19 setembro 2009

São Paulo corta gastos sociais mesmo com R$ 3 bilhões no banco
Ao mesmo tempo em que a cidade vem sofrendo cortes orçamentários em serviços essenciais, a Prefeitura de São Paulo --comandada pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), apadrinhado do governador José Serra -- tem mais de R$ 3 bilhões no banco. Em julho, esse era o valor depositado em contas bancárias e investido em aplicações como CDBs e cadernetas de poupança.
Desde o mês passado, foram cortados 20% da verba da varrição de ruas, 10% na coleta do lixo e 12% na Saúde, além de suspensão de parte das merendas nas creches e congelamentos em várias secretarias, anunciados por causa da crise financeira.

Apesar dos cortes, o governo municipal aumentou em R$ 2,5 milhões, neste mês, a verba para publicidade (com intenção de gastar R$ 80 milhões até o fim do ano) e, em maio, já havia elevado de R$ 524 milhões para R$ 600 milhões os recursos reservados a subsídios para viações de ônibus que operam na capital, de modo a cumprir a promessa eleitoral de manter a tarifa em R$ 2,30 até dezembro. Para essa última operação, inclusive, foram usados recursos retirados das aplicações.

Apesar dos cortes, desde dezembro de 2008, último ano da gestão Serra/Kassab, a julho deste ano, sétimo mês do atual governo Kassab, o volume de dinheiro depositado em bancos aumentou mais de R$ 400 milhões - de R$ 2,6 bilhões para os atuais R$ 3 bilhões -, principalmente por causa da renda com juros das aplicações.

Esse dinheiro corresponde ao superávit (sobras) de orçamento. Foi acumulado pela Prefeitura desde o fim da gestão Marta Suplicy (PT), em 2004, e é aplicado no mercado financeiro para reforçar o cofre municipal. No início do ano passado, o volume superou R$ 5 bilhões, mas foi reduzido à metade no fim de 2008, ano eleitoral.

Os recursos acumulados servem como reserva para uso em situações emergenciais, de acordo com explicações dadas pelo secretário municipal de Planejamento, Manuelito Magalhães Jr., no fim do ano passado. Parte, segundo ele explicou à época, fica vinculada a "restos a pagar" de gestões passadas. Porém, sempre há pelo menos R$ 1 bilhão livre do total que existe nos cofres.

Ontem, a reportagem solicitou à Secretaria de Planejamento uma explicação sobre o porquê de o dinheiro não ser usado para cobrir as despesas que tiveram de ser cortadas. Porém, a secretaria se limitou a informar que o secretário não daria explicações.

As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Não pense caro leitor que Kassab desistiu da idéia maléfica de tirar uma das refeições das crianças. Ou o café da manhã ou o jantar. Leiam o que diz Kassab e seu amestrado secretário de maldades:


Secretário culpa imprensa por recuo em corte de merenda
DA REPORTAGEM LOCAL
O secretário de Educação de São Paulo, Alexandre Schneider, culpou a imprensa pelo recuo na decisão de cortar uma refeição da merenda das creches.
Em texto publicado em seu blog, Schneider afirma que, "ao qualificar a readequação alimentar como uma medida econômica, os jornais despertaram medo e indignação entre pais e até mesmo em alguns funcionários da rede".
"Voltamos atrás. Esta é a expressão correta para a decisão que tomamos neste dia. Decisão difícil? Não. De forma alguma. Foi uma decisão tomada com muita tranquilidade", diz em parte do texto.
Com o corte noticiado pela Folha anteontem, cada creche teria de optar por retirar o café da manhã ou o jantar das crianças -60 mil seriam afetadas. No mesmo dia, a secretaria anunciou o recuo.
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) nega o recuo. "O secretário não voltou atrás. Ele suspendeu [a medida] para que estudos fossem feitos com bastante profundidade, para que a decisão a ser adotada seja de amplo conhecimento da cidade."


Estado brasileiro e a Petrobras reforçam seu controle sobre a produção de petróleo


Jean-Michel Bezat
A companhia nacional do petróleo brasileiro se tornou, em alguns meses, uma das cinco maiores capitalizações mundiais. A razão dessa disparada na Bolsa é simples: em 2007, a Petrobras descobriu a 200 km da costa do Rio de Janeiro e de São Paulo, em uma zona tão vasta quanto o golfo do México e a 6 mil metros de profundidade, jazidas que farão do Brasil um grande produtor do ouro negro em 2020. "Nós produziremos então 3,9 milhões de barris por dia e de 5 a 7 milhões, se contarmos o gás", explica ao "Le Monde" seu presidente, José Sergio Gabrielli. Ou seja, mais da metade da produção russa ou saudita atual.
José Sergio Gabrielli (esq.), ao lado do presidente Lula, posa para foto com operários da Petrobras, na região da bacia de Campos (setembro de 2008)
A principal empresa do Brasil investirá US$174 bilhões (R$ 315 bilhões) até 2013. Com US$ 31 bilhões de créditos bancários (Brasil, EUA, China, França...) e um preço médio do barril em torno de US$ 65 no período, "teremos à disposição financiamentos necessários para os próximos cinco anos", explica Gabrielli, que viaja pela Europa e Ásia para convencer os fornecedores a investirem no Brasil, desde parapetroleiras (Technip, Saipem...) até especialistas em alimentação (Sodexo...).
O Brasil poderá somar 50 bilhões de barris aos 14 bilhões que ele já possui. Reservas que o aproximariam do Kuait ou dos Emirados Árabes, ainda que seu óleo bruto seja mais difícil de bombear. Mas Gabrielli lembra que o off-shore profundo não tem mais segredo para a Petrobras, que já produz 23% do petróleo em águas profundas, bem à frente da ExxonMobil, com 14%.
Ele indica que 104 bilhões irão para a exploração e produção "para aumentar as capacidades de extração", 43,6 bilhões para a refinação, a petroquímica e a distribuição de combustíveis, 2,8 bilhões para os biocombustíveis, 23 bilhões para a produção de eletricidade a partir das centrais de gás, 16 bilhões para o desenvolvimento internacional, cuja maior parte seria nos Estados Unidos.
Brasília não tem a ambição de se tornar um grande exportador de petróleo até 2020, prevê Gabrielli, que indica que ele estará "mais centrado no Brasil". Somente 600 mil barris dos 3,9 milhões serão exportados, uma vez que o país prefere transformar seu óleo cru, colocando em funcionamento cinco novas refinarias. O aumento da produção brasileira, portanto, não modificará o equilíbrio do mercado, nem as questões geopolíticas. "O presidente Lula disse que o Brasil não quer integrar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep)", diz o diretor da Petrobras.
Essas jazidas escondidas sob uma grossa camada de sal são um "passaporte para o futuro", se empolgou Luiz Inácio Lula da Silva, em 31 de agosto, ao apresentar sua reforma da Lei do Petróleo. Ela reforça o controle do Estado e da Petrobras sobre a exploração das novas jazidas. Elas serão propriedade do Estado, e não mais das companhias através de concessões (sistema que só existe no Canadá, nos EUA e no Brasil). Única operadora de todos os projetos, a Petrobras terá no mínimo 30% da receita das zonas exploradas pelos grupos estrangeiros.

"Maldição"
A reforma, que deve ser aprovada pelo Congresso até dezembro, prevê também a criação da Petrosal, uma entidade encarregada de zelar pelos interesses do Estado nas negociações com as companhias e pelo bom uso da reserva petrolífera. Um "fundo social" será criado: inicialmente dedicado à luta contra a pobreza, à educação e à infraestrutura, ele recebeu outras missões (novas tecnologias, projetos industriais, cultura...).
Essa legislação não agrada muito às companhias estrangeiras. Se a lei é agora menos favorável a essas grandes empresas, diz Gabrielli, é porque seus riscos são menos elevados, uma vez que o esforço de exploração consentido por seu grupo resultou na descoberta de enormes quantidades de hidrocarbonetos. Entretanto, elas terão mais segurança jurídica do que na Venezuela. "No Brasil", ele ressalta, "a tradição não é romper contratos".
A aposta petroleira é considerável, para um país que deve buscar seu desenvolvimento ao mesmo tempo em que reduz a pobreza (quase 20% dos habitantes). E se proteger, segundo Lula, da "maldição do petróleo" que empobreceu a população de certos países produtores.
Líder do governo diz que Brasil terá salto na industrialização com pré-sal
O líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS) (foto), afirmou hoje (18) que o conjunto de projetos de lei do Executivo sobre um novo marco regulatório para a exploração do petróleo do pré-sal poderá garantir ao País um salto no processo de industrialização e de geração de empregos. Segundo Fontana, o novo processo decorrerá da política de incentivo à produção de equipamentos petrolíferos em território nacional e da instalação de novas plantas petroquímicas.

"Vamos ampliar a base petroquímica nacional, o número de refinarias e preparar o Brasil para exportar derivados do petróleo, e não petróleo cru", comentou o parlamentar.

Ele enfatizou que os recursos oriundos da exploração do óleo e do gás do pré-sal vão permitir a criação do que chamou de "superpoupança nacional", que é o Fundo Social.

O líder explicou que o fundo vai assegurar fluxo contínuo e controlado de injeção de recursos na economia nacional.

Fontana sublinhou a importância da gestão dos recursos para evitar que cheguem a um volume que provoque a desindustrialização do país, como já aconteceu com outros grandes exportadores de petróleo. O Fundo Social vai garantir também a implementação de programas de combate à pobreza e ações nas áreas de educação, meio ambiente, ciência e tecnologia.

Diante da natureza estratégica das mega jazidas do pré-sal, Fontana criticou o governo Fernando Henrique Cardoso (1995- 2002) por ter vendido 60% das ações da Petrobras. Segundo o líder, seria melhor o País ter mantido a estatal como uma empresa puramente nacional e estatal. " Entendo que foi cometido um equívoco histórico no momento em que o Brasil vendeu 60% das ações da empresa", frisou o líder.

