07 Fevereiro 2011

Presidente do DEM compara José Serra a ditador egípcio




Presidente nacional do DEM, o deputado federal Rodrigo Maia (RJ) comparou indiretamente o candidato derrotado à Presidência, José Serra, ao governo do ditador egípcio Hosni Mubarak. “O projeto presidencial de 2010 tem que entender que já passou e está como o governo do Egito: caiu e só falta desocupar o espaço”, afirmou.

Filho do ex-prefeito do Rio, César Maia, Rodrigo é defensor da candidatura do senador mineiro Aécio Neves (PSDB) à Presidência em 2014 – já era partidário do mineiro quando ele ensaiou disputar a vaga de concorrente em 2010. Em função disso, o deputado carioca tem enfrentado resistência dentro do DEM, movida pelo grupo do prefeito paulistano Gilberto Kassab, aliado de Serra. Com ajuda de Aécio, porém, Maia conseguiu impor a Kassab derrota na eleição do líder da bancada democrata na Câmara dos Deputados, com a vitória de ACM Neto (BA) sobre Eduardo Sciarra (PR). O apoio deve se estender à eleição do novo presidente nacional da sigla, em maio.No JT

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Lula é recebido com carinho no FSM realizado no Senegal

Por Redação, com agências internacionais - de Dacar



Fórum Social Mundial 2011

Fórum Social Mundial 2011


Em sua primeira viagem ao exterior desde que deixou o Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido, neste domingo, com status privilegiado no evento em que foi ovacionado ao se despedir da Presidência da República, no ano passado. Durante sua estada em Dacar, Lula foi recebido pelo presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, que exerce o cargo desde 2000. Nesta segunda-feira, Lula discursa à multidão aguardada no campus da universidade. O Fórum Social Mundial (FSM), a reunião anual dos ativistas antiglobalização, começou tendo como cenário os movimentos de contestação no mundo árabe, particularmente no Egito e na Tunísia, mas também no próprio Senegal, o país que o recebe.

A inauguração oficial desta décima primeira edição do FSM foi marcada por uma passeata de dez mil pessoas pelas ruas da capital senegalesa. Até 11 de fevereiro, milhares de participantes esperados estarão divididos por diversos locais, em particular a Ilha de Goré, símbolo do tráfico negreiro, para debater e propor alternativas para o capitalismo “em crise”, segundo eles.

Além do ex-presidente Lula, participam do Fórum o presidente boliviano Evo Morales, o venezuelano Hugo Chavez e a dirigente do Partido Socialista francês, Martine Aubry, entre outras personalidades. O encontro do FSM, realizado sempre logo depois do Fórum econômico mundial de Davos, se apresenta como contraponto à reunião da elite econômica e política, na exclusiva estação de esqui dos Alpes suíços.

O FSM foi criado em 2001 em Porto Alegre.

“A realização na África ilustra um dos maiores fracassos em três décadas de políticas neoliberais. Em reação, os movimentos sociais e os cidadãos do mundo se juntam aos povos africanos que se recusam a pagar o preço das crises atuais pelas quais não têm nenhuma responsabilidade”, diz a apresentação do FSM

O Senegal, país muçulmano que recebe o FSM é dirigido há onze anos por Abdulaye Wade, fervoroso partidário do liberalismo, e confrontado há meses com manifestações regulares e, às vezes, violentas de jovens. Desesperados, em meio ao desemprego e sem futuro, eles usam como pretexto os apagões recorrentes no país para protestar, a um ano da eleição presidencial, na qual Wade, 83 anos, pretende garantir um terceiro mandato.

Parlamentar paulista quer investigar desvio milionário na Saúde em gestão tucana



Redação, Correio do Brasil

“O deputado estadual Carlos Neder (PT) está prestes a obter o número necessário de assinaturas na Assembléia Legislativa para um requerimento, de sua autoria, que pede a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os contratos do governo estadual com a Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM). A SPDM é uma Organização Social (OS) que administra 17 unidades de saúde estaduais. O total de contratos que mantém com o governo paulista chega ao montante de R$ 583 milhões. Do total, segundo denúncia de Neder, foram descobertas irregularidades no repasse de recursos desses contratos, que perfazem R$ 90 milhões.

“Além da possível atuação fraudulenta da SPDM, a CGU também aponta outras práticas em desacordo com a legislação, como contratação de empresas prestadoras de serviços e aquisição de material hospitalar sem licitação pública, e fracionamento de despesas na aquisição de material médico-hospitalar”, sustenta o requerimento de instalação da CPI.

O requerimento de CPI precisa de 32 assinaturas de deputados para ser apresentado na Assembléia. Desde quarta-feira, Neder vem colhendo assinaturas de parlamentares de diferentes partidos. O PT tem 25 cadeiras na casa. Se todos os petistas assinarem o requerimento, serão necessárias mais sete assinaturas para que o pedido seja aprovado.”


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A MENTIRA DO SERRA ENGANADOR

Veja bem 1 Incomodado com as críticas que recebeu por ter colocado em suspenso o projeto de uma ponte estaiada de 2,8 quilômetros entre Santos e Guarujá, cuja maquete foi exibida por José Serra na campanha eleitoral, Alckmin vai visitar a Baixada Santista para falar de alternativas à obra, de custo estimado em R$ 500 milhões.

Veja bem 2 De um tucano bem relacionado com o atual governador e seu antecessor: "Alckmin não deve mesmo fazer a ponte. Mas também é verdade que o Serra jamais imaginou que aquilo poderia sair da maquete."
Painel

RENATA LO PRETE - painel@uol.com.br

05 Fevereiro 2011

Dilma se reunirá com secretário do Tesouro dos EUA

Congresso em Foco

“A presidente Dilma Rousseff passa este sábado (5) e domingo em Brasília, sem compromissos oficiais. Na segunda-feira, ela se reúne com o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner. É uma preparação para a chegada do presidente Barack Obama ao Brasil.

Geither terá antes uma reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. No encontro com Dilma, o secretário do Tesouro americano deve tratar da regulação de produtos agrícolas.

O Brasil e os Estados Unidos, informa o colunista Guilherme Barros, do portal IG, são contra uma medida protecionista defendida pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy. O francês quer que o G20 aprove a regulação dos preços dos produtos agrícolas.

O encontro entre Dilma, Mantega está previsto para as 17h de segunda-feira (7).”

