07 Novembro 2010

Serra vai à guerra


O discurso do tucano indica que ele não aceitou o resultado da eleição e anuncia oposição radical a Dilma
Na noite de domingo 31 de outubro, se o rosto tenso de José Serra, emoldurado pelo ar da tristeza, era um retrato natural após o resultado oficial da vitória de Dilma Rousseff, as palavras que disparou surpreenderam e quebraram a cordialidade protocolar normalmente seguida pelo candidato derrotado.
É um caso raro, único talvez, em que o perdedor de uma eleição democrática declarou guerra ao vencedor. Oposição é oposição. Guerra é guerra.
“E para os que nos imaginam derrotados, eu quero dizer: nós apenas estamos começando uma luta de verdade (…) em defesa da pátria, da liberdade, da democracia”, disse com voz amargurada incapaz de sustentar a confiança das palavras.
Nós quem? Ele fez uma lista de agradecimentos da qual excluiu o ex-governador de Minas Aécio Neves, senador eleito, esperança de uma oposição capaz de vencer e não de derrubar o governo antes da eleição presidencial de 2014.
Embora tenha agradecido a Aloysio Nunes Ferreira, senador eleito, não fez referência a Paulo Preto, braço direito de Aloysio na Casa Civil do governo paulista. Deu um abraço comovido em Geraldo Alckmin, governador eleito por São Paulo que, posteriormente, em gesto político moderado e republicano, telefonou para a presidente eleita, Dilma Rousseff, para parabenizá-la pela vitória.
Alckmin ainda é uma incógnita nesse processo. Mas Serra invocou a eleição de governadores tucanos e, mais ainda, os 43 milhões de votos que obteve, com a certeza de que ao grito de avante ele seria seguido por todos.
Respeito e humildade, palavras usadas por Serra, se diluem diante da exegese do discurso da derrota, com duração de dez minutos, proferido por ele no QG da oposição montado no Edifício Joelma, no centro de São Paulo.
Serra deixou claro que a campanha eleitoral foi calculadamente transformada em batalha pela oposição, na qual, como se sabe, o candidato tucano foi atingido na cabeça por uma bolinha de papel. Um petardo disparado pelos adversários, as “forças terríveis” às quais se referiu, repetindo frase extraída do discurso de renúncia do ex-presidente Jânio Quadros. Uma referência de mau augúrio.

Há suspeita, porém, de que pode ter sido uma “bolinha perdida”, uma ocorrência comum, como se sabe, na violenta cidade do Rio de Janeiro. O ferimento deixou sequelas profundas que não foram percebidas pela tomografia feita após o conflito, mas que estão visíveis na mensagem de Serra a seguidores e aliados.
“Vocês alcançaram uma vitória estratégica no Brasil. Cavaram uma grande trincheira, construíram um campo político de defesa da liberdade e da democracia no Brasil”, afirmou Serra terçando armas contra moinhos de vento.

Serra fez um discurso ao mesmo tempo tão próximo e tão distante daqueles que compõem a figura imortal de Dom Quixote, nascido do talento imenso de Cervantes.

Próximo porque tresloucado. Distante porque o “cavaleiro da triste figura” era uma alma ensandecida pela esperança e Serra, ao contrário, é apenas um político ambicioso atordoado pela mágoa e pela frustração pessoal. Perdeu sem grandeza.

Fonte: Carta Capital


O telemarketing da revista Veja. IMPERDÍVEL!

06 Novembro 2010

Vídeo encontrado com grupo neonazista teria ameaças a Paulo Paim, diz delegado



Entre os materiais apreendidos pela Polícia gaúcha com o grupo neonazista desarticulado nesta quarta-feira, no centro de Porto Alegre, está um vídeo com ameaças ao senador reeleito Paulo Paim (PT). A informação foi confirmada pelo delegado Paulo César Jardim, responsável pelo caso.

Através de um mandado judicial de busca e apreensão, os agentes entraram numa casa na rua Riachuelo e encontraram diversos materiais que fazem apologia ao nazismo e a Adolf Hitler.


Foram apreendidos cerca de cem CDs, símbolos nazistas, livros, roupas com suásticas e um vídeo feito pelo grupo contra o racismo. Nas imagens aparecem arrastões, cenas de violência contra negros, além de supostas ameaças ao senador. O grupo seria contra o parlamentar pelo fato dele defender cotas raciais nas universidades.

Apesar das ameaças, Paulo Paim garante que não irá mudar a sua forma de agir no Senado.

— Eles não vão me intimidar com isso. Vou seguir o meu trabalho normalmente aqui em Brasília. Defendo os discriminados e vou seguir defendendo. É inacreditável que esse tipo de coisa siga ocorrendo até hoje — afirmou.

O senador garantiu que não irá pedir reforço na sua segurança pessoal.

— O delegado Paulo César Jardim me telefonou e avisou que essas facções têm ramificações em todo o Brasil. É preciso ficar atento, mas não vou pedir aumento na minha segurança. O que eu vou fazer é solicitar uma audiência pública aqui em Brasília para discutir esse tema — disse.

No final da tarde, o senador Paulo Paim divulgou uma nota oficial. Confira:

"Se eles pensam que com este movimento vão calar a minha voz no Congresso Nacional, que sempre foi e será, em defesa dos discriminados, sejam eles negros, brancos, índios, ciganos, evangélicos, católicos, de matriz africana, judeus, palestinos e daqueles que lutam pela livre orientação sexual, estão enganados.

Pelo contrário. Continuarei a minha luta para que todos os preconceitos e discriminações sejam eliminados em nosso país. Se o material elaborado por essas pessoas foi feito para me intimidar ou prejudicar, isso não aconteceu, pois não me intimido e tampouco os gaúchos. Lembro que há oito anos fui eleito para o Senado com 2 milhões de votos e o povo gaúcho numa demonstração de repúdio a esse tipo de atitude neonazista me reelegeu com quase o dobro de votos, 3.9 milhões.

Sou o único senador negro eleito e reeleito na história da República Brasileira. Sei das minhas responsabilidades perante este momento. É inadmissível que em pleno século 21, quando os Estados Unidos elegeram um negro presidente, a Bolívia um índio presidente e o Brasil uma mulher presidente, nós tenhamos que conviver com situações como a ocorrida hoje em Porto Alegre.

Tenho absoluta certeza que atitudes como essa não são aceitas pelo povo gaúcho e brasileiro. Não vou exigir segurança pessoal como foi levantado. Pretendo sim, realizar uma audiência pública aqui no Senado no dia 19 de novembro, véspera do Dia Nacional da Consciência Negra com a presença da OAB, CNBB, Ministério da Justiça, Direitos Humanos, Movimento Negro".
RÁDIO GAÚCHA E ZEROHORA.COM

SERRA POR QUÉ NO TE CALLAS?




O candidato derrotado à Presidência, José Serra (PSDB), acusou o presidente Lula de desindustrializar o país e adotar um "populismo" de direita em matéria econômica.
O comentário do tucano foi feito ontem durante um seminário em Biarritz, sul da França, sobre as relações entre a América Latina e a União Europeia.
O ex-governador de São Paulo afirmou que o Brasil está "fechado para o exterior" porque passa por um "processo claro de desindustrialização". "É um governo populista de direita na área econômica", atacou.
Ele criticou o que chama de falta de investimentos do governo federal e a alta carga tributária do país.
Para o tucano, o presidente Lula exerce um "populismo cambial" e não tem um modelo econômico definido.
Segundo Serra, não foi possível expor essas ideias do jeito que gostaria durante a campanha, na qual foi derrotado pela candidata governista, Dilma Rousseff (PT).
"A democracia não é apenas ganhar as eleições, é governar democraticamente."
Serra também fez críticas à política externa. Ele acusou o governo Lula de se "unir a ditaduras como o Irã".
Nesse momento, o tucano foi interrompido por um membro da Fundação Zapata, do México, que gritou "por qué no te callas? [por que não te calas?]", provocando um alvoroço na sala.
A frase se tornou conhecida depois de o rei Juan Carlos, da Espanha, dirigi-la ao presidente da Venezuela, Hugo Chavéz, em 2008.
Com esse discurso, Serra tenta atuar como porta-voz da oposição. Hoje, ele conta com recall da eleição, mas, sem tribuna, teme que esse capital se dilua.
Ao falar de desindustrialização, Serra não faz uma crítica apenas ao PT, mas manda um recado ao PSDB. Na campanha, ele foi orientado a não falar sobre o tema sob pena de perder apoio no mercado financeiro.

Serra é um paga mico. Derrotado nas urnas, vai para França falar bobagens e toma um cala- boca!

O ninho é pior que El Niño, La Niña, o la Abuela!