Fontana lembrou que a estatal tem participação substantiva no Produto Interno Bruto. "Uma empresa com esse caráter estratégico deve ter um controle nacional maior, porque atende a interesses do País em momentos mais difíceis, como o que enfrentamos agora, com a forte crise econômica mundial".

Ao contrário do governo FHC, que pensou em ir mais longe no processo de privatização da Petrobras e até ameaçou mudar o nome da empresa para Petrobrax, o governo Lula quer fortalecer a estatal. Entre os projetos enviados pelo governo ao Congresso, um deles confere um novo papel à Petrobras, que terá uma participação central na exploração do pré-sal.

Fontana defendeu a mudança de modelo, de concessão para partilha, já que no pré-sal é baixíssimo o risco exploratório e alta rentabilidade. " Para se ter ideia, dos 31 poços que a Petrobras perfurou - sozinha ou em empresas que é parte importante com outras empresas na área do pré-sal - 87% deram resultado positivo. "Na indústria do petróleo em algumas áreas se trabalha com índices de sucesso de 20%, por exemplo. Isto mostra a diferença do que estamos falando". Pela partilha, a União fica com pelo menos 75% do petróleo extraído.
http://www.ptnacamara.org.br/
Número de pessoas sem trabalhar é o menor desde 2003, aponta Pnad
O número de pessoas sem trabalho no país caiu 1 ponto percentual de 2007 para 2008. A taxa de desocupação passou de 8,1% para 7,1%, atingindo o menor nível da série histórica, iniciada em 2003. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), a População Economicamente Ativa (ocupados e desocupados) foi estimada em 99,5 milhões de brasileiros no ano, sendo que 92,4 milhões estavam ocupadas durante a pesquisa, em setembro, representando crescimento de 2,8% na comparação com 2007.
A população em idade de trabalhar (População em Idade Ativa), pessoas a partir dos 10 anos, chegou a 160,6 milhões de pessoas em 2008, marcando crescimento de 1,7% de um ano para o outro.
Entre os ocupados, mais da metade eram empregados (58,6%), 7,2% (6,6 milhões) domésticos, 20,2% (18,7 milhões) autônomos, 5% (4,6 milhões) não remunerados, 4,4% (4,1 milhões) trabalhavam para o próprio consumo e 0,1% (1 milhão) na construção para o próprio uso. Eram empregadores 4,5% (4,1 milhões) do total.
A região onde a população ocupada mais cresceu foi a Norte, com taxa de 4,2% de 2007 para 2008. Isso representa avanço para 6,9 milhões de pessoas com trabalho. No período, o Sudeste concentrou a maioria dos ocupados no país, 39,4 milhões de pessoas. Já a desocupação ficou acima da média nacional no Nordeste (7,5%), no Sudeste (7,8%) e no Centro-Oeste (7,5%). Na Região Norte foi de 6,5% e no Sul, 4,9%.
Entre os grupos de atividade, o setor agrícola concentrou o maior número de ocupados (17,4%), seguido pela indústria (15,1%) e do comércio (17,4%).
Petistas criticam oposição por emendas antinacionais aos projetos do pré-sal
Parlamentares do PT criticaram nesta sexta-feira (18) as emendas de deputados da oposição aos quatro projetos do pré-sal que reduzem o papel da Petrobras na exploração do petróleo na nova fronteira energética. Segundo os petistas, a principal característica das proposições é que elas têm conteúdo antinacional e reproduzem as propostas do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). Segundo o deputado Pedro Eugênio (PT-PE), a entidade representa interesses privados multinacionais.

No novo modelo proposto pelo governo, confere-se um novo papel à Petrobras na exploração do pré-sal e ainda institui-se o sistema de partilha, pelo qual a União detém o controle das reservas de óleo."Com essas emendas, a oposição revela-se totalmente como defensora dos interesses estrangeiros no Brasil", acusou Pedro Eugênio. "O foco principal da discussão é sobre como usar esses recursos naturais estratégicos, mas a oposição vem com a mesma agenda privada que orientou o governo FHC que quebrou o monopólio estatal do petróleo e ainda vendeu dois terços das ações da Petrobras", completou o parlamentar.

Para o deputado André Vargas (PT-PR), a iniciativa da oposição mostra claramente a diferença de projeto para o País. "Enquanto o governo propõe projetos para a exploração do pré-sal que contemplam os interesses do povo e do Estado brasileiro, com o uso desses recursos finitos para darmos um salto no desenvolvimento econômico e social, a oposição segue ainda uma lógica neoliberal, em defesa de interesses sobretudo multinacionais", comentou Vargas.

Segundo o deputado, a denúncia de que a oposição está defendendo interesses representados pelo IBP apenas confirma a necessidade de aprovação dos projetos do governo com a manutenção de sua estrutura dorsal. Ele acrescentou que fica evidente os interesses dos defensores da privatização e do Estado mínimo, seguidores da cartilha tucana. "A oposição quer a transferência de recursos naturais para o exterior a qualquer custo", disse.

O deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) disse que é importante discutir todas as propostas, mas reafirmou a expectativa de que os projetos do governo sejam mantidos com sua estruturação central. "O importante é que o Congresso decida o que vai ser melhor para o Brasil. Na minha opinião, os projetos enviados pelo governo Lula contemplam os interesses do povo brasileiro", comentou o parlamentar.

O prazo para apresentação das emendas aos quatro projetos do pré-sal termina à meia noite desta sexta-feira. Até ontem, 742 emendas já haviam sido apresentadas. Desse total, 318 referem-se à proposta que troca o sistema de concessão, estabelecido em 1997, pelo de partilha na exploração de petróleo. A maioria ataca o monopólio da Petrobras no novo sistema, poucas mantêm o regime de concessão criado no governo passado.

O jornal Valor Econômico informou que o IBP decidiu apresentar, por meio dos partidos, 13 emendas às propostas do governo. O isnituto prefere o atual regime de concessão. Mas na impossibilidade de os projetos serem rejeitados pelo Congresso, atua para mudar as regras estabelecidas e atender melhor seus interesses. O IBP é contra o monopólio da Petrobras como operadora do pré-sal e os poderes atribuídos ao comitê gestor da Petrosal, no qual o governo não só terá a metade como também poder de veto sobre as decisões. A votação dos projetos em plenário está prevista para o dia 10 de novembro.
http://www.ptnacamara.org.br/

18 setembro 2009

DN propõe mobilização petista em defesa do pré-sal e da soberania nacional
Resolução política aprovada pelo Diretório Nacional do PT nesta quinta-feira (17) propõe a mobilização de todo o partido, articulado com os movimentos sociais, em defesa do marco regulatório para o pré-sal enviado ao Congresso pelo presidente Lula.
“Por trás dos ataques da mídia conservadora e da oposição de direita, está a disputa pelas riquezas nacionais. Para eles, são trilhões de dólares que estão em jogo. Para nós, é o futuro do povo brasileiro”, diz um trecho da resolução.

O documento também analisa a resposta da economia brasileira frente à crise internacional, concluindo que as políticas estruturais do governo, como o fortalecimento dos bancos públicos, a ampliação dos programas sociais e a valorização do salário mínimo, têm sido fundamentais para a recuperação do país.

A resolução defende ainda a reforma política, a atualização dos índices de produtividade da terra e a aprovação do Plano Nacional de Cultura, entre outros temas, além de determinar o início imediato da construção do programa de governo para 2010.

Leia a íntegra:
Resolução política - DN de 17 de setembro

1. O principal destaque de um período com diversas notícias positivas para os interesses democráticos e populares foi o crescimento do PIB em 1,9% no segundo trimestre de 2009 e a criação de 680 mil novos empregos formais até agosto deste ano.

2 - As notícias positivas envolvendo o Brasil seguem contrastando com a situação internacional. A crise econômica mundial ainda provoca efeitos negativos em vários países do mundo, em especial nos Estados Unidos e na Europa. Queda da produção, retração do mercado de trabalho, queda da renda interna e do comércio internacional são indicadores de que a crise continua a impactar o desempenho econômico de muitas regiões do planeta. Apesar disso, os organismos internacionais, o sistema financeiro e importantes governos retardam ou até mesmo ignoram a necessidade de adotar medidas estruturais contra as causas da crise. Enquanto isto, no Brasil, os dados econômicos confirmam os efeitos benéficos e estruturantes das políticas adotadas pelo governo Lula. O PAC, o programa Minha Casa, Minha Vida, a ampliação do bolsa família, o aumento real do salário mínimo, a redução da meta de superávit primário, as reduções da taxa SELIC e a atuação dos bancos públicos viabilizaram o dinamismo econômico, a despeito da queda das exportações.

3 - O lançamento do marco regulatório do pré-sal repõe o debate essencial: as opções estratégicas colocadas para o Brasil e o papel do Estado. Decorridos quase sete anos de governo Lula, depois dos doze anos de neoliberalismo, este confronto entre projetos adquire contornos cada vez mais compreensíveis para largas parcelas do povo brasileiro. A própria descoberta das reservas do pré-sal, e muitas outras de petróleo e gás de menor profundidade, só foi possível a partir da retomada dos investimentos e do apoio decidido do governo Lula à estatal. Hoje, com as novas riquezas mapeadas, o Brasil tem o direito e o dever de decidir como empregará esses recursos naturais para um salto planejado rumo ao futuro, optando por políticas públicas e sociais compatíveis com a sociedade que queremos construir.

4 - É pedagógica, neste sentido, a reação dos setores conservadores ao discurso feito pelo presidente Lula no ato de lançamento do marco regulatório. Alguns editoriais, comentários e análises da oposição de direita não fazem mais do que retomar o discurso neoliberal, que ajudou a levar o mundo à crise financeira e econômica. Por isto mesmo, o PT tratará da questão não apenas como a tramitação legislativa de um projeto técnico, mas como um vetor simbólico do embate entre o projeto democrático popular, que combina soberania nacional, integração continental, inclusão social e participação popular, contra o projeto do Consenso de Washington, que vigorou no Brasil até 2002.

