07 Junho 2010
Em PE, aprovação de Lula roça a unanimidade: 95%
Popular no Brasil, Lula é popularíssimo em Pernambuco. O índice dos pernambucanos que aprovam o governo do conterrâneo é de 95%. Apenas 4% o desaprovam.
Os dados constam de pesquisa feita pelo instituto Exatta entre os dias 29 de maio e 1º de junho. O resultado foi às páginas do ‘Diário de Pernambuco’.
Ouviram-se 2.002 pessoas. A margem de erro da sondagem é de 2,2 pontos, para cima ou para baixo. A média nacional de aprovação do governo Lula é, segundo o último Datafolha, de 76%.
O Exatta mediu também a intenção de voto dos pernambucanos na sucessão de Lula. Dilma Rousseff prevalece sobre o rival José Serra com larga margem.
A candidata do petista aparece na pesquisa com 50%. O tucano, com 24%. Diferença de 26 pontos percentuais. Marina Silva (PV) amealha 3%.
O pedaço do Estado em que Dilma está mais bem posta é o Sertão do São Francisco, onde estão assentados os municípios que rodeiam Petrolina.
Ali, Dilma obtém 69% das intenções de votos. Serra, apenas 10%. Diferença de notáveis 59 pontos percentuais.
O Agreste pernambucano é a região em que a situação de Serra é, digamos, menor pior.
Nesse trecho do mapa, o tucano obtém 27%, contra 42% atribuídos a Dilma. A dianteira da candidata de Lula é, nesse caso, de 15 pontos percentuais.
Há em Pernambuco uma evidente transferência de votos de Lula ‘ para Dilma
Mas a pesquisa anota certas curiosidades. Por exemplo: entre os 95% que aprovam Lula, 23% declaram que votarão em Serra.
Outra excentricidade aparece na hora em que os eleitores são divididos por classes sociais.
Serra obtém seus melhores índices na base da pirâmide: 26% na classe ‘C’ e 24% na ‘D’. Sua pior marca, 15%, veio das classes ‘A’ e ‘B’.
O índice mais alto de Dilma, 55%, foi registrado entre os pernambucanos mais ricos, da classe ‘A’.
O quadro esboçado na pesquisa como que ratifica a dureza que 2010 reservou aos dois políticos que personificam o projeto de Serra em Pernambuco.
Jarbas Vasconcelos, dissidente do PMDB e feroz adversário de Lula, vai às urnas como candidato ao governo do Estado.
Sérgio Guerra, presidente do PSDB e coordenador nacional da campanha de Serra, desistiu de renovar o mandato de senador. Tentará a sorte como candidato a deputado.
Blog do Josias de Souza
"Exigência de viagens vai aumentar até o fim do governo", afirma Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (7) que o Programa Próximo Passo do governo federal funciona como uma porta de saída para beneficiários do Bolsa Família.
— Estamos formando as pessoas do Bolsa Família e arrumando emprego para elas — disse, em seu programa semanal Café com o Presidente.
Na semana passada, Lula participou da cerimônia de formatura de 1,2 mil alunos do Próximo Passo na área de construção civil. O objetivo, segundo ele, é que esses trabalhadores sejam empregados em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e no Minha Casa, Minha Vida.
De acordo com o presidente, o país soma 146.574 vagas em construção civil, sobretudo nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, do Rio de Janeiro, de Manaus, de Belém, de Fortaleza, de Recife, de Salvador, do Distrito Federal, de São Paulo, de Campinas, de Curitiba e de Porto Alegre
— Se nós conseguirmos formar toda essa gente nos próximos meses, eu penso que nós estaremos dando um passo extraordinário para a conquista da cidadania pelas mulheres e pelos homens deste país.
"Exigência de viagens vai aumentar até o fim do governo", afirma Lula
Luiz Inácio Lula da Silva deu sinais de que não deve diminuir a carga de trabalho — sobretudo de viagens — nos próximos meses. Ele afirmou que a exigência de viagens deve aumentar e que as visitas podem passar a incluir fins de semana.
No início do ano, Lula chegou a ficar internado depois de uma crise de hipertensão provocada, segundo os médicos pessoais do presidente, por uma agenda de trabalho intensa e pelo estresse físico provocado pelas viagens.
Esta semana, ele visitas as cidades de Fortaleza (CE), Natal (RN), Maceió (AL), Aracaju (SE) e Salvador (BA). Os compromissos incluem o início de obras na BR-101 e um congresso empresarial.
— Tenho consciência de que, até o fim do governo, vai aumentar a exigência de viagens. Nós temos muitas coisas para inaugurar, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) está a todo vapor, a última apresentação foi extraordinária, inclusive com a capacidade de investimento e de pagamento que o governo está tendo nas obras. Então, vou ter muita coisa para fazer, eu quero fazer e não vou parar de fazer.
ZERO HORA
Correio Braziliense: Na Saúde, Serra multiplicou gastos com empresa de ex-agente do SNI
De um leitor-colaborador do Viomundo
Encontrei no endereço http://www.mail-archive.com/policia-livre@grupos.com.br/msg02964.html
CORREIO BRAZILIENSE
em 14/03/2002
Luiz Alberto Weber
Da equipe do Correio
O Ministério da Saúde, onde até 21 de fevereiro último despachava o candidato tucano à Presidência, José Serra, tem uma forte proximidade com escutas telefônicas — mas do outro lado balcão.
Serra, quando ainda ministro, autorizou a contratação por R$ 1,8 milhão da empresa carioca Fence Consultoria Empresarial, especialista em detectar escutas clandestinas. Só neste ano, a Fence recebeu do ministério R$ 226 mil, o que torna o órgão o maior cliente da empresa carioca dentro do governo.
Os valores recebidos pela Fence e sua própria existência acrescentam mais combustível ao dossiê que investigadores privados do PFL tentam montar para apontar o envolvimento de integrantes do governo em suposta escuta montada no escritório da empresa Lunus, de propriedade da governadora Roseana Sarney.
Atribui-se a um grampo clandestino o fato de a Polícia Federal ter sido alertada e descoberto que os cofres da Lunus guardavam R$ 1,34 milhão, que seriam usados na campanha da candidata do PFL à Presidência.
O dono da Fence, Enio Gomes Fontenelle, é um ex-coronel do Exército que por muitos anos trabalhou no extinto Serviço Nacional de Informação (SNI), órgão de investigação oficial durante a ditadura militar, que desapareceu para dar vez à Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Ex-chefe da área de comunicações do SNI, Fontenelle é um craque em espionagem eletrônica. Antigos agentes do SNI atribuem a Fontenelle a modernização do arsenal tecnológico da agência nos anos 80.
O coronel chegou a comandar um grupo que desenvolveu aparelhos de escutas com tecnologia nacional em substituição aos importados. Depois de aposentado, especializou-se em combater os grampos. Entre os clientes da Fence, estão o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a hidrelétrica de Itaipu. A empresa é respeitada no mercado pela competência tecnológica e discrição.
Nos últimos meses, Fontenelle esteve várias vezes no Ministério da Saúde, onde encontrou-se com Serra. Hoje, cerca de 600 telefones e ambientes (salas de reunião e gabinetes) são monitorados pela Fence no ministério.
A empresa rastreia, principalmente, a existência de grampos ou emissores de rádio clandestinos, com capacidade de transmitir conversas para um interceptador posicionado a até 100 metros de distância.
O coronel tem outro conhecido comum com Serra: o delegado da Polícia Federal Marcelo Itajiba. O delegado foi assessor do candidato tucano em Brasília. Mas, antes de desempenhar essa função burocrática, era chefe do Centro de Inteligência da PF, a mais produtiva instaladora de grampos legais a serviço do governo. No ministério, Itajiba montou uma mini-central de inteligência, que contou com a participação dos delegados da PF Onésimo e Hercídio.
Itajiba é da copa e cozinha do ex-ministro. Serra tentou, sem sucesso, fazê-lo diretor-geral da Polícia Federal, em 1999. Hoje, o delegado está no Rio, assim como Fontenelle. ‘‘Conheço o delegado, mas apenas de contatos superficiais’’, disse Fontenelle ao Correio.
Segundo a assessoria do ministério, o reforço no orçamento anual da Fence (que mal passava de R$ 100 mil) deveu-se ao temor de Serra de ser grampeado por representantes das indústrias de tabaco e de medicamentos, que tiveram interesses contrariados pelo ex-ministro.
Assessores do ex-ministro dizem que durante a campanha pela popularização dos remédios genéricos e contra o cigarro Serra amealhou muitos inimigos. Antes, a varredura (como é chamado o trabalho de localização de escutas) era mensal. Hoje, segundo informações da segurança do ministério, ela é semanal. Registre-se, porém, que as batalhas de Serra contra o fumo e contra os grandes laboratórios datam de dois anos atrás e hoje as relações estão pacificadas.
As investigações realizadas pelos arapongas do PFL sobre os autores do suposto grampo na sede da Lunus haviam apontado, primeiro, para a possibilidade de envolvimento de uma empresa de Brasília, a Interfort Sistemas de Segurança.
As suspeitas contra a Interfort deveram-se ao fato de José Heitor Nunes, gerente da empresa, ter estado várias vezes no Maranhão nas semanas que antecederam a invasão da Lunus.
O que o PFL desconhece é que o coronel Fontenelle (ex-integrante do SNI), o delegado Itajiba e Onésimo (ex-chefe da área de Inteligência da PF) e Nunes (dono de uma empresa que presta consultoria para PF na área de escutas) se conhecem.
Ex-militar do Exército, Nunes tem trânsito livre nos órgãos do governo dedicados a fazer investigação. Como consultor de segurança, Nunes dá aulas para os arapongas da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Durante sua militância empresarial e militar, conheceu Itajiba e o coronel Fontenelle. É ainda amigo do delegado Onésimo, que também trabalhou com Serra e hoje presta servivo à empresa ControlRisk, especialista em investigações e medidas de segurança.
OS DOSSIÊS E OS INVESTIGADOS
Ao que tudo indica, os agentes que se espalharam pelo país produziram vários dossiês diferentes. As primeiras informações sobre eles começaram a circular na semana seguinte à apreensão dos documentos e da bola de R$ 1,3 milhão no escritório da Lunus, da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, e de seu marido, Jorge Murad.
Contra Lula e Roseana
O candidato do PPS à Presidência da República, Ciro Gomes, foi o primeiro a denunciar a existência de uma estrutura de arapongagem. Segundo ele, havia um grupo de 40 pessoas plantado em São Paulo para bisbilhotar a vida dos possíveis adversários do candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Os principais alvos seriam, segundo Ciro, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Roseana Sarney, do PFL.
Sarney também se queixa
O senador José Sarney (PMDB-AP), pai de Roseana, obtém informações semelhantes. No mês passado, ele se queixou ao presidente Fernando Henrique Cardoso sobre essas suspeitas.
