A tendência é que ele seja libertado para viver no Brasil como um cidadão comum, sem precisar cumprir pena de prisão na Itália, onde ele foi condenado pela morte de quatro pessoas na década de 70, quando integrava um grupo extremista de esquerda.

A advogada Renata Saraiva, que trabalha na defesa do italiano, informou que tem visitado seu cliente na Penitenciária da Papuda, em Brasília. E contou que ele está apreensivo com o julgamento e continua tomando antidepressivos.

— Ele está muito ansioso, na expectativa do julgamento, o que é compreensível — disse.

Humala vence eleições presidenciais no Peru



Agência Estado

O candidato nacionalista Ollanta Humala venceu as eleições presidenciais peruanas, realizadas neste domingo, segundo o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), com 75% das urnas apuradas. A chefe da ONPE, Magdalena Chu, comunicou os resultados parciais de 75% das urnas, que indicavam que Ollanta Humala havia obtido 50,09% dos votos, contra 49,91% de sua rival, a candidata de direita, Keiko Fujimori, diferença de apenas 0,18%. Algumas horas depois, e já com 81% das urnas apuradas, esta diferença já havia subido para 1,42%. A chefe da ONPE frisou que ainda restam chegar os números relativos às zonas rurais mais afastadas, onde se estima que Humala terá apoio muito mais sólido do que sua rival. Diante da vitória, Humala disse que formará "um governo de coalizão, representativo das forças democráticas e aberto à sociedade civil". O nacionalista reconheceu-se vitorioso e fez breve declaração em tom conciliador sete horas após o fechamento das urnas e pouco antes de partir à praça Dos de Mayo, no centro de Lima, onde uma multidão de milhares de seguidores já o aguardava. As informações são da Dow Jones.

03 Junho 2011

Goiás e seus desafios



Delúbio Soares (*)

Nós goianos vivemos uma situação de profunda dicotomia entre a riqueza que temos e a riqueza de produzimos. Como naquela célebre imagem dos economistas, convivem entre nós aspectos sociais e econômicos da “Belíndia”: a riqueza de uma Bélgica e a pobreza de uma Índia. É bem verdade que se a tradicional e sólida Bélgica continua uma nação próspera, integrante da Comunidade Europeia, a Índia já está longe de ser pobre, tendo se transformado em polo tecnológico e potência emergente no cenário da economia mundial.

Goiás é um Estado rico, aliás, riquíssimo. Se formos, sem ufanismo, mas também sem a modéstia que nos caracteriza, buscar numa contabilidade, fria e cuidadosa, enumerar e quantificar o potencial energético, mineral, agrícola, industrial e de serviços de nossa terra, temos motivos de sobra para sorrir e antever um Estado que estará, em poucas décadas, entre os cinco ou seis mais ricos do Brasil. Aí somos Bélgica pura. Porém, se buscarmos onde está o papel de indutor econômico de Goiás, a diferença que nosso Estado deveria fazer e ainda não faz no cenário econômico, político e social; se conseguirmos, enfrentando nossos próprios bloqueios e culpas, enxergar as centena s de milhares de goianos que ainda vivem se equilibrando por sobre a tênue linha que separa a miséria da simples pobreza, a fome da barriga cheia, o analfabetismo da escola de boa qualidade, o “debaixo-da-ponte” da casa própria, aí, então, meus amigos leitores, nosso sono será mais difícil e nossas consciências se defrontarão com a porção de velha Índia.

Sempre que posso viajo a diversos Municípios de nosso interior, revendo companheiros do PT, visitando amigos de toda vida, travando contatos com a sociedade civil. De empresários empreendedores à agricultores, de professores a jovens cheios de futuro. Como sempre, boas surpresas e melhores esperanças em nosso futuro. Em Caiapônia, por exemplo, no campus local da Universidade de Rio Verde, a Fesurv, fui convidado a debater com alunos e mestres a questão do pré-sal. Estaria mentindo se não declarasse minha surpresa com o que senti lá, no meio daquela gente jovem e trabalhadora, quase que majoritamente de família simples e lutadoras: o mesmo nível de estudantes universitários de São Paulo, Belo Horizonte ou Porto Alegre! Perguntas inteligentes, observações profundas, visões claras da atualidade do País e dos temas mais diversos. A mesma boa surpresa em Mineiros, na Faculdade Fama, de excelente qualidade, com professores preparados, alunos inteligentes e com inquirições e argumentos dos mais pertinentes. Lá, no interiorzão goiano, os estudantes universitários surpreendem pela qualidade intelectual e pela visão de Brasil.

E assim fui me surpreendendo com outros aspectos das cidades por onde passei rumo a Rio Verde. Riqueza, exuberância econômica, agricultura pujante, jovens inteligentes, um Goiás mudando com a força de seu povo e o potencial da terra. Então, de onde surgem as travas que ainda nos impedem de ocupar o papel que a história nos destina?

O dr. Getúlio Vargas, com olhos de estadista, sobrevoou a região do Araguaia a convite do governador Pedro Ludovico. Anteviu a riqueza e o futuro de um Estado que o deslumbrou e deixou clara a necessidade de abrir os caminhos para a interiorização do Brasil, numa marcha para o oeste, que seria, poucos anos depois, iniciada tanto por Pedro Ludovico com a construção de Goiânia quanto por JK com o advento da nova Capital.

