07 Fevereiro 2010

DILMA MOSTRA E PROVA QUE O PSDB MENTE:PAC Drenagem destinou R$ 1,1 bilhão para conter enchentes em São Paulo

PAC Drenagem destinou R$ 1,1 bilhão para conter enchentes em São Paulo
Deputado confunde projetos do PAC com MP das Enchentes e faz acusação infundada

O governo federal destinou, desde junho do ano passado, R$ 1,1 bilhão para investimentos em obras de prevenção de enchentes em 24 municípios do Estado de São Paulo, inclusive a capital, distribuídos em 41 projetos. Foram R$ 487,2 milhões do Orçamento Geral da União, totalmente contratados, e R$ 616,1 milhões em financiamentos do FGTS e FAT/BNDES, para obras de drenagem urbana e manejo de águas pluviais no Estado.

Estes recursos fazem parte do Programa Manejo de Águas Pluviais do PAC (PAC Drenagem), que compreende R$ 4,7 bilhões de investimentos em todo o país. O anúncio dos 186 projetos selecionados para este programa foi feito pelo presidente Lula em junho de 2009, beneficiando 109 municípios de 19 estados.

Foi ao PAC Drenagem que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, se referiu em entrevista, quinta-feira, ao descrever ações do governo federal para prevenir enchentes nas grandes cidades.

Os recursos do PAC Drenagem não se confundem com os R$ 880 milhões, previstos na Medida Provisória 463/2009, editada em maio para dar socorro emergencial a municípios afetados pelas chuvas no final de 2008 e início de 2009.

Quem se confundiu, lamentavelmente, foi o presidente do PSDB de São Paulo, deputado Mendes Thame. Em nota, o deputado refere-se aos recursos da MP 463/2009 como se fossem os investimentos do PAC Drenagem citados pela ministra Dilma Rousseff, o que não é correto. O parlamentar fez afirmações que não correspondem à verdade.

Do total de R$ 1,1 bilhão destinados pelo PAC Drenagem a cidades de São Paulo, 70% destinam-se a obras na Capital e Região Metropolitana, onde se concentram os maiores problemas relacionados às enchentes no Estado. Já foram contratados R$ 329 milhões do OGU para projetos na Capital e Região Metropolitana.

Para correta informação da população de São Paulo, eis a lista dos municípios daquele Estado com projetos aprovados no PAC Drenagem: São Paulo, Americana, Bauru, Campinas, Carapicuíba, Embu das Artes, Ferraz de Vasconcelos, Hortolândia, Itapevi, Jandira, Mauá, Nova Odessa, Osasco, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São José do Rio Preto, São Vicente, Sumaré, Taboão da Serra, Tupã e Valinhos.

Assessoria de Imprensa da Casa Civil da Presidência da República

Charge do Bessinha

PT, entre o passado e o futuro


MARCO AURÉLIO GARCIA
ESPECIAL PARA FOLHA
ANIVERSÁRIOS sempre são ocasião para celebração. Sobretudo quando quem celebra é um partido político que há sete anos governa o Brasil e é responsável pela grande transformação econômica, social e política que mudou a cara do país e projetou-o no cenário internacional.
Mas celebração não deve impedir reflexão. O PT, no governo, começou a desatar o grande nó da sociedade brasileira -o da desigualdade social. Frustrou os que prognosticaram que o enfrentamento da questão social por Lula se daria às custas da retomada do crescimento, da estabilidade macroeconômica, da redução da vulnerabilidade externa e da democracia política.
Os êxitos do governo não aplacaram os críticos. Alguns clamaram por uma ruptura mais forte com o status quo, prodigando lições revolucionárias. Outros culparam o povo por deixar-se comprar pelas "migalhas" das políticas sociais implementadas. Persistiram no estigma à experiência brasileira, usando paradigmas teóricos ultrapassados.
Há exatamente 15 anos, aqui nesta mesma Folha, escrevi: "Para que o PT não seja apenas um "caco da história" no "amontoado das ruínas" republicanas a ser resgatado futuramente na história dos vencidos, é necessário que ele apreenda hoje com seus erros, (re)pense o Brasil e assuma não só com vontade, mas também com lucidez, sua a vocação de poder."
O PT assumiu as responsabilidades que correspondem a um partido que quer governar um país com a complexidade do Brasil. Enfrentou, com seus aliados, os temas da desigualdade social, da democracia política e de uma política externa soberana. A despeito de todas as dificuldades que atravessou, dos erros que cometeu, tem credibilidade para apresentar um Projeto Nacional de Desenvolvimento voltado para o futuro. O partido continua convidando a uma reflexão permanente e, junto com essa nova agenda para o século XXI, apresenta um nome que pode conduzir esse processo nos próximos anos -a ministra Dilma Rousseff.
MARCO AURÉLIO GARCIA, 68, é professor licenciado da Unicamp, Assessor Especial de Política Externa do presidente da República e vice-presidente do Partido dos Trabalhadores.

A volta das patrulhas ideológicas


LUIZ CARLOS BARRETO
Em vez de falar da obra, os críticos escolheram contestar o direito que todo cineasta tem de fazer um filme sobre o assunto que bem entender
ABERTURA DO Festival de Brasília, 17/11/09, primeira exibição pública de "Lula, o Filho do Brasil". Enquanto o filme se desenrolava na tela, já estava em curso o massacre político promovido por um exército de escribas, comentaristas políticos, colunistas sociais improvisados, ex-militantes políticos de aluguel, cientistas políticos de plantão convocados a se manifestar apenas do ponto de vista especulativo sobre seu potencial político-eleitoral, afirmando que a eleição presidencial de 2010 seria decidida a partir da força emocional do filme.
Além da ingenuidade infantil dessa tese (ou de sua má-fé?), o que eles questionavam era o nosso direito de fazer um filme sobre o assunto que escolhemos. Pode-se fazer filmes sobre Bush, Berlusconi ou Mitterrand pelo mundo afora, como tem acontecido. Pode-se fazer filmes sobre Getúlio, Juscelino, Tancredo, Jânio ou o empresário Boilesen. Mas sobre Luiz Inácio da Silva, não.
Há os que viram (mais de 800 mil pessoas), os que não viram ainda e os que viram, mas não quiseram ver o filme como um filme com todos os seus méritos e valores cinematográficos, como testemunharam e assinaram embaixo Ziraldo ("Uma história bem contada e bem filmada. Impossível não se comover"), Zuenir Ventura ("O filme mexe com a emoção e vai inundar os cinemas de lágrimas") e Cacá Diegues ("A história de vida que esse filme conta com muita emoção nos ajuda a compreender melhor o valor da democracia, do direito de todos à liberdade e oportunidade").
Falar dos méritos e eventuais deficiências desse filme de Fábio Barreto era uma obrigação dos críticos, e é claro que todo mundo tem direito de externar sua opinião, de gostar ou não gostar do filme que viu.
Mas, de tudo que li, poucos tiveram a honestidade intelectual e profissional de criticar o filme como uma obra cinematográfica, escolhendo contestar o direito que qualquer cineasta tem de fazer um filme sobre o assunto que bem entender. A maioria dos que escreveram sobre "Lula, o Filho do Brasil" preferiu este último caminho elitista, censor e autoritário.
Esse processo revela o espírito "patrulheiro" que ainda resta no Brasil como sequela do período autoritário da ditadura militar, quando Cacá Diegues denunciou as patrulhas ideológicas. O espanto é que, em pleno regime democrático que o Brasil vive e respira, haja lugar para esses procedimentos e expedientes antidemocráticos.
A democracia não é o regime que deve silenciar aqueles com os quais não concordamos, eliminá-los ou evitar que eles se manifestem. Na democracia, quando não estamos de acordo com alguma ideia que nos incomoda, produzimos a nossa para que haja um confronto livre entre as duas e a população possa escolher a sua alternativa. Mas os nossos detratores preferiram contestar nosso direito de realizar o filme, manifestando seu desejo antidemocrático de que esse filme jamais fosse feito ou exibido.
Toda a engenharia financeira foi montada às claras e de forma transparente. Desde a partida, decidimos não utilizar nenhuma forma de renúncia fiscal nem buscar o aporte de empresas estatais. Mesmo assim, levantaram-se dúvidas e insinuações de que estávamos utilizando recursos incentivados, acusações que serviam e serviram para provocar antipatia ética pelo filme, pondo em segundo plano suas qualidades cinematográficas.
Agora estamos reformulando algumas estratégias do lançamento comercial, que está iniciando sua sexta semana e já acumula mais de 800 mil espectadores, e sabemos que ainda resta muito chão pela frente, seja no sistema convencional de exibição em salas, seja no sistema alternativo de exibição, que vai levar o filme a uma grande parte de 90% dos municípios do Brasil que não têm cinema.
É lá no Brasil profundo, a preços populares e condizentes com o poder aquisitivo dessas populações, que iremos atingir o público alvo do filme: os Silvas deste país, que precisam e querem conhecer o exemplo de força, persistência e superação de Dona Lindu e seus oito filhos, exemplo que vai correr o mundo em telas de cinema, TV aberta, cabo, DVD e internet.
Nesse sentido, já temos estreias marcadas na Argentina, no Chile, no Uruguai e no Paraguai ainda neste primeiro semestre de 2010, e na Colômbia, no Peru, na Venezuela, no Equador, na Bolívia e no México no segundo semestre de 2010.
Qualquer mudança nessa trajetória do nosso pau de arara cinematográfico, informaremos, na certeza de que não vamos influir nas eleições de nenhum outro país. Queremos apenas ter o direito de contar e ver acompanhada pelo público uma história que julgamos relevante para a consolidação da autoestima de nosso povo, para a consolidação de nossa democracia e para o progresso do cinema brasileiro como um todo.
LUIZ CARLOS BARRETO, 81, é produtor cinematográfico. Produziu, entre outros filmes, "Lula, o Filho do Brasil", "Dona Flor e seus Dois Maridos" e "O que É Isso, Companheiro?".

06 Fevereiro 2010

OPOSIÇÃO PERDE MAIS UMA:STJ derruba liminar que suspendia convenção do PMDB

da Folha Online
O presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ministro Cesar Asfor Rocha, derrubou na madrugada deste sábado a liminar que suspendia a realização da convenção do PMDB, que escolherá a nova direção do partido. Com a decisão, a data para a convenção, marcada para este sábado, será mantida.

Mais cedo o TJ (Tribunal de Justiça) do Distrito Federal tinha acatado recurso de um grupo do PMDB, contrário à aliança nacional do partido com o PT, e suspendeu a convenção do partido.

Em entrevista ao colunista Josias de Souza, Michel Temer (PMDB), presidente da Câmara, disse que "a decisão do Tribunal de Justiça do DF foi equivocada".

"A desembargadora [Vera Andrighi] fez uma interpretação errônea do regimento do partido. O STJ repôs a matéria nos trilhos", afirmou Temer.

