31 outubro 2009

Honduras: gol do Brasil

“O Brasil sai com um trunfo e um triunfo na mão, contra todos os fantasmas que se ergueram no caminho, alegando que o Itamaraty estava deixando sua tradicional posição “equilibrada” para se envolver numa disputa que não era sua, como se democracias e ditaduras nas vizinhanças não nos dissessem respeito.

Flávio Aguiar, Agência Carta Maior

Foi o Secretário (equivalente a Ministro no Brasil) Thomas Shannon Jr. sair do banco de reservas e entrar em campo para Micheletti, o presidente golpista em Honduras, afinar e aceitar alguma forma de acordo. Pudera: além de levar para a área de Micheletti o risco dos EUA não reconhecerem a eleição de novembro sem um acordo com Zelaya, Shannon levava também por debaixo do pano a ameaça de que isso redundasse na retirada dos milhões de dólares da ajuda norte-americana ao país, cujo governo ficaria então, literalmente, pendurado no pincel e sem escada para descer, ameaçando esborrachar-se.

Mas não nos iludamos. Neste jogo perigoso o gol não foi norte-americano. O gol foi do Brasil, na verdadeira folha seca que foi, em curva pelo lado da barreira, como fazia Waldir Pereira, o imortal Didi, o acolhimento de Zelaya na nossa embaixada em Tegucigalpa. Os norte-americanos escaparam isso sim de marcar um gol contra, ameaçados que estavam de uma conivência velada com os golpistas por omissão, o que arruinaria de vez a política do presidente Barack Obama para a América Latina, além de mergulha-lo no descrédito.

Esse descrédito não seria apenas externo. Seria interno também. A partir de um fracasso de Obama na questão, os republicanos e seus lobistas mais à direita fariam gato e sapato com tudo o que o novo governo tentasse fazer, em qualquer frente, inclusive na área da saúde.
Aparentemente foi mais complicado negociar internamente no próprio governo norte-americano do que soltar a pelota na área de Micheletti e mandar escrever, senão o pau ia comer na pequena área.

Por seu lado, o Brasil sai com um trunfo e um triunfo na mão, contra todos os fantasmas que se ergueram no caminho, alegando que o Itamaraty estava deixando sua tradicional posição “equilibrada” para se envolver numa disputa que não era sua, como se democracias e ditaduras nas vizinhanças não nos dissessem respeito. Junto com a aprovação da entrada da Venezuela na Comissão de Relações Exteriores do Senado, esse acordo em Tegucigalpa, possibilitando que Zelaya deixe a embaixada para o Palácio Presidencial, ou pelo menos encaminhando a questão nesse sentido, é uma grande vitória para o governo e sua política interna e externa. “O Brasil estava certo”, é o que se pode ler nas entrelinhas de qualquer noticiário. Foi a intervenção brasileira, acolhendo Zelaya, que abriu a oportunidade e ao mesmo tempo forçou os Estados Unidos a agirem.

Se os golpistas, apesar das repetidas juras de Micheletti em sentido contrário, atentassem contra a embaixada, os Estados Unidos e sua omissão seriam co-responsáveis pelo que viesse a ocorrer. E ficou mais uma vez comprovado que o Brasil tornou-se um jogador indispensável dentro dessas quatro linhas, que é a complicada quadratura do círculo da política regional e mundial.”

LULA RECEBE MAIS UM PRÊMIO: Estadista do Ano concedida pelo Instituto Real de Relações Internacionais do Reino Unido.

Lula promoverá investimento britânico no Brasil durante sua visita a Londres
Ri (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende aproveitar a visita que realizará a Londres na próxima semana a fim de receber um prêmio do Instituto Real de Relações Internacionais para promover novos investimentos britânicos no Brasil, informaram hoje fontes oficiais.

Lula terá entre quarta-feira e quinta-feira da próxima semana diferentes encontros com investidores e empresários do Reino Unido, além de reuniões com a rainha Elizabeth II da Inglaterra e com o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, informou hoje o porta-voz da Presidência brasileira, Marcelo Baumbach.

Lula vai participar na quinta-feira de um seminário sobre oportunidades de investimentos e de negócios no Brasil no qual participarão cerca de 220 autoridades, empresários e especialistas dos dois países.

O presidente aproveitará a reunião para apresentar as oportunidades que estão surgindo no Brasil após a superação da crise econômica global, as obras que serão necessárias para explorar as gigantescas reservas petrolíferas descobertas no oceano Atlântico, e a organização da Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016, segundo o porta-voz.

"O presidente projetará o novo momento que surge em um país que dá exemplo de vigor com a superação da crise que afetou a economia global", segundo Baumbach.

"Sua presença no seminário é uma demonstração da importância que o presidente dá à criação de um ambiente propício para a atração de investimentos e o aumento de recursos estrangeiros para projetos de longo prazo", acrescentou o porta-voz.

No seminário também participarão o ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega, que realizará uma apresentação sobre a conjuntura econômica no país; e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que vai falar sobre oportunidades de investimentos.

Do encontro, organizado pelos jornais "Financial Times" e "Valor", também participam os presidentes do Banco Central, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco do Brasil, do Bradesco e da Vale, maior produtora e exportadora mundial de ferro.

Lula também terá uma reunião em Londres com Lashmi Mittal, o presidente da líder mundial de siderurgia, Arcelor Mittal, e inaugurará um escritório do BNDES na capital britânica.

O presidente chegará a Londres na manhã da quarta-feira e terá na noite desse mesmo dia um encontro com Brown para conversar sobre a agenda bilateral e global.

"O encontro de trabalho com o primeiro-ministro será de caráter geral. Serão avaliadas as relações entre os dois países em suas diversas vertentes, econômica, comercial, científica e esportiva", explicou o porta-voz.

"Serão debatidos assuntos de interesse global, como a crise econômica, a Rodada de Doha, as mudanças climáticas, o terceiro fórum da Aliança das Civilizações, que o Brasil organizará em maio de 2010, e a candidatura brasileira a ocupar um posto permanente no Conselho de Segurança da ONU", acrescentou.

Na quinta-feira, após seu encontro com a rainha e antes de retornar ao Brasil, Lula será homenageado em uma recepção na qual receberá o prêmio de Estadista do Ano concedida pelo Instituto Real de Relações Internacionais do Reino Unido.

O prêmio Chatham House 2009 será entregue em cerimônia à qual foram convidadas autoridades do Governo britânico e é um reconhecimento à contribuição de Lula para a melhoria das relações exteriores, a estabilidade e a integração da América Latina, e sua liderança na resolução de crises regionais.
Será que a oposição PSDB/DEM vai entrar no STF com queixa que esse prêmio é campanha eleitoral antecipada? Eles vão rasgar o nariz de inveja


Violência continua a crescer em SP
A comparação entre o 3º trimestre de 2008 com o deste ano aponta aumento nos crimes contra a vida e o patrimônio

Os sequestros, por exemplo, subiram 136%; Secretaria da Segurança Pública da gestão José Serra (PSDB) não se manifestou sobre os índices

ANDRÉ CARAMANTE
DA REPORTAGEM LOCAL

Pelo terceiro trimestre seguido neste ano, a violência continuou a crescer no Estado de São Paulo. Dados divulgados na noite de ontem pela Secretaria da Segurança Pública da gestão José Serra (PSDB) apontam o aumento em praticamente todos os tipos de crime.
A comparação do 3º trimestre de 2008 com o mesmo período deste ano revela que subiram os crimes de sequestro, homicídio doloso (intencional), estupro, roubo, furto, roubo e furto de veículos e também o roubo de cargas e de bancos.
Em todo o Estado, foram assassinadas 1.119 pessoas nos meses de julho a setembro deste ano -um aumento de 3% em relação a 2008. Na cidade de São Paulo, porém, houve queda de 8,2% -de 317 para 291, mais de três assassinatos por dia.
A variação mais alta foi contabilizada nos crimes de sequestro: 136% -11 casos em 2008 e 26 agora. O total de pessoas mortas em latrocínios (roubo seguido de morte) subiu 14% -74 para 82 vítimas.
Principal bandeira do atual secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, que assumiu a pasta em março com a promessa de combater os crimes contra o patrimônio, roubos e furtos tiveram alta de 18% e 6%, respectivamente.
Em maio, quando os números referentes ao 1º trimestre do ano já apontavam para o aumento da criminalidade no Estado, o governo atribuiu o problema à crise econômica.
Com 64.399 roubos registrados, o 3º trimestre deste ano entrou para a história como o período em que mais crimes desse tipo ocorreram em todo o Estado. A marca negativa anterior (63.729) havia sido registrada no 2º trimestre deste ano. Na comparação com o 3º trimestre do ano passado, os roubos aumentaram 18% agora.
O total de roubos (64.399) não inclui os casos de roubo de veículos, a bancos e de cargas.
O furto, delito que historicamente sempre foi o mais registrado nas estatísticas da criminalidade, subiu 6%.
No caso de crimes de estupro, houve aumento de 52% (de 863 para 1.311), mas a variação, segundo nota oficial da Segurança Pública, ocorreu por causa da mudança na lei, que passou a considerar estupro também casos de "atos libidinosos" e "atentados violentos ao pudor".

