22 agosto 2009


Charge do Bessinha

Lula lança programa habitacional no Acre e exalta economia

REUTERS
RIO BRANCO - O presidente Lula esteve nesta sexta-feira em Rio Branco para lançar o programa de habitação Minha Casa, Minha Vida. Acompanhado dos ministros Márcio Fortes (Cidades) e Franklin Martins (Secretaria de Comunicação), Lula enalteceu o modelo de desenvolvimento econômico do seu governo, que contemplaria todas as regiões brasileiras.

No seu pronunciamento, Lula evitou falar de política. Citou apenas uma vez a presidenciável ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), ainda assim num contexto técnico.

Com a saída, esta semana, da senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (sem partido-AC) do PT, havia expectativa de que o assunto seria comentado por Lula. Mas o presidente preferiu valorizar a política econômica de seu governo.

"Aqui não falta mais dinheiro do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do BNDES. Antes dinheiro tinha, mas só servia para engordar o cofre de poucos, como se fosse do Tio Patinhas. Dinheiro é para gerar riqueza nesse país, para gerar crédito e investimento", destacou.

Lula pregou o desenvolvimento igualitário de todas as regiões do Brasil e disse que seu maior orgulho foi se livrar do FMI. "Passei 30 anos carregando faixa 'Fora FMI', mas quando cheguei na Presidência da Republica falei para o (então ministro da Fazenda Antonio) Palocci que um dos meus sonhos é poder falar para o FMI tchau e benção".

"Mas orgulho mesmo eu senti o mês passado quando a gente emprestou 10 bilhões de dólares para eles. Emprestamos porque o Brasil fez a proposta de que era preciso emprestar dinheiro para os países mais pobres, junto com a China e a Índia", completou.

Também presente no evento, o senador Tião Viana (PT-AC) preferiu exaltar as realizações de inclusão social do governo. Referindo-se a Lula como o "Filho do Brasil", ele afirmou que "graças a essa política assistimos à redução das desigualdades, com o benefício de milhões de pessoas. É um governo que trouxe o coração à frente".

SENADO
O ministro Franklin Martins não se furtou de falar de temas preocupantes para o PT e o governo no Congresso. Ao comentar o recuo do líder do PT no Senado, Aloisio Mercadante (SP), ele afirmou que "quem é líder partidário tem que estar preparado para tarefas desagradáveis".

Em relação à saída do senador Flavio Arns (PR) do PT, Martins ironizou: "é impressionante que ele um dia tenha entrado no PT".

No sábado de manhã, Lula segue para a Bolívia, onde se encontra com o presidente Evo Morales e uma federação de camponeses bolivianos próximos a Cochabamba.

Políticos acreanos pediram que o presidente Lula intervenha a favor de agricultores brasileiros que estão sendo expulsos da fronteira do Acre com a Bolívia.

Juíza do RS bloqueia bens de presidente do TCE e deputados
Portal Terra
“A juíza da 3ª Vara Federal de Santa Maria (RS), Simone Barbisan Fortes, determinou o bloqueio dos bens do presidente do Tribunal de Contas do Estado, João Luiz dos Santos Vargas, do deputado federal José Otávio Germano (PP-RS), dos deputados estaduais Luiz Fernando Salvadori Zachia (PMDB) e Frederico Cantori Antunes (PP), além do ex-secretário-geral de governo Delson Luiz Martini. Todos são réus por suspeitas de prática de improbidade administrativa durante o governo de Yeda Crusius (PSDB).

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou, no dia 5 de agosto, ação de improbidade administrativa contra a governadora do Rio Grande do Sul e mais oito pessoas. Na ação, os procuradores pediram o afastamento temporário dos agentes públicos de seus cargos enquanto durar o processo, mas a solicitação foi negada pela juíza. Eles foram denunciados por enriquecimento ilícito e dano ao erário.

Segundo a Justiça Federal, os réus terão seus bens imóveis e aplicações financeiras bloqueados. Além disso, enquanto durar o processo, tais réus não poderão obter aposentadoria nos órgãos públicos a que vinculados.

A medida liminar tem como base o artigo 37 da Constituição segundo o qual "os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei".
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::Aqui::


Franklin Martins diz que Lina mente sobre reunião com Dilma
RIO BRANCO - O ministro-chefe da Secretaria da Comunicação de Governo, Franklin Martins, afirmou ontem que a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira mente quando diz que foi chamada ao Palácio do Planalto pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que teria pedido para ela abreviar as investigações a respeito da família Sarney. "Ela está mentindo. Não sei a serviço de quem", disse Franklin.
A afirmação do ministro chama a atenção porque, embora procure sempre ajudar os repórteres com informações de bastidores, Franklin não costuma dar entrevistas. Mas ontem, ao acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Rio Branco, no ato de assinatura do lançamento de um programa habitacional que construirá 10 mil casas em todo o Estado do Acre, Franklin foi categórico: "Por que a Lina não diz em que dia foi esse encontro? Qual a hora? Uma pessoa que não se lembra do dia em que teve o encontro com alguém está mentindo. E quem mente acaba sendo descoberto".
A senadores da oposição Lina teria dito que o encontro com Dilma ocorreu no dia 19 de dezembro. Segundo Franklin, já foi feita uma investigação sobre esse dia e nele não houve nada. "A ministra Dilma estava no dia 19 numa reunião do Conselho de Administração da Petrobrás. À tarde, ela pegou um avião e foi para Natal gozar uns dias de férias. Nesse dia não houve o tal do encontro. Nada bate no que a ex-secretária fala", insistiu Franklin.
Lina disse que da conversa com Dilma entendeu que era para suspender as investigações sobre os Sarney, o que ela não aceitou fazer. Procurada ontem pelo Estado, Lina não foi encontrada para comentar as declarações de Franklin. Fonte: Estadão.

A FORÇA DOS BLOGS
Se havia alguma dúvida sobre a eficácia dos blogs, sobre a necessidade de uma mídia alternativa para combater a PIG, sobre a força dos blogs, isso hoje cai por terra abaixo. Desde do dia 20/08 que o blog Os Amigos do Presidente Lula está divulgando que o marido da Lina Vieira foi ministro de FHC. A mídia sabia muito bem quem era o marido da Lina Vieira assim como os senadores do PSDB/DEM. E todos se calaram fizeram cara de paisagem. Agora depois que vários blogs divulgaram "quem é, o que fez, o marido de Lina Vieira, por ter obtido a informação através do blog Os Amigos do Presidente Lula, é que a Folha de São Paulo no dia de hoje 22/08 noticia de forma tímida o que todo mundo já sabe, graças aos blogs. Aproveito para parabenizar os editores do blog os Amigos do Presidente do Lula.


A PIG ESCONDEU ATÉ ONTEM
PASSADO: MARIDO DE LINA FOI MINISTRO DA INTEGRAÇÃO DE FERNANDO HENRIQUE
Marido da ex-secretária da Receita Lina Vieira, Alexandre Firmino de Melo Filho foi ministro interino da Integração Nacional entre 1999 e 2000 no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Na época, a pasta era comandada pelo então senador peemedebista Fernando Bezerra (RN). A Procuradoria move desde 2001 ação contra Melo Filho por suposto desvio na Sudam, órgão que era vinculado à pasta
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2208200911.htm

21 agosto 2009

Bovespa sobe pelo 4º dia e tem maior pontuação em mais de um ano
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou esta sexta-feira em alta de 1,58%, aos 57.728,59 pontos, batendo o recorde do ano e atingindo a maior pontuação em 13 meses (desde 29 de julho do ano passado, quando marcou 58.042 pontos). Na semana, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) valorizou-se 1,93%. O ganho no ano é de quase 54%.As ações da Petrobras ajudaram no desempenho positivo da Bovespa, após o anúncio da descoberta de uma nova reserva de cerca de 280 milhões de barris de óleo leve. Também o preço internacional do petróleo auxiliou na valorização dos papéis da estatal petrolífera. As ações ordinárias (que dão direito a voto) da Petrobras subiram 2,04%, negociadas a R$ 40,61.
Enquanto isso, enquanto o Brasil mostra que a economia vai bombar novamente. Que Lula estava certo quando disse que o Brasil não quebrou e não vai quebrar. A oposição raivosa, virulenta, vem de Lina, a mentirosa, de CPI para servir de palanque, inventando crise e mais crise.

Charge do Bessinha
Marido de Lina Vieira foi ministro de FHC
O marido de Lina Vieira (ex-secretaria da Receita Federal), aquela que inventou uma reunião, sem data, nem hora, com a Ministra Dilma Rousseff, chama-se Alexandre Firmino de Melo Filho.
Foi Ministro da Integração Nacional do governo FHC, interino por quase um ano, no período de 20.08.1999 a 17.07.2000.
Antes de assumir como ministro, foi secretário executivo do ministério.
Alexandre Firmino é publicitário e economista. Sua agência "Dois A Publicidade" já atendeu o governo do Rio Grande do Norte (governo do PSB da base governista) e a Prefeitura de Natal (governo demo-tucano do PV, apoiado por Agripino). Também é sócio em gráfica.
Falta confirmação se trabalhou em campanhas políticas. Há boatos de que já trabalhou na campanha de um famoso senador do DEMos do Rio Grande do Norte. A confirmar.
Bons policiais sabem que para desvendar um crime que parece inexplicável, uma boa pista é a motivação.
Pois apareceu a clara motivação política para toda essa encenação.
Tudo indica que a bancada de senadores demo-tucanos conspiraram de novo, com a mãozinha de FHC e Serra por trás desse teatro todo.
Você leu isso em algum jornal ou blog do PIG? Viu no Jornal Nacional ou em outro canal da TV? Não leu, nem viu. A mídia sonegou essa informação, participando da encenação.
E qualquer jornalista mais experiente em Brasília sabia disso. Noblat, para dar apenas um exemplo, já trabalhou na campanha de José Agripino Maia, para goerndador do Rio Grande do Norte, nas eleições de 1990, e conhece os bastidores do poder no Rio Grande do Norte

Leia a íntegra do discurso de Aloizio Mercadante

estadao.com.br
SÃO PAULO - O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) subiu á trinuna do plenário na manhã desta sexta-feira para anunciar sua desistência em renunciar à liderança do partido na Casa.