A história de Goiás não é feita de miudezas, de rancores pessoais ou ódios políticos, de favores da União ou dependência econômica de outros Estados. Nem nosso futuro pode ser pensado com modéstia ou mediocridade, com medo e pequenez, desconhecendo essa junção magnífica de povo e terra, ambos de excelente qualidade. Por vezes penso que Goiás cresce quando uma parte de sua classe política dorme…

Tenho imensa satisfação de conversar com empresários, com intelectuais, com brasileiros de outras partes e que conhecem Goiás. Não há ocasião em que, lá no fundo do coração de matuto do Buriti Alegre, eu não me encha de orgulho e satisfação. Todos são unânimes em ver o que muitos de nós, goianos, só suspeitamos ou por pura inibição não consigamos compreender em sua totalidade: Goiás é uma das fronteiras do futuro, uma espécie de terra prometida do Brasil do século XXI!

O Brasil já sabe sobre nossa terra o que muitos goianos nem desconfiam: o futuro passa por aqui e nós temos imensa possibilidade de embarcar na primeira classe do trem para o desenvolvimento sustentável, com justiça social e novos paradigmas econômicos e sociais. Só não vê quem não quer.

Somos o maior produtor agropecuário do País, possuimos riqueza de solo e diversificação de culturas: aqui se planta milho, soja, algodão, cana-de-açúcar. Lideramos as exportações de grãos, com destaque para soja. Temos a segunda maior produção de algodão e somos os responsáveis por boa parte dos produtos que são exportados ou consumidos no próprio País. E esse é o setor responsável pelo impressionante processo de industrialização que os goianos operaram nos últimos anos. Clima favorável, terras férteis, água em abundância, domínio das tecnologias, povo trabalhador, um conjunto d e fatores benéficos que fizeram com que Goiás tivesse destaque no cenário nacional. Destaque, é bom que se diga, muito merecido, mas ainda pequeno perto do que podemos fazer com o talento e a ousadia que nos tem caracterizado.

Goiás acompanhou as mudanças na economia do País, passando de um Estado eminentemente agrícola para se tornar importante polo industrial. A facilidade de logística e escoamento de produção, com nossa boa situação geográfica, fizeram com que vários empreendimentos de ponta se instalassem aqui. Hoje, somos polo de confecções, com inúmeros complexos têxteis em municípios como Pontalina, Goiânia e, principalmente, Jaraguá. O maior grupo de frigoríficos do mundo é daqui, a Friboi, que hoje mantém sucursais em diversos países como Argentina, Estados Unidos e Austrália, e é a maior exportadora de carnes do País. Isso sem falar em outros grandes frigorí ficos daqui, do excelente rebanho, do gado leiteiro e de corte, dos investimentos milionários em pesquisas e melhorias genéticas. Na produção do etanol, Goiás pode alcançar a meta de 10 bilhões de litros, em 2016, com a conclusão do alcoolduto que será construído entre Senador Canedo e Paulínia, em São Paulo.

Goiás também chamou atenção de inúmeras mineradoras por causa da riqueza de suas jazidas, com destaque para Niquelândia, Catalão e Barro Alto, que recentemente assinou contrato com a multinacional Anglo American para a exploração de níquel. O investimento previsto é de US$ 1,5 bilhão para exploração de aproximadamente 36 mil toneladas do minério por ano. O setor industrial continua em franca expansão, o que deve ocorrer de forma mais avassaladora com a conclusão das obras da Ferrovia Norte-Sul. Distritos Agroindustriais estão espalhados em todas as regiões do Estado, com destaque para o Daia, em Anápolis. A balança comercial do Estado tem tido altas significativas a cada trimest re, alcançando enormes índices de exportação. Goiás gerou mais empregos que a média nacional, num dado extremamente relevante para nosso desenvolvimento.

A indústria automobilística finca suas bases com a japonesa Mitsubishi e a coreana Hyundai, que passará a produzir em sua moderníssima planta industrial de Anápolis o Tucson, campeão de vendas. O setor de fármacos, com laboratórios reconhecidos em todo o mercado, avança na produção de genéricos e ocupa lugar de destaque em nossa economia. Mas o Estado, mesmo que aproveite, precisa desempenhar um papel mais forte e marcante como indutor da economia. Para que Goiás continue nos trilhos do desenvolvimento, é preciso manter os investimentos em infraestrutura, aumentar sua capacidade de atração de indústrias, convertendo o nosso potencial em mais geração de postos de trabalho, riqueza e distribuição de renda para a população. O papel do Estado como indutor na economia deve se estruturar cada dia mais, na busca de ampliar a nossa capacidade de investimentos, despontando em setores ainda pouco explorados em Goiás.

Nesse texto, onde procuro deixar bem claro o otimismo realista que sinto quanto ao futuro de grandeza que espera Goiás, logo ali, no futuro próximo, deixei para o final a maior de minhas certezas: o principal elemento da fantástica engrenagem que nos move rumo ao desenvolvimento pleno é obra de Deus, na simbiose perfeita de uma terra rica e um povo genial.

