07 Dezembro 2009


Citado em vídeo de propina, presidente do PPS-DF pede licença do cargo

da Folha Online
O presidente do PPS-DF pediu hoje licença do cargo e de outras posições nas instâncias nacional e regional do partido. Em nota, ele afirma que se licencia da presidência do PPS-DF para poder se defender das acusações de envolvimento com o suposto esquema de corrupção no Distrito Federal que teria sido montado pelo governador José Roberto Arruda (DEM) na campanha eleitoral de 2006.
"Além da demonstração cabal que o partido está acima das pessoas, é necessário também declarar que as alegações feitas, embora mentirosas, serão tratadas por mim, nos fóruns específicos, com a firmeza e a contundência necessárias", diz ele em nota.
Reportagem publicada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" informou que Fernandes pediria propina para a diretora de uma empresa para manter um contrato de R$ 19 milhões com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal --a pasta era comandada pelo PPS.
A propina teria sido revelada pela diretora comercial da Uni Repro, Nerci Soares Bussamra, para o ex-secretário Durval Barbosa --pivô das denúncias--, que gravou a conversa. No vídeo, Barbosa pergunta quem recebe o dinheiro. E ela responde: "Ele e o irmão dele". Ele pergunta se era Antunes. Ela repete: "Ele e o irmão".
Na carta enviada ao diretório regional do PPS-DF, Antunes questiona o motivo do partido ter sido envolvido nas denúncias. "O que fizemos para ser tão fortemente atingidos? Sabem todos os que fazem o partido no DF que estávamos e estamos comprometidos com as causas republicanas, e nunca tergiversamos disso, como sabem também de nosso empenho em transformar o DF em importante área de atuação do partido."

OAB entra com processo contra governador e vice do DF

da Folha Online, em Brasília
A presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Distrito Federal, Estefânia Viveiros, entrou nesta segunda-feira, na Câmara Legislativa do Distrito Federal, com novo pedido de impeachment do governador José Roberto Arruda (DEM) e do vice, Paulo Octavio (DEM), por crime de responsabilidade.
Eles são suspeitos de participarem diretamente do esquema de pagamento de propina a aliados no DF. O processo foi protocolado em nome de Estefânia para evitar que fosse arquivado sob o argumento de que não está previsto em lei que entidades e partidos políticos possam pedir afastamento de governadores.
"A OAB está cumprindo seu dever institucional, pedindo o impeachment do governador e seu vice", disse ela, que estava acompanhada do presidente da OAB nacional, Cezar Britto, e de presidentes regionais da entidade. "Não é uma ação isolada da OAB, é uma medida da advocacia brasileira porque a sociedade precisa de uma resposta."
Por 31 votos a um, os conselheiros da OAB aprovaram na semana passada o relatório do advogado João Pedro Ferraz dos Passos que recomendou a abertura de processo de impeachment de Arruda e Paulo Octavio.
Já foram apresentados outros 10 pedidos de impeachment contra o governador na Câmara do DF. A Procuradoria da Casa já rejeitou seis e acolheu dois. Os outros dois ainda serão analisados.
No relatório, Passos disse que o inquérito da Polícia Federal sobre o caso mostra que Arruda mantém "relações escusas" com Durval Barbosa --ex-secretário do governo do DF responsável por repassar o dinheiro a aliados--, o que comprova que o governador participava das negociações para o pagamento de propina a seus aliados no DF.
"O governador Arruda conhecia a prática de Durval para arrecadação de propina e a sua distribuição. Com essa relação próxima, nomeou Durval para a Secretaria de Relações Institucionais, permitindo a presunção de que pretendia continuar com a prática de arrecadação de propina junto às empresas prestadoras de serviço", disse.
Segundo o relator, a secretaria comandada por Durval não se caracteriza por uma pasta com ampla movimentação financeira, o que reforça a existência do esquema do mensalão. "Tal veracidade de arrecadar dinheiro só se confirma porque Durval tinha o respaldo do seu superior hierárquico."
Passos disse que o inquérito da PF mostra que Durval incentivava empresários a doarem dinheiro para as campanhas de aliados de Arruda, prometendo-lhes uma "fatura mensal nunca inferior a R$ 5 milhões assim que assumisse o governo". Segundo o relator, o inquérito também mostra que houve distribuição efetiva de recursos que envolvem Arruda e Paulo Octavio.
"Durval disse à Polícia Federal que recebia a determinação de Arruda para efetuar a distribuição de valores a pessoas coligadas ao próprio governador, que determinava as quantias a serem pagas a determinadas pessoas. Algumas pessoas as recebiam de maneira rotineira", disse.
Alguns conselheiros da OAB se manifestaram contra a abertura de processo contra Arruda e Paulo Octavio, mas acabaram vencidos pela maioria dos conselheiros da entidade.
O conselheiro Osmar Alves de Melo ironizou a justificativa apresentada por Arruda de que o dinheiro que teria recebido de Barbosa foi usado na campanha eleitoral de 2006 para a compra de panetones e cestas de Natal --declarado legalmente.
"Temos a adaptação da frase: se estão com fome, dê brioches. Só que ao invés de brioches, são panetones", disse o advogado.
Vice
Em relação a Paulo Octavio, a maioria dos integrantes da OAB também seguiu o relatório de Passos. Segundo o relator, os indícios são grandes da participação do vice-governador na cobrança e repasse de propina no episódio já conhecido como "mensalão do DEM" no Distrito Federal.
"Esses indícios de provas conferem o mesmo delito, suficiente para iniciativa da OAB, seção do DF, instaurar processo de crime de responsabilidade também contra o vice-governador. Todas as provas apuradas envolvem parcela significativa de secretários, servidores e parlamentares, intimamente ligados com a figura do vice-governador", disse Passos.
Segundo o relator, "não é razoável concluir" que todas as denúncias envolvendo grande parte do governo do DF e empresas tenham ocorrido sem a ciência do vice-governador. "A sua participação foi mencionada inúmeras vezes por Durval Barbosa. Não é razoável supor que todos esses fatos ocorridos nas entranhas do GDF não fossem do conhecimento do vice-governador."
Acusações Justificar
Barbosa realizou uma série de gravações com câmaras escondidas para flagrar o esquema de pagamento de propina no governo do DF. Pelo esquema, empresários ligados ao governo repassavam recursos a integrantes do Executivo local que, posteriormente, o encaminhavam a parlamentares aliados na Câmara Legislativa, numa espécie de mensalão.
O ex-secretário de Arruda aceitou fazer as gravações, autorizadas pela Polícia Federal, em troca de receber o benefício da delação premiada, uma vez que responde a mais de 30 processos na Justiça. O governador aparece em um dos vídeos recebendo dinheiro de Barbosa que, segundo Arruda, foram declarados à Justiça Eleitoral durante a campanha de 2006.
Barbosa flagrou secretários de governo, deputados distritais e assessores recebendo dinheiro no esquema. Arruda nega qualquer participação no episódio, assim como Paulo Octavio. O vice-governador não aparece nas imagens, mas seu nome é citado numa série de conversas em que se tratava a partilha do dinheiro levantado no esquema de corrupção
MPF pede investigação sobre obras do Metrô de SP e do Rodoanel
MPF pede investigação sobre obras do Metrô de SP e do Rodoanel
O MPF (Ministério Público Federal) em São Paulo encaminhou representações pedindo abertura de inquéritos para apurar o suposto pagamento de propina em 14 obras executadas pela construtora Camargo Corrêa, dentre elas a Linha 4 do Metrô de São Paulo e o Rodoanel. Além das investigações sobre as obras da empreiteira, também foi enviada à PGR (Procuradoria Geral da República) uma planilha em que aparecem nomes de parlamentares ao lado de valores em dólares e reais, que teriam sido pagos entre 1995 e 1998.

O documento foi encontrado pela Polícia Federal durante a operação Castelo de Areia, deflagrada em maio deste ano e que já resultou em duas denúncias por crimes financeiros contra executivos da Camargo Corrêa. As representações se referem a casos que envolvem autoridades com direito a foro privilegiado ou se referem a crimes de responsabilidade da Justiça estadual.
Segundo informações da Procuradoria, no caso da Linha 4 do Metro, existe a suspeita de envolvimento de um deputado federal do PSDB, membros do TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) e de uma candidata do PT a deputada estadual no Paraná. Já nas supostas irregularidades do Rodoanel, haveria a participação de um deputado federal do PR e um diretor da Dersa.
O MPF não informou os nomes dos envolvidos, suspeitos de crimes como corrupção passiva e ativa, atos de improbidade administrativa e infrações eleitorais. Ainda de acordo com a Procuradoria, menções a pagamentos a autoridades com prerrogativa de foro ocorrem na maioria de obras.
Serra e Dilma sobem; Ciro e Marina caem em pesquisa Ibope

NATUZA NERY - REUTERS

BRASÍLIA - Os dois principais adversários na corrida eleitoral do ano que vem cresceram na intenção de voto junto ao eleitorado, mostrou nesta segunda-feira pesquisa do Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria.

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), mantém a liderança, com 38 por cento (ante 35 por cento em setembro). O resultado fica em patamar semelhante às apurações internas feitas pelo PSDB, e vai de encontro à pesquisa CNT/Sensus divulgada no final de novembro, em que o tucano perdia votos.

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT, alcançou 17 por cento (ante 15 por cento anterior) e passou o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), que tem agora 13 por cento (contra 17 por cento em setembro).

A senadora Marina Silva (PV-AC) oscilou para baixo, passando de 8 para 6 por cento. O percentual de brancos e nulos, somados ao universo que não soube responder, é maior que o tamanho da intenção de voto dada à pré-candidata do governo.

"As intenções de voto ainda estão muito voláteis", afirmou a jornalistas Amauri Teixeira, responsável pela pesquisa.

A sondagem foi realizada logo após as inserções na TV de comerciais do PSDB e do PT.

Segundo Teixeira, isso "certamente" contribuiu para o resultado atual. Serra subiu três pontos percentuais e Aécio, 2 pontos.

Na simulação em que o mineiro aparece --portanto sem o paulista no páreo-- Ciro Gomes fica à frente (com 26 por cento, pois pontos a menos que na sondagem passada). Dilma segue no ranking, com 20 por cento (ela tinha 18 em setembro). Aécio aparece em terceiro, com 14 por cento (ante 13 por cento), seguido por Marina, que passou de 11 por cento para 9 por cento.

DESCONHECIMENTO E REJEIÇÃO

Serra e Ciro são os nomes mais conhecidos entre o eleitorado. Já Dilma e Marina, não. Isso tem efeito imediato sobre a percepção dos entrevistados, argumenta Teixeira.

"Candidatos menos conhecidos podem ter índices de rejeição mais elevados", informa a pesquisa.

