24 outubro 2009


Charge do Bessinha
Lula ganha festa de aniversário e diz que quer comemorar também eleição de Dilma em 2010


PARABÉNS PRESIDENTE!

Do UOL Notícias
Em BrasíliaNa manhã deste sábado, um grupo organizou uma festa de aniversário para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que completará 64 anos na próxima terça. Depois de receber cumprimentos, abraços e tirar muitas fotos, o presidente disse estar com "muita disposição" e disse que, no ano que vem, quer poder comemorar também a eleição da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) como sua sucessora.

"Eu estou muito feliz porque na próxima terça-feira completo 64 anos com muita saúde, muita disposição, me sentindo um menino de... 63 anos", brincou.

Questionado se desejava a eleição de Dilma, o presidente disse que "a legislação não permite" fazer isso ainda. "A legislação não permite, nem em sonho, que eu possa fazer qualquer pensamento positivo sobre a Dilma antes da convenção partidária e de ela se afastar do governo. Mas, no próximo aniversário, eu, se Deus quiser, estarei comemorando a eleição dela".

As críticas da oposição ao que seria campanha antecipada para a ministra tem crescido nas últimas semanas, principalmente quando Dilma acompanha o presidente em viagens de inauguração de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que é coordenado pela Casa Civil. A expectativa é que a ministra deixe o governo em fevereiro do ano que vem.

O PT ajudou a organizar a festa, que reuniu cerca de 150 pessoas em frente ao Palácio da Alvorada. O presidente caminhou até os militantes, que aguardavam do lado de fora do Palácio com bolo, doces e bexigas. Lula estava acompanhado da mulher, Marisa, e de Olívio Dutra, ex-governador do Rio Grande do Sul e um dos fundadores do PT. Do lado de fora, o vice-presidente José de Alencar aguardava Lula para cumprimentá-lo.

Como presente, Lula ganhou uma foto da seleção de futebol campeã em 1958, duas garrafas de cachaça e um jogo de pôquer, além de uma camiseta com os dizeres "Cidadão do mundo - Lula é ouro".
PSDB de Serra deixa quebrar para vender

Fundo de pensão da Sabesp tem déficit de R$ 530 milhões

Janes Rocha

O déficit atuarial equivale a quase metade do patrimônio líquido do fundo de pensão, de R$ 1,1 bilhão

O Sabesprev, fundo de pensão dos funcionários da Sabesp, a empresa de saneamento básico do Estado de São Paulo, não tem dinheiro para garantir a aposentadoria de seus mais de 20 mil associados, ativos e inativos - faltam R$ 530 milhões. O déficit atuarial equivale a quase metade do patrimônio líquido do fundo, de R$ 1,1 bilhão.

Cumprindo determinação da Secretaria de Previdência Complementar, a Sabesp enviou proposta para chegar ao equilíbrio atuarial, à qual o Valor teve acesso. Ela estabelece que o déficit seja dividido entre 48,1% para a patrocinadora e 51,9% para os participantes. Será oferecida aos participantes a migração dos atuais planos de benefício definido para outros de contribuição definida. No novo plano, a patrocinadora manterá sua contribuição, mas os empregados perderão benefícios como reajuste anual, 13º salário, garantia de renda vitalícia para o participante e a esposa e seguro de vida.
Fonte: Valor online
Lula, o filme: a campanha está no ar




"Nenhum comício político terá a mesma força e apelo do filme 'Lula o filho do Brasil'", opina jornalista
Vitor Hugo Soares
De Salvador (BA)


Está prontinho da silva o que deverá ser uma das pedras de toque da campanha presidencial de 2010. Falo do filme "Lula, o filho do Brasil", que abrirá o 42º Festival de Cinema de Brasília, mês que vem. Em janeiro de 2010 entrará no circuito das casas exibidora do país, a superprodução dirigida por Fabio "Quatrilho" Barreto.

Um "trailer oficial", porém, já está disponibilizado pelo You Tube e começa a invadir sites, blogs e portais da Web. Um aperitivo e tanto para a grita e polêmica que seguramente virão ainda antes do longa metragem chegar à telona e às telinhas.

A oposição, aparentemente, ainda não teve tempo de dar uma olhada no trailer. Perde tempo, mais uma vez. Demora a perceber que o estrago que a "odisséia" filmada de Lula irá provocar nos planos do PSDB, DEM e aliados de emplacar o sucessor do atual ocupante do Palácio do Planalto, deverá ser maior que o causado pelo recente périplo presidencial ao longo de três estados (MG, BA, PE), ao longo das barrancas do Velho Chico.

Passei parte da infância em uma cidadezinha baiana na região do chamado Polígono da Seca no Nordeste, de nome Macururé. Por dentro da cidade passava a rodovia Transnordestina, coalhada nos anos 50 (da minha meninice) de caminhões paus-de-arara, que paravam nas pensões da beira da estrada do lugar, antes de seguir a longa travessia até São Paulo.

O lugar era então passagem obrigatória das multidões pobres e famintas que migravam em ondas humanas do Nordeste para Sul. Eram como páginas vivas no Brasil dos tempos amargos da depressão nos Estados Unidos, que John Steinbeck descreve de forma tão pungente no romance "Vinhas da Ira", transposto para a tela no magistral e premiado filme de John Ford.

É verdade que - sem demérito para o diretor brasileiro - há uma larga distância entre Ford e Barreto. Mas, ainda assim, imagino o impacto que as cenas do enredo e as imagens de "Lula, o filho do Brasil" irão causar em Macururé quando por lá for exibido o filme, em pleno período da campanha eleitoral de 2010. Nenhum comício político, por maior que seja, terá a mesma força e apelo.

O problema, dirão alguns, será transformar a emoção da tela em voto em quem Lula indicar na campanha. Mas isso é outra história."E cada coisa a seu tempo', dirão os marqueteiros e responsáveis pela campanha.

Até onde estou informado, o desejo dos produtores (e da turma do governo) é que o filme passe não apenas nas cidades nordestinas de onde saíam ou por onde passavam os paus-de-arara levando gente fugida da seca para o Sul. O filme, por iniciativa dos seus realizadores - com uma mãozinha de políticos e candidatos oficiais - deverá ter exibição pública em cada praça de cidades de todas as regiões, mesmo naquelas onde não existe uma sala exibidora sequer.

Há quem diga que até o ministério da Cultura participará do esforço de disseminação do filme país afora. Algo ainda a conferir depois de janeiro, pois tudo pode não passar de "esperneio de gente dos tucanos e do DEM", como "o povo do governo" diz na Bahia.

O trailer disponibilizado no You Tube é longo e detalhado. "Quase o resumo do filme inteiro", como registra um expectador na área de comentários do portal de vídeos. As cenas mais fortes e emblemáticas constam praticamente todas neste resumo: o nascimento do menino saído de parto com dor do ventre de dona Lindu (Glória Pires), matriarca da família Silva. Esta, ameaçada de surra no meio da rua pelo pai beberrão e dominador, enquanto se agarra com o filho Luis, que o marido quer à força mandar para a roça antes da escola. A reação (também pública) do filho diante da tentativa do pai bater na mãe.

Em seguida, a fuga da família na carroceria do caminhão, enquanto dona Lindu grita para o filho: "Se segura, Luís!". E vem São Paulo e as primeiras perdas: a cena no hospital público onde o médico lhe comunica a perda ao mesmo tempo do primeiro filho e da primeira mulher. Depois a perda do dedo no torno da siderúrgica, mas também as primeiras conquistas nas lutas sindicais históricas dos metalúrgicos do ABC em plena ditadura. A conquista de Marisa. A prisão. O começo da ascensão política. E mais não conto para não tirar a graça do futuro espectador interessado na obra.

O que posso adiantar é que outro barulhão está à vista desde já, a deduzir por três comentários recolhidos aleatoriamente no You Tube.

"Grande, Lula? Getúlio Vargas, esse sim merecia um filme". (Felipaum Camargo) "Será que vai falar do mensalão?" (Isb)

"O filme é sobre o Lula e não sobre os políticos envolvidos no mensalão. Se souber de algum envolvimento do mesmo (Lula) no mensalão favor avisar às autoridades e não postar aqui comentários sem um pingo de conhecimento sobre política, baseado apenas em reportagens da Veja". (Alceu).

Isso é só o trailer. Imaginem quando "Lula, o filho do Brasil" entrar para valer na campanha de 2010.

A conferir!
A curva que assusta
Mauricio Dias
Há uma curva no caminho da pré-candidatura do tucano José Serra. Ela talvez seja um dos maiores fatores da imobilização política do governador paulista em relação à eleição presidencial de 2010, que tem levado seus aliados a certo desespero.

A curva mostra o comportamento longitudinal do eleitor em relação às candidaturas de José Serra e Dilma Rousseff.

“Esse comportamento em relação ao governador Serra apresenta uma base de 35% e, ao longo do tempo, sofreu uma variação positiva até o início de 2009. A partir daí, há uma tendência constante de queda”, aponta Marcus Figueiredo, responsável pelo trabalho.

Em junho de 2008, Serra alcançou 38,2% pela Sensus. Chegou a 42,8% no fim de janeiro de 2009 em sondagem de opinião feita pelo mesmo instituto.

A curva similar, em relação à candidatura da ministra Dilma Rousseff, aponta uma tendência sempre crescente.

