28 novembro 2009


Charge do Bessinha
Em defesa de Lula
(Antes do ato de protesto contra a Folha no dia 5 de dezembro)
No último dia 18, escrevi “Em defesa de FHC”. Por que fiz isso? Você pode ler por que clicando aqui ou pode se contentar com a minha explicação. Escrevi em defesa do ex-presidente, apesar de repudiá-lo como jamais repudiei a um político, porque tentaram fazer com ele uma fração do que fizeram com o presidente Lula oito dias depois de eu ter escrito.

O jornal Folha de São Paulo, três dias antes do meu texto, publicou, depois de 18 anos, um fato que todos sabiam e que a imprensa se negava a divulgar, ou seja, que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso havia tido um filho fora do casamento, na verdade com uma jornalista da Globo que, posteriormente ao nascimento do filho do político paulista, foi despachada para a Europa recebendo salários sem exercer qualquer atividade evidente (como jornalista) para o seu empregador.

Naquele momento, percebi um padrão que vem se repetindo no tipo de “jornalismo” que aquele dito “órgão de imprensa” vem cometendo. Leitores deste blog, como a professora e socióloga carioca Vera Pereira, também notaram que alguma coisa havia por trás da publicação repentina do assunto pela Folha sob a desculpa da repentina decisão de FHC de reconhecer o filho que jamais reconhecera.

Alguém menos maldoso do que eu diria que houve uma trama, convertida agora em notícia, urdida pela Folha de São Paulo, de o jornal publicar contra o presidente Lula nada mais, nada menos do que a acusação de que ele teria tentado abusar sexualmente de um garoto quando esteve preso durante a ditadura militar.

Alguém menos desconfiado do que eu também diria que a Folha divulgou o filho ilegítimo de FHC para ganhar credibilidade para lançar depois contra o presidente da República o ataque que o jornal efetivamente lançou, e que fez isso para bajular o tucano mor e seu segundo, o governador paulista.

Mas, como sou muito mais maldoso e desconfiado do que isso, acho que FHC estar por trás de tudo não seria nenhuma surpresa, pois a hipótese condiz perfeitamente com a imagem tenebrosa que o ex-presidente vinha tentando construir de Lula ao lançar a hipótese de que ele estaria construindo um regime autoritário, entre outras hipóteses igualmente desabonadoras que andou vertendo.

O fato é que está claro, para mim, a armação perpetrada hoje, preliminarmente, pela Folha, que esticará a “denúncia” ao máximo possível, inclusive com a ajuda de gente como Reinaldo Azevedo e Ricardo Noblat, que, em seus blogs, estão conferindo credibilidade ao ataque sofrido por Luiz Inácio Lula da Silva.

Eles não hesitam. Publicam uma falsificação contra uma ministra de Estado na primeira página acusando-a de crime que não cometeu e, mesmo depois de provada a farsa, dão um jeito de manter a versão “no ar”.

É isso, “no ar”. É o que estão fazendo agora. Em minha opinião, planejaram meticulosamente o que fizeram hoje, ao publicarem a entrevista desse indivíduo que se prestou a esse papel, o tal de César Benjamin, ex-militante ligado à oposição de ultra esquerda a Lula, que, uma vez e outra, tem servido de bucha de canhão à direita. Lançam um boato com toda a força de um grande jornal para que paire de boca em boca.

Eles apostam na burrice. Acham o povo preconceituoso, estúpido e mesquinho. Acham que ele compra fácil qualquer destruição de caráter porque, moralmente deformado, gostaria de ver esses assassinatos morais.

Não pude aceitar esse tipo de tática política agora mesmo, no dia 18, no texto que escrevi em defesa de FHC. O eterno anti Lula Claudio Humberto, ex-porta voz do ex-presidente Fernando Collor de Mello, direitista medonho, sempre pronto a destilar veneno e falsidades, começou a espalhar notícia sobre mais um filho bastardo de FHC, agora com uma ex-empregada doméstica.

Escrevi contra a disseminação desse boato e em defesa da dignidade do ex-presidente tucano porque não aceito uma sociedade em que a política é feita dessa forma suja, baixa, imoral, covarde. Eu jamais jogaria sujo com um adversário. Nem que fosse uma luta de vida ou morte. Não acredito nesse tipo de tática.

É por tudo isso que tomei uma decisão isolada. É a decisão de um homem. Não é a decisão do presidente do Movimento dos Sem Mídia, pois não posso arrastar a ONG para uma decisão em prol de um político, mesmo que seja uma decisão apartidária porque foi tomada também em prol de outro político adversário, ainda que com menos ênfase por o ataque sofrido por FHC não ter sido tão grave.

Não tenho o direito, pois, de pedir que alguém vá comigo para diante da Folha de São Paulo daqui a uma semana, no dia 5 de dezembro, sábado, às 10 horas da manhã. Mas anuncio dia e hora de meu protesto para que quem quiser se junte a mim. Sejam quantos forem os que me acompanharem – e mesmo que ninguém me acompanhe – preciso fazer isso.

Digo a vocês que me sinto esbofeteado pelo que a Folha fez. Sou eleitor do presidente Lula. Aprovo seu governo, sua conduta, sua coragem. Ele representa tudo o que acredito em termos de política e até como ser humano. Ao atacá-lo dessa forma, esse jornal me atacou.

E quem atacou foi o jornal e não o tal de Benjamin. Porque a Folha publicou aquela sujeira toda depois de ter hesitado publicar uma mera pulada de cerca de FHC, comprovada e re-comprovada, por inacreditáveis 18 anos.

Tampouco me importa discutir a inverossimilitude dessa loucura de que o presidente Lula teria sido um maníaco sexual durante o regime militar. Não importam os desmentidos. Não importa o desprezo que a sociedade certamente dará a essa barbaridade. Só o que importa é o crime que esse jornal cometeu.

Meu protesto será solitário. Contudo, se alguém quiser dividi-lo comigo não pensarei duas vezes antes de aceitar companhia. Na verdade, a cada alma que comparecer ao protesto do dia 5 diante da Folha, sentirei um pouco menos de medo dessa luta política insana que FHC, Serra, os Frias, os Marinho, os Civita e os Mesquita travam contra o país.
Texto e convocação de Eduardo Guimarães


Ele não vai estar só nesse protesto. Eu que sou de SP vou estar presente com minha família, amigos. Peço aos companheiros, aos petistas que compareçam. A FSP tem receber a resposta de repúdio pela sua cretinice.

Charge do Bessinha

DEM O PARTIDO MAIS CORRUPTO DO BRASIL. FONTE: TSE

Vídeo mostra governador Arruda recebendo suposta propina

O secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, gravou uma fita de vídeo, anexada ao inquérito pela Polícia Federal, na qual o governador de Brasília, José Roberto Arruda, recebe uma suposta propina de R$ 400 mil.

As apurações da PF, segundo cópia do inquérito obtida pelo iG, chegaram a um desvio R$ 60 milhões em obras, licitações e contratos de informática de diversas secretarias do goverrno do Distrito Federal.

Barbosa foi um dos principais colaboradores da Operação Caixa de Pandora, realizada na manhã desta sexta-feira pela Polícia Federal.

Vários agentes da Diretoria de Inteligência da PF cumpriram mandado de busca e apreensão na residência oficial do governador José Roberto Arruda do DEM, em secretarias do governo e em gabinetes de deputados na Câmara Legislativa.

Durval colaborou com a PF gravando escutas ambiente e vídeos de membros do governo e deputados distritais discutindo sobre a partilha de propina.

A história sobre a existência desse vídeo circulava por Brasília há algumas semanas. Segundo a reportagem do iG apurou, Durval atuou como colaborador em troca de abrandamento da pena. Durval Barbosa já trabalhou para o ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, adversário político de José Roberto Arruda e que também esteve sob investigação.

Arruda, eleito governador do Distrito Federal pelo DEM em 2006 e cotado como um dos possíveis candidatos a vice-presidente na chapa do tucano José Serra, é um dos alvos do inquérito, presidido pelo ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça. Ele expediu os mandados de busca e apreensão – não houve, até o momento, nenhum pedido de prisão.

Procurado, o governo do Distrito Federal, por meio da assessoria de imprensa, disse não ter informações oficiais sobre a operação da Polícia Federal.

Leia também:

DEM é o rabo do PSDB, DEM é o partido que apóia o Serra, Arruda era cotado para ser o vice do Serra. O que o Serra tem a declarar?
Natal deve ser o melhor da década, diz projeção
Agência Estado -
O Natal deste ano será o maior da década. O faturamento real do comércio em dezembro deste ano, já descontada a inflação, deve atingir R$ 91,9 bilhões, segundo projeções da MB Associados feitas com base na Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O acréscimo de vendas esperado para dezembro, comparado com o mesmo mês de 2008 é de R$ 10,4 bilhões. É uma cifra dez vezes maior que a expansão na receita das lojas registrada em dezembro do ano passado, que foi de apenas R$ 978 milhões em relação ao ano anterior.

Benefícios fiscais, como isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para vários setores, como automóveis, geladeiras, máquinas de lavar, materiais de construção e, agora, móveis, combinados com aumento do salário do funcionalismo público, do Bolsa Família e a política monetária mais frouxa, sustentam o maior Natal da década, explica o economista-chefe da consultoria e responsável pela projeção, Sergio Vale. “Mas o fator preponderante para a ampliação do consumo de Natal é a política fiscal”, ressalta o economista.