E é justamente o que ocorre. Enquanto 29 por cento dizem que jamais votariam em Serra, 41 por cento dizem o mesmo sobre Dilma.

Ciro tem 33 por cento de rejeição; Aécio, 36 por cento. Marina recebe 40 por cento.

"Por esses números, não dá para dizer o que é desconhecimento e o que é rejeição", acrescentou.

A ministra da Casa Civil é conhecida por 32 por cento dos eleitores consultados, enquanto seu principal rival, José Serra, é conhecido por 69 por cento. Os índices dados a Ciro, Aécio e Marina são de 45 por cento, 30 por cento e 21 por cento, respectivamente
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Aprovação de Lula cresce na pesquisa CNI/Ibope
72% dos brasileiros avaliam o governo como bom ou ótimo.
83% aprovam a maneira como o presidente Lula dirige o país.


Do G1, em Brasília
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência O presidente Lula em foto tirada durante visita à Alemanha na última semana (Foto: Ricardo Stuckert/Presidência)A aprovação ao governo e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva cresceram de acordo com a pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta segunda-feira (7). De acordo com os dados, 72% dos brasileiros avaliam o governo como bom ou ótimo e 83% aprovam a maneira como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dirige o país.

A avaliação do governo como ótimo ou bom subiu de 69% da pesquisa realizada em setembro para 72% na atual. Em setembro, eram 9% os que consideravam a administração federal ruim ou péssima. Este percentual agora é de 6%. Os que consideram o governo regular somam 21%.

Na análise do desempenho pessoal do presidente, os números também mostraram avanços. São 83% os que aprovam a maneira como Lula governa. Em setembro, eram 81%. Os que desaprovam eram 17% e agora são 14%.

A pesquisa mostra ainda um pequeno crescimento da nota que o brasileiro dá ao governo do presidente Lula. A nota subiu de 7,6 para 7,7. A confiança no presidente também cresceu, de 76% para 78%. Os que não confiam em Lula caíram de 22% para 19%.
Para 46% dos entrevistados o segundo mandato de Lula é melhor do que o primeiro. Este número é dois pontos percentuais acima do registrado em setembro. Outros 40% acreditam que os dois mandatos são iguais e 13% acreditam que o segundo governo é pior.
Avaliação por áreas
A avaliação do governo por áreas, no entanto, piorou. No combate à fome e à pobreza, o total de brasileiros que aprova a atuação do governo caiu de 68% para 60%. Os que desaprovam subiram de 30% para 37%. Na educação, os que aprovam a atuação do governo são agora 54%. Em setembro, eram 59% os pesquisados que aprovavam a ação na área. Houve queda também na aprovação das áreas de saúde, meio ambiente, impostos e segurança pública.
Na análise por áreas, a pesquisa mostra crescimento na aprovação apenas em áreas econômicas. Os que aprovam a forma como se combate o desemprego subiu de 55% para 57%. Os que aprovam a política de taxas de juro são agora 46%, contra 45% em setembro.
O Ibope, a pedido da Confederação Nacional da Indústria ouviu 2.002 eleitores em 14 municípios entre os dias 26 e 30 de novembro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais e o grau de confiança de 95%.
MP em SP denuncia cinco à Justiça por fraude no Enem
FABIO MAZZITELLI - Agencia Estado
SÃO PAULO - O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo ofereceu denúncia à 10ª Vara Federal Criminal pelos crimes de peculato (furto praticado por servidor público), corrupção passiva (exigir vantagem indevida) e violação de sigilo funcional contra cinco suspeitos de envolvimento no furto, no vazamento e na tentativa de venda da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em outubro. A prova foi remarcada e realizada no sábado e ontem em todo o País.
Para o MPF, são responsáveis pelos crimes três funcionários da empresa Cetro -, integrante do consórcio responsável na época pela aplicação do Enem -, Felipe Pradella, Marcelo Sena Freitas e Filipe Ribeiro Barbosa, e dois intermediários do grupo, Gregory Camillo Oliveira Craid e o empresário Luciano Rodrigues. Cada um é acusado por dois crimes de peculato, já que houve dois furtos na gráfica.
Felipe Pradella também é acusado do crime de extorsão, pois pediu R$ 10 mil a uma jornalista do O Estado de S. Paulo "para não lhe fazer mal", após a repórter publicar detalhes do encontro e da produção da reportagem no seu blog. Depois de o jornal constatar o vazamento das provas e avisar o Ministério da Educação (MEC), o exame foi cancelado.
A denúncia é assinada pelos procuradores da República Rodrigo Fraga Leandro de Figueiredo e Kleber Marcel Uemura. A Justiça agora vai decidir, nos próximos dias, se acolhe a denúncia contra os cinco acusados. Se isso ocorrer, eles se tornam réus em processo.
Belo presente de Natal para essa corja de safados. Para melhoar eles deveriam arcar com o prejuízo que derem ao MEC,e irem para a cadeia.
GOVERNO LULA

Brasil caminha para se tornar 'petropotência', diz 'Washington Post'

Uma reportagem publicada nesta segunda-feira no jornal americano "Washington Post" afirma que o Brasil se encaminha para se tornar uma "petropotência".

Intitulado "Brasil se prepara para extração maciça de petróleo", o artigo faz, no entanto, a ressalva de que os desafios envolvendo o desenvolvimento do pré-sal são tão gigantescos quanto a tarefa em si.

Funcionários da Petrobras trabalham em plataforma em Angra dos Reis, Rio de Janeiro

Jornais internacionaisImagens do diaVídeosMais fotos
"Tudo neste estaleiro é colossal", escreve o repórter, durante uma visita a uma das infraestruturas da Petrobras em Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro. "Os 4 mil trabalhadores, os bilhões aplicados em custos de capital, as plataformas com altura de um prédio de dez andares inconclusas."

"Assim também é o desafio que enfrenta a estatal brasileira de energia, a Petrobras: desenvolver um grupo de campos de petróleo recém-descobertos em mar profundo que, segundo analistas de energia, catapultarão o país para o ranking das petropotências."

A reportagem cita estimativas da Petrobras, de que o país poderia chegar a 2020 com uma produção de 3,9 milhões de barris de petróleo por dia, praticamente o dobro do volume de 2 milhões de barris atualmente.

As reservas comprovadas de petróleo podem passar dos atuais 14,4 bilhões de barris para mais de 30 bilhões de barris, diz o texto.

"Em uma era de oferta reduzida, as descobertas na costa brasileira e o aumento da envergadura da Petrobras estão mudando o equilíbrio petroleiro do mundo", diz a matéria.

O artigo lembra que a estatal "permanece firmemente sob o controle do Estado, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratando-a como um ícone nacional, cujo futuro está entrelaçado com o do Brasil".

"Apesar do otimismo que os dirigentes da Petrobras demonstram para os visitantes, eles listam os desafios: perfurar a camada de sal a 6,5 mil pés e operar campos que estão tão longe da costa que só podem ser alcançados de helicóptero", diz o texto.
BBC BRASIL
Quando o direito é um abuso
BRASÍLIA - A corrupção política padronizada em mensalões de ideologias diversas unificou também a forma como todos os acusados reagem. Não importa o partido nem a gravidade das provas. A primeira resposta obedece sempre à mesma lógica: "Não se deve prejulgar ou condenar antes de conceder amplo direito de defesa".
Trata-se de um binômio diversionista composto por um truísmo e uma malandragem. Primeiro, vem o pressuposto acaciano -todos têm direito a ampla defesa. Segundo, usa-se a estratégia infalível de deixar o tempo mitigar os efeitos negativos iniciais do escândalo.
O caso paradigmático é o do mensalão do DEM, em Brasília. Nunca houve tantos indícios de corrupção registrados em áudio, vídeo e documentos oficiais. Ainda assim, o Democratas decidiu conceder um prazo para o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, apresentar sua defesa. Só na quinta-feira desta semana decidirá se o expulsa ou não da sigla.
A expulsão é um ato político. Nada tem a ver com a defesa de Arruda na Justiça -processo no qual terá o máximo de tempo possível. Quando o DEM ainda se chamava PFL, em 1997, a legenda expulsou em apenas 24 horas dois deputados flagrados vendendo seus votos no episódio da aprovação da emenda da reeleição.
Não havia vídeos. Bastou a convicção do delito cometido.
A concessão de tempo a Arruda inexiste no cotidiano de brasileiros comuns. Quando o circuito interno de TV num edifício flagra um funcionário cometendo algo ilícito, não há hipótese de os condôminos darem uma semana de prazo para a defesa. Demite-se no ato.
O mais provável é o DEM expulsar mesmo Arruda. Mas o tempo concedido pode tornar o ato inócuo. Os advogados do governador já maquinaram uma contestação judicial. Se ele se mantiver filiado, mais uma vez o direito de defesa na política terá resultado apenas num abuso para evitar a punição.
frodriguesbsb@uol.com.br

Então é fato que FHC comprou votos para a sua maldita reeleição. Dois deputados que deram com a língua nos dentes, foram expulsos do PFL vulgo DEM. Quer dizer que o PFL vulgo DEM sempre soube do fato, e nada fez contra a corrupção de FHC, muito pelo contrario manteve o vice de FHC o Marco Maciel do PFL vulgo DEM, e muitos outros aliados do DEM no seu maldito governo.É fato também que os jornalões sempre souberam dessa corrupção e mantiveram na surdina. Essa é ética do PSDB/PFL vulgo DEM?? E eles agora querem voltar ao poder custe o que custar.
Sindicato acusa Serra de privatizar Sabesp “aos pedaços”
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) já possui mais trabalhadores terceirizados do que efetivos. Como consequência, área importantes como as de manutenção de rede, cortes de abastecimento, leitura de hidrômetros e até o programa de caça-fraudes já estão nas mãos de terceiros, denuncia o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema). Segundo o presidente da entidade, Rene Vicente dos Santos, o governador José Serra (SP) está submetendo a Sabesp a um processo de privatização “aos pedaços”.

“Hoje a companhia tem aproximadamente 18.000 trabalhadores terceirizados, enquanto os efetivos são 16.000. É uma forma de precarizar as relações de trabalho entregando parte das operações da companhia para empreiteiras”.

Na avaliação do Sintaema, a ampla terceirização da mão-de-obra e de áreas de serviços essencias da Sabesp vem comprometendo a qualidade do atendimento ao público – 26 milhões de paulistas a quem a empresa tem que garantir abastecimento de água, mais o serviço de coleta e tratamento de esgoto.

“As empresas terceirizadas não cumprem contrato, deixam obras pela metade, não possuem o mesmo compromisso que com a Sabesp um funcionário com tempo de casa, que hoje só é chamado quando dá problema”, afirma o dirigente sindical.

