Charge do Bessinha15 agosto 2009
“A TV Globo voltou a dar destaque nesta sexta-feira, pelo quarto dia seguido, às denúncias contra o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, bispo Edir Macedo. O Jornal da Record evitou, no entanto, entrar no terceiro dia seguido de ataques contra a concorrente, mas prometeu uma matéria especial e uma entrevista com Edir Macedo no domingo à noite.As emissoras têm trocado ataques desde quarta-feira, quando a Record resolveu responder às acusações do dia anterior, por ter considerado que a concorrente deu destaque excessivo ao fato da Justiça paulista ter acatado denúncia contra Edir Macedo. A rede de televisão recorreu a imagens da ditadura militar para atacar a Globo e citou casos históricos para acusar a concorrente de manipular a opinião pública. Ontem, a Record retomou os ataques com uma reportagem de mais de 20 minutos.A reportagem do Jornal Nacional de hoje começou às 20h35 e teve seis minutos de duração. Além de voltar a retomar denúncias publicadas pelos jornais Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo, o telejornal apurou qual teria sido o destino de R$ 10,2 milhões da Igreja Universal apreendidos pela Polícia Federal em Brasília em 2005.”
14 agosto 2009
Manifestantes pedem impeachment de Yeda em protesto em Porto AlegreFlávio Ilha
Especial para o UOL Notícias
Em Porto Alegre
Milhares de manifestantes ocuparam na manhã desta sexta-feira (14) as ruas centrais de Porto Alegre num protesto a favor do impeachment da governadora gaúcha Yeda Crusius. Integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Cpers (Sindicato dos Professores Estaduais) marcharam até o Palácio Piratini empunhando faixas e cartazes contra a governadora. Até o final da manhã, o protesto era pacífico.A manifestação foi convocada pela CUT e pelo Cpers, com apoio do PSOL e de outros partidos de oposição - entre eles PT e PSB. Segundo a Brigada Militar, cerca de 3.000 pessoas se concentraram em frente ao palácio a partir das 11h. Dois carros de som transmitiam palavras de ordem contra a governadora, que está cumprindo agenda no Centro Administrativo do Estado. À tarde, ela se desloca para a serra gaúcha, onde participa do Festival de Cinema de Gramado.
Manifestantes utilizaram nove bonecos em tamanho natural dos réus na ação sobre desvio de recursos públicos movida pela MPF; no protesto, os bonecos chegaram a ser algemados pelos participantes
Cerca de 50 manifestantes do PSDB também foram para a frente do Palácio defender a governadora, acusada pelo Ministério Público Federal (MPF) de improbidade administrativa. Os militantes tucanos levaram cartazes de apoio à Yeda e distribuíram rosas brancas para a população que transitava pelo local. Entre os manifestantes estava o marido da governadora, Carlos Crusius - um dos nove réus na ação movida pelo MPF.A governadora e mais oito pessoas são acusadas pelo MPF de se beneficiarem das fraudes praticadas no Detran, investigadas pelas operações Rodin e Solidária. O esquema de fraudes desviou cerca de R$ 44 milhões dos cofres públicos, segundo o Ministério Público. Além de Yeda e do marido, dois deputados estaduais ligados ao governo e um deputado federal são acusados. A assessoria particular da governadora também é ré no processo. Na Assembleia Legislativa, dois pedidos de impeachment estão tramitando nas comissões internas da Casa. Nenhum deles tem condições ainda de ser votado.Os manifestantes utilizaram nove bonecos em tamanho natural dos réus na ação. Em frente ao Palácio da Polícia, os bonecos foram algemados por integrantes do Cpers. A Brigada Militar não interviu. Durante a madrugada, no Parque Harmonia, cartazes com palavras de ordem contra a governadora, de cerca de seis metros de altura, foram retiradas dos manifestantes. Segundo o coronel João Carlos Trindade, comandante-geral da BM, os objetos poderiam ser utilizados contra a integridade física dos próprios manifestantes.A BM concentrou 400 policiais na área central de Porto Alegre para prevenir possíveis tumultos. Operadores de carros de som estão sendo orientados sobre a utilização de palavras de ordem, que não podem ser ofensivas. Durante toda a manhã, o trânsito ficou lento no centro da cidade e nas ruas adjacentes.No início da manhã, duas barreiras também foram montadas na entrada de Porto Alegre - uma na avenida Castelo Branco e outra próxima ao aeroporto. De acordo com o coronel Trindade, a ação foi preventiva para detectar materiais perigosos e objetos cortantes que pudessem estar com os manifestantes.
Iraneth Maria Dias Weiler, a chefe de gabinete de Lina Vieira, aparece na listagem do blog do jornalista Fernando Rodrigues como doadora da campanha de Fernando Henrique Cardoso para presidente da República em 1998. Quem quiser conferir, basta clicar aqui, abrir o arquivo de Word e buscar por Iraneth. Está lá a moça. Foi pouquinho o que ela deixou para o caixa do ex-presidente e no fundo isto não quer dizer muita coisa, a não ser que ela tem uma quedinha pelo PSDB. Ou tinha...
http://blogentrelinhas.blogspot.com/
A equipe de Dilma Rousseff, da Casa Civil, está criando um blog oficial e vai colocar uma página no Twitter para ela. É que existem 17 perfis falsos da ministra no microblog, boa parte deles hostis à candidatura dela à Presidência.
MAIS UMA Pelo calendário até agora adotado pelos médicos, Dilma fará a última sessão de radioterapia na próxima segunda.
Mônica Bergamo
bergamo@folhasp.com.br

da Folha Online
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Ivar Pavan (PT), deferiu o requerimento assinado por 39 parlamentares, pedindo a instalação de uma CPI para investigar supostos atos de corrupção no governo do Estado, administrado por Yeda Crusius (PSDB).
A comissão funcionará por 120 dias, e o deferimento do requerimento será publicado no Diário da Assembleia Legislativa na próxima segunda-feira (17).
