07 Maio 2011

Buriti Alegre


Delúbio Soares (*)

Já rodei o mundo, visitei os cinco continentes, percorri dezenas de países, admirei povos e civilizações, estudei suas culturas e hábitos, deslumbrei-me com as belezas e surpreendi-me com as particularidades dos quatro cantos do planeta, mas o que trago no peito, o que me estimula e conforta, o que me orgulha e gratifica, é a terra onde nasci e o seu povo. Infeliz do homem sem raízes. Desgraçado daquele que renega suas origens. Quem não ama seu berço, não quer bem a nada. E eu amo Buriti Alegre.

Acompanho o dia-a-dia de minha terra com o mesmo interesse com que contemplo a evolução dos assuntos mais importantes de nosso tempo. Cada notícia que me chega de um avanço social, de uma realização econômica, de uma nova turma de estudantes que se formam, de profissionais liberais que se estabelecem, de empresas que chegam para somar esforços, gerar empregos e produzir em Buriti Alegre, tem para mim o impacto de uma alta na Bolsa de Nova York, da descoberta de uma nova jazida pela Petrobrás, de uma vitória de nossa seleção na decisão de uma Copa do Mundo. Meu amor por minha terra não conhece limites. É que Buriti e seu povo jamais colocaram qualquer limite em seu carinho e integral solidariedade para comigo em todos os momentos de min ha vida.

Nós já fomos uma cidade acanhada, perdida numa região belíssima e esquecida. Geramos governadores, deputados, grandes empresários, artistas, intelectuais, gente trabalhadora e da melhor qualidade. Mas não saíamos de uma posição injusta de cidade pouco reconhecida, economia estagnada, com potencialidades mal exploradas e população mal assistida pelos poderes públicos.

Recordo-me dos anos 60, quando já havíamos dado um governador a Goiás e, no entanto, apenas dois dos professores que lecionavam em Buriti dispunham de curso superior. Mas nem isso impedia que nós, meninos pobres, tivesses mestres devotados e que se desdobravam para suprir as carências com enorme sentido de missão e competência profissional.

Tínhamos um dos maiores rebanhos bovinos do Estado de Goiás, quiçá do Brasil. Sua agricultura sempre pródiga, alicerçada numa terra fértil e abençoada. Mas isso fazia muito pouca diferença na distribuição de renda na sociedade local ou na arrecadação do Município, pequeníssima e incapaz de fazer frente às necessidades de uma população crescente e suas demandas nas áreas de educação, saúde, saneamento básico.

Buriti Alegre era um retrato diminuto e veraz do Brasil: uma terra riquíssima e um povo carente. Possibilidades infindas, mas tentativas tímidas de exploração do potencial existente. No microcosmo, o reflexo de uma realidade injusta e recorrente.

Começamos a mudar a história de minha amada terra quando perdemos o medo. A eleição do prefeito João Alfredo - homem austero, trabalhador incansável e administrador visionário - uniu sua experiência de bem sucedido empresário rural à de companheiro petista, comprometido com as necessidades da população e com a boa governança. Buriti Alegre disparou! A arrecadação, em apenas seis anos, deixou o acanhado patamar de R$ 4 milhões praticamente quadruplicando em 2010, favorecendo uma gama de obras públicas, onde saúde e educação foram priorizadas.

Não há criança em idade escolar que não tenha vaga disponível na rede pública local. Além disso, mais de 200 estudantes universitários residentes em Buriti Alegre, todos os dias, num programa exitoso e necessário, são transportados em ônibus para Municípios onde se localizam as faculdades cursadas, num esforço merecido pelos que apostam no estudo e vêem nele a chance não só da construção de uma carreira profissional, mas da participação cidadã na vida de seu país.

Ao latifúndio improdutivo se contrapôs a chegada da indústria, com a instalação de frigorífico de grande porte e um abatedouro de aves dos mais modernos do país, com o impressionante número de quase 200 mil aves processadas diariamente. Essas indústrias, instaladas durante o governo Lula, realizaram investimentos altíssimos em tecnologia, instalações industriais e formação de pessoal, seguindo padrões internacionais de qualidade. Outro frigorífico chegará em breve, gerando mais empregos, riquezas, impostos e divisas. O rebanho bovino passa das 105 mil reses e se notabiliza pela altíssima qualidade. A agricultura de Buriti Alegre vive um ciclo virtuoso, com a produção de milho, soja, arroz, tomate e se ndo um pólo produtor bananeiro. Vai longe o tempo em que não podíamos vivenciar o progresso e planejar o desenvolvimento sustentável da riquíssima região onde nascemos, vivemos e produzimos. Esse tem sido o jeito petista de governar do prefeito João Alfredo, meu dileto companheiro, e sua operosa equipe.