A cúpula do PMDB articula a apresentação de uma chapa única liderada por Temer (PMDB-SP). O grupo do presidente da Câmara trabalha para reconduzi-lo ao comando da legenda com o objetivo de fortalecer o seu nome para disputar a vice-presidência da República na chapa da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) ao Palácio do Planalto.

Já o grupo que moveu a ação judicial para cancelar a convenção --diretórios de São Paulo, Santa Catarina, Pernambuco e Paraná-- é contrário a proposta de aliança nacional do PMDB com a pré-candidata do PT, a ministra Dilma Rousseff.

A convenção tem como objetivo eleger a nova Executiva Nacional do PMDB (cúpula do partido). O encontro foi antecipado do dia 10 de março para 6 de fevereiro.

O PMDB do Paraná apoia, em sua maioria, a indicação do governador do Estado, Roberto Requião (PMDB), como pré-candidato do PMDB à Presidência da República.

O comando do partido, porém, já fechou um pré-acordo com o PT para apoiar a ministra Dilma nas eleições de outubro --consolidando a aliança nacional com o PT.

Temer é o nome mais cotado no partido para disputar a vice-presidência na chapa de Dilma, por isso interlocutores peemedebistas admitem que a pressa na sua reeleição para o comando do PMDB tem o objetivo de mostrar a sua liderança na legenda.

MENSALÃO DO DEM: Justiça avalia afastamento e até prisão de Arruda no Distrito Federal

Tentativa de suborno complica situação do governador, que desafia opositores e promete resistir no cargo
Vannildo Mendes
Estadão
BRASÍLIA
Acusado de comandar o esquema de corrupção no Distrito Federal, apurado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, o governador José Roberto Arruda (sem partido) pode estar com os dias contados no cargo. As diferentes instâncias da Justiça já debatem a forma de afastá-lo do posto. E existe até a possibilidade de que tenha a prisão decretada.

O que agravou a situação de Arruda foi a tentativa de suborno ao jornalista Edmilson Edson dos Santos, conhecido por Sombra, na quinta-feira, documentada pela PF. O vídeo mostra o momento em que o servidor Antônio Bento, conselheiro do Metrô de Brasília, entregava R$ 200 mil a Sombra. Para piorar, com o dinheiro a polícia apreendeu um bilhete, supostamente entregue por Arruda, com instruções cifradas que legitimariam o emissário e a proposta de suborno. No bilhete, estão escritas cinco frases não-interligadas - "gosto dele"; "sei que tentou evitar"; "quero ajuda"; "sou grato"; e "Geraldo está valendo", além da expressão "GDF ok". GDF quer dizer governo do Distrito Federal. Geraldo seria o deputado distrital Geraldo Naves (DEM), aliado de Arruda.

A missão de Sombra, caso o suborno tivesse dado certo, era convencer o ex-secretário de Relações Institucionais do DF Durval Barbosa, delator do esquema de corrupção - conhecido como "mensalão do DEM" -, a dar declarações falsas e pôr em dúvida a autenticidade dos vídeos que mostraram o governador recebendo R$ 50 mil e o ex-presidente da Câmara Legislativa Leonardo Prudente (sem partido) escondendo maços de dinheiro nas meias.

PRISÃO
A Justiça e o Ministério Público discutem as formas jurídicas e tiram as últimas dúvidas técnicas a respeito do afastamento do governador, ou eventual prisão, para garantia da instrução do inquérito. Essa hipótese vem sendo amadurecida desde janeiro, quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisava o pedido de quebra de sigilo bancário dos envolvidos no escândalo. Se a opção for pelo simples afastamento, ele pode ser determinado tanto pela Justiça Federal de Primeira Instância, mediante ação civil pública, como pelo STJ, onde tramita o inquérito da Caixa de Pandora. No caso de prisão, a medida compete exclusivamente ao STJ, foro especial de governadores em processo criminal.

Para qualquer das medidas, porém, a Justiça precisa do laudo pericial do Instituto Nacional de Criminalística (INC) atestando que o bilhete é realmente de Arruda - embora ele próprio já tenha reconhecido que a letra é dele.

Por sua assessoria, o governador mandou dizer que não vai renunciar nem acredita que a Justiça determine seu afastamento ou prisão. "Para decepção dos meus opositores, eles vão ter de me aguentar até 31 de dezembro", desafiou, confiante em cumprir o mandato até o último dia.

Arruda é acusado de ser chefe e beneficiário de um gigantesco esquema de distribuição de propinas, arrecadadas de empresários, em favor de políticos e autoridades locais. Réu colaborador da PF, Barbosa delatou o esquema e anexou 30 fitas de vídeo que mostram um dos escândalos mais bem documentados no País.

Exclusivo: grampo na Câmara Legislativa do DF

“Policiais de Goiás foram detidos na quarta-feira (3). Eles monitoravam os deputados distritais a mando de Fábio Simão, ex-chefe de gabinete de Arruda

Mário Coelho, Congresso em Foco

Quatro policiais civis de Goiás foram detidos na quarta-feira (3), em frente à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), acusados de estarem espionando deputados distritais da oposição. Segundo informações obtidas pelo Congresso em Foco, eles estavam no gramado da entrada principal, próximos às janelas dos gabinetes da petista Erika Kokay e da distrital Jaqueline Roriz (PMN). Após a prisão, feita por policiais civis do DF, eles foram levados à sede da Divisão Especial de Combate ao Crime Organizado (DECO) da Polícia Civil brasiliense.

Em depoimento aos policiais da DECO, que durou até às 23h de quarta-feira, o grupo afirmou que estavam monitorando os passos dos deputados a mando de Fábio Simão, ex-chefe de gabinete do governador do DF, José Roberto Arruda (sem partido). Depois de darem suas versões, eles acabaram liberados pelos agentes da divisão. O site tentou o contato com o diretor da DECO, Guilherme Henrique Nogueira, mas ainda não conseguiu o contato.” http://nogueirajr.blogspot.com/


MENSALÃO DO DEM:Depoimento, vídeo e bilhete ligam Arruda a suborno no DF

Pivô de novo escândalo disse ter sido procurado por secretário do governador

Segundo Antônio Bento, assessor de Arruda lhe pediu para convencer o jornalista Sombra a favorecer Arruda em troca de R$ 1 milhão

FERNANDA ODILLA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Um depoimento, uma gravação e um bilhete em poder da Polícia Federal comprometem ainda mais a situação de José Roberto Arruda (sem partido), envolvem pessoas próximas ao governador e reforçam a suspeita da PF de que ele sabia e participou da tentativa de suborno de uma das testemunhas do caso que ficou conhecido como mensalão do DEM.
Anteontem, o funcionário público aposentado e conselheiro do metrô do Distrito Federal Antonio Bento da Silva foi preso entregando uma sacola com cerca de R$ 200 mil ao jornalista Edson Sombra, que havia alertado a PF sobre a tentativa de suborno. Sombra é aliado de Durval Barbosa, o responsável pelas gravações de Arruda com dinheiro e de deputados e empresários escondendo notas em meias e na cueca.
Em depoimento, Antônio Bento contou ter sido procurado há 20 dias por Rodrigo Arantes, sobrinho e secretário particular de Arruda. Em nome do governador, segundo Bento, o assessor lhe pediu para convencer Sombra a favorecer Arruda em troca de R$ 1 milhão.
"Rodrigo agiu em nome do governador Arruda", afirmou Antônio Bento, preso em flagrante entregando a primeira de cinco parcelas. Ontem, ele foi levado para a penitenciária da Papuda. Bento disse ainda que, durante essa negociação, esteve seis vezes com Rodrigo, além de também falar com o sobrinho de Arruda por telefone.
Na véspera de sua prisão, disse ter tratado da entrega com Rodrigo Arantes na residência oficial do governo do DF, uma granja a 20 quilômetros de Brasília. O dinheiro, contudo, só foi repassado na noite de quarta-feira, numa churrascaria. No depoimento, ele também disse que em nenhum momento tratou diretamente com Arruda.
Outro indício capaz de comprometer a versão de Arruda, que chama de "armação" a tentativa de suborno, é um vídeo que Edson Sombra afirma ter entregue à polícia com Antônio Bento dizendo ter visto parte do dinheiro com o governador.
Nesse vídeo gravado por Sombra, Antônio Bento conta que foi à residência oficial do governo, onde Arruda despacha. Lá, segundo Bento, o governador abriu a porta do banheiro e apontou para uma caixa onde estariam R$ 500 mil.
Filmado no escritório da casa do jornalista, o vídeo mostra o funcionário aposentado levantando, apontando para o chão e mostrando com as mãos o tamanho da caixa. Sombra diz ter gravado, até com câmera escondida dentro de um maço de cigarro, todas as tratativas para suborno chegar até ele.
Nessa conversa com Sombra, Antônio Bento apresenta duas opções para repassar parte da propina. Em troca, queria o termo de declaração assinado pelo jornalista afirmando ter trabalhado na edição dos vídeos feitos pelo primeiro denunciante do mensalão do DEM.
"Os vídeos estavam sendo manipulados e forjados com o nítido propósito de incriminar o governador, deputado locais, secretários de Estado e até políticos de outros Estados", diz nota apreendida pela PF que seria trocada por R$ 200 mil.
Segundo Sombra, essa declaração seria um compromisso firmado com Arruda para mentir no depoimento da PF. Ele aceitou assinar a declaração em troca do dinheiro para que a PF conseguisse dar o flagrante.
O valor da propina variou. Os R$ 3 milhões seriam pagos a Sombra em três parcelas. Incluía um suposto vídeo protagonizado por um ex-secretário de Joaquim Roriz (PSC), inimigo político de Arruda. "Era para eu tentar ajudá-lo a sair da crise, conseguir o registro e a filiação de volta no Democratas", disse Sombra.
Ontem, a OAB pediu a indisponibilidade dos bens de Arruda e dos demais envolvidos no mensalão do DEM.