(*) Delúbio Soares é professor

MARINA SILVA, A TRAÍRA

Com a revelação do deputado Alfredo Sirkis do PV, sobre" encontros secretos de emissários de Marina" para discutir composição de chapa com Serra e FHC, eu estava certa ao dizer que Marina Silva é uma traíra. Texto publicado antes do primeiro turno da eleição em 2010.
Marina Silva é uma grande traidora. Traiu o povo brasileiro quando se posicionou contra o crescimento do país. Traiu o presidente Lula. Traiu o PT. Traiu também a memória de Chico Mendes quando se uniu àqueles que, disfarçadamente, alegraram-se com a morte do grande líder seringueiro. Marina Silva jogou no lixo uma biografia de defensora dos povos da floresta, defensora da Amazônia. Traiu por despeito e por vingança. Ela alimentava esperanças de que o presidente Lula a escolhesse para ser sua sucessora, e quando percebeu que não seria a escolhida deu o bote tal qual uma cascavel. Marina não foi escolhida pelo presidente Lula porque não tem capacidade, conhecimento e caráter para governar um país, porque não seria capaz de manter a política econômica de crescimento e desenvolvimento, não conseguiria gerir os programas sociais do governo. Não seria capaz de entender a importância das descobertas no Pré-Sal pela Petrobras, nem conseguiria atribuir tais riquezas ao povo. Marina Silva, é óbvio, não vai para o segundo turno, mas vai para o colo do Serra /PSDB/DEM, que ela combateu nos 30 anos em que esteve no PT. Marina mostra que não tem pudor nem ideologia, é só uma ecochata fazendo o jogo sujo do poder por despeito e vingança. Está se vingando do presidente Lula porque não a escolheu, pouco se lhe dá prejudicar o país e milhões de brasileiros, desde que alcance seu seu objetivo de vingança. Marina é muito religiosa, ligada à Assembléia de Deus, mas não é nenhuma santa. É apenas uma traíra.

Jussara Seixas.

Sirkis narra "reunião secreta" de PV e PSDB antes de eleição


Deputado conta, em livro, que Marina enviou emissários para discutir composição de chapa com Serra e FHC

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

Às vésperas da campanha de 2010, a presidenciável Marina Silva (PV) enviou aliados para um encontro sigiloso com o candidato José Serra (PSDB) no apartamento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em Higienópolis, na capital paulista.
A "reunião secreta" (expressão do autor) é revelada no livro "O Efeito Marina", do deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ). A obra foi obtida em primeira mão pela Folha.
Mantida em segredo até hoje, a conversa na casa de FHC ocorreu em fevereiro de 2010, quando os tucanos ainda sonhavam com a possibilidade de Marina ocupar a vice na chapa de Serra.
Procurado, o tucano não quis se manifestar sobre o episódio.
Em seu relato, Sirkis diz que o encontro teve outro motivo: negociar o palanque duplo de Fernando Gabeira (PV), apoiado pelos dois presidenciáveis em sua candidatura ao governo do Rio.

02 Junho 2011

As várias Listas de Furnas

Documentos e procedimentos sobre as várias Listas de Furnas

1- Os originais do documento denominado "Lista de Furnas" foram entregues, em 2006, à Polícia Federal (PF) em Belo Horizonte, sob termo de apreensão. O original foi periciado e considerado como autêntico pelos peritos, quanto a assinatura nele postada, por parte de Dimas Fabiano Toledo, Diretor das Centrais Elétricas de Furnas até 2005. Nele estão inventariados os recursos que teriam sido repassados a políticos da base do governo do PSDB de Fernando Henrique Cardoso, nas eleições de 2002.

2- O original do recibo de Cesar Maia, reconhecendo o recebimento de recursos de Dimas Fabiano Toledo, foi entregue à Procuradoria Geral da República (PGR), através do Procurador Dr.Ronaldo Meira Albo em Brasília.
3- O original do recibo de José Tasso de Andrade (ES), reconhecendo o recebimento de recursos de Dimas Fabiano Toledo, foi entregue à Procuradoria Geral da República (PGR), através do Procurador Dr.Ronaldo Meira Albo, em Brasília. O recibo contém os nomes e as quantias que teriam sido repassadas pelo diretor de Furnas aos políticos do Espírito Santo, da base do Governo de FHC, nas eleições de 2002

4 - Recibo (CA) sobre os recursos utilizados por Andréa Neves (Irmã de Aécio Neves) e firmado pelo Secretário de Estado de Minas Gerais Danilo de Castro, em papel timbrado. Refere-se a recursos que teriam sido repassados por Dimas Fabiano Toledo, nas eleições de 2002. Segundo o recibo, os recursos teriam sido destinados para dezenas de prefeitos do interior de Minas Gerais. O documento foi anexado ao processo AC 2280 do STF, por determinação do Ministro Joaquim Barbosa

5- Recibo (CA) de Danilo de Castro, demonstrando o valor total recebido de Dimas Fabiano Toledo, que teria sido destinado à campanha de Aécio Neves a governador e políticos aliados. O documento foi anexado ao processo AC 2280 do STF, por determinação do Ministro Joaquim Barbosa.

6- Dois processos judiciais no TRF/RJ, cujos investigados são DIMAS FABIANO TOLEDO, políticos e empresas que teriam suposta participação num esquema de caixa 2 de Furnas. Os processos foram instaurados no Rio de Janeiro, por lá ser a sede da empresa pública. Neles estão consignadas todas as ações e investigações desenvolvidas pela PF e MPF. Os dois se encontram sob o manto da justiça. Quem pode explicar, que se apresente?
PROCESSO: 2006.02.01.009003-2 - SEGREDO DE JUSTIÇA
PROCESSO: 2006.02.01.002075-3 - SEGREDO DE JUSTIÇA
Enviado por Carceroni

Brasil sem Miséria: Meta é retirar 16,2 milhões da situação de extrema pobreza





Dilma Rousseff lançou nesta quinta-feira (2), em Brasília, o Plano Brasil Sem Miséria, que agrega transferência de renda, acesso a serviços públicos, nas áreas de educação, saúde, assistência social, saneamento e energia elétrica, e inclusão produtiva.

Com um conjunto de ações que envolvem a criação de novos programas e a ampliação de iniciativas já existentes, em parceria com estados, municípios, empresas públicas e privadas e organizações da sociedade civil, o governo federal quer incluir a população mais pobre nas oportunidades geradas pelo forte crescimento econômico brasileiro.