O NINHO DA SERPENTE
Raul Longo

Distribui, tal como a recebi, a publicação britânica da notícia sobre as manifestações de racismo contra nordestinos pelos eleitores de José Serra. Foi um erro, pois não percebi que no campo assunto quem me enviou escreveu ou manteve o que originalmente foi escrito: “O ODIENDO PRECONCEITO PAULISTA NA WEB/BRASIL JÁ BATEU EM LONDRES (SERÁ QUE A EDITORA ABRIL A CONTRATARÁ PARA POSAR NUA NA PLAYBOY?)”
É sintomático isso de cogitar a contratação pela Playboy da estudante que primeiro descarregou a frustração da derrota de seu candidato nos nordestinos, apesar do escrutínio regional demonstrar que Serra perderia mesmo sem os votos do nordeste. E, também, que teve eleitores no nordeste. Mas ainda sem perceber a existência dessa frase no campo assunto, inscrevi a guisa de cabeçalho, sintetizando o conteúdo da matéria para os que não leiam em inglês: “Para pensar (trata-se do sucesso internacional dos eleitores de José Serra divulgando a imagem do Brasil para o mundo)”
Mas, racistas pensam? Muitos, por certo, sequer imaginaram os prejuízos para nossa imagem no exterior, talvez até orgulhosos de nos demonstrarmos, hoje, iguaizinhos ao que foram no passado. Já em outros, a reação foi imediata.
Alguns me mandaram argumentos diversos de própria e alheia lavra, procurando provar que nem todos os paulistas e nem todos os eleitores de José Serra são racistas, reafirmando aquilo que todos sabemos: talvez sejamos o povo mais racista do mundo, embora os mais eloquentes em negar o que os demais assumem.
E racistas não são apenas os paulistas (daí meu erro em manter o inscrito no campo assunto). A exceção da região norte, vivi em todas as demais do Brasil e me foi impossível definir onde se é mais ou menos racista. Portanto não creio que se trate de localizar o ninho da serpente do racismo geograficamente, mas é preciso eliminá-lo para evitar que envenene as futuras gerações, provocando atrofias ao passado do qual já se libertaram tantos europeus, norte-americanos e boêres sul africanos.
Sabemos que do passado é o ovo dessa serpente, mas não interessa agora retrocedermos na história e, sim, destruirmos esses ninhos no presente para que a peçonha não se prolifere, como nas tantas mensagens de twitter em apoio ao fascismo da estudante – pasmem – de Direito.
Fosse ela a única, não seria o caso de dedicar tempo à manifestação doentia, mas foram tantas (não contei, mas no mínimo umas 20 mensagens em apoio à futura advogada, em exposições circulando pela internet) que tomo aqui emprestado os contra argumentos com os quais, mais uma vez, tentam esconder o ninho destas serpentes que amiúde se entrelaçam entre as mentes brasileiras.
Dizem que as serpentes se reconhece pela cabeça e vamos logo à uma delas, reproduzindo o comentário de um desses meus correspondentes: “O simples fato dessa desvairada ser paulista não significa que ela é o protótipo do eleitor de Serra, pois bem sabemos existir entre os eleitores de Dilma desvairados desse matiz e outros tão ou mais desprezíveis, como os mensaleiros e outros "artistas" menos citados.”
Vejam só! Aí está meu erro em não ter reparado na errônea indicação de regionalização do preconceito no campo assunto da mensagem repassada. Portanto, não posso nem devo culpar o correspondente por ter entendido que tenha relacionado os eleitores de Serra aos paulistas, mas na verdade, não foi minha intenção. Até porque muitos paulistas não votaram em Serra e, na região sudeste onde aquele estado se infere, se não me falha a memória Dilma Rousseff foi a mais votada. Além disso, mesmo que poucos eleitores de José Serra há em toda parte, não tem sentido especificá-los regionalmente. Mas aqui o correspondente já nos oferece uma excelente pista, se referindo ao “protótipo do eleitor de Serra”.
Há um protótipo do eleitor de Serra? Interessante! E qual é esse protótipo? Bom... Se há o protótipo, também há aquele eleitor do José Serra que não é assim tão típico, tão padrão. Ou, talvez, há os eleitores de Serra que embora eleitores, não sejam tão puros, tão dignos e genuínos.
O que é o “protótipo do eleitor” de José Serra? Talvez seja aquela mulher que nunca tenha cometido aborto nem imolado criancinhas como a Dilma Rousseff, conforme denuncia de Mônica Serra incluindo a opositora do marido entre os indignos de Deus, da Igreja e dos Cristãos.
Ou será que o protótipo do eleitor de José Serra é aquele que comete harakiri ou qualquer autoimolação quando um seu funcionário de confiança se torna suspeito de prevaricação?
O depoimento das ex-alunas de Mônica Serra e o episódio do Paulo Preto comprovam que apesar da grande capacidade mimética das serpentes, de fato se tentou desenvolver um prototípico eleitoral do candidato. Mas poderemos aceitar protótipos de eleitores do José Serra, sem cair naquele mesmo caso dos cristãos que consideravam natural escravizar, matar ou torturar índios e negros porque não teriam alma?
E de se considerar. Reparem que o correspondente admite que entre escravistas ou torturadores seiscentistas se incluem desvairados “desse matiz e outros tão ou mais desprezíveis, como os mensaleiros e outros "artistas" menos citados.” Muito interessante isso de “tão ou mais desprezíveis” Também seria admissível o inverso? Por exemplo, haver entre os correligionários de José Serra, mensaleiros mais desprezíveis do que entre os acusados pelo Roberto Jefferson. Talvez o próprio Roberto Jefferson mesmo, que confessou ter roubado o partido a que pertencia e acusou outros de terem feito o mesmo para, ao menos, ter companhia na montagem da ópera bufa?
Esses outros ainda não foram julgados pelo Poder Judiciário, francamente opositor do Poder Executivo deste governo Lula, mas o mesmo Judiciário já concluiu, em conformidade com as investigações, que não havia qualquer relação entre os pagamentos do caixa 2 montado por Delúbio Soares com as votações parlamentares. Até porque as datas desses pagamentos em nenhuma ocasião coincidiram com as reuniões parlamentares para aprovação de projetos do Executivo.
Roberto Jefferson inclusive foi penalizado pelo executivo por este falso testemunho. Alguns anos atrás não o seria. Pelo contrário, seria motivo de orgulho tal o que fazia Sérgio Motta , ministro de FHC, jactar-se à imprensa por ter comprado os votos que aprovaram a emenda constitucional que permitiu a reeleição daquele governo.
Mas, vá lá que nos conceitos do correspondente isso seja menos desprezível do que pagamento de dívidas de campanha, mas seria interessante saber em que conceito enquadra os mesmos valores e agentes quando movimentados para o pagamento da campanha de Eduardo Azeredo ao estado de Minas Gerais? Será que ao correspondente o que se difere é o fato de Azeredo ter operado em função de um único estado, enquanto os acusados por Jefferson o fizeram em função de diversos municípios de todo o país? Ou porque Azeredo foi condenado por não ter honrado os empréstimos, ao contrário do PT que não só vinha pagando regularmente, ainda sob a tesouraria de Delúbio, como quitou a dívida sem necessidade de se recorrer a justiça?
Serpenteantes meandros que dificultam a compreensão das referências do correspondente, ainda mais quando não define quais ou quem serão os outros desprezíveis artistas. Mais artísticos ou mais desprezíveis do que Geraldo Brindeiro, o internacionalmente conhecido Engavetador Geral da República do Brasil? Aquele que no Guiness mereceria destaque por ter arquivado nada menos do que 600 processos contra o governo tucano? Grande mago o Geraldo! Digno daqueles espetáculos de engolidor de cobras!
No entanto, a imprensa brasileira escamoteia ou omite tais fatos e é aí onde realmente poderemos encontrar a trilha que vai ao ninho da serpente, detectada por Jean Paul Sartre quando acusava na origem do racismo uma inveja dos brancos por certas particularidades vantajosas no biótipo do negro, e vice-versa. Mas não concordo totalmente com Sartre. Não no que se refere a se prezar mais as ancas das negras em relação às das brancas, que mais se realçam é no imagético de origem caucasiana. Tampouco no imitar os cabelos lisos das brancas que mais se valorizam na suspeita atração a tudo que de si difere, como ocorre nas mulheres negras.
Mas o de mais belo nas mulheres é mesmo esse reinventar-se, essa possibilidade de se aproximar a todos os estilos, sejam éticos, culturais ou sociais; mantendo sempre a si quando não necrosada pelos preconceitos da moça estudante, coitada, tão jovem e até bonita, mas já caquética e mentalmente em decomposição.
De forma que embora reconheça diferenças de proporções tanto em ancas e cabelos, quanto em ilícitos de grupos políticos, percebo um soar de guizos quando escuto expressões como “quão ou mais desprezíveis”. Algo parecendo com “por pior que seja minha facção, a sua ainda é mais”. Nessa fricção de mantras facciosos podemos reconhecer os guizos que denunciam o ninho construído, ou amoldado.
Não pelo correspondente ou pelos eleitores de Serra, claro! Natural que eleitores busquem construir argumentos que justifiquem suas preferências por este ou aquele candidato, este ou aquele partido. Mas quando as forças partidárias ou as que compõem um modelo político começam a juntar elementos estranhos à questão política, tais como religião, aborto, documentos falsos, montagens, responsabilização dos contrários por atos de própria responsabilidade, evocações vazias à ética, emprego de moralismos, etc., aí cuidado!
E lembre-se: não há mais falsa coral do que aquela coral que se diz “do bem”. Pois está incluso no se dizer ser do bem, o dizer que o outro é do mal. E nessa classificação já se começa a destilar o veneno do faccioso. Daquele que nada tem a apresentar além do agitar dos guizos a camuflar as presas.
Constata-se ter sido exatamente ocorrido na campanha de José Serra, ao longo da qual o candidato em momento algum apresentou programa de governo. Promessas muitas, mas programa: nada! Governaria sabe Deus como!
Promessas até que são naturais a todos os candidatos, mas transcorrer dois turnos sem apresentar qualquer documento que oficialize e abalize uma plataforma, uma proposta de governo, resulta nisso que aí se vê e se verá sempre que um “Il Duce” ou um “Der Führer” pretender criar um protótipo para condicionar seus eleitores a preconceitos sobre cristãos e anticristãos, escolhidos e não escolhidos, os do bem e os do mal, entre outros maniqueísmos pouco artísticos para os de melhor gosto.
No entanto, este correspondente agregou um texto interessante de José Barbosa Junior, onde o autor elenca nomes de talentos nordestinos que, em diversas áreas, contribuíram decisivamente para o país como um todo e a São Paulo em particular. Acabou esquecendo de muitos exemplos extremamente significativos, principalmente nas ciências, mas seria impossível relacionar todos as contribuições de personalidades masculinas ou femininas do nordeste do Brasil, sem cometer tais deslizes. A se lamentar mesmo é que ao final de seu texto José Barbosa se permitiu, se deixou atrair pelo poder hipnótico das serpentes, desenvolvendo comparações entre as qualidades nordestinas e sofríveis expressões de outras regiões, reportando a um tal de sertanejo universitário (que nem imagino o que seja) do centro oeste, aos torpes refrãos dos bailes funks do Rio de Janeiro e a falta de criatividade e talento dos pagodes dos condomínios da periferia paulistana.
Cuidado! Muito cuidado! É preciso lembrar da natureza vampiresca da serpente. Na mitologia, o malefício sofrido pelas vítimas dos vampiros é o de se tornarem igualmente vampiros! Convém notar, como exemplo, a similaridade entre os atos e métodos empregados contra os palestinos pelos sionistas e os empregados contra os judeus nos tempos do nazismo.
Assim como tivemos e temos grandes brasileiros no nordeste, também os temos e tivemos em todas as demais regiões desse país. Não pense José Barbosa que não haja interesses comerciais que transformam a tão rica cultura nordestina em horríveis axés e outros subprodutos massificados aos jovens de lá. Os meios de comunicação voltados ao condicionamento de massas é um ninho de serpentes que se distribui por cada estado brasileiro e não especificamente nesta ou naquela região.
Já no que se refere à política, basta lembrar que Sérgio Guerra, Efraim Morais, Agripino Maia e outros que tanto sibilaram contra o tal mensalão de Roberto Jefferson que ainda comove o correspondente, estão todos sob investigação de corrupção. E são nordestinos. Isso, para não lembrar da desfaçatez de um dos maiores corruptos políticos da história do Brasil que sempre transferiu este título para os adversários, e era baiano.
Por falar em desfaçatez, também exemplar é o envio por outra correspondente de dois textos de um jornalista que ainda não vou revelar o nome, para não perder a graça. No primeiro texto o jornalista reproduz a imagem de um portal intitulado “Blog da Dilma” e, sob a reprodução da página, já inicia seu texto com este parágrafo: “Esse blog nunca foi admitido como parte da rede oficial pró-Dilma, mas existe desde que Lula deixou claro que ela seria a candidata. Tinha até uma janela destinada à arrecadação de recursos. Não contasse, no mínimo, com o assentimento da campanha, teria saído do ar.”
Eu soube que o comitê de Dilma andou entrando na justiça para recolher algumas peças de campanha, tanto da internet como por outros veículos, que utilizaram o nome da candidata indevidamente e nitidamente com o intuito de promover anti propaganda e incriminá-la à ideias que não lhe são próprias. Não sei se o citado, mas houve, sim, uma acusação de arrecadação não autorizada.
Só para citar um exemplo, em Campinas, interior de São Paulo, foram fotografados automóveis com adesivos onde se lia “DILMA45”. Até mesmo em uma produção do programa eleitoral pela TV, Serra se anunciou de viva voz como o candidato da continuidade! O primeiro opositor da história eleitoral que sequestra o continuísmo da situação! Só mesmo no Brasil!
Afora estes e muitos outros fatos, já desde quando se anunciou que seria candidata à sucessão de Lula, surgiram inúmeros registros de domínios da web com o nome de Dilma. Alguns até bastante sugestivos e que geraram reclamações dos que lamentaram terem de exercitar a criatividade para desenvolver algum título de domínio que já não houvesse sido registrado. Se pesquisou e detectou de onde partira a iniciativa dos registros que nitidamente visavam estorvar o empenho da militância pró Dilma. Adivinhem de onde, de que ninho?
Não vou aqui perder tempo tentando detectar se este é comportamento característico dos ofídicos, até porque mais exemplar é a cabal decisão do dito jornalista (aguardem que vão morrer de rir!) ao reconhecer que “nunca foi admitido como parte da rede oficial pró-Dilma, mas é”.
Por que é? Se crio um blog com o nome: “Filhos de Dilma”, que poder Dilma terá para retirar meu blog do ar? Por usar a foto de sua figura que é pública?
Como são dissimuladas as serpentes, não? Não é a toa que entraram para a história do pecado original.
Os eleitores de Serra que me desculpem, mas isso de pecado original é coisa de que gosto muito, no entanto no momento o assunto não vem ao caso, pois o mais interessante é o que revelo agora. Preparem-se! E avaliem o título encabeçando a página do blog da Dilma que Dilma não reconhece como dela, mas o jornalista decidiu que é: “ZÉ PEDÁGIO PENSA QUE NORDESTINOS SÃO BESTAS COMO PAULISTAS”.
Não perceberam??!!! Passaram em cima do ninho da cobra e não o perceberam!!!? Gente! Vamos ter mais atenção e pensar um pouco: qual o maior colégio eleitoral do Brasil? Por que um portal de um candidato haverá de chamar de besta o maior colégio eleitoral do país, às vésperas de uma eleição?
Dhãhãhãhãhãhãããããã....
Se continuarem tão desatentos e incapazes de perceber os movimentos das cobras, não haverá soro antiofídico que dê pro gasto! Terão de andar com um Butantã às costas!
Curiosos para saber qual foi a sagaz serpente que deu esse bote na distraída correspondente? Vou dar uma dica para ver se matam a charada: lembram das capas de um dos maiores serpentários do país: a Revista Veja, identificando - inclusive pela foto de uma pessoa negra - o perfil tipicamente nordestino de quem elegeria o presidente em próximo sufrágio universal? Pois leiam essa frase recolhida entre outras sibilos da língua bigúmea: “Não há nada mais atrasado, estúpido, ridículo mesmo, do que esse confronto entre regiões ou estados.”
Apesar dos inúmeros processos por difamação movidos contra a Revista Veja e seus colaboradores (alguns com condenação já expedida) a correspondente insistiu em me enviar outro texto do mesmo jornalista, onde chega a afirmar em seu estilo tão típico e característico: “E, como todos sabem, defendo as leis.” Mas o mais divertido (vocês vão cair na gargalhada quando revelar de quem se trata) é o histérico esforço, parágrafo a parágrafo, para provar que a tal estudante racista não é sua criatura nem responsabilidade. O homem chega a espumar para provar que não é racista. Pode se admitir hidrófobo, mas, racista jamais!
Ainda assim não se o pode acusar de negligência ou abandono de incapaz, pois para defender a cria, num determinado momento chega até a comparar “afogar nordestino em favor de São Paulo”, com “os loiros de olhos azuis” que construíram a crise mundial.
Bem... Vai aí alguma lógica, pois se por um lado não foram negros de cabelo pixaim os responsáveis pela crise financeira internacional, sem dúvida São Paulo foi mesmo construída pelos nordestinos. Mas afora essa mixórdia, essa quimérica mistureba sem pé nem cabeça como as cobras cegas, não há coisa alguma haver com outra. Nem Lula incitou alguém ao crime por afirmar o óbvio, nem mesmo os loiros de azuis se incomodaram pelo evidente. Até porque não houve na afirmação nenhuma conotação mais pejorativa do que as imagens que se refletem nos espelhos dos plutocratas mundiais. Certo?
Errado. Errado porque ainda não revelei quem é o autor da matéria, depois que o fizer vão compreender direitinho. Mas antes tenho de fazer uma ressalva onde ele tem razão, numa reprodução que faz de uma resposta da ex Ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, em entrevista à BBC Brasil. Sei que é difícil reconhecer onde começa e onde termina uma serpente enroscada em si mesma e todos também sabemos quanto são ávidas e experientes em recortar e remontar declarações, compondo insídias com as quais envolvem os incautos desde Adão e Eva. Mas caso desta vez não o tenha feito e a ex Ministra de fato tenha exposto as razões do racismo do negro contra o branco como ali se transcreve, cometeu grave deslize em dizer que o encara como natural.
Embora o seja, não há dúvida, pois qualquer ser espancado alimentará ódio ao seu espancador. A única vez que minha cadela mordeu alguém, foi um senhor de boné. Aquilo me indignou e espantou, até me lembrar de que diariamente minha amiga era molestada por um garoto sempre de boné. Depois o fiz concordar de que ele deveria ser mais inteligente do que a cachorra, mas quando entrou o senhor a bichinha só reconheceu o boné, e como os negros marginalizados pelos brancos, expeliu seu ódio natural. Mas mesmo sendo natural enquanto reação animal ou humana, os capacitados de discernimento e raciocínio não podem considerar como natural que os nordestinos venham a ter preconceitos dos paulistas. Não podemos nem devemos nos permitir a isso. Mas não pelas superficiais razões apresentadas pelo tal jornalista que, ao longo de sua lamentável carreira, tem primado pelo contrário do que afirma; e sim porque o preconceito do negro contra o branco ou do nordestino contra o sulista, todos são resultados da inoculação do mesmo veneno.
É preciso deixar claro que o negro não seria racista, se não houvesse sofrido racismo. O nordestino não seria racista, se não o condenassem ao afogamento em nome da cidade que ele construiu em todas suas extensões verticais e horizontais. Mas também é preciso repetir à exaustão o ensinamento de Agostinho Neto, embora tão óbvio: “Não importa a cor e a origem do opressor. Todo opressor é o mesmo opressor, seja branco ou negro”. Seja paulista, nordestino, gaúcho ou mato grossense, a serpente é a serpente
Faz até lembrar a anedota do garoto negro que querendo entender porque os brancos são racistas, se encheu de alvaiade. A mãe chegou e deu bronca: “- Mas que porcaria menino! Pra quê isso?” “- É que eu quis ficar branco pra...” A mãe não deixou nem explicar: “- O quê? Tá negando a raça seu moleque?” – e tome um cocorote. Nisso chegou o pai, a mãe indignada explicou o acontecido, e o pai, revoltado com o filho: tome mais cascudo. Choramingando o menino saiu pra rua onde encontrou um coleguinha que perguntou: “- E aí? Descobriu por que branco é racista?” “- Acho que sim. Fiquei branco só por dez minutos e já tô com raiva de dois pretos.”
Mas a piada maior mesmo, para quem ainda se lembra quem seja, é o nome do autor dos dois últimos textos comentados: Reinaldo Azevedo.
Podem rir a vontade, mas quem não sabe distinguir uma muçurana de uma urutu cruzeiro que não se meta a criar cobra achando que vão se comer entre si. Esse negócio de querer ver cobra comendo cobra é perigoso! Não alimentem! Melhor mesmo é acabar com o ninho.