Leia abaixo a íntegra do discurso do parlamentar:

"O senhor Aloizio Mercadante (Bloco/PT – SP. Como Líder. Sem revisão do orador.) – Presidente Mão Santa, Srs. Senadores. Em uma sexta-feira, que geralmente é um dia de plenário vazio, eu venho para fazer um pronunciamento difícil e muito importante na minha história. Subo a esta tribuna com um sentimento que não é só meu, acho que é o sentimento da maioria do povo brasileiro, que, neste momento, em relação ao Senado Federal, sente desilusão, sente, eu diria, descrença política.

Esse não é um sentimento qualquer, é um sentimento sobre o qual temos de nos debruçar, é um sentimento que temos de compreender e reconhecer para buscar respostas para este cenário. Esse sentimento ficou muito consolidado a partir da decisão do Conselho de Ética de não aprofundar nenhuma investigação em relação a tantas denúncias que nós tivemos neste período.


Eu subo a esta tribuna com um sentimento a mais: o sentimento da frustração, a frustração de um homem público e do Líder de uma bancada que lutou, e eu lutei com todos os instrumentos e com a força que tinha para construir um caminho alternativo a esta crise do Senado.


Nunca aceitei o caminho fácil da condenação sem defesa, do pré-julgamento, do tribunal de exceção, porque esse não é o caminho da democracia, ainda que seja mais fácil do ponto de vista eleitoral – sempre é mais fácil.


Como dizia Tocqueville, a função fundamental do Parlamento é preservar as garantias e os direitos individuais seja de quem for, e não há garantia de direitos sem o devido processo, sem o direito de defesa e sem a apuração rigorosa das denúncias.



Disse, e a minha bancada sustentou, que o melhor caminho era a licença do Presidente Sarney, uma licença voluntária – num gesto de grandeza para preservar o Senado – e uma apuração rigorosa, especialmente daquilo que diz respeito ao Senado, que é a nossa maior responsabilidade. Quanto às denúncias que estão fora desta Casa, o Procurador Geral da República já disse: “Não há indícios para abrir uma investigação sobre o Senador José Sarney”. Ora, se o Procurador Geral da República, que está acompanhando todas essas denuncias e coordenando esse processo, faz essa afirmação em público, o Senado, evidentemente, tem de aguardar a conclusão dessas investigações. No entanto, os atos secretos violam o art. 37 da Constituição, o princípio da transparência e da publicidade.


O compromisso primeiro desta Casa é o respeito aos princípios constitucionais. Nós tínhamos de nos debruçar sobre essa questão e não nos enveredar pelo caminho fácil de que o único responsável é o Presidente José Sarney, ainda que ele tenha uma grande responsabilidade, já que é o seu terceiro mandato como Presidente desta Casa, e há mais de catorze anos isso vinha acontecendo. A apuração, a transparência e o rigor nessa matéria eram o caminho para o Senado ir a fundo em suas entranhas e se reformar profundamente como instituição.


É evidente que o Senado é fundamental para a República. É só olhar para a história do Brasil: em 183 anos, nós não seríamos o que somos como nação se não houvesse aqui algum equilíbrio entre os estados mais pobres e os estados mais ricos, como o meu estado. O Senado permite que haja equilíbrio entre os pequenos estados, os pobres estados da Federação, e os estados ricos, permite que se mantenha o equilíbrio neste país.


Mas o Senado, depois de 183 anos, acumulou vícios inaceitáveis para um país que se modernizou, para uma cidadania que se fortaleceu, um país que quer menos desperdício, mais rigor com o gasto público, mais austeridade, mais transparência, mais controle social. Essa é uma pauta de que não vamos escapar e da qual não temos o direito de escapar, porque nós temos de deixar esta Legislatura com um Senado reformado profundamente, modernizado, novo, para que passemos, seja para quem vier, um Brasil melhor, e esta Casa possa contribuir com a Nação.


Depois da decisão do Conselho de Ética, fiz uma breve reunião com a minha bancada e disse a eles que o meu sentimento mais profundo, a minha vontade naquele momento era a de deixar a Liderança. Disse isso pelo fato de não termos tido força para construir um caminho alternativo. Esbarramos na maior bancada do Senado, que é o PMDB, que teve um papel fundamental nesse processo. Esbarramos, infelizmente, no apoio que o meu Governo e a direção do meu partido deram a essa resposta que foi dada e que não era a posição da nossa bancada, não foi nunca a minha posição.




Conversei com o Governo e conversei com o partido ao longo desse processo para pedir apoio para o caminho equilibrado e responsável de uma apuração que não fosse simplesmente um objeto do interesse político-eleitoral da oposição, o que evidentemente existiu em tudo isso.


O alvo sempre foi o PT, o alvo é o Presidente Lula, porque há uma disputa maior no ano que vem. Mas o que acontece no Senado não é só um problema de disputa eleitoral. E aí, como Senador, cada um de nós tem uma responsabilidade específica que nós não podemos deixar de considerar.

A bancada, o Senador Tião Viana; o Senador Paulo Paim; o Senador Suplicy, que adiou inclusive a ida dele para São Paulo para estar aqui hoje, e eu não consegui chegar mais cedo – agradeço muito toda a atitude que ele teve ao longo de todo esse processo –; o nosso Senador Augusto Botelho – está aqui, agradeço, também adiou a sua ida para poder estar aqui hoje, nesta manhã –; Senadores todos da nossa bancada, como a Senadora Fátima Cleide, que me ligou – não foi à reunião, mas me deu apoio e solidariedade –, os Senadores todos que estiveram ali, a Senadora Serys, o Senador João Pedro, que foi à reunião, todos os que estavam lá falaram: “Mercadante, não é esse o caminho, você tem de ficar com a bancada, você tem de continuar na Liderança”.


Expressaram isso publicamente e pediram, com muita sinceridade, que eu ficasse, especialmente num momento muito difícil para a própria bancada, porque a Marina não é um quadro qualquer. A Marina tem uma história de trinta anos comigo neste partido, e ela representa uma agenda importante para o Brasil, uma agenda que eu queria dentro do meu partido, porque ela existe dentro do meu partido. Ela, porém, escolheu o caminho de fazer uma disputa eleitoral em cima de compromissos que ela sempre teve.


Mas, ela escolheu o caminho de fazer uma disputa eleitoral em cima de compromissos que ela sempre teve.
O Senador Flávio Arns, que veio para o PT na última eleição e que contribuiu na nossa Bancada – e, mesmo com as diferenças que nós possamos ter tido como Bancada com ele, mas que contribuiu com a nossa Bancada ao longo desse período – também, nesse episódio, encontrou o caminho para deixar o PT.


Deixar o PT nunca passou pelo meu coração nem pela minha cabeça. Eu sou petista antes de o PT existir. Quando lá estava, no Colégio Sion, em 1980, eu estava ali e éramos um grupo muito pequeno de brasileiros e de brasileiras, de sindicalistas, de uma esquerda que tinha resistido à ditadura, de lideranças de base das igrejas, de intelectuais que tinham sido exilados e resistido, como Florestan Fernandes, Paulo Freire e tantos que passaram pela nossa caminhada. Estávamos ali, com lideranças como Chico Mendes, alguns que foram assassinados pelos valores que defenderam ao longo da história, construindo uma utopia.

Ali, naquele momento da história, ninguém foi para o PT para ter um cargo, muito menos imaginando ter um mandato. Nós fomos por um compromisso com o Brasil, um compromisso muito profundo de vida e que, para muitos de nós, custou muito. Não foi fácil chegar aonde nós chegamos e percorrer o caminho que percorremos. Eu estou desde a primeira hora, fiz todas as campanhas do Presidente Lula.

Em 1982, eu andava com ele o Estado de São Paulo inteiro. Em 86, eu coordenava a campanha dele, era um dos coordenadores da campanha para Deputado Federal quando ele foi o candidato mais votado. Fiquei 7 anos para fundar a CUT e construir uma central sindical e nunca imaginei disputar uma eleição.

E nunca imaginei disputar uma eleição. Nunca tive isso como meta na minha vida. Meu compromisso não era esse. Eu era um professor, economista que tinha um compromisso com o Brasil.


Na campanha de 1989, quando andei pelo Brasil todo com o Presidente Lula, eu ganhei uma visibilidade que eu não esperava. Naquele momento, eu tinha ganhado uma bolsa de estudos para ir para fora do Brasil estudar a integração européia, a união européia que eu achava que era o caminho da América do Sul. E não fui. Não fui porque, em 1990, em 1988, o Presidente Lula pediu para eu ficar para a campanha e, quando terminou a campanha, ele falou: “Não, Mercadante, fica; ajude a montar a minha campanha para Deputado Federal”. Nós perdemos a eleição. Eu fiquei. Um mês depois ele falou: “Eu sou candidato; você tem que ser candidato”. A minha vida mudou totalmente de rumo e eu acolhi o pedido que ele tinha feito.

