26 setembro 2009

IMAGENS QUE MOSTRAM O QUE A MÍDIA ESCONDE
Professores vaiam Serra, que
inaugura obra de Lula
Recebi por e-mail do amigo Adauto do Grupo Beatrice
CHALITA FALA DO SERRA
O sr. está falando do Serra?
O Serra tem outra forma de fazer política. Quando apoiei Alckmin à prefeitura, criou-se uma visão de que era contra o Serra. Não era contra ele. Mas aconteceu uma coisa estranha. Nunca tinha recebido críticas pela minha carreira acadêmica e intelectual na mídia. Pelo contrário. Era o rapaz do doutorado, do mestrado. De repente, começou a surgir coisa de todos os lados. Escritor de autoajuda, fez biografia da Vanusa. De uma hora para outra. Começaram a tratar meus programas de educação de forma vulgar. Não sei se foi ele que fez, mas foi uma coincidência. Você pode discordar politicamente, no campo das ideias. Mas acho muito feio tentar destruir pessoas na política.
Entrevista do Chalita no Estadão
Isso é Serra, além de incompetente, de ser um embuste, ser um péssimo governador de SP, é um mau político. Como diz Ciro Gomes, Serra é feio, mais é mais feio na alma

PSDB SE DESESPERA, SERRA VAI CAINDO, CAINDO, CAINDO
PSDB pressiona governador a assumir já que é o candidato
Partido terá espaço na TV a partir de outubro e não quer desperdiçar o palanque disseminando dúvidas
Estadão
A cúpula do PSDB quer que o governador de São Paulo, José Serra, assuma de vez a candidatura presidencial, como parte da estratégia para ver se, depois de vitaminado pelas inserções do partido no rádio e na TV, ele pode recuperar as intenções de voto que já perdeu e superar o teto exibido nas últimas pesquisas. O PSDB tem um volume grande de inserções para exibir em rede nacional e nos Estados a partir de outubro e não quer desperdiçar o palanque disseminando dúvidas.
Para pressionar Serra a tomar uma decisão, o comando tucano tem defendido a posição de que "mostrar dois candidatos na televisão é o mesmo que não mostrar nenhum". A ideia é, sem esconder líderes nacionais, como o governador Aécio Neves (MG), fazer de Serra o personagem central dos próximos programas. Serra, que já teve 42% das intenções de voto (CNT-Sensus de agosto), apareceu com 35% das intenções na última pesquisa CNI-Ibope, divulgada na terça-feira passada.
O PSDB quer que Serra passe a se exibir como candidato, falar como tal e passear pelo País na condição de tucano que pleiteia a cadeira de presidente. Com o processo sucessório em curso, as articulações para compor palanques e coligações Brasil afora começaram e a indefinição prejudica o PSDB.

Os negociadores dos demais partidos se recusam a tratar de alianças com dirigentes tucanos. Perguntam se o PSDB vai optar por Serra ou se há chances de o escolhido ser o governador mineiro, porque querem negociar com o presidenciável, não com uma possibilidade. Todos exigem a participação do candidato nas conversas para que seja o fiador dos acordos.

MAU SINAL DUPLO
Os resultados do levantamento CNI-Ibope foram lidos como um mau sinal duplo pelos tucanos. Primeiro, porque o governador paulista caiu quatro pontos porcentuais em relação à pesquisa de junho. Depois, porque Aécio apareceu sempre atrás dos candidatos governistas, Ciro Gomes (PSB) e Dilma Rousseff (PT).

Assediados por prefeitos que participaram de um encontro nacional em Brasília, nesta semana, os parlamentares tucanos ficaram impressionados com a percepção geral de que Aécio não é mais candidato a presidente.
Serra é um candidato inventado pela mídia de SP. Serra é mentiroso, autoritário, incompetente, o povo está percebendo isso.
Lula diz que não vai responder a "cretinice dita por golpista"
CLÓVIS ROSSI
ENVIADO ESPECIAL A PITTSBURGH
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recusou-se ontem a responder aos ataques feitos anteontem, em nota oficial, pelo presidente golpista de Honduras, Roberto Micheletti: "Até por respeito a mim, não vou comentar uma cretinice dita por um golpista", afirmou, em entrevista coletiva após o encerramento da cúpula do G20.
Lula parecia estar respondendo mais às críticas feitas no Brasil ao comportamento de seu governo em todo o episódio do que a Micheletti.
"Fico triste quando ouço perguntas como se o Zelaya [o presidente deposto Manuel Zelaya] fosse o culpado por ser o presidente legítimo e querer voltar a seu país, como se os golpistas fossem inocentes."
Erguendo a voz, foi encadeando uma frase na outra sem respirar: "Golpista não tem meia palavra [para designá-los]. É golpista. Tirou um presidente eleito pela via democrática, colocou em outro país e é normal?"
Para Lula, o "anormal" não é o fato de Zelaya ter se alojado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa. "Anormal é o tal de Micheletti ter ficado [no poder]", em alusão ao fato de que a condenação ao golpe "não é uma posição do Brasil, é uma posição do mundo inteiro".
Insistiu depois em que "só tem uma situação anormal em Honduras e que não podemos aceitar: é o golpe de Estado. Já vivemos isso no Brasil".

Eleição
O presidente aproveitou o embalo para repetir a conhecida posição brasileira de não aceitar um processo eleitoral conduzido pelos golpistas. Se o pleito não for presidido por Manuel Zelaya, o Brasil "vai manter as mesmas reservas" aplicadas em relação ao governo surgido do golpe.
Lula disse que Zelaya pode ficar no embaixada "o tempo que for necessário" para assegurar a sua segurança.


Novo articulador político de Lula assume segunda
DA FOLHA ONLINE, EM BRASÍLIA
O presidente Lula passa a contar a partir de segunda-feira com um novo articulador político para o seu governo. Alexandre Padilha -ligado à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil)- toma posse na Secretaria de Relações Institucionais da Presidência.
O novo ministro era subchefe de Assuntos Federativos do ministério e assume o cargo de José Múcio Monteiro, foi indicado para o TCU (Tribunal de Contas da União), no lugar de Marco Antonio Vilaça, que se aposentou. Ainda não há previsão de quando Múcio será empossado no tribunal
Faculdade São Francisco faz homenagem a Toffoli e apoia indicação ao STF
DA REPORTAGEM LOCAL

O advogado-geral da União José Antonio Dias Toffoli, indicado pelo presidente Lula para a vaga em aberto no STF (Supremo Tribunal Federal) recebeu ontem homenagem em São Paulo, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, onde estudou, e obteve o apoio público do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), à sua nomeação. Se for aprovado em sabatina no Senado na semana que vem, Toffoli será o 50º aluno da São Francisco a ocupar o cargo de ministro do STF.
A Associação dos Antigos Alunos da faculdade concedeu o título de associado benemérito a Toffoli e Temer ontem. Segundo a direção da entidade, a decisão sobre a homenagem ao advogado-geral da União ocorreu em agosto, antes da indicação dele à corte máxima do país. Além de representantes da associação, a mesa do evento também contou com o ministro do STF Eros Grau.
Toffoli formou-se em 1990 e teve intensa vida acadêmica: atuou no Centro Acadêmico 11 de Agosto, no departamento jurídico, que presta assistência jurídica a pessoas de baixa renda, e foi representante dos alunos na congregação da faculdade.
Em seu discurso, Toffoli lembrou os tempos de estudante e sua ligação com a instituição de ensino.
No ato, ao saber que a associação dos antigos alunos iria encaminhar um ofício ao Senado apoiando a indicação de Toffoli, Temer, também ex-aluno da faculdade, pediu para assinar a moção de apoio. "Como presidente da Câmara e do partido [PMDB], acompanhei o trabalho de Toffoli na Advocacia-Geral da União. Eu diria que foi um trabalho juridicamente engajado e politicamente desejável."
Temer disse que o advogado-geral da União deve ser aprovado pelo Senado
ANP exonera agente acusado de montar falso dossiê contra diretor
Agência nega que Pinna fosse "homem de confiança do presidente do órgão"; advogado classifica a demissão como prejulgamento

Funcionário foi identificado pela Polícia Federal como o autor de suposto dossiê falso contra Victor Martins, diretor do órgão regulador

