14 novembro 2009


Charge do Bessinha

12 novembro 2009

Serra atrasa pagamentos e acarreta 5.000 demissões
Cerca de 1.200 obras da gestão José Serra em todo o Estado foram atingidas

Sindicato da construção pesada afirma que DER determinou a paralisação dos serviços; Secretaria dos Transportes nega


DA REPORTAGEM LOCAL

O governo de São Paulo atrasou o pagamento a empreiteiras e vai reduzir o ritmo de obras em estradas de todo o Estado sob a alegação de falta de recursos. São 1.200 viadutos, recapeamentos e duplicações, mas o governo não disse quantos foram atingidos. A construção do Rodoanel, maior obra viária do Estado, não foi afetada.
Entre os projetos prejudicados pela falta de dinheiro está o Pró-Vicinais, que consiste na recuperação de 12 mil km de estradas secundárias, a maior parte no interior do Estado, iniciado em dezembro de 2007.
No início do ano, o governador José Serra (PSDB) apresentou as novas etapas do plano, com investimentos de R$ 3,9 bilhões no programa.
Pré-candidato à Presidência da República em 2010, Serra tem no Pró-Vicinais seu programa rodoviário de maior alcance em cidades do interior.
O secretário dos Transportes, Mauro Arce, diz que ocorreu atraso nos repasses ao DER (Departamento de Estradas de Rodagem), que tem orçamento de R$ 4,3 bilhões previsto para este ano.
5.000 demissões
Ontem, o Sinicesp (sindicato da construção pesada) divulgou comunicado dizendo que o DER ordenou a paralisação dos serviços, o que a secretaria nega.
Segundo o presidente do sindicato, Marlus Renato Dall'Stella, o atraso no pagamento é de três meses e soma cerca de R$ 500 milhões, o que Estado também contesta -diz que são dois meses e R$ 250 milhões.
O problema levou o sindicato, que reúne as principais empreiteiras do país, a marcar uma reunião de emergência, na segunda. Em tom de ameaça, o Sinicesp fala em "medidas administrativas e judiciais" para suspender os contratos em atraso com o DER.
Enquanto o comunicado do Sinicesp cita a possibilidade de "demissão em massa", o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada diz que já houve cortes.
Ligado à Força Sindical, de oposição a Serra, o sindicalista Wilmar dos Santos afirma que, nos últimos cinco meses, houve cerca de 5.000 demissões acima do esperado para o período. "Tentamos falar com o governo, mas não conseguimos", diz.




Rodoanel veio abaixo
Desaba mais uma obra do governo Serra
A queda de três vigas de um viaduto em construção no trecho sul do Rodoanel, em Embu, atingiu três veículos, deixou três pessoas feridas e bloqueou o tráfego no sentido capital da rodovia Régis Bittencourt por volta das 21h de ontem.
O viaduto em obras, sobre o km 279 da Régis, desabou sobre um caminhão e dois carros -um deles ficou totalmente destruído. As vigas, que pesam 85 t e têm 40 m de extensão, caíram de uma altura de 20 m.
Até o fechamento desta edição, o tráfego no sentido São Paulo continuava interrompido e, segundo a Autopista Régis Bittencourt, não havia previsão de quando seria liberado. No sentido Curitiba (PR), o bloqueio durou uma hora.
Só um dos feridos, conforme a Secretaria de Estado da Saúde, estava em situação mais grave, com afundamento torácico, mas a pasta não divulgou seu nome. As vítimas foram levadas para os hospitais Pirajussara e Geral de Itapecerica da Serra, ambos na Grande SP.
À meia-noite, a busca por possíveis vítimas já havia sido encerrada, mas só após a retirada de todo o entulho seria divulgado um relatório oficial.
O motorista do caminhão, Reginaldo Aparecido Pereira, 40, pulou do veículo ainda em movimento para se salvar, segundo testemunhas.
Os ocupantes de um Celta cinza, que ficou totalmente destruído, ficaram presos nas ferragens -um deles era Carlos Fernando Rangel, 38. O outro veículo, um Clio vermelho, capotou.
Segundo funcionários da Dersa, a viga que restava ameaçava cair e seria removida.
A Polícia Rodoviária Federal orienta o motorista que trafega rumo a São Paulo a optar pela estrada de Itapecerica, caso o bloqueio continue hoje.
O trecho sul do Rodoanel, maior obra viária em curso no país, é orçado em R$ 5 bilhões (incluindo desapropriações) e deve ser inaugurado em março. É uma das principais vitrines do governador José Serra (PSDB), pré-candidato à Presidência.
O acidente de ontem é o segundo em grandes obras do governo de São Paulo desde 2007. No início de 2007, o desabamento da construção da estação Pinheiros do Metrô deixou sete mortos.
Nos dois casos, a OAS, uma das principais empreiteiras do país, esteve envolvida.
A empresa baiana participa do consórcio que constrói a linha 4 do Metrô e também divide com Mendes Junior e Carioca -esta integrante do grupo responsável pela obra do Fura-Fila onde um viaduto desabou no ano passado- a construção do trecho do Rodoanel onde houve o acidente. O valor desse lote é de R$ 511,7 milhões.
A Folha tentou entrar em contato com a assessoria da OAS no início da madrugada, mas não teve sucesso.
José Serra chegou ao local do acidente no início da madrugada, acompanhado pelo secretário dos Transportes, Mauro Arce. O governador disse que não houve pressa na obra e que a construção não será paralisada.
O trecho sul compreende 61 km de obras, que ligarão o trecho oeste, a partir da Régis, ao sistema Anchieta-Imigrantes, acesso à Baixada Santista.
Ontem mesmo, segundo a Folha apurou, a Secretaria da Segurança definiu que a investigação do acidente será conduzida pela área de engenharia do Instituto de Criminalística, que reúne peritos especializados.
O coordenador da Defesa Civil de Embu, Paulo Brandão, disse que uma viga que comporia a obra trincou ontem e foi levada para um local vizinho.


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1411200914.htm

Lula defende mais TVs para haver "menos monopólio"
O presidente Lula elogiou a pluralidade e a liberdade de imprensa, afirmando que ela contribui para a democracia no país. Lula participou da inauguração da nova sede da RedeTV!, em Osasco.
"Vou dizer uma coisa como cidadão brasileiro, não como presidente. Eu quero que outros canais sigam o mesmo caminho que vocês seguiram, porque quanto mais TV, quanto mais jornalismo, quanto mais programa cultural, quanto mais debate político, mais democracia nós vamos ter nesse país e menos monopólio", disse.
A nova sede tem 20 mil m2 de área construída, oito estúdios e 50 ilhas digitais. Custou US$ 65 milhões.
Há poucas semanas, Lula havia criticado o partidarismo de setores da imprensa. Ontem, elogiou diretores da emissora por acreditar no mercado brasileiro e investir em tecnologia para aumentar a qualidade da TV digital.
O presidente estava com os ministros Franklin Martins (Comunicação) e Dilma Rousseff (Casa Civil). Também participaram o governador José Serra e o prefeito Gilberto Kassab.
FSP
SERRA É UM EMBUSTE
Serra ignorou o resultado da eleição interna e colocou na reitoria da USP um ex-assessor de seu secretário Aloysio Nunes Ferreira. E depois dizem que o PT aparelha.
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Do deputado CARLOS ZARATTINI (PT-SP), sobre o fato de o governador ter escolhido o segundo colocado, João Grandino Rodas.


GOVERNO JOSÉ SERRA CONTINUA LESANDO O BRASIL
O site oficial do governo de Mato Grosso traz um artigo intitulado "Governo José Serra continua lesando o Brasil". Assinado pelo secretário estadual da Fazenda, Éder Moraes, o texto acusa o presidenciável tucano de fazer "vista grossa" à prática de grande lojas de departamento que, estabelecidas em outros Estados, faturam produtos em SP via internet.

Governo fixa "meta voluntária" de redução de gases entre 36,1 e 38,9%
Do UOL Notícias
Em São Paulo
O Brasil levará para a convenção do clima em Copenhague, na Dinamarca, o compromisso "voluntário" de reduzir as emissões de gás carbônico em até 38,9% até 2020.

A decisão foi tomada nesta sexta-feira (13), em São Paulo, após reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Carlos Minc (Meio Ambiente), Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia) e Franklin Martins (Comunicação Social), além de representantes das áreas ambiental e energética do governo.

"O Brasil tem compromisso com o desenvolvimento sustentável e isso implica uma posição muito clara que é de redução das emissões de gases", disse Dilma em entrevista coletiva na sede da Presidência, em São Paulo. "As ações serão voluntárias e passíveis de verificação".

A maior parte desse compromisso virá da redução do desmatamento da Amazônia. O governo já havia estabelecido que pelo menos 20% dessa meta viria dessa área.

Dilma, favorita de Lula a sucessão presidencial em 2010, afirmou que o compromisso de redução se baseia em "ações factíveis" e que por isso o Palácio do Planalto estará atento a meios de financiamento dessas iniciativas.

No cenário mais otimista, de redução de 38,9% das emissões até 2020, 24,7 do total vem da redução do desmatamento na Amazônia e no cerrado; 6,1 de ações na agropecuária, em especial a recuperação de áreas de pastagem; 7,7 em iniciativas na área de energia, como a expansão da oferta de energia por hidrelétricas e 0,4% em operações no ramo de siderurgia.