A direita explícita: do que nos livramos

O professor e historiador Walderley Guilherme dos Santos na Carta Capital discorre com verve exemplar no artigo 'A direita encontra o seu Messias', referindo-se a Serra que, ao assumir o papel de principal líder do aglomerado conservador, conquistou um respeitável portfólio eleitoral. Pra quem curte o modelito 'sem medo de ser canalha'”

Márcia Denser*
O leitor pode (e deve) refutar, que então a direita camuflada, a direita redesign, a chamada direita soft, essa continua comendo solto. E eu repondo: sim, dessa ninguém se livrou, é onipresente, como a cultura pop, mas a longo prazo também essa desaparecerá. O professor e historiador Walderley Guilherme dos Santos na Carta Capital discorre com verve exemplar no artigo “A direita encontra o seu Messias”, referindo-se a Serra que, ao assumir o papel de principal líder do aglomerado conservador, conquistou um respeitável portfólio eleitoral. Pra quem curte o modelito “sem medo de ser canalha”.

Wanderley mostra que os 44% dos votos válidos de Serra foram resultado de uma campanha acima dos partidos, praticamente sozinho, uma vez que não se pode chamar exatamente de apoio o arrastar-se de um DEM esfacelado e um PSDB em fuga acelerada (vejam-se os movimentos opostos porém com resultados idênticos!) Como foi possível?

Levado à disputa pela campanha de Marina Silva, o obscurantismo engatou pelo lado mais conservador da truculência serrista. A partir daí, Wanderley analisa a agenda “da direita explícita”.

a) Enxugamento do Estado.
O pessoal do Reagan dizia que era preciso reduzir o Estado de tal forma que fosse possível afogá-lo numa banheira. Este o “conceito reaganiano de enxugamento”;

b) Substancial redução de impostos.
Plataforma universal da extrema-direita: rico não gosta de pagar imposto, com Bush no papel de super-herói. Na política externa, retorno ao alinhamento ideológico “aos valores ocidentais anglo-saxões”, sem legendas em português. Trocando em miúdos, como disse Chico Buarque: engrossar com a Bolívia e se afinar com os Estados Unidos.

c) Implantar o 13º ao Bolsa Família: a medida impediria a ampliação do programa, mantendo-se apenas os atuais beneficiários, donde, ato contínuo, o programa seria rifado à Wal-Mart.

d) Aumentar o salário mínimo exageradamente – outra promessa de campanha – com o objetivo de quebrar a Previdência no sentido de privatizá-la.A propósito, FHC enviou André Lara Rezende ao Chile para copiar o modelo pinochetista.

e) Outro aspecto da agenda oculta de Serra, aventado pelo autor:: o voto distrital puro.

Apreciado tanto por Marina Silva como por Aécio Neves. Mas o que significa o “voto distrital puro”? Segundo Wanderley, “essa desinstitucionalização interromperia a importante tarefa de trazer para o leito da política partidária e parlamentar os conflitos sociais e econômicos das grandes periferias metropolitanas e das regiões limítrofes ao território do país. Partidos como o PSB, o PR e o PCdoB sumiriam do mapa (o PPS, segundo ele, está para se dissolver no PSDB). Ou seja, o “voto distrital puro” concentraria a tensão política em dois partidos – como nos Estados Unidos e na Inglaterra – confortavelmente instalados no centro do espectro político. E o povão ia para o saco. É elementar..

Serra, como o novo Messias da Direita Explícita, já teria o apoio da Chevron e do Papa.

Oportunamente, esta semana, as presidentes Dilma e Cristina já se encontraram naturalmente para refazer acordos, estreitar relações, etc., além de desfazer a má impressão deixada por uma das primeiras mancadas (quem se lembra?) da campanha serrista: a proposta de extinção do Mercosul. Aliás, um dos papeis femininos mais significativos é corrigir os maus modos infantis.





Soltura imediata de Battisti: prisão sem objeto

Por Dalmo de Abreu Dallari

A legalidade da decisão do Presidente Lula, negando a extradição de Cesare Battisti pretendida pelo governo italiano, é inatacável. O Presidente decidiu no exercício de suas competências constitucionais, como agente da soberania brasileira e a fundamentação de sua decisão tem por base disposições expressas do tratado de extradição assinado por Brasil e Itália. É interessante e oportuno assinalar que as reações violentas e grosseiras de membros do governo italiano, agredindo a dignidade do povo brasileiro e fugindo ao mínimo respeito que deve existir nas relações entre os Estados civilizados, comprovam o absoluto acerto da decisão do Presidente Lula.

Quanto à prisão de Battisti, que já dura quatro anos, é de fundamental importância lembrar que se trata de uma espécie de prisão preventiva. Quando o governo da Itália pediu a extradição de Battisti teve início um processo no Supremo Tribunal Federal, para que a Suprema Corte verificasse o cabimento formal do pedido e, considerando satisfeitas as formalidades legais, enviasse o caso ao Presidente da República. Para impedir que o possível extraditando fugisse do País ou se ocultasse, obstando o cumprimento de decisão do Presidente da República, concedendo a extradição, o Presidente do Supremo Tribunal Federal determinou a prisão preventiva de Battisti, com o único objetivo de garantir a execução de eventual decisão de extraditar. Não houve qualquer outro fundamento para a prisão de Battisti, que se caracterizou, claramente, como prisão preventiva.

O Presidente da República acaba de tomar a decisão final e definitiva, negando atendimento ao pedido de extradição, tendo considerado as normas constitucionais e legais do Brasil e o tratado de extradição firmado com a Itália. Numa decisão muito bem fundamentada, o Chefe do Executivo deixa claro que teve em consideração os pressupostos jurídicos que recomendam ou são impeditivos da extradição. Na avaliação do pedido, o Presidente da República levou em conta todo o conjunto de cirscunstâncias políticas e sociais que compõem o caso Battisti, inclusive os antecedentes do caso e a situação política atual da Itália, tendo considerado, entre outros elementos, os recentes pronunciamentos violentos e apaixonados de membros do governo da Itália com referência a Cesare Battisti. E assim, com rigoroso fundamento em disposições expressas do tratado de extradição celebrado por Brasil e Itália, concluiu que estavam presentes alguns pressupostos que recomendavam a negação do pedido de extradição. Decisão juridicamente perfeita.

Considere-se agora a prisão de Battisti. Ela foi determinada com o caráter de prisão preventiva, devendo perdurar até que o Presidente da República desse a palavra final, concedendo ou negando a extradição. E isso acaba de ocorrer, com a decisão de negar atendimento ao pedido de extradição. Em consequência, a prisão preventiva de Cesare Battisti perdeu o objeto, não havendo qualquer fundamento jurídico para que ele continue preso. E manter alguém preso sem ter apoio em algum dispositivo jurídico é abolutamente ilegal e caracteriza extrema violência contra a pessoa humana, pois o preso está praticamente impossibilitado de exercer seus direitos fundamentais. Assim, pois, em respeito à Constituição brasileira, que define o Brasil como Estado Democrático de Direito, Cesare Battisti deve ser solto imediatamente, sem qualquer concessão aos que tentam recorrer a artifícios jurídicos formais para a imposição de sua vocação arbitrária. O direito e a justiça devem prevalecer.