“Vai vender tudo neste Natal”, prevê o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Emílio Alfieri. Isso significa que, depois de vários Natais da “lembrancinha”, este poderá ser também o Natal dos presentes de maior valor. O economista da ACSP faz essa previsão com base em dados deste mês. Na primeira quinzena de novembro, pela primeira vez no ano, o número de consultas para vendas a prazo cresceu em relação a igual período do ano passado. O acréscimo foi de 0,7%, mas indica uma mudança importante na tendência, pois até outubro só houve quedas ante 2008.

Entre as vendas a prazo e à vista, que praticamente não foram afetadas neste ano, Alfieri diz que a entidade espera um acréscimo entre 5% e 6% no número de consultas em dezembro, em relação ao mesmo mês de 2008. “Neste ano, as vendas a prazo e à vista no Natal estarão equilibradas”, diz. Ele lembra que no Natal de 2008 houve crescimento apenas nas compras à vista porque os financiamento foram afetados com a crise de crédito, que provocou redução de prazos de pagamento e subida dos juros.
Chora oposição, enfia o dedo no nariz e rasga. É governo Lula, estúpidos



O grampo que compromete Arruda

Leia os principais trechos da conversa em que o governador discute o pagamento de propina a deputados da sua base política


Rudolfo Lago, Eduardo Militão, Mário Coelho, Thomaz Pires

No dia 21 de outubro de 2009, por volta das 12h, o ex-secretário de Relações Institucionais do governo do Distrito Federal Durval Barbosa Rodrigues encontra-se com o governador José Roberto Arruda na residência oficial das Águas Claras. Durval está munido de um equipamento de captação de áudio da Polícia Federal. Sua intenção é registrar a conversa toda. Leva também R$ 400 mil, de pagamento de propina de empresas ao governo. O dinheiro está rastreado pela PF, que contou todas as notas e marcou-as com tinta invisível. As conversas registradas por Durval, como se poderá ler abaixo, são comprometedoras para Arruda.

Em alguns momentos, está presente também o chefe da Casa Civil do Governo do Distrito Federal, José Geraldo Maciel. No começo, Durval conversa apenas com José Geraldo. Quando Arruda entra na sala, pede primeiramente para José Geraldo sair e conversa sozinho com Durval. É quanto ele pergunta quanto há de dinheiro "disponível" hoje e Durval lhe fala que tem R$ 400 mil. Arruda responde: "Ótimo". Mais tarde, José Geraldo voltará à sala. A conversa vai girar, então, sobre o pagamento de dinheiro aos políticos da base. Arruda reclama que o esquema tem que ser unificado em José Geraldo e comenta que os valores pagos estariam altos demais.

PRIMEIRO TRECHO
Arruda pergunta a Durval quanto dinheiro há disponivel "hoje". Durval lhe diz que tem R$ 400 mil

ARRUDA: Hoje tem disponível isso aqui?
DURVAL: Hoje, hoje tem isso aí pra você fazer o que cê quiser, pagar missão. Agora, se for no ... no ... na coisa normal, no dia a dia, no comum, cê teria hoje quatrocentos disponível. Pra entregar a quem você quisesse.
ARRUDA: Ótimo.

SEGUNDO TRECHO
Arruda pergunta a José Geraldo Maciel como está a "despesa mensal com político". Maciel explica que o pagamento é feito de forma dispersa, envolvendo várias pessoas. Arruda reclama que essa operação deveria estar unificada no próprio Maciel. São mencionados vários políticos: o presidente do PP, Benedito Domingos, os deputados Rôney Nemer e Rogério Ulysses. Algumas pessoas mencionadas não foram identificadas.

Nesse momento, JOSÉ GERALDO MACIEL entra na sala
ARRUDA: Aquele despesa mensal com político sua hoje tá em quanto?
JOSÉ GERALDO: (???) ... porque como eles estão pegando mais com ... daqui, do lado de cá, eles vão deixando o lado de lá e o ... e o ZÉ. Vou te dar um exemplo: o PEDRO pega ... pegava qunze aqui, depois do acerto passou a pegar trinta comigo e quinze com eles.
ARRUDA: com eles quem?
JOSÉ GERALDO: Com o ZÉ EUSTÁQUIO.
(...)
ARRUDA: BENEDITO tá pegando com quem?
JOSÉ GERALDO: BENEDITO DOMINGOS? Pegava com o DOMINGOS.
ARRUDA: E agora?
JOSÉ GERALDO: Não sei.
ARRUDA: Pois é, mas unificar é isso, não pode achar ninguém ... é saber tudo! Nós temos de saber de um por um.
(...)
JOSÉ GERALDO: O RôNEY pega (ininteligível) ... e lá onze e meio. o ROGÉRIO ULYSSES comigo cinquenta e lá dez com o OMÉSIO.
ARRUDA: Não, acabou uai!
JOSÉ GERALDO: Não, pois é. o AYTON comigo trinta e com o OMÉZIO dez. O BELINALDO, trinta e trinta.
ARRUDA: Não!
JOSÉ GERALDO: Pois é. Tá alto demais!!!
ARRUDA: Não, meu Deus!
DURVAL: O BELINALDO pequenininho daquele jeito ...
ARRUDA: ZÉ GERALDO, chamar cada um e conversar: olha ...uai!!!

http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=30823
A "malandragem" cafajeste do Otavinho
por Luiz Carlos Azenha

Otávio Frias Filho é um cafajeste. A edição da Folha de S. Paulo de hoje, aquela que trouxe como não quer nada uma acusação-bomba ao presidente da República, assinada por outro cafajeste, é uma tentativa mal disfarçada de "malandragem" jornalística.

Não leio a Folha faz tempo, por isso. Não assino o UOL. Não compro nenhum produto do grupo Folha. Fiz isso muito antes que outros blogueiros esperneassem contra o jornal. Se tiver de ler algum jornal, leio o Estadão. O Estadão não disfarça. É um jornal conservador. Defende interesses conservadores. A Folha é um jornal dirigido por um cafajeste. Um cafajeste medroso, que não tem coragem nem de assumir suas posições políticas claramente. Um cafajeste que se apresenta como "neutro", "imparcial" e outras safadezas do gênero.

Por dever de ofício, peguei a edição da Folha de hoje, emprestada de um amigo. O jornal dedicou espaço em três páginas para atacar o filme sobre Lula. Está claro, para quem é do ramo, que a Folha quis enfeitar o pavão em torno do artigo do César Benjamin. Que é um cafajeste, simples assim, por ter feito uma acusação gravíssima contra um presidente da República sem apresentar provas, sei lá com qual objetivo político. Inveja? Dor de cotovelo? Ódio ideológico?

Mas volto ao jornalismo cafajeste da Folha: se o jornal de fato pretendia investigar o assunto, poderia muito bem ter publicado a denúncia como manchete de primeira página. Mas, se fosse assim, ficaria muito claro o jogo político. E a Folha se exporia. O que fez o jornal? Cercou o texto de César Benjamin de outras reportagens sobre o filme "O Filho do Brasil" e, como quem não quer nada, deixou a acusação flutuando no meio do texto.

Dois colegas jornalistas disseram que começaram a ler o texto de Benjamin mas desistiram no meio: era muito chato. Só ficaram sabendo da acusação na internet. Que, presumo, foi justamente o objetivo: agora os textos de "Dilma, terrorista" vão acompanhar os de "Lula, estuprador", nos e-mails que se espalham pelo mundo e ganham destaque especialmente nos chats e nos sites de relacionamento. É a propaganda eleitoral do século 21.

Sei do que estou falando: desde que o Viomundo tocou no assunto, recebi uma onda de comentários sustentando as acusações contra o presidente da República, de "leitores" que nunca estiveram no site. É, presumo, a turma encarregada de espalhar a "acusação" contra Lula, de dar pernas à versão assinada por César Benjamin. Ele é a Miriam Cordeiro, versão 2010. Faz parte dos que pretendem detonar o filme com o objetivo de evitar que Lula, lá adiante, transfira votos para a ministra Dilma Rousseff. Evitar que o "estuprador" eleja a "terrorista". Isso dá uma medida do desespero que essa possibilidade, cada vez mais factível, causa. E é na hora do desespero que os cafajestes se revelam.

PS: Um dos jornalistas com os quais conversei a respeito, leitor da Folha há décadas, me disse: "Vou cancelar a assinatura. Agora deu.".

27 novembro 2009


Serra chega ao Ceará, terra do rival Ciro Gomes, para dar palestra e conceder entrevistas
Kamila Fernandes
Especial para o UOL Notícias
Em FortalezaNome mais cotado do PSDB para disputar a Presidência em 2010, o governador de São Paulo, José Serra, chega hoje no Ceará para eventos na capital e no interior. Serra estará na terra do rival Ciro Gomes (PSB) não para tratar de qualquer questão de interesse do Estado que governa, mas para uma palestra a empresários, entrevistas a emissoras de televisão e um encontro do tucanato local no sertão cearense.

O Nordeste, região de maior aprovação a Lula no país, tem sido destino freqüente dos pré-candidatos a presidente, e Serra tem intensificado essa presença nos últimos meses, ainda que resista em dizer que esteja em campanha. Em outubro, por exemplo, esteve no interior de Pernambuco para conhecer obras mal-sucedidas do governo federal.

Antes de chegar ao Ceará, Serra concedeu uma entrevista a uma rádio nesta semana, por telefone, em que prometeu manter o Bolsa Família e todos os programas positivos do governo Lula, caso seja eleito presidente.