Ser (candidato) ou não ser (candidato)? Eis a questão de Serra.

Essa curva era, até então, conhecida por poucos. Ela foi mapeada por Figueiredo, um especialista em pesquisas eleitorais. Professor do Iuperj, da Universidade Candido Mendes, no Rio de Janeiro, foi utilizada por ele uma metodologia, usada nos Estados Unidos, chamada Poll of Polls (Pesquisa das Pesquisas).

Figueiredo tomou como base o resultado das pesquisas pré-eleitorais que representam a opinião da sociedade em momentos variados. Figueiredo usou dados das pesquisas do Ibope e dos institutos Sensus e Datafolha, realizadas entre fevereiro de 2008 e setembro de 2009. A representatividade das amostras é compatível e o objeto da pergunta é semelhante (“Se a eleição fosse hoje, em quem o senhor votaria?”).

Segundo ele, a ideia de fazer a “pesquisa das pesquisas” tem, exatamente, o objetivo de pegar as diferenças apontadas entre as pesquisas rotineiras, que, como retratos, mostram o presente. A tendência dilui essas diferenças episódicas captadas pelos porcentuais de uma mesma pesquisa ou, eventualmente, de pesquisas de diferentes institutos feitas quase no mesmo momento.

A tendência no tempo longo livra as candidaturas de circunstâncias episódicas.

Serra teme a derrapagem projetada por essa curva. Certamente, o deputado Rodrigo Maia, presidente nacional do DEM, se preocupa muito com ela. Aliado principal do PSDB, Maia não esconde do eleitor suas angústias e tem forçado uma definição rápida. “A oposição está sem discurso, sem candidato. Estamos no pior dos mundos”, lamentou recentemente.

O gráfico da “pesquisa das pesquisas” aponta uma tendência, mas não assegura que a situação seja imutável. Marcus Figueiredo acredita, no entanto, que, “se o governador José Serra continuar escondido”, a tendência da curva continuará declinante e, em breve, poderá ser ultrapassado pela curva ascendente de Dilma Rousseff.
Carta Capital

Charge do Bessinha
Lula volta a criticar TCU por ''travar'' obras
Presidente quer uma câmara de nível superior para liberar rapidamente empreendimentos paralisados

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retomou a ofensiva contra os organismos de fiscalização e controle, reiterando os ataques feitos ao Tribunal de Contas da União (TCU), mas sem citar o órgão nominalmente. Após dizer que o Brasil "está travado", ele defendeu a criação de uma câmara de nível superior, que possa decidir rapidamente sobre a liberação de obras suspensas por liminares da Justiça. "Não é fácil governar com a poderosa máquina de fiscalização e a pequena máquina de execução", declarou.

23 outubro 2009

Toffoli toma posse no STF em evento para mil convidados
Agencia Estado: BRASÍLIA -
Numa cerimônia que durou cerca de 10 minutos, o advogado José Antonio Dias Toffoli foi empossado nesta noite ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) prometendo trabalhar com parâmetro na Constituição e sempre em defesa da vida, da liberdade e do patrimônio. Cerca de mil convidados participaram da solenidade.
"A vida de magistrado é uma vida voltada à nação brasileira, ao serviço público, ao povo brasileiro, tendo em conta a função da Corte Suprema que é a guarda da Constituição", definiu ele em uma rápida entrevista após a posse.
Os presidentes da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) e do Senado, José Sarney (PMDB-AP), também estiveram presentes, mas não falaram com a imprensa
.
O mesmo fez Lula e a ministra Dilma Rousseff, que, após driblar os repórteres, fez questão de dar as mãos para alguns funcionários do Supremo e cidadãos que o aplaudiam da rua que dá acesso ao Supremo.
Toffoli é o mais jovem ministro do Supremo desde a Constituição de 1988. É também o oitavo ministro do STF indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além do presidente Lula e de todos os presidentes de Tribunais Superiores, participaram da solenidade o vice José Alencar, os presidentes do Senado, José Sarney, e da Câmara, Michel Temer, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, quadro governadores - José Serra (São Paulo), Sérgio Cabral (Rio de Janeiro), Paulo Hartung (Espírito Santo) e Jaques Wagner (Bahia) - e o ex-piloto de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi.
Casa Civil ganha domínio exclusivo e novo layout virtual
Repaginado, ganhou um layout moderno e dá mais destaque às ações da ministra Dilma Rousseff, pré-candidata favorita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar a sua sucessão em 2010.
http://www.casacivil.gov.br/
Confiança do consumidor atinge maior nível desde maio de 2008, diz FGV
GOVERNO LULA
da Folha Online
Depois de dois meses de acomodação, o ICC (Índice de Confiança do Consumidor) voltou a subir, alcançando o maior nível desde maio de 2008, o que mostra a confiança da população na recuperação da economia brasileira.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas). O índice, composto por cinco quesitos contidos na Sondagem de Expectativas do Consumidor, teve elevação de 2,2% entre setembro e outubro, ao passar de 111,2 para 113,6 pontos, considerando-se dados com ajuste sazonal.

O indicador que mensura a percepção sobre a situação atual subiu 5,6% nesse período, registrando o sexto aumento consecutivo. Já o de expectativas, que mede o otimismo em relação aos meses seguintes, ficou estável.

Entre os quesitos que compõem o ICC, a maior contribuição para o avanço de outubro veio da melhora na avaliação sobre a situação econômica local no momento. Na comparação com a edição anterior da pesquisa, a proporção dos que avaliam a situação atual como boa subiu de 13,0% para 17,9%. Já a dos que a julgam ruim caiu de 32,7% para 28,6%.

A expectativa com relação aos seis meses seguintes também ficou mais favorável em outubro, com a proporção de consumidores prevendo melhora passando de 28,9% para 31,0%. A parcela dos consultados que projeta piora diminuiu de 12,5% para 10,2%.

A sondagem é realizada com base numa amostra de mais de 2.000 domicílios em sete capitais brasileiras. A coleta de dados foi realizada entre 30 de setembro e 20 de outubro

Café com Gilmar Mendes
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) também terá seu programa semanal de rádio, como o presidente Lula. Estreia hoje "Deixe a Sua Pergunta", em que o magistrado responderá a perguntas de ouvintes sobre temas como a morosidade da Justiça. No ar às 7h, ele será retransmitido às 15h30.
Mônica Bergamo
bergamo@folhasp.com.br


Uma ótima oportunidade para perguntar para o Gilmar Mendes, porque ele livrou por duas vezes o Daniel Dantas da prisão. Também ele poderia responder cadê a gravação dele com o Demóstenes Torres que foi parar nas páginas da Veja? Afinal essa gravação existiu ou foi mas um factóide?
BANQUEIRO PAGA PESQUISA MANIPULADA PELO IBOPE

COISA ESTRANHA
Surpreso com uma pesquisa do Ibope atribuída ao PSDB em que José Serra (PSDB-SP) aparece com 41%, Aécio Neves (PSDB-MG) telefonou ao presidente do partido, Sérgio Guerra, cobrando explicações. Foi informado de que a sondagem não era da legenda, mas sim paga por um "empresário amigo". Causou estranheza também ela ter sido divulgada pelo grupo de Serra sem o esclarecimento de que nesta pesquisa, em que tem melhor desempenho em relação às anteriores, Serra foi apresentado tendo Aécio como vice.

FASE DE TESTE
O "empresário amigo" é o banqueiro Ronaldo César Coelho, do Rio, filiado ao partido: "Eu quis testar como seria uma chapa Serra com Aécio de vice." Serra chegou a 41% -tinha 35% na pesquisa anterior. "Testamos também a chapa Aécio com Serra de vice", diz Coelho. O governador mineiro, sozinho, fica em terceiro, com 19%, atrás de Dilma e Ciro. Com Serra, salta para 25% e passa os dois.

Mônica Bergamo
bergamo@folhasp.com.br

STF dá 30 dias de prazo para Raul Jungmann depor contra Paulinho da Força
Alex Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O Supremo Tribunal Federal (STF) estipulou um prazo de 30 dias para que o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) preste depoimento à Justiça Federal na condição de testemunha de acusação no processo movido pelo Ministério Público Federal contra o também deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP).
Se não comparecer ou agendar uma data para depor dentro deste prazo, Jungmann perderá o direito de, conforme lhe assegura o Artigo 221 do Código Penal, combinar com o juiz responsável pelo inquérito o melhor dia e horário para prestar seu depoimento, ficando obrigado a comparecer, salvo justificativa, no dia que for determinado.
A medida foi proposta pelo relator da ação no STF, ministro Joaquim Barbosa. De acordo com o ministro, desde fevereiro de 2008, o deputado já cancelou ou deixou de comparecer a cinco audiências previamente agendadas por ele próprio. Em todas as ocasiões, Jungmann teria justificado a impossibilidade de depor por compromissos de trabalho ou problemas médicos. Uma sexta tentativa de agendamento foi feita, mas o deputado não respondeu ao ofício que segundo o ministro foi encaminhado pelo juiz.
Durante a apreciação da questão de ordem, Barbosa chegou a afirmar que a prerrogativa conferida a diversas autoridades não significa que elas possam “se furtar a prestar depoimento” ou “frustrar o andamento processual”. Por fim, Barbosa propôs que a autoridade que evite ser ouvida deve perder a prerrogativa legal.
Já o ministro Ricardo Lewandowski sugeriu que, futuramente, todos os ministros possam aplicar monocraticamente a mesma decisão de hoje (22), retirando a prerrogativa da autoridade que se recusar a testemunhar no prazo estipulado. A sugestão foi aprovada por unanimidade.
Milagre na Blogosfera tucana!? Parabéns Ricardo Noblat


“Ibope - O 'efeito Aécio'

Ricardo Noblat, Blog do Noblat / O Globo

A propósito da pesquisa nacional do Ibope para presidente da República aplicada entre os dias 1 e 5 do mês em curso e que ouviu 2002 eleitores:

1. Escrevi, ontem, que ela fora encomendada pelo PSDB. Hoje, corrigi a informação. A pesquisa foi encomendada pelo empresário carioca Ronaldo Cesar Coelho, um dos fundadores do PSDB.