As bancadas têm o prazo de cinco dias consecutivos para indicar os membros da CPI, que será composta por dois parlamentares do PT, PMDB, PP e PSDB, e um representante do PDT, PTB, DEM e PPS.
Após a indicação dos nomes dos parlamentares, haverá prazo de três dias para que a CPI seja instalada. O requerimento com o pedido de investigação foi protocolado no último dia 6.
O pedido de CPI foi retirado da gaveta depois que o Ministério Público Federal apresentou uma ação civil pública contra Yeda e outras oito pessoas. Até então, o documento tinha 17 assinaturas. Com a iniciativa dos procuradores, três deputados do PDT assinaram o documento, totalizando 20 adesões.
Depois, foi a vez dos nove deputados do PMDB assinarem o documento. Entre peemedebistas que assinaram o requerimento está Luiz Fernando Záchia, um dos investigados pela ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal para apurar suposta improbidade administrativa.
A iniciativa do PMDB abriu caminho para outros parlamentares da base governista também aderirem à investigação contra a governadora, totalizando 39 assinaturas.
O PMDB fazia parte, até então, da bancada de apoio à governadora da Assembleia, mas ainda não há informações sobre como ficará a situação do partido após a assinatura do pedido de investigação.
Yeda e integrantes de seu governo são suspeitos de desvio de dinheiro no Detran-RS, fraude em licitações e caixa dois na campanha eleitoral de 2006.
Jussara Seixas
13 agosto 2009
A terceira edição bimestral de 2009 do caderno "Destaques" já está disponível nos sites www.presidencia.gov.br e www.brasil.gov.br. A edição traz as medidas anunciadas em junho para estimular a produção e o consumo e acelerar a recuperação do País frente à crise internacional.
A reunião de cúpula do G-5 com o G-8, o compromisso nacional para aperfeiçoar as condições de trabalho na cana-de-açúcar, os indicadores da recuperação do emprego e o pronunciamento do presidente da República na Unesco, em Paris, ao receber o prêmio por sua atuação pela paz, também são objetos desta edição.Além disso, a publicação traz dados atualizados sobre política externa, energia e democracia e também sobre os principais indicadores econômicos e sociais, os diversos programas federais, como o PAC - Programa de Aceleração do Crescimento e o PDE - Plano de Desenvolvimento da Educação.A Secom informa que as críticas e sugestões devem ser enviadas para o seguinte endereço eletrônico
destaques.secom@planalto.gov.br
Clique aqui para ver o caderno Destaques Julho/2009
Lula é homenageado pela CNI e volta a defender mais redução da taxa de jurosO presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender na noite de ontem (12) uma maior queda da taxa básica de juros, ao afirmar que é possível reduzir mais. “Temos o menor patamar de juros da nossa história, é desejável e possível cortar ainda mais”, disse Lula, ao ser homenageado com o Grande Colar da Ordem do Mérito Industrial pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em sessão comemorativa dos 71 anos da entidade.Na presença de ministros, empresários e alunos do Senai, Lula também destacou o potencial exportador do país com a descoberta do pré-sal e garantiu que “o ciclo de ajuste de nossa economia foi concluído”. Na avaliação do presidente, as curvas do emprego e da atividade industrial sinalizam uma retomada do crescimento neste segundo semestre. Lula também afirmou que há perspectiva de aumento das exportações industriais ainda este ano.No começo da cerimônia, o presidente da CNI, deputado Armando Monteiro Neto, justificou a homenagem ao presidente afirmando que os elos de Lula com a indústria são antigos, desde a formação como torneiro mecânico pelo Senai, nos anos seguintes como metalúrgico e na atuação como líder sindical, que “assustava setores do empresariado nos anos 70 e80”.“A abertura ao diálogo marcou sua história e, no presente, se consolidou como característica de seu governo”, afirmou o presidente da CNI, frisando que a indústria entrou no foco das ações do governo. “Com uma agenda de preservação dos fundamentos macroeconômicos e de inovação social, o Brasil se diferenciou. Confiou confiança interna e transformou-se em exemplo para a América Latina e o mundo”, disse Monteiro Neto.
Fonte PT
Por Ricardo Kotscho
Pois é, amigos, quando tudo caminhava para uma eleição plebiscitária em 2010, com um candidato do governo (Dilma) e outro da oposição (Serra), em mais um Fla X Flu entre petistas e tucanos, como vem se repetindo desde 1994, eis que surge um fato novo, o fator Marina Silva.A esta altura do campeonato, não sei se ela já trocou o seu PT cansado de guerra pelo PV de Zequinha Sarney, mas tudo indica que minha velha amiga Marina, a santa guerreira dos seringais, o fará mais dia menos dia para ser candidata a presidente da República.Com sua biografia pessoal e política inatacável, flor rara no brejo em que se transformou o Senado brasileiro, Marina tem a trajetória mais parecida com a do presidente Lula entre quaisquer candidatos possíveis à sua sucessão.Como ele, saiu da pobreza mais pobre dos fundões do Brasil e foi à luta, ajudando a criar o primeiro partido político brasileiro verdadeiramente nascido das bases populares. Deu muito murro em ponta de faca até chegar ao Senado, antes de exercer por seis anos o cargo de Ministra do Meio Ambiente do governo Lula, de onde saiu muito magoada.Reúne na sua figura singular todos os méritos e direitos para disputar a Presidência da República. Antes de tomar uma decisão definitiva, porém, convem que ela dê uma olhada cuidadosa na biografia dos dirigentes verdes que lhe fizeram o convite para se candidatar à sucessão de Lula.O mais animado deles, Alfredo Sirkis, vice-presidente nacional do PV, conhecido surfista da política carioca, saiu da luta armada e rodou