Dalmo de Abreu Dallari é jurista e professor emérito da USP

04 Fevereiro 2011

Exclusivo: Vídeo histórico com vexame internacional de FHC levando sermão de Bill Clinton

Link do vídeo para repassar por email:
http://www.youtube.com/watch?v=MeAOen8vyiQ

Com exclusividade, nosso blog resgatou de arquivos internacionais, um vídeo de 1999, com o então presidente Fernando Henrique Cardoso em Florença (Itália) no encontro de governantes dos países ricos da chamada terceira via.

Nossa edição tem um compacto com os "melhores momentos", ou seja, os mais relevantes.

O vídeo reabilita a memória de como o governo FHC era submisso, incompetente, não tinha respeito internacional, e o plano real, em 1999, já tinha acabado e colecionava mais fracassos e instabilidade do que sucessos, quando visto longe dos olhos da imprensa demo-tucana nacional.

O Brasil estava quebrado, pendurado no FMI, e sua economia não inspirava confiança, nem era vista como tão estável, nem em 1995 (crise mexicana), nem em 1997 (crise asiática) e nem em 1998 (crise russa), exigindo overdose de juros para controlar a inflação.

FHC fez o discurso da choradeira dos quebrados, pedindo aos líderes dos EUA e Europa, que criassem uma espécie de CPMF mundial para salvar o Brasil da fuga de capitais especulativos.

Bill Clinton (então presidente dos EUA), Tony Blair (Inglaterra) e Gerhard Schroeder (Alemanha) receberam mal a proposta.

Clinton passou um verdadeiro sermão em FHC, sugerindo que faltava CONFIANÇA, HONESTIDADE, eficiência e boa governança sob FHC. Enquanto isso, outros países resolveram estes problemas frente as crises, citando Chile e Uganda, como exemplos para FHC seguir.

Clinton e os demais líderes agiram na defesa dos interesses de seus países, que eram os vencedores naquela ordem mundial.

FHC agiu pessimamente, com incompetência política, ao não articular previamente ao encontro, para não passar esse vexame, e também por não tentar conquistar resultados de fato.

E agiu pior, de forma humilhante e envergonhando o Brasil, ao não defender o país, ficando calado após o sermão de Clinton (se é que tinha jeito de defender, naquele governo submisso e dependente, sob intervenção do FMI).

Apesar de tratar-se da gravação de evento público e oficial no exercício da presidência, televisionado na época (pela Globonews, se não me engano), foi necessário recorrer a arquivos internacionais para resgatar o vídeo, uma vez o que o acervo do iFHC parece preferir apagá-lo da história, e que o PIG (Partido da Imprensa Golpista) também esconde a sete chaves para não constranger seu amigo e correligionário FHC, com a divulgação.

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Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) absolve líder sem terra do Pontal.

Por unanimidade, os Desembargadores do TRE-SP, absolveram, na tarde desta quinta-feira, 03/02/2011, a líder sem terra Diolinda Alves de Souza, acusada e condenada na justiça eleitoral de primeira instancia pela prática de boca de urna (art. 39, § 5º, inciso II, da Lei 9504/97) nas eleições municipais de Teodoro Sampaio/SP, em 05 de outubro de 2008.

A conduta descrita na denuncia e as versões das testemunhas de acusação e defesa não autorizavam a condenação em primeira instância. Não obstante, em 06 de outubro de 2010, Diolinda foi condenada a 08 meses de detenção, em total desrespeito à insuficiência probatória, afrontando a sentença o artigo 386, VII, do Código de Processo Penal, o qual determina que, na ausência de provas suficientes contra qualquer acusado, o Juiz tem que seguir o caminho da absolvição.

Inconformada, Diolinda, por meio de seu advogado, apelou ao TRE-SP, onde, os Desembargadores, por unanimidade, entenderam inexistir provas suficientes para manter a condenação proferida pelo Juiz da Comarca de Teodoro Sampaio/SP, absolvendo, assim, a sem terra.

Fez-se Justiça.


roberto1rainha@gmail.com

Saúde: Presidenta comemora cumprimento da primeira promessa de campanha


O início da tarde desta quinta-feira (3) foi definido pela presidenta Dilma Rousseff como o momento de honrar um compromisso assumido durante a campanha eleitoral.

Em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), a presidenta anunciou o início da distribuição gratuita de medicamentos contra hipertensão e diabetes por meio do programa Aqui Tem Farmácia Popular, medida que beneficiará mensalmente 960 mil pessoas.

“Eu decidi que é um dever do Estado brasileiro proporcionar a todos as condições de acesso regular e seguro aos medicamentos requiridos. Hoje, no momento em que meu governo completa um mês, eu tenho a satisfação de honrar esse compromisso que eu assumi”, comemorou.

Ao apontar dados referentes às duas doenças, a presidenta enfatizou que desde que tratados, os portadores de diabetes e hipertensão podem levar uma vida normal e ativa e que, nesse sentido, o governo trabalha para que o tratamento não seja interrompido. Além disso, lembrou a presidenta, a distribuição de tais medicamentos por meio da rede de farmácias particulares irá desonerar o Sistema Único de Saúde (SUS).

“Essas duas doenças prejudicam cada vez mais a saúde de homens e mulheres em nosso país. Em 2009, para a gente ter uma ideia, elas juntas foram responsáveis por 34% do total de óbitos no Brasil. Cerca de 30% da população adulta nem sabe que possui diabetes ou hipertensão”, afirmou.

Após a cerimônia, a presidenta Dilma Rousseff concedeu uma rápida entrevista aos jornalistas e afirmou que “no primeiro mês [de governo] foi muito trabalho e acredito que é uma indicação da quantidade de trabalho que terei nos próximos”.

Portaria

O evento marcou também o anúncio do credenciamento da drogaria de número 15 mil no Aqui Tem Farmácia Popular, que atualmente beneficia, por mês, cerca de 1,3 milhão de pessoas em todo país. Na ocasião, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou a portaria que regulamenta a distribuição gratuita de medicamentos para hipertensão e diabetes, bem como estabelece o prazo máximo -- até o dia 14 deste mês – para que as farmácias conveniadas se adaptem às novas regras.