O Ceará tem um elemento desafiador a Serra: a influência eleitoral e a grande popularidade de Ciro e Lula. Em 2002, quando foi candidato ao Planalto e chegou ao segundo turno, Serra conseguiu apenas a terceira votação no Estado, com 8,5% dos votos válidos. O mais votado no primeiro turno daquela eleição foi Ciro, com 44,4% da preferência dos cearenses. No segundo turno, quando Lula teve o apoio de Ciro, o petista alcançou 71,7% da votação do Ceará, contra 28,2% do tucano.

Apesar de insistir em dizer que só deve decidir sobre a candidatura em março do ano que vem, Serra se movimenta na região numa tentativa de conquistar visibilidade e tentar barrar a queda que vem sofrendo nas pesquisas de intenção de voto, que diminuem gradualmente a vantagem que tinha para seus oponentes.

Ciro também dá palestra
Assim como em outubro, quando a visita de Serra a Pernambuco antecedeu em poucos dias uma viagem presidencial à região - para checar obras da transposição do rio São Francisco -, com a presença certa da ministra Dilma Rousseff (PT), pré-candidata à sucessão de Lula, a passagem do tucano hoje pelo Ceará coincide com outra visita pré-agendada da petista. Ela é esperada em Fortaleza na próxima segunda-feira, para a reunião de abertura da Frente Nacional dos Prefeitos, além de receber o título de cidadã fortalezense, aprovado na Câmara Municipal da cidade - a visita ainda não foi confirmada.

Enquanto Serra falar com os empresários, outro possível presidenciável, Ciro - que pode também ser candidato ao governo de São Paulo, reduto de Serra, já que transferiu o título de eleitor para a capital paulista -, também fará uma palestra no Fórum dos Juizados Especiais sobre a "conjuntura político-econômica brasileira". O teor da fala do tucano é semelhante à do desafeto, sobre "cenários brasileiros".

A viagem também servirá para tentar quebrar barreiras dentro do próprio partido, afinal, o paulista não conta com a preferência do maior líder do PSDB no Ceará, Tasso Jereissati, que abertamente defende a candidatura ao Planalto do governador de Minas Gerais, Aécio Neves.

Em 2002, Serra também não contou com esse apoio - Tasso, então, apoiou indiretamente o amigo Ciro.

O primeiro ambiente onde Serra falará hoje será onde nasceu o grupo político de Tasso no Ceará na década de 1980, o CIC (Centro Industrial do Ceará), que ainda mantém fortes vínculos políticos com partidos de oposição a Lula no país - como o PSDB e o PPS.

O segundo local é Canindé (a 110 km de Fortaleza), terra de forte devoção a São Francisco das Chagas, onde o PSDB realiza um encontro regional batizado de "Ceará em Debates", para estimular a militância e buscar retomar forças num Estado onde os partidos do arco de aliança do presidente Lula têm conquistado cada vez mais espaço.
Serra está em campanha antecipada descaradamente. Sem nem um pudor, mentindo que não é candidato. Alô TSE!!!
Documentos indicam mesada de empreiteira a políticos

AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - A Polícia Federal (PF) concluiu a Operação Castelo de Areia - investigação sobre evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo executivos da Construtora Camargo Corrêa - e anexou ao relatório documento que pode indicar suposto esquema de pagamentos mensais a parlamentares e administradores públicos e doações "por fora" para partidos políticos. O dossiê é formado por 54 planilhas que sugerem provável contabilidade paralela da empreiteira. Elas registram dados sobre 208 obras e contratos da Camargo Corrêa entre 1995 e 1998, espalhados por quase todo o País e também no exterior - Bolívia e Peru.
Os repasses teriam ocorrido naquele período em favor de deputados federais, senadores, prefeitos e servidores municipais e estaduais. Em quatro anos a empreiteira desembolsou R$ 178,16 milhões. Em 1995, segundo os registros, ela pagou R$ 17,3 milhões. Em 1996, R$ 50,54 milhões. Em 1997, R$ 41,13 milhões. No ano de 1998, R$ 69,14 milhões. O que reforça a suspeita de caixa 2 é o fato de que os números alinhados aos nomes dos supostos beneficiários estão grafados em dólares, com a taxa do dia e a conversão para reais.

O Ministério Público Federal (MPF) poderá requisitar à Justiça o envio à Procuradoria-Geral da República dos dados referentes a autoridades que detêm prerrogativa de foro perante o Supremo Tribunal Federal (STF). Outra medida será a abertura de vários inquéritos para investigar as obras.

"Eu não conheço o documento, portanto não posso me pronunciar", disse o criminalista Marcio Thomaz Bastos, que coordena a defesa da Camargo Corrêa. Ele observou que o processo e o inquérito correm em segredo de Justiça. "É preciso lembrar que nessa mesma operação já foram divulgadas listas de nomes que depois se verificou dizerem respeito a doações absolutamente legais, declaradas à Justiça Eleitoral."



Planilhas
Na página 54, há quatro lançamentos em nome do deputado Walter Feldman (PSDB-SP). Cada registro tem o valor de US$ 5 mil, somando US$ 20 mil entre 13 de janeiro e 14 de abril de 1998. À página 21, outros 12 lançamentos associados ao nome Feldman, entre 26 de janeiro e 23 de dezembro de 1996 - US$ 5 mil por mês. O deputado indignou-se com a citação a seu nome.

Em outro arquivo, página 18, valores ao lado da expressão "Palácio Band" - 4 anotações, entre 8 de fevereiro e 30 de setembro de 1996, somando US$ 45 mil, ou R$ 46.165. Na última planilha, página 54, na coluna "Diversos" constam nove registros, um assim descrito: "14 de setembro de 1998, campanha política, Aloísio Nunes, US$ 15.780." Em 10 de novembro de 1995 o então senador Gilberto Miranda teria recebido US$ 50 mil.

A planilha "CPA", página 14, revela quatro pagamentos em 1996, todos supostamente destinados a partidos, denominados "clientes". Os destaques são de 21 de março, US$ 20 mil para "líder do PMDB, Milton Monti"; 19 de julho, US$ 200 mil para PMDB-PFL; 24 de julho, US$ 200 mil para PSDB-SP; 13 de setembro, US$ 270 mil para PSDB/PMDB/PFL/PPB. Em 1998, mostra outra planilha "CPA", foram pagos US$ 1,52 milhão em 10 parcelas a PSDB, PFL, PMDB, PPB e PTB. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
E o Brasil avança, segundo a revista Economist
A famosa revista semanal inglesa aponta que o nosso potencial começa a ser valorizado pelo resto do globo, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido.

Ao lado da New Yorker – a semanal da década de 1920 –, a Economist é uma das publicações mais influentes da nossa época. E, para a surpresa de muitos brasileiros (mas não de todos), revolveu dedicar uma capa inteira ao nosso País, fora um “relatório” sobre o que chamou de “a maior história de sucesso da América Latina”.

Com letras garrafais, declara: “O Brasil decola” – ilustrando essa frase com uma vista do Rio de Janeiro, em que o Cristo Redentor aparece ejetado de uma plataforma, fazendo as vezes de foguete (ou de ônibus espacial), espalhando luz e calor para todo lado. É o Brasil se “descolando” da América Latina, para ingressar no chamado “mundo desenvolvido”?

Em seu editorial, a Economist relembra que, quando a denominação BRICs surgiu (2003), para designar as novas economias que iriam “dominar” o mundo, o “B”, de Brasil, destoava… Seis anos depois, nosso País não é a China, mas foi o último a entrar na crise de 2008 (e o primeiro a sair dela).

Sua economia volta a crescer a uma taxa de 5% ao ano e já existem previsões que colocam o Brasil como a “quinta potência mundial”, em 2014 (ultrapassando França e Inglaterra). A Economist ainda elogia Lula, por haver diminuído a desigualdade em seu governo, enquanto associa esse “futuro auspicioso” a uma Copa do Mundo (daqui a cinco anos) e uma Olimpíada (em 2016).

A Economist reconhece que o “sucesso” recente do nosso País não é de hoje, remontando, na verdade, a medidas tomadas na década de 1990. Quando a inflação foi vencida, através do Plano Real (1994), e passos foram dados na direção de leis, como a de responsabilidade fiscal (2000), onde, em tese, não se gasta mais do que se arrecada em estados e municípios.

A Economist ainda aponta a autonomia do Banco Central e suas metas inflacionárias como essenciais, indicando que o sistema bancário brasileiro seguiu uma linha mais conservadora (o que surpreendentemente nos poupou da crise do subprime). A economia brasileira ainda se abriu para o comércio mundial, atraiu investidores externos e se fizeram as privatizações.

No rastro disso tudo, surgiram verdadeiras multinacionais: algumas estatais, como Petrobras, Vale e Embraer; outras “empresas privadas”, como a Gerdau e o grupo JBS-Friboi. Mais investimentos, então, foram atraídos por um “pujante mercado interno”, formado por uma “ascendente classe média”. Para completar, o Brasil, diz a Economist, vem fortalecendo suas instituições políticas e consolidando uma “imprensa livre”, que fiscaliza o poder (embora nem toda a corrupção seja, devidamente, punida…).
Julio Daio Borges é o editor do Digestivo Cultural.


Brasil receberá US$ 28 milhões da Suíça desviados por "propinoduto"
da Folha Online

A Suíça vai devolver ao Brasil nas próximas semanas US$ 28 milhões desviados pelo esquema do "propinoduto", informou o noticiário da Globonews.

Descoberto em 2002, o caso foi protagonizado por fiscais do Rio de Janeiro, que depositavam na Suíça as propinas pagas por empresas em troca de benefícios fiscais.