DA SUCURSAL DO RIO

Acusado de ser o autor de um suposto falso dossiê contra Victor Martins, diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo), o agente da Polícia Federal aposentado Wilson Ferreira Pinna foi exonerado ontem do cargo comissionado de assistente na Assessoria de Inteligência que ocupava na agência. O órgão é vinculado à direção-geral da autarquia.
A decisão foi tomada pelo diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, e aprovada pelos demais diretores colegiados da ANP, segundo nota da agência reguladora. O comunicado já foi encaminhado para publicação no Diário Oficial da União.
De acordo com a nota, Lima definiu exonerar Pinna após ter sido informado na tarde de ontem, por ofício da Assessoria de Inteligência, que o servidor "foi denunciado pelo Ministério Público Federal como o autor de falso dossiê a respeito da distribuição de royalties".
Segundo a ANP, Pinna ingressou na agência em 2001, no núcleo de fiscalização. Saiu em 2003. Após sua aposentadoria na PF, regressou à ANP em 2005, nomeado como assistente administrativo na Assessoria de Inteligência.
A ANP contestou informações de reportagem publicada ontem na Folha e negou que Pinna fosse "homem de confiança do presidente do órgão", que despachasse "semanalmente com Lima" e que tivesse por atribuições "proteger a agência de grampos e coibir a corrupção interna".
O agente foi identificado pela PF como autor do dossiê a partir de um pendrive (arquivo de dados móvel) que contém o documento, transcrições de grampos telefônicos e declarações de renda. Ainda não foi esclarecido como esse material chegou à PF.
A Justiça Federal encaminhou o processo ao Ministério Público Federal para que emita parecer sobre a denúncia.
DIREITOS HUMANOS
Anúncios que pedem papéis da ditadura vão ao ar amanhã
DA REPORTAGEM LOCAL

O governo federal começa a veicular amanhã, ao custo de R$ 13,5 milhões, anúncios em TV, rádios, jornais e revistas para estimular a entrega de documentos sobre a localização de desaparecidos no regime militar (1964-85).
Produzida pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência, a campanha vai durar dois meses e será veiculada nacionalmente em TV e revistas -em rádio, será mais concentrada na região do Araguaia.
Os filmes para TV, que contam com a participação de familiares de desaparecidos políticos, foram dirigidos pelos cineastas Cao Hamburguer, João Batista de Andrade e Helvécio Ratton.
Segundo o governo, quem entregar documentos -o que pode ser feito pela internet (http://www.memoriasreveladas.gov.br/)-

terá a garantia de anonimato. O material coletado será encaminhado ao Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil -Memórias Reveladas.
Para o ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, "qualquer que seja a divergência ideológica, histórica política sobre o período, ninguém pode ter divergência sobre o direito de localizar os restos mortais e sepultar".

MINISTRA DILMA LIVRE DO CÂNCER
Tratamento de ministra está "encerrado", diz médico
DA REPORTAGEM LOCAL

O oncologista responsável pelo tratamento que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) iniciou em abril contra um câncer linfático disse ontem que os exames realizados por ela na quinta-feira mostram que não há mais evidência da doença e que o tratamento terminou.
"Ela está sem evidência de doença e com risco baixíssimo de a doença retornar a longo prazo", disse Paulo Hoff. "O tratamento está encerrado."
O médico evitou, entretanto, usar a palavra cura -em tratamentos de câncer, em geral espera-se cinco anos sem o reaparecimento da doença para decretar a cura total.
"Se você perguntar a minha opinião, [digo que] eu acho que ela provavelmente está curada", afirmou o médico. Ele comparou a convicção de que um câncer não retornará com a certeza de que uma pessoa nunca será atropelada ao atravessar a rua. "Acidentes acontecem", disse.
Hoff voltou a dizer que o fato de o nódulo ter sido descoberto em estágio muito inicial foi determinante para o bom resultado no tratamento e uma possível cura total.
A ministra realizou exames na tarde de quinta-feira, quando ficou mais de três horas no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Na quinta pela manhã, afirmou à imprensa que poderia fazer um anúncio sobre o fim do tratamento após passar por uma avaliação médica. Ela esperava ter que realizar mais exames na próxima semana. Segundo o oncologista, isso não será necessário.
Dilma descobriu em março, durante exame de rotina, um nódulo na axila esquerda. Após retirá-lo, passou por sessões de quimioterapia e radioterapia.
Ela deverá passar por avaliações trimestrais até completar um ano do final do tratamento, no próximo ano.

25 setembro 2009


Serra é vaiado por professores no interior de São Paulo
Professores protestavam por reajuste de salários; governador tucano classificou críticas como 'trololó petista'
Sandro Villar, da Agência Estado
PRESIDENTE PRUDENTE, SP -

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi vaiado nesta sexta-feira, 25, durante evento em Presidente Prudente, interior do Estado. Mesmo sob os aplausos de aproximadamente 200 pessoas - levadas por prefeitos e deputados da região -, um grupo de 50 professores em campanha por reajuste salarial conseguiu incomodar o tucano.

"É um trololó petista", reagiu o governador, referindo-se aos manifestantes. Durante seu discurso, o governador reclamou da gritaria. "É uma amolação à paciência de quem discute os problemas da região."
Impedidos por uma barreira de policiais, os manifestantes, que ficaram a uma distância de 100 metros do palanque e portavam faixas com severas críticas ao sistema educacional no Estado, foram proibidos de se aproximar de Serra. Eles pretendiam entregar ao governador um documento com as reivindicações da categoria.

"Serra mentiroso, Educação já tá no poço" e "Serra sem ação, não valoriza a Educação", eram as palavras de ordem dos professores.

O coordenador regional da Apeoesp, Alberto Bruschi, foi irônico. "Vamos dar as 'boas-vindas' ao governador e agradecer o mal que ele tem feito à educação e aos professores. O reajuste era para ter sido dado ontem. Nós estamos aproximadamente há 14 anos sem saber o que é reajuste salarial", atacou.

Sucessão

Durante o evento, em que inaugurou melhorias no aeroporto da região, Serra admitiu que, se fosse eleito presidente da República, sua prioridade seria o desenvolvimento. "Para ser eleito primeiro eu preciso ser candidato e isso só vai ser definido mais para a frente", ressaltou.

Serra não quis comentar sobre os possíveis candidatos a vice na chapa tucana. "Discutir o vice agora seria um exagero completo", desconversou.

Inaugurações
Atrasado em mais de uma hora, Serra deixou Presidente Prudente e foi para Osvaldo Cruz, onde entregou o trecho reformado de 44 quilômetros da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, entre Iacri e Adamantina. A obra custou de R$ 43 milhões.

O governador encerrou o dia em Pauliceia. Lá, ele inaugurou a ponte Mário Covas sobre o Rio Paraná, ligando São Paulo e Mato Grosso do Sul. Com extensão de 1,7 quilômetro, a ponte, que começou a ser construída em 2001, custou mais de R$ 160 milhões, sendo 80% da verba do governo federal.

Charge do Bessinha
Embaixada do Brasil pede presença da Cruz Vermelha para verificar suspeita de feridos
Thiago Scarelli*
Enviado especial do UOL Notícias
Em Tegucigalpa (Honduras)A Embaixada do Brasil em Tegucigalpa solicitou a presença de uma ambulância da Cruz Vermelha para verificar se há feridos no prédio, na tarde desta sexta-feira (25).

Dois funcionários da Embaixada do Brasil que permanecem no prédio com o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, informaram à Empresa Brasil de Comunicação (EBC) que há cheiro de gás e pessoas passando mal na sede diplomática.

O presidente deposto, Manuel Zelaya, afirmou que se trata de um gás tóxico, segundo a Agência Brasil. Ele diz acreditar que a ação foi coordenada pelos militares que cercam a embaixada desde a última segunda-feira (21).

Zelaya disse que o episódio afasta a possibilidade de diálogo com o governo golpista. "Como essas pessoas não respeitam os direitos humanos, o diálogo se deteriora. É muito difícil conversar com elas."

Nas últimas horas, havia a expectativa de avanço nas negociações para pôr fim à crise. O diálogo estava sendo mediado por quatro dos seis candidatos à Presidência de Honduras.

O representante da Embaixada do Brasil, José Wilson, informou que no prédio há pessoas expelindo sangue pelo nariz e pela urina. "É um efeito do gás."

Segundo o cônsul brasileiro responsável pela embaixada, Francisco Catunda, a Cruz Vermelha foi chamada para prestar atendimento dentro do prédio. O médico de Zelaya está do lado de fora, mas ainda não conseguiu entrar.

O chefe dos militares que cercam a embaixada, Jorge Cerrato, negou o uso de qualquer tipo de gás tóxico. "O que acontece lá dentro é que existe um grupo que faz a limpeza do local com equipamentos que têm motores movidos a gasolina. De qualquer forma, os médicos e os representantes dos direitos humanos vão poder entrar para averiguar o que está acontecendo."

* Com informações de Roberto Maltchik, da Agência Brasil


Aprendam meus amigos, e leitores. Segundo alguns blogueiros abestalhados, hospedado na Veja, isso é a mais pura demonstração de "democracia" dos golpistas que depuseram um governo legítimo eleito pelo povo.

Ciro faz críticas a Serra e diz que tucano é "mais feio na alma do que no rosto"
da Folha Online

O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) fez críticas nesta sexta-feira ao seu desafeto político, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Os dois devem disputar a Presidência da República em 2010.