Ninguém fala
Logo após a divulgação dos dados da violência na noite de ontem, na página da pasta, o porta-voz da Secretaria da Segurança Pública, Enio Lucciola Lopes Gonçalves, disse à Folha que ninguém do órgão iria se manifestar sobre os dados "por causa do horário".
Segundo Gonçalves, parte das explicações foi dada em uma "nota explicativa" no site www.ssp.sp.gov.br/estatisticas. Mas, na própria nota, há divergências. Pelo texto, foram 62.308 roubos no Estado. No quadro abaixo da informação, porém, o total que aparece é de 64.399.

Esse é o resultado do péssimo governo Serra em SP. Serra só determina que polícia, bata e prenda estudantes, professores, e até a própria policia, por conta de manifestações salários e melhores condições de trabalho. Serra é um embuste, o rei do trololó
Amigos e leitores.

O UOL informa que há problemas técnico com o e-mail do UOL. Por esse motivo não estou recebendo e nem enviando e-mail.
Atenciosamente
Jussara Seixas

30 outubro 2009


Seguidores de Zelaya comemoram acordo em frente à embaixada do Brasil
Tegucigalpa, 30 out (EFE).- Dezenas de simpatizantes do hondurenho Manuel Zelaya se reuniram em frente à embaixada brasileira em Tegucigalpa para comemorar o acordo alcançado no fim desta quinta-feira para que o Congresso decida sobre a restituição do presidente deposto ao poder.

Zelaya encontra-se abrigado na representação diplomática do Brasil há mais de um mês, desde que retornou escondido ao país.

Com bandeiras de Honduras e do Partido Liberal, ao qual pertencem tanto o presidente deposto como o chefe de Estado interino, Roberto Micheletti, os seguidores daquele gritavam frases como "Mel (Zelaya), amigo, o povo está contigo" ou "Golpistas, vão à m...".

"Estamos felizes porque há um indício de que Manuel será restituído, apesar de isso ainda não ter acontecido e de Honduras nunca ter visto uma reversão ou uma restituição depois de um golpe de Estado, o que é algo histórico. Acho que neste ano aconteceram muitas coisas históricas em Honduras", afirmou Isabel Ortega, de 23 anos.

"Estou comemorando com as pessoas com as quais caminhei durante 123 dias, as pessoas com as quais lutei, gritei, corri fugindo dos gás lacrimogêneo, dos policiais e das forças repressoras deste país", acrescentou a jovem, que se identificou como comunicadora e uma "feminista da resistência".

Santos Luciano Núñez, um motorista de 60 anos, também estampava um grande sorriso no rosto pelo acordo alcançado, ao qual se referiu como uma "vitória".

"Passamos meses muito críticos depois deste golpe de Estado e precisamos da restituição do presidente Manuel Zelaya para que a situação volte à normalidade", afirmou Gerson Flores, um estudante de Direito de 27 anos.

"O que fizeram com nosso presidente foi uma barbárie típica dos tempos antigos. Nós elegemos um presidente por quatro anos e o depuseram de forma ilegal (...)", acrescentou o universitário.

Charge do Bessinha
São José dos Campos (SP) paga R$ 8.000 a Maisa em evento e causa polêmica
da Agência Folha, em São José dos Campos

A Prefeitura de São José dos Campos, PSDB (a 97 km de São Paulo) pagou um cachê de R$ 8.000 para que a apresentadora Maisa, 7, do SBT, comparecesse na quarta-feira (28) a um evento em homenagem ao Dia do Servidor Público.

O uso de dinheiro público para contratar a artista mirim provocou polêmica na cidade. O Sindicato dos Servidores criticou o prefeito Eduardo Cury (PSDB) pela atitude e vereadores da oposição cogitam levar o caso ao Ministério Público.

Menina Maisa, apresentadora do SBT; cidade diz que cachê inicial era de R$ 15 mil
De acordo com a prefeitura, Maisa permaneceu por três horas no evento, que acontece todos os anos e reuniu desta vez 800 pessoas. Ao lado de Cury, ela participou de um culto ecumênico e, ao microfone, falou aos servidores. Em seguida, tirou fotos e deu autógrafos.
Comerciantes do centro de SP vão à Justiça contra a calçada da fama de Kassab


Lilian Gonçalves propietária da Rede Biroska
CRISTINA MORENO DE CASTRO
Colaboração para a Folha
Foi parar na Justiça a construção de uma calçada da fama em Santa Cecília (centro de São Paulo), inspirada na de Hollywood. Dois comerciantes da rua Canuto do Val, onde será instalada, processaram a prefeitura e pediram a suspensão das obras, iniciadas há um mês.
Eles argumentam que a lei que autorizou o projeto é inconstitucional e deveria ser revista porque, dizem, só beneficia uma pessoa: Lilian Gonçalves, proprietária da Rede Biroska, com cinco bares no lado ímpar do quarteirão --o mesmo onde ficará calçada da fama.

Rafael Hupsel/Folha Imagem

Obras da "Calçada da Fama" no bairro Santa Cecilia; moradores protestam contra obra
Foi ela que idealizou o projeto e arca com a maior parte dos gastos --colocação de piso, acabamento, arborização, luz. A prefeitura responde pela primeira etapa das obras --reposicionamento de guias e sarjetas-- com custo previsto de R$ 77 mil. Ao todo, 18 funcionários da subprefeitura da Sé trabalham na obra.
O projeto foi aprovado pela Câmara Municipal em janeiro do ano passado, para homenagear "personalidades do meio artístico, cultural e esportivo". Duas estrelas, feitas em 2007, com os nomes do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o atual José Serra (PSDB), serviram de teste para os mais de 200 mt da calçada da fama.
A extensão continua por mais 25 metros da rua adjacente, contrariando o decreto, que diz que ela deve ser "implementada na rua Canuto do Val (...), ocupando o quarteirão compreendido entre as ruas Dona Veridiana e Fortunato".
LULA: A pauta da vida
Em discurso feito na inauguração de exposição de catadores, em São Paulo, o presidente Lula mandou um recado aos profissionais de imprensa que acompanhavam o evento: "esqueçam a pauta do seu editor...


Comissões de Zelaya e Micheletti assinam acordo em Honduras
Do UOL Notícias
Em São Paulo*Sob pressão internacional, a comissão de diálogo do presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, assinou nesta quinta-feira (sexta-feira no Brasil) um acordo com os representantes do presidente deposto, Manuel Zelaya, para dar ao Congresso a tarefa de decidir sobre a restituição do líder, destituído por um golpe militar há quatro meses.
O anúncio foi feito pelo secretário de Assuntos Políticos da OEA (Organização dos Estados Americanos), Víctor Rico, em um breve comparecimento perante a imprensa junto ao subsecretário de Estado americano para a América Latina, Thomas Shannon. "Chegamos a uma feliz conclusão. Há alguns minutos as delegações designadas para este diálogo assinaram a ata e os textos correspondentes", comentou Rico.
"Foi de acordo das duas comissões que este tema (a restituição de Zelaya) seja resolvido pelo Congresso Nacional", afirmou o chefe da comissão de Micheletti, Armando Aguilar. Aguilar ressaltou, porém, que ainda não há prazos para que o Congresso tome a decisão sobre o assunto.
O acordo, decisivo para superar a crise política, foi assinado pelos membros das duas delegações ao fim de quase 12 horas de diálogo. As conversas foram reatadas nesta quinta-feira após praticamente uma semana estagnadas por desacordos sobre a restituição de Zelaya. O avanço foi obtido após a pressão de oficiais do alto escalão do governo americano, que viajaram para Honduras nesta semana para encerrar a crise política e poupar o presidente Obama de mais um problema na política externa.
"É um triunfo para a democracia hondurenha", afirmou Zelaya, logo após a assinatura do acordo, que abre caminho para a sua restituição. Zelaya foi deposto e expulso do país em 28 de junho, mas retornou secretamente para Honduras no mês passado. Desde então, está abrigado na Embaixada brasileira em Tegucigalpa. Roberto Micheletti, que assumiu o controle do país após a deposição de Zelaya, recusava-se terminantemente a concordar com o retorno do presidente deposto ao poder, mas finalmente voltou atrás e aceitou que esta decisão seja tomada pelo Congresso.
"Eu autorizei meus negociadores a assinar um acordo para celebrar o início do fim dessa situação política do país", confirmou Micheletti, em entrevista coletiva na noite de quinta-feira. Ele disse que Zelaya poderia retornar à Presidência do país depois de passar por uma votação no parlamento. Em contrapartida, o acordo estabelece que ambos os lados reconheçam o resultado das eleições presidenciais previstas para 29 de novembro. O controle do Exército seria confiado ao Tribunal Superior Eleitoral.
Líderes dos Estados Unidos, da União Europeia e de países latino-americanos haviam insistido que Zelaya deveria ser autorizado a encerrar seu mandato presidencial, com término previsto para janeiro. Eles disseram que não poderia reconhecer o vencedor da eleição de novembro a menos que a democracia fosse restaurada.
Ontem, durante as negociações, o subsecretário de Estado americano para o Hemisfério Ocidental, Thomas Shannon, líder da delegação dos Estados Unidos enviada a Honduras, afirmou que estava acabando o tempo para um acordo que pudesse pôr fim à crise. O governo Obama cortou alguns programas de cooperação com Honduras após o golpe militar, mas líderes latino-americanos o criticaram por não fazer mais pela restauração da democracia no país.
Diversos grupos de direitos humanos denunciaram abusos cometidos pelo governo interino. Para os partidários de Manuel Zelaya, eleições livres e justas não seriam possíveis após Micheletti reprimir as liberdades civis no país e fechar temporariamente as empresas de comunicação favoráveis a Zelaya.
Com informações de agências internacionais
Ciro diz que se considera pré-candidato a presidente mais vulnerável
Márcio Falcão, Folha Online
“O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) disse nesta quinta-feira que se considera o pré-candidato mais "vulnerável" na disputa ao Palácio do Planalto porque não tem a máquina pública para dar sustentação para sua campanha. Ciro, no entanto, saiu em defesa das viagens da pré-candidata do PT, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ciro afirmou que a oposição não tem argumento para chamar de campanha antecipada as viagens da ministra porque os presidenciáveis tucanos, os governadores José Serra (São Paulo) e Aécio Neves (Minas Gerais), também podem aproveitar eventos públicos para ampliar a visibilidade.
"Os candidatos citados da oposição são governadores de Estado. O Serra, com aquela simpatia que lhe parece peculiar, permanece permanentemente não só em São Paulo inaugurando obras, mas em Natal, em Goiânia. Por que não se faz o mínimo de coerência nessa questão? Essa semana ele [Serra] estava lançando o cartão não sei das quantas dizendo que era legítimo que os governantes sejam reconhecidos por suas realizações. Claro que o mais vulnerável [na disputa] sou eu porque não tenho estrutura nem do governo federal nem do governo de Estado sustentando minha caminhada", afirmou.
Segundo Ciro, não há impedimentos legais para a ministra participar de eventos públicos. "[As críticas da oposição] Isso não tem pertinência nem a mínima coerência. A ministra Dilma está acompanhando o presidente Lula em supervisão de obras na posição que ela se encontra de ministra chefe da Casa Civil. Não há restrição legal nem ética ao exercício da presença da ministra ao lado do presidente Lula", disse.”
http://nogueirajr.blogspot.com/