Neste momento, os trabalhadores mais antigos da empresa estão assombrados pelo risco de perder o emprego. Desde o início do ano para cá, cerca de 1.600 funcionários foram demitidos.

“Em fevereiro, a empresa queria demitir 500 funcionários aposentados que estão na ativa. Entramos na Justiça com uma liminar e conseguimos suspender as demissões. Só que no último dia 27, a companhia conseguiu cassar nossa liminar e estas demissões estão ocorrendo agora. É uma situação muito difícil para quem dedicou uma vida inteira para a empresa”, reclama Rene dos Santos.

Até 2011, segundo o sindicato, o programa de demissões pretende atingir 2.250 trabalhadores aposentados que estão na ativa.

“Com a saída de funcionários com história na empresa, muitas áreas da Sabesp não estão funcionando como deveriam”, denuncia Rene. Ele afirma que alguns setores estão sucateados, com casas de máquinas de pólos de manutenção em situação crítica; que a Sabasp está acumulando equipamentos comprados e abandonados; e que até veículos locados pela companhia estão parados, sem qualquer uso.
Serra foi o grande entusiasta em privatizar a Vale. Quem diz isso é o FHC. Já podem imaginar, Serra se por uma imensa desgraça for eleito presidente, vai privatizar a Petrobras, a Petro -Sal, não tenham dúvida.
LULA: Brasileiro do ano 2009

Luiz Inácio Lula da Silva Brasileiro do Ano

Boa parte do mundo definirá 2009 como um ano que não deixará saudades. O Brasil, não. Aqui, os 12 meses que chegam ao fim podem ser reverenciados no futuro como os da afirmação definitiva do País como uma força global.
Octávio Costa e Sérgio Pardellas
Trata-se de uma conquista coletiva, de um povo que acreditou ser possível superar uma crise global com ousadia e trabalho.
Ao eleger os cinco Brasileiros do Ano de 2009, ISTOÉ destaca cinco expoentes desse momento único, que contribuíram, cada um a sua maneira, para elevar o Brasil à posição de protagonista de uma nova ordem mundial que começa a tomar forma. O presidente Lula, com sua crescente influência junto aos principais líderes mundiais, desponta como o melhor exemplo desse papel no cenário internacional. Por onde passa, é ouvido com a atenção só dispensada aos grandes estadistas cuja palavra pesa nas decisões que realmente interessam. Se o País é exemplo mundial de resistência ao cataclismo econômico, o mérito cabe a seu ministro da Fazenda, Guido Mantega, arquiteto e executor da estratégia que fez com que fôssemos um dos últimos países a entrar na crise e um dos primeiros a sair dela. O nadador Cesar Cielo, o homem mais rápido do mundo nas águas, comprovou nas piscinas que o Brasil tem talento para ser também uma potência esportiva, enquanto o cineasta Daniel Filho mostrou com “Se eu Fosse Você 2” que, sim, nós também temos blockbusters. Por fim, Aécio Neves, ao entrar na reta final de seus dois mandatos à frente do governo de Minas Gerais com enorme aprovação popular, representa na política esse sopro de novidade e uma ponte com o futuro de um País cada vez mais respeitado e ouvido por todo o planeta. Vitórias no cenário internacional, conquista da Olimpíada para o Rio de Janeiro e drible na crise financeira em 2009 ampliam a popularidade do presidente e o mundo confirma seu nome como uma nova liderança global
a terça-feira 15, quando desembarcar em Copenhague para participar da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não será recebido como mais um dirigente de país exótico da América do Sul, que tem em seu território uma grande floresta tropical. Ele, certamente, será alvo da reverência que conquistou como um dos principais líderes mundiais da atualidade. Simplesmente porque, hoje, nenhum tema importante no cenário internacional pode ser debatido sem a presença e a intervenção firme e decisiva do presidente do Brasil. Questões estratégicas, que vão desde o programa nuclear do Irã até a necessidade de democratizar as decisões da própria Organização das Nações Unidas, passam obrigatoriamente pelo crivo de Lula. Durante seu governo, o Brasil assumiu lugar de destaque entre as principais nações. Basta ver o que já se tornou rotina nas fotos oficiais das reuniões de cúpula e do G-20: o presidente Lula sempre aparece ao centro, na companhia do americano Barack Obama ou de líderes europeus, como o francês Nicolas Sarkozy e a alemã Angela Merkel. Em todos os foros, o Brasil se faz ouvir e respeitar. E o motivo maior desse novo status é, sem dúvida, a personalidade do presidente.

Nunca um governante brasileiro foi tão reverenciado no Exterior como Lula. Seu protagonismo na cena internacional evidenciou-se em vários momentos. Foi o que se viu na reunião dos países do G-20, quando foi apontado por Obama como “o cara”, o líder mais popular da Terra, e também quando ele recebeu os prêmios da Unesco, por contribuição para a paz, e da Chatham House, o Real Instituto de Assuntos Internacionais do Reino Unido, um dos mais prestigiados organismos de discussão de temas mundiais, que o considerou o estadista do ano. Esta fase brasileira é marcada por duas imagens na imprensa internacional: as capas do jornal britânico “Financial Times” e da tradicional revista “The Economist”. O primeiro, considerado a bíblia do capitalismo, destacou a tentativa de Lula de convencer Obama e o presidente da China, Hu Jintao, a participar da conferência de Copenhague. Já a “The Economist” trouxe uma matéria de 14 páginas sobre a situação econômica do País com o título de capa “O Brasil decola” e a imagem do Cristo levantando voo como um foguete. As duas reportagens de grande destaque vieram confirmar, com todas as letras, a projeção internacional de Lula. E, em consequência, a imagem do Brasil como importante ator global. “Foi um ano bom para o Brasil. A crise financeira internacional acabou sendo uma boa oportunidade para mostrarmos ao mundo a força da nossa economia e a nossa capacidade de superação e, com isso, nosso país ser ainda mais respeitado nos fóruns internacionais”, disse Lula à ISTOÉ, ao saber que foi eleito pela revista “O Brasileiro do Ano”.
A consagração foi ser chamado por Obama de “o cara”, o líder mais popular da Terra
Méritos não faltaram ao presidente Lula e à política econômica de seu governo. No Exterior, não se fala de outra coisa senão sobre a capacidade que o Brasil – antes visto como um gigante ameaçado por turbulências insanáveis e pela inflação – teve de se transformar num país de economia estável e porto seguro para o investimento estrangeiro. O “B” é a estrela entre os países que compõem os BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), com os especialistas prevendo um crescimento de até 5% para a economia em 2010.
“A crise financeira acabou sendo uma boa oportunidade para mostrarmos a força da nossa economia”
A projeção e o reconhecimento internacional de Lula fizeram parte de uma estratégia de governo escorada no bom desempenho do País no enfrentamento da crise financeira. Os assessores do presidente entendiam que havia um vácuo de liderança no mundo, que o presidente da França, Nicolas Sarkozy, tentou preencher sem sucesso. Concluíram, então, que estava aberta a janela de oportunidade para Lula se projetar, ocupando lugar de destaque no cenário internacional. A tática foi seguida à risca. Em 2009, um intenso circuito internacional, com 21 visitas estratégicas a paí­ses onde havia interesse do Brasil, comercial ou diplomático, ajudou a destravar a pauta de negócios das empresas brasileiras. Nenhum outro presidente da América Latina conseguiu tanto espaço na mídia mundial como Lula, que concedeu 112 entrevistas à imprensa estrangeira.
PRESTÍGIO
A liderança de Lula foi saudada por Obama, Sarkozy, Elizabeth Ie pela alemã Angela Merkel, sobretudo depois da crise internacional
Mas é evidente que, se não fossem o carisma do presidente e sua importante atuação no desenvolvimento de políticas tanto internas como externas, o plano teria sido um tiro n’água. Mas tudo deu certo. O ano acaba com os especialistas internacionais vaticinando uma década de prosperidade e crescimento para o País. Graças à política econômica cujos pilares foram reafirmados este ano por Lula, o Brasil possui hoje um mercado interno estável, com as exportações de carros e aeronaves, soja e minério de ferro, petróleo e celulose, açúcar, café e carne bovina correspondendo a apenas 13% do PIB. A política ex­ter­na chancelada por Lula foi marcada por ousadia, como a decisão de abrigar o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, na embaixada brasileira em São Domingos e a acolhida amistosa em Brasília ao polêmico presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Movimentos que provocaram atrito nas relações com os Estados Unidos. Apesar disso, a política externa também ajudou o País a minimizar os efeitos da recessão mundial, à medida que ampliou o leque de parceiros comerciais. “O Brasil se preparou não só economicamente como politicamente. A política externa brasileira, acusada de ideológica por uns e pragmática por outros, revelou que adotamos uma percepção clara do que poderia ocorrer”, disse à ISTOÉ o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia. Para ele, o sucesso da política externa do País pode ser atribuído à compreensão do presidente Lula de que o futuro do País está ligado à sua projeção internacional e à sua capacidade de integração na América do Sul. “Como a China substituiu os Estados Unidos como maior parceira comercial do Brasil no início deste ano, o País não foi severamente afetado pela recessão no mercado americano como poderia ter sido”, atestou a “Der Spiegel”. A inglesa “The Economist” cita ainda as descobertas de petróleo no pré-sal e as exportações para países asiáticos como elementos que vão estimular ainda mais o crescimento da economia brasileira nos próximos anos.
"Espero que os avanços sejam mantidos pelos próximos governos”
Presidente Lula
A expectativa é de que, ainda nessa década, depois de 2014, o País possa se tornar a quinta economia do mundo, superando o Reino Unido e a França. Neste caso, é possível que Lula possa colher pessoalmente os frutos que plantou. Conforme antecipou ISTOÉ, em reportagem de capa, publicada em março, a exemplo do que aconteceu com Getúlio Vargas em 1949, quando o presidente foi procurado por políticos em seu autoexílio em São Borja, no Rio Grande do Sul, para voltar ao poder, Lula também não descarta a possibilidade de retornar ao Palácio do Planalto em 2014, nos braços do povo. Se for eleito para um terceiro mandato, Lula estará sentado na cadeira de presidente durante outro momento de glória para o País para o qual ele também contribuiu muito: os Jogos Olímpicos de 2016. No dia 2 de outubro, o Rio de Janeiro tornou-se a primeira cidade da América do Sul a ser escolhida para sediar a Olimpíada. Foi um dos dias mais emocionantes para Lula e a cereja do bolo de um ano tão especial para ele. Diante da escolha pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), em cerimônia realizada em Copenhague, na Dinamarca, Lula não conteve as lágrimas. Indagado por ISTOÉ, Lula comemorou: “Nós conseguimos convencer o mundo esportivo que temos todas as condições de sediar os Jogos Olímpicos em 2016. Foi uma conquista maravilhosa que, tenho a certeza, encheu de orgulho o povo brasileiro e nos fez transbordar de emoção.”
Lula já garantiu
na história o mesmo papel de destaque de JK e Getúlio Vargas
Em 2010, Lula terá dois grandes desafios: manter o País no ciclo do crescimento econômico sustentável e fazer da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sua sucessora. Ao participar da comemoração de seus 64 anos promovida por militantes do PT em frente ao Palácio da Alvorada, no dia 24 de outubro, Lula soprou as velas do bolo e confidenciou aos ministros presentes que a vitória de Dilma poderá ser o seu grande presente de aniversário no próximo ano. “Se Deus quiser, estarei comemorando a eleição dela”, disse. Para atingir o objetivo, Lula fez vigorosos movimentos políticos este ano. Enquadrou o PT e patrocinou o pré-acordo com o PMDB, maior partido da base aliada, que consolida a aliança eleitoral para a disputa presidencial de 2010. Se o acerto será cumprido pelos peemedebistas é outra história.
O presidente também tem se empenhado pessoalmente para garantir o caráter plebiscitário das eleições. Na campanha, planeja reproduzir o embate que domina a política desde 1994: PT versus PSDB. Por isso, trabalha nos bastidores para tirar o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) do páreo presidencial. Dessa forma, na comparação com seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, Lula espera sair novamente vitorioso. “É o nós contra eles”, tem dito. Paralelamente, Lula age para turbinar Dilma no ano eleitoral, associando as realizações do governo à sua candidata. Para o primeiro trimestre, por exemplo, está previsto um novo aumento do Bolsa Família, maior programa de transferência de renda do governo. Aliás, um dos objetivos de Lula é perenizar o programa a partir da aprovação de uma lei no Congresso. “O que espero de 2010 é que a gente continue tendo o apoio do povo brasileiro para avançarmos ainda mais no crescimento econômico, na geração de empregos e na redução das desigualdades sociais. Espero inaugurar muitas obras do PAC pelo Brasil, fazer os primeiros leilões para exploração do pré-sal, aprovar a consolidação das leis das nossas políticas sociais, para que os avanços que tivemos sejam mantidos pelos próximos governos”, disse o presidente à ISTOÉ. Mesmo que este desejo não seja realizado, Lula já garantiu na história o mesmo papel de destaque de presidentes como Juscelino Kubitscheck e Getúlio Vargas.
Revista IstoÉ