No cenário menos otimista as metas para uso da terra se mantêm em 24,7%, mas diminuem nas iniciativas em agropecuária (4,9%), energia (6,1%) e siderurgia (0,3%).
'Quem salvou o País da crise foi o povo', diz Lula
Agencia Estado
SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atribuiu o mérito pela superação dos efeitos da crise econômica global ao povo brasileiro. Em discurso hoje na abertura do 9º Congresso Nacional de Iniciação Científica, na FMU, na capital paulista, ele destacou: "Quem salvou o País da crise foi o povo, as classes mais baixas, que consumiram o que tinham que consumir."
Na sua avaliação, o Brasil está preparado para crescer de forma contínua. "Isso não é a conquista de um governo, mas da sociedade que soube se comportar com muita dignidade durante a crise, sem entrar em pânico." Enquanto isso, afirmou o presidente, líderes internacionais, como os dirigentes do Fundo Monetário Internacional (FMI) não sabiam como agir. "O FMI vivia dando palpite quando a crise era em outros países. Quando a crise foi no umbigo dele, não sabia de nada."

O presidente destacou, porém, que o crescimento do Brasil só será sustentado se incluir a distribuição de renda entre seus requisitos. "Não adianta crescer sem distribuir. Quebramos a máxima de que o aumento do salário mínimo é inflacionário. Há sete anos damos aumento real do salário mínimo e não há qualquer risco inflacionário", disse.

Lula aproveitou o discurso econômico para negar que seu governo tenha inchado a máquina pública, com contratações desnecessárias. "Temos hoje apenas 10 mil funcionários públicos a mais que em 1997", disse. "Como esse País vai dar um sal
Dilma: Não se pode comparar blecaute de terça com barbeiragem tucana de 2002
Na noite de ontem (12), após participar da cerimônia do programa Arco Verde-Terra Legal no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef concedeu entrevista coletiva para falar sobre o blecaute que atingiu 18 estados na última terça-feira (10).

Ela reafirmou que o episódio não pode ser comparado com o que aconteceu em 2002, pois a queda no fornecimento de energia ocorrida na noite de terça-feira não foi provocada por falta de planejamento do setor, mas por fatores climáticos.

A ministra reafirmou que o sistema elétrico brasileiro está entre os melhores do mundo e que ainda assim o presidente Lula pediu a todos os órgãos governamentais do setor que busquem formas de aprimorá-lo. Confira trecho da entrevista de Dilma:

O diretor do Inpe, Gilberto Câmara, afirmou ao Blog do Planalto que o órgão ainda não tem uma posição oficial sobre o assunto e revelou que as análises dos dados de seu sistema de detecção de raios ainda não foram concluídas. Um relatório será enviado ao Operador Nacional do Sistema (ONS) para comparar com os dados levantados pela rede de transmissão do ONS e só então o Inpe se pronunciará oficialmente sobre o caso.

Veja abaixo o vídeo com a entrevista da ministra:

Aposentadorias: Governo confirma reajuste de 6,1% e extinção do Fator Previdenciário

O governo federal confirmou nesta quinta-feira (12) a disposição de conceder reajuste de 6,1% para os aposentados que ganham mais de um salário mínimo e de extinguir o fator previdenciário, criando uma nova fórmula para as aposentadorias por tempo de contribuição.

O tema entra na pauta da Câmara após a votação dos quatro projetos de lei do pré-sal. O aumento começa a valer em 1º de janeiro de 2010. Segundo o líder do Governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), a proposta melhora a vida dos aposentados brasileiros.

O índice será composto pela reposição da inflação mais um ganho real equivalente à metade do crescimento da economia do País, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB) do ano anterior. No caso do reajuste de 2010, o ganho real será de 2,5%.

Fontana criticou deputados da oposição, que agora defendem a equiparação dos reajustes de aposentadorias e salário mínimo. "Acho muito irônico. A oposição, que durante oito anos desfalcou aposentadorias e criou o fator previdenciário, agora quer aparecer como grande defensora dos aposentados. Não acredito que os aposentados vão se deixar iludir", afirmou.

A proposta do governo extingue o fator previdenciário e adota o modelo 85/95. Segundo esse sistema, a aposentadoria integral virá da soma entre idade e da pessoa e o tempo de contibuição. A soma deve ser de 85 anos para as mulheres e de 95 para os homens.

A proposta também garante estabilidade para o trabalhador no último ano antes da aposentadoria e contagem do seguro-desemprego como tempo de contribuição.

A estimativa de Henrique Fontana é de que os quatro projetos do pré-sal sejam votados em plenário em duas ou três semanas. Durante esse período, o governo deve definir a melhor forma de encaminhar à Câmara o reajuste dos aposentados. O Poder Executivo pode optar por uma medida provisória ou por um substitutivo que contemple propostas em tramitação na Câmara.

http://www.ptnacamara.org.br/

Petrobras diz que poço reforça estimativa de reservas em Tupi
SÃO PAULO -Os resultados da perfuração do quarto poço do Plano de Avaliação de Tupi reforçaram as estimativas da Petrobras de que há reservas potenciais de 5 bilhões a 8 bilhões de barris de óleo leve e gás natural recuperável nos reservatórios do pré-sal daquela área. A estatal informou hoje que " foi perfurada uma espessa seção (cerca de 250 metros) de reservatórios carbonáticos portadores de petróleo leve (cerca de 28º API) " no poço, localizado a cerca de 265 km da costa do Rio de Janeiro e em lâmina d'água de 2.115 metros. As amostras foram encontradas em profundidades a partir de 4.900 metros.

" O Consórcio, formado pela Petrobras (65% - Operadora), BG Group (25%) e Galp (10%), para a exploração do bloco BM-S-11, onde fica a área de Tupi, dará continuidade às atividades e investimentos previstos no Plano de Avaliação aprovado pela ANP e que prevê, além do teste de formação a ser realizado no referido poço, a perfuração de outros poços na área " , diz comunicado distribuído pela empresa.
O bom debate para o Brasil 2010 (VII)

Dilma (PT) X Serra (PSDB)


Por Fábio Rodrigues
Cada dia que passa verificamos que um caminho sem volta para o bom debate na eleição presidencial de 2010 é a forma plebiscitária (duas opções de governo) que tomará conta do cenário. Não tem mais jeito e como a própria Ministra Dilma já comentou: o povo tomou gosto de comparar os governos Lula e FHC.
Ficamos muito felizes em ver que a sociedade assume essa posição ativa nesse debate. Pois demonstra uma conscientação política maior e que não temos uma "memória tão fraca" assim. Muitos lembram muito bem do que se passou no Brasil de 1995 até 2002 com o FHC (PSDB) e de 2003 até 2009-2010 com o Lula (PT) à frente da Presidência da República.
Quem gostou e gosta do modo petista (Lula) de governar e quiser a continuidade dessa gestão voltada para a inclusão social, geração de emprego e renda, defesa do patrimônio público votará em Dilma (PT). No entanto, quem gostou do modo psdebistas (FHC) de governar o Brasil e quiser o retorno do modelo executado por ele votará no Serra (PSDB).
Outro aspecto muito importante que verificamos é a forma como a Ministra Dilma vem subindo nas pesquisas eleitorais. Na última sondagem feita pelo Vox Populi/Band (10/11/2009) verificamos uma dimunuição de 8 pontos percentuais entre Dilma, a candidata de Lula, e Serra, o candidato de FHC. Pois Dilma subiu 4 pontos e Serra caiu 4 pontos.
Vamos para os números:
Serra (PSDB - FHC) - 40% (anterior) 36% (atual) - caiu 4%
Dilma (PT - Lula) - 15% (anterior) 19% (atual) - subiu 4%
A diferença que era de 25% passou para apenas 17%, tendo uma dimuição de 8%. A disputa está ficando boa! Temos a certeza que com mais duas pesquisas e essa aceitação que a Ministra Dilma está tendo, já teremos um cenário de empate técnico.
E isso tudo sem contar com a desistência do companheiro Ciro Gomes (PSB) da disputa presidencial para disputar a eleição para Governador de São Paulo, em favor da candidatura de Dilma e da possibilidade de acabar com a hegemonia do PSDB no Governo do Estado de São Paulo. Que sem dúvida possibilitará uma transferência de votos de Ciro (13% de votos) para Dilma muito grande.

Pasmem! Sabesp não possui geradores de energia
Diego Salmen, Terra Magazine

“Com 182 estações elevatórias responsáveis pelo abastecimento de água no Estado, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) não possui gerador de energia elétrica em nenhuma destas unidades. É o que conta Hélio Castro, superintendente de Produção de Água da estatal.

"Devido ao porte das instalações, não tem como ter gerador", explica Castro. "Só a maior delas, a estação elevatória de Santa Inês, usa a mesma quantidade de energia da cidade de Bauru (no interior paulista)", diz.

Até às 16h10 desta quinta-feira, 12, 150 mil pessoas seguiam sem água na Região Metropolitana de São Paulo, devido aos efeitos do apagão elétrico que atingiu 18 Estados na terça-feira, 10. Num primeiro momento, 20 milhões de habitantes chegaram a ficar sem abastecimento.

Segundo boletim oficial da Sabesp, a normalização do sistema "não é tão simples", "diferentemente do abastecimento de energia elétrica".
Para o superintendente de Produção de Água da estatal, é "impraticável" adquirir geradores para evitar os efeitos de eventuais quedas de energia.