em busca de um lugar ao sol, até cair nos braços de Cesar Maia, o ex-prefeito e blogueiro carioca de quem foi secretário com muito gosto, e que não chega a ser um símbolo da modernidade sustentável.Na Câmara Federal, o partido é liderado por Zequinha Sarney, do PV do Maranhão, herdeiro político do pai, aquele mesmo que Marina quer ver afastado da presidência do Senado pelo conjunto da obra. Em Brasília, o PV integra a base aliada do governo federal. Mas, em São Paulo, o presidente nacional do PV, o obscuro vereador paulistano José Luiz Penna, faz parte da base de apoio demo-tucana do esquema Serra-Kassab. Com este time, convenhamos, fica difícil imaginar uma campanha presidencial para valer, que não seja apenas uma linha auxiliar dos que se opõem à candidatura Dilma Roussef, a ungida pelo presidente Lula para disputar a sua sucessão. Se Marina Silva resolver mesmo ser candidata pelo PV, abrindo o leque de candidaturas, é natural que outros nomes se animem a entrar na disputa, como meu amigo Ciro Gomes, do PSB, que ainda não definiu seu caminho em 2010.No começo do ano, escrevi aqui mesmo no Balaio que tudo caminhava para uma disputa entre apenas dois candidatos, Serra e Dilma, na primeira eleição presidencial sem Lula desde a redemocratização do país.Agora, está tudo novamente em aberto, já que dificilmente qualquer cenário político resiste a mais de seis meses num período pré-eleitoral, faltando tanto tempo para o dia das eleições _ e não apenas pela possível entrada de Marina Silva na disputa.Nas últimas semanas, a própria candidatura de José Serra, o favorito nas pesquisas, já não era dada como tão definitiva. Enquanto Aécio Neves não abre caminho e declara seu apoio a ele, Serra não pode sair por aí apresentando-se como candidato do PSDB, e já se fala até numa possível candidatura à reeleição em São Paulo.É sempre bom lembrar que, apenas um ano antes das eleições presidenciais de 1989 e 1994, Collor e FHC, os dois que acabaram ganhando, nem sabiam se seriam candidatos. Só nos resta esperar pelas próximas pesquisas, que, aliás, estão estranhamente demoradas, para ver aonde se encaixa uma possível candidatura de Marina Silva e a quantas anda a popularidade presidencial, que é vital para as possibilidades de Dilma Roussef.O que estaria pensando a população diante deste cenário conturbado pela interminável crise do Senado, o apoio de Lula a Sarney, CPI da Petrobras, acusações da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, à ministra Dilma Roussef, denúncias de corrupção no Metrô de São Paulo, transtornos causados pela gripe suína, e tudo mais?Pela amostra dos comentários enviados por leitores/eleitores, não só ao Balaio, mas a todos os espaços abertos pela internet, o povo anda muito bravo, indignado com os políticos em geral _ e é preciso ver quem ganha e quem perde com este sentimento negativo num clima de baixo astral, faltando pouco menos de 15 meses para as eleições gerais.Se o caro leitor/eleitor fosse consultado pelos pesquisadores, o que responderia a eles?
http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/
Major Olímipio: cúpula tucana usa helicópteros da PM como táxi aéreoO Conversa Afiada aceita a sugestão do amigo navegante Geraldo S. Chaves e reproduz entrevista do deputado estadual Capitão Olímpio ao blog
Deputado rompe com o PV e alerta Marina
Em entrevista ao Brasília Confidencial, o deputado estadual Major Olimpio, de São Paulo, acaba de romper com o PV. Em entrevista ao Brasília Confidencial, ele afirma que o PV abre mão até de seus projetos ambientais em nome de um “apoio cego” à aliança PSDB-DEM. Rebelado desde o início do mandato, em 2006, Major Olímpio aponta o fisiologismo do partido e a censura que o PV impôs a suas denúncias contra o Governo José Serra (PSDB). Para a senadora Marina Silva (PT), que pode fazer o caminho contrário, aderindo ao PV para concorrer à Presidência da República, ele manda um recado: “Você não merece esse engodo”.
Policial militar por 29 anos, eleito em 2006 pelo PV com 52.386 votos para a Assembleia Legislativa de São Paulo, o deputado fez um acordo com o partido e ficou com o mandato, depois de alegar justa causa para deixar a legenda. PT, PDT, PSOL e PTB estão sondando o deputado, que adianta: “Não vou simplesmente trocar de cela”.
O senhor deixou o PV ou foi o PV que o deixou?
Eu deixei o PV. Entrei com uma ação na Justiça, inclusive, alegando justa causa. Depois, recentemente, eles me procuraram para um acordo. Fiquei com o mandato e retirei a ação.
O que o senhor alegou nessa ação?
Até as censuras e discriminações que sofri. Para você ter uma idéia, eu fui proibido de fala em nome do partido. Fui excluído da vice-liderança… O caso é que, nas eleições passadas, o PV teve candidato próprio em São Paulo e, portanto, não compunha a base de apoio do José Serra (PSDB). Então, legal e moralmente, não há nenhum compromisso do PV com esse governo.
O senhor faz oposição isolada ao governador Serra. Como isso começou?
Eu não poderia jamais, como filho de servidor, como policial durante 29 anos em São Paulo, me prostrar diante desse desmonte, desse absurdo que o governador tem feito no serviço público, na polícia. Eu não me elegi para me prostrar diante do governador. O PV fez isso em troca de um cargo, de uma Secretaria de Assistência Social. E em troca de duas secretarias do aliado de Serra, o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Eu descobri que a candidatura do PV foi um jogo de cena. Eu entrei nessa porque nunca tive muita habilidade política, nessa política de cartas marcadas. Em minha vida, eu passei 29 anos na polícia, correndo atrás de bandidos. Eu não soube entender que era tudo uma grande armação. Foi uma campanha armada para que eles se jogassem depois nos braços de Serra e Kassab.
Como o senhor percebeu isso?