Dossiê para Garotinho
O governador do Rio e candidato do PSB à Presidência da República, Anthony Garotinho, informa que foi procurado por um político do PSDB, a mando do deputado Márcio Fortes (PSDB-RJ), que pretendia lhe passar um dossiê com denúncias contra Roseana Sarney.
Uma revista
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, também afirma ter tido acesso a um dossiê. Ele teria informações que embasariam reportagem de uma revista de circulação nacional.
Foto comprometedora
O presidente do PTB, deputado José Carlos Martinez (PR), que articula uma aliança com Ciro Gomes, foi fotografado com uma amiga durante uma viagem a Miami. Uma revista de circulação nacional iria publicar a foto. Martinez procurou a direção da empresa e conseguiu evitar a publicação.
Também contra Tasso
O governador do Ceará, Tasso Jereissati, que chegou a disputar com Serra a indicação do PSDB para ser candidato à Presidência, também foi investigado. Os arapongas ainda seguiram seu irmão, o empresário Carlos Jereissati. Ele é sócio do marido de Roseana, Jorge Murad, em um shopping center em Porto Alegre (RS).
Planos de saúde terão que oferecer novos procedimentos a partir desta segunda
Em São PauloEntram em vigor, nesta segunda-feira (07), as novas regras para os planos de saúde, estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Com a mudança, as operadoras serão obrigadas a incluir na cobertura básica 70 procedimentos e ampliar o limite de consultas em algumas especialidades. Deste total, 57 serão para os convênios médicos e outros 16 são para os convênios odontológicos. O novo rol foi aprovado pela ANS em janeiro, mas entra em vigor só agora.
A nova listagem beneficiará 44 milhões de usuário de planos. Os serviços deverão constar em todos os planos de saúde contratados a partir do dia 2 de janeiro de 1999. Para os outros 10,4 milhões que têm planos de saúde mais antigos, vale o que está escrito no contrato.
Segundo ANS, as mudanças não terão grande peso nos custos, mas essa elevação pode ser repassada principalmente no caso dos contratos de grupos.
Entre os novos procedimentos estão a cobertura obrigatória de transplante de medula óssea por parentes ou banco de medula, a inclusão de 16 procedimentos odontológicos, como colocação de coroas e blocos dentários, e o exame de imagem para identificação de câncer em estágio inicial e avançado, o PET-Scan oncológico. Esse procedimento, que pode facilitar diagnósticos, é considerado caro pelos planos de saúde.
A ANS decidiu ainda ampliar o número mínimo de consultas para determinadas especialidades. As consultas com fonoaudiólogo passam de seis para até 24 vezes por ano, enquanto os nutricionistas, que só podiam ser consultados seis vezes, poderão ver os pacientes em 12 consultas. Terapias com psicólogos sobem de 12 até 40 consultas por ano, desde que sejam indicadas por um psiquiatra. Atendimento psiquiátrico ilimitado em casos graves e a possibilidade de internação domiciliar também estão entre as novidades.
A Associação Brasileira de Medicina de Grupo, que representa os planos de saúde, informou que as novas regras irão gerar custos adicionais e que os primeiros a sentir devem ser os novos clientes.
*Com agências
Jornalista envolvido com crise do dossiê diz que aceita acareação com ex-delegado da PF
DE BRASÍLIA
O jornalista Amaury Ribeiro Júnior disse que aceita ser acareado com o delegado aposentado da Polícia Federal Onézimo das Graças Sousa.
Em entrevista à revista "Veja", o delegado disse que recebeu pedido da campanha eleitoral de Dilma, durante uma reunião ocorrida em Brasília, em abril, para que investigasse "coisas pessoais" do pré-candidato tucano à Presidência, José Serra (PSDB). Amaury, que participou do encontro, negou que o pedido tenha ocorrido.
Segundo o jornalista, na reunião o delegado relatou que pessoas ligadas ao deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) estão levantando dossiês contra pessoas do PMDB, que vai indicar o vice na chapa de Dilma.
No sábado, o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) disse que pedirá uma investigação sobre a possível produção de dossiês pela campanha de Dilma Rousseff (PT).
A seguir, trechos da entrevista.
Folha - Foi pedido ao delegado Onézimo que investigasse José Serra ou foi sugerido grampo telefônico?
AMAURY RIBEIRO JUNIOR - Não tem nada a ver com José Serra. A questão [da reunião] era para saber quem estava vazando informações. E saber quem roubou [as informações]. Na verdade se fala muito em espionagem, mas o que aconteceu é que roubaram coisas. Roubaram o cartão do próprio delegado. Eu fui chamado exatamente para tentar ver o que estava acontecendo na casa, o que estava vazando na casa.
Não foi sugerido ao delegado algum tipo de investigação sobre a família de Serra?
O que está parecendo agora é uma retaliação. Ele está falando isso agora como uma retaliação porque ele não foi contratado. [...] Agora, sendo um cara araponga, ele tem que provar. Eu tenho como provar que não rolou esse papo na conversa. Ele vai se dar mal, porque vou processá-lo. Porque tenho como provar tudo que se passou naquela conversa.
Como você pode provar?
Detalhes, diálogo por diálogo. Eu tenho como provar tudo o que foi falado. Agora, eu fui [à reunião] porque conheço outra pessoa, um amigo dele. Ele [Sousa] trabalhou na inteligência do Itagiba, no Ministério da Saúde, que o Serra montou.
Por que ocorreu a reunião?
Não era só vazamento, começaram a roubar coisas lá dentro. Sabotagem. [...] O Onézimo chegou nessa reunião dizendo que ele tinha condições de destruir isso porque ele havia trabalhado antigamente, e que tinha brigado com o pessoal, da inteligência do Itagiba. [...] Quando o Serra assumiu o Ministério da Saúde, ele montou com o pretexto de investigar laboratórios uma central de espionagem, que era formado por quem? É só você ver quem estava cadastrado. Era um agente do SNI, o "agente Jardim", que até pouco tempo estava no gabinete [de Itagiba na Câmara], um ex-delegado... Isso quem falou foi o próprio Onézimo.
Ele chegou nessa reunião [e disse]: "Pô, vocês estão atrasados, porque essa equipe está trabalhando há dois anos". "Fazendo o quê?" "Ah, eles estão levantando dossiê contra o pessoal, esse povo do Itagiba está levantando 300 dossiês contra pessoas do PMDB, e quem do PMDB não votasse com o PSDB, estão fazendo chantagem, estão chantageando". [...] E disse o seguinte: que tinha sido convidado, inclusive, para integrar esse grupo. "Então pra gente descobrir quem está com vocês, aí, é muito fácil, porque eu já trabalhei lá". Ele contou também que trabalhou _o que facilitaria [seu trabalho]_ que já tinha trabalhado no grupo de inteligência da campanha de Fernando Henrique em 1994.
Ele disse que esse grupo do Itagiba, depois de vasculhar a vida do Aécio Neves e da Dilma e não ter encontrado nada contra, eles estavam desesperados. E disse que tem uns 500 dossiês contra o pessoal do PMDB. Essa é a verdade. Então qual era a intenção ele falou "se esse pessoal [está atuando contra], nós temos que nos proteger". Mas acontece que havia problemas, e isso eu concordo com ele, sobre o direcionamento da campanha. Porque eu achei confuso. Primeiro, que daí o pessoal da reunião começou a falar que estava desconfiando de fogo amigo. Aí ele falou, "vamos investigar o [grupo do] Serra ou vamos investigar o fogo amigo?". E aí realmente não chegamos a um acordo. Eu abortei. Porque o pessoal que podia estar na casa, não podia fazer esse trabalho externo. Eram dois serviços: um era proteger a casa e outro era saber quem eram esses caras do Itagiba. Eu vou poupar o nome, mas ele chegou até a mandar um cara para conversar com o "Jardim", saber o que ele estava fazendo, deu um relatório sobre o "Jardim", tudo. [...] Então o que era o plano? Era desmontar essa base.
O empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto seria o responsável por pagar os serviços?
Eu acho que ele é um cara que coordena a casa e estaria ali para saber como que seria o pagamento, se fechasse. Tanto que ele foi para a reunião acho que para... ele foi como representante do esquema da QI [a casa no Lago Sul onde funcionava a área de imprensa da campanha de Dilma].
Qual o interesse direto dele em pagar esse custo?
Ele ia ver as planilhas de custos, avaliar os gastos, se valia a pena, como qualquer contrato empresarial. Ele é amigo de Lanzetta e era tipo um contador da casa. Ele tinha uma equipe. A maior parte do staff da casa é ligada a ele. Lanzetta pegou uma pessoa para organizar. [...] Eles são sócios. Foi lá para dar um apoio. Pepper, americanos e Lanzetta fizeram um pool para tocar a casa. Parece que ele largou um monte de contratos [no governo] para participar da campanha.
Na área empresarial, ele pegou as empresas do pai e transformou a gráfica numa das maiores do Brasil, tem um faturamento de milhões. Ele transita em vários meios e é amigo de várias pessoas. Ele e Lanzetta são amigos inseparáveis, um não faz uma coisa sem o outro. Lanzetta chamou Benedito para organizar as finanças da casa, desde o aluguel, contratação de pessoas. Mas eu estou dizendo o que eu acho, aquilo que entendi.
Haveria pagamento em dinheiro?
Não, só em contratos. Isso ficou bem claro [na reunião]. O Benedito falou bem claro que não era esse tipo de pessoa, que emitiria comprovantes de pagamento e serviços. Seria tudo declarado.
E a presença de Idalberto na reunião?
Foi ele que levou o Onézimo. Eu conheço o Idalberto há muitos anos e ele nunca pegou, nunca...
Ele foi contratado pela campanha?
Não foi contratado, não. Ia se formar esse grupo que não se formou, entendeu? [...] Eu nem cheguei a fechar contrato, foi abortado, eu não entrei na campanha. Eu fui lá para tentar desmontar um sistema de espionagem. [...] Havia espiões lá dentro [da casa]. A "Veja" mostrou fotos de todo mundo, o cartão roubado do delegado. Eu falei [para um repórter da revista] que "sua matéria é produto de roubo, de sabotagem".
Vocês chegaram a fazer uma denúncia sobre esse suposto roubo?
Eu procurei o Ministério Público Federal, um procurador da República amigo, mas mas fui demovido da ideia por Lanzetta, que pediu, encarecidamente, que eu não formalizasse a denúncia. Havia suspeitas sobre os próprios integrantes da casa, então como poderia ser uma denúncia contra? Eu não fiz na hora, mas agora vou entregar todos os documentos, junto com os resultados das minhas investigações, para a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.
Foi o Lanzetta quem lhe convidou para a reunião?