A garantia de repatriação foi dada nesta quinta-feira (26) por autoridades suíças ao Ministro Tarso Genro (Justiça).

O processo na Suíça foi aberto pelo Ministério da Justiça e pela Advocacia Geral da União. O governo do Rio não quis entrar no processo e, por isso, pode ficar sem receber os valores recuperados. O dinheiro ficaria integralmente com a União.

A investigação do caso teve início na Suíça, em 2002, quando a procuradoria da confederação começou a apurar depósitos suspeitos de US$ 33,4 milhões feitos por quatro auditores federais e quatro fiscais de renda do Rio de Janeiro.

No Rio, 22 pessoas foram condenadas em 2003, sob acusação de envolvimento com o esquema, por crimes como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Somadas, as penas chegavam a 248 anos e seis meses. As penas mais altas foram de 17 anos e seis meses.

Entre os envolvidos no propinoduto, figurava o ex-subsecretário de Administração Tributária da gestão de Anthony Garotinho, Rodrigo Silveirinha.
Professores de SP aprovam greve
DA REPORTAGEM LOCAL
Professores da rede estadual de SP podem entrar em greve no início de 2010. Eles pedem aumento salarial de 33,5% (6% para repor a inflação e 27,5% por perdas históricas).
A decisão foi tomada ontem em assembleia em frente à Secretaria Estadual de Educação, na capital.
Eles aprovaram indicativo de greve para o começo do ano letivo, se o governo não atender às demandas. No dia 1º, haverá reunião de negociação com o secretário Paulo Renato Souza.
Eles decidiram boicotar a prova que determina quais professores receberão aumento salarial por mérito, no ano que vem.
MENTIROSO
José Chirico Serra é um cínico contumaz, um dissimulado. Serra mente com a maior cara de pau, não tem a mínima vergonha na cara. Mentiu deslavadamente em 2006 quando disse que não seria candidato, que não largaria a prefeitura de SP. Promessa feita ao vivo na TV para todo o Brasil, mentiu. E continua mentindo quando diz que não é candidato, e está a todo vapor em campanha antecipada. Governar SP, resolver os problemas de SP nem pensar.

Serra no Ceará

Em meio a uma despencada na última pesquisa presidencial CNT/Sensus, José Serra (PSDB), governador de São Paulo e pré-candidato ao Planalto em 2010, cumpre agenda no Ceará - estado onde o deputado federal Ciro Gomes (PSB-SP), também pré-candidato à presidência, consolidou sua carreira política.

Logo pela manhã, às 11h, Serra ministra a palestra ``Cenários Brasileiros``, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). A atividade comemora os 90 anos do Centro Industrial do Ceará (CIC). No mesmo horário, Ciro Gomes trava debate no Ponta Mar Hotel


Serra promove sorteio de três micro-ônibus
O Globo
Para atrair mais de 500 prefeitos para uma solenidade de assinatura de convênios para a área de educação, o governador José Serra (PSDB), de São Paulo, ...



Serra fala como candidato
Paraná-Online (Assinatura
José Serra lançou ontem uma tese polêmica: “Economia não decide eleição.” O governador de São Paulo respondia a respeito da situação da economia e como poderia ser o efeito sobre a sucessão presidencial em 2010. O tucano falou como candidato a presidente. Deu vários exemplos para refutar a tese (em voga no governo) de que a economia em alta favorecerá à pré-candidata a presidente pelo PT, Dilma Rousseff. “Em 2006, a economia não vinha bem, mas o Lula ganhou a eleição”, disse Serra.

SERRA ENTREVISTA NA JP
Em uma longa entrevista à rádio Jovem Pan, transmitida em rede nacional e com ampla repercussão na mídia, o governador tucano do Estado de S. Paulo, José Serra, vestiu a armadura de candidato presidencial da direita para 2010


SERRA EM CURITIBA
O governador de São Paulo, José Serra, esteve está semana em Curitiba para participar do lançamento do programa "Mulher Curitibana" de prevenção do câncer de mama. Serra preferiu não falar sobre política, mas após insistência declarou que a antecipação da disputa eleitoral não vai ser feita por ele.


José Serra canta baião em Pernambuco
A coragem dos políticos para protagonizar cenas inusitadas aumenta à medida que avança o calendário eleitoral. O presidenciável tucano José Serra diz que não deseja antecipar a campanha. Mas está cada vez mais audacioso.
Na madrugada de hoje, Serra encontrava-se no município de Limoeiro, agreste de Pernambuco, o Estado natal de Lula. O governador paulista assistia a uma apresentação do cantor e sanfoneiro Dominguinhos. Súbito, encomendou uma música: Baião, de Luiz Gonzaga.


SERRA NO PROGRAMA DO RATINHO
Serra critica a “antecipação” da campanha eleitoral e diz que só em março vai decidir se entrará ou não na disputa pelo Planalto.
A movimentação do candidato desmente o lero-lero do não-candidato. Serra converteu em palanque eletrônico a web, o rádio e a TV.
Funciona assim: Serra participa, gostosamente, de programas populares veiculados em emissoras de rádio e de televisão.
Depois, propaga no microblog que mantém no twitter (143,4 mil seguidores) trechos de suas entrevistas radiofônicas e televisivas.
Tome-se, por eloquente, o exemplo mais recente. Na última terça (24), Serra foi ao Programa do Ratinho, do SBT (audiência estimada em cerca de 300 mil pessoas).
Falou durante 15 minutos. Na noite da mesma terça, Serra pendurou no microblog que mantém no twitter dois trechos da entrevista.

SERRA NO PROGRMA DA LUCIANA GIMENEZ
Um dia após ter participado de vários programas populares no rádio e na TV, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), engrossou a maratona midiática e concedeu entrevista de mais de uma hora no programa Super Pop, da apresentadora Luciana Gimenez, na Rede TV!. Serra falou sobre suas principais iniciativas no governo do Estado e chegou a firmar compromisso, caso "um dia" seja eleito presidente.

Enquanto o Chirico Serra passeia pelo Brasil com o dinheiro de SP, e se esbalda nos holofotes, em todo o estado e não só na capital, enchentes, desmoronamento de casas, vigas do Rodoanel que desabam, trens do Metrô que colidem, e a violência aterroriza, está sem controle

26 novembro 2009

Lula manda fabricar 3 mil veículos blindados ao Exército
Agencia Estado

RIO DE JANEIRO - Após o anúncio da compra de caças para a Aeronáutica e de submarinos para a Marinha, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou hoje que o presidente Lula autorizou o início da fabricação de 3 mil novos veículos blindados de transporte para o Exército. "O presidente autorizou o início do projeto inicialmente chamado Urutu III, agora rebatizado Guarani, que vai substituir todo o sistema de mobilidade do Exército", disse Jobim, após participar no Rio da troca do Comando de Operações Navais no Porta Aviões São Paulo.

De acordo com o ministro, serão investidos na construção dos Guaranis R$ 6 bilhões ao longo de 20 anos. Os veículos serão construídos pela fábrica Fiat Iveco, em Sete Lagoas, Minas Gerais. A licitação foi vencida em 2007. Em abril, a fabricante apresentou uma maquete em tamanho real da viatura blindada na Feira Latin America Aero & Defense (LAAD), no Rio. O motor e 60% dos componentes serão nacionais para diminuir o custo de produção.

A previsão da Iveco é que a primeira unidade fique pronta em 2010 e que 16 veículos sejam testados até 2011. Os exames serão realizados no Centro de Avaliações do Exército (CAEx), localizado em Barra de Guaratiba, na zona oeste do Rio. Os testes vão examinar a durabilidade do veículo, ergonomia e a blindagem estrutural para saber se o Guarani suporta explosões de minas terrestres, por exemplo.

Comparado ao EE-11 Urutu, modelo em uso hoje pelo Exército, o Guarani traria vantagens como proteção blindada superior, maior mobilidade, maior capacidade de transposição de trincheiras, maior capacidade de degrau vertical, ar condicionado, sistema de freio com disco duplo e ABS, GPS, sistema automático de extinção de incêndio e de detecção de laser.
Carona
O ministro disse que considera normal a carona que o avião da Força Aérea Brasileira deu para o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e a Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula. Ele afirmou desconhecer a informação de que a aeronave estaria a dez minutos de pousar em Brasília e recebeu ordem para voltar a São Paulo e pegar Meirelles, Fábio e 15 convidados. "Não tenho informações. Quem faz o transporte é a Força Aérea, mas não vejo nenhum problema. Em qualquer governo é assim. Se tem espaço, dá a carona", afirmou Jobim.
Lula inaugura estação do gasoduto Urucu-Coari-Manaus
Agencia Estado
MANAUS - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou hoje uma estação reguladora de pressão de gás (ERP) do gasoduto Urucu-Coari-Manaus, no ponto final da estação, na capital do Amazonas. A obra, uma das mais caras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), teve início em 2006 e custou R$ 4,5 bilhões, mais de 300% além do estimado (R$ 1,3 bilhão) no início do projeto.
O gasoduto tem capacidade para transportar mais de cinco milhões de metros cúbicos por dia. Na fase inicial, irá produzir apenas 77 mil metros cúbicos por dia para uma refinaria da capital amazonense. Para usar toda sua capacidade, oito usinas que hoje consomem óleo diesel em Manaus terão que se adaptar ao uso do gás. Pelo contrato, essas usinas têm até o fim de 2010 para fazer a adaptação da matriz energética.
Quando o gasoduto estiver operando com sua capacidade total, a estimativa da Petrobras é de que a geração de energia elétrica local evite a emissão de cerca 1,2 milhão de toneladas de gás carbônico por ano. Junto com o presidente Lula estão os ministros da Casa Civil, Dilma Roussef, e dos Transportes, Alfredo Nascimento.