"Ele [Serra] é feio para caramba, mais feio na alma do que no rosto. Ele tem uma truculência ao se relacionar com seus adversários. A conduta pessoal dele em relação aos seus adversários é uma conduta feia, de não enfrentar com linguagem civilizada, uma atitude destrutiva, que inibe o diálogo. Para mim, é horrível. Até minha conta pessoal de salário ele conseguiu que um juiz de São Paulo bloqueasse", disse Ciro.

A reportagem já entrou em contato com a assessoria de Serra e aguarda um retorno sobre a declaração do socialista.

Ciro reafirmou hoje sua disposição em disputar a Presidência da República em 2010 e disse ter conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre assunto, que ficou de pensar sobre a possibilidade de duas candidatura da base --a outra seria a da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Lula ficou de dar uma resposta ao socialista em fevereiro.

Setores do PT são contrários ao lançamento de duas candidaturas da base. "Devemos ter duas candidaturas da base. Uma que esteja na TV e outra nas ruas mostrando as coisas que o governo fez", afirmou Ciro.

Chalita
Ciro também comentou sobre o ingresso do vereador Gabriel Chalita (SP) em seu partido. Chalita deixou o PSDB para se filiar ao PSB.

"Achei muito boa [a filiação]. Liguei para ele dizendo que seria bem-vindo. Ele é uma pessoa muito querida de uma parte importante de São Paulo e do Brasil, muita respeitada e muito boa. Se ele for mesmo assinar a filiação na terça-feira, eu estarei lá para testemunhar
esse gesto."

Conselho de Segurança da ONU pede fim do cerco à Embaixada do Brasil Do UOL Notícias*
Em São Paulo

O Conselho de Segurança das Nações Unidas exigiu, nesta sexta-feira (25) que o governo de fato de Honduras encerre o cerco na embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde desde segunda-feira está refugiado o presidente deposto, Manuel Zelaya, que voltou ao país de surpresa e tenta retornar ao poder.
O Conselho condenou os "atos de intimidação" na embaixada, mas não discutiu mais profundamente a situação do futuro de Zelaya. "Nós condenamos atos de intimidação contra a embaixada brasileira e exigimos que o governo de fato pare de importunar a embaixada brasileira", disse a presidente do conselho, Susan Rice. Segundo Rice, o governo de fato deve fornecer os bens necessários na embaixada, como água, eletricidade e alimentos.O pronunciamento do conselho ocorreu depois de uma reunião convocada a pedido do Brasil.

Rice informou que a situação na embaixada foi o foco inicial da reunião, e não a situação política de Honduras. Ela pediu calma a todas as partes envolvidas no impasse político, que devem se abster de ações que possam piorar a situação. "Os membros do Conselho destacaram a necessidade de respeitar o direito internacional, preservando a inviolabilidade da embaixada do Brasil em Tegucigalpa e de garantir a segurança dos indivíduos", disse. Rice disse que o conselho não deve se encontrar novamente para tratar da crise em Honduras, que a OEA está mediando.

O órgão disse que apoia os esforços de mediação da Organização dos Estados Americanos (OEA) para chegar a uma solução pacífica. Segundo o presidente da Costa Rica, Oscar Arias, que já mediou o impasse hondurenho, o presidente interino, Roberto Micheletti, disse à OEA para não enviar representantes ao país neste fim de semana, pois eles não terão permissão para entrar.
Os elementos da crise

Desde que foi eleito, em 2005, Manuel Zelaya se aproximou cada vez mais dos governos de esquerda da América Latina, promovendo políticas sociais no país. Ao mesmo tempo, seus críticos argumentam que Zelaya teria se tornado um fantoche do líder venezuelano Hugo Chávez e acabou sendo deposto porque estava promovendo uma tentativa ilegal de reformar a constituição

O porta-voz do governo de Micheletti, Rene Zepeda, disse que os líderes interinos querem que Arias visite Honduras primeiro e depois os representantes da OEA seriam recebidos na semana que vem. Mas o presidente da Costa Rica disse que não há planos imediatos de visitar Honduras.

Já o chanceler do Brasil, Celso Amorim, em encontro no Conselho de Segurança da ONU, pediu que Micheletti respeite a Convenção de Viena sobre inviolabilidade das sedes diplomáticas. Amorim considerou que a atuação do governo de fato hondurenho "é uma clara violação às regras da Convenção de Viena sobre as relações diplomáticas".

Além disso, o chanceler brasileiro lembrou que o Tribunal Internacional da ONU estabeleceu em plenário respeito das legações diplomáticas em qualquer caso, incluída a situação de guerra.

Segundo a agência de notícias EFE, Susan Rice e Amorim tiveram certos desencontros sobre a idoneidade do Conselho de Segurança da ONU para tratar o problema, que já está sendo discutido no âmbito da OEA. Em sua carta ao Conselho, o governo do presidente Lula indica que o "Brasil acredita que a OEA é o fórum apropriado para encontrar uma solução política à situação de Honduras".

Manuel Zelaya foi deposto em 28 de junho por militares hondurenhos sob a alegação de que ele infringia a Constituição ao tentar realizar uma consulta popular sobre mudanças constitucionais. Zelaya pretendia modificar a legislação para permitir a reeleição, o que é proibida pela Constituição de Honduras. O presidente deposto, cujo mandato termina no início do próximo ano, nega que pretendesse continuar no poder.

O presidente deposto, que retornou na segunda-feira (21) a Tegucigalpa em um movimento surpresa, recebeu autorização da chancelaria do Brasil para se abrigar na embaixada brasileira em Honduras. Toda embaixada possui status de território estrangeiro, e por isso a polícia e o exército hondurenhos não podem entrar no local sem autorização.

O presidente de fato, Roberto Micheletti, afirma que Zelaya deve respeitar as eleições presidenciais marcadas para novembro.
Petrobras confirma indício de pré-sal na Bahia
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse nesta sexta-feira (25) que a estatal está pesquisando a existência de petróleo na camada do pré-sal na Bahia. Há indícios de óleo na região, mas ainda não foram feitas perfurações necessárias para confirmar sua existência.
O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), havia anunciado nesta semana as pesquisas da Petrobras na região entre as cidades de Ilhéus e Belmonte.
Gabrielli, que esteve hoje em debate sobre o pré-sal promovido pelo Confea (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), em Brasília, afirmou que a estatal está desenvolvendo a planta de uma plataforma de liquefação para o gás natural extraído do pré-sal.
Antes da construção da plataforma, a Petrobras vai escoar a produção de gás do pré-sal por meio de um gasoduto, que ligará o campo de Tupi ao campo de Mexilhão, na Bacia de Santos.
Uol
Marqueteiro de Obama confirma trabalho com o PT para 2010

Self: campanha sem intenet é como batalha sem arma



Foto: Blue State Digital/Divulgação
Lígia Hougland
Direto de Washington



Até poucos anos atrás, o americano Ben Self era o típico nerd. Especialista em ciência da computação, trabalhava nos departamentos de tecnologia de companhias do setor bancário e de seguros. Em 2008, ele se uniu à equipe de Barack Obama e revolucionou o mundo das campanhas eleitorais ao usar a internet como principal ferramenta para promover o candidato democrata à Casa Branca. Self e sua empresa, a Blue State Digital, foram responsáveis por levantar mais de US$ 300 milhões online para a campanha do primeiro presidente americano negro - 47% do capital total arrecadado. Aos 32 anos, o especialista em ciência da computação é conhecido mundialmente por ser o mais eficaz marqueteiro para os políticos que sonham alto.

Agora, o seu próximo desafio é desenvolver uma estratégia com base na internet para que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, venha a ser a primeira mulher presidente do Brasil. Apesar de o PT ter negado na última segunda-feira a contratação da Blue State Digital - e inclusive descartado qualquer futura parceria com a empresa -, em entrevista exclusiva ao Terra, Self confirmou estar trabalhando com o partido para auxiliar na corrida presidencial de 2010. "Estamos trabalhando com o partido a fim de ajudar a fazer planos para a próxima eleição presidencial", disse.

Confira os principais trechos da entrevistas:

Você tem diploma do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e é, na realidade, um especialista em tecnologia. Como se envolveu com campanhas políticas?
O meu background é em ciência da computação e tenho diplomas de graduação e pós-graduação do MIT. Depois de me formar, trabalhei por muitos anos como especialista em tecnologia para bancos, seguradoras e grupos afins. Em 2003, me mudei para o Estado de Vermont para trabalhar na campanha presidencial de Howard Dean. Após isso, eu e três colegas fundamos a Blue State Digital, uma empresa especializada em tecnologia e política. Agora, somos uma empresa internacional com mais de 100 funcionários no mundo inteiro e servimos centenas de clientes.