Outro bom motivo para cancelar a Folha de São Paulo. Vamos com essa atitude homenagear aqueles que foram presos, torturados, e mortos no porão da ditadura. Vamos mostrar ao grupo Folha o nosso repúdio por ter colaborado com as atrocidades, com os crimes, com a barbárie cometidas pelos agentes da repressão.
Um bom motivo para cancelar a Folha de São Paulo.

OS “CONSTRANGIMENTOS” DA MÍDIA
Laerte Braga
Os responsáveis pelo jornal FOLHA DE SÃO PAULO notificaram judicialmente um blogueiro que vinha fazendo campanha na rede mundial de computadores pelo cancelamento de assinaturas do jornal.
Quem vai notificar a FOLHA por ter emprestado os carros/camionetes/caminhões para o transporte de presos políticos à época da ditadura? Eram transportados para sessões de tortura, para “atropelamentos” (eliminação sumária) ou, na melhor das hipóteses – dentre essas anteriores evidente – de uma prisão para outra.
Ou pela falsa ficha policial da ministra Dilma Roussef, já que engajados na campanha de um dos mais perigosos políticos da máfia tucana, o governador José Jânio Serra? O ombudsman da FOLHA, uma espécie de juiz das matérias publicadas pelo jornal numa tentativa aparentemente democrática de corrigir erros, ou informações equivocadas, advertiu a redação que a ficha era falsa e ficou por isso mesmo, punido foi o ombudsman, pois “democracia” ali é de brincadeira, fachada.
A FOLHA na edição de sábado, dia 5 de dezembro, afirmou que o presidente boliviano Evo Morales deve vencer as eleições de hoje, domingo, 6 de dezembro, por maioria, mas deixou no ar aparentes dificuldades sem explicitá-las, só mostrando que há reações em alguns setores do país ao governo de Evo Morales. Não explicou claramente os setores. Os grandes empresários, banqueiros e latifundiários.
Esse tipo de gente não é setor, formam quadrilhas que nem a de Ermírio de Moraes no Brasil por exemplo. Ou a de Eike Batista. Ou a de Daniel Dantas.
Na edição de hoje, domingo, a FOLHA afirma que Evo deve ter uma votação surpreendente por conta dos índices favoráveis de seu governo. Melhorias acentuadas na saúde, principalmente universalização. Fim do analfabetismo, dados favoráveis na economia, mas afirma que a Bolívia está mais dependente do Brasil.
A participação do jornal FOLHA DE SÃO PAULO na ditadura militar, engajada no processo que levou empresários, banqueiros e latifundiários a buscar apoio nos EUA para o golpe de 1964, foi denunciada em A DITADURA ESCANCARADA, do jornalista Élio Gaspari, que hoje é "colonista" do jornal.
Pouco antes do fracassado golpe militar que derrubou o presidente da Venezuela numa quinta-feira, em abril de 2002 e terminou com sua volta ao poder no domingo, debaixo de intensa pressão popular, a rede GLOBO, em comum acordo com o Departamento de Estado, CIA, empresários de comunicação e outras áreas da Venezuela, enviou a jornalista Miriam Leitão àquele país para uma série de reportagens sobre o governo Chávez.
Miriam voltou e já preparando o espírito do abóbora que William Bonner (“quem quer um bom dia diga eu”) chama de Homer Simpson, para a derrubada de Chávez com os chavões de sempre. Democracia, insatisfação popular, economia devastada, tudo resumido em “anseio popular”. As reportagens foram mostradas de segunda-feira a sexta-feira no JORNAL NACIONAL e na última fala de Miriam Leitão lá estava – “os venezuelanos não agüentam mais Chávez ".
Na semana seguinte o golpe e no domingo milhões de venezuelanos se concentraram em frente ao palácio presidencial, à suprema corte e ao congresso para exigir a volta de Chávez. Setores militares leais ao presidente prenderam os golpistas e o golpe que ficou conhecido como o primeiro golpe midiático da história (montado pela mídia em notícias forjadas como se viu no documentário “A REVOLUÇÃO NÃO SERÁ TELEVISIONADA), terminou com a volta do presidente Chávez que, em agosto, para desgosto de Dona Miriam e dos patrocinadores do golpe, venceu um referendo sobre sua permanência ou não no poder.
Quem vai intimar a GLOBO por mentir deliberadamente, dentro de um processo golpista montado por toda essa estrutura que no Brasil tem a chancela FIESP/DASLU, com braços como PSDB/DEM?
Um dos momentos mais desumanos por jornalismo brasileiro foi protagonizado pela REDE GLOBO, na manhã do dia 12 de julho de 1973. Um avião da extinta VARIG caiu nas cabeceiras do aeroporto de Orly e a bordo estava o extraordinário cantor brasileiro Agostinho dos Santos. A notícia chegou às redações de jornais, revistas, rádios e redes de tevê do Brasil por volta das cinco horas da manhã e o jornal GLOBO/SP enviou uma jornalista à casa do cantor, depois de montar uma operação repugnante.
A moça usaria como pretexto sua presença ali para entrevistar a família sobre a viagem, apresentações na Europa, até que, de repente, assim do nada, chegaria a notícia da morte e a rede transmitiria ao vivo a reação dos familiares de Agostinho dos Santos. Dito e feito.
Como a repercussão ao curso do dia tenha sido a pior possível, à noite, no JORNAL NACIONAL, a emissora desculpou-se e anunciou que a jornalista havia sido demitida. De uma forma solerte parte das imagens exibidas no GLOBO/SP foram mostradas com requintes de um pudor típico de cínicos, de serviçais de um jornalismo mentiroso e colonizado, lógico, para não perder a audiência. O problema não foi o “feito da moça”, que cumpriu ordens do editor, mas a reação.
A REDE GLOBO omitiu a campanha das diretas o quanto pode, o processo de cassação de Collor de Mello até não ter jeito mais e Sarney levar Itamar Franco a Roberto Marinho para tranqüilizá-lo quanto aos interesses do grupo. Tentou fraudar os resultados das eleições de 1982 no Rio em associação direta com a PROCONSULT, uma empresa formada por espertalhões e militares da ditadura (totalizava os votos), enfim, toda a sorte de trapaças nesses anos todos, até porque é uma empresa formada por capitais estrangeiros desde o seu começo e controlada por Washington, pautada pela CNN e FOX duas redes fascistas dos EUA.
Aquelas que acham que Bush devia jogar uma bomba atômica no Irã e acabar de vez com a “ameaça”.
O jornal ESTADO DE MINAS, sobrevivente da organização SPECTRE, quer dizer DIÁRIOS E EMISSORAS ASSOCIADOS (extorsão, chantagem, assassinatos, etc) é hoje um veículo oficial da candidatura Aécio Pirlimpimpim Neves, tudo regado a polpudas verbas e vários jornalistas já foram demitidos por contrariarem interesses do governador que mora no Rio e pretende ser presidente do Brasil.
O que é a revista VEJA? Pura imprensa marrom a serviço dos banqueiros, empresários, latifundiários, é só olhar a nota de empenho do governador de Brasília José Roberto Arruda “comprando” uma entrevista nas páginas amarelas e o número de assinaturas de revistas da editora, ABRIL, feitas pelo político mais asqueroso do País, José Jânio Serra, especialista em chantagens contra adversários, armações e com colaboração de muitos jornalistas inclusive o “intocável” Juca Kfhouri, seu parceiro nos jogos de domingos na sala de tevê do palácio do governo.
VEJA foi desmoralizada anos atrás, quando jornalistas criaram um fato, a vaca que dá leite com sabor de tomate (boimate) direto de suas tetas e, na semana seguinte, desmentiram explicando que assim o fizeram para mostrar que a revista publica qualquer bobagem ou mentira, dentro de uma lógica pautada nos interesses que representa. Devia estar de olho nos anúncios futuros da NESTLÉ, sobre o iogurte que sai direto das tetas da vaca com sabor morango, baunilha, chocolate, o escambau.
Assinar a FOLHA para que? Ler mentiras, notícias distorcidas com aparente tentativa de parecer verdade? Aquela mania de infográfico – que ninguém lê, ou tenta entender – para dar a impressão que estar matando a cobra e mostrando o pau?
Outro dia, o extinto JORNAL DO BRASIL publicou um pequeno caderno sobre a Rússia hoje e falava do fim do mito Stalin. Era o título, o que afirmava o título. Quem fosse ler a matéria, lá estava uma pesquisa dizendo que mais da metade dos cidadãos russos aprovavam, ainda hoje, a idéia que Stalin transformou a antigo União Soviética uma potência mundial. Mais, que aprovavam, concordavam com a idéia.
Sabe que a maior parte dos leitores – é cada vez menor o número de leitores de jornais no Brasil – faz o tal “passar os olhos nas manchetes” e vende as mentiras nas manchetes. E nem estou julgando ou deixando de julgar Stalin, apenas citando o fato. Foi semana passada, edição de quarta ou quinta.
O jornal FOLHA DE SÃO PAULO recebeu as gravações das conversas de FHC, quando presidente, com o pessoal do Ministério das Comunicações, Mendonça de Barros e Lara Resende, sobre as privatizações do setor de telefonia principalmente a concorrência onde entrava a extinta TELEMAR, da família Jereissati entre outros sócios e ficou na moita. Publicou parte do que não comprometia o presidente de então, FHC (está precisando urgentemente de tratamento psiquiátrico, do contrário morre de invejo/neurose, ou começa a andar nu pelas ruas) e disse, na primeira página que o resto das gravações não seria divulgado, pois eram fatos pessoais e isso não interessava.
Que fatos pessoais? A mãe de Paola Pimenta da Veiga, mulher de Pimenta da Veiga, ex-glamour girl do Pampulha iate Clube em Belo Horizonte, fechando com FHC na cama no palácio das Mangabeiras em BH, a vitória da TELEMAR na concorrência (representava a Andrade Gutierrez, uma das sócias da família Jereissati), a doação para o ínclito presidente, além lógico, da nomeação de Pimenta para o Ministério no lugar de Mendonça de Barros, tudo na disputa de poder com Pedro Malan, um assassino frio, sem emoções, que comandava a outra e a mais forte quadrilha do governo de então.
E tem quem ache a revista PIAUÍ um exemplo de jornalismo maior, ou perda completa da razão ao compará-la com a antiga revista SENHOR. Trem de doido sô, os caras não têm a menor noção nem de jornalismo e nem de História. PIAUÍ é lavagem de dinheiro de filhos de banqueiros num projeto gráfico bem montado destinado a enganar trouxas com linguagem de burguesia consciente. Não existe isso. Mesmo que seja excelente diretor de cinema, um dos da turma.
A mídia, a grande mídia, no Brasil é um exercício lastimável de “quem quer um bom dia diga eu”, na figura medíocre e “pastelizada” de Willian Bonner, uma espécie de escravo modelo que representa seu papel com privilégios, vantagens e excelente remuneração. Nada além disso.
E a FOLHA DE SÃO PAULO é só um jornal que se espremer sai sangue também; O sangue dos torturados, assassinados, estuprados nas prisões da ditadura militar e transportados nos carros da empresa.
Não há porque não cancelar as assinaturas, é um exercício de dignidade pessoal, é respeitar-se a si em primeiro lugar.
Está certo o blogueiro que pede que isso seja feito. E a reação do jornal mostra que esse tipo de denúncia funciona.
Mande a FOLHA DE SÃO PAULO para o espaço. Só não é PASQUIM, porque o conceito da palavra mudou depois do célebre e decisivo O PASQUIM, instrumento fundamental na ridicularização dos nossos generais durante a ditadura militar.
E sobre a GLOBO nem falei da covardia cometida contra TIM LOPES, toda ela contada num livro do notável jornalista, exemplo de integridade, Mário Augusto Jakobskind.
Anos atrás, na segunda metade da década de 50, um grupo de jornalistas padrão William Bonner, Miriam Leitão, Alexandre Garcia, William Waack, Eliane Cantanhêde, Juca Kfhouri, etc, resolveu editar uma revista chamada ESCÂNDALO. Era simples. Em nome da moral, dos bons costumes, da pátria, da democracia, da liberdade, iam aos locais freqüentados por grandes empresários, latifundiários, banqueiros, políticos, locais de lazer digamos assim, tiravam fotografias e na semana seguinte um “corretor” do setor de publicidade ia à empresa, no banco, no latifúndio, atrás do político, mostrava as fotos e pedia um anúncio grande, do contrário publicaria o ESCÂNDALO.
Hoje é mais sofisticado. Àquela época fecharam a revista, prenderam os jornalistas. Hoje compraram e pronto, eles falam o script que vem junto com o envelope do dinheiro. Quando acontece algum acidente de percurso tipo José Roberto Arruda, José Jânio Serra, ou Aécio Pirlimpim Neves, Eduardo Azeredo (terceiro time), ou FHC dando sinais de demência, senilidade, viram a cara para o outro lado ou executam o “aliado”, uma parte do “negócio” para salvar o todo.
Tem Gilmare Mendes no STF DANTAS INCORPORATION LTD para dar habeas corpus. A propósito, os italianos estão nas ruas pedindo a saída de Berlusconi por suas ligações com a máfia e em atentados desse grupo criminoso. Não seria o caso de pedir “extradição”? Cezar Peluzzo, italiano em cortes brasileiras dá o parecer.