"Seria um investimento monstruoso para ser utilizado apenas de dez em dez anos", afirma, em referência ao apagão ocorrido em 1999, ainda sob o governo de Fernando Henrique Cardoso.”
http://nogueirajr.blogspot.com/

Blecaute
LUIZ PINGUELLI ROSA

Não há sistema tecnológico sem falhas. Mas o sistema interligado é inteligente, pois otimiza o uso da geração hidrelétrica

AINDA PAIRAM algumas dúvidas sobre o blecaute que atingiu vários Estados brasileiros, mais drasticamente São Paulo e Rio de Janeiro.
É preciso esclarecer, porém, que o ocorrido na terça-feira foi totalmente diferente do chamado apagão de 2001, quando o governo decretou um racionamento obrigatório de energia elétrica para toda a população, sob pena de desligamento de residência ou empresa por alguns dias caso não fosse cumprido o corte no consumo.
Naquela ocasião, havia falta de energia para atender a demanda, pois esta vinha crescendo mais rapidamente do que a capacidade instalada no país. Enquanto houve chuvas suficientes para a geração hidrelétrica, o sistema funcionou e o problema foi adiado. Quando as chuvas se reduziram, os reservatórios estavam vazios e faltou energia no sistema.
Alertei o então presidente Fernando Henrique Cardoso por uma carta, como coordenador do Instituto Virtual da Coppe/UFRJ, e cheguei a conversar com José Jorge, à época ministro de Minas e Energia.
Naquele caso, houve falta de investimento. As estatais elétricas, a começar pela Eletrobrás, reduziram seus investimentos, pois aguardavam a privatização. Já as empresas privatizadas, a maioria delas distribuidoras nos Estados, pouco investiram.
O problema da última terça-feira tem mais semelhança com o blecaute de 1999, que também desligou São Paulo e muitas outras cidades, algumas por muito mais horas do que o recente incidente. Aquele problema se originou em uma subestação de transformadores em Bauru (SP), causado por uma sobretensão elétrica supostamente devida a um raio que atingiu a linha de transmissão a muitos quilômetros de distância e se propagou até a subestação -que deveria estar protegida. Como não estava, o sistema falhou.
O que ocorreu nesta semana foi a interrupção de três linhas que trazem a energia de Itaipu ao Sudeste, acarretando o desligamento de todas as turbinas da usina e causando o desligamento de várias outras linhas em cascata. Daí a propagação do blecaute ter atingido tantas cidades. O efeito é como uma série de pedras de dominó que caem uma por cima da outra.
O desligamento das linhas em sobretensão é correto, pois as protege e evita danos a equipamentos e perdas de transformadores por sobrecarga. Portanto, o desligamento automático das linhas de transmissão é inevitável em certos casos críticos como o de agora. Os efeitos seriam muito piores se o desligamento não ocorresse.
No entanto, algumas questões ainda precisam ser respondias. A primeira delas é o que causou a sobrecarga. Uma hipótese aventada é que raios tenham causado tudo isso. Três linhas sofreram colapso, embora todas sejam protegidas por para-raios, que são fios paralelos ao longo das linhas.
Talvez uma delas tenha sido atingida, a sobretensão tenha se propagado indevidamente para dentro da subestação em que as outras também tenham sido afetadas. É uma hipótese.
Como evitar a repetição de blecautes? Não há sistema tecnológico com 0% de falhas. O que pode ser feito é minimizá-las, tanto na frequência de ocorrências desse tipo como na gravidade delas.
Eliminar o uso da transmissão de longa distância seria uma bobagem, pois o Brasil é uma Arábia Saudita hidrelétrica. Integrando em um longo tempo a energia que se pode obter do potencial hidrelétrico brasileiro, o resultado é maior que a energia do petróleo do pré-sal. O sistema interligado é inteligente, pois otimiza o uso da geração hidrelétrica, complementada por outras fontes.
Uma proposta que tem sido recentemente estudada em todo o mundo é o de redes elétricas inteligentes, ou seja, fazer uma gestão melhor das redes para diminuir incertezas, evitar problemas de pico de tensão e falhas, com um sistema de controle ponto a ponto ao longo das redes.
Nos Estados Unidos, Nova York sofreu um blecaute em 2003 que, sob certos aspectos, foi mais grave.
Há poucos meses, o professor Pravin Varaiya, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, esteve no Programa de Planejamento Energético da Coppe para participar de um seminário sobre essas redes inteligentes de energia elétrica. Mas os estudos ainda precisam avançar, inclusive para prevenir vulnerabilidades como o acesso indevido à rede por hackers.
O que se mostrou vulnerável aqui no nosso caso foi a enorme extensão da área atingida e a grande população que sofreu as consequências, pois não se conseguiu ilhar a propagação do efeito para circunscrever suas consequências a uma região menor. É necessário apurar os fatos para corrigir as falhas e aperfeiçoar o sistema.



LUIZ PINGUELLI ROSA , 67, físico, é diretor da Coppe-UFRJ (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro) e secretário do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. Foi presidente da Eletrobrás (2003-04).

"Economist" transforma Cristo Redentor em foguete e diz que "Brasil decola"
A revista britânica "The Economist" dedica a capa de sua mais recente edição mundial ao Brasil. A publicação, especializada e referência global em assuntos econômicos, traz uma reportagem especial de 14 páginas sobre a situação econômica do país.

A revista chama o Brasil de "a maior história de sucesso na América Latina". A capa mostra uma montagem com o Cristo Redentor no Rio de Janeiro (imagem do Brasil mundialmente conhecida) decolando, como se fosse um foguete. O título da capa é justamente "O Brasil decola".

A 'Economist" diz que o país que era só promessas começa a dar resultados, mas adverte que um dos riscos agora é o excesso de confiança. Uol.


Lula é a 33ª pessoa mais poderosa do mundo, diz ranking da 'Forbes'
Lula governa maior produtor de alimentos do mundo, diz a revista

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a 33ª pessoa mais poderosa do mundo, segundo um ranking preparado pela revista americana Forbes e divulgado nesta quinta-feira.

O ranking completo, com 67 nomes, traz ainda o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, que é o maior produtor mundial de soja, na 62ª posição.

A lista é encabeçada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, seguido pelos presidente da China, Hu Jintao, e pelo premiê e ex-presidente russo Vladimir Putin.

O presidente do Fed, o Banco Central dos Estados Unidos, Ben Bernanke, é considerado pela revista o 4º homem mais poderoso do mundo.

Segundo a revista, a compilação da lista tentou responder a questões como que influência as pessoas têm sobre outras, o controle que elas têm de grandes recursos financeiros e o poder que elas têm em múltiplas esferas.

Leia mais
http://brasilmostraatuacara.blogspot.com/

Professor da USP descarta relação entre blecaute e apagão de FHC
O professor José Antonio Jardini, do Departamento de Energia e Automação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), afirmou que o blecaute ocorrido ontem (11), em 18 estados brasileiros e no Paraguai, não tem fatores relacionados com aqueles que provocaram o racionamento de energia em 2001.

Segundo ele, a falta de energia de ontem tem razões semelhantes às que provocaram o blecaute em 1999, quando houve um problema na Subestação de Bauru, e em 2002, na Subestação de Ilha Solteira, ambas no interior paulista. Jardini trabalhou no projeto de elaboração das linhas de transmissão da Usina de Itaipu.

“Pelas informações, caíram duas linhas de transmissão que vinham da Usina de Itaipu para São Paulo, perto de Itaberá. Quando projetamos linhas de transmissão, planejamos de forma que, mesmo saindo uma linha, o sistema não seja afetado", disse. "Como caem duas linhas, o sistema começa a ter instabilidade elétrica e é isso que desliga tudo. É um sistema automático de proteção para não causar danos maiores.”

Jardini ressaltou que as linhas de transmissão são preparadas para suportar ventos de até 130 quilômetros por hora (km/h) e podem ter caído por conta de um vendaval mais forte do que esse limite, o que considerou como algo atípico. “O que derruba linha é vento, avião que cai em cima, ou alguém que dá um tiro naquela cadeia. Às vezes, podem ocorrer esses ventos especiais que podem derrubar também as torres”.

O professor da USP garantiu que o país conta com uma segurança energética. Para ele, o sistema poderia ser mais eficaz a ponto de evitar um corte como o de ontem. Mas isso não quer dizer que o Brasil tenha um modelo frágil. “O mundo inteiro usa esse critério chamado de 'menos um', no qual se sair um elemento, o sistema aguenta. O Brasil não é mais rigoroso nem mais relaxado, faz o que todo mundo faz, então está bem."



Enviado pelo amigo Michel, com autorização para postar no blog
Pesquisa mostra insatisfação com livre mercado, 20 anos depois de queda do muro

Uma pesquisa realizada a pedido da BBC em 27 países e divulgada nesta segunda-feira apontou que existe uma grande insatisfação com o capitalismo de livre mercado, 20 anos após o episódio que marcou a derrocada de seu sistema rival, o comunismo.

Em um universo de 29 mil entrevistados, apenas 11% disseram que o capitalismo “funciona bem” e que uma maior regulação por parte dos governos o tornaria “muito menos eficiente”.

Por outro lado, 23% opinaram que o sistema “está cheio de falhas e precisamos de um novo sistema econômico”.

Os resultados foram compilados para coincidir com os 20 anos da queda do muro de Berlim, que dividia a cidade em duas metades, uma ocidental, capitalista, e outra oriental, comunista.

“Parece que a queda do muro de Berlim, em 1989, não foi a vitória arrasadora para o capitalismo de livre mercado que parecia à época”, disse Doug Miller, presidente da Globescan, uma das empresas parceiras da iniciativa.

Após mais de uma década de experiências neoliberais, iniciadas a partir do chamado consenso de Washington, nos anos 1990, e sobretudo depois da crise econômica atual, atribuída em grande parte aos excessos do mercado, a pesquisa mostrou uma receptividade de cidadãos em diversos países a algum tipo de presença governamental da economia.

A maioria dos entrevistados (51%) opinou que o capitalismo de livre mercado “tem alguns problemas, mas esses problemas podem ser resolvidos através de reformas no sistema e mais regulação/ controle”.