Você acha que, atualmente, a internet é uma ferramenta fundamental para uma campanha eleitoral ter sucesso?
Não existe um candidato que pense em lançar uma campanha sem usar a internet. É a marca de um candidato sério, bem como uma ferramenta importante. Sem ela, é como participar de uma batalha sem ter uma arma. Como você poderia fazer isso? Portanto, acho que é importante que os candidatos usem a internet para que tenham uma campanha eficaz.

Você esteve em Brasília há duas semanas. Chegou a conversar com o presidente Lula?
Sim, estive em Brasília. Quanto a ter encontrado Lula, vou deixar que o partido dele fale sobre isso. Não me sinto à vontade para comentar sobre clientes ou clientes em potencial.

No momento, o Partido dos Trabalhadores é um cliente ou um cliente em potencial?
Estamos trabalhando com o partido agora a fim de ajudar a fazer planos para a próxima eleição presidencial.

Você foi contratado pelo PT?
Sim, estamos trabalhando com o partido.

Em nota divulgada nesta semana, o PT falou que você estava trabalhando com o publicitário João Santana e não com o partido. Isto é verdade?
Vou deixar que eles deem informações específicas sobre isso. Apenas vou dizer que estamos trabalhando com a estratégia da campanha em geral.

Você chegou a se encontrar com a candidata do PT à presidência, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff?
Não posso dar informações específicas. Para saber detalhes, é preciso falar com o partido.

Quando a campanha de Dilma Rousseff deve ter início na internet?
Não vou discutir a estratégia em geral. Não seria inteligente fazer isso neste momento.

No Brasil, as pessoas não têm tanto acesso a computadores quanto nos EUA. Uma campanha com base na internet seria ainda assim eficiente?
Claro que sim. Há milhões de pessoas no Brasil - acho que cerca de 60 milhões de pessoas - que têm acesso à internet. E quando você usa a internet, ela não é usada somente para convencer as pessoas, mas para incentivar quem apoia o candidato a ajudá-lo a ganhar a eleição. Mesmo se nem todas as pessoas têm acesso à internet, você pode usá-la para localizar seus simpatizantes que podem, então, falar com as pessoas que não têm acesso à internet. Tem mais a ver com engajar as pessoas do que com convencer as pessoas.

Você acha que será preciso que fique baseado no Brasil para conduzir a campanha ou pode fazer isso dos EUA?
Isso ainda tem de ser determinado. Eu certamente gostei da minha estada no Brasil e retornarei ao país em algumas semanas.

Você está empolgado com este novo trabalho no Brasil?
Certamente. Só de visitar o Brasil dá para notar que as pessoas estão entusiasmadas com a eleição que está por vir, são ativas na internet e estão animadas, pois os políticos podem usar a internet de modo mais eficiente. Acho que será uma grande oportunidade para o País.

Será preciso adaptar suas técnicas de campanha à realidade brasileira?
Trabalhamos com diversos países. Cada um tem tópicos diferentes que devem ser empregados. Mas os aspectos básicos, como desenvolver relacionamentos transparentes e verdadeiros com as pessoas, fazem parte da natureza humana. Eles são iguais em todos os lugares.

Você trabalharia na campanha de um partido de direita?
Provavelmente não. Não seria compatível com os princípios da nossa empresa

http://www.terra.com.br/portal/

Lula destaca na 'Newsweek' que ação do Brasil contra a crise é lição
“No mundo globalizado, você não pode ficar parado esperando que as pessoas venham aqui para o Brasil valorizar o Brasil. Você é que tem que viajar e valorizar o teu país”, afirmou o presidente, que destacou o fortalecimento do Mercosul e das relações com a América Latina.
De acordo com Lula, a diversificação da balança comercial brasileira ajudou com que o país sofresse menos com a crise que outros países. “Nós hoje temos uma balança comercial muito diversificada, não apenas em produtos, mas também em países, e isso nos deu uma garantia, inclusive na crise, de sofrer menos do que aqueles países que tinham todas as suas exportações voltadas para um único bloco ou para um único país.”
Questioando se a diversidade das exportações era mérito do governo ou do setor privado, Lula respondeu que não “aceita” a idéia que o setor privado é responsável “quando as coisas vão bem” e que o governo é responsável “quando as coisas vão mal”. “Ninguém neste país vende mais os produtos brasileiros do que eu (...) É assim que a gente constrói uma grande nação”, disse.
Conselho da ONU analisa crise em Honduras
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Nesta sexta-feira (25), o Conselho de Segurança das Nações Unidas se reúne em Nova York com a sombra da censura internacional pairando sobre a administração de Roberto Micheletti em Honduras. Sem relações diplomáticas com vários países que compõem o órgão, os líderes golpistas que derrubaram o presidente hondurenho, Manuel Zelaya, confiam no apoio dos vizinhos latino-americanos - que até agora não veio - para que não se isolem ainda mais e receba uma possível censura pela crise que se estende desde junho e que provocou situações que colocam em questão a violação dos direitos humanos em Honduras.
Do blog Brasil!Brasil!

@-Pergunta da Sambu para o dono do Ibope: dos 32% que conhecem Dilma Roussef, 40% a rejeitam?

@-Pergunta da Sambu para o dono do Ibope II: dos 66% que a conhecem José Serra, 30% o rejeitam?

@-Pergunta da Sambu para o dono do Ibope III: e a matemática como fica?

@-Parece que o Portal UOL ficou decepcionado com a sua enquete, a pergunta: “Se tivesse que votar em um dos últimos cinco presidentes do Brasil hoje, em qual você votaria?” /// Respostas: Luiz Inácio Lula da Silva (82,28%) /// José Sarney (4,50%) /// Fernando Collor (4,31%) /// Itamar Franco (4,08%) /// Nenhum (2,71%) /// Fernando Henrique Cardoso (2,11%). Fica a pergunta: um “#Fora FHC” emplacaria?
http://nogueirajr.blogspot.com/

Charge do Bessinha

Crescimento da construção civil mostra solidez da economia brasileira, afirma Dilma
Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil
São Paulo - Ao discursar hoje (24) na posse da nova diretoria do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, destacou que ainda há espaço para a construção civil crescer mais. De acordo com ela, o fortalecimento do setor mostra que os fundamentos da economia brasileira são muito sólidos, o que levou o governo a se manter otimista no início da crise econômica global.

“Os índices sociais estão mostrando que, em que pese a crise mundial, o Brasil conseguiu manter um nível de inclusão social no qual 25 milhões passam para a classe média e 19 milhões saem da pobreza. Todos os indicadores apontam para o crescimento econômico”, disse a ministra. O país, acrescentou, foi o único que recebeu o grau de investimento de uma agência de classificação de risco depois da crise internacional. “Coisa que durante muito tempo o país não recebeu.”


Dilma assinalou que está havendo aumento do número de projetos apresentados à Caixa Econômica Federal para construir moradias destinadas a famílias com até três salários mínimos, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida. As empresas, avaliou, têm sido sensíveis a essa demanda. “O programa é extremamente seguro, porque o governo aportou R$ 28 bilhões em subsídios e não há quase nenhum risco às empresas. O governo colocou R$ 5 bilhões para financiar a infraestrutura. Não há nenhuma casa no Brasil sendo comercializada sem água, esgoto e luz elétrica."

A ministra aproveitou a solenidade para responder àqueles que criticaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando ele falou que o país vivia “um espetáculo do crescimento”. À época, assinalou, as reações foram de ceticismo geral, o que “hoje se mostra injusto e incorreto”. “O Brasil começou a crescer, sim. Esse reconhecimento não é do governo apenas."

Ela também falou sobre os índices de produtividade da terra, que o governo se comprometeu a anunciar. O presidente Lula, informou, determinou à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que fizesse mais estudos sobre o assunto. A partir deles, o governo vai definir uma posição técnica sobre esses índices, observou Dilma. “Os índices foram definidos há muito tempo. Como o país mudou, estamos querendo aferir qual é o índice de produtividade que seria mais justo.”

A chefe da Casa Civil destacou ainda o apoio das lideranças do PMDB ao governo Lula e à sua sucessão. “Isso é muito importante porque caracteriza um momento em que o governo do presidente Lula está em busca da estabilidade e da governabilidade. Nós achamos que essa é uma atitude muito positiva para o país.”


Embora tenha evitado falar sobre sua possível candidatura à Presidência da República, alegando que isso ainda depende de uma decisão do PT, ela comentou os resultados das últimas pesquisas eleitorais, que continuam sendo lideradas pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Para ela, os resultados dos levantamentos sobre as preferências do eleitorado refletem o momento, o que mantém as chances de Lula fazer o sucessor. “Acredito que vamos conseguir fazer o sucessor do presidente Lula. Essa é a expectativa de todo o governo.”