Além da reeleição, Evo alcança a proeza dos 2/3 no Parlamento
As projeções do resultado da votação deste domingo (6) na Bolívia indicam que o governo popular de Evo Morales conseguiu aquilo que mesmo seus aliados duvidavam, dentro e fora do país: além de reeleger o presidente no primeiro turno, conquistou maioria de mais de dois terços nas duas casas do Legislativo. A proeza foi facilitada pelo comparecimento excepcionalmente alto, de 94% dos 5,1 milhões de eleitores

Com informações da ABI
Pela primeira vez Evo Morales terá maioria no Senado. Na composição atual ele conta com apenas 12 votos, contra 14 da oposição, sendo 13 da coalizão oposicionista Podemos.

Além disso, conforme a nova Constituição de refundação do Estado boliviano, a maioria de dois terços deixa o governo livre para aprovar os projetos legislativos de seu programa de mudanças.

A nova composição do Congresso

Para o Senado o voto foi "em chapa", ou seja, vinculado ao do presidente e do vice. O MAS (Movimento Ao Socialismo) de Evo conquistou 25 das 36 cadeiras, segundo as projeções (veja o gráfico). O PPB (Plano Progresso), do direitista Manfred Reyes Villa, deve ficar com dez senadores e a UN (Unidade Nacional) do centrista Samuel Doria Medina, com um.

Na Câmara o MAS projeta eleger 88 deputados, quatro a mais que a maioria de dois terços das 130 daceiras. O PPB ficou com com 40 assentos e a UN com quatro.

Reduto da oposição encolheu

O impressionante apoio do eleitorado se refletiu na votação para presidente. A opisição só ganhou no seu reduto de Santa Cruz e no departamento amazônico de Bení (veja o mapa).

Mesmo assim, Evo aumentou sua votação nos dois departamentos em relação ao plebiscito de agosto do ano passado. Alcançou 40% dos votos em Santa Cruz e 35% em Bení (Reyes Villas teve respectivamente 54% e 49%), sempre segundo as projeções.

Dois departamentos que em 2008 votaram com a oposição desta vez ajudaram a vitória de Evo: Tarija, onde o presidente teve 45% dos votos (contra 36% do seu oponente principal), e Chuquisaca, onde alcançou 54% (contra 28%).

Os departamentos andinos e indígenas que são a base do governo popular confirmaram a sua preferência. Em La Paz o escore foi de esmagadores 73% a 10%. Em Cochabamba, 66% a 23%. Em Oruro, 65% a 10%. Em Potosí, 68% a 6%.

No departamento amazônico de Pando, já na fronteira com o Acre, as projeções não permitem indicar um venedor: Evo e Reyes Villas aparecem empatados, com 47 dos votos cada um.

O resultado geral do 6 de dezembro aponta duas tendêncas: Primeiro, uma consolidação da popularidade do governo popular, antiimperialista e socializante. E segundo uma gradual porém sensível erosão da força oposicionista nos departamentos oposicionistas da chamada 'Meia Lua' (Santa cruz, Bení, Tarija e Pando).

Da redação, com Agencia Boliviana de Noticias (ABI)

06 Dezembro 2009

Prefeito do PSDB é condenado a devolver R$ 52 mil
AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - O prefeito de Marabá Paulista, José Monteiro da Rocha
(PSDB), foi condenado a devolver R$ 52,4 mil aos cofres públicos por ter exercido dois cargos quando era vice-prefeito. Entre 2000 e 2004, ele também trabalhou como bancário na Nossa Caixa. Rocha já recorreu da sentença do juiz Darci Lopes Beraldo, do Fórum de Presidente Venceslau.
BESSINHA CANCELA UOL


Bessinha avisa por e-mail: Cancelou o provedor UOL. Parabéns Bessinha, nos próximos dias farei o mesmo.
O efeito tequila tucano

Em primeiro lugar, em continuidade com a política do governo FHC, o Brasil teria aprovado a ALCA – a Área de Livre Comércio para as Américas. O Brasil estaria submetido ao livre comércio, ao contrário dos processos de integração regional. O Mercosul teria terminado, não existiriam o Banco do Sul, a Unasul, o Conselho Sulamericano de Defesa.

As conseqüências atuais podem ser constatadas na forma como um país que assinou um Tratado de Livre Comércio com os EUA e o Canadá, como o México, e outro, de tamanho proporcional, como o Brasil, que teve papel destacado na inviabilização da ALCA e optou pelos processos de integração regional. O presidente do México, Felipe Calderón, tinha convidado a Lula para que os dois países fossem juntos ao FMI. Lula respondeu que nosso país não precisa mais disso e, ao contrário, terminou fazendo empréstimos ao FMI.

Ao assinar um TLC com os EUA, o México passou a ter mais de 90% do seu comércio exterior com esse país – nem sequer tem importância o comércio com o Canadá. O país não teve efeitos positivos, ao contrário, retrocedeu, sob os efeitos da livre circulação dos capitais norteamericanos no país. Pioraram os índices sociais, aumentou a imigração para os EUA.

Mas o pior viria depois, com a crise: pode-se imaginar o tamanho da recessão em que se envolveu o México – menos 7% do PIB, menos 16% da produção industrial neste ano – e os seus efeitos prolongados sobre uma economia que se tornou absolutamente dependente do vizinho do norte – onde se originou a crise e onde ela se revela de forma mais acentuada e prolongada.

Enquanto isso, o Brasil, assim como os países que privilegiaram a integração regional, saiu rapidamente da crise e voltou a crescer, além de, pela primeira vez, impedir que os pobres pagassem o preço da crise, ao manter as políticas sociais, seguir elevando o poder aquisitivo dos salários e os empregos formais.