Nota do Contas Abertas contesta PSDB por uso indevido de relatório sobre o PAC

PSBD erra ao utilizar dados do Contas Abertas sobre o PAC
O líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida, errou ao utilizar de forma
equivocada informações do Contas Abertas sobre balanço do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC) referente a agosto de 2009. O parlamentar mencionou os dados
de agosto de 2009, publicados pelo Contas Abertas, como se fossem comparáveis aos
divulgados hoje. Com base nas informações distorcidas, o site do PSDB produziu
matéria acusando a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, de ter manipulado os
números.
Na matéria publicada hoje, o site do partido destaca: “governo infla programa e omite
fracasso em saneamento e habitação”.
Na realidade, o levantamento do Contas Abertas realizado com base nas informações de
agosto de 2009 dos relatórios estaduais da Casa Civil identificou que, até aquele
momento, apenas 9,8% da quantidade total de empreendimentos havia sido concluída.
Caso fossem excluídas as obras de saneamento e habitação, a quantidade de obras
concluídas representaria 31% do total dos empreendimentos. Esses dados, relativos a
agosto de 2009, o Contas Abertas confirma.
É importante sublinhar que a entrevista que o economista Gil Castello Branco, do
Contas Abertas, concedeu sobre o assunto ao portal R7, mencionada no site do PSDB,
referiu-se a dados de agosto do ano passado, não tendo qualquer relação com os dados
hoje divulgados no balanço do PAC 3 anos.
O confronto de informações de agosto de 2009 com as informações divulgadas hoje
pelo comitê gestor do programa, referentes a dezembro de 2009, é absolutamente
incorreto.
Associação Contas Abertas
Assessoria de Comunicação

05 Fevereiro 2010

Alceni Guerra,DEM, é condenado a devolver mais de R$ 600 mil aos cofres do Município

Alceni Guerra é condenado a devolver mais de R$ 600 mil aos cofres do Município
Do Diário do Sudoeste, em reportagem de Pedro Rodrigues Neto:
O deputado federal e ex-prefeito de Pato Branco, Alceni Angelo Guerra (DEM), foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), em Brasília, por ato de improbidade administrativa durante sua gestão como prefeito entre os anos de 1997 e 2000. Alceni terá de devolver aos cofres públicos o equivalente a R$ 600 mil.
A condenação teve origem em uma ação civil pública impetrada pelo Ministério Público Estadual, que denunciou o então prefeito Guerra por irregularidades na execução de uma obra de calçamento de uma via que liga as localidades de Teolandia e Independência. No processo eram apontados indícios de superfaturamento de obras.
De acordo com a promotora de Justiça, Silvana Cardoso Loureiro, o processo transitou e julgou em última instancia, neste caso no STF, e agora cabe ao MP de Pato Branco pedir a execução da sentença. Segundo informa o Ministério Público, Guerra terá de ressarcir os cofres do Município, além de pagar multa. “Somados os valores, a multa pode passar a casa dos R$ 600 mil”, disse a promotora.
Os efeitos da condenação trazem ainda a privação do direito do deputado de contratar com o poder público ou receber benefícios e incentivos fiscais ou créditos, direta ou indiretamente. Além disso, Alceni foi sentenciado a perder seus direitos políticos pelo prazo de cinco anos, conforme determina sentença condenatória.
No entanto o deputado entrou com recurso junto ao STF, pedindo a anulação dessa última decisão, que suspende seus direitos políticos, o que deve lhe dar condições jurídicas para disputar a eleição que se aproxima. Além disso, caso tenha seu recurso negado junto ao Supremo, Guerra poderá discutir a suspensão de seus direitos políticos no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
DEM É O PARTIDO MAIS CORRUPTO DO BRASIL

Lula critica morosidade de obras públicas realizadas com recursos federais


Marcos Chagas
Da Agência Brasil
Em BrasíliaA morosidade no andamento de obras públicas realizadas com recursos federais já disponibilizados foi criticada hoje (5) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante solenidade de inauguração de serviços de saneamento e de entrega de casas populares no município de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. O presidente disse que isso fez com que o Brasil ficasse conhecido como “o país das obras não concluídas”.

Em discurso, Lula afirmou que, quando não há problemas com a Justiça, ocorrem tentativas de empreiteiros reajustar preços em obras sem, sequer, tê-las iniciado. “Não falta dinheiro, não falta projeto, mas sempre aparece alguém para atrapalhar”, afirmou o presidente, exemplificando com o caso da transferência de moradores da favela Dique, em Porto Alegre.

Segundo ele, os recursos para construção de casas populares em outro terreno, que serviriam aos moradores da favela, foram disponibilizados em 2007 e as moradias deveriam ter sido entregues no ano passado. “A empresa que vai fazer as casas resolveu pedir aumento, e essa brincadeira está atrasando as casas em seis meses. Uma coisa que era para a gente inaugurar não estamos inaugurando", reclamou.

Lula criticou também os que afirmam que ele e a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil e responsável pelo gerenciamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), viajam demais. “Se a gente não estiver ali, atrás da obra, sabendo quem está atrapalhando, uma obra de um ano só acaba em dez anos”, justificou.

No discurso, o presidente elogiou as ações empreendidas pelo atual ministro da Justiça, Tarso Genro, que deixa o cargo na semana que vem para dedicar-se à campanha pelo governo do Rio Grande do Sul. Foi na gestão de Tarso Genro na pasta da Educação que o programa Universidade para Todos (Prouni) foi implantado, lembrou o presidente. Ele destacou o fato de cerca de 50 mil jovens de baixa renda terem tido acesso à universidade no Rio Grande do Sul, graças ao programa. "Foi a primeira vez que um governo tomou a atitude de colocar o pobre na faculdade.

Ainda sobre a gestão de Tarso na pasta da Educação, o presidente citou a construção da Universidade Federal dos Pampas no Rio Grande do Sul, que ganhou mais 16 campi. Segundo Lula, a interiorização do ensino universitário fez com que jovens gaúchos não precisassem mais se deslocar para até a capital, Porto Alegre, para uma vaga na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

TSE diz que Lula e Dilma não fizeram propaganda eleitoral antecipada

O ministro aulixiar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Joelson Dias julgou improcedente a representação dos partidos de oposição (DEM, PSDB e PPS) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, por propaganda eleitoral antecipada. Segundo os partidos, a propaganda extemporânea teria ocorrido durante os discursos feitos pelo presidente Lula na inauguração da barragem Setúbal, em Jenipapo (MG), e do campus de Araçuaí (MG), ambas no dia 19 de janeiro deste ano.

O ministro disse que nos trechos do discurso de Lula, citados pela oposição, não há qualquer manifestação que tenha levado ao conhecimento geral da pré-candidatura de Dilma à Presidência da República. "No particular, é a própria inicial da representação que reconhece não haver referência expressa à candidatura da segunda representada, nem pedido expresso de voto", afirmou o ministro Joelson Dias em sua decisão.


Redação Terra

Fome em SP: a gestão Auschwitz de Serra-Kassab


Por Mauro Carrara
Prefeitura paulistana paga R$ 0,76 por refeição para órfãos e abandonados
A política de racionalização de recursos na gestão Serra-Kassab faria inveja a Heinrich Himmler, bem como aos administradores diretos de Auschwitz: Rudolf Höss, Artur Leibehenschel e Richard Baer.
A ideia é sustentar a massa humana com migalhas. A ordem é gastar o mínimo com comida nos reformatórios e albergarias destinados aos excluídos.
A incompetência e a insensibilidade atingiram tal ponto em São Paulo que até os subprodutos da mídia monopolista são obrigados a noticiar os abusos e as indecências da dupla dinâmica.
Reportagem do "Agora", de 04/02/2010, assinada por Adriana Ferraz, mostra que Kassab reduz merenda de crianças carentes acolhidas por entidades sociais.
A cinco refeições do dia deverão ser adquiridas com mínimos R$ 3,80 na mais rica cidade da América Latina.
Segundo o capataz Gilberto Kassab, essa é a quantia necessária para se garantir a sobrevivência de uma criança ou de um adolescente, órfão ou em situação de risco, nos abrigos do município.
O jornal informa que desde 1o. de Janeiro a prefeitura deixou de entregar a merenda nas unidades e anunciou que cada uma terá de se virar com os míseros R$ 2.289 mensais. Cada uma atende, em média, a 20 menores.
A mudança foi imposta pela Secretaria Municipal da Assistência Social, responsável pela gestão dos convênios.
Até dezembro de 2009, as entidades recebiam da Prefeitura um lote mensal de alimentos, que incluía arroz, feijão, carne, frutas e verduras.
O abrigo Madre Mazzarelo, por exemplo, gastou em Janeiro R$ 5.900 em itens de alimentação, valor muito maior que o oferecido pelo alcaide.
Kassab: "crianças comem demais"
As creches também sofrem com a insensibilidade do gerente de Serra em São Paulo.
O dublê de SS no poder já tentou até mesmo cortar a quantidade de alimento oferecida em creches municipais.
Em Setembro de 2009, a Secretaria Municipal de Educação pediu aos pais de alunos que decidissem qual refeição sairia do cardápio: o café da manhã ou o jantar.
Na época, a prefeitura justificou a medida com outro disparate, a redução da carga horária de 12 para 10 horas.
Na época, os jornais, como o Agora, tiveram de noticiar a insensibilidade do prefeito. Para ele, as crianças simplesmente comiam demais...
A repercussão foi péssima e Kassab teve de voltar atrás.
Enquanto isso, não falta dinheiro para os caprichos tucanos, como a Calçada da Fama (lama), em Santa Cecília, cujas estrelas inaugurais foram destinadas a homenagear Geraldo Alckmin e o próprio José Serra.
Vale lembrar que Kassab corta radicalmente os valores destinados ao setor social justamente num momento de alta na arrecadação municipal.

A receita cresceu 3,5% em 2009.
Sugestão: que o Ministério Público faça Kassab e Serra sobreviverem com R$ 3,80 por dia. Caso suportem a provação, que se mantenha o valor. A Auschwitz paulistana aguarda o teste.

OBRA DE SERRA/KASSAB EM SP

Rua Caititu, em A.E. Carvalho (zona leste de SP), que perdeu o asfalto atingida por enxurrada; o 44º dia consecutivo de chuvas derrubou 50 árvores e alagou o zoológico e o Jardim Botânico
Pasmem, a revista inglesa "The Economist" publicou editorial na edição desta semana no qual avalia que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), corre risco de perder a eleição presidencial se continuar a tática de não se mostrar como candidato. "Serra precisa subir no banquinho e começar a entoar as próprias loas agora, se quer evitar ser lembrado como o melhor presidente que o Brasil nunca teve"??? Quem escreveu essa pérola precisa vir para SP, conhecer de perto as obras do Serra. Conversar com as pessoas que vivem nas obras do Serra/Kassab, nas enchentes, no transito caótico, nas escolas públicas de SP, que usam os hospitais públicos de SP, os postos de Saúde de SP, o transporte público de SP. Isso é coisa para inglês ver.

PSDB FAZ PROPAGANDA ELEITORAL ANTECIPADA EM JORNAIS

Candidato ao governo, prefeito de Curitiba anuncia em Cascavel
DA AGÊNCIA FOLHA, EM CURITIBA

A Prefeitura de Curitiba, administrada por Beto Richa (PSDB), pré-candidato ao governo do Paraná, publicou anúncios de página inteira sobre um programa de saúde realizado na cidade em jornais de Cascavel (a 500 km da capital paranaense).
Segundo a Prefeitura de Curitiba, o anúncio foi publicado por "erro" da agência publicitária responsável, que deveria ter enviado aos jornais uma peça sobre turismo.
Richa disputa com o senador Alvaro Dias a indicação do PSDB à candidatura ao governo e tem a preferência da maioria dos tucanos.
A propaganda foi veiculada entre 20 e 31 de janeiro, por quatro vezes, em "Gazeta do Paraná" e "O Paraná" -este, propriedade do deputado estadual Alfredo Kaefer (PSDB), que apoia a candidatura de Richa. Não há referências ao nome do prefeito.
Para o editor-chefe de "O Paraná", Julio Cesar Fernandes, o fato de o jornal ser de um tucano nada tem a ver com a publicação do anúncio, veiculado em vários outros jornais. Em 2009, disse ele, "O Paraná" passou a circular também em Curitiba. Na "Gazeta do Paraná", ninguém quis comentar o tema.
A prefeitura disse que não romperá o contrato. A agência, que não teve o nome revelado, irá arcar com o custo.