29 outubro 2009

José Sarney manda publicar cassação de Expedito Junior do PSDB
Ato deve ter validade a partir desta sexta-feira, quando a decisão será publicada no Diário Oficial do Senado
Agência Estado
BRASÍLIA - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), determinou nesta quinta-feira a publicação no Diário Oficial do Senado da cassação do mandato do senador Expedito Junior (PSDB-RO). Segundo informação da assessoria de imprensa de Sarney, o ato deve ter validade a partir desta sexta-feira, quando será publicada a decisão. Acir Marcos Gurgacz (PDT), segundo colocado nas eleições de 2006 para senador por Rondônia, deve tomar posse na próxima terça-feira.

Kassab recebe vaias em evento com Lula
Prefeito deixou o local logo em seguida alegando ter outros compromissos
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), foi vaiado durante evento nesta quinta-feira (29) na capital paulista que reuniu catadores de lixo. A vaia começou já na hora que o prefeito foi chamado para subir ao palco e durou todo o tempo do seu discurso, de cerca de um minuto. Com ar constrangido, o prefeito deixou o local em seguida e sua assessoria alegou que ele tinha outros compromissos.A reação do público mudou quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi anunciado. Ele foi aplaudido e subiu ao palco aos gritos de “Lula, cadê você. Eu vim aqui só para te ver”.
No mesmo evento também estava o ex-prefeito e deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), que também recebeu vaias, mas em proporções menores que as recebidas por Kassab.
Segundo a organização do evento, cerca de 1.500 catadores participaram da ExpoCatadores, evento do Movimento de Catadores de Materiais Recicláveis para divulgar a atividade e defender a sua profissionalização.
R7
Governo do Estado de São Paulo trabalhando por você:
Carne podre era servida em escola e hospital

A Polícia Civil fechou ontem um frigorífico que armazenava mais de 30 toneladas de carne com validade vencida ou prestes a vencer. O alimento era reembalado com datas de validade falsas e vendido para hospitais, creches, escolas e penitenciárias de São Paulo e mais dois Estados.

O frigorífico ficava na rua João Graeber, 164, no Parque São Lucas (zona leste de SP). No local havia carne bovina, suína, de peixe e embutidos em cinco câmaras frias repletas de sujeira e bolor. Havia alimentos armazenados sem refrigeração em corredores."Os clientes são, na maioria, prefeituras, hospitais, penitenciárias e algumas empresas privadas", disse o delegado Anderson Pires Giampaoli, da 2ª Delegacia de Saúde Pública do DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania). Segundo ele, a polícia acredita que o grupo, cujo dono é o empresário Eduardo Antônio Gouveia dos Santos, 57 anos, usava pelo menos quatro razões sociais, entre elas, frigorífico Gouveia Santos, para participar de diferentes tipos de licitação.
De acordo com a polícia, as empresas dele conseguiam vencer as licitações porque compravam carne prestes a vencer de outros frigoríficos por preços muito mais baixos que os de mercado.A carne então era descongelada e recebia novas embalagens e etiquetas com carimbos federais e datas de vencimento futuras. Depois, ela era reembalada e congelada.
A reportagem do Agora encontrou no frigorífico peças de carne com validade vencida há um ano e meio que haviam recebido novo prazo de validade datado de janeiro de 2010.Segundo levantamento preliminar da polícia, entre os clientes estavam mais de 20 prefeituras de São Paulo e de Minas Gerais --que usavam os alimentos para fazer merenda escolar e comida de hospital.
Também recebiam carne a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária, que abastecia pelo menos dez penitenciárias e o Hospital do Servidor Público Municipal. A Secretaria da Segurança Pública do Mato Grosso do Sul também era cliente.Jornal Agora
http://www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com/


Comissão do Senado aprova adesão da Venezuela ao Mercosul
Por 12 a 5, governo sai vitorioso e aprova substitutivo de Romero Jucá; decisão deve passar pelo Plenário
estadao.com.br
BRASÍLIA - O governo saiu vitorioso da sessão da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado nesta quinta-feira, 29, com a aprovação do voto substitutivo do líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RO), em apoio à entrada da Venezuela no Mercosul.

A sessão começou com um disputa acirrada entre governo e oposição sobre a adesão, com senadores do governo defendendo a entrada do país, sob o argumento de que se trata de uma relação entre Estados, e não entre governos. Os governistas também argumentam que o comércio entre os dois países sairá favorecido. A Venezuela é o 5º parceiro comercial do Brasil.
Reflexões de um ex-vira-lata
PAULO NOGUEIRA BATISTA JR.
A cotação do Brasil está muito alta; como economia, como ator na cena internacional, como nação cultural

ANTONIO PATRIOTA , até recentemente embaixador brasileiro aqui em Washington, reclamou comigo: "Para de falar em complexo de vira-lata! O Brasil passou dessa fase". Talvez o nosso embaixador tenha razão. O Brasil vem ganhando autoconfiança com uma rapidez surpreendente.
Nas recentes reuniões do G20, em Londres e Pittsburgh, e na última reunião anual do FMI, em Istambul, o Brasil bateu um bolão. Somos subdesenvolvidos? Sim. Temos equipes pequenas? Sim, muito menores do que as dos países desenvolvidos. E, no entanto, as delegações brasileiras têm sido das mais atuantes e -correndo o risco de soar presunçoso- acrescento: das mais influentes.
A aliança Bric (Brasil, China, Índia e Rússia) vem sendo fundamental. Mas não é só isso. O Brasil, em si mesmo, tem tido um papel cada vez maior. Há um fator que nos ajuda enormemente: a imagem favorável do país no exterior. A cotação do Brasil está muito alta. Do Brasil como economia, do Brasil como ator na cena internacional, do Brasil como nação cultural.
Bem sei, leitor, que o brasileiro está longe de compartilhar uma visão tão positiva. Talvez porque esteja mais perto do Brasil e conheça melhor as nossas mazelas. Talvez porque o complexo de vira-lata ainda esteja mais vivo do que imagina o embaixador Patriota.
Faço ainda outra ressalva: existe provavelmente um certo economicismo na forma como os países são vistos internacionalmente. O chamado mercado (um dos codinomes da turma da bufunfa) só se interessa pelos indicadores econômicos e financeiros. Não quer nem saber da péssima distribuição de renda, dos problemas sociais, dos níveis ainda elevados de pobreza e de miséria.
Ora, os indicadores econômicos brasileiros têm ficado, em geral, acima do esperado. Até 2007-2008, os nossos detratores (quase sempre brasileiros) diziam: "O Brasil está navegando uma onda internacional favorável".
Veio então a maior crise internacional desde a Grande Depressão. A torcida adversária (brasileira, em geral) começou a salivar intensamente, aguardando o colapso. Não aconteceu. O Brasil sofreu os efeitos da crise, claro. Mas menos do que se esperava. A recuperação brasileira também começou mais cedo do que o previsto. Basta dizer uma coisa: no meio dessa crise mundial, o Brasil anunciou um empréstimo de US$ 10 bilhões ao FMI.
O meu complexo de vira-lata deu arrancos triunfais de cachorro atropelado (para combinar dois bordões do Nelson Rodrigues em uma única frase). Quis o destino ou o acaso que coubesse a mim, logo a mim - devedor nato, hereditário e até inadimplente -, ser o diretor-executivo pelo Brasil no Fundo exatamente nessa conjuntura. Qualquer um dos meus antecessores -Alexandre Kafka, Murilo Portugal ou Eduardo Loyo- desempenharia o papel de credor com mais categoria e convicção.
Só tenho uma coisa a dizer em meu favor: apesar de credor neófito, acho que preservo uma identificação autêntica com os devedores do FMI. Sei o que significa ser devedor dessa instituição e, dentro do que posso, empresto a minha voz aos países em crise, especialmente os pequenos e oprimidos (mesmo aos brancos de olhos azuis). Foi o que tentei fazer pela Islândia, por exemplo, que passou ontem pela Diretoria-Executiva do FMI.
Dizem que os mulatos podem ser os piores racistas. Que os cristãos-novos são os mais fervorosos. Que um credor neófito pode ser o mais linha-dura. Vamos tentar desmentir esses ditados.