O Lanzetta, porque ele não é da área, tem um perfil de empresário. Eu sou jornalista. Eu converso com esse povo há dez anos, como todo jornalista conversa.
Os achados que você fez para seu livro, sobre as privatizações, foram relatados a Fernando Pimentel, chegaram a conhecimento...
Não. Isso é um material que nunca passei para ele porque eu tinha feito em outra circunstância. (..) Na verdade, eles [PSDB] estão preocupados com o que eu tenho. Não é feito de espionagem, nada de grampo, nada de ilegalidade. O que importa é se o que eu tenho aqui é legal, se tem fé pública, se não tem. É isso que importa. Agora, ninguém quer saber disso, né? Ganhei mais de 30 prêmios de jornalismo e nunca fiz matéria com base em grampo telefônico. Nunca trabalhei assim.
Quando sairá o livro?
No livro eu vou contar a história desde o início. Toda essa rede de intrigas. Eu, como não tenho contrato com ninguém, posso falar de todos os lados. Tem fogo amigo dos dois lados. Vou publicar os documentos. Já estou procurando um laudo de um especialista, um tributarista com especialização em lavagem de dinheiro, para dar um parecer sobre todos os documentos. Vou entregar tudo para a Polícia Federal. Vou até o fim.
NEM OS TUCANOS MINEIROS AGUENTAM A ANTIPATIA DO SERRA
De 264 prefeituras de PSDB, PPS e DEM em MG, 79 se disseram neutras, indecisas ou mesmo a favor de Dilma
Gratidão por repasses de Lula e mágoa por ex- governador não ter sido candidato a presidente explicam racha mineiro
"HOMEM SECO"A hesitação em fazer campanha para Serra se assenta sobre um tripé: gratidão pelos repasses de verbas de Lula, alianças locais com partidos pró-Dilma e mágoa por Aécio não ter sido o candidato a presidente do PSDB.
Alguns criticaram o estilo pessoal do paulista. "A Dilma me abraça. O Serra nem olha para a cara, é um homem seco", afirmou Dinair Isaac (DEM), de Capinópolis.
A prefeita de Carmópolis de Minas, Maria do Carmo Lara (PSDB), se diz indefinida e promete apoiar quem prometer um hospital na cidade. "A gente depende de verba, tem que ser pragmático", concordou Lucas Siqueira (PPS), de Patrocínio.
Alguns disseram que podem pender a Serra se Aécio for vice. "Não basta ser vice, tinha que ser Aécio na cabeça", disse o indeciso Jéferson Miranda (PSDB), de Santo Antônio do Grama.
Só nove dos prefeitos ouvidos ainda não prometem apoio ao governador Antonio Anastasia (PSDB), candidato de Aécio ao governo mineiro.
Fechado com Anastasia, mas não com Serra, Odilon Oliveira (PSDB), prefeito de Oratório, explica a posição: "O Aécio pediu apoio para Anastasia, mas não fala totalmente que apoia Serra".
DEPUTADO TUCANO DIZ QUE NÃO FAZ DOSSIÊ, INVESTIGA E APONTA CRIMINOSOS?? A MANDO DE QUEM??
Ambos disseram ter ouvido do delegado aposentado da Polícia Federal Onézimo Sousa, durante encontro ocorrido em abril, em Brasília, que Itagiba havia montado uma "central de espionagem" que teria investigado parlamentares do PMDB em benefício do PSDB.
"Eu não faço e nunca fiz dossiês. Quem faz é criminoso e canalha. O que eu faço é investigar crimes e apontar criminosos", disse o deputado, que é delegado licenciado da Polícia Federal.
Itagiba disse que a menção a seu nome é uma "versão de defesa" e uma "cortina de fumaça" montada pelas pessoas que estão sob suspeita de levantamento de dossiês para a campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT). "Eu não sou investigado em nada nesse processo.
Quem tem que ser investigado são as pessoas que se reuniram para montar dossiês sobre outros", disse.
Itagiba disse que é contemporâneo do delegado Sousa na Polícia Federal, mas que ele não trabalhou em seu gabinete.
O jornalista Amaury Ribeiro Júnior disse que aceita ser acareado com o delegado Onézimo Sousa. Em entrevista à revista "Veja", o delegado disse que recebeu pedido da campanha eleitoral de Dilma, durante uma reunião ocorrida em Brasília, em abril, para que investigasse "coisas pessoais" do ex-governador José Serra.
Segundo o jornalista, na reunião o delegado relatou que pessoas ligadas ao deputado Marcelo Itagiba estão levantando dossiês contra pessoas do PMDB, que vai indicar o vice na chapa
INTERESSANTE!
Em março passado, às vésperas do lançamento de José Serra, Amaury Ribeiro Jr. afirmou a um conhecido que encontrou no restaurante de sua família, em Campo Grande, que o tucano "jamais" ganharia a eleição, pois um "grupo de inteligência" do qual o jornalista fazia parte iria "explodir" a candidatura.
Memória
O "grupo de inteligência" que agora se concentrava em Serra inclui egressos da turma que detonou a candidatura de Leonardo Quintão à Prefeitura de Belo Horizonte, em 2008, com a denúncia de contas do peemedebista em paraísos fiscais. Ele havia surpreendido e passado ao segundo turno contra Márcio Lacerda (PSB), apoiado por Pimentel e Aécio Neves (PSDB).
Painel: Folha de São Paulo
Lanzetta está 'ansioso' para depor sobre caso do dossiê
A afirmação foi feita em telefonema para o jornalista Luis Nassif, que relatou a conversa em seu blog: "Lanzetta fará questão de dizer tudo o que ouviu do delegado Onézimo Souza, na presença de várias testemunhas. Onézimo descreveu o sistema de informações montado pelo Delegado Marcelo Itagiba (deputado federal, do PSDB/RJ), apresentou organograma, mencionou nomes de agentes da PF e da ABIN envolvidos."
"Se houve grampo da parte do araponga, diz Lanzetta, exigiremos que seja apresentado na íntegra, sem cortes. Lá, diz ele, ficará claro que nos limitamos a fazer perguntas enquanto ele informava sobre bombas de dossiês de todos os tipos.
Além de Nassif, o Estadão Online noticiou nesta segunda-feira (7) a mesma disposição de Lanzetta, embora comprando a versão da Veja que o trata como "assessor de Dilma Rousseff" e o acusa de encomendar o suposto dossiê.
"Em entrevista ao Estado, o jornalista adiantou que pretende, ao depor 'no Congresso ou em praça pública', dar detalhes da conversa que teve com o ex-agente do serviço secreto da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o 'sargento Dadá', e o delegado aposentado Onézimo Souza, no restaurante Fritz, em Brasília, no dia 20 de abril. 'EEle (Onézimo) falou da estrutura do esquema de espionagem do Marcelo Itagiba', disse Lanzetta", conforme o Estadão.
"Ele falou que Itagiba tinha 100 dossiês contra a base aliada, não era apenas contra o PT", relatou ainda Lanzetta para o site do jornal paulista. O jornalista acusado disse que o "outro lado", isto é, o PSDB, é que precisa dar explicações sobre o escândalo. "O problema está do outro lado", reforçou.
"Eu falo em qualquer lugar, em praça pública, quero falar, quero que me convoquem. Uso até PowerPoint", completou. Lanzetta disse que desafia Onézimo a dar sua versão do encontro. "Está muito claro que há uma armação contra a gente."
Durante a entrevista, Lanzetta repetiu diversas vezes que não aceitou a proposta de arapongas para comprar dossiês. Ele disse ter recusado, ainda no restaurante, o serviço oferecido pelos espiões para produzir material contra os adversários da base aliada. "A gente sabe, tem memória", completou, referindo-se ao caso do 'dossiê dos aloprados', que prejudicou as candidaturas do presidente Lula à reeleição e do senador Aloizio Mercadante (PT) ao governo paulista, às vesperas do primeiro turno de 2006.
Da redação, com agências
06 Junho 2010
MENTIRAS DE SÉRGIO GUERRA
ACESSE BLOG DA DILMA NA REDE SOCIAL NING:
AGORA VAI: FHC DA CONSELHOS AO SERRA
Conselhos a SerraDurante três horas de conversa, o ex-governador Aécio Neves, o presidente da legenda, Sérgio Guerra, o senador Tasso Jereissati (CE) e o ex-ministro Pimenta da Veiga enfileiraram críticas à postura de Serra. Para o grupo, ele atrasa a construção de palanques nos Estados e deixa de cortejar possíveis aliados ao se envolver pessoalmente com detalhes secundários. FH disse não receber informações sobre o andamento da campanha e sugeriu que Serra abandone sua rotina “solitária” de articulação.
Ao assumir o controle pessoal da agenda, Serra tem surpreendido lideranças regionais e até mesmo correligionários. Para eles, as viagens deveriam ser orientadas pelas pesquisas de opinião.
– Ele toma decisões e não avisa ninguém. De repente, a gente fica sabendo que ele está em tal Estado – diz um aliado.
As queixas também chegaram ao comitê tucano, onde as ações de comunicação estão emperradas à espera de um aval do candidato. Nem mesmo as peças publicitárias escapam ao crivo de Serra.
– A campanha não anda. Serra é ultracentralizador, quer comandar tudo – desabafa um dos chefes da campanha.
No grupo de Serra, há inquietação com a falta de empenho de alguns caciques. As cobranças se voltam a Aécio, Tasso e ao ex-governador Geraldo Alckmin, que estariam se omitindo por conta de interesses individuais. Recluso, Alckmin é acusado de permitir um avanço de Dilma em São Paulo, a reboque da candidatura ao governo de Aloizio Mercadante (PT). Já Aécio e Tasso, além de se recusarem a ocupar a vaga de vice, estariam preocupados apenas com a eleição ao Senado. Com receio de que a disputa pela vaga alimente mais tensões, FH deseja sacramentar a escolha do vice antes da convenção, marcada para o próximo sábado.
FH propôs escolha de vice antes de sábado.
ACESSE BLOG DA DILMA NA REDE SOCIAL NING: http://blogdadilma.ning.com/
Não é dossiê, é livro:Os porões da privataria
Seus personagens pensaram ou pilotaram o processo de venda das empresas estatais. Ou se aproveitaram do processo. Ribeiro Jr. promete mostrar, além disso, como ter parentes ou amigos no alto tucanato ajudou a construir fortunas. Entre as figuras de destaque da narrativa estão o ex-tesoureiro de campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio de Oliveira, o próprio Serra e três de seus parentes: a filha Verônica Serra, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Todos eles, afirma, têm o que explicar ao Brasil.