De acordo com o Ministério da Saúde, o orçamento anual do programa Aqui Tem Farmácia Popular é de R$ 470 milhões, e o impacto dessa nova medida será definido com base nas informações do sistema de gerenciamento do programa.

Presente em mais de 2,5 mil municípios, o programa Farmácia Popular foi criado em 2004 com o objetivo de oferecer medicamentos essenciais a um baixo custo para a população, melhorando o acesso e beneficiando uma maior quantidade de pessoas. Os medicamentos podem ser adquiridos na rede “Aqui Tem Farmácia Popular”, onde o cidadão deve apenas apresentar um documento com foto, CPF e a receita médica para ter acesso ao benefício.

Youtube - Exposição virtual de fotos das campanhas vitoriosas do presidente Lula


Para dar amplo acesso as fotografias das campanhas vitoriosas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a secretaria de comunicação do partido está publicando nas redes sociais, a exposição, que fisicamente se encontra na sede nacional do PT, em Brasília. Acompanhe ao final deste texto, as fotos em sequencia publicadas no youtube. As mesmas fotos já foram publicadas no facebook oficial do partido e em breve estarão em outras redes sociais.

A exposição virtual e física está entre as atividades que marcam os 31 anos de fundação do Partido dos Trabalhadores, comemorados no próximo dia 10. As fotos são de Ricardo Stuckert que acompanhou Lula durante as duas campanhas e respectivos governos. (Ricardo Weg – Portal do PT)




02 Fevereiro 2011

WikiLeaks é indicado para o Prêmio Nobel da Paz

WOJCIECH MOSKWA - Reuters



O site WikiLeaks foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz de 2011, disse nesta quarta-feira o parlamentar norueguês Snorre Valen, autor da proposta, um dia depois de encerrado o prazo para as candidaturas.
Paul Hackett/Reuters - Arquivo

Paul Hackett/Reuters - Arquivo



Fundador do Wikileaks, Julian Assange

O Comitê do Nobel norueguês aceita até 1o de fevereiro as indicações para o prêmio considerado por muitos como a principal honraria do mundo, embora os cinco membros do painel tenham até o fim do mês para fazer as suas propostas.

Valen disse que o WikiLeaks é "uma das contribuições mais importantes para a liberdade de expressão e transparência" no século XXI.

"Ao divulgar informações sobre corrupção, violações dos direitos humanos e crimes de guerra, o WikiLeaks é um candidato natural ao Prêmio Nobel da Paz", afirmou Valen.

Parlamentares, professores de direito ou de ciência política e laureados pelo prêmio em anos anteriores estão entre os que podem fazer indicações. O comitê não quis fazer comentários sobre a indicação do WikiLeaks nem de outras nomeações.

O governo dos EUA está furioso com o WikiLeaks e com o seu fundador, Julian Assange, pela divulgação de dezenas de milhares de documentos secretos e telegramas diplomáticos que, segundo Washington, prejudicou os interesses norte-americanos no exterior, incluindo os esforços de paz.

O australiano Assange pode ser extraditado da Grã-Bretanha para a Suécia para ser interrogado num caso de suposto abuso sexual que, segundo ele e seus simpatizantes, é uma campanha destinada a fechar o WikiLeaks, uma organização sem fins lucrativos fundada por grupos de direitos humanos e pela sociedade civil.

Uma premiação do WikiLeaks provavelmente provocaria críticas ao Comitê do Nobel, que já causou polêmica com suas duas escolhas mais recentes - o ativista chinês pró-democracia Liu Xiaobo e o presidente dos EUA, Barack Obama, alguns meses após ter vencido a eleição.

O prêmio foi criado pelo sueco Alfred Nobel, o inventor da dinamite, que disse em seu testamento que o laureado deveria ser aquele "que fez o melhor e maior trabalho para a fraternidade entre as nações, para a abolição ou redução dos Exércitos existentes e para a manutenção e promoção dos congressos da paz".

DIREITO DOS FILHOS


Com um texto intitulado “Direito dos pais ou do Estado?”, um professor universitário, Luiz Carlos Faria da Silva, e um procurador do Estado de São Paulo, Miguel Nagib, especialista do Instituto Millenium e coordenador do site Escola Sem Partido, criticam na Folha de São Paulo de 30/01 um livro de orientação sexual distribuído nas escolas públicas pelo MEC.

O livro " Mamãe Como eu Nasci?" é de autoria do professor Marcos Ribeiro, sexólogo formado pelo Centro Nacional de Educación Sexual de Havana, Cuba. Trabalha com crianças, adolescentes, pais, professores, profissionais de saúde e presta consultoria para empresas públicas e privadas. Ribeiro também escreve para jornais e apresenta programas de rádios. É autor de cinco livros sobre sexo e educação.

Sem rodeios, sem tabus, de forma clara e correta, o livro trata de sexo, masturbação, ensina as crianças a conhecer o corpo, os próprios órgãos sexuais. O livro tem com as crianças aquela conversa sobre sexo que os pais não têm, seja por ignorância, falta de tempo, vergonha de falar sobre sexo ou religiosidade. O sexo existe desde que a vida existe, sempre é bom lembrar que sem sexo nós não existiríamos. Mas em pleno século XXI o sexo a sexualidade ainda são tabus para muitos. Será que na infância, na juventude, o professor Luiz Carlos Farias e o procurador Miguel Nagib não tinham curiosidade, não sentiam os apelos hormonais por sexo? Será que eles nunca se masturbaram? Será que os seus pais lhes deram educação sexual, falaram com eles sobre sexo, sobre os prazeres da masturbação? Será que falaram sobre os cuidados para evitar as DSTs, a gravidez indesejada? Pelo texto deles, acho que eles ouviram dos pais que masturbação era pecado, que ficariam loucos, cegos, lhes cresceriam pelos nas palmas das mãos, eles iriam para o inferno. Diz o texto -: O MEC não só não impede que o direito dos pais seja usurpado pelas escolas como concorre decisivamente para essa usurpação, ao prescrever a abordagem transversal de questões morais em todas as disciplinas do ensino básico. Atendendo ao chamado, professores que não conseguem dar conta de sua principal obrigação – conforme demonstrado ano após ano por avaliações de desempenho escolar como o Saeb e o Pisa –, usam o tempo precioso de suas aulas para influenciar o juízo moral dos alunos sobre temas como sexualidade, homossexualismo, contracepção, relações e modelos familiares etc.

