07 Janeiro 2010


Charge do Bessinha

Cristovam descarta candidatura à Presidência e diz que PDT apoiará Dilma

da Folha Online, em Brasília

Defensor de candidatura própria do PDT à sucessão presidencial, o senador Cristovam Buarque (DF) anunciou nesta quinta-feira, em sua página no Twitter, que o partido vai apoiar a candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e com isso ele estará fora da disputa pelo Palácio do Planalto.

Cristovam disse à Folha Online que "todas as conversas com as lideranças do PDT" indicam que o partido vai oficializar apoio à ministra. "Meu partido já decidiu apoiar a Dilma e eu não terei vez para presidente em 2010. Ainda não foi oficializado, mas todas as conversas são nesse sentido. O [ministro Carlos] Lupi e o Paulinho [deputado Paulo Pereira] já deixaram claro isso", disse.

PSOL solicita o impeachment do vice-governador do PSDB


DA AGÊNCIA FOLHA
O PSOL protocolou anteontem, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, pedido de impeachment do vice-governador Leonel Pavan (PSDB), que responde a denúncias sob suspeita de corrupção.
O pedido deve ser analisado só em fevereiro, quando acaba o recesso. O PSOL não tem nenhum deputado na Assembleia.
Pavan foi indiciado pela Polícia Federal na Operação Transparência. Ele é suspeito de ter recebido dinheiro para beneficiar empresários que tentavam recuperar, na Secretaria da Fazenda, a inscrição fiscal de uma distribuidora de combustíveis, cancelada por sonegação.
Denunciado pelo Ministério Público sob suspeita de corrupção passiva, advocacia administrativa e violação de sigilo funcional, ele nega as acusações.
Esperava-se que Pavan assumisse o governo no mesmo dia em que o pedido de impeachment foi apresentado para que o governador Luiz Henrique (PMDB) se dedicasse à campanha ao Senado. O vice desistiu para ter mais tempo para se defender.
O deputado Serafim Venzon, líder do PSDB, disse que Pavan só deve assumir em abril. Segundo ele, o vice considerou o pedido do PSOL uma exploração política da denúncia.

06 Janeiro 2010

Cloaca: O padrão Kamel de jornalismo


EDITORIAL DE JORNALÃO CARIOCA PODE DAR TRÊS ANOS DE CADEIA PARA FAMIGLIA MARINHO
Para satanizar o Governo Lula, pandilha de O Globo mente, inventa e enxovalha a instituição do Jornalismo
do Cloaca News

O artigo 299 do Código Penal Brasileiro, que tipifica o crime de falsidade ideológica, é muito claro: "Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante".

Em sua edição de ontem, 5 de janeiro, o jornal O Globo, principal braço impresso da maior corporação mafiomidiática brasileira, publicou, à guisa de Editorial, artigo intitulado "Ponto nevrálgico", repleto de ilações baseadas na entrevista que o Ministro Joaquim Barbosa, do STF, concedeu ao mesmo jornal na edição do último dia 3. O afamado barrigueiro e tocador-de-jazz Ricardo Delgado, como sói, reproduziu o troçulho em seu afamado blog.

Primeiro, leia a entrevista:
O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), há dois anos ganhou notoriedade por relatar o processo do mensalão do PT e do governo Lula. Em 2009, convenceu os colegas a abrir processo contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) para apurar se ele teve participação no mensalão do PSDB mineiro. Em entrevista ao GLOBO, Joaquim não quis comentar o mensalão do DEM, que estourou recentemente no governo de José Roberto Arruda, do Distrito Federal. Mas deixou clara sua descrença na política e sua dificuldade para escolher bons candidatos quando vai votar. E o ministro, de 55 anos, não poupou nem os tribunais: “O Judiciário tem uma parcela grande de responsabilidade pelo aumento das práticas de corrupção em nosso país”.
Por que aparecem a cada dia mais escândalos envolvendo políticos? A corrupção aumentou ou as investigações estão mais eficientes?
JOAQUIM BARBOSA: Há sim mais investigação, mais transparência na revelação dos atos de corrupção.Hoje é muito difícil que atos de corrupção permaneçam escondidos.
O senhor é descrente da política?
JOAQUIM: Tal como é praticada no Brasil, sim. Porque a impunidade é hoje problema crucial do país. A impunidade no Brasil é planejada, é deliberada.As instituições concebidas para combatê-la são organizadas de forma que elas sejam impotentes, incapazes na prática de ter uma ação eficaz.
A quais instituições o senhor se refere?
JOAQUIM: Falo especialmente dos órgãos cuja ação seria mais competente em termos de combate à corrupção, especialmente do Judiciário. A Polícia e o Ministério Público, não obstante as suas manifestas deficiências e os seus erros e defeitos pontuais, cumprem razoavelmente o seu papel. Porém, o Poder Judiciário tem uma parcela grande de responsabilidade pelo aumento das práticas de corrupção em nosso país. A generalizada sensação de impunidade verificada hoje no Brasil decorre em grande parte de fatores estruturais, mas é também reforçada pela atuação do Poder Judiciário, das suas práticas arcaicas, das suas interpretações lenientes e muitas vezes cúmplices para com os atos de corrupção e, sobretudo, com a sua falta de transparência no processo de tomada de decisões.Para ser minimamente eficaz, o Poder Judiciário brasileiro precisaria ser reinventado.
Qual a opinião do senhor sobre os movimentos sociais no Brasil?
JOAQUIM: Temos um problema cultural sério: a passividade com que a sociedade assiste a práticas chocantes de corrupção. Há tendência a carnavalizar e banalizar práticas que deveriam provocar reação furiosa na população.Infelizmente, no Brasil, às vezes, assistimos à trivialização dessas práticas através de brincadeiras, chacotas, piadas. Tudo isso vem confortar a situação dos corruptos. Basta comparar a reação da sociedade brasileira em relação a certas práticas políticas com a reação em outros países da America Latina. É muito diferente.
Como deviam protestar?
JOAQUIM: Elas deviam externar mais sua indignação.
É comum vermos protestos de estudantes diante de escândalos.
JOAQUIM: O papel dos estudantes é muito importante. Mas, paradoxalmente, quando essa indignação vem apenas de estudantes, há uma tendência generalizada de minimizar a importância dessas manifestações.
A elite pensante do país deveria se engajar mais?
JOAQUIM: Sim. Ela deveria abandonar a clivagem ideológica e partidária que guia suas manifestações.
O próximo ano é de eleições. Que conselho daria ao eleitor?
JOAQUIM: Que pense bem, que examine o currículo, o passado, as ações das pessoas em quem vão votar.
Quando o senhor vota, sente dificuldade de escolher candidatos?
JOAQUIM: Em alguns casos, tenho dificuldade. Sou eleitor no Rio de Janeiro.Para deputado federal, não tenho dificuldade, voto há muito tempo no mesmo candidato. Para governador, para prefeito, me sinto às vezes numa saia justa. O leque dos candidatos que se apresenta não preenche os requisitos necessários, na minha opinião. Não raro isso me acontece. Não falo sobre a eleição do ano que vem, porque ainda não conheço os candidatos.

Agora, leia o funesto Editorial d'O Globo:
Um dos ministros indicados para o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Lula, Joaquim Barbosa ganhou autoridade ao relatar de maneira cortante, fria, técnica, o caso do mensalão, com a abertura de processos contra estrelas do PT.
Mais tarde, coerente, repetiu a dose com o senador tucano Eduardo Azeredo (MG), financiado em campanha pela mesma engenharia financeira ilegal de que se valeriam petistas no governo Lula.
É com a experiência de atuar nesses casos que Barbosa, em entrevista publicada no GLOBO de domingo, declarou ser a atuação do Poder Judiciário uma das causas do aumento dos casos de corrupção, estimulada pela impunidade.
Com “práticas arcaicas”, “interpretações lenientes” e “falta de transparência” no processo decisório, entende o ministro, a Justiça tem culpa nesse cartório.
Pode-se acrescentar a leniência de certas legislações, como a eleitoral, uma enorme porta escancarada para donos de vergonhosos prontuários criminais entrarem na vida pública em busca de imunidades.
Na entrevista, Joaquim Barbosa tratou, ainda, da “passividade com que a sociedade assiste a práticas chocantes de corrupção”.
Colocou o dedo em um ponto nevrálgico da atual conjuntura política: como o governo Lula abriu os cofres do Tesouro para cooptar de vez sindicatos — aliados antigos — e organizações da sociedade civil tradicionalmente ativas na fiscalização do poder público, caso da UNE.
Porque todos, ou quase todos, se converteram em correias de transmissão do lulismo, paira grande e conivente silêncio no meio sindical, em organizações ditas sociais e adjacências diante de aberrações no manejo do dinheiro público e de cenas de fisiologia explícita.
No mensalão do DEM, em Brasília, houve manifestações — mas porque era o DEM.
No mensalão petista, silêncio quase absoluto. Até mesmo alguns “intelectuais orgânicos” criaram a figura da “imprensa golpista”, uma forma de culpar o mensageiro pelo teor da notícia, e assim tentar encobrir a responsabilidade dos mensaleiros petistas — manobra rejeitada pela Procuradoria Geral da República e pelo STF, onde Joaquim Barbosa conseguiu apoio para seu relatório.
O ministro concorda que a intelectualidade — em grande parte, devido a razões ideológicas, cooptada para erguer esta cortina de proteção ao lulismo — deveria abandonar a “clivagem partidária” e se manifestar contra a corrupção.
Tem óbvia razão.
*****
Você que nos lê, por favor, aponte: em que trecho da entrevista o Ministro Joaquim Barbosa diz que "o governo Lula abriu os cofres do Tesouro para cooptar de vez sindicatos"?
Em que parte da entrevista Joaquim Barbosa declara que organizações da sociedade civil "se converteram em correias de transmissão do lulismo"?
Em qual parágrafo da entrevista o magistrado afirma que "a intelectualidade" foi "cooptada para erguer esta cortina de proteção ao lulismo"?
Quantas vezes Joaquim Barbosa enunciou o nome do Presidente Lula e o substantivo "lulismo" em sua fala ao jornalão carioca?