Dilma: gasoduto comprova meta de reduzir emissões
Agencia Estado
RIO DE JANEIRO - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que o gasoduto Urucu-Coari-Manaus, que está sendo inaugurado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é uma das principais provas de que o Brasil está encarando com seriedade sua meta de redução das emissões de gás carbônico em pelo menos 36% já no próximo ano. "Quando a totalidade deste gás que vem de Urucu substituir o diesel nas usinas térmicas vamos deixar de emitir 1,2 milhão de toneladas de CO2", afirmou Dilma em discurso durante a cerimônia de inauguração da ponta final do duto em Manaus, que está sendo transmitida ao vivo pela Internet. Ela lembrou que a região amazônica consome mais de 90% do "diesel elétrico" no País. "Não faz sentido que este recurso mineral que é o gás, descoberto em solo amazônico, não seja aproveitado em sua matriz", disse.
Dilma destacou que esta meta será apresentada pelo Brasil na reunião da cúpula sobre o clima que acontecerá em Copenhague e lembrou que o Brasil foi um dos primeiros a apresentar sua meta. A ministra também lembrou as dificuldades para construção do gasoduto e disse que "neste momento o Brasil firmou acordo consigo mesmo e com a sociedade de desenvolvimento sustentável". Segundo Dilma, esse compromisso acaba com um dos mitos que apontava ser impossível promover o desenvolvimento e ao mesmo tempo respeitar o meio ambiente.
"Muitos olharam com muita desconfiança, achando que estávamos sonhando com este gasoduto. Diziam que esta era uma obra irrealizável, e que mais uma vez seria só prometida e não sairia do papel. Hoje, apesar de não conseguirmos mais ver toda a tubulação que foi enterrada, nós sabemos que ela está ali e vai aparecer na Amazônia para toda a população por meio de um combustível mais sustentável e mais correto do que o que hoje usamos para gerar energia".
Paulo Freire é julgado anistiado político
Pedro Peduzzi
Da Agência Brasil
Em Brasília
A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça considerou hoje (26), por unanimidade, o educador pernambucano Paulo Freire como anistiado político. Com isso, a viúva do educador receberá uma indenização de 480 salários mínimos, desde que respeitado o teto de R$ 100 mil.

A audiência pública foi realizada como parte da Caravana da Anistia, durante o Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, promovido pelo Ministério da Educação.

"Estamos caracterizando o pedido de desculpas oficiais pelos erros cometidos pelo Estado contra Paulo Freire", declarou o presidente da comissão Paulo Abrão Pires Júnior ao final da sessão. Ele considera que há ainda muito a fazer, uma vez que há suspeitas de que arquivos, principalmente dos serviços de inteligência das Forças Armadas, ainda não tenham sido entregues ou tenham sido destruídos.

Segundo ele, os documentos de inteligência encontrados queimados na Base Aérea de Salvador são uma prova de que há ainda muitos arquivos não abertos "apesar de que, tecnicamente, todos devessem estar [abertos] desde o Projeto Memórias Reveladas, criado pela Casa Civil", disse Abrão. "Nesse aspecto, Chile, Paraguai, Argentina e Uruguai estão muito melhores do que o Brasil", acrescentou.

"Ainda que esses documentos apresentem uma visão deturpadora da realidade, eles são necessários para fazermos justiça com as tantas vítimas da ditadura brasileira", disse o presidente da comissão, durante coletiva de imprensa após a sessão pública que anistiou o educador.

Para a viúva, Ana Maria Araújo, a ditadura atingiu "violentamente e com malvadeza" o exilado, destruindo sua natureza, seu corpo e sua cidadania. "Paulo Freire, sua cidadania foi retomada como você queria, e proclamada como você merecia", disse em tom emocionado a viúva.

Em meio ao discurso de Ana Maria, um grito vindo da plateia composta majoritariamente por professores e pedagogos puxou aplausos: "Paulo Freire não morreu nem nunca morrerá".

"A partir do resultado [a que chegou a comissão, de considerar Paulo Freire anistiado político], encaminharemos nossa decisão ao ministro da Justiça, que expedirá, caso concorde com ela, uma portaria no Diário Oficial, declarando ele como anistiado. No documento constará, também, seus direitos", afirmou Abrão.

"E, com a portaria, o Ministério do Planejamento fica obrigado a colocar a previsão do pagamento aos familiares. Acredito que a portaria será publicada ainda neste ano", completou.

Segundo a viúva de Freire, há cerca de 340 escolas no Brasil, na maioria municipais, com o nome do marido. "Pretendo continuar fazendo o que ele me pediu em testamento: publicar aquilo que é inédito e cuidar dos livros já publicados."
Procuradoria ajuiza ação contra Tuma e Maluf por ocultação de cadáveres na ditadura

da Folha Online

O Ministério Público Federal em São Paulo ajuizou hoje duas ações na Justiça Federal pedindo a responsabilização do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) e do senador Romeu Tuma (PTB-SP) pela ocultação de cadáveres de desaparecidos políticos no período da ditadura, nos cemitérios de Perus e Vila Formosa. Veja íntegra da ação

De acordo com a Procuradoria, a ação inclui autoridades e agentes públicos civis e da União, Estado e município de São Paulo.

Maluf, por exemplo, foi prefeito de São Paulo de 1969 a 1971. Tuma foi chefe do Dops (Departamento Estadual de Ordem Política e Social) entre 1966 e 1983.

A ação também pede a responsabilização pessoal do ex-prefeito de São Paulo Miguel Colasuonno (1973-1975), do ex-chefe do necrotério do IML (Instituto Médico Legal) Harry Shibata e do ex-diretor do serviço funerário municipal Fabio Barreto (1970-1974).

Na ação, a Procuradoria pede que os cinco sejam punidos com a perda das funções públicas ou das aposentadorias. Pede ainda que eles sejam condenados a pagar uma indenização de 10% do patrimônio pessoal para reparação de danos morais coletivos.

De acordo com o Ministério Público, desaparecidos políticos foram sepultados nos cemitérios de Perus e Vila Formosa de forma totalmente ilegal e clandestina, com a participação do IML, do Dops e da prefeitura.

Identificação

Na segunda ação civil (leia íntegra) proposta hoje, o Ministério Público Federal pede a responsabilização das pessoas físicas e jurídicas que contribuíram para que as ossadas de mortos e desaparecidos políticos localizadas no cemitério de Perus permanecessem sem identificação.

São demandados na ação a União, o Estado, a Unicamp, a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de São Paulo e mais cinco pessoas, a maioria legistas.

Outro lado

Em nota, a assessoria de Maluf afirma que, depois de 39 anos, abordar dessa forma um assunto dessa natureza é no mínimo uma acusação ridícula.

A reportagem está tentando contato com a assessoria de Tuma para comentar a ação.
Rogo a Deus que a justiça seja feita. Que esses pulhas paguem pelos crimes, pelas atrocidades cometidas
O QUE É RUIM A GENTE ESCONDE: SERRA DO PSDB


Seguindo a linha do ex ministro de FHC, Rubens Ricupero, PSDB, de o que é bom a gente mostra o que é ruim a gente esconde. Esconderam um acidente no Metrô de SP.

Trens do metrô se chocam na madrugada

Acidente ocorreu ontem entre estações Ana Rosa e Vila Mariana, fora do horário de operação, e deixou um funcionário ferido

Colisão, que pode ter sido a primeira na história da companhia, foi mantida sob sigilo, mas acabou confirmada pela empresa

ALENCAR IZIDORO
DA REPORTAGEM LOCAL

Dois trens do Metrô de São Paulo bateram na madrugada de ontem quando circulavam entre as estações Ana Rosa e Vila Mariana da linha 1-azul (Norte/Sul). O acidente ocorreu após o fim da operação comercial, quando as composições circulavam sem passageiros, mas provocou danos nos trens e ferimentos em pelo menos um dos operadores.
Dois técnicos do Metrô ouvidos pela Folha disseram desconhecer outra batida entre trens nas linhas da companhia. O acidente foi mantido sob sigilo pela empresa ao longo do dia, mas confirmado após questionamento da reportagem à noite.
A colisão entre os trens preocupa funcionários, porque os sistemas de segurança são redundantes para evitar riscos -quando um sistema falha, o outro entra imediatamente em operação.
Mais de 2,5 milhões de pessoas usam o Metrô todo o dia.
Na nota enviada à Folha, a empresa disse que "está apurando as causas do acidente".
Informou que o "abalroamento" entre os trens ocorreu em manobra entre as estações Ana Rosa e Vila Mariana. Disse ainda que "os trens foram recolhidos para manutenção com danos leves", mas que "não houve prejuízo" à operação.
Funcionários ouvidos pela Folha citaram que a colisão provocou estragos no mínimo medianos -a ponto de ferir, ainda que sem gravidade, um dos operadores. Segundo um deles, a batida envolveu um dos novos trens modernos (e mais automatizados) adquiridos nos últimos meses pelo governo José Serra (PSDB). A informação não foi confirmada pelo Metrô.