04 Fevereiro 2010

MENSALÃO DO DEM:Dinheiro para suborno foi obtido com sobrinho de Arruda

Dinheiro para suborno foi obtido com sobrinho de Arruda
Em depoimento, esta tarde, na Polícia Federal, Antonio Bento, funcionário aposentado da Companhia de Energia de Brasília, disse que recebeu de Rodrigo Arantes, sobrinho e secretário-particular do governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal, os R$ 200 mil que entregou hoje pela manhã em um restaurante da cidade ao jornalista Edson Sombra, uma das testemunhas-chaves do caso do Mensalão do DEM.

Bento foi preso por agentes federais durante o ato de entrega do dinheiro. Sombra havia contado com antecedência à polícia que estava em curso uma tentativa de suborná-lo comandada diretamente por Arruda. Em meados de janeiro último, Sombra recebeu em casa a visita do deputado distrital Geraldo Naves (DEM), atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Legislativa.

Segundo Sombra contou à polícia, Naves lhe deu um bilhete escrito por Arruda e adiantou qual era a oferta dele. Em troca de R$ 3 milhões, Sombra deveria dizer que haviam sido manipulados os vídeos gravados por Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governo, onde aparecem Arruda e deputados que o apóiam embolsando dinheiro. Foi Sombra que convenceu Durval a denunciar o mensalão do DEM.

No bilhete, já de posse da polícia, Arruda escreveu frases soltas e algumas siglas. A primeira frase diz: "Sei que tentou evitar". Sombra acha que Arruda quis dizer que ele, Sombra, tentara impedir Durval de detonar o escândalo. Siglas escritas por Arruda: BRB e CEB. BRB é Banco Regional de Brasília. Ali, adiantou o deputado Naves, a Arte Prodúção, empresa de Sombra, ganharia uma conta garantida de R$ 450 mil.

CEB quer dizer Companhia de Eletricidade de Brasília. Sombra deve à CEB mais de R$ 500 mil da época em que arrendou uma emissora de rádio que pertenceu ao ex-senador Luiz Estevão de Oliveira. A dívida seria perdoada ou renegociada, disse-lhe o deputado Naves. Na sequência, Sombra foi visitado pelo jornalista Welligton Moraes, assessor de comunicação de Arruda. Comentou com ele:

- Diz pro Arruda que não dá para negociar com um intermediário tão amador como é esse Geraldo Naves.

Como prova do amadorismo de Naves, deu a Welligton o original do bilhete que Arruda lhe enviara. Guardou uma copia. Passados alguns dias, Wellington voltou a procurar Sombra para dizer que o intermediário da negociação agora seria ele. Os dois conversavam quando outra pessoa bateu na porta de Sombra: Antonio Bento.

- Neguinho, o governador mandou que eu negociasse com Sombra - foi logo avisando Bento. "Neguinho" é como amigos de Wellington se referem a ele.

A escolha de Bento para negociar com Sombra fazia sentido. Bento trabalhou de graça na campanha de Arruda para governador. Esperava depois ser nomeado para um cargo em comissão. Arruda ofereceu-lhe um cargo cujo salário era de R$ 2 mil mensais. Bento preferiu aceitar a oferta de Sombra, que é dono do jornal quinzenal O Distrital, e o empregou como "gerente comercial para o mercado privado".

Bento renovou a Sombra a proposta de suborno feita por Arruda, segundo ele. Aproveitou para repetir até os palavrões que disse ter ouvido de Arruda a respeito da crise política instalada no Distrito Federal. O que Bento não sabia ficou sabendo esta tarde: seu encontro com Sombra foi gravado em vídeo pelo próprio Sombra. O vídeo está com a Polícia Federal.

Da semana passada para cá, Bento foi três ou quatro vezes à Granja de Águas Claras, residência oficial do governador do Distrito Federal. Câmeras de segurança instaladas na entrada da granja registraram as chegadas e saídas de Bento.
Blog do Noblat

Aécio volta a descartar a vice e reafirma opção pelo Senado

SÃO PAULO (Reuters) - Após novas especulações envolvendo seu nome, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), fez questão de logo descartar nesta quinta-feira a candidatura a vice na chapa tucana que disputará a sucessão presidencial. Disse que fez a opção pelo Senado, seu "caminho natural".Uma alta fonte de seu partido --interessado na união do mineiro junto ao pré-candidato e governador José Serra-- contou à Reuters que as chances de uma dobradinha são "iguais a zero"."Ter passado sete anos como o governo mais bem avaliado do país é motivo de honra, não para mim apenas, mas para todos os mineiros. Quanto ao futuro, fiz uma opção muito clara hoje. Serei candidato ao Senado da República por Minas Gerais", disse Aécio a jornalistas em entrevista divulgada por sua assessoria.O governador mineiro desistiu em dezembro de disputar com Serra a indicação da legenda. "Meu caminho natural é uma candidatura ao Senado. Estarei extremamente empenhado, aqui, em dar continuidade ao nosso projeto de gestão", acrescentou.Quanto a ocupar a vice, mesmo pressionado por tucanos e pelas siglas aliadas (DEM e PPS), Aécio disse que "não. Nem cogito essa possibilidade".A frase contraria informações da mídia dando conta de que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) teria convencido Aécio a ser vice de Serra. Segundo auxiliares de tucanos, no entanto, esse é o desejo de FHC e não há confirmação de sua declaração. Ele está na Europa há pelo menos dez dias.
A notícia que Aécio seria vice do Serra, está no blog do Noblat. Aécio desmente

JUIZ DE SANCTIS PROCESSA VEJA E REINALDO AZEVEDO

Ação contra Veja pode tornar De Sanctis bilionário
Se vencer a ação que propôs contra a revista Veja e o colunista Reinaldo Azevedo, o juiz Fausto Martin De Sanctis pode se tornar o mais novo bilionário do país. Com o argumento de ter sofrido danos morais e à imagem por reportagens e notas publicadas, ele pede o “equivalente a 100 vezes o valor compatível com a tiragem das revistas”. A revista custa R$ 8,90 e tem tiragem semanal de 1,2 milhão de exemplares. O valor da indenização pedida, portanto, chega a R$ 1 bilhão. A ação corre na 42ª Vara Cível da Capital de São Paulo.Na ação, ajuizada em julho do ano passado, o juiz da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo contesta 20 notícias publicadas na revista e no blog do jornalista, entre 2007 e 2008. Afirma que os réus extrapolaram os limites da informação e desrespeitaram os princípios que deveriam nortear a imprensa. De acordo com a defesa do juiz, o objetivo era “desqualificá-lo como pessoa e profissional”.De Sanctis afirma que foi “dirigida contra a sua pessoa” a reportagem publicada com base na entrevista que concedeu à jornalista da Veja Juliana Linhares. Os advogados da revista dizem que, na verdade, o juiz se sentiu decepcionado porque a entrevista não saiu nas Páginas Amarelas, espaço dedicado às grandes personalidades entrevistadas pela revista. Explicam que, de fato, a ideia era publicá-la como queria o juiz, mas diante de respostas lacônicas e previamente escritas por medo de ser mal interpretado, o material coletado não foi suficiente.O juiz também contestou a publicação de uma nota na seção Holofote em que a revista revela um desabafo feito por ele ao corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, no aeroporto de Brasília. Ele não sabia que um repórter estava sentado ao seu lado. Segundo o jornalista, De Sanctis cogitou deixar a magistratura. Disse estar desgastado com as polêmicas causadas pela Operação Satiagraha e com os conflitos com o presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes. Deixou claro ao ministro que agiu de boa-fé, mas poderia ter sido ludibriado por policiais ou por integrantes do Ministério Público.Ao Judiciário, o juiz federal afirma que se tratava de conversa confidencial e não verdadeira. A defesa dos réus diz que há aí uma contradição. Se a conversa era confidencial, existiu. E se existiu, é verdadeira. Em relação às tantas outras notícias apontadas pelo juiz, os advogados defendem que em muitas delas ele sequer foi citado e que as suposições de que está sendo perseguido podem ser fruto de sua imaginação aliadas à sua suscetibilidade.A revista afirma também que ofereceu informação verdadeira aos seus leitores e que, pelo seu perfil polêmico, não há como deixar de informar o leitor sobre as novidades. Lembrou da repercussão gerada com a reforma das decisões de De Sanctis pelo ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal.Na Ação, Fausto Martin De Sanctis é representado pelos advogados Norberto Bezerra Maranhão Ribeiro Bonavita e Marco Antonio Hengles, do escritório Peppe e Bonavita Advogados Associados. A Editora Abril é defendida pelos advogados Alexandre Fidalgo e Paula Menezes, do escritório Lourival J. Santos Advogados. O jornalista Reinaldo Azevedo é defendido pelo advogado Pedro Luiz Ferreira.Processo 583.00.2009.179051-1
http://www.conjur.com.br/

Exclusivo: “Se Dilma ganhar, não me surpreenderia”, diz Montenegro

Oito meses depois de apontar José Serra como o grande favorito para a eleição de 2010, em entrevista exclusiva ao Balaio (29 de abril de 2009), Carlos Augusto Montenegro, o presidente do Ibope, não mudou de opinião, mesmo depois da divulgação das últimas pesquisas do Vox Populi e do Sensus, que apontaram um empate técnico com forte crescimento de Dilma Roussef, mas já admite: “Se Dilma ganhar, eu não me surpreenderia”.
Numa conversa por telefone na tarde desta quarta-feira, Montenegro me disse o Ibope só irá a campo no começo de março para fazer uma nova pesquisa presidencial encomendada pela CNI (Confederação Nacional das Indústrias).
“Por enquanto, continuo achando tudo igual, mas vi algumas coisas esquisitas nestas pesquisas. Por exemplo? Quando o Ciro não aparece na lista como candidato, quase todos os votos dele vão para o Serra. É complicado entender isso”.
Nas novas previsões de Montenegro, Dilma pode chegar logo aos 30%. Na entrevista anterior, ele afirmara que a transferência de votos do presidente Lula para sua candidata chegaria a um patamar de 15%. “A partir daí, será difícil conquistar cada ponto a mais”.
Agora, se Dilma chegar aos 30%, o presidente do Ibope acredita que 28% seriam de Lula e só 2% dela. “O PT não ganha”, continua afirmando Montenegro, para quem a eleição pode ser decidida pelo PSDB já no primeiro turno, se Ciro não for candidato, “seja o candidato o Serra ou o Aécio”.