PAULO NOGUEIRA BATISTA JR. , 54, escreve às quintas-feiras nesta coluna. É diretor-executivo no FMI, onde representa um grupo de nove países (Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Haiti, Panamá, República Dominicana, Suriname e Trinidad e Tobago), mas expressa seus pontos de vista em caráter pessoal.

Jucá: Decisão sobre Venezuela no Mercosul não será adiada

Marcela Rocha

Relator da matéria, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) aceitou rediscutir o texto contrário à entrada da Venezuela no Mercosul se o país se comprometer a respeitar os princípios democráticos do bloco. A votação seria adiada, não fosse a estratégia do líder governista Romero Jucá (PMDB-RR) de reunir 11 assinaturas de senadores favoráveis à entrada do país vizinho.

O líder governista já garantiu o resultado. As 11 assinaturas evitam que as condições levantadas pela oposição barrem a Venezuela e garantem também que a votação não seja adiada novamente. O líder governista pediu vistas quando Jereissati apresentou seu voto contrário.
Tasso trabalha para adiar a votação na Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE) com o argumento de que pode mudar o texto em favor do país vizinho. Ante a possibilidade do adiamento, nasceu o esforço de Jucá para arrecadar as assinaturas e garante que "não existe nenhuma possibilidade de a matéria ser adiada mais uma vez".
Jucá fez questão de entregar em mãos seu voto aos membros da oposição e tem reunião marcada com Jereissati. Para o peemedebista, a entrada da Venezuela "atende plenamente aos interesses nacionais do Estado brasileiro".

- Atende aos interesses do Mercosul, em termos de sua revitalização interna e reprojeção no cenário internacional, notadamente em termos energéticos e na vertente amazônica e caribenha; e atende às preocupações existentes com relação aos desenvolvimentos políticos dentro da Venezuela - em matéria de democracia, direitos humanos, paz e estabilidade - defende Jucá em voto que será apresentado nesta quinta-feira, 29.


Os senadores que assinam o voto de Jucá são: Inácio Arruda (PCdoB), João Pedro (PT), Eduardo Suplicy (PT), Francisco Dorneles (PP), João Ribeiro (PR), Geraldo Mesquita Jr. (PMDB), Pedro Simon (PMDB), Renato Casagrande (PSB) e Antônio Carlos Valadares (PSB).
A CRE é constituída por 19 parlamentares. A matéria depende de uma maioria simples para ser aprovada, ou seja, 50% mais um. O presidente Lula tem encontro marcado com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, nesta quinta-feira, 29. Jucá vai junto.
Ao final de seu voto, o líder governista faz um apelo: "Não aprovando a adesão da Venezuela estaremos convidando um país vizinho - nosso 6º maior cliente no mundo - a procurar outros parceiros", justifica Jucá. "Por todo o exposto votamos pela democracia, pela paz, pela integração latino-americana e, portanto, pela aprovação do projeto", conclui.
Terra Magazine

Senado aprova proposta que aumenta Orçamento para educação
da Agência Senado
da Folha Online
O Senado Federal aprovou por unanimidade nesta quarta-feira a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 96A/03 que reduz anualmente, a partir do exercício de 2009, o percentual da DRU (Desvinculação das Receitas da União) incidente sobre os recursos destinados à manutenção e ao desenvolvimento do ensino.
Criada em 1994 com o nome de Fundo Social de Emergência, a DRU permite à União retirar da área 20% dos recursos que, pela Constituição, teriam que ser destinados ao setor. Pela proposta, a alíquota que era de 20% cai para 12,5% no exercício de 2009 e 5% em 2010. Em 2011, não haverá mais a incidência da DRU na educação.
O ministro Fernando Haddad (Educação) --que acompanhou a votação--, afirmou que o Congresso corrige uma distorção do passado. Segundo ele, desde 1994, a educação vem perdendo cerca de R$ 10 bilhões por ano com a DRU.
"Fizemos as contas e a educação perdeu cerca de R$ 100 bilhões nesse período. Poderíamos ter formado todos os professores e matriculado todas as crianças na educação infantil", disse.
Embora o fim da desvinculação dos recursos para a educação só esteja previsto para ocorrer a partir de 2011, a PEC estabelece redução da DRU já em 2009 e 2010, liberando verbas extras de R$ 4 bilhões e R$ 7 bilhões, respectivamente.
Parte do valor poderia ser repassado a Estados e municípios, responsáveis pela oferta do ensino médio e da pré-escola, respectivamente.
O Orçamento da educação neste ano é de cerca de R$ 41 bilhões. A previsão para o próximo ano é que seja R$ 50 bilhões.
A PEC também torna obrigatório o ensino para crianças e jovens de 4 a 17 anos. Hoje, a obrigatoriedade abrange a faixa etária de 6 a 14 anos. Com isso, seriam acrescentados dois anos da pré-escola e o ensino médio. Durante a tramitação da proposta, a mudança da obrigatoriedade do ensino foi apoiada pelo Ministério da Educação. Pela Constituição, os pais e o poder público podem ser responsabilizados pelas crianças fora da escola.
De acordo com Haddad, os recursos da desvinculação serão investidos na universalização da pré-escola e do ensino médio. A matéria segue, agora, para promulgação.
Com Agência Brasil
Ao chegar para jantar com PP, Dilma defende continuidade na sucessão presidencial

Do UOL Notícias
Em BrasíliaA ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) afirmou nesta quarta-feira (28) que o programa de governo do PT para a sucessão terá de garantir a continuidade e avançar nas políticas implantadas no governo Luiz Inácio Lula da Silva.

"Obviamente nós todos achamos que dar continuidade ao governo é uma questão estratégica. Dar continuidade e sempre avançar. Eu acho que em várias áreas nós vamos ter isso", ressaltou a ministra, ao chegar para um jantar com a bancada do PP, em Brasília, agora à noite, para discutir uma eventual aliança para o ano que vem.
A virtual candidata à sucessão do presidente Lula destacou os programas sociais, a educação, o desenvolvimento de fontes renováveis de energia e a exploração do pré-sal como algumas das áreas de merecem atenção.
"A primeira questão é avançar em todos os programas sociais. Nós começamos agora, por exemplo, com o 'Minha Casa, Minha Vida'. A base fundamental do governo Lula vê nesse programa uma prévia do que vai ter de ser feito no Brasil, porque ainda temos 6 milhões de pessoas sem moradia", disse, citando o programa habitacional lançado em julho deste ano, que prevê a construção de 1 milhão de casas e apartamentos para famílias de baixa renda.
A ministra disse ainda que a política atual do governo para educação, que "privilegia a inovação", precisa ser feita "em uma escala cada vez maior".
"Outro exemplo é o pré-sal. Implantar a cadeia de petróleo e gás no Brasil no que se refere à indústria de bens e serviços é fundamental", afirmou, ressaltando o destaque que a transferência de tecnologia tem tido nas negociações do governo com investidores internacionais. "Fizemos isso com a TV digital, estamos fazendo com o trem de alta velocidade, criamos todo um horizonte em relação às energias renováveis, o etanol".
Questionada sobre qual seria a estratégia para sua candidatura, se continuar no governo até abril do próximo ano (quando exigido pela Lei Eleitoral) ou se afastar antes para avançar na negociação de alianças, Dilma se negou novamente a admitir sua condição de pré-candidata do PT.
"Não posso me manifestar sobre um assunto que sequer foi tratado. Essa é uma questão que, para nós, não foi posta na ordem do dia".