Polícia apreende material nazista no centro de Porto Alegre

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul apreendeu, em uma residência localizada na rua Riachuelo, centro de Porto Alegre, diversos materiais que fazem apologia ao nazismo e seu líder, Adolf Hitler, pertencentes a uma célula neonazista. Foram encontrados cerca de 100 CDs, além de livros, roupas com suásticas, símbolos nazistas e materiais para briga, como estiletes e correntes. Ninguém foi preso. Apenas em 2009, cinco células neonazistas foram desmontadas no RS.

O delegado Paulo César Jardim, que comanda o combate ao neonazismo no Estado, afirmou que o grupo age em todo o Rio Grandeo do Sul, é composto por jovens de 15 a 30 anos, de diversas classes sociais, incluindo universitários, e que a polícia trabalha há pelo menos oito anos monitorando suas atividades. Ao longo deste período, mais de 40 pessoas foram indiciadas.

"Investigamos e prendemos essas pessoas há oito anos. Acredito que isso acontece no Sul em função da nossa origem colonial, que tem muita influência alemã, italiana e polonesa. Esses criminosos neonazistas realmente acreditam na ideologia de Hitler, são doentes", afirmou o delegado.

Também foram apreendidos vídeos em que aparecem cenas de arrastões, violência contra negros, homossexuais, judeus e manifestações contra o senador Paulo Paim (PT), defensor das cotas raciais nas universidades. A polícia não divulgou quantos suspeitos estão sendo investigados, mas em breve devem ser expedidos mandados de prisão contra os integrantes deste grupo neonazista, identificado como White Power Sul Skins.

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Redação Terra

Pronunciamento à Nação do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva

05 Novembro 2010

Petistas repudiam manifestações de preconceito contra nordestinos


Parlamentares da bancada do PT na Câmara repudiaram, em pronunciamento no plenário, o que chamaram de manifestações de preconceito e discriminação de alguns segmentos do país com relação ao nordeste e ao povo nordestino.

O deputado Domingos Dutra (PT-MA) criticou "as ações preconceituosas de alguns eleitores do sul do país, que tentaram atribuir a vitória de Dilma Rousseff ao atraso do Nordeste".

De acordo com Dutra, a ex-ministra Dilma foi eleita Presidente do Brasil com maioria de votos no nordeste, "porque o Presidente Lula, pela primeira vez na história do país, olhou para o Nordeste de forma diferenciada, fez investimentos em obras estruturantes, como a transposição do Rio São Francisco e a instalação de refinarias na região, além de investimentos sociais", disse.

"O Nordeste deu maioria de votos à presidente Dilma porque, com raríssimas exceções, as oligarquias perversas que dominavam a região foram de lá varridas. Hoje temos governos progressistas na Bahia, no Ceará, em Pernambuco, na Paraíba e no Piauí", afirmou o deputado Domingos Dutra.

O deputado Luiz Couto (PT-PB) afirmou que o voto do nordestino vale tanto quanto o de qualquer brasileiro e não pode ser desqualificado. O parlamentar petista avaliou como muito grave a discriminação. "É muito grave esse preconceito, essa xenofobia em relação ao nordestino. E o investimento que o Governo Federal fez no Nordeste é a prova cabal de que eles estão no caminho certo. A OAB de Pernambuco já entrou com representação contra aqueles que usaram a Internet para desqualificar o nordestino", ressaltou o parlamentar petista.