“As pessoas não querem abandonar o capitalismo, mas moderá-lo”, disse Steven Kull, diretor do Programa sobre Atitudes em Políticas Internacionais (Pipa, na sigla em inglês), com sede em Washington, parceiro da pesquisa.

Para Kull, “há espaço para os governos atuarem na distribuição de riqueza e até controlando setores econômicos”.

Nesse aspecto, o Brasil se destacou. Foi o país com a maior proporção de entrevistados que defendeu um papel mais ativo do governo “na regulação dos negócios do país” e o quinto com maior apoio à ideia de que o governo “controle diretamente as principais indústrias do país”.

Clique Leia também na BBC Brasil: No Brasil, 64% querem maior controle do governo na economia
Satisfação com o sistema

Os entrevistados brasileiros – 835, em nove capitais – expressaram mais ceticismo em relação ao livre mercado que entrevistados de outros países.

Embora 43% tenham dito que os problemas do sistema podem ser resolvidos através de reformas, Kull considerou “impressionante” que 35% tenham expressado que “um novo sistema econômico” é preciso.

Clique Fórum: O governo deve ter mais influência nas indústrias e negócios no Brasil?

Foi o terceiro maior percentual dado a esta resposta, atrás apenas do verificado na França (43%) e no México (38%).

Entre os mexicanos, apenas 2% dos entrevistados consideraram que mais regulação tornaria o capitalismo menos eficiente, contra 8% dos brasileiros.

Na própria Rússia, comunista até 1991, a visão de que “precisamos de um novo sistema econômico” recebeu menos preferência (23%).

A opinião prevalente entre os russos é a de que o livre mercado tem “alguns problemas que podem ser resolvidos com mais regulação” (43%). Já 12% acham que mais intervenção “tornaria o sistema menos eficiente”.

O país que mais apóia o livre mercado foram os Estados Unidos (25%). Ainda assim, mais da metade dos cerca de mil americanos entrevistados (53%) disseram que o sistema tem “alguns problemas” e precisa de mudanças. Outros 13% dos americanos advogaram um sistema diferente.

O apoio ao capitalismo também foi relativamente alto no Paquistão, onde 21% disseram que mais amarras o tornariam menos eficiente, e na República Tcheca, onde essa resposta recebeu 19% dos votos.

Governo na economia

A pesquisa não perguntou que sistema seria considerado pelos entrevistados como uma alternativa ao capitalismo de livre mercado.

Mas quis saber deles o que pensavam da atuação do governo na “distribuição de riquezas”, na “regulação dos negócios” e no controle direto das “principais indústrias” de seu país.

No Chile, no México e no Brasil, em torno de 90% dos entrevistados responderam que o governo deveria ter um papel maior na distribuição de riquezas de um país, o maior apoio de uma região por este objetivo.

No Brasil e no Chile, houve grande apoio à ideia de que o governo deveria “regular mais os negócios de um país” (Brasil, 87%, Chile, 84%) e até ser “dono ou controlar diretamente as principais indústrias do país” (Chile, 72%, Brasil, 64%).

“A América Latina está mais à esquerda em relação a outras partes do mundo, e o Brasil se destaca nisto”, disse Kull.

“Nos países europeus houve grande apoio a uma maior participação do governo na economia, mas quando se usa o termo 'controlar' o apoio cai. Isso não se aplica à América Latina, onde essa não é uma ‘palavra proibida’”, comparou.

Só na Rússia (77%) e na Ucrânia (75%) houve maior preferência a que o governo detenha ou controle as principais indústrias do país.

Um país que chamou a atenção dos pesquisadores foi a China, onde 58% crêem que o livre mercado “tem alguns problemas, que podem ser resolvidos com regulação”.

Entre os chineses, 71% disseram que o governo deveria fazer mais para distribuir riqueza no país, mesmo percentual dos que defenderam uma maior regulação nos negócios. Outros 52% opinaram que o governo deveria ter mais papel no controle direto das principais indústrias do país.

Para Steven Kull, esta opinião se deve ao desejo dos chineses de ver o governo agir para contrabalançar os efeitos da abertura econômica que o país tem experimentado nas últimas décadas e, em especial, nos últimos dez anos.

“Na última década, as coisas se tornaram menos estáveis e menos previsíveis para os chineses, ainda que a economia esteja crescendo e eles estejam mais ricos”, disse.

“Existe um problema em relação ao acesso à saúde e ao desemprego, e eles querem que o governo assuma os mesmos compromissos que assumiu no passado, de garantir o acesso dos cidadãos a serviços básicos.”


Charge do Bessinha
Maestro demitido por Serra ganha ação trabalhista

“O maestro John Neschling ganhou a ação trabalhista que movia contra a Fundação Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo). A Justiça considerou nulos os contratos do regente com a orquestra e avaliou que ele deveria ser considerado um empregado, com direito a férias, 13º salário, FGTS e indenização por ter sido demitido. A sentença determina que Neschling receba R$ 4,3 milhões. Os advogados da fundação informam que vão recorrer.

Vermelho.org

Neschling foi demitido da Osesp em janeiro e, dois meses depois, entrou na Justiça exigindo que a direção da orquestra lhe pagasse R$ 12,5 milhões.

O valor equivale a cem salários que ele recebia como regente (R$ 125 mil por mês). A defesa do maestro sustentou que ele foi desrespeitado como ser humano por ter sido demitido por e-mail, com ampla divulgação inclusive no site da orquestra.

No ano passado, depois de intensa pressão do governador José Serra, que queria tirá-lo do cargo, Neschling comunicou ao conselho da Fundação Osesp que não renovaria seu con trato. Na ocasião, no entanto, fi cou combinado que o maestro permaneceria à frente da Osesp até o fim de 2010, como previa seu contrato.

A situação, no entanto, ficou insustentável. Neschling, que chegou a chamar Serra de "meni no mimado" e "autoritário" logo no começo do governo, continuou a dar entrevistas espinafrando o governador e o secretário da Cultura, João Sayad, mesmo depois de ter sua saída definida. A gota d'água foram as críticas que ele vinha fazendo publicamente à decisão do conselho de formar um comitê para a escolha de seu sucessor.”

APAGÃO NA GLOBO
Urariano Mota
Recife (PE) - Mal recuperados da macabra cobertura do acidente do avião da TAM – cobertura no sentido de que cadáveres se cobrem - , as notícias da Globo apostam agora suas fichas no esclarecimento que só tem um fim, de finalidade e the end: este governo é o culpado. E se atiram à versão, às versões, com uma aversão assustadora.

Numa rápida olhada e recuperação dos seus noticiários nas últimas 24 horas anotamos.

O Jornal da Globo da terça-feira esticou, no bom sentido de esticar a vítima, a notícia, sua jornada até depois de uma da manhã desta quarta-feira. Em lugar de luz, que luz, afinal estávamos no maior apagão da história, houve imagens escuras de São Paulo e do Rio, com tenebrosas entrevistas para melhor mergulho nas trevas. Os apresentadores faziam perguntas para induzir o entrevistado a admitir algum tipo de erro na administração do sistema elétrico, por vulnerabilidade, por natureza cruel ou qualquer outro motivo. Mas, diabo, entrevistados escolhidos ainda assim não dizem tudo o que os apresentadores desejam.

“Mas o senhor não acha... Veja bem, então, pode-se dizer... Por suas palavras podemos concluir...”. Até o fim do jornal, quando William Waack, o especialista em guerra fria desde o muro de Berlim, disse o que mais desejava. De olhos grandes e frios à trevas: “Haverá consequências políticas”. Salve, simpatia.

No rádio, enquanto o bicho papão ou papagão continuava, a jornalista, cientista política, economista, socióloga, filósofa e catastrófrica Lúcia Hippolito entrou ao vivo pela CBN/Globo. Direto da sua residência – da qual nos deu velas, velhas e belas indicações do quanto mora bem -, informou ao distinto público ouvinte que o problema do blackout ocorrera porque... tantantamtam: o presidente Lula autorizara a isenção de impostos da linha branca fazendo com que muitos aparelhos, geladeiras, máquinas de lavar, tudo quanto é branco em mãos erradas, sobrecarregassem o sistema! Salve, século dezenove. Os pobres, sempre os pobres, esses malditos em consumo desenfreado só podem desembocar em noites negras. Ô raça.

No Bom dia (?) Brasil desta quarta-feira, o porta-voz do general Figueiredo (lembram?), hoje porta solene da democracia mais radical, mais conhecido pelo nome de Alexandre Garcia, arrumou cúmplices para a culpa do governo: os índios e o MST teriam causado o apagão. Mais precisamente, no seu estilo de perguntar afirmando: “Vemos ameaças de índios e de MST a hidrelétricas e torres de transmissão. O que é preciso fazer para que se tenha segurança absoluta na energia elétrica?”. Notem que ele não pergunta se índios e MST foram culpados, a pergunta é outra: como ter segurança absoluta? Seria uma comédia, se não fosse trágico. Chegou a ser impressionante o tom geral de Miriam Leitão, Renato Machado (sim, ele, o mais culto e fino conhecedor de vinhos do Brasil), as suas caras, as caras-uniformes dos apresentadores do Bom dia. Bom dia, mesmo? Salve, Omar Cardoso.

Como nos tempo da ditadura militar, a imprensa do exterior teve melhor informação sobre o Brasil. Na BBC Brasil lemos:

“O chefe da divisão de operações do sistema elétrico do Paraguai, na Administradora Nacional de Eletricidade (Ande, equivalente à Eletrobrás), engenheiro Luis Alberto Villordo, disse à BBC Brasil que um ‘curto circuito’ no estado de São Paulo teria desencadeado a falta de energia no Brasil e no país vizinho....