5 – Outras noticias positivas destacam-se neste período:

a) confirmação do ajuste real para os aposentados de todas as faixas a partir de 2010;

b) aprovação da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais na comissão especial que analisou a proposta;

c) a liderança do Banco do Brasil no ranking dos bancos, mesmo operando com taxas de juros mais baixas e ganhando mais na concessão de crédito do que na especulação;

d) a difusão da lei do microempreendedor individual, que possibilitará a formalização, na Previdência, na Receita e no acesso ao crédito, de milhões de pequenos empresários;

f) o desfecho favorável das negociações do governo com o MST, em especial em torno da adoção de novos índices de produtividade da terra;

g) a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial na Câmara dos Deputados e a reunião do presidente Lula com a CONEN, Coordenação Nacional de
Entidades Negras;

h) clareza estratégica com que vem sendo conduzida a re-aparelhamento das Forças Armadas brasileiras e o importante debate a cerca da política de Defesa Nacional;

i) pelo papel importante desempenhado pelo Brasil na defesa da integração latino americana;

h) firme posição adotada pelo Governo brasileiro contra a existência de bases militares operadas pelas forças armadas dos Estados Unidos na selva colombiana.

6. Incapaz de contestar este ambiente econômico e social positivo, a oposição articulou uma ofensiva político-midiática, com destaque para a chamada “crise do Senado”. A partir de fatos reais, decorrentes de gestões patrimonialistas, nepotistas e fisiológicas, nas quais PSDB e DEM têm grande responsabilidade, a oposição trabalhou para criar atrito entre as bancadas do PT e do PMDB, bem como para afastar o presidente do Senado, com a clara intenção de colocar um tucano na direção da casa, ainda que por duas ou três semanas. A orientação da direção partidária e a atuação dos petistas no Conselho de Ética contribuíram para desmontar a estratégia oposicionista.

7. O PT defende a completa apuração e punição dos culpados por toda e qualquer ilegalidade, inclusive quando cometida por senadores da oposição, cujas malfeitorias são tratadas com cínica tolerância pela mídia. Ao mesmo tempo, o PT lembra que não haverá “ética na política” sem reforma política, que estabeleça o financiamento público de campanha e o voto em lista. No caso específico do Senado, o PT defende o fim do poder revisor, o fim da figura do suplente que assume mandatos sem ter recebido nenhum voto, a adoção de mandatos de quatro anos, entre outras medidas. No bojo de uma ampla reforma política, o PT defende ainda a legitimidade da discussão sobre a extinção do próprio Senado, que ao longo de nossa história demonstrou ser uma casa conservadora, que distorce a vontade popular e que não tem sido eficaz na defesa da federação brasileira.

8. O PT atua nas difíceis condições da política brasileira, nos marcos de uma coligação de governo que inclui partidos de esquerda, centro e direita. Isto nos impõe cotidianamente escolhas difíceis, que devemos enfrentar priorizando nossa relação com os partidos de esquerda, reforçando nossos vínculos com os movimentos sociais, fortalecendo os mecanismos de participação popular e as instituições vinculadas ao combate à corrupção. Com o mesmo propósito, consideramos saudável e extremamente útil a vigilância redobrada mantida, pelos setores democráticos e progressistas, sobre cada uma das atitudes do próprio PT. Não subestimamos o efeito corrosivo que tem, sobre nós, a convivência com instituições de funcionamento tão questionável.

9. Entretanto, entender e valorizar as críticas e a preocupação externadas por setores progressistas e democráticos, não implica aceitar passivamente a hipocrisia e a demagogia presentes na crítica dos setores conservadores e direitistas. Estes setores, com dificuldades para debater programas para o país, buscam de maneira oportunista colocar a “ética” no centro do debate político. Para a grande imprensa, quando se trata de atacar o PT e Dilma, é ao acusado cabe o ônus de provar sua inocência, não estando em jogo a verdade, nem a apuração de qualquer tipo de dano ao interesse público. Enquanto isto, a mídia conservadora trata de maneira complacente a corrupção praticada no governo tucano de Ieda Crusius, no Rio Grande do Sul, objeto de recente manifestação de solidariedade cúmplice por parte da cúpula nacional do PSDB.

10. A diferença entre o projeto neoliberal e o democrático popular fica clara, também, no debate sobre a saúde pública. O PT denuncia a operação de desmonte do Sistema Único de Saúde, que está sendo levada a cabo no estado de São Paulo pelo governo Serra. Sua mais recente iniciativa foi aprovada pela Assembléia Legislativa daquele estado: trata-se da entrega a “organizações sociais” de todos os hospitais ainda operados pelo Estado, com a contratação, por tempo determinado de mais de 50 mil funcionários, que tendem a somar-se aos 200 mil terceirizados já existentes em São Paulo. Para completar este processo de precarização e terceirização do sistema público, uma emenda encomendada pela Secretaria de Saúde prevê a “venda” de 25% do atendimento aos planos de saúde privados.

11. Frente a isto, a direção do PT considera absolutamente prioritário agilizar a regulamentação da Emenda Constitucional nº 29, visando disciplinar os valores mínimos a serem aplicados anualmente por Estado, Distrito Federal, Municípios e União em ações e serviços públicos de saúde, bem como estabelecer as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas três esferas de governo.

12. Já está em curso e deverá ser concluído até o nosso IV Congresso em fevereiro de 2010, o processo de uma sistemática avaliação das mudanças no Brasil a partir de 2003, conduzido pela Fundação Perseu Abramo, a pedido da Direção Nacional. Além de um balanço real do Brasil desde 2003, evidentemente positivo, é preciso formular perspectivas de avanço com a credibilidade do que já realizamos. A validação do nosso projeto implica renovação de confiança no avanço da construção do Brasil democrático, justo e no rumo da igualdade social com sustentabilidade ambiental.

13. É fundamental, como já assinalou a Executiva Nacional, darmos passos imediatos na construção do nosso programa de governo visando à disputa de 2010. À atual direção cabe, desde agora, definir e desencadear este processo de construção do novo programa de governo em diálogo com os quadros petistas e aliados no governo, no Congresso e na sociedade, para que o seu primeiro desenho possa ser apresentado para o IV Congresso do PT. Nele devem estar inscritos um desenvolvimento vigoroso e sustentável, com ampliação dos direitos do trabalho, mais distribuição de renda, de propriedade e de poder político, vinculado a parâmetros que garantam a sustentabilidade ambiental, a ampliação e qualificação da educação, saúde, justiça, direitos humanos. Deve constar mais soberania nacional e cada vez maior presença do Brasil no mundo, para novas conquistas no desenvolvimento internacional mais equilibrado, com distribuição da renda, e na democratização das instituições internacionais. E, por certo, reiteramos, não pode faltar em nosso país o aprofundamento da democracia com participação popular e reforma política.

14. É fundamental propor aos movimentos sociais o debate sobre os rumos do Brasil. O processo de construção do programa e das alternativas políticas para a vitória em 2010 e para a construção de hegemonia na sociedade passa necessariamente por uma ampliação do diálogo e solidariedade na alaboração de um projeto comum com os movimentos sindical e popular.

15. O PT deve avançar na construção das alternativas para nos fortalecermos na correlação de forças política que será definida nas eleições de 2010. A culminância desse processo dar-se-á no IV Congresso e nos encontros estaduais que a ele se seguirão. O processo para chegar a esse momento conclusivo deve ganhar ritmo desde já e em conformidade com o objetivo central da eleição da companheira Dilma presidente da República. Essa tática compreende, simultaneamente, que não se trata de chegar a um arranjo nacional através da somatória de táticas estaduais e que não há disputa nacional sem uma forte capacidade de disputar e vencer nos estados. Por isso é preciso avançar também na construção de alternativas sólidas e unificadoras do PT nos estados.

16. Tendo em mente este conjunto de preocupações, o Diretório Nacional aprova as seguintes propostas:

a) reafirmar a reforma política como uma das prioridades do PT no debate com a sociedade;

b) mobilizar o PT para uma ampla participação na I Conferência Nacional de Comunicação;

c) constituir imediatamente o Grupo de Trabalho Eleitoral 2010;

d) constituir imediatamente a Comissão de Organização do Debate do Programa de Governo 2011-2014;

e) aprovar a metodologia de escolha de nossa candidatura à presidência da República, com base nas regras estatutárias e fixando a data de 10 de fevereiro de 2010 para a inscrição;

f) recomendar às chapas e candidaturas inscritas no PED 2009, que incluam em suas campanhas atividades públicas de debate da conjuntura e do programa de governo 2011-2014;

g) fazer do II Colóquio PT x Movimentos Sociais, nos dias 24 e 25 de outubro, um momento destacado da articulação de uma agenda comum com os movimentos sociais;

h) apoiar os esforços do governo, no sentido de honrar o compromisso assumido com o MST, de decretação dos novos índices de propriedade da terra;

i) encarregar a CEN do Partido de acompanhar os debates da Conferência de Comunicação, a tramitação da EC 29 e da CSS, bem como o debate sobre a o marco regulatório do Pré-Sal no Congresso, ajudando a orientar nossa bancada e buscando um diálogo com as contribuições do PL do Petróleo apoiado pela FUP, CUT e Movimentos Sociais;

j) apoiar no Congresso a aprovação do 1º Plano Nacional de Cultura, da lei Vale Cultura e da PEC 150/03 do orçamento, ampliando os direitos culturais dos cidadãos brasileiros;

l) o DN organizará um seminário nacional de estudo e mobilização sobre a questão do Pré-Sal, em Outubro, e recomenda que os Diretórios Regionais façam o mesmo em Novembro. Enquanto isso, o DN entrará em contato com as organizações sindicais e populares para concertar uma ampla campanha unitária pela ampliação da soberania nacional sobre as riquezas nacionais.