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Jobim defende soberania da América do Sul e critica Otan e EUA

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, criticou veementemente as estratégias militares globais dos EUA e da Otan — aliança militar ocidental. Ele afirmou que nem o Brasil nem a América do Sul podem aceitar que "se arvorem" o direito de intervir em "qualquer teatro de operação" sob "os mais variados pretextos".


Jobim disse que o Brasil não aceita discutir assuntos relativos à soberania do Atlântico enquanto os norte-americanos não aderirem à convenção da ONU sobre o direito do mar, que estabelece regras para exploração de recursos em águas nacionais.

Ele lembrou que os EUA não firmaram a Convenção sobre o Direito do Mar da ONU e, portanto, "não reconhecem o status jurídico de países como o Brasil, que tem 350 milhas de sua plataforma continental sob sua soberania". "Como poderemos conversar sobre o Atlântico Sul com um país que não reconhece os títulos referidos pela ONU? O Atlântico que se fala lá é o que vai à costa brasileira ou é o que vai até 350 milhas da costa brasileira?"

Também referiu-se a uma "alta autoridade" americana que defendeu "soberanias compartilhadas" no Atlântico. "Não pensamos em nenhum momento em termos de soberanias compartilhadas. Que soberania os Estados Unidos querem compartilhar? Apenas as nossas ou as deles também?", questionou.

O ministro da Defesa falou na abertura da 7ª Conferência do Forte de Copacabana, promovida pela Fundação Konrad Adenauer, ligada à Democracia Cristã alemã, para criar um "diálogo" entre América do Sul e Europa em segurança.

América do Sul
Ele se disse contrário ainda as alianças militares entre a América do Sul e os Estados Unidos. "Nossa visão é a de que podemos ter relações com os EUA, mas a defesa da América do Sul só quem faz é a América do Sul". O ministro defendeu que o Brasil não deve se aliar a forças militares que não aceitem o comando de outros exércitos. "Os EUA não participam das forças humanitárias da ONU porque não admitem ser comandados por outros exércitos. Não podemos aceitar esse tipo de assimetria", declarou.

Papel dominante

Em resposta ao alemão Klaus Naumann, ex-diretor do Comitê Militar da Otan, que disse que a Europa é o "parceiro preferencial" de que os EUA necessitam para manter seu papel dominante no mundo, o ministro disse: "Não seremos parceiros dos EUA para que eles mantenham seu papel no mundo".

Segundo Jobim, a Europa "não se libertará" de sua dependência dos EUA e por isso tende a sofrer baixa em seu perfil geopolítico. O da América do Sul tenderia a crescer, pelo crescimento econômico e os recursos naturais, água inclusive, de que dispõe em abundância, enquanto escasseiam no mundo.

Energia Nuclear
Na avaliação de Jobim, as relações entre os países signatários do Tratado Sobre a Não-Proliferação de Armas Nucleares também é assimétrica e penaliza aqueles que buscam gerar energia nuclear para fins pacíficos. Para ele, não há problemas no interesse da Venezuela em dominar essa tecnologia. "A Venezuela sentiu o problema da sua base de energia elétrica ser hidrelétrica e teve inclusive que fazer racionamento", disse. "A Venezuela fez tal qual o Brasil. E nós aplaudimos", complementou sobre o país vizinho, considerado um problema no continente pelos EUA.

Cuba
As críticas de Jobim aos norte-americanos ainda abordaram a relação do país com Cuba. "Qual foi o resultado do bloqueio a Cuba? Produziram um país orgulhoso, pobre e com ódio dos EUA", disse.

Para o ministro, os riscos à segurança da América do Sul e os conflitos do futuro estarão relacionados à água, minerais e alimentos. "Isso a América do Sul tem. Temos aqui o aquífero Guarani, a Amazônia, somos os maiores produtores de grãos e de proteína animal do mundo", enumerou. "Temos que nos preparar para isso", advertiu sobre possíveis ameaças futuras.

As declarações do ministro Jobim ~ratificam no terreno da defesa, os traços determinantes da política externa brasileira. O Brasil optou pelo caminho do exercício da sua soberania, da integração regional e do anti-hegemonismo estadunidense. Opronunciamento reveste-se de grande atualidade, porquanto a Otan, pacto militar agressivo sob a hegemonia norte-americana se reunirá ainda este mês em Lisboa, para definir o novo conceito estratégico. Entre outros pontos, na pauta da cúpula da Otan estão a expansão do raio de ação, com foco para todas as regiões do mundo, incluindo o Atlântico Sul.

Da redação, com agências
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=140760&id_secao=1

O Brasil e a questão ambiental

Delúbio Soares (*)
Num dos debates da campanha presidencial, Dilma Rousseff, então candidata petista, foi extremamente feliz ao dizer que existem duas grandes preocupações nos dias de hoje: o meio-ambiente e a paz mundial. E a questão ambiental, não por acaso, tomou lugar de importância no cenário político e na discussão dos grandes temas nacionais.

O balanço do governo Lula na área ambiental é sabidamente positivo: houve uma queda contínua e consistente do desmatamento na Amazônia, a maior queda nos últimos 20 anos, e foram criadas novas e grandes áreas de Unidades de Conservação, fazendo com que o Brasil se tornasse referência mundial na conservação e proteção ambiental.

Nenhum outro governante antes de Lula teve tanta sensibilidade para com a questão ambiental, tratando-a com respeito, competência e sincera devoção. O próprio presidente, homem antenado nas questões fundamentais do país e da humanidade, chamou a si a condução das políticas da área e comandou a luta por importantes conquistas para o Brasil e os brasileiros.

Durante o Governo Lula houve o fortalecimento e investimentos nos órgãos ambientais, dotando-os das condições necessárias para o desempenho de suas missões, o que possibilitou uma maior fiscalização bem como proteção das Unidades de Conservação e o permanente combate ao desmatamento.

Depois de importantes avanços na área ambiental, coroados pela participação singular do Brasil na Conferência de Copenhague, onde nossa delegação - chefiada pela então ministra Dilma Rousseff – apresentou as melhores e mais inovadoras propostas para a preservação do meio-ambiente e a luta contra o aquecimento global, existem pontos fundamentais a serem debatidos e políticas a serem implementadas na área.

Creio, por exemplo, ser fundamental ampliar os recursos materiais e aumentar as dotações orçamentárias a fim de propiciar as condições necessárias para a fiscalização de nossos parques e áreas prioritárias à conservação; investir em pesquisa de ponta para dominarmos o pleno conhecimento da nossa riquíssima biodiversidade e assim poder preservá-la da maneira mais correta e sustentável. Nossos biomas são de importância extraordinária, autênticas riquezas da humanidade.

Há uma jóia em nosso país, herança de iniciativa visionária de Dom João VI, que é o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Como estudioso do assunto e entusiasta da área, considero-o um dos melhores do gênero em todo o mundo e precisamos dotá-lo de mais recursos para que o mesmo possa realizar pesquisas, continuar suas atividades de preservação de diversas espécies de nossa flora nativa e persistir em sua missão na Cidade Maravilhosa.

É absolutamente necessária a manutenção doatual Código Florestal. A proposta de redução das APP’s (matas ciliares e morros) não tem o nosso apoio e será responsável por diminuir em grande parte os corredores de biodiversidade formada por estas áreas que dão abrigo e alimento à fauna e servem como banco genético para a flora. Não podemos permitir que esse crime contra o meio-ambiente, mas, principalmente, contra o futuro do planeta, seja perpetrado.

Defendemos, também a criação de lei de proteção ao meio-ambiente através de incentivos financeiros aos produtores rurais e ampliação de investimentos de pesquisa na EMBRAPA e outros órgãos de fomento para o aumento da produção rural, com novas tecnologias, melhoramento genético de sementes e criação de variedades mais adaptáveis às condições climáticas de cada região do Brasil. Desta forma aumentaremos a produtividade nas propriedades rurais sem que seja preciso desmatar áreas de proteção da fauna e flora, alavancando assim a produtividade e garantindo maior retorno financeiro aos produtores rurais. É possível, pode ser feito e a preservação ecológica não importa de forma alguma em qualquer tipo de sanção ou cerceamento à nossa pujante agroindústria.

Incentivar a agricultura familiar através da conversão da agricultura tradicional para a orgânica é uma maneira segura de aumentar a renda dos agricultores e diminuir a poluição dos rios, a contaminação do solo e a degradação ambiental. Além de diminuir o consumo de agrotóxicos pela população e gerar imensa economia na área da saúde, com a diminuição de doenças causadas pelo excessivo consumo destes através dos alimentos.

A instituição do “IPI Verde” para as empresas ecologicamente responsáveis será uma grande inovação na vida nacional. As empresas que investirem em novas tecnologias “limpas” e na preservação ambiental, terão redução progressiva das alíquotas do imposto, possibilitando assim que os empresários tenham melhores condições de competição ao assumirem, também, a agenda ambiental em seu sistema de produção. Os ganhos para o país serão evidentes: diminuição dos gastos da saúde pública em decorrência dos menores índices de poluição e conseqüente diminuição de doenças respiratórias, além de uma indústria responsável e competitiva.

O tema é palpitante e nosso interesse por ele é imenso. Os avanços do governo Lula serão certamente consolidados pela administração da presidenta Dilma e sua equipe. Ela já demonstrou sua sensibilidade para a questão do meio-ambiente e sua decisão de fazer mais e melhor.

O que está em jogo é, apenas e tão somente, o futuro do Brasil, do planeta terra, das gerações futuras.

(*) Delúbio Soares é professor
www.twitter.com/delubiosoares

companheirodelubio@gmail.com

Dossiê: Aécio poderá ser denunciado por quebra de decoro






Afinal, um senador deve responder a processo no Conselho de Ética por fatos ocorridos antes de assumir o mandato?
Novojornal

É grande o clima de insatisfação no Senado Federal com o envolvimento do senador eleito Aécio Neves na confecção de um dossiê a respeito de integrantes da direção de seu partido PSDB, além de seu candidato à presidência da República José Serra.

O contra ataque do grupo de Serra poderá render ao senador mineiro um enorme desgaste. Evidente que se tal fato ocorrer, retira de Aécio a condição de presidir o Congresso.

O consultor-geral do Senado, Bruno Dantas Nascimento, explica que o regimento interno do Senado não define objetivamente o que é decoro parlamentar. E, para ele, não deve haver um conceito fixo.

“O que era decoro parlamentar hoje pode não ser amanhã. É um conceito que evolui de acordo com a cobrança da sociedade, de acordo com o sentimento dos membros (do Parlamento)”, diz.
E cita um exemplo. “Já houve um momento em que um deputado foi cassado porque foi de sunga para a praia. Naquela época (década de 60) ir para a praia de sunga não era algo compatível com o decoro parlamentar. Os homens iam de short até o joelho”, conta.