A pena para os incursos no artigo 299 do Código Penal é :reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa, se o documento é público, e reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa, se o documento é particular.

Se houvesse penas, também, para os casos de lesa-jornalismo, lesa-verdade e lesa-inteligência, certamente os proprietários-editorialistas da corporação platinada pegariam prisão perpétua. Sem direito a sursis.

http://www.blogdoonipresente.blogspot.com/

Sindicato repudia comentário do jornalista Boris Casoy sobre garis

Por Thiago Rosa/Redação Portal IMPRENSA


Na última segunda-feira (4), o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços e Asseio e Conservação e Limpeza de São Paulo (Siemaco), entregou carta de repúdio à emissora de TV Band, contra recentes declarações do apresentador Boris Casoy. De acordo com a entidade, o comentário do âncora do "Jornal da Band", exibido às vésperas do réveillon, ofendeu "toda classe trabalhadora que luta diariamente em seus empregos em busca de uma vida mais digna".


Na última quinta-feira (31), durante exibição do "Jornal da Band", foi ao ar uma mensagem de felicitações de ano novo, protagonizada por dois garis. Em seguida, com o som da vinheta do programa ao fundo, o microfone vazou e deixou público um comentário do apresentador.


"Que m****, dois lixeiros desejando felicitações...do alto de suas vassouras...dois lixeiros...o mais baixo da escala de trabalho", declarou Casoy. No dia seguinte, após intensa repercussão, principalmente entre internautas, o jornalista pediu desculpas no ar pelo comentário.


"Não aceitamos as desculpas do apresentador, que foram meramente formais ao ser pego ao manifestar o que pensa e que, infelizmente, reforça o preconceito de vários setores da sociedade contra os trabalhadores garis e varredores, responsáveis pela limpeza da nossa capital", diz a carta, endereçada ao apresentador da Band.


Em nota publicada em seu site, a Siemaco ainda respondeu a um dos trechos do comentário do âncora sobre os garis. "Ele esqueceu-se que limpeza significa saúde pública e, se nossos lixeiros 'no alto de suas vassouras' não cuidassem da nossa cidade, certamente viveríamos no caos. Com certeza, podemos viver sem notícias, mas não sem limpeza".


Ouvido pelo Portal IMPRENSA, Elmo Nicácio, diretor do sindicato, afirmou que aguarda resposta da carta enviada ao apresentador. Uma possível ação contra o âncora do jornal não está descartda pela entidade.





TUCANOS MUITO NERVOSOS

Apócrifo??????????????
 Tucanos, aliás, andam irritados com um vídeo que circula na internet intitulado "Quero Dilma", simulando uma peça de campanha, com trilha sonora e imagens da candidata, além de ataques ao PSDB.
Painel Folha de São Paulo



Música de Tião Simpatia, com vídeo de Daniel, editor do blog da Dilma.

PSDB EM DESESPERO TOTAL


PSDB revê tática e vai ao TSE contra PT
Partido entra com representações na Justiça para barrar exibição do programa petista na TV em maio


Tucanos acusam o PT de "terrorismo eleitoral" e de promoção pessoal de Dilma em programa partidário exibido no fim de 2009
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
Numa demonstração de que o ano eleitoral já começou, o PSDB partiu para ofensiva para tentar deter o crescimento da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) registrado no último Datafolha. Antes acomodados numa confortável liderança, tucanos mudaram de estratégia e até entraram com duas representações no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para impedir a exibição do programa do PT em maio.
Nelas, o PSDB acusa o PT de "terrorismo eleitoral", propaganda antecipada e promoção pessoal de Dilma no programa partidário veiculado em dezembro. A propaganda eleitoral só é permitida a partir de julho.
Numa das representações, o PT é também acusado de incitar o preconceito de classe, ao afirmar que tucanos "separavam o que consideravam coisa de pobre e coisa de rico".
"Para eles, apenas os ricos pareciam ter o direito de ser feliz", dizia a propaganda, após listar carne e carro como "coisa de rico" e desemprego e escuridão como "coisa de pobre".
Segundo a representação, o PT feriu o Código Eleitoral, segundo o qual "não será tolerada propaganda [...] de preconceitos de raça ou de classes".
Estratégia
As representações foram apresentadas no último dia útil de 2009, 19 dias após o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), afirmar que não daria resposta ao programa exibido em 10 de dezembro.
"Todos foram consultados. Examinamos as peças e chegamos à conclusão de que é propaganda de cabo a rabo", justificou Guerra, um dia depois de um almoço em que o PSDB discutiu estratégias para neutralizar o discurso otimista do PT.
No almoço, o comando do PSDB reclamou de campanhas publicitárias de empresas públicas e privadas exaltando o desempenho do governo Lula.
Questionado sobre a diferença entre a propaganda do PT e a do PSDB -monopolizada pelos governadores José Serra e Aécio Neves-, o advogado do PSDB, Afonso Ribeiro, afirma que o partido exalta a administração tucana, mas não faz menção à eleição.
Protagonizados por Lula, o programa em bloco e uma inserção são alvo das representações. Na inserção, o presidente diz que a consolidação das leis sociais não é garantia de que "ninguém vai poder mexer nas conquistas do povo" após seu governo. "A garantia definitiva quem vai dar é o próprio povo brasileiro, fazendo com que o Brasil siga no rumo certo", diz.
No programa, Lula afirma que Dilma "confirma a regra de que mulher faz tudo com amor, dedicação e competência".
Além de aplicação de multa de até R$ 25 mil, o PSDB pede que o julgamento seja ainda no primeiro semestre deste ano.
Em São Paulo, o PT já apresentou duas representações contra o governador José Serra (PSDB) no Ministério Público Eleitoral por veiculação de propaganda fora do Estado e uma série de entrevistas a programas populares.
O presidente estadual do PT, Edinho Silva, afirmou que a bancada vai requerer informação sobre os gastos do Estado com publicidade no último bimestre de 2009. Só no feriado da virada do ano, foram ao ar sete diferentes campanhas.
"É só para materializar o que todo mundo já notou: o exagero de propaganda no fim do ano", disse Edinho,

05 Janeiro 2010


Charge do Bessinha

Filme sobre Lula será destaque de festival espanhol de cinema
O filme "Lula, o Filho do Brasil" será um dos destaques da próxima edição do Festival de Valladolid, um dos mais tradicionais da Espanha. O evento terá uma mostra de filmes brasileiros, de acordo com o site da "Variety", especializado em cinema.

A mostra terá cerca de 15 filmes e, de acordo com a publicação, será focada na produção audiovisual do período em que Lula está no governo.

"A renovação étnica, política e econômica do Brasil é fascinante. Queremos explorar o Brasil por meio de filmes e documentários", afirmou o diretor artístico do festival, Javier Angulo.

O evento ocorre entre 23 e 30 de outubro de 2010 e também terá uma retrospectiva dos filmes do diretor japonês Akira Kurosawa.

Miro Borges: Boris Casoy é “uma vergonha”
Primeiro vídeo: ao encerrar o Jornal da Band da noite de 31 de dezembro de 2009, dois garis de São Paulo aparecem desejando feliz ano novo ao povo brasileiro. Na sequência, sem perceber o vazamento de áudio, o fascistóide Boris Casoy, âncora da TV Bandeirantes, faz um comentário asqueroso: “Que merda... Dois lixeiros desejando felicidades... do alto de suas vassouras... Dois lixeiros... O mais baixo da escala do trabalho”.
Segundo vídeo: na noite seguinte, o jornalista preconceituoso pede desculpas meio a contragosto: “Ontem durante o programa eu disse uma frase infeliz que ofendeu os garis. Eu peço profundas desculpas aos garis e a todos os telespectadores”. Numa entrevista à Folha, porém, Boris Casoy mostra que não se arrependeu da frase e do seu pensamento elitista, mas sim do vazamento. “Foi um erro. Vazou, era intervalo e supostamente os microfones estavam desligados”.

Do CCC à assessoria dos golpistas

Este fato lastimável, que lembra a antena parabólica do ex-ministro de FHC, Rubens Ricupero – outras centenas de comentários de colunistas elitistas da mídia hegemônica infelizmente nunca vieram ao ar –, revela como a imprensa brasileira “é uma vergonha”, para citar o bordão de Boris Casoy, com seu biquinho e seus cacoetes. O episódio também serve para desmascarar de vez este repugnante apresentador, que gosta de posar de jornalista crítico e independente.

A história de Boris Casoy é das mais sombrias. Ele sempre esteve vinculado a grupos de direita e manteve relações com políticos reacionários. Segundo artigo bombástico da revista Cruzeiro, em 1968, o então estudante do Mackenzie teria sido membro do Comando de Caça aos Comunistas (CCC), o grupo fascista que promoveu inúmeros atos terroristas durante a ditadura militar. Casoy nega a sua militância, mas vários historiadores e personagens do período confirmam a denúncia.

Âncora da oposição de direita

Ainda de 1968, o direitista foi nomeado secretário de imprensa de Herbert Levy, então secretário de Agricultura do governo biônico de Abreu Sodré – em plena ditadura. Também foi assessor do ministro da Agricultura do general Garrastazu Médici na fase mais dura das torturas e mortes do regime militar. Em 1974, Casoy ingressou na Folha de S.Paulo e, numa ascensão meteórica, foi promovido a editor-chefe do jornal de Octávio Frias, outro partidário do setor “linha dura” dos generais golpistas. Como âncora de televisão, a sua carreira teve início no SBT, em 1988.

Na seqüência, Casoy foi apresentador do Jornal da Record durante oito anos, até ser demitido em dezembro de 2005. Ressentido, ele declarou à revista IstoÉ que “o governo pressionou a Record [para me demitir]... Foram várias pressões e a final foi do Zé Dirceu”. Na prática, a emissora não teve como sustentar seu discurso raivoso, que transformou o telejornal em palanque da oposição de direita, bombardeando sem piedade o presidente Lula no chamado “escândalo do mensalão”.