2. Hoje, mais cedo, escrevi que o Ibope ouviu os eleitores sobre candidato x candidato e suposta chapa x suposta chapa. E como o governador José Serra ficou com 41% das intenções de voto nos dois casos, concluí que a companhia de Aécio Neves como vice dele nada acrescentou.

3. A conclusão está errada. Porque somente há pouco tive certeza que o Ibope apresentou primeiro aos eleitores uma cartela com as chapas completas (Serra/Aécio, Dilma/Temer, Ciro/Lupi e Marina/Guilherme Leal). Só depois apresentou a cartela com os nomes dos candidatos a presidente desacompanhados dos respectivos vices.

4. Isso fez diferença - pelo menos no caso de Serra. O que chamo de "efeito Aécio" foi produzido quando o eleitor examinou primeiro as chapas completas. Ao examinar depois apenas os nomes dos candidatos a presidente, quem escolhera antes Serra/Aécio se limitou a responder que votaria em Serra.

5. Está errada a comparação que fiz ontem entre a pesquisa de setembro do Ibope, que conferira a Serra 35% das intenções de voto, e essa mais recente que o empurrou para 41%.

As duas pesquisas não podem ser comparadas. Simplesmente porque a pesquisa de setembro não ofereceu ao eleitor a opção de votar em chapas completas (presidente e vice).”
http://nogueirajr.blogspot.com/

22 outubro 2009

Brasil deve criar 1,1 milhão de empregos até o fim do ano, diz ministro
O Brasil deve criar 1,1 milhão de empregos, até o fim do ano, e cerca de 2 milhões de postos de trabalho em 2010. A previsão é do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. Segundo ele, essa era a previsão, mesmo no auge da crise financeira internacional, no final do ano passado.

Lupi disse, durante o programa Bom Dia, Ministro, que o Brasil é o país que melhor se recuperou dos efeitos da crise mundial e deve registrar em 2010 o melhor ano da sua economia. Os resultados foram possíveis porque o governo tomou medidas pontuais.

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado neste mês registrou a geração 252 mil empregos diretos em setembro, computando 934 mil vagas criadas nos nove meses de 2009.

O ministro se declarou favorável à redução da carga horária para 40 horas semanais, defendida pelas centrais sindicais e disse que nos países europeus a média é de 37 horas. Ele argumenta que no Brasil grande parte dos trabalhadores leva até tres horas para se locomover de casa para o trabalho e isso afeta o seu desempenho. Segundo ele, as empresas ganharão mais produtividade, com a oferta de mais empregos, e farão justiça social com a medida. "Não há pressão que possa abater a convicção", disse, defendendo a aprovação da medida pelo Congresso Nacional.


ABr

Charge do Bessinha
Oposição deveria pedir desculpas ao Brasil, diz líder do PT na Câmara
O líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), rebateu críticas da oposição de que o governo promoveu uma caravana eleitoreira na viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para visitar as obras do Rio São Francisco, na semana passada. A oposição entrou com uma representação contra o presidente e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, alegando antecipação de campanha.

Para Vaccarezza, em vez de fazer as críticas, "a oposição deveria pedir desculpas ao Brasil pelo tipo de governo que fez", numa referência à gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Leia a íntegra da entrevista ao jornal O Estado de São Paulo desta quinta-feira (22):

A oposição acusa o governo de fazer campanha antecipada.
A oposição deveria procurar melhor o eixo e fazer uma crítica mais consistente. Dizer que é contra a transposição do Rio São Francisco ou que deveria transpor outro rio, e não ficar com essa bobagem de dizer que é eleitoreira. Eleitoreiro é um governador de um Estado sair para inaugurar obra de outro Estado. Isso é eleitoreiro. Agora o presidente da República visitar uma obra do Brasil, uma das mais importantes, isso é bobagem da oposição.
O sr. está se referindo a quem?
Estou me referindo a Serra (governador de São Paulo) e a Aécio (governador de Minas). Eu acho que a preocupação nossa é gerar emprego, desenvolver o País, discutir as questões fundamentais para o País.
Lula falou até sobre "comício".
Não é nada demais. Qualquer político quando fala, fala sobre a política. É só você ver os discursos dos políticos de oposição numa inauguração. Agora nós estamos discutindo um fato. Não há nada de eleitoreiro no presidente da República visitar uma obra, das maiores do País, que dará água para 12 milhões de brasileiros.
Precisava levar a ministra Dilma e Ciro Gomes a tiracolo?
Dilma é ministra da Casa Civil e coordenadora do PAC, e a obra é do PAC. Então, ela tem responsabilidade direta. E Ciro foi quem iniciou a obra (quando ministro da Integração Nacional). A oposição deveria pedir desculpas ao Brasil pelo tipo de governo que fez. Para mim, essa é uma discussão menor.
Liderança PT/Câmara
Desemprego cai para 7,7% em setembro, a menor taxa em 10 meses


GOVERNO LULA
Da Redação, em São Paulo
A taxa de desemprego no Brasil caiu e ficou em 7,7% da população economicamente ativa em setembro, menor que a taxa de 8,1% verificada em agosto, e exatamente o mesmo nível apurado no nono mês de 2008, informou nesta quinta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa de setembro também é o menor patamar desde dezembro de 2008, quando ficou em 6,8% (veja gráfico ao final do texto).

O resultado veio melhor que a expectativa do mercado, que esperava que a taxa ficasse em 8%.

O levantamento é realizado em seis regiões metropolitanas do país. Nesses locais, verificou-se que há 1,8 milhão de desempregados (estável em relação a setembro de 2008 e queda de 4,8% sobre agosto de 2009) e 21,5 milhões de pessoas ocupadas (estável na comparação mensal e anual).

O contingente de trabalhadores com carteira assinada ficou em 9,5 milhões, sem alterações nas comparações mensal e anual.

O rendimento médio ficou em R$ 1.346,70 e cresceu 0,6% em relação a agosto. Esse valor também é 1,9% superior ao verificado em setembro de 2008.

Por regiões, em relação a agosto, houve queda de 4,8% no contingente de desocupados no total das seis regiões pesquisadas. Sobre setembro de 2008, houve estabilidade.


EXTRA! EXTRA! EXTRA! SERRA 80% NA PESQUISA
O Ibope divulgou uma pesquisa encomendada pelo PSDB em que Serra aparece com 41% e Dilma com 17%. Divulgaram a pesquisa cacarejando que Serra subiu 6%, já que na pesquisa anterior ele tinha 35%. Esconderam um "detalhe" importante, que Renata Lo Prete, da FSP, revelou no Painel: a pesquisa apresentava Aécio como vice do Serra. Só que Aécio não será vice de Serra, primeiro porque Aécio não suporta Serra, segundo que uma chapa puro-sangue vai revoltar o DEM, o PPS, o Quércia. Todos os políticos aliados do Serra deixariam de apoiá-lo. Seria um governo só tucano, no qual só tucano teria cargo, os outros iam ficar chupando o dedo. Mas eu tenho uma idéia para ajudar o Montenegro, do Ibope, e o PSDB, a inflar ainda mais a pesquisa do Serra. Já que é para manipular, avacalhar as pesquisas, inventar factóides para Serra ficar bem na fita, coloquem Lula como vice de Serra, aí alcança mais de 80%, nem precisa de eleição.
Jussara Seixas
"Os homens estão ficando nervosos porque a gente está inaugurando obra"

A PESQUISA MANIPULADA DO IBOPE/PSDB

Bananas... A pesquisa Ibope em que José Serra obtém 41% de intenção de voto não pode ser comparada com a anterior do instituto, na qual o tucano havia registrado 35%. Encomendado pelo PSDB, o levantamento mais recente não apresentou ao entrevistado o nome do candidato sozinho, mas sim acompanhado de um vice.

...e laranjas.
Serra atingiu 41% tendo o correligionário Aécio Neves como vice. No caso de Dilma (17%), o companheiro de chapa foi Temer.

Painel
RENATA LO PRETE
- painel@uol.com.br
ENTREVISTA COM O PRESIDENTE LULA

Para Lula, empresários decepcionaram na crise; leia íntegra da entrevista
da Folha de S.Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista para o repórter especial da Folha, Kennedy Alencar. Leia abaixo íntegra da entrevista:

FOLHA - É correto classificar de marolinha uma crise que gerou desemprego, redução de investimentos e derrubou o crescimento da economia de 5% ao ano para 1% em 2009 no cenário mais otimista?
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA - Foi correto. Temos que separar a crise em dois momentos. Até setembro de 2008, discutíamos a crise do subprime quando ainda não havia o problema dos bancos. Até esse momento, o Brasil sentiria muito pouco a crise por várias razões. A economia estava sólida. Havíamos diversificado nossas exportações. Os bancos brasileiros tinham maior solidez e havia maior controle do Banco Central. Quando veio o Lehman Brothers [quebra do banco americano de investimentos em setembro de 2008], aconteceram duas coisas graves. O dinheiro desapareceu. Uma empresa como a Petrobras passou a pegar empréstimos na Caixa que seria destinado a pequenas empresas brasileiras.