28 outubro 2009

Para Lula,derrotados nas urnas não querem que governo faça obras

REUTERS

RIO DE JANEIRO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que alguns no Brasil há pessoas que foram derrotadas nas urnas que não querem que os vencedores realizem seus projetos.

"Há um certo tipo de gente que no exercício da democracia não se contenta em perder. Ele quer que quem ganhe não faça nada para poder justificar os discursos feitos durante a campanha", disse Lula durante a inauguração dos novos estúdios de uma emissora de TV no Rio de Janeiro.

Recentemente, Lula foi acusado pela oposição de fazer campanha eleitoral durante inauguração de obras do governo federal. As críticas ganharam força depois que o presidente passou três dias no Nordeste inaugurando obras da transposição do rio São Francisco.

Lula lembrou que quando foi eleito presidente em 2002, muitos desconfiaram de seu governo, temores que duraram até 2005.

"Ainda não era muita gente que acreditava no Brasil em 2005. Aqueles que em 2002 não tinham votado em mim ficaram torcendo para que o governo não desse certo", afirmou.

Lula reiterou sua confiança no sucesso da Olimpíada de 2016 e acredita que até lá o Brasil tem condições de se tornar a quinta economia do mundo.

"Para um país dar certo, uma empresa dar certo, é preciso acreditar em si mesmo", finalizou.
Livro de poemas sobre os porões da ditadura será lançado hoje, em Brasília
A Editora Fundação Perseu Abramo, em coedição com a Publischer Brasil, lança nesta quarta-feira (28), em Brasília, o livro Poemas do Povo da Noite, de Pedro Tierra, pseudônimo de Hamilton Pereira da Silva. A reedição do livro, escrito nas prisões pelas quais passou o escritor entre os anos de 1972 e 1977, marca os 30 anos da Lei de Anistia. Poemas do Povo da Noite é uma das obras que retratam os procedimentos do regime militar no Brasil. O lançamento do livro, com a presença do autor, será no Instituto Cervantes, a partir das 20h.
Hamilton Pereira da Silva, militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), foi preso em 10 de junho de 1972, quando tinha 24 anos, em Anápolis, Goiás. Era acusado de subversão e de atentar contra a segurança nacional. Submetido a longos períodos de tortura, aos quais o autor costuma se referir como "interrogatórios", permaneceu cerca de três meses incomunicável em quartéis do Exército em Goiânia e em Brasília.
Leitor e apreciador de literatura desde a adolescência, Hamilton encontrou na poesia uma maneira de se manter "vivo e lúcido na cadeia", como forma de resistência e de comunicação com o mundo exterior. Como registra o jornalista, escritor, doutor em Comunicação e Cultura e atual deputado Emiliano José (PT-BA), "Hamilton tinha a capacidade de viver poesia, de mergulhar na tragédia e nas dores humanas depois de experimentá-las na própria carne".
Seus poemas descrevem os duros momentos passados pelos presos políticos, as torturas, a morte de muitos deles e a luta pela vida dos que resistiram às sevícias. São poemas em que palavras como "sangue", "morte", "luta" e "companheiro" aparecem com freqüência. A homenagem a companheiros mortos é também tratada no livro.

Primeira edição

A primeira edição do livro ocorreu na Espanha. O volume em espanhol, premiado pela Casa de las Américas deu origem à primeira edição integral e comercial do livro em 1978. Ainda em 1978 uma revista alemã publicou poemas da obra de Pedro Tierra, além de textos de Josué de Castro, D. Hélder Câmara, Thiago de Mello, Manuel Bandeira e João Cabral de Melo Neto. Esta publicação foi "Um novo céu - Uma nova Terra", lançada em tiragem de 35 mil exemplares. Nesta revista, pela primeira vez, revelou-se que Pedro Tierra era pseudônimo de Hamilton Pereira.
Somente em 1979, após esse percurso internacional, Poemas do Povo da Noite chegou ao Brasil. Publicado pela Editorial Livramento, de São Paulo, o livro teve uma tiragem de 3.980 exemplares, com as mesmas ilustrações da edição espanhola e da edição original que foi organizada pelo então advogado do autor no Brasil, o ex-deputado petista Luiz Eduardo Greenhalgh.

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Diretora da OMS afirma que Fidel está 'maravilhoso' e 'forte'
Margaret Chan se reuniu com o líder cubano para tratar de temas como a gripe A e as mudanças climáticas


Reuters

Fidel Castro recebe medalha em outubro deste ano: em público, o líder não aparece desde 2006
HAVANA - A diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, afirmou nesta quarta-feira, 28, que encontrou o líder cubano Fidel Castro e o viu "muito forte e dinâmico" e que sua aparência está "maravilhosa". Na reunião, foram debatidos temas como a pandemia de gripe A, o atendimento à incapacitados e a mudança climática.
Chan explicou em entrevista coletiva em Havana que teve na terça-feira, 27, uma conversa "de mais de duas horas" com o ex-presidente, que não aparece em público por motivos de saúde desde 2006.
Embora tenha apelado à "importância da confidencialidade", como médica de profissão que é, Chan disse que viu o ex-governante "muito forte" e comentou que, embora ela seja mais jovem, se sente mais cansada do que ele, que tem 83 anos.
"Se eu me sinto cansada, ele não. Foi uma lição de humildade, ele me acompanhou até o portão da casa e era uma distância bastante longa", relatou a funcionária, que termina hoje uma visita de quatro dias à ilha.
Detalhou que falaram da pandemia da gripe A, dos desafios atuais e futuros da mudança climática, do envelhecimento da população cubana e da necessidade de prestar atenção às pessoas incapacitadas, entre outros temas.
Chan disse que teve o "privilégio" de reunir-se com muitos presidentes e primeiros-ministros por razões de trabalho, mas que é "impressionante" a compreensão que tem Castro da saúde pública e "tremendo" seu compromisso com a saúde dos cubanos.
"Alguns dos senhores, especialmente os doutores, se não conhecem bem o tema (a saúde), melhor não falarem com ele, porque ele conhece mais o tema que qualquer outro", assegurou a máxima autoridade sanitária mundial.
Fidel Castro não aparece em público desde julho de 2006 por uma doença que - após meio século no poder - lhe levou a ceder a Presidência a seu irmão Raúl, de 79 anos, mas ainda mantém o cargo de primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba.
Entrada de dólares supera saída em US$ 12 bi mesmo com IOF sobre
da Folha Online
O fluxo cambial do país (saldo entre entradas e saídas de dólares) está positivo em US$ 12,84 bilhões no mês de outubro (até o dia 23), informou nesta quarta-feira o Banco Central. No acumulado de janeiro até o dia 23 deste mês, o fluxo é positivo em US$ 21,099 bilhões.
Este mês recebeu grande fluxo de divisas do exterior, entre outros motivos, pelo lançamento de ações do banco Santander no mercado brasileiro. Com a operação, o banco levantou R$ 14 bilhões e atraiu muitos investidores estrangeiros para o mercado brasileiro.
Compra de ações por estrangeiros é a maior em 62 anos
Com Santander, investimento estrangeiro no mercado é o melhor da história
Taxação de IOF sobre estrangeiros ameaça Bolsa e lançamento de ações

O próprio BC já alertou que o investimento estrangeiro em ações de empresas brasileiras atingiu em outubro o maior valor registrado desde 1947, início da série histórica.
Imitando Serra, a oposição vai enfiar o dedo no nariz e rasgar.
STF determina afastamento de senador cassado pelo TSE
Supremo ordenou que Expedito Junior deixe o cargo imediatamente; Senado resiste em cumprir ordem do TSE
Agência Estado
BRASÍLIA - O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta quarta-feira à mesa do Senado o afastamento imediato do senador Expedito Junior, que foi cassado pela Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas continua no Congresso. A decisão se deu por 7 votos a 1, o STF ordenou que o senador deixe o cargo par empossar seu suplente, senador Acir Marcos Gurgacz.

TSE rejeita recurso de senador cassado
No julgamento, o decano do STF, Celso de Mello, protestou contra o fato de Expedito Junior ainda exercer o cargo de senador apesar de ter sido cassado. "É inaceitável que as mesas das Casas do Congresso não cumpram decisões emanadas do TSE, especialmente quando já houve específicos pronunciamentos do STF na sua condição de guardião da Constituição", disse.
Segundo o ministro, isso é uma insubordinação inconcebível no estado democrático de direito
Depois a oposição diz que o presidente Lula, não respeita as leis, as instituições, os poderes da República. Esse ex senador acabou de se filiar ao PSDB, foi cassado tem que cair fora já, como determina a lei
Charge do Bessinha

Assembleia Geral da ONU pede fim do embargo americano à Cuba
Do UOL Notícias*
Em São PauloA Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) votou nesta quarta-feira (28) contra o embargo comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba.
Dos 192 países que integram a ONU, 187 votaram contra o embargo. Apenas três votaram pela permanência do embargo, entre eles, Estados Unidos e Israel.
A reunião é a 18ª ocasião consecutiva na qual o governo cubano apresenta no organismo multilateral um projeto de resolução para pedir o fim das sanções americanas contra a ilha.
Está é a primeira ocasião em que as Nações Unidas tratarão do embargo imposto pelos EUA desde que Barack Obama assumiu a Presidência do país.