Incêndio
Em setembro deste ano, houve um princípio de incêndio num vagão do metrô que estava parado na estação Sé e que interrompeu a circulação de trens em toda a linha 1-azul. Ninguém ficou ferido.
O maior acidente do Metrô paulistano foi em 2001, quando uma mulher morreu, supostamente por intoxicação, e 26 pessoas foram hospitalizadas por causa de um princípio de incêndio na Barra Funda.
Exposição no Rio de Janeiro mostra trajetória de Carlos Marighella

A Caixa Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 27 de novembro de 2009 a 17 de janeiro de 2010, a exposição ‘Marighella’, em memória aos 40 anos da morte do guerrilheiro comunista, ícone do combate à ditadura militar no Brasil.

Com curadoria de Isa Grinspum Ferraz e Vladimir Sacchetta, a mostra traça o perfil e a trajetória de vida de Carlos Marighella com cartas, livros, imagens de arquivo, iconografia variada, depoimentos, além de textos do próprio Marighella.

Carlos Marighella nasceu em Salvador, Bahia, em 5 de dezembro de 1911, filho de pai imigrante italiano e de mãe descendente de escravos africanos. Dono de invulgar inteligência, notabilizou-se por fazer em versos provas de Física e Química no Ginásio da Bahia, onde concluiu o segundo grau. Ainda adolescente despertou para as lutas sociais. Aos 20 anos iniciou o curso de Engenharia na Escola Politécnica da Bahia, tornando-se militante do Partido Comunista em 1933. Todo o resto de sua vida será dedicado à luta dos trabalhadores, à causa da soberania nacional e do socialismo.

Em 1946 foi eleito deputado à Assembléia Nacional Constituinte que se seguira à deposição de Getúlio Vargas. Apontado como um dos mais aguerridos parlamentares de todas as bancadas, proferiu, em menos de dois anos, 195 discursos. Invariavelmente, sua fala era de denúncia das condições de vida do povo e da crescente subordinação do país a interesses internacionais.

Na década de 50, em São Paulo, participou ativamente das lutas populares do período: defesa do monopólio estatal do petróleo, contra o envio de soldados brasileiros à Coréia, contra a desnacionalização do ensino e de toda a economia. Cada vez mais dirigia sua palavra, seu trabalho e suas propostas no sentido da área rural brasileira. Em 1958 redigiu o estudo “Alguns Aspectos da Renda da Terra no Brasil”, abrindo a série de contribuições políticas que elaboraria até 1969. Visitou a China Popular, a União Soviética e, anos depois, Cuba, estudando as experiências revolucionárias vitoriosas daqueles países.

Em 1969 foi apontado pela ditadura como inimigo público número 1 e passou a ser alvo de uma caçada que envolveria diretamente todas as estruturas repressivas montadas pelo regime militar. Na noite de 4 de novembro de 1969, Carlos Marighella foi surpreendido por uma emboscada de agentes da polícia política sob o comando do delegado Sérgio Fleury e assassinado na Alameda Casa Branca, em São Paulo.

Serviço:
Exposição Marighella
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Livraria
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro, Rio de Janeiro (Metrô: Estação Carioca)
Abertura: 26 de novembro de 2009, às 19h (para convidados e imprensa)
Visitação: De 27 de novembro de 2009 a 17 de janeiro de 2010
Horário: De terça a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 21h
Telefones: (21) 2544-4080 / 2544-1099 / 2544-7666
Entrada franca
Classificação Livre

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Para Lula, pobre tirou país da crise
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem, no Rio, que foram os pobres que sustentaram, com consumo, a economia brasileira durante a crise financeira mundial.
"Quem sustentou a economia brasileira durante a crise foi a capacidade de consumo dos pobres. As classes D e E do nordeste consumiram 5% a mais que as A e B do Sudeste."
Em discurso para empresários e executivos durante a Convenção Mobilidade Sustentável na Renovação Urbana, ele pregou a aplicação de recursos governamentais em infraestrutura e saneamento de áreas carentes.
Citando obras do PAC na Rocinha e no Complexo do Alemão, Lula disse que os trabalhos em parceria com o governo estadual e a Prefeitura do Rio vão levar à vitória "contra o crime e o narcotráfico". (RG)
Erros do Governo Serra tumultuam exame de avaliação escolar
Cadernos errados de respostas, ausência de informações e mistura de questões estão tornando dramáticas para os estudantes – e vexatórias para as autoridades – as provas do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), uma espécie de Enem do Governo Serra.
O exame avalia as escolas e os professores influindo até sobre o pagamento de bônus aos profissionais. Os erros já foram identificados em escolas de cinco cidades – Mairiporã, Caieiras, Francisco Morato, Cajamar e Atibaia.

A Secretaria estadual de Educação considera “normal a ocorrência de falhas na aplicação de um exame tão amplo” e garante que os estudantes não serão prejudicados. Mas o sindicato dos professores (Apeoesp) anuncia medidas judiciais contra o exame.

As folhas começaram antes mesmo da aplicação das provas. O Saresp deveria começar em 17 de novembro e terminar no dia 19. Mas problemas ocorridos na entrega das provas às escolas provocaram o adiamento do exame por uma semana.

Em nota divulgada na página da Internet, o secretário estadual de Educação, Paulo Renato, responsabiliza a empresa vencedora da licitação pelo adiamento. Diz a nota: “A medida foi tomada depois que o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd), empresa que venceu a licitação para realização do Saresp, avisou à Secretaria de Estado da Educação que não conseguiria cumprir os prazos definidos pelo contrato, inviabilizando a data programada inicialmente.”

Para a Apeoesp, além do desrespeito com toda a comunidade escolar, a equipe da Secretaria da Educação reforça um perfil de desorganização na condução de uma das mais importantes secretarias de Estado.

"Mostra-se, mais uma vez, profunda incompetência para gerir o maior sistema educacional de nosso país com prejuízos a uma imensa parcela da população. Mais um lastimável exemplo da falta de compromisso com a escola pública em São Paulo", disse a presidente da entidade, Maria Izabel Noronha, em seu blog.

Dia do Basta !

Nesta quinta-feira (26), os professores de São Paulo realizam uma grande assembléia denominada Dia do Basta!

Uma das principais reclamações dos professores é em relação à falta de docentes nas escolas e às leis do governo Serra que limitam o reajuste salarial dos professores e complicam o desenvolvimento de um plano de carreira.

"O ano letivo de 2010 não se iniciará se não houver negociação e atendimento das nossas reivindicações – 27,5% de reajuste salarial; 6% de reposição das perdas de 2009; incorporação da GAM e da GG com extensão aos aposentados; fim da política excludente de “promoção por mérito”, diz a nota do Sindicato.

Para intensificar os protestos, a Apeoesp promete buscar a unificação com as entidades do magistério e, como parte do processo de luta, realizará o “bota-fora” de Serra quando este deixar o governo estadual para ser candidato a presidente.

Da redação,
com informações da Apeoesp e site Brasília Confidencial

Lula diz que gastará no Complexo do Alemão mais que FHC no país

Redação, Jornal do Brasil

“Depois de participar da convenção Mobilidade Sustentável da Renovação Urbana, realizada nesta quarta-feira no Rio para discutir modelos de infraestrutura e transporte para melhorar a qualidade de vida nas cidades, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o seu governo no que diz respeito às obras para a população mais carente. Ele citou os investimentos feitos no Complexo do Alemão.

– Em 2002, o Brasil gastou apenas R$ 62 milhões em saneamento. Ou seja, nada – disse Lula, sem citar o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. – Hoje, só no Complexo do Alemão, estão sendo investidos R$ 600 milhões – completou

Para Lula, Brasil e América Latina sofreram durante 20 anos, “quando o único objetivo era fazer economia para gerar superávit primário”. O presidente disse que “a ideologia do Estado mínimo e a crença de que a iniciativa privada resolveria todos os problemas” resultou em dificuldades graves.”
http://nogueirajr.blogspot.com/

25 novembro 2009


MP de Goiás denuncia Perillo à Justiça por improbidade
AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - O Ministério Público Estadual de Goiás (MP-GO) denunciou o vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), à Justiça após investigação sobre desvio de dinheiro e suspeita de caixa dois eleitoral no período em que ele foi governador do Estado (1999-2006). O parlamentar é acusado de improbidade administrativa por ter autorizado a contratação de uma fundação do Rio de Janeiro para prestar serviços de consultoria à Celg, a empresa goiana de energia.
Ao quebrar o sigilo da fundação e de empresas envolvidas na transação, o MP descobriu que parte do valor do contrato, de R$ 4,5 milhões, voltou para Goiás e teve como um dos destinatários o empresário Janides de Souza Fernandes, que foi presidente do extinto Banco do Estado de Goiás (BEG) durante o governo do tucano. De acordo com a denúncia, Fernandes recebeu em sua conta bancária R$ 561 mil.

A quebra do sigilo bancário da Pro-UniRio apontou que, do valor recebido pela entidade, R$ 1,8 milhão foram sacados em espécie, na capital fluminense. Em depoimento prestado à Promotoria, a ex-funcionária da fundação Rita Marques dos Anjos disse que esse dinheiro teria sido destinado à campanha da hoje senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) à Prefeitura de Goiânia, em 2000 - a tucana não foi denunciada. A testemunha declarou que um a avião oficial do governo de Goiás teria pousado no Aeroporto de Jacarepaguá, no Rio, para buscar o dinheiro. Perillo e Vânia negam.
Extinta em 2002, a Pro-UniRio era ligada à Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Uni-Rio). Seu contrato com a Celg, a companhia energética de Goiás, foi assinado em 2000. A missão da fundação era revisar as contas da estatal e tentar melhorar seu desempenho financeiro, principalmente na área tributária. Mas, de acordo com a Promotoria, após ser contratada, a fundação terceirizou o serviço. Como governador, Perillo assinou em 16 de março de 2000 ato que abriu caminho para a contratação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Essa flor de tucano é que os tucanos queriam como presidente do Senado. Ele ser afastado do cargo nem pensar né??
Dutra: 'Vamos convocar o povo para comparar Lula a FHC'
Em coletiva para anunciar sua vitória, o novo presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse que a comparação entre o governo Lula e FHC vai ser a principal tática eleitoral para eleger a ministra Dilma Rousseff presidente da República.

