07 Outubro 2009


Em defesa do SUS, trabalhadores denunciam enterro da saúde em SP
Um cortejo para denunciar a tentativa de assassinato do Sistema Única de Saúde (SUS) tomou as calçadas da Avenida Paulista na manhã desta sexta-feira (02).
Ao som da música clássica de Chopin, cerca de 500 trabalhadores da saúde pública do Estado de São Paulo usaram roupas pretas, faixas com sangue falso e esparadrapo na boca para chamar a atenção da população sobre o Projeto de Lei Complementar (PLC) 62/2008.
De autoria do governador José Serra, ele permite a expansão da privatização dos hospitais e laboratórios ao autorizar a atuação das Organizações Sociais (OSs) em toda a rede do Estado.
Os deputados estaduais da situação, que no início de setembro aprovaram o PLC na Assembléia Legislativa de São Paulo, também foram lembrados. Os manifestantes levaram cartazes onde se lia de um lado, “este deputado votou contra a saúde pública”, e de outro o nome do parlamentar.
A marcha
Desde o final da Avenida Paulista, na rua da Consolação, trabalhadoras vestidas de viúva carregavam um caixão preto de papelão cuja tampa trazia a inscrição ‘SUS’. A auxiliar de enfermagem Irenilda Mendes, com 15 anos de serviços prestados à saúde, destacou a experiência de quem convive diretamente com a política tucana para o setor.
“Falta material, falta pessoal e o pior é ver o sofrimento da população carente, que aguarda mais de seis meses para ser atendida. O governo aplica todos os recursos nos setores administrados pelas OSs e deixa os hospitais públicos sucateados”, criticou.
Para dialogar com a população da região, os manifestantes cruzavam, a cada farol, a Avenida Paulista e além da performance teatral, distribuíam panfletos que destacavam o processo de terceirização da saúde desde 1998.
Presidente da CUT/SP, Adi Lima, destacou a luta da Central contra o desmonte do SUS. “O Sistema Único de Saúde é um exemplo para o mundo todo e não podemos deixar que os convênios explorem a saúde pública e transformem em um negócio. Se o Estado continuar a ser governado por DEM e pelo PSDB, não vai sobrar nada daquilo que construímos com nossa força e suor”, afirmou.
Mobilização popular
A marcha seguiu até a altura do número 900. Diante da Fundação Cásper Líbero, o presidente da Sindsaúde, Benedito de Oliveira, destacou que enquanto São Paulo se desfaz do patrimônio público, o mundo destaca a importância do Estado como indutor do desenvolvimento. “Aqui não temos políticas públicas e sóciais”, comentou.
Para o deputado estadual Adriano Diogo (PT), também presente na manifestação, o PLC 62 apresenta inúmeras regularidades que justificam ingressar com uma representar para a anular a ação. “Na madrugada em que a base do Serra aprovou a lei, incluiram também a terceirização dos esportes. Além disso, há um grave problema que é o fato das Organizações Sociais não passarem por licitação. Porém, esbarraremos na burocracia da Justiça e do Ministério Público se não tivermos apoio de massa, não avançaremos. Por isso manifestações como essa são fundamentais para a população entender o que acontecerá com a saúde pública”, acredita.
Por volta das 12h, para encerrar o ato e levar a toda capital paulista a mensagem da valorização dos serviços públicos, os trabalhadores soltaram mais de mil balões com as cores do Estado.

CUT/SP

Petrobras recebe licença para plataforma e gasoduto
AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu à Petrobras licença de instalação do navio-plataforma FPSO Cidade de Santos, que vai produzir petróleo e gás dos campos de Uruguá e Tambaú, e do gasoduto que ligará a unidade de produção à Plataforma de Mexilhão (PMXL-1), na Bacia de Santos.

O projeto Uruguá-Tambáu está localizado no Polo Uruguá (antigo bloco BS-500), localizado na Bacia de Santos. O FPSO Cidade de Santos, que está sendo convertido na China, deverá partir para o Brasil em novembro. Sua capacidade total de produção é de 10 milhões de metros cúbicos de gás e 35 mil barris por dia de óleo e condensado.

Segundo a Petrobras, o gás natural será escoado por um gasoduto de 174 quilômetros até a plataforma de Mexilhão e, de lá, para a Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA), em Caraguatatuba (litoral norte de SP). O petróleo será armazenado nos tanques da plataforma e transportado por navios-tanque (navios aliviadores).

O projeto de Uruguá-Tambaú deverá iniciar operação no primeiro trimestre do próximo ano. A partir de 2012, serão interligados ao FPSO Cidade de Santos os poços dos campos de Pirapitanga e Carapiá, também localizados no Pólo Uruguá.
Oposição mostra notas que ligariam uso de dinheiro público a Yeda
De acordo com a deputados, materiais de construção e móveis eram adquiridos através da Casa Militar

Rodrigo Alvares, do estadao.com.br
SÃO PAULO - Os deputados oposicionistas à governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB-RS), apresentaram na tarde desta quarta-feira notas fiscais que provariam a utilização de dinheiro público na compra de móveis para a casa da tucana. A presidente da CPI da Corrupção, Stela Farias (PT-RS), apresentou dois recibos durante entrevista coletiva que teriam sido retirados em nome do governo e as mercadorias, entregues na residência da governadora.
Segundo Stela, as notas fiscais obtidas em três lojas de material de construção e móveis de Porto Alegre demonstrariam a compra de materiais de construção e mobília por parte da Casa Militar do Estado, em um valor total que atinge cerca de R$ 100 mil.
De acordo com a oposição, os materiais de construção e móveis eram adquiridos através da Casa Militar e entregues na rua Araruama, 806, onde Yeda reside desde 2006. As compras do governo incluiriam cerca de R$ 8 mil em pisos de borracha utilizados em garagens e móveis com tema infantil, que teriam sido utilizados na decoração do quartos dos netos da governadora.
Parte de um texto do Noblat , também conhecido como "Mãe Dináh."

Lula quer que Ciro concorra à vaga do governador José Serra (PSDB).

Para ganhar?

Não, Lula sabe que Ciro não venceria. E que dificilmente um candidato do PT vencerá.

Porque o TSE vai gastar dinheiro com a eleição em SP se já sabe quem será eleito, como afirma o Noblat? O Ciro não ganha, e o PT também não. O vencedor deve ser do PSDB/DEM conforme as previsões do Noblat. O PSDB de Serra, Alckmin, Kassab do DEM estão fazendo um péssimo governo em SP. Péssimo na educação, na segurança, na saúde, no transporte, na habitação.O estado mais rico do país está sendo sucateado, gastos em SP só em publicidade. Porque será que o Noblat odeia tanto SP, para desejar que essa desgraça de PSDB/DEM continue?
Ex-BBB corrige erro de português de William Bonner
Alberto Pereira Jr.
do Agora

A ex-BBB Milena Fagundes causou polêmica no Twitter, na madrugada de ontem, ao corrigir o português do jornalista William Bonner. No site, o apresentador e editor-chefe do "Jornal Nacional", da Globo, escreveu o verbo "ia" com acento agudo na letra "i". "Ô, coisa linda, não faz uma coisa dessa, escrever 'ia' com acento!", afirmou Milena, referindo-se à sentença "Peraí. Deu branco. Esqueci o que é que eu ía perguntar".

Bem-humorado, o jornalista respondeu à amazonense com uma piada: "Seu dotô, num cei ukideu nimim. Iscrivinhei ia com assentchu. É gráviu?" [Seu doutor, não sei o que deu em mim. Escrevi ia com acento. É grave?]. "Não esperava essa repercussão. Algumas vezes eu faço isso [corrigir o português] quando percebo que foi um deslize, um acidente ou mesmo um erro de digitação de alguém que eu sei que conhece as regras da nossa língua", disse Milena.

À reportagem, a ex-BBB disse que foi bastante criticada pela correção. "As pessoas têm preconceito contra ex-BBB. Não é porque eu participei do programa que eu sou analfabeta", disse ela, que é formada em publicidade e cursou três semestres de direito.
Grosseria de Sardenberg repercute na blogosfera
O comentarista Carlos Alberto Sardenberg, da Globo, irritou-se com a blogueira Sonia Montenegro ao ser questionado sobre a preocupação da grande imprensa em reproduzir os argumentos dos golpistas em Honduras. Ele respondeu a mensagem afirmando que essa opinião está “alguma coisa entre a cretinice e estupidez ou ideologia esquerdista, que é a mesma coisa”.
Diante da grosseria, a blogueira, colaborada da Agência Assaz Atroz, divulgou a resposta e sua réplica: “Engraçado, minha mãe, que bem me educou, sempre me disse que a agressividade é a arma de quem não tem argumentos. Mais grave no caso de um jornalista, que ataca gratuitamete uma leitora que lhe pede um esclarecimento.”

Para ela, Sardenberg revelou o seu lado anti-democrático, preconceituoso e desrespeitoso. “A postura de um jornalista, deveria ser da maior isenção possível e principalmente de respeito por todas as opiniões, ainda que não concorde com elas”.

Ele ficou irritado ao receber o comentário postado no blog de Eduardo Guimarães (http://edu.guim.blog.uol.com.br/)
dando conta de que a imprensa brasileira deve explicações sobre sua atuação na crise de Honduras. “Escandaliza sua evidente preocupação de reproduzir os argumentos dos golpistas hondurenhos, o que explica a facilidade de acesso de uma Globo a sítios em Tegucigalpa que poucos meios de comunicação estão tendo.”

O texto diz ainda que “é imperativo que se investigue os contatos dos grandes meios de comunicação brasileiros com o regime golpista de Honduras e uma eventual aliança desses meios com aquele regime”.

Neoliberalismo
Ainda em resposta a Sardenberg, Sonia Montenegro disse que tem orgulho de ser de esquerda. Os que estão desse lado, segundo ela, amam o país, posicionam-se contra o entreguismo reinante na grande imprensa e valorizam as políticas que beneficiam aqueles que sempre foram espoliados “por uma elite egoísta que pauta os veículos de comunicação como os que o senhor subservientemente incorpora”.

Na réplica, ela ainda diz que “a atual crise mundial serviu para mostrar que o neoliberalismo é uma política injusta, em que os lucros são divididos entre poucos, e o prejuízo pago por muitos. Essa foi uma lição aprendida pelos jornalistas que merecem o título que possuem.”

De Brasília,
Iram Alfaia

Em jantar com PDT, Dilma defende candidato único da base
Portal Terra / ABr
“Ao receber a bancada do PDT para um jantar em sua casa na noite desta terça-feira, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu que a base governista tenha apenas um candidato para disputar a sucessão ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma argumentou que o governo Lula deve ter continuidade para o País "não andar para trás". Segundo a ministra, o Brasil deve ser governado por uma base de sustentação forte e unida.