Depois que eu virei Deputado, falei: bom, agora eu fiz o meu primeiro mandato, vou para o segundo. Quando estava concluindo a campanha, o Presidente Lula pediu, no meio daquela crise da campanha, falou: “Você vai ter que deixar o mandato de Deputado Federal, você tem que ser vice na minha chapa para a campanha presidencial”. Eu não discuti duas vezes. Abri mão na hora. Sabia que era uma campanha muito difícil e tive orgulho de fazer o gesto que fiz.

Nunca estive neste Partido por causa de cargo. Nunca. Vim ou imaginando que... E são muito bem recebidos os que vieram depois, quando estávamos no Governo. Mas quem começou desde a primeira hora, isso nunca foi objetivo fundamental. O objetivo era mudar o Brasil, criar uma sociedade mais justa, distribuir a renda, reforçar a ética na política. Este era o caminho fundamental: os trabalhadores serem protagonistas da história.


Com toda essa história na cabeça, vendo a dificuldade da nossa Bancada e do nosso Partido neste momento e depois da conversa com a Bancada, eu fui para a casa e não foi fácil. Não foi fácil. Não foi fácil. Meu sentimento era muito profundo de deixar a Liderança.


Minha mulher, a Regina, meu filho Pedro, a Mariana falaram: “Pai, deixa de sacrifício. Você tem pago um preço caro demais. Eu acho que você está certo, pai. Acho que você tem que estar mais com a gente e mais com você. Está ficando muito caro esse custo pessoal.”

E o custo pessoal, nessa hora, é um custo político que nós estamos pagando por uma aliança. E um custo que não pode ser pago dessa forma, muito menos por um Partido como o PT. Nós temos que preservar a aliança, mas temos que fazer uma discussão de fundo sobre os caminhos deste País, de combate ao patrimonialismo, ao nepotismo; de reforma das instituições; de transparência. Isso não pode se perder na governabilidade.

Eu disse à Bancada e pensei comigo: eu perdi uma certa condição de interlocução política nesta Casa, por exemplo com o Presidente Sarney. É evidente! É muito mais difícil ser Líder nessas condições, depois de uma crise como essa. E a partir daí eu falei: eu não vejo... Depois da conversa com a minha família, eu não vejo muita alternativa. E me dispus a vir à tribuna e renunciar.

Por obrigação histórica, liguei para algumas Lideranças, para pessoas de respeito que eu gosto e tinha obrigação de conversar. E muitos ligaram pra mim. Vários Senadores e todos os Líderes do Bloco, o Crivella, o Antonio Carlos Valadares: “Mercadante, fica! Fica. Não saia”.

Até para minha grata surpresa, Lideranças da Oposição, como o Senador Arthur Virgílio, que falou: “Reflita. Eu já fui Líder de Governo. Você não pode sair. Não é essa a sua atitude”. O Sérgio Guerra se solidarizando.

Eu conversei com a Ministra Dilma e ela disse que não concordava com a minha saída. Palocci ligou para mim. José Dirceu, com quem não falo há muito tempo, conversou na mesma direção. O Berzoini ligou e disse, publicamente, apesar de todas as diferenças que nós temos, em todo esse processo, que eu não deveria sair. O João Pedro tem ido à minha casa todos esses dias, pedindo para eu ficar. E a Ideli, que é uma companheira que tem compromisso muito forte com esse projeto, ligou-me dizendo: “Mercadante, você não pode fazer isso, você tem que conversar com o Lula”. E vários disseram: você tem que conversar com o Lula.

O Ministro Múcio ligou, pedindo para eu conversar e marcou uma conversa com o Presidente Lula. O Presidente Lula chegou ontem à noite, eu fui ao Palácio da Alvorada e nós ficamos cinco horas conversando. Cinco horas repassando – eu saí a uma hora da manhã, tivemos uma conversa franca, dura, sincera, profunda – toda essa história, tudo que nós fizemos, todo meu sentimento, que o Governo Lula é um grande êxito econômico. É um grande êxito!

Este mês a taxa desemprego do Brasil é menor do que há de um ano. Na maior crise econômica dos últimos 70 anos, este País está saindo na frente, pela competência do Governo, pela prudência, pela seriedade, que é reconhecida hoje pelos principais analistas de toda a economia mundial. Nós nunca enfrentamos uma crise desse tamanho, e nunca tivemos uma resposta tão competente, tão eficiente e tão rápida que mostra o projeto de futuro que este País tem e a herança que estamos deixando na área econômica.

Disse ao Presidente Lula que tinha orgulho de tudo que nós fizemos, de ver a melhoria da vida do povo, a distribuição de renda, programas como o Bolsa Família, salário mínimo, ProUni mudaram as condições sociais do Brasil, mudaram profundamente.

Mas eu acho que nós temos cometidos erros políticos e erros que o nosso Partido... O Lula vai terminar este Governo, eu tenho absoluta convicção, mesmo nesta crise está com 67% de ótimo e bom, como o mais popular Presidente da história, pelo menos documentada, do Brasil. Portanto, tudo que nós seremos depois depende dele e do Governo, mas o Partido vai ficar para além do Lula.


Eu estava vendo a Valentina – agora ela está entrando ali –, no futuro dela eu quero estar lá com o meu Partido construindo um Brasil diferente. Por isso, preservar o Partido, cuidar do Partido, rediscutir o papel do Partido é um desafio fundamental. Num momento de grave crise política em 2005, 300 mil militantes do Partido levantaram-se para defender a legenda, quando todo mundo dizia que nós estávamos derrotados. E, um ano depois, o Lula tinha 20 milhões de votos, vencendo as eleições.

Esse é o maior patrimônio que nós construímos. Milhares, centenas de milhares de trabalhadores, de lideranças estudantis, de jovens, de mulheres que constroem, acreditam nesse caminho. E é essa energia, essa militância que eu quero levantar, que eu quero mobilizar. Eu quero rediscutir o caminho do Partido, porque nós não podemos cometer os erros que temos cometido.

O Presidente Lula me disse muita coisa que mexe com o meu coração, com a minha história e com a minha vida. Hoje de manhã, eu recebi uma carta dele que diz assim:

'Brasília, 21 de agosto de 2009.


Meu companheiro Aloizio Mercadante,

Ontem à noite, tivemos uma longa e franca conversa, mais uma entre tantas nesses mais de trinta anos de companheirismo e amizade em comum. Você me expressou novamente, como tem feito publicamente, sua indignação com a situação do Senado Federal e suas duras críticas ao posicionamento da direção do PT nos processos do Conselho de Ética.

Respeito sua posição e considero um direito legítimo você expressá-la para a militância do PT e para a sociedade, bem como continuar lutando por uma reforma profunda no Senado.

Mas não posso concordar com sua renúncia da liderança da Bancada do PT. Você tem todo o apoio de nossos Senadores e Senadoras.

A Bancada e eu consideramos você, Mercadante, imprescindível para a Liderança. Não tem sido fácil construir alianças e aprovar projetos tão relevantes ao nosso governo para superarmos a grave crise da economia internacional, como estamos superando, distribuir renda, implantar novas políticas públicas e melhorar a vida do nosso povo. Todo esse processo depende do Senado. Você tem contribuído decisivamente e sua liderança é fundamental para as nossas lutas no Senado.

Mercadante, estamos juntos há trinta anos, travando as lutas que interessam ao povo brasileiro e mudando a história do País. Dificuldades e divergências fazem parte dessa caminhada, mas são menores do que ela. Em nome dessa história e dessa caminhada, fique na Liderança.
Esse é um pedido sincero de um velho amigo e sempre companheiro.

Luiz Inácio Lula da Silva'

Mais uma vez na minha vida, o Presidente Lula me deixa numa situação em que eu não tenho como dizer não. Não tenho. Não tenho, como não tive muitas vezes. Eu, de forma muito sincera, quero pedir desculpas à Regina, ao Pedro, à Mariana, meus filhos, sei qual é o sentimento deles, profundo, que acham que, do ponto de vista pessoal e mesmo político, eu tenho pago um preço maior do que deveria.
Mas eu tenho convicção, convicção profunda, de que, mesmo que seja alto, alguns, seguramente, são decorrentes dos meus erros, das minhas deficiências, mas esse sacrifício ajuda a mudar a vida de milhões de pessoas, a fazer um Brasil melhor. E esse Governo Lula fez este Brasil, está construindo este País. Por isso, como diz o Presidente, dificuldades e divergências fazem parte da nossa caminhada, mas são menores do que ela.

Eu não tenho como dizer não ao Presidente.
E eu termino com uma frase de M Joyce: “Os erros dos homens podem ser portas de novas descobertas”.
Esta Casa errou, o meu Governo errou, o meu Partido errou, nós erramos, eu errei, porque essa não é a solução que o Brasil espera e de que o Brasil precisa.

Só espero que aprendamos, sinceramente, com esses erros e sejamos capazes de construir novas descobertas.
E Dom Moacyr Grechi, um Bispo muito importante no Norte do País, disse que, quando a gente está remando uma canoa num rio e entra água, a nossa atitude não deve ser pular da canoa, deve ser tapar o buraco. Essa é a primeira atitude, tapar o buraco. Por isso, eu vou continuar a minha luta dentro do PT. Quero levar esse debate para as bases do PT, quero mudar o rumo do PT, quero que o PT ajude a mudar o rumo do governo na política e sustentando todos avanços econômicos e sociais.
Peço a muitos companheiros e companheiras que acho que pedem a minha saída hoje, especialmente a minha família, sinceras desculpas, mas, com a história que tenho com o Lula, com a minha história de militância, com o que nós fizemos juntos e podemos fazer juntos pelo Brasil, eu não posso dizer não ao Presidente da República e ao meu velho companheiro Luiz Inácio Lula da Silva.
Muito obrigado."