Ainda agora, com base nas políticas desenvolvimentistas implementadas no governo do Estadista Luiz Inácio Lula da Silva e renovadas na administração da presidenta Dilma Rousseff, a montadora automobilística Suzuki, uma das maiores do mundo, anunciou a instalação de uma linha de montagem na vizinha cidade de Itumbiara, governada por um dos prefeitos mais dinâmicos de Goiás, o meu amigo José Gomes. O reflexo da chegada da montadora japonesa ao sul goiano será imediato na economia de todo o Estado, especialmente das cidades daquela região, que passarão a participar de uma nova etapa do processo de desenvolvimento econômico e industrial, ainda desconhecido na área. Não nos falta excelente mão-de-obra, invejáveis recurso s naturais, posição geográfica estratégica e a irrefreável vocação dos goianos para o desafio, o empreendedorismo e o êxito.

O Brasil vive um momento invulgar. Segundo a competente Fundação Getulio Vargas, a taxa de desigualdade no Brasil atingiu a sua mínima histórica desde se começou a pesquisá-la em nosso país. O estudo divulgado pelo seu Centro de Políticas Sociais (CPS/FGV) revelou que em oito anos - de dezembro de 2002 a dezembro de 2010 - o país conseguiu reduzir a pobreza em 50,64%. Ou seja: o governo Lula levou mais de 30 milhões de brasileiros para a classe média, tirando-os da pobreza, dotando-lhes de melhores condições de vida e os incluindo no mercado consumidor. Isso se chama, simplesmente, inclusão social. “Em 8 anos, no governo Lula, foi feito o que era previsto para 25 anos, de acordo com a Meta do Milênio da Organização das Nações Unidas, que era reduzir a pobreza em 50% de 1990 até 2015”, ressaltou o economista Marcelo Neri, da FGV.

Buriti Alegre é um retrato fiel do Brasil de hoje. Evoluiu, cresceu, quer mais e está fazendo sua parte na incessante tarefa do desenvolvimento nacional. Ainda falta muito a se fazer e as carências são grandes. Mas já se respira o ar do desenvolvimento e seu povo se orgulha de mostrar o quanto conseguiu construir em tão pouco tempo.

Há mais de 30 anos saí de Buriti Alegre. Nunca, jamais, em tempo algum, Buriti Alegre saiu de mim, do meu coração, do meu sentimento, da minha alegria de viver, da minha ternura pela terra abençoada e por seu povo.

(*) Delúbio Soares é professor

companheirodelubio@gmail.com

06 Maio 2011

CHARGE DO BESSINHA


Hugo Chávez será recebido por Dilma na próxima terça-feira

Segundo Itamaraty, convite foi feito pela presidenta Dilma Rousseff.
Agenda terá ênfase no comércio bilateral e nos programas de cooperação.


Do G1, em Brasília



Dilma com Hugo Chávez (Foto: Reprodução / TV Globo)

Dilma Rousseff cumprimenta Hugo Chávez durante a
cerimônia de posse (Foto: Reprodução / TV Globo)

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chega ao Brasil na próxima terça-feira (10) para se reunir com a presidenta Dilma Rousseff.

Segundo o Ministério de Relações Exteriores, Dilma e Chávez "deverão revisar os principais tópicos da agenda bilateral, com ênfase no comércio bilateral, na evolução dos programas de cooperação nas áreas de agricultura, desenvolvimento regional, habitação popular, universalização de serviços bancários e integração Amazônia-Orinoco".

De acordo com o Itamaraty, a iniciativa do encontro partiu da presidenta Dilma Rousseff. Eles já haviam se encontrado durante a posse de Dilma, no dia 1º de janeiro. Dez dias depois, Chávez telefonou para Dilma para agendar uma reunião.

Demo-tucanos de SP desviam donativos das vítimas das enchentes para esquema de compra de votos

Uma gravação telefônica da Rádio Bandeirantes flagra o envolvimento do vereador Ushitaro Kamia (DEM) em esquema de desvio de donativos recolhidos pela Defesa Civil da prefeitura de São Paulo.

As roupas, água mineral, calçados, brinquedos que a população doou para serem enviados às vítimas das enchentes no Rio de Janeiro ficaram, em boa parte, estocadas na Defesa Civil paulistana.