Logo no começo do mandato eu entendi. Meus sete colegas de bancada votaram em favor de vetos de Serra a projetos ambientais. Um deles era para a despoluição dos rios. Olha, eles se esqueceram até dos princípios ambientais. É uma obediência cega ao Serra. Chega ao absurdo, ao desrespeito absoluto ao eleitor. Eles (os deputados do PV) nem comparecem muito às sessões. Por causa do meu comportamento, fui destituído da condição de vice-líder e nem podia mais falar pelo partido nas sessões. Eu virei um deputado zumbi. CPIs, então, nem pensar. A coisa que eu mais aprendi na minha carreira policial foi investigar bandidos. Mas nunca vi uma CPI nessa Assembleia de São Paulo. Até meus projetos o PV mandou que eu retirasse. Um deles, por exemplo, previa melhorias nas condições salariais dos policiais, que é o meu setor eleitoral. Queriam me destruir no meu segmento.
O senhor propôs uma CPI para investigar o Governo Serra?
Sim, em 2007. Vou falar disso porque tenho informações fidedignas. As tropas me informam de tudo e eu documento. Mas não consegui assinaturas suficientes para uma CPI. O fato é que os helicópteros da Polícia Militar viraram táxi-aéreo de “aspones” e secretários do governador. Para você ter uma idéia, houve um sábado (em 2007) que o Goldman (Alberto Goldman, vice-governador de São Paulo) pegou seus chinelinhos e seu cachorro e chamou um “táxi-aéreo do governo”, que era, na realidade, um helicóptero de resgates da PM, para ir passear em Campos do Jordão. E isso ainda acontece nesse governo. As madames, mulheres dos usuários desse “serviço”, reclamaram então que nos helicópteros havia fuzis e elas não gostavam dos fuzis no seu táxi-aéro. Mandaram tirar; e a PM teve que retirar. Olha, isso é o fim do mundo. Fico revoltado, porque esses helicópteros devem servir para as ações policiais, não para transportar madames nem gente que quer passear com o cachorrinho em Campos do Jordão, nos sábados ensolarados. Mas o PV me mandou calar a boca.
E o senhor não denunciou de outra forma?
Sim, pedi a CPI e também denunciei o caso à Procuradoria da Justiça do Estado de São Paulo. Sabe qual foi o resultado? O parecer foi de que esse uso dos helicópteros pelo governo é legítimo. Mesmo com as aeronaves de socorro. Então, o governador pode tudo.
Houve alguma outra situação em que o senhor ficou indignado?
Muitas. Quando houve a inundação no Maranhão, São Paulo mandou 30 bombeiros para lá. Eles foram enviados em um avião da FAB. Ajudaram e tal. Na volta, não tinha mais como eles voltarem no avião da FAB. Sabe o que o governo paulista fez? Nada. Os 30 bombeiros passaram três dias molhados, feridos, cansados, no aeroporto do Maranhão. O governo paulista não queria pagar passagens para os 30 bombeiros voltarem para suas casas, depois dessa missão autorizada. No último dia 3 eu fiz essa denúncia no Plenário. Sabe como eles voltaram? Nós, policiais, pagamos as passagens para os colegas com um fundo nosso mesmo, que mantemos para garantir café e bolachinhas nos quartéis. Nós, policiais, pegamos desse dinheiro e pagamos as passagens para os colegas. Na volta, eles nos contaram que não receberam sequer as diárias pelos dias que passaram lá, ajudando a salvar vidas. Como é que eu, um policial por 29 anos, posso apoiar esse governador?
O senhor já decidiu seu futuro político?
Olha, por enquanto, só tenho duas certezas: nunca mais o PV nem o PSDB e seus apoiadores. Eu não posso sair de uma cela para entrar em outra cela. Tenho até o dia 30 de setembro para decidir. Fui convidado pelo PT, PSOL, PDT, PTB. Eu me dou muito bem com o PTB, por exemplo, mas eles também apóiam o Serra. Então, eu vou avaliar isso muito bem, porque agora o mandato é meu, não do PV.
Nesse momento em que o senhor rompe com o PV, a senadora Marina Silva (PT) avalia a sua adesão ao partido para garantir uma bandeira ambiental para disputar a Presidência da República. O senhor daria algum recado à senadora?
Muito claramente: Marina, pense muito bem. Você tem uma história de vida… Os princípios do PV são fantásticos no papel, na conversa. Mas não são reais. Você não merece esse engodo.
Veja também o que o já publicamos sobre o deputado Major Olímpio:
22/junho/2009 11:41
O Conversa Afiada reproduz, por sugestão da navegante Edilene, o vídeo em que o deputado Major Olimpo critica a secretaria de educação do governo de Zé Pedágio.