Ribeiro Jr. vai detalhar, por exemplo, as ligações perigosas de José Serra com seu clã. A começar por seu primo Gregório Marin Preciado, casado com a prima do ex-governador Vicência Talan Marin. Além de primos, os dois foram sócios. O “Espanhol”, como Marin é conhecido, precisa explicar onde obteve US$3,2 milhões para depositar em contas de uma empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, homem-forte do Banco do Brasil durante as privatizações dos anos de 1990. E continuará relatando como funcionam as empresas offshores semeadas em paraísos fiscais do Caribe pela filha – e sócia — do ex-governador, Verônica Serra, e por seu genro, Alexandre Bourgeois. Como os dois tiram vantagem das suas operações, como seu dinheiro ingressa no Brasil…
Atrás da máxima “siga o dinheiro!”, Ribeiro Jr perseguiu o caminho de ida e volta dos valores movimentados por políticos e empresários entre o Brasil e os paraísos fiscais do Caribe, mais especificamente as Ilhas Virgens Britânicas, descoberta por Cristóvão Colombo em 1493 e por muitos brasileiros espertos depois disso. Nestas ilhas, uma empresa equivale a uma caixa postal, as contas bancárias ocultam o nome do titular e a população de pessoas jurídicas é maior do que a de pessoas de carne e osso. Não é por acaso que todo dinheiro de origem suspeita busca refúgio nos paraísos fiscais, onde também são purificados os recursos do narcotráfico, do contrabando, do tráfico de mulheres, do terrorismo e da corrupção.
A trajetória do empresário Gregório Marin Preciado, ex-sócio, doador de campanha e primo do candidato do PSDB à Presidência da República, mescla uma atuação no Brasil e no exterior. Ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), então o banco público paulista, nomeado quando Serra era secretário de Planejamento do governo estadual, Preciado obteve uma redução de sua dívida no Banco do Brasil de R$448 milhões(1) para irrisórios R$4,1 milhões. Na época, Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor da área internacional do BB e o todo-poderoso articulador das privatizações sob FHC. (Ricardo Sérgio é aquele do “estamos no limite da irresponsabilidade. Se der m…”, o momento Péricles de Atenas do Governo do Farol – PHA)
Ricardo Sérgio também ajudaria o primo de Serra, representante da Iberdrola, da Espanha, a montar o consórcio Guaraniana. Sob influência do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, mesmo sendo Preciado devedor milionário e relapso do BB, o banco também se juntaria ao Guaraniana para disputar e ganhar o leilão de três estatais do setor elétrico(2).
O que é mais inexplicável, segundo o autor, é que o primo de Serra, imerso em dívidas, tenha depositado US$3,2 milhões no exterior por meio da chamada conta Beacon Hill, no banco JP Morgan Chase, em Nova Iorque. É o que revelam documentos inéditos obtidos dos registros da própria Beacon Hill em poder de Ribeiro Jr. E mais importante ainda é que a bolada tenha beneficiado a Franton Interprises. Coincidentemente, a mesma empresa que recebeu depósitos do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, de seu sócio Ronaldo de Souza e da empresa de ambos, a Consultatun. A Franton, segundo Ribeiro, pertence a Ricardo Sérgio.
A documentação da Beacon Hill levantada pelo repórter investigativo radiografa uma notável movimentação bancária nos Estados Unidos realizada pelo primo supostamente arruinado do ex-governador. Os comprovantes detalham que a dinheirama depositada pelo parente do candidato tucano à Presidência na Franton oscila de US$17 mil (3 de outubro de 2001) até US$375 mil (10 de outubro de 2002). Os lançamentos presentes na base de dados da Beacon Hill se referem a três anos. E indicam que Preciado lidou com enormes somas em dois anos eleitorais – 1998 e 2002 – e em outro pré-eleitoral – 2001. Seu período mais prolífico foi 2002, quando o primo disputou a Presidência contra Lula. A soma depositada bateu em US$1,5 milhão.
O maior depósito do endividado primo de Serra na Beacon Hill, porém, ocorreu em 25 de setembro de 2001. Foi quando destinou à offshore Rigler o montante de US$404 mil. A Rigler, aberta no Uruguai, outro paraíso fiscal, pertenceria ao doleiro carioca Dario Messer, figurinha fácil desse universo de transações subterrâneas. Na operação Sexta-Feira 13, da Polícia Federal, desfechada no ano passado, o Ministério Público Federal apontou Messer como um dos autores do ilusionismo financeiro que movimentou, por intermédio de contas no exterior, US$20 milhões derivados de fraudes praticadas por três empresários em licitações do Ministério da Saúde.
O esquema Beacon Hill enredou vários famosos, dentre eles o banqueiro Daniel Dantas. Investigada no Brasil e nos Estados Unidos, a Beacon Hill foi condenada pela justiça norte-americana, em 2004, por operar contra a lei.
Percorrendo os caminhos e descaminhos dos milhões extraídos do País para passear nos paraísos fiscais, Ribeiro Jr. constatou a prodigalidade com que o círculo mais íntimo dos cardeais tucanos abre empresas nestes édens financeiros sob as palmeiras e o sol do Caribe. Foi assim com Verônica Serra. Sócia do pai na ACP Análise da Conjuntura, firma que funcionava em São Paulo em imóvel de Gregório Preciado, Verônica começou instalando, na Flórida, a empresa Decidir.com.br, em sociedade com Verônica Dantas, irmã e sócia do banqueiro Daniel Dantas, que arrematou várias empresas nos leilões de privatização realizados na era FHC.
Financiada pelo Banco Opportunity, de Dantas, a empresa possui capital de US$5 milhões. Logo se transfere com o nome Decidir International Limited para o escritório do Ctco Building, em Road Town, ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. A Decidir do Caribe consegue trazer todo o ervanário para o Brasil ao comprar R$10 milhões em ações da Decidir do Brasil.com.br, que funciona no escritório da própria Verônica Serra, vice-presidente da empresa. Como se percebe, todas as empresas têm o mesmo nome. É o que Ribeiro Jr. apelida de “empresas-camaleão”. No jogo de gato e rato com quem estiver interessado em saber, de fato, o que as empresas representam e praticam é preciso apagar as pegadas. É uma das dissimulações mais corriqueiras detectada na investigação.
Não é outro o estratagema seguido pelo marido de Verônica, o empresário Alexandre Bourgeois. O genro de Serra abre a Iconexa Inc no mesmo escritório do Ctco Building, nas Ilhas Virgens Britânicas, que interna dinheiro no Brasil ao investir R$7,5 milhões em ações da Superbird.com.br que depois muda de nome para Iconexa S.A. Cria também a Vex capital no Ctco Building, enquanto Verônica passa a movimentar a Oltec Management no mesmo paraíso fiscal. “São empresas-ônibus”, na expressão de Ribeiro Jr., ou seja, levam dinheiro de um lado para o outro.
De modo geral, as offshores cumprem o papel de justificar perante ao Banco Central e à Receita Federal a entrada de capital estrangeiro por meio da aquisição de cotas de outras empresas, geralmente de capital fechado, abertas no País. Muitas vezes, as offshores compram ações de empresas brasileiras em operações casadas na Bolsa de Valores. São frequentemente operações simuladas tendo como finalidade única internar dinheiro nas quais os procuradores dessas offshores acabam comprando ações de suas próprias empresas… Em outras ocasiões, a entrada de capital acontecia pelos sucessivos aumentos de capital da empresa brasileira pela sócia cotista no Caribe, maneira de obter do BC a autorização de aporte do capital no Brasil. Um emprego alternativo das offshores é usá-las para adquirir imóveis no País.
Depois de manusear centenas de documentos, Ribeiro Jr. observa que Ricardo Sérgio, o pivô das privatizações – que articulou os consórcios usando o dinheiro do BB e do fundo de previdência dos funcionários do banco, a Previ, “no limite da irresponsabilidade”, conforme foi gravado no famoso “Grampo do BNDES” –, foi o pioneiro nas aventuras caribenhas entre o alto tucanato. Abriu a trilha rumo às offshores e às contas sigilosas da América Central ainda nos anos de 1980. Fundou a offshore Andover, que depositaria dinheiro na Westchester, em São Paulo, que também lhe pertenci
Ribeiro Jr. promete outras revelações. Uma delas diz respeito a um dos maiores empresários brasileiros, suspeito de pagar propina durante o leilão das estatais, o que sempre desmentiu. Agora, porém, existe evidência, também obtida na conta Beacon Hill, do pagamento da US$410 mil por parte da empresa offshore Infinity Trading, pertencente ao empresário, à Franton Interprises, ligada a Ricardo Sérgio.
(1) A dívida de Preciado com o Banco do Brasil foi estimada em US$140 milhões, segundo declarou o próprio devedor. Esta quantia foi convertida em reais tendo-se como base a cotação cambial do período de aproximadamente R$3,2 por um dólar.
(2) As empresas arrematadas foram a Coelba, da Bahia, a Cosern, do Rio Grande do Norte, e a Celpe, de Pernambuco. por Amaury Ribeiro Jr. Texto do http://www.viomundo.com.br/
Jornalistas revelam livro originado por guerra entre Serra e Aécio
Os jornalistas Luiz Carlos Azedo, titular da coluna Brasília-DF do Correio Braziliense, e Luís Nassif, editor de blog, revelaram ontem a existência de um livro “sobre os bastidores das privatizações”, segundo Azedo, originário da guerra travada entre José Serra e Aécio Neves, de acordo com Nassif, quando os então governadores tucanos de São Paulo e Minas Gerais disputavam a pré-candidatura do PSDB à Presidência.
Com o título “O caso do dossiê”, o texto publicado por Nassif em seu blog, no fim da tarde de ontem, desacredita a produção ou existência de novo dossiê contra Serra e afirma que “a história é outra”.
Segundo Nassif, a história é a seguinte:
“Quando começou a disputa dentro do PSDDB, pela indicação do candidato à\s eleições presidenciais, correram rumores de que Serra havia preparado um dossiê sobre a vida pessoal de seu adversário (no partido) Aécio Neves.
A banda mineira do PSDB resolveu se precaver. E recorreu ao (jornal) Estado de Minas para que juntasse munição dissuasória contra Serra. O jornal incumbiu, então, seu jornalista Amaury Ribeiro Jr. de levantar dados sobre Serra. Durante quase um ano Amaury se dedicou ao trabalho, inclusive com viagens à Europa, atrás de pistas.
Amaury é repórter experiente, farejador, que já passou pelos principais órgãos de imprensa do país. Passou pelo O Globo, pela IstoÉ, tem acesso ao mundo da polícia e é bem visto pelos colegas em Brasília.
Nesse ínterim, cessou a guerra interna no PSDB e Amaury saiu do Estado de Minas e ficou com um vasto material na mão. Passou a trabalhar, então, em um livro, que já tem 14 capítulos, segundo informações que passou a amigos em Brasília.
Quando a notícia começou a correr em Brasília, acendeu a luz amarela na campanha de Serra (…)”.
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, reagiu às informações com uma mensagem no Twitter ao presidente do PSDB, Sérgio Guerra.