O chefe da Defesa Civil, Jair Paca de Lima, foi candidato a deputado estadual em 2010 pelo PSDB.

Em vez de distribuir de forma republicana para qulaquer entidade séria e necessitada, os donativos passaram a ser objeto de barganha da caridade com bens públicos a troco de votos, controlada por vereadores demo-tucanos (do DEMos e do PSDB).

Na gravação, uma funcionária da Defesa Civil indica que, para receber os donativos, só com "indicação" do escritório político do vereador Kamia (DEMos).

A Rádio afirma ainda que, para conseguir votos nas regiões mais carentes, os donativos seriam entregues mediante a apresentação do título de eleitor.

Ouça a gravação do telefonema:



http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

Dilma anuncia acordo com Alemanha para obras da Copa e Olimpíada

Vannildo Mendes, da Agência Estado

BRASÍLIA - A presidenta Dilma Roussef anunciou nesta quinta-feira, 5, em declaração à imprensa, um acordo com o governo alemão para investimentos em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como portos e aeroportos, bem como em áreas de infraestrutura voltadas para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. O anúncio foi durante declaração conjunta após reunião de mais de uma hora com o presidente da Alemanha, Cristian Wulff e a comitiva de empresários e autoridades daquele país, no final desta manhã.

Esse foi o primeiro compromisso público da presidente desde que ela teve diagnóstico de pneumonia, há uma semana. Visivelmente abatida, mais magra, com dificuldade respiratória e rouca, Dilma conseguiu ler a declaração até o fim. Depois, disse aos jornalistas que só voltará a falar com a imprensa quando estiver totalmente recuperada, na próxima semana. "Apresentei ao presidente Wulff as novas oportunidades de investimento", disse Dilma. "Há expectativa de participação, dos investidores e da tecnologia alemã também na construção de alta velocidade entre Rio e São Paulo", enfatizou ela, referindo-se ao trem-bala.

STF aprova união gay em sessão histórica

Supremo decide que não há mais no país diferença entre as relações estáveis de heterossexuais e homossexuais


Decisão dá segurança jurídica em relação a direitos como herança e compartilhamento de planos de saúde



Zanone Fraissat/Folhapress


Simpatizantes da causa gay comemoraram resultado do julgamento do Supremo na avenida Paulista, na noite de ontem


FELIPE SELIGMAN
DE BRASÍLIA

Em julgamento histórico, o Supremo Tribunal Federal decidiu ontem, de forma unânime, que não há diferença entre relações estáveis de homossexuais e heterossexuais.
Os ministros disseram que ambas formam uma família.
A decisão dá a casais gays segurança jurídica em relação a direitos como pensão, herança e compartilhamento de planos de saúde, além de facilitar a adoção de filhos.
Mesmo assim, os casais podem ter de ir à Justiça para ter tais direitos reconhecidos.
Em São Paulo, um grupo de cerca de 150 foi até a avenida Paulista para comemorar. O local é palco da maior parada gay do mundo. Também é um local onde vários homossexuais já foram agredidos.
O texto formal da decisão, chamado de acórdão, não tem prazo para ser publicado, mas o resultado do julgamento já vale a partir de hoje. O documento será redigido pelo relator, para quem a decisão engloba todos os direitos.


05 Maio 2011

CHARGE DO BESSINHA

Em palestra em SP, Lula critica 'profetas do caos'

Num discurso feito para acalmar investidores, ex-presidente afirmou que aumento da inflação no País é um 'fenômeno passageiro'

Em palestra para profissionais do setor financeiro, promovida pelo Bank of America Merrill Lynch, o ex-presidente Luiz Inácio lula da Silva criticou nesta quarta-feira o que chamou de “profetas do caos” e disse que o aumento da inflação no País é um “fenômeno passageiro”.

Foto: Brainpix Ampliar
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
“Muitos profetas do caos acham que o sucesso brasileiro, que conseguiu equilibrar desenvolvimento econômico com inclusão social, está ameaçado pela volta da inflação. O mesmo ocorreu em 2003, quando muita gente apostava no fracasso do Brasil e previa que a inflação, que atingiu 12,5% em 2002, continuaria a crescer. Não vacilamos na hora de combater a inflação, pusemos em prática uma autoridade política monetária, e conseguimos que a taxa de inflação chegasse a 3,1% em 2006”, disse o ex-presidente.