Nos bastidores da TV Bandeirantes

Em 2008, Casoy foi contratado pela TV Bandeirantes e manteve suas posições direitistas. Ele é um inimigo declarado dos movimentos grevistas e detesta o MST. Não esconde sua visão elitista contra as políticas sociais do governo Lula e alinha-se sempre com as posições imperialistas dos EUA nas questões da política externa. O vazamento do vídeo em que ofende os garis confirma seu arraigado preconceito contra os trabalhadores e tumultuou os bastidores da TV Bandeirantes.

Entidades sindicais e populares já analisam a possibilidade de ingressar com representação junto à Procuradoria Geral da República. Como ironiza Beto Almeida, presidente da TV Cidade Livre de Brasília, seria saudável o “Boris prestar serviços comunitários por um tempo, varrendo ruas, para ter a oportunidade de fazer algo de útil aos seus semelhantes”. Também é possível acionar o Ministério Público Federal, que tem a função de defender os direitos constitucionais do cidadão junto “aos concessionários e permissionários de serviço público” – como é o caso das TVs.

Na 1ª Conferência Nacional de Comunicação, realizada em dezembro, Walter Ceneviva, Antonio Teles e Frederico Nogueira, entre outros dirigentes da Rede Bandeirantes, participaram de forma democrática dos debates. Bem diferente da postura autoritária das emissoras afiliadas à Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), teleguiadas pela Rede Globo. Apesar das divergências, essa participação foi saudada pelos outros setores sociais presentes ao evento. Um dos pontos polêmicos foi sobre a chamada “liberdade de expressão”. A pergunta que fica é se a deprimente declaração de Boris Casoy faz parte deste “direito absoluto”, quase divino.

A rede de TV Bandeirantes parece estar de acordo com o comentário preconceituoso do seu jornalista Boris Casoy.Se não tivesse já era para te-lo demitido no ato. O que nos resta fazer é enviar e-mail aos patrocinadores do telejornal da Band. Casas Bahia, banco Santander, e outros, para mostrar nossa indignação, nossa repulsa contra esse ato horroroso da emissora. Eles estão patrocinando,financiando a baixaria, o preconceito, o ódio desse jornalistazinho contra as classes mais pobres. Peço aos amigos, aos leitores que estão indignados com o ocorrido que enviem e-mail aos patrocinadores, para que eles solicitem a saída imediata desse facínora.
Vítima de câncer, Erasmo Dias morre aos 85 anos em São Paulo
Corpo do ex-secretário de Segurança, que comandou invasão da PUC, foi velado na Assembleia Legislativa

Fausto Macedo

Morreu ontem às 19h20 em São Paulo o coronel reformado do Exército Antonio Erasmo Dias, aos 85 anos, vítima de complicações decorrentes de um câncer. Deixa seis filhas.

O corpo foi velado no salão nobre da assembleia Legislativa, no Ibirapuera, e será sepultado hoje no cemitério do Paquetá, em Santos. Ele ficou famoso por sua atuação nos anos de chumbo, marcada pelo combate sem tréguas aos opositores do regime militar.

Sua missão mais polêmica foi o cerco ao câmpus da Pontifícia Universidade Católica (PUC), em 22 de setembro de 1977, ocasião em que prendeu 900 estudantes e os levou para o quartel da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e para o Dops, a polícia política. Naquela noite a tropa de choque explodiu bombas incendiárias contra manifestantes que pretendiam refundar a União Nacional dos Estudantes (UNE).

Nascido em Paraguaçu Paulista a 2 de junho de 1924, Erasmo era formado e licenciado em História pela Universidade de São Paulo e bacharel em Direito. Ficou no Exército, de que tanto se orgulhava, por 35 anos.

Em março de 1974, no governo Emílio Garrastazu Médici, recebeu a incumbência de dirigir a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o que fez com mão de ferro ? Paulo Egydio Martins governava São Paulo.

Erasmo ficou no poder durante cinco anos, até março de 1979, período em que protagonizou ações controversas. Acusado de arbitrário e truculento, frequentemente dizia a seus interlocutores que agia amparado no sistema legal vigente.

Negou violências até o fim da vida, mesmo quando as evidências eram tantas, como na invasão da PUC. "A uma ação corresponde uma reação", justificava.

Durante sua gestão, o Instituto Médico Legal braço da Segurança Pública endossou episódios sombrios dos porões. Legistas subscreveram laudos que atestavam como suicídio a morte do jornalista Vladimir Herzog e a do operário Manoel Fiel Filho, nos porões do DOI-CODI, do antigo II Exército.

Foi fundador da Arena e elegeu-se deputado federal, pela primeira vez, quando deixou a Segurança Pública. Depois no PP (Partido Progressista), foi deputado estadual e vereador pela cidade de São Paulo. Abandonou a política em 2004, alegando desgosto com o Legislativo.

Nos últimos meses, a saúde precária por causa da doença que devastou seu intestino, quase 20 quilos mais magro, Erasmo vivia modestamente em um flat na alameda Jaú. Na hora do almoço, com dificuldades, caminhava pela Avenida Paulista e pela Brigadeiro Luiz Antonio. A quem o abordasse mantinha o discurso eloquente sobre os "perigos da esquerda trotskista".
Erasmo Dias era um ícone da ditadura militar. Perseguiu, prendeu, torturou , matou muitos inocentes. Já foi tarde, vai pagar seus pecados, seus crimes no fogo do inferno

04 Janeiro 2010

Fecomercio-SP: confiança do consumidor bate recorde
AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - A confiança do consumidor paulistano bateu recorde em dezembro, informou a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pela entidade desde junho de 1994, chegou aos 155,2 pontos no mês passado, alta de 1,3% em relação a novembro e de 22,2% em relação a dezembro do ano passado. O ICC, que varia de 0 a 200 pontos, indica pessimismo abaixo dos 100 pontos e otimismo acima desse patamar.

Em comunicado, a Fecomercio-SP explicou que o desempenho do indicador é compatível com a expansão do consumo e reforça um quadro de continuidade do otimismo nos próximos meses. "A combinação da melhoria do emprego e renda e das ações anticíclicas do governo foi fator fundamental para sustentar o crescimento da confiança", afirmou a nota.

O ICC é composto por dois subíndices: o Índice de Condições Econômicas Atuais (Icea) e o Índice de Expectativa do Consumidor (IEC). Em dezembro, o Icea registrou 149,7 pontos, alta de 4,1% ante novembro, e o IEC ficou em 158,9 pontos, queda de 0,3% na comparação com o mês anterior.

De acordo com a Fecomercio-SP, a elevação da confiança em relação à situação atual foi puxada pelo público masculino, consumidores com 35 anos ou mais e paulistanos com renda inferior a dez salários mínimos. Já a leve redução da confiança em relação à situação futura foi influenciada pelo público
GOVERNO LULA
Washington Post: Quem nasce pobre no Brasil já não está condenado a morrer na pobreza

Booming economy, government programs help Brazil expand its middle class

By Juan Forero
Washington Post Foreign Service
Sunday, January 3, 2010; A06

RIO DE JANEIRO --Teresinha Lopes Vieira da Silva vende pimentas e temperos numa banca de rua, mas o negócio dela não é improvisado.
Ela vende para os restaurantes mais chiques do Rio e vê seu sucesso refletido nas duas casas que comprou. Em vez de sobreviver, ela se juntou à classe média de um Brasil crescentemente afluente, suas conquistas tornadas possíveis por empréstimos do governo e uma economia em crescimento.
"Agora vivo em uma casa com seis cômodos", diz Vieira da Silva, 62, falando em sua casa na Rocinha, um distrito pobre mas movimentado por um grande número de empreendedores. "Não tem uma piscina ainda, mas estou planejando construir uma".
Um dia afetado pela alta inflação e perenemente suscetível às crises mundiais, o Brasil agora tem um mercado consumidor vibrante, grau de investimento para sua dívida soberana, vastas reservas de moeda e um setor agrícola que está tentando suplantar o dos Estados Unidos como o mais produtivo do mundo.
A economia de U$ 1,3 trilhão é maior que as da Índia e Rússia e a renda per capita é quase o dobro da renda per capita da China. Recentes descobertas feitas pela companhia estatal de petróleo vão tornar o Brasil um dos maiores produtores mundiais de petróleo. Uma burocracia invencível não atrapalhou o investimento estrangeiro, que foi de 45 bilhões de dólares em 2008, três vezes mais que uma década antes.

Economistas e cientistas sociais daqui dizem que uma economia voltada para o comércio mundial e programas governamentais inovadores estão tirando milhões da pobreza e acabando com o que antes era uma certeza: que uma pessoa nascida pobre no Brasil morreria pobre.

Progresso sólido, tangível
Desde 2003, mais de 32 milhões de pessoas neste país de 198 milhões entraram na classe média, e cerca de 20 milhões sairam da pobreza, de acordo com o Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, um grupo do Rio que faz estudos socioeconômicos.
"Podemos gerar crescimento com inclusão como nenhum outro país pode, dado o tamanho do país e os níveis de desigualdade", diz Marcelo Neri, economista-chefe do centro. "O Brasil está seguindo o que você pode chamar de caminho do meio. Estamos respeitando as leis do mercado e, ao mesmo tempo, estamos fazendo uma política social muito ativa".
Desde 2002, um boom das commodities promoveu o crescimento forte e diminuiu a pobreza em toda a América Latina. Mas o progresso do Brasil é talvez o mais notável porque o país tem mais gente pobre que qualquer outro país da América do Sul e por muito tempo esteve entre as sociedades mais desiguais do mundo.
Neri diz que o Brasil fez progresso sólido criando 8,5 milhões de empregos desde 2003, e instituindo programas como assistência de alimentação para famílias pobres e crédito de baixo custo para compradores de casas e donos de pequenos negócios.