Para Patterson, autor do livro Keeping the Lights On – Towards Sustainable Energy (‘Mantendo as Luzes Acesas – Em Direção à Energia Sustentável’, em tradução livre), mesmo países ricos sofrem com a mesma vulnerabilidade.

Ele cita grandes blecautes ocorridos em 2003 – nos Estados Unidos e no Canadá, em agosto, quando 55 milhões de pessoas foram afetadas, na Dinamarca e na Suécia, em setembro, com 5 milhões afetados, e na Itália, no fim de setembro, com 55 milhões afetados – como exemplo do problema.”

Ainda não vimos O Jornal Nacional, que é a melhor versão eletrônica da propaganda eleitoral do PSDB (em dúvida, comparem os programas do partido e as edições do JN sobre o MST). Mas boa coisa não vem. Já sabemos, pela experiência passada, o que virá. William, e como gostam de um Wiliam na apresentação, não repetirá que a culpa é dos pobres, índios e MST, porque isso é passado. Irá direito na fonte, sem intermediários. O culpado é Lula. Salve, garoto William Bonney.


"Mensalão foi tentativa de golpe", diz Lula
Presidente insinua suposta armação na aproximação entre PT e Marcos Valério, mas afirma que só falará mais quando deixar cargo

Petista faz críticas à "inveja" de FHC e diz que soube por um interlocutor que a oposição tinha o objetivo de patrocinar seu impeachment

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chora durante a gravação de entrevista à RedeTV! ao falar da morte da sua primeira mulher

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o mensalão foi uma tentativa de "golpe" da oposição para derrubá-lo: "Foi uma tentativa de golpe no governo... Foi a maior armação já feita contra o governo", disse ao programa "É Notícia", da RedeTV!, gravado ontem.
Lula disse ter "desconfiança" da relação entre o PT e o publicitário Marcos Valério, insinuando suposta armação na aproximação entre o seu partido e o operador do escândalo de corrupção política que marcou o primeiro mandato do petista: "Marcos Valério não vem do PT, vem de outras campanhas".
Lembrado de que Valério emprestou dinheiro ao PT, que o repassou a deputados aliados, Lula mantém a versão de que o mensalão não existiu, mas evitou falar mais: "Depois que eu deixar a Presidência vou querer me inteirar um pouco mais disso, mas, como presidente, não posso ficar futucando", disse.
Ele disse que nunca recebeu, à época do mensalão, em 2005, uma proposta para desistir de se candidatar à reeleição ou de renunciar, mas afirmou que foi alertado por um interlocutor de que a oposição queria patrocinar o seu impeachment.
A respeito das críticas recentes do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em artigo nos jornais "O Estado de S. Paulo" e "O Globo", nas quais o tucano falava em risco de "subperonismo", Lula disse que seu antecessor é um "poço de mágoas" e que tem "inveja" dele.
Disse que o PSDB não se conforma de um "peão" fazer um governo melhor que o de FHC. Disse que imagina ainda ter uma relação pessoal de amizade com o tucano, mas que politicamente estão estremecidos.
Lula não quis responder diretamente a um comentário do cantor Caetano Veloso em "O Estado de S. Paulo" -o de que Marina Silva "não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro".
Lula reagiu com ironia. Disse que a resposta a Caetano ele dera na noite de anteontem, ao colocar um CD de Chico Buarque para ouvir. Chico é seu cantor preferido -os atores são Antonio Fagundes e Fernanda Montenegro. A cantora, Marisa Monte. Ao falar do filme preferido, "Cinema Paradiso", brincou: disse que esperava que o predileto viesse a ser "Lula, o Filho do Brasil", que terá pré-estreia na semana que vem.
Lula disse que a população entendeu sua metáfora da necessidade de fazer alianças para poder governar: "Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão".
O petista disse que a expressão "nunca antes neste país" não seria injusta com governos anteriores porque alguns de seus feitos são inéditos.
No primeiro bloco da entrevista, Lula chorou ao responder qual havia sido o momento mais difícil de sua vida antes das candidaturas presidenciais: falou que foi a morte da primeira mulher, Lourdes, grávida de sete meses, em 1971. O presidente disse que talvez exagere ao lembrar as qualidades de sua mãe, dona Lindu, mas disse que se lembrava de modo especial.
A entrevista, concedida ao repórter especial da Folha Kennedy Alencar, que também apresenta o programa semanal "É Notícia", irá ao ar no domingo às 19h45, na RedeTV!, e será reprisada após a meia-noite.

11 novembro 2009


Serão eles débeis mentais, retardados?
Serão eles débeis mentais, retardados? A oposição que era governo na era FHC, está bradando que o interrupção de energia elétrica que ocorreu ontem que durou apenas alguma horas, é um apagão. Eles querem esquecer, que na era FHC era que eles faziam parte do governo, houve de fato o apagão elétrico, com direito a racionamento de energia, e quem pagou a irresponsabilidade, a falta de investimentos do desgoverno de FHC, fomos nós consumidores em nossas contas de luz. Apagão que não durou algumas horas. Durante a gestão de FHC, o povo , o país teve que conviver com dois graves episódios de apagão, em 1999 e em 2001.Na era FHC a causa do apagão foi falta de investimento na infraestrutura energética no país, descaso, irresponsabilidade, que causaram prejuízos de mais de R$ 45 bilhões, Oito anos após o país amargar o racionamento de energia, o Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a uma avaliação oficial do custo direto do apagão para consumidores e contribuintes: R$ 45,2 bilhões, valor corrigido pelo IGP-M, mostra reportagem publicada pelo jornal O GLOBO. A cifra reflete apenas as despesas repassadas em tarifas ou bancadas pelo Tesouro Nacional.De acordo com o ministro Walton Alencar Rodrigues, relator da auditoria do TCU, os R$ 45 bilhões seriam suficientes para construir "seis usinas como a de Jirau", uma das maiores no planejamento energético do governo Lula. Hoje no governo Lula, os reservatórios de água das hidrelétricas estão em níveis muito mais altos do que há dez anos. Nunca se investiu tanto em energia elétrica como no governo Lula. O que ocorreu ontem que os retardados debilóides não entendem, é que houve um problema técnico nas linhas de transmissão e não uma ausência de energia que levou ao apagão e ao racionamento de energia da era FHC. O governo Lula está investigando todas as possibilidades que causaram o blecaute, fatores climáticos, erros técnicos operacionais, falhas técnicas nos transmissores, e até uma ação de hacker não está sendo descartada. Fique sossegado FHC o titulo de príncipe trevas vai continuar sendo seu. Será ótimo a presença da ministra Dilma no Congressso para mostrar para a oposição retardada todos os investimetos feitos no setor elétrico que eles não fizeram em 8 anos de governo. Seria ótimo a ministra Dilma e o presidente Lula falar a nação em cadeia de radio e TV, que o que ocorreu não foi nem de longe um apagão aos moldes FHC, falar dos investimentos no setor, e da garantia que não teremos em seu governo o irresponsável apagão da era FHC.
Jussara Seixas

Apagão do Lula só na cabeça da oposição, diz Fontana
Do líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), nesta manhã:

- Essa falta de luz não marca o governo Lula. Só marca na cabeça da oposição, que está sempre sonhando.

- Se a oposição entrar nessa do apagão vai demonstrar total falta de equilíbrio e desespero. Não pode comparar um acidente com falta de planejamento, como ocorreu no governo do PSDB. Aqui não existe consumo maior que produção.

- Se a oposição entrar nessa vai até ser bom, pois vamos comparar o governo FHC com o de Lula, o sistema elétrico antes e depois.
Procuradoria descarta crime em colaboração de agentes da Abin na Satiagraha
da Folha Online

O Ministério Público Federal votou pelo arquivamento do inquérito policial que apura suposto crime na colaboração de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) durante as investigações da Operação Satiagraha, da Polícia Federal.

A Satiagraha investiga supostos crimes financeiros atribuídos ao banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity. A operação prendeu no ano passado, além de Dantas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas, entre outras pessoas. Os três foram soltos depois.

Tarso deve decidir sobre suspensão de Protógenes Queiroz
Justiça mantém processo da Satiagraha com juiz De Sanctis
Lula aprova nova política de inteligência que esvazia poderes da Abin, diz Tarso

Os autos do inquérito que tramitam na 7ª Vara Federal Criminal do Estado de São Paulo foram encaminhados para manifestação da Procuradoria com a decisão do juiz Federal Ali Mazloum, que rejeitou o arquivamento, considerando "como anômala a cooperação entre Abin e Polícia Federal".

O voto foi escrito pelo subprocurador-geral da República Wagner Gonçalves, com a participação das subprocuradoras-gerais da República Julieta Albuquerque e Ana Maria Guerrero.

De acordo com o voto da Procuradoria, não houve crime na cessão de agentes da Abin para participar da Operação Satiagraha, a pedido do delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, com a autorização do então diretor da Abin, Paulo Lacerda.

Gonçalves explica que, no sistema acusatório, é vedada a participação do magistrado na fase pré-processual, ressalvadas as hipóteses de medidas cautelares. "Vê-se, portanto, que, na fase pré-processual, o juiz só comparece quando há pedido da Polícia Judiciária ou do Ministério Público para medidas constritivas ou cautelares, em defesa dos direitos fundamentais dos investigados."