Segundo Lula, o aumento da inflação é uma conseqüencia da conjuntura econômica internacional. “A alta da inflação no Brasil não tem causas estruturais. É um fenômeno passageiro, com causas externas, e será revertido graças à ação decidida do governo e da sociedade. A presidenta Dilma já tomou medidas.”

Num discurso feito para acalmar investidores, Lula lembrou que o País conseguiu passar incólume pela crise financeira mundial de 2008/2009 e disse também que o Brasil hoje tem um sistema financeiro mais moderno e eficaz do que alguns anos atrás.

A imprensa não teve acesso ao evento por determinação do Bank of Amercia Merrill Lynch. A assessoria de imprensa do ex-presidente, no entanto, distribuiu cópias de seu discurso ao fim do encontro que, segundo relatos, foi pontuado por improvisos.

Os organizadores não divulgaram o cachê de Lula, mas, segundo fontes do mercado de palestras, o ex-presidente cobra entre R$ 150 mil e R$ 200 mil por aparição. O evento aconteceu em um dos mais sofisticados bufês de São Paulo, no bairro de classe média alta Itaim-Bibi. Na entrada, uma fila de aproximadamente 20 manobristas aguardava os 800 convidados, que chegavam, em sua maioria, em carros de luxo importados.

Entre os convidados estava o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, o ex-ministro do Desenvolvimento Luiz Fernando Furlan e o ex-presidente do BC e do BNDES do governo Fernando Henrique Cardoso Pérsio Arida, que deixou o evento antes do término da palestra de Lula – e não quis comentar o seu indiciamento, pela Polícia Federal, por suposta prática de gestão fraudulenta, evasão de divisas e formação de quadrilha, no inquérito da Operação Satiagraha. “Está excepcional”, limitou-se a dizer, sobre a palestra do petista.

STF dá passo decisivo para aprovar casamento gay



“Voto favorável do ministro Ayres Brito, relator do processo, sinaliza que casais homossexuais terão mesmos direitos dos heteros; decisão final será tomada na quinta-feira; oficialmente há 60 mil casais gays no Brasil
Rodolfo Borges, Brasil 247

Ficou para quinta-feira a decisão do Supremo Tribuna Federal (STF) sobre o reconhecimento da união homoafetiva como “entidade familiar”, mas o relator da questão, ministro Carlos Ayres Britto, concluiu seu voto com parecer favorável às duas ações que demandam a extensão de direitos civis aos casais homossexuais. As manifestações de representantes de várias entidades – entre elas a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – e o voto de mais de uma hora do relator empurraram o veredicto para o dia seguinte.

O STF foi instado a decidir se é válido estender os mesmos direitos das uniões estáveis a uniões entre pessoas do mesmo sexo, por meio de pedidos do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e da Procuradoria-Geral da República. Ayres Britto argumentou que o pluralismo serve de elemento conceitual para a própria democracia e que a família é a base da sociedade, e não o casamento, e votou por excluir qualquer significado que vete ou impeça o entendimento da união homoafetiva como entidade familiar. “Não se pode alegar que os heteroafetivos perdem se os homoafetivos ganham”, disse Britto.”
Foto: Dida Sampaio, AE

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http://nogueirajr.blogspot.com/

Dilma vai lançar programa para combater êxodo rural



VENCESLAU BORLINA FILHO
DE RIBEIRÃO PRETO

A presidente Dilma Rousseff deve anunciar até o final do semestre um programa contra a pobreza que vai priorizar, entre outros pontos, o combate ao êxodo rural.

A informação foi dada nesta quarta-feira pelo ministro Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário), durante visita à Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação), que acontece até sexta-feira em Ribeirão Preto (SP).

Segundo o ministro, o combate ao êxodo rural será feito por meio de medidas de incentivo à produção rural. Com isso, ele acredita que o programa poderá até incentivar o movimento inverso, de retorno ao campo.

Sem dar detalhes, o ministro afirmou que o programa de combate à pobreza vai atuar nas áreas urbanas e rurais. Na área rural, o maior incentivo será dar fomento à agricultura familiar.

Um dos programas já existentes de agricultura familiar é o Mais Alimentos, que financiou R$ 5 bilhões em investimentos no campo. Desde a sua criação, o programa já firmou 150 mil contratos, segundo Florence.

Durante a visita à Agrishow, o ministro lançou duas colheitadeiras que se encaixam na faixa de financiamento do Mais Alimentos, que vai de R$ 130 mil para investimento individual e R$ 500 mil, para investimento coletivo (cooperativa).