FOLHA - Ali não houve um tsunami?
LULA - As coisas não aconteceram aqui como em outras partes do mundo porque nós tomamos medidas imediatas. Liberamos R$ 100 bilhões do depósito compulsório para irrigar o sistema financeiro. Fizemos com que o Banco do Brasil e a Caixa agilizassem mais a liberação de crédito. Fizemos o Banco do Brasil comprar carteiras de bancos menores que estavam prejudicados. Fizemos o Banco do Brasil comprar a Nossa Caixa em São Paulo e comprar 50% do Banco Votorantin. Era preciso que os bancos públicos entrassem em outras fatias do mercado, em que não tinham expertise, como financiar carro usado.

Nos debates com empresários, a minha inconformidade é que houve no mês de novembro e dezembro uma parada brusca desnecessária de alguns setores da economia.

FOLHA - Em outubro de 2007, o sr. disse que tinha aprendido que era importante governar também para a burguesia, que possuía uma visão diferente de quando era dirigente sindical, pois tinha um lado claro. Como presidente, precisava governar para todos, pobres e ricos.

Disse também que a burguesia brasileira era a "burguesia que sempre foi, a burguesia que está sempre querendo mais". Falou ainda: "Da minha parte, não existe preconceito. Tenho consciência de que estão ganhando dinheiro no meu governo como nunca".

FOLHA - Durante a crise econômica internacional, o que o sr. achou do papel do empresariado brasileiro?
LULA - Alguns setores empresariais resolveram colocar o pé no breque de forma muita rápida, a começar do setor automobilístico, que seguia a orientação das matrizes, que estavam em situação muito delicada. Tinha um estoque razoável. Estavam numa situação privilegiada de produção e venda de carros. De repente, a indústria automobilística parou. Quando ela para, para uma cadeia produtiva que representa 24% do PIB industrial brasileiro. E outros setores que já tinham empréstimos assegurados com o BNDES pararam porque ninguém sabia o que ia acontecer.

Aí, fizemos desonerações, liberação de financiamentos, o Meirelles colocou dinheiro das reservas para facilitar nossas exportações. Depois, descobrimos outra coisa grave, os derivativos, feitos por empresas que não pareciam que faziam derivativos. Foi outro problema. Tivemos de conversar com empresa por empresa. Discutir como financiar, como evitar que algumas quebrassem, e colocamos o BNDES em ação.

FOLHA - No auge da crise, os bancos privados secaram o crédito. A Vale e a Embraer demitiram de imediato. Foi um comportamento à altura do país naquele momento?
LULA - Não foi. Foi precipitação do setor empresarial, que deveria ter tido tido a tranquilidade que o governo teve. Deveriam ter ouvido o pronunciamento de 22 de dezembro em que fui à TV contraditar a tese de que as pessoas não iam comprar com medo de perder o emprego. Fui dizer que iam perder emprego exatamente se não comprassem.

FOLHA - O sr. comprou algo?
LULA - Lógico. Comprei geladeira nova.

FOLHA - E a sua opinião hoje sobre a burguesia, pós-crise?
LULA - Não utilizo mais a palavra burguesia.

FOLHA - Sobre o grande capital nacional?
LULA - Tem setores diferenciados. Não pode colocar todo mundo no mesmo barco. Tem o setor automobilístico que é dinâmico, mas depende de orientação da matriz. Como a matriz, estava numa situação muito delicada, a orientação recebida aqui era para colocar o pé no breque. Tinha o setor siderúrgico, com 60% da produção para exportação, que, de repente, minguou. A Vale exportava quase tudo o que produz de minério. Na hora em que caiu a demanda da China, houve um breque. O que me deixou decepcionado é que as pessoas deveriam ter tido a paciência para ver o tamanho do buraco. Quando dizíamos que o Brasil seria o último a entrar na crise e o primeiro a sair, nós estávamos convencidos do potencial do Brasil e do mercado interno. Há anos venho dizendo: o problema do Brasil não é o custo final do carro, o problema é saber se a mensalidade que o trabalhador vai pagar cabe no seu holerite.

Hoje é um fato consagrado no mundo inteiro: o Brasil hoje é o país mais bem preparado e o que melhor enfrentou a crise.

FOLHA - O sr. vai prorrogar a isenção de IPI para a linha branca? Total ou parcialmente?
LULA - Essas coisas a gente não diz sim ou não com antecedência. Se eu disser agora que vai ser prorrogado, as pessoas que iam comprar agora deixam de comprar.

FOLHA - O sr. tem simpatia pela prorrogação?
LULA - Tanto que tenho simpatia que fiz a desoneração.

FOLHA - Com o dólar no patamar de R$ 1,70 e juros ainda altos na comparação com outros países, o sr. não teme viver uma crise cambial em 2010 ou deixar uma bomba-relógio para o sucessor?
LULA - Nunca trabalhei com juros altos tendo como parâmetro outros países.

FOLHA - Mas os juros no Brasil são altos, e o sr. reclama.
LULA - Sei. Mas trabalho na comparação com o que era. Em vez de ficar achando que a calça do outro é apertada, eu vejo a minha de manhã. O Brasil tem a menor taxa de juros de muitas décadas.

FOLHA - A taxa básica não poderia estar menor?
LULA - Poderia. Mas, descontada a inflação, temos 4%, 4,5% de juro real. Há muitas décadas o Brasil não tinha esse prazer. O problema hoje é o spread bancário, que ainda está alto, e o governo tem trabalhado para reduzir.

FOLHA - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), tem uma crítica...
LULA - Deixa eu falar do câmbio. Depois respondo à crítica do Serra, que é menos importante para mim, para você e para o povo brasileiro. O câmbio sempre foi uma preocupação nossa. Se um dia você for presidente da República e sentar naquela cadeira, vai entrar na sua sala uma turma reclamando que o dólar está baixo, porque ele é exportador e está perdendo. Quando sai, entra a turma dos compradores, importadores, que acham que o dólar está maravilhoso, que é preciso manter assim. Aí entra o ministro da Fazenda, o presidente do Banco Central e dizem que é maravilhoso o dólar baixo porque controla a inflação.

Agora, antes que aconteça, uma superentrada de dólares no Brasil, reduzindo muito o valor do dólar em relação ao real, criando problema na balança comercial, e com algumas empresas exportadores tendo problema, nós demos um sinal com o IOF [Imposto sobre Operações Financeiros, que passou a ser cobrado no ingresso de capitais]. Demos um sinal para ver se a gente equilibra.

FOLHA - Especialistas dizem que o IOF será inócuo?
LULA - Se for inócuo, mudamos. Há uma disputa. O setor produtivo totalmente favorável, e o financeiro totalmente contrário. Isso é importante, porque significa que o governo está no caminho do meio, e aí é mais fácil a gente acertar.

FOLHA - A crítica básica do Serra é a seguinte: o Banco Central jogou fora na crise um bilhete premiado, que seria a oportunidade de baixar mais os juros sem custo. Agora, a crise acabou, a taxa está alta, pode ter que aumentar e jogou fora o bilhete premiado?
LULA - Vivi os dois lados. Quando se é oposição, você acha, pensa, acredita. Quando é governo, faz ou não faz. Toma decisão. O Serra participou de um governo oito anos. Tiveram condições de tomar decisões e não tomaram. Obviamente, qualquer um que for presidente, tem o direito de tomar a posição que bem entender. É como jogador bater pênalti. Brincando todo mundo marca gol. Na hora do pega para capar, até pessoas como o Zico e o Sócrates perderam pênalti.

FOLHA - Uma crítica de especialistas e da oposição é o aumento dos gastos públicos no segundo mandato. Além da elevação temporária de gastos na crise, há despesas permanentes que pressionarão o caixa no futuro e tornarão mais difícil baixar os juros. O sr. estaria deixando uma herança maldita.
LULA - As contas do governo nunca estiveram tão boas na história deste país. A política anticíclica na crise fez com que o governo deixasse de arrecadar uma enormidade de dinheiro. Mas é o preço que a gente tem de pagar. Compare o que colocamos de dinheiro na crise, com desoneração, com o que os países ricos tiveram de colocar. Foram trilhões de dólares colocados para ajudar o sistema financeiro, coisa que não precisamos fazer.

FOLHA - Saiu barato?
LULA - Eu acho. Em setembro, recuperamos os empregos que perdemos na crise e muito mais. Vamos chegar a um milhão de empregos no final do ano. Veja o mundo desenvolvido.

FOLHA - Qual é a sua previsão de crescimento do PIB para este ano?
LULA - Positivo, entre 1% e 1% e pouco. Se não houvesse a brecada brusca entre dezembro e janeiro, poderíamos ter crescido 2,5%, 3% com certa tranquilidade. O importante é o sinal para 2010.