"Achamos que o governo tem de ter uma continuidade. Obviamente, não são dois candidatos, vai ser um candidato que vai representar o governo", disse a ministra, ao receber os parlamentares em sua casa no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, presidente licenciado do PDT, também disse ser a favor que base de apoio ao governo tenha um candidato único e citou o nome de Dilma Rousseff. "Tem que continuar. Temos que criar um ambiente para ter a candidatura única. A Dilma representa hoje essa candidatura única, na minha opinião", afirmou Lupi, acrescentando que o assunto está sendo discutido dentro do País.

Para Lupi, as eleições de 2010 serão semelhante a um "plebiscito" em que os brasileiros dirão se querem a permanência da administração Lula ou não. "O governo tem que ter candidatura única para dar oportunidade à população de saber que de um lado tem oposição, representada por Serra (José Serra (PSDB), governador de São Paulo) e Aécio (Aécio Neves (PSDB), governador de Minas Gerais)", disse o ministro do Trabalho.

Dilma classificou o PDT como um aliado histórico do PT, além de afirmar que tem laços afetivos com os pedetistas, já que foi militante do partido.”
http://nogueirajr.blogspot.com/

Mimo. Em jantar ontem, o PDT levaria a Dilma pesquisa na qual ela aparece à frente de Serra (39,6% a 13,3%) entre filiados da Força Sindical.
Fonte: Painel FSP

06 Outubro 2009

Bovespa fecha em alta nesta terça-feira e bate novo recorde do ano
Da Redação
Em São Paulo
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 0,48% nesta terça-feira, aos 62.670,59 pontos, novamente batendo o recordo de pontuação do ano. A última vez em que a Bovespa fechou acima desse patamar foi em 1º de julho do ano passado (63.396,19 pontos). Em 2009, a alta acumulada é de 66,9%.
A oposição chora, lamenta, esperneia
Olimpíada, Honduras… Urubuzada perde o rumo

Do blog Balaio do Kotscho:
O Lula vai quebrar a cara em Honduras! Vai correr sangue nas ruas de Tegucigalpa e ele será o culpado! O Lula vai tomar uma surra do Obama em Copenhague! Vai dar Chicago! Agora a popularidade do Lula vai despencar!

Pois é, amigos, foi uma atrás da outra. A urubuzada (nada a ver com a grande torcida do Flamengo, por favor!) jogou contra e perdeu todas, perdeu o rumo. Vocês já repararam? A oposição simplesmente sumiu de cena.

Em 2009, a turma do contra, representada por aqueles célebres 6% que reprovam o governo Lula, começou jogando tudo na crise econômica mundial, que quebraria o Brasil. O Brasil não só não quebrou como saiu da crise mais forte do que entrou.
Já nem me lembro de todas as crises do fim do mundo anunciadas durante o ano, mas tivemos depois a dengue, a crise do Senado, a gripe suína, a história da Lina, a CPI da Petrobrás, o diabo a quatro. E nada do Lula cair nas pesquisas.
A palavra crise não saía das manchetes, e nada. Quando a crise não era aqui, era em Honduras _ por culpa da política externa do governo brasileiro, claro. Agora que as coisas estão se acalmando por lá e tudo indica uma saída negociada com os golpistas devolvendo a Presidência a Manuel Zelaya, a urubuzada já está recolhendo os flaps.
Com a vitória do Rio para sediar a Olimpíada 2016 transmitida ao vivo de Copenhague, não teve jeito de esconder o importante papel do presidente Lula nesta conquista. Os 6% de inconformados e seus bravos representantes na imprensa e no parlamento devem ter entrado em profunda depressão. Por isso, sumiram _ pelo menos, por algum tempo.
Restam apenas alguns blogueiros histéricos e seus comentaristas amestrados blasfemando na janela, vendo as ruas em festa, os bares lotados em dia de semana, a indústria, a bolsa, o emprego e a renda crescendo novamente, a autoestima do brasileiro lá em cima, a vida seguindo alegre seu rumo.
Claro que sempre será possível fazer escândalo com qualquer coisa, como esta crise do Enem, uma história até agora muito mal contada, que vai atrasar a data dos vestibulares. E daí? Fora os candidatos e professores que irão perder alguns dias de férias, qual o drama para o restante dos brasileiros?
Poupança registra segunda maior captação do ano em setembro
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

Os depósitos da caderneta de poupança superaram os saques no mês de setembro, resultando em uma captação positiva de R$ 3,51 bilhões --a segunda maior do ano, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central. É o quinto mês consecutivo em que o saldo entre os depósitos e os saques é positivo.

O resultado em setembro só é menor do que o de julho, quando o saldo foi positivo em R$ 6,7 bilhões. Em agosto, a captação foi positiva em R$ 3,1 bilhões.

IBGE prorroga inscrições para 33 mil vagas com salário de até R$ 1.600
Produção em países emergentes no trimestre é a maior desde 2008, diz banco
Usinas de cana-de-açúcar descumprem compromisso com Lula

No mês passado, os depósitos somaram R$ 84,86 bilhões e os saques R$ 81,35 bilhões. O mês teve 21 dias úteis.

No acumulado do ano, os depósitos já superam os saques em R$ 15,7 bilhões. No mesmo período do ano passado, a captação estava positiva em R$ 10 bilhões.

Com a captação positiva registrada neste ano, o estoque de dinheiro nesse tipo de investimento já se aproximada da marca histórica dos R$ 300 bilhões --está em R$ 299,92 bilhões.

No final do ano passado, o total de recursos depositados na poupança era de R$ 270,5 bilhões. Além da captação positiva do período, a poupança recebeu ainda R$ 13,7 bilhões relativos à rentabilidade do dinheiro que já está aplicado.
Cadê o terrorista aloprado do PPS, o tal Jungmann para comentar a notícia???
Economistas da FGV estimam crescimento de até 7% no ano que vem
Economistas da FGV estimam crescimento de até 7% no ano que vem
Agência Brasil
BRASÍLIA - O Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou nesta segunda-feira (5) análise econômica na qual destaca a possibilidade de que 2010 seja um ano de “economia espetacularmente aquecida”. Nesse contexto, “é certo que o Brasil vai se expandir a um bom ritmo”, com crescimento numa faixa entre 4,5% e 7%.

Os analistas da FGV acham que um avanço de 7% no Produto Interno Bruto (PIB) – soma das riquezas produzidas no país – “não é, de forma alguma, inconcebível”, e consideram a eventualidade de uma recuperação em “V”, na qual a intensidade da retomada seria equivalente à força da contração ocorrida na virada de 2008 para 2009. Eles traduzem para a economia a lei da física, segundo a qual “a toda ação corresponde uma reação de igual intensidade”.

Quanto ao piso de 4,5% previsto para o crescimento, a carta do Ibre ressalta que “por mais que se reprima o otimismo, dificilmente seria justificável qualquer previsão de crescimento, em 2010, inferior a 4,5%”. Esse patamar, aliás, é chamado por economistas da FGV de “conservador”, em razão do histórico de expansão do país na última década e também porque acreditam que a recuperação virá na esteira de uma recessão, o que, segundo eles, “amplifica o efeito da retomada”.

Um crescimento de 4,5% seria, portanto, na avaliação dos economistas, um cenário de mais tranquilidade para o Banco Central, uma vez que, sem o fantasma da pressão inflacionária, a autoridade monetária poderá manter a taxa Selic em 8,75% ao ano por muito tempo. Além disso, adianta a análise, o BC tampouco teria que se preocupar com o “timing [prazo máximo] para retirada dos estímulos fiscais anticíclicos”.
Em contrapartida, se o crescimento apontar para taxa próxima a 7%, a capacidade de produção da economia será pressionada no decorrer de 2010 e o BC enfrentará o desconforto de “ter que puxar o freio da política monetária em plena campanha eleitoral”. Esse cenário torna-se mais verossímil, segundo a análise, quando se avalia os poderosos estímulos à demanda, criados pelo governo, e cuja gestão futura “pode não estar imune” à equação político-eleitoral de 2010.

Charge do Bessinha

Lula não se cansa de receber prêmios
Lula é homenageado pelo Parlamento belga
BRUXELAS - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está em Bruxelas, foi condecorado nesta segunda-feira, no segundo e último dia de sua visita oficial à Bélgica, com a medalha do Parlamento federal.
Na manhã desta segunda-feira, Lula foi recebido pelos presidentes do Senado, Armand de Decker, e da Câmara dos Deputados, Patrick Dewael, que entregaram a ele a homenagem.
Ainda hoje, o presidente brasileiro deve almoçar no Palácio de Laeken com o rei belga, AlbertoII.À tarde, participará de um seminário com empresários.
Esse encontro, organizado pela Federação de Empresas da Bélgica (FEV) e intitulado "Fórum de Negócio de Alto Nível entre Brasil e Bélgica - Novas Fronteiras para os Negócios", também contará com a presença do príncipe Philip da Bélgica e com o ministro de Assuntos Exteriores, Yves Leterme.
Ontem, Lula disse que mostraria aos empresários as "extraordinárias oportunidades" de investimento que surgirão no Brasil a médio e longo prazo, especialmente com os preparativos para a Copa do Mundo de 2014, as obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), a exploração do petróleo ou e realização dos Jogos Olímpicos de 2016.
A visita oficial de Lula à Bélgica começou neste domingo. No castelo de Val Duchesse (Bruxelas), os dois países assinaram vários acordos de colaboração em transferência de presos, Previdência, consultas políticas, cultura, logística portuária e migração.
O presidente brasileiro parte ainda hoje para Estocolmo, onde amanhã participará da cúpula entre Brasil-União Europeia.
Fonte: IG

Jogos 2016: Comunidade internacional reconhece papel decisivo de Lula na vitória

A comunidade internacional reconhece o papel decisivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na vitória do Brasil para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Em matérias publicadas durante todo o fim de semana, a imprensa estrangeira destacou a liderança do presidente brasileiro no cenário mundial. A revista inglesa The Observer afirma que Lula atravessa um "momento especial".
A publicação aponta o crescimento das exportações, o "boom" nos preços da commodities e os investimentos em políticas sociais como conquistas do presidente brasileiro. "No segundo trimestre do ano, a economia brasileira cresceu 1,9%, e a previsão é de que chegue a 5,3% em 2010. Os jogos olímpicos levarão tanto dinheiro vivo quanto prestígio para aquela nação latino-americana, que é a maior economia da região e a nona maior do mundo", ressalta.