03 Maio 2011

OPOSIÇÃO IMPRESTÁVEL

Na democracia é importante, salutar e necessário que exista oposição. Mas uma oposição responsável, que aponte equívocos do governo e ajude a superar as dificuldades, para o bem do país e do povo. Uma oposição com boas propostas, bons planos de governo, bons projetos. A atual oposição brasileira é imprestável. Só critica, não aceita os projetos e os planos do governo, não reconhece as realizações que visivelmente estão melhorando o país e a vida das pessoas, e não oferece alternativas. Muito ao contrário, quer dar fim a tudo que está dando certo, principalmente a tudo que favoreça os mais pobres, os mais necessitados, como o Bolsa Família, o PROUNI. É tão imprestável que se opõe ao crescimento do país, como as construções das usinas hidrelétricas tão necessárias para garantir que o país tenha um crescimento sem apagões e racionamentos. É tão imprestável que está torcendo para que as obras da Copa e das Olimpíadas não sejam construída a tempo: teve até um imprestável senador que sugeriu que a Copa não fosse realizada no Brasil, que o Brasil ofereça a Copa a outro país. Quando milhões de brasileiros vibraram com a escolha do Brasil para sediar a Copa 2014, os imprestáveis da oposição lamentaram – afinal, o governo Lula tinha se empenhado muito para essa conquista. Nossos oposicionistas são tão imprestáveis que não conseguem se entender, estão se auto-exterminando, todos querem mandar, todos querem o poder e não sabem qual a maneira civilizada de lidar como isso. Daí fica cobra engolindo cobra, traições ao vivo e a cores sem nenhum pudor. Os imprestáveis da oposição fazem tudo e mais um pouco para voltar ao poder, mas são tão imprestáveis que não vai dar. Sorte do Brasil, sorte do povo brasileiro.
Jussara Seixas

Rui Falcão, novo presidente do PT, diz que estratégia do partido é se fortalecer nas eleições de 2012 e garantir reeleição em 2014

SÃO PAULO -O Globo

"Em 2010, foi tudo pela Dilma. Agora, é tudo pelo PT". É dessa forma que o novo presidente do PT, o deputado estadual Rui Falcão (SP), resume a tática partidária para as eleições municipais de 2012. A estratégia e as candidaturas passarão pelo crivo do ex-presidente Lula, admite. Falcão confirma que o PT terá candidato à prefeitura de São Paulo, onde a vitória é vista como "precondição" para romper a hegemonia do PSDB no governo estadual em 2014. A ampliação de prefeituras petistas em todo o país, segundo ele, também ajudará a manter Dilma no Planalto a partir de 2014. Cuidadoso, deixou claro que o PT não irá menosprezar aliados, mas começa desde já o esforço para viabilizar candidaturas próprias.

PERFIL: Novo presidente do PT é ligado ao grupo de Marta Suplicy e a José Dirceu



A eleição do senhor irá apaziguar setores insatisfeitos do PT, que reclamavam de ter caído no "vazio" nos primeiros meses do governo Dilma?

RUI FALCÃO: No primeiro escalão, o PT está muito bem situado, temos os ministérios da Saúde e das Comunicações, que antes não estavam conosco. No segundo escalão, há outros partidos que compõem a base aliada e que têm suas demandas nos estados. É questão de tempo, para o governo analisar e compatibilizar as demandas. O "vazio" que você cita é natural. Foi fruto, por um lado, do momento, de início do governo e, por outro lado, do nosso presidente (José Eduardo Dutra) ter ficado doente e não ter conseguido se engajar mais.

Parte do PT está insatisfeita com a conduta da equipe econômica.

FALCÃO: Neste fim de semana, o diretório aprovou resolução - sem questionamento dos vários grupos representados - dizendo que concorda com a orientação que o governo vem dando à política geral e à política econômica. O combate à inflação não implica em arrochar salários, promover desemprego ou recessão.

A resolução do diretório fala em pressões inflacionárias "propagandísticas". O PT vê uso político da situação?

FALCÃO: Um dos componentes da inflação é a expectativa futura. Ficar batendo que o governo vai perder o combate contra a inflação, ou que a inflação fugirá do controle, gera expectativas negativas. O melhor é ter tranquilidade. No segundo semestre haverá acomodação de preços.

O PT se fortalecerá com Dilma?

FALCÃO: Tínhamos diálogo com Lula e temos com Dilma. Não é porque o presidente não é mais o Lula que o partido vai fazer mais exigências. O PT se fortalece mais se o governo continuar agindo tão bem, porque a popularidade do governo se transfere para o PT.