Para o subprocurador-geral, houve excesso de linguagem do juiz ao rejeitar o arquivamento do inquérito porque o Ministério Público, como titular da ação penal, pode apresentar ou não a denúncia e, no caso, a Procuradoria denunciou Protógenes e outro por violação de sigilo funcional e fraude processual e não o denunciou e ao então diretor da Abin, Paulo Lacerda, por usurpação de função pública.

"O juiz não pode obrigar o Ministério Público a fazer uma acusação, nem pode se sentir ofendido caso ele não a
Vox Populi: Dilma sobe! Serra cai!


Cena I
Serra: 36% / Antes: 40%;
Dilma: 19% / Antes: 15%;
Ciro: 13% / antes: 12%;
Heloísa: 6% / Antes: não constou na pesquisa;
Marina: 3% / Antes: 5%;
Nulo, branco e não sabe: 23%.

Cena II
Dilma: 20%;
Ciro: 19%;
Aécio: 18%;
Heloísa: 8%;
Marina 4%.

Rejeição:
Dilma: 12%;
Serra: 11%;
Heloísa: 10%;
Ciro Gomes: 8%;
Aécio Neves: 5%.


Já decidiu em quem votar: 33%;
Não decidiu, mas tem uma idéia: 12%;
Não decidiu e não sabe em quem votará: 55%.

http://nogueirajr.blogspot.com/

Sem oposição, governistas encerram CPI da Petrobras
Senadores devem finalizar trabalhos da comissão em dez dias sem propor indiciamentos
Oposicionistas oficializam saída da CPI e prometem levar hoje relatório paralelo à Procuradoria-Geral com pedidos de investigação
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Depois da debandada da oposição na CPI da Petrobras no Senado, os senadores governistas anunciaram ontem que encerram os trabalhos da comissão com a apresentação, em dez dias, de relatório final apenas com sugestões propositivas.
Ao oficializar a saída da CPI, a oposição prometeu levar hoje relatório paralelo à Procuradoria-Geral da República com 18 pedidos de investigação na Petrobras e em subsidiárias.

Só para entender a cabecinha da oposição. Se eles tem em mãos instituições competentes para investigar irregularidades. MPF, PGR, PF, porque criar CPI? É que com esses órgãos competentes investigando seriamente, com responsabilidade, eles ficam sem os holofotes da mídia, eles ficam sem poder acusar,caluniar, desmoralizar, inventar. Será que o povo que o eleitor tem consciência do custo para os cofres públicos dessas CPIs fajutas eleitoreiras? Enviaram 18 pedidos de investigação ao MPF e a PGR agora, porque já não fizeram isso antes, já estaria tudo investigado e esclarecido. É mas não teria os holofotes da mídia, e com a aproximação da eleição, eles não ficam em evidencia.
O BLECAUTE E A OPOSIÇÃO.


Hoje saberemos com certeza o que causou o blecaute em vários estados. Há hipóteses como as descritas abaixo. Mas uma coisa é certa como 2+2=4 . A oposição, os burros, a mídia, os abestalhados e afins. Vão culpar quem? O presidente Lula. Da mesma forma que culparam ele pela queda do avião da TAM, do acidente da GOL. Se preparem a mídia vai se locupletar, os senadores e deputados da oposição vão estar babando nas tribunas do Congresso. É que eles tem mãos não só a pesquisa Vox Populi, aonde Serra cai e Dilma sobe, como uma outra pesquisa aonde o presidente Lula tem 86% de aprovação.

Curto circuito em SP teria desencadeado o apagão, diz companhia paraguaia

Engenheiro da Administradora Nacional de Eletricidade diz que temporal provocou o curto.
De Buenos Aires para a BBC Brasil - O chefe da divisão de operações do sistema elétrico do Paraguai, na Administradora Nacional de Eletricidade (Ande, equivalente à Eletrobrás), engenheiro Luis Alberto Villordo, disse à BBC Brasil que um "curto circuito" no estado de São Paulo teria desencadeado a falta de energia no Brasil e no país vizinho.

"Houve um curto circuito numa linha de transmissão que atende a região de São Paulo. Esta falha não foi contida e foi se alastrando, contaminando outras linhas de transmissão de energia até chegar à hidrelétrica de Itaipu", disse Villordo, por telefone, falando de Assunção.

Segundo ele, um temporal teria provocado o curto circuito arrastando o problema até Itaipu, de onde parte a energia para vários Estados brasileiros e para o Paraguai.

'Problema ocorreu na transmissão', diz diretor de Itaipu
Agencia Estado
CURITIBA, 11 - O diretor-geral da Usina Hidrelétrica de Itaipu, Jorge Samek, disse ontem, às 23h45, que na binacional não houve nenhum problema que pudesse causar o apagão sentido principalmente nas regiões Sudeste e Centro-oeste do País. "Zero de problema na Itaipu", garantiu o responsável pela unidade.
A informação foi referendada pelo assessor de imprensa da binacional, Gilmar Piolla. Ele destacou que, naquele momento, as máquinas estavam "rodando no vazio". "Não tem para quem entregar a energia", ressaltou. Samek disse que, por experiência, achava que o problema poderia ter sido um vento forte que teria derrubado as linhas de transmissão, operadas por Furnas Centrais Elétricas.
O diretor técnico de Itaipu, do lado brasileiro, Antonio Otelo Cardoso, também falou com o Estado da sala de operações da hidrelétrica à 0h15 (horário de Brasília). "Itaipu está funcionando tão bem como sempre esteve. O problema é que as linhas de transmissão abriram (jargão do setor para dizer que as linhas caíram)."

No Instituto Tecnológico Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná), o meteorologista Marcelo Brauer afirmou que ainda estava avaliando com o Operador Nacional do Sistema (ONS) as medições que foram feitas. Por volta das 22 horas de ontem, os radares não registraram ventos fortes. No entanto, próximo a Jaguariaiva, no leste do Paraná, e Itararé e Itaberá, em São Paulo, houve chuva de moderada a forte, com grande incidência de raios, o que pode ter provocado algum problema de transmissão.



10 novembro 2009

DILMA CESCE, SERRA CAI......CAI.....CAI


Pesquisa Vox Populi divulgada agora na Band

Serra tinha 40% Caiu, aparece com 36%

Dilma tinha 15% Cresceu, tem 20%

"Aécio é mais amplo politicamente que Serra", diz presidente do PSDB
Do UOL Notícias
Em BrasíliaO presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), afirmou em entrevista exclusiva ao colunista do UOL Notíciase da Folha de S. Paulo Fernando Rodrigues que Aécio Neves, governador de Minas Gerais, conseguiria mais facilmente apoio de líderes políticos para ser candidato à Presidência da República em 2010 do que José Serra, governador de São Paulo. Segundo o dirigente tucano, a chance de o partido ter uma chapa "puro-sangue" na disputa presidencial, de 0 a 10, é só três. Guerra disse também que o DEM terá a vice na chapa.
O dirigente tucano ainda defendeu a liberação de drogas como a maconha.

Descriminalização da maconha
Guerra disse que Fernando Henrique está certo em defender a descriminalização das drogas, sobretudo drogas leves como a maconha.
http://noticias.uol.com.br/politica/2009/11/10/ult5773u2932.jhtm


Para Dilma, governo Lula 'dá de 400 a zero no anterior' Agencia Estado
RIO - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, deu ares de campanha nesta tarde, ao ser madrinha do lançamento de um navio do estaleiro STX, que servirá de apoio à OGX, empresa de petróleo e gás fundada pelo empresário Eike Batista. "Nosso governo dá de 400 a zero no anterior", disse Dilma, logo após defender em palanque a continuidade do governo Lula.

A ministra mencionou a recente polêmica gerada pelas críticas de políticos tucanos ao atual governo. "Entendo o nervosismo. Depois que falam tudo o que querem, dizem ''agora não vamos polemizar''. Tudo o que quero é comparar. Tomamos gosto pela coisa", disse Dilma, apontando algumas situações em que, para ela, o governo atual se saiu "muito melhor" do que o anterior.
"Diante da crise, por exemplo, o governo anterior aumentou tributos e juros, reduziu investimentos e deprimiu o País. Nós, pelo contrário, reduzimos IPI e juros, e aumentamos investimentos, gerando empregos", afirmou.
Comparações
Dilma ainda falou sobre a questão social, que seria "um marco deste governo". "Comparar o Bolsa-Família, que atende a 11 milhões de pessoas, com o vale gás do governo anterior é patético", disse, citando ainda que foram gerados quase um milhão de empregos, e que a indústria naval renasceu neste governo. "Antes, o setor estava em processo de estagnação. Não só estamos gerando demanda dos estaleiros existentes como de novos, que estão sendo construídos", disse.
A ministra esteve no palanque ao lado do governador Sérgio Cabral, que a destacou como comandante numa época em que o Rio está de "alto astral". Também no palanque, o empresário Eike Batista elogiou Dilma. "Esta embarcação tendo Dilma como madrinha vai ter muita sorte".
Em rápido discurso, Eike Batista salientou que a OGX vai fazer encomendas no País, gerando mais empregos e qualificando à mão de obra.
País cresce a 9% ao ano no 3º trimestre
Agência Estado
A economia brasileira cresceu no terceiro trimestre deste ano em ritmo chinês, com taxa anualizada do Produto Interno Bruto (PIB) beirando 9%, apontam as projeções de várias consultorias independentes. O número oficial do desempenho do PIB do terceiro trimestre, medido pelo IBGE, será conhecido em 10 de dezembro.

Para este trimestre, no entanto, a perspectiva é de arrefecimento do crescimento para uma taxa anualizada em torno de 6%.

"A taxa marginal de crescimento de 2,1% do PIB do terceiro trimestre que, anualizada, corresponde a 8,7%, não deve se repetir no quarto trimestre", prevê o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges. Segundo ele, o PIB do terceiro trimestre foi "inflado" pelo ajuste dos estoques.