Segundo a revista, a vitória do Rio de Janeiro reflete o empenho do governo Lula para colocar o País entre as nações de liderança política mundial. A publicação classifica a descoberta do pré-sal como um fato que "pode ajudar a transformar o país em um protagonista ainda maior no cenário internacional".

A publicação destaca ainda a atuação da diplomacia brasileira que, sob a batuta de Lula, conseguiu consolidar a importância do G20 - grupo que reúne as vinte maiores economias do planeta. O G-20 foi reconhecido nos Estados Unidos como o fórum responsável pela tomada decisões de âmbito mundial, em substituição ao G8.

De acordo com The Observer, essa "nova atitude" do Brasil se deve, em muito, à atuação do presidente brasileiro. Segundo a revista, Lula figura entre os chefes-de-estado sul americanos que "estão ajudando a colocar o chamado ‘continente esquecido' de volta no mapa".

Para a norte-americana CNN, "a vitória do Rio também é uma vitória de Lula". "Lula trabalhou para ajudar os pobres do país, introduzindo medidas com a intenção de reduzir a incidência da pobreza", destaca o site da emissora.

Segundo o Wall Street Journal, os Jogos Olímpicos "cristalizam a ascensão do Brasil como poder econômico e político". "No momento em que o Brasil se tornou uma força econômica com suas recém descobertas reservas de petróleo e crescente influência no diálogo internacional sobre comércio, muitos moradores afirmam que sediar as Olimpíadas é a cereja no bolo", acentua o jornal.

O El País, da Espanha, lembra que, quando assumiu o segundo mandato, o presidente Lula disse que o Brasil "estava cansado de ser um país emergente". Para o jornal, a escolha "premiou a situação geoestratégica brasileira e a pujança econômica ascendente deste gigantesco país, cada vez mais emergente e menos terceiro-mundista".

Ainda de acordo com a publicação espanhola, a ambição de levar o Brasil à categoria de "desenvolvido" fará Lula entrar para a história. "O futuro do Brasil, com suas luzes e suas sombras, determinará sem dúvida o futuro da América Latina, já que sua economia é nada menos do que metade da região", afirma El País.

A imprensa argentina também destacou a vitória do Rio de Janeiro. "Nos últimos anos, a economia brasileira cresceu até o ponto de localizar o país entre os dez de maior produção do planeta. Estima-se que serão investidos mais de US$ 14 bilhões de dólares para Rio 2016. O financiamento é algo que não parece correr risco", aponta o jornal La Nación.

O jornal Crítica publicou a seguinte manchete: "Um abismo separa o Brasil da Argentina". "O Brasil, que entendeu que os Jogos Olímpicos transcendem o esportivo e são um símbolo geopolítico do mundo moderno, deu o golpe de misericórdia, com Lula à frente, que confirma a nação como líder regional cada vez mais distanciado", ressalta.

O primeiro-ministro belga, Herman Van Rompuy, recebeu neste fim de semana o presidente Lula em Bruxelas. "O Brasil confirmou sua entrada no pelotão da liderança mundial com a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016", afirmou Van Rompuy.

Para Lula, a escolha do Rio de Janeiro reforça a campanha do governo brasileiro para conseguir uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. "O Conselho de Segurança é uma questão de tempo. Não sei se vai ser no meu mandato, mas nunca esteve tão maduro. Existe uma compreensão do mundo", disse o presidente.
http://www.ptnacamara.org.br/

Novo Enem terá apoio dos Correios e da PF
Cesgranrio e Cespe/UnB, que já realizaram provas em anos anteriores, assumem exame em acordo fechado com o MEC

Ministério trabalha com a possibilidade de realizar a nova prova na última semana de novembro ou na primeira de dezembro

ANTÔNIO GOIS
DA SUCURSAL DO RIO

LARISSA GUIMARÃES
ANGELA PINHO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O novo Enem será realizado por uma força-tarefa formada pela Fundação Cesgranrio e pelo Cespe, ligado à UnB (Universidade de Brasília). As entidades terão o apoio dos Correios, da Força Nacional de Segurança e da Polícia Federal, que atuará na área de inteligência.
A data do exame ainda não foi fechada, mas a previsão é que os 4,1 milhões de estudantes inscritos façam a prova entre a última semana de novembro e a primeira de dezembro.
As duas instituições irão substituir o Connasel, consórcio que havia vencido a licitação para impressão, distribuição e correção do Enem. O MEC anunciou ontem o rompimento do contrato por conta do vazamento da prova.
Tanto o Cespe quanto a Cesgranrio têm experiência na realização de vestibulares e concursos públicos. Além do vestibular da UnB, o Cespe foi o responsável por provas de concurso público para diversos órgãos. A Fundação Cesgranrio venceu todas as 11 últimas concorrências para realizar o Enem.
Neste ano, a Cesgranrio não quis participar da licitação porque considerou não haver tempo hábil entre a licitação e a data da prova -78 dias, dos quais 15 poderiam acabar sendo tomados pela análise de recursos das concorrentes. O Connasel disputou sozinho a licitação.
Elas serão contratadas sem licitação devido ao caráter emergencial da prova. O valor do contrato não foi divulgado.

Quebra de contrato
Ontem, o Ministério da Educação oficializou o rompimento do contrato com o Connasel. Segundo o MEC, a iniciativa foi tomada em comum acordo.
O consórcio, liderado pela empresa baiana Consultec, também era formado pela Cetro, de SP, e pela FunRio, do Rio. Ele já havia gasto R$ 38 milhões dos R$ 116 milhões contratados quando o vazamento da prova foi confirmado, na semana passada.
Ainda não se sabe quem arcará com o prejuízo. Segundo o MEC, se for comprovada a responsabilidade do consórcio na fraude, a União irá entrar na Justiça para pedir ressarcimento. "Falar agora [que a culpa do vazamento é do consórcio] seria prejulgamento", disse o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes. Desde domingo, o ministério já havia resolvido pela quebra de contrato, mas adiou o anúncio oficial por um dia até receber parecer favorável da área jurídica, para evitar o pagamento de multa ou parcela do contrato.
Além do vazamento da prova, que ocorreu numa etapa de responsabilidade do consórcio, o MEC ainda considerou grave o fato de parte das provas ficar armazenada em casa de professores. "A responsabilidade passada será apurada no momento apropriado, haverá um processo administrativo para isso", disse Fernandes.
Assim como a nova data do Enem, as mudanças no esquema de segurança do exame para evitar uma nova fraude só deverão ser anunciadas amanhã.
Hoje, o ministro Fernando Haddad (Educação) se reúne com Tarso Genro (Justiça) para conversar sobre a participação da Polícia Federal no esquema de segurança.
O Inep já havia montado uma prova reserva, que será aplicada quando for fechada a nova data do exame.
A Folha não conseguiu contatar a Consultec, empresa líder do consórcio, até o fechamento desta edição.

Governo Lula:Um ano pós-crise: investimentos crescem 13%
A velocidade com que o Brasil está saindo da crise anima o presidente Lula e sua equipe econômica. No entanto, apesar do crescimento do PIB no segundo trimestre e do montante recorde de investimentos desembolsado pela União no período janeiro-setembro – maior do período desde pelo menos 2001 –, as despesas com pessoal e encargos sociais continuam crescendo em ritmo mais acelerado. Considerando os períodos outubro de 2007 a setembro de 2008, ou seja, um ano antes da crise (para economistas brasileiros a crise desembarcou por aqui em setembro) e outubro de 2008 a setembro de 2009, um ano pós-crise, observa-se que os investimentos (execução de obras e compra de equipamentos) cresceram 13%, enquanto os gastos com pessoal aumentaram 20%.De acordo com dados do Orçamento Geral da União (OGU), entre outubro de 2007 e setembro de 2008, os gastos com pessoal e encargos sociais dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) somaram R$ 135 bilhões (valor corrente). Já entre outubro de 2008 e setembro deste ano, 12 meses depois dos primeiros sintomas da crise no país, os mesmos gastos alcançaram quase R$ 162 bilhões. Ou seja, a União desembolsou 20% a mais com pagamento de pessoal no período pós-crise ante o período que antecedeu o colapso. Em parte, o crescimento tem origem no aumento de salários de várias categorias do setor público, autorizado pelo governo no final do ano passado.No mesmo período, o crescimento dos investimentos foi mais lento, apesar de ser significativo. Entre outubro de 2007 e setembro de 2008, a União desembolsou R$ 25,3 bilhões em obras e compra de equipamentos. Entre outubro de 2008 e setembro deste ano, o montante desembolsado foi de R$ 29 bilhões, cerca de 13% a mais do que no período anterior. As medidas anticíclicas tomadas pelo governo para minimizar os efeitos da crise impulsionaram, em certa intensidade, o volume de recursos aplicados. Clique aqui para ver quadro com dados das despesas com pessoal e encargos sociais e dos investimentos nos dois períodos citados.Para economistas, o ideal é que os investimentos públicos cresçam em velocidade superior à registrada com as despesas de pessoal e encargos, pois estas não podem ser diminuídas no futuro. Raul Velloso, por exemplo, especialista em contas públicas, destaca que o aumento dos investimentos em ritmo mais lento que os gastos correntes não é positivo para a economia brasileira. Isso porque, segundo ele, no futuro, quando a política anticíclica não for mais necessária para minimizar os efeitos da crise, o gasto público terá de recuar. “Dá para cortar investimentos. O que não dá para reduzir é despesa com pessoal e previdenciária. Investir mais neste momento é o mínimo que pode ser feito para ajudar a reverter um quadro de crise”, afirmou Velloso.Segundo o economista Delfim Netto, a combinação entre o comportamento dos bancos centrais, das políticas anticíclicas e de uma “certa flexibilidade da economia” está funcionando. “Ninguém sabe quais são os efeitos desses fatores. Mas uma coisa é certa: estão pondo para funcionar outra vez o sistema. A resposta brasileira, honestamente, foi uma resposta até otimista”, comentou, referindo às ações que o Brasil tomou frente à crise global.Investimento recorde desde 2001No mesmo período, o crescimento dos investimentos foi mais lento, apesar de ser significativo. Entre outubro de 2007 e setembro de 2008, a União desembolsou R$ 25,3 bilhões em obras e compra de equipamentos. Entre outubro de 2008 e setembro deste ano, o montante desembolsado foi de R$ 29 bilhões, cerca de 13% a mais do que no período anterior. As medidas anticíclicas tomadas pelo governo para minimizar os efeitos da crise impulsionaram, em certa intensidade, o volume de recursos aplicados. Clique aqui para ver quadro com dados das despesas com pessoal e encargos sociais e dos investimentos nos dois períodos citados.
O principal responsável pela marca é o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), órgão vinculado ao Ministério dos Transportes, que desembolsou R$ 4,5 bilhões. O Ministério das Cidades é o segundo que mais investiu. Foram quase R$ 3 bilhões entre janeiro e setembro que beneficiaram principalmente o programa de urbanização, regularização e integração de assentamentos precários.Apesar dos bons indicadores, a execução orçamentária dos investimentos ainda não é a ideal. Isso porque os R$ 19,5 bilhões desembolsados entre janeiro e setembro deste ano equivalem a apenas 39% do total previsto no orçamento de 2009 (R$ 50,5 bilhões). O percentual é um pouco superior quando considerado os empenhos (reservas orçamentárias). Até agosto, a União comprometeu R$ 20,7 bilhões; 41% do total autorizado.Para Paulo Brasil, vice-presidente do Sindicato dos Economistas do Estado de São Paulo, enxugar os gastos de custeio e direcionar mais recursos do Tesouro e do OGU aos investimentos é fundamental para “uma arrancada significativa de crescimento pós-crise”. "É necessário uma técnica apurada da equipe econômica do governo para poder lidar com a queda da arrecadação, a necessidade de corte dos gastos públicos sem afetar as despesas com investimentos e manter a meta de crescimento. Porém, essa situação pode ser muito bem implementada por meio de uma criteriosa análise das despesas de custeio e outros ralos dos gastos públicos", disse.Leandro Kleber
Do Contas Abertas