"Vocês vão ter que acreditar num golpista ou em mim", diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desmentiu rumores de que o Brasil tenha tido qualquer envolvimento no regresso do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, a seu país ou em abrigá-lo na Embaixada do Brasil na capital hondurenha, Tegucigalpa.

Lula desembarca em Pittsburgh (EUA), para a reunião do G20. Durante o encontro, o presidente rebateu as acusações de que o governo brasileiro ajudou Zelaya a retornar para Honduras: "Vocês
vão ter que acreditar num golpista ou em mim"


"Vocês vão ter que acreditar num golpista ou em mim", disse o presidente Lula, em Pittsburgh, pouco antes de partir rumo ao jantar oferecido pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para os chefes de Estado e de governo que participam da reunião do G20, que está sendo realizada na cidade americana.

A declaração é uma resposta ao comunicado emitido nesta quinta-feira pelo ministério das Relações Exteriores do governo interino de Honduras no qual afirma que houve "uma evidente intromissão do governo do senhor Lula da Silva nos assuntos internos de Honduras ao acolher Zelaya".
Veemência de Lula força ação da ONU
“O secretário geral Ban Ki-moon suspendeu temporariamente a assistência técnica atualmente dada pela ONU ao Supremo Tribunal Eleitoral de Honduras, por não acreditar que haja condições neste momento de se fazer eleições com um mínimo de credibilidade e capazes de devolver a paz e a estabilidade ao país. O regime do golpe tentava impingir uma votação com os adversários acuados e a imprensa sob controle. O secretário também apoiou as tentativas regionais de mediação. Nada disso aconteceria sem a cobrança enfática de Lula, ante o cerco à embaixada brasileira, ao abrir a Assembléia Geral. O artigo é de Argemiro Ferreira.

Argemiro Ferreira, Carta Maior

Poucas horas depois de seu veemente discurso na Assembléia Geral da ONU, o presidente Lula já poderia fazer ontem um balanço surpreendentemente favorável do episódio do “abrigo” dado pela embaixada do Brasil em Tegucigalpa ao presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya - expulso há três meses do palácio presidencial e do país pelo golpe que instalou Roberto Micheletti no poder.

A volta a Honduras do presidente legítimo criou um fato novo. O governo Obama - devido à diplomacia sinuosa conduzida pela secretária de Estado Hillary Clinton, antes ambígua e apoiada em personagens duvidosos herdados do governo Bush, como Hugo Llorens e Thomas Shannon - parecia fazer corpo mole para consumir o restante do mandato de Zelaya, o que só favoreceu os objetivos golpistas.

O regime do golpe não conseguiu ser reconhecido por qualquer país, mas sabotou e fez fracassar a mediação do presidente costarriquenho Oscar Árias - uma idéia infeliz de Washington, marginalizando a OEA. Agora, ao contrário, o Brasil revigorou o processo, forçou compromisso do governo Obama com a democracia e mobilizou a OEA e em especial a ONU, que ontem tomou suas primeiras medidas concretas (o debate no Conselho de Segurança ainda é esperado).

O secretário geral Ban Ki-moon suspendeu temporariamente a assistência técnica atualmente dada pela ONU ao Supremo Tribunal Eleitoral de Honduras, por não acreditar que haja condições neste momento de se fazer eleições com um mínimo de credibilidade e capazes de devolver a paz e a estabilidade ao país. O regime do golpe tentava impingir uma votação com os adversários acuados e a imprensa sob controle.
O fato novo que mudou tudo
O secretário geral citou a preocupação da ONU com as denúncias de violações dos direitos humanos (o regime também reprime a mídia contrária ao golpe, como acusou o grupo Repórteres Sem Fronteiras). Ao mesmo tempo, conclamou os golpistas a respeitarem os tratados e convenções internacionais ratificados por Honduras, inclusive a inviolabilidade da missão diplomática do Brasil.

Convencido de que o fim da crise hondurenha exige acordo consensual, Ban Ki-moon apoiou as tentativas regionais de mediação e conclamou todos os atores políticos a redobrarem esforços nessa direção. Uniu-se ainda à OEA e aos líderes regionais e fez apelo em favor de um acordo, conclamando à busca ao diálogo - para o qual a ONU está pronta a colaborar.”
Artigo Completo, ::Aqui::

24 setembro 2009

INSATISFEITOS COM DILMA??????????????????????
Vejam como a mídia fabrica uma notícia como se fosse uma verdade absoluta. Eles manipulam as informações ao seu bel prazer, ou melhor ao gosto dos tucanos. Desde quando Rita Camata que já foi candidata a vice do Serra em 2002, daria apoio a quem quer que fosse o candidato do presidente Lula? Expedido Jr senador pelo PR de Rondonia sempre foi oposição ao governo Lula, além de ter sido cassado duas vezes pelo TSE por compra de votos, aguarda o julgamento final do STF. Vai pular para poleiro dos tucanos, ele não apóia o governo Lula, imagina se apoiaria qualquer candidato do presidente Lula, como corrupto está indo para o partido certo. O senador Geraldo Mesquita é outro que sempre fez oposição ao governo Lula, não seria agora que ele iria apoiar quem quer que fosse o candidato do presidente Lula, e também vai para o poleiro tucano. Mas os jornalistas do Estadão sabendo disso muito bem, tem a cara de pau de escrever essa chamada. Que notícia cretina, eles metem, manipulam na cara dura

Insatisfeitos com Dilma, aliados procuram palanque tucano
Parlamentares devem mudar de legenda até 3 de outubro para apoiar em seus Estados candidato do PSDB
Leandro Colon e Carol Pires, de O Estado de S.Pa
BRASÍLIA - Insatisfeitos com o apoio à pré-candidatura presidencial da ministra Dilma Rousseff, parlamentares da base do governo vão mudar de legenda até 3 de outubro para dar palanque nos seus Estados ao candidato do PSDB, seja ele José Serra ou Aécio Neves. Nos próximos dias, os tucanos esperam garantir espaço relevante no Espírito Santo, Acre e Rondônia, lugares em que o PT vem montando chapas fortes para ajudar a ministra da Casa Civil.

Nesta quinta-feira, 24, a deputada federal Rita Camata (ES) confirmou que está prestes a sair do PMDB. Vice na chapa de Serra em 2002, ela tem sido procurada pelo governador paulista para se filiar ao PSDB. Em troca, poderá disputar o Senado - cargo que não teria chances de concorrer pelo PMDB, que vai lançar o governador Paulo Hartung.
Mudando de lado, Rita ganharia a chance de ser senadora e abriria espaço para fortalecer a candidatura tucana no Espírito Santo, onde o PSDB quer lançar o deputado Luiz Paulo Velloso Lucas para o governo.
Dando prosseguimento às trocas partidárias, na sexta-feira, 25, o comando do PSDB estará em Rondônia para a filiação do senador Expedito Júnior, que deixou o PR - da base do governo Lula - para apoiar o presidenciável tucano. "Ficaria numa situação complicada com o PR apoiando a Dilma", afirmou.
No Espírito Santo, o PMDB já fechou com o PT. Os petistas devem apoiar o vice de Hartung, o peemedebista Ricardo Ferraço, ao governo, garantindo um forte palanque para Dilma. Rita sempre manteve distância da ala do PMDB ligada ao Palácio do Planalto.
Outro ingrediente para tentar o Senado é que seu marido, o senador Gerson Camata, encerra seu mandato e não pretende continuar na política. "Eu não decidi ainda a mudança. Sempre fui do PMDB, mas tem horas que a gente precisa tomar algumas decisões importantes", sinaliza.
Outro que deve mudar de partido para ajudar a candidatura tucana é o senador Geraldo Mesquita, do PMDB do Acre. Sem espaço na sua legenda para disputar a reeleição, ele avalia proposta do PSDB. Propõe, por exemplo, a criação de uma frente parlamentar a favor do governador paulista. "O PMDB deveria ter um programa nacional, e não se contentar em ser a noiva da eleição. Vai se conformar com um papel secundário", diz.
PITTSBURGH - O Fundo Monetário Internacional (FMI) informou nesta quinta-feira que reconhecerá o governo do presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya, como o governo de Honduras. "Nas últimas semanas, o Fundo consultou seus membros por meio de seus diretores-executivos", afirmou a instituição em um comunicado. "Com base nesta consulta, o FMI determinou que reconhecerá o governo do presidente Zelaya como o governo de Honduras."
SERRA OLHOS ESBUGALHADOS COM QUEDA NAS PESQUISAS
OLHOS ABERTOS
O governador José Serra (PSDB-SP) convocou às pressas especialistas em pesquisa, do próprio Ibope, para entender sua queda na sondagem divulgada anteontem pelo instituto, em parceria com a CNI (Confederação Nacional da Indústria). O tucano foi surpreendido pelos números.