O objetivo é elevar a renda e as condições de bem-estar da população. O Brasil Sem Miséria vai localizar as famílias extremamente pobres e incluí-las de forma integrada nos mais diversos programas de acordo com as suas necessidades. Para isso, o governo seguirá os mapas de extrema pobreza produzidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O Brasil Sem Miséria levará o Estado às pessoas mais vulneráveis onde estiverem. A partir de agora, não é a população mais pobre que terá que correr atrás do Estado, mas o contrário”, afirma ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

Busca ativa

Na estratégia da busca ativa, as equipes de profissionais farão uma procura minuciosa na sua área de atuação com o objetivo de localizar, cadastrar e incluir nos programas as famílias em situação de pobreza extrema. Também vão identificar os serviços existentes e a necessidade de criar novas ações para que essa população possa acessar os seus direitos.

Mutirões, campanhas, palestras, atividades socioeducativas, visitas domiciliares e cruzamentos de bases cadastrais serão utilizados neste trabalho. A qualificação dos gestores públicos no atendimento à população extremamente pobre faz parte da estratégia.

O plano engloba ações nos âmbitos nacional e regional. Na zona rural, por exemplo, incentiva o aumento da produção por meio de assistência técnica, distribuição de sementes e apoio à comercialização. Na área urbana, o foco da inclusão produtiva é a qualificação de mão-de-obra e a identificação de emprego. Além disso, as pessoas que ainda não são beneficiárias do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) serão incluídas nestes programas de transferência de renda.

O plano vai priorizar a expansão e a qualificação dos serviços públicos em diversas áreas, assegurando, por exemplo, documentação, energia elétrica, alfabetização, medicamentos, tratamentos dentário e oftalmológico, creches e saneamento. Os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) serão os pontos de atendimento dos programas englobados pelo Brasil Sem Miséria. As sete mil unidades existentes no País funcionam em todos os municípios e outros pontos serão criados.

Romper a linha da miséria

O plano, direcionado aos brasileiros que vivem em lares cuja renda familiar é de até R$ 70 por pessoa, cumpre um compromisso assumido pela presidenta Dilma Rousseff. Do público alvo do Brasil Sem Miséria, 59% estão no Nordeste, 40% têm até 14 anos e 47% vivem na área rural.

“Só foi possível reduzir a desigualdade e a pobreza no Brasil, nos últimos anos, por que o governo adotou ações que aliam crescimento econômico com inclusão social, como o aumento do emprego, a valorização do salário mínimo, a ampliação dos programas sociais e a expansão do crédito. Os resultados obtidos – 28 milhões de brasileiros saíram da pobreza e 36 milhões subiram para a classe média – comprovam que as medidas foram acertadas. Com o Brasil Sem Miséria, vamos juntar o mapa da extrema pobreza com o da geração de oportunidades e permitir que milhões de brasileiros rompam a linha da miséria”, destaca a ministra Tereza Campello.

Meta é qualificar 1,7 milhão de pessoas nas cidades


As iniciativas de inclusão produtiva urbana vão reunir estímulo ao empreendedorismo e à economia solidária, oferta de cursos de qualificação profissional e intermediação de mão-de-obra para atender às demandas nas áreas públicas e privadas, totalizando dois milhões de pessoas.

Em relação à qualificação, a proposta é atender 1,7 milhão de pessoas de 18 a 65 anos por meio de ações articuladas de governo: Sistema Público de Trabalho, Emprego e Renda; Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec); Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem); obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Minha Casa, Minha Vida; Rede de Equipamentos de Alimentos e Nutrição; e coleta de materiais recicláveis.

Além da qualificação, o trabalho de inclusão produtiva abrangerá a emissão de documentos, acesso a serviços de saúde, como o Olhar Brasil, para exame de vista e confecção de óculos, e o Brasil Sorridente, para tratamento dentário, microcrédito e orientação profissional.

Catadores

O plano prevê ainda o apoio à organização produtiva dos catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis. Para este público, está prevista a melhoria das condições de trabalho e a ampliação das oportunidades de inclusão socioeconômica. A prioridade é atender capitais e regiões metropolitanas, abrangendo 260 municípios.

O Brasil Sem Miséria também apoiará as prefeituras em programas de coleta seletiva com a participação dos catadores de materiais recicláveis. O plano vai capacitar e fortalecer a participação na coleta seletiva de 60 mil catadores, até 2014, viabilizar a infraestrutura para 280 mil e incrementar cem redes de comercialização

Agricultores familiares atendidos pelo PAA será quadruplicado

Uma das metas do Brasil sem Miséria para a zona rural é aumentar em quatro vezes o número de agricultores familiares, em situação de extrema pobreza, atendidos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Subirá de 66 mil para 255 mil até 2014. Com a expansão, a participação dos agricultores muitos pobres no conjunto dos beneficiários do PAA será elevada de 41% para 57%. Atualmente, 156 mil agricultores vendem sua produção para o programa e a meta é ampliar para 445 mil até o final do atual governo.

Para acompanhar os agricultores, haverá uma equipe de 11 técnicos para cada mil famílias. Consta ainda do plano o fomento de R$ 2,4 mil por família, ao longo de dois anos, para apoiar a produção e a comercialização excedente dos alimentos. O pagamento será efetuado por meio do cartão do Bolsa Família.

Além disso, 253 mil famílias receberão sementes e insumos, como adubos e fertilizantes. Ampliar as compras por parte de instituições públicas e filantrópicas (hospitais, escolas, universidades, creches e presídios) e estabelecimentos privados da agricultura familiar também é objetivo do plano.

750 mil famílias terão cisternas; 257 mil receberão energia elétrica


O acesso à água para o consumo e a produção é outra ação que se fortalece com o Brasil sem Miséria. De acordo com o plano, a construção de novas cisternas para o plantio e criação de animais vai atender 600 mil famílias rurais até 2013. Também haverá um “kit irrigação” para pequenas propriedades e recuperação de poços artesianos.