05 Outubro 2009


Charge do Bessinha
Os dois tipos que não gostam do Lula
Marcelo Migliaccio

Quando vejo pessoas falando do mal do presidente Lula, tenho, sinceramente, pena delas.

Pena porque falam mal dele por duas razões. Ou são céticas ou preconceituosas.

Das céticas tenho pena porque a mais incrível das capacidades humanas é sonhar. E o cético não sonha. Provalmente, se decpcionou tanto na vida que se recusa a acreditar que possa acontecer alguma coisa boa. Espera sempre o pior com medo de cair de novo. E se cair, pelo menos lhe resta o consolo de que já esperava por isso. No final das contas, o cético é um medroso.

Por mais que Lula faça, por mais que seja reconhecido internacionalmente por todas as correntes, de Hugo Chávez a Obama, dos comunistas chineses ao rei Juan Caros, de Putin a Sarkosi, do inglês ao iraniano, nunca o cético vai dar o braço a torcer. E como não tem o que dizer, fica desenterrando o pseudoescândalo do mensalão. Ora, se Lula ou alguém de sua família tivesse roubado um cacho de banana na feira já o teriam colocado em cana há muito tempo. Vontade não faltou.

A outra espécie de opositor do Lula é o preconceituoso. Subprotudo descendente de uma sociedade de mentalidade escravocrata, não consegue conceber o fato de alguém que estudou pouco seja capaz de levar o país aonde os catedráticos que o antecederam nem sonharam chegar. Mas só um operário muito inteligente lidera um governo que tira 30 milhões da miséria. Pessoas que não comiam estão comendo. "Assistencialista!", acusam os que nunca passaram fome. E não é só isso, empresários e banqueiros faturam como nunca, o consumo aumentou. Jamais se vendeu tanto carro zero quilômetro, a classe média também está no paraíso. A oposição a Lula agora se resume a uma parte da mídia, a mesma que se curvava aos militares e que perdeu o bonde da história.

Também tenho pena dos preconceituosos e dos céticos porque eles perdem as melhores coisas da vida.
JB Online

Lula: Recursos para Olimpíadas em 2016 devem ser vistos como investimento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (5), durante o seu programa semanal de rádio Café com o Presidente, que os recursos a serem destinados à realização das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro devem ser encarados como investimento e não como gastos.

"Nós temos que perguntar não quanto o Brasil vai gastar, mas quanto o Brasil vai ganhar com a realização das Olimpíadas. É acreditando assim que a gente vai fazer uma grande Olimpíada", disse Lula no programa veiculado em rádios.

"Ao invés de a gente utilizar a palavra gasto, nós precisamos utilizar a palavra investimento", completou, mencionando que as obras necessárias aos jogos vão permitir a melhoria da qualidade de vida da cidade do Rio de Janeiro.

A proposta da candidatura aos Jogos Olímpicos prevê gastos de 28,8 bilhões de reais com obras de infra-estrutura para os jogos sendo que quase 25 bilhões provenientes dos cofres públicos. Mesmo o Rio de Janeiro tendo sediado os jogos Pan-Americanos em 2007, os projetos necessários para os Jogos Olímpicos ainda estão no papel. Lula comentou ainda que, antes, o país vai se preparar para a Copa de 2014

Durante o programa, Lula informou que o Brasil irá receber um programa especial de preparação para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. De acordo com o presidente, boa parte das obras de infraestrutura que já estavam sendo preparadas para a Copa servirão também para os jogos olímpicos.

“Quando estivermos preparando o Brasil para a Copa do Mundo, certamente, que todas as obras que a gente fizer para a Copa do Mundo, com exceção da quantidade de estádios, vão servir para as Olimpíadas”, afirmou durante o programa semanal Café com o Presidente.

Lula disse ainda que vai chamar as federações e confederações desportivas para apresentarem planos de preparação dos atletas brasileiros. Esse trabalho será feito em conjunto com o Comitê Olímpico Brasileiro, o governo do estado do Rio de Janeiro e com a prefeitura da cidade. “Agora temos mais responsabilidade e precisamos começar a nos preparar mais e melhor agora, para 2012 na Inglaterra, e já começar a preparar o Brasil para 2016.”

O presidente ressaltou ainda que acredita que os eleitos em 2010 saberão a importância de realizar as Olimpíadas aqui no Brasil.


Ibope registra 74% de desaprovação para o governo de Yeda Crusius
Flávio Ilha
Especial para o UOL Notícias
Em Porto Alegre
Dos 812 eleitores consultados, 64% acham o governo ruim ou péssimo e 62% são a favor do afastamento de Yeda devido às denúncias de corrupção

Em vídeo, Feijó acusa Yeda de usar campanha para fazer 'poupança'
Instituto Methodus: Tarso Genro lidera intenções de voto no RS
Aliados de Yeda assumem comissão querem arquivar ação
CPI aprova convocação de representantes do Detran-RS

Pesquisa Ibope publicada nesta segunda-feira (5) pelo jornal Zero Hora indica uma desaprovação de 74% para a administração de Yeda Crusius (PSDB) no Rio Grande do Sul. Dos 812 eleitores consultados em 52 municípios gaúchos entre os dias 25 e 29 de setembro, 64% acham o governo ruim ou péssimo e 62% são a favor do afastamento de Yeda devido às denúncias de corrupção.

A governadora responde a uma ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal, que envolve também outros oito réus ligados ao governo. Ela é acusada de participar de um esquema de corrupção que teria desviado cerca de R$ 44 milhões dos cofres públicos a partir de fraudes no Detran (Departamento deTrânsito) do Estado.

Dos eleitores entrevistados pelo instituto de pesquisa, 29% consideram que as denúncias contra Yeda são verdadeiras e outros 39% acham que são mais verdadeiras que falsas. Apenas 3% dos eleitores disseram não confiar nas denúncias. Outro dado que chama a atenção na pesquisa: 84 em cada 100 eleitores se disseram informados sobre as denúncias envolvendo a governadora.

No final de semana, o Ibope também havia divulgado uma pesquisa de intenção de voto ao governo gaúcho em que a governadora Yeda Crusius também amargou índices negativos. Ela obteve 5% das intenções de voto no melhor cenário, disputando com o petista Tarso Genro (37%), com o peemedebista Germano Rigotto (27%), com o socialista Beto Albuquerque (7%) e com o pedetista Vieira da Cunha (2%). José Fogaça, do PMDB, aparece com 28% das intenções de voto em outro cenário.

Yeda foi também a candidata que apresentou a maior rejeição entre todos os candidatos: 60%


O governo Lula tem mais 68% de aprovação, e o presidente Lula tem mais de 81% de aprovação popular. Já imaginaram a cara de coió dos tucanos? Só mesmo enfiando o dedo no nariz e rasgando

04 Outubro 2009


Chage do Bessinha
Milhares participam de protesto contra Berlusconi em Roma
“Dezenas de milhares de italianos foram às ruas de Roma neste sábado para protestar contra o que eles classificam como “ameaças à liberdade de imprensa” cometidas pelo governo do primeiro-ministro do país, Silvio Berlusconi.

BBC Brasil
Segundo os manifestantes, a decisão de Berlusconi de processar os jornais que fizeram reportagens a respeito de escândalos sexuais em que ele estaria envolvido são uma tentativa de cercear a liberdade de expressão.

Os grupos que organizaram o protesto afirmam ainda que Berlusconi, que é dono de três canais de televisão na Itália, exerce um controle excessivo sobre a mídia.

O primeiro-ministro, por sua vez, classificou o protesto como uma “farsa” e afirmou que a liberdade de imprensa na Itália é maior do que em qualquer outro país ocidental.

Segundo seus organizadores, a manifestação reuniu mais de 300 mil pessoas da Piazza del Popolo, no centro de Roma, embora as autoridades afirmem que
apenas 60 mil participaram do protesto.”
Matéria Completa, ::Aqui::
http://nogueirajr.blogspot.com/





Fichas-sujas tiram do PV ar de novidade para 2010

Partido aposta em Marina Silva para fazer sucessor de Lula no ano que vem
Leandro Colon
O Partido Verde quer ser a novidade política nas eleições de 2010. Para tanto, filiou a senadora Marina Silva (AC) e executivos de peso. Mas, enquanto segura a bandeira ambientalista, a legenda tenta pôr debaixo do tapete o que pode manchá-la. Um deputado da legenda é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), outro tem imóvel comprado por empreiteira, um prefeito é acusado de comprar votos, distribuindo dinheiro e combustível, e um vereador de capital foi cassado sob a acusação de fraude eleitoral.

O PV ainda emprega na Câmara dois assessores de confiança denunciados pelo Ministério Público por envolvimento no desvio de recursos para compra de ambulâncias, na chamada máfia dos sanguessugas.

Quando o assunto é dinheiro, o partido também não escapa. Teve de devolver recentemente R$ 94 mil aos cofres públicos por irregularidades na prestação de contas do fundo partidário ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foi acusado de sonegar documentos, não comprovar despesas, e apresentar notas fiscais de empresas inexistentes e extintas.