“Então quer dizer que foi o Aécio quem encomendou?
E agora querem jogar no nosso colo? Que coisa feia!”
De: http://www.brasiliaconfidencial.inf.br/?p=16803
APROVAÇÃO DO PRESIDENTE LULA É RECORDE 86%
A avaliação positiva do presidente chega a 92% na região Nordeste. No Sul, esse índice é de 75% – uma diferença de 17 pontos porcentuais.

José Serra e Dilma Rousseff aparecem empatados na primeira pesquisa de intenção de voto feita após a exibição das propagandas partidárias do PT e do DEM, que promoveram em rede nacional de rádio e televisão as candidaturas da petista e do tucano, respectivamente.
Aprovação ao governo Lula é de 75%
Segundo levantamento do Ibope feito a pedido do Estado e da TV Globo, Serra e Dilma têm, cada um, 37% das preferências dos eleitores. Marina Silva, do PV, aparece com 9%.
Em relação à pesquisa anterior do Ibope, feita em abril, antes da propaganda dos dois principais pré-candidatos no rádio e na TV, Dilma subiu cinco pontos porcentuais, e Serra caiu três.
O empate persiste na simulação de um eventual segundo turno: 42% para o tucano, 42% para a petista. Na pesquisa Ibope de abril, o placar era de 46% a 37%.
As investidas de Serra e Dilma na TV atingiram uma parcela similar do eleitorado: cerca de um quarto do eleitorado disse ter assistido o programa de um ou de outro. Mas há elementos que indicam que a propaganda petista foi mais efetiva: Dilma tem 51% das intenções de voto no grupo que viu seu programa, e apenas 34% no segmento que não viu nenhum político na TV. No caso de Serra, praticamente não há diferenças entre os dois grupos: 41% de preferências entre os que viram o programa tucano e 37% entre os que não viram.
A pré-candidata do PT dividiu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o programa partidário de dez minutos que o PT exibiu no último dia 13 no rádio e na televisão. Além de apresentar sua ex-ministra como herdeira política, Lula procurou creditar a ela o êxito de programas que ajudam a alimentar a popularidade do governo, como o Luz Para Todos e o Bolsa-Família.
A oposição acusou o PT de fazer campanha antecipada, o que é ilegal. O programa partidário do DEM, porém, veiculado no dia 27, também colocou Serra em destaque, ao exibir o discurso do tucano no evento em que havia se lançado pré-candidato.
Consolidação. Dilma assumiu a dianteira na pesquisa espontânea, aquela em que os entrevistados revelam suas preferências antes de ler a lista dos candidatos. Nessa modalidade, a ex-ministra da Casa Civil aparece com 19%, seguida pelo ex-governador de São Paulo, com 15%.
O fator desinformação ainda tem peso significativo na matemática eleitoral: o presidente Lula, que nem sequer pode concorrer novamente, aparece com 12% na pesquisa espontânea. Dois terços desse segmento lulista têm renda familiar de até dois salários mínimos. Na região Nordeste, 22% do eleitorado ainda aponta o presidente como candidato preferido.
O número de lulistas na pesquisa espontânea vem diminuindo paulatinamente a cada sondagem do Ibope: desde fevereiro, caiu 11 pontos porcentuais, ao passo que as menções a Dilma subiram 10 pontos.
Nanicos. O índice de rejeição é outro item da pesquisa em que não há empate. Quando o Ibope pergunta em quem os eleitores não votariam de jeito nenhum, Serra aparece com 24%, à frente da adversária, com 19%.
Além de pesquisar o cenário com os pré-candidatos do PSDB, do PT e do PV, o Ibope também apresentou aos entrevistados, pela primeira vez, uma lista com os nomes dos chamados “nanicos” – representantes de micropartidos. Mesmo com 13 pré-candidatos no segundo cenário, o quadro fica exatamente o mesmo – Serra, Dilma e Marina mantêm seus porcentuais.
- Serra tem a maior rejeição 24%
Pesquisas anteriores dão frente a Dilma em 2º turno
Publicado por Emanuel Limeira
Ibope mostra tucano e petista empatados; Datafolha, Vox Populi e Sensus colocam ex-ministra à frente, dentro da margem de erro
Em pesquisas anteriores ao levantamento Ibope divulgado neste sábado, a pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, já ultrapassa o rival tucano José Serra nas simulações de um segundo turno. Pelo Ibope, Dilma e Serra aparecem ambos com 42% das intenções de voto. Nas pesquisas Datafolha, Vox Populi e Sensus divulgadas na segunda quinzena de maio, o tucano está em desvantagem, mas ainda dentro da margem de erro.
Na pesquisa Datafolha divulgada em 22 de maio, Dilma e Serra apareciam tecnicamente empatados na projeção de segundo turno. A petista tinha 46% contra 45% do tucano. Em abril, Serra aparecia dez pontos à frente de Dilma, com 50% a 40%, segundo o Datafolha.
Já na pesquisa Vox Populi/Band, divulgada em 15 de maio, Dilma aparecia com dois pontos percentuais de vantagem sobre Serra em um eventual segundo turno, com 40% da preferência dos eleitores contra 38%. A diferença, no entanto, também cai dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2,2 pontos percentuais para cima ou para baixo.
Na pesquisa CNT/Sensus divulgada em 17 de maio, Dilma também aparece na frente de José Serra na simulação de segundo turno, com 41,8% contra 40% da preferência dos eleitores. Em abril, o cenário era inverso: o tucano aparecia na frente com 41,7%, enquanto a petista tinha 39,7%. O resultado também cai dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2,2 pontos percentuais.
05 Junho 2010
Será que a REDE GLOBO vai divulgar a pesquisa do IBOPE?
O maior portal da Dilma Rousseff na internet, O BLOG DA DILMA, divulgou agora há pouco a mais recente pesquisa do Ibope em nível nacional para Presidente da República. Os números são surpreendente. Dilma Rousseff colocou 9 pontos acima do tucanos José Serra, preferido da Mídia Nacional. Dilma tem agora 43%, Serra 34, Marina 10%, Brancos/nulos e não sabem 13%.O certo é que a candidatura do neoliberal José Serra morreu eleitoralmente. Veja a campanha baixa que os tucanos adotaram recentemente? Ridículo. Os tucanos estão sem projeto e programa de Governo para apresentar ao povo brasileiro em substituição ao do Presidente Lula. Eles estão perdidos.
Petroleiros se emocionam com presença de Dilma em plenária da FUP
A ex-ministra e pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, foi ovacionada nesta sexta-feira (4), durante sua passagem na 2º Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros (FUP). Num discurso que emocionou a categoria, Dilma acusou o governo Fernando Henrique Cardoso de tentar sucatear e privatizar a Petrobras.
Dilma pegou o gancho da fala do presidente do PT, José Eduardo Dutra, que afirmou que o governo do PSDB e do ex-PFL (agora DEM) tentou privatizar a estatal petrolífera. Segundo Dutra, “essa era a estratégia ‘comer pelas beiradinhas’, que nem mingau”.
“Comer pelas beiras era desvalorizar os trabalhadores. Eles pararam de investir em refinarias, em petroquímica”, disse Dilma, que acusou o governo FHC de “subserviência” aos grandes investidores estrangeiros. “O Brasil foi mais respeitado por isso? Não. Foi respeitado quando pagou a dívida externa e dispensou o Fundo Monetário Internacional.”
Para uma plateia de 240 petroleiros, Dilma ressaltou a enorme luta dos petroleiros em defesa da Petrobras e da soberania nacional. “Não temos que ter vergonha de ser nacionalista”, declarou, criticando a tentativa da gestão FHC de mudar o nome da Petrobras para Petrobax, com o objetivo de tornar a empresa "aceitável pelos grandes investidores".
“Seria mesma coisa de trocar o ‘s’ do Brasil por ‘z’. Tem uma subserviência por trás disso — era como se tratava empresa no exterior”, atacou, Dilma, que trataou o governo Lula como modelo de autonomia. “Nós não ficamos de joelho. Pagamos a dívida externa e despachamos o FMI. Mantivemos a cara verde e amarela da empresa.”
Vestida com colete da FUP, a ex-ministra também relembrou a greve dos petroleiros de 1995. “Aqueles, que resistiram em vários momentos, hoje acreditam que este país pode superar desafios ao construir a maior empresa de petróleo do mundo. Benditos aqueles que resistiram, lutaram e hoje descobriram o pré-sal. Vão proporcionar um futuro muito mais feliz para todos nós.”
A pré-candidata recebeu da categoria o Projeto de Lei da FUP e dos movimentos sociais, em tramitação no Senado Federal. O projeto tem o objetivo de regulamentar o setor e destinar das riquezas do pré-sal para a sociedade brasileira. Para Dilma, o óleo da camada do pré-sal é uma “riqueza mineral que será transformada em riqueza social e humana.”
As mulheres integrantes do quadro de funcionárias da FUP, da Petrobras e da organização do evento surpreenderam Dilma com um jingle de apoio a ela. A ex-ministra brincou, ainda, com os petroleiros, ao dizer que eles são “a pátria de capacete e macacão”.
Da Redação, com agências
04 Junho 2010
OPOSIÇÃO HISTÉRICA: Relatório do UBS aponta Dilma com mais chances do que o ex-governador Serra
O Estado de S.PauloRelatório feito pelo banco suíço UBS afirma ser "significativa" a probabilidade de a pré-candidata pelo PT, Dilma Rousseff, ganhar a eleição no primeiro turno. De acordo com o texto, a petista está numa posição mais forte para ser eleita presidente. O documento, no entanto, relata ser mais provável que a disputa chegue ao segundo turno.
O relatório diz que a probabilidade de vitória de Dilma é maior em razão do desejo do eleitor de manter as coisas como estão e o fato de ela ser associada como a candidata da continuidade. O texto também afirma que o principal risco associado à petista é no lado fiscal. Em relação ao tucano José Serra, afirma que o principal risco é o "aparente" desejo de mudanças na política econômica.
Papéis mencionam auxiliares e familiares de tucano
Os papéis que circularam pelo comando da campanha de Dilma Rousseff (PT), tratados oficialmente por sua equipe como algo alheio à candidata e pelos tucanos como obra dela, tratam de transações financeiras que envolvem antigos colaboradores e familiares de José Serra (PSDB).
A Folha teve acesso a dois conjuntos de papéis. Um cita dados da CPI do Banestado (2003-2004), e o outro é sobre negócios atribuídos à filha de Serra, Verônica.
Os papéis da CPI relatam operações financeiras registradas entre 1997 e 2001 em nome de empresas que pertenciam ou pertenceram a Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-arrecadador informal da campanha de Serra ao Senado, em 1994, e ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil no governo FHC.
Oliveira deixou o cargo no BB em 1998, após o escândalo dos grampos no BNDES.