Gostaria de paranabenizar o senador Mercadante, pela seu belo discurso, pela sua sinceridae, e por sua fidelidade ao presidente Lula, ao partido, ao seus eleitores, e ao país. Juntos com certeza vão continuar a construir um Brasil muito melhor.
A ARMAÇÃO DE DONA LINA
Laerte Braga
A moça, lamentavelmente, além de mentirosa e se deixar enredar numa história feia, deplorável, tem algo assim como complexo de Cely Campelo. São duas as armações. A do óculos de Dona Lina Vieira e a dos tucanos/democratas para enredar a ministra Dilma Roussef em toda essa pantomima que varre o Senado por conta dos coronéis José Sarney, Tasso Jereissati, Arthur Virgílio e outros tantos, bota tantos nisso.



Dona Lina foi lá e disse que a ministra pediu a ela que apressasse as investigações contra o filho de Sarney, sugerindo, sempre nas entrelinhas, que no apressar estava embutida a determinação para encerrar. Ou seja, não amolar o filho do presidente do Senado.


Provas? Não as tinha, exceto sua palavra.

D. Lina é casada com um ex-ministro do governo FHC. Alexandre Firmino, ministro da Integração Nacional entre 1999/2000.

Senadores, em sua imensa e esmagadora maioria, dão nó em pingo d’água. Imagino que a peruca de Álvaro Dias seja disfarce não de calvície, mas de ondas eletromagnéticas saindo do cérebro deformado da defesa da “moralidade, dos bons costumes”.
E por aí vai.

É outra das trapalhadas do governo Lula. Alianças com figuras como Sarney. A idéia que o veneno tucano se combate com tucanite. Dá é nisso. Não tem vacina contra tucanite. Nem perspectiva.

A moça vai a uma comissão da dita Câmara Alta e diz que não precisa de provar coisa alguma, que sua palavra basta. José Serra era prefeito de São Paulo. No debate final da campanha assinou – assinou – em público, diante de câmeras e microfones, o compromisso de cumprir o mandato até o final. Um ano e meio depois renunciou para ser candidato ao governo do estado.

É o tipo de palavra dessa gente.

Que nem o senador Pedro Simon. Vai na tribuna, faz o diabo, fala e esbraveja, pede a renúncia de Sarney e depois, no Rio Grande do Sul, seu estado, apóia todas as manobras para impedir que a corrupção da governadora Yeda Crusius seja investigada.

É personagem de filmes, peças, novelas, etc, que têm vida dupla. Família tudo direitinho e num dado momento aquele grito de espanto. O assassino é ele.

Inacreditável! Mas é. Quem diria né?

O azar de D. Lina é que não dá nem para receber proposta da PLAYBOY, como aconteceu com a secretária de Marcos Valério (se ofereceu aliás). A não ser que pose com o óculos e o retrato de Serra ao fundo com a inscrição 2010.

Você não precisa entrar no Senado e dar descargas várias vezes para tentar afastar o mau cheiro. Basta você correr num supermercado e comprar aquela pastilha do pato, lembrando-se sempre que o pato é você. Tira o adesivo, cola na porta de entrada e agüenta até cem descargas.

Ou então aquela sense spray, sei lá, que percebe o mau cheiro e exala flores a cada trinta minutos.

De uma forma ou de outra não tem salvação. E nem tente os tais “óleos santos” que os pastores de Edir, o Macedo, costumam aspergir nos fiéis. A moça de uma padaria lá de São Paulo contou que aqueles tubinhos de mel falsificado que vendem como se fosse saúde, saem às toneladas em dia de culto. Segundo a turma, para justificar o assalto, chegaram às vésperas. Direto de Jerusalém e têm o certificado de garantia assinado por Jesus Cristo.

Aí é só esperar William Bonner noticiar os fatos. Que não são fatos, mas mentiras orquestradas na rede do deus mercado. Lá não têm esse hábito de aspergir “óleos santos”. São fissurados em dossiês falsos.


O problema todo é que D. Lina nesse meio de descaminho nem deve ter levado um por fora, só o agradecimento do marido, ex-ministro da quadrilha tucano/demo.

Vai ganhar armação nova para seu óculos. Quem sabe enxerga melhor.
Ou então tomar um banho de lua.
Num deixa o Aécio chegar perto não. Do contrário ele vem com aquele jeito de Tony Campelo (nem ele e nem Cely têm nada com isso, pelo contrário, são ou foram ótimos) e começa a cantar – “esperada marcianita...”

“...Eu quero um bem que seja sincero...”



Petrobras descobre óleo leve na bacia de Campos
da Reuters

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira a descoberta de óleo leve em reservatórios situados na bacia de Campos. "Análises preliminares indicam a presença de volumes recuperáveis em torno de 280 milhões de barris de óleo leve (28 graus API) e com boa produtividade", destacou a estatal em um comunicado ao mercado.

A descoberta, no pós-sal, ocorreu com a perfuração do poço informalmente denominado Aruanã, na concessão exploratória BM-C-36 (bloco C-M-401), operada com exclusividade pela Petrobras.

O chamado poço descobridor está localizado a cerca de 120 km da costa do Estado do Rio de Janeiro, em lâmina d'água de 976 metros.

Aruanã ainda será objeto de um plano de Avaliação e Descoberta a ser apresentado à ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

A Petrobras já perfurou, também na bacia de Campos, no Campo de Marlim Sul, dois poços em reservatórios geologicamente semelhantes à Aruanã: Jurará e Muçuã, em 2007 e 2009.

"Esses poços foram perfurados em lâmina d'água de 1.200 m e permitiram as estimativas, em conjunto, de 350 milhões de barris recuperáveis de óleo de 27 graus API", acrescentou um informe ao mercado, lembrando que o desenvolvimento desses projetos está previsto no Plano Estratégico 2009-2013.

De acordo com a Petrobras, "a produção do conjunto dessas áreas deve contribuir a curto e médio prazos para o crescimento da curva de produção da companhia, pois já existem instaladas estruturas de produção e escoamento."


Confirmado: Marido de Lina Vieira foi Ministro de FHC


Zé Augusto, Amigos do Presidente Lula

“O maridão de Lina Vieira (ex-secretaria da Receita Federal), aquela que inventou uma reunião, sem data, nem hora, com a Ministra Dilma Rousseff, chama-se Alexandre Firmino de Melo Filho. Foi Ministro da Integração Nacional do governo FHC, interino por quase um ano, no período de 20.08.1999 a 17.07.2000.” Foto-reprodução: Alexandre Firmino, acompanhou Lina Vieira no depoimento ao Senado

Reviravolta: marido de Lina Vieira respondeu processo ao lado de Roseana Sarney


Em primeira mão no blog Os Amigos do Presidente Lula em 20/08/09 às 23:25
Alexandre Firmino, marido da ex-secretária da Receita Federal, além de ex-Ministro da Integração Nacional no governo FHC, respondeu processo por improbidade administrativa (PET/3138 no STF) ao lado de Roseana Sarney.
Leia mais aqui

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Lula: "Oposição sem argumentos é pior que doença sem cura"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que a oposição está sem argumentos para fazer oposição, pois fica inventando qualquer coisa para atacar as pessoas. Segundo ele, quando isso ocorre é mais grave do que doença sem cura.
A declaração foi feita em discurso na inauguração de uma escola técnica em Ipanguaçu (RN), logo após o presidente relatar uma situação ocorrida no passado em que foi acusado pela oposição de ter ido ao Rio Grande do Norte inaugurar o muro de uma obra.

"Eles agora, deveriam ter a humildade para ver o que aquele muro está produzindo aqui no estado do Rio Grande do Norte. Eles deveriam ver a quantidade de murinho feito como se fosse uma cópia de um corpo humano entrando e saindo daquela universidade. Na verdade, uma oposição, quando não tem argumento para fazer oposição, é pior do que doença que não tem cura. É pior, porque eles ficam inventando qualquer coisa, e vale qualquer coisa para fazer ataque às pessoas. Eu estou naquela fase da minha vida que é o seguinte: enquanto os cães ladram, a caravana passa e eu tenho que governar este país", disse Lula.


O presidente também alfinetou a oposição ao falar sobre as realizações do governo na área de educação. "Faço questão de dizer que é para provocar aqueles que não gostam de mim. Faço questão de dizer: este país teve a Proclamação da República no dia 15 de novembro de 1889, portanto, já faz 120 anos que foi proclamada a República. De lá para cá, em 120 anos, a gente vem elegendo presidente atrás de presidente. Em 103 anos, eles fizeram apenas 140 escolas técnicas e nós, em oito anos, vamos fazer 214 escolas técnicas. Mas não é apenas isso. Aqui os estudantes sabem o que está acontecendo nas universidades brasileiras. Nós, em apenas sete anos, já fizemos 12 universidades novas, tem mais quatro no Congresso Nacional, que eu queria pedir o apoio dos deputados e deputadas, porque nós estamos fazendo... queremos fazer uma universidade latino-americana, em que vai ter estudante de toda América Latina, professor da América Latina, o currículo será latino-americano, a história será a da América Latina, professores brasileiros, latino-americanos, estudantes brasileiros, latino-americanos. E também queremos fazer uma universidade para pagar uma parte da dívida que o Brasil tem com os negros, com a África, que é fazer, na cidade [estado] do Ceará, lá em Redenção, fazer uma universidade afro-brasileira. Metade dos alunos africanos e metade dos alunos brasileiros, para que a gente possa dar a nossa contribuição. Já que a gente não pode pagar o que a gente deve do trabalho dos escravos no Brasil com dinheiro, a gente paga com gesto, com solidariedade e com comportamento diferenciado para aquelas pessoas que mais precisam do Brasil", afirmou Lula.