17. A direção nacional convida todo o Partido dos Trabalhadores a conhecer, debater e divulgar o projeto do Pré-Sal apresentado pelo governo brasileiro, articulando um campanha de envergadura em torno da bandeira "O Petróleo tem que ser nosso". Por trás dos ataques da mídia conservadora e da oposição de direita, está a disputa pelas riquezas nacionais. Para eles, são trilhões de dólares que estão em jogo. Para nós, é o futuro do povo brasileiro.
Dilma volta a defender proposta de exploração do pré-sal
Ministra-chefe da Casa Civil rebate críticas e afirma que "não há demérito em ser nacionalista"
Sandra Hahn, da Agência Estado
SAPUCAIA DO SUL - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, voltou a defender nesta sexta-feira, 18, a nova regulamentação proposta para explorar a camada de petróleo do pré-sal e disse que não há "demérito em ser nacionalista", ao responder ao que tem sido, segundo ela, uma das acusações feitas ao governo no modelo apresentado. "Agora, com o pré-sal, vêm e nos acusam: o modelo de vocês é nacionalista, é estatizante", relatou, durante discurso no lançamento das obras da BR-448, em Sapucaia do Sul, região metropolitana de Porto Alegre (RS).

"A elas (acusações), nós devemos responder o seguinte: se por modelo nacionalista é aquele que vê no pré-sal uma forma de pegar esta riqueza do petróleo e utilizá-la para a população, para o desenvolvimento do Brasil, para assegurar que o Brasil tenha, de fato, soberania sobre seus recursos naturais, sim nós somos nacionalistas", discursou Dilma. "Sobretudo porque nós achamos que não há nenhum demérito em ser nacionalista", prosseguiu, dizendo que o Brasil precisa de "patriotas", de "pessoas dedicadas a ele", que "têm responsabilidade com ele, que não pretendem alienar suas riquezas naturais".

Neste contexto, Dilma considerou que "é uma honra que nós hoje tenhamos autoestima suficiente para declarar sim, nós somos nacionalistas". A ministra também defendeu as propostas do pré-sal da qualificação de "estatizantes". Ela avaliou que as fontes do petróleo são estratégicas, pois 77% das reservas do mundo estão com estatais do setor, o que evidencia, em sua visão, que esta é uma "riqueza que dá força para o país que a controla".

Em entrevista depois de participar do evento, Dilma reiterou que o governo federal irá duplicar a BR-392 entre Pelotas e Rio Grande (RS), na região sul do Estado. Dilma já havia dito anteriormente que o governo buscava uma solução "técnica" que permitisse o investimento da União na estrada, que neste trecho é uma concessão à iniciativa privada.




Conforme a ministra, o governo esperava que o concessionário aceitasse proposta de reduzir as tarifas de pedágio. No entanto, a União decidiu começar a duplicação e o concessionário terá duas alternativas: aceitar a proposta e, desta forma, a obra passará a fazer parte da concessão, ou caso contrário, este trecho não terá cobrança de pedágio. Dilma explicou que o Tribunal de Contas de União aprovou a possível inclusão da obra na concessão.

Em discurso no evento realizado para assinar a ordem de serviço da BR-448, Dilma disse que o Rio Grande do Sul "está recebendo um dos maiores volumes de investimento", antes de listar projetos da União no Estado. Dilma citou a própria BR-448, ampliação da BR-116, prolongamento do trem metropolitano (Trensurb) de São Leopoldo até Novo Hamburgo e o incentivo à instalação de um estaleiro em Rio Grande, que receberá encomendas da Petrobrás.

"O pré-sal chegou antes ao Rio Grande do Sul", afirmou, sobre a orientação de produzir equipamentos para a indústria petrolífera no Brasil. Ela lembrou que uma plataforma já foi montada em Rio Grande e outra será feita no mesmo local. A BR-448, cuja ordem de serviço para a construção foi assinada nesta sexta-feira, terá 322 quilômetros de extensão entre Sapucaia do Sul e Porto Alegre. As obras devem demorar 30 meses e custarão R$ 824 milhões.

E O RECEIO DE ATACAR A PETROBRÁS?
Leia aqui:
http://buenomuybueno.blogspot.com/
IMPATRIÓTICOS,ENTREGUISTAS, VENDILHÕES
Prezado leitor
A oposição chia quando escrevemos que eles são impatrióticos, entreguistas, vendilhões das riquezas do Brasil. Mas vejam as propostas desses deputados do PSDB/DEM. Atentem bem a quais interesses eles servem: aos interesses das empresas estrangeiras, como a multinacional espanhola Repsol. Essa gente já tentou privatizar a Petrobras no passado, foi essa gente que apoiou a mudança do nome da Petrobras para Petrobrax na era FHC. Eles recebem os textos das emendas que apresentam diretamente das mãos das multinacionais. É como se as multinacionais legislassem no Brasil.
Esses deputados são traidores da pátria, têm de ser cassados e presos!
Leiam com atenção a matéria abaixo da FSP.
Jussara Seixas


Oposição "clona" emenda de petrolíferas
Três deputados apresentam propostas idênticas contra monopólio da Petrobras na extração de poços novos no pré-sal

Teor das propostas coincide com posição de grandes petrolíferas; deputados admitem que seguiram orientação do setor
RANIER BRAGON
FERNANDA ODILLA
VALDO CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Três deputados federais de oposição apresentaram separadamente emendas aos projetos do pré-sal que, além de coincidirem com os interesses das grandes empresas do setor petrolífero, têm redação idêntica.
José Carlos Aleluia (DEM-BA), Eduardo Gomes (PSDB-TO) e Eduardo Sciarra (DEM-PR) sugeriram em suas emendas diversas modificações às propostas do governo, entre elas uma das bandeiras das gigantes do petróleo: a de que a Petrobras não seja a operadora exclusiva dos campos.
"A previsão legal de um monopólio ou reserva de mercado para a Petrobras não se justifica em hipótese alguma", diz trecho nas emendas dos três.
O IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo), que reúne as principais empresas do setor, confirmou que procurou em Brasília lideranças de oito partidos, entre quarta e ontem, mas negou a autoria das emendas "clonadas", embora o teor coincida com o que o setor defende.
"Trabalhamos durante todos esses dias. Começamos a nos movimentar no Congresso, e de maneira institucional, porque o IBP é apartidário. Queremos tornar públicas nossas emendas para todos os partidos. Tinham partidos dispostos a acatá-las integralmente, outros estavam analisando", disse o presidente do IBP, João Carlos França de Luca, da espanhola Repsol, uma das multinacionais do petróleo.
Termina hoje o prazo para apresentação de emendas. Até ontem, 738 emendas já haviam sido apresentadas.
Eduardo Gomes admitiu que a emenda foi entregue a ele pelo setor. "Tenho contato com todas as associações, todas, o IBP, Sindicom [distribuidoras de combustível e lubrificantes], não tenho nenhum constrangimento em relação a esse tipo de auxílio", afirmou, acrescentando que os textos idênticos podem ter sido fruto de um "assessor preguiçoso". "Não tenho doação de campanha dessas empresas. Sempre tive doação no setor elétrico, voltado à área de regulação, de fortalecimento das agências reguladoras, defendendo investimento em parceria com o mercado. As emendas estão coerentes com a minha atuação".
Sciarra também diz que acatou as sugestões dos consultores do setor petrolífero. "Eu e o Aleluia fizemos o debate e pedimos para a assessoria do DEM formular as propostas. No caso do Eduardo Gomes, não sei o que aconteceu."
Aleluia afirmou que redigiu suas emendas com auxílio da assessoria do DEM e de consultores externos. "Não conversei com empresas, contei com a ajuda de consultores independentes", afirmou ele.
Segundo a Folha apurou, as emendas clonadas eram parte de versões preliminares preparadas por petrolíferas e repassadas aos deputados por consultores e representantes de empresas. As emendas entregues oficialmente aos parlamentares pelo IBP têm redação diferente, mas teor idêntico nas propostas de mudanças.
Além dos três deputados, outras emendas que coincidem com os interesses das grandes empresas foram apresentadas por outros parlamentares, como Ronaldo Caiado (GO), líder do DEM, e Arnaldo Jardim (PPS-SP), que presidirá uma das comissões dos projetos de um novo marco regulatório para o setor petrolífero enviados pelo governo ao Congresso.
Caiado disse que todas as suas emendas foram redigidas por sua assessoria, embora tenha dito que debateu o assunto com os setores afins. Jardim afirmou não ter tido tempo de analisar as emendas do IBP e que seguiu suas convicções.
"Acho legítimo que qualquer pessoa interessada nos procure para sugerir melhorias", disse Caiado. Ele apresentou emenda para permitir que a Petrobras ceda a operação de alguns campos para outras empresas petrolíferas, ideia que agrada também à própria estatal.
Além do fim do monopólio da Petrobras na operação dos novos campos, o setor privado defende, entre outros pontos, a redução do poder da Petro-Sal (a estatal que gerenciaria o novo modelo) nos comitês de exploração e o fim da exigência de que a Petrobras tenha no mínimo 30% de participação em todos os novos campos.
Dilma e as pesquisas
Marcos Coimbra - Sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
Correio Braziliense