No ano passado, uma resolução similar foi aprovada com os votos favoráveis de 185 países, três contra (EUA, Israel e Palau) e as abstenções de Ilhas Marshall e Micronésia.

O ministro das Relações Exteriores do país, Bruno Rodríguez, lembrou que Obama, mesmo que quisesse, não poderia suspender o embargo imediatamente devido a empecilhos legais, mas poderia emitir normas que o flexibilizem, "algo que não parece estar disposto a fazer".

Além disso, segundo Rodríguez, 80% dos americanos é contra o embargo, assim como a maioria dos exilados cubanos nos EUA.

O embargo americano sobre Cuba começou oficialmente em 7 de fevereiro de 1962 sob o Governo de John F. Kennedy, mas Washington já tinha imposto certas sanções a partir de 1959.

As restrições comerciais e financeiras representaram perdas à economia cubana estimadas em US$ 242,4 milhões no último ano e de US$ 96 bilhões desde quando entraram em vigor, segundo o Governo de Havana.

Com informações das agências internacionais
STF marca data de julgamento de Azeredo
Após duas semanas, Gilmar Mendes cede: “Tucanoduto de Azeredo” entra na pauta da Corte para julgamento em 4 de novembro

Nos últimos quinze dias travou-se uma enorme batalha dentro do Supremo Tribunal Federal (STF).
De um lado, o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes; do outro, a Procuradoria da República e o ministro Joaquim Barbosa insistindo para que fosse colocado em pauta o inquérito 2280 relativo às investigações e denúncias apresentadas pela Procuradoria contra o senador mineiro Eduardo Azeredo (PSDB).
Conforme noticiado por Novojornal, nos bastidores, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso lutava para que a matéria não fosse colocada em pauta, diante das ameaças de Azeredo.
A Procuradoria da República e o ministro Joaquim Barbosa insistiam que estava ficando muito mal perante a opinião pública a ingerência do senador tucano na tramitação da matéria.
Alegavam ainda que quanto mais demorassem para apreciar a matéria, mais próximo das eleições estariam, motivando especulações de que a questão era política.
Após consultar os membros da Corte e constatar que o entendimento da maioria era o mesmo do ministro Joaquim Barbosa e da Procuradoria da República, Gilmar Mendes foi obrigado a ceder, colocando a matéria em pauta.
Marcado para o dia 4 de novembro, o julgamento pela Corte será da aceitação ou não da denúncia apresentada pela Procuradoria da República, em análise ao relatório do ministro Joaquim Barbosa.
Até agora nada se sabe sobre este relatório, porém o conteúdo da denúncia apresentada pela Procuradoria da República é “consistente”, informa um dos procuradores que atuaram no caso.
O desdobramento deste julgamento é imprevisível, pois se espera de Azeredo um comportamento de “tudo ou nada”, disse um de seus assessores.
http://www.novojornal.com/politica_noticia.php?codigo_noticia=11760

Integrante do 'Pânico na TV' é preso com cocaína em SP
Droga foi encontrada no bolso de Marcos da Silva Herédia, o Zina, na zona norte; segundo PM, ele resistiu
Fabiana Marchezi, da Central de Notícias
SÃO PAULO - Marcos da Silva Herédia, de 27 anos, o Zina, do programa "Pânico na TV", da Rede TV!, foi preso por volta das 8 horas desta quarta-feira, 28, com um pino de cocaína na Rua Capela da Lagoa, na região de Parada de Taipas, zona norte de São Paulo.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, policiais militares receberam uma denúncia anônima informando que um homem armado ameaçava pedestres que passavam pela rua. Quando os policiais chegaram ao local indicado, encontraram um homem descontrolado que partiu pra cima deles.
A droga foi encontrada no bolso do suspeito, durante revista policial. Segundo a PM, ele resistiu à abordagem. A arma não foi encontrada. Zina foi encaminhado ao 74º Distrito Policial para a elaboração de um Termo Circunstanciado, já que a quantidade apreendida o classifica como usuário.

Tudo indica que esse grupo não financia só a baixaria na TV, financia o tráfico de drogas, a violência, a compra de armas dos traficantes
Lula: ajuda federal contra violência 'não tem limite'
Agencia Estado

RIO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que a contribuição da União para o combate ao crime organizado no Rio de Janeiro "não tem limite" e que é preciso que o governo federal reconheça a responsabilidade, além do governo do Estado, no enfrentamento da violência. "Se somar os esforços e não ficar discutindo merreca de dinheiro, a gente pode resolver", afirmou o presidente, em entrevista coletiva pouco depois de inaugurar um ginásio esportivo na Vila Olímpica da Favela da Mangueira, na capital fluminense.

Lula repetiu o que havia dito no discurso de que não é fácil enfrentar a violência. "Se fosse fácil teria resolvido em 2006, em 2005 e em 2004. Não é fácil quando se lida com gente anormal. O bandido é anormal. Nós somos normais. Se você tivesse com um arma apontada para minha cabeça eu estaria tremendo", disse o presidente a um repórter. "Temos que mostrar ao mundo que o Estado brasileiro e a parte boa da sociedade brasileira tem mais força que o crime organizado."
Charge do Bessinha
Governo fará novo PAC em 2011 para até 2015, diz Lula
Presidente disse que cada prefeito e governador vai ser convidado a discutir os programas com os ministros
- Agencia Estado
RIO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira, em discurso na escola de samba Mangueira, no Rio de Janeiro, que o governo fará um novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em 2011 para até 2015. Nesse período, o governo Lula já terá se encerrado. De acordo com o presidente, cada prefeito e governador vai ser convidado a sentar com os ministros e com Dilma Rousseff, que atualmente é a ministra-chefe da Casa Civil, para traçar os programas. O presidente vem trabalhando para que Dilma seja sua sucessora. Oficialmente, porém, ela ainda não é candidata.
No mesmo discurso de inauguração do Ginásio de Esportes em homenagem ao compositor e intérprete Jamelão, o presidente falou também da violência na cidade do Rio de Janeiro. De acordo com ele, o governador Sérgio Cabral (PMDB) não tem como acabar com a violência em um minuto. Se fosse assim, disse Lula, o problema não duraria tantas décadas.
O presidente da República afirmou que "com o narcotráfico não tem poema" e defendeu a prisão para os traficantes. No entanto, ele também afirmou que 99,99% da população nas favelas é trabalhadora. "Seria irresponsabilidade do governo federal dizer que o problema é do Sergio Cabral (governador do Rio) e do Eduardo Paes (PMDB, prefeito do Rio)", disse.
Ajuda federal
Lula contou que o ministro da Justiça, Tarso Genro, conversou ontem por três horas com Cabral e lhe apresentou uma proposta de apoio do governo federal à segurança no Rio. "Vamos dar forma jurídica", disse. "Quando vejo agressão seja no Rio de Janeiro ou na Bahia, é como se fosse na porta do Alvorada, porque todos nós somos brasileiros."
O presidente foi muito aplaudido pelas crianças na quadra da Mangueira. Ele beijou a bandeira da escola de samba e viu a apresentação dos cantores Nelson Sargento e Alcione, que interpretaram músicas de Jamelão. A ministra Dilma Rousseff, também no palco, acompanhava de sua cadeira, longe dos microfones, mas cantando todas as músicas.
TRIO DESESPERO
Estudo mostra que Serra fez governo ainda pior que o de Alckmin
O governo de Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo não deixou nenhuma saudade. Tímida, burocrática e marcada pelo abandono das questões sociais, sua gestão apenas empurrou com a barriga os problemas mais graves do Estado. Mas a atual gestão de seu sucessor, José Serra, consegue ser ainda pior. É o que mostra um estudo feito pela liderança do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo.
A administração do governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra (PSDB), revela a marca de um programa próprio de aceleração do "crescimento". Iniciado em janeiro de 2007, o Governo Serra acelerou o crescimento da carga tributária cobrada dos contribuintes; das vendas de bens públicos ao setor privado; da terceirização de serviços públicos; da tolerância com os grandes devedores e do calote aos credores de precatórios. Ao mesmo tempo, reduziu a participação dos gastos com Educação, Saúde e Segurança no orçamento estadual.

Um amplo diagnóstico financeiro e orçamentário dos sucessivos governos tucanos em São Paulo, concluído na semana passada pela liderança do PT na Assembleia Legislativa, não apenas reafirma o modelo das administrações do PSDB. O estudo também evidencia que o governador Serra, que ambiciona suceder o presidente Lula, comanda um governo menos atento aos problemas da população do que o de seu antecessor e companheiro de partido Geraldo Alckmin. A participação dos gastos em Educação, Saúde e Segurança, por exemplo, no orçamento estadual, era maior no Governo Alckmin do que tem sido no Governo Serra.