Além de entregar a escola técnica em Ipanguaçu, mais seis unidades de ensino do Instituto Federal do Rio Grande do Norte foram inauguradas nos municípios de Caiacó, Apodi, Pau dos Ferros, Santa Cruz, Macau e João Câmara.

Jovens na vida política
Na mesma solenidade, Lula pediu para os jovens participarem da vida pública. "Eu sei que tem muita gente desanimada com a política", admitiu o presidente, para depois emendar: "não é justo" este sentimento, pois político tem mandato, e por isso é possível 'limpar tudo' de quatro em quatro anos".

"Sabe aquele dia em que você está em casa vendo a televisão e pensa: eu não quero mais saber desta porcaria, não quero mais votar em ninguém! Neste dia, pense o seguinte: por que você não entra para a política?", declarou.

"Possivelmente o político que vocês querem não está em mim, pode estar dentro de cada um de vocês", completou o presidente, dirigindo-se aos estudantes.

Por fim, Lula disse que não adianta votar, e logo depois criticar o eleito. É necessário fazer parte do processo. "Se a juventude brasileira não participar, a gente vai ter pouca chance de renovar a política brasileira".

Mais cedo, em entrevista a emissoras de rádio do Rio Grande do Norte, o presidente negou que o PT esteja em crise, mesmo com o comunicado pela manhã de que o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) deixará a liderança da legenda. Segundo ele, "o PT continua forte e com muitas possibilidades".



Record compra direitos de documentário sobre a Rede Globo


Redação, Portal IMPRENSA

A Rede Record adquiriu, nesta semana, os diretos do documentário "Muito Além do Cidadão Kane" - produzido no início da década de 1990 pela britânica Channel que conta a história da fundação da Rede Globo e apresenta o empresário Roberto Marinho como figura principal do setor de comunicação do país. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

Veiculado pela primeira vez em 1993, no Reino Unido, o documentário - que faz menção a Charles Foster Kane, magnata das comunicações vivido pelo cineasta Orson Welles em "Cidadão Kane" - não é de responsabilidade da emissora britânica BBC, ao contrário do que é apontado pela Folha Universal - veículo da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) - em seu site.


Segundo informações da Folha, o diretor da obra, Simon Hartog, dono da Channel 4, faleceu em 1992, antes que o trabalho fosse ao ar. Então, os direitos sobre o documentário foram transferidos a John Ellis, produtor e amigo de Hartog.

Ellis disse em entrevista à Folha que tanto a Globo quanto a Record tentaram adquirir os direitos do "Muito Além..." nos anos 1990, mas com intenções diferentes. Ele esclareceu, ainda, que em nenhum momento a Justiça brasileira embargou a exibição do filme, contrariando a informação do site da Folha Universal que relata que "um dia antes da estreia, a Polícia Militar recebeu uma ordem judicial para apreender cartazes e a cópia da película, ameaçando, em caso de desobediência, multar a administração do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro", onde seria exibido.”
Matéria Completa,
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20 agosto 2009

VOTE NO BLOG DA DILMA - CONCURSO BLOG BOOKS
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Genoino acusa Arns de ter usado PT para se projetar
Agencia Estado
BRASÍLIA - O deputado José Genoino (PT-SP) criticou o senador Flávio Arns (PT-PR) em reação às declarações do parlamentar, que anunciou que se desfiliará do PT porque o partido "jogou a ética no lixo" ao votar pela absolvição do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no Conselho de Ética. "Ele saiu do PSDB, se elegeu senador por causa do PT e agora se promove atacando o partido. Ele aproveitou a onda Lula e usa o PT para se projetar", afirmou Genoino. Segundo o deputado, Arns ataca o PT porque sabe que tem remotas chances de ser eleito na disputa de 2010. "Querer ser protagonista de uma moral para culpar os outros não é o melhor caminho", disse Genoino. Na avaliação do deputado, ex-presidente do PT, no Senado se trava uma disputa política com a oposição. "A questão no Senado tem de ser resolvida por uma reforma administrativa, e não demonizando A ou B", afirmou.Genoino lamentou a saída da senadora Marina Silva do PT: "Ela escolheu um caminho, escolheu outros aliados. Lamento, mas temos de respeitar", disse. Acrescentou que o PT sempre agiu corretamente com Marina Silva. Citou a eleição de 1998, quando o partido proibiu alianças nos Estados com o PSDB, mas abriu uma única exceção - no Acre -, para permitir as negociações políticas que beneficiariam Marina, Jorge Viana e Tião Viana.
Décimo terceiro de aposentados injeta quase R$ 8 bilhões na economia
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começará a depositar, na próxima terça-feira (25), o benefício referente ao mês de agosto junto com antecipação de 50% do 13º salário para 22,8 milhões de aposentados e pensionistas. A primeira parcela do abono representa uma injeção extra na economia de R$ 7,98 bilhões nos meses de agosto e setembro, segundo o Ministério da Previdência.

Esse é o quarto ano no qual os beneficiários da Previdência Social recebem antecipadamente uma parcela da gratificação natalina. A primeira foi em 2006, como resultado de acordo firmado entre o governo e as entidades representativas de aposentados e pensionistas.

Como a legislação prevê que o desconto do Imposto de Renda sobre o abono natalino será aplicada só em dezembro, o desconto que virá no contracheque deste mês refere-se apenas à parcela do benefício mensal.

Mais informações: www.previdencia.gov.br

Agência Sindical

Charge do Bessinha
Patrus: Bolsa Família terá novo sistema online de monitoramento
O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, anunciou hoje (20) a criação de um novo sistema online de monitoramento do programa Bolsa Família.
A nova ferramenta cruza informações repassadas pelos gestores municipais do programa com dados do Cadastro Único do ministério, facilitando a identificação de inconsistências apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em auditorias, como subdeclaração de renda e beneficiários que foram eleitos para cargos públicos, o que impede a permanência no programa.
O chamado Sistema de Monitoramento de Auditorias do Cadastro Único (Simac) já está funcionando há 20 dias e foi acessado por 357 municípios. No período, 6 mil cadastros apontados como suspeitos pelo TCU foram alterados para esclarecimentos de informações. De acordo com o Patrus, as visitas dos gestores às casas dessas famílias mostraram que dois terços delas viviam conforme o declarado. O restante tinha, na maioria dos casos, problemas de ordem formal, como erros cadastrais, e não material, que configuraria uma tentativa de fraude.
As atualizações também servirão para impedir que esses cadastrados do Bolsa Família tenham o benefício bloqueado em novembro ou totalmente cancelado em fevereiro de 2010. “Estamos atendendo dentro do prazo estabelecido todas as determinações e as orientações do TCU. De resto estamos procurando trabalhar também com os demais órgãos de controle e fiscalização do Estado”, explicou o ministro em entrevista coletiva.
Este ano e em 2010, o Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome também vai cruzar bases de dados do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), da Previdência Social, do Cadastro Único e da folha de pagamento do Bolsa Família para reforçar o controle do programa. De acordo com Patrus, será mais um aprimoramento do sistema de fiscalização. “O que queremos é mostrar que o programa vem sendo monitorado e fiscalizado constantemente”, afirmou.
O Bolsa Família atende cerca de 12 milhões de famílias que têm renda de até R$ 140 por mês. De acordo com o ministério, o programa foi responsável pela redução da desigualdade social no Brasil em 20% entre 2004 e 2006.

ABr.
Lula vai atualizar índice de produtividade da terra, anunciam ministros
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai assinar até o final do mês uma portaria com a atualização dos índices de produtividade de terra. O anúncio foi feito nesta semana pelos ministros do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, durante reunião com a Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
O governo anunciou também a recomposição do orçamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para obtenção de terras e a desapropriação da fazenda Nova Alegria, no município de Felisburgo (MG). Essas são respostas do governo à pauta de reivindicações da Jornada Nacional de Lutas do movimento.Pela proposta do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), os índices – que servem de parâmetro para classificar uma propriedade como produtiva ou improdutiva – serão atualizados com base na Produção Agrícola Municipal (PAM), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por microrregião geográfica. Isso significa que haverá uma análise caso a caso das propriedades para definir o nível de produtividade. “Os índices serão diferentes de região para região e de cultura para cultura”, explicou o ministro Guilherme Cassel.Os atuais índices foram fixados em 1980 com base no censo agropecuário de 1975. Agora, levarão em conta a média de produtividade dessas microrregiões entre 1996 e 2007. “A revisão dos índices é uma conquista para que de fato as terras agrícolas do país produzam alimento para os brasileiros”, enfatizou Cassel.A portaria de atualização dos índices será assinada pelos ministros Guilherme Cassel, do MDA, e Reinhold Stephanes, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Antes da publicação, os ministérios convocarão o Conselho de Política Agrícola para comunicar a mudança. “A atualização é fundamental porque possibilita mais áreas para o assentamento de famílias, assim como a liberação dos recursos do Incra”, afirmou Vanderlei Martini, da Coordenação Nacional do MST.O contingenciamento de recursos do Incra era uma das principais críticas do MST. O ministro Cassel anunciou a recomposição de todo o orçamento de obtenção de terras: R$ 338 milhões. “A área econômica do governo abriu uma exceção na política de contingenciamento para a reforma agrária. Isso é muito importante para avançar na meta de assentamento de famílias para 2009”.
Assessoria do MDA
Internet chega a 64,8 milhões de brasileiros em julho
da Folha Online
O número de internautas brasileiros cujo acesso à rede acontece por conexão em qualquer tipo de ambiente (como casa, trabalho, bibliotecas ou LAN houses) chegou a 64,8 milhões em julho. Em junho, esse o número era 62,3 milhões de pessoas --um aumento de 4% no período mensal. As informações foram divulgadas pelo Ibope Nielsen Online, nesta quinta-feira (20).