PHA, peço para você postar este video do deputadoMajor Olímpio, repare na cara do Secretário Paulo Renato,ABRAÇOS, Edilene
Ação agressiva no crédito devolve a liderança ao BB
Nove meses após ter perdido a liderança para o Itaú Unibanco, o Banco do Brasil retomou o posto de maior banco em ativos do Brasil e da América Latina.Segundo o balanço do segundo trimestre do ano, divulgado na madrugada de hoje, os ativos do Banco do Brasil chegaram a R$ 598,8 bilhões, ante R$ 596,4 bilhões do Itaú Unibanco.O Banco do Brasil salta da 10ª para a 7ª posição no ranking dos maiores bancos da América Latina e dos EUA, segundo a consultoria Economática. O Bank of America se mantém na liderança, seguido por JPMorgan Chase e Citigroup. O Itaú Unibanco cai de 7º para 8º.O BB lucrou R$ 4,014 bilhões no primeiro semestre, alta de 0,55% ante o mesmo período do ano passado. No segundo trimestre, o lucro foi de R$ 2,348 bilhões (+43%).Segundo a Folha apurou, a atuação agressiva do BB na concessão de crédito durante a crise foi fundamental para a instituição ter recuperado a liderança do ranking bancário, objetivo cobrado por Lula após a perda do posto. Enquanto os bancos privados foram mais cautelosos após o congelamento global do crédito, o BB acelerou a liberação de empréstimos para evitar um contágio maior da crise.Os números do primeiro semestre divulgados pelos bancos privados mostram claramente essa desaceleração na concessão do crédito. No ano passado, o crédito se expandiu no país a um ritmo de cerca de 30%. Em junho, caiu pela metade em relação ao mesmo mês do ano passado.Segundo dados da consultoria Austin Rating, com base nos balanços do segundo trimestre de dez bancos privados, o crédito cresceu em média 16,1% em relação a junho de 2008. O Itaú Unibanco, por exemplo, registrou expansão de 15,7% do crédito, e o Bradesco, de 20%. Já em relação a dezembro, o volume dos empréstimos dos bancos privados praticamente não se alterou ou até caiu.Além da forte aceleração do crédito, os números do BB relativos ao primeiro semestre mostram redução do "spread" (diferença entre os juros pagos pelos bancos ao captar recursos no mercado e a taxa cobrada dos clientes). A equipe econômica pretende usar esses dados para aumentar a pressão sobre os bancos privados para que baixem o "spread".Segundo a Folha apurou, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, teria ficado incomodado com declarações do presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setúbal, de que a redução do "spread" nos bancos públicos não seria sustentável.O debate promete ser acirrado nos próximos dias. Segundo Erivelto Rodrigues, presidente da Austin Rating, a grande questão é saber se essa atuação agressiva do Banco do Brasil deteriorou ou não a qualidade da sua carteira de crédito, o que só o tempo vai dizer.De qualquer forma, Rodrigues afirma que a atuação dos bancos públicos, tanto do Banco do Brasil como da Caixa Econômica Federal, foi extremamente importante para a recuperação do crédito no país."Os bancos públicos foram fundamentais para a irrigação do crédito na economia", diz Rodrigues.O crédito é o principal item na constituição dos ativos dos bancos. Enquanto o ativo do Banco do Brasil tem crescido em ritmo bastante forte na crise, o do Itaú Unibanco fez o caminho inverso. De acordo com a Economática, o ativo do Itaú Unibanco caiu de R$ 633 bilhões em dezembro para R$ 596,4 bilhões em junho.

Objetivo é descobrir quem se beneficiou de eventual pagamento de propina da empresa
MARIO CESAR CARVALHODA REPORTAGEM LOCAL
Merenda nas creches terá o dobro de recursos
Mais de 1,3 milhão de crianças com até três anos de idade serão beneficiadas com a ampliação dos recursos para a alimentação escolar nas creches públicas, filantrópicas e comunitárias. A partir de setembro, o valor destinado à alimentação por aluno será dobrado, o que significa investimento extra de R$ 17,7 milhões somente em 2009. A resolução que aumenta o valor da merenda para as creches foi publicada nesta terça-feira (11) no Diário Oficial da União
As principais empresas estatais do País manifestaram seu apoio às reformulações propostas pela nova Lei Rouanet, que será encaminhada em breve ao Congresso Nacional. A adesão às mudanças foi feita em reunião na última segunda-feira na Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) com representantes de 12 estatais e coordenada pelos ministros Franklin Martins (Comunicação Social) e Juca Ferreira (Cultura)
(leia a íntegra)
Municípios receberão recursos para feiras populares
A população do Semiárido brasileiro vai ganhar mais um reforço na área de segurança alimentar e nutricional. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) vai liberar R$ 3,6 milhões para a implantação de feiras populares. O resultado do edital para a seleção de municípios já foi divulgado pelo MDS
(leia a íntegra)
12 agosto 2009
Oposição recua e aceita acordo que preserva Sarney“Articulação do pacto para encerrar conflito no Senado é comandada por Sérgio Guerra, Mercadante e JucáSob ataque do grupo do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que é comandado pelo peemedebista Renan Calheiros (AL), a oposição fechou ontem um acordo com os líderes da base aliada do governo. Pelo acordo, a oposição encerrou a guerra dos discursos no plenário, o que devolve a Sarney as condições políticas para presidir a Casa.O acordo prevê também que todas as questões jurídicas e disputas políticas em torno das representações contra Sarney e o líder dos tucanos, Arthur Virgílio (AM), ficam circunscritas ao Conselho de Ética. Não há mais espaço político para fazer acusações a Sarney no plenário - o que minava a autoridade do presidente da Casa. Quem for derrotado no Conselho de Ética também não vai recorrer ao plenário."Ninguém pode cobrar de ninguém um acordo de mérito, mas podemos definir um acerto de procedimento e encerrar tudo no Conselho de Ética, sem contaminar o plenário", disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ao explicar o entendimento.O sinal mais evidente de que a oposição depôs as armas e parou de acuar Sarney no plenário foi o tom dos discursos tucanos feitos ontem à tarde.”Matéria Completa, ::Aqui::
http://nogueirajr.blogspot.com/
GOVERNO LULA
Das unidades disponíveis, 21,5% foram comercializadas em junho; com começo de ano ruim, média do semestre foi de 12,8%Programa Minha Casa, Minha Vida impulsionou as vendas com a inclusão no setor de famílias com renda de até dez salários mínimos
A venda de imóveis residenciais novos está retomando o ritmo em São Paulo. Em junho, das unidades disponíveis na capital paulista, 21,5% foram vendidas, o melhor desempenho desde maio de 2008, segundo o Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo.Na média do primeiro semestre, a taxa é de 12,8%, o que levou a entidade a elevar a previsão para 2009, de 12% para 13%. O menor patamar de venda sobre oferta foi registrado em outubro (4,9%), quando houve o agravamento da crise, fazendo com que as construtoras reduzissem o número de lançamentos para desovar os imóveis em estoque.Em junho, apenas 1.715 unidades foram colocadas no mercado. No acumulado do primeiro semestre, foram 8.150, menos da metade do registrado em igual período do ano anterior. Com isso, a projeção anual inicial foi reduzida de 28 mil para 25 mil unidades, patamar inferior ao de 2008 (34 mil)."Não há como comparar o tempo de decisão dos consumidores com o dos empresários", respondeu João Crestana, presidente do Secovi-SP, ao ser questionado se a confiança dos clientes em potencial se recuperou mais rapidamente. Entre a compra do terreno e o lançamento do produto, ele contabiliza que se passam entre seis e oito meses.Com a diminuição nos lançamentos, os estoques ao final de junho chegaram a 13.028 unidades na cidade de São Paulo, depois de terem atingido 20.026 em dezembro.As vendas no acumulado de maio e junho ficaram apenas 4,7% abaixo de igual período em 2008, mas, no comparativo de todo o primeiro semestre, apresentam redução de 25,3% devido ao fraco desempenho no início do ano. Para 2009 fechado, o Secovi-SP prevê igualar os níveis do ano passado.Entre os motivos do aquecimento nas vendas está o Minha Casa, Minha Vida, que deixou o setor em evidência, despertando o interesse por imóveis mesmo acima da faixa de valor definida pelo programa do governo federal (R$ 130 mil), e permitiu a entrada no mercado de famílias com renda de seis a dez salários mínimos.Antes de abril, calcula Crestana, para se candidatar à compra de um imóvel de R$ 90 mil, por exemplo, era preciso comprovar renda mensal de R$ 3.300. Depois do lançamento do plano habitacional, R$ 1.850 são suficientes para adquirir o mesmo apartamento. Das propostas de empreendimentos recebidas pela Caixa Econômica Federal até 31 de julho, último balanço disponível do plano, 177 foram contratadas no país, o que representa 26.211 unidades e R$ 1,66 bilhão em investimento.Também ontem, a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) divulgou as vendas em julho, quando houve alta de 4,5% ante igual mês de 2008. No acumulado do ano, o crescimento foi de 1,5%, mesmo na comparação com o faturamento recorde no ano anterior, devido à redução de IPI, à retomada das construções e à melhoria da renda, de acordo com Cláudio Elias Conz, presidente da entidade.