O diagnóstico começa apontando a fúria arrecadatória dos governos do PSDB. A carga de tributos aumentou continuamente desde 2002. Em valores corrigidos pelo IPCA, o peso dos impostos sobre cada contribuinte subiu de R$ 1.732,89, em 2002, para R$ 2.268,75. Só escaparam dessa fúria os grandes devedores do Estado. A dívida deles quase triplicou – de R$ 37,2 bilhões, em 1997, para R$ 92,6 bilhões, no ano passado.

Ao longo dos governos tucanos cresceram, além da carga tributária, os gastos com terceirizações de serviços públicos – de R$ 6,74 bilhões, no ano 2000, para R$ 10,1 bilhões no ano passado.

A venda de patrimônio público teve ritmo e volume variados nas sucessivas administrações do PSDB, que privatizaram as empresas de energia – CPFL, Eletropaulo e CESP, os bancos Banespa e Nossa Caixa, mais a Comgás, a Fepasa e outras estatais e ainda as rodovias, concedidas depois de duplicadas.

O primeiro governo do PSDB em São Paulo (1995/98), comandado por Mário Covas, vendeu R$ 46,1 bilhões. O próprio Covas, no segundo mandato, e seu sucessor, Geraldo Alckmin, desaceleraram as vendas. Elas caíram para R$ 18,4 bilhões, entre 1999 e 2002, e para R$ 4,3 bilhões, entre 2003 e 2006. No Governo Serra as privatizações voltaram a crescer. Ao fim de 2010 as vendas deverão chegar a R$ 10,4 bilhões – valor quase 150% superior ao da última gestão de Alckmin.

Para fazer caixa e garantir superávits primários artificiais, os governantes do PSDB fizeram crescer a cada ano o calote aos credores de precatórios. A dívida para com esses credores aumentou de R$ 10,7 bilhões, em 2002, para R$ 19,6 bilhões neste ano.

Toda a dívida pública cresceu sob os governos tucanos. Em 1997 somava R$ 130 bilhões; em 2008 chegou ao ápice: R$ 168 bilhões.

Ao mesmo tempo, entre 1998 e 2008, os gastos com Educação, Saúde e Segurança perderam participação no orçamento estadual.

Em 1998 o Governo Covas gastou 14,45% em Educação; Alckmin, em 2003, gastou 16,40%; e Serra, em 2008, gastou menos de 13%.

Na Segurança, o governo de São Paulo gastou em 2002, sob o comando de Alckmin devido à morte de Covas, 10,59% do orçamento. No ano passado, sob Serra, os gastos foram inferiores a 8%.

Algo próximo se repetiu na área da Saúde. Os gastos do Governo Alckmin em 2004 chegaram a 10,42% do orçamento estadual. No ano passado, o segundo do Governo Serra, ficaram abaixo de 9%.

Na área da Habitação, os governos tucanos sequer cumpriram a lei estadual que manda destinar 1% da arrecadação do ICMS para a construção de moradias. Os investimentos previstos no período 2001 e 2008 somavam R$ 8,3 bilhões, mas foram aplicados somente R$ 5,2 bilhões. Ou seja: R$ 3,1 bilhões foram esquecidos.

Já os gastos com propaganda só aumentaram. Em 2000, somaram R$ 88 milhões; em 2008, R$ 180 milhões.

Pelos cálculos do PT, Serra está longe de cumprir algumas das metas com que se comprometeu. O governador disse que criaria 50.000 vagas para o ensino médio, mas até agora criou pouco mais da metade. Serra prometeu também atender 31.650 famílias com obras e serviços de urbanização de favelas. Até agora atendeu menos de 12 mil.

Carga tributária
Em 2002, cada contribuinte paulista pagou R$ 1.732,89 em impostos estaduais. No ano passado, pagou R$ 2.268,75.

Privatizações
O Governo Serra acelerou o crescimento do programa de privatizações. A venda de patrimônio público, que alcançou R$ 4,3 bilhões no período 2003 e 2006, somará R$ 10,4 bilhões ao fim do período 2007/2010.

Gastos com terceirizações
As despesas com serviços terceirizados aumentaram de R$ 6,74 bilhões em 2000 para R$ 10,1 bilhões no ano passado.

Aumento da dívida pública
A dívida do Estado de São Paulo aumentou de R$ 130 bilhões, em 1997, para R$ 168 bilhões, em 2008.

Tolerância com grandes devedores
Os valores devidos pelos grandes contribuintes cresceram 150% – de R$ 37,2 bilhões, em 1997, para R$ 92,6 bilhões, em 2008.

Calote nos precatórios
O calote aos precatórios cresceu de R$ 10,7 bilhões, em 2002, para R$ 19,6 bilhões em 2009.

Redução de investimentos
Os governos tucanos previram a aplicação de R$ 8,3 bilhões na construção de moradias, no período 2001 a 2008. Aplicaram R$ 5,2 bilhões – R$ 3,1 bilhões a menos.
Os gastos com educação, que representavam 16,40% do orçamento em 2003, passaram a representar 12,69% do orçamento em 2008.

A participação dos gastos em Segurança no orçamento paulista caiu de 10,59% em 2002 para 7,67% em 2008 – mesmo nível de 10 anos antes.
A participação dos gastos com Saúde caiu de 10,42%, em 2004, para 8,98% em 2008.

Investimento em propaganda
As despesas com publicidade do governo aumentaram de R$ 88 milhões, no ano 2000, para R$ 180 milhões no ano passado.

Promessas
Serra prometeu criar 50.000 vagas para o ensino médio. Criou 26.900.
Prometeu atender 31.650 famílias com urbanização de favelas. Até agora atendeu 11.935
Prometeu construir 40 unidades para a Polícia Técnica entre 2008 e 2010. Construiu 13.

Fonte: Brasília Confidencial

VIXE!!! Hoje só tem notícia ruim ................para a oposição, leitões - leitoas, abutres, e abestalhados.


Classes D e E puxam consumo na crise
AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - A base da pirâmide social, as classes D e E, de menor renda, foi responsável pela metade do crescimento das vendas de alimentos e artigos de higiene e limpeza vendidos nos supermercados no primeiro semestre deste ano, revela um estudo da consultoria Nielsen. As 44 categorias de produtos pesquisadas em 8.400 domicílios brasileiros tiveram um acréscimo no volume de vendas de 3% no primeiro semestre deste ano em relação aos mesmos meses de 2008. E as classes D e E contribuíram com 50% dessa variação no período.
"Ao contrário do que se previa, o desemprego se manteve controlado, a confiança do consumidor foi aos poucos retomada e a população de baixa renda voltou às compras", afirma o executivo de atendimento da consultoria, Sergio Pupo. Apesar do medo da crise, as classes D e E, que são 36% dos lares brasileiros, ampliaram em 4% a frequência ao supermercado no primeiro semestre deste ano e gastaram 1% a mais a cada compra, mostra a pesquisa. Com isso, aumentaram em 5% o desembolso total com as compras de supermercado no primeiro semestre de 2009 ante igual período de 2008, superando a média do mercado como um todo, que foi 3%.

Confiança da indústria é a maior desde setembro de 2008
Índice de outubro tem alta de 7,4% ante o mesmo mês do ano passado, na 1ª taxa positiva em 13 meses
Reuters
SÃO PAULO - A confiança da indústria brasileira melhorou em outubro para o maior patamar desde setembro do ano passado, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira, 28. O índice subiu 2,7% sobre setembro, para 112,2 pontos, com ajuste sazonal. Sobre outubro de 2008, a alta foi de 7,4%, na primeira taxa positiva em 13 meses, "comparação favorecida pelo fato de que a coleta de dados de outubro de 2008 já estava influenciada pelo aprofundamento da crise financeira internacional, ocorrida a partir de meados do mês anterior", segundo a FGV.

Estatal de internet banda larga pode sair do papel
AE - Agencia Estado
BRASÍLIA - A solução para fazer deslanchar o Programa Nacional de Banda Larga, em estudo no governo, pode passar pela adoção de um modelo híbrido, pelo qual seria criada uma estatal para atuar só no "atacado" do setor de telecomunicações, transmitindo dados. A oferta de serviços de internet ao usuário final, por sua vez, ficaria a cargo do setor privado, especialmente as empresas de telefonia. A decisão ainda não foi tomada, mas segundo fontes do governo, essa composição garantiria o início da implantação do projeto em 2010, antes do fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na próxima semana, os técnicos do governo que estão trabalhando na elaboração do projeto apresentarão os estudos numa reunião do comitê gestor do programa, que envolve vários ministérios, entre eles Casa Civil, Comunicações e Planejamento. A ideia é concluir a proposta até o dia 10 de novembro, quando será apresentada ao presidente Lula, que tomará a decisão final.