FOLHA - Aquela brecada do empresariado sacrificou crescimento econômico?
LULA - O empresário brasileiro foi vítima de uma circunstância. O pânico criado no mundo fez com que todo mundo acordasse de manhã achando que ia acabar o mundo. O pânico precipitou decisões de recuo de setores empresariais. Eu chamei empresários, disse que tínhamos de aproveitar a crise, que tínhamos dinheiro no BNDES, que as empresas com dinheiro em caixa tinham de fazer investimento agora porque, quando a crise acabasse, estaríamos preparados para ocupar outro patamar no mundo. O momento não é de medo, é de investir. Eu jamais demoraria o tanto que foi demorado nos Estados Unidos para salvar a GM.

FOLHA - Aécio Neves ataca o inchaço da máquina e diz que o sr. faz um governo para a companheirada. Como o sr. responde?
LULA - Tem duas concepções de ver o Brasil. Tem pessoas que governam o Brasil para o imaginário de uma pequena casta. E tem pessoas que governam pensando em envolver 190 milhões de brasileiros. Quebramos o preconceito de primeiro tem que enxugar a máquina, fazer o país crescer e, então, dividir. Vivi isso durante quatro décadas. Quando resolvemos fazer política social, dissemos que era possível crescer concomitantemente e criamos uma nova casta de consumidores que está ajudando a indústria e o comércio.

FOLHA - O sr. recuou no envio de um projeto para cobrar IR de poupança acima de R$ 50 mil e mandou normalizar a devolução da restituição do IR. A lógica eleitoral, com temor de desgaste, autoriza a conclusão de que o sr. não pretende tomar medidas impopulares até o final do governo?
LULA - (Risos). Não faça injustiça, querido. Não adiamos o envio do projeto de lei. Decidimos o que íamos fazer em março, por unanimidade. A oposição que imaginava pegar a poupança como cavalo de batalha, ficou sem discurso. Em vez de a Fazenda mandar em março, como era algo que só valeria para 2010, esperou para mandar agora.

FOLHA - Vai enviar ao Congresso?
LULA - Vai mandar. Obviamente, poderemos discutir outras bases. Vai mandar, vai mandar.

FOLHA - E sua ordem para normalizar o pagamento da restituição do IR?
LULA - Não havia nada de anormal. No Brasil, já tivemos momentos em que a devolução atrasou. No nosso governo, tivemos momentos em que adiantou.

FOLHA - O ministro da Fazenda disse que estava atrasado, e o sr. deu a ordem para acelerar.
LULA - Lógico, porque tem que pagar. Nós precisamos de consumo. Precisamos que o povo tenha dinheiro para comprar. Falei com o Guido [Mantega]: Guido, nós precisamos que o povo tenha dinheiro para comprar. O povo tem de ter o dinheiro em dezembro.

*
"No Brasil, Jesus teria de fazer aliança com Judas"


FOLHA - Por que o sr. escolheu Dilma como candidata, uma cristã nova no PT e pessoa que nunca disputou eleição, sem fazer uma discussão no partido e levar em conta os nomes de governadores, como Jaques Wagner (BA) e Marcelo Déda (SE), e de ministros, como Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Tarso Genro (Justiça)?
LULA - Não estava em discussão quem era PT mais puro sangue, menos puro sangue. Era uma questão de viabilidade política. Dilma é a mais competente gerente que o Estado brasileiro já teve. A capacidade de trabalho da Dilma, a competência, o passado político e o presente, me faz garantir que a Dilma é uma excepcional candidata a presidente da República.

FOLHA - O sr. nunca havia sido gestor, era político, virou presidente e faz um governo bem avaliado. Seu argumento não é muito tucano, essa coisa de gerente.
LULA - Não é tucano, não. Além de extraordinária gestora, a Dilma é um extraordinário quadro político. Tem firmeza ideológica, tem compromisso, tem lealdade, sabe de que lado está.

FOLHA - O sr. a acha preparada para presidir o Brasil?
LULA - Muito preparada.

FOLHA - Já há faixas na rua dizendo que Dilma eleita equivale ao terceiro mandato de Lula.
LULA - É exatamente o contrário. Uma mulher que tem a personalidade que a Dilma tem. Conheço bem a personalidade dela. Isso vai exigir que eu tenha o bom senso de quando elegi o Jair Meneguelli presidente do sindicato de São Bernardo, o José Dirceu presidente do PT. Rei morto, rei posto. A Dilma no governo tem de criar a cara dela, o estilo dela, o jeito dela de governar.

FOLHA - Falando do estilo, ela é retrata por pessoas do governo como muito dura no trato pessoal, que falta habilidade política, que massacra algumas pessoas. Isso não é ruim para um presidente?
LULA - O Brasil já teve muitos governantes maleáveis, e não deram certo? Você tem de ser bom, afável, duro, em função de cada circunstância. Uma mulher por si já tem a necessidade de ser mais retraída, pelo preconceito que existe contra a mulher. A Dilma vai surpreender esse país. Quem pensa que a Dilma é uma mulher grosseira, é uma mulher dura, está errado. Na sua casa, se você for com uma gracinha para o lado de sua mulher, ela vai lhe dar um tranco. Se a conversa for séria, não vai dar. E a Dilma tem toda a clareza disso.

FOLHA - Dilma precisará refazer sua imagem, tomar um banho de loja, semelhante ao que o sr. fez em 2002?
LULA - (Risos) Por esse aspecto, não precisa. Não mudei minha cara. Comprei apenas um terno novo para 2002. Não é possível mudar a cara. A pessoa pode aprimorar. Em 2002, fizemos uma pesquisa em que 85% diziam que a reforma agrária tinha de ser pacífica. Levei mais de 15 dias para que minha boca pudesse proferir reforma agrária tranquila e pacífica. Essas mudanças têm de ter. Algumas que a gente fala, pensando que está agradando, não batem com o que povo pensa.

FOLHA - O sr. defende uma coalizão e uma disputa plebiscitária. Se a coalizão é tão importante, por que faz tanta questão que o candidato seja do PT e não de um partido aliado?
LULA - Porque seria inexplicável para grande parte da sociedade brasileira o maior partido de de esquerda do país, que tem o presidente da República atual, não ter um sucessor. Apenas por isso.

FOLHA - Fechou ontem a aliança ontem com o PMDB?
LULA - Patrocinei uma reunião de líderes do PT com o PMDB, que fizeram uma nota. Haverá um acordo nacional, e a chapa será PT-PMDB.

FOLHA - Michel Temer é o nome para vice?
LULA - Não posso dar palpite. Quem discute vice é o candidato a presidente.

FOLHA - O sr. ainda tem o desejo de que Ciro seja vice de Dilma e que o PMDB apoie?
LULA - Um presidente não tem desejo. Faz o que é possível.

FOLHA - É possível?
LULA - Na política, tudo pode acontecer. O Ciro tem todas as condições de ser candidato a presidente. Sou um homem feliz. Feliz desse país, que tem o Ciro, a Dilma, o Serra, o Aécio, a Marina, a Heloísa Helena. Nesse espectro, não tem ninguém de extrema-direita ou conservador ao extremo. Todos tem história. Não acho que é mérito meu, não. Fernando Henrique Cardoso tem importância nisso, pelo fato de ter feito comigo uma transição excepcional.

FOLHA - Se Ciro se mantiver emparelhado ou à frente de Dilma em março, quando o sr. e ele combinaram de tomar uma decisão final, que argumento o sr. pode usar para convencê-lo a desistir da Presidência e concorrer em São Paulo?
LULA - Não vou tentar convencê-lo.

FOLHA - O sr. patrocina a articulação para ele ser candidato a governador de São Paulo.
LULA - Não é verdade. Não patrocino. O Ciro pertence a um partido pelo qual tenho profundo respeito. O PSB tem os mesmos direitos do PT. Sou o único cidadão que não tem autoridade moral para pedir para alguém não ser candidato. Fui candidato a vida inteira. Só cheguei à Presidência porque teimei. Muita gente achava que eu tinha de desistir. Jamais farei isso [pedir para Ciro desistir].

FOLHA - Como o sr. explica ter um governo popular e a oposição liderar nas pesquisas sobre sucessão?
LULA - Ainda não temos candidatos

FOLHA - Os motivos? Recall?
LULA - Lógico que é recall. O fato de ter um candidato da oposição que é governador de São Paulo, já foi candidato a presidente, que já foi senador, que já foi ministro, tem uma cara muito conhecida no Brasil inteiro.

Obviamente, a transferência de voto não é como passe de mágica. Vamos trabalhar para que a gente possa transferir todo o prestígio angariado pelo governo e pelo presidente para a nossa candidatura.

FOLHA - O sr. diz que ainda não há candidatos. Mas todo dia a Dilma aparece com o sr. no noticiário, viajando. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, classificou de vale-tudo as viagens que viram comícios.
LULA - Você passa o tempo inteiro plantando a sua rocinha. É justo que, quando ela ficar no ponto de colher, você vá colher. Foi grande o sacrifício que fizemos para o Brasil voltar a investir em infraestrutura. A gente não tinha dinheiro. Se olhássemos o saldo de caixa do governo para fazer o PAC, a gente não teria feito. Foi uma decisão de faríamos e arrumaríamos dinheiro onde fosse necessário.