A mudança foi tangível para gente como Thiago Firmino, 28, um professor. Ele vive em um lugar pobre por toda sua vida, mas tem um automóvel e um computador e diz que a vida do filho dele será mais fácil.
"Muita gente melhorou de vida", ele disse. "Não é que tenham construído um castelo mas, você sabe, deram pequenos passos e melhoraram".
A fundação para o sucesso de hoje foi assentada no governo de Fernando Henrique Cardoso, um acadêmico-tornado-político mais conhecido por controlar a inflação na metade dos anos 90. O homem que ficou com a maior parte do crédito foi seu sucessor, o presidente Luis Inácio Lula da Silva, que como líder sindical um dia combateu a globalização.
A eleição de Lula para a presidência em 2002 causou arrepios na elite econômica do Brasil, que se preocupou que um ex-ativista poderia levar o país por um caminho populista, anticapitalista, como Hugo Chávez fez na Venezuela.
Lula acabou fazendo do fim da pobreza sua prioridade, mas ele também se mostrou um líder amigável ao mercado e hoje é popular na comunidade de negócios do Brasil.

Com a Ásia faminta por soja, carne e minério de ferro, o crescimento econômico do Brasil foi em média de 4,2% entre 2003 e 2008, um ano em que o investimento estrangeiro no país teve um aumento de 30% em relação a 2007, de acordo com a Comissão Econômica da ONU para a América Latina e o Caribe. A crise econômica mundial causou uma breve queda aqui, mas economistas dizem que o Brasil terá crescimento de 5% em 2010.
Na Sul América Investimentos, em São Paulo, Marcelo Mello, vice-presidente de asset management, disse que no passado os investidores se preocupavam com a inflação e os juros altos.

Agora, impulsionada por investidores brasileiros, a Sul América gerencia 9 bilhões de dólares, três vezes mais que cinco anos atrás. "Nos últimos dez anos, vimos um grande movimento em nossos fundos industriais e nos mercados brasileiros", ele disse.
O mercado de ações está produzindo um número recorde de bilionários e a riqueza no Brasil é palpável. Apartamentos luxuosos estão crescendo em bairros da moda e as lojas mais exclusivas do mundo, da Tiffany's à Gucci, consideram os mercados de Rio e São Paulo férteis.

Entusiasmados com o futuro
Naturalmente, a maioria dos brasileiros está longe de ser rica. Nas vastas comunidades urbanas pobres muitos jovens se voltam para as drogas, a qualidade das escolas públicas é baixa e os serviços básicos como a saúde são cronicamente mal financiados, dizem os moradores.

"Você acredita que isso serve a 150 mil pessoas?", diz Flavio Wittlin, que organiza um grupo que ajuda a tirar gente jovem das ruas no momento em que passava por um pequeno centro médico na Rocinha. Ele disse que vários serviços no bairros, da coleta de lixo ao policiamento, estão abaixo do desejável.
Ainda assim, a Rocinha está cheia de oficinas e pequenas lojas, muitas delas existentes graças a empréstimos governamentais.
Embora os grupos industriais gigantes do Brasil, como a fabricante de aviões Embraer e a mineradora Vale atraem investidores e manchetes, o futuro também tem raiz em negócios como a loja de costura do Alan Roberto Lima.

A loja, no segundo andar de sua casa em uma vizinhança de um bairro da periferia do Rio, tem apenas meia dúzia de máquinas. Mas Lima, 34, descobriu em alguns anos descobriu que as lojas e boutiques chiques do Rio poderiam vender as saias e blusas que ele produz.
Agora ele já fala em lançar sua própria linha de roupas e, se ela for um sucesso, em abrir uma loja.

"De preferência", acrescentou, "perto da praia".
Marquise de Serra/Kassab cai, mata homem e fere mulher em São Paulo

Eles estavam em ponto de ônibus quando foram atingidos por bloco de concreto

estadao.com.br

SÃO PAULO - Um homem morreu na Avenida Francisco Morato após uma marquise do corredor de ônibus cair sobre ele neste domingo, 4.

Ele se chamava Ramiro Rodrigues Janes e tinha de 50 anos. Outra usuária, Monique Venancio Teixeira, de 18 anos, também estava no local e acabou ferida, quebrou a perna e foi encaminhada para o Hospital das Clinicas.

03 Janeiro 2010

Perspectivas 2010: quem desafiou 2009, pode ousar ainda mais em 2010

Alexandre Padilha *, Jornal do Brasil
BRASÍLIA - O Brasil superou a mais grave crise do capitalismo e tem motivos para estar ainda mais confiante em 2010. Vencemos 2009 porque iniciamos, há sete anos, um novo modelo de desenvolvimento. A combinação de crescimento, estabilidade econômica e redução das desigualdades sociais nos deixou prontos para manter o ciclo de fortalecimento interno e externo do Brasil.

Fechamos 2009 com geração de mais de 1,2 milhão de empregos, PIB e produção industrial em alta, comércio aquecido, expansão do crédito e os menores juros dos últimos 15 anos. Mesmo quem duvidava admite que o Governo, ao ouvir empresários e trabalhadores do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, agiu na forma e no momento certos: cortou impostos e ampliou investimentos públicos e o crédito. As medidas recentes de estímulo - novas linhas no BNDES e desonerações fiscais - criam condições para que a roda da economia gire ainda mais acelerada.

Começamos 2010 com o maior salário mínimo dos últimos 30 anos, reajuste real para aposentados e pensionistas e mais de 48 milhões de pessoas no Bolsa Família. A educação ganha mais R$ 7 bilhões com o fim da DRU. O presidente metalúrgico atingirá o recorde de criar 16 novas universidades e 214 escolas técnicas. O ProUni oferece bolsas a 596 mil universitários e os repasses às prefeituras para merenda escolar já quintuplicaram.

Provou-se que a política social não só protege os mais pobres, mas também é decisiva para o êxito da economia brasileira. Investir no social é crucial para qualquer projeto de desenvolvimento no Brasil. Por isso, o presidente Lula orientou seus ministros a montarem uma consolidação das leis sociais, a ser enviada ao Congresso no primeiro semestre, tornando permanentes os avanços deste governo.

Nossa força não se traduziu apenas em números. O povo brasileiro começa a década com a autoestima elevada e a convicção de que falamos como iguais com qualquer país. Consolidamos instrumentos públicos que são parte de nosso orgulho nacional. Caixa, Banco do Brasil e BNDES já são maiores em ativo e em lucro que os bancos privados e ofertam mais de 36% do crédito no Brasil. A Petrobrás investirá US$ 174 bilhões até 2013, gerando empregos, tecnologia e riqueza para todo o país. Teremos o marco regulatório do pré-sal, que converterá essa riqueza natural em ganhos sociais, culturais, econômicos e ambientais para o Brasil.

A inédita parceria do governo Federal com estados e municípios muda a qualidade de vida em todas as regiões. Juntos, executaremos os R$ 30 bilhões do PAC e contrataremos um milhão de moradias no Minha Casa, Minha Vida.

Em outubro, teremos eleições estaduais e nacionais. Meu desejo é que todos os partidos assumam a reforma política como bandeira prioritária. Em 2011, precisamos conduzir as mudanças no sistema partidário e no financiamento das campanhas para dar ainda mais credibilidade e transparência à democracia brasileira.

Reconhecemos e agradecemos os otimistas que fizeram 2009 um ano de superação. Aos que eram céticos, convidamos para estarem ao nosso lado na construção de um Brasil cada vez mais forte e mais justo. O presidente Lula nos ensinou o caminho.

* Ministro-Chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República
FHC E FUJIMORI

Fujimori foi condenado. E o Fujinando?

Alberto Fujimori aceitou nesta última segunda-feira a acusação para um processo por espionagem eletrônica, suborno de parlamentares e jornalistas, inclusive usando verba do estado para comprar irregularmente um canal de TV. Esta prática criminosa lhe garantiu três mandados presidenciais sucessivos.

Pergunto: nossa mídia, que hoje sataniza Chávez por suas reeleições, alguma vez dedicou editoriais com críticas ao nipo-peruano por ter sido reeleito? Nunquinha. Muito ao contrário. Para ela, Fujimori era o paradigma do “novo político”, um moderno, expoente do neoliberalismo, exemplo a ser imitado. Reproduziam os jornalões a babação de ovos que Fernando Henrique Cardoso fazia ao seu colega peruano. Foram tantas as homenagens prestadas que até a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul, maior condecoração da república brasileira, foi dada ao meliante.

Pouco importavam as evidências de crimes, inclusive o massacre de opositores, em demonstração clara do que pensam estes “democratas”.

Pois, foi seguindo a fórmula Fujimori, que FHC tentou seu segundo mandato. Comprou deputados, jornalistas, espionou adversários e calou o Congresso para impedir uma CPI que tentava investigar as irregularidades de seus atos.

Por essa identidade, FHC foi chamado de “Fujinando” pelo já falecido senador Lauro Campos, em discurso histórico que está nos anais do Senado Federal.

Para lembrar a identidade de Fujinando com Fujimori, vale publicar o discurso de tiete que FHC proferiu em Lima, no Peru, em banquete da posse do segundo mandato de Fujimori. Serve para quem sofre de insônia. Impossível lê-lo sem dormir após o terceiro parágrafo. Usem com moderação:

Discurso do Presidente Fernando Henrique Cardoso em resposta ao Presidente Alberto Fujimori, durante o banquete no Palácio de Governo.

Lima, 27 de julho de 1995.

Estamos reunidos em Lima, Presidentes de países irmãos latino-americanos, para testemunhar uma vez mais o ritual mais elevado da democracia consolidada em nosso continente: o início de uma nova fase de Governo, produto da vontade livre e soberana do povo.

Quis o protocolo que coubesse a mim a honra de cumprimentá-lo esta noite, Senhor Presidente, e ao povo peruano, em nome de todos os Chefes de Estado da América que aqui se encontram.

Esta é uma das muitas ocasiões memoráveis para todos os democratas latinoamericanos: mais uma vez, em um país irmão e da mesma maneira renascido para a democracia, um ciclo de Governo chega ao final e outro se inicia, legitimado pelo voto popular. Reconduzido à suprema magistratura da Nação, o Senhor reveste, Senhor Presidente, a vontade própria do seu povo, e com ele assume o compromisso mais nobre que um ser humano pode receber, o de ser agente e guardião da soberania popular.