Do número global de internautas brasileiros, 36,4 milhões de pessoas usaram a internet no trabalho ou em residências --o que significa um crescimento de 10% sobre os 33,2 milhões registrados no mês de junho. O número total de internautas que possuem acesso à internet em casa e no trabalho, simultaneamente, totaliza 44,5 milhões.

Entre os dez países em que é realizada a pesquisa, o Brasil continua líder no que se refere ao tempo de navegação por usuário, tanto na navegação em páginas quanto no tempo total, incluindo programas on-line: são 71 minutos e 30 segundos, no total, e 48 minutos e 26 minutos, se contabilizadas apenas as páginas de navegação.

Entre os internautas residenciais, o número de usuários ativos chegou a 27,5 milhões de pessoas --um crescimento de 7,4% em relação aos 25,6 milhões do mês anterior e de 8% sobre os 23,7 milhões de julho de 2008. O tempo de navegação em residências em julho cresceu 9% sobre junho e 21% sobre julho de 2008, e atingiu a marca inédita de 30 horas e 13 minutos por pessoa. O número de pessoas que moram em domicílios em que há a presença de computador com internet é de 40,2 milhões.

Na
navegação no trabalho e em residências, as categorias com maior crescimento proporcional do número de usuários em julho na comparação com junho foram viagens e turismo, com evolução de 17,3%, automotivo, com aumento de 16,8%, e casa e moda, com crescimento mensal de 15,7%.
Mercadante anuncia no Twitter que deixa liderança do PT de forma "irrevogável"
Do UOL Notícias


O senador Aloizio Mercadante (SP) anunciou nesta quinta-feira (20) no microblog Twitter que deixa a liderança da legenda na Casa depois do arquivamento das representações contra José Sarney (PMDB-AP) e do estremecimento de suas relações com colegas de partido.

"Eu subo hoje à tribuna para apresentar minha renúncia da liderança do PT em caráter irrevogável", escreveu Mercadante. O pronunciamento deve acontecer por volta das 15h, segundo assessores do parlamentar.

O Presidente Responde
Coluna semanal do Presidente Lula
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Elizete Mattos, doméstica de São João de Meriti (RJ) – Sou doméstica, trabalho igual médico, igual a dentista, e não tenho direito a fundo de garantia, a seguro desemprego e nem ao PIS. Por que?

Presidente Lula – Eu também acho, como você, que todos os trabalhos são importantes e precisam ser protegidos da mesma forma. O problema em nosso País não é de lei, é de consciência. Um amplo segmento da sociedade não respeita os dispositivos da lei. Dos 6,3 milhões de trabalhadores do setor que havia em 2007, apenas 35% tinham registro em carteira e contavam com cobertura previdenciária. Para estimular o registro, desde 2007 já é permitido ao empregador deduzir do imposto de renda a parcela patronal da contribuição previdenciária. Com o registro e o recolhimento da contribuição ao INSS, a empregada doméstica e o empregado adquirem o direito à aposentadoria, ao auxílio doença pago pelo INSS, salário-maternidade, 13º salário, abono de férias, repouso semanal etc. O Ministério da Previdência está lançando cartilha para conscientizar empregados e empregadores da importância do registro.

Rodrigo Gomes da Paixão, 19 anos, estudante de jornalismo de Goiânia (GO) – Quais são as medidas do seu governo para o sistema carcerário. De acordo com o Departamento Penitenciário Nacional, são gastos R$ 600 milhões por mês com os presos. Esse gasto não seria suficiente para lhes dar um tratamento minimamente digno
?

Presidente Lula – O sistema prisional é responsabilidade dos estados, que devem receber ajuda da União. Só podemos liberar recursos do Fundo Penitenciário quando os projetos estão adequados às normas legais, o que muitas vezes não acontece. Esses recursos são somados àqueles que devem ser aplicados pelos estados em ações de reintegração social, ensino, saúde e estímulo às penas alternativas. Em 2008, foram R$ 187 milhões. Com o Bolsa Formação, acrescentamos R$ 400 mensais aos salários dos agentes penitenciários, com vencimentos até R$ 1.700, para que eles façam cursos com formação humanística que mudem a sua visão em relação aos presos. Para isolar líderes de facções criminosas, construímos quatro presídios federais e o quinto terá início em dezembro, em Brasília. Outra iniciativa é a construção de 25 penitenciárias para jovens entre 18 e 24 anos por meio do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, para impedir que sejam cooptados pelo crime organizado. A verdade é que só agora com o Pronasci as questões de segurança pública passaram a ser tratadas de forma integral pelo Estado brasileiro.

Manoel dos Anjos, 42 anos, gerente de vendas de Ananindeua (PA) – Qual é o maior entrave para verticalizar a indústria produtiva no Pará, passando do falido modelo extrativista para industrial em áreas ligadas a produção mineral e pecuária, agronegócios, produtos de madeira etc.?

Presidente LulaDurante muito tempo, o Brasil cresceu torto. Os governos só investiam em infraestrutura onde havia concentração de empresas. Nós decidimos mudar esta lógica. Recriamos a Sudam e lançamos a Política Nacional de Desenvolvimento Regional, que originou o Plano Amazônia Sustentável. Lançamos também o Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação. Com o PAC, estamos investindo no Pará, até 2010, nada menos que R$ 16 bilhões em infraestrutura, criando as bases para um desenvolvimento duradouro. Eu disse para a direção da Vale do Rio Doce que não era possível que uma empresa da sua magnitude fosse apenas exportadora de minério de ferro. Depois, eu tive a oportunidade de ir à inauguração, em Barcarena, da nova planta da Alunorte, refinaria controlada pela Vale. Mais importante: a Vale anunciou o projeto da siderúrgica Aços Laminados do Pará, a ser instalada em Marabá, e a criação de um pólo siderúrgico na região. O governo está fazendo a sua parte e a iniciativa privada tem que acompanhar essa nova visão de desenvolvimento.
Taxa de desemprego fica em 8% em julho, a menor taxa para o mês desde 2002
Da Redação
Em São Paulo
A taxa de desemprego no Brasil caiu pelo quarto mês seguido e ficou em 8% da população economicamente ativa em julho, abaixo dos 8,1% verificados em junho, informou nesta quinta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esta taxa é a menor desde dezembro e a menor para o mês desde 2002, quando havia ficado em 6,8%. Em julho do ano passado, a desocupação estava em 8,1% (veja gráfico ao final do texto).

O resultado veio melhor que a expectativa do mercado, que esperava que a taxa ficasse entre 8,3% e 8,6%.



O levantamento é realizado em seis regiões metropolitanas do país. Nessas regiões, verificou-se que há 1,9 milhão de desempregados (número ficou estável na comparação mensal e anual) e 21,3 milhões de pessoas ocupadas, que significa um crescimento de 0,9% em relação a junho de 2009 e uma alta de 1,1% comparado a julho de 2008.

O contingente de trabalhadores com carteira assinada ficou em 9,6 milhões, número 4,2% maior que em julho do ano passado e 1,5% acima do registrado em junho deste ano.

O rendimento médio ficou em R$ 1.323,30 e cresceu 0,5% em relação a junho. Esse valor, por outro lado, é 3,4% superior ao verificado no sexto mês de 2008.

Entre os setores pesquisados pelo IBGE, na indústria a taxa de desemprego ficou estável em julho na comparação com junho, mas caiu 4,7% sobre julho do ano passado. Na construção, houve estabilidade nas duas comparações, assim como no comércio.

Por regiões, o destaque ficou com Belo Horizonte, onde o desemprego caiu 11,3% em comparação com junho. Ja em relação a julho de 2008, o destaque ficou com o Rio de Janeiro, onde o desemprego recuou 15,2%.

No total de pessoas ocupadas, o destaque na comparação mensal ficou com São Paulo, onde cresceu 1,3%. Já na comparação anual, destaque para Salvador e Belo Horizonte, com expansão de 3,6% e 2,1%, respectivamente.


Etenderam caros leitores e amigos, porque a oposição está tão desesperada, tão sem rumo, tão raivosa, mais perdida que cachorro que caiu do caminhão de mudança.
Motorista de Lina Vieira confirma que levou ex-secretária da Receita para a Casa Civil, mas não sabe a data

Presidente Lula, dona Marisa, a ministra Dilma e crianças na serenata de natal no Palácio do Planalto
(Brasília, DF, Palácio do Planalto, 19/12/2008)
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Publicada em 20/08/2009
O Globo
BRASÍLIA - O motorista da ex-secretária Lina Vieira na Receita Federal, Warley Soares, confirma que a levou diversas vezes ao Palácio do Planalto. Em reportagem de Bernardo Mello Franco publicada na edição desta quinta-feira do GLOBO, ele diz ainda que, em determinadas ocasiões, recebeu instruções específicas para conduzi-la a reuniões na Casa Civil da Presidência da República. Mas afirma não saber precisar datas ou episódios que confirmem ou não o suposto encontro em que a ministra Dilma Rousseff teria pedido a Lina para apressar investigações sobre empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).


Chofer da cúpula da Receita há quatro anos, Warley, de 29 anos, deu entrevista ao GLOBO no início da noite desta quarta-feira e se disse assustado com a repercussão do caso. Em meia hora de conversa, a expressão que mais pronunciou foi "não sei". No entanto, apontou três possibilidades de registro do encontro: a agenda de uma das três secretárias de Lina, os registros da segurança do Planalto, e o circuito interno de câmeras que filma a entrada e a saída de veículos e visitantes no Palácio.