Charge do Bessinha
NOVO SITE DO PT

BRASÍLIA - Em meio às expectativas sobre quais estratégias online serão adotadas pelos partidos no ano que vem, agora que praticamente não há mais restrições para o uso da internet, o Partido dos Trabalhadores anunciou nesta segunda-feira, 27, que está investindo R$ 600 mil na reformulação de seu site. O objetivo é inundar a rede com informações, vídeos e propagandas para promover sua candidata, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. O resultado da iniciativa só poderá ser visualizado no próximo dia 5. Apesar das inovações anunciadas, a doação de recursos por pessoa física pela internet - uma das principais novidades permitidas pela nova legislação - não está animando o partido do presidente Lula.
Na interpretação do tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, o fenômeno que aconteceu na vitoriosa campanha de Barack Obama em sua eleição para a presidência americana não se repetirá no Brasil. "Na minha opinião, esse mecanismo não vai contribuir para a pequena doação. Aquilo que aconteceu com o Obama, não vai acontecer no Brasil", disse Ferreira, em referência aos cerca US$ 500 milhões em pequenas doações arrecadados pela campanha de Obama através da internet.
Questionado pelo estadao.com.br sobre se haverá no novo site um mecanismo para as doações pela internet, Ferreira respondeu que a reforma eleitoral ficou "aquém" do esperado. "A doação vai ficar prejudicada, porque é necessário emitir recibo, e não tem como o doador assinar. É diferente dos Estados Unidos, onde o comprovante bancário tem validade", disse Ferreira durante entrevista coletiva.
O texto da reforma eleitoral sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no mês passado, no entanto, dispensa a assinatura no caso de doações pela internet.
"Toda doação a candidato específico ou a partido deverá ser feita mediante recibo, em formulário impresso ou em formulário eletrônico, no caso de doação via internet, em que constem os dados do modelo constante do Anexo, dispensada a assinatura do doador", diz o segundo parágrafo do artigo 23.
Ferreira disse esperar que a situação seja simplificada quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) regulamentar a nova lei.

Grande debate
Segundo o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, o portal tem o objetivo de "aprofundar a comunicação do partido", com vistas ao "grande debate de 2010". Com custo mensal de manutenção previsto em R$ 60 mil, o site aposta em ferramentas multimídia - como uma TV e uma rádio - e na interação com o internauta, que poderá distribuir o conteúdo utilizando ferramentas da web 2.0, como twitter e botões para facilitar a indexação dos vídeos produzidos pelo partido em sites e blogs pessoais.
Segundo o secretário nacional de comunicação do PT, Gleber Naime, a ideia é ampliar a capacidade de interação do partido com a sociedade.
Mas do que foi apresentado pelos idealizadores do site, o que se pode esperar, pelo menos por enquanto, é uma grande quantidade de propaganda, aliada a uma interação restrita às redes sociais já existentes, como Twitter, Orkut e Facebook.
No projeto apresentado pelo PT, os fóruns de discussão serão restritos aos filiados do partido e os comentários dos internautas filtrados por um moderador. Ainda assim, Gleber promete a abertura do programa de governo do PT para a contribuição de todos os internautas. "Acabaria sendo redundante criar um site para interação, se essas comunidades já existem", justifica Gabriel Besnos, o chefe da equipe de designers do site.
Berzoini, no entanto, parece atento às especificidades da internet. Ele compara o meio virtual com a rua, onde "você ouve bastante". E admite que o partido estará sensível às reivindicações que vierem do meio virtual.
"É lógico que o partido tem um programa, e não podemos ser reativos a tudo que é dito. Mas com a internet, conseguiremos adaptar nossas mensagens com mais rapidez", disse. É esperar pra ver.

27 outubro 2009

Voo 3054
Pista de Congonhas não contribuiu para acidente da TAM diz relatório da Aeronáutica


Diário de S.Paulo

SÃO PAULO - O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, vai assinar nesta terça-feira, às 15h, o relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) sobre a tragédia do Airbus da TAM em 17 de julho de 2007, que deixou 199 mortos no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

A situação da pista de Congonhas no dia não colaborou para a tragédia, concluiu o Cenipa. Na época do acidente, a pista do aeroporto havia acabado de passar por reformas e o asfalto havia sido refeito. Faltava, porém, fazer o grooving - ranhuras que ajudam na frenagem do avião e evitam o acúmulo de água na pista.

A investigação apontou que a pista de Congonhas segurou o Airbus A-320 até o término do asfalto, evitando que a aeronave se chocasse com outras que aterrizavam e pousavam na hora. "Mantidas as mesmas condições [com o manete em aceleração], o acidente teria ocorrido em qualquer pista do mundo", diz uma fonte da investigação.

A investigação do Cenipa concluiu ainda que o manete direito foi mantido na posição "Climb" (aceleração) durante o pouso pelo piloto, causando a tragédia. Os peritos não encontraram falhas nas ligações entre as engrenagens e os manetes. O relatório tem 122 páginas e aponta oito fatores que contribuíram para o acidente.

Conforme o 'Diário de S.Paulo' adiantou em junho, oito fatores contribuíram para a tragédia, entre eles falha no treinamento dos pilotos .

De acordo com o relatório, houve deficiência no julgamento do piloto na tomada de decisão, quando ele tentou fazer um procedimento antigo, que o induziu ao erro.

No último dia 17, o Cenipa recebeu os comentários dos centros de investigação de acidentes aéreos da França, o BEA, e dos Estados Unidos, o NTSB, sobre o relatório final do órgão, que está concluído há dois meses.

A agência francesa fez críticas Aeronáutica. O BEA não concordou com falhas apontadas pelo Cenipa no sistema de funcionamento do Airbus. No relatório, oa investigação aponta três falhas no sistema de automatismo da Airbus quando:

1) o alarme de aviso do reverso deixou de soar quando apenas um manete foi deslocado para o freio;

2) o avião não tinha o programa de alerta de assimetria de manetes;

3) o avião não entendeu que deveria respeitar a vontade humana quando, mesmo com o avião acelerando, o piloto pisou no freio.

O BEA não concordou com os problemas apontados na automação, afirmando que houve erro do piloto no manuseio correto das manetes e "deficiente aplicação dos comandos" recomendados pela Airbus.

O Comando da Aeronáutica informou em nota que nesta terça ocorre uma reunião em Brasília com representantes dos Estados Unidos e da Europa para discurir a investigação do acidente e que o relatório não foi finalizado. Veja a íntegra da nota:

"Visando esclarecer a opinião pública sobre o andamento da investigação do acidente do voo JJ 3054, ocorrido em 17 de julho de 2007, este Centro informa o seguinte:

- a investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) em relação a este acidente ainda não foi concluída pela Comissão responsável.

- inclusive na manhã de hoje acontece uma reunião com todos os membros da Comissão, na sede do CENIPA - Brasília (DF), incluindo representantes acreditados dos Estados Unidos e Europa, exatamente para tratar de assuntos relacionados com a investigação desse acidente.

- cabe destacar que a Comissão tem observado rigorosamente os preceitos de sigilo dos dados coletados e análises elaboradas, consciente das normas nacionais e internacionais que regem a matéria, bem como dos impactos negativos para a segurança de voo advindos do uso descontextualizado das informações contidas no documento.

- por fim, o Comando da Aeronáutica ratifica o compromisso de, ao concluir o Relatório Final, primeiramente apresentá-lo aos familiares e, posteriormente, à sociedade em geral, por meio da imprensa."

Lula faz aniversário e é homenageado no Alvorada
BRASÍLIA - Antes de vir para o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) - sede provisória do governo - para iniciar seu dia de trabalho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi homenageado pela Banda do Batalhão da Guarda Presidencial (BGP) convocada pela primeira-dama Marisa Letícia para fazer uma surpresa a ele, que completa hoje 64 anos. Nos jardins do Alvorada, o presidente Lula ouviu a banda tocar "Parabéns pra você" e chegou a pegar um dos instrumentos de sopro para tentar tocá-lo.
Esta é a terceira vez, em 10 dias, que a banda do BGP é chamada para tocar em festas presidenciais. A primeira vez foi o sábado retrasado, no Palácio do Jaburu, no aniversário do vice José Alencar. No sábado passado, quando o PT organizou uma festa para o presidente, do lado de fora do Alvorada, a banda também foi chamada para se apresentar e animar a festa. E hoje pela manhã, ao sair do Alvorada, Lula foi surpreendido pela banda tocando "Parabéns pra você" e a música "Amigo", de Roberto Carlos.
Hoje à noite haverá um jantar também no Alvorada, preparado pela primeira dama, Marisa Letícia. Todos os ministros estão convidados para a festa.
A sombra
O Globo
De Ilimar Franco:

Em entrevista a uma emissora de televisão no Ceará, domingo à noite, o presidente do PPS, Roberto Freire, defendeu que a campanha do PSDB para presidente em 2010 se distancie do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Pergunta vai e vem sobre as eleições e Freire sai em defesa da candidatura José Serra, afirmando: "A política econômica de FH não é a do PSDB. Não vamos associar isso ao programa de José Serra, por favor!".
Serra foi ministro de Planejamento do FHC, ajudou a afundar o país. Foi ministro da Saúde de FHC, responsável pela maior epidemia de dengue já vista no Brasil. Faz em SP a mesma política neoliberal de FHC. Privatiza, privatiza, arrocha os salários, aumenta os impostos, enterra todas as CPIs para investigar seu governo, essa não é a mesma politica ecônomica do FHC?
Fala sério Roberto Freire!