Para ele, o quadro só ficará mais definido depois da Copa do Mundo, quando a população passa a se interessar pela campanha política e as propostas dos candidatos. “Agora, as pesquisas servem apenas como cacife no jogo de formação das alianças eleitorais”.
Nesta fase pós-Copa e com a campanha na TV, ele entende que se fará a comparação entre currículos dos candidatos e experiências administrativas anteriores, embora o PT já tenha deixado claro que o que pretende fazer é uma comparação entre os governos FHC e Lula.
“Se este for o caminho escolhido pela candidata do governo, a oposição também poderá perguntar se os eleitores querem mais quatro anos de PT no governo”, argumenta Montenegro.
“Lula entrou com o PT no governo em 2003, mas o PT saiu em 2005, com o mensalão. Ali quebrou o cristal petista. Os militantes não sentem o mesmo orgulho de empunhar a bandeira vermelha. O PT não é mais o mesmo de quando Lula foi eleito. Prova disso é que só tem candidatos viáveis a governador em 4 dos 27 estados. Das suas antigas lideranças, José Dirceu está cassado, e Genoino, Palocci e Gushiken sumiram de cena”.
O presidente do Ibope lembra que esta será a primeira eleição sem Lula na urna eletrônica desde a redemocratização do país. “Independentemente do resultado, ele passará para a história como o maior presidente que o Brasil já teve, junto com Getúlio e Juscelino, um líder mundial. Mas, agora, ele não está mais em jogo”. Já no final da nossa conversa, Montenegro admitiu que, se houver segundo turno, “vai ser pau a pau, uma disputa muito radicalizada e polarizada. Se a Dilma ganhar, eu não me supreenderia”.
Ricardo Kotscho
http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/

Viomundo: Governo de SP ficou três anos sem limpar calha do Tietê


Leia abaixo reportagem de Conceição Lemes publicada no Blog Vi o Mundo:
Experimente pesquisar as matérias sobre as enchentes de 8 de dezembro em São Paulo. Invariavelmente aparece este trecho do comunicado da Secretaria Estadual de Saneamento e Energia (SSE) e do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee):
O Daee executa periodicamente o desassoreamento e a limpeza dos rios Tietê, Cabuçu de Cima, Tamanduateí e dos piscinões do ABC e Pirajuçara e que só neste ano já foram retirados 380 mil metros cúbicos de sedimentos.
Reportagem de O Estado de S. Paulo afirma:
Anualmente, o Estado gasta cerca de R$ 27,2 milhões para retirar 400 mil m³ de sedimentos somente do Tietê, num trecho de 40 km. São quatro contratos que determinam retirada de 32 mil m³ por mês, para evitar enchentes.
A secretária de Energia e Saneamento de São Paulo, Dilma Pena, é uma das entrevistadas. Assim como na reportagem do Agora, de 11 de dezembro :
Em 2009, segundo Dilma [Pena] foram retirados 380 mil m³ de detritos. Segundo especialistas em drenagem urbana, o ideal seria retirar 1 milhão de m³ .
Na reportagem Enchentes em São Paulo refletem falta de governo, publicada pelo Viomundo, o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto aponta a falta do desassoreamento como uma das principais causas das inundações de 8 de setembro e 8 de dezembro na capital:
Na cidade de São Paulo, entre a barragem da Penha [Zona Leste] e o Cebolão [interligação entre as marginais Tietê e Pinheiros, Zona Oeste], o Tietê recebe aproximadamente 1,2 milhão de metros cúbicos de resíduos por ano. Se você deixar isso no fundo do rio, a capacidade dele diminui. E o que o Departamento de Águas e Energia Elétrica, o Daee do governo do Estado de São Paulo, tem feito? O Daee faz a limpeza, mas tira apenas 400 mil metros cúbicos por ano.

TEM CERTEZA DE QUE O DAEE LIMPA O TIETÊ ANUALMENTE?
O desassoreamento anual de 380 mil ou 400 mil metros cúbicos de resíduos (lixo, dejetos, erosão, material de terraplenagem) da barragem da Penha ao Cebolão tornou-se versão oficial. A informação não foi desmentida pela SSE nem pelo Daee. Os próprios especialistas acabaram acreditando nela. Entre eles, o professor Júlio Cerqueira César Neto, que foi professor de Hidráulica e Saneamento da Escola Politécnica da USP.
Mas será que realmente pelo menos os 380 mil ou 400 mil metros cúbicos de resíduos foram removidos em 2006, 2007 e 2008?

Uma primeira busca nos portais do Daee e da secretaria de Saneamento e Energia, nada a respeito.
Em dezembro de 2005, o alargamento e aprofundamento da calha do Tietê, iniciados em 2002, foram concluídos. A obra custou RS 1,7 bilhão (valor atualizado pelo IGD-DI).

Da barragem da Penha ao Cebolão (trecho principal do Tietê na capital, é o que transborda), o rio foi rebaixado em cerca de 2,5 metros; 9 milhões de metros cúbicos de lixo e terra foram removidos. Segundo o governo estadual, a probabilidade de inundação caíra de 50% para 1%. A obra foi inaugurada em 19 de março de 2006 pelo governador Geraldo Alckmin.
A partir daí, as referências encontradas em portais vinculados aos órgãos do governo do estado sobre desassoreamento do Tietê se relacionam ao edital de licitação, realizada em 18 de setembro de 2008, e a notícias sobre o andamento da obra.
Entre dezembro de 2005, término da obra da calha, e outubro de 2008, início da vigência do contrato de desassoreamento, há um “buraco”. Um período sem explicações sobre limpeza do Tietê.
O Viomundo questionou a assessoria de imprensa da secretaria de Energia e Saneamento (SSE) sobre a limpeza em 2006, 2007, 2008 e 2009. O motivo: a falta de dados oficiais mostrando que os 380 mil ou 400 mil metros cúbicos foram removidos nos três primeiros anos.

“A limpeza é feita sistematicamente todo ano”, diz por telefone a esta repórter o assessor de imprensa da SSE, Hugo Almeida. “Tem máquinas limpando o Tietê o ano inteiro.”

A repórter insistiu. Enviou e-mail a Hugo Almeida e, por orientação dele, também a Gregory Melo (da assessoria de imprensa do Daee, órgão vinculado à SSE). Reenviou a mensagem mais três vezes. Nenhum dos dois retornou.

A repórter reforçou por telefone a solicitação à assessoria de imprensa da SSE, já que, segundo ela, as informações seriam fornecidas pela SSE e não pelo Daee.

A primeira ligação, na segunda-feira cedo, 21 de dezembro, Hugo Almeida atendeu:

– Estou indo atrás das informações para você, mas esses documentos são difíceis, faz muito tempo...

– É impossível instituições como as de vocês [Daee e SSE] não terem esses documentos à mão, arquivados ou no Diário Oficial do Estado... São comprovações atestando que esses serviços foram feitos... Preciso deles, sim... São indispensáveis para a minha matéria...

Seguiram-se outros telefonemas para o assessor de imprensa: “Ele não está”. “Está numa reunião”. “Volta mais tarde”. “Deu uma saidinha, mas volta”. “Acabou de sair”...

Invariavelmente essas respostas eram precedidas pelo “Quem gostaria de falar? Vou verificar...”. Fazia-se breve silêncio. E aí vinha a negativa manjadíssima, aliás.

Na terça-feira, 22, como a mudez do outro lado era absoluta, esta repórter tentou logo cedo contato. Júnior, assistente da assessoria de imprensa, informou: “O Hugo não está, só volta no final da tarde”.

A repórter ligou de novo, mas, propositalmente, deu um nome qualquer sem sobrenome.

Adivinhem o que aconteceu? Hugo atendeu.

– Hugo, tive de utilizar este subterfúgio para você me atender? Por que não responde aos meus e-mails nem atende as minhas ligações. Não é mais fácil... Apenas quero saber se foi feito o desassoreamento em 2006, 2007 e 2008 e os documentos comprovando...

Inicialmente, o assessor de imprensa da SSE/Daee tentou ser dono da verdade. Não deu certo. Acabou entregando os pontos:

– Não vou dispor das informações que você quer – disse e desligou.

O RIO TIETÊ FICOU QUASE TRÊS ANOS SEM SER DESASSOREADO?
A atitude da assessoria de imprensa, o fato de que enchentes que não deveriam ter acontecido aconteceram e as chuvas moderadas (nas duas inundações deste ano São Pedro está completamente isento) são fortes indícios de que o governo do Estado do São Paulo pode não ter removido os 380 mil ou 400 mil metros cúbicos de resíduos do Tietê em 2006, 2007 e 2008 (de janeiro a outubro).
Outro indício foi dado pelo engenheiro João Sérgio, responsável pela barragem da Penha, em entrevista à repórter Fabiana Uchinaka, do UOL, quando questionado sobre o fato de que o nível das águas no Jardim Pantanal, à montante da barragem, permanecia alto dias depois das chuvas terem cessado.
Disse o engenheiro:
"Também acho estranho o nível da água não baixar aqui e não sei por que está indo para os bairros, mas não precisa ser especialista para ver que está assoreado [o rio]".
Em português claro: o rio Tietê pode ter ficado quase três anos sem ser desassoreado.

“Como, nem os 400 mil anuais foram retirados em 2006, 2007 e 2008?!”, espantou-se o professor Júlio Cerqueira César. “Eu estive na inauguração da calha do Tietê, e o Geraldo Alckmin anunciou na frente de autoridades, engenheiros, técnicos um contrato para a manutenção da limpeza. Achei ótimo. Agora, faltar com verdade, não cumprir nem isso, já é demais!"
Na época, Geraldo Alckmin afirmou que, por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), um consórcio seria o responsável pela manutenção da calha do rio. O Viomundo apurou que a PPP não vingou. O setor privado não demonstrou interesse. Foi somente no segundo semestre de 2008 que o governo do Estado de São Paulo resolveu licitar o desassoreamento de 400 mil metros cúbicos de sedimentos do Tietê.
“Isso significa que a limpeza do Tietê não foi feita no último ano do Alckmin e nos primeiros dois anos do Serra”, sente-se ludibriado o professor Júlio. “Uma desgraça para a cidade . A situação do Tietê está muito pior do que eu imaginava. Tudo o que se ganhou com o rebaixamento da calha foi perdido!”
Da barragem da Penha ao Cebolão, relembramos, são lançados anualmente no rio Tietê cerca de 1,2 milhão de metros cúbicos (1,2 milhão m³) de sedimentos. A partir daí o professor Julio fez as contas:
* 1,2 milhão m³ (em 2006) + 1,2 milhão m³ (2007) + 1 milhão m³ (em 2008, janeiro a final de outubro) = 3,4 milhões de metros cúbicos.
* Portanto, até outubro de 2008, já havia depositado na calha do leito do Tietê um passivo de 3,4 milhões de metros cúbicos.
* Do final de 2008 a dezembro de 2009, segundo a secretária Dilma Pena, removeram-se 380 mil metros cúbicos. Ou seja, permaneceram no Tietê 820 mil metros cúbicos.
* Pois bem, somando os 3,4 milhões de metros cúbicos (não tirados de 2006 a final de 2008) com os 820 mil metros cúbicos (não removidos de 2008 /2009), o rio Tietê está com, pelo menos, 4,2 milhões de metros cúbicos de terra e lixo.