No ano que vem, o partido pretende lançar Marina à Presidência. E, num movimento para alavancar seu nome no ano eleitoral, recebeu, na última quinta-feira, a filiação de empresários paulistas. Entre os "neoverdes" estão o copresidente do Conselho de Administração da Natura, Guilherme Leal, e os presidentes do Instituto Socioambiental, Henrique Svirsky, e do Instituto Ethos, Roberto Klabin. Todos dispostos a "servir" à candidatura de Marina ao Palácio do Planalto.

PROBLEMAS
Em cima de novas caras, o partido esbanja discurso e otimismo. Quando olha para trás, porém, o jogo é diferente. O PV recorre a práticas tão criticadas por seus filiados. Em maio, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas cassou o mandato do vereador verde Jander Tabosa, acusado de usar a imagem do pai - um apresentador de TV - como se fosse a dele. A Justiça Eleitoral avaliou que ele tentou enganar o eleitorado. Tabosa perdeu o mandato seis meses depois de assumi-lo.

Na Câmara, 12 parlamentares pertencem ao PV. Um é Lindomar Garçon (RO), alvo de dois inquéritos autorizados pelo STF, um por improbidade administrativa e outro por crime eleitoral. Durante o escândalo das passagens aéreas, em abril, Fernando Gabeira (PV-RJ) admitiu que repassou à sua filha parte da cota parlamentar.

Outro deputado da legenda, José Sarney Filho (MA) tem um apartamento em São Paulo comprado por uma empreiteira, a Aracati Construções, Assessoria e Consultoria Ltda, conforme revelou o Estado em 16 de agosto. A empresa pertence a Rogério Frota de Araújo, membro da executiva do PV no Maranhão.

O PV também emprega na Câmara dois assessores sob suspeita: Rogério Corrêa Jansen e Andrey Batista Monteiro de Morais. Segundo o Ministério Público Federal, eles participaram do esquema da máfia dos sanguessugas. Respondem a processo na Justiça de Mato Grosso. Jansen trabalha na liderança do partido. Andrey Morais é lotado na primeira suplência da Mesa Diretora, ocupada pelo deputado Marcelo Ortiz (PV-SP).

No Maranhão, o partido está nas mãos de Sarney Filho. Filiado ao partido, o prefeito de São Mateus, Rovélio Pessoa, briga na Justiça para não perder o mandato. Ele é acusado de comprar votos por meio de distribuição de roupas, R$ 20 e vale combustível de seis litros para eleitores abastecerem no posto de sua propriedade.

Em abril, um juiz eleitoral cassou seu mandato. A decisão foi revogada no dia 15 de setembro pelo TRE do Estado, apesar do voto do relator favorável à perda do mandato. O tribunal é presidido por uma tia do deputado Sarney Filho, Nelma Sarney. Os adversários de Rovélio Pessoa prometem recorrer.

Marina Silva jogou no lixo toda uma história de vida bonita, construída no PT. Se uniu com o que há de pior na políca brasileira.
Muitas coincidências ligam esses "rapazes" envolvidos com o caso ENEM.
O pai de GREGORY CAMILLO DE OLIVEIRA CRAID, é advogado, é diretor jurídico da Câmara Municipal de Barueri. O prefeito de Barueri é do PMDB, ferrenho opositor do presidente Lula, serrista de carteirinha, como mostra o texto no blog Tribuna Petista. A sua filha Bruna Furlan acaba se filiara ao PSDB. Ela é ligada ao deputado federal Antonio Carlos Mendes Thame, do primeiro vice-presidente estadual do partido, deputado estadual João Caramez, e do presidente municipal do PSDB de Barueri, Antonio Frederico Carvalheira de Mendonça.O DJ Gregory estava organizando uma festa para a Daslu segundo a reportagem do Estadão.O "rapaz" tinha boas relações com a dona da Daslu, com a elite cansada de SP. Lógico que essa ligação dos "rapazes" com gente da Daslu, do PSDB é só uma mera consciência. O que se nota na gravação ouvida do "rapaz" com o jornalista, era que ele enfatizava o escândalo, como ele disse: derrubaria até o ministério, ou seja essa era a real intenção. Mas fica uma pergunta no ar, a mando de quem? Tem muita coincidência nesse caso ENEM, tem muitos interesses políticos em jogo, tem muito caroço nesse angu.

Rubens Furlan:Mais Um Golpista Acusando Lula Sem Razão
escrito por Guina em 24/06/2008
Por Guina


Foi publicada dias atrás uma notícia na Folha de São Paulo onde o prefeito Rubens Furlan (da ala golpista do PMDB), acusa o Governo Lula de beneficiar prefeituras aliadas no recebimento de verbas para obras.

Pra quem não sabe, o município de Barueri , que possui um orçamento de R$ 857 milhões., acha que Rubens Furlan está com a razão.

Este prefeito, é conhecido na região de Osasco como "o Bush da Grande São Paulo", pois sonha em um dia ser governador do estado e quer dar palpite em todas as prefeituras da região que são governadas pelo PT, como Jandira, Osasco e Itapevi.



QUEM É QUEM NO CASO ENEM
GREGORY CAMILLO DE OLIVEIRA CRAID, 26 ANOS
Foi um dos que tentaram vender o Enem à reportagem de O Estado de S.Paulo e fez os contatos telefônicos. É DJ em casas noturnas como Moon Disc e The Week, e organizava uma festa na Daslu para este mês. Tem seu perfil e foto em vários sites de relacionamentos e costuma arrumar convites vips para boates. O pai, advogado, é diretor jurídico da Câmara Municipal de Barueri. Tem 26 anos e era o mais educado durante conversa com a reportagem. Alega que não se envolveu com o roubo da prova e que Felipe a trouxe para que os dois negociassem. Já foi indiciado pela polícia.


FELIPE PRADELLA
Também foi um dos que se encontraram com a reportagem de O Estado de S.Paulo. Segundo Gregory, seria ele quem teria tirado a prova da gráfica, já que trabalharia como segurança da empresa contratada para supervisionar o processo. Ainda não foi localizado pela polícia. Aparentava 30 anos e tinha comportamento mais agressivo.

LUCIANO RODRIGUES, 39 ANOS

Publicitário e empresário, dono de uma pizzaria nos Jardins, na zona sul de São Paulo. Tem grandes tatuagens no braço direito e a cabeça raspada. Foi quem forneceu nomes de jornalistas e deu telefones para que a dupla fizesse contato. Ele alega que não sabia que Gregory e Felipe pretendiam vender a prova do Enem. Diz apenas que viu um timbre oficial no material que um deles levou à pizzaria e acreditava estar somente contribuindo para um “furo jornalístico” ao indicar pessoas da imprensa.
Fonte JT
PF indicia empresário e DJ por vazamento de prova do Enem
Os 2 foram interrogados ontem em São Paulo; polícia procura terceiro homem suspeito de participar da fraude

Estadão
A Polícia Federal indiciou ontem dois suspeitos de fraudarem o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): o empresário e publicitário Luciano Rodrigues e o DJ Gregory Camillo de Oliveira Craid. A PF está convencida do envolvimento de ambos na trama do vazamento das provas. O exame foi cancelado na quinta-feira depois que o Estado avisou o Ministério da Educação (MEC) que havia tido acesso ao caderno de questões.

Rodrigues e Gregory foram interrogados à tarde na superintendência regional da PF em São Paulo. Depois dos depoimentos, eles foram liberados. A polícia não vê necessidade de pedir a prisão dos dois à Justiça. Gregory afirmou à PF que teria sido Felipe Pradella quem obteve as provas e as repassou a ele. Ainda não se sabe se Pradella é segurança do consórcio contratado para aplicação e logística do exame ou se tinha a função de coordenar o manuseio dos cadernos de questões.

O plano era vender os documentos "para repórteres" e "levantar um dinheiro". A PF acredita que o escândalo que levou ao adiamento do Enem, que seria neste fim de semana, foi protagonizado por "um grupo amador". Após 72 horas de investigação, o inquérito está praticamente fechado na avaliação da PF. Falta localizar Pradella.

A PF quer saber se ele teria agido sozinho ou se teve auxílio de alguém em posto mais graduado na equipe que atua no consórcio para que tivesse acesso ao cofre onde os papéis estavam guardados. A PF pretende estabelecer se o segurança conseguiu a prova "no exercício do cargo" ou se a furtou com a cumplicidade de algum superior.

Equipes policiais percorreram endereços do investigado. Se até amanhã ele não se apresentar, a PF vai requerer formalmente à Justiça Federal sua prisão e mandados de busca. A PF tem pressa. A Presidência da República pediu uma resposta o quanto antes. Por determinação de seu diretor-geral, delegado Luiz Fernando Corrêa, a PF quer concluir a missão no início da semana.

Na noite de sexta-feira, a equipe do delegado Marcelo Sabadin, que conduz a apuração, começou a procurar Gregory. Primeiro os agentes foram a uma danceteria em Osasco. Depois, bateram à porta da MySpace, balada no Itaim. O DJ atua rotineiramente nesses endereços.

Às 3 horas de ontem, a PF fez contato com o advogado Antônio José Craid, pai de Gregory. Os dois estavam reunidos na casa do advogado, em Barueri. "Estou me inteirando dos fatos", disse ele à PF. O delegado convenceu Craid a apresentar o rapaz. Também foi antecipado o depoimento de Luciano Rodrigues, inicialmente marcado para amanhã. O empresário foi à PF acompanhado de seu advogado, Luiz Vicente Bezinelli.

VIOLAÇÃO DE SIGILO
Rodrigues e Gregory foram enquadrados no artigo 325 do Código de Processo Penal, que define o crime de violação de sigilo funcional - revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em silêncio. A pena prevista, em caso de condenação, é de 6 meses a dois anos de detenção. Eles foram indiciados também no artigo 327 que considera funcionário público, "para os efeitos penais", quem, embora de maneira transitória ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública - neste caso a pena será aumentada da terça parte.

Gregory relatou à PF que, de posse das provas que lhe teriam sido entregues por Felipe Pradella, procurou Luciano Rodrigues, seu amigo e dono de uma pizzaria nos Jardins. O encontro na pizzaria ocorreu na terça-feira à noite. Ele declarou estar desempregado e contou que Pradella é seu amigo "há mais ou menos 4 ou 5 anos, empinaram pipa e jogaram futebol" nas ruas de Osasco e de Barueri, na Grande São Paulo.

"Esse amigo da gráfica sabia que eu tinha contato com a imprensa porque sou DJ e conheço muitos repórteres", disse Gregory. Segundo a PF, ele admitiu que pretendia vender a papelada. Rodrigues afirmou que não sabia da venda dos documentos. Disse que pretendia apenas levar para a imprensa o que considerava "um furo jornalístico de grande importância".