Falando em nome de nossos amigos, trago-lhe a palavra de uma América intrinsicamente democrática, à qual o Peru fortalece e dignifica. E essa América, Senhor Presidente, faz hoje o elogio do exemplo da cidadania e da maturidade política que outra vez um povo latino-americano – o povo peruano – nos deu. Quero falar em nome de uma América que sabe que não há alternativa fora da democracia. Porque a democracia é o instrumento fundamental que nos assegurará a paz, o desenvolvimento e a estabilidade política e econômica, sobre uma base firme e insubstituível de uma sociedade mais justa e equilibrada, e de um povo cidadão.

Senhor Presidente,

Sua recondução à Presidência se dá em um momento particularmente cheio de promessas para a nossa região, que renasce para a paz e para o desenvolvimento. Não ignoramos que alguns dos nossos países atravessaram um período de tensões nos primeiros meses do ano. Mas, acredito interpretar o sentimento de todos ao redor desta mesa ao dizer que, a determinação dos nossos Governos em perseguir nossos objetivos de paz, de estabilidade e de permanente concertação regional, foi a garantia de que essas ameaças se afastassem e voltássemos às nossas ocupações: o exercício da cidadania, o desenvolvimento com justiça social, a participação no crescimento e no comércio mundial.

A confraternização dos povos e Governos, em que se transforma essa cerimônia, é uma prova de que a América Latina está unida em seus ideais de paz, de convivência fraternal, de desenvolvimento e de integração.

Talvez nenhuma força ilustre melhor a natureza e a extensão das mudanças ocorridas em nossa região, do que a integração que vem se tornando realidade em nossos dias, e que se reafirma como prioritária.

A integração transformou-se na interseção das forças que atuam em nosso continente e, portanto, é paradigma dos tempos que nos conduzem ao início do século XXI e terceiro milênio.

Entre essas forças, quero assinalar a democracia, porque sem identidade política as relações econômicas não avançam; a participação crescente de nossas sociedades e dos agentes econômicos dos assuntos internacionais dos Estados, a consciência de que a globalização da economia nos cria oportunidades e riscos sem os quais somente podemos responder por meio da competitividade de nossas economias, e a consciência de que o sonho político da integração continental, que inspirou o processo de nossa independência política, somente é possível a partir de processos sub-regionais que vão se cumprindo porque estavam dadas as condições básicas para a integração – existência de importantes correntes de comércio, a proximidade e a inter-conexão física.

Nossa América conta com um patrimônio expressivo de realizações no campo da integração, como o Pacto Andino e o Mercosul. À essas realizações se juntam um patrimônio também impressionante de mecanismos de concertação política e diplomática, como o Grupo do Rio e o Tratado de Cooperação Amazônica. O nosso fortalecimento como região é uma condição insubstituível em nossa luta por uma melhor inserção no processo decisivo internacional e por uma participação mais intensa dos benefícios gerados pelo crescimento a nível global. Acredito que este é um dos motivos de nossa presença em Lima. Encontramo-nos aqui também como uma forma de demonstrar que alcançamos um grau de maturidade política que nos permite falar efetivamente de nossa região como de uma comunidade de Nações.

Ao reafirmar nossa condição de democracias atuantes e de economias dinâmicas, estáveis e abertas ao mundo, estamos também reafirmando o nosso direito, o direito da América Latina a uma participação decidida no aperfeiçoamento dos instrumentos e instituições que hão de garantir que, a um mundo mais globalizado corresponda a realidade de um mundo mais cooperativo, mais concertado, mais universalmente comprometido com a justiça, com o respeito aos direitos humanos, a proteção ambiental e ao desenvolvimento sustentável.

Senhor Presidente,

O Peru é a pátria de grandes homens latino-americanos e cenário presente de transformações. É um país aberto ao mundo, à contribuição de todas as raças, universal ao mesmo tempo que profundamente original.

A vida mais recente do Peru, os êxitos de seu Governo no campo econômico e a renovada confiança popular que o leva a um segundo mandato presidencial, com a promessa de novos êxitos e realizações, juntam-se como uma contribuição peruana à história que juntos, os povos latino-americanos, estamos construindo, uma contribuição à projeção internacional de nossa região.

Portanto, ao cumprimentá-lo esta noite, Senhor Presidente, quero pedir a todos os presentes que me acompanhem em um brinde à prosperidade do povo irmão do Peru, à solidariedade fraterna entre os povos da América, à amizade que nos une e associa, à felicidade e ventura pessoal de Vossa Excelência e de sua família nesta nova jornada para conduzir o povo peruano ao seu melhor destino, ao destino que sonharam Bolívar, San Martin e Sucre.

Muito obrigado.

Fonte: UNB

http://brasiliamaranhao.wordpress.com/

Justiça peruana confirma prisão de 25 anos a Fujimori
A sentença condenatória foi a primeira dada a casos de violação aos direitos humanos

Reuters e Efe



Claudio Santana/AP

Extradição de Fujimori do Chile para o Peru em 26/09/07
LIMA - A justiça peruana confirmou por unanimidade a condenação de 25 anos de prisão ao ex-presidente Alberto Fujimori pela morte de 25 pessoas durante uma guerra suja contra a guerrilha na década de 1990, rechaçando o recurso de anulação apresentado por sua defesa. A decisão é definitiva.

A sentença condenatória ditada em abril do ano passado foi a primeira dada a casos de violação aos direitos humanos contra um presidente eleito nas urnas e julgado em seu próprio país na América Latina.


A Corte Suprema de Justiça "confirmou por unanimidade a condenação de 25 anos de prisão imposta ao ex-presidente Alberto Fujimori como autor imediato dos delitos de homicídio qualificado - assassinato - e lesões graves", afirmou a Justiça em um comunicado divulgado na madrugada deste domingo, 3.

Por outro lado, nos casos de sequestro em agravo do jornalista Gustavo Gorriti e o empresário Samuel Dyer Ampudia, o júri ratificou - por quatro a um - a decisão tomada em abril passado, agregou o comunicado.

Gorriti foi sequestrado um dia depois do golpe de Estado de 5 de abril de 1992 por efetivos militares que o encerraram no sótão do Serviço de Inteligência do Exército.

Dyer Ampudia, por sua vez, foi detido sem uma ordem judicial por militares no aeroporto internacional de Lima quando pretendia viajar nos Estados Unidos em julho de 1992.

Em abril, o júri que processou durante 16 meses o ex-mandatário, que governou o Peru com mão de ferro entro 1990 e 2000, e determinou que deverá estar preso até 10 de fevereiro de 2032.

Mas, segundo especialistas, Fujimori, de 71 anos, poderia sair antes se tiver acesso a benefícios penitenciários de acordo com a lei. Depois de receber a condenação, Fujimori, havia dito que interporia o recurso de anulação contra a sentença, enquanto sua filha Keiko Fujimori, uma política popular, disse que o indultaria se ganhasse a presidência nas eleições de 2011.

Fujimori está recluso na Direção de Operações Especiais da Polícia Nacional (Dinoes) desde sua extradição do Chile em setembro de 2007 pelos casos de violação dos direitos humanos e cinco de corrupção.

O ex-presidente também foi condenado ano passado a oito anos por pagar uma indenização de trabalho ao seu então assessor Vladimiro Montesinos, a seis anos pelo ataque ilegal a casas de sua esposa e outros seis anos por outros casos de corrupção, mas as penas não são cumulativas no Peru.
MENSALÃO DO DEM


Sogra, mulher e filhos de Arruda compram R$ 1,3 milhão em imóveis
Desde a eleição do governador, familiares adquiriram bens com valor declarado abaixo dos preços de mercado

Rodrigo Rangel e Leandro Colon,


BRASÍLIA
Estadão
A recente expansão do patrimônio imobiliário do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM), se estende a agregados da família. São imóveis comprados - com valores declarados bem abaixo dos preços de mercado - desde a vitória de Arruda nas eleições de 2006. Só em 2009, a atual sogra do governador, a professora aposentada Wilma Vitoriana de Mello Peres, comprou dois apartamentos em Águas Claras, o mais novo paraíso dos investimentos no mercado imobiliário de Brasília.

Dois filhos do governador - um deles estudante - compraram outros dois apartamentos na região recentemente. E a primeira-dama, Flávia Arruda, registrou em março a propriedade de um imóvel no mesmo prédio em que a mãe fez negócio. Juntos, esses cinco imóveis valem, pelo menos, R$ 1,3 milhão.

Esses apartamentos se juntam ao levantamento publicado pelo Estado no dia 6 de dezembro e que revelou um crescimento de mais de 1.000% no patrimônio de Arruda em relação aos valores informados por ele nas declarações de renda entregues à Justiça Eleitoral nas duas últimas eleições. A reportagem revelou ainda o hábito de o governador registrar bens em nome dos filhos. Agora, descobre-se que, desde a vitória nas eleições de 2006, mais imóveis foram comprados em nome dos filhos, além dos bens adquiridos pela sogra e a atual mulher.

Arruda á apontado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, como o líder do suposto esquema de propinas que ficou conhecido como mensalão do DEM. O ex-secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, seria o responsável pela arrecadação de dinheiro entre empresas que mantinham contratos com o governo e pela distribuição dos pagamentos a integrantes do esquema.

ADVOGADO PAUPÉRIO
Wilma Peres é casada com Heraldo Paupério, advogado que Arruda bancava até pouco tempo para defender Barbosa, que deflagrou o escândalo de corrupção no governo do DF. Gravação feita por ele indica que os serviços de Paupério eram pagos com dinheiro do esquema.

Os apartamentos registrados em nome da sogra do governador foram comprados em abril e agosto de 2009, de acordo com levantamento feito pelo Estado nos cartórios de registro do DF. Wilma e Paupério negaram-se a revelar à reportagem a origem do dinheiro usado nessas aquisições. Pelos valores declarados oficialmente, os dois imóveis - um apartamento de três quartos e uma quitinete - teriam custado R$ 219 mil. O valor de mercado, porém, é superior.