A opinião pessoal de Nascimento é a de que casos anteriores ao mandato não devem ser analisados pelo Conselho de Ética.”
Matéria Completa, ::Aqui::

04 Novembro 2010

O significado da vitória de Dilma

A vitória de Dilma Rousseff no segundo turno das eleições presidenciais possui uma dimensão histórica, transcendental. Ela revela os avanços da democracia brasileira e abre uma nova fase na luta por mudanças no país.

Por Altamiro Borges, em seu blog
Após eleger Lula – retirante nordestino, metalúrgico, acidentado, líder grevista e preso pela ditadura militar –, num fato inédito na história, o povo brasileiro repete a façanha e escolhe a primeira mulher presidenta da República. A cultura machista, preconceituosa e tacanha, sofreu a maior derrota da sua longa existência.

Dilma teve 55.752.493 de votos, o que equivale a 56,05% dos votos válidos – contra 43.711.299 de votos dados ao demotucano José Serra (43,95%). A vitória comprova o prestígio do governo Lula, que goza atualmente de 83% de popularidade. Noutro fato inédito, é a primeira vez na história republicana que um presidente consegue fazer o seu sucessor. Mas a eleição de Dilma não revela apenas a capacidade de transferência de votos do atual governante. Ela indica a elevação do nível de consciência dos brasileiros.

O povo reconheceu na ex-ministra uma pessoa que teve o papel de liderança no atual governo, encabeçando seu ministério de maior peso e seus principais projetos – o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Minha Casa, Minha Vida e a descoberta do pré-sal. Com a sua vitória, novos horizontes se abrem para a luta dos trabalhadores por seus direitos imediatos e futuros. A derrota de José Serra, candidato das elites e do atraso, expressão do receituário neoliberal regressivo e destrutivo, representa uma vitória dos brasileiros e mais um passo no prolongado processo de acumulação de forças na luta pela superação da miséria e da exploração capitalista.

Mudança da correlação de forças

Além da eleição presidencial, os brasileiros também escolheram os novos governadores das 27 unidades da federação (26 estados e Distrito Federal), 54 senadores (que se unirão aos 27 eleitos em 2.006), 513 deputados federais e 1.059 deputados estaduais. Neste democrático processo de renovação, ocorreu uma guinada relativa na correlação de forças políticas no Brasil. As forças de direita, ligadas às elites da cidade e do campo, sofreram uma queda na sua representação. Já os candidatos vinculados às lutas sociais ganharam maior espaço no cenário político.

No caso do Senado, a mudança foi mais sensível. Inimigos jurados do sindicalismo e dos direitos trabalhistas foram surrados nas urnas – como Arthur Virgilio (AM), o valentão que ameaçou dar “uma surra no Lula”, o jagunço Tasso Jereissati (CE) e Marco Maciel (PE), eterno senador e duas vezes vice de FHC, entre outros notórios direitistas. Já na Câmara Federal, o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) constatou a redução da bancada dos ruralistas e o ligeiro aumento do número de deputados oriundos do movimento sindical.

Na disputa aos governos estaduais, os tucanos ampliaram sua força, elegendo oito governadores, mas os setores de esquerda também elevaram a sua presença, em especial o PT e o PSB – que elegeram, respectivamente, cinco e seis governadores. Em síntese, a eleição de outubro alterou, mesmo que timidamente, o tabuleiro político, tornando-o mais favorável à luta por mudanças no país. As elites empresariais, porém, ainda preservam ampla maioria no Congresso Nacional.

Radicalização da forças de direita

As eleições também serviram para evidenciar uma nova ofensiva da direita, mais radicalizada e perigosa. Sem ter como defender o legado neoliberal de FHC, que jogou milhões de brasileiros no desemprego e na miséria e quase destruiu a nação, as forças direitistas apelaram para o discurso conservador mais tacanho e raivoso. Na total ausência de propostas concretas, os demotucanos usaram antigos e arraigados preconceitos, religiosos e morais, para promover uma das campanhas eleitorais mais sujas da história do país.

Uma onda de boatos difamatórios, que circulou pela internet e nas igrejas e templos, contaminou o processo político, estimulando o ódio e a divisão da sociedade. Grupos fascistas, como a Tradição, Família e Propriedade (TFP) e a seita Opus Dei, foram ressuscitados para defender José Serra e para promover ataques caluniosos. Setores religiosos conservadores financiaram publicações e usaram os espaços da fé popular na campanha, num nítido caso de crime eleitoral.

Este tipo de campanha, que apela aos piores preconceitos, não é novidade do Brasil. É importado das nações que vivem um processo de fascistização política, como na Europa, com a perseguição racista aos imigrantes, e nos EUA, com o surgimento do Tea Party, grupo de extrema-direita do Partido Republicano. Ele também traz à lembrança o período da preparação do golpe militar de 1964 no Brasil, com suas “marchas com Deus”, financiadas por empresários e insufladas pelos EUA. Este tipo de campanha fascistóide indica uma tendência de radicalização da luta de classes no país.

Papel nefasto da mídia

Por último, nesta avaliação preliminar, vale destacar o papel cada vez mais influente da mídia no processo eleitoral. Vários especialistas apontam que os jornais, as revistas e as emissoras de TV e rádio se comportaram como partido político, transformando-se em comitês eleitorais de José Serra. O jornal Estadão foi o único que assumiu explicitamente, em editorial, seu apoio ao candidato demotucano. Já o jornal Folha, a revista Veja e a TV Globo, entre outros veículos, usaram velhos padrões de manipulação para ludibriar a sociedade.

Críticas ao governo Lula, mesmo que justas, viraram manchetes e foram bombardeadas durante toda a campanha – como nos casos da quebra do sigilo fiscal e das irregularidades na Casa Civil. Já o candidato Serra foi totalmente blindado, com a mídia ocultando suas falhas na administração de São Paulo ou seus podres de campanha, como o caixa-dois organizado por Paulo Preto, ex-diretor do Dersa.

Contra Dilma Rousseff, a imprensa inventou uma falsa ficha policial, acusou-a de ser favorável ao aborto, culpou-a até pelo apagão elétrico herdado do presidente FHC. Contra Serra, tudo foi abafado ou omitido. A TV Globo, maior império midiático do país, nada falou sobre o aborto de sua mulher, Monica Serra, relatado por ex-alunas, e tentou esconder as suspeitas de maracutaias nas obras viárias em São Paulo.

A manipulação da mídia nestas eleições foi vergonhosa, criminosa, e coloca na ordem do dia o debate sobre o novo marco regulatório das comunicações no país – a exemplo do que já foi feito até nos EUA e Europa e que hoje é discutido na Argentina, Venezuela e em outros países da América Latina. Não dá mais para tolerar a ditadura midiática! É urgente democratizar os meios de comunicação no país, pondo fim aos monopólios e estimulando a pluralidade informativa.

*A esquerda que a direita gosta*

*Durante muitos anos, Plínio foi da direita do PT. Depois, foi para a esquerda do Partido. Depois, para a ultra-esquerda. Depois, saiu do PT e foi para o PSOL, onde integra o setor fundamentalista desta organização. Há quem veja nesta trajetória um exemplo de persistência e coerência. Nada disso: sua entrevista, que reproduzimos abaixo, é a prova de que seu esquerdismo é antes de mais nada perigoso. Como muita gente formada no ambiente da esquerda católica, Plínio tende ao martirológio: prefere um governo repressor!!! Claro que esta postura machista (não confundir com marxista) desconsidera completamente o povo, seus interesses, seu bem -estar. Esquerdistas assim, que não têm nada de infantis, são a alegria da direita.
Valter Pomar

Plínio afirma que preferiria governo Serra ao de Dilma

Para a esquerda, segundo ele, “repressão” é melhor do que “cooptação”
Por: Redação da Rede Brasil Atual

Publicado em 03/11/2010, 17:00

São Paulo – O quarto colocado na disputa presidencial, Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) declarou preferir um governo de repressão a um de cooptação.
Os termos foram usados por ele para definir, respectivamente, o que seria um governo comandado por José Serra (PSDB), candidato derrotado no segundo turno, e o que foi o governo Lula. As declarações constam de entrevista concedida à edição digital do *Jornal do Brasil*.

Plínio deixa claro que considera que um eventual novo governo encabeçado pelo PSDB “seria ruim também”. Ele avalia que a gestão de Dilma Rousseff, eleita no dia 31, é “um horror”, e que ocorrerá uma nova forma de mensalão.

“No (*eventual governo*) Serra, temos a repressão, em Lula a cooptação”, qualificou. “Acho mais favorável (*para a esquerda*) a repressão, que aliás já enfrentei. Mas é melhor porque a repressão unifica, as pessoas se unem, vão para as ruas”, especulou.

O candidato Plínio avalia que seu partido sai fortalecido do pleito, por ter aumentado as bancadas federal e estaduais, conquistando a “hegemonia da esquerda”. “O PSOL saiu unido, um partido de opinião pública. Ninguém duvida que o partido que faz oposição real é o PSOL, lugar que o PT já ocupou e que deixou vago”, analisou.

O melhor momento da campanha eleitoral, na avaliação do promotor de Justiça aposentado, foram os debates. “Furei uma barreira de omissão, porque a estratégia da direita não se dirigia contra mim, mas contra o que eu falava, porque a burguesia, apesar da hegemonia em que se encontra, tem medo do povo. É um traço sociológico conhecido”, criticou.

Ainda na entrevista, Plínio defende uma reforma tributária com taxação sobre grandes fortunas para garantir recursos suficientes para arcar com um salário mínimo de R$ 2 mil. O valor foi defendido na campanha eleitoral a partir do valor calculado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) como necessário para assegurar o preceito constitucional que estabelece o piso salarial nacional.
Plínio defendeu ainda o não pagamento da dívida pública. “Só aí, seria R$ 280 bilhões para isso (bancar o aumento do salário mínimo)”. Ele promete nem passar perto do Palácio do Planalto, quando questionado se aceitaria algum cargo no governo Dilma. E ainda afirmou que o PSOL representa uma opção contra o regime capitalista, cuja “lógica interna é perversa, excludente por natureza e perpetuadora da desigualdade”.

CADÊ O PAPA?: Tv peruana mostra padre fazendo sexo com a faxineira da igreja




Da AFP
Em Lima (Peru) Um padre católico foi surpreendido e gravado em pleno ato sexual com a faxineira de sua paróquia no norte do Peru, segundo imagens divulgadas por um canal de Lima e feitas pelo marido que suspeitava da infidelidade da esposa.

O padre JoséAntonio Boitrón Solano foi flagrado em sua cama na igreja Medalha Milagrosa, na cidade deTrujillo, com Tedolinda Amaya Altamirano, que está grávida de quatro meses por causa de sua relação com o religioso.

"Armaram uma armadilha para mim", queixou-se o padre ao marido enganado que, com a câmera na mão, gravou às escondidas o ato sexual antes de invadir o quarto.

"Reconheço meu erro, acalme-se", fala o padre na gravação, ao que o marido responde: "Como vou ficar calmo se minha mulher está com você, e ainda mais um padre!".

"O padre me atacou sexualmente, eu era forçada a satisfazer seus desejos", defendeu-se a faxineira numa entrevista posterior.