Ele prometeu convocar a população para fazer tal comparação e afirmou que, independente de quem seja o candidato tucano, José Serra ou Aécio Neves, haverá uma luta entre um “projeto neo-liberal do PSDB” contra um projeto “desenvolvimentista do PT”. Veja o que falou:

- Há uma diferença que acho fundamental entre as eleições de 2010 e até 2002. Alguns colocam como um obstáculo intransponível o fato de não ser Lula candidato. Mas até 2002 tínhamos uma expectativa a apresentar (...) Agora temos um projeto vitorioso.

- Vamos conclamar a população para fazer comparação entre dois projetos e dois modelos de governo que ela já conhece. Conhece o da oposição, dos oito anos de FHC, e conhece o nosso projeto, que está sendo materializado nos oito anos de governo Lula.

- Temos convicção que temos como ganhar eleição, mas sem sapato alto, pois sabemos que vai ser uma eleição difícil, independente do nome (...) Não vamos escolher um adversário.

- A crise serviu para desmontar que nossa política econômica não era simples continuidade da do governo anterior (...) Ao contrário de antes, passamos por uma crise não na periferia do capitalismo, que chegou a a quebrar o Brasil, mas uma no centro, que estamos superando sem quebrar.

- Vamos comparar nosso governo, que permitiu a ascensão de 30 milhões de pessoas, tirou 20 da linha da miséria com o projeto anterior.

- Na minha avaliação a eleição vai ser polarizada. Marina Silva (PV) não é alternativa real de poder, pelo menos não em 2010.


Isso tudo que a oposição mais teme.Isso é tudo que eles não querem. Serra é um FHC piorado, Serra é mais cínico, faz o jogo mais rasteiro, e um grande mentiroso. Assim será feito, vamos a comparação, e vamos rumo a vitória com Dilma em 2010



"Pai dos Pobres" provocou milagre econômico no Brasil
Jens Glüsing
O Brasil é visto como uma história de sucesso econômico e sua população reverencia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um astro. Ele está na missão de transformar o país em uma das cinco maiores economias do mundo por meio de reformas, projetos gigantes de infraestrutura e explorando vastas reservas de petróleo. Mas ele enfrenta obstáculos.

Elizete Piauí aguarda pacientemente por horas à sombra de uma mangueira. Ela calça sandálias de plástico e veste um short largo sobre suas pernas finas. A 40ºC, o ar tremula neste dia incomumente quente na Barra, uma pequena cidade no sertão, o coração do Nordeste brasileiro. Mas Elizete não se queixa, porque hoje é seu grande dia, o dia em que se encontrará com o presidente, que está trabalhando para fornecer água encanada para sua casa.

Em Sertania (Pernambuco), Lula vistoria as obras da transposição das águas do rio São Francisco


O barulho de um helicóptero sinaliza sua chegada. A aeronave branca sobrevoa a multidão antes de pousar. Uma escolta de batedores acompanha o presidente até a cerimônia.

Lula sai da limusine vestindo uma camisa branca de linho e um chapéu militar verde. Ignorando os dignitários locais em seus ternos pretos, Lula segue direto para a multidão atrás de uma barreira de segurança. "Lula, Papai!", chama Elizete. Ele a puxa até seu peito e aperta a mão de outros na multidão, permitindo que as pessoas o toquem, façam carinho e o abracem. Gotas de suor correm pelo seu rosto corado enquanto pessoas o puxam pela camisa, mas Lula se deixa embeber na atenção. Ele se sente em casa aqui, em uma das regiões mais pobres do Brasil.

O presidente passa três dias viajando pelo sertão. Ele conhece a rota. Ele veio à região pela primeira vez há 15 anos, em campanha, viajando de ônibus e ficando hospedado em locais baratos. Ele fazia paradas em todas as praças, sete ou oito vezes por dia, geralmente realizando seus discursos na traseira de um caminhão. Sua voz geralmente ficava rouca e fraca à noite e ele tinha que trocar sua camisa suada até 10 vezes por dia.


'Ele ainda é um de nós'
Agora ele viaja de helicóptero e carros blindados, com os carros da polícia, com suas luzes piscando, abrindo o caminho ao longo das estradas. Voluntários montam aparelhos de ar condicionado e bufês nos aposentos de Lula, às vezes até mesmo estendem um tapete vermelho. A imprensa critica as despesas, mas isso não incomoda a maioria dos brasileiros, porque eles têm orgulho de seu presidente. Ele chegou ao topo, eles argumentam, então por que não desfrutar de seu sucesso? "Ele ainda é um de nós", diz Elizete, "porque ele é o pai dos pobres".

Lula está familiarizado com o destino dos nordestinos pobres do Brasil. Ele nasceu no sertão, mas sua mãe colocou seus filhos na traseira de um caminhão e os levou para São Paulo, 2 mil quilômetros ao sul. A posterior ascensão de Lula ao poder começou nos subúrbios industriais de São Paulo. Sua mãe foi uma das centenas de milhares de pessoas carentes que deixaram o sertão atormentado pela seca, com seus campos ressecados e animais morrendo de sede, e migraram para o sul mais rico, para trabalhar como porteiros, garçons, operários de construção ou empregados domésticos.

Em um plano para tornar verde esta região árida, Lula está explorando as águas dos 2.700 quilômetros do Rio São Francisco, um rio vital para grandes partes do Brasil. O rio fornece água para cinco Estados, mas ele faz contorna o Sertão. Segundo o plano de Lula, dois canais desviarão água do rio por 600 quilômetros até as áreas atingidas pela seca. "É o mínimo que posso fazer por vocês", Lula diz às pessoas na Barra.

Projeto controverso
O megaprojeto, que exige a superação de uma diferença de altitude de 200 metros, tem um custo estimado de R$ 6,6 bilhões. Lula posicionou soldados na região para escavar os canais. Oito mil trabalhadores labutam nos canteiros de obras enquanto tratores e escavadeiras movem a terra pela estepe. Se tudo correr bem, 12 milhões de brasileiros se beneficiarão com o projeto de transposição de águas, que deverá ser concluído em 2025. É o maior e mais caro projeto de Lula, assim como provavelmente seu mais controverso.

Aqueles que o apoiam comparam Lula ao presidente americano Franklin D. Roosevelt, que represou o Rio Tennessee nos anos 30, para fornecer eletricidade à região, e que lançou o New Deal, um imenso programa de investimento para superar a Grande Depressão. Mas os críticos veem a obra como um imenso desperdício de dinheiro. O projeto também atraiu a ira dos ambientalistas e até mesmo o bispo da Barra já fez duas greves de fome contra ele. Ele teme que o projeto de transposição das águas secará ainda mais o rio, alegando que a irrigação beneficiaria principalmente o setor agrícola.

O bispo não está presente. Dizem que ele está participando de reuniões fora da cidade. Na verdade, o religioso está mantendo discrição. As críticas ao presidente são desaprovadas por sua congregação. Lula fala a linguagem das pessoas comuns, contando histórias de sua juventude aos seus simpatizantes, histórias dos tempos em que sua mãe o enviava para buscar água e ele voltava para casa equilibrando um balde pesado sobre sua cabeça. Ele tinha cinco anos na época.

O Brasil já foi chamado de "Belíndia", um termo cunhado por um empresário que via o vasto país como uma mistura entre a Bélgica e a Índia, um lugar com riqueza europeia e pobreza asiática, onde o abismo entre ricos e pobres parecia intransponível. Lula foi o primeiro a construir uma ponte entre os dois Brasis.

Agora ele é tanto o queridinho dos banqueiros quanto ídolo dos pobres. Com o chamado presidente operário no comando, o Brasil está atraindo investidores de todas as partes do mundo. Jim O'Neill, o economista chefe do Goldman Sachs, inventou a sigla Bric para as economias emergentes do Brasil, Rússia, Índia e China, prevendo um futuro brilhante para o gigante sul-americano. Mas seus colegas zombaram dele. A China e a Índia certamente tinham perspectivas, mas o Brasil? Por décadas o país era visto como um gigante acorrentado, atormentado por crises infindáveis e inflação.

Potência econômica ascendente
Mas hoje o "B" é a estrela entre os países Bric, com os especialistas prevendo um crescimento de até 5% para a economia brasileira em 2010. O Brasil está atualmente crescendo mais rápido do que a Rússia e, diferente da Índia, não sofre de conflitos étnicos ou disputas de fronteira. O país de 192 milhões de habitantes possui um mercado doméstico estável, com as exportações - carros e aeronaves, soja e minério de ferro, petróleo e celulose, açúcar, café e carne bovina - correspondendo a apenas 13% do produto interno bruto.

E como a China substituiu os Estados Unidos como maior parceira comercial do Brasil no início deste ano, o país não foi severamente afetado pela recessão no mercado americano como poderia ter sido. Os bancos do Brasil são fortes, estáveis e não encontraram grandes dificuldades durante a crise. Mais importante, entretanto, é o fato do Brasil ser uma democracia estável, ao estilo ocidental.