Só Fernando Henrique, em 1997, e Lula, em 2001, lideravam e venceram, o que não aconteceu em 1989, 1994 e 2006, pois o próprio Lula perdia para Serra em novembro de 2005. Ou seja, é uma lei não confirmada pela maioria dos casos. Ou seja, não serve para nada
Há dois tipos de erro nas tentativas de deduzir das pesquisas de agora o que vai acontecer com Dilma: imaginar que ela já ganhou e achar que ela já perdeu. São erros parecidos em mais de um aspecto. O traço comum mais importante é que ambos vêm da interferência das preferências nas análises. Quem deseja que ela perca olha as pesquisas e enxerga a confirmação do que gostaria que acontecesse. Quem torce por ela vê o oposto nos mesmos resultados. O problema é que os números não dizem nem uma coisa, nem outra. Na verdade, dizem muito pouco.
Pode-se fazer malabarismos com eles, como escolher algumas eleições presidenciais passadas para elocubrar sobre o futuro. Por exemplo, para sustentar que quem lidera as pesquisas 12 meses antes de uma eleição termina ganhando — o que condenaria inapelavelmente a candidatura da ministra. Aliás, acabaria com todas as dúvidas, restando ao governador de São Paulo, José Serra, apenas mandar costurar seu terno de posse.
É, no entanto, uma hipótese desprovida de qualquer base teórica, desconhecida nos manuais de ciências sociais e de estudos eleitorais. Nossa já expressiva história eleitoral moderna tampouco a justifica, sendo centenas os casos de candidatos a prefeito e governador que ganhavam nas pesquisas feitas um ano antes e perderam as eleições.
Em três das cinco eleições presidenciais pós-redemocratização, nada de semelhante ocorreu. Só Fernando Henrique, em 1997, e Lula, em 2001, lideravam e venceram, o que não aconteceu em 1989, 1994 e 2006, pois o próprio Lula perdia para Serra em novembro de 2005. Ou seja, é uma lei não confirmada pela maioria dos casos. Ou seja, não serve para nada.
Imaginar o que vai acontecer em outubro de 2010 a partir de simples pesquisas quantitativas de intenção de voto não faz sentido. Mais: revela falta de compreensão sobre como se estrutura o eleitorado brasileiro na atualidade.
O projeto da candidatura Dilma está assentado em dois supostos fortes. De um lado, na constatação de que o maior contingente do eleitorado é, hoje, formado por “lulistas”, pessoas que votaram nele uma, duas, três ou mais vezes, muitas em todas as eleições a que compareceram. Como vimos em 2006, a quase totalidade desses eleitores votou nele e, a crer nas pesquisas, votaria de novo se pudesse. Parece que tendem a votar em quem ele apontar.
De outro lado, o projeto apoia-se nos indicadores de aprovação do governo, que sinalizam que a base do lulismo se ampliou e passou a incluir muitos não eleitores de Lula, que o consideram um bom presidente, à frente de políticas e programas que merecem ser preservados. Daí, que podem vir a temer pela sua interrupção e a aumentar a proporção dos que votariam em quem representa a continuidade.
Quem não gosta da candidatura da ministra saudou alguns resultados das últimas pesquisas. Elas registram uma estagnação de seu crescimento, logo vista como sinal de sua inviabilidade. É bom evitar julgamentos apressados, no entanto. Nada há nessas pesquisas que contrarie as premissas da candidatura, que nunca calculou que sempre cresceria. Ao contrário, se elas indicam que maus momentos para o governo (a crise do Senado, por exemplo) têm reflexo negativo, bons momentos (pré-sal, por exemplo) podem ter impacto inverso, vindo a impulsionar as intenções de voto em Dilma.
Mas erra igualmente quem avalia as pesquisas e só vê motivos para acreditar que Dilma já ganhou. Em nossa cultura política, a vasta maioria dos eleitores vota em pessoas, e não em teses. Por mais que gostem de Lula e queiram que várias coisas de seu governo permaneçam, não vão tê-lo na urna. Dilma pode subir e cair pelo mesmo remédio: a “quantidade” de Lula em sua candidatura. Bem dosado, ela cresce. Mal calculado, ela sofre. Só a campanha real vai conseguir encontrar a medida. Daqui a outubro de 2010, há tanta água para correr por baixo da ponte que dá até preguiça ouvir quem acha que sabe tudo.
Lula vai à posse de magistrado com deficiência visual e fala da luta contra o preconceito
2009“Ao discursar na noite de hoje (17), na solenidade do 33º aniversário de instalação do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cumprimentou a instituição por ser a primeira do país a ter um juiz com deficiência visual.

Com a ratificação da posse do desembargador Ricardo Tadeu Marques, Lula disse estar certo de que, a partir de hoje, com a sensibilidade de alguém que perdeu a visão, mas não a capacidade de enxergar a verdade e a justiça, as decisões do Tribunal paranaense serão mais sábias. “É a vitória não só de alguém que muito cedo aprendeu a transpor barreiras injustas, mas de cada brasileiro portador de deficiência”, afirmou.

Ao criticar o preconceito, Lula ressaltou que o desembargador é o exemplo de que é possível ultrapassar as limitações. E fez questão de citar a injustiça e o preconceito que fizeram com que o sonho de Marques em se tornar magistrado fosse adiado por uma década.

“Em 1999, o TRT de São Paulo impediu que ele fizesse a última prova do concurso para juiz alegando que um cego não poderia ler documentos, ver a expressão de réus e testemunhas”, lembrou o presidente. Segundo ele, tem tanta gente com dois olhos que não consegue tomar uma decisão justa porque não sabe fazer opções corretas.”
Matéria Completa, ::Aqui::
http://nogueirajr.blogspot.com/
TODA A MÍDIA
NELSON DE SÁ
nelson.sa@grupofolha.com.br

"Uma nação em marcha"
O francês "Le Monde" publicou, com eco nos portais brasileiros, que Lula estava certo ao "prever com ironia" que no Brasil o tsunami da crise não passaria de marolinha, "vaguelette".
O espanhol "El País" cravou o título "Brasil derrota a crise" e observou que "nem o proverbial otimismo de Lula foi capaz de prever recuperação tão rápida".
E o site MarketWatch, do "Wall Street Journal", postou uma longa análise sobre o avanço da JBS, da Petrobras, da Embraer, também da Bolsa e do PIB, citou até a Copa de 2014, para alertar que "os brasileiros estão chegando e eles estão comprando". No título, "uma nação em marcha".
Após indicação, ministros do Supremo elogiam Toffoli
Mendes afirma que nomeado é qualificado e vem "desenvolvendo bom trabalho na AGU"

Toffoli diz estar "honrado" e será substituído por ora por Evandro Costa Gama; o senador Francisco Dornelles será o relator da nomeação

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, e o ministro Carlos Ayres Britto elogiaram José Antonio Dias Toffoli, advogado-geral da União cuja indicação para o Supremo foi assinada ontem pelo presidente Lula.
"[Toffoli] é uma pessoa qualificada, tem bom diálogo com o tribunal e vem desenvolvendo um bom trabalho na AGU", disse Mendes. Mas, para o presidente do STF, "dificilmente" ele participará do julgamento da extradição do italiano Cesare Battisti, devido a prazo e "peculiaridades do caso".
Já Ayres Britto afirmou que ele tem "qualidades, condições e a minha expectativa, sem querer interferir na CCJ do Senado, é que ele tenha o nome aprovado". "Sangue novo é bom, oxigena a corte", disse.
Ontem, ao participar da posse do primeiro juiz cego do Brasil, o desembargador Ricardo Tadeu da Fonseca, 50, no Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, em Curitiba, Toffoli, declarou ter ficado "honrado", mas disse que quer aguardar sua sabatina no Senado. O relator da nomeação será o senador Francisco Dornelles (PP-RJ).
O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que Toffoli é um "sopro positivo" e "será um ministro muito importante para a República". Para o ministro, Toffoli acumula funções e qualidades que o habilitam a substituir Carlos Alberto Direito. "É advogado experiente, um advogado-geral da União brilhante."
Toffoli entra em férias a partir de hoje para se preparar para a sabatina. Lula ainda não decidiu quem será o substituto, mas estão cotados Luiz Inácio Adams, procurador-geral da Fazenda Nacional, e João Ernesto Aragonés Vianna, que fez carreira como procurador federal. Interinamente, assumirá Evandro Costa Gama, advogado-geral da União substituto.
Segundo auxiliares diretos do presidente, a escolha de Toffoli para o STF é a primeira feita por decisão pessoal de Lula. É a oitava indicação do presidente para o Supremo, composto por 11 magistrados. Lula nomeou Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Direito.
Até o fim de seu mandato, o presidente escolherá outro ministro, dessa vez para substituir Eros, que completará 70 anos em agosto de 2010 e terá de se aposentar compulsoriamente.
Toffoli será o mais jovem ministro da atual composição. Ele poderá exercer a função no Supremo até 2037. Toffoli nasceu em Marília (SP) e se graduou em direito em 1990 pela USP. É especialista em direito eleitoral e já foi professor de direito constitucional e de direito da família. O salário de ministro do STF é o mais alto do funcionalismo público: R$ 24.500.
FSP

Estrategista de Obama para a web diz que tática tem de ser adaptada para o Brasil
O marqueteiro João Santana promoveu na terça-feira um encontro em Brasília entre a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e o americano Ben Self, mentor das estratégias de campanha na internet que ajudaram a eleger o presidente Barack Obama (EUA), para tratar do uso da rede na campanha de 2010.
Self também se reuniu com o presidente do PT, Ricardo Berzoini, e com o tesoureiro Paulo Ferreira. Os petistas ouviram a experiência americana na arrecadação, mobilização de ativistas e convocação de comícios via internet.
Sob os auspícios de João Santana, a empresa de Self, a Blue State Digital, fechou uma parceria com uma empresa brasileira que atua no setor de internet, a Pepper. A primeira fase desta parceria, já iniciada, é a elaboração de um diagnóstico para o PT sobre as possibilidades de uso da internet nas campanhas. Ambas as empresas atuarão na aplicação dessas estratégias, num segundo momento.
Antes de embarcar de volta aos Estados Unidos, Self falou sobre como aplicar esses modelos no Brasil, onde o acesso à internet é bem menos pulverizado do que nos EUA, Self disse: "Eu não acredito que você possa trazer algo pronto de determinado país, implementar em outro e fazê-lo funcionar". Trata-se, segundo ele, de entender como estabelecer relações com as pessoas e usar estas relações para pedir que elas se mobilizem por sua causa. "Isso sim funciona em qualquer lugar. É a natureza humana".
A reunião com Self é parte da nova fase da pré-campanha da ministra Dilma, que nesta semana teve outros desdobramentos. Na quarta-feira à noite, Dilma se reuniu na sede do PT com cerca de 15 prefeitos do partido, para tratar da conjuntura econômica e de 2010.
Nas próximas semanas, será constituído uma espécie de comando de prefeitos petistas para traçar estratégias para a campanha da petista.
O PT em breve também formalizará um pré-comando da campanha de Dilma, com a criação do chamado Grupo de Trabalho Eleitoral.