No caso da água para o consumo, a proposta é construir cisternas para 750 mil famílias nos próximos dois anos e meio. Desde 2003, o governo destinou recursos para a construção de 340 mil cisternas na região do semiárido.

Outra iniciativa é a implantação de sistemas complementares e coletivos de abastecimento para 272 mil famílias. Todas essas ações irão contemplar populações rurais dispersas ou que vivem em áreas mais adensadas e com acesso a fontes hídricas.

O plano definiu também que mais 257 mil famílias terão acesso à energia elétrica até 2014. Esse quantitativo foi obtido a partir de cruzamento dos dados da população extremamente pobre, levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com o cadastro das empresas de energia.

Bolsa Verde: R$ 300 para preservação ambiental


O governo federal vai criar um programa de transferência de renda para as famílias, em situação de extrema pobreza que promovam a conservação ambiental nas áreas onde vivem e trabalham. É o Bolsa Verde, que pagará, a cada trimestre, R$ 300 por família que preserva florestas nacionais, reservas extrativistas e de desenvolvimento sustentável. O valor será transferido por meio do cartão do Bolsa Família.

Mais 800 mil no Bolsa Família; limite de benefícios por filho aumentará de 3 para 5
O Brasil Sem Miséria vai incluir no Bolsa Família 800 mil famílias que atendem as exigências de entrada no programa, mas não recebem o recurso porque ainda não estão cadastradas. Para efetuar o cadastramento, haverá um trabalho pró-ativo de localização desses potenciais beneficiários. O governo pretende atingir essa meta em dezembro de 2013.

Outra mudança no programa é o limite do número de crianças e adolescentes com até 15 anos para o recebimento do benefício, que hoje é de R$ 32. Antes, independentemente do número de crianças na família, a quantidade máxima de benefícios era de três. Agora, passa para cinco. Com a alteração, 1,3 milhão de crianças e adolescentes serão incluídos no Bolsa Família. Hoje, são 15,7 milhões. Da população extremamente pobre, 40% têm até 14 anos.

Em abril, o governo reajustou em 45% o valor do benefício pago às crianças nesta faixa etária. Além da expansão do programa federal, o governo está em negociação com os estados e municípios para a adoção de iniciativas complementares de transferência de renda.

Aumento de oferta de serviços públicos com qualidade


A expansão e a qualidade dos serviços públicos ofertados às pessoas em situação de extrema pobreza norteiam o Brasil sem Miséria. Para isso, o plano prevê o aumento e o redirecionamento dos programas aliados à sensibilização, mobilização e qualificação dos profissionais que atuam em diversas áreas.

As ações incluirão os seguintes pontos: documentação; energia elétrica; combate ao trabalho infantil; cozinhas comunitárias e bancos de alimentos; saneamento; apoio à população em situação de rua; educação infantil; Saúde da Família; Rede Cegonha; medicamentos para hipertensos e diabéticos; tratamento dentário; exames de vista e óculos; combate ao crack e outras drogas; e assistência social, por meio dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas).

Os números do Brasil sem Miséria

Retirar 16,2 milhões da extrema pobreza
Renda familiar de até R$ 70 por pessoa
59% do público alvo está no Nordeste, 40% tem até 14 anos e 47% vivem na área rural
Qualificar 1,7 milhão de pessoas entre 18 e 65 anos
Capacitar e fortalecer a participação na coletiva seletiva de 60 mil catadores até 2014
Viabilizar a infraestrutura para 280 mil catadores e incrementar cem redes de comercialização
Aumentar em quatro vezes, elevando para 255 mil, o número de agricultores familiares, em situação de extrema pobreza, atendidos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)
Equipe de 11 técnicos para cada mil famílias de agricultores
Fomento semestral de R$ 2,4 mil por família, durante dois anos, para apoiar a produção e a comercialização excedente dos alimentos
253 mil famílias receberão sementes e insumos
600 mil famílias terão cisternas para produção
257 mil receberão energia elétrica
Construir cisternas para 750 mil famílias nos próximos dois anos e meio
Implantação de sistemas complementares e coletivos de abastecimento para 272 mil famílias
Bolsa Verde: R$ 300 para preservação ambiental
Bolsa Família incluirá 800 mil
Mais 1,3 milhão de crianças e adolescentes incluídos no Bolsa Família

Alguém ouviu Deus falar que é contra os gays?