Os papéis também relatam movimentações financeiras do empresário Gregorio Marin Preciado, casado com uma prima do presidenciável e sócio de Serra até 1995 em um imóvel.
O principal papel do conjunto é um relatório datado de 2004, assinado pelo relator da CPI, o deputado federal José Mentor (PT-SP).
O relatório foi enviado pela CPI à Justiça de São Paulo num processo movido em 2002 por Ricardo Sérgio contra a "IstoÉ", que havia citado os dados. A revista pediu ao juiz do caso que fosse possível buscar os documentos guardados pela CPI.
No relatório, Mentor descreveu que a CPI detectou operações de até US$ 2,7 milhões entre uma empresa então ligada a Ricardo Sérgio, a Consultatum, e uma "offshore", por meio de operações de remessas de dinheiro que fugiam às regras do BC.
O relatório de Mentor também transcreve remessas totais de US$ 410 mil de uma empresa com interesses no setor telefônico brasileiro.
Sobre os negócios de Verônica, a Folha manuseou, mas não obteve cópia dos papéis nem conseguiu verificar sua autenticidade. Eles tratam de operações contábeis feitas por empresa ligada a Verônica e seu marido.
Muita atenção: Esses papéis, reportagens, textos, matérias estão disponíveis na Internet em vários sites, blogs, jornais, revistas, desde 2001. Tem quase 10 anos que todo mundo já tomou conhecimento desse assunto da firma de Verônica Serra e Verônica Dantas. Do o escândalo dos grampos no BNDES do Ricardo Sérgio de Oliveira, tudo sempre bem abafado pelos tucanos. Vamos combinar, precisa de dossiê? Precisa é de uma investigação séria do MP, da Justiça para apurar os desvios de recursos, as negociatas ilícitas. A mídia está requentando fatos que já foram amplamente divulgados. Não há nenhuma novidade. O ex anão do orçamento Sérgio Guera do PSDB diz que a ministra Dilma deve vir a público e pedir desculpas. Desculpas pelo que? Pelas matérias de mais de 10 anos nos jornais, revistas, Internet, muitas até na justiça pelas trapaças do PSDB?
03 Junho 2010
PETROLEIROS COM DILMA, ELES TEMEM A PRIVATIZAÇÃO DE SERRA
Dilma Rousseff terá na 2ª Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que acontece hoje e amanhã em Brasília. O coordenador-geral da entidade, João Antônio de Moraes, disse que a candidatura de Dilma ao Planalto é a que mais se identifica com o pensamento da categoria.
Os petroleiros, diz Moraes, temem que, se eleito, o pré-candidato da oposição, José Serra (PSDB-SP), proponha a privatização da Petrobras. Tal hipótese é negada pela assessoria do tucano e entraria, segundo o partido, no capítulo do "terrorismo eleitoral".
"Há pessoas ligadas ao Serra que já disseram que, se ele for eleito, voltará à atual Lei do Petróleo (e não o marco regulatório do pré-sal)", afirmou. A FUP acredita que as mudanças propostas pelo governo Lula são um avanço em relação ao modelo atual, mas defende a volta do monopólio da Petrobras.
Dilma foi a única candidata convidada para participar da plenária da entidade. Será o segundo evento sindical, nesta semana, a servir de palanque para a candidatura petista. Na última terça-feira, durante a Assembleia da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), em São Paulo, cinco centrais sindicais pregaram a continuidade do governo Lula e alertaram para um "retrocesso" caso Serra seja eleito.
Durante o encontro, a FUP quer obter de Dilma a garantia de que terá participação nas discussões sobre a política do setor petrolífero, caso seja eleita. A programação do evento, divulgada no site da FUP, informa que "a ex-ministra deverá comparecer ao evento para dar sua saudação aos petroleiros".
Convocada por FHC, cúpula tucana cobra mudanças na campanha de Serra

CÁTIA SEABRA
DE SÃO PAULO
O risco de desgaste com a demora na definição da vice é alvo de apreensão do grupo. "Todos defendem brevidade na escolha da vice", disse Guerra, um dos cotados para a vice.
"Serra deverá caminhar [na escolha] na semana que vem", acrescentou.
A falta de diálogo e recentes rompantes de Serra também estiveram em pauta. Todos cobram informações sobre a campanha.
Vice
Na reunião, Aécio voltou a defender Tasso para vice. Mas FHC disse que o senador "dá trabalho". "Confesso que não sou nenhum Marco Maciel", brincou Tasso, à saída.
Com a busca de um perfil conciliador, a hipótese de Guerra ganha força, até por sua boa relação com Serra. Mas esbarra no DEM.
Ao fazer um relato, Guerra disse que preferiria um nome do PSDB para a vaga, mas que o DEM poderá indicar o vice para evitar sequelas na campanha. No DEM, Agripino Maia e José Carlos Aleluia são os mais cotados.
PT diz que pedirá na Justiça que Serra confirme acusações a Dilma
‘Quem não deve não teme’, disse José Eduardo Dutra.
Do G1, em Brasília
O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, afirmou nesta quinta-feira (3) que vai interpelar judicialmente o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, para que confirme a declaração na qual ele atribui à pré-candidata petista, Dilma Rousseff, a responsabilidade pela confecção de um suposto dossiê contra ele.
“Ele acusou a Dilma. Primeiro vamos interpelar para ver se ele confirma o que disse. A partir dessa confirmação, teremos margem para um processo”, afirmou Dutra. O G1 entrou em contato com a assessoria de Serra e ainda aguarda retorno das ligações.
O presidente petista prometeu protocolar a interpelação nesta sexta-feira (4). Dutra tomou a decisão nesta quinta, depois de conversar com o secretário-geral do partido, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), e ainda anunciou a medida pelo Twitter. "Decidimos interpelar o Serra judicialmente, pelas suas acusações a Dilma e ao PT sobre o tal dossiê. Quem não deve, não teme", escreveu Dutra.
Declarações
Nesta quarta-feira (2), Serra disse que Dilma e o PT tinham que dar explicações sobre o suposto dossiê. "O PT tem uma longa tradição nesta matéria", disse Serra a jornalistas durante evento na Associação Comercial de São Paulo. "A principal responsabilidade por esse novo dossiê é da candidata Dilma Rousseff. Disso eu não tenho dúvida", acrescentou o ex-governador.
02 Junho 2010
Ministério Público aponta rede nebulosa em torno de Serra
Sob suspeita
Em ação cautelar de improbidade administrativa os procuradores da República Luiz Francisco de Souza e Alexandre Camanho impliaram 18 pessoas e empresas ligadas ao ex-diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira, responsável pela arrecadação do político José Serra nos últimos anos. O candidato à Presidência é citado 40 vezes na ação.
Para justificar-se, Serra e seus correligionários passaram a afirmar que o procurador Luiz Francisco é "petista". Em entrevista ao site Consultor Jurídico, o procurador disse que não tem militância partidária desde 1991 e pediu desfiliação do PT em 1995.
Questionado sobre a possibilidade de processar Serra por causa das declarações, respondeu: "Não pretendo perder meu tempo processando pessoas como o Serra, que mentiu na Justiça Eleitoral quando não informou que possuía duas empresas".
A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) divulgou uma nota de apoio aos dois advogados públicos afirmando que "os procuradores da República não se pautam por interesses partidários ou por declarações externadas por pessoas que indiretamente poderão ser atingidas pelos efeitos de eventuais ações".
Na ação impetrada na 4ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, os procuradores pedem a quebra de sigilo bancário e fiscal de Ricardo Sérgio, dos empresários Ronaldo de Souza, Vladimir Antonio Rioli e Gregório Marin Preciado, casado com uma prima do candidato à Presidência José Serra, e das empresas Gremafer Comercial e Importadora, Aceto Vidros e Cristais, Planefin serviços e assessoria, Consultatum S/C, Antares participações e Antar Ventures Investments.
As citações sobre Serra são feitas por causa de Gregorio Preciato. De acordo com o MPF, Serra foi sócio de Preciato em dois negócios. Preciado teria sido beneficiado por dois empréstimos irregulares, em 1995 e 1998, num total de R$ 73,7 milhões. O processo deve apurar denúncias de propina no caso das privatizações do sistema Telebrás e da Companhia Vale do Rio Doce.
Processo 2002.34.00.029731-6
Leia a íntegra da ação:
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal
Bernardo de SOUZA Franco, um velho Ministro da Fazenda do século XIX, há mais de 150 anos, no livro "Os Bancos do Brasil", de 1848, identificou as causas da extinção do primeiro Banco do Brasil: ingerências políticas - uso do crédito em benefício de amigos do governo e não da sociedade, malversações, contabilidade falsa e incompleta, falta de fiscalização e o "sistema do completo segredo das operações", que gera ocasiões para fraudes.
"À sombra do segredo" florescem os enriquecimentos ilícitos.
O remédio para tais males é, dentre outros, a aplicação das sanções previstas na Lei n. 8.429 e na Lei do Colarinho Branco. Para evitar que "dilapidações públicas de sua administração" levem ao abismo o atual Banco do Brasil, basta que o Judiciário faça bom uso das sanções previstas, diminuindo a impunidade.
O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, com fundamento no disposto nos artigos 127, caput, e 129, III da Constituição Federal, no artigo 6º, XIV, letra "f", da Lei Complementar nº 75/93 e na Lei n. 8.429/92, vem, respeitosamente, propor a presente
AÇÃO CAUTELAR DE IMPROBIDADE
combinada com ação civil pública, com pedidos de liminares.
contra:
1º.) RICARDO SÉRGIO DE OLIVEIRA, brasileiro, casado, bancário, ex-Diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, podendo ser encontrado na xxxxxxxx
2º.) GREGÓRIO MARIN PRECIADO , brasileiro, casado, empresário, residente e domiciliado na xxxxxxxxxxx
3º.) VLADIMIR ANTONIO RIOLI, brasileiro, casado, empresário, residente e domiciliado na xxxxxxxxxxxx
4º.) GREMAFER COMERCIAL E IMPORTADORA LTDA, empresa inscrita no CGC do Ministério da Fazenda sob o n.º xx.xxx.xxx/xxxx-xx, com sede a xxxxxxxx
5º.) ACETO VIDROS E CRISTAIS LTDA, inscrita no CGC/MF sob o n.º xx.xxx.xxx/xxxx-xx, sediada a xxxxxxxxx com seu Contrato Social Consolidado em 20/12/93, registrado na Junta Comercial do Estado de São Paulo, sob o n.º xx.xxx/xx-x.
6º.) PAULO CÉSAR XIMENES ALVES FERREIRA , brasileiro, casado, bancário, Presidente do Banco do Brasil de 1995 até 1999, residente na xxxxxxxxxxxxxxx
7º.) CLÁUDIO NESS MAUCH, brasileiro, casado, contador, ex-diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro e ex-Diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil, residindo na xxxxxxxxx
(continua...)