O país pagou sua dívida externa e até mesmo passou a emprestar ao Fundo Monetário Internacional (FMI). O governo acumulou mais de US$200 bilhões em reservas e o real é considerado uma das moedas mais fortes do mundo. Especialistas internacionais preveem uma década de prosperidade e crescimento para o país. Lula prevê que o Brasil será uma das cinco maiores economias do planeta em 2016, o ano em que o Rio de Janeiro será sede dos Jogos Olímpicos. O país será sede da Copa do Mundo de 2014.

E ainda há os recursos naturais aparentemente ilimitados do Brasil, vastas reservas de água doce e petróleo. O Brasil exporta mais carne do que os Estados Unidos. E a China estaria em dificuldades sem a soja brasileira. Nos hangares da fabricante de aviões, a Embraer, perto de São Paulo, engenheiros brasileiros constroem aviões para companhias aéreas de todo o mundo, incluindo aviões para trajetos menores para a Lufthansa.

Um patriarca extremamente popular
Em outras palavras, o presidente Lula tem bons motivos para estar repleto de autoconfiança. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, o estão cortejando, enquanto Wall Street praticamente o venera. Ele é até mesmo tema de um novo filme, "Lula, o Filho do Brasil", que descreve a saga de sua ascensão de engraxate a presidente.

Carisma Patriarca extremamente popular, o líder brasileiro é até mesmo tema de um novo filme, "Lula, o Filho do Brasil", que descreve a saga de sua ascensão de engraxate a presidente do país

Todo o Brasil desfruta da fama de seu presidente que, a menos de sete anos no poder, atualmente conta com um índice de aprovação acima de 80%. A oposição praticamente desapareceu e o Congresso se tornou submisso. Lula dirige o país como um patriarca, tanto que seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, o está acusando de "autoritarismo" e alertando que o Brasil está no caminho de um capitalismo estatal.

Há um quê de verdade nas alegações de Fernando Henrique. Lula nunca teve confiança na capacidade do mercado de curar a si mesmo e considera que o Estado deve moldar uma nova ordem social. Ele adora projetos impressionantes e gestos nacionalistas. Ele é pragmático, mas despreza especuladores. "Brancos com olhos azuis" levaram o mundo à beira da ruína financeira, ele disse recentemente. Ele falava dos banqueiros.

A crise financeira apenas confirmou o ceticismo de Lula em relação ao capitalismo. Lula acredita que o Brasil lidou melhor com a crise do que outros países porque o governo adotou medidas corretivas desde cedo. Segundo Lula, o combate à pobreza e a distribuição justa de renda não podem ficar aos cuidados do mercado.

Classe média crescente
Sob sua liderança, milhões de brasileiros ingressaram na classe média. A evidência dessa transformação social está por toda a parte: nos shopping centers do Rio e São Paulo, lotados de famílias barulhentas da periferia, ou nos aeroportos, onde mães jovens ficam na fila do balcão de check-in, aguardando para embarcar em um avião pela primeira vez em suas vidas. "A desigualdade entre ricos e pobres está começando a diminuir", diz o economista e especialista em estudos sobre a pobreza, Ricardo Paes de Barros.

A chave para aquela que provavelmente é a maior redistribuição de riqueza na história brasileira é o programa social Bolsa Família, sob o qual uma mãe carente que possa comprovar que seus filhos estão frequentando a escola recebe até R$ 200 por mês do governo. A primeira vista pode não parecer muito, mas este subsídio do governo ajuda milhões de pessoas a sobreviverem no Nordeste brasileiro.

Especialistas inicialmente criticaram o programa como sendo apenas uma esmola, mas agora ele é visto como um modelo mundial. Mais de 12 milhões de lares recebem os subsídios, com grande parte do dinheiro indo para o Nordeste. Graças ao programa Bolsa Família, a região antes atingida pela pobreza começou a prosperar. Muitos nordestinos abriram pequenas empresas ou lojas e a indústria descobriu o Nordeste como mercado. "Agora a região está crescendo por conta própria", diz Paes de Barros.

O plano Marshall próprio do Brasil
Os centros nervosos da política econômica do país ficam abrigados em dois imponentes arranha-céus no centro do Rio. O Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), que conta com seus escritórios em uma torre de aço e vidro, foi criado com a ajuda americana e usando o KFW Banking Group da Alemanha como modelo. Ele financiou uma versão brasileira do Plano Marshall.

Nos anos 90, o BNDES administrou com sucesso a privatização de muitas estatais brasileiras. Hoje, ele fornece assistência a fusões e aquisições corporativas, ajuda empresas em dificuldades e financia os investimentos estratégicos do governo.

O BNDES é altamente respeitado. Acredita-se que seja em grande parte livre de corrupção e ele paga os mais altos salários do país. "Há um ano, os bancos estrangeiros batiam à minha porta perguntando se o Brasil estava preparado para a crise financeira", diz Ernani Teixeira, um dos diretores financeiros do banco. Teixeira conseguiu tranquilizá-los, notando que o BNDES tinha separado R$ 100 bilhões em reservas adicionais. No ano passado, o banco emitiu mais empréstimos e garantias de empréstimos do que o Banco Mundial - e até apresentou um lucro respeitável.

O segundo pilar do milagre econômico brasileiro fica diagonalmente no outro lado da rua: um bloco de concreto, iluminado à noite com as cores nacionais, verde e amarelo, é a sede do grupo de energia semiestatal Petrobras. A empresa planeja investir US$ 174 bilhões nos próximos quatro anos em plataformas de perfuração, navios e outros equipamentos para explorar as grandes reservas de petróleo além da costa do Brasil.

Há um ano e meio, a Petrobras descobriu novas reservas de petróleo sob o leito do oceano. Mas o petróleo será difícil de extrair, por estar situado abaixo de uma camada de sal em profundidades de pelo menos 6 mil metros. A expectativa é de que os poços comecem a produzir daqui pelo menos seis anos. A receita desse petróleo será depositada em um fundo que o governo usará principalmente para financiar novas escolas e universidades.

Lula apresentou recentemente uma legislação que regulamentaria a exploração das reservas de petróleo submarinas, fortalecendo assim o monopólio da Petrobras. Especialistas temem que Lula esteja criando um monstro corporativo poderoso e corruptível.
Elizete Piauí, ainda completamente embriagada pelo seu encontro com Lula, a viu pela televisão. Ela sabe que Dilma é a candidata de Lula e ela fará campanha pela ministra, apesar de que preferiria que Lula permanecesse no poder. "Eu votarei em qualquer pessoa que ele indicar", ela diz.
Lula também prometeu retornar. Antes do fim de sua presidência, ele planeja fazer outra viagem ao Nordeste para ver o quanto progrediram as obras no Rio São Francisco. Talvez, espera Elizete, ele terá atendido seu maior desejo até lá e ela poderá servir a ele um copo de água - de sua própria torneira, em sua própria casa.

SP de Serra/Kassab


Cai obras do Metrô


Cai obras do Fura Fila


Cai vigas do Rodoanel


Cai sino na praça da Sé.


Cai Serra nas pesquisas.
Governo estuda desonerar folha de pagamento das empresas


GOVERNO LULA
Para o ministro da Fazenda, medida faria bem à produção do País, pois aumentaria a competitividade dos setores
Agencia Estado
BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira, 25, que ainda não desistiu de fazer a desoneração da folha de pagamento das empresas. Segundo ele, essa ideia foi discutida dentro do governo quando ainda havia os recursos da CPMF. Depois, veio a crise financeira, que diminuiu ainda mais a arrecadação do governo. Por isso, foram priorizados determinados setores que poderiam estimular o consumo. "Mas no ano que vem, se houver uma recuperação da arrecadação, ainda tenho esse projeto de reduzir o custo da folha de pagamento", afirmou o ministro em entrevista coletiva.
Governo prorroga IPI reduzido para construção civil
Agencia Estado
BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou hoje que os materiais de construção continuarão a ser isentos de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) por mais seis meses. Dessa forma, o benefício que terminaria em 31 de dezembro de 2009, será prorrogado até o fim de junho de 2010. Entre os itens que serão beneficiados pela medida, o ministro citou cimento, vergalhões, argamassa, tinta, revestimentos e itens para banheiro.
Segundo Mantega, a prorrogação da isenção para materiais de construção por um período maior que o prazo dado para a indústria de móveis foi decidida porque a construção civil tem um período de execução maior. Ele citou como exemplo uma reforma, que dura meses. Nesse período, segundo Mantega, são adquiridos vários materiais. No caso da compra de um móvel, a aquisição no varejo já embute integralmente o benefício.

Lula pede redução de impostos sobre material escolar
- Agencia Estado
BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, revelou hoje que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu para que o ministério estude a possibilidade de reduzir tributos para o setor de material escolar. Ele informou, no entanto, que ainda não há decisão sobre o assunto. Mantega salientou que o livro didático, por exemplo, já é desonerado. "Vamos ver se há ou não possibilidade (de redução da tributação)", disse Mantega.
Já no governo do Kassab do DEM, cria do Serra do PSDB:
CCJ aprova aumento no IPTU de SP; projeto segue a plenário
Plano de Kassab que prevê acréscimo de até 60% para 2010 passou por 6 votos a 3; ainda restam duas votações
O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - A proposta do prefeito Gilberto Kassab (DEM) que prevê aumento de até 60% no IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de São Paulo foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara na tarde desta quarta-feira, 25, por 6 votos a 3. Agora, o projeto segue a plenário para primeira votação. O plano deve passar duas vezes por maioria absoluta (pelo menos 37 dos 55 votos) para entrar em vigor em 2010.