A quitinete, que no papel teria sido adquirida por R$ 49 mil, vale R$ 140 mil. O apartamento também está subvalorizado. Ao cartório, Wilma informou ter fechado o negócio por R$ 170 mil: sinal de R$ 120 mil mais R$ 49 mil financiados em 23 prestações de R$ 2.169. Apartamentos semelhantes, no mesmo prédio, são vendidos a R$ 350 mil, segundo imobiliárias. Wilma teria comprado os imóveis para investir. Até a semana passada, ambos estavam vazios. A quitinete, segundo funcionários do prédio, foi entregue a um corretor para que fosse alugada.

No mesmo edifício, a primeira-dama Flávia Peres Arruda também adquiriu uma quitinete. A escritura foi lavrada em março de 2009. Flávia declarou ter pago R$ 50 mil, menos da metade do valor de mercado.

EM NOME DOS FILHOS
Há outros dois apartamentos em nome de filhos de Arruda. Um deles, de 120 metros quadrados, foi registrado em abril de 2008 por Fernando Sant"Ana Arruda, de 23 anos. Valor registrado em cartório: R$ 170 mil. No mesmo condomínio, outra filha do governador, Bruna Sant"Ana Arruda, de 32 anos, comprou apartamento em dezembro de 2006. Ao cartório, Bruna informou ter pago R$ 157 mil. Cada um vale hoje R$ 350 mil. Fernando Arruda é estudante. Bruna, formada em Direito, trabalha como assessora no Tribunal de Justiça do DF.

A exemplo da sogra Wilma Peres, Fernando e Bruna adquiriram os apartamentos para investimento. O de Bruna estava vazio na semana passada. "Faz um bom tempo que esse apartamento está desocupado", disse um funcionário do residencial. O apartamento registrado em nome de Fernando está alugado. O valor do aluguel no prédio é de, em média, R$ 1.300 por mês. Os dois filhos de Arruda declararam ter comprado os apartamentos da Cooperativa Habitacional Econômica Primavera, criada em 1992 por empregados do Metrô do Distrito Federal. Nas investigações da Operação Caixa de Pandora, o Metrô é apontado pelo denunciante Durval Barbosa como uma das fontes de renda do esquema montado por Arruda.

02 Janeiro 2010


Charge do Bessinha
O ÓDIO CONTRA OS POBRES

Sobremesa doada causa uma morte e 43 internações de indigentes na Colômbia

da Efe, em Bogotá

Um indigente morreu e outros 43 foram internados hoje na cidade de Cali, na Colômbia, após o consumo de uma sobremesa, aparentemente envenenada, que foi oferecida a eles por um desconhecido para celebrar o Ano Novo, informaram fontes oficiais.

O general Miguel Ángel Bojacá, comandante da polícia na cidade, disse aos jornalistas que um homem ofereceu natilla (uma sobremesa tradicional a base de fécula de milho, leite, açúcar e gelatina) a pessoas sem lar.

Um dos indigentes que consumiu a sobremesa morreu, outro se encontra na unidade de terapia intensiva e outros 42 estão hospitalizados, confirmou Bojacá.

O médico toxicólogo Maurix Rojas, que atendeu boa parte dos intoxicados, disse aos jornalistas que os pacientes chegaram aos serviços de urgência "com náuseas, vômito e em alguns casos com perda de consciência".

Rojas acrescentou que estava analisando a natilla, que era muito escura e inclusive tinha pequenos pedaços de vidro, e considerou que o doce poderia conter um pesticida.

A Polícia iniciou uma investigação e procura a pessoa que ofereceu a sobremesa.
As elites lá como cá destilam todo o seu ódio contra os pobres. Não é mesmo Boris Casoy?
Vannuchi diz que comissão da verdade não vai anular Anistia
Ministro afirma que programa não tem caráter "revanchista" contra militares

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A criação da comissão nacional da verdade, motivo de reclamações das Forças Armadas e do ministro Nelson Jobim (Defesa), não tem caráter "revanchista" e seguirá o que está previsto na Lei da Anistia, disse o ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência.
"O programa não é contra a Lei da Anistia. Não se trata nem de revisão nem de anular a Lei da Anistia. Está lá, no item que propõe a ação programática 23, que propõe a elaboração de um projeto de lei, até abril, instituindo uma comissão nacional da verdade, nos termos definidos pela Lei da Anistia. Não há nenhum sentido revanchista", disse ele à Agência Brasil.
A criação da comissão, com objetivo de apurar torturas e desaparecimentos durante a ditadura militar (1964-1985), consta do terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos, publicado no mês passado.
Dois pontos da proposta irritaram os militares: identificar e tornar públicas as "estruturas" usadas para a violação dos direitos humanos e a criação de uma lei que proíba que logradouros recebam o nome de pessoas envolvidas nas violações.
Vannuchi afirmou que "a comissão da verdade é a favor das Forças Armadas", que são formadas por oficiais dedicados "à pátria, ao serviço público, com sacrifícios pessoais", que não podem ser misturados com uma dúzia de pessoas que torturavam opositores políticos.

O mais baixo na escala de trabalho não são os garis. É você Casoy, e essa mídia safada que você representa. Você é o mais baixo na escala de trabalho. Você e seu preconceito torpe, são o lixo da humanidade.
Vannuchi: Comissão da Verdade não é contra as Forças Armadas
Luciana Lima
Da Agência Brasil
Em BrasíliaO ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, disse que a criação da Comissão da Verdade não é um ato contra as Forças Armadas. Ao defender a apuração de fatos ocorridos no período da ditadura militar, Vannuchi argumentou que não há motivos para divergências entre a área de direitos humanos do governo e as pastas da Defesa e militares.
Reveja entrevista exclusiva com o ministro

"Criar a Comissão da Verdade é a favor das Forças Armadas, que são formadas por oficiais militares das três armas, pessoas dedicadas à pátria, ao serviço público, com sacrifícios pessoais, das suas famílias. Esses oficiais não podem ser misturados com meia dúzia, uma dúzia ou duas dúzias de pessoas que prendiam as opositoras políticas, despiam-nas e praticavam torturas sexuais, que ocultaram cadáveres. É um grande equívoco e eu tenho certeza de que o ministro da Defesa [Nelson Jobim] sabe disso", disse Vannuchi em entrevista à Agência Brasil.

O ministro defendeu a criação da Comissão da Verdade como forma de não permitir o uso das Forças Armadas para acobertar crimes contra os direitos humanos. "É necessário terminar um processo sem revanchismo, sem retorno ao passado e de mãos estendidas para a reconciliação nacional. Mas essa reconciliação não pode representar acobertar, jogar milhares de bons cidadãos brasileiros, do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, na defesa de pessoas que praticaram crimes de lesa-humanidade", defendeu.

A criação de uma comissão especial para investigar casos de tortura e desaparecimentos ocorridos durante a ditadura militar (1964-1985) causou divergência entre Vannuchi e Jobim, além de desagradar aos militares. Para Jobim e para os representantes das Forças Armadas, a comissão especial teria o objetivo de revogar a Lei de Anistia de 1979.

Vannuchi, no entanto, diz que quem se opõe não leu o projeto. "O programa não é contra a Lei da Anistia. Não se trata nem de revisão e nem de anular a Lei de Anistia. Está lá, no item que propõe a ação programática 23, que propõe a elaboração de um projeto de lei, até abril, instituindo uma Comissão Nacional da Verdade, nos termos definidos pela Lei da Anistia. Não vou ficar neste momento correndo atrás da imprensa para explicar. Não há nenhum sentido revanchista", disse o ministro.

A questão, de acordo com Vannuchi, será resolvida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma reunião que deverá ocorrer assim que ele voltar ao trabalho. "Neste momento há uma clara orientação do presidente Lula, que está na Bahia para um recesso merecido. No dia 11 de janeiro, ele estará de volta e nesse dia estaremos juntos ouvindo as orientações do presidente."
Por Diafonso*

O apresentador do Jornal da Band, Boris Casoy, finalmente conseguiu mostrar quem é de verdade: um sujeito preconceituoso, intolerante e mau-caráter. Esses não tão nobres atributos foram revelados por ele mesmo, quando, na noite do último dia 31, ele fez comentários ofensivos às sinceras e humildes felicitações de Ano Novo dadas por dois garis. As palavras do "âncora" da Band, vazadas por um microfone aberto, foram exatamente as que se seguem:

"Que merda!... Dois lixeiros desejando felicidades... Do alto de suas vassouras... Dois lixeiros... o mais baixo da escala do trabalho..." (Palavras de Boris Casoy)



Isso, sim, é uma vergonha... Senhor Boris Casoy!

*Editor-geral do Terra Brasilis.
LULA ADMIRADO NO MUNDO TODO

Para Al Jazeera, presidente substituiu traficantes por médicos e dentistas

Gustavo Chacra, CORRESPONDENTE, NOVA YORK
Estadão
A rede de TV árabe Al-Jazira, em seu canal em inglês, exibiu uma reportagem especial com uma série de elogios ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, chegando a dizer que, daqui a cinco anos, ele deve retornar à Presidência para um terceiro mandato. Começando com cenas do filme sobre a vida do líder brasileiro, a repórter afirma que , "com apenas um ano de mandato pela frente, sua história de sucesso político e econômico será difícil de se repetir".

Segundo a reportagem, problemas como a corrupção, a miséria e a criminalidade urbana continuam graves, mas, "pela primeira vez em 500 anos, o crescimento econômico ocorre ao mesmo tempo em que se reduz a desigualdade social".

A jornalista Lucia Newman esteve no morro Santa Marta, no Rio, e afirmou que, um ano atrás, seria impossível visitar o local sem ser alvo de disparos de traficantes. "Eles foram expulsos e seus lugares foram ocupados por médicos, dentistas e até músicos e professores de caratê, graças ao programa de inclusão de Lula", relata a repórter. Em seguida, moradores da favela dão entrevistas falando bem do presidente. Uma delas afirma temer que a situação não continue "tão boa depois que ele deixar o poder".