E a volta de Delúbio Soares não abala a credibilidade?

FALCÃO: O diretório, por 60 votos contra 15, com duas abstenções, autorizou que ele se filie. Vamos esperar um pouco, fazer pesquisas e ver se isso teve repercussão negativa na sociedade, e qual foi a extensão. Nossa decisão não representou qualquer tipo de anistia. Foi uma decisão pautada pelo princípio de que não temos penas perpétuas. Nesses seis anos, ele teve um comportamento compatível com alguém que foi do PT. Isso não apagou os erros que cometeu. E foi punido pelos erros políticos que cometeu, com a pena mais grave do partido, a expulsão.

Ele também é acusado de participar de um esquema de desvio de recursos públicos. Para usar uma frase do Delúbio, acha que o caso já virou uma "piada de salão"?

FALCÃO: Essa avaliação só se pode fazer como fato concreto se o STF vier a condená-lo. Até o momento, ele é réu, tem direito a ampla defesa.

Como é sua relação com a presidente, especialmente devido à turbulência nas eleições?

FALCÃO: Minha relação com ela é muito boa. Não há afastamento nem atrito. Eu a conheci nos anos 70, militamos juntos. Eu participei de toda a campanha, não é verdade que tenha sido alijado. Fiquei até o último dia, participei da posse e recebi um abraço afetuoso dela, celebrando a vitória. E aquela versão da campanha de que eu havia tirado dados de um computador é fantasiosa, não existiu. Estou processando o autor da calúnia, civil e criminalmente.

Como o PT fará para tirar a reforma política do papel?

FALCÃO: Caminhamos para a possibilidade de votar a reforma, ainda que não tenha a amplitude que o PT pretende. O financiamento público de campanha tem consenso em quase todos os partidos. O voto em lista vai mobilizar a sociedade.

Por quê?

FALCÃO: A lista é a única maneira de permitir uma maior representação das mulheres e das etnias. Hoje existe um sub-representação flagrante desses setores, mesmo com exigências de 30% nas chapas. Essa possibilidade vai aumentar o interesse das entidades e das mulheres, que são formadoras de opinião.

A população confiará aos partidos a tarefa de montar as listas? Não é cheque em branco?

FALCÃO: Mas hoje temos as listas dos banqueiros e empreiteiros, das quais a sociedade não participa. Há dominância desses setores na composição do parlamento. O representante deve ser devedor do representado. Mas acaba sendo devedor do financiador. Esse é problema.

A criação do PSD muda o cenário político nacional e paulista. Como o PT analisa esse quadro?

FALCÃO: Vários futuros integrantes do PSD declaram que querem compor com a base da Dilma. Se for assim, é positivo, amplia nossa base no Congresso. Mas o fundador disse que apoiaria o ex-governador Serra em São Paulo. Isso pode ensejar movimentos futuros nos quais o partido, mesmo dando sustentação no Congresso, pode ter um caminho eleitoral que o coloca na oposição. O PSD agora não é nada, nem partido é ainda.

Em São Paulo, um dos últimos "bastiões" do PSDB, como o PT vai se organizar?

FALCÃO: Já há um movimento estadual e municipal. Quanto antes o PT definir a tática e arregimentar alianças, maiores as chances de sucessos em 2012. E o sucesso em 2012 é precondição para, em 2014, tentar quebrar a supremacia tucana no governo estadual. Na definição da tática, os companheiros vão avaliar que, em 2010, foi tudo pela eleição da Dilma. Era a tática correta, também para aumentar nossa força no Senado e dar maior sustentação a ela. Agora, é tudo pelo PT, fortalecer o PT. O que não significa desprezar aliados. A orientação geral deverá ser a de fortalecer o PT nas eleições de 2012, para criar condições de reeleger a Dilma em 2014 e conquistar novos espaços.

A decisão passa pelo Lula?

FALCÃO: Para todas as decisões do PT, devemos ouvir a opinião do presidente Lula.

Refiliado ao PT, Delúbio ganhará festa de boas vindas em Goiás

Ex-tesoureiro conseguiu aprovar refiliação na última sexta e amigos preparam festa para comemorar decisão em Goiânia
Andréia Sadi, iG Brasília





Após ter conseguido aprovar sua refiliação ao PT, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares será homenageado com uma festa para até 600 pessoas em Goiânia (GO), organizada pelos amigos petistas do município. Ontem, o secretário de governo de Goiânia e amigo de Delúbio, Osmar Magalhães, organizou um almoço na sua casa para receber o ex-tesoureiro e familiares. "Delúbio não disse que quer fazer uma festa maior, mas os amigos vão organizar. Não sabemos ainda se será almoço, jantar ou ato, mas será uma festa", disse ele ao iG, nesta segunda-feira (2).