Segundo o motorista, o itinerário de Lina era comunicado por telefone por uma das três secretárias dela. Essa era a senha para tirar o carro da garagem e esperar a chefe na portaria destinada às autoridades no Ministério da Fazenda, onde funciona a Receita Federal.

Ao ser perguntado sobre datas, Warley foi evasivo. Disse não saber sequer se a ex-chefe esteve no local em dezembro passado, mês em que trabalhou até o dia 20. Segundo senadores da oposição, Lina teria afirmado reservadamente que o encontro aconteceu no dia 19.

- Não sei quantas vezes fui lá não. A data também eu não sei se foi a que ela citou - disse Warley.


Presidente Lula, dona Marisa, a ministra Dilma e crianças na serenata de natal no Palácio do Planalto
(Brasília, DF, Palácio do Planalto, 19/12/2008)
Foto: Ricardo Stuckert/PR



Segundo está notíciado no jornal O Globo, Lina Vieira disse que esteve na Casa Civíl em 19/12/2008. Disse também que a ministra usava um "xale". Vocês estão vendo algum xale com a ministra? A Lina Vieira não lembrou que era uma sexta-feira, quase véspera do Natal, não lembrou de ter visto enfeites natalinos no Palácio do Planalto? Deveria estar havendo vários enventos de confraternização. Lina Vieira disse que foi à tarde nesse encontro. Seria bom saber que horas foram feitas essas fotos, a hora dessa serenata. O fotógrafo Ricardo Stuckert deve ter registro desse horário.
PMDB e PT apoiam criação de nova CPMF
Bancada do PMDB fecha posição após reunião com o ministro Temporão pela criação de contribuição específica para a saúde

Alíquota da CSS seria de 0,1%; gasto com gripe suína é usado para justificar nova contribuição, em momento de queda na arrecadação

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Num momento em que a arrecadação de tributos federais está em queda, o PMDB, maior partido do Congresso e principal aliado do governo, decidiu apoiar a recriação da CPMF, batizada agora de CSS (Contribuição Social para a Saúde). Em reunião com o ministro José Gomes Temporão (Saúde), ontem, no Congresso, toda a bancada peemedebista fechou questão favorável ao término da votação do projeto que regulamenta a emenda constitucional 29, destinando mais recursos para a saúde e que ao mesmo tempo cria a CSS, com alíquota de 0,1%.
No ano passado, o governo chegou a votar o texto base do projeto, mas, correndo o risco de derrota, decidiu deixar o último destaque, apresentado pelo DEM -que suprime o artigo que estabelece a base de cálculo da contribuição-, para depois. Agora, o discurso oficial do PMDB é que a saúde precisa de mais recursos devido à gripe suína. O compromisso do partido, que conta com o apoio também do PT, é votar a proposta no máximo até setembro na Câmara. Caso passe, o texto ainda segue para votação no Senado.
Foi lá que foi barrada, no final de 2007, a prorrogação da CPMF, cuja alíquota de 0,38% deixou de ser cobrada em 1º de janeiro do ano passado.
"Desta vez vamos aprovar porque o quadro da saúde piora. Essa é a última alternativa para salvar o SUS. Temos muita necessidade, ainda mais com os gastos excepcionais com a gripe. Se o presidente Lula não acordar, a saúde será o maior desgaste desta gestão", afirmou o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), coordenador da Frente Parlamentar da Saúde.
A oposição é contra a recriação. Caso a CPMF volte, eles ameaçam ir à Justiça, alegando ser inconstitucional criar um novo imposto dessa forma, por meio de projeto de lei -a antiga contribuição foi criada e prorrogada por meio de emenda à Constituição.

Alíquota menor
Caso venha a ser aprovado, o novo tributo, com alíquota de 0,1% sobre as movimentações financeiras, seria integralmente repassado para a saúde. Com esse argumento, procura-se vencer a natural resistência dos parlamentares em aprovar um novo tributo a menos de um ano das eleições.
Dados do ministério mostram que toda a regulamentação da emenda 29 destinará à área mais R$ 15 bilhões por ano, o equivalente a pelo menos um quarto do orçamento atual da pasta.
Desse montante, R$ 10 bilhões viriam da União por meio da CSS. Os R$ 5 bilhões restantes viriam dos cofres estaduais, já que a regulamentação da emenda dirá o que pode e o que não pode ser considerado gasto em saúde.
A Constituição estabelece que os Estados devem gastar 12% do seu orçamento na área, mas, atualmente, muitos Estados contabilizam como investimento em saúde despesas com planos de saúde do funcionalismo e assistência social, por exemplo. De acordo com análise do Ministério da Saúde, 18 Estados usaram expedientes como esse em 2006.
O orçamento atual da pasta é de R$ 54 bilhões, um aumento de 9,5% sobre os R$ 49,3 bilhões do ano passado.
Receita em queda
Na primeira tentativa de recriar a CPMF, no primeiro semestre do ano passado, a base governista perdeu o argumento da necessidade de recursos para a saúde -afinal, mesmo sem a contribuição, a arrecadação federal batia recordes mensais sucessivos. Desde o agravamento da crise econômica global, em setembro, porém, a receita passou a cair.
A receita esperada com a CSS é pequena diante do impacto da recessão nas contas públicas: o Orçamento deste ano, que originalmente contava com R$ 805 bilhões, já sofreu uma redução na casa dos R$ 60 bilhões. Dados prestes a serem divulgados pela Receita Federal indicam nova queda na arrecadação tributária federal no mês de julho.
E tem gente que acha que o governo, que o PT pode se dar ao luxo de não ter o PMDB como aliado. O presidente Lula tem que governar, e tem que ter apoio no Senado para aprovar projetos, leis que vão beneficiar milhões de brasileiros. A CSS é necessária para melhorar a saúde, para que o povo tenha um atendimento digno.
Gripe, Senado, CPI, Lina: qual será a próxima crise?
Por Ricardo Kotscho
Com o fiasco do depoimento no Senado de Lina Vieira, a ex-secretária da Receita Federal de um dia para outro alçada à condição de manchete de jornal, qual será a próxima crise do fim do mundo que a oposição vai criar para abalar a popularidade do presidente Lula e a candidatura da ministra Dilma?

Já tentaram de tudo este ano, mas nada deu certo para a aliança PSDB-DEM-Mídia, que continua sem rumo para as eleições de 2010 e se limita a jogar no desgaste do governo.

Primeiro, jogaram suas fichas na crise econômica mundial, anunciando a quebradeira, a recessão, o apocalipse. Nada disso aconteceu: o Brasil foi mesmo, como disse o presidente Lula, o último país a entrar na crise e o primeiro a sair.

Envergonhados, procuram esconder os fatos positivos. Nesta terça-feira, no pé de uma chamada de capa sobre prejuízos na Eletrobrás, a Folha, o maior jornal do país, publica em duas linhas com letras minúsculas, as menores da imprensa brasileira:

“Mercado de trabalho formal teve em julho o melhor desempenho do ano”.

Depois, vieram com a epidemia de gripe suína, que ganhou as manchetes semanas seguidas, consumiu quilômetros de páginas de jornal e oceanos de tempo nos telejornais.

Hoje, noticia-se, discretamente: “Dados do Ministério da Saúde indicam redução do número de casos de gripe suína _ na semana de 9 a 15 de agosto, foram registrados 111 novos casos graves, conta 794 na semana anterior”.

E a pauta foi mudando, mas a palavra crise continuou nas manchetes com as denúncias sobre os desmandos e maracutaias seculares do Senado Federal, a partir de determinado momento centralizadas em José Sarney e na base aliada do governo.

Quando o assunto começou a cansar, criaram a grande crise da CPI da Petrobrás, que já está sumindo do noticiário.

Qual será a próxima crise anunciada?

O texto acima sintetiza o pensamento de grande contingente dos leitores do Balaio que comentaram o post que escrevi ontem sobre o anjo da guarda do presidente Lula.

“Esse episódio canhestro ( o depoimento de Lina) deixa claro para a população o tamanho do destempero, a ânsia aloprada na agonia da grande mídia. Quando o povo se pergunta: “Uai, por que tanto falatório? Tá demais da conta, não acha?” Tá claro, né. O povo já sacou. Esse é o anjo da guarda de Lula, Kotscho”, escreveu o leitor José Melquíades Ursi, às 9:18 desta quarta-feira.

Sem discurso, sem bandeiras, sem candidato definido, sem propostas para o país, resta à oposição fazer barulho e atirar farofa nos ventiladores dos plenários do Congresso Nacional, que está paralisado desde o começo do ano, só jogando para a imprensa.
Sai Lina, entra quem? Façam suas apostas.

Militares faltam a depoimento sobre sumiços no Doi-Codi
Portal Terra
“Os ex-comandantes do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi) Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel não compareceram à Procuradoria de Justiça Militar em São Paulo. Eles seriam ouvidos nas investigações sobre o desaparecimento de 26 pessoas naquela unidade militar do Exército entre 1970 e 1976. Os advogados dos militares alegaram que os coronéis da reserva apresentam problemas de saúde e por essa razão não poderiam estar em São Paulo.

Os defensores informaram, no entanto, que os clientes estão dispostos a auxiliar. Na ocasião, o advogado do coronel Ustra entregou cópia de documentos utilizados pela defesa do militar na ação civil pública que tramita na Justiça Federal e em outra, na qual o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo manteve decisão favorável ao militar, ambas sobre desaparecimentos e mortes no Doi-Codi.

O Ministério Público Militar fará a análise dos documentos apresentados e tentará novamente ouvir os militares, possivelmente nas cidades onde residem. Outras diligências relacionadas ao caso estão também em andamento.