A jornalista diz que o Brasil tende a crescer nos próximos anos e a Petrobrás pode se tornar "a maior do mundo" no setor energético. Para a Al-Jazira, "Lula se tornou um porta-voz do Terceiro Mundo, na promoção da democracia, na discussão de mudanças climáticas e das reformas na ONU e no FMI".

Principal canal de notícias do Oriente Médio, a Al-Jazira lançou há alguns anos o seu canal em inglês, que adota uma linha mais moderada do que a versão em árabe. O canal é exibido em diversos países do mundo e sua audiência é composta especialmente por expatriados residentes no mundo árabe.

01 Janeiro 2010

Dilma fecha 2009 com chave de ouro
Por José Dirceu
A mais recente pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada no último dia 20, mostra um cenário extremamente favorável para a candidatura à presidência da ministra Dilma Rousseff (PT): faltando nove meses para a eleição, Dilma está consolidada em segundo lugar, com 23% das intenções de voto, dez pontos à frente do deputado federal Ciro Gomes (PSB), que tem 13% e que vê cair por terra seu discurso sobre sua candidatura ser boa alternativa para Lula no caso de Dilma não se viabilizar.
O Datafolha acaba de provar que Dilma é a melhor opção para Lula, no primeiro e no segundo turno, quando também bate Ciro.
Desde a última pesquisa, divulgada em agosto, Dilma tinha 17%, ou seja, cresceu seis pontos nesses quatro meses.
Já o governador paulista José Serra (PSDB) tinha 36% e agora foi a 37%. Ao que parece, está se movendo em seu teto ou perto dele, dentro da margem de erro. Está estagnado.
Por fim, para constar, a senadora Marina Silva (PV) tem 8% das intenções de voto.
Mais interessante até do que a evolução de Dilma na pesquisa estimulada, que já é fantástica, é sua condição na pesquisa espontânea, quando os nomes dos possíveis candidatos não são mostrados ao eleitor: Dilma empata com Serra, com 8%.
Considerando que Serra já disputou uma eleição presidencial em 2002, perdendo para o presidente Lula, e que governa o Estado mais influente e populoso da Federação, pode-se dizer que seu desempenho na espontânea é pífio.
Ciro Gomes tem apenas 1% das intenções de voto na espontânea, assim como Marina Silva.
Ainda na pesquisa espontânea, além de empatar com Serra, a ministra Dilma ainda é beneficiada por outro fator: o presidente Lula carrega 20% das intenções de voto.
Em agosto, quando Dilma tinha apenas 3% das intenções espontâneas, Lula tinha 27. E o próprio Datafolha já identifica esse movimento de “queda” de Lula e de “subida” de Dilma como transferência de voto do presidente para a ministra.
Em artigo do dia 23, o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, diz ainda que 15% dos eleitores, que ainda não conheceriam Dilma, se dizem dispostos a votar no candidato indicado pelo presidente Lula e que, se isso acontecer, a ministra da Casa Civil empata com Serra (a diferença atual é de 14 pontos percentuais).
Outra questão bastante interessante que foi levantada na pesquisa é o índice de rejeição, que é praticamente igual para todos os candidatos, sendo que a diferença da maior para a menor é de 4 pontos, dentro da margem de erro, da pesquisa, de dois pontos para mais ou para menos.
Dilma tem 21%; Serra ,19%; Ciro, 18; e Marina, 17%, mesmo percentual do governador mineiro Aécio Neves (PSDB), que há menos de dez dias anunciou sua desistência da corrida presidencial.
Tal anúncio, já previsto e até mesmo prometido por Aécio, que dava até dezembro para o PSDB decidir seu candidato, coloca Serra em uma condição muito delicada, pois ficou claro para qualquer cidadão, principalmente para qualquer cidadão mineiro, que Aécio desistiu devido às pressões de seu correligionário paulista.
Eu já afirmei em meu blog e reafirmo: Serra terá sérias dificuldades com o eleitorado mineiro, uma vez que, por sua “culpa”, este perdeu a chance de ter um presidente conterrâneo.
Outro problema para o PSDB em Minas é que seu candidato a governador, o atual vice, Antonio Anastacia, tem apenas 10% das intenções de voto, ocupando a terceira posição, atrás de Hélio Costa (PMDB), que tem 31% e de Fernando Pimentel (PT), com 19%.
Os dois juntos têm hoje a metade das intenções de voto. Os dados são do mesmo Datafolha, em pesquisa sobre os governos dos Estados divulgada um dia depois do levantamento presidencial.
Serra praticamente não terá palanque no Rio de Janeiro, onde a disputa para

governador é liderada pelo governador Sérgio Cabral (PMDB), nosso aliado, que disputa a reeleição, com 38%, com o ex-governado Anthony Garotinho (PR) em segundo, e o tucano-verde Fernando Gabeira apenas em terceiro, com 14%.
Há que se considerar ainda que Gabeira tende a disputar vaga para o Senado.
Até mesmo em São Paulo, seu Estado, a condição de José Serra é no mínimo desconfortável, uma vez que terá de fazer campanha ao lado do ex-governador Geraldo Alckmin, tido por muitos como seu desafeto.
Por mais que Serra quisesse evitar o nome de Alckmin para o governo paulista, este se impõe naturalmente. Basta vermos a pesquisa Datafolha: Alckmin lidera a corrida para o Palácio dos Bandeirantes com 50% das intenções de voto.

No Rio Grande do Sul, Serra terá que subir no palanque ao lado da governadora tucana Yeda Crusius, que passou 2009 sob o fogo das denúncias de corrupção, desvios de verbas etc.
Aliás, com a economia de vento em popa e o governo Lula bem avaliado, só restava ao PSDB e ao DEM o discurso vazio da “ética”, que apenas eles teriam.
Agora, com o governo de José Roberto Arruda (ex-PSDB e agora também ex-DEM) com lama até o telhado, governo do qual o PSDB participou até o dia em que a PF deflagrou a Operação Caixa de Pandora, no Distrito Federal, que discurso lhes restará?
Em Santa Catarina, o quadro também não é dos melhores, com o atual vice-governador, Leonel Pavan (PSDB), indiciado pela Polícia Federal por corrupção passiva e quebra de sigilo funcional, após a Operação Transparência.
Segundo a PF, Pavan teria ajudado a reabilitar a inscrição de uma empresa que deve R$ 12 milhões aos cofres estaduais junto ao governo catarinense.
O cenário para Serra não é animador. A esta altura, não pode mais desistir da candidatura. Se o fizer agora, terá que enterrar para sempre seu sonho presidencial.
Se for e perder, ficará sem mandato e possivelmente terá que assistir ao governo de Alckmin e negociar a permanência de seus apoiadores no governo.
E enfrenta problemas nos mais importantes Estados das regiões Sul e Sudeste, onde, em princípio, concentraria a maior parte de seu eleitorado.
No Nordeste, Dilma já lidera a pesquisa, com 31%, contra 28% de Serra. No Norte e no Centro-Oeste é questão de tempo.
Se Serra tem problemas nos seus principais centros, dificilmente conseguirá manter a diferença de 14 pontos percentuais, que vem caindo a cada aferição.
Enquanto isso, nós vamos consolidando e ampliando a cada dia as alianças partidárias, vamos governando bem o país, de olho no desenvolvimento e na melhoria da vida dos brasileiros, e vamos pavimentando o caminho da vitória da ministra Dilma e do presidente Lula nas urnas em 2010.
José Dirceu, 63, é advogado e ex-ministro da Casa Civil

ATENÇÃO
A edição digital da Folha de São Paulo está com data e matérias de 1º de dezembro de 2009. Algumas chamadas de capa da edição digital, são matérias atuais, de 2010. Alguém precisa avisar a Folha que já estamos em 1º de janeiro de 2010
Charge do Bessinha
EX-SECRETÁRIO LIGA TUCANO AO MENSALÃO DO DEM


http://nogueirajr.blogspot.com/


Pivô das denúncias envolve PSDB no "mensalão do DEM"
Durval Barbosa afirma que tucano atuava na coleta e na distribuição de propina

Acusado de participação no esquema, presidente do PSDB no DF nega acusações e diz que atuou como "amigo" de Arruda na disputa de 2006

HUDSON CORRÊA
FERNANDA ODILLA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Pivô das denúncias do "mensalão do DEM", o ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa acusa o PSDB de também participar do esquema de caixa dois que teria sido montado pelo governador José Roberto Arruda (DEM) durante a campanha eleitoral de 2006.
Quem atuou pelos tucanos na coleta de propina e distribuição do dinheiro a aliados políticos, segundo Barbosa, foi o próprio presidente da legenda no DF, Márcio Machado.
Filiado ao PSDB há 14 anos, Machado assumiu a Secretaria de Obras do governo do DF quando Arruda tomou posse. Ele era cotado para ser candidato ao Senado na chapa que uniria DEM, PSDB e PMDB.
À Polícia Federal, o ex-secretário Barbosa afirmou que Arruda irrigou sua campanha com dinheiro de empresas fornecedoras do governo. Teriam sido arrecadados ilegalmente de 2004 a 2006 R$ 56,5 milhões em contratos da Codeplan (Companhia do Desenvolvimento do Planalto Central), empresa do governo então sob comando de Barbosa.
Em depoimento ao Ministério Público do DF, em 16 de setembro, Barbosa disse que o presidente do PSDB-DF ia às vezes até a sua casa para tratar do dinheiro da propina. O ex-secretário mencionou aos promotores três pagamentos supostamente feitos pelo tucano: R$ 6 milhões para o deputado Benedito Domingos (PP); R$ 200 mil para Adalberto Monteiro, presidente local do PRP; e R$ 100 mil para Omar Nascimento, que comanda o diretório regional do PTC.
"Foram entregues outros tantos [reais] a partidos ainda menores", disse Barbosa. Segundo ele, o dinheiro vinha de empresas de informática.
O presidente do PSDB nega as acusações. Disse que atuou "como amigo" de Arruda na campanha. Em 2006, Machado havia se licenciado do PSDB para apoiar Arruda porque a tucana Maria de Lourdes Abadia resolvera tentar a reeleição.
A Executiva Nacional do PSDB se reúne hoje para avaliar se deixa ou não o governo do DF. Além de Machado, é filiado ao partido o irmão de Barbosa, o deputado distrital Milton Barbosa.
Até sexta-feira secretário de Relações Institucionais, Barbosa passou a colaborar em setembro com a Justiça e chegou a gravar, em 21 de outubro passado, uma conversa com Arruda em que o assunto era supostamente a partilha de propina.
Após o depoimento ao Ministério Público, Barbosa prestou uma série de informações à PF. Disse que o esquema de captação de propina em 2006 continuou com Arruda no cargo de governador. O dinheiro, segundo ele, era usado para comprar apoio de deputados da "base aliada", o que passou a ser chamado de "mensalão" do DEM.
O ex-colaborador de Arruda afirmou que pegava o dinheiro e entregava, por ordem do governador, as seguintes quantias: R$ 50 mil por mês a Leonardo Prudente (DEM), presidente da Câmara Legislativa, e mais R$ 30 mil, cada, para os deputados Júnior Brunelli (PSC), Benício Tavares (PMDB), Eurides Brito (PMDB) e a mesma quantia para o ex-deputado Odilon Aires.
Com base nos depoimentos e gravações de vídeo, a PF deflagrou na sexta-feira passada a Operação Caixa de Pandora, que cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em gabinetes de deputados, em empresas e em um anexo da residência oficial do governador.