Foto: AE


Delúbio obteve aval para se refiliar ao PT no último fim de semana
Magalhães afirmou que aguarda a finalização do processo burocrático da refiliação de Delúbio para organizar o encontro e que ainda não há detalhes sobre ajuda financeira do PT municipal na recepção. "Não sabemos ainda, nem data nem local, pode ser um almoço para 300, 400 pessoas, mas vamos oferecer uma recepção". explicou. Segundo a reportagem apurou, a expectativa é a de que ocorra um almoço para 600 pessoas, mas não custeado pelo partido.

O presidente do PT de Goiânia, Luiz Claudio Bueno, afirmou que ainda não há pedido de ajuda ao diretório, mas que pode "vir a acontecer". Bueno disse que não é ligado a Delúbio e não compareceu ao almoço na casa de Osmar no último domingo. "Também fiquei sabendo que ele teria interesse em ser candidato ano que vem, mas não chegou nada para mim ainda. O que eu sei é que o irmão (Carlos Rubens Soares) dele será", contou Bueno. O presidente do PT de Goiás, Valdi Camárcio, afirmou que Delúbio deverá ser recebido pelos militantes de Goiás com alegria. “Delúbio é a nossa estrela”, comemorou

Iniciada em 2009, a articulação de Delúbio para voltar ao PT foi retomada em janeiro deste ano. Na época, a movimentação foi revelada pelo então presidente do partido, José Eduardo Dutra, que contestou, em entrevista ao iG, a imposição de uma 'pena eterna' ao réu do mensalão.

Desde então, Delúbio intensificou as conversas nos bastidores, até obter no início da semana passada o aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para submeter seu pedido de refiliação ao diretório petista. No último fim de semana, o diretório nacional do partido aprovou a refiliação do ex-tesoureiro, por 60 votos a favor e 15 contrários.

Para Dirceu, Serra pode ser candidato em SP pelo PSD de Kassab

Ex-ministro da Casa Civil,ele prega distância entre PT e o partido do prefeito de São Paulo
Denise Motta, iG Minas Gerais

O ex-ministro da Casa Civil , José Dirceu (PT), refutou nesta segunda-feira uma aliança entre o PT e o PSD em São Paulo. Ele argumenta que o partido de Kassab lançará um nome para o governo paulista e, no campo municipal, o PT tem um projeto próprio de retomar o poder. O petista sugeriu que entre os nomes aventados para disputar o governo de São Paulo pelo PSD esteja o do ex-governador José Serra, candidato tucano derrotado na eleição presidencial do ano passado.


Foto: Divulgação Ampliar


José Dirceu durante entrevista em Minas Gerais

“Acho que o PSD vai ter candidato (ao governo de São Paulo) e pode ser o próprio Serra. O partido do Kassab ainda não está constituído, somos oposição a ele na capital, mas é um direito dele criar um partido. Na hora que o partir se constituir e reunir a bancada, vai ter que saber se é governo ou oposição na Câmara e no Senado. Se não for nada, é inédito no Brasil”, disse.

Dirceu também alfinetou o PSDB e o DEM, ao ser questionado sobre a possibilidade de fusão entre as duas legendas. Ele disse que a fusão não seria problema para o PT porque “tamanho não é documento”. “É um direito deles buscar a fusão. O problema deles não é tamanho, o problema deles é ter proposta, programa para o país. Precisa ter programa para o país, precisa reconhecer que foi derrotado. Não pode se comportar depois das eleições como se não tivesse sido derrotado. Eu às vezes percebo que a oposição se comporta como se não tivesse perdido a eleição”.

Sobre o senador Aécio Neves (PSDB), o ex-ministro da Casa Civil disse que, para ser candidato à Presidência da República em 2014, o tucano precisa derrotar internamente José Serra e Geraldo Alckmin. “O Aécio foi governador de Minas duas vezes e o PSDB teve 43 milhões de votos. Temos que respeitar, mas primeiro ele tem que derrotar o Serra e depois o Alckmin. Vai chover muito na Serra da Mantiqueira, os rios vão subir e descer muito”. A Serra da Mantiqueira é divisa entre São Paulo e Minas.