Conclusão 1: Atualmente, estima-se, o Tietê tem ao redor 4,2 milhões de metros de sedimentos depositados no seu leito na capital. É como se quase metade dos 9 milhões de metros cúbicos retirados durante a obra da calha tivesse sido jogada, de novo, dentro do rio.

Conclusão 2: Os 4,2 milhões de metros cúbicos dão uma altura de sedimentos de 4,2 metros. Supera de longe, portanto, os 2,5 metros de aprofundamento da calha.

Conclusão 3: O nível do Tietê voltou ao que era antes das obras da calha; R$ 1,7 bilhão praticamente jogado no lixo.

“Mantido o ritmo de entrar mais sedimentos do que sai, o Tietê vai ‘acabar’ na capital e a cidade submergir”, alerta o professor Júlio Cerqueira César. “É um descalabro.”

“O governo estadual não ter feito nada em quase três anos é muito sério. Toda a capacidade de vazão ganha com a ampliação da calha é perdida”, adverte o geólogo e consultor de geotecnia e meio ambiente Álvaro Rodrigues dos Santos, que já foi responsável pela Divisão de Geologia e diretor de Gestão e Planejamento do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas, de São Paulo). “O Tietê transbordou em setembro e dezembro por estar totalmente assoreado. A vazão máxima dele nessas ocasiões foi de cerca de 700 metros cúbicos/segundo. Se estivesse limpo, seria próxima de 1,100 metros cúbicos /segundo e não teria transbordado.”

“Na verdade, eles [governo estadual] valem-se do desconhecimento técnico da população e da imprensa”, põe o dedo na ferida o geólogo Álvaro dos Santos, e vai fundo. “Com o não desassoreamento, eles sabiam perfeitamente que São Paulo corria o iminente risco de enfrentar tragédias como as de 8 de setembro e 8 de dezembro. Infelizmente em janeiro, fevereiro e março, meses naturalmente mais chuvosos, estaremos, de novo, na alça de mira das inundações. Ameaçou chover? Fuja das marginais. E se você mora em áreas sujeitas a inundações, chame imediatamente os bombeiros!”

O professor Júlio Cerqueira César Neto assina embaixo.

Charge do Bessinha

MENSALÃO DO DEM: PF PRENDE POSSÍVEL ASSESSOR DO GDF

MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira Antônio Bento da Silva, identificado como possível assessor do GDF (Governo do Distrito Federal). No momento da prisão, realizada em um restaurante da cidade, ele entregava uma sacola com aproximadamente R$ 200 mil ao jornalista Edmilson Edson dos Santos, conhecido como Edson Sombra.
Silva faria parte do Conselho Fiscal do Metrô do Distrito Federal. O jornalista é apontado como a principal testemunha de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais e delator do esquema de corrupção que envolve o governador José Roberto Arruda (sem partido).
Silva e Sombra estão sendo ouvidos na Superintendência da Polícia Federal. A PF investiga se o dinheiro seria uma tentativa de suborno para Barbosa.
A assessoria de imprensa de Arruda negou que Silva trabalhe no GDF. Segundo os assessores, ele é servidor aposentado da CEB (Companhia Energética de Brasília). De acordo com a assessoria do GDF, Silva é gerente comercial de um jornal da cidade dirigida por Wânia Luiza, que seria mulher de Edson Sombra.
Depoimento do delator ao Ministério Público indica que o jornalista foi um dos principais incentivadores para que o esquema fosse denunciado. Sombra, ainda de acordo com o depoimento, recebeu cópia dos vídeos que mostram Arruda, secretários de governo, assessores, deputados distritais e empresários negociando suposta propina.
Ao todo, o inquérito do STJ (Superior Tribunal de Justiça) envolve 36 pessoas, entre autoridades do governo local, deputados distritais e empresários. Segundo o inquérito, há indícios da prática dos crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa e passiva, fraude de licitação e crime eleitoral.

Governo investe 63,3% dos recursos do PAC em três anos

SOFIA FERNANDES
Colaboração para a Folha Online, em Brasília
Em três anos de PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), 63,3% do projeto de investimento foi executada, incluindo investimentos do setor privado, informou nesta quinta-feira o governo federal.

De acordo com o balanço divulgado, foram executados investimentos de R$ 403,8 bilhões entre 2007 e 2009 --a previsão do governo é, até o final de 2010, chegar a R$ 638 bilhões. Do montante gasto nos três anos, R$ 126,3 bilhões foram investimento do governo federal, R$ 88,8 bilhões do setor privado e o restante de contrapartidas de municípios entre outros.

Ainda segundo o governo, foram concluídas 40,3% das obras. O setor mais adiantado é o de habitação e saneamento, com 66,4% das obras concluídas. A área de logística e de energia teve apenas 27,6% das obras concluídas.

No segmento de obras de logística, os investimentos foram de R$ 40,5 bilhões, sendo que R$ 27,7 bilhões foram aplicados em quase 5 mil quilômetros de rodovias.

Já no setor de energia, o total de investimentos foi de R$ 72,4 bilhões, sendo que R$ 23,8 bilhões foram destinados à exploração de reservas de petróleo e gás natural.

Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o grande trunfo do PAC nesses três anos foi retomar uma onda de investimento no país. "O investimento

OMISSÃO DO GOVERNO SERRA:SP: documento revela preocupação com reservatórios

SP: documento revela preocupação com reservatórios
O jornal O Estado de São Paulo publicou um documento do Inpe, de outubro de 2009, em que coordenador recomendava que os reservatórios começassem a liberar águas para evitar enchentes catastróficas.
Um documento interno do Inpe divulgado nesta quarta pelo jornal O Estado de São Paulo revela que desde outubro do ano passado já havia uma preocupação com a cheia dos reservatórios de São Paulo.
Os municípios que sofrem com as enchentes ficam no entorno do Sistema Cantareira, cinco represas que abastecem a Grande São Paulo e são gerenciadas pela Sabesp, a companhia de saneamento básico do estado. Na semana passada, dois desses reservatórios passaram do limite da capacidade.
Nesta quarta, o jornal "O Estado de São Paulo" publicou um documento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, de outubro do ano passado. Nele, o coordenador do Centro de Previsão do Tempo, Luiz Augusto Toledo Machado, recomendava que os reservatórios começassem a liberar as águas para evitar enchentes catastróficas entre dezembro e março.
O documento publicado pelo jornal é um memorando interno do Inpe. O diretor do instituto afirmou que enviou à Agência Nacional de Águas um relatório com as mesmas informações, mas negou que o conteúdo fosse sigiloso.
“Foi enviado pela equipe do Cptec e isso foi até certo ponto um procedimento normal da instituição. O que eu quero ressaltar é que não houve nas informações que prestamos à ANA e nas informações enviadas no relatório nada de especial que não tivesse sido divulgado ao mesmo tempo na internet”, declarou Gilberto Câmara, diretor do Inpe.
Só em Atibaia, 150 famílias estão vivendo em abrigos desde o início do ano. “Eu não tenho do que reclamar. Acho que é um lugarzinho até bom para a gente viver. Melhor do que a gente estar lá embaixo na água. Porque lá era um sofrimento e tanto”, contou a dona de casa Maria Helena Barbosa.
Ainda segundo a agência, para diminuir o impacto das cheias, o volume de água descarregado pelos reservatórios do Sistema Cantareira sempre foi menor do que a quantidade de água que chegava. A Sabesp, que opera o sistema de represas, declarou que não recebeu a documentação do Inpe.
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Lula defende volta da Telebrás

Em Reunião, Lula defende volta da Telebrás
Agência Estado
Em uma reunião convocada para discutir o Plano Nacional de Banda Larga, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou a intenção do governo de reativar a Telebrás para que a empresa funcione como a operadora estatal dos serviços de internet rápida no Brasil. "Queremos fazer a Telebrás voltar a funcionar", disse o presidente, segundo relato do coordenador do programa Software Livre Brasil, Marcelo Branco, que participou do encontro, na noite de terça-feira, juntamente com outros representantes da sociedade civil.
A eventual entrada no mercado de um competidor estatal tem preocupado as empresas privadas. As teles, representadas pela Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), mandaram uma carta, no início da semana, para o presidente Lula, solicitando a participação nas discussões do plano. A Casa Civil marcou para amanhã, às 10 horas, uma reunião com os presidentes das principais operadoras, entre elas Oi, Telefônica, Embratel, Vivo, Claro e TIM.
"A gente entende que um plano dessa magnitude, dessa complexidade, exige um maior debate público com a sociedade e com o setor que está realizando os investimentos", afirmou o superintendente executivo da Telebrasil, César Rômulo Silveira Neto. As teles já apresentaram um plano em que pedem desoneração tributária e liberação de recursos de fundos setoriais.
A manifestação do presidente em favor da revitalização da Telebrás foi confirmada também por outros participantes da reunião. A explicação de técnicos do governo é de que a estatal já está juridicamente constituída e que, por isso, é mais fácil recorrer a ela como "embrião" do plano de massificação da banda larga.
O objetivo do governo, com a criação da estatal da banda larga, é estimular a competição e garantir que os serviços cheguem aonde as empresas privadas não atuam, a preços mais baixos. "Não queremos criar uma empresa estatal por criar, queremos uma empresa que ajude os brasileiros a ter banda larga mais barata", disse o presidente, ainda de acordo com o relato do coordenador do programa Software Livre Brasil, uma organização não-governamental que defende a utilização de programas de computador gratuitos.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, também comentou a reunião na sua página no Twitter, revelando que Lula comparou a banda larga ao programa Luz para Todos, criado para universalizar os serviços energia elétrica. "Este País vai ter banda larga onde for necessário", acrescentou o presidente, ainda segundo Branco.
Bernardo falou também da disposição de Lula em fazer parcerias com Estados, municípios, ONGs e empresas para massificar a banda larga. "Não havendo, o governo fará solo", escreveu o ministro.
Na reunião, foi colocada a possibilidade de o governo chamar as empresas privadas para participar do plano. "As grandes operadoras também estão no plano, é um complemento. Não é a estrutura pública contra a estrutura privada", afirmou Marcelo Branco.
Também foram apresentados vários cenários de investimentos, que poderiam chegar a R$ 15 bilhões, dependendo das parcerias que serão firmadas. Nas negociações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como antecipou a Agência Estado, vem sendo considerado um financiamento de até R$ 20 bilhões.
O coordenador do programa Software Livre Brasil relatou ainda que a meta do governo é criar até 2014 mais 20 milhões de acessos à banda larga, em 4.238 municípios. Para isso, a intenção do governo é de baratear o preço em 70%, atendendo principalmente às classes C, D e E. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Paulino: Transferência de Lula para Dilma é comprovada

Marcela Rocha
Sociólogo de formação, Mauro Paulino, há mais de 20 anos vasculha e divulga anseios e intenções do eleitorado brasileiro. No instituto de pesquisa Datafolha, coordena a realização de pesquisas eleitorais desde 1988. Em entrevista a Terra Magazine, ele fala do "tabuleiro de xadrez" em que estão a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), e o governador José Serra (PSDB-SP) no pleito presidencial de outubro.