A mulher, que foi despedida da paróquia, entrou com um processo pedindo pagamento pelo tempo de serviço e que seu filho com o padre seja reconhecido.

O padre, por sua vez, continua trabalhando normalmente, conduzindo missas e dando comunhão aos fieis.

O papa Bento VXI vai se pronunciar, afastar o padre, excomungar o dito religioso? Ou ele só persegue políticos de esquerda a mando de bispos inescrupulosos a serviço dos poderosos ?

CHARGE DO BESSINHA


Sugestões para a jovem estudante de direito

Mayara Petruso foi demitida do escritório de advocacia em que estagiava, a estudante de direito pleiteava um emprego para ajudar a pagar a fuculdade.

Além disso a Ordem dos Advogados do Brasil de Pernambuco (OAB-PE) decidiu entrar com notícia-crime contra a estudante paulista Mayara Petruso no Ministério Público Federal, pedindo abertura de ação penal pelos crimes de racismo e por incitação à prática de homicídio.

Sugestões para a jovem fascista:

1. Se não conseguir outro estágio ou emprego para pagar os últimos anos do curso de Direito, vê se consegue uma bolsa do ProUni, para isso tem que ter nota alta no ENEM, e ter estudado em escola pública. Ou ainda um FIES, que agora os estudantes de baixa renda que conseguem um financiamento não precisam de fiador.

2. Caso não consiga nada das hipoteses anteriores, tente se inscrever no Bolsa Família e se atender os requisitos e provar que a família tem renda que se enquadre torça para ser aceita.

3. Se não precisar de nada disso e a família tiver condições financeiras até ser julgada vá passear no nordeste e conheça as praias mais bonitas do país, e conheça uma culinária atraente e também saiba com é o nordestino, um povo alegre e educado como a maioria dos brasileiros, aproveite e aprenda um pouco da cultura popular brasileira, afinal você é jovem e tem muito que aprender ainda na vida.

* Celso Jardim

GOVERNO LULA: Faturamento da indústria brasileira é o maior da história, aponta CNI

MÁRIO SERGIO LIMA
DE BRASÍLIA

Nunca a indústria brasileira teve um faturamento real tão elevado na história. Segundo a série histórica apresentada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), o indicador atingiu 120,3 pontos em setembro, com ajuste sazonal, superando o índice de março deste ano, de 119,6 pontos, recorde histórico até então.

Os números demonstram a vitalidade do crescimento da indústria brasileira em 2010, que já superou os efeitos da crise e não mais encontra-se em recuperação, mas em crescimento. Em relação ao índice pré-crise, o avanço é de 5,9%.

No terceiro trimestre, o faturamento cresceu 3,9% ante o trimestre anterior e, mesmo em caso de não apresentar mais ganhos nos meses seguintes, a indústria já garantiu uma alta de 9,3% em 2010 na comparação com o ano anterior.

Outro indicador que vem apresentando crescimento contínuo no ano é o emprego na indústria, que já supera em 2% o índice pré-crise. Também levando-se em conta a série histórica com ajuste sazonal, no qual o índice atingiu 111,5 pontos, o resultado é recorde.

SETEMBRO

Na comparação de setembro com agosto, o faturamento --já deflacionado-- cresceu 1,9%, descontando a influência dos fatores sazonais. Sem os ajustes, o crescimento foi de 2,9%.

Já no confronto com setembro do ano passado, o crescimento do faturamento real foi de 10%. No acumulado do ano até setembro, ante mesmo período de 2009, a alta no indicador foi de 11,3%, sinal de fôlego da atividade industrial, mas também da base fraca de comparação no ano passado.

A Utilização da Capacidade Instalada teve leve recuo ante agosto. Em setembro, a UCI foi de 81,9%, ante 82,2% no mês anterior. Em setembro de 2009, o resultado havia sido de 80,5%. Sem o ajuste sazonal, a UCI de setembro foi de 83,1%, ante 83,4% em agosto e 81,7% no mesmo mês do ano passado.

As horas trabalhadas recuaram 0,4% ante agosto, com ajuste sazonal, mas cresceram 7,4% na comparação com setembro do ano passado. No acumulado do ano, a alta é de 8%. Já no quesito emprego, houve avanço de 0,5% ante agosto e ganho de 7,1% na comparação com setembro de 2009. No ano, o emprego acumula ganhos de 5,3%.

A masa salarial real apresentou avanço de 1,1% na comparação com agosto, e ganhos de 6,8% ante setembro do ano passado. No ano, acumula alta de 6,1%. Já o rendimento médio real cresceu 0,5% em relação a agosto mas caiu 0,3% se comparado a setembro do ano passado. Nos primeiros nove meses de 2010, o rendimento médio real acumula alta de 0,7%.

"Forbes" coloca Dilma entre os mais poderosos do mundo

A revista norte-americana "Forbes" incluiu a presidente eleita do Brasil, a petista Dilma Rousseff, na lista das pessoas mais poderosas do mundo. Ela aparece na 16ª posição. No topo da lista, divulgada ontem (3), está o presidente da China, Hu Jintao.

A revista traz um pequeno perfil de Dilma, informações sobre sua carreira na política e cita números da eleição de 31 de outubro, quando ela foi escolhida pelos brasileiros como a primeira mulher a ocupar a presidência do país.

Na lista da Forbes, Dilma aparece na frente de nomes como Steve Jobs (17º), da Apple, Nicolas Sarkozy (19º), presidente da França, e Hillary Clinton (20º), secretária de Estado norte-americana.

No mês passado, Dilma Rousseff integrou também a lista das mulheres mais poderosas do mundo da mesma revista. Nessa lista, ela apareceu na 95ª posição.

Dilma Rousseff, presidente eleita do Brasil, é 16ª pessoa mais poderosa do mundo, na lista da Forbes

Dilma Rousseff, presidente eleita do Brasil, é 16ª pessoa mais poderosa do mundo, na lista da "Forbes"

Na época, a revista descreveu Dilma como a favorita para vencer o segundo turno das eleições presidenciais.

Veja abaixo os primeiros 20 nomes da lista:

1º Hu Jintao

2º Barack Obama

3º Abdullah bin Abdul Aziz al Saud

4º Vladimir Putin

5º Papa Bento 16

6º Angela Merkel

7º David Cameron

8º Ben Bernanke

9º Sonia Gandhi

10º Bill Gates

11º Zhou Xiaochuan

12º Dmitry Medvedev

13º Rupert Murdoch

14º Silvio Berlusconi

15º Jean-Claude Trichet

16º Dilma Rousseff

17º Steve Jobs

18º Manmohan Singh

19º Nicolas Sarkozy

20º Hillary Clinton

AGU dá a Lula argumentos legais para não extraditar Battisti

O Globo


Já senadores italianos pressionam Dilma para entregar o ex-ativista

Catarina Alencastro

O presidente Lula deverá manter no país o ex-ativista italiano Cesare Battisti, que está preso no Brasil e é condenado pelo governo da Itália por terrorismo.

Ontem, Lula afirmou que vai seguir o que recomendar parecer da Advocacia Geral da União. O texto que está em fase final de redação na AGU dá ao presidente os argumentos legais para não extraditar Battisti e mantê-lo no país.

No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou a extradição do italiano, mas reconheceu que a palavra final sobre o caso caberia ao presidente da República.

A pedido do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, um técnico da Consultoria Geral da União, órgão ligado à AGU, preparou um parecer que embasaria juridicamente a opção do governo brasileiro de negar o pedido da Itália.

O parecer ainda não foi aprovado por Adams, mas demonstra que a AGU já está pronta para auxiliar Lula nesse sentido.

— Eu estou dependendo do advogado-geral da República. Se ele me der um parecer, qualquer que seja o parecer, eu vou acatar, porque ele é o advogado, ele é o orientador do presidente da República. Eu tomarei a decisão — disse Lula.

Se Battisti fosse levado para a Itália, teria que cumprir pena de 30 anos. Lá, ele foi condenado pela participação no assassinato de quatro pessoas nos anos 70. Se o réu não for extraditado, poderá viver no Brasil como refugiado político, condição conferida a ele por Tarso Genro quando era ministro da Justiça.

DEUS É BRASILEIRO!

Cada vez mais cresce em mim a certeza de que Deus é brasileiro e ama o Brasil. Em novembro de 2008, quando o Daniel criou o Blog da Dilma e me convidou para ser editora, eu sabia que seria uma eleição difícil, apesar da alta popularidade do presidente Lula. A oposição estava com muita sede de poder após 8 anos de governo Lula, e iriam partir para o vale-tudo. Em 2008 eu já sabia que o Serra seria candidato, que ele não cederia a vez para o Aécio Neves. Serra é o eterno candidato, nunca termina os mandatos para os quais foi eleito: foi assim como senador, como prefeito, governador. Ele precisa concorrer, e está obcecado pela idéia de ser presidente desde a eleição de FHC. Acho que é inveja: se FHC se elegeu presidente por que não ele?

A campanha do Serra foi recheada de baixarias, calúnias, factóides. Tudo amplamente divulgado com a grande ajuda da mídia paulista e da Globo. A coisa começou com uma ficha grosseiramente falsificada do DOPS sobre as atividades política da presidente Dilma nos anos de chumbo, que estampou a primeira página da Folha de São Paulo, e terminou com panfletos da Igreja acusando a presidente Dilma de ser favorável ao aborto. Tudo isso e muitas outras mentiras e invencionices, como ligação com as FARC, fabricação de dossiês e quebra de sigilos do IR dos tucanos: ao que tudo indica, obra de pessoas ligadas ao próprio PSDB, uns contra a candidatura do Serra, outros para barrar a candidatura de Aécio Neves. Enfim, briga interna do PSDB pelo poder. Foi uma campanha muito suja, a do José Chirico Serra. Acusavam o PT e a candidata Dilma daquilo que eles faziam, como a censura aos meios de comunicação, aos blogs, ofensas e truculência com jornalistas, censura a publicação das pesquisas (como ocorreu no Paraná).

Todos os petistas estavam assustados, e indignados com a baixaria da campanha do Serra. Todos os dias manchetes nos jornais e nas revistas caluniavam e denegriam a candidata Dilma. Entre os petistas havia até uma bolsa de apostas sobre qual seria a capa da Veja nos finais de semana, o que eles iriam inventar, manipular. Com todas as pesquisas sérias dando a vitória da presidente Dilma, o PSDB apresentava pesquisas fajutas dando empate na reta final para animar o eleitorado tucano.

Desde 2002 é praxe nas eleições para presidente trazer para o noticiário a morte do prefeito Celso Daniel. Desta vez não foi diferente: como sempre, um promotor ou um juiz pede um indiciamento, reabre o caso. Este ano a vítima foi Gilberto de Carvalho, citado sobre arrecadação de propina em Santo André, sendo que o próprio irmão do Celso Daniel, o médico João Francisco Daniel, irmão de Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André assassinado, retratou-se de acusações feitas contra José Dirceu. Em acordo judicial firmado para extinguir um processo por calúnia movida pelo ex-ministro, João Francisco admitiu que “não teve a intenção de ofender a honra ou imputar crimes” a Dirceu. O médico havia acusado o petista de ter recebido propina de um suposto esquema de empresas de ônibus. Ou seja, é mentirosa essa história de arrecadação de propina por Gilberto de Carvalho, que foi assessor do prefeito Celso Daniel. Fora do período eleitoral o assunto é esquecido, só vai voltar à baila daqui a 4 anos, na próxima eleição para presidente.