Após a brusca freada na produção industrial no fim de 2008, os empresários da indústria não acreditavam numa recuperação tão rápida e cortaram a oferta. Passaram dois trimestres enxugando estoques. Mas, a partir do segundo trimestre, a economia começou a reagir.

No terceiro trimestre, diz Borges, a produção foi fortemente acelerada para recompor os estoques que eram, em alguns setores, insuficientes para atender à demanda. "Houve problemas de abastecimento nos eletrodomésticos da linha branca e nos carros, ambos setores que tiveram corte de impostos para incentivar as vendas", lembra.
http://ultimosegundo.ig.com.br/


Paes e Dilma assinam contrato com a Caixa
CBN
RIO - O prefeito Eduardo Paes e a ministra da Casa Civil Dilma Roussef assinam às 10h desta terça-feira contrato com a Caixa Econômica Federal, para a construção de 5 mil unidades do projeto "Minha Casa, Minha vida". As casas serão erguidas entre os bairros Senador Camará e Campo Grande. O projeto de financiamento habitacional beneficia quem recebe até três salários mínimos e prevê uma constribuição mínima de R$ 50 mensais. Neste primeiro momento, a iniciativa beneficiará 484 famílias que moram em área de risco. No Rio de Janeiro, há atualmente 306 mil inscritos no programa. O evento acontece no Palácio das Cidades, em Botafogo, onde o prefeito também vai anunciar o licenciamento de 46 mil moradias populares a serem disponibilizadas no longo prazo.
O Pedagiômetro
Já houve presidente do Brasil para quem “governar é abrir estradas”. No Estado de São Paulo governado pelo tucano José Serra, o bordão é “governar é abrir pedágio nas estradas”.

Isso é válido para todos os governos do PSDB em São Paulo, pois o número de pedágios no Estado aumentou em 307,5%. De 1997 para cá, São Paulo tinha 40 pedágios e atualmente possui 163. O governo Serra promete mais 10 praças, abrangendo o litoral norte e sul de São Paulo.

Para que as rodovias ficassem mais atraentes para a concessão às empresas privadas, o governo do Estado subiu exponencialmente as tarifas dos pedágios durante o período que as explorou por meio do DER e Dersa. Uma viagem de ida e volta de São Paulo a São José do Rio Preto, pouco mais de 880 quilômetros, custa ao usuário R$ 118,00, em carro de passeio. Isso repercute também no valor das mercadorias adquiridas pela população, pois 93% das cargas no Estado são transportadas por caminhão, que são tarifados conforme o número de eixos.

O indexador utilizado para reajustar as tarifas de pedágio, o IGPM, subiu 174%, de junho de 1998 a maio de 2009, enquanto o IPCA teve aumento de 99%, ou seja, as tarifas tiveram aumento de 38% a mais em relação ao IPCA. O IPCA é o indicador oficial de inflação utilizado no Brasil. Isso implica que a tarifa que atualmente é paga, na Rodovia dos Imigrantes, por exemplo, de R$ 17,80, seria de R$ 11,03, ou R$ 6,76 a menos.

A viagem de ida e volta de São Paulo a São José do Rio Preto, que custa hoje R$ 118,00, deveria ser de R$ 73,16, e o usuário economizaria R$ 44,84. Na soma geral, os usuários das estradas paulistas pagariam anualmente R$ 1,52 bilhão a menos de tarifa de pedágio durante ano de 2008, se o IPCA fosse o indexador utilizado para os reajustes.

A única preocupação no Estado é com o lucro das empresas que cresce, acompanhando o incremento das receitas. Em 2008, foram R$ 3,920 bilhões que saíram do bolso dos paulistas para o caixa das concessionárias. Com o reajuste que houve a partir de julho de 2009, junto com os novos pedágios que foram implantados, a receita das concessionárias deve ultrapassar os R$ 4 bilhões em 2009.

Isso representa que, a cada segundo, entram nos cofres das empresas que exploram as rodovias paulistas, R$ 126,00 oriundos da cobrança de pedágio. Em média, cada cidadão desse Estado paga anualmente R$ 92,69 e cada veículo R$ 249,22.

São Paulo é hoje a terra dos pedágios mais caros do Brasil e quiçá do mundo, se comparado com a renda per capita dos outros países.

Ao contrário do governo José Serra, o governo federal tem preocupação com a modicidade tarifária na concessão das rodovias federais. Na rodovia Fernão Dias que liga São Paulo a Belo Horizonte, cuja licitação foi feita no governo Lula, o usuário paga numa viagem de ida e volta à capital mineira, R$ 17,60, comparando com a viagem para São José do Rio Preto, o usuário mesmo rodando 29% a mais, paga 570% amenos.

É em razão disso que estamos apresentando o Pedagiômetro que mede o quanto com pedágio está sendo gasto nas rodovias estaduais do Estado de São Paulo, diariamente.

Assessorias de Transportes e de Finanças – Liderança do PT

Dilma e ministros assinam contrato para construção de moradias no Rio
Os ministros Marcio Fortes, das Cidades, Dilma Rousseff, da Casa Civil, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, assinam hoje (10), às 9h30, contrato para a construção de moradias para famílias com renda de até três salários mínimos nos bairros de Santa Cruz e Senador Camará, na zona oeste da capital.
O primeiro contrato prevê a construção imediata de 5.307 unidades. Serão 14 empreendimentos nos bairros de Senador Camará, Santa Cruz e Campo Grande, num total de 45 mil moradias populares.
A assinatura será no Palácio da Cidade, sede da prefeitura, em Botafogo.
http://noticias.terra.com.br/
As crises e o desafio dos tucanos

Por Raphael Bruno

Enganam-se aqueles que enxergam no impasse envolvendo a escolha do candidato do PSDB à sucessão presidencial entre os governadores de São Paulo, José Serra, e o de Minas Gerais, Aécio Neves, o grande dilema enfrentado pelos tucanos nestes meses que antecedem a intensificação dos esforços eleitorais. A crise que hoje acomete o partido é muito mais profunda do que os meandros das táticas e negociações que definirão o postulante tucano ao Palácio do Planalto. E não pode ser sintetizada apenas no duradouro insucesso do partido na árdua tarefa de promover o enfrentamento de um governo e um presidente extremamente populares.

Para ser mais preciso, o PSDB hoje é forçado a lidar com duas crises, ligadas uma à outra de maneira umbilical. A primeira, e talvez a mais grave delas, é de legitimidade. Em outras palavras, falta ao partido, em inúmeras situações decisivas, um passado político que lhe permita fundamentar com coerência histórica as práticas e os discursos políticos do presente. Os exemplos são muitos: hoje, seus parlamentares se revoltam com o modo pelo qual a base aliada bloqueia tentativas de investigações em comissões de inquérito que guardem algum potencial de dano político ao governo, mas no passado o então presidente Fernando Henrique Cardoso, e mesmo na atualidade o próprio governador José Serra, também desenvolveram técnica própria, exercitada por diversas vezes, de enterro e controle de CPIs.

Da mesma forma, o PSDB é duro nas críticas ao PT pelo constante envolvimento do rival em denúncias de corrupção, mas algumas das figuras graúdas do partido também se encontram na mesma situação que os adversários petistas com frequência, haja vista o senador Eduardo Azeredo e o caso do suposto “mensalão mineiro”, em análise pelo Supremo Tribunal Federal, as denúncias que pesam contra a governadora Yeda Crusius, além dos mandatos cassados por motivos diversos, como o do senador Expedito Júnior (RO) e do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima. Assim como o partido hoje defende, sem constrangimentos, a equiparação do reajuste de aposentadorias e pensões ao do salário mínimo, apesar de o governo Fernando Henrique ser responsável por uma parcela significativa da defasagem salarial que hoje os aposentados tentam remediar, sem contar a criação de mecanismos mais diretos de ataque aos benefícios, como o fator previdenciário.

A outra crise, esta sim mais diretamente vinculada à forma pela qual o partido se relaciona com o governo Lula, é de identidade. Os tucanos claramente pisam em ovos quando tentam atacar o Palácio do Planalto em determinados pontos. E essa fragilidade gera implicações diversas para o modo pelo qual o partido se entende e é apresentado. Um exemplo ilustrativo desse tipo de fragilidade é o Programa Bolsa Família. O PSDB reivindica, com certa razão, a paternidade pela criação do que foi o embrião do programa, numa espécie de tentativa de usurpação dos benefícios políticos colhidos pelo governo que, de fato, sistematizou a concessão do benefício e o ampliou para uma escala impressionante. Ou seja, pretende disputar politicamente com Lula, em alguma medida, tentando se apropriar de uma das iniciativas de sucesso do governo petista. Uma outro aspecto dos problemas de identidade da legenda são as vigorosas críticas ao suposto viés estatizante do governo, de um lado, e a moderada e até mesmo hesitante defesa das reformas orientadas para o mercado em momentos agudos de competição eleitoral, de outro. Pode até ser que as diferenças de tom sejam apenas uma demonstração das suscetibilidades da legenda a um certo oportunismo, mas ainda assim são simbólicas de contradições não resolvidas no seio do partido.