- Comprovadamente Lula já está transferindo muitos votos para Dilma - diz.
Ela é a "mulher forte do governo" e "já está em campanha". Serra é "um administrador muito bem avaliado" e "conhecido nacionalmente". Mas, para Paulino, a "peça chave" desse tabuleiro é o presidente Lula. "Os dois candidatos estarão com os olhos voltados para ele e o eleitorado, por sua vez, também", acrescenta.

- Do ponto de vista da ministra, Lula pode ser a peça chave para o bem e para o mal. Meu bem, meu mal (risos). (...) O contraste entre o carisma de Dilma e Lula pode fazer com que o eleitor não vote nela.

Leia abaixo a íntegra da entrevista:
Terra Magazine - Algumas pessoas questionam a legitimidade das pesquisas eleitorais. Como o Datafolha faz para evitar esse tipo de questionamento?
Mauro Paulino - A pesquisa sempre é questionada, principalmente por quem se sente prejudicado, ou por quem não estava à frente, ou quem se vê ameaçado por uma candidatura ascendente. Mas a legitimidade das pesquisas se comprova pelo histórico do desempenho dos institutos, que é a base da credibilidade adquirida por cada um deles. Então, há os mais e menos questionados. Outro fator é o uso abundante de pesquisas pelos partidos políticos. Ou seja, se pesquisas não ajudassem e não fossem um instrumento eficaz, os partidos não gastariam tanto dinheiro comprando pesquisa.

O senhor acredita que as pessoas já tomaram conhecimento de que a ministra Dilma seja a candidata do presidente Lula?
Já há um conhecimento para lá de razoável da candidatura de Dilma. O Datafolha publicou um artigo no final do ano passado mostrando que ainda há 15% de eleitores afirmando que votariam em um candidato indicado por Lula, mas dizem não saber quem é esse candidato ainda. Então, isso dá uma dimensão do desconhecimento dela e do potencial de crescimento que tem a candidatura Dilma.

Qual o principal motivo do crescimento dela nas pesquisas? Isso é referente ao conhecimento que as pessoas têm dela ou ao fato de já saberem que ela dará continuidade ao trabalho de Lula? É uma questão mais política ou personalista?
São vários fatores ocorrendo simultaneamente. As pessoas vêm tomando conhecimento. O processo eleitoral hoje ainda é restrito às pessoas com mais informações, restrito às pessoas com taxa de escolaridade mais alta e pertencentes a um segmento menor da população. Na medida em que as pessoas com menos acesso à informação, com uma renda mais baixa - que formam a maior parte do eleitorado de Lula - forem tomando conhecimento da candidata Dilma e que Lula não pode ser candidato - porque ainda 20% vota nele na pesquisa espontânea -, teremos um panorama mais claro do potencial de votos dela. Porque quando essas pessoas tomarem conhecimento de Dilma como candidata de Lula, darão o apoio e a transferência de votos. Contudo, ela pode sofrer com a comparação com Lula.

Como assim?
O contraste entre o carisma de Dilma e Lula pode fazer com que o eleitor não vote nela. As pesquisas não têm como avaliar isso, mas acompanhar.

Sobre o carisma e a transferência de voto, o senhor acredita na transferência de votos de Lula para Dilma?
Lula tem uma penetração muito forte nos segmentos que relacionam os benefícios sociais à ação do governo federal. E também tem algo que é incomparável: o poder de comunicação, essa facilidade que ele tem de conquistar a simpatia desse segmento da população. Hoje ele é aprovado por maioria absoluta em todos os segmentos da sociedade, não só nessa camada. Isto nos permite afirmar que há potencial de crescimento em Dilma, mas que depende das comparações que o eleitor fará: Dilma e Serra, Dilma e Lula.

Apesar de registrar índice inédito de aprovação, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, não elegeu um sucessor de sua legenda para o cargo. O Chile pode ser usado como um exemplo para o caso brasileiro?
São realidades muito diferentes. O quadro brasileiro é bem diferente do chileno.

O senhor acredita que o fato de os dois candidatos serem um pouco menos carismáticos, como o presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra, já destacou, do que os antecessores tucano (FHC) e petista (Lula) no Planalto seja um fator que colabore para politizar a campanha?
O brasileiro está naturalmente refletindo mais sobre política em consequência do desenvolvimento da sua própria cultura nessa área. E ter uma eleição a cada dois anos ajuda muito. O eleitor vai se habituando ao voto e às consequências dele. Então, hoje, o eleitor pensa mais sobre seu voto, elabora melhor esse voto, de uma forma muito mais racional do que na primeira eleição a presidente em 1989, após a redemocratização. Ali, valia muito mais a paixão, a novidade... Nessa época, o marketing tinha um peso muito grande. Hoje, acho que o marketing político tem um peso menor e o eleitor toma suas decisões de forma mais pensada e mais autônoma, independente do carisma, que pesa, claro, mas a capacidade de administração tem sido muito valorizada. A conta que o eleitor faz é: "quem tem mais condições de resolver os nossos problemas imediatos".

O fato de a ministra Dilma nunca ter disputado uma eleição é melhor ou pior, tendo em vista que a política tem sido vista de maneira desconfiada após sucessivos escândalos de corrupção?
Mais do que não ter participado, o que beneficia Dilma é o fato de ela não estar no cenário político quando do Mensalão. Quando surgiram todas aquelas acusações de Mensalão, Dilma praticamente não existia para a maioria da população. Então, ela entrou em cena para substituir aquele que foi considerado o grande culpado, José Dirceu. E, a partir daí, a economia começou a melhorar também, ela passou a ser a figura mais forte do governo - afinal Lula sempre fez questão de deixar isso muito claro -, o país passou por uma crise mundial e saiu bem... Isso tudo é muito valorizado e anula a inexperiência. É claro que ela tem um caminho muito mais longo do que Serra para se tornar conhecida, mas isso é facilmente superado porque a coalizão do governo tem muito mais tempo de propaganda na televisão. E acho que o fato de ela nunca ter disputado um pleito acaba não pesando muito.

Observamos um crescimento da ministra e estabilidade do governador nas pesquisas. A que se deve essa estabilidade?
Serra tem uma ótima avaliação como governador de São Paulo, teve uma ótima avaliação como ministro, tem a imagem de ser um administrador competente e de quem resolve os problemas da saúde, que é hoje o principal problema do país apontado pelos eleitores. Então, ele tem todas essas vantagens e sai na frente por conta disso, também por ter disputado eleições anteriores e estar na lembrança do eleitorado como alguém com porte de candidato a presidente. Isto justifica a permanência dele na liderança das pesquisas. Mas o que tem sido mostrado é que há uma candidata em ascensão, Dilma, há um candidato com estabilidade, Serra, e Ciro Gomes (PSB) caindo.

O fator Ciro tem enfraquecido Dilma ou Serra?
As pesquisas mostram que, com Ciro na disputa, a diferença entre Serra e Dilma diminui. Sem ele, aumenta e Serra tem mais vantagens. Então, há uma boa parte que vota em Ciro aparentemente por não querer votar num candidato do PT.

Nas eleições de 1998, 2002 e 2006, quem liderava as pesquisas um ano antes acabou por vencer as eleições. O cenário de 2010 é previsível?
Essa eleição é muito mais imprevisível do que as quatro anteriores. É a primeira vez que não temos Lula como candidato, é primeira vez que há um cabo eleitoral com esse apoio popular que Lula tem. Estes fatores já tornam essa eleição diferente de todas as outras. Não se sabe como o eleitor vai reagir. Na verdade a peça chave dessa eleição é o próprio Lula e não sabemos como o eleitor vai lidar com esse fato. Lula não pode ser candidato e Dilma é a candidata dele contra Serra, que é comprovadamente um bom administrador. Como essa equação será resolvida pelo eleitorado? Não temos como prever.

O senhor disse que a peça chave dessa eleição é Lula...
Os dois candidatos estarão com os olhos voltados para Lula e o eleitorado, por sua vez, também. Ele tem um governo com uma taxa de aprovação inédita e o peso que isso terá nesse pleito já está sendo demonstrado. Comprovadamente ele já está transferindo muitos votos para Dilma. Agora, qual é o teto disso e até que ponto isso tira votos de Serra? Não sabemos. Mas a eleição vai girar em torno de Lula, por isso que ele é a peça chave. Do ponto de vista de Dilma, pode ser a peça chave para o bem e para o mal. Meu bem, meu mal (risos).

Como o senhor avalia a tática petista de polarização? Uns defendem que ela é boa para Dilma, outros, para Serra, e há aqueles que afirmam não ser bom para o eleitorado...
A polarização é inevitável, não tem como fugir. A meu ver, para o bem da democracia, é bom que haja muitos pontos de vista sendo discutidos. O segundo turno existe para que haja essa polarização, mas, no primeiro, quanto mais candidatos expuserem suas ideias, melhor para o desenvolvimento da cultura política do brasileiro.

E o que o senhor acha da comparação entre Lula e FHC?
É inevitável também. Não consigo imaginar a campanha sem essa comparação. O marketing político vive dessas comparações, de tentar jogar o bem contra o mal. Não tem como fugir disso, mas espero que não fique só nisso. É saudável que existam candidatos como Marina Silva, por exemplo, que traz o tema do meio ambiente. Seria importante que houvesse mais candidatos trazendo outros temas para que o debate fosse mais rico.

Voltando à temática da polarização, alguns tucanos defendem que Serra ganha com ela por ter mais experiência em processos eleitorais.
A campanha começa de fato para o total do eleitorado a partir de março, abril, quando as candidaturas estão oficializadas e começam as entrevistas. Aí, o desempenho de cada um pesará e pode ser, então, que a experiência de Serra seja decisiva. Mas não dá para saber como será o desempenho de Dilma, que ainda não foi vista em debate, ou em uma entrevista mais incisiva.