MONTANHA-RUSSA
A comparação entre a pesquisa de ontem e os números divulgados pela mesma CNI em junho mostra que Serra caiu de 38% para 34%. Os técnicos e o governador, no entanto, trabalham com um número maior, já que comparam os dados com o de outra sondagem do Ibope, mais recente, feita entre 29 de agosto e 1º de setembro por encomenda do PMDB. Nela, Serra aparecia com 41%, Dilma com 13%, Ciro Gomes com 14%, Heloísa Helena com 9% e Marina Silva com 3%. Em relação aos números divulgados ontem, portanto, Serra caiu sete pontos, Dilma, Ciro e Heloísa Helena se mantiveram no mesmo patamar e Marina Silva dobrou de tamanho, para 6%.

Mônica Bergamo

bergamo@folhasp.com.br
Executiva do PT divulga nota sobre situação em Honduras
A Comissão Executiva Nacional do PT divulgou nota sobre a situação em Honduras, em que reitera a condenação ao golpe militar naquele país e apoia a atuação do governo brasileiro para superar a grave crise política hondurenha e o acolhimento ao presidente legítimo Manuel Zelaya na embaixada brasileira.
Na nota, o PT repudia ainda as críticas da oposição contra a atitude solidária do governo brasileiro.
Leia a integra do documento:
Nota sobre a situação em Honduras

O golpe militar em Honduras, iniciado em 28 de julho, foi condenado pelas instituições internacionais e por todos os governos da região, em especial o governo brasileiro.

Coerente com isso, a embaixada brasileira em Honduras atendeu ao pedido de Manuel Zelaya, presidente legal e legítimo de Honduras, e o acolheu em nossa representação diplomática naquele país, que é reconhecida como território brasileiro, pelas convenções internacionais.

Esperamos que a presença do presidente Zelaya em território hondurenho contribua para o retorno da ordem constitucional.

Condenamos a repressão praticada pelos golpistas contra as mobilizações populares. Repudiamos as ameças e atos de agressão contra a Embaixada do Brasil. E registramos que as críticas contra a atitude solidária do governo brasileiro, feitas por expressivas lideranças do PSDB, DEM e PPS, apenas confirmam a falta de apreço da oposição pela democracia.

Comissão Executiva Nacional do PT
OEA: Atuação do Brasil em Honduras tem apoio de toda comunidade internacional
O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, disse nesta quarta-feira à BBC que o governo brasileiro conta com o respaldo de toda a comunidade internacional na sua atuação na crise política de Honduras.

"O governo do Brasil está atuando bem e atuou com o respaldo de toda – toda com letras maiúsculas – a comunidade internacional", disse Insulza, de Nova York, em entrevista à BBC.

A crise política em Honduras ganhou novos contornos nesta semana com a chegada à Tegucigalpa do presidente deposto em junho, Manuel Zelaya.

Insulza condenou a agressão à embaixada brasileira em Tegucigalpa, que abriga Zelaya. O fornecimento de água e luz à representação diplomática chegou a ser cortado na terça-feira.

O secretário-geral pediu diálogo entre as partes em Honduras e afirmou que pode viajar a Tegucigalpa nos próximos dias. Ele também disse que a OEA não concorre com o presidente da Costa Rica, Oscar Arias, na mediação para pôr fim à crise política.

Leia abaixo a entrevista de Insulza à BBC.

BBC – O senhor sabia que Manuel Zelaya voltaria a Honduras?

Insulza – Não, não tinha nenhuma informação. Ele havia falado várias vezes sobre a possibilidade de fazer isso. Há alguns dias, inclusive, ele disse que queria estar em Honduras no final do mês. Mas na realidade todo mundo tomava isso como uma afirmação otimista, imaginando que as coisas iam se abrir e permitiriam o seu retorno. Mas eu não tinha nenhum indício que me faria supor que ele iria retornar da maneira que fez.

BBC – Segundo informações que circularam recentemente, o senhor estaria pretendendo viajar a Tegucigalpa nas próximas horas. É verdade?

Insulza – Até ontem os aeroportos continuavam fechados. Até agora não se pode viajar. Mas não descarto que eles sejam reabertos e depois tenhamos a possibilidade de fazer uma missão que tenham algum significado, ou seja, em que não se mantenha a atitude de fechar todas as formas de diálogo, como faz agora o regime de facto.
Naturalmente, nós queremos promover um diálogo; queremos ajudar. Sabemos que é uma tarefa difícil, mas estamos disponíveis para isso e eu iria com vários representantes de outros países membros (da OEA) na medida que se mantenham as condições. Isso vamos saber hoje pela manhã ou durante o dia. Se for assim, partiríamos de imediato.
Nós queremos promover um diálogo; queremos ajudar. Sabemos que é uma tarefa difícil, mas estamos disponíveis para isso.
José Miguel Insulza

BBC – O senhor poderia nos dizer quem o acompanharia nesta viagem?

Insulza – Não no momento, porque primeiro vou consultar os que me acompanharam na viagem anterior, mas naturalmente quase todos os ministros têm suas obrigações na Assembleia Geral (da ONU), então eu teria que ver com quem vou. Eu não poderia dizer.

BBC – O senhor considera que a OEA continua sendo um mediador legítimo da crise hondurenha?

Insulza - Acredito que desde o começo isso foi reconhecido por todo mundo. Se apresentou várias vezes uma falsa dicotomia entre o presidente (da Costa Rica) Oscar Arias como mediador e a Organização (dos Estados Americanos), e na realidade o esforço do presidente Arias sempre tem sido o nosso esforço também.
Ontem (terça-feira) conversei bastante com ele e estamos de acordo com a necessidade de intensificar a negociação, tomando juntos as medidas para poder levar adiante esta negociação.

BBC – Quais foram estas últimas medidas e os últimos contatos?

Insulza - Conversamos várias vezes com diferentes personalidades em Honduras, mas não posso entrar em detalhes.

BBC – O senhor teve contato ultimamente com Zelaya ou com Micheletti?

Insulza – Falei com Zelaya. Ele me ligou muito pouco depois de ter entrado na embaixada do Brasil. E ele segue disponível e ontem ratificou por seus representantes estar disposto a assinar o acordo de San José, o acordo proposto pelo presidente Arias, tal como havia dito antes.

BBC - A propósito da presença de Manuel Zelaya em Tegucigalpa, como o senhor acredita que isso possa influir no processo de resolução da crise?

Insulza – Há duas alternativas; dois caminhos. Um, com o qual eu concordo, é que é preciso tomar isso como uma oportunidade. Havia ressalvas ao diálogo, pouca disposição a se sentar e conversar, mas agora Zelaya está ai e o tema terá que ser enfrentado. E é possível que com isso se abra um caminho de diálogo e de busca por uma saída para a crise, conversada e negociada por hondurenhos.

Acredito que é necessário seguir nessa direção. É claro que também pode haver um aumento das tensões e dificuldades, mas esperamos que não seja assim. Nós acreditamos que, se há boa vontade das partes, isso pode conduzir, em vez de à confrontação, a uma boa negociação.

BBC - Micheletti assegurou à BBC que não descarta falar com Zelaya se ele aceitar um processo eleitoral em novembro. Se Zelaya aceitar esta condição, o senhor acredita que a OEA reconheceria a legitimidade destas eleições?

Insulza – Veja, é preciso esperar todo o processo. Eleições com estado de sítio durante todo o dia, com toque de recolher todo o dia, dificilmente poderão ocorrer. A única possibilidade de se realizar as eleições é normalizando a democracia antes. Se estivermos seguindo nesta direção, me parece muito bom. Mas eu acredito que o melhor é que se tenha um diálogo sem condições prévias, que se sente para conversar.

BBC - E quais seriam as condições que permitiriam um início de diálogo entre as partes?

Insulza – Nunca se pode colocar pré-condições para se sentar e falar sobre um tema. "Eu me sento, mas primeiro você tem que aceitar um, dois e três." Acho que assim não se avança. Eu não colocaria condições, com exceção que haja disposição para se sentar e conversar.

BBC - Isso do ponto de vista político. Mas no ponto de vista social, me parece que a situação em Honduras está cada dia mais complexa. O senhor pode apontar algumas medidas necessárias para criar um clima social para o diálogo?

Insulza – A agitação acontece precisamente porque a crise está emperrada. Se desbloquearmos a crise, as pessoas vão esperar um resultado. Em Honduras, ninguém quer confrontos.

BBC – O presidente da Costa Rica, Oscar Arias, apontou a possibilidade de que a situação leve a um derramamento de sangue. O senhor, na OEA, compartilha deste medo?

Insulza – O temor eu compartilho. Mas não houve choques, enfrentamentos. Fala-se de vítimas, mas não comprovamos isso. Nossa comissão de direito humanos está trabalhando nisso, mas, no entanto, não houve uma conflito da magnitude que poderia haver. Esperamos que exista diálogo antes disso.