Arcanjo financiou campanha e mantém negócios no DF
José Ribamar Trindade
Redação 24 Horas News

Escândalo de corrupção


Arruda, Roriz e Arcanjo: negócios

No dia 27 de novembro de 2009, a Polícia Federal executou a Operação Caixa de Pandora, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência oficial do governador José Roberto Arruda, em secretarias do governo e em gabinetes de deputados na Câmara Legislativa. Foram apreendidos computadores, mídias e documentos, além de 30 mil dólares, cinco mil euros e 700 mil reais.
Arruda comandava a rede de pagamentos a parlamentares do Distrito Federal, com dinheiro oriundo de empresas que faziam negócios com o governo. Quatro empresas são suspeitas de efetuar repasses: Info Educacional, Vertax, Adler e Linknet. Um vídeo foi divulgado no qual Arruda aparece recebendo maços de dinheiro quando ainda era candidato, em 2006.

Os deputados suspeitos de serem beneficiários do esquema são Leonardo Prudente, Rogério Ulysses, Eurides Brito, Pedro do Ovo, Rôney Nemer, e o presidente do PP no DF, Benedito Domingos.

O bicheiro-empresário João Arcanjo Ribeiro, o “Comendador”, 58 anos, manteve e ainda mantém “negócios” em Brasília, no Distrito Federal, fez vários negócios suspeitos com governantes do Distrito Federal. Chegou a “emprestar” através de um suposto pagamento, a bagatela de US$ 500 mil dólares para campanha eleitoral. Apesar de a organização de Arcanjo ter ruído em 2002 com a “Operação Arca de Noé”, investigações realizadas pela Polícia Federal e Ministério Público Federal mostraram que ele havia diversificado os negócios e expandido além fronteiras de Mato Grosso, estabelecendo ramificações em mais cinco estados.

No Distrito Federal, por exemplo, a quadrilha do Comendador começou agindo com o Governo de Joaquim Roriz “e, espantosamente permanece ativa na atual administração”, a do democrata José Roberto Arruda, segundo documento relacionado as investigações. Arcanjo foi preso em abril de 2003 num bairro de classe média em Montevidéu, no Uruguai, onde estava refugiado. Atualmente encontra-se recolhido no Presídio Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Ninguém aposta um centavo de que esteja parado, esperando a hora de sair da cadeia.

No documento relacionado ao empréstimo de US$ 500 mil dólares existe uma anotação que a Polícia Federal entendeu como se fosse a explicação para o pagamento. “O governador me disse que vai atender tudo” - escreveu à mão Messias, em fax enviado a um assessor do “Comendador”. Messias, segundo o documento, ficou no epicentro das investigações da Polícia Federal, por ser bicheiro, amigo de Arcanjo e dono da Empresa Sapiens Tecnologia, uma das empresas investigadas na época.

A Polícia Federal apreendeu na casa de Messias, em 2004, documentos que comprovam sua ligação como o “Comendador”, mesmo ele já estando preso. A PF apreendeu também, recibos e anotações que indicam o oferecimento de propinas a políticos locais (de Brasília) em troca de negócios com o governo.

O operador avançado da quadrilha na administração do Distrito Federal, segundo ainda as investigações da Polícia Federal, era Durval Barbosa, um delegado aposentado da Polícia Civil. Barbosa, segundo ainda o documento, era o responsável pela maioria dos contratos superfaturados assinados com a Empresa Sapiens Tecnologia. O ex-policial é o elo entre a administração Roriz e a atual, de José Roberto Arruda. Arruda sucedeu a Roriz com um discurso de moralidade e eficiência administrativa

Barbosa foi secretário de Relações Institucionais de Arruda. Ele foi o pivô da Operação Caixa de Pandora, que desbaratou o "mensalão do DEM", mantido sob forte esquema de segurança desde 27 de novembro, em local secreto, à disposição do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Amparado pelo Programa de Proteção a Testemunhas do Ministério da Justiça, ele tem arsenal de fitas, que constitui o maior arquivo digital sobre a rede de corrupção na capital do País. Conhecido como "rei do grampo", Durval teria mais 20 gravações inéditas, o que tira o sono de muita gente.

Promotores apuraram que a empresa Sapiens Tecnologia poderia até ganhar um milionário contrato para instalar um sistema de monitoramento nas ruas da capital. Por essa empresa fluiiria o dinheiro para pagar Arcanjo. Por meio de sua assessoria, o governador Arruda disse que seria "injusto" demitir seu secretário até que o processo fosse julgado.

O documento descreve o “Comendador” como um criminoso de altíssima periculosidade, respondendo atualmente mediante condenações e prisão preventiva por crimes financeiros como evasão de divisas e lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e homicídios, entre outros. Arcanjo chegou a ser procurado no mundo inteiro pela Interpol.



Lula é o brasileiro mais confiável, aponta Datafolha

Com nota média de 7,9, presidente lidera ranking composto por 27 personalidades nacionais; 39% dos brasileiros lhe deram nota 10

Entre os pré-candidatos ao Planalto, Serra é o mais bem avaliado, com nota média de 6,23, e fica em 14º lugar; em 21º, Dilma tem média de 5,4

Paulo Whitaker - 23.dez.09/Folha Imagem

FERNANDO BARROS DE MELLO
DA REPORTAGEM LOCAL

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a pessoa mais confiável para os brasileiros, segundo ranking com 27 personalidades elaborado pelo Datafolha. Lula está à frente de apresentadores de TV como William Bonner e Silvio Santos, do padre Marcelo Rossi e de cantores como Roberto Carlos e Chico Buarque.
Os 11.258 entrevistados, de 14 a 18 de dezembro, deram nota de 0 (menos confiável) a 10 (mais confiável) às personalidades apresentadas. Lula lidera a lista, com nota média de 7,9.
Além disso, 39% dos brasileiros deram nota 10 ao presidente, contra 4% que lhe deram 0.
Lula é mais admirado no Nordeste, com nota média de 8,74, contra 7,14 no Sul e 7,57 no Sudeste. O petista recebeu nota 10 de 62% dos pernambucanos, 53% dos cearenses e 48% dos baianos. Em São Paulo, recebeu 10 em 31% dos casos. No Rio Grande do Sul, onde teve pior desempenho, obteve 15% das notas máximas.
O petista é mais bem avaliado pelos mais velhos -recebeu 47% de notas 10 entre os que têm 60 anos ou mais. Entre os que têm nível fundamental e recebem até dois salários mínimos, teve 52% de notas 10.
Entre os mais escolarizados e mais ricos, o presidente fica em quinto. Nesse recorte, Chico Buarque lidera, seguido por William Bonner, Caetano Veloso e Roberto Carlos.
De todas as personalidades, apenas duas -Lula e Silvio Santos- são conhecidas por todos os entrevistados.
Maria Celina D'Araújo, professora de ciência política da PUC-RJ, diz que os primeiros lugares são ocupados por "homens de mídia". "Lula é um grande artista, sabe se comunicar. É um aspecto das novas sociedades de espetáculo. Poucos sabem se aproveitar disso, e o Lula sabe", diz.
Para Maria Celina, especialista nos governos Getúlio Vargas, nenhum presidente explorou tanto a comunicação de massa, principalmente via programas de rádio e TV e colunas em jornais.

Ex-presidentes
Chama a atenção o fato de que, dos últimos cinco colocados, quatro são ex-presidentes: Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco, José Sarney e Fernando Collor, este o menos confiável de todos.
Entre os pré-candidatos de 2010, José Serra (PSDB) aparece mais bem colocado. Com nota média de 6,23, ele fica em 14º lugar no ranking geral.
O também tucano Aécio Neves, governador de Minas, fica na 19ª posição, com nota média de 5,45. Em 20º, está o deputado federal Ciro Gomes (PSB), com média de 5,41, seguido pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), com 5,40, e pela senadora Marina Silva (PV), com nota média de 5,15.
Serra tem suas melhores notas em Santa Catarina (6,67) e São Paulo (6,47) e as piores no Distrito Federal (5,3), no Rio (5,61) e na Bahia (5,72).
Dilma tem as melhores notas no Ceará (6,18) e em Pernambuco (6,14) e as piores, no DF (4,65), em São Paulo (4,76) e em Minas Gerais (4,92).
O cientista político Luciano Dias diz que "a imagem positiva ou negativa é resultado do fluxo de notícias sobre essa pessoa". Segundo Dias, artistas como Chico Buarque ou o padre Marcelo Rossi raramente são expostos a um noticiário negativo, o que explica o bom desempenho deles na consulta.
Para o cientista político, o raciocínio também pode ser aplicado ao presidente Lula, que hoje sofre ataques menos contundentes da oposição. "Na medida em que ele foi ampliando sua popularidade e não é candidato, o interesse em atacá-lo é muito baixo."