Segundo denúncia, dinheiro desviado foi para caixa dois de siglas que apoiam YedaGovernadora do RS nega que tivesse conhecimento de fraude no Detran; PSDB diz que todas as doações para Yeda foram registradas
Portal Terra
DA REDAÇÃO - A senadora Marina Silva, que pode trocar o PT pelo PV para disputar a Presidência da República em 2010, aparece em 2° lugar no blog que apóia a candidatura da Ministra da Casa Civil, Dilma Roussef. O blog ainda indica a senadora do Acre como candidata a vice-presidente.
Marina Silva tem 19% das intenções de voto no blog, enquanto Dilma tem 57%. José Serra aparece em terceiro com 11% dos votos. Em nota, o Partido Verde insinua que a indicação de Marina como vice seria "desespero petista".
A ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula recebeu o convite para integrar a legenda com plataforma ecologista na semana passada. A possível candidatura foi aplaudida por especialistas como alternativa à polarização entre tucanos e petistas nas eleições de 2010.
A reação do PT foi imediata. Lideranças como o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) afirmaram publicamente que tentariam convencê-la a não mudar de partido. Marina nega que a ida ao PV estaria vinculada a uma candidatura.
Nesta terça-feira, Marina disse ter recebido pedidos para que permaneça no PT, inclusive da chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff. Hoje, o presidente da BR Distribuidora e provável sucessor de Ricardo Berzoini na presidência do PT, José Eduardo Dutra, esteve no gabinete de Marina Silva para uma conversa
19:23 - 11/08/2009
11 agosto 2009

da Folha Online
O Ministério Público de São Paulo entrou com uma ação civil pública contra o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), pelo não pagamento de precatórios alimentares (dívidas judiciais) referentes ao exercício de 2006.
A reportagem procurou a prefeitura, que ainda não se posicionou sobre a iniciativa do Ministério Público.
Segundo a promotora Andréa Chiaratti do Nascimento Rodrigues Pinto, a Justiça orçou e solicitou à prefeitura R$ 240,7 milhões para o pagamento dos precatórios. O valor foi incluído na lei orçamentária, mas pagou R$ 119 milhões.
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Um laudo do Caex (Centro de Apoio às Execuções), órgão técnico do Ministério Público, concluiu que 49,45% do total da verba destinada ao pagamento dos precatórios alimentares foram aplicados. Segundo a promotora, isso demonstra que houve transferência de recursos para outros fins.
"O orçamento destinado ao pagamento dos precatórios alimentares teve seu crédito transferido para uma finalidade diversa; a saber, o pagamento de contribuições sociais e obrigações patronais", afirma a promotora na ação.
Se Kassab for condenado, ele poderá perder o cargo, terá de pagar multa e ficará proibido de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais.

Leia abaixo análise econômica publicada por Stephen Kanitz no blog O Brasil que dá Certo. Kanitz é mestre em Administração de Empresas e foi professor titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP.
A análise econômica da semana
Queda na taxa de desemprego americano de 9,5% para 9,4% põe fim às previsões dos economistas mais conceituados e citados nos Estados Unidos, como Roubini e Paul Krugman, de que o desemprego se tornaria de dois dígitos, chegando a 12%. Desemprego, lembre-se, é um indicador subsequente. A decisão de desempregar é feita em maio, o funcionário é despedido em junho, e vira uma estatística em julho. A Bolsa de Valores "não antecipa" como muitas vezes está sendo noticiado. Administradores de fundos entendem melhor de economia do que a maioria dos acadêmicos.
Gol atinge 71% de Taxa de ocupação.

Especial para O Globo
PORTO ALEGRE - A íntegra da ação por improbidade administrativa ajuizada pelo Ministério Público Federal contra a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), que vazou nesta segunda-feira na internet, mostra que, para os procuradores, Yeda sabia da fraude que desviou R$ 44 milhões do Detran gaúcho e se beneficiou da irregularidade. (Leia mais: OAB-RS cobra de Yeda dados sob sigilo)
Até então, só eram de conhecimento público 40 páginas da petição inicial divulgadas pela OAB-RS no sábado. A juíza do caso, Simone Barbisan Fortes, da 3ª Vara Federal de Santa Maria, vinha advertindo que interceptações telefônicas, dados bancários, financeiros e fiscais são protegidos por lei e não poderiam ser divulgados.