17 setembro 2009

Para Dirceu, redução da merenda escolar é descalabro
Agencia Estado
SÃO PAULO - O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) criticou a iniciativa da Prefeitura de São Paulo de diminuir de cinco para quatro as refeições diárias servidas nas creches da Capital. Em seu blog, o petista avaliou como descalabro a redução da verba destinada à alimentação de crianças de 661 creches municipais.
Dirceu ainda destacou que os cortes orçamentários realizados na gestão Kassab representam "incompetência e má gestão pública e financeira" da prefeitura. O prefeito Kassab afirmou hoje que desconhecia a decisão da Secretaria Municipal de Educação de reduzir a verba para a merenda escolar.
O petista lembrou alguns cortes anunciados nas últimas semanas, como o contingenciamento de 20% (R$ 22 milhões) da verba de varrição e limpeza pública; o congelamento de 12% da verba destinada à Secretaria de Saúde no primeiro semestre de 2009 e a aplicação de menos de 2% da disponibilização orçamentária para a construção de piscinões na cidade. "De duas uma: ou Kassab fez um orçamento só para ganhar a reeleição ou não tem controle sobre o próprio orçamento", alfinetou.
Dirceu ainda refutou a hipótese de que a crise financeira mundial seria a responsável pelos cortes de verba da prefeitura. "Se os cortes são por causa da crise, ele (Kassab) errou e feio. Já há sinais positivos de recuperação da arrecadação (pública)."
O petista ainda alfinetou Kassab com dados do último reajuste de verba de propaganda para 2009 feito pela prefeitura. No início desta semana, o prefeito anunciou incremento de R$ 2,5 milhões em publicidade. "Pelo visto, o prefeito só não corta a verba para propaganda de seu governo", criticou.
Lula confirma indicação de Toffoli para o STF e de Múcio para o TCU
Do UOL Notícias*
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quinta-feira (17) a indicação do advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, para ministro do Supremo Tribunal Federal e do ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro (PTB), para o Tribunal de Contas da União (TCU).

Interinamente no lugar de Toffoli ficará Evandro Costa Gama, como advogado-geral da União substituto. Na vaga de Múcio ficará provisioriamente Alexandre Padilha, atual sub-chefe de assuntos federativos.

Toffoli e Múcio vão tirar alguns dias de folga. Toffoli vai se preparar para sabatina no Senado - que terá que referendá-lo no cargo. A sabatina deve ocorrer na semana que vem.

Charge do Bessinha
Confiança do consumidor é a maior desde abril de 2008

Confiança do consumidor é a maior desde abril de 2008
Agencia Estado
SÃO PAULO - A crise financeira mundial já é página virada na opinião de consumidores paulistanos. É o que mostra o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de setembro, divulgado hoje pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). O indicador subiu 4,5% ante agosto e chegou a 146,1 pontos, o maior nível desde abril de 2008 (149 pontos) - recorde da série histórica do índice. O balanço da Fecomercio-SP trabalha com uma escala de zero a 200 pontos, indicando pessimismo abaixo de 100 pontos e otimismo acima desse número.

O retorno da confiança do consumidor é atribuída por especialistas à trajetória positiva de alguns indicadores da economia. O economista da Fecomercio-SP Thiago Freitas ressaltou que as taxas de câmbio e de juros são as variáveis que mais têm influenciado a expectativa dos consumidores. "A estabilidade do câmbio, ainda com tendência de queda, e a redução dos juros são fatores que contribuem para a normalização do consumo das famílias", frisou.
'FT': Candidatura do Rio para 2016 ganha impulso
Segundo jornal britânico, disputa para sediar as Olimpíadas é apertada, mas Rio pode ter vantagem.
Estadão
- A candidatura do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016 está "ganhando impulso", segundo matéria publicada nesta quinta-feira pelo diário britânico Financial Times.

Segundo o jornal, a avaliação técnica do COI sobre as quatro cidades candidatas "não indicou nenhum vencedor claro", e "a votação do próximo dia 2 de outubro será decidida por apenas um ou dois votos, de acordo com Jacques Rogge, presidente do Comitê Olímpico Internacional".

"O Rio de Janeiro, no entanto, está ganhando impulso, apesar da noção de que sediar a Copa de 2014 poderia contar contra a cidade", diz o FT.

"Os organizadores da candidatura agora usam isso como uma vantagem, porque a cidade pode garantir que suas instalações esportivas vão estar prontas para as Olimpíadas".

O jornal diz que os pontos favoráveis da cidade incluem a beleza visual, a economia menos afetada pela recessão do que algumas das cidades concorrentes e a ambição de sediar as primeiras Olimpíadas da América do Sul.

"Contra a cidade, estão o tamanho do orçamento, a distância entre as instalações esportivas e 'os desafios de segurança pública'."

Segundo o FT, Chicago apresenta preocupações financeiras para os organizadores, e Tóquio "causou confusão no COI" ao afirmar que algumas instalações já estão prontas, quando ainda falta construí-las.

"Madri não tem qualquer dificuldade para convencer o COI de que conta com apoio público para sua candidatura, um dos pré-requisitos chave."

Mas esta é a segunda tentativa repetida da cidade, e como os Jogos de 2012 vão ser realizados em Londres, será mais difícil para o COI escolher outra cidade européia para 2016, afirma o jornal.
BBC Brasil.
Nós temos o petróleo!
Fazia tempo que o Brasil não recebia uma boa-nova como a do pré-sal. Nosso País é dono de enormes reservas de petróleo em alto-mar e de excelente qualidade. Trata-se de riqueza incomensurável, absolutamente decisiva para nossa arrancada rumo ao desenvolvimento pleno e à linha de frente das nações mais ricas do mundo.

A descoberta das reservas no pré-sal, que se localizam em extensa área que vai do litoral capixaba até quase o sul do País, vem na hora certa, sob um governo com imensa sensibilidade às questões energéticas quanto às potencialidades e carências do Brasil nessa área, e no momento exato em que no cenário econômico internacional todos reconhecem a impressionante competência, a seriedade e o inegável sucesso da Petrobrás, uma das maiores empresas do mundo.

O pré-sal é um divisor de águas na história de nosso País. Existe um Brasil antes dele: lutador, superando suas deficiências, buscando sua auto-suficiência, elaborando políticas energéticas sustentáveis, acreditando no corpo funcional espetacular que faz da Petrobras um dos símbolos de nossa pujança e da força criativa de nossa gente. E agora há a certeza de que, dentro de muito pouco tempo, teremos um Brasil ganhador, muito mais poderoso no mercado internacional do petróleo, gerando riquezas e ascendendo econômica e socialmente lastreado em um potencial gigantesco e explorado de forma eficiente e correta por uma estatal que a nós todos orgulha.

Esse momento é singular, fecundo e definitivo. As grandes nações e seus povos têm uma relação quase simbiótica com o seu potencial energético. Todo desenvolvimento carece de uma base sólida no setor, possibilitando a expansão industrial, o fornecimento de energia elétrica, de gás e de combustível para a sociedade e seus agentes desenvolvimentistas. Em verdade, o Brasil é terra vocacionada para o progresso e o destino de sua gente é a riqueza e a felicidade. Vivemos sobre um solo generoso e farto, avançando a passos largos para a realização de nossos sonhos de progresso, democracia e justiça social. Com energia, meus amigos, esse projeto é ainda mais exequível e palpável.

Monteiro Lobato, nosso genial escritor, não só criou personagens que ganharam o coração de nossas crianças e embalaram seus melhores sonhos. Ele, ainda na década de 30, qual um profeta pregando no deserto, garantia a existência de petróleo em nosso vasto território. Enfrentou a descrença e a zombaria dos que, como ainda hoje o fazem, insistiam em negar a monumental riqueza de nosso subsolo e de nosso mar.

Na virada dos anos 40 para a década de 50, impulsionado pelo formidável movimento popular em defesa da criação da uma empresa estatal de petróleo, quando o povo foi às ruas mostrando que “o petróleo é nosso!”, Getúlio Vargas, com a visão e a coragem que o eternizaram definitivamente no coração dos brasileiros, criou a Petrobras. Foi uma campanha com a mesma dimensão das “Diretas Já”, que restabeleceu a democracia no Brasil. Donas de casa, trabalhadores, empresários, estudantes, imprensa e sindicalistas ganharam as ruas em torno do ideal da nossa autossuficiência energética.

Os únicos contrários eram pessoas entreguistas no Brasil que, a mando das grandes companhias de petróleo conhecidas como “sete irmãs” – Standard Oil, de Nova Jersey (Esso), de Nova York (Mobil), da Califórnia (Socal), Royal Dutch Shell, Anglo-Persian, Texaco e Gulf Oil –, não queriam que o Brasil fosse um país desenvolvido.

O Brasil sempre foi um grande exportador de carnes, minérios, manufaturados, dentre outros produtos. Se temos as terras mais férteis para o cultivo de todo tipo de alimento, com incrível potencial de produção de cana-de-açúcar, agora nos preparamos para um papel de destaque como futura potência exportadora de petróleo. Já somos pioneiros na utilização do etanol, que é referência internacional de energia renovável e, juntamente com o petróleo brasileiro, alavancará ainda mais o desenvolvimento da nossa nação.