Mas a campanha de baixarias do Serra teve lances históricos, como a bolinha de papel com direito a tomografia e manipulação de imagens, que virou piada instantânea na internet e nas ruas. Ou o mico da esposa do Serra, Mônica Serra, ao afirmar que a candidata Dilma "matava crianças", referindo-se ao aborto, e a seguir sendo desmascarada por ex-alunas da PUC, as quais revelaram que ela, Mônica Serra, tinha feito um aborto no passado. Mônica Serra sumiu das ruas, desistiu de fazer campanha para o marido José Chirico Serra. Até o papa Bento XVI foi convocado às pressas por bispos inescrupulosos para dar uma forcinha extra para o Serra na reta final da eleição, pedindo aos eleitores para não elegerem quem fosse favorável ao aborto. Mas não disse nada sobre a pedofilia, nem sobre os padres e bispos pedófilos.

Se a voz do povo é a voz de Deus, então Deus é brasileiro e ama o Brasil. Porque mesmo diante de uma avalanche de denúncias, factóides, mentiras, manipulações, Dilma se elegeu a primeira mulher presidenta do Brasil. Como diz o presidente Lula, o povo não é bobo, nem é mais massa de manobra manipulada pelas mentiras dos meios de comunicação. Vota com responsabilidade, com sabedoria, com a certeza de que não tem medo de continuar a ser feliz.

Jussara Seixas

03 Novembro 2010

CHARGE DO BESSINHA


Veja a íntegra da primeira entrevista coletiva de Dilma



A presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff (PT), concede a primeira entrevista coletiva após as eleições do domingo (31), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, em Brasília. Dilma prometeu um salário mínimo acima de R$ 700 em 2014 e voltou a afirmar que as áreas de educação e saúde terão prioridade.

A doce vitória de Vanda

2/11/2010 19:23, Por Gilson Caroni Filho - do Rio de Janeiro

A jovem idealista Dilma Rousseff

“Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte não haverá discriminação, privilégio ou compadrio”. Em seu primeiro discurso como presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, reafirmou a consolidação, junto ao eleitorado, de um projeto republicano. A primeira providência de um vencedor nas urnas é remover os destroços da campanha. A esta altura, não cabe a menor dúvida de que a vantagem de 12 milhões de votos, que a separou de seu competidor, mostrou, de forma cabal, a irreversibilidade de uma agenda que contemplou desenvolvimento com redistribuição de renda.

A sua vitória demonstra a maturidade da sociedade civil brasileira. De nada adiantou o toque de direitismo, com tonalidades protofascistas, da campanha tucana. Os efeitos da eleição presidencial sobre o quadro partidário brasileiro confirmam com clareza um fenômeno já reconhecível há algum tempo: a desagregação do esquema político que deu sustentação aos oito anos de domínio neoliberal.

O encolhimento expressivo das bancadas do PSDB, DEM e PPS é extremamente emblemático. Reflete a rejeição a uma prática conservadora que, em desespero, açulou o que havia de mais primitivo no imaginário social, com o objetivo de estabelecer uma plataforma calcada no retrocesso cego. Porém, ao mesmo tempo em que levou as forças reacionárias ao paroxismo, a oposição, involuntariamente, construiu uma unidade de pensamento que aglutinou expressivos setores da sociedade organizada a se aliarem em torno da aspiração da continuidade de mudanças profundas nas estruturas que, por muito tempo, sustentaram uma ordem social autoritária e excludente.

Por não estar em sintonia com o tempo político, incapaz de esmaecer suas indefinições internas, o núcleo duro do tucanato, vive um momento de desestruturação que exigirá um esforço imenso para manter até mesmo a imagem unívoca de partido político. De ponta a ponta, o país está sendo varrido por uma ânsia de consolidação democrática que não tem mais condições de ser reprimida. Para a direita, diminuem as possibilidades de uma recomposição de campos de atuação. Querer refrear as oportunidades de mudança social surgidas nos dois governos petistas foi a grande tragédia que tolheu as pretensões de José Serra e seus aliados.

Em intensidade nunca vista, a prova das urnas esfrangalhou as estruturas partidárias da oposição demo-tucana, mostrando a ineficácia de uma estratégia firmada sobre dois pilares: o poder midiático e o desembarque do “iluminismo tucano” no mais deslavado integrismo católico. No palco eleitoral, o personagem central dessa historieta, beijando a imagem de Nossa Senhora Aparecida, tentou passar-se por filho do destino. Deveria saber que o mito funcionaria contra sua intenção burlesca. Varrido pela tempestade dos votos que liquidaram quase todas as lideranças do seu partido, Serra atuou como cabo eleitoral às avessas. É triste o fim que o transformismo dá a quem o abraça a qualquer preço.

Terminada a campanha, à vencedora cabe tomar a iniciativa de cicatrizar divergências sem a necessidade de compor interesses rasteiros por baixo de uma retórica elevada. A primeira mulher eleita presidente do Brasil não pode, nem quer, ser prisioneira de uma rigidez política que a imobilize dentro de sua base de apoio. O problema, por enquanto, é a falta de um interlocutor que tenha sobrevivido do outro lado.

É lógico que, diante desse quadro, as áreas da imprensa mais vinculadas aos pontos de vista dos derrotados venham dando ênfase às diferenças na coligação vencedora. Apostam, com os olhos voltados para o passado, na fraqueza relativa dos partidos em nossa história republicana. Parecem não querer se dar conta de que há grande possibilidade de uma convergência programática e de ação das forças políticas que, com Dilma, venceram as eleições de 2010. O baronato joga suas fichas na impossibilidade da democracia como reinvenção. Já deveria ter aprendido que o rumo da história é ditado por forças dinâmicas.

Outubro de 2010. O arsenal tático da guerrilheira atordoa as barricadas do atraso. É doce o sorriso de Vanda. Como suave é sua mão estendida.

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior, colaborador do Correio do Brasil e do Jornal do Brasil.

Blog da Cidadania recebe ameaça de violência física



O comentário contendo ameaças de violência física contra o signatário deste blog foi feito em 1 de novembro no post “O recado das urnas”.

Pode ser só um maluco, um idiota ou ambos, mas não dá, nos dias de hoje, para deixar por isso mesmo. Dessa maneira, será feito um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Crimes na Internet.

Abaixo, a íntegra do comentário ameçador postado pelo “leitor” que se intitula “Ruiz”. Apesar de não ter informado seu e-mail, o sistema Intense Debate registrou o IP do computador de onde partiu a ameaça – 201.19.11.246

vocês estão fudidos, nem que a gente tenha que quebrar vocês na rua… só no taco de baseball e se vier é melhor cair dentro neném, que aqui não tem perdão.Respeito é bom e faz bem para os dentes.Solidariedade ao Campineiro, que foi brutalmente agredido nesse blog, com a conivência de quem deveria mediar os conflitos. A gente é de paz, mas o sangue é quente, vê se fica esperto.Ninguém vai entubar desaforo.

http://www.blogcidadania.com.br/author/eduguim/

Brasil elege Dilma para ser “a mulher mais poderosa do mundo”



A foto acima não ilustrou a reportagem do jornal britânico Independent, que reproduzo abaixo, publicado antes do primeiro turno e traduzido pela Katarina Peixoto para a Carta Maior:

Hugh O’Shaughnessy – The Independent

A mulher mais poderosa do mundo começará a andar com as próprias pernas no próximo fim de semana. Forte e vigorosa aos 63 anos, essa ex-líder da resistência a uma ditadura militar (que a torturou) se prepara para conquistar o seu lugar como Presidente do Brasil.

Como chefe de estado, a Presidente Dilma Rousseff seria mais poderosa que a Chanceler da Alemanha, Angela Merkel e que a Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton: seu país enorme de 200 milhões de pessoas está comemorando seu novo tesouro petrolífero. A taxa de crescimento do Brasil, rivalizando com a China, é algo que a Europa e Washington podem apenas invejar.

Sua ampla vitória prevista para a próxima eleição presidencial será comemorada com encantamento por milhões. Marca a demolição final do “estado de segurança nacional”, um arranjo que os governos conservadores, nos EUA e na Europa já tomaram como seu melhor artifício para limitar a democracia e a reforma. Ele sustenta um status quo corrompido que mantém a imensa maioria na pobreza na América Latina, enquanto favorece seus amigos ricos.

A senhora Rousseff, filha de um imigrante búlgaro no Brasil e de sua esposa, professora primária, foi beneficiada por ser, de fato, a primeira ministra do imensamente popular Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ex-líder sindical. Mas com uma história de determinação e sucesso (que inclui ter se curado de um câncer linfático), essa companheira, mãe e avó será mulher por si mesma. As pesquisas mostram que ela construiu uma posição inexpugnável – de mais de 50%, comparado com menos de 30% – sobre o seu rival mais próximo, homem enfadonho de centro, chamado José Serra. Há pouca dúvida de que ela estará instalada no Palácio Presidencial Alvorada de Brasília, em janeiro.

Assim como o Presidente Jose Mujica do Uruguai, vizinho do Brasil, a senhora Rousseff não se constrange com um passado numa guerrilha urbana, que incluiu o combate a generais e um tempo na cadeia como prisioneira política.

Quando menina, na provinciana cidade de Belo Horizonte, ela diz que sonhava respectivamente em se tornar bailarina, bombeira e uma artista de trapézio. As freiras de sua escola levavam suas turmas para as áreas pobres para mostrá-las a grande desigualdade entre a minoria de classe média e a vasta maioria de pobres. Ela lembra que quando um menino pobre de olhos tristes chegou à porta da casa de sua família ela rasgou uma nota de dinheiro pela metade e dividiu com ele, sem saber que metade de uma nota não tinha valor.

Seu pai, Pedro, morreu quando ela tinha 14 anos, mas a essas alturas ele já tinha apresentado a Dilma os romances de Zola e Dostoiévski. Depois disso, ela e seus irmãos tiveram de batalhar duro com sua mãe para alcançar seus objetivos. Aos 16 anos ela estava na POLOP (Política Operária), um grupo organizado por fora do tradicional Partido Comunista Brasileiro que buscava trazer o socialismo para quem pouco sabia a seu respeito.

Os generais tomaram o poder em 1964 e instauraram um reino de terror para defender o que chamavam “segurança nacional”. Ela se juntou aos grupos radicais secretos que não viam nada de errado em pegar em armas para combater um regime militar ilegítimo. Além de agradarem aos ricos e esmagar sindicatos e classes baixas, os generais censuraram a imprensa, proibindo editores de deixarem espaços vazios nos jornais para mostrar onde as notícias tinham sido suprimidas.