Nota-se que para eles sexo não é um assunto importante, presente na vida diária de todas as crianças e jovens. Ao contrário, na opinião deles seria bobagem e perda de tempo dar orientação sexual. Afinal, que direito têm os pais de bloquear o conhecimento dos filhos sobre a própria sexualidade? O professor e o procurador falam em influenciar o juízo moral sobre os temas da sexualidade, quando na verdade as dúvidas de crianças e adolescentes estarão sendo esclarecidas por meio do correto conhecimento sobre sexualidade, homossexualismo, contracepção, relações e modelos familiares; sem tabus, sem preconceitos, sem fantasias e principalmente sem culpa. Para eles, é imoralidade falar correta e seriamente sobre sexo.

Orientação sexual tem que fazer parte do currículo escolar, o Estado tem obrigação de informar corretamente nossas crianças e jovens sobre sexo, sexualidade, prevenção das DSTs. Imoral é deixar de informar, ensinar, esclarecer as dúvidas sobre sexo e sexualidade das crianças e dos jovens. Imoral é o sexo sem segurança, a gravidez indesejada, a falta de informação que deturpa, confunde, causa sofrimentos desnecessários e culpas que não existem. O professor e o procurador expressam idéias e temores medievais. Ah, sim, claro: os autores do texto na Folha de São Paulo estão revoltados também porque o professor e sexólogo Marcos Ribeiro formou-se em Cuba, na ilha de Fidel; isso, para eles e a Opus Dei, deve ser uma imensa imoralidade.

Jussara Seixas

Marco Maia é o primeiro torneiro mecânico a presidir Câmara

Último Segundo: Com trajetória relâmpago no Congresso, gaúcho fez primeira campanha de Fusca e ganhou força no movimento sindical de Canoas (RS). Foi em 1988. Com os anos de chumbo saltitando no retrovisor e um movimento sindical em marcha Brasil afora, o jovem Partido dos Trabalhadores escalara um jovem torneiro mecânico para disputar a prefeitura de Canoas, no Rio Grande do Sul. Após uma campanha de poucos recursos, o metalúrgico e hoje presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, então com 28 anos, foi derrotado por Hugo Simões Lagranha, de 70 anos – o terceiro de cinco mandatos de Lagranha, sendo dois como prefeito biônico da própria Canoas. “Foi (uma candidatura) bem simbólica. O Marco ficou em segundo lugar com 21% dos votos numa época em que o PT nem tinha sede, era alugada. Andava no Fusca emprestado de um militante, no Chevette dele ou no meu Volkswagen”, lembra a Secretária Municipal de Estratégia e Inovação de Canoas, Maria Eunice Wolf.
Na época, Maria Eunice coordenou a campanha do petista. “Os panfletos foram rodados em mimeógrafo. Fazíamos festinhas de São João para arrecadar fundos para o material de campanha. O Marco gostava de fazer campanha, botava o pé no barro”, afirma. Embora a paixão por campanhas permaneça, não é necessariamente em barro que Maia - eleito para o terceiro mandato de deputado federal - anda pisando nos últimos meses. Mirando a eleição pela presidência da Câmara, ele atravessou o país em janeiro para pedir apoio de parlamentares. Com apoio de 21 entre 22 partidos – incluindo o PR, de seu único rival, o deputado Sandro Mabel (GO) –, sua eleição é dada como certa. Se confirmada, o gaúcho será o primeiro torneiro mecânico - profissão que exerceu nas fábricas de Canoas - a ocupar o terceiro posto na hierarquia da República.
Na categoria, é superado apenas pelo ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, que transitou pelos chãos de fábrica de São Bernardo, em São Paulo, antes de iniciar a vida política pelas mãos do movimento sindical. Caminho, aliás, também seguido por Maia.
Nascido em 27 de dezembro de 1965 em Canoas, Maia elegeu-se dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos local em 1984. “O movimento sindical de Canoas naquela década, e em certa medida hoje também, estava para Rio Grande do Sul como São Bernardo está para Brasil”, filosofa Maria Eunice. Quando o sindicato foi fundado, em 1960, Canoas era um importante pólo industrial e comercial. Produzia-se desde máquinas agrícolas a equipamentos da chamada linha branca. A entidade passou por maus momentos a partir da instalação do regime militar, em 1964, até o final da década de 70. Com as restrições impostas pela ditadura, as vacas dos movimentos sociais afinaram. Quando Maia entrou em cena, na primeira metade da década de 80, o país vivia a abertura gradual do regime. Ele integrou a geração seguinte à que suplantara o sindicalismo considerado assistencialista, sem expressão e combatividade junto ao empresariado. “Era um momento de negociações duras, de buscar respeito e reconhecimento patronal”, afirma o deputado estadual Nelsinho Metalúrgico (PT-RS). “Foi logo após explodir o movimento sindical em São Bernardo, com o Lula. Isso nos ajudou a construir a pauta de reivindicações”. Para o gaúcho, filiar-se ao PT, em 1985, seria o passo natural. “Maia era um jovem bem articulado, comprometido com as causas sociais e com vontade de vencer”, recorda o senador Paulo Paim (PT-RS), que ajudou a lançar a candidatura do petista em 1988. “Como ele era muito jovem, fui na casa dele pedir autorização para o seu pai. Disse que não ia se arrepender”.
Homem de confiança de Lula
Maia disputou outras duas eleições para a prefeitura de Canoas, em 2000 e 2004. Foi derrotado em ambas. Em 2001, assumiu a Secretaria de Administração e Recursos Humanos do governo do Rio Grande do Sul e, em 2003, presidiu a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A. (Trensurb). Chegou ao Congresso em 2005, como primeiro suplente do deputado Ary Vanazzi (PT-RS), que renunciou para assumir a prefeitura de São Leopoldo (RS).Desde então, teve uma ascendência relâmpago na Câmara. Após se reeleger em 2006, ganhou projeção ao ser indicado relator da CPI do Apagão Aéreo. Homem de confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conquistou espaço dentro do PT por ser ligado à corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB). Trata-se do mesmo grupo do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio, Palocci e do dirigente petista José Dirceu. Ligação que também ajudou na escolha para ser candidato a presidente da Câmara. Acreditava-se que o grupo estivesse ao lado do líder do governo , deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). No entanto, um racha promovido pela bancada de Minas Gerais ajudou Maia a conquistar a vaga de candidato.

"Leite Derramado", de Chico Buarque, será adaptado ao palco por cineasta




MARCELO BORTOLOTI
DO RIO


Vencedor do prêmio Jabuti, "Leite Derramado", de Chico Buarque, será levado ao palco pelo cineasta Miguel Faria Jr. A atriz Marília Pêra viverá o protagonista, Eulálio. O espetáculo deve estrear no segundo semestre.