Com o vazamento das 1.239 páginas da ação vieram à tona gravações de diálogos entre Lair Ferst - pivô do escândalo do Detran - e Marcelo Cavalcante - representante do governo gaúcho em Brasília cujo corpo foi encontrado no Lago Paranoá, em fevereiro.
Numa das gravações, Marcelo diz ter entregue à governadora carta redigida por Lair, com denúncias sobre o esquema de desvio de dinheiro do Detran. Marcelo teria dito à governadora que o desvio era uma "situação alarmante" que, se fosse descoberto, acabaria com o governo. "A senhora tem que dar uma olhada nisso aí com carinho e tomar providência urgente", teria dito Marcelo.
Yeda teria dito que tomaria providências enérgicas. Mais adiante, porém, ela teria alegado dificuldade para acabar com o esquema porque havia envolvimento de partidos políticos. Em uma gravação, Lair conta que, numa conversa com Yeda, a governadora teria rejeitado receber apenas R$ 50 mil de propina para manter a fraude. "Eu já disse, R$ 50 mil eu não quero. Eu não vou me incomodar dessa maneira aí por R$ 50 mil. Se for pra ganhar só R$ 50 mil eu vou acabar com tudo. Porque, pelo que eu tô sabendo, parece que eles estão recebendo muito dinheiro", teria dito Yeda, segundo a gravação de Lair.
O mais recente dos depoimentos ouvidos pelo seis procuradores da República que assinam a ação por improbidade contra a governadora e mais oito pessoas reforçou, no entender das autoridades do MP, a participação de Yeda no caso. O depoimento foi dado em meados de julho pelo ex-presidente do Detran Sérgio Buchmann, nomeado e exonerado por Yeda. Conforme os procuradores, Buchmann indicou que a governadora sabia da fraude e se beneficiou do esquema.
O advogado de Yeda, Fábio Medina Osório, para quem a governadora é inocente, pediu à juíza Simone a exclusão de Yeda da ação, alegando que crime de improbidade deve ser julgado pela Assembleia Legislativa. Nesta segunda à noite, a juíza atendeu a outro pedido do advogado e negou o pedido de afastamento de Yeda do cargo.
Em plena crise global, o Brasil vive a terceira onda de investimentos. Recursos poderão somar US$ 15 bilhões
Em plena crise global, o Brasil vive a terceira onda de investimentos dos fabricantes mundiais de veículos. Estima-se que esses recursos poderão somar US$ 15 bilhões entre 2007 e 2012 - somente os planos de empresas que já atuam no país chegam a quase US$ 12 bilhões. O principal estímulo para essa nova rodada é o crescimento do mercado interno, que levou o país a subir cinco posições no ranking mundial nos últimos dois anos: passou do décimo para o quinto maior volume anual de vendas.
As duas ondas anteriores ocorreram nas décadas de 50 e 90. Na primeira, a indústria instalou-se no país, atraída pelos estímulos do Plano de Metas do governo JK. Na segunda, o governo brasileiro criou o regime automotivo, que ofereceu generosas reduções de impostos em troca da construção de fábricas e promessas de exportação.
Desta vez, as montadoras não vêm atrás de incentivos fiscais nem prometem aumentar as exportações. Olham apenas para o mercado brasileiro. Coreanos da Hyundai e chineses da Chery prometem instalar fábricas de onde sairão veículos que o brasileiro ainda nem conhece.
As montadoras instaladas no país há mais tempo são ainda mais agressivas. Em julho, a General Motors anunciou investimento de US$ 1 bilhão na fábrica de Gravataí (RS). Na semana passada, a Volkswagen revelou planos de elevar a produção para 1 milhão de carros em 2012. Praticamente todas as montadoras começaram a chamar trabalhadores dispensados durante o auge crise, na virada do ano.

Luiz Inácio Lula da Silva
O ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), arquivou um pedido de habeas corpus contra a decisão judicial que proibiu o jornal “O Estado de São Paulo” de publicar notícias sobre a operação Faktor (ex-Boi Barrica) da Polícia Federal. Celso de Mello considerou que o HC não é o instrumento jurídico adequado para questionar a decisão. Com isso, o jornal continua proibido de noticiar o caso.

Romeu Pinto Jr. diz que "offshore" foi aberta por diretor que chegou a vice da multinacionalMCA Uruguay, representada pelo empresário, era usada, segundo o Ministério Público suíço, para trazer dinheiro da Europa para o Brasil
10 agosto 2009
Da Redação
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou esta segunda-feira em alta de 0,89%, aos 56.830,01 pontos. É a maior pontuação do Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) neste ano. O ganho acumulado até agora é de 51,3%.A menor pontuação da Bolsa neste ano foi registrada em 2 de março, quando o indicador marcou 36.234,69 pontos. A recuperação das ações é um dos elementos apontados por especialistas para defender que a crise econômia global passou sua pior fase.
O entrevistado nesta semana é o blogueiro Oni, editor do Onipresente

As diferenças são evidentes. Na minha opinião, as duas primeiras são "políticas militantes" e Dilma é uma "militante política". Não que isso as desabonem como candidatas, pelo contrário. Ambas tiveram seu momento e souberam desempenhar (e bem) o papel histórico dado a cada uma.
2) Que análise você faz da CPI DA PETROBRAS e a cobertura da Mídia Brasileira?
A esse movimento de "tentativa desconstrução" do governo LULA, iniciado pelos representantes oligárquicos de sempre, com o aval da Mídia, deram o nome de CPI DA PETROBRÁS. Uma CPI de planejamento oposicionista-midiático, que tem como alvo o PT. Aí é que está a sepultura para o bloco oposicionista-midiático. A Petrobras tornou-se no imáginário coletivo como uma espécie de ícone do Brasil que dá certo.