"O Luciano foi indiciado por divulgar documento público, não foi indiciado por ter participado do furto ou do vazamento", declarou o advogado Luiz Bezinelli. "Estou achando um absurdo o indiciamento . Tanto que na segunda-feira vou impetrar habeas corpus para trancar o inquérito contra ele."

03 Outubro 2009

Charge do Bessinha
O Brasil derrota os corvos
“Corvo” foi o nome que ganhou Carlos Lacerda, como ave que busca rapina onde houver, senão, inventa. É o espírito udenista, golpista, que sucumbiu sucessivamente à liderança de Getúlio e das forças populares. Não ganhavam eleições, iam bater nas portas dos quartéis (“vivandeiras de quartel”, eram chamados), para tentar, pela força, o que não conseguiam pela persuasão. Até que, com o apoio decidido do governo dos EUA e da mídia – a mesma que agora: Globo, Folha, Estadão -, deram o golpe e instauraram a ditadura militar, que tantos males fez ao país.

Suas características são muito similares às dos corvos de hoje: são brancos, de classe média, odeiam o povo, tem seu núcleo básico em São Paulo, se agrupam em torno da imprensa, tem uma sólida convicção de que tem razão (mesmo contra todas as evidências e a grande maioria dos brasileiros), se refugiam em denuncias moralistas, detestam a América Latina e o sul do mundo (adorando os EUA e a Europa), crêem que São Paulo é a “locomotiva do país”, que arrasta os outros estados preguiçosos (o mesmo sentimento da sublevação de 1932, que eram separatistas). Também tem como característica ser sempre derrotados, tendo que apelar para suas armas preferidas – a força dos golpes e o monopólio da imprensa.

A campanha para trazer as Olimpíadas ao Brasil possibilitou distinguir os que amam o Brasil, mais além dos seus problemas e com todos os seus problemas, e os que têm suas almas corroídas pelo ódio, torceram e militaram contra o Brasil. (Um deles convenceu seus leitores a tal ponto que numa consulta que fez, ganhou Chicago contra o Brasil.) Agora se vestem de luto – a cor dos corvos – e já tem temas para amargurar o resto das suas vidas até 2016. Para os que têm alma pequena, segundo Fernando Pessoa, a vida não vale a pena.

Estão há anos incomodados que o Brasil dê certo governado por um operário, sindicalista de base, nordestino, sem diploma universitário, que perdeu um dedo na máquina, enquanto aquele do qual são viúvas - supostamente a pessoas melhor qualificada para dirigir o Brasil - fracassou estrepitosamente e é repudiado pelo povo. Tem a alma corroída pelo ódio, pelo despeito, pelo rancor.

Lula tinha que dar errado, como Evo tinha que dar errado, como Hugo Chávez tinha que dar errado. Um é de origem nordestina e operária, o outro é indígena, o terceiro é um mulato. Mas quem fracassou foram os tucanos, aqui, com FCH, na Bolívia, com Sanchez de Losada, na Venezuela, com Carlos Andrés Perez. Não por acaso o governo de FHC apoiava àqueles, Lula apóia aos que os sucederam e, estes, por sua vez, têm a Dilma como candidata.

Essa geração de lacerdistas, corvos do século XXI, precocemente envelhecidos, pela frustração e pelo rancor, vegetarão o que lhes resta viver, ruminando reclamações contra o Campeonato Mundial de 2014 e contra os Jogos Olímpicos de 2016. Enquanto a caravana do povo brasileiro passa.
Emir Sader


Blog do Emir

O MUNDO SE RENDEU AS BELEZAS DO RJ, A BELEZA A ALEGRIA DE UM POVO. POVO BRASILEIRO


Lula reza, chora, supera Obama e dá show em Copenhague


Lula se emociona
Foto: Reuters.Antonio Prada, Portal Terra
COPENHAGUE - Cinco minutos antes do início da cerimônia de anúncio da sede da Olimpíada de 2016, o presidente Lula, que estava no hotel esperando a escalada da votação, chega ao auditório do Bella Center. Carrega um séquito de seguranças, ministros e assessores. O solene e sóbrio evento do Comitê Olímpico Internacional (COI) tinha roteiro e, se fosse qualquer outro país, seria seguido à risca. Mas lá vai Lula, roubando olhares e palmas de uma plateia que muitas vezes não demonstra qualquer emoção.

Lula senta-se na primeira fila. Nervoso e impaciente, levanta-se e tenta cruzar todo o palco, talvez para cumprimentar o companheiro José Luis Zapatero, chefe de Estado espanhol e rival nesse embate olímpico. Na mesma hora a voz do microfone anuncia: "dois minutos para começar". Lula é içado, dá uma paradinha que lembra aquela do Rubinho Barrichello no pódio. Senta novamente. Arranca gargalhadas da plateia. O protocolo se desespera. Timidamente.

Mais ainda dá tempo. Lula faz o sinal da cruz. Sentado do lado oposto, de frente, Joseph Blatter, presidente da Fifa e membro do COI, com direito a voto, não tira os olhos de Lula. Parece magnetizado. Cutuca os membros do COI ao lado. Repete o sinal da cruz de Lula, indicando a eles o gesto do presidente do Brasil. Ri. Balança a cabeça, como se dissesse que esse cara não existe. Muitos outros presentes não tiram o olhar do brasileiro.

Quando o presidente do COI, Jacques Rogge, pronuncia a palavra Rio de Janeiro e vira a placa, uma explosão de alegria do lado brasileiro. Lá está Lula pulando como um torcedor qualquer, abraçando todos, chorando como se fosse uma criança. Imediatamente tenta partir em direção à delegação espanhola. Não consegue. É bloqueado, como num jogo de futebol americano. Mas fura o bloqueio. Sob o comando de Lula, a comemoração brasileira em Copenhague vira carnaval baiano. Pipoca pura. Sem direção.

Segue a pipoca o sempre recatado escritor Paulo Coelho. "Pula, pula Paulo", incentiva uma brasileira. E Paulo pula. Lula e Pelé comemoram o gol da Olimpíada juntos, bandeira do Brasil nas costas. Juntam as lágrimas. Arrastam mais uma multidão. Lula para e faz questão de abraçar Juan Antonio Saramanch, 89 anos, ex-presidente do COI e artífice da candidatura de Madri, sentado no meio do tumulto. Dá um beijo na testa dele. Depois, segue em frente e finalmente encontra Zapatero. Trocam um forte abraço. Cochicham ao pé do ouvido, envolvidos por uma multidão, feito almôndegas.

Meia volta. Lula arrasta a turba de novo. Na contramão. Bandeira brasileira na mão. Vê Guga no caminho. "Guguinha, Guguinha. Me dá um abraço". Começa a cantoria. "Cidade maravilhosa cheia de encantos mil...". Lula agora vira puxador da alegria, seguido por Hortência, Janeth, Daiane dos Santos, Isabel Swan, César Cielo, Bernard.

Encontra Pelé de novo no caminho. Outro abração. Encorpado. A segurança vai arrastando Lula para fora do auditório, levando também alguns ministros, seguido por dezenas de câmeras. Pipoca política. Lula carrega a bandeira no ombro. Desce a escada. Já no hall inferior, desdobra a bandeira, ajudado por outras pessoas, e cria mais uma imagem que vai percorrer o mundo. Depois é carregado para uma sala.

Meia hora depois, Lula está de volta para a entrevista do vencedor. E o primeiro a sentar à mesa. Parece entorpecido. Põe os fones de ouvido, embora não tenha ninguém falando. O governador do Rio, Sérgio Cabral, chega e senta do seu esquerdo. Antes da entrevista acontece a cerimônia de assinatura do contrato, em outra mesa. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, levanta a caneta, como se fosse troféu. Fica de pé. Beija a caneta. Corre para Sérgio Cabral e o faz também beijar a caneta. Tenta que Lula também beije, mas Lula despista, vê a caneta e devolve-a.

Jacques Rogge parece não acreditar no que vê. Mas ainda não tinha visto nada. Lula tem Nuzman de um lado. E Sérgio Cabral de outro. Do lado de Nuzman está o presidente do COI, Jacques Rogge, impávido como Bruce Lee.

Nuzman é o primeiro a falar. Desfila elogios a Lula, Cabral e Paes. Mas foca suas palavras em Lula, que se emociona. E chora. Copiosamente. Por minutos. Estanca as lágrimas com um lenço. Encobre o rosto. Cliques de máquinas e flashes pipocam de todos os lados. Outro momento para ser espalhado pelo mundo.

Quando tem a palavra, Lula derruba o protocolo mais uma vez. Começa a falar de Jacques Rogge, que estava sem fone para seguir a tradução simultânea. Cutucado por Nuzman, põe o fone e ouve: "primeiro queria agradecer ao Jacques Rogge pelo carinho, pela gentileza. Todo mundo dizia na minha delegação: ¿mas ele não ri? Ele está sempre muito sério. Será que ele gosta de brasileiro ou não gosta de brasileiro?' E eu fico pensando muitas vezes que, no papel de presidente, a gente não pode rir. Temos que mostrar a maior seriedade". E Jacque Rogge bem que tenta, mas não segura. E ri. Lula fez o impávido Jacques Rogge sorrir.

Lula fala de Obama, brinca com a vitória sobre o presidente norte-americano. É aplaudido no auditório pelos brasileiros de plantão. Tem o nome gritado em uníssono. E continua. Diz que é amigo pessoal de Zapatero e que só não é amigo do primeiro-ministro japonês por que ele é muito novo e está no cargo "há apenas duas semanas". E que no Japão "você dá bom dia a um primeiro-ministro e boa tarde a outro, pois eles mudam a toda hora". Nova quebra de protocolo. E risos, alguns nervosos, ecoam no auditório.

Lula também começa a cutucar Jacques Rogge com o braço, quando quer falar diretamente com ele. Discreto e claramente incomodado, é ajudado por Nuzman na tarefa de conter o presidente brasileiro. Já cansado de responder e discorrer sobre os mesmos assuntos, Lula tenta terminar o discurso e levantar da cadeira. Não consegue.