O fato de o PSDB não ter determinado seu candidato influencia em que medida o desempenho de José Serra nas pesquisas?
A consequência disso é só existir uma pessoa fazendo campanha abertamente: Dilma Rousseff.
Mas Serra é muito bem avaliado em São Paulo e Dilma corre a passos largos em direção à liderança nas campanhas eleitorais... Equação complexa...
Mas esse é o grande dilema do PSDB e do Serra. Não será uma eleição presidencial fácil e isso já está mais do que comprovado. Além disto, o tempo na televisão é muito importante e o PT fez alianças que dão a ele quase o dobro do tempo que tem o PSDB. Por outro lado, se Serra desistir, deixa praticamente entregue a eleição para o PT. Por quanto tempo mais o PT vai permanecer no poder? Porque, em 2014, Lula volta como candidato. Serra é o candidato mais forte do PSDB, pelo menos é o que tem o caminho mais curto. Aécio Neves (governador de Minas Gerais) teria que conquistar São Paulo e isso não é tarefa fácil. Enquanto Serra já é figura nacional por já ter participado de eleições presidenciais e por ter sido ministro da Saúde. É um tabuleiro de xadrez.
Terra Magazine

Lula diz que continuará inaugurando obras e oposição ficará doida de raiva


CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira que a crise de hipertensão que ele teve na semana passada não vai impedi-lo de continuar inaugurando obras por todo o Brasil. Provocando a oposição, afirmou que "muita gente vai ficar doida de raiva" com isso, e lamentou o fato de que não poderá ter a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) ao seu lado, quando a campanha eleitoral começar.
"Quem esperar que vou ficar sentado em Brasília, pode tirar o cavalo da chuva porque vamos inaugurar obra este ano. Tem gente que vai ficar doida de raiva, mas nós vamos. É uma pena que a Dilma não vai poder ir comigo, mas nós vamos, porque esse país não pode parar mais. Esse país encontrou o caminho", afirmou, em discurso na inauguração do gasoduto Cabiúnas-Reduc 3, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Lula voltou a garantir que não costuma ter problema de pressão, e que a mede todos os dias. Em tom de brincadeira, disse que o problema da semana passada está ligado ao fato de ser corintiano.
"Tive problema de pressão esses dias... Esse negócio de ser corintiano é uma desgraça porque vi comprar tanto jogador, tanto jogador, e vi três jogos e não vi o Corinthians deslanchar ainda. Vocês viram domingo? O Corinthians marcou um gol aos seis minutos, e o Palmeiras passou os outros 84 minutos jogando a bola dentro da nossa área. Rapaz, vi a hora que o coração ia sair pelo pé", disse.
Ele reconheceu que estava com a agenda carregada, e atribuiu ao excesso de compromissos a crise de hipertensão.
"Se tem uma coisa que me orgulho é da minha pressão, porque meço todo santo dia, e minha pressão, regularmente, é 11 x 7. Quando ela está mal, está 12 x 7", afirmou.

Enquanto isso....José Serra passa cantada em apresentadora de TV






http://nogueirajr.blogspot.com/



Alagamento na estação do Metrô Jardim São Paulo, na linha azul, zona norte da cidade.

Kassab corta merenda de crianças carentes

Compra enviada a abrigos conveniados foi trocada por verba mensal de R$ 2.300
Entidades abrigam em média 20 jovens; com o valor, cada uma delas tem R$ 3,80 para fazer cinco refeições por dia

ADRIANA FERRAZ
DO "AGORA"
Desde o dia 1º de janeiro, a gestão Kassab não entrega merenda nas entidades que atendem crianças ou adolescentes órfãos ou em situação de risco.
Em vez da compra mensal -com alimentos não perecíveis, como arroz e feijão- e uma ou duas feiras por semana, a prefeitura repassa R$ 2.289 por mês às entidades, que atendem em média 20 jovens.
Com a verba, cada criança tem R$ 3,80 por dia para fazer cinco refeições. A mudança, segundo as entidades e o Ministério Público, foi imposta pela Secretaria da Assistência Social, responsável pelos convênios.
"As crianças fazem cinco refeições por dia, fora os lanches. Apenas em janeiro, gastamos R$ 5.900 com os mesmos itens [que eram repassados]", diz Maria Tereza da Silva, 49, coordenadora do abrigo Madre Mazzarelo (zona norte).
O corte feito pela gestão Gilberto Kassab (DEM) acontece em um momento de alta na arrecadação municipal. Ao contrário do previsto, a receita cresceu 3,5% em 2009.
Na zona leste, a Casa Bakhita atende 25 crianças de zero a seis anos. O gasto no mês passado foi de R$ 4.707. "Se não fossem as doações, teria faltado comida", afirma a secretária Darcy Finzeto, 66.
Segundo estimativa das entidades, os gastos de fevereiro com alimentação devem ser maiores, já que os estoques, no mês passado, ainda continham sobras de dezembro.
A Promotoria de Justiça de Defesa dos Interesses da Infância e Juventude da capital instaurou inquérito civil para apurar os motivos da mudança.
A promotora Dora Martin Strilicherk pediu à prefeitura um estudo que justifique a verba. "Esse dinheiro não dá para comprar nem um coxinha e um suco. As crianças e adolescentes que vivem em abrigos já estão vitimizados. Agora, correm o risco de passar fome", afirma.
A gestão Gilberto Kassab (DEM) já tentou cortar a quantidade de alimento oferecida em creches municipais. Em setembro de 2009, a Secretaria Municipal da Educação pediu aos pais de alunos que escolhessem qual refeição sairia do cardápio: o café da manhã ou o jantar. Kassab chegou a dizer que as crianças comiam demais. Depois, voltou atrás.

O PSDB grande aliado do DEM, e vice e versa, diz que o governo Lula está fazendo terrorismo quando avisa que eles vão acabar com o Bolsa Familía. Lula e Dilma tem motivos de sobra para fazer esse alerta a população. Kassab do DEM pupilo do Serra do PSDB prefeito da cidade mais rica do país, está fazendo terrorismo,terrorismo da fome com crianças e jovens carentes. A gente avisou que seria assim

GRANDE OBRA DE SERRA:Serra quer mudar nome da PM para Força Pública

Medida tem o objetivo de desvencilhar corporação da nomenclatura inserida durante a ditadura militar
DA REPORTAGEM LOCAL
O governador José Serra (PSDB) enviou à Assembleia uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que muda o nome da Polícia Militar para Força Pública. A corporação já teve esse título por três vezes desde a sua criação, em 1831.
Para o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Álvaro Camilo, a proposta faz parte de um projeto maior. É, segundo o coronel, a continuação da busca da "excelência". "Queremos nos aproximar ainda mais da população."
A Polícia Militar tem esse nome desde 1970, quando houve a unificação da Força Pública e da Guarda Civil do Estado. A junção ocorreu durante o regime militar, ligação que o governo tenta agora modificar.
Na justificativa enviada à Assembleia, o governo afirma que renomear como Força Pública a PM é um resgate histórico do nome da corporação no momento de "redemocratização do país". O texto não especifica quais seriam os custos da mudança. Para a medida ser aprovada são necessários dois terços dos 94 votos da Assembleia, em dois turnos.
Para o líder do governo, Vaz de Lima (PSDB), este é um momento ideal para discutir a mudança de nome, já que no Brasil também se discute outros temas relacionados ao período militar, como a anistia. "É o momento de se desvencilhar."
Para os coronéis da reserva Rui César Melo (ex-comandante-geral da PM) e Edson Ferrarini (deputado pelo PTB), a mudança é benéfica porque o nome Polícia Militar se desgastou com o tempo e a corporação pode melhorar sua imagem.
Críticas
Para o especialista em segurança Luis Flavio Sapori, o projeto é pura "perfumaria", pois rebatiza a polícia sem prever uma mudança de política de segurança. "É difícil acreditar que alguma justificativa convincente seja apresentada para tal esforço político", disse. "Organizações policiais não se transformam pela simples alteração de nomenclaturas", afirmou.
O deputado Vanderlei Siraque (PT) acredita que a mudança não resolverá os problemas estruturais da PM.
Serra é sinônimo de atraso, de enrolação, de embromação. A violência no estado de SP só faz aumentar. Nem os jornalões de SP que protegem o Serra conseguem esconder o fato que o PSDB governando é um embuste. Mas Serra como bom embusteiro, vai trocar o nome da PM, como se isso fosse fazer diferença para diminuir a violência em SP.
Folha de S.Paulo
Após 10 anos, homicídio volta a subir em SP

GOVERNO SERRA:
Ag Estado
É o maior índice já registrado; número de homicídios, sequestros e latrocínios também aumentou no ano passado
São Paulo bate recorde de roubos, com 257 mil em 2009


03 Fevereiro 2010

Vereadores pedem CPI para investigar enchentes em SP

MAÍRA TEIXEIRA - Agencia Estado
SÃO PAULO - A bancada do PT na Câmara de Vereadores de São Paulo protocolou nesta tarde o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as causas das enchentes que atingem a capital desde o mês de dezembro. Segundo a assessoria de imprensa da liderança do partido, um segundo pedido de CPI será protocolado amanhã.O pedido protocolado hoje pede investigação sobre o assoreamento do Rio Tietê, que vem provocando inundações e prejuízos à população de vários bairros nas imediações do rio. A justificativa da liderança é de que mesmo com os grandes investimentos feitos para evitar essas enchentes, a redução expressiva nos gastos com a limpeza da calha do Tietê e também do Rio Pinheiros precisa ser questionada.O segundo pedido de CPI, que deve ser protocolado apenas amanhã, é para averiguar a responsabilidade do poder público nos serviços de manutenção da cidade relativos à limpeza urbana de galerias e bueiros. Além disso, a oposição questiona o baixo investimento da atual administração nas ações de prevenção às enchentes no município.Os pedidos de CPIs são assinados pelos vereadores José Ferreira e Antônio Donato, ambos do PT. Se instalada, a CPI terá 120 dias para investigar as denúncias. Os prazos podem ser prorrogados.

MENSALÃO DO DEM:OAB vai pedir na Justiça bloqueio dos bens de Arruda

Da Agência Brasil
Em Brasília
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e a Seccional da OAB no Distrito Federal decidiram hoje (3) entrar com ação civil pública na Justiça Federal para requerer a indisponibilidade dos bens do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), e de deputados distritais e secretários.
Eles são acusados de envolvimento em um suposto esquema de corrupção desvendado pela Polícia Federal em novembro. O esquema, que seria comandado por Arruda, previa o pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio ao governo.
Com a ação, a OAB espera que haja garantia de ressarcimento à sociedade, caso se comprove, ao final do processo, desvio de recursos públicos supostamente praticado por esses agentes. “É no bolso que vamos procurar determinar que os corruptos devolvam aquilo que retiraram da sociedade”, diz, em nota, o presidente da OAB, Ophir Cavalcante.
De acordo com Ophir Cavalcante, com essa decisão, a Ordem dos Advogados dá um exemplo de combate à corrupção e à impunidade.

Brasil duplica número de escolas de educação profissional

Brasil duplica número de escolas de educação profissional
De 2005 até agora, o número de escolas federais de educação profissional criadas 141 foi praticamente o mesmo que o de 1909 a 2002 140. A marca foi alcançada nesta segunda-feira, dia 1º, com a inauguração simultânea de 78 unidades em todo o País, feita pelo governo federal. Outras 99 unidades estão em obras e devem ficar prontas até o final deste ano, elevando o número para 380, que oferecerão mais de 500 mil vagas

(leia a íntegra)


Desmatamento na Amazônia cai 72,5%
O desmatamento na Amazônia em outubro e novembro de 2009 atingiu 247 km² de floresta. Na comparação com os mesmos meses de 2008, houve queda de 72,5%. Os números, divulgados na terça-feira (2), são calculados pelo Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espacias (Inpe

(leia a íntegra)



Brasil reduz em 30% os casos de hanseníase
Casos novos de hanseníase no País caíram 30% em cinco anos, de acordo com o levantamento do Ministério da Saúde. O total de casos por 100 mil habitantes na população geral passou de 29,37 para 20,56 entre 2003 e 2008

(leia a íntegra)