Hoje os olhos do mundo estão voltados para essa fonte de energia que o Brasil se prepara para explorar de forma responsável. Poucos são os países com as reservas que passamos a acumular com a descoberta e exploração do pré-sal.

O Brasil caminha a passos largos para se tornar um grande potência na produção petrolífera. O anúncio de um novo marco regulatório para exploração do óleo e do gás na camada do pré-sal, mais do que garantir o indispensável controle do Estado sobre o patrimônio nacional – sim, o petróleo é, de fato, nosso –, vai propiciar aos brasileiros uma gama de investimentos advindos dessa nova fonte de recursos. Foram 30 anos de pesquisas até a descoberta do pré-sal, com perspectiva de reserva de bilhões de barris de petróleo, e a riqueza gerada deverá ser investida em projetos sociais e econômicos que transformem a vida dos brasileiros e mudem o panorama de nosso País para muito melhor. Não houve um único país produtor que não tenha apresentado destacados avanços no panorama humano, social e econômico.

Sem dúvida alguma, a exploração do pré-sal apontará um novo rumo para o País. Os recursos, investidos de forma correta, irão alavancar o País em importantes áreas, acelerando nosso passo rumo ao primeiro mundo. O governo federal, que tem se empenhado sobremaneira em defesa dessa nova riqueza econômica, deverá garantir nossa soberania sobre ela, promover mudanças significativas na estrutura do Estado e financiar um novo projeto de Nação, progressista, moderna e justa. Particularmente defendo os royalties para a educação e a saúde: um salto de qualidade no ensino brasileiro é o passaporte para que o nosso País avance e vislumbre um futuro cada dia mais promissor, com investimentos na juventude, excluindo de vez o analfabetismo e aumentando o nível de escolaridade, assim como uma nova e moderna política de saúde, com medicina preventiva, milhares de novos hospitais em todo o território nacional, profissionais bem pagos e grandes investimentos em pesquisas.

Um novo marco regulatório também vai corrigir graves distorções da lei do petróleo, aprovada na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e fazer valer a Constituição Federal ao manter o petróleo nas mãos do povo brasileiro. O governo Lula está preparando um novo marco para a diminuição das desigualdades sociais, garantindo a soberania do País.

Ao longo de mais de meio século, a Petrobras mostrou sua competência, descobriu muito petróleo, tornou-se respeitada em todo o mundo, dominou impressionante tecnologia na exploração em águas profundas, passou a figurar entre as maiores empresas do planeta, formou um corpo profissional dos mais brilhantes e conseguiu a autossuficiência. Tudo isso com renovadas vitórias com a recente descoberta do pré-sal. Trata-se da maior empresa brasileira, possui equipamentos, plataformas e refinarias de altíssima qualidade e tecnologia de ponta.

O novo marco regulatório para a exploração do petróleo, com a criação de um Fundo Social, tem o objetivo de combater a pobreza e a desigualdade social. Algo que já foi feito em outros países, como a Noruega. Esses recursos, com certeza, serão aplicados em comum acordo com a sociedade brasileira. Vale ressaltar que os projetos do governo federal não deixam dúvidas de que a União vai manter o petróleo em nossas mãos, sem xenofobia, realizando parcerias com a iniciativa privada, acolhendo o capital responsável e realizador. A criação da Petro-sal, essencial para administrar e ter voz ativa nas decisões acerca desse valoroso bem, é decisão histórica e garantirá competência, eficácia, e, acima de tudo, transparência nas ações e no manejo dos recursos obtidos na exploração dessa imensa jazida.

Vivemos um momento histórico e decisivo. Estamos caminhando para superar o subdesenvolvimento e as injustiças ainda existentes. O Brasil chega a passos largos para ser um País justo, soberano e potencialmente rico, pelo qual o povo brasileiro fez por merecer.

Delúbio Soares é professor

www.delubio.com.br





Marco Maciel manteve presidiário recebendo salário do Senado
Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em BrasíliaO funcionário que recebeu salário do Senado Federal mesmo durante o período em que ficou preso trabalhava no gabinete de Marco Maciel (DEM-PE). A informação foi confirmada na noite desta quarta-feira (16) pela assessoria de imprensa do parlamentar.

"Aqui um encobre o outro", afirma Virgílio durante nova discussão com Renan
crise no Senado voltou a dar o ar da graça no plenário nesta quarta-feira (16). A discussão envolveu novamente os líderes do PSDB, Arthur Vírgílio (AM), e do PMDB, Renan Calheiros (AL). Hoje, o tucano cobrou de Calheiros que revelasse o nome do senador que teria mantido um presidiário recebendo salário do Senado Federal durante dois anos. A acusação havia sido feita pelo peemedebista também durante a sessão desta terça



A denúncia foi feita pelo líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), no plenário do Senado, na terça-feira (15), durante a votação da reforma eleitoral. No entanto, ele não revelou o nome do senador envolvido no episódio.

O assunto voltou ao plenário nesta quarta-feira, quando o líder tucano, Arthur Virgílio (AM), exigiu que o peemedebista revelasse o nome do senador que teria mantido o salário do servidor preso.

"Eu acho que é dever do senador Renan Calheiros, sob pena de prevaricação, declinar o nome do senador. Temos que começar a aclarar as coisas, porque é um absurdo que alguém mantenha um presidiário vivendo à custa do Senado", disse.


Arthur Virgílio deu com o burro na água. Tentou acertar o Renan Calheiros, e deu um golpe certeiro no ex vice presidente de FHC, Marco Maciel do DEM. Muito interessante, e muito divertido



Lula teve 'visão correta' ao falar que crise era 'marolinha', diz 'Le Monde'
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma visão "bastante correta" ao dizer, no ano passado, que a crise no Brasil provocaria apenas uma "marolinha", diz artigo publicado no jornal francês Le Monde nesta quinta-feira.

O diário argumenta que a recessão no Brasil durou apenas um semestre, citando o aumento de 1,9% do PIB no segundo trimestre de 2009, após queda nos dois trimestres imediatamente anteriores, além da recuperação da Bolsa de Valores de São Paulo e do real.

"A rápida recuperação do Brasil demonstra a precisão da estratégia adotada pelo governo e concentrada no apoio do mercado interno. As reduções de impostos a favor das indústrias de automóveis e de eletrodomésticos mantiveram as vendas nestes nestes dois setores cruciais", afirma o jornal, lembrando ainda que a confiança do consumidor brasileiro jamais chegou a ser abalada.

No artigo, intitulado "A retomada do crescimento mundial se baseia nos Brics", o Le Monde traça o panorama econômico dos países do grupo - Brasil, Rússia, Índia e China - um ano após a queda do banco Lehman Brothers, considerada o marco da atual crise financeira global.

Outros países "É para os grandes países emergentes que se direciona hoje a esperança de que a fase de recuperação do nível de vida vai se acelerar. E que seus modelos de crescimento, até hoje essencialmente baseados nas exportações, vão progressivamente dar lugar a um novo modelo de desenvolvimento, garantindo mais importância à demanda interna", diz o jornal.

Sobre a China, o Le Monde afirma que a previsão de crescimento de 8% para o PIB de 2009 deve ser atingida, mas ressalta que o modelo econômico do país favorece o investimento em detrimento do consumo.

O diário francês lembra que a Índia conseguiu manter um crescimento sustentado, principalmente nos setores de indústria e serviços.

Já a Rússia, tida como o país mais atingido dos Brics pela crise, também parece estar se recuperando, de acordo com o Le Monde, com um aumento do PIB nos últimos meses.
Lula diz que Brasil entrou na lista de principais países do mundo
Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (16) que o Brasil entrou no rol dos principais países do mundo. Porém, segundo ele, alguns analistas continuam a criticar as políticas governamentais.

“O país entrou no Primeiro Mundo e apenas alguns analistas não querem perceber”, afirmou, ao participar da cerimônia em comemoração aos 45 anos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), na sede do órgão.

Lula citou as conquistas de seu governo, entre elas, a redução da burocracia para recebimento de benefícios da Previdência Social. Ainda segundo ele, 1 milhão de empregos serão criados até o final de 2009.

O presidente informou que dentro de 45 dias deverá ser anunciada a política de internet banda larga para o país. E afirmou estar convencido de que o Rio de Janeiro será a sede das Olimpíadas de 2016.

De acordo com o presidente, há “unanimidade mundial” de que o Brasil é o país que está conseguindo se recuperar mais rápido da crise financeira.

No início de sua intervenção, Lula brincou dizendo que não iria ler o discurso pronto - recheado de elogios ao governo e nenhum ao Ipea - pois não faz parte do turma do “eu me amo”.

Kassab vai cortar uma refeição nas creches
Hoje, o cardápio das crianças é composto por cinco refeições diárias; gasto com alimentação cairá de R$ 2,85 mi para R$ 2,28 mi

Governo diz que corte, que começa segunda, deve-se à redução do tempo de permanência nas unidades de 12 para 10 horas por dia

GILBERTO YOSHINAGA
JORGE SOUFEN JR
DO "AGORA"

Depois de cortar 20% da verba destinada à varrição pública, a gestão Gilberto Kassab (DEM) coloca em prática uma nova redução de gastos, desta vez na alimentação das crianças matriculadas em creches administradas pelo município.
Com a mudança, de acordo com o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, o gasto médio mensal da prefeitura com alimentação nas creches será 20% menor, caindo de R$ 2,85 milhões para R$ 2,28 milhões.
A redução ocorre porque a prefeitura decidiu eliminar, a partir de segunda-feira, uma das cinco refeições do cardápio diário das crianças. O argumento é que o tempo de permanência das crianças nas creches diminuiu de 12 horas para 10 horas e foi preciso readequar o cardápio. A redução do horário foi feita em janeiro.
O corte não atinge creches conveniadas -mantidas por organizações sociais. Segundo a prefeitura, elas já vinham oferecendo às crianças o cardápio com quatro refeições.
Cerca de 60 mil crianças terão uma refeição a menos. Elas ficam nas 360 creches diretas e 301 indiretas -cujo espaço é cedido pela prefeitura, mas a administração é feita por entidades filantrópicas. A cidade possui ainda 651 creches conveniadas. Ao todo, as creches atendem a 120.499 crianças.