Rui Falcão e Delúbio

Antes de conversar com jornalistas, Dirceu concedeu uma entrevista para a TV da Assembleia Legislativa de Minas, na qual demonstrou desdém sobre suposta turbulência no processo de mudança do comando do PT. “Alguém acredita que eu possa impor uma derrota não só à presidenta, mas ao ex-presidente? Isso é ridículo”, disparou. Ele também disse ter posições divergentes de Rui Falcão, apesar deles serem amigos.

O petista declarou mais uma vez ser inocente no processo do mensalão, pelo qual perdeu o mandato de deputado federal. E saiu em defesa do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, também envolvido no mensalão, e que recentemente refilou-se ao PT. “Ele (Delúbio) cumpriu uma pena e foi refiliado porque pediu refiliação. Não houve nenhuma revogação da pena ou mudança de posição do PT. Temos a presunção da inocência, mas eu fui cassado sem provas, na violência”, frisou.

Almoço com prefeito

A visita de Dirceu, nascido em Passa Quatro, a 432 quilômetros de Belo Horizonte, demonstrou que o petista possui musculatura para articular politicamente no Estado onde nasceu. A agenda de Dirceu em Belo Horizonte incluiu um almoço com o prefeito Marcio Lacerda (PSB) e uma reunião com o ex-ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias.

Dirceu destacou que a gestão de Lacerda é “ultra bem avaliada”, independentemente de ter sido acertada ou não a aliança entre tucanos e petistas na capital mineira. Sobre Patrus, afirmou que o petista possui prestígio com Dilma e Lula e por opção própria deixou o ministério para disputar e perder as eleições do ano passado. “Todo mundo sabe que o Lula queria que ele ficasse (no ministério)”. Patrus saiu candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo ex-ministro das Comunicações Hélio Costa.

Júlio de Sá Bierrenbach, ministro aposentado do STM, afirma que atentado ao Riocentro deixou de ser investigado para proteger altos oficiais








Jailton de Carvalho, Extra



"Trinta anos depois do atentado do Riocentro, um dos casos mais emblemáticos da fase final da ditadura militar, o ministro aposentado do Superior Tribunal Militar (STM) Júlio de Sá Bierrenbach sustenta que a investigação foi abafada para inocentar altos oficiais vinculados ao crime. O ministro aponta o dedo para o general Octávio Medeiros, chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI) e até para o ex-presidente João Baptista de Figueiredo, já falecido. "Figueiredo, na ocasião, declarou que (os militares envolvidos no atentado) não estavam subordinados a ele. Estavam subordinados ao ministro do Exército. Mas aí faço uma pergunta: o Iº Exército não estava subordinado ao presidente da República?" O atentado ocorreu em 30 de abril de 1981. Reportagens publicadas pelo GLOBO na semana passada mostram que a agenda do sargento Guilherme Pereira do Rosário - um dos autores do ataque, morto na explosão - revela a rede de terror envolvida no episódio, mas jamais foi usada nas investigações.

















O caso Riocentro completou 30 anos. O senhor acha que falta muita coisa ainda para ser esclarecida? O que faltou apurar?






JÚLIO BIERRENBACH: Deram um jeito no espaço e no tempo. Primeiro, ao insistir em que a bomba não estava no colo do sargento. Era um absurdo. Depois deram um jeitinho no tempo com a emenda constitucional de 1985. Deixaram de botar o parágrafo segundo da emenda, que limitava a coisa ao período da Anistia concedida pelo (presidente João) Figueiredo até 1979. Quando o Hélio Bicudo era presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, me convidou para ir a Brasília prestar declarações. Tinha 12 representantes lá, e tudo isso veio à baila. É desagradável. A decisão do meu tribunal no segundo inquérito foi completamente errada, um absurdo (o STM incluiu o atentado entre os casos protegidos pela Lei de Anistia).



Por que era absurdo?






BIERRENBACH: A segunda vez em que o caso foi julgado, baseado na emenda votada pelo Congresso em 1985. O período era o mesmo, até 1979. E o Riocentro foi depois de 79.



Ou seja, o caso Riocentro não foi alcançado por essa emenda?






BIERRENBACH: Não, absolutamente, a emenda não protegia (os responsáveis) pelo caso do Riocentro.



Então o senhor acha que deveria haver punição?






BIERRENBACH: Deviam julgar, deviam apurar. Ninguém apurou nada. Não apuraram porque não quiseram apurar. É pena você não ter em mãos o meu livro ("Riocentro: quais os responsáveis pela impunidade?"). Eu cito as declarações do Figueiredo).”



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