Anuário da Justiça 2010: 322 páginas essenciais ao seu trabalho
SÉRGIO GUERRA É UM SEM NOÇÃO
Verônica Allende Serra e Verônica Dantas estão no Wikipédia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Decidir.com, Inc. foi uma "empresa ponto com" norteamericana, subsidiária da matriz argentina "Decidir", de busca e verificação de dados cadastrais e crédito. Registrada em Miami no dia 3 de maio de 2000 sob o número P00000044377, ganhou certa notoriedade no Brasil por ter tido como membros da diretoria tanto Verônica Dantas Rodemburg, irmã de Daniel Dantas, do CVC Opportunity, como Verônica Allende Serra, filha do governador José Serra e funcionária do fundo International Real Returns. Tal fato foi utilizado por adversários do político paulista na tentativa de ligá-lo ao banqueiro Daniel Dantas. A empresa tinha sede na Argentina e filiais no Chile, México, Venezuela e Brasil. Segundo o jornalista Marco Damiani, o site ofereceria consultas diversas, inclusive pesquisas de editais públicos de licitações no Brasil. "Encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado" escreveu ele em coluna da Revista "Isto É Dinheiro".[1][2]. Verônica Serra, que é advogada formada na Faculdade de Direito da USP com mestrado (MBA) na Universidade Harvard[2], retirou-se da empresa pouco depois do estouro da bolha da internet em 2001[3]
A diretoria executiva da Decidir.com, Inc. era assim composta: Brian Kim (representando o Citibank), Verônica Valente Dantas Rodemburg (representando o fundo CVC Opportunity), Guy Nevo (representando a Decidir Argentina), Verônica Allende Serra (representando o fundo International Real Returns - IRR), além de Esteban Nofal e Esteban Brenman. Com o estouro da bolha da internet em maio de 2001[3], os fundos de investimentos Citibank, CVC Opportunity e IRR se retiraram do negócio, ficando a Decidir.com apenas com as operações na Argentina e Brasil[4].
Atualmente, a Decidir.com atua apenas na Argentina e sua proposta de negócios anunciada é: "Com nossos serviços você poderá concretizar Negócios Seguros, evitando riscos desnecessários"[5].
A Decidir.com, Inc teria sido fechada em 5 de março de 2002, assim como tantas outras empresas "ponto com" devido ao colapso das ações de tecnologia na bolsa NASDAQ. Cópia dos documentos estão a disposição de qualquer pessoa no site sunbiz.org, que fornece cópias de documentos públicos emitidos na capital da Flórida, e podem ser consultados aqui, e aqui (((H00000027326 8))).
Referências
1.↑ DAMIANI, Marco, com STUDART, Hugo Studart e LEITE, Janaína. As duas Verônicas. Revista IstoÉ Dinheiro, 25 de Setembro de 2002
2.↑ a b MARTINS, Ivan. "PERFIL Verônica Serra". Revista IstoÉ Dinheiro
3.↑ a b Redação Terra. "Anos 00: empresas virtuais, Nasdaq e a Bolha". Web Site Terra Tecnologia
4.↑ a b SERRA,Verônica. "Esclarecimento". Google Sites
5.↑ "Portal da empresa Decidir
MATÉRIAS DE 2002 O NOBLAT NOTICIA COMO UMA GRANDE NOVIDADE EM SEU BLOG
ATENTEM PRA DATA 01/06/2010
(Estive fora nas últimas horas assistindo um concerto de jazz do Centro Cultural Banco do Brasil.
Deixei agendado este post. Só há pouco fui alertado por um amigo que é velho e está disponível no Google o material que alimentaria o chamado novo dossiê contra Serra.
Antes de pinçar as informações postadas pelo leitor que se assina Fernando Barros e apresentá-las como parte do novo dossiê, consultei uma fonte que teve acesso ao novo dossiê.
E ela me confirmou que as informações fazem parte dele, sim. Só não me disse - nem eu sabia - que são informações requentadas. Peço desculpas pelo erro.)
Começou a vazar por aqui partes do dossiê montado pelos novos aloprados do PT contra José Serra. A mais recente edição da VEJA deu conta da existência de um dossiê. E da ação dos novos aloprados, aparentemente suspensa.
Vejam os dois comentários do leitor que se assina Fernando Barros postados à nota "E o voto do blogueiro vai para....":
* "Por que o jornalista "Isento" não investiga isso? Será que o "patrão" vai deixar publicar algo?
"Decidir.com, Inc. é uma empresa multinacional, registrada em Miami no dia 3 de maio de 2000 sob o número P00000044377, na qual foram sócias Verônica Dantas Rodemburg, irmã de Daniel Dantas, do Banco Opportunity, e Verônica Allende Serra, filha do governador José Serra. Seu site oferecia oportunidades de negócios, inclusive na área de licitações públicas no Brasil. “Encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado”.
* Tem essa também para o jornalista "isento" investigar (se o patrão deixar): Ex-sócio de Serra é condenado a 6 anos de prisão".
“O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) sentenciou na terça-feira, 18 de maio, o aumento da pena de 3 para 6 anos, de 16 réus, por crime financeiro contra o Banco do Estado de São Paulo (Banespa) ocorrido em 1992 (Processo: N.º 2006.03.99.008600-8).
Entre os réus está Vladimir Antônio Rioli, à época um dos diretores do banco, e ao mesmo tempo SÓCIO DE JOSÉ SERRA (PSDB/SP), na empresa Consultoria Econômica e Financeira Ltda."
Lá estão – na Brickell – as duas Veronicas: Serra e Dantas.
O Conversa Afiada recebeu de um amigo leitor cópia do documento abaixo.
. Aparentemente, se trata de outro documento oficial do Governo da Flórida que confirma a sociedade entre a filha de José Serrágio (de pedágio, os mais altos do Brasil) e a irmã de Daniel Dantas, na empresa Decidir.Com, Inc.
. Sede da empresa era a famosa Brickel Av, em Miami, uma espécie de Rua Larga da Caixa Dois da América Latina.
. Quem ler o excelente livro de Leandro Fortes “Cayman – o dossiê do medo”, o que faço neste momento, verá que muitos dos episódios que configuram o chamado “Dossiê Cayman” foram tramados nessa mesma Brickell Av.
. Lá estão – na Brickell – as duas Veronicas: Serra e Dantas.
. Unidas para sempre.
. Aparentemente, a empresa realizou uma “dissolução voluntária” em 3 de maio de 2002. José Serrágio deixou o cargo de Ministro da Saúde um mês antes, em abril de 2002, para se candidatar a Presidente da República e perder, de forma esmagadora, para o Presidente Lula, por 61 a 39%. .
Memória: Ex-sócio de Serra, Vladimir Rioli foi responsável por operações fraudulentas em parceria com Ricardo Sérgio
A matéria da IstoÉ não um dossiê feito por "aloprados" Atentem para a data 2006.
Sexta-feira, Maio 26, 2006
Integrantes da tropa de choque que investiga irregularidades no Banespa, os deputados Robson Tuma (PFL-SP), Luiz Antônio Fleury (PTB-SP) e Ricardo Berzoini (PT-SP) ficaram revoltados com a operação abafa montada pela base governista para evitar o depoimento do economista Ricardo Sérgio de Oliveira na CPI que investiga operações podres nos tempos em que o banco era estatal. “Levamos um gol de mão aos 46 minutos do segundo tempo”, comparou Fleury. Os deputados passaram a última semana intrigados com o nervosismo demonstrado pelo Palácio do Planalto e pela cúpula do PSDB com a convocação. Caixa de campanha dos tucanos, Ricardo Sérgio estava intimado a comparecer à Assembléia Legislativa de São Paulo na quarta-feira 22, onde seria realizada a reunião da CPI. Diante das câmeras de televisão, o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil deveria explicar uma operação montada por ele em parceria com o Banespa em 1992, que trouxe de volta ao País US$ 3 milhões sem procedência justificada investidos nas Ilhas Cayman, um conhecido paraíso fiscal no Caribe. A Operação Banespa que ajudou Ricardo Sérgio a internar dinheiro de paraísos fiscais foi aprovada pelo então vice-presidente de operações do Banespa Vladimir Antônio Rioli. Na época, o senador José Serra (PSDB-SP) era sócio de Rioli. De acordo com o contrato social, Serra tinha 10% das cotas da empresa Consultoria Econômica e Financeira Ltda. Rioli foi companheiro de militância de Serra e do falecido ministro das Comunicações Sérgio Motta na Ação Popular (AP), movimento de esquerda da década de 60 – e arrecadador de recursos para campanhas do PSDB juntamente com Ricardo Sérgio. Era Rioli quem comandava todas as reuniões do comitê de crédito do banco estadual. Além de aprovar a operação que permitiu o ingresso dos US$ 3 milhões, ele autorizou outras transações envolvendo Ricardo Sérgio e a Calfat, uma indústria têxtil com sede em São Paulo, na qual o próprio Ricardo Sérgio atuava como presidente do seu conselho deliberativo. Em setembro de 1992, Rioli liberou para a tecelagem, sem nenhuma garantia, um empréstimo do Banespa no valor de CR$ 3,7 bilhões (correspondente hoje a R$ 1,7 milhão). Um ano depois, Rioli autorizou o Banespa a tocar várias operações de câmbio que permitiram ao ex-diretor do BB e à Calfat trazer outros recursos do Exterior, provocando um rombo nas contas do ex-banco estatal. O valor do prejuízo é desconhecido. O processo de cobrança dessa operação foi retirado da 5ª Vara Civil do Fórum de Santo Amaro, em São Paulo, pelos advogados do banco e sumiu misteriosamente em 1995.
A sociedade entre Rioli e Serra começou em 10 de março de 1986, quando o hoje candidato à Presidência estava deixando a Secretaria de Planejamento do governo Franco Montoro para disputar sua primeira eleição a deputado federal. A consultoria funcionou até 17 de março de 1995. Investidor da Bolsa de Valores de São Paulo, Rioli também é conhecido por sua ficha suja. Em 1999, foi condenado pela Justiça Federal a quatro anos de prisão – convertidos em prestação de serviços e pagamento de indenização – por liberar um empréstimo do Banespa equivalente a US$ 326,7 mil à Companhia Brasileira de Tratores, empresa da família Pereira Lopes, de São Carlos (SP), que estava em dificuldades e colecionava títulos protestados na praça. Em 1993, Rioli se envolveu em outro escândalo. Foi acusado pelo Tribunal de Contas da União de arquitetar uma operação que deu à Cosipa, na época estatal, um prejuízo equivalente a US$ 14 milhões. A operação, um fantástico contrato sem correção monetária numa época de inflação galopante, foi fechada em 1986, quando Rioli presidia uma outra consultoria, a Partbank S.A., e já era conhecido por dar passes de mágica no mercado financeiro. Na lista dos envolvidos, o Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a incluir um outro amigo de Rioli: André Franco Montoro Filho, que na época era diretor do BNDES e apoiou o negócio. Rioli e Montoro Filho também trabalharam juntos no programa de desestatização do governo federal.