Além disso, se diversificou o comércio internacional do Brasil – a China é o nosso primeiro parceiro comercial, não mais os EUA -, fazendo com que, pela primeira vez, se supere uma crise internacional sem depender da recuperação da economia norteamericana, da européia ou da japonesa, que seguem em recessão. Se intensificou também muito o comércio interrregional, entre o Brasil, a Argentina, a Venezuela, a Bolívia e os outros países dos processos de integração regional.

O terceiro eixo que favoreceu a recuperação da crise é a expansão do mercado interno de consumo popular, que não deixou se crescer durante a crise.

Nenhum desses três fatores – diversificação do comércio internacional, intensificação do comercio regional e expansão do mercado interno – estaria presente se os tucanos – FHC, Serra, Alckmin – continuassem governando. O quadro mexicano é a cara triste e angustiante que teria o Brasil, se os tucanos estivessem governando o país.

Esse é o tema que estará em jogo nas eleições do ano próximo. Por isso Aecio Neves diz que “será um candidato pós-Lula e não anti-Lula”, que “não nos convêm (aos tucanos) comparar números e Serra pretende ter um perfil próprio, querendo desvincular-se do governo de que foi ministro durante oito anos. Mas o caráter plebiscitário das eleições é inevitável, um plebiscito entre dois Brasis, o de FHC e Serra contra o de Lula e de Dilma.

Por Emir Sader

Arrudagate atinge os “éticos” do PPS
Altamiro Borges, Pátria Latina
“Roberto Freire, o presidente do PPS que golpeou o antigo PCB, virou um neoliberal militante e transformou seu partido num mero apêndice dos tucanos-demos, ficará sem discurso na próxima campanha eleitoral. No rastro do escândalo do “arrudagate”, que defenestrou o único governador do DEM no país, surgem indícios de que seus seguidores também embolsaram o “mensalão” no Distrito Federal. Augusto Carvalho, outro bravateiro “ético” do PPS, surge como um dos envolvidos no escândalo.

A investigação da Polícia Federal do “mensalão do DEM” inclui um vídeo em que a diretora da empresa Uni Repro Serviços Tecnológicos, Nerci Bussamra, acusa o PPS de praticar chantagem e pedir propina para manter um contrato de R$ 19 milhões com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, comandada por Augusto Carvalho. Parte desta propina, conforme fica patente num dos vídeos apreendidos, teria sido destinada ao presidente da legenda, o ex-deputado Roberto Freire.

“Dar uma freada” no esquema próprio
No diálogo filmado em bom som, a executiva afirma que Fernando Antunes, presidente do PPS-DF e subsecretário de Saúde, ameaçou romper o contrato com a empresa caso ela não repassasse dinheiro ao partido. Perguntada para quem seria enviado o recurso, ela abriu o bico: “Na última conversa que tive com ele [Antunes], ele pediu dinheiro para o partido dele para ajudar o Freire em São Paulo e eu não disse não para ele”. Num outro vídeo, a empresária entrega uma sacola de uma loja de sapatos cheia de maços de notas de R$ 100 e R$ 20.”
http://nogueirajr.blogspot.com/

Falta de erudição de Lula é traço original do Brasil, diz Caetano
da Efe, em Lisboa
O cantor Caetano Veloso afirmou que a entrevista na qual teria chamado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "analfabeto" foi uma "edição sensacionalista" da "nova direita", mas declarou ter gostado de "quebrar o tabu" de não criticar o chefe de Estado.

"Há pouco, involuntariamente, quase causei um pequeno escândalo no Brasil por ter aparecido em um jornal dizendo que o presidente é analfabeto", disse Caetano, que neste fim de semana está em Lisboa para várias atividades sobre o Tropicalismo.

Caio Guatelli/Folha Imagem

Caetano Veloso, na pré-estreia do documentário sobre ele "Coração Vagabundo"; músico polemiza com Lula

"Realmente, é algo desagradável ver isso escrito na capa de um jornal. Em primeiro lugar, porque não é uma verdade de fato: Lula não é analfabeto. Em segundo, porque este tom se assemelha ao tom grosseiro que tanto me desagrada na nova direita que tem êxito na imprensa do Brasil", afirmou Caetano.

O cantor, no entanto, admitiu que "sequer" pensou em corrigir o que lhe pareceu uma "edição sensacionalista" de suas palavras, já que estava "mais interessado" em quebrar o "tabu" de não poder falar mal de Lula, líder com um alto índice de popularidade em seu país.

Na entrevista, concedida ao jornal "O Estado de São Paulo", o artista teria chamado Lula de "analfabeto" e mostra sua inclinação por Marina Silva, provável candidata do Partido Verde nas eleições presidenciais do ano que vem.

Originalidade brasileira
Em outro momento de seu discurso na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, Caetano voltou ao assunto do presidente. O cantor comentou que os linguistas brasileiros fazem uma "grande defesa" do modo de falar de Lula, ao qual atribuem uma forte "significação social e histórica". Porém o também compositor disse não compartilhar dessa visão.
"O fato de Lula falar assim é uma coisa que (...) os linguistas louvam. Eu me contraponho ao elogio dos linguistas, mas eu mesmo o considero um sinal dessa originalidade brasileira, que vem de sermos portugueses, de termos sido colonizados dessa maneira", acrescentou Caetano.
O baiano tornou a falar dos poucos anos de estudo de Lula. Ele comentou que o Brasil é um país peculiar em vários sentidos, inclusive no de escolher um presidente com essas características.
"Eu não me imagino com muita facilidade em outro lugar em que é eleito um presidente que sequer conjuga os artigos com os substantivos", disse.
O artista, que discorreu sobre a influência da obra "Mensagem", do poeta português Fernando Pessoa, sobre o movimento Tropicalista, desta vez também elogiou Lula.
"Lula é um sujeito idolatrado no Brasil. Ele tem uma carreira política brilhante e está fazendo um governo importante e bom, apesar de haver coisas ruins, mas essas são complicações políticas nas quais eu não quero entrar", disse diplomaticamente o músico baiano.

05 Dezembro 2009


Os “éticos”, as contas e a transparência

Duas velhas notícias para reflexão:


Folha Online
16 de fevereiro de 2009

Levantamento realizado pela ONG (organização não-governamental) Transparência Brasil mostra que 85 parlamentares que disputaram as eleições de 2008 mentiram à Justiça Eleitoral sobre a declaração de bens. Segundo o estudo, eles doaram às suas campanhas eleitorais mais do que declararam ter.


Agencia Estado
16 de março de 2009

SÃO PAULO - Despesas sigilosas com cartões corporativos da Presidência da República somaram R$ 2,1 milhões em janeiro, o equivalente a 42% de todos os recursos desembolsados pelo órgão durante o ano passado inteiro (R$ 4,9 milhões), mostra levantamento feito pelo site Contas Abertas, com informações da Controladoria-Geral da União (CGU). A relação é ainda mais alarmante quando se constata que os gastos sigilosos cresceram 116% na comparação de janeiro com todo o primeiro trimestre do ano passado (R$ 971,5 mil).


Durante um bom tempo, os principais jornais do país usaram informações da ONG Transparência Brasil e do site Contas Abertas para notícias deste tipo. Como ficará agora quando um dos fundadores do Transparência Brasil, Fernando Antunes, e um dos fundadores do Contas Abertas, Augusto Carvalho, são acusados de receberem propinas de empresários na Secretaria de Saúde do DF? Antunes é subsecretário de Saúde e presidente do PPS-DF, Carvalho é o secretário e também dirigente do PPS em Brasília.

O empresário José Celso Gontijo, dono da empresa Call Tecnologia, que prestava serviços à Secretaria de Saúde do DF, aparece em vídeo pagando parte dos R$ 60 mil mensais à dupla. Em outra gravação, a empresária Nerci Bussamra, diretora da Uni Repro Serviços Tecnológicos Ltda, também prestadora de serviços à Secretaria, aparece com uma caixa de sapatos com maços de notas de R$ 100. Afirma que Fernando Antunes achacou a empresa por meio de uma auditoria nos contratos e pediu dinheiro para ser enviado a São Paulo para ajudar o presidente do PPS, o ex-deputado Roberto Freire.

Ao que parece, as contas do PPS eram mais do que abertas às “colaborações”. Um diálogo entre Durval Barbosa e José Roberto Arruda, no inquérito, mostra o tamanho do apetite da legenda da “ética”: “Você tem de pegar o Antunes e dar uma freada”, afirma Barbosa. “Também acho”, responde o governador. “O Augusto e o Antunes tomaram muito dinheiro dela [a empresária Nerci]”, conclui Barbosa, com máxima transparência.


Dirceu afirma que PSDB esconde FHC de programa e foge de crise no DF
Folha Online
O ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) afirmou nesta sexta-feira que o PSDB "escondeu" o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e fugiu da crise no Distrito Federal no programa do partido veiculado ontem à noite em rede nacional.

Em seu blog, o ex-ministro diz que o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), "conseguiu a proeza de falar das realizações tucanas" sem citar os oito anos de FHC na Presidência.

"Desapareceram, também, com dois governadores tucanos, Teotônio Vilela Filho (AL) e Yeda Crusius (RS). Sumiram, ninguém sabe, ninguém viu. Sobre outro, Cássio Cunha Lima, até há pouco governador da Paraíba e cassado por compra de votos, nenhuma palavra. Por que será?", escreveu Dirceu.

No programa, de dez minutos, o PSDB apresentou os dois pré-candidatos do partido à Presidência da República nas eleições de 2010: os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG). "Foram as estrelas da rede nacional", disse o ex-ministro.

Dirceu também questionou o fato de o PSDB não ter falado nada no programa sobre as denúncias de corrupção envolvendo o governo do Distrito Federal.

"Nenhuma palavra, meus caros, foi dita pelo presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE) sobre a acusação que pesa sobre o tucano Márcio Machado, secretário de Obras do governador José Roberto Arruda. Machado é apontado como organizador da arrecadação de dinheiro para o esquema junto às empresas", afirmou o ex-ministro.

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), é suspeito de participar de um esquema de pagamento de propina a parlamentares da base aliada na Câmara Legislativa do DF. Arruda nega as acusações.

Charge do Bessinha

Serra se nega a comentar processo contra Azeredo
CHICO SIQUEIRA - Agencia Estado
SÃO PAULO - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), se recusou a comentar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que abriu ontem processo criminal contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). "Eu não vou comentar esse assunto", afirmou o governador. Questionado novamente, explicou: "Porque não quero". Ele participou hoje da inauguração de um curso profissionalizante de uma escola técnica estadual em Birigui, no interior do Estado.