BBC – Que mensagem o senhor mandaria da OEA para os atores implicados?

Insulza - Que é preciso conversar. Que nós estamos disponíveis para realizar as intermediações se for o caso, para observar. Mas o primeiro passo quem tem que dar são os hondurenhos envolvidos. O presidente do constitucional, Manuel Zelaya e o regime de fato.

BBC – E às ruas, ao exército e à sociedade civil?

Insulza – Que todos acatem o que ficar acertado e mantenham a calma, que não haja conflitos. Ontem, felizmente, o bloqueio que houve na embaixada do Brasil foi resolvido, se religou a eletricidade e a água. Que não haja mais ameaças sobre tudo. Que não haja esta atitude ameaçadora que houve na embaixada do Brasil, que também é muito danosa.

BBC – Ontem conversamos com a vice-chanceler do governo de fato, Martha Lorena Alvarado, e ela acusou o Brasil de ingerência em Honduras. Qual é a sua opinião sobre o papel de Brasil nesta crise?

Insulza – Não vamos a entrar em polêmicas. Eu acredito que o Brasil agiu bem. O governo do Brasil está atuando bem e atuou com o respaldo de toda – toda com letras maiúsculas – a comunidade internacional.

BBC - Como a situação vai se desenvolver nos próximos dias, na sua opinião?

Insulza – Não quero fazer um prognóstico, quero que as coisas se tranquilizem, que não se siga ameaçando a embaixada do Brasil. O Brasil é um membro da nossa organização e não nos parece tolerável o que se fez com a embaixada do Brasil. Mas agora as coisas parecem ter se acalmado. Que se mantenha esta calma e se comece a conversar. Mas isso não significa que acredito necessariamente que vai acontecer o mesmo que eu quero que aconteça
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Charge do Bessinha

Caixa terá R$ 38 bi para financiar casa própria, 65% mais que em 2008, diz Dilma
SÃO PAULO, 24 de setembro (Reuters)

- A Caixa Econômica Federal terá uma linha de R$ 38 bilhões em financiamento para compra de imóveis novos e usados e materiais de construção, afirmou nesta quinta-feira a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef.

O valor representa um crescimento de cerca de 65% em relação ao reservado para este fim pela Caixa em 2008, de aproximadamente R$ 23 bilhões, segundo ela.

A ministra fez as declarações ao participar de evento de posse da nova diretoria do Secovi-SP, órgão que representa as construtoras.
Morales, Stone e Chávez após a exibição de "South of the Border". Foto: Efe


Chávez agradece Stone por 'se movimentar pelo eixo do mal'
Venezuelano considera que diretor mostra a verdade da América do Sul aos EUA com "South of the Border"
Efe
NOVA YORK - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, assistiu à apresentação do documentário "South of de Border", do diretor americano Oliver Stone, na noite de quarta-feira, 23, em Nova York, e agradeceu "à coragem de se movimentar pelo eixo do mal" do cineasta.


Veja também:

Trailer de "South of the Border" (em inglês)



Como um ator de cinema, no tapete vermelho do Lincoln Center, Chávez posou para a imprensa vestido com um traje negro e suéter vermelho, junto a Stone e o presidente da Bolívia, Evo Morales, antes da projeção do filme no qual é protagonista.

O documentário "South of the Border" (Ao sul da fronteira) "é extraordinário, porque Oliver, com seu gênio, pôde interpretar o que está acontecendo na América do Sul", assinalava o venezuelano, visivelmente satisfeito.

No longa de 78 minutos, Stone faz um retrato político e humano muito favorecedor de Chávez e inclui testemunhos dos presidentes do Brasil, Bolívia, Argentina, Equador, Paraguai e Cuba. O diretor de filmes como "Platoon" e "Nascido em 4 de Julho" negou que seu documentário seja propagandista, e que o fez para resistir às críticas "injustas" sobre Chávez e Morales.

O presidente boliviano, que aparece em uma das cenas jogando futebol e mastigando folha de coca com Stone, comentou divertido que "quase ganha" com a bola. "Eu queria que este filme lhe fizesse justiça, porque Chávez é muito popular na América do Sul".

O presidente venezuelano não perdeu a oportunidade de lembrar que "lá no Sul há uma revolução, que não é de fuzis nem de colunas guerrilheiras, mas dos pobres e excluídos durante cinco séculos". "Evo é descendente direto do último imperador inca. Lá onde Evo nasceu, bem em cima na montanha, a civilização aimara foi exterminada pela invasão europeia", explicou Chávez aos jornalistas americanos em um tom didático.

"Agora, cinco séculos depois, lá surge uma revolução pacífica e democrática", enfatizou, enquanto Stone e Morales faziam gestos aprobativos com a cabeça. "É muito importante que o povo dos EUA conheça a verdade e essa é a grande contribuição que faz Oliver", comentou Chávez. "Ele está tratando de mudar um país e de combater a pobreza", resumiu o diretor americano.

Chávez assistiu à projeção do documentário acompanhado por duas de suas filhas e uma neta.


Chalita anuncia desfiliação do PSDB para assinar com o PSB
Tucano mais votado nas últimas eleições municipais, vereador deseja se candidatar ao Senado em 2010
estadao.com.br

SÃO PAULO - O vereador por São Paulo Gabriel Chalita (SP) anunciou na noite da última quarta-feira o desligamento do PSDB e o ingresso no PSB. Chalita informou, em nota oficial, que encaminhou o pedido de desfiliação ao presidente do Diretório Municipal do PSDB, José Henrique Reis Lobo. Em seu perfil no Twitter, escreveu na manhã desta quinta-feira que "Depois de muita reflexão resolvi deixar o PSDB. Sonho com uma ação política que privilegie o ser humano. Sou educador e carrego esse tema". Ele também declarou que assinará sua filiação ao novo partido em ato público a ser realizado na capital paulista na próxima semana.

No PSDB municipal, a saída de Chalita é vista com preocupação, dado o potencial do vereador em eleger um número elevado de deputados federais nas eleições do ano que vem. A proximidade de Chalita com a Igreja Católica também é dada como ponto forte de uma eventual candidatura ao Senado. "O Chalita não tem apoio de setores da Igreja Católica; tem apoio da instituição", detalhou um assessor do PSDB paulistano.
Mas o que mais preocupa setores do partido em São Paulo é que a saída de Chalita possa significar também a existência de um plano B para Alckmin, caso o ex-governador encontre resistência em lançar-se ao governo de São Paulo. "A inércia do PSDB em definir suas candidaturas acaba levando a essas movimentações", lamentou um assessor tucano.


Chávez diz que 'despistou' autoridades sobre retorno de Zelaya
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez disse, nesta quarta-feira, que "sabia de tudo" sobre a volta do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, ao país, e afirmou ter ajudado a "despistar" as autoridades sobre o paradeiro de Zelaya, enquanto o hondurenho realizava a viagem de retorno a Honduras.
Durante um encontro com sindicalistas em Nova York, nos Estados Unidos, Chávez disse que Zelaya anunciou que participaria da 64ª Assembleia Geral das Nações Unidas para confundir seus opositores sobre seu paradeiro. Para ajudá-lo, Chávez disse ter telefonado para o hondurenho em um telefone que estaria grampeado.

"Eu liguei, como sei que estão nos gravando por satélite (as ligações), e disse: Zelaya, nos vemos em Nova York", afirmou Chávez.

Em outras oportunidades, o presidente venezuelano afirmou ter conhecimento de que o Departamento de Estado americano, por meio de sua agência de inteligência, intercepta seus telefonemas, razão pela qual utilizaria códigos para falar com membros de seu gabinete.

"Zelaya decolou em um aviãozinho e aterrisou em uma cidade", para uma parada técnica, disse Chávez. Em seguida, "o avião decolou, mas sem o Zelaya e aqui (em Nova York) estavam esperando por ele", afirmou Chávez, em tom divertido, arrancando risos da platéia.

Logo depois, acompanhado do presidente da Bolívia, Evo Morales, e do cineasta americano Oliver Stone, Chávez disse que Zelaya teria contado com a ajuda de "alguns militares" hondurenhos durante o trajeto até a chegada em Tegucigalpa.
Viagem
O presidente eleito de Honduras teria aterrissado no aeroporto internacional perto da capital salvadorenha, San Salvador, de acordo com informações de meios locais. O presidente do país, Maurício Funes, disse que Zelaya "não fez qualquer pedido através dos canais formais" para entrar no país e disse ignorar como seu colega entrou.

Um fonte da chancelaria da Venezuela confirmou à BBC Brasil que era um avião venezuelano que transportava Zelaya.

De El Salvador, segundo Chávez, Zelaya teria entrado em Honduras "por terra" dentro do porta-malas de um carro, acompanhado por outros três homens.