Evidentemente, isso não significa que o PSDB está à beira da implosão. Mas indica que a experiência de ser oposição revelou-se um processo doloroso para o partido, forçado a se adaptar a novas condições do jogo de poder, bem menos maleáveis do que quando um ilustre sociólogo ocupava o Palácio do Planalto, e a ter que lidar com comparações antes inexistentes. Para os tucanos, fazer com que o PSDB renasça dessas transformações fortalecido é o verdadeiro desafio. No longo prazo, maior, até mesmo, do que a escolha entre um ou outro nome para representá-lo em determinada eleição, por mais decisiva que seja.
LULA DIZ QUE AGUENTARIA MAIS 5 ANOS DE MANDATO
Em cerimônia da Fiesp ontem em homenagem ao vice-presidente José Alencar, Lula brincou ao afirmar que os dois poderiam "aguentar" mais "uns cinco anos" de mandato, mas, por serem "democratas", ficam "quietinhos". Durante quase todo o discurso, Lula relembrou a campanha de 2002 -quando disputou contra José Serra. O presidente afirmou que Alencar, por ser empresário, foi importante para a vitória. "Você foi uma espécie de fundo garantidor que eu precisava", disse ele ao vice.

09 novembro 2009


Charge do Bessinha
Pobres já gastam 5% mais que ricos
Estudo mostra avanço do consumo das classes D e E do Norte e Nordeste em relação às classes A e B do Sudeste

Márcia de Chiara
Os pobres do Norte e Nordeste estão consumindo mais que os ricos do Sudeste. Nos últimos 12 meses até setembro deste ano, as classes D e E das regiões Norte e Nordeste do País gastaram R$ 8,8 bilhões com uma cesta de alimentos, produtos de higiene pessoal e limpeza. Essa cifra é 5% maior que a desembolsada pelas camadas A e B (R$ 8,4 bilhões) que vivem no Sudeste do País no mesmo período com esses itens, revela estudo exclusivo da LatinPanel, maior empresa de pesquisa domiciliar da América Latina.

Em igual período do ano passado, a situação era exatamente inversa: o gasto das camadas que compõem a base da pirâmide social no Norte e Nordeste com bens não duráveis havia sido 5% inferior ao das classes A e B do Sudeste. "Houve uma reversão", afirma Christine Pereira, diretora da empresa e responsável pela pesquisa.

Ela atribui a mudança a fatores conjunturais. Inflação em baixa, que dá mais poder de compra ao consumidor, ganhos de renda dos trabalhadores que recebem salário mínimo e o fato de a crise não ter afetado as camadas de menor renda explicam, segundo Christine, o avanço do consumo dos bens não duráveis pelos mais pobres. Os dados da pesquisa foram obtidos a partir de visitas semanais a 8,2 mil domicílios para auditar o consumo de 65 categorias de produtos.

Embora em maior número, as famílias das classes D e E do Norte e do Nordeste têm renda agregada bem menor que a das famílias das classes A e B do Sudeste. No Norte e no Nordeste, há 6,9 milhões de lares que recebem até quatro salários mínimos (R$ 1.860) por mês, o que corresponde a 40% do total de famílias das classes D e E do País. Já as classes A e B somam 4,9 milhões de domicílios no Sudeste ou 45% dos lares desse estrato social do Brasil. Essas famílias têm renda mensal superior a dez salários mínimos (R$ 4.650).

Para o economista chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, boa parte do avanço do consumo dos mais pobres se deve ao aumento real do salário mínimo de 5,7% concedido neste ano. "O salário mínimo pesa muito nas regiões Norte e Nordeste", diz.

Nas contas dele, a massa real de renda dos ocupados, pensionistas da Previdência e também beneficiários do Bolsa Família cresceu 7,7% no Norte e Nordeste no primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 2008. O acréscimo é mais que o dobro do registrado para essa população que vive no Sudeste do País, que foi de 3,1% nas mesmas bases de comparação.

Além disso, Borges ressalta que a inflação dos mais pobres, que ganham até cinco salários mínimos (R$ 2.325), medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), perdeu fôlego este ano. Após fechar 2008 com alta de 6,5%, a maior taxa desde 2003, o INPC deve encerrar 2009 com aumento de 4,5%, prevê.
Brasil registra criação de mais de 1 milhão de empregos em 2009, diz Lupi
da Folha Online, no Rio

O ministro Carlos Lupi (Trabalho) anunciou nesta segunda-feira que já foram criados, este ano, mais de 1 milhão de empregos formais. O saldo superou as metas do governo. Ao longo de 2008, foram geradas 1,452 milhão de vagas.

Ele antecipou dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) relativos a outubro, que serão divulgados nos próximos dias, que indicam que no acumulado de janeiro outubro, o número de novos empregos já superou a meta traçada por ele para este ano.

Lupi lembrou que poucos acreditavam na sua previsão, em meio à recuperação do país após a crise. Em dezembro, o país chegou a registrar perda de 654 mil empregos, recorde em dez anos, pelo números do Caged.

"Acharam que eu era maluco, os pessimistas não acreditavam. Mas os números estão aí e provam que minha previsão estava certa", afirmou, ao participar da abertura da Fenashore, em Niterói, região metropolitana do Rio.

O ministro acrescentou que o país já vê a crise pelo retrovisor. "Crise é coisa de gringo", comentou.

Lula: 'novo Brasil' tem reconhecimento internacional
Agencia Estado
SÃO PAULO - O Brasil vive um momento especial, está mais maduro, é um País que soube consolidar a economia com estabilidade, geração de empregos e distribuição de renda, disse hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no programa semanal de rádio "Café com o Presidente", ao comentar sua visita à Inglaterra na semana passada. Ao falar do seminário sobre a economia brasileira, do qual participou na capital inglesa, Lula disse que "esse novo Brasil é reconhecido internacionalmente" e destacou o interesse dos estrangeiros em investir no País.

No encontro com a rainha Elizabeth II e o primeiro-ministro inglês, Gordon Brown, Lula contou ter tratado da questão do clima, apresentando os compromissos do Brasil nesta área - diminuir a emissão de gás carbônico e o desmatamento em 80% até 2020. "Fui mostrar para eles que o Brasil está disposto a estabelecer um acordo com os outros países para que a gente mostre para a humanidade nossa disposição de diminuir as emissões de gases de efeito estufa, sequestrar carbono e não permitir que o planeta continue sendo aquecido."
Lula disse que esta semana vai telefonar para os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da China, Hu Jintao, para discutir mudanças climáticas e a ida a Copenhague para a reunião da Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 15). "Fiquei com o compromisso de, nesta semana, ligar ao presidente Obama, ligar ao presidente Hu Jintao, para ver se a gente consegue construir uma proposta. E nos dias 16 e 17 de dezembro todos nós estaremos em Copenhague para firmar um tratado que possa dar garantias de que o mundo começa a ser despoluído."

Prêmio
Na quinta-feira da semana passada (dia 5), Lula recebeu em Londres o prêmio Chatham House, por seu papel nas relações internacionais na América Latina e na condução da política econômica e social. Ele disse que o prêmio foi para a sociedade brasileira, que trabalhou muito e acreditou que era possível o Brasil não sofrer com a crise como outros países sofreram em 2009. Lula disse ver no prêmio importância por dar "visibilidade ao Brasil" em relação a outros países, que começam a ter mais confiança para fazer investimento no País.
Notem caros leitores, a incompetência, a negligência o descaso com a coisa pública, no governo Serra, do PSDB, aonde se ele se acha um ótimo administrador.

Móveis para Segurança somem sem deixar pista em SP
São Paulo - A Secretaria da Segurança Pública foi vítima de um ladrão. Centenas de móveis de escritório novos supostamente recebidos pela pasta sumiram sem deixar pistas. O material devia equipar grupos de elite da Polícia Civil, mas nenhum delegado o recebeu. A empresa que forneceu mesas, cadeiras e armários apresentou documentos mostrando que deixou tudo no gabinete da secretaria, no centro de São Paulo. Funcionários fantasmas, porém, assinaram os recibos de entrega, pois os nomes que ali aparecem são de pessoas que nunca trabalharam na Segurança.

O mistério do desaparecimento da mobília levou a polícia a instaurar inquérito no Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). A decisão foi tomada pelo delegado-geral de polícia adjunto, Alberto Angerami. Essa é uma história que começa em 2004, quando a empresa Lucca Indústria de Componentes para Móveis decidiu pagar uma dívida com o Fisco Estadual com mercadorias produzidas pela Móveis Riccó Ltda., famosa por seus móveis elaborados para escritórios.

Em agosto, a Lucca enviou à procuradoria documentos que provariam a entrega. Dizia que tudo havia sido recebido por um arquiteto da secretaria. Anexou cópias de oito recibos com datas de 10 de agosto a 9 de setembro de 2005. Os papéis têm a assinatura de Roberto Sanches e Antônio Hipólito de Oliveira.
A procuradoria pediu mais. Queria que as delegacias e grupos da polícia confirmassem o recebimento dos móveis. Em maio deste ano, depois de buscas realizadas nas delegacias da capital, o diretor da Divisão de Administração do Departamento de Polícia Judiciária da capital, Waldir Antônio Covino Junior, respondeu que não havia na polícia "qualquer registro de entrada dos bens em questão". O delegado teve uma ideia: localizar e ouvir os dois funcionários da secretaria que assinaram os recibos.
Mas, em vez de revolver o mistério, a ideia só aumentou o problema: descobriu-se que as pessoas que assinavam os recibos nunca foram funcionárias da secretaria. Eram, portanto, fantasmas. Diante do "provável crime perpetrado por funcionário público não policial", o delegado-geral de polícia adjunto determinou a abertura de inquérito, pois os móveis teriam sido "indevidamente desviados".
O DPPC ouviu os depoimentos de quatro delegados. Todos confirmaram que os móveis jamais chegaram às delegacias. Nenhum forneceu pista ou indício sobre o que houve. O mistério permanece, e a polícia continua sem pistas sobre quem sumiu com os móveis. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.