Leia reportagem completa aquiLeia a íntegra da ação sobre o caso (Processo 2002.34.00.029731-6)
Verônica Serra e Verônica Dantas, irmã de Daniel, donos do Opportunity.
Há três meses, quando o caso surgiu em matéria da Folha de S.Paulo, assinada pelo repórter Fernando Rodrigues, o candidato minimizou suas ligações. Agora, o anúncio de uma ligação maior entre Serra e Preciado oferece chumbo para seus adversários.
Descobriu-se que a sede da Análise da Conjuntura Econômica e Perspectivas Ltda. (ACP), empresa de Serra e sua filha, Verônica, funcionava no número 1.020 da Rua Simão Álvares, Vila Madalena, São Paulo. No mesmo endereço instalou-se o comitê eleitoral de Serra nas campanhas de 94 e 96. Nesse período, o imóvel pertencia a Preciado.
A empresa, segundo a assessoria jurídica do candidato, apenas alugou a casa da Gremafer. A ACP deu entrada na sua extinção no ano 2000, mas formalmente ainda existe.
Nas listas das infantarias adversárias, com direito a filmete da moradia, a discussão sobre o imóvel onde residem há mais de 20 anos, no Alto de Pinheiros, em São Paulo, o senador e família.
Verônica, em 20 de setembro de 2001, comprou a casa para a família por R$ 475 mil. Na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral, no último dia 2 de julho, está exposto que Serra fez um empréstimo de R$ 120 mil à filha.
Na vida dos comuns seriam negócios corriqueiros em qualquer família. Talvez nessa condição tivessem permanecido se, por seu lado, o tucano não tivesse desde o início da campanha ultrapassado essa mesma linha.
Na quinta-feira, de lado a lado, chumbo pesado na internet. Na linha de tiro, novamente Verônica Serra. Com fartura de documentos, mostrava-se a relação entre Verônica Serra e Verônica Dantas, irmã de Daniel, donos do Opportunity.
A relação se daria na empresa
DECIDIR.Com Inc., com sede em Miami. Fundada em maio de 2000 e fechada no último 3 de maio. No Officer/Director Detail da empresa, surgem os nomes de Allende Serra Verônica e Dantas Rodemburg Verônica.
Na noite da quinta-feira, redações Brasil afora, decidia-se como transportar os fatos da internet para os noticiários, se e como noticiá-los. Isso, poucos dias depois da ação contra Ricardo Sérgio proposta pelo procurador em Brasília.
Luís Francisco. Diríamos que aos olhos de boa porção da mídia e do poder, ele é um procurador bombril: tem 1.001 utilidades. Quando se tratou de fisgar, pela boca, o ex-senador Antônio Carlos Magalhães, Luís Francisco foi saudado por um coro de anjos e clarins.
Ali, era hora de Fernando Henrique livrar-se daquele que fora um de seus maiores sócios no exercício do poder durante um reinado e meio.
Quando capturou o deputado Hildebrando Paschoal, e os corpos esquartejados por sua motosserra, o procurador Luís Francisco foi quase santificado. Idem nos casos de Joaquim Roriz, Luiz Estevão, Rafael Greca...
Países com carga tributária menor que 10% não desenvolvem boas políticas sociais, diz Lula
Da Agência Brasil
Ao discursar nesta terça-feira (01) na cerimônia de encerramento do 33º Encontro do Período de Sessões da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que os países que têm carga tributária menor que 10% não têm condições de desenvolver boas políticas sociais.
A declaração foi feita em meio à crítica da postura que tinham países latino-americanos em relação às exigências que eram feitas pelo Fundo Monetário Nacional (FMI) para a liberação de socorro financeiro. “Tem gente que diz que, no meu país, a carga tributária é apenas 9%, 10%. Quem tem carga tributária de 10% não tem Estado. O Estado não pode fazer absolutamente nada. Está aí cheio de exemplos para a gente ver, para a gente perceber que exatamente os Estados que têm as melhores políticas sociais são os que têm a carga tributária mais elevada. Basta ver os Estados Unidos, a Alemanha, França, Suécia e Dinamarca”, afirmou Lula.
Como exemplo de nações que têm cargas tributárias mais baixas, Lula citou países da América do Sul. “Os que têm a carga menor não têm condições de fazer absolutamente nada de política social. É só fazer o recorrido na nossa América Latina”.
A praticamente oito meses de deixar o governo, Lula disse que seu sucessor terá o “grande paradigma” de superar o que foi feito por seu governo. “Quem vier depois de mim, sabe que não pode retroceder porque terá no seu calcanhar um novo paradigma. Se um metalúrgico, sem diploma, conseguiu fazer o que fez, por que não posso fazer mais?”. “O paradigma é muito maior e eu estarei onde precisar para ajudar esse companheiro”, acrescentou.
Há muito que Israel mata manifestantes desarmados
Israel passou dos limites. Os ataques a “Flotilha da Liberdade”, grupo de barcos de ajuda humanitária que seguiam para a Faixa de Gaza, na Palestina, na segunda-feira, causaram furor internacional e foram chamados de “derramamento de sangue” pelo secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas) Ban Ki-moon. O Conselho de Segurança, em reunião emergencial em Nova York, exigiu uma investigação detalhada do “incidente”. O chargista Carlos Latuff, seguindo o histórico de impunidade as várias formas de truculência por parte do governo de Israel, não acredita que será dessa vez que o país sofrerá sanções da ONU.O carioca Latuff, que herdou o sobrenome do avô libanês Nagib, vem militando a favor da causa palestina desde que fez uma viagem aos territórios ocupados da Cisjordânia em 1999. Tem na charge, ofício que exerce de forma política há 20 anos desde que começou a desenhar para publicações sindicais, seu meio de expressão para mostrar de maneira mais explícita e artística um contraponto que você não encontra nos grandes meios de comunicação.
Latuff se tornou um artista bastante controverso ao botar o dedo na ferida de assuntos delicados como o imperialismo estadunidense e a violação dos direitos humanos, mas tem na aparente insolúvel situação entre Israel e Palestina o seu principal nicho de manifestação artística. Abaixo leia entrevista concedida por Latuff a CartaCapital em que fala sobre a proteção internacional dos EUA a Israel e as possíveis soluções para uma paz entre israelenses e palestinos.
CartaCapital: Como você vê esse ataque israelense a "Flotilha da Liberdade"?
Carlos Latuff: Há muito que Israel mata manifestantes desarmados. Foi assim com Rachel Corrie, esmagada por um trator israelense em 2003 quando tentava impedir a demolição de uma residência palestina e com Tom Hurndall que levou um tiro na cabeça de um atirador de elite israelense em 2004. Sem falar nos jovens palestinos abatidos a tiros quase todos os dias em protestos na Cisjordânia, que tem pouca ou
nenhuma cobertura da mídia.
CC: Qual tipo de punição você acha que seria justa a Israel?
CL: A única punição que Israel recebeu até hoje foram de grupos como Hamas e Hezbollah, já que os Estados Unidos preservam seu satélite de qualquer tipo de sanção legal por parte das Nações Unidas. Obama e Hillary Clinton falam de sanções contra o Irã todos os dias, falam que "todas opções estão na mesa" contra Teerã, mas quando se trata de Tel Aviv, nenhum tipo de reprimenda, por mais leve que seja, é levada a cabo. É Washington que faz Israel imune as leis internacionais.
CC: Você não acha que dessa vez a truculência de Israel foi tanta que que deverá resultar numa punição mais severa das entidades internacionais, como do Conselho de Segurança da ONU?
CL: Truculência tem sido a marca registrada do estado de Israel ao longo dos anos. São milhares de civis palestinos assassinados pelas ações militares de Israel em Gaza e no Líbano, incluindo o uso de bombas de
fragmentação e de fósforo branco, e mesmo assim não houve resposta enérgica das Nações Unidas, graças a sempre pronta interferência estadunidense. Um dos meios de pressão da sociedade civil tem sido as campanhas de boicote econômico e cultural a Israel. Campanhas semelhantes foram importantes contra o regime sul-africano do apartheid.
CC: Você acha que esse evento pode melhorar a imagem da Palestina internacionalmente?
CL: Isso não posso dizer, mas certamente o sangue derramado dos palestinos tem corroído a já desgastada imagem de Israel perante a opinião pública mundial, tanto assim que o país tem investido pesado em relações públicas. Mas não tem assessoria que possa convencer o mundo de que foi justificado atirar em ativistas desarmados que levavam alimentos e remédios a Gaza.
CC: Independente do último ataque de Israel, você acha possível um acordo de paz entre Israel e Palestina?
CL: Com políticos como Benjamin Netanyahu, Avigdor Lieberman, ou mesmo o Nobel da Paz Shimon Peres, que negociou armas nucleares com o regime do apartheid, paz é algo que Israel definitivamente não pode oferecer. Acredito que um acordo justo pudesse acontecer se Uri Avnery, Norman Finkelstein ou Noam Chomsky fossem os líderes do país.
CC: Você consegue enxergar uma solução, mesmo que pessoal, para a aparente insolúvel situação em que Israel e Palestina se encontram?
CL: Os movimentos sociais palestinos e israelenses falam não em uma única solução, mas soluções, como a criação de um estado para os dois povos ou dois estados. De qualquer forma, qualquer solução seja ela qual for, passa pelo reconhecimento do direito palestino a soberania e a lei de retorno dos refugiados palestinos, lei essa que atualmente vale apenas para os judeus da diáspora.
CC: Você acha que os judeus israelenses, com o muro e outras atitudes similares, fazem com os palestinos o que for feito com eles no holocausto? Não com as mesmas proporções, da mesma forma e com outros motivos, mas é do mesmo jeito uma cultura mostrando superioridade sobre a outra simplesmente porque pode e acha isso correto segundo o seu ponto de vista? E você acha que os judeus israelenses usam isso como justificativa para o que fazem, mesmo que não explicitamente?
CL: Apesar dos judeus em sua maioria se identificar automaticamente com Israel, não se pode dizer que a totalidade deles é alinhada com as políticas genocidas de Tel Aviv. Mesmo que hajam similaridades entre o tratamento dos nazistas aos judeus e o dos israelenses com os palestinos, não creio que haja uma política de extermínio tal qual a que foi levada a cabo por Hitler na Europa. Mas é certo que, para os dirigentes israelenses, seria muito bom se não houvesse mais nenhum palestino naquela região. São muitas as vozes em Israel que pedem a deportação dos palestinos.