O presidente venezuelano disse ainda que monitorou a entrada de Zelaya em Honduras por meio de um telefone de satélite. Na segunda-feira, quando Zelaya retornou a Honduras, o líder venezuelano foi o primeiro em anunciar a notícia.


Apoio
Chávez disse que seu governo continuará apoiando a restituição de Zelaya ao poder.

"Estamos apoiando e buscando maneiras para que Zelaya volte ao governo, não podemos aceitar esse golpe", disse.

As outras duas tentativas de apoio do presidente venezuelano fracassaram. Uma semana depois da deposição do colega hondurenho, Chávez colocou um avião à disposição de Zelaya na sua primeira tentativa de retorno ao país. O avião, no entanto, foi impedido de aterrissar no aeroporto Toncontín, na capital hondurenha, Tegucigalpa. A pista de pouso foi bloqueada por soldados e veículos militares.

Na segunda tentativa de retorno do presidente eleito de Honduras, o governo interino, liderado por Roberto Micheletti, proibiu a chegada de milhares de simpatizantes de Zelaya à fronteira com a Nicarágua, onde o presidente deposto esperava reencontrar com seus correligionários para "uma entrada triunfal", como ele mesmo qualificou na ocasião.
Na mesma época, no final de julho, Zelaya foi recebeu o apoio do chanceler venezuelano, Nicolas Maduro, que o acompanhou ao longo do dia na tentativa frustrada de entrar no país

Fonte: UOL
GOVERNO LULA
Salão imobiliário em SP terá 100 mil unidades à venda
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Começa hoje com cerca de 100 mil imóveis ofertados a quarta edição do Salão Imobiliário São Paulo, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na capital paulista. O evento segue até domingo.
Estarão à venda unidades de todos os padrões, mas o foco do Salão neste ano está nos segmentos econômico e supereconômico, com valores de R$ 52 mil a R$ 130 mil, segundo Mauro Pincherle, diretor do Secovi-SP.
Dos imóveis oferecidos, 48% se encaixam no perfil do programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, para famílias com renda de até dez salários mínimos.
"As condições de compra estão muito boas", disse Pincherle. De acordo com o Secovi-SP, devem ser liberados neste ano R$ 50 bilhões em crédito imobiliário, ante R$ 40,6 bilhões no ano passado.
O Salão terá 270 empresas expositoras. "Além disso, temos bancos oferecendo condições especiais de financiamento", disse Eduardo Sanovicz, diretor de feiras da Reed Exhibitions Alcantara Machado, que realiza o Salão junto com o Secovi-SP.
Para ter entrada gratuita no Salão, o visitante deve fazer seu credenciamento pelo site www.sisp.com.br. Sem o credenciamento pela internet, são cobrados R$ 15.
REAÇÃO: MOVIMENTOS VÃO PROTESTAR CONTRA GOVERNADOR
A manifestação, organizada pela ONG de direitos humanos CDDH, deve ocorrer no aniversário de Mato Grosso do Sul (11 de outubro) na meia-maratona, onde Puccinelli disse que "estupraria" Minc. O presidente da entidade, Paulo Ângelo de Souza, disse que as palavras do governador reforçam a homofobia que existe no Estado.
Fonte -FSP

HONDURAS URGENTE
A situação é muito grave. Devemos buscar imediata resposta a esses golpistas facistas retrógrafo que representam ameaça para toda a América Latina.
Carlos Cari

Acabo de receber esta msg de um companheiro do Ministerio da Saúde de Honduras.
Desde ontem ha pelo menos 16 mortos e dezenas de hospitalizados. Esta montado um campo de concentracao, em um estadio, com centenas de presos. Militantes da da Frente Nacional de Resistencia estao sendo seletivamente presos e diversos tiveram bracos e pernas fraturados por torturadores, alem de serem acusados de incendios a casas e carros feitos por provocadores ligados ao golpe. Dada a gravidade da situacao e a necessidade de respostas rapidas, leiam e se possivel divulguem em suas listas, blogs e para jornalistas criticos, ou para os poucos que sobraram.

Saudacões



Estimados compañeros

Aprovecho la oportunidad para informarles sobre la situación actual de mi país:

1. Desde hace 4 meses en que se dio el golpe de estado militar, se organizó el Frente Nacional de Resistencia, el cual se manifiesta en forma pacífica en caserías, aldeas, pueblos y ciudades en protesta contra el golpe de estado y por la reinstalación del estado de derecho, estas manifestaciones se realizan todos los días en todas las ciudades de Honduras.

2. Todas las manifestaciones que son pacíficas pero son reprimidas por el ejercito conjuntamente con la policía, estos organismos militares infiltran manifestaciones para crear desórdenes y actos vandálicos por ejemplo el incendio de edificios, ruptura de ventanales y puertas, daño a automóviles, etc. Luego culpan a los manifestantes a través de los medios de información por radio o televisión que controlan los golpistas po r ser los dueños de los mismos, la información es manipulada y tergiversada. En Honduras solo hay dos medios de información radial y televisiva que no pertenecen a los empresarios y son los únicos que dan información no tergiversada, sin embargo les hacen boicot las censuran e incluso les ha destruido las instalaciones e instrumentos electrónicos.

3. Ayer 22 de septiembre de 2009 ingresó sorpresivamente el Presidente Manuel Zelaya Rosales que fue expulsado por los militares y se refugió en la Embajada de Brasil. Zelaya dio una conferencia de prensa expresando que venía a negociar con sus opositores e hizo un llamado a sus simpatizantes a no usar ningún acto de violencia. Inmediatamente los miembros de la Resistencia se hicieron presentes en la embajada para dar protección al presidente Zelaya, el número de personas se aproxima a los 60,000.00. Ese mismo día los manifestantes fueron rodeados por miles de policías y militares, en ese momento comenzó l a represión de las fuerzas de los elementos armados con el apoyo del presidente de facto Roberto Michelétti, quien decretó estado de sitio a partir de las 4:00 PM de ese mismo día con duración indefinida, de tal manera que toda la población del país se encuentra prisionera en sus casas en todo el país. Con esta medida y la cancelación de los medios de comunicación que daban cobertura a los hechos los uniformados comenzaron a capturar en forma selectiva a los dirigentes, luego a cualquier persona ya sea niño menor de edad o mujer embarazada, incendiaron varios automóviles de los miembros de la resistencia y en vez de guardar el orden se están dedicando a robo y saqueo de hogares aduciendo le realización de cateos.

4. A esta hora 1:00 PM tenemos información de hay 280 prisioneros ubicados en un estadio, estilo campo de concentración, con la prohibición de que se les proporcione atención médica, agua o alimentos. Igualmente la embajada de Brasil la tienen sin energía eléctrica, sin agua y no permiten el ingreso de alimentos. Dicha embajada está sitiada por los uniformados, quienes ya tienen planes para tomarla por asalto para capturar o asesinar al presidente Zelaya. El presidente de Brasil Lula Da Silva advirtió al gobierno de facto de Honduras que si lo hacen será considerado una situación de guerra.

5. Los uniformados ya han asesinado 16 personas, más de 60 golpeados (hospitalizados) y están usando métodos de tortura sumamente cueles entre ellos provocar fracturas en los miembros superiores e inferiores, golpes con tubos metálicos o con garrotes que tienen clavos para que penetren en los tejidos de la víctima

6. No permiten los filmados a la prensa nacional e internacional ni a personas con cámaras personales so pena de ser golpeados o capturados y acusados de delincuentes, con ello logran evitar las evidencias de lo que están haciendo.

7. La represión es tan intensa que ya la población se cansó de aguantar palos desde hace 4 meses, por lo cual se están organizando en barrios y colonias al nivel nacional para hacer frente a los uniformados y a militares sin uniforme que usando pasamontañas ametrallan automóviles o personas. Ante esta situación tengo la impresión que se está iniciando una revolución con lucha armada.

8. La ONU, OEA y El Departamento de Estado de USA, están preparando acciones para encontrar una salida negociada y controlar la violación a los derechos humanos, los toques de queda que son ilegales y la censura de la información nacional e internacional.

Saludos cordiales, estimados compañeros y compañeras


(por razoes de seguranca foi omitido o nome do rementente)


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23 setembro 2009


Milhares de hondurenhos participam de marcha pró-Zelaya
Passeata que pede restituição imediata de presidente deposto se estende por dois quilômetros em Tegucigalpa

TEGUCIGALPA - Milhares de hondurenhos marcharam nesta quarta-feira, 23, em Tegucigalpa pedindo a restituição imediata do presidente deposto, Manuel Zelaya, que encontra-se na Embaixada brasileira desde segunda-feira. A passeata, segundo os dirigentes da Frente Nacional de Resistência contra o golpe, se estenderia por pelo menos dois quilômetros - saiu da Universidade Pedagógica, no leste da capital, e tinha como destino a sede das Nações Unidas, no centro, informou a agência France Presse.

Charge do Bessinha