3) Quais foram os paradigmas quebrados pelo presidente Lula durante o seu Governo?
O principal deles: Um metalúrgico sem diploma de faculdade JAMAIS daria certo como governante. Outro: toda política, seja ela do ponto de vista Econômico, Social deveria e tinha a obrigação de ser formulada primeiro e exclusivamente para a Elite. Estava ainda em voga o pensamento; VAMOS FAZER O BOLO CRESCER PRIMEIRO, para depois dividí-lo. Deram com os burros nágua!
4) Você acha que se o Serra for eleito presidente, ele vai dar continuação aos programas sociais do governo Lula?
Nunca. A vocação de José Serra é para o NEOLIBERALISMO, para o Estado Mínimo, corrente dominante no NINHO TUCANO.
5) Como você analisa a crise do Senado?
Não há crise no senado. O que há lá é a mais surrada forma de "politicagem". Setores ultrapassados da política nacional, criam subterfúgios para assumirem posições estratégicas no poder, para com isso, continuarem com as benesses que esse poder sempre deu, a uma casta da sociedade brasileira. Esse partidos (DEM, PSDB et caterva) necessitam apresentar propostas, projetos para a sociedade e não os tem. Por isso usam desses artifícios tão comuns no século passado e que já não encontram mais sustentação no mundo de hoje.
Considerações finais:
LULA com certeza vai fazer a sucessora, não tenho o menor receio. O eleitor sabe votar sim, e muito bem. O governo LULA inaugurou um nova era de relacionamento eleitor/candidato. Hoje as falsas promessas não mais"encantam" o eleitor. Todos sabem o que é necessário para um bom governo: atitudes simples, objetivas, nas quais o "povo", no sentido de massa, contigente marginalizado da população, é o maior beneficiado. Isso LULA fez com maestria. LULA hoje é o fiel depositário de um governo voltado para o cidadão. Através dessa premissa, a Economia Brasileira deu um salto significativo, pois inseriu um enorme contingente de pessoas que ficavam à margem da economia. LULA conseguiu que o fenômeno imigratório se apresentasse de outra forma, contrariando o sentido natural: regiões atrasadas/grandes centros. Hoje há uma inversão saudável nessa fórmula. Os imigrantes dos grandes centros estão voltando para sua terra de origem, graças ao governo, ao bolsa-família e inserção de jovens no mercado de trabalho e até nas faculdades. Palmas para LULA. Então porquê não votar na candidata de LULA? Somente um louco, um aventureiro pensaria de outra forma. O modelo NEOLIBERAL dos demos-tucanos foi rejeitado em 2002 pelo povo que só testaria hípóteses se apresentarem algo melhor que o governo LULA. Algo impossível de imaginar, comparado à forma terrorista de fazer política da oposição, com sua política restritiva, elitista e recessiva além de uma notória ausência de projetos. Quem sobreviveu ao pior período da vida política nacional da década, que foi o ano de 2006, pode acreditar piamente na vitória em 2010!Onipresente
http://www.blogdoonipresente.blogspot.com/
Entrevista publicada no blog da Dilma.
Polícia Federal faz operação contra fraudes em licitações de obras do PAC
Agência Brasil
BRASÍLIA E CUIABÁ - A Polícia Federal (PF) prendeu 11 pessoas nesta segunda-feira durante a Operação Pacenas, que investiga fraudes em licitações envolvendo recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O valor total da fraude chega a R$ 219 milhões, sendo que pelo menos R$ 10 milhões já teriam sido pagos. Durante a operação, foram presos empresários do setor de construção civil e funcionários públicos. Entre os presos estão o suplente de deputado estadual Carlos Avalone (PSDB), que é vice-presidente da Federação das Indústrias do Mato Grosso, Anildo Lima Barros, também diretor da federação e ex-prefeito de Cuiabá, o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil, Luis Carlos Richter Fernandes, e o procurador-geral da prefeitura de Cuiabá, José Antônio Rosa. As prisões foram decretadas pelo juiz federal da 1ª Vara de Mato Grosso Julier Sebastião da Silva.
Segundo a assessoria de imprensa da PF, as investigações começaram ainda em 2007, quando o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas detectaram um possível direcionamento no edital para obras do programa. Segundo a PF, sete contratos da empresa de saneamento de Cuiabá, a Sanecap, foram direcionados para um grupo de empresas. As empresas beneficiadas eram escolhidas antes mesmo de a licitação ser publicada. Os concorrentes ajustavam o conteúdo das propostas previamente, oferecendo pagamentos em dinheiro e parte dos contratos firmados com a prefeitura. As empresas integrantes do esquema têm força política em Mato Grosso.
Entre as irregularidades constatadas pelo TCU, estão a falta de parcelamento do objeto e preços acima dos de mercado. Técnicos do TCU solicitaram que os contratos fossem refeitos, mas as fraudes não foram eliminadas.
Envolvidos responderão por fraude à licitação
Em escutas, Rosa foi flagrado conversando com donos de empresas que participavam das licitações. O advogado do procurador diz que isso não é crime.
- Ele conversava com técnicos do TCU. Era consultado, passava informações sobre o que estava acontecendo no trâmite dos processos. Essa é uma função do procurador do município.
Os advogados de Avalone, Lima Barros e Richter Fernandes consideraram as prisões precipitadas. Eles analisam o teor das denúncias e ainda nesta segunda-feira devem entrar com um pedido de habeas corpus.
Os envolvidos responderão pelos crimes de fraude à licitação, advocacia administrativa e formação de quadrilha. As penas variam de detenção de três meses até a reclusão de 3 anos além de multa.
Os agentes da PF cumprem ainda 22 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, além de outros nove em São Paulo (5), Goiânia (3) e Distrito Federal (1). A operação foi batizada de Pacenas, que é a palavra Sanecap ao contrário.
José Antônio Rosa (Procurador-geral da Prefeitura de Cuiabá, homem de confiança do prefeito Wilson Santos, ex-presidente da SANECAP)
(Por Stella Fontes)