A senhora Rousseff terminou na clandestina VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares). Nos anos 60 e 70, os membros dessas organizações sequestravam diplomatas estrangeiros para resgatar prisioneiros: um embaixador dos EUA foi trocado por uma dúzia de prisioneiros políticos; um embaixador alemão foi trocado por 40 militantes; um representante suíço, trocado por 70. Eles também balearam torturadores especialistas estrangeiros enviados para treinar os esquadrões da morte dos generais. Embora diga que nunca usou armas, ela chegou a ser capturada e torturada pela polícia secreta na equivalente brasileira de Abu Ghraib, o presídio Tiradentes, em São Paulo. Ela recebeu uma sentença de 25 meses por “subversão” e foi libertada depois de três anos. Hoje ela confessa abertamente ter “querido mudar o mundo”.

Em 1973 ela se mudou para o próspero estado do sul, o Rio Grande do Sul, onde seu segundo marido, um advogado, estava terminando de cumprir sua pena como prisioneiro político (seu primeiro casamento com um jovem militante de esquerda, Claudio Galeno, não sobreviveu às tensões de duas pessoas na correria, em cidades diferentes). Ela voltou à universidade, começou a trabalhar para o governo do estado em 1975, e teve uma filha, Paula.

Em 1986 ela foi nomeada secretária de finanças da cidade de Porto Alegre, a capital do estado, onde seus talentos políticos começaram a florescer. Os anos 1990 foram anos de bons ventos para ela. Em 1993 ela foi nomeada secretária de minas e energia do estado, e impulsionou amplamente o aumento da produção de energia, assegurando que o estado enfrentasse o racionamento de energia de que o resto do país padeceu.

Ela fez mil quilômetros de novas linhas de energia elétrica, novas barragens e estações de energia térmica construídas, enquanto persuadia os cidadãos a desligarem as luzes sempre que pudessem. Sua estrela política começou a brilhar muito. Mas em 1994, depois de 24 anos juntos, ela se separou do Senhor Araújo, aparentemente de maneira amigável. Ao mesmo tempo ela se voltou à vida acadêmica e política, mas sua tentativa de concluir o doutorado em ciências sociais fracassou em 1998.

Em 2000 ela adquiriu seu espaço com Lula e seu Partido dos Trabalhadores, que se volta sucessivamente para a combinação de crescimento econômico com o ataque à pobreza. Os dois se deram bem imediatamente e ela se tornou sua primeira ministra de energia em 2003. Dois anos depois ele a tornou chefe da casa civil e desde então passou a apostar nela para a sua sucessão. Ela estava ao lado de Lula quando o Brasil encontrou uma vasta camada de petróleo, ajudando o líder que muitos da mídia européia e estadunidense denunciaram uma década atrás como um militante da extrema esquerda a retirar 24 milhões de brasileiros da pobreza. Lula estava com ela em abril do ano passado quando foi diagnosticada com um câncer linfático, uma condição declarada sob controle há um ano. Denúncias recentes de irregularidades financeiras entre membros de sua equipe quando estava no governo não parecem ter abalado a popularidade da candidata.

A Senhora Rousseff provavelmente convidará o Presidente Mujica do Uruguai para sua posse no Ano Novo. O Presidente Evo Morales, da Bolívia, o Presidente Hugo Chávez, da Venezuela e o Presidente Lugo, do Paraguai – outros líderes bem sucedidos da América do Sul que, como ela, têm sofrido ataques de campanhas impiedosas de degradação na mídia ocidental – certamente também estarão lá. Será uma celebração da decência política – e do feminismo.

Tradução: Katarina Peixoto

http://www.viomundo.com.br/politica/brasil-elege-dilma-para-ser-a-mulher-mais-poderosa-do-mundo.html

LEI Nº 7.716 - Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de preconceitos de raça ou de cor.

LEI Nº 7.716 - Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de preconceitos de raça ou de cor.


LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989

Define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor.
(Alterada pelas Leis nº 8.081/90 e 9.459 / 97, LEI Nº 12.288/20.07.2010 já incluídas no texto)
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.” (nova redação dada pela Lei nº 9.459, de 13 de maio de 1997)
(redação original) Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de preconceitos de raça ou de cor.

Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Pena: reclusão de um a três anos e multa.


§ 1º Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fim de divulgação do nazismo.
Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.
§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza:
Pena reclusão de dois a cinco anos e multa:


§ 3º No caso do parágrafo anterior, o juiz poderá determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial sob pena de desobediência:


I - o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo;
II - a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas.
III - a interdição das respectivas mensagens ou páginas de informação na rede mundial de computadores. (Redação da LEI Nº 12.288/20.07.2010)

http://www.grupobeatrice.blogspot.com/

OAB reage a ataque ao Nordeste no Twitter

O Globo
OAB reage a ataque ao Nordeste no Twitter

Universitária de SP que iniciou ofensas deverá responder por crime de racismo

Alessandra Duarte

A seção Pernambuco da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE) entra hoje, na Justiça de São Paulo, com representação criminal contra a onda de ataques aos nordestinos divulgada por meio do Twitter após a eleição de Dilma Rousseff.

No domingo à noite, usuários da rede de microblogs começaram a postar mensagens ofensivas ao Nordeste, relacionando o resultado à boa votação de Dilma na região.

A representação da OAB-PE é contra a estudante de Direito Mayara Petruso, de São Paulo, uma das que teriam iniciado os ataques.

Segundo o presidente da OAB-PE, Henrique Mariano, Mayara deverá responder por crime de racismo (pena de dois a cinco anos de prisão, mais multa) e incitação pública de prática de crime (cuja pena é detenção de três a seis meses, ou multa), no caso, homicídio.

Entre as mensagens postadas pela universitária, há frases como: "Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!".

- São mensagens absolutamente preconceituosas. Além disso, é inadmissível que uma estudante de Direito tenha atitudes contrárias à função social da sua profissão. Como alguém com esse comportamento vai se tornar um profissional que precisa defender a Justiça e os direitos humanos? — diz Mariano.

Em julho deste ano, a seção pernambucana da Ordem já havia prestado queixa à Polícia Federal contra pelo menos dez usuários do Twitter, por mensagens ofensivas aos nordestinos após as enchentes na região.

- Essas redes sociais são meios de comunicação de alcance nacional, e crimes que ocorram nelas são de ordem federal. São ofensas que atingem a todos os nordestinos, existe um direito difuso aí sendo desrespeitado — completa Mariano, para quem o nível agressivo da campanha pela internet este ano, apesar de não justificar os ataques, pode tê-los estimulado.

No domingo, usuários do Twitter insatisfeitos com a vitória de Dilma começaram a postar frases como "Tinham que separar o Nordeste e os bolsas vadio do Brasil" e "Construindo câmara de gás no Nordeste matando geral".

Como reação, outros usuários passaram a gerar uma onda de mensagens com "#orgulhodesernordestino", hashtag que ficou entre os primeiros lugares no ranking mundial de temas mais citados no Twitter.

Veja o horror do PRECONCEITO dos paulistas e sulistas

Condenamos todo tipo de RACISMO e PRECONCEITO nesse país. Não podemos comungar com a teoria da divisão. Somos todos brasileiros. Quem fomentou a baixaria nessas eleições foi a candidatura de José Serra, que quer um país dividido. Basta! O povo nordestino também é brasileiro. Veja abaixo o horror que encontramos no "Twitter" a respeito desse assunto.

02 Novembro 2010

Serra só venceria com 99% dos votos em Minas

Daniel Bramatti, José Roberto de Toledo / ESPECIAL PARA O ESTADO - O Estado de S.Paulo

Nem Nordeste, nem Minas Gerais. O comportamento dos eleitores nessas duas áreas não explica, isoladamente, a vantagem da petista Dilma Rousseff sobre o tucano José Serra.
Dilma venceu por mais de 12 milhões de votos. Se houvesse empate no Nordeste, ela ainda teria 1,3 milhão de votos a mais do que Serra nas demais regiões do País.

Em Minas Gerais, o tucano perdeu por 58% a 42% - o que gerou comentários de que o ex-governador Aécio Neves não teria se empenhado o bastante para eleger o correligionário.

Qualquer que fosse o empenho de Aécio, ele teria sido insuficiente. Serra só venceria Dilma se conseguisse o impraticável índice de 99% dos votos entre os eleitores mineiros.

Em São Paulo, sua base política, Serra obteve 54% dos votos, oito pontos porcentuais a mais do que Dilma. Se repetisse esse desempenho em Minas, a virada lhe daria 1,3 milhão de votos, e tiraria o mesmo tanto da adversária. No final das contas, a petista ainda conquistaria a Presidência com 9,3 milhões de votos a mais .

A presidente eleita venceu em mais municípios do que o adversário: foram 3.878 (70%), contra 1686 (30%).

Nos municípios maiores - principal palco da batalha do segundo turno, pois foi neles que Marina Silva (PV) se saiu melhor na primeira etapa da eleição -, a performance dos dois foi mais equilibrada.

Houve 137 cidades em que o número de votos válidos superou a marca dos 100 mil. Neles, Dilma venceu em 71 (51%) e Serra em 66 (49%).

Nos municípios médios, com 50 mil a 100 mil votos válidos, o placar foi similar, em termos proporcionais: 77 a 67 para a petista (53% a 47%).

As 1.429 cidades com 10 mil a 50 mil votos válidos se dividiram da seguinte forma: 928 para Dilma e 501 para o adversário. Ou seja, 65% a 35%.

Nos micromunicípios, com menos de 10 mil votos válidos, a vantagem da candidata governista foi ainda maior: ela venceu em 2.801 cidades e perdeu em 1.052 (73% a 27%).

O desempenho de Dilma nas cidades menores não foi homogêneo em todas as regiões. Em São Paulo, por exemplo, ela perdeu em 237 das cidades com até 10 mil votos válidos e ganhou em apenas 143.

Nas cidades de pequeno porte, que costumam ter proporção maior da população vivendo em áreas rurais, a taxa de abstenção foi maior que nos grandes centros. Ou seja, a vitória da petista poderia ter sido ainda mais folgada se a ausência dos eleitores não fosse maior nas regiões em que se saiu melhor.

Redutos. Os mapas do desempenho eleitoral dos dois candidatos, publicados na página ao lado, indicam que Dilma teve o maior número de vitórias por larga margem - acima de 65% dos votos. São as áreas em vermelho-escuro, superiores em número às áreas em azul-escuro, onde Serra teve mais de 65% do eleitorado. Dilma teve vitórias por larga margem em praticamente todo o Nordeste, em boa parte do Norte e na parcela de Minas Gerais mais próxima da fronteira com a Bahia - área que concentra os municípios menos desenvolvidos do Estado.

Serra derrotou Dilma com mais de 65% em poucas áreas do mapa - elas se concentram em São Paulo e outros Estados do Sul e Sudeste.

O tucano teve desempenho destacado no Acre, Estado governado pelo PT desde 1999. Também venceu com larga vantagem em áreas isoladas do Centro-Oeste, como as cidades de Marcelândia e Nova Canaã do Norte, ambas em Mato Grosso.