Responde a mais algumas perguntas e diz que quer voltar logo para o hotel e ligar para mulher Marisa. Não sem antes deixar a ultima pérola: "Depois de 2016, vamos brigar por uma Olimpíada de Inverno", brinca com uma provocação política. Mais aplausos e Jacques Rogge avisa ao assessor de imprensa do COI que é uma boa oportunidade para encerrar a entrevista, totalmente fora de qualquer padrão olímpico. Lá vai Lula, de novo arrastando multidões, perdendo-se nos corredores do Bella Center, no dia mais feliz de sua vida, segundo suas próprias palavras. E lá vem a Olimpíada com o tempero brasileiro.
Dilma torce, chora e afirma que irá controlar gastos
Ministra assiste à votação no Copacabana Palace e diz que vitória "por goleada" mostra a liderança do presidente Lula

Estrutura de fiscalização dos Jogos comandada pela Controladoria-Geral da União e "PAC Olímpico" estão nos planos do governo

DA SUCURSAL DO RIO

Assim que o Rio foi anunciado como sede da Olimpíada de 2016, a ministra Dilma Rousseff, olhos marejados, foi levantada pelos quadris e, embora pouco confortável em ombros das autoridades, ergueu um braço em celebração.
Estava em um salão do hotel Copacabana Palace, do outro lado da avenida Atlântica, e a cerca de 100 m da festa popular.
Enxugou uma lágrima e largou, enfim, a pequena imagem do Cristo Redentor no cordão que recebeu ontem.
Vestia camiseta verde e amarela, com a frase "I love Rio". Antes, cruzou os braços, segurou e mordeu o colar de pérolas, bateu palmas ao ritmo de "Cidade Maravilhosa", deu as mãos a amigos recém-feitos e protestou pela demora. "Estão querendo matar a gente, né?"
A vitória fez a ministra dizer, ufanista, que "seremos uma grande potência internacional". "Chegou a nossa vez. Chegou a vez do Brasil!"
Ela disse que ouvira de Lula por telefone, de manhã: "Esta é nossa". Ao saber o placar final contra Madri, Dilma afirmou que a vitória foi por goleada.
Para a ministra, "vamos fazer a melhor Olimpíada de todos os tempos". "O Brasil tem outras fontes de financiamento [além do BNDES], e vamos usar todas. O governo federal não vai faltar, vamos usar todos os recursos que o Brasil tem, e temos muitos", afirmou Dilma.
Mais cedo, ao ver o diretor de Inclusão Social e de Crédito do BNDES, Élvio Gaspar, disse:prepare-se você vai ter muito trabalho!".
Dilma prometeu criar estrutura especial de fiscalização dos gastos dos Jogos comandada pela Controladoria-Geral da União. "É um ponto com que vamos ter de nos preocupar muito. Quanto mais transparência, mais eficaz o gasto e a garantia de que resulte em obras, estádios e melhora na infraestrutura, nos aeroportos. Essa transparência é crucial."
Dilma riu ao ser indagada se a vitória sobre a Chicago de Barack Obama demonstra que Lula "é o cara", como havia dito o presidente dos EUA. "A gente não pode ser tão soberbo. Mas é o reconhecimento da liderança do presidente. Não podemos esquecer que Lula é o cara", afirmou ela.
Perguntada se haverá um "PAC Olímpico", disse que era uma boa ideia e que a acataria. Pré-candidata de Lula, esquivou-se de falar como possível presidente à época dos Jogos. "Tenho certeza de que Lula terá continuidade na figura de um representante da base na próxima eleição".
Mais cedo, vestindo camiseta com a frase "É a Vez do Rio", no Complexo do Alemão, a ministra dissera que as pesquisas refletem a oscilação do momento" e "são retrato do momento, para o bem ou para o mal".
Dilma visitou obras do PAC no Complexo do Alemão e esteve em duas futuras estações do teleférico e na construção de conjunto residencial.

02 Outubro 2009

VITÓRIA DO BRASIL!!!!! VIVA 2016


Brasil!!!!!! Brasil!!!!!!!! Brasil!!!!!!! RIO 2016
VIVA O POVO BRASILEIRO
VIVA LULA, O CARA!
Manifestação em solidariedade ao povo de Honduras hoje em São Paulo
O PT participa juntamente com movimentos sociais e entidades sindicais de uma manifestação nesta sexta-feira (2), em São Paulo, em solidariedade ao povo de Honduras e contra o regime golpista que governa o país desde a deposição do presidente manuel Zelaya, que se encontra abrigado na embaixada do Brasil naquele país.

A manifestação ocorre no vão do MASP, na avenida Paulista, com concentração no local a partir das 17h.

Leia abaixo a nota divulgada pelos movimentos, entidades e partidos políticos participantes:
Manifestação em Solidariedade ao Povo de Honduras
Fora Golpistas!
O golpe militar tem de ser derrotado nas ruas em Honduras e em todo o mundo. Nos últimos dias, os golpistas não deixaram nenhuma dúvida aos trabalhadores e aos povos de todo o mundo de sua verdadeira face fascista: toque de recolher, estado de sitio, prisões, repressão brutal com centenas de feridos e assassinatos.

As imagens de estádios sendo usados como “prisões” para as centenas de detenções realizadas de maneira arbitrária e violenta trazem na memória as imagens do golpe de Pinochet, no Chile, e as prisões e execuções no Estádio Nacional tão simbólicas, para todo os povos de nosso continente, do significado das ditaduras.

De outro lado, as manifestações e resistência do povo hondurenho para derrotar o golpe continuam heróicas e fortes. As organizações sindicais, populares e políticas brasileiras fazem um chamado a construirmos um amplo movimento de solidariedade ao povo de Honduras.

A América Latina viveu períodos sombrios por conta de ditaduras e, para evitar o retorno desses tempos, realizaremos todos nossos esforços de mobilização e apoio político e material para a luta organizada a partir da Frente Nacional de Resistência Contra o Golpe de Honduras que luta por: fim da repressão e restabelecimento das liberdades democráticas, recondução do presidente eleito Manoel Zelaya ao governo, punição aos golpistas e respeito ao direito legítimo do povo hondurenho de decidir livremente seu destino, inclusive através da convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte.

Nos colocamos na defesa da embaixada do Brasil contra qualquer ataque ao presidente eleito Manoel Zelaya os ativistas e dirigentes que o acompanham bem como contra qualquer funcionário da embaixada.

Para isso estaremos organizando:

1- Manifestação em São Paulo, no dia 02 de outubro no vão do MASP, na av.Paulista, concentração à partir das 17:00h;

2- Uma delegação unitária das organizações brasileiras para levar nosso apoio e solidariedade, nos próximos dias, ao povo hondurenho;

3- Uma campanha de arrecadação de recursos para o apoio à resistência organizada pela Frente Nacional de Resistência Contra o Golpe de Estado.

Na defesa do Rio, Lula pede para COI "vencer o desafio" de expandir os Jogos

Lello Lopes
Em Copenhague (Dinamarca)

Um discurso apaixonado do presidente Lula foi o ponto alto da apresentação do Rio de Janeiro aos membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta sexta-feira. A cidade disputa a sede da Olimpíada de 2016 com Madri, Tóquio e Chicago.

"O COI já mostrou ser capaz de enfrentar e vencer desafios, mantendo acesa a chama de modernizar os Jogos. O desafio agora é expandir as Olimpíadas para novos continentes. É hora de acender a pira olímpica em um país tropical, na mais linda e maravilhosa cidade, o Rio de Janeiro", disse Lula.

O presidente usou a miscigenação e a alegria dos brasileiros para convencer os membros do COI a votarem na cidade. "Olhando os aros do símbolo olímpico vejo nele o meu país, com gente de todos os continentes. Todos orgulhosos de suas origens e orgulhosos de serem brasileiros. Um povo misturado, que gosta de ser misturado", disse Lula

A apresentação do Rio foi sóbria, feita em quatro idiomas (português, inglês, francês e espanhol) e sem apelar para clichês como mulatas e carnaval. Além disso, os comandantes da candidatura rebateram as críticas feitas no relatório da comissão de avaliação do COI para os projetos de transportes e hospedagem.

A defesa do Rio começou com a presença de João Havelange, membro mais antigo do COI. Em francês, ele lembrou sua participação nos Jogos Olímpicos de Berlim-1936 e Helsinque-1952.

"Eu vi a incrível força que o nosso movimento tem para mudar cidades, países e a vida de milhões de pessoas. Tenho sido testemunha de grandes mudanças de cada um dos aspectos da vida do Brasil. Hoje sonho em ver a história dos primeiros Jogos na América do Sul. Por uma incrível coincidência convido a todos a estarem comigo em 2016, em minha cidade, para celebrar o meu centésimo aniversário", disse Havelange.

O decano do COI foi aplaudido pelos seus companheiro. E, quando passou a palavra para Nuzman, recebeu como agradecimento uma palavra: "maravilha".

Nuzman, também em francês, falou sobre sua carreira no vôlei, primeiro como jogador e depois como dirigente (ele foi presidente da Confederação Brasileira). Depois, em inglês, mostrou um mapa mundial indicando todas as cidades que foram sede das Olimpíadas de verão e inverno. Ficou bem destacado que a América do Sul e a África nuncam receberam os Jogos.

"Queremos trazer pela primeira vez os Jogos para a América do Sul, abrir as portas de um novo continente que está pronto para levar o movimento olímpico adiante. Os Jogos têm muito mais graça quando trazem novos elementos", disse Nuzman.

Um vídeo, ao som de "Aquele abraço", mostrou pontos turísticos da cidade e antecipou o discurso do governador Sergio Cabral, que falou sobre segurança e transporte. O político afirmou que não haverá aumento ou criação de impostos para a realização dos Jogos.

Na sequência foi a vez do presidente Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, falar das condições econômicas do Brasil. Ele foi sucedido pelo prefeito Eduardo Paes e pelo secretário-geral da candidatura, Carlos Roberto Osório, que deram detalhes técnicos do projeto.

A palavra então passou para Isabel Swan, medalhista olímpica na vela nos Jogos de Pequim-2008. Ela falou sobre o envolvimento dos atletas brasileiros no projeto da candidatura carioca. "No Rio e no Brasil sabemos como o esporte pode transformar a vida, como pode dizer", disse, apresentando o Rei do Futebol, que estava no recinto. O nadador paraolímpico Daniel Dias e a atleta juvenil Barbara Leôncio também foram apresentados.

Então foi a vez de Lula discursar. Depois do presidente, Nuzman voltou ao microfone e encerrou a defesa brasileira, antes de responder perguntas sobre doping, hospedagem, legado e Copa do Mundo.
O Brasil saiu mais forte do G-20
Por José Dirceu
Realizada em Pittsburgh (a antiga cidade do aço nos Estados Unidos, hoje centro de alta tecnologia, educação e medicina avançada), a reunião de cúpula do G-20 conseguiu resultados importantes para o estabelecimento de novos patamares para a economia internacional. É inegável que o principal deles é o de apoiar as políticas de estímulo ao crescimento e ao emprego, capítulo em que o Brasil figurou como exemplo às demais nações.