Ontem teve manifestação de evangélicos e católicos em frente ao Congresso Nacional, contra o projeto que criminaliza a homofobia. Os manifestantes querem ter o direito de xingar e ofender os gays sem serem processados por isso. Eles recusam-se a respeitar o homossexual. Recusam-se a aceitá-lo como ser humano. Eles não querem que as pessoas tenham a liberdade de fazer uma opção sexual que não seja estritamente hetero. Afirmam que seguem a palavra de Deus e que a bíblia condena os gays, que na bíblia não consta que possam existir gays. Algum deles ouviu Deus falar que é contra os gays? Podem apresentar gravações em vídeo de Deus falando contra os homossexuais? Não podem, e nem a bíblia foi escrita por Deus. Ela foi escrita por homens. Essas pessoas são manipuladas por dogmas religiosos, bispos, pastores e padres homofóbicos, preconceituosos, racistas, que têm a cara de pau de falar em nome de Deus. O pensamento desses indivíduos que se dizem religiosos persiste desde os tempos medievais, quando se queimavam pessoas que não queriam aceitar os dogmas da Igreja. Tanto a Igreja católica quanto as evangélicas têm em seus quadros de sacerdotes muitos pedófilos e outros pervertidos que ao longo dos séculos abusaram sexualmente de crianças, de jovens e de mulheres. Os mesmos que pregavam contra o homossexualismo e contra a prostituição em seus sermões. Não seria muito melhor que cada um cuidasse da sua opção sexual e não se intrometesse na vida dos outros? Se eles não querem ser homossexuais, tudo bem, ninguém os está obrigando a fazer o que não querem. Os homossexuais, diferentemente dos evangélicos e católicos, não vão de casa em casa incomodar as pessoas para convencê-las a se tornarem homossexuais. Eles estão vivendo a vida deles, sua opção sexual é de foro intimo, ninguém tem nada com isso, muito menos a Igreja. Os gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transgêneros e transexuais não querem privilégios exclusivos, só querem ter os mesmos direitos de todo ser humano, todo cidadão. Direito a uma união estável, direito de adotar uma criança, de ser pai e mãe, direito de andar nas ruas sem ser xingado ou espancado e até morto por gente preconceituosa, homofóbica, que diz agir em nome de Deus. O que é um sacrilégio criminoso. Por isso a PL 122 tem que ser aprovada, para dar um basta nesse preconceito, punir exemplarmente os preconceituosos, os homofóbicos, e dar paz para aqueles que escolheram ser homossexuais.
Jussara Seixas


Noticiário do Estadão perde confiabilidade



Luis Nassif, Blog: Luis Nassif Online


Até algum tempo atrás, o noticiário do Estadão era visto como o mais objetivo e confiável da velha mídia. Essa postura mudou radicalmente nos últimos anos. A cobertura politizada do caso Vale é demonstração do viés que acabou determinando a queda de qualidade do noticiário do jornal.

O jornal sustentou ter ouvido "um ex-funcionário, três ministros, quatro parlamentares e dois advogados do sistema financeiro" para garantir que uma das moedas de troca, para a demissão de Roger Agnelli, tinha sido a garantia de continuidade do Bradesco no Banco Postal dos Correios.
A matéria foi assinada por 11 (!) jornalistas - incluindo o diretor da sucursal de Brasília, Rui Nogueira.

Ontem, o Bradesco perdeu o leilão do Banco Postal para o Banco do Brasil.

"Na semana passada, a reportagem do Estado ouviu dois diretores da Vale e um ex-funcionário, três ministros, quatro parlamentares e dois advogados do sistema financeiro. Em comum, todos mantêm relacionamento direto com a mineradora e todos são ou foram (nos dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva) intermediários de conversações e negociações da empresa com o governo. (...)
Banco Postal. Atualmente, a exclusividade de uso do Banco Postal, da estatal Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), está nas mãos do Bradesco. Em 2001, o banco pagou R$ 200 milhões pelo serviço - desembolsa mais cerca de R$ 360 milhões ao ano por participação dos Correios na quantidade de transações realizadas nas agências do Banco Postal. O faturamento mínimo estimado para o Bradesco nesse segmento é de R$ 1 bilhão.
O negócio financeiro da ECT vai ser licitado novamente neste ano e, agora mais do que nunca, o Bradesco evita confrontos com o Planalto, articulando, ao mesmo tempo, uma solução negociada para a escolha do substituto de Agnelli na Vale".
http://nogueirajr.blogspot.com/

CHARGE DO BESSINHA


Dalmo Dallari: Battisti preso é afronta ao Direito e à Justiça

Nos próximos dias deverá estar de novo na pauta do Supremo Tribunal Federal, e desta vez absurdamente, o caso do italiano Cesare Battisti, cuja extradição foi pedida pelo governo italiano. Não é difícil demonstrar o absurdo dessa inclusão na pauta de decisões, de uma questão que não depende de qualquer decisão judicial, mas apenas de uma providência administrativa.

Por Dalmo de Abreu Dallari, no Observatório da Imprensa
De fato, como já foi amplamente noticiado, o Supremo Tribunal Federal já tomou sua decisão sobre o pedido de extradição de Cesare Battisti, na parte que lhe competia, julgando atendidas as formalidades legais e deixando expresso seu reconhecimento de que a decisão final seria do presidente da República. E este proferiu sua decisão em 31 de dezembro de 2010, negando atendimento ao pedido de extradição, em decisão solidamente fundamentada e juridicamente inatacável.

Entretanto, Cesare Battisti continua preso, sem qualquer fundamento legal, e foi para fazer cessar essa ilegalidade que seus advogados pediram formalmente ao Supremo Tribunal Federal a soltura de Battisti.

Erro primário

É oportuno lembrar que, quando recebeu o processo com o pedido de extradição de Battisti, o ministro Gilmar Mendes determinou sua prisão preventiva, para ter a garantia de que, se fosse concedida a extradição — que na realidade já foi legalmente negada em última instância —, ele pudesse ser entregue ao governo italiano.

Tucano mais sujo que pocilga de interior

Carta complica senador Mário Couto na Corrupção da ALEPA


Sonegação fiscal, fraudes em licitação e na folha de pagamento, brigas de família, chantagem e ameaças, compõem o escândalo de corrupção na Assembleia Legislativa do Pará (ALEPA)
Uma carta apreendida em um mandado de busca e apreensão na casa da ex-servidora da Assembleia, Daura Hage, abriu uma nova frente de investigação e que envolve o ex-presidente da ALEPA, hoje senador Mário Couto (PSDB/PA) e sua filha, a deputada estadual Cilene Couto (que foi chefe da auditora da ALEPA na gestão do pai).



O documento, classificado por promotores como “bombástico”, foi escrito pelo dono da Croc Tapioca, o ex-marido de Daura Hage, José Carlos Rodrigues de Souza, e foi uma das principais pistas que levaram ao organograma das fraudes nas licitações da ALEPA.