A Dilma trabalha das oito, nove da manhã às três da manhã. Quando era ministra das Minas e Energia, ela ficava, às vezes, três e meia da manhã, ficava comendo lanche com os assessores para fazer as coisas andar. Ninguém pode ser contra a Dilma ir às obras comigo. Até porque, se ela for candidata, a lei determina quem tem prazo em que ela não poderá mais ir. Até chegar lá, ela é governo. É um debate pequeno.

FOLHA - Mendes disse que o governo testa o limite da Justiça Eleitoral.
LULA - É um debate pequeno. Cada brasileiro, seja ele presidente da suprema corte ou o mais humilde, tem o direito de falar o que bem entender, mas tem uma lógica. Nós vamos continuar inaugurando obra. Tudo que a oposição quer é mostrar na TV tudo o que eu não fizer. O que eu fizer eu tenho obrigação de inaugurar, porque sei qual foi o sacrifício para chegar aonde chegamos.

FOLHA - O sr. teme uma chapa Serra-Aécio?
LULA - Não [com voz firme].

FOLHA - O sr. pediu a Aécio para não ser vice de Serra?
LULA - [Riso] Não, não.

FOLHA - O sr. não subestimou Marina, que deixou o PT para, segundo ela, construir uma nova utopia no PV?
LULA - Se ela acredita nisso, não sou que vou desmentir. Nunca subestimei a Marina, porque a adoro como pessoa humana. Tenho carinho por ela. Fomos militantes juntos por 30 anos. Ela me pediu demissão em janeiro do ano passado, eu não dei. Na medida em que quis sair do governo e do partido, é um direito dela. Só tenho que desejar sorte, que Deus ajude. É uma pessoa boa.

FOLHA - Por que o sr. não abandonou Sarney na crise do Senado?
LULA - Por uma razão muito simples. O PT teve candidato a presidente do Senado, derrotado [Tião Viana, do Acre]. Não entendi porque os mesmos que elegeram Sarney, um mês depois, queriam derrubá-lo. Coincidentemente, o vice não era uma pessoa [Marconi Perillo, do PSDB de Goiás] que a gente possa dizer que dá mais garantia ao Estado brasileiro do que o Sarney. A manutenção do Sarney era questão de segurança institucional. O Senado está calmo. Está funcionando. Qualquer cidadão pode perder a cabeça, um presidente da República não pode perder a cabeça.

FOLHA - Se Sarney caísse, acabaria sua sustentação política no Senado?
LULA - A queda do Sarney era o único espaço de poder que a oposição tinha. Aí, ao invés de governabilidade, iam querer fazer um inferno neste país. Foi correta a decisão de manter o Sarney no Senado.

FOLHA - Falando do seu papel como presidente da República, o sr. chegou a dizer que Sarney não poderia ser tratado como um cidadão comum. Não é incorreto numa democracia, onde ninguém está acima da lei? Um presidente falar isso não transmite mensagem ruim?
LULA - É verdade que ninguém está acima da lei, mas é importante que a gente não permita a execração das pessoas por conveniências eminentemente políticas. Sarney foi presidente. Os ex-presidentes precisam ser respeitados, porque foram instituições brasileiras. Não pode banalizar a figura de um ex-presidente. O que vem depois da negação da política é pior do que a gente tinha. O mundo está cheio de exemplos.

A negação do socialismo, feita pela Gorbatchov, deu quem? O que tomava vodca lá, o [Bóris] Iéltsin. A relação com a política tem de ser mais séria. Não adianta falar mal do Congresso Nacional, porque ele é a cara do que foi votado pelo povo. O importante é que a democracia garante que a cada 4 anos haja troca.

FOLHA - O sr. apoiou Sarney, reatou relações com Collor, é amigo do Renan Calheiros, do Jader Barbalho e recebeu o Delúbio Soares recentemente na Granja do Torto. Todos eles são acusados de práticas atrasadas na política e até de corrupção. Ao se aproximar dessas figuras, o presidente não transmite ideia de tolerância com desvios éticos?
LULA - O dia que você for acusado, justa ou injustamente, enquanto não for julgado, terá de ser tratado como cidadão normal. Não tenho relações de amizade, mas relações institucionais. As pessoas ganharam eleições e exercem seus mandatos.

FOLHA - O cidadão que admira o Lula e o vê abraçado com essas figuras...
LULA - O cidadão que admira o Lula tem de saber que essas pessoas foram eleitas democraticamente. E o eleitor dessas pessoas é tão bom quanto ele.

FOLHA - O sr. trabalhou tanto pela reabilitação política de Palocci. O episódio do caseiro não é insuperável do ponto de vista eleitoral para um candidato majoritário?
LULA - Estranho a malandragem da pergunta: "O sr. trabalhou pelo Palocci". Deixa eu lhe falar uma coisa, desejo que todos os que foram acusados, e acho que tem muita gente acusada injustamente, que todos sejam julgados. Palocci teve um veredicto. Não tem mais nenhuma pendência com a Justiça. Portanto, o Palocci pode ser o que ele quiser ser.

FOLHA - E [pendência] perante o eleitorado?
LULA - Aí terá de ser construído.

FOLHA - Ele pode ser candidato a governador de São Paulo?
LULA - Ele tem inteligência suficiente para saber se o momento é de ter uma candidatura ou não.

FOLHA - Qual é sua opinião?
LULA - Não tenho opinião. Se fizer a pergunta em março, terei opinião. Palocci pode reconstruir a vida dele. Durante os primeiros anos do meu governo, ele era considerado a pessoa mais respeitada no mundo empresarial, no mundo financeiro. Ele está quase perto de ser um gênio político e vai saber tomar a decisão.

FOLHA - Seu aliado Ciro Gomes diz que há "frouxidão moral" na hegemonia da aliança PT-PMDB, da qual o sr é o principal avalista. Sobre o encontro com o PMDB, disse: "Espero que o PMDB entregue o que prometeu. E espero que os argumentos dessa aliança sejam confessáveis publicamente". Como o sr. responde a essas críticas?
LULA - A aliança com o PMDB e os demais partidos permitiram uma governança muito tranquila. Tive a governança mais tranquila que FHC e Sarney. Se for confirmada a aliança com o PMDB, será feito um documento público explícito para saber qual são os compromissos assumidos. Pra mim, as coisas têm de ser explícitas.

FOLHA - E a frouxidão moral?
LULA - É um conceito do Ciro.

FOLHA - Não quer responder.
LULA - Estou respondendo. É uma opinião do Ciro.

FOLHA - Não o incomoda?
LULA - Não. O Ciro esteve no meu governo. A única que não tem aqui é frouxidão moral.

FOLHA - Ciro disse que o sr. e FHC foram tolerantes com o patrimonialismo para fazer aliança no Congresso. Ou seja, aceitaram a prática política de usar os bens públicos como privados. "No governo Lula, vi um pouco de novo a mesma coisa", ele disse em entrevista em fevereiro de 2008. Como responde a essa crítica?
LULA - Qualquer um que ganhar as eleições, pode ser o maior xiita deste país ou o maior direitista, ele não conseguirá montar o governo fora da realidade política. Entre o que se quer e o que se pode fazer, tem uma diferença do tamanho do oceano Atlântico. E o eleitor escolheu seus representantes. Quem ganhar a Presidência amanhã, terá de fazer quase a mesma composição, porque este é o espectro político brasileiro. Não é o espectro do Ciro, do Lula, do FHC, do Serra, da Dilma. Coloque tudo isso na frigideira e perceberá que são os ovos que a galinha botou. São com eles que terá de fazer o omelete.

FOLHA - Nunca se sentiu incomodado por ter feito alguma concessão?
LULA - Nunca me senti incomodado. Nunca fiz concessão política. Faço acordo. Uma forma de evitar a montagem do governo é ficar dizendo que vai encher de petista. O que a oposição quer dizer com isso. Era para deixar quem estava. O PSDB e o PFL (hoje DEM) queriam deixar nos cargos quem já estava lá. Quem vier para cá não montará governo fora da realidade política. Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão.

FOLHA - É isso que explica o sr. ter reatado com Collor, apesar do jogo baixo na campanha de 1989?
LULA - Minha relação com o Collor é a de um presidente da República com um senador de um partido que faz parte da base da base. Os senadores do PTB têm votado sistematicamente com o governo.

FOLHA - Do ponto de vista pessoal, não o incomoda? Não lhe dá aperto no peito?
LULA - Não tenho razão para carregar mágoa ou ressentimento. Quando o cidadão tem mágoa, só ele sofre. A pessoa que é a razão de ele ter mágoa vive muito bem, e só ele sofre. Quando se chega à Presidência da República, a responsabilidade nas suas costas é de tal envergadura que você não tem o direito de ser pequeno. Tem de ter as atitudes de chefe de Estado. Fico sempre olhando quando a Alemanha e a França resolveram criar a União Européia. A grandeza daqueles dirigentes políticos, ainda com o gosto de sangue da Segunda Guerra Mundial.

FOLHA - O sr. cobrou um esclarecimento da ex-secretária da Receita, Lina Vieira. Ela achou a agenda e a data, 9 de outubro, em que teria se encontrado com Dilma e ouvido o pedido para acelerar as investigações da Receita sobre Sarney. A ministra e o governo não devem esclarecimentos que o sr. mesmo cobrou?
LULA - É fantástico. O engraçado é que quando se levanta uma tese, essa tese fica sendo martelada todo santo dia para ver se ela vinga. Ora, o governo mesmo disse que a Lina tinha vindo aqui em outubro. Isso foi nós que dissemos. Acho estranho tirar tantos dias de férias para depois encontrar sua agenda.