Escolha
O corte de uma refeição pegou de surpresa os pais. No Centro de Educação Infantil Parque Novo Mundo, na Vila Maria (zona norte de SP), eles receberam um formulário com duas opções: escolher se o filho ficará sem café da manhã ou sem jantar. O papel não podia ser levado para casa e tinha de ser respondido no local.
Conceição dos Santos Umbelino, 23, que tem uma filha de dois anos na creche, discorda do corte. "Não acredito que a prefeitura quer economizar com alimentação", disse.
"Se elas vêm de longe, não dá para cortar o café da manhã das 7h30 e dar algo para comer só às 9h. É um intervalo muito grande para crianças que, muitas vezes, saíram de casa antes das 6h", afirma a professora de pediatria da Faculdade de Medicina do ABC, Denise de Oliveira Schoeps.
No caso do fim do jantar, segundo a nutricionista Pérola Ribeiro, crianças de famílias mais carentes teriam problemas, pois fariam lanche à tarde e só comeriam novamente no dia seguinte, na creche.
"Isso poderia causar vários danos ao desenvolvimento físico", afirma. Além disso, diz ela, os cardápios precisam ser balanceados, para evitar ingestão de calorias em excesso.

É assim que Kassab pupilo do Serra, cuida das pessoas, dos mais pobres, dos mais necessitados. Isso é só uma pequena amostra do que o Serra do PSDB/DEM vão fazer com os mais pobres, mais necessitados se por uma imensa desgraça for eleito em 2010.
Além da maldade, da irresponsabilidade, esse é modo de mostrar para as elites, seus eleitores, que eles são diferente, e que podem fazer muito mais se forem eleitos. Que podem acabar com os programas sociais do presidente Lula que beneficiam milhões de brasileiros da camada social mais pobre, mais necessitada. Tirar comida da boca de crianças, absurdo!

Manifestantes picham prédio da Assembleia
DA AGÊNCIA FOLHA
Após realizar passeata, um grupo de estudantes pichou ontem paredes do prédio da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul com palavras de ordem contra a governadora Yeda Crusius (PSDB) e o deputado Coffy Rodrigues (PSDB), relator da CPI que investiga corrupção na administração tucana.
Em manifesto, eles pediram a saída de Rodrigues da relatoria. O presidente da Casa, Ivar Pavan (PT), disse que "não compactua com exageros".
Nesta semana começou a tramitar o pedido de impeachment da tucana.
Ontem, servidores públicos estaduais também protestaram contra Yeda.

16 setembro 2009

PT Paraná lança Caderno de Formação para a Juventude

No sábado (19), o Partido dos Trabalhadores do Paraná lança o Caderno de Formação para a Juventude, elaborado pela Secretaria de Formação Política. O material é um instrumento de discussão e formação para o permanente processo formativo do coletivo de militantes da Juventude.

Seu conteúdo explica desde o que é o PT, conta as histórias das lutas da juventude, e vai até as dicas de como realizar uma jornada de formação política para a juventude petista.

"Não é um livro de receitas, mas pretende mexer com vara curta na criatividade e no protagonismo de filiados e filiadas", comenta Rose Zanardo, secretaria de Formação Política do PT/PR.

Esta é a segunda publicação que a secretaria de formação política elabora este ano. A primeira foi para vereadores, intitulada Proposta de Mandato: atuação institucional.

Assessoria de Imprensa PT/PR

Manifestantes protestam contra Yeda e relator de CPI
- Agencia Estado
PORTO ALEGRE - Cerca de 500 manifestantes ligados ao Fórum de Servidores Públicos Estaduais do Rio Grande do Sul (FSPE/RS) e a movimentos estudantis promoveram hoje uma série de protestos contra a governadora Yeda Crusius (PSDB) e o relator da CPI da Corrupção, Coffy Rodrigues (PSDB). Durante a madrugada, as estátuas de Santos Dumont, em Canoas, e do Laçador, em Porto Alegre, foram cobertas por capuzes com a inscrição "Deputado Coffy nos deixa cobertos de vergonha. Está do lado da corrupção. Fora Yeda, impeachment já". Peças semelhantes também foram colocadas em outros bustos de parques e praças da capital gaúcha, mas todas foram retiradas em poucos minutos pela Brigada Militar, a polícia gaúcha.

Nas primeiras horas da manhã, os sindicalistas distribuíram panfletos na Esquina Democrática, no centro da cidade, acusando Coffy e os deputados aliados de Yeda de obstruírem a CPI, instalada há quase um mês na Assembleia Legislativa do Estado para investigar se agentes públicos participaram ou encobriram irregularidades no Detran e em licitações. A comissão já se reuniu três vezes, mas não teve quorum para votar requerimentos porque os governistas não compareceram.
Ao mesmo tempo, estudantes secundaristas e universitários marcharam do bairro Azenha até o centro da cidade pedindo o impeachment de Yeda e o afastamento de Coffy da CPI. Ao final, os dois grupos se juntaram na Praça Marechal Deodoro e entraram na Assembleia Legislativa, onde subiram até o quarto andar e ocuparam o corredor de acesso ao gabinete de Coffy.

O deputado chegou a receber dos estudantes um pedido para que se afaste da CPI. Os manifestantes ficaram no local por cerca de meia hora e depois saíram do prédio. "Pedimos uma postura adequada do parlamentar perante a opinião pública, que quer respostas para as denúncias de corrupção no Estado", relatou um dos líderes da manifestação, Rodolfo Mohr.

Coffy considerou os protestos como "normais" e chegou a desdenhar deles ao dizer que seu nome estava muito pequeno nos cartazes expostos pelos manifestantes. "Os motoristas que passavam não conseguiam nem ler", afirmou, prometendo que continuará como relator da CPI e disposto a voltar às reuniões quando a presidente da comissão, Stela Farias (PT), colocar em votação o plano de trabalho que ele elaborou. A deputada petista sustenta que acolheu 12 das 16 sugestões apresentadas pelo tucano e que a organização do trabalho é prerrogativa do presidente e não do relator.

Charge do Bessinha
CCJ da Câmara aprova legalização de bingos e caça-níqueis

Do UOL Notícias
Em Brasília


A CCJ (Comissão de Constituição Justiça e Cidadania) da Câmara dos Deputados aprovou, por 40 votos a 7, projeto que legaliza casas de bingo e vídeo-jogos, como máquinas caça-níqueis, em todo país. O projeto segue ao plenário da Câmara, onde deve ser votado antes de ser enviado ao Senado Federal.

O projeto vai contra medida do Executivo que já tratou do assunto. Em 2004, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expediu Medida Provisória que proibia a exploração de todas as modalidades de jogos de bingo e máquinas caça-níqueis no país. A proibição já existia desde 1944, mas havia exceções que liberavam jogos em casos específicos.

Cerca de 50 militantes da Força Sindical, favoráveis à legalização, estiveram presentes na sessão conturbada que aprovou o projeto. Segundo cálculos da entidade, a aprovação do projeto deve gerar 320 mil novos empregos.
"A atividade não está regulamentada, aí você incentiva a criminalidade. Veja bem o que aconteceu nos Estados Unidos: quem controlava era a máfia e agora o jogo é uma atividade econômica como qualquer outra", disse o deputado Paulinho da Força (PDT-SP).

O deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ) disse que o argumento de Paulinho não é suficiente. Segundo o deputado, a mesma lógica serviria para legalizar o tráfico humano e o de drogas.

"A aprovação significa mais corrupção e lavagem de dinheiro", disse o deputado.

O projeto aprovado prevê a cobrança de 17% sobre o faturamento bruto das casas de bingo. Segundo o relator da proposta, deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), a arrecadação deve ser próxima a R$ 230 milhões anuais.

Opositores ao projeto disseram que a alíquota é muito baixa. Segundo o relator, poucas empresas estariam interessadas em abrir negócios na área caso o imposto fosse mais alto.

O Ministério da Fazenda será responsável pela expedição de licenças e a inspeção das casas e suas máquinas.

A atual redação também diz que as casas de jogo devem "localizar-se a uma distância mínima de 500 metros de escolas regulares, públicas ou privadas, e de templos religiosos".

A proposta restringe o número de casas de bingo por cidade, estimulando a criação delas em cidades menores.

Naquelas cidades com até 500 mil habitantes, é permitido um estabelecimento para cada 100 mil. A partir de 500 mil habitantes, o máximo um estabelecimento para cada 150 mil.
Lupi: País vai gerar 1 milhão de empregos em 2009
Agencia Estado
BRASÍLIA - O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou hoje que, em 2009, serão gerados mais de um milhão de empregos formais. A projeção do ministro não mudou em relação ao que vem sendo dito nos últimos meses, após a divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Em agosto, segundo o ministério, foram gerados 242.126 empregos formais. Lupi afirmou ainda que, após a divulgação do resultado de setembro, no mês que vem, a previsão para a geração de vagas em 2009 deve aumentar. Ao ser questionado sobre porque não divulgava hoje a nova estimativa, Lupi respondeu com ironia: "Time que está vencendo não humilha o adversário." Segundo ele, os adversários são os "pessimistas".Mais otimista que outros integrantes do governo, Lupi prevê que a economia brasileira neste ano crescerá 2%. "Continuo falando sozinho nessa projeção", disse o ministro, que ironizou os analistas de mercado que projetavam queda de 2% a 3% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.