Mas foi relevante também a consolidação da autoridade do G-20 e a derrocada do G-8. Por decisão negociada, o comunicado oficial da cúpula passa ao G-20 (formado pelas 19 maiores economias do mundo mais a União Européia) o papel de principal fórum de discussão econômico mundial, antes ocupado pelo G-8 (formado pelos sete países mais industrializados além da Rússia).

A cúpula abriu caminho para a reforma das instituições financeiras internacionais, como o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial (Bird), entre outras, por meio da reformulação do atual arranjo de forças nesses organismos internacionais.

Foi ampliado o direito de voto dos países emergentes nessas instituições. No caso do FMI, serão “pelo menos 5%” de repasse de cotas das nações desenvolvidas para os emergentes; no caso do Bird, a reforma prevê a transferência de 3% das cotas.

Além disso, foi retomada a agenda da reforma do sistema bancário e financeiro internacional com mais controle e regulação, papéis que não estarão mais nas mãos do FMI, mas que terão o G-20 como fórum condutor.

Os resultados do encontro desmentem todas as análises e previsões de nossos tucanos com seus ex-embaixadores e ex-ministros de relações exteriores à frente, que têm atuado como verdadeiros profetas do apocalipse ao invés de analistas da realidade econômica.

Se estivessem fazendo análise econômica, teriam que reconhecer o papel importante do governo do presidente Lula, que, com sua acertada política externa e medidas anticíclicas, fez do nosso país o último a ingressar na crise e o primeiro a sair dela.

Não à toa o Brasil exerceu papel de relevo no encontro do G-20, porque foi capaz de se antecipar no caminho correto na maior crise dos últimos cem anos, estimulando o consumo e o crescimento econômico, mas particularmente o emprego, uma das preocupações demonstradas na cúpula.

Ao final deste ano, teremos criado 1 milhão de novos postos de trabalho com carteira assinada. No ano que vem, teremos um crescimento previsto de 4,5% do PIB (Produto Interno Bruto), quando o FMI prevê 3% para a média mundial em 2010.

A atuação brasileira na reunião do G-20 pode ser elogiada por sua posição correta —e vitoriosa— de se alinhar aos demais países emergentes e a algumas nações desenvolvidas para combater a proposta dos Estados Unidos e do Reino Unido para que as reformas das instituições econômico-financeiras após a bancarrota mundial fossem coordenadas pelo FMI.

Mas o verdadeiro destaque está no fortalecimento da economia brasileira com uma política que lançou as bases para a solidez diante de crises internacionais.

Dos participantes do encontro do G-20 veio admiração com os impressionantes números da economia brasileira, de crescimento e de capacidade de criação de empregos.

O principal motivo para esse desempenho é a opção política tomada pelo governo Lula de fortalecer os bancos públicos brasileiros e de colocá-los como artífices do crescimento, através da oferta de crédito justamente no momento de crise.

Uma economia sólida, em crescimento constante e estruturado, no qual o Estado estimula e promove políticas de distribuição de renda e de incentivo à criação de empregos. São por essas razões que saímos maiores da reunião do G-20. Essa é a real vitória do Brasil.
José Dirceu, 63 anos, é advogado e ex-ministro da Casa Civil
Vice-governador acusa Yeda de usar campanha "para fazer poupança"
Flávio Ilha
Especial para o UOL Notícias
Em Porto Alegre
O vice-governador do Rio Grande do Sul, Paulo Afonso Feijó (DEM) , disse em depoimento ao Ministério Público Federal que a governadora Yeda Crusius (PSDB) pediu que ele renunciasse da candidatura ao governo em 2006 para não "atrapalhar seus planos para se beneficiar com as doações de campanha".
O depoimento, gravado em vídeo no dia 4 de junho passado, foi apresentado na sessão desta quinta-feira da CPI da Corrupção, que investiga denúncias de desvio de recursos públicos no governo gaúcho. Segundo Feijó, a então candidata disse a ele que campanha eleitoral era época "para fazer poupança".
O governo gaúcho não comentou o fato. Feijó diz também no depoimento ao MPF que a governadora pediu a ele que renunciasse à candidatura porque "o jogo já estava ganho". Segundo o relato, a então candidata pediu a renúncia a Onyx Lorenzoni, presidente estadual do DEM, e a Jorge Bornhausen, presidente nacional da sigla. Como nenhum dos dois aceitou, Yeda pediu ao próprio Feijó que renunciasse. O vice não esclareceu quando o pedido foi feito. Desde que assumiram o governo, Yeda e Feijó mantiveram uma relação explícita de conflito.
"Tu não és desse ramo e está atrapalhando nosso processo", teria dito a então candidata ao governo gaúcho segundo o relato de Feijó no vídeo. Perguntado por um agente do MPF se ele estava atribuindo a frase a alguém, o vice foi taxativo: "Sim, a candidata Yeda Crusius. Ela própria", disse Feijó.

O trecho exibido tem pouco mais de quatro minutos de duração. Feijó depôs no MPF espontaneamente para explicar os contratos de sua empresa com uma universidade privada quando já era vice-governador.

No trecho apresentado, Feijó se refere a um encontro que ele teve com o então tesoureiro da campanha de Yeda Crusius, Rubens Bordini, para receber doações. O encontro foi marcado num sábado, num dos hotéis mais elegantes de Porto Alegre. "Depois de almoçarmos, eu soube pelo Bordini que os recursos já haviam sido transferidos para o marido da candidata, professor Carlos Crusius", relatou.

O vice-governador pediu que Bordini confirmasse por e-mail o repasse. Ele não informou no depoimento se há um e-mail confirmando a entrega dos recursos a Carlos Crusius. "Esse dinheiro foi um dos tantos que não apareceu na campanha", disse Feijó.

Segundo ele, em outras doações aconteceu a mesma coisa. "Eu soube que o Chico Fraga [então um dos coordenadores da campanha] trouxe [doações] em dinheiro e parte não foi lançada. O dinheiro do Lair [Ferst] também não entrou. Não digo que tudo foi desviado, mas talvez tenham lançado 10% e o resto desapareceu", disse. "Simplesmente não lançaram", descreveu.

O vídeo foi apresentado em substituição ao depoimento do secretário-adjunto de Administração, Genilton Macedo Ribeiro, que apresentou um atestado médico e não foi à CPI. Ribeiro, que havia confirmado seu depoimento, seria a primeira testemunha da CPI. Com a ausência de Ribeiro, os parlamentares da base de apoio da governadora se retiraram do plenário.
O atestado médico, entregue à presidente da CPI Stela Farias (PT) às 16h e com data de 31 de outubro, indica que Ribeiro tem uma "patologia incapacitante" que o impede de se locomover e realizar atividades externas por quatro dias. O atestado é assinado pelo médico Nelson Tombini, que é traumatologista e diretor do Hospital Cruz Azul.
"Não estamos aqui para brincadeiras e nem temos cara de palhaço", reclamou Stela. Ela denunciou um boicote da bancada governista ao trabalho da CPI. O deputado Daniel Bordignon (PT) acusou o atestado de ser falso e ameaçou Ribeiro com um processo por falsidade ideológica. "Isto aqui é uma CPI, é um instrumento oficial de investigação", disse.
O deputado Coffy Rodrigues (PSDB), relator da CPI, reclamou que a presidente trocou a ordem dos depoimentos que foram acordados por governo e oposição na semana passada. "Estou me sentindo prejudicado no meu trabalho de relator", disse.
ENEM
Dono de pizzaria tentou intermediar venda de prova
LAURA CAPRIGLIONE
DA REPORTAGEM LOCAL

MARCOS GRINSPUM FERRAZ
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
"Tem dois rapazes que estão com a prova do Enem para vender." Assim o proprietário da Donna Pizzaria & Restaurante, Luciano Rodrigues, em contato telefônico com a Redação da Folha, apresentou os homens que diziam estar de posse de um caderno de questões do Exame Nacional do Ensino Médio a quatro dias da prova.
No mesmo telefonema, realizado na terça-feira, Luciano Rodrigues disse que iria passar os números de telefone da Folha para os dois vendedores, e que eles entrariam em contato. "Eu não tenho nada a ver com essa história, ok? E não é para vocês citarem meu nome. Em hipótese nenhuma", disse.
Um dos homens chegou a entrar em contato com a Redação por volta das 23h40 do mesmo dia, mas para isso usou um telefone com o número bloqueado. Nesse contato, o homem marcou um encontro com a reportagem do jornal na quarta-feira. Disse que telefonaria ainda outra vez no dia seguinte, para confirmar. Também disse que seu comparsa teria um encontro com repórteres de uma emissora de TV às 15h.
Mas não houve mais contato algum. O próprio dono da pizzaria, Luciano Rodrigues, passou a não mais atender aos telefonemas do jornal.
Procurado ontem na pizzaria, que fica nos Jardins, o empresário Luciano Rodrigues não foi encontrado. Mas entrou em contato por telefone às 20h54, tão logo os repórteres saíram do local. Em dez minutos de conversa, disse não ter como localizar os homens que ofereciam a prova.
Questionado sobre os nomes dos dois, gritou, aparentando nervosismo: "Eu não sou dedo-duro. Não vou dizer."
O empresário assumiu que foi ele quem deu aos dois homens os números de telefones de jornalistas da Folha e de "O Estado de S. Paulo". Desta vez, porém, negou que soubesse que o teor era a venda de prova roubada do Enem. "Eu não sabia sobre o que seria a conversa. Se alguém lhe pedisse para apresentar alguns jornalistas, você não ajudaria?", indagou.
Luciano Rodrigues disse ontem que, se voltar a se encontrar com os dois homens, vai avisá-los de que a reportagem da Folha quer entrevistá-los para saber como foi feito o vazamento das questões. Rodrigues afirmou que, ele mesmo, não sabe como isso aconteceu.
O jornal "O Estado de S. Paulo", que divulgou primeiro a notícia sobre o vazamento da prova, disse que os homens pediram R$ 500 mil pelo material. Em reportagem publicada na edição de ontem, o jornal informou que viu o material, mas não pagou pelo exame.
A oferta de compra da prova roubada também foi feita ao portal de notícias R7. Em reportagem publicada ontem na internet, o R7 diz ter sido procurado na quarta-feira por um homem que mostrou um caderno com as questões do Enem que supostamente constariam da prova de domingo. Segundo o texto, o caderno tinha selos do Enem, do MEC (Ministério da Educação) e do Inep, instituto responsável pelo exame.