O Ministério Público já apurou que entre os anos de 2005 e 2006, cinco empresas de parentes de Daura Hage faturaram cerca de R$ 8 milhões em contratos com a casa. Concorrências montadas e notas fiscais sem recolhimento de impostos estão entre as irregularidades já constatadas.Leia mais.

http://wwwterrordonordeste.blogspot.com/2011/05/tucano-mais-sujo-que-pocilga-de.html

O coronel e a tortura



PERSIO ARIDA
Provar que algo não aconteceu porque não consta do processo no tribunal de exceção, como fez o coronel Ustra, é uma afronta à razão e à história

Confesso minha surpresa com o artigo do coronel Ustra ("O delírio de Persio Arida", "Tendências/Debates", 27/5). Ele não aparece em minhas memórias. Não que o coronel fosse desimportante -pelo contrário, era o chefe do DOI-Codi, em São Paulo, um dos mais notórios centros de tortura dos anos de chumbo. É que escrevi memórias para registrar sentimentos, não para acusar pessoas.
A tortura foi no Brasil uma política de Estado, e não um desmando deste ou daquele militar. O que teria levado o coronel a escrever seu artigo? Talvez tenha ficado incomodado com o relato da tortura.
O coronel conseguiu a proeza de escrever um livro de mais de 500 páginas sem mencionar os horrores daqueles anos. Talvez tenha se sentido diminuído por eu ter contado que fui removido para outra central de torturas no Rio de Janeiro. Talvez tenha ficado chateado com as esfihas que burlaram a segurança da Operação Bandeirantes.
Sejam quais forem os seus motivos, vamos aos fatos que vivi.

01 Junho 2011

Palocci hoje. E amanhã?

EDINHO SILVA

O ministro Palocci sofre as consequências de um modelo de Estado arcaico, que não mais responde às demandas do Brasil para o século 21


Não quero com esse texto fazer nenhuma defesa cega do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. Ele tem esclarecimentos a dar para a nação brasileira e para os organismos do governo, e os dará.
Longe de ter a intenção de minimizar o seu livre-arbítrio, Palocci sofre as consequências de um modelo de Estado arcaico, que não responde às demandas do Brasil do século 21 e às exigências da sociedade civil existente.
O fato de Palocci ter uma empresa de assessoria e estabelecer contratos com a iniciativa privada não caracteriza nenhuma ilegalidade.
Portanto, da perspectiva legal, o então deputado federal não cometeu nenhum erro.
Mas quando a notícia da existência de sua empresa e do que ela faturou veio a público, presenciamos a reação da sociedade, por sinal, legítima; como presenciamos a tentativa de setores da oposição, de forma oportunista, de se utilizar do fato para investir em uma crise no governo Dilma Rousseff.
A inegável reação de setores da sociedade civil demonstra, em última análise, uma vontade de mudança; de haver reforma de regras, de normas, em que fique muito claro o que se pode e o que não se pode na atividade pública, que supere o antagonismo entre a flexibilidade normativa do Estado e o rigor interpretativo da sociedade civil.
Palocci é sujeito de seus atos, mas também objeto de relações entre o público e o privado, em que a complacência legal do Estado torna os indivíduos mais vítimas que vilões. Vítimas de aparato estatal envelhecido e débil, alimentado pelas conveniências do privado, inclusive por setores da mídia que temem, conservadoramente, reformas, e legitimado pela inércia e pela perplexidade casual da sociedade.
Mais uma vez, presenciamos em abundância a energia destinada à interpretação que falta na mobilização pelas reformas do Estado brasileiro. De forma hipócrita, dá-se preferência para o debate das consequências, e não das causas.
A inexistência de unidade social e política, muitas vezes incentivada pelos interesses imediatistas do privado, para implementar as reformas já gerou muitas baixas na vida política brasileira. Agora, estamos vendo sofrer um considerável desgaste um dos melhores quadros políticos de sua geração.
Tive a oportunidade de conhecer o militante Palocci, fundador de muitos diretórios do PT na região de Ribeirão Preto. Vi o dirigente do Sindicato dos Médicos organizar a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e lutar pelos direitos dos trabalhadores. Presenciei um vereador e deputado dedicado e visionário, um prefeito que entendeu a necessidade de inovar nas políticas públicas, referência para o Brasil.
O país deve a Palocci e a Guido Mantega o êxito da política econômica do governo Lula, que criou as condições para que o Brasil crescesse com justiça social. Uma bela biografia neste momento atingida.
E pior, por atos amparados pelo Estado. O episódio vivenciado por Palocci tem que deixar lições.
Penso, e tenho defendido, que o PT utilize o seu acúmulo político tirando as reformas do Estado brasileiro da carta de intenções, criando as condições para que sejam efetivadas, trazendo para as regras e normas aquilo que a sociedade civil já projetou, decidiu e incorporou à sua cultura política.
A armadilha continua ativada.
Qual liderança e qual partido político será o próximo?

EDINHO SILVA é presidente do PT no Estado de São Paulo e deputado estadual (PT-SP).