A peça, primeira experiência de Faria Jr. no teatro, deverá ser um monólogo.

Os produtores da peça ainda estão captando recursos. Eles conseguiram aprovar pela Lei Rouanet orçamento de R$ 1,49 milhão para temporada de 12 meses no Rio.

O projeto recebeu o aval do Ministério da Cultura em outubro do ano passado, antes de Ana de Hollanda, irmã de Chico Buarque, assumir a pasta --a posse ocorreu em 3 de janeiro.

CHARGE DO BESSINHA

Líder diz que PSDB foi obrigado a apoiar reeleição de Sarney




Marcela Rocha, Terra Magazine

“Segundo o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), seu partido e aliados não "puderam" se manifestar contrários à reeleição de José Sarney (PMDB-AP) à presidência da Casa. "Se reagíssemos, ficaríamos protegidos do desgaste político, mas, mais à frente, não teríamos instrumentos para atuar, porque estaríamos afastados das comissões e da Mesa", disse.

O peemedebista foi eleito na presença dos 81 senadores. Destes, 70 votaram pela manutenção de Sarney na presidência da Casa e 8 optaram pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), único adversário do governista na disputa. Houve ainda um voto nulo e dois em branco.

"Se não participamos do entendimento, não mantemos nosso espaço", explica Álvaro Dias, para quem ainda é preciso explicar o posicionamento da oposição às bases eleitorais. Na avaliação dele, os votos do PSDB em favor de Sarney são "difíceis de serem compreendidos". "Mas esse é o jogo político daqui, fomos obrigados", completou, dizendo que "não tiveram outra saída"

http://nogueirajr.blogspot.com/

Dilma tem apoio formal de 72% do novo Senado

Christina Lemos, colunista do R7

O Senado, grande pesadelo do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e trincheira da oposição, que impôs derrotas importantes ao Planalto, agora, na nova legislatura ,parece domesticado, após a passagem pelas urnas de 54 de suas cadeiras (dois terços da composição da Casa). Desta vez, considerada a filiação partidária de cada parlamentar, Dilma Rousseff tem o apoio de pelo menos 59 dos 81 senadores – o que equivale a acachapantes 72% do Senado.

Deixe seu comentário no blog da Christina Lemos

A oposição minguou drasticamente, após a eleição. Saiu das urnas com 17 cadeiras de senadores – isto é, 21% do Senado. Perdeu os principais postos influentes, como o comando da Comissão de Constituição de Justiça, antes comandada pelo democrata Demóstenes Torres (GO) e hoje nas mãos do peemedebista Eunício Oliveira (CE).

No entanto, os oposicionistas desdenham da maioria conquistada por Dilma: “as coisas aqui não são tão simples assim. Quem é que garante ter todos os votos do PMDB?”, desafia Demóstenes Torres, disposto a apostar nos dissidentes, infiéis e insatisfeitos de ocasião, a depender da matéria em discussão ou dos humores do Planalto. O discurso dominante entre os oposicionistas – caso de Aécio Neves (PSDB-MG) – é o da afirmação da independência do Legislativo, argumento de baixo potencial de convencimento, diante do poder da caneta presidencial.

01 Fevereiro 2011

AMEBAS DESTRAMBELHADAS




Está cada vez mais divertido ler os blogues da tal “massa cheirosa". Eles estão desarvorados, sem rumo, sem prumo, sem coerência, sem noção. Com a derrota do Serra, do PSDB/DEM, ficaram ainda mais abestalhados. No período eleitoral, cansei de ler nos comentários desses blogs que o Serra não era o candidato ideal deles, que o Serra era de esquerda e eles queriam alguém da extrema direita. Mas iriam votar no Serra para derrotar o PT. Ficaram raivosos quando Serra disse que iria ampliar o Bolsa Família, quando Serra usou a imagem do Lula (indevidamente) em seu programa eleitoral, tentando confundir o eleitor. Nos debates, diziam que Serra foi frouxo, não bateu como deveria no governo Lula, e não bateu na então candidata Dilma, não disse que a presidenta Dilma tinha sido guerrilheira na era de chumbo.

Para esses radicais de direita, bons candidatos seriam o deputado militar aposentado Jair Bolsonaro, a senadora Kátia Abreu, rainha do desmatamento, e até o ex-deputado Índio da Costa, vice de última hora do Serra. Mas a vaca foi para o brejo, o Serra foi derrotado e também encararam uma derrota significativa da oposição no Congresso; hoje eles estão malhando a oposição que antes veneravam. Agora são todos traíras, incompetentes: Aécio Neves, ACM Neto, Sergio Guerra, Rodrigo Maia, Geraldo Alckmin, Kassab, FHC .. Eles dizem que são todos uns bundões e, mais interessante, que são todos vendidos, que não são oposição.

Serra, ocioso e rancoroso com a derrota, com o abandono do PSDB, ligou a metralhadora no Twitter e está atacando o PT, o presidente Lula, o governo Lula, a presidenta Dilma, o governo Dilma. Diante disso os blogueiros sem noção da massa cheirosa elegeram Serra o seu ídolo na oposição; agora, para eles, Serra é o cara. Não importa se no período eleitoral Serra foi covarde, mentiroso, escondeu o ódio que tinha do presidente Lula, do governo Lula. Serra se acovardou diante da alta popularidade de mais de 87% do presidente Lula, não teve coragem suficiente de peitar o governo e muito menos Dilma, a candidata do presidente. De fato, para esses abestalhados não importava muito que Serra fosse presidente, importava-lhes quem seriam os ministros do Serra, a oposição raivosa e virulenta da extrema direita: Jarbas Vasconcelos, Agripino Maia, Mão Santa, Heráclito Fortes, Tasso Jereissati, Jair Bolsonaro, Kátia Abreu, Arthur Virgilio, Álvaro Dias, Jorge Bornhausen e outros que babam de ódio das conquistas do governo Lula e que já foram governo com FHC.

Muito interessante também é ver essa "massa cheirosa" falar tanto em democracia, falar tanto que o governo Lula e o governo Dilma querem acabar com a liberdade de imprensa, escrevendo que estão com muita saudade da ditadura militar, do Médici, do Costa e Silva, afirmando que eles foram bons presidentes, fizeram ótimos governo. As sugestões nos comentários desses blogs é criar uma nova UDN com Serra e com todos os políticos do "bem" – Kátia Abreu, Índio da Costa, Heráclito Fortes, Mão Santa , Jarbas Vasconcelos, Agripino Maia, Bolsonaro etc. – para derrotar em 2014 o traíra do Aécio Neves e quem for candidato do PT, Dilma ou Lula.
Essa gente pensa como amebas destrambelhadas.
Jussara Seixas

Record noticiou o Presidente Lula no Estádio da Vila Euclides. A Globo censurou a notícia




O presidente Lula voltou ao Estádio Vila Euclides em São Bernardo do Campo (SP), onde liderou as greves do ABC nos anos 70 e 80, um importante movimento pela volta da democracia e direitos dos trabalhadores.