FOLHA - Não é preciso mais explicações da Dilma?
LULA - Não tenho dúvida nenhuma. Também não tenho dúvida de que a Lina também deve ser uma grande funcionária pública. Muitas vezes as pessoas são vítimas de uma palavra a mais ou a menos. Quando as pessoas viram vítimas de utilização política, quando fulano procura alguém, e ninguém fala diretamente, sempre alguém fala por eles, aprendi a não levar muito a sério.

FOLHA - O sr. acha que Lina está sendo usada?
LULA - A dona Lina é dona da sua consciência. A dona Dilma é dona da sua consciência.
p(star). *

"Papel da imprensa não é fiscalizar, é informar"

LULA - Não faz mal porque aprendi, ao longo da minha vida, cair e levantar, cair e levantar. A pesquisa de opinião pública é como medir a pressão.

FOLHA - Quando o Rio foi escolhido para sediar as Olimpíadas de 2016, o sr. disse que simbolizava a entrada do Brasil no primeiro mundo político e econômico. O episódio de derruba de um helicóptero no último sábado não mostra que aquele Rio vendido lá é fantasia e que seu discurso é irrealista?
LULA - Pelo contrário. Disse que o Brasil tinha conquistado sua cidadania internacional. E reafirmo. Foi um momento glorioso ter a maior votação que um país já teve na história das Olimpíadas. Não foram escondidos os problemas sociais do Rio.

FOLHA - O secretário da Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, diz que "o Rio precisa que o governo federal assuma a responsabilidade legal pelo combate à droga". Empurrou a responsabilidade para o governo federal.
LULA - O governador [Sérgio Cabral] contraditou o secretário. O secretário é uma figura da Polícia Federal muito respeitada, muito amigo do diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa. Em momentos de medo, de insegurança, as pessoas falam qualquer coisa. Converse com o governador para ver a parceria na área de segurança que estamos construindo.

FOLHA - O sr. assistiu ao filme "Lula, o filho do Brasil"?
LULA - Não. Estou sendo convidado. Quinhentas ofertas. Quero sentar com a minha família e ver o filme.

FOLHA - Com financiamento de grandes empresários e ajuda das centrais sindicais na distribuição, não é um instrumento de propaganda personalista?
LULA - Se isso prevalecer, não sei o que fazer. Vou entrar numa redoma de vidro, mandar cobrir e não apareço mais em lugar nenhum. Tem um livro sobre a minha vida que é pública. O cidadão resolve fazer um filme. A única condição que impus foi não ter dinheiro público, e eu não quero que fale do governo. Do governo, só quando acabar.

FOLHA - O sr. não teme a repercussão negativa entre os judeus do encontro com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad?
LULA - Muito pelo contrário. Não estou preocupado com judeus nem com árabes. Estou preocupado com a relação do estado brasileiro com o estado iraniano. Temos uma relação comercial, queremos ter uma relação política, e eu disse ao presidente Barack Obama (EUA), ao presidente Nicolas Sarkozy (França) e à primeira-ministra Angela Merkel (Alemanha) que a gente a não vai trazer o Irã para boas causas se a gente ficar encurralando ele na parede. É preciso criar espaços para conversar.

FOLHA - Ações recentes da política externa na América Latina foram de contraponto a Washington. O Brasil tem de ser um contrapeso à força dos EUA na região?
LULA - Não quero ser um contraponto a Washington. Quando propus a criação do Conselho de Defesa e de combate ao narcotráfico, tinha duas coisas na cabeça. Nós precisamos nos transformar numa zona de paz. E, enquanto América do Sul, a gente assuma a responsabilidade de combater o narcotráfico. Porque aí vai permitir que os países consumidores cuidem dos seus consumidores.

FOLHA - Zelaya completou completou um mês na embaixada brasileira fazendo política interna. Não foi longe demais?
LULA - Só tem um exagero em Honduras. É o golpista.

FOLHA - O sr. diz que a imprensa internacional elogia o Brasil e a nacional puxa o Brasil para baixo. Nos EUA, o Obama apanha da imprensa, e é elogiado na imprensa internacional. Isso não acontece porque a imprensa nacional conhece o país melhor?
LULA - [Risos] Quisera Deus que fosse verdade. Estou convencido de que a imprensa nacional conhece melhor o país, até porque tem obrigação de conhecer. Mas, às vezes, vejo um comportamento de um setor da imprensa muito ideologizado. Sou amante da democracia e da liberdade de imprensa. A maior alegria que tenho é que os leitores, ouvintes e telespectadores são os únicos censuradores que admito nos meios de comunicação. Portanto, cada um paga pelo que faz.

FOLHA - Um dos papéis da imprensa é fiscalizar o poder. O sr. não está incomodado com a imprensa cumprindo o seu papel?
LULA - Não incomoda.

FOLHA - O sr. disse que tem azia quando lê jornais.
LULA - Como presidente, nunca fico incomodado. Não acho que o papel da imprensa é fiscalizar. O papel é informar.

FOLHA - A imprensa não tem de ser fiscal do poder?
LULA - Para ser fiscal, tem o Tribunal de Contas da União, a Corregedoria-Geral da República, tem um monte de coisas. A imprensa tem de ser o grande órgão informador da opinião pública. Essa informação pode ser de elogios ao governo, de denúncias sobre o governo, de outros assuntos. A única que peço a Deus é que a imprensa informe da maneira mais isenta possível, e as posições políticas sejam colocadas nos editoriais.

FOLHA - O sr. acha legítimo o governo interferir na gestão de uma empresa privada como o sr. faz em relação à Vale?
LULA - Não interferi na Vale.

FOLHA - Houve interferência pública.
LULA - É preciso parar com essa mania de entender que só o presidente da República tem responsabilidade com o Brasil. Os 190 milhões têm. E, mais ainda, os empresários têm. E aqueles que receberam benefício do governo têm mais ainda. O que eu disse ao companheiro Roger foi pedir para a Vale colocar todo o seu poder de investimento em investimentos internos. Não apenas na exploração de minério, mas também na transformação desses minérios em aço.

Os trabalhadores da Vale sabem do carinho que tenho por ela. Tenho feito esforço em vários países do mundo, ajudando a cavar espaço para que a Vale seja empresa multinacional. Agora, não pode acontecer, quando deu um sinal de crise, mandar tanta gente embora como mandou. O Roger já sabe que houve equívoco nisso.

FOLHA - Na fusão da Oi com a Brasil Telecom, o sr. mudou a regra para favorecer um negócio em andamento de um empresário que é seu amigo e contribui para suas campanhas, Sérgio Andrade. Foi um benefício do Estado a um grupo privado. Isso não ultrapassa o limite ético?
LULA - Vocês são engraçadíssimos. Temos uma agência reguladora.

FOLHA - Mas o sr. assinou um decreto mudando a regra.
LULA - A legislação brasileira permite que a agência faça a regulação que melhor atenda ao mercado brasileiro. Estou convencido de que foi correta a decisão do governo.

*
Lula elogia Dunga e diz quem tem vaga garantida na seleção

O presidente Lula diz ser "excepcional" o saldo de Dunga na seleção brasileira. Acha que o Corinthians não tem mais chance de ganhar o Campeonato Brasileiro. O título, crê, está em disputa entre Palmeiras, São Paulo, Atlético Mineiro e Flamengo, que vem "despontando".

Fala que Robinho "faz motocicleta" em campo. "Nem bicicleta é." Conta que aconselhou Ronaldo a se preparar para ser convocado. Recusou-se a escalar seus onze titulares, mas opinou sobre quem teria vaga garantida para a Copa de 2010 na África do Sul.

"Dunga ganhou o que a gente não imaginava que ele ia ganhar". Diz que o técnico foi "demonizado" como jogador em 1990, com "o fracasso da seleção" na Alemanha. Mas saiu como "herói" na Copa de 1994, nos Estados Unidos. "É casca de ferida."

Falou que, se a seleção jogar a Copa de 2010 com "o espírito" da Copa das Confederações, "já está bom". "Ganhar a Copa ou não, é consequência. Para o torcedor, o que é a gente quer, além de ganhar, é muita raça", disse.

Para ele, Luís Fabiano "está excepcional" e será titular. Os outros titulares seriam Júlio Cesar, Maicon, Lúcio, Júan, Felipe Melo, Gilberto Silva e Kaká.

Apesar da irregularidade, Lula levaria Robinho para a África do Sul: "Às vezes, o cara é convocado porque o técnico tem afinidade com as pessoas que cumprem as tarefas do técnico. E o Robinho é aquele moleque de explosão. Tem dia que a gente fica nervoso porque ele não faz nada. Tem dia que a gente vê ele fazer lá uma motocicleta, nem bicicleta é, e marcar um gol espetacular".

O presidente colocaria no grupo André Santos, Daniel Alves e Nilmar. "Se fosse técnico, levaria o Nilmar. Tenho de convocar 22 e só vou colocar 11 em campo. O Nilmar é um moleque de uma explosão extraordinária. Muito esperto, muito ligeiro", opina.

Conta que disse a Ronaldo para se preparar fisicamente para "ser convocado" e ser reserva de Luís Fabiano. "O Ronaldão é sempre o Ronaldão". Sobre Gilberto Silva, diz; "Sinto que é uma das figuras de confiança do Dunga".