PF descobre "condomínio" de madeireiras em área da União na Amazônia; 8 são presos

Guilherme Balza
Do UOL Notícias
Em São Paulo



Imagem divulgada pelo Ibama mostra área desmatada em Rondônia; o órgão abriu cinco frentes de combate ao desmatamento no Estado

Imagem divulgada pelo Ibama mostra área desmatada em Rondônia; o órgão abriu cinco frentes de combate ao desmatamento no Estado

A Polícia Federal de Rondônia prendeu nesta terça-feira (31) oito madeireiros que invadiram uma área de aproximadamente 170 mil hectares pertencente à União --equivalente à área da cidade de São Paulo-- para extrair ilegalmente árvores nobres, como cerejeira, mogno e faveira-ferro na região da divisa dos Estados de Rondônia, Acre e Amazonas, sobretudo em Vista Alegre do Abunã (RO)

Segundo o delegado Carlos Sanches, os criminosos cercaram e dividiram a área para cada um dos envolvidos e criaram uma espécie de condomínio fechado, batizado de “Condomínio Jequitibá", em alusão à madeira da árvore de mesmo nome. A região invadida pelos criminosos é de selva fechada.

Entre os detidos está José Genário Macedo, conhecido como “Ceará Popó”, que segundo a PF é patrão de Ozias Vicente Machado, preso na segunda-feira (30) suspeito pela morte do líder camponês, Adelino Ramos, o Dinho, assassinado na sexta-feira (27). No final do ano passado, agentes da PF à paisana foram informados da intenção de Ceará Popó em matar Dinho, que colaborava com o Ibama no combate aos madeireiros ilegais.

Na mesma ocasião, os policiais ouviram que Ceará Popó tinha interesse em matar agentes da PF. A Polícia Civil investigará se Ceará Popó tem participação na morte do ativista. Também foi preso Pedro Amarildo Clemente, irmão do deputado estadual José Eurípedes Clemente (PTN).
Segundo a PF, o grupo invadiu a área e começou a montar o condomínio em meados de 2009. Nesses dois anos, os criminosos removeram, sobretudo, as árvores nobres, mas a ideia era posteriormente desmatar a região para criar gado. Pelo menos 45 mil metros cúbicos de madeira foram retirados e 1.500 hectares foram devastados --equivalente a mais de 2.000 campos de futebol.

O grupo cobrava R$ 30 de pedágio para cada caminhão que atravessasse a área, que é cortada por estradas de terra precárias, em nome da Associação Ruralista do Ramal Jequitibá, que não existe legalmente. “Monitoramos o local e contabilizamos que em 90 dias passaram pelo menos 2.000 caminhões”, afirma Sanches. A quadrilha ainda mantinha olheiros que portavam rádios e telefones clandestinos.

Além de Ceará Popó e Clemente, foram presos Nixon Luiz Severino, André Bandeira Macari, Nedio Francisco Carbonera, Pedro Cesconeto, Ivo Armindo Ladwing e Moisés Basso Stevanelli. Os presos foram levados para o presídio Urso Panda, anexo do Urso Branco, em Porto Velho.

Lula grava vídeo para campanha mundial de ONG contra a fome

A ONG internacional Oxfam inicia nesta quarta (1º) em 37 países uma campanha contra a fome que deverá durar quatro anos.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve participar com dois relatos em vídeo. No primeiro, disponível no YouTube, Lula fala da responsabilidade do estado no combate à fome.

"Cada estado deve garantir o alimento ou a renda para que cada família possa comprar sua própria comida. Essa é a condição básica para a paz, a democracia e a cidadania", defendeu.

Segundo Antônio Hill, assessor da organização para a América Latina, a intenção não é focar nas pessoas que estão na miséria e passam fome. "Queremos mostrar que o sistema agrícola internacional está falido e que o aumento do preço dos alimentos vai levar a uma crise mundial", explica

No vídeo de Lula, o ex-presidente atribui maior responsabilidade aos países ricos, que, segundo ele, devem colaborar financeiramente com as nações mais pobres.


No segundo vídeo, que será divulgado em meados de junho, Lula lembrará, segundo a assessoria da Oxfam, do tempo em que passou fome.

Além do ex-presidente, os atores Gael Garcia Bernal e Scarlett Johansson e o arcebispo emérito Desmond Tutu, da África do Sul, participam da campanha. Eles também gravaram depoimentos em vídeo.

De acordo com relatório preparado pela Oxfam para a campanha, batizada no Brasil de "Cresça", o preço do alimento pode aumentar entre 60% e 180% até 2050.

"A população deve passar de 7 bilhões para 9 bilhões, e os produtores não estão preparados para os desafios climáticos que devem aparecer, o que deve fazer aumentar a escassez", afirmou Hill. Segundo a ONG, uma em cada sete pessoas passam fome hoje no mundo.

Estudos apresentados pela Oxfam dizem que produtos da cesta básica, como o milho, deverão ter o preço duplicado nos próximos 20 anos. Para a ONG, as maiores prejudicadas serão as famílias mais pobres, que já têm 80% da renda comprometida com a alimentação.

Brasil
Antônio Hill citou o Brasil como exemplo no combate à fome, mas ressaltou que ainda há mais a se fazer.

"Os programas de distribuição de renda atrelados ao Fome Zero e o investimento na agricultura familiar tiveram um forte impacto na diminuição da miséria no Brasil, que caiu quase pela metade", afirmou.

"Mas isso não que dizer que ainda não haja mais o que se fazer. Mesmo com uma população 86% urbana, ainda há metade dos miseráveis no campo, e isso tem que ser mudado", afirmou.

Ações
Além da publicidade envolvida na campanha, para 2011, a Oxfam pretende pressionar os líderes por tomadas de decisões.

Haverá um apelo por mais transparência no mercado de commodities na reunião dos líderes do G20, em novembro, que deve discutir o preço dos alimentos; trabalhar na discussão sobre o clima em Durban, na África do Sul, no fim deste ano, para que o fundo para o clima global, acordado em 2010, fique em em pleno funcionamento; e, em outubro, a meta é que o Comitê sobre Segurança Alimentar Mundial regulamente a compra de terras para que os pequenos produtores tenham assegurado o acesso aos recursos naturais.