O Estádio recém-reformado, foi palco da partida de futebol entre o Corinthians, seu time do coração e o São Bernardo, o time da cidade onde vive e fez sua carreira política.

O Jornal da Record deu a notícia. O Jornal Nacional da TV Globo censurou, deixando de informar à população brasileira uma notícia sobre o mais popular dos presidentes do Brasil recente.

Pior para a Globo. Isso só comprova que o jornalismo da Record está melhor, mais completo, menos imparcial, mais realista e cada vez mais sintonizado com a grande maioria dos brasileiros. O JN está alinhado com os 4% que odeiam Lula.


http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

Dilma: século 21 será da América Latina

Dilma: século 21 será da América Latina

FOTO: Roberto Stuckert Filho

Ao lado da presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, a presidenta brasileira, Dilma Rousseff, afirmou que fez questão de eleger o país vizinho como destino para a primeira viagem internacional por considerar que Brasil e Argentina são cruciais para transformar “o século 21 em século da América Latina”.


“E estou falando necessariamente em transformar os povos brasileiro e argentino e também os [demais] da América Latina”, disse Dilma hoje (31) em pronunciamento à imprensa, na Casa Rosada, sede do governo argentino.

O crescimento, aliado à inclusão social dos povos dos países latino-americanos, marcou o discurso das presidentas. Dilma disse se sentir em um momento especial na Argentina e afirmou que os dois países vão aprofundar vínculos para construir um mundo melhor na região.

Cristina Kirchner disse, por sua vez, que as duas mandatárias têm em comum a visão de que a inclusão social deve ter protagonismo na condução das políticas de Estado. “Nós duas achamos que o crescimento e a soberania de uma nação devem ter como protagonista a inclusão social. O crescimento econômico só é bom se atingir a todos por meio da educação, da moradia.”

As presidentas reafirmaram a proximidade entre Brasil e Argentina. Cristina Kirchner lembrou o caminho trilhado pelos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Néstor Kirchner (falecido no ano passado) para aprofundar as relações bilaterais. Agora, acrescentou, elas darão continuidade a essas ações.

“Eles constituíram um relacionamento diferente que deu frutos e deve ser aprofundado como falamos na reunião que tivemos a sós. Isso deve significar também o aprofundamento da integração produtiva entre Brasil e Argentina”, afirmou a presidenta argentina. Ao final do discurso, ela ressaltou que a união Brasil e Argentina será ainda maior.

Dilma afirmou que os acordos assinados entre os dois países, durante sua visita a Buenos Aires, reforçam os vínculos já existentes e que a cooperação vai beneficiar o Brasil e a Argentina. “Abrimos um caminho de cooperação para beneficiar as economias argentina e brasileira, a fim de criar uma integração de plataformas produtivas e de construir cada vez mais o bem-estar de nossos países.”

Fonte: Agência Brasil.