Questionado sobre o que ele achava dos municípios que recorreram à Justiça para impedir a construção de presídios, respondeu que a única maneira de acabar com a superlotação é construindo presídios. Antes de ir embora, no entanto, ao cumprimentar o prefeito de Catanduva, Afonso Macchione Neto (PSDB), que viajou mais de 200 quilômetros para acompanhar a visita de Serra, reclamou: "Isso é ingratidão, você foi ingrato".

Sem jeito, o prefeito explicou que Serra referiu-se ao fato de moradores de Catanduva terem entrado na Justiça contra a construção de um dos presídios no município. "Ficou parecendo que o município é obrigado a aceitar, mas isso não vai afetar nossa relação. Não vamos polemizar", afirmou o prefeito. Serra virou as costas e entrou na van que o levaria para outro compromisso sem responder aos cumprimentos do colega tucano.




Veja aqui as imagens censuradas pela Folha / UOL

Baixe para seu computador e suba para seu blog ou rede social.

O Grupo Folha não vê problema em expor uma ficha falsa da ministra da Casa Civil e candidata do presidente Lula a sua sucessão, Dilma Roussef, na primeira página de um domingo, acusando-a de participar de ações terroristas. Não vê problema também em abrir uma página inteira para Cesar Benjamim expor seus fantasmas político-sexuais (à espera de um Wilhelm Reich) e acusar o presidente Lula de estuprador. Acha também perfeitamente natural chamar de ditabranda a ditadura que sequestrou, torturou e matou inúmeros brasileiros. Mas a Folha e o UOL não gostam de virar vidraça.

O blogueiro Arles publicou uns banners em seu blog convidando os navegantes para que cancelassem suas assinaturas do ex-jornalão e do portal. Recebeu uma notificação para que os retirasse do ar. Eu já os havia reproduzido aqui no blog, com link para as imagens do Arles. Mas sou macaco velho e, embora não acreditasse que o Grupo Folha descesse a tanto, havia providenciado backup das imagens. As publico aqui, convocando-os para que façam o download delas para seus computadores e depois subam-nas para seus blogs ou redes sociais. Eles vão ter que notificar a blogosfera toda. Assim vão aprender que os tempos mudaram e não existe mais informação de mão única. Agora eles mandam de lá e nós respondemos de cá.

http://blogdomello.blogspot.com/




Blogueiro notificado pela Folha: "Intimidação"

por Conceição Lemes
Antonio Arles é estudante de História da USP, militante de movimentos sociais, ciberativista e blogueiro. Hoje ele recebeu uma notificação dos advogados da Folha e do Uol. Determinava que retirasse do seu blog, o Arlesophia, as imagens da campanha para cancelamento das assinaturas do jornal e do portal.

Viomundo – A que horas isso aconteceu?

Antonio Arles – Aproximadamente às 14 horas, quando saía de casa para a USP. Minha mulher [Flávia] manobrava o carro na garagem e eu esperava na calçada. Aí, fui abordado por um motorista de táxi, que perguntou se eu era Antonio. À confirmação, apontando na direção de um táxi parado no lado oposto à minha casa, disse: “Ela quer falar com você”.

Viomundo – Ela era quem?

Antonio Arles – Uma mensageira do escritório de advocacia que representa o jornal e o portal. Ela limitou-se a dizer que havia uma correspondência para mim e pediu-me que assinasse o protocolo de recebimento. Como estava atrasado para a aula, abri o envelope no caminho. Aí, eu vi que se tratava de uma notificação extrajudicial dos advogados da empresa pelo uso indevido da imagem na campanha pelo cancelamento das assinaturas da Folha e do Uol.

Viomundo – A campanha começou quando?

Antonio Arles – Domingo passado.Na sexta-feira passada [27 de novembro], em função da publicação do artigo “Lula, o filho do Brasil”, do César Benjamin, começou no twitter um movimento para cancelamento das assinaturas. No domingo, como já havia muitas adesões, resolvemos lançar a campanha.

Viomundo – É uma campanha do seu blog?

Antonio Arles – Não. É de várias pessoas da blogosfera. Para facilitar o acesso, eu coloquei os links das imagens no meu blog. A partir daí o pessoal foi disseminando.

Viomundo – O que contêm essas imagens?

Antonio Arles – As marcas da Folha e do Uol.

Viomundo – Qual a alegação dos advogados?

Antonio Arles – Uso indevido da imagem. No final da tarde, fiz o que notificação determinou: retirei as imagens do ar. Consequentemente a própria campanha do meu blog.

Viomundo – O que você pretende fazer agora?

Antonio Arles – Meu advogado está estudando medidas legais cabíveis contra essa postura da Folha. Considero intimidação. É cerceamento à liberdade de expressão
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/blogueiro-notificado-pela-folha-intimidacao/

04 Dezembro 2009


Para Kassab, gasto com varrição em São Paulo é 'absurdo'
Cidade gasta com limpeza urbana um terço do que destina para saúde, segundo o prefeito

Lourival Santanna, de O Estado de S. Paulo
Ricardo Porsani/Fotorepórter/AE

Alagamento na Rua Gomes de Carvalho, próximo da Rua das Olimpíadas, na Vila Olímpia
SÃO PAULO - Indagado na quinta-feira, 5, se a Prefeitura vai ampliar a varrição, para minimizar o efeito das enchentes, o prefeito Gilberto Kassab destacou que considera "um absurdo que São Paulo gaste com limpeza urbana um terço (R$ 1,2 bilhão) do que gasta com saúde".


"Acho uma vergonha as pessoas não terem a lucidez de perceber que algo está errado. Só vejo pedirem que aumente os recursos para varrição urbana. E saúde, não precisa aumentar?", indagou.

Em uma hora, 25% da chuva deste mês
Entre 15h40 e 16h40 de quinta-feira, a região central de São Paulo registrou 53 milímetros de precipitação, 25% do esperado para todo o mês de dezembro, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). A tempestade provocou mais de 40 pontos de alagamento e deixou três bairros sem luz – Bom Retiro, Itaim-Bibi e São Mateus. O pico de lentidão foi registrado às 19 horas: 218 quilômetros.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) teve de mobilizar todo o efetivo nas ruas – 767 agentes. Um muro na Avenida Diógenes Ribeiro de Lima, no Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, caiu e bloqueou a avenida, que ficou totalmente interditada por 50 minutos. Já a Rua Leonor Negri Luz, no cruzamento com a Avenida Paulo Guilguer Reimberg, no Grajaú, zona sul, também ficou bloqueada por uma árvore de grande porte.
O sujeito quando é burro, é ignorante, ou age de má fé ,é incompetente não tem conserto. Ele não entende que mantendo a cidade limpa está promovendo a saúde. As enchentes além dos transtornos no transito,além da destruição de casas, trazem inúmeras doenças. O lixo acumulado além de obstruir os bueiros é um foco de ratos, a urina de ratos transmite a leptospirose. A infecção é frequentemente causada por água, alimentos ou solo contaminados pela urina de animais infectados (bovinos, suínos, eqüinos, cães, roedores e animais selvagens) que são ingeridos ou entram em contato com membranas mucosas ou com fissuras ou rachaduras da pele. Limpeza, higiene é promover a saúde. Burro!
Dilma diz que eleição de Honduras terá que ser considerada pelo Brasil

Marcio Damasceno
De BerlimA ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta sexta-feira (4) durante viagem à Alemanha que o governo brasileiro terá de considerar as eleições em Honduras nas discussões sobre a crise política no país.

"Em Honduras não estávamos discutindo eleição, estávamos discutindo golpe de Estado. Há uma diferença muito grande entre uma coisa e outra", disse Dilma.
Leia mais sobre a crise

"Acho que esse novo processo aí [eleitoral] vai ter que ser considerado. Houve uma eleição". "Mas continuamos divergindo (de outros governos) em chamar o governo do [presidente interino Roberto] Micheletti de algo que não seja um golpe de Estado. Vamos ter que levar isso agora em consideração."

Ela disse que a situação em Honduras é "bastante turbulenta". "Vamos ter que levar isso [as eleições em Honduras] em consideração. Não vou comparar com o Irã, no Irã houve uma eleição."

Candidatura
Dilma também reafirmou que pode ser pré-candidata à Presidência em fevereiro e citou sua experiência nas viagens ao exterior junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma vantagem em política externa.

"Ainda não sou candidata, vou ser ou não vou ser. Mas tudo indica que até vou ser pré-candidata em fevereiro", disse. "Eu coordeno, em geral, os programas internos do governo. Mas nessas viagens eu sou, vamos dizer, uma testemunha ocular especial. Eu assisti nos últimos dias a conversa do presidente com o [premiê britânico] Gordon Brown, com o presidente [Nicolas] Sarkozy, com o [presidente chinês Hu] Jintao, as duas primeiras com o [americano Barack] Obama, quase todas as com o Bush. Então, de uma certa forma, a política externa brasileira é do meu conhecimento. Não tenho nenhuma dificuldade para lidar com ela, não."

Trem Campinas-SP-Rio
Dilma falou com os jornalistas durante viagem da comitiva do governo no trem de alta velocidade alemão ICE. A Siemens é uma das possíveis concorrentes a equipar a linha de alta velocidade entre Rio e São Paulo planeja de pelo governo.

"Tem uma concorrência robusta", observou. "O que estamos pedindo é que se faça um trem que ligue Campinas-São Paulo-Rio e que seja a tarifa mais baixa e menor valor de empréstimo que o governo disponibilize", afirmou.

Ela afirmou que a transferência de tecnologia para o Brasil é um dos pontos fundamentais para a concorrência. Ela previu que quem ganhar a concorrência pode auxiliar em outros projetos em outras linhas de alta velocidade no Brasil e mesmo em linhas de metro.

"Quem fizer uma combinação que é a quantidade de recurso que vai disponibilizar mais a menor tarifa possível, vai ganhar."

"A gente exige transferência de tecnologia, porque esse é o primeiro trem. Você tem outras possibilidades de construção de trens de alta velocidade no Brasil, como para São Paulo, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, Rio", disse Dilma.

Ela disse que o Brasil espera até mesmo exportar tecnologia com o aprendizado do trem de alta velocidade. Dilma não quis dar destaque às vantagens especiais do trem alemão, mas deixou claro que vê qualidades no projeto.

"Esse trem não tem uma locomotiva só, tem tração em todos os vagões", comentou. "O ministro alemão estava me dizendo, que neste trecho (de Berlim a Hamburgo) não há mais avião, porque não vale a pena."
Pão de Açúcar compra as Casas Bahia
Sonia Racy, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO -
O Pão de Açúcar e as Casas Bahia fecharam negociação e serão uma empresa só, por meio da Globex, com o controle do grupo de Abílio Diniz. Em resumo, o Pão de Açúcar agora é dono das Casas Bahia
A corrupção intrínseca do modelo político
Luís Nassif, colunista do Último Segundo
Os episódio envolvendo o governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (DEM) completa o quadro da política brasileira.