21 outubro 2009

SERRA ESTÁ CANSADO
O governador José Serra (PSDB) usou nesta quarta-feira o microblog Twitter para dizer que se sente cansado em ser obrigado a falar sobre sua candidatura à Presidência da República no ano que vem.

Não há a menor duvida quanto ao cansaço do eterno candidato Serra em falar em candidatura. Desde de 2001 que Serra fala, pensa, sonha em ser presidente do Brasil. Em 2002 tomou uma lava do presidente Lula que foi histórica. Em 2006 tomou uma rasteira do Alckmin que foi arrebatadora, não concorreu e se tivesse concorrido perderia outra vez. De novo Lula teve uma votação histórica. Agora para 2010, ele está em campanha desde 2007, tem Aécio no seu calcanhar que também quer ser candidato a presidente, e uns míseros partidos o apóiam, DEM de Jorge Bornhausen, o partido mais corrupto do Brasil, PV da Marina Silva, PSOL da HH, PMDD de Quércia. Quem diria que um dia Marina Silva, HH e DEM, Quércia estivessem juntos para tentar eleger o candidato de FHC, o Serra. Pensando bem eles se merecem. Serra tem bons motivos para estar cansado

Charge do Bessinha
Governo lança PAC das cidades históricas com R$ 150 milhões em investimentos
Com o objetivo de recuperar e revitalizar cidades históricas do País, o governo federal lança, nesta quarta-feira (21), o PAC Cidades Históricas. O programa prevê R$ 150 milhões em investimentos em obras de infraestrutura urbana, recuperação e restauração de monumentos e prédios públicos em 50 cidades históricas.

O evento, que acontece em Ouro Preto (MG), conta com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do ministro da Cultura, Juca Ferreira.

Além de restaurar monumentos protegidos, o PAC Cidades Históricas busca promover a melhoria da qualidade de vida, o desenvolvimento econômico e social por meio da requalificação urbanística, melhoria da infraestrutura urbana, suporte às cadeias produtivas locais e promoção do patrimônio cultural. Outras ações serão definidas a partir das prioridades estabelecidas pelos próprios municípios beneficiados.

Salvador (BA), Pirenópolis (GO), Belém (PA), Areia (PB), Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ) estão entre as cidades contempladas pelo programa. Os projetos promoverão, respectivamente, a construção de um palco articulado no Pelourinho, a requalificação da orla do Beira-Rio, a restauração da Sede Fotoativa, a revitalização do Parque Municipal do Quebra, embutimento da fiação no Pólo Alfândega e Bairro do Recife, e a reurbanização do Morro da Conceição.
Parcerias
O programa é uma iniciativa articulada pela Casa Civil, coordenada pelo Ministério da Cultura - MinC por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan, e conta com a parceria do Ministério do Turismo, Ministério da Educação, Ministério das Cidades, Petrobras, Eletrobrás, Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste do Brasil - BNB.
Em Questão
Barbosa com um pé fora do TSE
Bomba no TSE (Tribunal Superior Eleitoral): o ministro Joaquim Barbosa já comunicou a colegas que deve renunciar à vaga que ocupa no tribunal. A decisão, se mantida, vai além da mera troca de ministros: Barbosa presidiria as eleições presidenciais de 2010. Com sua saída, o pleito será comandado pelo ministro Ricardo Lewandowski.
ALERTA
Barbosa já tinha conversado sobre a possibilidade de renúncia com Lewandowski, que terá que presidir as eleições de 2010 em seu lugar, e Cármen Lúcia, ministra substituta que passaria a ocupar vaga permanente no tribunal no lugar dele. Há alguns dias, voltou a alertar Lewandowski de que está "a cada dia mais convicto" de que sua permanência no TSE se tornou "praticamente impossível".
ADIANTE
Barbosa deve renunciar ao TSE por problemas de saúde: ele luta há três anos contra uma inflamação na coluna que provoca dores insuportáveis. Só neste ano, tirou licença duas vezes, ficando seis meses fora do tribunal, situação que considera extremamente desconfortável. Procurado pela colunista, o ministro confirma a hipótese da renúncia. Mas diz que só tomará uma "decisão definitiva" em novembro, quando termina o prazo de sua licença.
EM CASA
A saída de Barbosa poderá levar José Antonio Toffoli, novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), ao TSE -onde já atuou como advogado de campanhas do presidente Lula. Por exclusão, ele seria o provável eleito pelos colegas do Supremo, que indicam ministros para o TSE, para ocupar a vaga de substituto que hoje é de Cármen Lúcia.
Mônica Bergamo
bergamo@folhasp.com.br

KASSAB TIRA O LEITE DAS CRIANÇAS
Leite puro e margarina estão em falta nas creches de SP
Adriana Ferraz e William Cardoso
do Agora

O mesmo sabor todos os dias. Cerca de 78 mil crianças matriculadas em creches municipais recebem, há dois meses, leite achocolatado no café da manhã e no lanche da tarde. O cardápio não pode ser variado porque o departamento de merenda da prefeitura deixou de entregar leite puro. A única mistura disponível já contém chocolate.

Pais se surpreendem e mostram preocupação
Entrega vai ser feita em novembro
A mudança atrapalha todo o cardápio, já que as merendeiras preparam vitamina, purê, bolos e outros alimentos à base de leite. "As crianças não aguentam mais ver achocolatado. Tem algumas que nem querem mais tomar, e a gente cansa até do cheiro. Trabalho há 31 anos em creche e nunca vi faltar leite", afirma Terezinha Sommarida, da creche Lar do Alvorecer Cristão (zona oeste de SP).

E os problemas de abastecimento não param por aí: não tem margarina para passar no pão. No lugar, a prefeitura manda geleia de morango. "As crianças não estão acostumadas. Pode ser gostoso, mas elas preferem pão com margarina, como têm em casa", diz a cozinheira Zilda Helena de Souza, da creche Jardim da Conquista, na zona leste.

A falta dos produtos não é prejudicial somente ou paladar das crianças, mas também ao caixa das entidades conveniadas, que precisam complementar o estoque. O problema só não ocorre nas unidades onde a merenda é de responsabilidade de empresas terceirizadas --há 44 mil crianças que são atendidas por esse modelo na capital.

Mas representantes do sindicato das entidades sociais que administram creches dizem que o que ocorre não é novidade. A presidente, Maria Gusmão Pereira, afirma que "sempre falta alguma coisa" na lista da prefeitura. "Quando chega macarrão, falta molho. Quando chega molho, não tem macarrão. É difícil. As conveniadas precisam se virar para compor o cardápio.
A FARSA DE LINA VIEIRA 2
O amigo Germano pesquisou e encontrou está notícia. Na mesma data e horário que Lina Vieira disse que se reuniu com a ministra Dilma, a ministra estava reunida com outros ministros, com o presidente Lula. Esses ministros podem testemunhar a presença da ministra Dilma na reunião, até a jornalista que cobriu e noticiou a reunião pode testemunhar que a ministra estava presente. Pois é dona Lina Vieira, a mentira tem perna curta.
MATÉRIA DA FOLHA ONLINE DE 09 DE OUTUBRO DE 2008
às 13:56 hs
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu nesta quinta-feira o vice-presidente José Alencar e mais oito ministros para finalizar o Plano Nacional de Defesa. A idéia é apresentar o plano ao Conselho de Defesa Nacional no próximo dia 20.
Entre os destaques do plano devem constar a ampliação das funções das Forças Armadas, a criação de uma parceria militar entre os países da América do Sul e Caribe e estímulos para a indústria militar nacional.
Na lista de prioridades a ser incluída no plano está ainda o estímulo à indústria naval. O governo quer destinar R$ 1 bilhão no Orçamento dos próximos três anos exclusivamente para o submarino nuclear. Também são examinadas as hipóteses de aquisição, atualização e modernização dos aviões do tipo caças.

Estavam presentes os ministros Nelson Jobim (Defesa), Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos), Celso Amorim (Relações Exteriores), Tarso Genro (Justiça), Jorge Félix (Gabinete de Segurança Institucional), Paulo Bernardo (Planejamento), Dilma Rousseff (Casa Civil), Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

http://www.hojenoticias.com.br/brasil/plano-de-defesa-deve-reequipar-forcas-armadas-e-criar-parcerias-com-america-do-sul/

Neste outro site, fala que a reunião de Lula com os Ministros e o vice presidente no dia 09 de outubro de 2008 foi a partir de 10:30 da manhã
Lula comanda hoje reunião no Planalto sobre Defesa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comanda, a partir das 10h30, no Palácio do Planalto, uma reunião sobre Estratégia Nacional de Defesa, com participação dos ministros Nelson Jobim (Defesa) e Roberto Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) e dos comandantes das Forças Armadas. Jobim e Mangabeira são os autores do Plano Estratégico de Defesa Nacional, recentemente entregue ao presidente Lula.

Estavam presentes os ministros Nelson Jobim (Defesa), Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos), Celso Amorim (Relações Exteriores), Tarso Genro (Justiça), Jorge Félix (Gabinete de Segurança Institucional), Paulo Bernardo (Planejamento), Dilma Rousseff (Casa Civil), Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
http://www.naval.com.br/blog/2008/10/09/lula-comanda-hoje-reuniao-no-planalto-sobre-defesa/