Quartim Moraes: Não entregar Battisti à sanha de Berlusconi

Aqueles que imaginam de boa fé que a perseguição cruel desencadeada pelos meretíssimos do STF contra Battisti, desde que o governo Lula lhe concedeu refúgio político, é mera “aplicação” da lei, ganhariam em meditar essas linhas do liberal Kelsen. Uma Corte Constitucional séria não pode fingir que as normas jurídicas têm “sempre e em todos os casos, uma só interpretação”.por João Quartim Moraes*Os doutos jurisconsultos de direita e de extrema-direita que pontificam no STF ingerem-se acintosamente nos assuntos políticos sem perder a pose de sacerdotes da norma constitucional. Entretanto, um jurista do mesmo campo ideológico dos supra referidos, mas com certeza incomensuravelmente mais douto do que eles, Hans Kelsen, reconheceu enfaticamente em sua Teoria Pura do Direito que “a interpretação jurídico-científica nada mais pode fazer do que estabelecer as possíveis significações de uma norma jurídica. Enquanto conhecimento de seu objeto, ela não pode tomar qualquer decisão entre as possibilidades por si mesma reveladas, mas tem de deixar tal decisão ao órgão que, segundo a ordem jurídica, é competente para aplicar o Direito”. A interpretação jurídico-científica tem de evitar, com o máximo cuidado, a ficção de que uma norma jurídica apenas permite, sempre e em todos os casos, uma só interpretação: a interpretação ‘correta’[...]”.Aqueles que imaginam de boa fé que a perseguição cruel desencadeada pelos meretíssimos do STF contra Battisti, desde que o governo Lula lhe concedeu refúgio político, é mera “aplicação” da lei, ganhariam em meditar essas linhas do liberal Kelsen. Uma Corte Constitucional séria não pode fingir que as normas jurídicas têm “sempre e em todos os casos, uma só interpretação”. Ao tomar decisões, está escolhendo entre as interpretações possíveis de determinada norma, no caso, as que regem o asilo político. Essa escolha será política ou ideologicamente motivada, já que no plano jurídico, por hipótese, todas as opções estão fundamentadas na análise “jurídico-científica” da lei. Até alguns anos atrás, o STF tinha uma posição fixada por longa jurisprudência, inspirada nas declarações universais dos direitos do homem e do cidadsão, na Carta da ONU e em textos conexos a respeito do refúgio e do asilo, reconhecendo notadamente que esse estatuto ecponhecendo notadamente impede a extradição, que concedê-lo é atributo do Presidente e que crimes comuns conexos com o crime político dele fazem parte. A proteção a refugiados e perseguidos começou a ser sabotada nos últimos anos, por iniciativa dos dois ministros mais reacionários do STF, Gilmar Mendes e Cézar Peluso. Aquele, que já vinha revelando a que tinha vindo desde sua nomeação por FHC, mostrou-se execrável ao exercer a presidência daquele órgão. Arrogante, exibicionista, provocador, falastrão, não deixou passar nenhuma ocasião de agredir a esquerda e os movimentos sociais. Peluso não apresenta essas taras comportamentais do colega, mas até por isso pode ser mais eficiente e ideologicamente mais consistente. Sua formação, com efeito, é muito preocupante. Começou seus estudos de pós-graduação com o integralista Miguel Reale e fez sua tese de doutorado em Direito Processual Civil sob a orientação de Alfredo Buzaid, um dos mais abomináveis partidários da ditadura militar terrorista. Com tal curriculum, seria de supor que o autor da indicação de Peluso para o STF fosse um Sarney, um Colllor, um FHC. Infelizmente, o autor foi Lula, muito mal aconselhado não somente por seu então ministro da Justiça, Marcio Tomas Bastos, mas sobretudo, enorme ironia, por um homem que tinha se ilustrado na defesa dos direitos humanos, o cardeal Paulo Evaristo Arns, que escreveu uma carta a Lula recomendando seu protegido. A Igreja é a Igreja: o fato de Peluso ser catolicíssimo certamente influiu na iniciativa do bondoso cardeal. Lula foi infeliz na escolha, mas teve a lucidez e a honradez de confirmar o asilo a Battisti, concedido inicialmente por seu novo ministro da Justiça Tarso Genro. O atual ministro, Cardozo, nomeado por Dilma, vem mantendo até agora a mesma posição. Veremos.Não é só, entretanto da extrema-direita que vêm os linchadores de Battisti. Almir Pazzianotto Pinto, um desses espertalhões que fez carreira dizendo-se amigo do trabalho, mas que na verdade estava na tropa do capital, emergiu do banho de formol onde repousa para expelir na seção “Espaço Aberto” do Estadão (22 de janeiro de 2011) uma desabrida diatribe contra “os terroristas”. O editor da seção colocou em destaque uma frase, mais cretina do que injuriosa, em que Pinto dá livre curso à estultice reacionária que sempre o inspirou: “Entre o Direito italiano e um criminoso comum sanguinário e foragido, Lula optou pela Camorra”.Mas esse pinto de mau agouro não é o único basbaque a encher a boca para reverenciar o Estado de Direito na Itália. Muitos outros, que não são imbecis, sabem que há algo errado numa sociedade que persiste em colocar no poder um desclassificado moral, aliado a fascistas explícitos e a outros cafagestoni. Para justificar sua sanha contra Battisti, eles acham mais apropriado não se referir a Berlusconi, chefe do governo e “dono do pedaço”, mas a Giorgio Napolitano, presidente decorativo de uma República gangrenada. Sem confundi-lo com o rei dos cafagestoni, Napolitano é um desses ex-“eurocomunistas”, em quem a direita gosta de fazer cafuné porque capitularam diante do dólar e do Pentágono. Foi parceiro do renegado D’Alema quando este, em 1999, exercendo a chefia do governo, violou a Constituição italiana, que proibia guerras ofensivas, para abrigar em território italiano os pistoleiros da OTAN afundassem a Sérvia sob uma chuva de mísseis. Capachos do imperialismo como este não têm moral para nos molestar com suas ameaças.A triste verdade é que a Itália de hoje está carcomida pela corrupção e pelo vírus neofascista. Vejam o que diz a esse respeito próprio Estadão (13/9/2009, p.16-19) na reportagem “Itália mira os ilegais”, com sub-título expressivo: “Contra imigração, país flerta com o fascismo”. Noventa anos “após Benito Mussolini”, a Itália está novamente diante do racismo”. Ela já foi condenada até pela submissa ONU por seus métodos criminosos de bloqueio de imigrantes clandestinos nas águas do Mediterrâneo.É para a “vendetta” desse regime em deliqüescência que os Peluso e consertes querem enviar Battisti.

*J.Quartim Moraes é cientista político

Altamiro Borges: Veja, Globo e cia. temem a revolução do Egito?


O blogueiro Francisco Bicudo chamou a atenção para um fato curioso nas capas das revistonas desta semana. Nenhuma delas deu manchete para as explosões populares que abalam as ditaduras pró-EUA no mundo árabe. “Quem aguardava análises e relatos de fôlego sobre Tunísia, Egito e afins deu com os burros n'água”.

Por Altamiro Borges
A Veja, que mais se parece como uma sucursal rastaqUera do império, deu na capa o “bom-mocismo” de Luciano Huck e Angélica. É certo que o ator global foi um dos principais cabos eleitorais do demotucano José Serra e que vem sofrendo inúmeras críticas na sociedade – por crimes ambientais e outros. Mas é evidente que este assunto, tipicamente plantado, não tem maior relevância do que a explosão social no Egito.

Já a revista Época, da Editora Globo — que mantém fortes ligações com os EUA desde o sinistro acordo com a Time-Life —, trouxe na capa outro tema momentoso: “O guia essencial dos imóveis”. E a IstoÉ destacou “O novo astro da fé”, sobre o ex-lavrador que comanda a igreja evangélica que mais cresce no país. Apenas a revista CartaCapital, única que faz um jornalismo mais crítico, trouxe na manchete "A convulsão árabe".

As suspeitas razões editoriais

O que explica a opção editorial destas três revistonas? Não dá para dizer que foi falta de tempo para um trabalho jornalístico mais acurado. Afinal, as explosões de revolta nesta região estratégica já ocorrem há duas semanas – tendo resultado na derrubada do presidente da Tunísia e em mega-protestos no Egito.

Não dá para afirmar, também, que o assunto tem pouca relevância. O fim destas ditaduras, fantoches dos EUA e de Israel, pode alterar radicalmente a geopolítica mundial. O possível declínio da hegemonia ianque fortaleceria movimentos de independência nacional e de integração regional. Numa região rica em petróleo e conflagrada, a conquista da democracia resultaria em governos menos submissos aos EUA.

Defesa das ditaduras "pró-ocidente"

O que explica, então, esta comida de bola editorial? No caso da revista Veja, ela não vacila em confessar sua opção. Em matéria nas páginas internas, alerta para o perigo da vitória dos “grupos radicais islâmicos”, num discurso típico do Departamento de Estado dos EUA. Teme o fortalecimento do “eixo do mal”. Na prática, a famiglia Civita prefere as ditaduras árabes “pró-ocidente”, do que as revoltas populares por democracia.

No que se refere às outras duas revistas, as razões não foram explicitadas. Há episódios, no entanto, que devem causar calafrios em toda a mídia hegemônica. Na Tunísia, um dos primeiros alvos dos manifestantes foi o prédio da maior emissora privada de televisão do país, que sempre fez o jogo sujo da ditadura local.

Em toda esta onda de protestos no mundo árabe, as redes sociais superaram a velha mídia na mobilização da sociedade. A “revolução do jasmim” na Tunísia já foi apelidada, erroneamente, de revolução da internet. No Egito, o ditador Mubarak ainda tenta se safar censurando a internet e os celulares. Estes e outros fatores talvez expliquem porque as revistonas preferiram minimizar a explosão popular na região.