O MPM investiga o envolvimento dos militares no desaparecimento de pelo menos 26 pessoas no período em que comandaram o Doi-Codi. O procedimento foi retomado após a manifestação do Procurador-Geral da República no processo de extradição do major Manuel Cordero Piacentini, pedido pela Argentina. Em seu parecer, o PGR afirmou que o crime de sequestro é equivalente ao tipo penal do desaparecimento forçado.

Com base nessa argumentação, o MPF encaminhou pedido ao MPM para que os militares sejam investigados.”
Tão valentes em torturar presos políticos, tão cheios de si, tão machos em praticar estupros de presas políticas, em ameaçar famílias. Agora em plena democracia, na hora de prestar contas de suas atrocidades, dos crimes cometidos, covardes como ratos

19 agosto 2009


Charge do Bessinha
Quem é o autor da Lista de Furnas?
Depois de anos, Polícia Federal descobre documento em papel timbrado do governo de Minas que originou a Lista de Furnas

Após anos de investigações e acusações contra Dimas Toledo, pela confecção da Lista de Furnas, ocasião em que o ex-dirigente da empresa foi praticamente execrado, aparece o documento que deu origem à Lista de Furnas, atribuída ao mesmo.

É inacreditável, pois se trata de um ofício em papel timbrado do governo de Minas, assinado pelo Secretário de Governo Danilo de Castro e encaminhado a Dimas Toledo.

O documento relaciona os beneficiários da campanha do governador Aécio Neves, assim como os doadores.

A certeza da impunidade era tão grande que a lista da "corrupção" foi feita em papel timbrado do governo de Minas.(Veja no link abaixo)

Este documento praticamente muda o rumo das investigações, que até agora atribuía exclusivamente a Dimas Toledo a autoria da Lista de Furnas, demonstrando que este famoso documento apenas transcreveu o constante de uma lista confeccionada por Danilo de Castro.

Segundo participantes das investigações, esta lista relaciona a distribuição do dinheiro "arrecadado" em Minas Gerais.

Será diante desta nova situação que o governador de Minas terá de se explicar.

Evidente que na Assembleia Legislativa mineira este fato não provocará qualquer reação, uma vez que 90% de seus membros participaram da corrupção.

O documento já foi periciado, comprovando sua autenticidade, conforme demonstra o laudo que acompanha a lista, abaixo disponibilizado nesta reportagem.

Pelo visto, o período de impunidade do governador Aécio Neves poderá estar chegando ao fim, embora alguns insistam em duvidar, citando como exemplo as enormes evidências e provas que pesam contra o mesmo e integrantes de seu governo sem que nada ocorra.

Esta e outras "novidades" esclarecem a recente presença do diretor-geral da Polícia Federal no Palácio da Liberdade.

Políticos que tiveram acesso à lista de Danilo de Castro argumentam que finalmente entendem o porquê não ser apenas devido à representação do PMDB contra o senador Arthur Virgílio, junto ao Conselho de Ética do Senado, que está fazendo o PSDB recuar.

O cruzamento das informações constantes da lista de Danilo de Castro, com a lista apreendida na Camargo Correia, comprovaria a veracidade da mesma.

Diversos beneficiados da lista já foram ouvidos pela Polícia Federal e comprovaram ter realmente recebido os recursos descritos.

O Secretário de Governo Danilo de Castro jamais foi pessoa ligada a Tancredo ou à política mineira.

Foi colocado na presidência da Caixa Econômica Federal por José Sarney, quando Presidente da República, após ter "resolvido" as pendências de seu grupo político junto à Caixa Econômica Federal, no Maranhão. Junto com o atual Secretário da Fazenda.

Sua eleição para deputado federal serviu apenas para dar imunidade ao mesmo após o escandaloso "esquema da Ghetec".

Fontes da Polícia Federal informam que a instituição já vem há mais de duas décadas acompanhando os passos de Danilo de Castro, sendo possível que agora consiga pegá-lo.

Nas últimas eleições, ele deixou de ser candidato a deputado federal, colocando seu filho na disputa, porque estava inelegível.

Desta forma, encontra-se sem qualquer imunidade.


Vamos esperar para ver.

Veja: Cópia da lista de Danilo de Castro que deu origem à Lista de Furnas, acompanhada da perícia que comprova sua autenticidade.
Recebi por e-mail do Grupo Beatrice
PT-SP reafirma investimentos do governo Lula em obras no estado
O presidente do PT Estadual de São Paulo, Edinho Silva, divulgou nota nesta terça-feira (18) rebatendo afirmação do governador Serra que tenta negar investimentos do governo do presidente Lula na expansão do metrô na capital paulista e em outras obras no estado.
Na nota, Edinho destaca que relatório do próprio Metrô confirma investimentos diretos do governo federal de R$ 229,5 milhões para a execução de projetos da empresa.
Leia a seguir a nota:
Investimentos do Governo Federal no Metrô de São Paulo
Na última semana, conforme a Lei Federal nº 9.096/95, o diretório estadual Partido dos Trabalhadores de São Paulo (PT-SP), veiculou em rede de rádio e TV do estado propaganda partidária gratuita, na qual apresentava ações do Governo Federal no Estado de São Paulo.
Diferentemente do que tem afirmado o Governador José Serra através da imprensa, houve sim investimentos da União nas obras de expansão da Linha 2 Verde do Metrô, da ordem de R$ 229, 5 milhões - conforme pode ser verificado (abaixo) no próprio Relatório da Administração - 2008 - da Companhia do Metropolitano de São Paulo (clique aqui e conheça o relatório completo no site da empresa).
Além disso, o Governo Federal também liberou R$ 250 milhões para o Expresso Tiradentes e R$ 1,2 bilhão para o Rodoanel. Já o BNDES concedeu – por uma linha de crédito subsidiado, R$ 1,5 bilhão para o Metrô (valor esse, que se não fosse o empréstimo estatal, o governador teria que buscar no mercado financeiro).
Por outro lado, em 2008, o prefeito Kassab e o governador Serra promoveram um ato para anunciar que o Município iria repassar R$ 1 bilhão ao Estado para contribuir com a expansão do Metrô na cidade. O fato é que nem metade da promessa foi cumprida.
A empresa recebeu apenas R$ 275 milhões em dinheiro e mais R$ 198 milhões em Cepacs. Portanto, não é o PT que é afeito à propaganda enganosa.Infelizmente, o governador Serra – mais uma vez-, não perdeu a oportunidade de atacar o PT e o Governo Lula.
O que o governador não fala é que o estado de São Paulo é o que mais recebe recursos do Governo Federal. Além do PAC – que tem garantido diversas obras de infraestrutura rural e urbana, saneamento básico e reurbanização de favelas entre outras, o Governo Lula tem colaborado com São Paulo por meio de convênios em áreas como saúde, educação e inclusão social, como nos programas Bolsa Família, o Prouni, o Projovem, unidades do Programa Farmácia Popular do Brasil e do Centro de Especialidades Odontológicas, do programa Brasil Sorridente.
Edinho Silva
Presidente Diretório Estadual do PT-SP
Bolsa Família beneficia 12 milhões de famílias em agosto
Mais 573.884 famílias brasileiras terão acesso a renda e a serviços de educação e saúde por meio do programa Bolsa Família, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Com as inclusões, a folha de pagamento de agosto está transferindo mais de R$ 1 bilhão a 12 milhões de famílias com renda per capita de até R$ 140. Esta é a segunda etapa da expansão do programa de transferência de renda, que prevê a inclusão de 1,3 milhão de famílias em 2009.As novas concessões vão priorizar as regiões metropolitanas para combater a pobreza nos grandes centros urbanos, mas o crescimento ocorrerá em todas as regiões. As transferências representam um incremento médio superior a 30% na renda das famílias atendidas e já contribuíram com a redução de 20% da desigualdade entre 2004 e 2006, segundo estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea).Nesta etapa, também foram incluídas 238 famílias de comunidades remanescentes de quilombos e 582 de indígenas. A região Nordeste foi a que teve o maior número de famílias inseridas: mais 210.201 domicílios nordestinos têm direito ao benefício. Em seguida, vem a região Sudeste com 154.608.A estratégia desenvolvida pelo MDS prevê a expansão do programa em três etapas. Em maio, foram 300 mil famílias. Na segunda etapa, estão sendo incluídas mais de 500 mil famílias e a terceira etapa, em outubro, prevê mais 500 mil benefícios. Ao todo serão incluídas 1,3 milhão de famílias em 2009. A expectativa do MDS é chegar a 12,9 milhões de domicílios em 2010.ParceriaA atuação dos municípios é imprescindível para garantir a inclusão da população mais vulnerável. São eles que identificam e cadastram moradores que vivem em bolsões de pobreza e áreas de difícil acesso. A atualização permanente dos dados cadastrais também é um instrumento capaz de permitir que o benefício chegue à população que mais precisa. Desde o início do ano, 3,4 milhões de famílias estão sendo chamadas para atualizar os dados cadastrais e socioeconômicos.
Condicionalidades
Para receber a transferência de renda do programa, as famílias precisam cumprir contrapartidas, chamadas de condicionalidades. Crianças com até seis anos devem ser vacinadas e receber acompanhamento constante, assim como gestantes e mulheres que estão amamentando. Já famílias com filhos com idades entre seis e 17 anos têm que manter as crianças e adolescentes na escola e comprovar assiduidade. Cidades que não registram pelo menos 20% de informações das condicionalidades ficam sem receber os repasses do Índice de Gestão Descentralizada (IGD), criado e repassado pelo Ministério do Desenvolvimento Social para apoiar os Municípios na gestão do Programa Bolsa Família. MDS