Arruda era um dos mais cotados para vice-presidente da chapa de José Serra. As empresas flagradas pela Polícia Federal com esquemas pesados de propina atuaram, antes, na Prefeitura de São Paulo, através da Secretaria da Saúde – que no mesmo período (gestão Serra) terceirizou os serviços de radiologia para uma empresa sem tradição no ramo. Sem licitação.

Significa que o governo federal é diferente do governo do DF ou de São Paulo? Não, em absoluto. Significa que, no modelo político atual, todos são iguais.

Nos últimos anos, o jogo de financiamento de caixa 2 concentrou-se na área de serviços. Ainda há esquemas pesados nas obras físicas, entre as empreiteiras. Os Tribunais de Contas – especialmente o da União - , no entanto, desenvolveram metodologias aprimoradas para cercar os preços das obras físicas.

A corrupção enveredou, então, pela área de serviços e de sistemas – onde há grande dose de capital intelectual, de difícil aferição.

O jogo é curioso e repete, no inverso, o que ocorria antes da chegada do PT ao poder. Quem estava no Executivo – governo FHC – conseguia o financiamento de campanha em grandes contratos públicos ou nos programas de privatização. Ao PT restava os contratos com empresas de serviço municipais – lixo, ônibus etc.

Com o PT no poder, inverteu-se o jogo. O governo federal controla os grandes contratos e a oposição teve que partir para contratos miúdos que até agora só não merecem manchetes escandalosas por conta da blindagem proporcionada pela grande mídia.



O modelo de corrupção é simples. A figura central desse jogo é o que se poderia batizar de empreendedor de jogadas. É o sujeito que aprende como operar com o setor público e bancar as propinas políticas deixando o mínimo de rastro. Cada partido, em geral, trabalha com seus próprios operadores.

Depois, o know-how acumulado em um estado é exportado para estados vizinhos de governadores aliados.

As empresas envolvidas no escândalo da merenda escolar da Prefeitura de São Paulo, por exemplo, aparecem no governo Yeda Crusius. A CTIS, empresa de aluguel de equipamentos de informática, surgiu em Brasília no governo passado. Hoje em dia, leva a maioria dos contratos de São Paulo.

O mesmo aconteceu com a Positivo, que se transformou no maior montador de computadores do país graças aos contratos com a área pública. Em São Paulo, a Secretaria da Educação adquiriu notebooks Positivo para venda aos professores – com sistema Office incluído. Os preços não eram muito diferentes dos de varejo, adquiridos individualmente.


Nas áreas de limpeza e de terceirização de mão-de-obra estão dentre as prediletas para jogadas. Cada partido tem as empresas afilhadas cuja atuação, muitas vezes, é exportada para estados de aliados.

No caso de terceirização, por exemplo, a empresa que domina os contratos de São Paulo é a Tejofran. Em Brasilia, a Capital Federal.


Só que a tendência é tudo isso virar escândalo. O que obrigará, em breve, a mudanças no modelo político.

Financiamentos imobiliários realizados pela Caixa aumentam 93% em 2009

GOVERNO LULA
O volume de crédito para financiamento imobiliário contratado pela Caixa Econômica Federal alcançou nível recorde ao crescer 93% até 30 de novembro deste ano em comparação com mesmo período do ano anterior, de acordo com o próprio banco.
Os dados foram apresentados pela instituição nesta quinta-feira (3) em São Paulo. O valor alcança R$ 39,3 bilhões; destes, R$ 11,17 bilhões referem-se a contratações do programa "Minha Casa, Minha Vida", do governo federal.
Segundo a Caixa Econômica, 756,507 mil famílias foram beneficiadas. Desse total, 42% tem renda de até 5 salários mínimos. O valor médio do financiamento é de R$ 69 mil. O total de imóveis financiamento com recursos do FGTS cresceu 46% em relação ao mesmo período de 2008. Essa modalidade foi responsável por um volume de R$ 14,9 bilhões. Com recursos próprios, a Caixa emprestou R$ 20,3 bilhões, o que representa um crescimento de 119%.
Até 30 novembro, o banco disse ter recebido 2,763 mil propostas de financiamento de empreendimentos pelo programa “Minha Casa Minha Vida”, que correspondem a 567 mil moradias. Se forem efetivadas, o valor contratado deverá alcançar R$ 34,42 bilhões .

Segundo o banco, 322,3 mil são propostas para o público com renda de até três salários mínimos, 138 mil para o segmento de três a seis salários mínimos e 106,7 mil para a faixa de seis a dez salários mínimos.

Ano bom
De acordo com o vice-presidente Jorge Hereda, o próximo ano deve ver uma expansão ainda maior do financiamento imobiliário, em especial do programa “Minha Casa, Minha Vida”.

“Estamos hoje com R$ 17 bilhões contratados (no programa). Deve ter em torno de R$ 40 bilhões para ser contratado em 2010. Até o fim do ano que vem, devemos ter 1 milhão de unidades contratadas”.
”Estamos muito tranqüilos. As condições já estão dadas, não temos motivo para não comemorar”, afirma o executivo. Na avaliação de Hereda, o setor de crédito imobiliário como um todo deve ter “um ano bom, até porque os bancos estão voltando (ao financiamento imobiliário)”, disse.
Segundo Hereda, 74% do financiamento imobiliário do país em valor é da Caixa. Em número de unidades financiadas, essa porcentagem sobe para 84%.

“Só em “minha Casa, minha vida”, fizemos mais do que todo o mercado fez (anualmente) nos últimos quatro anos. Desde a crise, a gente carrega o mercado nas costas”, disse.

G1
Mensalão do DEM - Negócios milionários
Nos últimos três anos, empresas vinculadas a três distritais da base aliada têm contratos com o governo que somam R$ 485 milhões. Uma das firmas, fundada por Leonardo Prudente, recebeu R$ 52,2 milhões desde 2007

De Lilian Tahan e Ana Maria Campos:

Empresas vinculadas a três deputados distritais da base aliada ao governo na Câmara Legislativa mantêm contratos com o GDF que somam R$ 485 milhões nos últimos três anos.

Cinco firmas comandadas por pessoas ligadas aos deputados foram contratadas em alguns casos em caráter emergencial e, portanto, sem licitação.

É o caso, por exemplo, da 5 Estrelas, do ramo de vigilância, que pertence aos filhos do presidente da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente (DEM), licenciado do cargo por 60 dias depois de ter sido flagrado guardando dinheiro em suas roupas e meias.

Prudente é investigado por participação em um suposto esquema de pagamento de propina revelado na Operação Caixa de Pandora, deflagrada pela Polícia Federal há uma semana.

Em conversa gravada entre o chefe afastado da Casa Civil, José Geraldo Maciel, e o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, Prudente é citado como um deputado que negocia seu apoio ao governo. “Ele vai te enfiar a faca na garganta”, diz Durval a Maciel, que responde: “Ele é muito complicado” .

Em outra parte do diálogo, na página 53 da transcrição feita pela PF e incluído no inquérito do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Maciel disse que Prudente queria envolver um dos filhos em discussões sobre assuntos do governo na área de segurança.

Uma outra empresa, a G6 — Sistema de Segurança Integrada Ltda, fundada por Prudente, também presta serviços ao governo de José Roberto Arruda (DEM).

Entre 2007 e 2009, a empresa que hoje é administrada por amigos da família, recebeu R$ 52,2 milhões em contratos de vigilância com a Secretaria de Educação e o Departamento de Trânsito (Detran).

A prestadora de serviços fornecia mão de obra, materiais e equipamentos para escolas de Planaltina, Sobradinho, Plano Piloto, Cruzeiro, Paranoá, São Sebastião, Guará e Núcleo Bandeirante.

A participação da G6 no governo cresceu a cada ano (confira quadro abaixo). Em 2007, os repasses foram de R$ 2,4 milhões. No ano passado, as transferências foram oito vezes maior: R$ 19,6 milhões.

Nos últimos 11 meses, as notas de empenho (compromisso de pagamento) registradas no Sistema Integrado de Gerenciamento Governamental (Siggo) atingiram R$ 30,2 milhões.

Em nome de um de seus filhos, a 5 Estrelas recebeu entre 2007 e 2009 o total de R$ 8,5 milhões por prestação de serviço à Companhia Urbanizadora da Nova Capital, a Novacap.

Nos dois primeiros anos do atual governo, a contratação com a 5 Estrelas foi feita diretamente, sem passar por licitação. O vínculo da G6 com o Departamento de Trânsito é realizado em caráter emergencial de 180 dias e renovado desde 2007.

Entre abril e dezembro de 2008, o Detran era comandado por um grande aliado de Prudente, Jair Tedeschi. Desde a posse do distrital na presidência da Câmara, Tedeschi tornou-se seu chefe de gabinete. Procurado pelo Correio, Prudente não foi localizado. A assessoria informou que ele está fora de Brasília.

Empresas da família de Eliana Pedrosa (DEM), secretária de Desenvolvimento Social e deputada distrital licenciada, mantêm contratos milionários com o Executivo desde a administração de Joaquim Roriz.

Na atual gestão, a Dinâmica Administração Serviços e Obras Ltda já recebeu R$ 105 milhões, uma média de R$ 35 milhões ao ano. Criada pelo pai, José Ferreira Pedrosa Filho, a empresa teve Eliana como sócia formal até que ela se tornasse deputada.

Segundo sua assessoria de imprensa, a distrital não tem mais nenhuma relação com os empreendimentos da família. “Nem participação acionária, nem controle, nem ingerência”, informou a assessoria.

Um dos filhos da deputada, André Pedrosa, é dono da Esparta Segurança Ltda, que entre 17 e 29 de outubro, teve um repasse assegurado pelo Executivo de R$ 6,1 milhões.

O levantamento foi feito no Siggo pela assessoria do gabinete do deputado distrital Chico Leite (PT), que acompanha a execução orçamentária do GDF.

Uma das maiores empresas do ramo de segurança em Brasília, a Fiança Empresa de Segurança Ltda. foi a beneficiada com os contratos mais vultosos. Pertence ao pais do deputado distrital Cristiano Araújo (PTB), que está em seu primeiro mandato na Câmara Legislativa.

A prestação de serviço de vigilância atende a maior parte do governo. Na lista de clientes da Fiança, há setores como a Secretaria de Planejamento; de Segurança Pública; Agricultura; Desenvolvimento Econômico e Turismo; Desenvolvimento Tecnológico; Cultura; Educação; Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente; Esporte e Lazer, Fazenda; Governo; Justiça e Cidadania; Saúde; Trabalho; Transporte; Vice-Governadoria, além de duas administrações regionais.

Correio Braziliense